Ano X - nº5 Jul/Ago/Set 2019 ISSN 2238-3093
Governança Corporativa na Educação
O Ensino Médio e os Itinerários Formativos Pág. 10
Marketing Educacional na era Digital
Linhas de Ação Pastoral ANEC
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Pág. 32
A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil tem como finalidade atuar em favor de uma educaçãp de excelência, promover uma educação cristã evangélico-libertadora, entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana - sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna solidária e pacífica segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja. CONSELHO SUPERIOR Ir. Irani Rupolo (Presidente) Pe. Mario Sundermann (Vice-Presidente) Ir. Claudia Chesini (Secretária) CONSELHEIROS Frei Gilberto Gonçalves Garcia Ir. Iranilson Correia de Lima Ir. Ivanise Soares da Silva Pe. João Batista Gomes de Lima Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Pe. Josafá Carlos de Siqueira Pe. Maurício da Silva Ferreira Ir. Márcia Edvirges Pereira dos Santos DIRETORIA NACIONAL Ir. Paulo Fossatti (Diretor Presidente) Ir. Adair Aparecida Sberga (Diretora 1ª Vice-Presidente) Ir. Natalino Guilherme de Sousa (2º Vice-Presidente) Ir. Marli Araújo da Silva (Diretora 1ª Secretária) Prof. Dr. Pe. Maurício da Silva Ferreira (Diretor 2º Secretário) Pe. Roberto Duarte Rosalino (Diretor 1º Tesoureiro) Frei Claudino Gilz (Diretor 2º Tesoureiro) CONSELHO PARA ASSUNTOS ECONÔMICOS E FISCAIS - CAEF Pe. Ricardo Carlos (Presidente) Luiz Cezar Marque (Conselheiro Titular)
Mauro Peres Macedo (ConselheiroTitular) Ir. Amélia Guerra (Conselheira Suplente) Pe. José Marinoni (Conselheiro Suplente) Julia Eugênia Cury (Conselheira Suplente) SECRETARIA EXECUTIVA James Pinheiro dos Santos CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Roberta Valéria Guedes de Lima CÂMARA DE ENSINO SUPERIOR Fabiana Deflon dos Santos Gonçalves CÂMARA DE MANTENEDORAS Guinartt Diniz Rodrigues Antunes
SETOR PASTORAL/RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL Ir. Claudia Chesini SETOR ADMINISTRATIVO/FINANCEIRO Idelma Alves Alvarenga
COORDENAÇÃO DE EVENTOS Davi Lira Varela Rodrigues
SECRETÁRIA GERAL Tatiana Perrine DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Agência Bear. PRODUÇÃO EDITORIAL ANEC/Agência Bear.
REVISÃO TEXTUAL Agência Bear. PROJETO GRÁFICO Agência Bear.
A Revista EDUCANEC é uma publicação da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)
SEPN Quadra 516, Conjunto D, Lote 09 Edifício Via Universitas - 4º andar CEP: 70770-524 Telefone: (61) 3533-5070
E-mail: comunicacao@anec.org.br Site: www.anec.org.br
Impressão: FTD (11) 3545-8600 Tiragem: 8.000 mil exemplares
Sumário
Editorial 5
Notícias - Educação Básica 9 Notas Técnicas da ANEC
10 O Ensino Médio e os
14 Dias ANEC
18 Nasce um modelo inovador
20 Entrevista sobre
Itinerários Formativos
Notícias - Ensino Superior 16 Estratégias Didáticas Assimétricas
de educação superior
Curricularização da Extensão
Notícias - Mantenedoras 23 Demonstrações Financeiras do Terceiro Setor
25 Compliance e
Segurança Jurídica
27 Preparados para qualquer futuro
Notícias - Pastoral
Educacional na Era Digital
Artigo
32 Linhas de Ação
36 Projeto Roda
Capa
Boas Práticas
Pastoral ANEC
30 Marketing
de Conversa
38 A ANEC Orienta suas Associadas em como Implementar a BNCC
44 Um Modelo de Governança
46 Romaria
57 Missa La Salle em
Reflexão
50 60 Anos da Escola Franciscana
60 Jornada Provincial das
53 Excelência Escolar e Formação
62 Espaço Saúde do UNIFATEA é
55 CNSG, à luz da
64 Mostra Multidisciplinar no
ANEC GO
para a Educação
N. S. de Fátima
comemoração aos 300 Anos
Juventudes
66 Sistema de Avaliação da Educação Básica
Humana se Traduzem em Resultados no ENEM
Referência no Trato de Lesões e Feridas de Pele com Atendimento Gratuito
Redes em Rede verdade!
68 Juntos pela
Colégio Santa Catarina
Educação Católica
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Agenda
Estante
Quiz
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jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
Editorial
A acelerada necessidade de adaptar a Educação Católica para a garantia do fortalecimento da identidade A governança corporativa engloba um conjunto de processos e mecanismos de controle voltados à garantia da qualidade administrativa de uma Instituição de Ensino. Apesar de muito desse tema ser condicionado às Universidades e às Faculdades, entende-se que faz valer a importância em todos os níveis de ensino, incluindo as Escolas. A vantagem principal de trabalhar a governança corporativa na gestão escolar católica é tornar os processos administrativos mais fluídos e assertivos, ou seja, o ponto focal sempre deve ser o bem-estar de todos os stakeholders: gestores, corpo docente, fornecedores, alunos e pais (estes, quando falamos em Educação Básica). Sem evoluir em seus processos internos e havendo interferências negativas para a adoção de indicadores de desempenho, sistemas de gestão educacional informatizados e políticas de controle, as Instituição de Ensino Católicas não conseguirão se manter de forma sustentável e perderão o fortalecimento da identidade que prima pela formação de crianças e jovens transformadores de um Mundo direcionado aos valores humanos. Nesta edição da Revista EDUCANEC, convidamos você, leitor, a explorar sobre essa temática nas páginas seguintes, além de partilhar outros assuntos que dialogam com a atualidade da educação católica, permeando a Educação Básica, Educação Superior, Pastoral e Mantenedoras.
Boa leitura! Ir. Paulo Fossatti - Diretor Presidente da ANEC jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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PARTICIPE
Abr/Mai/Jun 2019 | nยบ 4 | Revista EDUCANEC
PARTICIPE
A Revista EDUCANEC está de cara nova!
Um novo nome, um novo projeto gráfico. Tudo feito com o intuito de melhorar ainda mais a relação com você, leitor. E, para aprofundar ainda mais essa relação, gostaríamos de convidá-lo a participar conosco na construção desse material.
Tem interesse em sugerir novos assuntos por meio de notas, reportagens ou indicações de fatos interessantes? Então compartilhe conosco. Basta enviar um e-mail para: comunicacao@anec.org.br Abr/Mai/Jun 2019 | nº 4 | Revista EDUCANEC
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Notícias - Educação Básica
Notas Técnicas e 2ª Coletânea de Inclusão: produções da Câmara de Educação Básica da ANEC para suas associadas Por Câmara de Educação Básica da ANEC
A Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) acompanha as tendências do cenário brasileiro e atua segundo os interesses das instituições católicas, nas diferentes esferas da sociedade civil e do poder público. A ANEC, por meio de suas Câmaras e do setor de Pastoral, busca dialogar com os órgãos e instituições educacionais com a finalidade de atuar em favor de uma educação de excelência que visa à formação integral da pessoa humana, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, de acordo com o Evangelho e o ensinamento social da Igreja. Nesse sentido, desde 2017, a Câmara de Educação Básica, com apoio dos seus grupos de trabalho e representantes de suas associadas, tem produzido notas técnicas e conteúdos formativos os quais se tornam documentos norteadores importantes para as discussões nas redes de ensino católicas, bem como nos órgãos governamentais e institutos de pesquisa de educação, tornando a ANEC referência em pautas da educação brasileira.
As notas técnicas produzidas pela Câmara de Educação Básica da ANEC sobre a Base Nacional Comum Curricular, o Ensino Médio, o Plano Nacional de Educação, as Diretrizes Curriculares do Ensino Médio, entre outras, são vistas como documentos orientadores em tomadas de decisão nas diversas instâncias da área educacional A Câmara de Educação Básica da ANEC antecipa para as associadas que lançará em agosto deste ano notas técnicas sobre os seguintes temas: a EAD na Educação Básica, o novo FUNDEB, o Ensino Domiciliar e sobre as orientações para Implantação dos Itinerários Formativos no Ensino Médio. Ainda em agosto, a Câmara lançará a II Coletânea de Inclusão que foi organizada com o relato de 5 boas práticas de inclusão que são realizadas nas escolas católicas do Brasil.
Redes em Rede! Juntos pela Educação Católica!
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Notícias - Educação Básica
O Ensino Médio
e os Itinerários Formativos:
Conceituando para entender na prática Por Roberta Guedes (Gerente da Câmara de Educação Básica da ANEC)
Câmara de Educação Básica da ANEC A ANEC está atenta às demandas de suas associadas e, por isso, apresenta um texto resumo do Guia de Implementação do Novo Ensino Médio, do Ministério de Educação - MEC, tendo como objetivo apoiar as reflexões das escolas católicas em relação à implementação Base Nacional Comum do Ensino Médio e dos itinerários formativos. Nesse sentido, a Câmara da Educação Básica publicará em agosto uma Nota Técnica, construída pelo Grupo de Trabalho Pedagógico Nacional da ANEC, com representação das mantenedoras das associadas, onde são apresentadas pistas para orientar as Redes de Ensino no seu processo de implantação do Novo Ensino Médio. Outra ação prevista pela Câmara de Educação Básica é um debate com representação do MEC, do Conselho Nacional de Educação - CNE e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP sobre os Indicadores Educacionais do Ensino Médio e as proposições de uma educação de Excelência, no Seminário Virtual de Gestão Pedagógica, que acontecerá dia 10 de setembro e será transmitido via web para todo o território nacional. A seguir, apresentamos os principais destaques sobre o Novo Ensino Médio e os Itinerários Formativos. Esperamos que aproveitem a leitura!
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Contextualizando Previsto no Plano Nacional de Educação de 2014, o Novo Ensino Médio surgiu a partir de mudanças recentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) e da elaboração da parte para o Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Sua proposta considera três grandes frentes: o desenvolvimento do protagonismo dos estudantes e de seu projeto de vida, por meio da escolha orientada do que querem estudar; a valorização da aprendizagem, com a ampliação da carga horária de estudos e a garantia de direitos de aprendizagem comuns a todos os jovens, com a definição do que é essencial nos currículos a partir da BNCC.
O que muda no Ensino Médio? A flexibilização do currículo e foco no direito as aprendizagens essenciais: os currículos do Novo Ensino Médio terão uma parte referenciada na BNCC (formação geral básica) e os itinerários formativos, que oferecem caminhos distintos aos estudantes, ajustados às suas preferências e ao seu projeto de vida, cuja oferta considera as possibilidades de escolas e redes. É principalmente na escolha do itinerário, portanto, que se materializa o protagonismo juvenil. A BNCC define competências e habilidades para quatro áreas do conhecimento (Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas), contemplando todos os componentes curriculares. O documento estimula que as redes organizem seus currículos de forma que os componentes de uma mesma área sejam trabalhados de forma integrada. Língua Portuguesa
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e Matemática são as únicas disciplinas com habilidades específicas, que precisarão ser trabalhadas, obrigatoriamente, durante toda a extensão do Ensino Médio. Os Currículos do Novo Ensino Médio serão compostos por uma parte que mobiliza os conhecimentos previstos na BNCC (formação geral básica) e pelos itinerários formativos, indissociavelmente. Os itinerários formativos são o conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas escolas e redes de ensino que possibilitam ao estudante aprofundar seus conhecimentos e se
preparar para o prosseguimento de estudos ou para o mundo do trabalho. Os itinerários podem estar organizados por área do conhecimento e formação técnica e profissional ou mobilizar competências e habilidades de diferentes áreas ou da formação técnica e profissional, no caso dos itinerários integrados. Os estudantes podem cursar um ou mais itinerários formativos, de forma concomitante ou sequencial. As redes terão autonomia para definir os itinerários oferecidos, considerando suas particularidades e os anseios de professores e estudantes. Esses itinerários podem mobilizar todas ou apenas algumas competências específicas da (s) área (s) em que está (ão) organizado (s).
A seguir apresentamos exemplos de itinerários formativos:
Fonte: Guia de Implementação de um Novo Ensino Médio – MEC, 2019
Os estudantes matriculados no Ensino Médio regular terão a possibilidade de cursar integralmente um itinerário técnico, fazer um curso técnico junto com cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), ou até mesmo um conjunto de FICs articuladas entre si. Existe ainda a oportunidade de os jovens percorrerem itinerários voltados para uma ou mais áreas do conhecimento complementados por cursos FIC. Possibilidades:
1. Formação geral básica em uma escola de Ensino Médio e formação técnica e profissional em instituição parceira: o estudante pode cursar as unidades relacionadas à formação geral básica em uma escola de Ensino Médio regular e, na parte destinada aos itinerários, realizar cursos técnicos ou FICs em instituições parceiras, considerando as possibilidades de oferta das redes e os critérios para estabelecimentos dessas parcerias definidos pelos sistemas de ensino.
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2.Ensino Médio Integrado: o estudante pode realizar a formação geral básica e cursos de formação técnica e profissional em uma mesma escola de Ensino Médio, de forma integrada. Nesse caso, a articulação entre os conhecimentos previstos na parte dos currículos dos itinerários e da formação geral básica pode possibilitar o melhor aproveitamento de carga horária.
O Novo Ensino Médio amplia a carga das escolas de 2.400 horas para pelo menos 3.000 horas totais, garantindo até 1.800 horas para a formação geral básica, com os conhecimentos previstos na BNCC, e o restante da jornada para os itinerários formativos. As escolas têm até março de 2022 para se adaptar a essa mudança.
Fonte: Guia de Implementação de um Novo Ensino Médio – MEC, 2019
O Currículo e as Unidades Curriculares O que são as Unidades curriculares: são os elementos com carga horária pré-definida cujo objetivo é desenvolver competências específicas, seja da formação geral básica, seja dos itinerários formativos. Além da tradicional organização por disciplinas, as redes e escolas podem escolher criar unidades que melhor respondam aos seus contextos e às suas condições, como projetos, oficinas, atividades e práticas contextualizadas, entre outras situações de trabalho. O conjunto de unidades curriculares de um itinerário deve desenvolver as habilidades de pelo menos um dos eixos estruturantes apresentados nos referenciais para a elaboração dos itinerários formativos. 14
Exemplos: laboratórios, oficinas, clubes, observatórios, incubadoras, núcleos de estudo, núcleos de criação artística, entre outros. As unidades curriculares da formação geral básica podem ser ofertadas de diversas formas, respeitando a obrigatoriedade de que Língua Portuguesa e Matemática estejam presentes em todos os anos do Ensino Médio. As DCNEM apontam para que os currículos sejam organizados e planejados dentro das áreas de forma interdisciplinar e transdisciplinar. As redes ou escolas podem criar unidades curriculares diversas, como projetos, oficinas, clu-
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bes, laboratórios, entre outras formas de organização, por módulos ou unidades temáticas, para desenvolver as aprendizagens. É importante evitar, na construção dos currículos, a fragmentação das unidades curriculares que tratam da BNCC. A organização proposta possibilita a construção de currículos interdisciplinares que mobilizam as habilidades de todos os atuais componentes curriculares, bem como os temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Considerando as competências gerais da BNCC e da LDB, as redes deverão definir estratégias para trabalhar o desenvolvimento do projeto de vida dos estudantes, como orientação vocacional e profissional e preparação para o mundo do trabalho, atividades para trabalhar a capacida-
de dos estudantes de definirem objetivos para sua metas, de exercitarem determinação, perseverança e autoconfiança para realizar seus projetos presentes e futuros. Este também pode ser um espaço importante para ajudar os estudantes na escolha de seus itinerários formativos. É preciso que as escolas tenham algum espaço no currículo para oferecer unidades curriculares que conversem com os anseios e as expectativas dos seus estudantes e com a realidade local, considerando as possibilidades de oferta na região. Essas unidades não necessariamente precisam ter relação com as competências e habilidades específicas do itinerário escolhido, possibilitando que todos realizem, por exemplo, um curso FIC, uma atividade de intervenção comunitária, oficinas de danças, música, entre outras, sem ter escolhido um itinerário que trate especificamente desses conhecimentos.
FOTO FLICKR
Atenção: as unidades ofertadas em um itinerário podem estar agrupadas em periodicidades distintas. Nesse sentido, pode haver unidades com duração de um ano, um semestre, um bimestre, entre outras possibilidades temporais. Como já apontado nos princípios norteadores, recomendamos que a rede considere a oferta de unidades com duração inferior a um ano, pois no desenho dos itinerários podem surgir unidades curriculares cuja carga horária não seja suficiente para permear todo o ano letivo. Após definir a organização dos itinerários e as unidades curriculares que irão compô-lo, é necessário definir a periodicidade de cada uma dessas unidades. A carga horária dos itinerários formativos pode estar organizada de diversas formas ao longo do Ensino Médio, tendo a rede que definir se essa distribuição se dará de forma igual ao longo do Ensino Médio ou com concentrações distintas. Como já apontado nos princípios norteadores, recomendamos que haja sempre a presença de carga horária dos itinerários ou relacionada ao desenvolvimento do projeto de vida desde o início do Ensino Médio. Ainda, é importante considerar que os estudantes poderão cursar mais de um itinerário de forma sequencial ou concomitante. Cabe às redes planejarem uma distribuição de carga horária que permita aos estudantes realizar escolhas que dialoguem com seu projeto de vida.
Fonte: Texto adaptado do Guia de Implementação de um Novo Ensino Médio – MEC, 2019 jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Notícias - Educação Básica
Belo Horizonte, Teresina, Manaus, Campina Grande e Florianópolis
A Associação Nacional de Educação Católica – ANEC realizou, durante os meses de abril a julho de 2019, uma parceria com as entidades de Belo Horizonte, Teresina, Manaus, Campina Grande e Florianópolis denominada de Dia ANEC. Esses momentos vislumbram a mobilização nacional das Escolas, cada qual em sua região, para o fortalecimento da identidade católica por meio de reflexões, palestras e networking acerca dos temas mais atuais e relevantes do segmento educacional católico. O objetivo em comum entre todas as Instituições de Educação Básica participantes é a excelência acadêmica e formação integral das infâncias e juventudes, primando pelo desenvolvimento de cidadãos protagonistas e agentes transformadores de uma sociedade direcionada aos valores humanos.
Para conhecer sobre o Dia ANEC de todos os Estados, acompanhe as informações em nosso site: https://anec.org.br/diaanec/
AÇÃO
Novos rumos para a educação: o fazer do professor na sociedade em transformação
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Aconteceu no dia 27 de abril, no Auditório do Colégio Padre Eustáquio, onde estavam presentes o Prof. Francisco Angel Morales Cano (Conselheiro da Educação Básica da ANEC-MG) e o Prof. Eduardo Calbucci. Juntos abordaram sobre o tema "Novos rumos para a educação: o fazer do professor na sociedade em transformação".
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O evento reuniu centenas de educadores de Escolas Católicas do Estado e contou também com a ilustre presença do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, Dom Joaquim Mol, para um pronunciamento sobre a tarefa de evangelização e a necessidade de trabalhar o humanismo solidário em todas as frentes educativas, sobretudo, nas relações interpessoais.
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O professor frente aos desafios do novo cenário da Educação No dia 1º de junho aconteceu o Dia ANEC, que teve como tema “O professor frente aos desafios do novo cenário da Educação” , no Centro Cultural Efatá, em Teresina. A palestra, que enfatizou o grande desafio das escolas de transformar o mundo por meio da educação e reuniu cerca de 450 profissionais da educação, foi presidida pelo Prof. Francisco Angel Morales Cano (Conselheiro da Educação Básica da ANEC-MG). Para encerrar esse rico momento, a equipe responsável preparou uma celebração eucarística, cujo intuito era reforçar os laços de comunhão e unidade enquanto Escolas Católicas.
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A BNCC e as estratégias pedagógicas / Educar no século XXI: o desafio nas escolas e na família
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O Dia ANEC aconteceu no dia 27 de julho e teve a participação de duas palestrantes: Prof.ª Adriana Teixeira, que dialogou sobre “A BNCC e as estratégias pedagógicas” e a Prof.ª Me Roberta Guedes, que explanou acerca do “Educar no século XXI: o desafio nas escolas e na família”.
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Com mais de 300 participantes, O Centro Educacional La Salle abraçou o evento que rendeu excelentes reflexões e partilhas.
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A educação integral na perspectiva da Educação Católica: ampliando espaços
Durante o evento, o público foi convidado a refletir sobre uma educação de qualidade, que forma cidadãos responsáveis com princípios e valores.
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Reunidos em volta do tema “A educação integral na perspectiva da Educação Católica: ampliando espaços”, palestrado pela Prof.ª Pilar Lacerda, o Dia ANEC aconteceu no dia 3 de agosto, no Colégio Imaculada Conceição (DAMAS).
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A implantação da BNCC e o currículo da Escola Católica / O currículo, a espiritualidade e a prática pedagógica na Escola Católica
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O Dia ANEC aconteceu no dia 31 de agosto e foi realizado com base em duas temáticas que se correlacionaram: “A implantação da BNCC e o currículo da escola católica” palestrada pelo Prof. Dr. Francisco Thiago da Silva e “O currículo, a espiritualidade e a prática pedagógica na escola católica” palestrada pela Prof.ª Me Roberta Guedes.
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O momento foi acompanhado por diversos participantes que puderam discutir sobre o âmbito educacional, ampliando o conhecimento a respeito da importância sobre a educação humanizada nos dias atuais. jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Notícias - Ensino Superior
Estratégias Didáticas Assimétricas Como aumentar o ganho de aprendizagem dos alunos sem mudanças radicais. Por Paulo Tomazinho A reclamação da maioria dos professores dos mais diferentes níveis de ensino é o mesma "cada dia está mais difícil ganhar e manter a atenção dos alunos" Muitos relacionam isso ao comportamento da nova geração, à educação que recebem em casa, à influência da tecnologia e ao uso excessivo de telas. É muito comum que professores atribuam aos celulares e ao comportamento da atual geração de alunos como os grandes culpados pela falta de interesse em aprender. Mas será que são somente esses fatores externos e fora do nosso controle que estão impactando no ganho de aprendizagem dos nossos alunos? É fato que fatores como tecnologias exponenciais, perfil comportamental das gerações e mesmo pressões demográficas têm mudado de forma acelerada o mundo em que vivemos, e é consenso que a escola e seus processos didáticos precisam acompanhar essa evolução do mundo e mudar, ou adaptar seus métodos para continuar interessante e relevante. Em momentos de transformações sociais e comportamentais como a que estamos vivendo, surge todo o tipo de soluções mágicas: aplicativos, tecnologias, sistemas, metodologias que prometem revolucionar a educação, deixar de lado o velho modelo e "virar a chave" para um novo modelo pedagógico. No entanto, educação é um problema complexo. E como todo problema complexo, existem muitas variáveis interco18
nectadas, em que uma mudança ou simples alteração de uma engrenagem afeta outras e pode comprometer todo o sistema. Há mais de 70 anos pesquisadores têm defendido teses de como o homem e as crianças aprendem. Porém, pouca mudança tem de fato acontecido nas salas de aula, onde a ação realmente acontece. Apesar das escolas e instituições de ensino investirem em treinamentos dos seus professores, palestras, consultorias e até programas de incentivo à adoção de algumas tecnologias educacionais e novos métodos de ensino, pouco tem mudado no dia a dia e na forma que professores ensinam. A palestra, a aula expositiva, a transmissão e explicação de informações e conceitos ainda são a norma na grande maioria das escolas e instituições de ensino superior do Brasil. Você certamente deve conhecer uma ou mais escolas que investiram em lousas digitais, algumas até investiram no treinamento dos professores conforme a orientação dos fornecedores dessas tecnologias, que prometiam uma revolução do ensino. A grande pergunta é: Quantos professores realmente fazem uso diário dessa tecnologia? Valeu o investimento? Melhorou o processo de ensino e aprendizagem? Claro que existirá um ou outro caso de sucesso, talvez esses casos estejam ligados a um ou outro professor apaixonado pelo que faz, mas certamente não pode ser replicado à grande massa de professores, ou seja, não virou norma, e sim constituem exceções.
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Reconhecendo que a educação é processo complexo. Reconhecendo que uma grande maioria dos professores está no que eu chamo de zona de conforto pedagógico, reproduzindo e transmitindo conteúdos que vêm empacotados em sistemas de ensino. Reconhecendo a importância da tomada de decisão em evidências científicas e ainda vivenciando o chão da sala de aula como professor e, atualmente, tendo a oportunidade de conviver com professores de praticamente todas as regiões do Brasil, de todos os níveis de ensino (público e privado), em palestras e workshops, sinto a necessidade de propor uma alternativa que tenho chamado de Estratégias Didáticas Assimétricas.
Quantidade de Tempo Investido
Estratégias Didáticas Assimétricas podem ser definidas como estratégias didáticas que resultam num ganho de
80 - 90% Tradicional
aprendizagem desproporcional ao tempo investido no ensino. Os resultados das pesquisas científicas e de meta-análises apontam que discussão em grupo, aprender fazendo e aprender ensinando outros colegas são estratégias de ensino muito mais eficazes que a aula expositiva e leitura individual. Considerando que muitos professores sentem-se seguros e confortáveis em ensinar de forma tradicional, a proposta da estratégia didática assimétrica é encorajar que esses professores invistam no início apenas 10 a 20% do tempo das suas aulas em estratégia de ensino centradas nos aluno. “Dessa forma, o professor fica na sua zona de conforto na maior parte do tempo e arrisca uma pequena parte da aula em algumas estratégias que podem resultar num grande ganho de aprendizagem por parte dos alunos”, explica Tomazinho.
10-20% Ativa
Estratégias de Ensino e Aprendizagem
DIVULGAÇÃO PELO AUTOR DA MATÉRIA
A grande vantagem desta estratégia é permitir que o professor diversifique sua aula no quesito metodológico, ganhe cada vez mais segurança e confiança na utilização de metodologias ativas e ainda permite o desen-
volvimento de novas habilidades e competências pelos alunos, ainda assim, permanece na sua zona de conforto pedagógico 80 a 90% do tempo da aula.
Paulo Tomazinho Pesquisador, Palestrante, Mentor e Fundador da Meta Aprendizagem, consultoria especializada em ajudar escolas e IES a implantar metodologias ativas e fazer a gestão da inovação.
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Notícias - Ensino Superior
NASCE UM MODELO INOVADOR DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NA CATÓLICA DE VITÓRIA ES Por Cledson Martas Rodrigues FOTO: CATÓLICA DE VITÓRIA
O que e como a Católica pretende mudar no modelo de educação? Entendendo que o atual modelo vigente de educação superior não atende plenamente o desenvolvimento humano e as necessidades da sociedade contemporânea, a Católica decidiu implementar um modelo “inovador” de Educação Superior que vem sendo elaborado pela equipe docente da instituição, com base no projeto pioneiro implementado pela UniAmérica em Foz do Iguaçu – PR. Em sua missão transformacional, o Centro Universitário Católico de Vitória inicia a implementação de um modelo que impacta e transforma todos os elementos que constituem o processo educacional, entre eles: (a) o que se ensina; (b) para que se ensina; (c) como se ensina; (d) como se relaciona com seus atores e; (e) o modelo de sustentabilidade de todo o processo. Essas modificações podem ser exemplificadas pelos seguintes itens: a) O conteúdo a ser aprendido é revisto em função do seu significado e do seu contexto.
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No que consiste o modelo inovador que vem sendo implementado na Católica? É um modelo em que: 1. A sala de aula se aproxima do mundo real, da profissão e do trabalho, pois as demandas da comunidade são trazidas para serem realizadas/solucionadas em sala de aula.
b) O propósito de se estar ali também é revisto e integrado aos objetivos existenciais do estudante, dentro de um contexto de maior transformação social.
2. Total relação com o setor produtivo ou com a prática profissional, trazendo as demandas do setor produtivo e da prática profissional para a sala de aula e levando a sala de aula para dentro do setor produtivo, em indústrias, empresas e organizações em geral.
c) O método é alterado para processos mais ativos de aprendizagem, em que o aluno possa ser o protagonista da construção do seu conhecimento e de suas competências.
3. O foco é na aprendizagem baseada em projetos, com participação ativa do aluno no desenvolvimento de suas competências.
d) A relação com alunos e professores se modifica em função de elementos de maior interatividade e colaboração.
4. As atividades curriculares são voltadas ao desenvolvimento regional, em profunda sintonia com a comunidade.
e) A sustentabilidade institucional é buscada por meio da relação com a sociedade e as organizações, tirando todo o peso financeiro do estudante e seus familiares.
5. A prática e a teoria andam juntas, com igual carga horária e no mesmo tempo curricular.
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6. A estrutura do modelo é sempre híbrida, independente se o curso foi autorizado como presencial ou EAD. Praticamente não existem aulas expositivas no tempo presencial, mas existem aulas na plataforma virtual. 7. O tempo presencial é totalmente focado na aprendizagem ativa, a partir de diversas metodologias, mas sempre baseadas em projetos reais. 8. Os conhecimentos da neurociência aplicada à educação são utilizados para a definição das metodologias de ensino e aprendizagem, principalmente no que se refere à obtenção do aprendizado efetivo por parte do estudante. 9. Mentores (especialistas, profissionais e membros da comunidade em geral) se juntam a professores e alunos em sala de aula para compartilharem, de modo voluntário e colabo-
FOTO: CATÓLICA DE VITÓRIA
rativo, experiências, conhecimentos, habilidades e valores, acabando com a antiga hierarquia mestre-aluno existente no modelo tradicional.
Síntese das diferenças entre os modelos Modelo Educacional Tradicional
Modelo de Aprendizagem Tática
Baseado em conteúdos
Baseado em competências
Predomínio de aulas expositivas
Predomínio de Aprendizagem Ativa
Disciplinar (divisão curricular por disciplinas)
Inter e transdisciplinar (divisão curricular baseada em competências)
Predomínio da teoria sobre a prática
Concomitância da teoria com a prática
Baixa relação com o setor produtivo
Forte proximidade com o setor produtivo
Baixo envolvimento com a comunidade
Alto envolvimento com a comunidade
Formação baseada em teoria, simulações e demonstrações
Formação baseada em demandas reais práticas, vivências e experiências profissionais autênticas.
Conteúdo descontextualizado das demandas profissionais reais (pouco relevante).
Conteúdo alinhado com as demandas profissionais reais (altamente relevante).
Modelo hierárquico na relação professor/aluno
Modelo horizontalizado com base em processos colaborativos entre discentes, docentes, mentores e monitores.
Modelo just-in-case, onde existe uma sequência disciplinar repleta de pré-requisitos
Modelo just-in-time, onde o pré-requisito vem a tempo presente, eliminando o sequenciamento.
Modelo dicotômico – ou presencial ou EAD
Modelo Híbrido de Aprendizagem.
Cledson Martas Rodrigues Formado em Filosofia pela PUC Minas. MBA em Gestão de Instituições Educacionais -UCB; especializações em Cultura e Meios de Comunicação PUC-SP, Tevê Digital e Redes Sociais pela UCB; Desenvolvimento de Dirigentes pela Fundação Dom Cabral MG e Mestrado em Comunicação Organizacional pela UCB. Atualmente, é reitor do Centro Universitário Católico de Vitória jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Entrevista
Entrevista com o Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia sobre a Curricularização da Extensão O processo de Curricularização da Extensão é tema que tem gerado muitas dúvidas entre as Instituições de Educação Superior. Com vistas a fomentar uma reflexão e esclarecer alguns pontos importantes acerca da Resolução nº 07/2018 que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, a Revista EDUCANEC convidou o Prof. Dr. Gilberto Garcia (Ex Conselheiro do CNE e Relator da Resolução) para falar um pouco mais sobre essa temática. Revista EDUCANEC . Tendo como base a Resolução nº 07/2018 que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE 2014/2024, o Reitor poderia contextualizar o que é a Curricularização e quais os benefícios para o aluno? Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia - O propósito inicial do Conselho Nacional de Educação ao conceber a Resolução CNE/CES 7/2018 não teve como finalidade, unicamente, o cumprimento do disposto na meta 12.7 da Lei 13.005/2014, ou Lei de criação do Plano Nacional de Educação – PNE. Desde há certo tempo já se vislumbrava a necessidade de se promover um chamado marco regulatório para o campo da extensão no ensino superior, com validade nacional, em consequência de outras medidas regulatórias e avaliativas que já estavam em andamento no âmbito da educação superior brasileira. Cito, a título de exemplo, os novos instrumentos de avaliação do INEP, tanto o de avaliação institucional quanto os de cursos, que já contemplam, em suas versões atualizadas, indicadores avaliativos concernentes às atividades extensionistas nas Instituições de Ensino Superior. Esse é um dado significativo se considerarmos que os agentes públicos da avaliação, ao mesmo tempo em que elaboravam indicadores de avaliação da extensão nos instrumentos avaliativos, também não dispunham de um texto referencial sobre a matéria, com o qual os avaliadores in loco pudessem se orientar nesse processo avaliativo específico. Ademais, encontrávamos a surpreendente situação em que editais públicos federais promoviam o fomento à extensão, por meio do financiamento de projetos extensionistas, sem definir previamente o referencial teórico de extensão balizador da seleção das propostas vencedoras. Por fim, a lei que cria o PNE 2014-2024, em sua Meta 12.7, prescreve claramente a obrigatoriedade das IES em creditar um mínimo de 10% 22
de toda a matriz curricular do aluno em atividades de extensão, que se tornou popular com o termo “curricularização”. Esses são os três principais elementos que levaram o CNE a estabelecer diretrizes nacionais para a ação extensionista nos cursos de graduação com validade nacional. A Resolução, portanto, trouxe vários benefícios para o campo da extensão. Primeiramente em estabelecer, para todos os sistemas de educação, uma concepção inédita e consensual de extensão com suas diretrizes próprias. Estabelece não só os fundamentos e os princípios da extensão, como também a qualifica em diferentes modalidades possíveis, como: programas, projetos, eventos, prestação de serviço e cursos. Temos agora, enfim, uma orientação muito clara acerca do tema e que irá, certamente, facilitar o planejamento das instituições nesse campo. Pois, os programas institucionais de extensão doravante se incorporam aos planos de desenvolvimento das IES – os chamados PDIs, com definição explícita de sua implantação, metodologia, fomento, registro, creditação e avaliação. Em suma, foram essas as principais mudanças relevantes em relação ao processo de “curricularização” da extensão. A extensão, uma vez integrada ao plano político pedagógico das instituições, deverá ser declarada em seu PDI, quanto ao seu planejamento e, dessa forma, avaliada, registrada, sustentada adequadamente e creditada suas atividades no histórico
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escolar dos estudantes. Para estes últimos, a extensão se converte em uma nova metodologia de aprendizagem que alia o ensino e a pesquisa em diálogo com setores externos à universidade. A extensão, portanto, não pode ser concebida sem o ensino e a pesquisa conjuntamente. Com efeito, ela é assumida como uma metodologia de ensino e aprendizagem; uma metodologia de aprendizagem no contexto da interação com diferentes setores da sociedade. Um recurso que rompe, em parte, com o modelo tradicional e exclusivo da sala de aula, por exemplo. Pesquisas recentes revelam que a aprendizagem do aluno, sua capacidade de retenção e seu desenvolvimento pessoal no ambiente tradicional da sala de aula alcançam pouco sucesso se comparados com o modelo ensino-aprendizagem em ambientes inovadores ou em contexto interativo com setores da sociedade. Por muito tempo se caracterizou a extensão como uma atividade pedagógica externa à Universidade, voltada prioritariamente para os setores da sociedade com maior carência socioeconômica. Isso, no entanto, não é o que a Resolução prevê, exclusivamente. A Resolução entende por setores da sociedade, todos os tipos de ordenamento sociais organizados, como oportunidades reais de ambiente dialógico de aprendizagem e formação do estudante. Uma empresa, por exemplo, é um setor da sociedade, assim como ONGs, sindicatos, instituições de assistência, instituições religiosas etc. Percebam que o texto da Resolução não só rompe com a compreensão tradicional de extensão – voltada exclusivamente para intervenções assistenciais junto aos setores da sociedade – como também amplia esse conceito. Revista EDUCANEC - Existem, ainda, muitas dúvidas acerca desse tema. Como o Reitor pode definir a principal diferença entre as ações realizadas no âmbito da Curricularização da extensão e as atividades curriculares complementares? Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia - Precisamos voltar, reiteradamente, aos dois princípios fundamentais que caracterizam a atividade de extensão: a formação do estudante e
sua interação dialógica com os setores da sociedade. Portanto, tudo o que se constituir pedagogicamente como formação do estudante em interação com as diferentes esferas da sociedade pode ser creditado como atividade de extensão. Logo, quaisquer atividades pedagógicas complementares que pressuponham esses dois fundamentos, além de integrar ensino e pesquisa, podem ser consideradas atividades de extensão. Aliás, as ações extensionistas podem ser creditadas ou como partes de uma disciplina, ou como o todo de uma disciplina integral, voltada para um projeto de extensão específico, ou como o conjunto das duas possibilidades. O assunto “extensão”, aqui debatido, parte do princípio da concepção da extensão como uma metodologia de aprendizagem. Nada mais. Se entendermos a extensão como uma metodologia de aprendizagem que consiste em criar, para o estudante, ambiente de ensino e pesquisa no diálogo com a sociedade, cumpriremos o disposto na Resolução do CNE. É fato que muitas instituições de ensino já utilizam essa modalidade de aprendizagem e essa experiência pedagógica tem mostrado que o aluno se encanta muito mais com esse modo de aprender do que com o modo tradicional de aprendizagem. Concluímos, em vista disso, que não precisa haver necessariamente conflito, na matriz curricular do aluno, entre as chamadas atividades complementares e as atividades extensionistas. As primeiras podem ser transformadas nas últimas. Em suma, o eixo da aprendizagem passa a não ser mais: aluno – professor – sala de aula. Torna-se em: aluno – professor – setores da sociedade, em interação. Isso, a princípio, não conflita necessariamente com nenhuma outra atividade pedagógica do currículo, com exceção dos estágios supervisionados. Revista EDUCANEC - Com a publicação da Resolução nº 07/2018, o senhor acredita que muda algo acerca dos estágios ofertados na matriz curricular? Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia - Não muda nada para os estágios. Os estágios se orientam por uma Resolução própria do Conselho Nacional, que estabelece regras, formas, práticas e avaliações específicas para os estágios supervisionados obrigatórios. Uma Resolução não pode se sobrepor à regimentação de outra Resolução. Um comparativo entre as duas Resoluções (Extensão e Estágio Supervisionado) nos fará perceber até onde os princípios da extensão curricular alcançam ou não a prática do estágio curricular supervisionado. Em grande parte, a Resolução sobre a extensão não terá muito sucesso em absorver os estágios, considerando que estes também estão em relação direta com os conselhos profissionais. Esses conselhos têm um papel convencional no cumprimento dos estágios supervisionados obrigatórios.
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Vejo com muita dificuldade uma possível integração, como regime geral, entre as atividades de estágio e as ações extensionistas. Além das dificuldades anteriormente expostas, temos que levar em conta as especificidades do estágio em cada área do conhecimento. Estágio em direito, por exemplo, tem uma concepção diferente de estágio em pedagogia. Assim também vale na comparação entre as outras áreas de conhecimento. Em vista disso, há que se verificar, em cada curso, a possibilidade real de integração entre o estágio e a extensão. Creio que poucos serão os casos possíveis. Revista EDUCANEC - Reitor, sua vasta experiência na área educacional concede ao senhor um olhar crítico para as nuances do Ensino Superior, inclusive considerando sua experiência no Conselho Nacional de Educação. Nesse sentido, quais direcionamentos o senhor pode compartilhar para que as IES consigam incorporar atividades de extensão às matrizes curriculares dos cursos de graduação sem que haja desorganização ou resistência interna? Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia - Tenho percebido que as pequenas resistências quanto à curricularização da extensão, por parte dos agentes, partem de um certo desconhecimento do teor da Resolução. Recomendo primeiramente, portanto, que os dirigentes assumam a vontade política de ler e conhecer o texto do marco regulatório da extensão; que organizem fóruns, seminários, oficinas de debate sobre a matéria. Noto que grande parte das contraposições ao tema provém de receios em relação a alterações em matrizes curriculares já consolidadas. Há temores que vão desde a opinião sobre ampliação da carga horária do curso até o desconforto sobre aumento de custo nos orçamentos, em função de novos investimentos. Na prática, as pessoas têm descoberto que grande parte do volume do que já se emprega, metodologicamente, nos cursos de graduação, pode ser creditada como atividades extensionistas. É o que muitas coordenações de curso vêm percebendo: “Mas então nós já fazíamos extensão?” Sim, de
fato! Só que tais ações ainda não compunham, muitas vezes, um programa orgânico dentro do plano político pedagógico institucional; não estavam declarados em seu Plano de Desenvolvimento – PDI; não contavam com previsão avaliativa de suas atividades, sobretudo pela Comissão Própria de Avaliação (CPA); não demonstravam a relevância das ações de extensão para os avaliadores externos do MEC ou sequer registravam tais ações. A novidade trazida pela Resolução consiste, simplesmente, na sistematização dessas atividades e sua consequente integração aos currículos. É importante, nesse momento de reestruturação de matrizes curriculares, conhecer as experiências avançadas nesse processo. Trocas de conhecimentos e experiências entre instituições podem ser bem eficazes. Tenho viajado pelo Brasil e visto profissionais de Santa Catarina, por exemplo, participando de debates acadêmicos sobre extensão no sul de Minas Gerais, profissionais do Pará em São Paulo. Essas primeiras trocas de experiências têm mobilizado principalmente instituições, cujas missões institucionais são mais sensíveis à prática da extensão. O que seria de se esperar, naturalmente, de nossas organizações católicas. Algumas projetam até carga horária além do limite mínimo dos 10% de creditação da extensão junto aos cursos, exigidos na Lei. Destaco o progresso já realizado pelo pessoal dos institutos federais de educação. Esse é o segmento mais avançado, diria, no processo da curricularização da extensão, em todas as suas dimensões, desde a recomposição das matrizes até o registro acadêmico, passando pela criação de ferramentas e sistemas inovadores de creditação curricular. Importante é garantir que a política institucional de extensão não se reduza mais aos cuidados de um departamento ou um setor exclusivo dentro da Universidade. É uma política que deve ser apropriada por todo corpo institucional acadêmico. Aí que entra o papel fundamental das coordenações de cursos. Serão estas que viabilizarão o cumprimento efetivo das ações extensionistas, ao assumirem pedagogicamente, didaticamente e metodologicamente a execução dos programas de extensão nas matrizes dos cursos.
Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia Graduado, Mestre e Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi Reitor da FAE - Centro Universitário (1998-2007), da Universidade São Francisco - USF (2002-2009) e da Universidade Católica de Brasília - UCB (2015-2018). Ex-Conselheiro do Conselho Nacional de Educação - CNE. Atualmente é Reitor da Universidade São Francisco - USF.
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Demonstrações Financeiras do Terceiro Setor: uma reunião de dados ou qualidade na informação a serviço da Instituição? Por José Geraldo Pelegrini Melo
Em muitos casos, mais parece o mero cumprimento de uma obrigação! Quando chega o momento de encerrar a contabilidade do exercício, levantar e preparar as demonstrações financeiras e suas correspondentes notas explicativas, muitos contadores deixam de atentar para os detalhes, que serão responsáveis por tornar suas demonstrações financeiras adequadas e aderentes às Normas Brasileiras e Internacionais de Contabilidade, emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Ainda nos dias atuais, é fácil encontrar demonstrações financeiras de instituições do Terceiro Setor que trazem a rubrica ‘Disponibilidades’, já substituída há alguns anos por ‘Caixas e Equivalentes de Caixa’; algumas demonstrações financeiras ainda mostram no seu Ativo Imobilizado, a rubrica ‘Direito de Uso de Linhas Telefônicas’, um ativo que deveria ter sido baixado há anos pelo fato de que jamais será recuperado e, mesmo que pudesse um dia ser recuperado e mantido como Ativo, não seria como Ativo Imobilizado, e sim, como Intangível.
Claro está que nem sempre demonstrações financeiras que não tenham sido elaboradas sob as normas de contabilidade e consideradas as melhores práticas contábeis, atenderão devidamente aos seus objetivos. Tenho visto situações, com alguma frequência, de negativas de renovação do CEBAS porque as demonstrações financeiras não atendem às exigências técnico-profissionais. Bem, podemos então esclarecer que a qualidade na informação contábil é primordial; as demonstrações financeiras apresentam a situação da Instituição naquele momento, são originárias das operações e transações registradas durante o exercício e fornecem informações as mais importantes sobre a Instituição. Se é assim, podemos concluir que o momento da preparação das demonstrações financeiras é sublime! Qual deve ser, então, a forma correta de se elaborar e apresentar as demonstrações financeiras?
Em situações assim, podemos dizer que eles – os contadores responsáveis reúnem alguns dados, montam um conjunto de informações e as entregam à Administração, com um gesto simbólico de lavar as mãos e um sentimento de dever cumprido. E vamos tocar em frente porque a contabilidade do exercício atual está atrasada em seis meses!
A base de tudo são as Normas Brasileiras e Internacionais de Contabilidade, adotando-se em cada caso aquele conjunto que se mostra pertinente, além da plena aderência aos princípios de contabilidade e às melhores práticas contábeis. Nem todas as normas se aplicam a todos os casos, mas aquelas que se aplicam, devem ser adotadas em sua plenitude, justificando-se quando isso não é possível ou viável.
Como mencionei em artigo anterior, neste mesmo canal e também no Seminário Nacional promovido recentemente pela ANEC sobre o tema, a Gestão Contábil é algo muito intenso na atividade do Contador, que visa apoiar a gestão institucional a partir de base sólida de dados, informações, análises e interpretações, além da elaboração de relatórios gerenciais, de forma tempestiva, subsidiando os diretores da instituição para que possam dirigi-la corretamente.
As demonstrações financeiras de uma instituição do Terceiro Setor são formadas: pelo Balanço Patrimonial: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, pela Demonstração do Resultado do Exercício, pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e pela Demonstração dos Fluxos de Caixa. Quando necessário, pode-se elaborar e incluir a Demonstração do Valor Adicionado. Essas demonstrações financeiras são complementadas pelas Notas
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Notícias - Mantenedoras Explicativas, por um Relatório da Administração e, quando é o caso, pelos pareceres do Conselho Fiscal, do Conselho de Administração e dos Auditores Independentes. Nota-se de imediato o grande envolvimento de pessoas na elaboração, exame e aprovação de um conjunto de demonstrações financeiras. Quando finalmente estão prontas, são assinadas pelos diretores da Instituição e pelo Contador, que se torna assim, o seu Responsável Técnico e tudo o mais que isso signifique. Portanto, elas não podem “ser para nada”; não podem ser apenas para cumprir uma obrigação e nem podem ser apenas um aglomerado de dados reunidos periodicamente. Elas precisam ter o que chamaremos de ‘qualidade’ para indicar que serão, de fato, úteis aos seus usuários. Seguem alguns destaques. A primeira característica a destacar é a comparabilidade entre dois exercícios sociais. Quando comparamos as suas informações, elas precisam estar consistentes e adotadas sob as mesmas bases. Por exemplo: se a taxa de depreciação de um item do imobilizado era 5% e, no atual exercício, adotou-se 6%, não significa que tenha havido quebra na consistência, pois na verdade, o instituto da depreciação foi adotado nos dois exercícios, apenas alterando-se a taxa – o que merece uma explicação; no entanto, se no Ano I registramos a depreciação e no Ano II não a registramos, aí sim, houve uma quebra de consistência, ou mudança de prática contábil, que dá motivo aos devidos esclarecimentos e justificativas. Se houver mudança de práticas contábeis entre um exercício e outro, uma Nota Explicativa deve esclarecer isso e mensurando inclusive os seus efeitos sobre as demonstrações finan-
ceiras. Possivelmente, os auditores independentes farão uma modificação (ressalva) em seu Relatório (parecer). Outro item importante a ser observado é o conjunto de notas explicativas, muitas vezes copiado do vizinho. As notas explicativas são adotadas com o claro objetivo de fornecer informações adicionais e esclarecedoras sobre determinados itens das demonstrações financeiras, que por si só, não são plenamente compreensíveis. O conjunto das notas não é grande ou pequeno; ele tem de ser adequado, usando tão somente aquelas que são necessárias. A adoção de critérios claros e objetivos para as estimativas contábeis, como também as contingências existentes, processos judiciais em curso e outros, identificando a sua natureza e valor, demonstrando os procedimentos técnicos que são a base da elaboração das demonstrações financeiras, são fatores de suma importância para dar qualidade a essas demonstrações e confiabilidade para os usuários. É preciso ficar atento ainda para a consistência dos números e dados apresentados, adotados em pontos diferenciados das demonstrações financeiras e notas explicativas, que precisam fechar entre si, evitando a perda de confiabilidade. Também uma questão de extrema importância deve ser mencionada: a tempestividade! Ao nos habituarmos com o elástico prazo legal de 4 meses para encerrar as demonstrações financeiras, vamos acabar usando o prazo integral e acabamos por deixar de lado a eficácia e a eficiência, ficando longos quatro meses trabalhando uma questão que poderia ser encerrada mais rapidamente para tocarmos a vida em frente!
José Geraldo Pelegrini Melo Contador, Auditor Independente, Perito, Consultor, Professor e Palestrante, sócio da Pelegrini & Rodrigues Auditores Independentes e da P&R Training & Consulting. Especialização em EaD, Docência Superior, Educação Corporativa. pelegrini@pelegrinirodrigues.com.br 26
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Compliance e Seguranca Juridica Por: Napoleão Alves Coelho O ambiente normativo em que pululam as atividades operacionais das associadas Anec sempre foi inóspito, gravado por normas, exigindo o cumprimento de obrigações totalmente desproporcionais ao que esse escol de instituições agrega à sociedade na aplicação de recursos de forma complementar à atividade estatal. Há de se considerar que atividades de Educação, Saúde e Assistência Social, por seu caráter eminentemente público, dão-se em razão de autorização prévia por parte do ente político competente para a sua regulação. Agregada a esse cenário de controle público, acrescentamentos ao universo das associadas Anec, a chamada Filantropia, que também tem como base de atuação a excessiva intervenção do Estado, aliada a um cipoal de normas de natureza tributária, que deixam sempre a dúvida em relação a seus objetivos: controle da atividade X penalização (exclusão de benefícios tributários). Nesse sentido, não é nenhuma novidade reconhecermos a atenção que deve ser dispensada pelos gestores de nossas associadas em estabelecer sistemas e processos de controle, visando à conformidade institucional em relação ao conjunto normativo controlador de suas ações, seja a que nível for: acadêmico, institucional, societário, tributário, contábil, filantrópico, etc. Partindo dessa premissa, estamos falando de Compliance, que no âmbito das associadas Anec, resume-se em expressão contemporânea para ressignificar necessidades antigas, já que o controle estatal aqui reportado sempre esteve presente na vida das instituições. Porém, com o advento do avanço tecnológico refletido no ambiente digital, esse tipo de controle assumiu ares despóticos, que nos faz remeter ao Grande Irmão, personagem criado por George Orwel na distopia 1984. Ou seja, os sistemas de controle estatal assumiram ares de vigilância extremista, em muitos casos, realizada em tempo real. Ora, a necessidade é a mesma: atender aos reclames normativos. Mas, o nível de exigências foi ampliado de forma exponencial. Valendo-se da fala de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar
resultados diferentes”, destacamos Compliance e Segurança Jurídica como tema de reflexão em razão da continuidade demandada pelas associadas Anec. Já consagrado no ambiente corporativo, o verbete Compliance, considerando seu aspecto relacionado ao controle e fiscalização estatal, comporta o entendimento de um conjunto de diretrizes, processos, sistemas, disciplinas, etc., que tem como objetivo fazer com que a instituição alcance sua conformidade com as normas regulamentadoras e de fiscalização oriundas do Poder Público estabelecido. É também imaculada com a mitigação de possíveis riscos que poderão originar-se a partir do descumprimento no todo ou em parte, em razão da disposição normativa que deveria ser cumprida. A cultura do Compliance é um convite ao exame atento não só das disposições normativas, mas, e necessariamente, do fluxo operacional e da identificação de procedimentos que possam, por meio de instrumentos de medição, estabelecer previamente formas de atuação, tanto no cumprimento da obrigação ensejada, quanto na solução de possível conflito / risco resultante da operação / situação. Comparada a formatos atuais desenvolvidos por várias de nossas associadas, o Compliance reclama conduta pró-ativa de controle e monitoramento, muito além da verificação do cumprimento da obrigação legal, com foco em temas como transparência, definição e controle de metas, manualização de procedimentos, códigos de conduta, acordos entre pares, etc. É sabido que implementação de um programa de Compliance que possa traduzir-se em controle das operações, em razão das regulamentações e fiscalizações do Poder Estatal, demanda recursos financeiros e humanos, muitas vezes indisponíveis em grande parte das organizações que atuam no Terceiro Setor, quiçá, as associadas da Anec. Mas, diante da realidade que se apresenta, é necessário que as instituições se ocupem, de forma inovadora, a criar / implementar sistemas de Compliance, mesmo que de forma tímida, que possam responder a essa demanda em razão da atuação estatal. Deve-se ter em mente que, na grande maioria das vezes, recursos financeiros aportados em processos judiciais, podem ser muito mais comprometedores do que o tratamento de riscos dentro de uma política de Compliance.
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Notícias - Mantenedoras Por fim, estabelecemos aqui um processo de reflexão, no intuito de auxiliar as associadas em valorar a necessidade e a demanda por um sistema de Compliance, que com certeza, terá como mola mestra, ampliar a segurança jurídica corporativa no trato com a intervenção estatal agravada pelo big brother. Assim, deixamos essas questões para reflexão: • Nos últimos dez anos, quais os riscos jurídicos experimentados pela organização, sejam estes reais ou potenciais? • Em quais áreas se concentraram os riscos verificados (trabalhista, consumidor, acadêmico, filantropia, tributário, contábil, etc.)? • Existem políticas formais (regimentos, manuais, códigos, diretrizes, etc.) na instituição para tratar de procedimentos previamente estabelecidos diante das obrigações normativas demandadas? • A direção / gestor conhece os riscos inerentes à sua atividade? • O grupo é conhecedor de como os tribunais superiores têm interpretado cases relacionados a riscos experimentados pela instituição? Acreditamos que, em razão da experiência de grande parte dos gestores das instituições associadas à Anec, esse rol de questionamentos pode ser ampliado de forma significativa. Nesse sentido, cabe à equipe determinar parâmetros para que todos os questionamentos formulados possam encontrar respostas passíveis de identificação, para que após esse tratamento, possam ser objeto de conformação por meio de parametrização de sistema capaz de gerar o resultado pretendido: controle da atividade e mitigação do risco, dentro de uma racionalidade custo x benefício.
O que não se conhece, não se pode controlar. O que não se controla, não se pode mensurar. O que não se mensura, não se pode gerenciar. O que não se gerencia, não se pode aprimorar.”
Como forma de incentivo à reflexão acerca do tema, deixamos registrado pensamento filosófico atribuído a Morris A. Cohen:
Napoleão Alves Coelho Advogado e Contador Sócio-Diretor de Almeida & Coelho Adv. Associados e Lussen Consultoria Ltda Membro do GT de Assessores e de Direito Tributário da ANEC
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Preparados para qualquer futuro ? Por Eduardo Gomes de Matos e Arthur Lidio O cenário do mercado de educação se apresenta bem instável. São fusões, aquisições, fechamento de escolas, novas tecnologias, novos modelos de ensino, novo perfil do aluno e dos pais. Tudo isso impacta drasticamente na sua instituição de ensino, pois a maneira que fazíamos gestão no passado, não se aplica mais ao presente. Ter uma escola preparada para qualquer futuro é fundamental nesse processo. E para isso, precisamos evoluir a gestão das escolas confessionais para outro patamar, essa evolução é um caminho desafiador e baseado em dois pilares: Planejamento Estratégico e Estruturação Organizacional.
Minha cultura organizacional (propósito, missão e valores) está clara para todos os colaboradores e é vivenciada por todos?
Minha instituição de ensino está tendo a saúde financeira de que eu gostaria e sei a projeção para os próximos períodos?
Identifiquei as principais ameaças que o mercado apresenta e tenho planos para atuar caso elas se concretizem?
O primeiro pilar, o da Gestão Estratégica, faz você olhar mais para fora do que para dentro da instituição, desenha onde sua instituição deseja estar e monta um plano para se chegar lá. Sem esse plano de voo, o seu avião nunca poderá decolar e nem ser conduzido durante o voo. Seguem algumas perguntas para que você possa fazer uma reflexão e verificar se a sua instituição possui um planejamento estratégico:
Conheço os principais indicadores da minha instituição e sei a projeção para os próximos períodos?
Conheço os meus principais concorrentes e sei em quais pontos tenho vantagem e desvantagem?
Identifiquei as principais oportunidades que o mercado oferece, escolhi as que mais tenho chance de me destacar e sei aproveitá-las? jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Minha instituição possui objetivos claros e definidos? Meus líderes estão capacitados, sabem onde queremos chegar e o que fazer? Trimestralmente, avalio se os objetivos estão sendo alcançados e se os projetos estratégicos estão sendo executados?
Tenho projetos estratégicos em execução que ajudem a instituição a evoluir?
Se você respondeu sim para todas as perguntas, parabéns, sua organização está preparada para qualquer futuro, mas se algumas respostas foram não, sua organização está precisando atuar mais de forma estratégica. wFazer a gestão da estratégia é decisivo para a sustentabilidade de curto e longo prazo das instituições de ensino. Planejamento Estratégico é o primeiro pilar, o segundo pilar se chama Estruturação Organizacional.
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A estruturação organizacional é o que faz a estratégia ser implementada. É como construir um prédio sem a base forte, o risco dele desmoronar é grande. Construir uma escola sem estrutura organizacional é viver em constante tensão e risco de desmoronamento. Seguem as perguntas que avaliam se a sua estrutura organizacional está pronta para qualquer futuro:
1. A minha estrutura de funções está compatível com a minha quantidade de alunos?
4. Sei claramente quem deve ser promovido e quem não tem perfil para trabalhar na escola?
2. Todos os setores sabem suas responsabilidades e realizam uma autogestão?
5. Os líderes resolvem os problemas dos setores trazendo para a direção apenas o necessário?
3. Consigo avaliar as pessoas e saber quem está realizando suas entregas, gerando resultados e respeitando os valores da instituição?
6. As reuniões são produtivas, geram resultados e encaminhamentos para resolver os problemas do dia a dia?
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7. T enho pessoas certas nos lugares certos?
9. Tenho uma gestão baseada em fatos e dados?
8. A instituição de ensino em que trabalho tem uma boa comunicação?
10. Tenho um modelo de gestão que garanta que os setores cumpram suas responsabilidades e gerenciem seus indicadores?
A estrutura organizacional é o modelo de gestão da sua instituição e deve estar preparada para lhe avisar quando as coisas estão indo bem e quando e onde as coisas precisam melhorar, sem uma estrutura organizacional bem dimensionada, alinhada aos objetivos estratégicos e aos valores institucionais, dificilmente se consegue crescer
e suportar os impactos das mudanças externas que estão acontecendo no mercado de educação. Portanto, eleve sua instituição para outro patamar, invista em planejamento estratégico e estrutura organizacional antes que seja tarde demais.
Eduardo Gomes de Matos
Arthur Lídio
Fundador e atualmente Presidente do Conselho da Gomes de Matos Consultores Associados. É mentor da Endeavor e autor dos livros: Gênio sem lâmpada - Dicas geniais para o sucesso no mundo empresarial; Novos padrões de gestão empresarial - Os desafios da competitividade; Treinamentos comportamentais.
Consultor-sócio da Gomes de Matos Consultores Associados. Formado em Administração de Empresas pela UECE, especialização em Consultoria Empresarial; 13 anos de experiência em consultoria e certificado pelo MCI (Management Consulting Institute).
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Marketing Educacional na Era Digital Vivemos a Era do Marketing Digital e as Instituições de Ensino devem estar preparadas para as novas ferramentas e estratégias. Por Alcino Ricoy Junior
FOTO: FLICKR
Há muitos anos a internet deixou de ser algo futurístico e tornou-se essencial em nosso cotidiano pessoal e profissional. Kotler (2017), em seu livro Marketing 4.0, nos apresenta a evolução das estratégias do marketing do tradicional ao digital. Com e a partir dele, podemos incorporar as nossas ações como gestores de instituições de ensino. Pensar o digital de forma estratégica passou de um mero teste e curiosidade, em alguns anos, para um diferencial competitivo em um mercado acirrado, com disputas grandiosas e concorrentes arrojados e poderosos financeiramente. 32
Para Martha Gabriel, em seu site www.martha.com.br, “em um mundo quase que totalmente digital vemos que a sociedade mudou, o mercado mudou, o consumidor mudou”. Portanto, é inevitável que o marketing também tenha mudado, levando em consideração esse novo cenário e as novas e modernas ferramentas e plataformas. Nosso público se comunica e interage de maneira totalmente digital. A internet hoje, abastecida pelo ‘Mobile’, torna imediata toda troca de mensagens. Vivemos o momento da instantaneidade.
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Precisamos agora planejar nossas campanhas com esse olhar. Um olhar que objetiva o meio digital e recebe dele resultados e métricas diretas e, às vezes, doloridas. A internet nos traz dados claros sobre demandas e investimentos. Sabemos, clara e rapidamente, quanto cada real investido retorna na forma de conversão de alunos. Temos métricas jamais adquiridas e devemos, a partir delas, nortear nossas campanhas visando ao crescimento das nossas instituições e o melhor aproveitamento dos recursos financeiros aplicados em marketing. Sabedores que a quase totalidade das decisões dessa nova geração conectada e digital acontece primeiramente por
meio dos buscadores da internet, devemos nos apropriar rapidamente dos algoritmos das redes sociais, com profissionalismo e com uso da inteligência dos buscadores, para reconhecer ainda mais nosso público e direcionar de maneira eficiente nossas estratégias, gerando resultados positivos para o crescimento das nossas instituições. Como gestores de marketing de Instituições de Ensino, precisamos reconhecer os caminhos da Era Digital e planejar nossas estratégias de captação, retenção e outras que podem ser beneficiadas por essas inúmeras oportunidades, principalmente no sentido de aproximar nossos públicos e promover relacionamentos e engajamentos.
Alcino Ricoy Junior Mestre em Linguagens, Mídia e Arte pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Coordenador de Marketing da PUC-Campinas e membro do GT de Comunicação e Marketing da ANEC.
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Notícias - Pastoral
Linhas de ação pastoral ANEC Por Irmã Cláudia Chesini Frei Claudino Gilz
Desde a criação da Associação Nacional de Educação Católica percebia-se a necessidade de sistematizar algumas orientações específicas ao cuidado e às atividades pastorais que são desenvolvidas em cada uma de suas associadas. Era e é necessidade premente diante da complexidade dos tempos. Uma questão que inicialmente gerou uma maior reflexão foi: Diretrizes ou Linhas de Ação Pastoral da ANEC? Após vários momentos de estudo e discernimento pelos membros da Diretoria Nacional ANEC 2018/2020 foi confiada esta elaboração ao Setor de Pastoral ANEC. Assim, após convite, várias Mantenedoras apresentaram nomes para compor o Grupo de Trabalho Pastoral ANEC.
*Pe. Eduardo Ribeiro (Pastoral da Educação – CNBB) *Pe. João Marcos Araujo Ramos (Universidade Católica Dom Bosco – UCDB) *Prof. Luiz Gomes de Moura (Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE) Revisores: Prof Edilaine Lopes - Colégio Santa Catarina Prof Humberto Herrera Contreras - Faculdade Padre João Bagozzi
Trabalharam neste processo: *Irmã Cláudia Chesini ( Associação Congregação de Santa Catarina) *Frei Claudino Gilz (Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus) *Irmã Ana Paula Batista (Colégio Santa Rosa de Lima) *Prof.ª. Rita de C. M. Kleinke (Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus) *Prof. Bruno de Macedo Postiglione (Centro Universitário São Camilo) *Prof. Humberto Herrera Contreras (Faculdade Padre João Bagozzi) 34
*Prof. Joaquim Alberto Andrade Silva (União Brasileira de Educação Católica – UBEC)
Prof Rodinei Balbinot - Rede Santa Paulina Irmã Valéria Andrade Leal - Congregação das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus Comunicação ANEC- Agencia Bear. Foram muitos encontros on-line (via hangouts), uma reunião presencial em Curitiba e o lançamento das Linhas de Ação Pastoral ANEC, em março, no V Congresso de Educação ANEC, Cuiabá. Em seguida, o envio das Linhas de Ação Pastoral da ANEC para todas as associadas. Ressalta-se que o referido material veio a ser elaborado por diferentes mãos, a partir de diversos saberes e sonhos
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Relato histórico, agradecimentos e exortação
partilhados. Foi tecido, aos poucos, pelo fio da identidade católica, ou seja, Jesus Cristo, o Bom Pastor que inspira, cuida e conduz o projeto de salvação da humanidade. Nos textos bíblicos do Primeiro Testamento, Pastoral remete–se ao modo providente e cuidadoso de como Deus guiou o seu povo ao longo da história da salvação. Em Ezequiel é o próprio Deus quem afirma: “Certamente eu mesmo cuidarei do meu rebanho e dele me ocuparei”
(Ez 34,11). Na plenitude dos tempos, Deus se revelou na pessoa de seu próprio filho Jesus Cristo, como o Bom Pastor a guiar e a cuidar (Cf. Jo 10,1-18 e Lc 15, 4). Jesus Cristo, o Bom Pastor é, por excelência, a encarnação do amor de Deus Pai para com a humanidade que vive tal como um rebanho sem pastor. Jesus é o Bom Pastor que ama, acolhe, cuida e envia em missão. Por isso a ação pastoral está baseada na centralidade da pessoa, dos gestos e da mensagem de Jesus Cristo.
FOTO: COMUNICAÇÃO ANEC
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Diante da imagem e da experiência de Jesus o Bom Pastor, cada agente de pastoral (professor, coordenador, diretor...) é convidado a identificar as ações, de quem cuida e evangeliza, presentes em sua instituição, e especialmente na ação pastoral. As Linhas de Ação Pastoral da ANEC foram escritas a partir desta experiência e querem garantir que cada uma delas esteja presente no Projeto Político Pedagógico das Instituições de Ensino associadas à ANEC. Essas linhas almejam, acima de tudo, fazer o coração dos homens e das mulheres pulsar mais forte e contribuir para o fortelecimento da Educação Católica, espaço de Evangelização e de uma “Igreja em saída”. Agradecimento ao grupo de Revisores: Profª. Edilaine Lopes, Prof. Humberto Silvano Herrera Contreras e Prof. Rodinei Balbinot. Irmã Valéria Andrade Leal Comunicação ANEC, também à Diretoria Nacional e a todas as pessoas que colaboraram efetivamente para que mais um passo fosse dado na identidade na missão de EDUCAR! A seguir, as palavras de Envio, presentes no documento, escritas por Dom João Justino, arcebispo de Montes
Claros, MG e bispo referencial do Setor de Educação da CNBB: “Educadores e educadoras das escolas e universidades católicas do Brasil! Recebam as Linhas de Ação Pastoral da ANEC como preciosa bússola a indicar a direção e apontar caminhos para a missão evangelizadora no âmbito da educação. Este texto recolhe experiências exitosas e apresenta novas indicações. Tenham-no sempre em mãos. Leiam, estudem e conversem sobre a Ação Pastoral em nossas instituições. E mais. Acolham essas Linhas como uma das expressões qualificadas da identidade católica das nossas escolas e universidades, acrescentando outras pontuações iluminadas por sua prática educativa e por sua profissão de fé. Escutem com assiduidade a Palavra de Deus e exercitem seus sentidos para perscrutar os sinais dos tempos no encontro fecundo com os estudantes e outros educadores. Deixem a Palavra de Deus transformar-se em sonhos de vida e de liberdade.
Bíblia
Casa Comum
Carisma Congregacional
Magistério da Igreja
Humanismo Solidário
Celebração - Litúrgia
Estatueta do Bom Pastor. Século III d.C.,
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” João 10,11
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Vão, com ousadia, buscar o diálogo que abre horizontes, suscita inquietações e desperta o ardor pelo anúncio do Reino inaugurado por Jesus Cristo. Ensinem, por palavras e por atitudes, o Evangelho da vida e da fraternidade que conduz ao discipulado de Jesus e provoca relações maduras, respeitosas e edificantes entre os membros das comunidades escolares e universitárias.
sinem a cuidar da casa comum, que guardamos com cuidado para as gerações futuras. Celebrem a vida que pulsa na alegria das conquistas, das risadas e dos encontros... Cada gesto na educação tenha o selo do amor de Jesus que nos ensinou: Sois todos irmãos!
FOTO: COMUNICAÇÃO ANEC
Testemunhem profeticamente a verdade e a justiça, valores fundamentais para a educação em prol da civilização do amor.Proclamem em todos os espaços e por todos os modos o quanto são felizes os que constroem a paz, os que são misericordiosos e os que rejeitam toda forma de violência. Solidarizem-se, como o bom samaritano, com aqueles em cujos rostos rolam lágrimas de dor ou não conseguem sorrir, sofridos como estão. Incluam todos no caminho. Saibam ora apressar os passos ora retardá-los para sempre acompanhar. Cuidem dos que estão nas periferias, também em nossas escolas e universidades, feridos pela massa consumista que descarta os mais fracos e despreza os pobres. Cuidem e en-
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Notícias - Pastoral
Políticas Públicas e Fraternidade: Projeto Rodas de Conversa sobre a CF 2019 Por Luiz Felipe Lacerda
A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), o Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA) da Província dos Jesuítas do Brasil, a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), a Cáritas brasileira, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Pastoral da Educação da CNBB e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Pastoral do Turismo e o Movimento de Educação de Base unem-se à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a
todo movimento social de base da igreja católica nacional, em prol do estudo a respeito da Campanha da Fraternidade (CF) 2019, que traz como tema: Fraternidade e Políticas Públicas. Refletir sobre fraternidade e políticas públicas é também nos debruçar sobre o exame da democracia, dos princípios republicanos e da participação popular. Nós, enquanto cristãos e cristãs, não podemos nos omitir em face deste
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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atual cenário e ao apelo que ele nos conclama. Devemos sim, por meio de nossas instituições, de nossas bases e de nossa capilaridade social, contribuir para que a sociedade possa refletir de maneira consciente e crítica sobre tais fenômenos e processos. Dessa forma, o Projeto Rodas de Conversa sobre a CF 2019 traz como objetivo realizar atividades que ofertem às nossas redes, instituições e públicos atendidos, estudo aprofundado sobre a temática da Campanha da Fraternidade 2019 e por meio disso, articular instituições católicas em prol da re-
flexão e do debate aprofundado sobre as políticas públicas; auxiliar a sociedade brasileira na reflexão crítica a respeito da democracia no Brasil e gerar subsídio, a ser sistematizado, editado e publicado futuramente, que represente a contribuição das bases da igreja católica no tocante aos temas abordados pela CF 2019. Como perspectiva metodológica, orientados pelo texto-base da CF 2019, o projeto propõe que os trabalhos realizados sigam a perspectiva do Ver, Julgar e Agir.
Perspectivas Metodológicas
A partir das articulações nacionais das instituições supracitadas que subscrevem esse projeto, ganhando a aderência e apoio de dezenas de instituições locais e regionais, o Projeto Rodas de Conversa sobre a CF 2019 realizará atividades em 11 estados da federação, a saber: Amazonas, Pará, Bahia, Espirito Santo, Roraima, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, mais o Distrito Federal.
Como objetivo final, por meio dos relatos de cada uma dessas rodas de conversa, buscar-se-á a sistematização de um documento que represente as reais e significativas contribuições de inúmeros segmentos de base da igreja católica no debate sobre as políticas públicas. Esse documento será protocolarmente entregue a atores políticos, jurídicos e eclesiais de referência nacional.
Luiz Felipe Lacerda Psicólogo, doutor em Ciências Sociais, Secretário executivo do Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA), Docente da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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ANEC orienta suas associadas em como implementar a BNCC Por Câmara de Educação Básica da ANEC
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Desde 2015, a ANEC tem atuado diretamente no processo de discussão e aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) junto ao Conselho Nacional de Educação e ao Ministério de Educação e Cultura. A BNCC é uma política de Estado, prevista pela Constituição, pela Lei de Diretrizes e Bases e no Plano Nacional de Educação, demandando atuação e articulação da sociedade civil e de todas as esferas governamentais, no sentido de pautar o currículo da Rede pública e da Rede privada de educação. Como é de conhecimento, o Conselho Nacional de Educação estabeleceu como prazo para a implantação da BNCC, nas salas de aula da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, a partir de 2020 e, no Ensino Médio, a partir de 2021. A implantação da BNCC não trará impactos somente ao currículo das Redes de ensino, mas exigirá mudanças nas práticas pedagógicas e no ofício do educador. Portanto, o currículo, o projeto educativo da escola, o docente, a prática didática, o material didático e a avaliação deverão estar a serviço das aprendizagens essenciais dos estudantes, tendo como ponto de chegada o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais. A ANEC entende que o pouco tempo para analisar e apropriar-se do documento da Base pela equipe técnica e docente da escola, a falta de uma formação inicial e continuada interdisciplinar e ampla dos docentes, a inexistência de um material didático mais adequado às áreas de ensino, aos itinerários formativos e fundamentados em competências, o descrédito de alguns gestores e educadores nas políticas educacionais, o distanciamento das
avaliações, como por exemplo SAEB, ENEM e vestibulares, além do desconhecimento das famílias sobre a Base podem ser alguns dos obstáculos a serem vencidos pelas Redes de educação católica no processo de implantação. Por isso, é importante ter como foco a reelaboração dos currículos de referência alinhados à BNCC e a formação continuada dos profissionais das Redes para a sua implantação, sempre a partir do diálogo com o corpo técnico-pedagógico, educadores, estudantes e famílias. A comunidade educativa precisa, em regime de colaboração, contribuir na construção e elaboração do currículo da Rede, garantindo assim, aos estudantes, um ensino que proporcione condições básicas e igualitárias de oportunidades na escola e na sociedade. Em defesa dos valores cristãos da solidariedade, da justiça, da sustentabilidade e acreditando na educação de qualidade social, a ANEC se posiciona favorável à implantação da Base e não mede esforços para que suas associadas se sintam apoiadas e orientadas nesse processo. Nesse sentido, a Câmara de Educação Básica da ANEC tem promovido ações para apoiar as associadas como por exemplo: Dias ANEC no início do semestre letivo, ida às escolas para oficinas e palestras sobre a BNCC e Currículo, o Ciclo de Formação Continuada da Educação Básica com temas pertinentes à BNCC e ao Seminário de Gestão Pedagógica Virtual, que acontecerá no dia 10 de setembro e será transmitido para todo país. Ainda, a ANEC apresenta um breve roteiro para implementação da Base nas Redes de ensino. Veja as 7 orientações:
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Os gestores educacionais e suas equipes técnico-pedagógicas precisam encharcar-se dos documentos da igreja que tratam sobre a educação católica, dos documentos gêneses de suas congregações, que apresentam a identidade da escola, dos resultados de suas avaliações internas e externas, para assim, ter condições de se apropriarem da BNCC e traduzi-la para suas realidades. Só a partir desses estudos é que conseguirão desenvolver um trabalho assertivo e dialógico com os educadores de suas Redes, garantindo a implementação da Base.
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É preciso definir a equipe docente que trabalhará na reelaboração do Currículo junto à comunidade educativa. Assim, as tarefas esperadas de cada um devem ser bem definidas, bem como os prazos para conclusão de cada etapa e a comunicação das entregas realizadas para que o processo de implementação seja transparente, eficiente e eficaz.
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A formação das equipes técnico-pedagógicas deve começar imediatamente nas escolas que ainda não começaram. A equipe técnico-pedagógica precisa ser multiplicadora dessa formação com seus professores nas escolas e conduzir os momentos de revisão do Currículo, do Projeto Educativo e do Planejamento, alinhando-os às aprendizagens essenciais previstas na BNCC. Portanto, a BNCC orienta a elaboração do currículo específico de cada escola, sem que as particularidades metodológicas, regionais e sociais de cada uma sejam desconsideradas.
A seguir, coloque o Currículo em prática e alinhe o Projeto Educativo da Rede, assegurando que as aprendizagens apontadas como essenciais pela BNCC sejam balizadoras do planejamento e das práticas pedagógicas. Para tanto, assegure uma progressão adequada das habilidades e defina como aspectos importantes a formação integral, a realidade local e a identidade da Rede de Ensino. É importante entender que o Currículo se trata de um documento em movimento e inacabado, por isso deve ser revisado e aprimorado sempre de acordo com as demandas sociais. Também que o Projeto Educativo deve possibilitar uma proposta que vai além das aprendizagens essenciais, que inclua aspectos referentes à identidade e ao carisma da escola, bem como seu contexto, realidade e o que propõe como formação do estudante para exercer seu protagonismo na sociedade.
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Tendo reorganizado o Projeto Educativo, a Rede de Ensino precisa ter uma matriz de avaliação das aprendizagens, com os caminhos para ensinar o que consta no documento, e que as escolas usem essa matriz para adequar seu planejamento e sua prática pedagógica. A matriz de avaliação da aprendizagem deve considerar as competências e as habilidades propostas pela BNCC. É interessante partir das competências gerais de cada área do conhecimento e, considerando as habilidades da Base, elaborar uma matriz com o que se espera do estudante no fim de cada ciclo, incluindo as aprendizagens essenciais que a Rede de Ensino quer desenvolver com seus estudantes.
Concomitante a execução dessas etapas descritas acima, é preciso investir na Formação Continuada, processo essencial para adequação das práticas pedagógicas do corpo docente e, nesse sentido, em momentos de estudo e de partilha de práticas pedagógicas. Sendo assim, a Rede de Ensino deve propor uma cultura que coloque a formação continuada como prioridade e as escolas assumam novas formas de organização, de pensamento e de construção do conhecimento tornando-as aprendentes.
7 As Redes de Ensino com suas escolas devem escolher o material didático que adotarão para que este venha ao encontro dos seus documentos e de sua matriz de avaliação de aprendizagens. A ANEC orienta que considerem quais livros contemplam as competências e habilidades propostas pela Base, a coerência do conteúdo com os objetivos de aprendizagem apontados pelo Projeto Educativo da Rede, a adequação das estratégias didáticas, a incorporação de recursos digitais que ampliam as possibilidades pedagógicas do material e, principalmente, se a solução educacional comunga com os valores da educação católica.
Redes em Rede é no que a ANEC acredita e trabalha. Juntos pela Educação Católica!
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Capa
Um modelo de Governança para a Educação Por Comunicação UBEC e Kellen Emídio, auditora do Grupo UBEC
Uma gestão pautada pelas boas práticas de administração e controle gera valor à organização e contribui para a sua longevidade no mercado. Para desenvolver esses e outros mecanismos de qualidade e segurança, a Governança Corporativa é um caminho. A transparência e a integridade das informações prestadas aos colaboradores, clientes e grupos de interesse são uma premissa da Governança Corporativa. Os gestores devem prestar contas voluntariamente e prezar pela responsabilização das decisões tomadas, assim como a equidade e o tratamento justo e igualitário de todos os envolvidos nos processos da instituição. “Foi pensando na sustentabilidade do negócio, na profissionalização da gestão em diferentes níveis e, especialmente em seu papel social, que há sete anos, a UBEC deu um importante passo rumo a um novo modelo de governança”, explica o prof. Márcio Pereira Dias, diretor executivo estratégico do Grupo UBEC - União Brasileira de Educação Católica. Ele explica que a Governança Corporativa tornou-se uma realidade no grupo “em um cenário de desafios e transformações céleres no setor educacional”, destacando que “a estratégia focou no alinhamento de visões e na construção de um novo olhar sobre o negócio”. A construção considerou aspectos fundamentais como mudanças na estrutura organizacional, otimização de recursos e o monitoramento e avaliação de resultados. 46
As boas práticas de governança convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da Organização (IBGC, 2013. p.20) Governança e Educação A gestão da educação deve otimizar e melhorar a eficiência do ensino. Assim, o modelo de Governança Corporativa deve vir antes da gestão escolar/acadêmica, na estrutura da instituição, contemplando a formação e o arcabouço administrativo e estruturando as áreas de controle responsáveis pelo manejo das informações, receita e riscos. Com 25 anos de trajetória no Grupo, o presidente da UBEC, pe. José Romualdo Degasperi, passou pela reitoria da Universidade Católica de Brasília (UCB), do Centro Universitário Católica de Tocantins (UniCatólica) e pelo Conselho de Administração na Vice-Presidência da UBEC. Ele ressalta que é fundamental uma instituição com a dimensão da UBEC atuar de forma planejada. “Durante todos esses anos, a UBEC cresceu e a Governança Corporativa tomou forma. Conseguimos superar dificuldades e nos empenhamos para inovar processos, trazendo tudo de bom que há no mercado.”, destaca.
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Sobre os diferentes modelos de governança, a auditora Kellen Emídio, da Gerência de Auditoria e Controle Interno da UBEC, comenta: “A governança depende de um axioma: a vontade da alta administração. Não importa o modelo adotado, mas sim a vontade dos dirigentes de fazer acontecer, implementando e adequando sua estrutura à realidade da instituição. O que deve ser compreendido são os conceitos que esse modelo pretende inserir na liderança: transparência e integridade”. Sobre a UBEC Com o 1º lugar em visão de futuro na educação brasileira* (*Anuário Época Negócios 2018), o Grupo UBEC - União Brasileira de Educação Católica é líder entre os
maiores do setor. Os 47 anos de tradição da marca consolidam a educação confessional do grupo, que mantém atualmente sete instituições de ensino, entre educação básica e superior, distribuídas em Minas Gerais, Tocantins, Pernambuco e também no Distrito Federal, além da modalidade EAD, que já está presente nos Estados Unidos, Japão e Angola. O grupo tem obtido resultados positivos nas avaliações do MEC e em rankings nacionais e internacionais, conquistas que são fruto de uma estratégia desenvolvida a partir da ressignificação do Escritório Central.
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Boas Práticas
O trajeto de fé dos estudantes em Goiás Romaria da Educação Católica reúne centenas de jovens em sua 12ª edição Por Roldão Barros, jornalista da PUC Goiás
FOTO: PUC GOIÁS
Quatro horas de caminhada separam Goiânia e Trindade, a capital e a cidade da fé em Goiás, respectivamente. O caminho a pé já é conhecido pelos goianos cristãos, que anualmente percorrem os 18 quilômetros para agradecer bênçãos recebidas e pagar promessas. A atividade de fé é tão enraizada na cultura local que própria rodovia GO060 passou a ficar conhecida como “rodovia dos romeiros”, com o percurso adaptado para tornar a atividade segura para os fiéis. A devoção ao Divino Pai Eterno em Trindade, que completa 180 anos de tradição no ano que vem, mobilizou este ano mais de três milhões de romeiros do trevo em Goiânia, onde começa a rodovia, até a entrada do Santuário da Basílica do Divino Pai Eterno, na cidade vizinha. 48
Uma vez ao ano, entre junho e julho, o trajeto de fé é acompanhado por uma grande infraestrutura e, na cidade da fé, ocorrem missas e festas, reunindo milhões de fiéis. Ao longo dos outros meses, no entanto, romarias menores também são realizadas, mobilizando encontros de fé e esperança. É o caso da Romaria da Educação Católica, que há 12 anos é realizada pela Arquidiocese de Goiânia em parceria com a ANEC em Goiás e com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Neste ano de 2019, o trajeto foi percorrido por estudantes de instituições católicas de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo em maio, reunindo mais de 250 crianças, jovens e professores.
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Profª Julia Eugenia Cury – Organizadora da Romaria Como tudo começou... Ao participar do congresso mundial da educação católica em Brasília, organizado pela O.I.E.C. no ano de 2002, em uma das palestras, ouvi que o 15 de maio é o dia mundial da educação católica. Nesse mesmo ano, chegava a Goiânia o Arcebispo Dom Washington Cruz. Três anos após, a Arquidiocese passou por uma restruturação, surgindo os Vicariatos. Entre eles, o Vicariato da Educação e Cultura. Logo no início de sua gestão, o Arcebispo deu sinais de que o envolvimento da AEC, na época, hoje ANEC, é de suma importância para a pastoral da educação. Passou então, a cada dois meses, reunir com os diretores das escolas católicas de Goiânia e do interior, pertencentes à Arquidiocese, para pensar ações que pudessem dar visibilidade à educação católica na arquidiocese. Em uma de nossas reuniões relembrei a data de 15 de maio, e aí se concretizou a Romaria à Basílica do Pai Eterno, para formar e fortalecer a religiosidade da juventude católica ao Divino Pai Eterno. Celebramos neste ano de 2019, a 12ª edição do evento. A cada ano, percebemos que o envolvimento dos jovens e suas respectivas famílias cresce ainda mais. Como se organiza a Romaria Normalmente, com um mês de antecedência, as equipes do ensino religioso das nossas escolas se reúnem para preparar a Celebração Eucarística que acontece às 11h30, no Santuário, após uma caminhada de 4 horas para aqueles que se dirigem a pé. O celebrante, Dom Washington, sempre em sua homilia deixa claro aos mais de 1.000 participantes, entre crianças, jovens e adultos, a relevância da escola católica nas nossas vidas e como ressignificar nossas ações a partir da presença do Pai Eterno. O envolvimento dele com os jovens e crianças é intenso, há momentos de muita seriedade, brincadeiras, cantos e fotografias. No final, sempre fica o sabor do querer mais, do voltar no próximo ano, com chuva ou sol, percorrer os 20 km que separam o trevo de Goiânia ao Santuário, seja a pé, ônibus, ou mesmo de carro com a família.
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“Nas três primeiras horas de caminhada a gente sente muito cansaço, mas é o momento de refletir sobre tudo o que Jesus passou, caminhando 40 dias no deserto”, reflete Yasmim Camille Silveira de Oliveira, de 15 anos, estudante da Escola São Francisco de Assis, de Senador Canedo. Apesar da reflexão, o trajeto não é, para Yasmim, de todo uma novidade, já que ela sempre o percorreu com os pais, desde criança. Com a escola e os estudantes de outras instituições de ensino da região, no entanto, foi sua primeira vez. Quem também foi pela primeira vez com os professores foi o acadêmico Guilherme Ferreira, do curso de Biomedicina da Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas da PUC Goiás. “É um bom propósito, estimulado pela universidade. É uma experiência muito especial”, define. Para o reitor da PUC Goiás, professor Wolmir Amado, a educação é também uma caminhada, que apresenta aos jovens valores que os guiarão por todo o seu caminho. “A educação é um grande processo, uma caminhada que gasta anos até que cada pessoa cresça por inteiro, cresça nos valores, nos afetos, na cidadania. Por isso essa caminhada da educação católica congrega, aglutina e sintetiza essa longa jornada coletiva e pessoal de nosso projeto educativo”.
Tradição goiana Vencido o desafio da caminhada, os romeiros se congregam no Santuário-Basílica do Divino Pai Eterno, onde representam suas escolas e universidade e participam da Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Goiânia, dom Washington Cruz. “Além de ensinar a ciência, é preciso aprofundar na espiritualidade e a romaria é muito esperada, com entusiasmo e alegria, pelos alunos. Hoje, nós conseguimos uma participação muito forte, presenciamos mais de 250 jovens e crianças, a partir dos nove anos de idade, se preparando desde as 5h da manhã para a caminhada, além dos que vieram com as famílias. Isso nos deixa muito felizes e com o sentimento de dever cumprido”, declarou. Participaram da peregrinação os colégios Marista, Santo Agostinho, Externato São José, Santa Clara, Claretiano, Dom Fernando, Providência, Imaculada, Instituto Maria Auxiliadora, Salesiano Ateneu Dom Bosco e São Francisco de Assis, além da PUC Goiás. “Já podemos dizer que é uma tradição. É uma grande expressão de fé das instituições católicas de ensino ligadas à Arquidiocese”, destaca o monsenhor Luiz Lôbo, vigário episcopal para a Cultura e Educação.
Roldão Barros Jornalista e assessor de imprensa na Divisão de Comunicação Social (Dicom) da PUC Goiás. Bacharel em Jornalismo pela Escola de Comunicação da PUC Goiás e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Goiás.
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Boas Práticas
60 anos da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima “Uma Escola para todos”
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Por Marco Aurélio Cardoso Feliciano
A Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima tem sua história ligada ao carisma da Congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã. Imbuídas da mesma missão de Francisco de Assis, as filhas de Madre Madalena, desejosas de continuar tecendo os fios dessa trajetória, com o mesmo cuidado daquela que acreditou no “Deus Providente”, concretizaram o múnus educacional no Planalto Central. Essa missão, gestada em 1958, homologada por D. Fernando Gomes, Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, marcou e marca a vida de crianças, adolescentes e famílias no Distrito Federal. Inicialmente, atendia a Educação Infantil e na formação de
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profissionais para a educação, ampliando posteriormente para Ensino Fundamental e Médio. Alinhado ao sonho de Madre Madalena e a idealização da Nova Capital Federal, surgia uma escola para oportunizar educação franciscana. Para concretização desse projeto, vieram do Rio Grande do Sul cinco irmãs, pioneiras da nova comunidade, que atravessaram o país para mudar a vida de milhares de pessoas de diferentes gerações. A Escola Fátima começou com um barraco ao lado de uma árvore que servia de abrigo para elas. A acolhida e a simplicidade que expressaram as pioneiras em seu fazer
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pedagógico é marcadamente uma característica que determina a identidade da Escola Fátima, que se notabiliza como “Uma Escola para todos”. A filosofia franciscana sinaliza para um diferencial imprescindível para a formação integral. O ensino pautado em Princípios, Valores e Atitudes desenvolve a capacidade de harmonização da pessoa consigo mesma e com o outro, o respeito para com a vida em todas as suas dimensões.
É imprescindível que se considere o educando em sua individualidade, buscando distintas maneiras de ensinar para diferentes formas de aprender na aquisição dos saberes. Nesse sentido, a Escola Fátima tem atendido a alunos de diversas classes sociais, portadores ou não de necessidades educacionais especiais, primando assim, pelo aten-
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A utilização de novas práticas pedagógicas desafia a capacidade do aluno de pensar e refletir sua ação cotidiana.
Isso reafirma o novo olhar educacional que transcende o viés estritamente conceitual e cognitivo, abrangendo as diferenciadas abordagens. “Uma aprendizagem deve ser significativa, isto é, deve ser algo significante, pleno de sentido, experiencial, para a pessoa que aprende”. 1
1GOULART, Iris B. Psicologia da Educação: Fundamentos teóricos. Aplicações à prática pedagógica. 7º edição. Petrópolis: Ed. Vozes, 2000 jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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dimento diferenciado, adaptando seu currículo em vista de responder cada necessidade. A Escola Fátima, partindo da premissa metodológica que desenvolve e destaca algumas práticas pedagógicas, realiza uma ação que ultrapassa a mera assimilação conceitual. Assim, todo conteúdo abordado perpassa todas as áreas do conhecimento a fim de potencializar as aprendizagens. A musicalização, a meditação, a utilização de espaços não formais, a cultura maker, o Projeto e Vida e demais ações que integram o desenvolvimento humano. A musicalização, como ferramenta pedagógica, oportuniza uma abordagem lúdica e interativa. A meditação favorece a harmonização consigo mesmo, aumentado a capacidade de concentração e percepção do mundo na perspectiva sistêmica integradora. A utilização de diversos espaços de aprendizagem desenvolve o senso de ob-
servação, de experimentação e de reverência para com a natureza. A cultura maker favorece a arte, a autonomia e a resolução de situações-problemas. O Projeto de Vida oportuniza a autoavaliação, a formação pautada em valores e o planejamento pessoal vocacional. Ao longo destes anos, a Escola marcou notadamente sua trajetória, formando alunos para serem “campeões na quadra e na vida”. O projeto socioeducativo, voltado para os atletas, visa oferecer condições para que alunos se desenvolvam cognitivamente, emocionalmente e socialmente. São 60 anos de história edificada em partilhas, experiências, conquistas e aprendizagens. Uma missão idealizada no sonho de Madre Madalena e concretizada na ação das Irmãs Franciscanas em colaboração ativa e dinâmica com toda a comunidade educativa.
Marco Aurélio Cardoso Feliciano Licenciado em História e Teologia; Coordenador do Ensino Médio. E-mail: marcoaurelio1973@yahoo.com.br
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Boas Práticas
Excelência escolar e formação humana se traduzem em resultados no ENEM Por Nilva Zorzo Fernando Tiago Kotz Ano a ano, o Colégio Sagrado Coração de Maria, presente em Brasília desde 1962, vem se consolidando dentre as melhores escolas do Distrito Federal, em resultados de nível nacional. Pelo segundo ano consecutivo, o colégio alcançou o 1º lugar no Enem entre as escolas confessionais de Brasília. O Colégio Sagrado Coração de Maria – Unidade Brasília pertence à Rede Sagrado, que, atualmente, possui cinco unidades no Brasil: Ubá (MG); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Vitória (ES); e Brasília (DF). A instituição, de origem francesa, completou, em 2019, 170 anos de história e tem como missões a busca pela excelência escolar e o comprometimento com a transformação social – um ensino que desperta no estudante a vontade de aprender e investigar mais sobre o mundo em que vive, descobrindo novas possibilidades todos os dias. Conquistar o 1º lugar das escolas confessionais de Brasília é fruto de uma intensa caminhada de trabalho, que inclui: reuniões de planejamento e coordenações com o corpo docente; grande investimento no atendimento e nas devolutivas periódicas aos alunos; e compartilhamento do processo formativo com as famílias envolvidas. Além disso, a equipe pedagógica acompanha, em cada etapa, a evolução escolar dos jovens, culminando na evidência dos resultados em exames de larga escala. Os alunos do Colégio Sagrado são incentivados e desafiados, desde a Educação Infantil, a serem protagonistas
de suas histórias. Por isso, a proposta pedagógica, o currículo e as atividades do calendário escolar contribuem para que o aluno tenha as condições necessárias para se posicionar como cidadão consciente de suas escolhas. O sucesso nos certames é consequência desse trabalho, que envolve autorresponsabilidade e autorregulação para além da vida escolar. Paralelo a isso, a carga horária se estrutura em 42 aulas semanais, mais Plantões de Dúvidas, Oficinas de Redação, projetos de formação profissional, simpósios e outras atividades pedagógicas direcionadas. Cada atividade curricular e extracurricular é planejada com critério e intencionalidade. Os aspectos culturais – emocionais e sociais –também estão presentes na rotina dos alunos, com: realização de gincanas, jogos esportivos, intervalos culturais, mostras culturais, comemoração de datas importantes (Dia do Estudante, dos Pais e das Mães), ações solidárias, visitas sociais e atividade de formação humana. A base sólida, focada no desenvolvimento e na construção de competências e habilidades, que inicia na Educação Infantil, perpassa toda a vida escolar das crianças e dos adolescentes, por meio de um currículo espiralado, recursivo e progressivo. A excelência nos resultados é oriunda do investimento na formação continuada dos educadores, da qualidade dos processos seletivos do corpo docente e da interação entre professor e aluno, que, juntos, constroem o processo de aprendizagem em uma atitude de abertura e humildade frente ao conhecimento.
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A responsabilidade da instituição é imensa! O compromisso da ação pedagógica é perceber os alunos na sua integralidade, constituídos por sonhos e desejos, e entender que estão, constantemente, sendo expostos a desafios, às mudanças que exigem uma postura reflexiva profunda de decisão pessoal. Nesse sentido, o foco pedagógico da instituição não se restringe a indicadores de resultados escolares, mas contempla o aperfeiçoamento das potencialidades das várias dimensões do ser humano.
Assim, os estudantes do Colégio Sagrado Coração de Maria conquistam, anualmente, 100% de aprovação nas instituições de Ensino Superior públicas e privadas de todo o Brasil. Reflexo, portanto, de qualidade e competência no ensino, aliado a um corpo docente altamente qualificado e preparado. Os dados oficiais dos resultados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e constam no site do Ministério da Educação (MEC).
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Tudo isso é fruto de uma proposta pedagógica que privilegia o desenvolvimento de habilidades e competências e, ao mesmo tempo, visa preparar o estudante para prosseguir os estudos no Ensino Superior. No Ensino Médio, os estudantes da Rede Sagrado adquirem domínio para estabelecer conexões entre as diversas facetas da realidade e a capacidade de
raciocinar, argumentar, propor soluções de problemas, criar e aprender continuamente, tal como é exigido no formato de provas aplicado no Enem.
Nilva Zorzo Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia. Fernando Tiago Kotz Formado em Filosofia, pós-graduado em Gestão de Pessoas e mestre em Ciências Humanas.
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CNSG, à luz da verdade! Por Aurineide Aguiar (Professora de Redação do Ensino Médio do CNSG)
O Colégio Nossa Senhora das Graças, da Rede Saviniana de Educação, faz parte da Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena e é carinhosamente chamado de Colégio das Irmãs. O colégio está localizado na cidade de Parnaíba, região norte do litoral do Piauí. Fundado em 30 de maio de 1907, este colégio acompanhou o próprio desenvolvimento da cidade e, mais do que isso, contribuiu ao longo desses 112 anos para o desenvolvimento de aprendizagens significativas na vida dos seus alunos, com relevante reflexo na sociedade piauiense.
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O desenvolvimento dos alunos savinianos sempre ocorreu em progressão crescente. Esse fato se dá pelo processo de aprendizagem que se concretiza desde a Educação Infantil, uma vez que o colégio dá apoio e ênfase aos programas curriculares, aos projetos educacionais e assume diferentes padrões como melhorar os espaços e as instalações, atualizar os equipamentos e o próprio material didático. Isso tudo passando, principalmente, pela formação do professor. Essas mudanças de paradigmas são tão reais que o Colégio Nossa Senhora das Graças, visando ainda mais o sucesso escolar do seu alunado e acreditando na Educação Infantil como percursora desse processo, inaugurou, em 2019, uma nova sede para atender a essa demanda tão importante no meio escolar. A filosofia saviniana é que embasa esse trabalho, que se estende da Educação Infantil ao Ensino Médio, num ambiente agradável e organizado. A instituição se caracteriza pela soma do currículo bem articulado, da gestão atuante e do trabalho de seus profissionais de educação. Esse colégio mantém as relações harmonizadas, a didática renovada constantemente, o aluno estimulado a se dedicar às aulas e às atividades extraclasse e as famílias atentas ao processo escolar.
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O aluno saviniano do CNSG tem sido levado a perceber que ele não é um sujeito passivo no processo, mas o principal elemento ativo dele. E, em todas as realizações do ENEM, este alunado tem se destacado com uma classificação de 1º lugar na cidade. Nesses últimos anos, o colégio tem superado seu próprio desempenho e alcançado uma média que o insere entre os melhores do Estado. Mas, esse resultado não se restringe ao ENEM, visto que se tem conquistado muitos títulos nacionais e internacionais nos resultados de Olimpíadas, também. Todos esses resultados se tornaram possíveis devido ao objetivo do CNSG, que é a formação integral do seu aluno, pois como escola católica, o colégio exerce um serviço cívico e apostólico para toda a comunidade educativa.
Vale destacar que o resultado positivo que o Colégio Nossa Senhora das Graças tem conquistado é fruto também do apoio da Rede Saviniana de Educação, que tem assistido as unidades e dado suporte aos projetos e formações continuadas dos seus profissionais. Isso sustenta o slogan do Colégio de se manter “SEMPRE ATUAL”, pois sua missão tem se renovado e, ao mesmo tempo, tem conservado a essência cristã de verdadeiramente educar com a luz da verdade.
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Missa La Salle 300 anos tem público de mais de 1.500 pessoas Rede La Salle de Niterói celebra os três séculos de legado de seu fundador Por : Luiza Gould
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“Um coração, um compromisso, uma vida para viver com todos”. Às notas do refrão, vindas da Orquestra La Salle, os adolescentes repetiam a frase com entusiasmo. Formavam um coral que não se limitava, entretanto, a eles. A música cantada em português, está também em outras línguas (“Un corazón, un compromiso, una vida para vivirla con todos los demás” / “We share one heart, one commitment, one life to live with all the rest” / “Um coeur, um engagement, une vie à vivre avec tous”), por se referir a uma identidade que é mundial: ser lassalista. No dia 12 de abril, os 300 anos de legado do responsável por esta integração, São João Batista de La Salle, foram celebrados com missa campal no Colégio La Salle Abel. Junto da bandeira do colégio com 64 anos de existência, outras duas foram levadas com orgulho por colaboradores que integram as casas: o Centro Universitário La Salle do Rio de Janeiro, que celebra 17 anos, e a Escola La Salle Rio de Janeiro, prestes a
completar uma década. As três instituições organizaram juntas o evento. O público atendeu ao chamado e veio em peso: mais de 1.500 pessoas, entre novos e antigos alunos, compareceram à celebração eucarística, presidida pelo arcebispo de Niterói, Dom José Francisco. Alexandre e Carmem Gripp são ex-alunos, mas na história de suas vidas, não há capítulo sem La Salle. Ele, estudante perseverante do Abel. Ela, aluna do Colégio La Salle de Botucatu. Ele jogador de basquete na adolescência, ela de handball. Como se conheceram? Em uma Lassalíada, nome da competição esportiva da Rede. Com três filhas, duas na faculdade (ex-alunas do colégio) e a terceira na escola (aluna do colégio), o casal presente na missa não esconde as lágrimas quando questionado “O que é ser lassalista para você?”. “Ser lassalista é tudo”,
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Boas Práticas Boas Práticas decreta Carmem, “É ter orgulho de vestir esta camisa, de ter uma base religiosa, um excelente ensino, de saber conviver com as pessoas. Nos emocionamos, pois temos o colégio no nosso coração. E toda a Rede. Tenho parceria na França, então já tive o prazer de conhecer Igrejas e colégios La Salle lá”. Já Alexandre Gripp utiliza as palavras “amor, fraternidade e irmandade” para definir esse espírito: “Eu tenho um grupo de amigos da época em que nos formamos. Hoje no meu trabalho atendi a mãe de uma colega dessa época, continuamos a nos falar. A união que criamos aqui dentro, carregamos para a vida inteira. Poder dar isso para as nossas filhas é muito gratificante”. Os três espaços educativos da Rede em Niterói somam 91 anos e os sonhos não param por aí. Gestor das institui-
ções, o Irmão Jardelino Menegat se disse surpreso com o que testemunhou naquela tarde de sexta-feira.“Hoje sentimos e percebemos que La Salle somos nós atualmente, isso é uma alegria para a nossa comunidade, unindo a Escola La Salle, o Unilasalle-RJ e o Abel. Foi além das nossas expectativas. Esperávamos de 800 a mil pessoas e, sem dúvida nenhuma, ultrapassamos esse número”, comemorou. O público ouviu na homilia de Dom José Francisco sobre os méritos de São João Batista de La Salle, que conseguiu levar adiante sua proposta de ensino mesmo com desaprovações, como as de “autoridades educacionais daquela época que ficaram preocupadas com os métodos inovadores de La Salle e com o seu desejo de gratuidade para
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todos. Mas, uma obra de Deus sempre cresce”. O coração generoso do padroeiro dos educadores, que colocou “os seus dons a serviço dos mais pobres” foi estimulado também na missa. O ofertório foi dedicado às obras lassalistas em Moçambique, país que junto de Zimbabué e Malawi foi assolado este ano pelo ciclone Idai.
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Unidos tanto pela partilha quanto por laços coloridos, que ligavam as estrelas representando as cinco regiões lassalistas na celebração, uma só comunidade ecoou seu canto. As estrelas carregadas pelas crianças, alunos da Escola La Salle e do Abel, simbolizavam um coração, um compromisso, uma vida.
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Luiza Gould Comunicação e Marketing Unilasalle-RJ Jornalista no Centro Universitário La Salle do Rio de Janeiro (Unilasalle-RJ) - MTB 003726. Graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (2014). Atualmente é Mestranda em Mídia e Cotidiano na Universidade Federal Fluminense (PPGMC/UFF). Atuou em redação de jornal impresso, com passagem pelo jornal O Globo, entre outros veículos, além de possuir experiência em comunicação institucional e assessoria de imprensa.
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Boas Práticas
Por assessoria de imprensa dos colégios Marista Centro-Norte
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Espaço Saúde do UNIFATEA é referência no trato de lesões e feridas de pele com atendimento gratuito Por Assessoria de Imprensa do UNIFATEA
Referência no trato de feridas e lesões de pele, a unidade Espaço Saúde do UNIFATEA atende em média 6 mil pacientes por ano. Fundado em 2004 pelos professores do curso de Enfermagem, o espaço tem o objetivo de tratar de toda e qualquer tipo de lesão causada na pele, como: as causadas por diabetes, queimaduras, lesões por pressão, úlcera venosa e entre outras. O intuito é ir além da teoria dada em sala de aula, explica a Pró-Reitora Acadêmica, Profª Drª Luciani Alvareli, “A relevância em ter o Espaço Saúde é poder promover o atendimento ambulatorial para a população do muni-
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cípio de Lorena e região e a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão aos docentes e discentes do UNIFATEA de modo a integrar teoria e prática acadêmica do curso de Enfermagem e cada vez mais buscar favorecer uma formação integral aos graduandos dos cursos da área de saúde e afins. Com o fluxo de atendimento de 25 pessoas em média por dia, os pacientes são atendidos por enfermeiros estagiários, enfermeiros voluntários e professores que auxiliam nos atendimentos. A maioria dos pacientes são idosos e, por isso, os enfermeiros além de cuidarem das lesões, preocupam-se com o lado emocional. “A ferida não é só
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uma ferida física, ela vem da alma”, conta a estagiária Leidiane Maiara de Oliveira, do 3º ano do curso de Enfermagem, que considera estagiar na unidade um aprendizado único. “A gente consegue colocar em prática tudo aquilo que a gente aprende em sala de aula”, conta a estudante. “O aluno é orientado a aprender: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a viver junto, aprender a conhecer, seguindo o que determinam as Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação em Enfermagem. O aluno de Enfermagem, sob a coordenação da Professora Mestra Ana Beatriz Morita, acompanhamento e orientação das professoras Regina Célia e Bruna Concolato, realiza os procedimentos com as práticas educativas, que são determinadas junto às Unidades Curriculares dos cursos. A formação do Enfermeiro no UNIFATEA visa às necessidades sociais da saúde, com ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando a integralidade na humanização do atendimento com qualidade e atenção. Nesse aprofundamento, o Enfermeiro confronta os conteúdos teóricos e práticos desenvolvidos ao longo de sua formação, em especial no que se relaciona ao estágio supervisionado em ambulatório de especialidade (feridas) como um caminho que possibilita ao aluno (sujeito social) transformar-se e transformar seu contexto,” conclui a Pró-Reitora.
Outra paciente que demonstra seu contentamento pela forma do tratamento é Maria Aparecida de Jesus, de Lorena. “Eles tratam a gente muito bem, gosto muito daqui, sou paciente há mais de um ano, vejo melhora no meu tratamento”, diz a paciente que trata de ferida causada pelo diabetes. O material utilizado no espaço é doado pelas Secretarias de Saúde de cada cidade da região para os tratamentos que são gratuitos. Também há pacientes que trazem os próprios materiais para serem usados em sua consulta.
Todo cuidado acadêmico é refletido na satisfação dos pacientes, como é o caso do paciente Emerson Leandro, da cidade de Lorena, “Sou tratado muito bem aqui, e bota bem nisso! ”
O espaço está localizado na rua Joaquim A. Figueira, Vila Celeste, próximo ao UNIFATEA, na cidade de Lorena. As consultas são totalmente gratuitas e devem ser agendadas com antecedência pelo telefone (12) 3103-2473, o local funciona de segunda a sexta-feira das 13h às 17h.
FOTOS: UNIFATEA
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Boas Práticas
Mostra Multidisciplinar no Colégio Santa Catarina Pesquisa científica e valores para resolver os problemas sociais Por Edilaine Vieira Lopes Simone Fabiane Käfer Suzéte Maria Groehs
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Há quase uma década, o Colégio Santa Catarina de Novo Hamburgo, RS, incentiva os seus professores e alunos a envolverem toda a comunidade escolar na resolução de problemas. Por meio do projeto Mostra Multidisciplinar, todos são instigados a resolver os problemas locais, afinal, não é possível consertar o mundo sem começar a mudança por nós mesmos, não é? No início do ano letivo, geralmente em março, é dada a largada, por meio de uma palestra. No evento, são explicados os passos aos educandos e é repassado o cronograma no site. Nós, professoras orientadoras dos quintos anos do Ensino Fundamental, temos o desafio de desenvolver com as turmas um problema de pesquisa. Ainda em março, por meio de “TEMPESTADES DE IDEIAS” (brainstorms) e mapas conceituais coletivos, no quadro, listamos com as turmas todos os problemas que nos incomodam. Em 2019, tivemos como tema norte66
ador as Políticas Públicas por ser o Tema da Campanha da Fraternidade. Como no 5º ano estudamos os projetos Imigração e Rio Grande do Sul, cada turma escolheu as seguintes temáticas: A Turma 51, sob orientação da Professora Orientadora Suzéte Groehs (matemática), optou por estudar os Problemas de Comunicação dos Refugiados e Imigrantes em NH. Para esse projeto entrevistamos o Sr. Ilson J. R. da Silva, Coordenador de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial de Novo Hamburgo, que trouxe informações valiosas ao projeto. Dessa entrevista conseguimos estabelecer uma parceria entre a turma 51 do Colégio Santa Catarina e o município de NH. Os alunos estão em busca de voluntários que falem francês, planejamos uma campanha para arrecadar material escolar e doação de cadeiras para a sala de aula,
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enquanto o Sr. Ilson conseguiu uma sala no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) de Canudos, bem perto de onde mora a comunidade haitiana da cidade. Assim, não terão gastos com passagem. Sabemos que nosso projeto não resolverá o problema do idioma de imediato, mas não vamos nos esquecer da fala da Irmã Claudete Stertz, uma brasileira que teve muitas dificuldades de adaptação no Haiti: “o mais importante para a comunicação é olhar as pessoas nos olhos e fazer com que se sintam acolhidas”. Já a Turma 52, sob orientação da Orientadora Simone Fabiane Käfer (English Teacher), optou por estudar o Controle de Pragas no CSC, utilizando a experiência dos primeiros imigrantes alemães. A turma foi dividida em grupos, que se dedicaram a descobrir quais os tipos de pragas que existem e as que mais ameaçam o patrimônio do colégio. Além disso, era preciso conhecer o contexto histórico do Vale dos Sinos quando os primeiros imigrantes aqui chegaram.
Enfim, o mais importante disso tudo é saber que estamos, aos poucos, no caminho certo. Sabemos que temos a bela missão de dar continuidade ao Carisma da Bem-Aventurada Regina Protmann, fundadora da nossa congregação (Irmãs de Santa Catarina). Temos ciência de que a ANEC, junto à CRB, ao Setor de Mobilidade da CNBB e ao poder público buscam ampliar e fortalecer a rede de pessoas e instituições que atendem os migrantes e os imigrantes em terras brasileiras. E, assim, “Como Deus quer...”, temos tentado orientar os nossos alunos de que a mudança no mundo começa por nós mesmos, mas não se dá apenas por meio do conhecimento. Baseadas no PPPP (Projeto Político Pedagógico em Pastoral), sabemos que é fundamental a união de esforços com as famílias e comunidade escolar para que conhecimento e fé andem, efetivamente, juntos. Valores... Isso nos move! Ajudar o mundo e o próximo, seguindo os ensinamentos da Casa-Comum, do Papa Francisco (com base no Mestre Jesus Cristo): essa é a nossa missão! Se não, nada disso teria sentido.
Por fim, a Turma 53, sob orientação da Professora Orientadora Edilaine Vieira Lopes (Português), optou por estudar As Estratégias para a Cultura da Paz em Tempos de Violência.
Edilaine Vieira Lopes
Suzéte Maria Groehs
Simone Fabiane Käfer
Professora na Educação Básica no Colégio Santa Catarina/ Novo Hamburgo- RS. Pesquisadora e Pós-Doutoranda em Indústria Criativa na Universidade Feevale
Licenciatura em Ciência e Licenciatura Plena em Matemática pela Unisinos.
Licenciada em Letras pela Unisinos e pós-graduada (Estudos Avançados em LI) pela PUC/ RS.
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Reflexão
Sistema de Avaliação da Educação Básica: evidências que indicam rumos à política educacional brasileira Por Luana Bergmann Soares
Há mais de cem anos, William Thomson (1824-1907), conhecido como Lorde Kelvin, já asseverava que “aquilo que não se pode medir não se pode melhorar”. Nos últimos 25 anos, o Brasil tem feito esse esforço e consolidado, de fato, ações institucionais públicas fundamentais para produção de evidências que demonstrem a qualidade da Educação Básica praticada no Brasil. Esse empenho se expressa, entre outras iniciativas, por meio da realização periódica do Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB. O SAEB é um sistema de avaliação externa em larga escala posto em marcha pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira desde os
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anos 1990 e que tem por objetivo, de um lado, avaliar a qualidade, a equidade e a eficiência da Educação Básica brasileira e, de outro, subsidiar a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e econômico do Brasil. A última edição do SAEB foi aplicada ao final de 2017 e teve seus achados divulgados em 2018. Na ocasião, um conjunto de evidências educacionais foram apresentadas publicamente à sociedade brasileira. Abaixo encontra-se um dos principais resultados: a proficiência média em Língua Portuguesa dos estudantes brasileiros de 1995 a 2017:
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Lamentavelmente, o SAEB indica avanço expressivo do Brasil somente quando o assunto é o 5º ano do Ensino Fundamental (linha vermelha no gráfico). Nessa etapa, verificamos que, atualmente, os estudantes demonstram maior proficiência média em nossa língua materna do que possuíam os estudantes brasileiros há 20 anos. Nas demais etapas, no entanto, o cenário nacional é profundamente preocupante. No 9º ano do Ensino Fundamental (linha verde no gráfico), a proficiência dos alunos cresceu muito lentamente nos últimos anos e não apresenta progresso real quando comparada ao começo da série histórica. No Ensino Médio (linha azul no gráfico), a situação é ainda mais dramática, pois os resultados estabilizaram-se em torno de um nível claramente insuficiente de aprendizagem na última década. Tais evidências indicam que o nosso país ainda não consegue oferecer Educação Básica de qualidade a todos e que nosso Sistema Educacional segue tendo enormes desafios a superar.
cada um dos estados da federação. Dessa maneira, o conjunto das instituições confessionais terá a oportunidade de, dentro da amostra de cada Estado, contribuir para a construção do diagnóstico nacional da Educação Básica em 2019. Além disso, é fundamental que as escolas confessionais conheçam, compreendam e disseminem as informações produzidas pelo SAEB ao longo dos anos, tanto para as escolas privadas como para as redes públicas, de modo que possam seguir engrossando as fileiras dos que trabalham pela elevação da qualidade da Educação ofertada a todos no Brasil.
Quando observamos os resultados desagregados do SAEB 2017 por unidade da federação, percebemos as enormes e persistentes desigualdades educacionais brasileiras. Mas nem tudo é sempre má notícia – há destacadas exceções. Se quisermos, por exemplo, analisar os maiores níveis de proficiência média atingidos no SAEB, veremos que nove Estados brasileiros apresentaram proficiências acima da média nacional em todas as etapas da Educação Básica avaliadas em 2017. São eles Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. E se analisarmos quem avançou mais do que a média nacional, ou seja, quais Estados conseguiram agregar mais pontos de proficiência média ao desempenho dos seus estudantes, em comparação à edição anterior do SAEB (2015), encontramos seis Estados: Acre, Alagoas, Ceará, Goiás, Piauí e Tocantins.1 Na edição de 2019, o SAEB traz novidades importantes, como a inclusão da Educação Infantil no Sistema de Avaliação, e a aplicação1de testes de Língua Portuguesa e Matemática no 2º ano do Ensino Fundamental e de Ciências Humanas e da Natureza no 9º ano, todos já alinhados à Base Nacional Comum Curricular que entrou em vigor no Brasil ao final de 2017. São avanços importantes na sistemática de avaliação que tornarão possíveis mais aprimoramentos nas políticas de Educação Básica. As escolas confessionais, vale lembrar, poderão participar do SAEB 2019 se forem sorteadas pelo INEP para composição da amostra de escolas privadas brasileiras em
Luana Bergmann Soares É natural de Porto Alegre-RS, Pedagoga de formação, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina e servidora do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) desde 2010. Entre 2016 e 2018, a servidora esteve à frente da Diretoria de Avaliação da Educação Básica do INEP
1 Fonte: Microdados do SAEB 2017. Disponível em http://portal.inep.gov.br/web/guest/microdados, com acesso em 10/07/2019. jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Redes em Rede
Redes em Rede
Juntos pela Educação Católica “Primeiramente, é importante formar rede, que significa unir escolas e universidades para fortalecer a iniciativa educacional e de pesquisa, enriquecendo-se dos pontos de forças de cada um, para ser mais eficazes no âmbito intelectual e cultural. Formar rede significa também unir os saberes, as ciências e as disciplinas para enfrentar os desafios complexos, formar rede significa criar lugares de encontro e diálogo dentro das instituições educacionais e promovê-los com os cidadãos provenientes de outras culturas, tradições, religiões diferentes, a fim de que o humanismo cristão contemple a condição universal da humanidade hoje.” Essa foi a fala do Papa Francisco em audiência no Vaticano sobre a Educação Católica.
E, ainda segundo o Papa, temos os seguintes Critérios Essenciais para a Educação Católica: Identidade, que requer coerência e continuidade com a missão das escolas, universidades e centros de pesquisa nascidos, promovidos ou acompanhados pela igreja e abertos a todos, sobretudo aos necessitados. Qualidade, farol seguro para iluminar todas as iniciativas de estudo, pesquisa e educação. Bem comum, difícil de definir em nossas sociedades marcadas pela convivência de cidadãos, grupos de povos de diferentes culturas, tradições e crenças. Precisamos ampliar os horizontes do bem comum e educar a todos sobre a pertença à família humana.
Baseada nessas orientações que o Papa Francisco nos coloca, questionamos: 1 Por que fomentar uma rede de redes católicas?
4 Como incluir os pequenos grupos católicos de educação? 5 Como respeitar e valorizar os carismas, a identidade, a diversidade de uma forma colaborativa? Concluímos, então, que estamos no caminho certo, mas que esse caminho não é fácil, mas que vale a pena! Em rede é possível somar nossas forças e subtrair nossas fraquezas, para sermos, assim, mais assertivos no nosso objetivo comum: trabalharmos em prol da Educação Católica no Brasil, transmitindo aos nossos alunos os valores humanos – de que tanto o mundo precisa. Assim, explicitamos os objetivos do Projeto Redes em Rede: juntos pela Educação Católica que a ANEC, em comunhão com a CNBB e CRB, está desenvolvendo para que nossas associadas possam seguir em frente com inovação e humanismo.
2 O que juntos podemos fazer mais e melhor? 3 Quais as competências de um que podem apoiar as deficiências do outro?
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OBJETIVO GERAL: 1 Fortalecer e interligar as Instituições Educacionais Católicas brasileiras, diante dos desafios atuais da educação, em comunhão com a CNBB e a CRB. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 2 Revitalizar as Instituições Educacionais Católicas, criando uma rede de ajuda e suporte;
4 Elaborar, junto às instituições, projetos e ações estratégicas de gestão e de sustentabilidade econômico-financeira. 5 Fortalecer a ANEC como legítima instituição representativa da Educação Católica no Brasil, em comunhão com a CNBB e a CRB. 6 Os próximos passos e a estrutura do projeto serão apresentados na próxima Assembleia Geral Ordinária da ANEC.
3 Atuar, conjuntamente, buscando incidir nas políticas públicas educacionais de Estado; Redes em Rede – Juntos pela Educação Católica!
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Pastoral
Educação Básica
I Seminário de Pastoral ANEC MG Data: 6 de setembro de 2019 Cidade: Belo Horizonte/MG
Seminário de Gestão Pedagógica Data: 10 de setembro de 2019 Evento virtual
Roda de Conversa Data: 27 de setembro de 2019 Cidade: Poços de Caldas/MG
Ciclo de Formação Virtual da ANEC – Educação para a paz: as mutilações e o suicídio de adolescente nas escolas Data: 08 de outubro de 2019 Evento virtual
Roda de Conversa Data: 4 de outubro de 2019 Cidade: Espírito Santo
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Ciclo de Formação Virtual da ANEC – As infâncias, adolescências e as juventudes: vo-
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Save the Date
zes que ecoam no currículo da Educação Básica Data: 05 de novembro de 2019 Evento virtual
Ensino Superior Inovação na Gestão e nos Modelos Acadêmicos da Educação Superior Data: 12 e 13 de setembro de 2019 Cidade: Foz do Iguaçu – PR
XII Fórum Nacional de Mantenedoras Tema: Como ser o líder que o século XXI exige? Data: 30 de setembro de 2019 Cidade: Brasília - DF
XI Assembleia Geral Ordinária da ANEC Data: 1 de outubro de 2019 Cidade: Brasília - DF
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Estante Editora: Bom Jesus Título: Álbum de Família: do Passado ao Presente, o que há de Diferente? Autora: Patrícia Tassi Rodrigues Esta obra traz textos e imagens que se integram e apresentam a estrutura familiar de hoje e de outros tempos, explora fotografias como fontes históricas e contribui para a reflexão sobre valores e regras das instituições sociais.
Editora: Bom Jesus Título: Bruno, o Carneiro – Búfalo Autora: Katharina Reschke Bruno é um carneiro-búfalo, o único da face da Terra. As ovelhas riem por ele ser diferente e o que Bruno mais deseja na vida é ser como elas. Certo dia, ele tem sua vida transformada, porém de uma maneira um pouco diferente do que esperava. Este é um livro maravilhoso que convida você a rir, a se surpreender e a pensar, além de propiciar uma oportunidade para discutir o respeito às diferenças e o valor da amizade.
Editora: Bom Jesus Título: Cosmos: Conhecendo o nosso Universo Autores: Pablo Forlan Fuchs e Rosane Rudnick Este livro traz um panorama do conhecimento atual de astronomia por meio de uma abordagem que se inicia com o surgimento do Universo, permeado de questionamentos, imagens e muita cor. Todo esse conteúdo é apresentado em 3-D, tornando o material ainda mais lúdico e interativo.
Editora: Canção Nova Título: Reconciliação -Um caminho de amor e perdão”. Autores: Angela Abdo e Pe. Daniel Aguirre Esta obra o ajudará a reconciliar-se com Deus e com seus semelhantes, fazendo-o entender a importância de viver a unidade com os irmãos em Cristo e assim, unir diferentes corações a um só coração: o coração de Deus. Em cada página, você se certificará que atender ao pedido do Pai para que sejamos um em Cristo (Jó 17,21) é o único caminho para a reconciliação e cura dos relacionamentos, que estão sendo quebrados pela falta de perdão. Faça essa experiência: Reconcilie-se ainda hoje, com Deus e com o próximo!
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Editora: Canção Nova Título: Intercessão Profética Autor: Cyril John Neste livro, Cyril John compartilha com você um pouco de tudo o que aprendeu sobre o poder da intercessão dentro da Igreja. Uma obra que apresenta a importância e a profundidade da intercessão, aguçando sua escuta à voz de Deus, estimulando também ao aprofundamento na vida de oração. A chave para a evangelização do mundo é a oração de todos nós, o que inclui a sua. Aceite o convite deste livro e comece a interceder ainda hoje.
Editora: Canção Nova Título: Como participar da missa com crianças Autores: Rodrigo Luiz e Adelita Stoebel Um livro que servirá como auxílio na educação cristã das crianças, ensinando como participar da Santa Missa junto a elas. Com dicas, reflexões e ensinamentos simples, porém preciosos, cada página será um bálsamo na vida dos educadores. Entre os muitos assuntos trabalhados ao longo da obra, temos a travessura do Papa Francisco quando era criança e algumas respostas sobre a igreja e a santa missa. Essa obra te ajudará a promover
Editora: Edebe Título: A menina muquerela Autora: Ana Neila Torquato Você conhece alguém que vive reclamando de tudo? Dentro desse livro, mora uma menina que é mais ou menos assim. Que tal conhecê-la e descobrir como essa história termina? Se você gosta de histórias de amizade e de reflexão, terá uma bela surpresa!
Editora: Edebe Título: Ei, desconecta! Autora: Angélica Rodrigues Santos Você consegue imaginar a vida sem aparelhos tecnológicos? Dá pra se divertir sem eles? Nesta história, o personagem Henrique e sua família vivem conectados e, forçosamente, acabam descobrindo um universo de possibilidades fora do tablete dos smartphones. Vamos desconectar um pouquinho e aprender mais com essa história?
jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Editora: Edebe Título: Os índios não são das índias Autor: José Carlos Aragão De forma rimada e envolvente, você saberá mais sobre os povos originais da nossa terra! Isso mesmo, descobrirá que os povos indígenas, embora pareçam iguais, têm características culturais diferentes e estão distribuídos por várias regiões do país. Vamos juntos dar um viva a esse povo guerreiro!
Editora: FTD Título: O ABC da solidariedade Autor: Fernando Carraro
Fernando Carraro Preocupada com o Projeto ABC, sugerido pela professora, Lívia caminha distraída para a escola, na companhia do irmão mais velho. Eles encontram um cãozinho abandonado, e a menina resolve ajudá-lo. Mesmo sem saber, ela coloca em prática os valores escolhidos como tema do Projeto: amor, bondade e compaixão. Esta história de solidariedade e amor ao próximo nos mostra, de modo alegre e cativante, que valorizar a vida é essencial para o bem comum.
9010402000012
O ABC da solidariedade
ISBN 978-85-96-02261-3 9
788596 022613
-2
17/04/19 10:07
Editora: FTD Título: Compromisso com o bem Autores: Fernando Carraro
Fernando Carraro
Compromisso
com o
Empolgados com a Feira de Pro-
issões, relacionada ao cuidar das pes-
soas, e com a excursão da Semana San-
bem
a, Rafael e sua turma do 7º ano criam
uma página na internet para compar-
ilhar suas atividades: Compromisso
com o bem. Na excursão, os jovens visitam um
abrigo para crianças, um lar de idosos
e um albergue, onde têm experiências
emocionantes e conhecem profissionais
que se dedicam ao bem do próximo. Ambientada em um cotidiano esco-
ar aparentemente corriqueiro, a história
mostra que, com altruísmo e dedicação,
odos podemos ser bons cidadãos.
ndd 1-2
Lívia é uma menina de 9 anos que todas as manhãs vai para a escola na companhia de seu irmão mais velho, Pedro. Certo dia eles encontram um cachorrinho abandonado na rua, e a menina decide ajudá-lo. Ela o alimenta e o leva para casa. Com a ajuda da família, Lívia procura pelos donos do cãozinho. Sem saber, coloca em prática valores que vai aprender com o Projeto ABC que a professora propôs: amor, bondade e compaixão. O gesto de bondade da menina e seu irmão é filmado pelo dono da banca de jornais. Ele posta o vídeo nas redes sociais, que logo viraliza. A menina é convidada, então, para dar uma entrevista em um programa de televisão voltado ao público jovem. Ela transmite uma mensagem sobre o valor da vida e sobre como é prazeroso fazer o bem.
17/04/19 10:50
Ansioso com a Feira de Profissões da escola, Rafael, um adolescente de 13 anos, conversa com o pai sobre o trabalho de pessoas comprometidas com o bem comum, tema da feira para esse ano. Enquanto não decide qual profissão apresentar, o garoto participa com sua turma de um passeio durante a Semana Santa que os leva a ver a vida de outra forma. Durante a visita ao abrigo de crianças, ao lar de idosos e ao albergue, eles ouvem histórias, se divertem, conhecem profissionais que dedicam seu tempo ao bem do próximo e como suas ações transformam a vida das pessoas que precisam. Empolgados com tudo que vivenciaram, os alunos registram a experiência e assuntos relacionados a ela em uma página na internet criada por eles: Compromisso com o bem. Editora: Paulinas Título: Discernimento Vocacional Autor: Márcio Costa O estudo sobre vocação oferece possibilidades e esperanças para ajudar pessoas no processo de busca vocacional, inserção eclesial e elaboração do projeto de vida. Este livro se destina aos animadores vocacionais, pessoas que atuam diretamente acompanhando jovens e estão também em funções estratégicas de acompanhamento vocacional.
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jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
Editora: Santuário Título: A metafísica da pessoa Autor: Wellistony C. Viana O debate sobre a metafísica da pessoa não se refere tão somente à questão existencial, mas também tem relevância para problemas éticos e filosófico-religiosos, como o aborto, a eutanásia e a sobrevivência do “eu” depois da morte corporal. Quando começa ou termina a existência de uma pessoa humana? Qual fator determina sua persistência no tempo e fora dele? Este livro busca apresentar as principais teorias filosóficas que se propõem a resolver estas questões. Um livro que servirá como auxílio na educação cristã das crianças, ensinando como participar da Santa Missa junto a elas. Com dicas, reflexões e ensinamentos simples, porém preciosos, cada página será um bálsamo na vida dos educadores. Entre os muitos assuntos trabalhados ao longo da obra, temos a travessura do Papa Francisco quando era criança e algumas respostas sobre a igreja e a santa missa. Essa obra te ajudará a promover Editora: Santuário Título: Pastoral Escolar Autores: Márcio Fabri dos Anjos, Sonia de Itoz e Sérgio R. A. Junqueira A originalidade do termo pastoral foi buscada por Jesus na analogia com um dedicado pastor de ovelhas, capaz de se arriscar para cuidar delas e defendê-las. Em termos de educação, o cuidar representa uma adequada pedagogia de valores. Na complexidade de nossos tempos, a pastoral escolar cuida de pessoas no aprendizado de sentidos e atitudes que as levam por caminhos de solidariedade na construção do bem comum e de seus contextos socioambientais. Sem uma explícita ação pastoral uma escola não consegue mostrar que é cristã.
Editora: Vozes Título: Inovar é assumir um compromisso ético com a educação Autora: José Pacheco Com o intuito de desvendar alguns mitos e crenças da educação e trazer inovações para a realidade escolar, esta obra traz propostas concretas de mudança, atos primordiais, destinados àqueles que ousarem começar a criar alternativas à velha escola. Estamos chegando ao fim de um longo tempo, durante o qual se comprometeu o futuro de milhões de jovens. E com esse fim, o fim de uma certa maneira de entender e de fazer escola. Outro mundo já está sendo construído. O autor decidiu escrever mais um livro porque ainda há quem creia que, dando aula, ensina. Porque ainda há quem enfeite as escolas com computadores e outros paliativos, que visam ocultar os nefastos efeitos de um obsoleto modelo educacional e impedem a emergência de uma nova construção social de aprendizagem. Editora: Vozes Título: Jesus para todos Autora: Joseph Doré Nem apologético e nem polêmico, mas testemunha de uma simpatia pelo “herói” da história que foi Jesus de Nazaré, este livro traz uma apresentação esclarecedora sobre quem foi Jesus. Ao longo desta exposição são apresentadas também as mais recentes descobertas das pesquisas da área da História e da Teologia, procurando responder de forma clara às questões determinantes relacionadas a essa figura central do cristianismo, inclusive aquelas que provocam críticas, deboche ou incompreensão.
jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
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Editora: Vozes Título: Participação e democracia no Brasil Autor: Maria da Glória Gohn Junho de 2013 representa uma ruptura e a data transformou-se em um marco de mudança do paradigma da participação social até então vigente. A multidão tomou as ruas e novíssimos atores entraram em cena, como o MPL – Movimento Passe Livre. A democracia passou a ser tensionada e os órgãos institucionais e partidários questionados. Desde então a política toma as ruas via o ativismo digital, que convoca e organiza grandes manifestações. Um processo de turbulência envolve a sociedade civil gerando polarizações e posições antissistema, dotadas de baixo grau de racionalidade e alto grau de emoção (“contra tudo que aí está”, antissistema, anticorrupção, contra o velho, a favor do novo). Acirra-se o clima de medo, indignação e ódio ao outro.
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jul/ago/set 2019 | nº 5 | - Revista EDUCANEC
Quiz
1) A ANEC trabalha em parceria com Escolas e IES associadas presentes em todo o Brasil. No total, aproximadamente, quantos alunos agregam ao todo? a) 500 mil alunos b) 1 milhão de alunos c) 1,5 milhões de alunos 2) Está condizente aos valores da ANEC: a) Trabalho em rede; Liderança servidora; Cidadania global b) Ética cristã; Diálogo com a fé; Liderança centralizadora c) Cidadania global; Espiritualidade; Trabalhos independentes 3) Uma das principais atividades da ANEC é estar próxima de suas associadas. Com esse objetivo, a Câmara de Educação Básica promove, ao longo do ano, um projeto que acontece em todos os estados brasileiros. Esse projeto se chama: a) Presença ANEC b) Dia ANEC c) ANEC em Rede 4) A sede da ANEC fica localizada em qual cidade? a) São Paulo b) Rio de Janeiro c) Brasília 5) O Projeto “Redes em Rede” une a ANEC a outras duas entidades católicas, quais são elas? a) CRB e CNBB b) CRB e Olma c) CNBB, CRB e Olma Respostas da edição anterior: 1 – C / 2 – B / 3 – C / 4 – A / 5 – C