Ano X - nÂş 6 Out/ Nov/ Dez 2019 ISSN 2238-3093
A luta pela Filantropia
ReuniĂŁo ANEC e CNBB
Indicadores da ANEC
Projeto: Redes em Redes
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ELE VAI SER ARQUITETO PARA CRIAR PROJETOS SUSTENTÁVEIS QUE AJUDARÃO NO DESENVOLVIMENTO URBANO E NA PRODUÇÃO AMBIENTAL. SISTEMA DE EDUCAÇÃO INTEGRA. Resultados para a vida profissional. Valores para a vida toda.
CENTRAL DE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE 0800 729 3232 || relacionamento@ftdse.com.br
A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil tem como finaldade atuar em favor de uma educação de excelência, promover uma educação cristã evangélico-libertadora, entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana - sujeio e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna solidária e pacífica segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja.
CONSELHO SUPERIOR Ir. Irani Rupolo (Presidente) Pe. Mario Sundermann (Vice-Presidente) Ir. Cláudia Chesini (Secretária)
Pe. José Marinoni (Conselheiro Suplente) Prof.ª Julia Eugênia Cury (Conselheira Suplente)
CONSELHEIROS Frei Gilberto Gonçalves Garcia Ir. Iranilson Correia de Lima Ir. Ivanise Soares da Silva Pe. João Batista Gomes de Lima Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Pe. Josafá Carlos de Siqueira Ir. Márcia Edvirges Pereira dos Santos
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Roberta Valéria Guedes de Lima
DIRETORIA NACIONAL Ir. Paulo Fossatti (Diretor Presidente) Ir. Adair Aparecida Sberga (Diretora, 1ª Vice-Presidente) Ir. Natalino Guilherme de Souza (2º Vice-Presidente) Ir. Marli Araújo da Silva (Diretora, 1ª Secretária) Pe. Maurício da Silva Ferreira (Diretor, 2º Secretário) Pe. Roberto Duarte Rosalino (Diretor, 1º Tesoureiro) Frei Claudino Gilz (Diretor, 2º Tesoureiro)
SERVIÇO DE ANIMAÇÃO PASTORAL/RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL Ir. Cláudia Chesini
CONSELHO PARA ASSUNTOS ECONÔMICOS E FISCAIS – CAEF Pe. Ricardo Carlos (Presidente) Luiz Cezar Marques (Conselheiro Titular) Mauro Peres Macedo (Conselheiro Titular) Ir. Amélia Guerra (Conselheira Suplente)
PRODUÇÃO EDITORIAL ANEC/Agência Bear
SECRETARIA EXECUTIVA James Pinheiro dos Santos
CÂMARA DE ENSINO SUPERIOR Fabiana Deflon dos Santos Gonçalves CÂMARA DE MANTENEDORES Guinartt Diniz Rodrigues Antunes
GERÊNCIA ADMINISTRATIVO/FINANCEIRA Idelma Alves Alvarenga COORDENAÇÃO DE EVENTOS Davi Lira Varela Rodrigues SECRETÁRIA GERAL Tatiana Perrine DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Agência Bear
REVISÃO TEXTUAL Agência Bear PROJETO GRÁFICO Agência Bear ILUSTRAÇÃO DA CAPA Jô Carvalho
A Revista EDUCANEC é uma publicação da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)
SEPN Quadra 516, Conjunto D, Lote 09 - Edifício Via Universitas - 4º andar CEP: 70770-524 Telefone: (61) 3533-5070 E-mail: comunicacao@anec.org.br Site: www.anec.org.br
Impressão: FTD Parque gráfico da Editora FTS (11) 3545-8600 Tiragem: 8.000 mil exemplares
Sumário
Editorial | 5 Notícias - Institucional XI Assembleia Geral Ordinária da ANEC | 9 ANEC realiza reunião do Conselho Consultivo Nacional | 13 Reunião ANEC e CNBB | 14 Notas Técnicas da ANEC em defesa das instituições católicas | 15 Grupo de Trabalho Permanente das Editoras Católicas | 17 Notícias - Educação Básica Formações Virtuais da ANEC: excelência na formação continuada | 19 ANEC Participa de Audiência Pública do CNE sobre as formas de oferta do Ensino Médio | 21 Grupo de trabalho Pedagógico Nacional: trabalhando em prol de uma educação católica de qualidade social | 22 Notícias - Ensino Superior Evento sobre inovação na gestão e nos modelos acadêmicos da educação superior, marca a região de Foz do Iguaçu | 24 Entrevista com Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia sobre a Curricularização da Extensão | 26 Notícias - Mantenedoras XII Fórum Nacional de Mantenedoras da ANEC | 31 Seminário Virtual de contabilidade | 34 Apresentação do projeto de indicadores da ANEC | 35 Notícias - Pastoral Serviço de Animação Pastoral da ANEC | 38 Artigo A importância da educação financeira | 41 Capa A luta pela Filantropia | 42 Boas práticas Projeto do UNISAL trabalha sexualidade e diversidade em atividades multidisciplinares | 50 Marista Centro-Norte vence Prêmio Aberje | 52 PUC Goiás, 60 Anos | 54 UBEC é o 4º melhor grupo educacional do Brasil | 56 Cultura Gaúcha e o tradicionalismo na educação | 58 Um olhar para a Educação e uma Educação para o olhar | 61 Colégio Marista Rosário e a Educação Inclusiva | 64 Reflexão PEC Paralela e Filantropia na Educação | 66 Filantropia: um serviço fundamental ao Estado Brasileiro | 70 Redes em Rede | 72 Parceiros | 76 Estante | 78 Quiz | 83
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out/nov/dez 2019 | nº 6 | Revista EDUCANEC
Todos juntos pela filantropia!
Ir. Paulo Fossatti Diretor Presidente da ANEC
ão temos dúvidas do quanto o trabalho das Instituições Filantrópicas influencia para o bom funcionamento do Brasil nas áreas da saúde, educação e assistência social. Por isso, a ANEC vem se articulando, junto a outras instituições do Setor Filantrópico, para sensibilizar a todos, principalmente os Parlamentares, para que possam enxergar com mais detalhes o quanto ações que firam a Imunidade Tributária, garantida na Constituição Federal de 1988, podem impactar de forma negativa em nosso país, e, sobretudo, o futuro que sempre aguardamos com tamanha esperança. A Proposta de Emenda Constitucional 133/2019, chamada de “PEC Paralela”, é um bom exemplo dessas ações, que tendem a causar percas sociais para o país e prejudicar o acesso à cidadania ao acabar com a imunidade tributária de instituições filantrópicas.
Focando nas Instituições Filantrópicas do setor Educacional, teremos a redução, ou mesmo a extinção, das bolsas de estudos que hoje atendem a 725 mil jovens e crianças. Além do governo não ter condições de absorver essa quantidade de alunos, é sabido que a qualidade de ensino da rede pública é inferior a oferecida pelas escolas filantrópicas. Nesse sentido, também na área da Saúde e da Assistência Social os números do retorno à sociedade pelo Setor Filantrópico são inimagináveis e a União não teria a capacidade de suprir esta ausência. Segundo pesquisa realiza pelo FONIF (Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas), a cada R$1,00 de imunidade que as Instituições Filantrópicas (cerca de 11 mil instituições) possuem, a contrapartida destas instituições é de R$7,39 em benefícios entregues à população, ou seja, uma entrega é mais de sete vezes superior. Dessa forma, nos perguntamos: o Governo vai dar conta disso? Ele já tem sérios problemas de: estrutura, falta de profissionais, gestão, dentre outras. As entidades filantrópicas, pela forte atuação e investimento em boas práticas de gestão, conseguiram crescer e se desenvolver, mantendo seu propósito e reinvestindo em seus colaboradores, seus serviços e instalações. E, é por isso que a Filantropia consegue entregar tanto à sociedade, por meio de uma educação pautada, não apenas no pedagógico, mas no ser humano e em valores. Assim, a ANEC continua na luta em favor da Filantropia e convida você, leitor, a explorar essa e outras temáticas abordadas nesta edição da Revista EDUCANEC.
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Boa leitura! 5
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Um novo nome, um novo projeto gráfico. Tudo feito com o intuito de melhorar ainda mais a relação com você, leitor. E, para aprofundar ainda mais essa relação, gostaríamos de convidá-lo a participar conosco na construção desse material.
Tem interesse em sugerir novos assuntos por meio de notas, reportagens ou indicações de fatos interessantes? Então compartilhe conosco. Basta enviar um e-mail para: comunicacao@anec.org.br Abr/Mai/Jun 2019 | nº 4 | Revista EDUCANEC
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NotĂcia - Institucional
O encontro anual de mantenedoras aconteceu em BrasĂlia (DF) e foi marcado por muitos diĂĄlogos sobre a Filantropia.
A Assembleia Geral OrdinĂĄria da ANEC ĂŠ o espaço mais importante para apontar as diretrizes estruturais de açþes futuras e apresentar as atividades desenvolvidas pela Associação. Para iniciar o evento, aconteceu uma celebração eucarĂstica presidida por Dom JoĂŁo Justino (Presidente da ComissĂŁo e Cultura de Educação da CNBB) e concelebrada pelos padres: Roberto (Diretor Financeiro da ANEC) e Danilo (Assessor de Pastoral UniversitĂĄria). Tal momento, foi motivado pelos vĂĄrios acontecimentos eclesiais, como: o inĂcio do MĂŞs MissionĂĄrio ExtraordinĂĄrio (MME), a canonização da Ir. Dulce dos Pobres e a abertura do SĂnodo da AmazĂ´nia. Na celebração, um integrante de cada regiĂŁo do Brasil participou do ofertĂłrio trazendo a representação da prĂłpria localidade, durante a oração do cordel pelo Brasil. O andamento do evento aconteceu
por meio da SessĂŁo Solene de Abertura e Instalação da X Assembleia Geral OrdinĂĄria da ANEC, seguida da SessĂŁo Deliberativa da XI Assembleia Geral OrdinĂĄria da ANEC. Os participantes ainda puderam desfrutar de um material rico, de cunho pastoralista, apresentado pela Ir. ClĂĄudia Chesini, da ANEC, denominado “Linhas de Ação Pastoralâ€?. Esse projeto, coordenado pelo Frei Claudino Gilz juntamente com a IrmĂŁ ClĂĄudia Chesini, denominado Serviço de Animação Pastoral da ANEC, foi elaborado a partir da generosidade de diversos coraçþes e mĂŁos, e surgiu para orquestrar a Pastoral nas mais diversas Instituiçþes de Ensino CatĂłlico. Antes do intervalo para o almoço da XI Assembleia Geral OrdinĂĄria, o SecretĂĄrio Executivo da ANEC, James Pinheiro, esboçou em sua fala a singularidade e a grandeza do propĂłsito educacional catĂłlico, que necessita ser sistematizado e guiado por meio do “ Projeto Redes em Redeâ€?, tendo
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em vista o fortalecimento da identidade católica por meio de uma educação com qualidade. Assim que os participantes retornaram do intervalo, aconteceu uma mesa redonda com a participação da Dep. Profª. Dorinha Seabre, responsável pela Frente Parlamentar de Educação, que falou sobre o FUNDEB e a importância dele para a educação básica brasileira. O ápice do seu diálogo se deu quando a Deputada mencionou que disponibilizará, com antecipação, o relatório sobre a Filantropia. Outro integrante da mesa redonda foi o Dep. Antonio Brito, que compõe a Frente Parlamentar da Filantropia, ele ressaltou a respeito da importância da educação católica se manter atenta e ágil nas ações em defesa de milhares de pessoas que se beneficiam das Obras Sociais. As reflexões e diálogos acerca dos desafios e perspectivas da Educação no Brasil ainda continuaram na mesa redonda com a participação de outros membros que fazem a diferença na educação, além dos Deputados Antonio Brito e Profª. Dorinha Seabre: Prof. Alexandre Lopes (Presidente do INEP). Prof. Marcos Heleno (Diretor de Política Regulatória da SERES/MEC). Prof. Carlos Lenuzza (Diretor de EaD da CAPES). Pe. Antonio Tabosa (FONIF). A XI Assembleia Geral Ordinária chegou ao fim após a Celebração do Envio, dirigida pelos integrantes da ANEC. A ANEC agradece imensamente a cada participante que disponibilizou seu tempo e se dedicou a ouvir, dialogar e refletir acerca dos rumos da Educação Católica no Brasil. Esperamos que todo esse know-how e networking adquiridos possam reacender a voz da missão, da visão e dos valores católicos tão necessários em nossa sociedade.
Vamos juntos!
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Entrevistas COMUNICAÇÃO ANEC: Quais habilidades o líder deve ter no século XXI? IR. IRANÍ RUPOLO (Presidente do Conselho Superior da ANEC) Eu penso que, o líder no século XXI, na atividade educacional, deve ter a capacidade de diálogo. Nós trabalhamos em equipe, em equipes ampliadas, da educação com outros setores da sociedade, da sociedade com a educação. Então, essa interconexão com a: política, economia,
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história, saúde, enfim, com todas as atividades humanas. Essa é a competência para o diálogo. Um outro aspecto que ao meu ver o líder não pode abdicar é o do conhecimento específico. Se nós somos educadores, nós precisamos compreender, estimular, valorizar e fazer valer a nossa competência na área do conhecimento educacional. Também lidamos com um setor econômico muito instável e, por isso, temos a habilidade de estar em continua mudança. Isso não significa fragilidade ou abdicar de valores, mas como agir diante de novos cenários. Retomando, eu diria: o diálogo, o conhecimento e essa habilidade de perceber que não sabemos tudo, que o novo se apresenta constantemente e que saber mudar também é uma atitude sábia. IR. PAULO FOSSATTI (Diretor Presidente da ANEC) O Papa Francisco nos inspira muito para essa resposta, dentre as várias, vou
dizer e trazer aquelas que mais trabalhamos na ANEC. Uma delas é nós termos um propósito, termos um “pra que viver”, um “pra que lutar”, “pra que acordar toda manhã” e nós, de fato, vivermos intensamente esse propósito, porque se não vivemos e apenas teorizamos sobre o propósito nós passamos uma mensagem, inconscientemente, que nós não estamos vivendo. Ponto número 2: o líder do século XXI precisa ajudar as pessoas e os grupos a fazer as experiências. A pessoa do século XXI não se satisfaz mais com conceitos e teorias, elas querem vivências. Um terceiro ponto, principalmente no cenário brasileiro, é que nós como líderes, precisamos ter uma inteligência política e, quando eu digo inteligência política é aprendermos a dialogar com os diversos setores da Sociedade, da Igreja, do Governo e das empresas. Um quarto ponto que eu considero fundamental para os líderes da atualidade é de nós atuarmos no campo estratégico. Nós temos uma herança de sermos bons e queridos enquanto operacionais; demonstramos para a sociedade o quanto trabalhamos; e que quanto mais queridos nós somos, mais fazemos. Agora a pergunta é: Qual é o líder que a instituição precisa, que a Igreja precisa? É aquele que está o tempo inteiro no operacional, no tático ou no estratégico? Uma decisão estratégica poderá fazer o bem para milhares de brasileiros. Não que o operacional não seja importante, mas o líder da atualidade necessita ter um certo distanciamento do operacional e agir de forma estratégica. Outras grandes questões que tratamos na liderança é o colegiado, esse seria um quinto ponto. Ou seja, não existe mais uma liderança vertical: eu mando alguém obedece, eu sou o líder e tenho subordinados. Não! Nós precisamos sim de alguém que ajude a colocar uma vida, liderar, que tenha uma visão empreendedora, tudo isso é importante.
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tenha uma visão empreendedora, tudo isso é importante. Um sexto ponto que estamos trabalhando muito é desenvolver pessoas, e pessoas não somente no âmbito de conteúdo; mas sim, em competências para dar conta daquilo que Deus nos pede no momento presente. Então, o momento presente exige: liderança política, internacionalização, domínio de um segundo idioma, compor com os diferentes, diálogo, provocar entusiasmo diante de um cenário político-econômico que, muitas vezes, procura puxar o grupo para baixo. O líder precisa sempre mostrar o horizonte e ajudar a caminhar. PE. ROBERTO DUARTE ROSALINO (Presidente da Câmara de Mantenedoras da ANEC) Eu considero que a primeira habilidade é a humildade. Vivemos hoje em um tempo de grande escuta que nos possibilita não sermos os donos da verdade, mas juntos procurarmos esses novos caminhos que estão sendo apresentados. O líder é aquele que é capaz de fazer essa escuta,
não sozinho, mas com as outras pessoas. Isso exige humildade. Outro elemento é a capacidade de reinventar, porque o líder não fala para si mesmo, mas fala com os outros ou pelos outros. Então, eu vejo hoje que os grandes líderes que sumiram falaram para si ou construíram em cima da sua liderança o poder, e esse poder é destruidor. Assim, percebemos que as pessoas líderes, cito aqui o Papa Francisco, são capazes de ir ao encontro não somente das pessoas, mas das culturas, das realidades... Em terceiro lugar, entendo que, quando você é líder tem que estar preparado, também, para sofrer as consequências da sua liderança. E, nem todo líder muitas vezes é aceito, porque ele tira as pessoas da sua zona de conforto, ele faz com que as pessoas sigam em frente, como Jesus dizia: “sair, às vezes, para águas mais profundas”. E, tem pessoas que não querem se movimentar, querem continuar como estão. Então, eles passam a ser os críticos desse mesmo líder, mas, muitas vezes, não buscam nada para fazer a diferença.
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NotĂcia - Institucional
~ do Conselho ANEC realiza reuniao Consultivo Nacional No dia 02 de outubro de 2019 foi realizada a reuniĂŁo do Conselho Consultivo Nacional da ANEC, na Asa Norte, na Quadra 516, em BrasĂlia; com a presença dos(as) Conselheiros(as) da ANEC de cada Unidade Federativa. O evento começou com um momento de espiritualidade, pedindo a proteção divina por meio de oraçþes e cançþes, para o trabalho que seguiria. A reuniĂŁo foi um momento importante no qual os representantes dos Conselhos Estaduais da ANEC tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiĂŞncias. Os eventos, encontros e reuniĂľes sĂŁo frutos dos trabalhos de cada conselho, em uniĂŁo com o EscritĂłrio Nacional, os parceiros e os patrocinadores. A ANEC representada nos Estados tem diversas atividades voltadas para um Ăşnico propĂłsito, que ĂŠ a qualidade da Educação e da Educação CatĂłlica, mesmo com a diversidade cultural e regional, porĂŠm, mantĂŠm-se sempre preocupada com as açþes que gerem um trabalho de Redes em Rede.
As Unidades Federativas que estiveram representadas por membros de cada Conselho, foram: Alagoas, Amazonas, Bahia, CearĂĄ, EspĂrito Santo, Goiânia, MaranhĂŁo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, ParĂĄ, ParaĂba, Pernambuco, PiauĂ, ParanĂĄ, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, SĂŁo Paulo e Tocantins. Em unanimidade transmitiram: suas percepçþes e consideraçþes, projetos realizados, retomaram a função do trabalho da ANEC, conheceram mais a fundo as PolĂticas e Projetos, alĂŠm de planejarem o ano de 2020. Em busca da melhoria se depararam com um desafio, que ĂŠ ser referĂŞncia de Educação no paĂs. A reuniĂŁo proporcionou o fortalecimento da ANEC e seus Conselhos Estaduais, por meio de uma grande sintonia de trabalho que visa fortalecer a Educação CatĂłlica no Brasil. Buscamos caminhar juntos pela Educação com intuito de transformar “Redes em Redeâ€? numa realidade concreta e presente.
Tatiana Parrine (Secretåria da ANEC) Tecnóloga em Gestão Pública, pela Faculdade Projeção. Experiência em atividades de coordenação como: secretåria, vendas, financeiro e assistente administrativo. Participação em eventos e organização. Atualmente, na função de Secretåria Geral da ANEC. out/nov/dez 2019 | nº 6 | Revista EDUCANEC
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NotĂcia - Institucional
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REUNIĂƒO ANEC E CNBB
O Conselho Superior e a Diretoria Nacional da ANEC se reuniram, dia 19/09 em BrasĂlia, com o novo Presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, para apresentar a Associação e suas açþes em prol da Educação CatĂłlica do Brasil. A ocasiĂŁo proporcionou uma interação entre os membros da ANEC e a presidĂŞncia da CNBB, alĂŠm de ser um espaço de articulação entre as duas entidades da Igreja CatĂłlica brasileira. Desde sua fundação em 2007, a ANEC (proveniente da junção da ANAMEC, AEC e ABESC) ĂŠ legitimada pela CNBB como a Ăşnica e verdadeira representante da Educação CatĂłlica no paĂs. "A Escola catĂłlica ĂŠ chamada a uma profunda renovação. Devemos resgatar a identidade catĂłlica de nossos centros educativos por meio de um impulso missionĂĄrio corajoso e audaz, de modo que chegue a
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ser uma opção profĂŠtica plasmada em uma pastoral da educação participativa. Taisprojetos devem promover a formação integral da pessoa, tendo seu fundamento em Cristo, com identidade eclesial e cultural, e com excelĂŞncia acadĂŞmica. AlĂŠm disso, hĂĄ de gerar solidariedade e caridade para com os mais pobres. O acompanhamento dos processos educativos, a participação dos pais de famĂlia neles e a formação de docentes, sĂŁo tarefas prioritĂĄrias da pastoral educativa" (Documento de Aparecida, nÂş 337). Esse convite ĂŠ atual para todas as instituiçþes catĂłlicas de educação. A CNBB tambĂŠm renovou seu compromisso com a ANEC e, estĂĄ com a CNBB e CRB, no acompanhamento e defesa dos interesses das Escolas, IES, Obras de AssistĂŞncia Social e em interface com os hospitais catĂłlicos.
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NotĂcia - Institucional
Notas TÊcnicas da ANEC em defesa das instituiçþes católicas
ÂŞ ÂŞ  Â? Â? Tendo como intuito realizar reflexĂľes, inferĂŞncias e lutar pelos interesses das Associadas, sempre partindo da perspectiva do humanismo solidĂĄrio e da crença em uma educação de qualidade social, a ANEC monitora a trajetĂłria das polĂticas pĂşblicas voltadas Ă educação. Nesse sentido, as Câmaras de Educação BĂĄsica e de Ensino Superior da Associação Nacional de Educação CatĂłlica do Brasil (ANEC) tem coordenado Grupos de Trabalho (GTs) que acompanham, refletem e debatem sobre os diversos temas trazidos Ă tona por essas polĂticas, considerando a realidade da educação brasileira, em especial, a das Escolas CatĂłlicas; levando em conta os impactos da implementação dessas polĂticas tanto nos aspectos financeiros e operacionais, no que tange aos propĂłsitos pedagĂłgicos das unidades e redes escolares. Como resultado desses trabalhos, os GTs tĂŞm produzido Notas TĂŠcnicas para serem compartilhadas com os envolvidos na elaboração e na aprovação das polĂticas pĂşblicas e, tambĂŠm, com gestores das Instituiçþes CatĂłlicas, a fim de colaborar com a discussĂŁo sobre a implantação dessas polĂticas visando uma educação bĂĄsica e superior pautada na equidade, e no desafio da construção de uma sociedade justa, fraterna e solidĂĄria.
Estes documentos construĂdos pela ANEC tĂŞm reverberado de forma, positiva e propositiva, nos diversos ĂłrgĂŁos e organismos, tanto na esfera pĂşblica como no terceiro setor. Destacamos algumas notas que foram consideradas referĂŞncias pelo MinistĂŠrio de Educação, pelo Conselho Nacional de Educação, INEP e Câmara de Educação do Senado, entre outros; como por exemplo, Notas TĂŠcnicas sobre: Educação Ă Distância na Educação BĂĄsica, Novo Ensino MĂŠdio e ItinerĂĄrios Formativos, FUNDEB, DCNs da Formação Docente da Educação BĂĄsica, Contribuiçþes para a SERES, Contribuiçþes para o ENADE, ReflexĂľes sobre as Licenciaturas, entre outras. A ANEC estĂĄ alerta ao cenĂĄrio educacional brasileiro e preparada para apresentar seu posicionamento nas situaçþes em que suas associadas necessitarem de defesa, orientação e validação de seus processos.
Unidos em prol da Educação Católica!!
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Acesse todas as Notas Técnicas pelo site da ANEC
http://anec.org.br/notas/
Fabiana Deflon Professora e Mestranda em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Direito do Trabalho pela Faculdade Fortium. Graduada em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Atua na Educação Superior há 9 anos exercendo cargos de docência e gestão. Atualmente é Gerente da Câmara de Ensino Superior da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), assessorando as instituições associadas.
Roberta Guedes Doutoranda em Ciências Sociais pela Unisinos. Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Gestão de Instituições de Ensino pela PUC-PR. Especialista em Tecnologias Educacionais pela PUCRS. MBA em Gestão Corporativa e Especialista em Formação de Grupos Colaborativos pela Universidade Católica de Brasília. Atua na Educação Básica há 24 anos exercendo cargos de docência e gestão. Atualmente é Gerente da Câmara de Educação Básica da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), assessorando 1.100 escolas católicas do Brasil. Membro do Fórum Nacional de Educação pela ANEC. Coordena o curso de Pedagogia da UniProjeção. Assessora programas de formação continuada de instituições de ensino.
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NotĂcia - Institucional
Grupo de Trabalho Permanente das Editoras Católicas  � � �
Durante a XI Assembleia Geral Ordinåria da ANEC e o XII Fórum Nacional de Mantenedoras, o Grupo de Trabalho permanente da ANEC composto por editoras católicas entregou, em mãos, a todos os participantes, uma carta assinada por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente da CNBB; Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, Presidente da CRB; e Irmão Paulo Fossati, Presidente da ANEC. O documento reforça o apoio das entidades na indicação dos produtos e serviços das editoras católicas como primeira opção quando na escolha dos materiais de ensino pelas instituiçþes educacionais. Com as suas atividades iniciadas em 2014, o GT das Editoras Católicas sempre pautou as suas açþes no compromisso da busca permanente da qualidade da educação. Hoje ele Ê composto por 13 casas editoriais de diversas congregaçþes e movimentos católicos: Ediçþes CNBB; Editora Ave Maria; Editora Bom Jesus; Editora Edebê; Ediçþes Paulinas; Editora SM; Editora FTD; Editora Canção Nova; Ediçþes Loyola; Editora Vozes; Editora Paulus; Editora Santuårio; Editora Ideias e Letras. Nestes 5 anos de atividades foram desenvolvidas estratÊgias de comunicação para que o melhor da produção editorial das editoras chegasse para todas as
instituiçþes de educação catĂłlica. Entende-se como “o melhorâ€? que as nossas editoras possuem toda a gama de produtos editoriais e serviços desenvolvidos com as mais avançadas tecnologias aplicadas ao meio educacional. Transitam da Educação Infantil ao Ensino MĂŠdio e em todo meio AcadĂŞmico UniversitĂĄrio, disponibilizando Ă s instituiçþes catĂłlicas instrumentos de ensino-aprendizagem balizados pedagogicamente e, o mais importante, alinhados com os valores e o carisma da Igreja CatĂłlica. Em um momento que o mercado editorial educacional transita por um movimento de fusĂľes, entre vĂĄrias editoras, ĂŠ de suma importância que as missĂľes apostĂłlicas editorais catĂłlicas possam se fortalecer e continuarem a publicar um material identificado com os valores do Evangelho, e que permitem a construção de um conhecimento inspirado na fĂŠ e na doutrina social da Igreja. A mensagem do documento ĂŠ clara: as instituiçþes de ensino catĂłlicas ao selecionarem e escolherem os materiais e serviços que entrarĂŁo em suas comunidades educacionais devem analisar profundamente o que as editoras catĂłlicas possuem em seus portfĂłlios. É certo que as mais variadas demandas existentes em nossos
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centros educacionais serão contempladas. Não se pretende a exclusividade, mas a preferência e a distinção. É necessária a orientação aos educadores responsáveis pela seleção dos materiais e serviços para o próximo ano letivo para que analisem, com um cuidado especial, cada comunicação preparada pelas editoras católicas participantes do GT. Quanto mais afinarmos o diálogo, mais fortaleceremos a missão; nas palavras do Papa Francisco, ele atenta que a: “educação cristã e católica tem que ser aberta à realidade, com marcas de coerência e testemunho, sem medo de ousar e aberta à justiça, que relaciona unidade-diversidade-pluralidade, atenta e disponível aos mais frágeis” (A EDUCAÇÃO SEGUNDO O PAPA FRANCISCO, 24º Congresso Interamericano de Educação Católica: “A Escola Católica do século XXI”).
Brasilia, 01 de outubro de 2019. Prezados/as Presidentes de Mantenedoras, Reitores/as, Diretores/as de IES, Gestores/as da Educação Básica e Educadores/as, Reforçando a missão de contribuir para a promoção de uma Educação norteada pelos princípios humanos, libertador, ético e cristão, no intuito de formar “Redes em Rede – juntos pela Educação Católica”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, a Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil - CRB e a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil – ANEC vem por meio desta recomendar as Editoras Católicas como primeira opção de escolha para o conteúdo de ensino de sua Instituição. As Editoras Católicas são instituições que se identificam com os valores do Evangelho e estão empenhadas em transmitir conhecimento inspirado na fé e na doutrina social da igreja. Elas produzem materiais didáticos, paradidáticos e literatura de alta qualidade e alinhados com as inovações tecnológicas e a nossa identidade cristã, oferecendo soluções educacionais que buscam o desenvolvimento intelectual dos indivíduos, a cidadania e o respeito à vida no planeta. Você recebeu um folder apresentando as Editoras Católicas e o Grupo de Trabalho formado por elas. Em vista de serem referências na produção de materiais didáticos, paradidáticos e literatura de alta qualidade, desejamos que na hora da escolha dos materiais de ensino de sua Instituição para 2020, opte pelas instituições que, assim como nós, confessam a fé em um mundo melhor.
Prof. Dr. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Presidente da CNBB
Profª Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro Presidente da CRB
Prof. Dr. Ir. Paulo Fossatti Presidente da ANEC
Paulo Vicente Ruiz de Las Heras Moregola
Graduado em História e em Licenciatura pela USP. Especialização em Tecnologias Aplicadas à Educação pela PUC/SP e em Gestão de Processos Comunicacionais pela USP. Membro da diretoria da Câmera Brasileira do Livro e da diretoria do Instituto Pró-livro. Possui vários artigos publicados. Atualmente é Diretor Comercial e Marketing da Editora Loyola.
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NotĂcia - Educação BĂĄsica
Formaçþes Virtuais da ANEC: excelência na formação continuada ª
A Associação Nacional de Educação CatĂłlica do Brasil (ANEC), conforme as disposiçþes estatutĂĄrias, tem como finalidade, dentre outros, atuar em favor de uma educação de excelĂŞncia, assim como promover uma educação cristĂŁ evangĂŠlico-libertadora, entendida como aquela que visa Ă formação integral da pessoa humana, sujeito e agente na construção de uma sociedade justa, fraterna, solidĂĄria e pacĂfica, Ă luz do Evangelho de Jesus de NazarĂŠ e do ensinamento social da Igreja. Para tanto, a ANEC tem como um de seus desafios estratĂŠgicos ampliar a ação voltada aos educadores, oferecendo subsĂdios e programas de formação/atividades formativas para as associadas. A Formação Continuada Virtual surgiu, entĂŁo, como um espaço virtual privilegiado de formação e capacitação para os educadores que atuam no universo das instituiçþes de educação catĂłlica. O evento virtual ĂŠ pautado pela criação de espaços on-line para temas pertinentes a formação continuada dos educadores das instituiçþes de ensino, por meio de reflexĂŁo e troca de experiĂŞncias, sempre marcados pela comunhĂŁo e integração entre todos os participantes. A partir de temas transversais da atualidade, que tocam o cotidiano da ação educativa, as reflexĂľes realizadas colaboram para o planejamento e realização de todas as demais atividades educativas que acontecem nas instituiçþes de ensino. Assim, o principal objetivo da “Formação Continuada Virtualâ€? ĂŠ promover açþes de formação continuada, para as instituiçþes educacionais associadas da ANEC, que atualizem os educadores, gestores e todos os colaboradores de suas Instituiçþes sobre as exigĂŞncias pedagĂłgicas, administrativas, estratĂŠgicas, dentre outras; consideradas importantes para aeducação contemporânea e para a formação
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de uma visão sistêmica dentro das Instituições Católicas. Em 2019, as Câmaras de Educação Básica, Ensino Superior, Mantenedoras e o Serviço de Animação Pastoral trataram de diversos temas, em 30 webnários, que versaram sobre: a Base Nacional Comum Curricular; A realidade das Licenciaturas nas IES brasileiras; Sínodo da Amazônia; Campanha da Fraternidade e Políticas Públicas; Ensino Híbrido; Lei nº. 12.101/ CEBAS/ Imunidade Tributária; Retenção de Alunos; Currícularização do Ensino Superior; Protagonismo Infanto-Juvenil; Mutilações e Suicídio nas Infâncias; Metodologias Ativas para a Educação Básica, entre outros; perfazendo um total de mais de 2.000 participantes das associadas. Esses webnários foram gravados e estão disponibilizados para reprodução e consulta no link: http://anec.org.br/ciclodeformacao/ Não deixe de assistir e utilizá-los na formação continuada dos educadores e profissionais de sua instituição. É a ANEC prestando mais um serviço de excelência para suas associadas. Aproveitamos para fazer um convite: Visite o Calendário 2020 das Atividades da ANEC e participe dos eventos virtuais e presenciais!
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Roberta Guedes (Gerente de Educação Básica da ANEC) Doutoranda em Ciências Sociais pela Unisinos. Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Gestão de Instituições de Ensino pela PUC-PR. Especialista em Tecnologias Educacionais pela PUC-RS. MBA em Gestão Corporativa e Especialista em Formação de Grupos Colaborativos pela Universidade Católica de Brasília. Atua na Educação Básica há 24 anos exercendo cargos de docência e gestão. Atualmente é Gerente da Câmara de Educação Básica da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), assessorando 1.100 escolas católicas do Brasil. Membro do Fórum Nacional de Educação pela ANEC. Coordena o curso de Pedagogia da UniProjeção. Assessora programas de formação continuada de instituições de ensino.
NotĂcia - Educação BĂĄsica
ANEC participa de AudiĂŞncia PĂşblica do CNE sobre as Formas de Oferta do Ensino MĂŠdio O Presidente e o Relator da ComissĂŁo que trata das Formas de Oferta do Ensino MĂŠdio (Novo Ensino MĂŠdio), da Câmara de Educação BĂĄsica, do Conselho Nacional de Educação, respectivamente, Conselheiros Eduardo Deschamps e Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti, promoveram uma ReuniĂŁo TĂŠcnica, no dia 10 de outubro de 2019, no PlenĂĄrio AnĂsio Teixeira do EdifĂcio Sede do CNE, e convidaram a ANEC para apresentar sua opiniĂŁo sobre o tema. A ReuniĂŁo TĂŠcnica teve como objetivo acompanhar a implementação do “Novo Ensino MĂŠdioâ€?, Ă luz das Resoluçþes CNE/CEB n°. 03/2018 (DCNEM) e CNE/CP n°. 04/2018 (BNCC-EM), e ouvir as instituiçþes educacionais representativas a respeito do que pensam e como estĂŁo realizando as discussĂľes sobre a nova proposta, que deverĂĄ estar implantada nas redes pĂşblica e privadas de ensino atĂŠ o final de 2021. A ANEC entregou uma Nota TĂŠcnica posicionando o CNE sobre suas preocupaçþes e inferĂŞncias em relação aos itinerĂĄrios formativos, e a propĂłsito da organização do ensino mĂŠdio a fim de que
ele contemple a formação de competĂŞncias para o projeto de vida dos estudantes. A Nota TĂŠcnica da ANEC ĂŠ fruto das discussĂľes entre os educadores das Escolas CatĂłlicas, representados pelo Grupo de Trabalho PedagĂłgico Nacional, que acompanha as açþes referentes Ă s mudanças da educação brasileira em curso desde a homologação do documento Base Nacional Comum Curricular, que nortearĂĄ a reformulação dos currĂculos das escolas pĂşblicas e privadas em todo Brasil. Acreditando, pois, na importância da democracia e da educação no processo de empoderamento da sociedade, a ANEC colocou-se Ă disposição para contribuir, fomentar açþes e apoiar as instituiçþes, como o Conselho Nacional de Educação, na importante anĂĄlise feita a respeito da Base Nacional Comum Curricular do Ensino MĂŠdio; bem como o MinistĂŠrio da Educação (MEC); o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais AnĂsio Teixeira (INEP); o CONDED; e os demais organismos que estejam a favor de uma educação de qualidade social.
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Grupo de Trabalho PedagĂłgico Nacional: trabalhando em prol de uma educação catĂłlica de qualidade social Â? Â? Â? Â? Desde 2018, a Associação Nacional de Educação CatĂłlica (ANEC) instituiu o GT PedagĂłgico Nacional, que tem como objetivo assessorar a Câmara de Educação BĂĄsica nas pautas da educação, na construção de documentos orientadores, e na elaboração e implantação de açþes de interesse das Associadas. CompĂľe esse grupo representantes das seguintes instituiçþes: Rede Damas, UMBRASIL, UBEC, Associação Cultura Franciscana, Rede Salesiana, Rede Notre Dame, PUC - Campinas, PUC - Minas com o ColĂŠgio Santa Maria, Rede La Salle, ColĂŠgio Sagrado Coração de Jesus, Rede Lourdinas, Rede Bom Jesus e Escola Imaculada. O GT tem trazido importantes contribuiçþes, como por exemplo: a escrita de Notas TĂŠcnicas para o CNE e o MEC; a organização da Formação Continuada da Educação BĂĄsica, que ĂŠ um programa virtual realizado durante o ano de 2019, por videoconferĂŞncias, a partir das necessidades educacionais das associadas e; tambĂŠm, estĂĄ organizando o V FĂłrum de Educação BĂĄsica, que acontecerĂĄ dias 16 e 17 de março de 2020, em BrasĂlia.
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No dia 31 de outubro, o GT PedagĂłgico Nacional se reuniu virtualmente para estudar os documentos que versam sobre o Novo Ensino MĂŠdio, seus ItinerĂĄrios Formativos e Projeto de Vida, tendo como assessores os professores: Rodinei Balbinot e Lucia Nascimento Andrade. Dando continuidade aos estudos, no dia 12 de novembro, acontecerĂĄ a reuniĂŁo virtual sobre “CurrĂculo e Diversidadeâ€?, com a professora Suely Meneses, do Conselho Nacional de Educação. Como Ăşltima atividade de 2019, realizaremos no dia 27 de novembro uma reuniĂŁo presencial para a escrita de um documento norteador para as associadas sobre o Ensino MĂŠdio e as diretrizes gerais para sua implantação.
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Ir. Adair Aparecida Sberga Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-RP); Mestre em Educação - Pastoral Juvenil pela Università Pontificia Salesiana (UPS-Roma/Itália; Especialização em Gestão de Escolas: Abordagem Administrativa e Pedagógica (Faculdade Pitágoras); Especialização Teórico Prático em Comunicação Social (Universidade São Francisco); Aperfeiçoamento em Programa de Educação e Treinamento (Faculdades Pitágoras); Licenciatura em Pedagogia (UNISAL-LO); Licenciatura e Bacharelado em História (PUC-SP); Licenciatura em Filosofia (FAI-SP); Magistério (Instituto Madre Mazzarello - SP); Técnica em Contabilidade. Experiência Profissional: Diretora Executiva da Rede Salesiana de Escolas; 1ª Vice-Diretora Presidente da Associação Nacional das Escolas Católicas; Coordenadora do Curso de Extensão e Especialização em Pastoral Juvenil Campus Pio XI - UNISAL-SP; Editor-chefe da Revista Científica da ANEC. Exerceu as funções de: Diretora Escolar, Coordenadora Pedagógica, Coordenadora de Pastoral, Coordenadora de Ensino Religioso; Professora de Filosofia e História. Religiosa do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (Irmãs Salesianas). Autora de artigos e livros sobre Voluntariado Jovem e a Formação da Pessoa em Edith Stein. Áreas de interesse em pesquisa: Gestão Educacional, Edith Stein, Voluntariado, Pastoral Juvenil.
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NotĂcia - Ensino Superior
Evento sobre Inovação na gestĂŁo e nos modelos acadĂŞmicos da educação superior, marca a regiĂŁo de Foz do Iguaçu  Â? Â? Nos dias 12 e 13 de setembro de 2019, representantes das associadas da Educação Superior da ANEC estiveram reunidas para conhecer a proposta de metodologia de ensino da UniAmĂŠrica, em Foz do Iguaçu (SC). A metodologia apresentada pelo Centro UniversitĂĄrio enfatiza a aprendizagem efetiva, atribuindo significado ao processo educativo. A metodologia ĂŠ focada em projetos, em todos os cursos, e os acadĂŞmicos: resolvem problemas reais da comunidade, inovam na criação de produtos e sĂŁo estimulados para a pesquisa. Foi um momento muito valioso em que os representantes das Associadas presentes tivessem a oportunidade de dialogar com os docentes e discentes acerca da metodologia, bem como, conhecer alguns projetos que foram elaborados pelos acadĂŞmicos no decorrer dos semestres. O Reitor Dr. Ir Paulo Fossatti (Diretor-Presidente da ANEC e Reitor do UniLaSalle de Canoas) elogiou o encontro e ressaltou que ĂŠ necessĂĄrio que as IES CatĂłlicas pensem no futuro dos nossos cursos na Educação Superior - sabemos que as IES CatĂłlicas possuem excelentes avaliaçþes, tanto nas Avaliaçþes Externas como Internas, a qualidade e a excelĂŞncia sĂŁo caracterĂsticas da educação catĂłlica. Mas, frisamos que esse ĂŠ o momento de repensarmos estratĂŠgias, para apresentarmos uma Educação Superior atraente, criativa e com as caracterĂsticas que chamem a atenção da Geração Z. O Dr. Pe. Mauricio Ferreira (Presi24
dente da Câmara de Ensino Superior da ANEC e Reitor da UCSAL) ressaltou que para alĂŠm do encontro precisamos trocar experiĂŞncias dentro da nossa Rede, pois a partir do diĂĄlogo, todos crescemos! Conhecer o modelo apresentado pela UniAmĂŠrica foi excelente, e nos mostra outras perspectivas e possibilidades na Educação Superior. A ProfÂŞ. ClaudinĂŠia Mognato Dalmaschio (Assessora Administrativo-AcadĂŞmica da ESFA) relata “que conhecia a proposta do modelo hĂbrido da UniAmĂŠrica, por fazer parte do Conselho Estadual da ANECES, entretanto, fazer a imersĂŁo e vivenciar a dinâmica deste modelo educacional implementado foi uma experiĂŞncia fantĂĄstica; eu diria que foi uma das melhores experiĂŞncias vividas como educadora e gestora. O Centro UniversitĂĄrio encontrou uma forma inovadora de operacionalizar a proposta do currĂculo organizado por competĂŞncias. Para o aluno, o pleno atendimento de suas expectativas em ter no Ensino Superior um currĂculo que de fato lhe garanta o desenvolvimento de competĂŞncias para a empregabilidade e trabalhabilidade integrado com o mercado de trabalho. Para o professor ĂŠ uma grande oportunidade de ressignificar o seu papel na contemporaneidade. Para a Instituição, a efetiva integração do ensino, da pesquisa e da extensĂŁo por meio da execução de Projetos integradores desenvolvidos em espaços profissionais inerentes aos Cursos ofertados que permitem o cumprimento de seu papel social.
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Confira as fotos do evento:
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Notícia - Ensino Superior
ENTREVISTA COM Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia
sobre a Cur�icularização da Ex�ensão Na Edição anterior da Revista EDUCANEC, tivemos o Prof. Dr. Gilberto (Ex-Conselheiro do CNE e Relator da Resolução) para falar um pouco sobre os impactos da Resolução nº 07/2018, que estabelece as diretrizes para a Extensão Superior brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7, da Lei nº 13.005/2014. Por ser um assunto de grande relevância e que ainda gera muitas dúvidas nas Instituições de Ensino Superior, o Prof. Dr. Garcia expôs mais alguns pontos importantes nessa edição. Vamos conferir! COMUNICAÇÃO ANEC: O que o Reitor sugere para que as Instituições de Educação Superior Católicas atendam o disposto na RESOLUÇÃO Nº 7, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018, de forma prática?
PROF. DR. GILBERTO GONÇALVES GARCIA: É decisivo que as instituições promovam a capacitação continuada de seus profissionais para a extensão, coordenadores e professores, sobretudo. Isso pode ser levado a termo com o auxílio de especialistas externos ou mesmo pelas trocas de experiências internas. Importante é chegar a um bom padrão institucional de compreensão da prática extensionista em todos os níveis acadêmicos, inclusive junto ao pessoal técnico administrativo. Outro aspecto que recomendo é de se procurar o caminho da interdisciplinaridade entre áreas de conhecimento para a construção de programas e projetos de 26
extensão. Nesse particular, há um exemplo belíssimo no Instituto Federal de Santa Catarina, na prática da extensão, que aliou os cursos de Psicologia, Licenciatura e Engenharia em um mesmo projeto de grande sucesso, junto às APAES da região. Interdisciplinaridade é, com efeito, o espírito da própria extensão. Quanto mais restrita a atividade extensionista a uma área do conhecimento, menor pode ser seu campo de alcance social. Em contrapartida, quanto mais interdisciplinar ela for, maior a chance da intervenção social de promover não só aprendizagem integral dos alunos, como o próprio intercâmbio entre estes em diferentes áreas do conhecimento. Tudo isso em favor de um setor da sociedade. Outra ação indispensável consiste em se desenvolver sistemas e ferramentas eficazes de registros curriculares junto aos setores de controles acadêmicos, que viabilizem a creditação das práticas de extensão, sem muita burocracia. Nessa perspectiva, podemos encontrar experiências bem-sucedidas em algumas IES, onde ferramentas de registro foram desenvolvidas para discriminar automaticamente, parte ou integralidade de horas extensão nas disciplinas, no momento do lançamento das horas/aula ou horas/atividade. Posso,
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inclusive, mediar o contato de nossas IES católicas com essas instituições, se for oportuno. A propósito, aconselharia as IES Católicas a envidar diligências no sentido de se promover a criação de um fórum nacional único de extensão que reúna todas as entidades de educação superior, independente do segmento a que pertencem. Essa medida ampliaria consideravelmente o intercâmbio das estratégias de extensão em prática, bem-sucedidas. Observem, que diferentemente da área da graduação e da pós-graduação, a extensão é o único campo que ainda mantém quatro diferentes fóruns, dissociados e não alinhados em torno de sua área comum. A graduação tem seu fórum nacional, o ForGRAD; a pós-graduação e pesquisa, o FORPROP. Já para o campo da extensão, em contrapartida, as universidades federais mantêm seu ForPROEXT; as comunitárias, seu FOREXT; as particulares, seu ForEXP; além do Fórum dos novos institutos federais de educação. Uma convenção nacional comum de extensão poderia ocorrer anualmente, sem dispensar a permanência desses fóruns setoriais. Seria um ganho inestimável para o progresso das políticas de extensão no Brasil. As Católicas poderiam provocar esse processo em âmbito nacional. Indispensável é que nossas IES Católicas se adiantem no cumprimento das disposições da resolução do CNE. Comecem a atualizar seus PDIs, com a inclusão de suas políticas de extensão. Assim, colaborem com papel das Comissões próprias de avaliação – as CPAs e da avaliação do MEC para a extensão. Que prevejam recursos orçamentários para a mobilidade das ações da extensão; e disponham de infraestrutura necessária para o exercício pleno das mesmas
atividades. Outro aspecto determinante está em se desenvolver coordenações de extensão mistas entre cursos ou por áreas de conhecimento que sejam ativas, com pouca dependência da mediação de pró-reitorias ou diretorias de extensão. Essa medida ampliaria formidavelmente a efetividade dos projetos, além de promover o intercâmbio entre cursos. Tais coordenações garantiriam a interdisciplinaridade tão necessária na prática extensionista. Por fim, que as Católicas reavaliem suas políticas institucionais de cargos e salários para acondicionarem o diferencial das horas das atividades extensionistas. Tornar claras as distinções possíveis entre hora/extensão, hora/aula e hora/atividade, sobretudos nas IES que praticam valor de hora diferenciada entre as atividades pedagógicas. Essa medida também é importante para se garantir o apoio e a adesão dos professores às atividades da extensão. COMUNICAÇÃO ANEC: Além desses movimentos que estão acontecendo com o PNE sobre Curricularização, o que o Reitor acredita ser necessário implementar para que a Educação Superior esteja alinhada ao comportamento do universitário do século XXI?
PROF. DR. GILBERTO GONÇALVES GARCIA: Esse é um desafio enorme e que não envolve somente a problemática da extensão, mas abrange toda uma nova visão de metodologias, tecnologias, e práticas de ensino-aprendizagem em um contexto muito mais amplo. As IES, hoje, não podem recear na aposta em metodologias inovadoras de ensino-aprendizagem. Precisam se desacreditarem do mito de que a relação ensino-aprendizagem só é eficaz no espaço da sala de aula. Há que se apostar mais na aprendizagem em grupos de alunos, por problemas. A Medicina, a título de exemplo, já mergulhou muito rapidamente, e com grande sucesso, nas meto-
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dologias por times de aprendizagem, em torno de um problema definido. Vejam como a inovação no método da aprendizagem dialoga perfeitamente com os princípios da extensão! Podemos elencar como outro desafio a promoção cada vez maior da interdisciplinaridade como conteúdo da aprendizagem. É evidente que, hoje, áreas ou campos do conhecimento já não são tão exclusivas como entendíamos no passado. Anteriormente, cada área era uma área isolada. Cada curso pouco dialogava com outro dentro da mesma área. A velha ciência que o mundo moderno descobriu, como as ciências isoladas, não existem mais. Pois as pesquisas e as tecnologias recentes recombinaram as ciências entre si e acabaram por redirecionar, por consequência, o próprio sentido pedagógico da aprendizagem. Não nos esqueçamos de que a nossa universidade foi criada e desenvolvida dentro da lógica da velha ciência: departamentos por cursos, áreas de conhecimento, etc. Outra ação vantajosa estaria na promoção de programas de graduação de intercâmbio internacional inovadores com dupla diplomação. No Brasil, ainda estamos presos a uma visão estreita da relação de intercâmbio entre IES e uma precariedade muito grande em nos permitirmos desafiar para a internacionalização. Nossa regulação, além disso, ainda se acha muito restritiva, muito centralizadora e controladora, e não estimula à inovação em projetos empreendedores. Talvez a continentalidade do país e sua tradição justifiquem esse comportamento ainda hoje. Um avanço significativo já seria o intercâmbio viável entre cursos de graduação de IES em âmbito nacional, quer dizer, o aproveitamento de créditos entre cursos de diferentes Instituições dentro do próprio país. Se eu reconheço, numa determinada área do conhecimento, uma disciplina transformadora e de alto impacto social desenvolvida por outra Instituição, por que não posso permitir que o aluno de minha 28
instituição possa cursar essa disciplina fora de minha IES, integrando o aproveitamento desse crédito à matriz curricular, do mesmo curso, em minha Instituição? Até mesmo os regimentos internos das IES são muito restritivos quanto a iniciativas como estas. Prevalece, todavia, um forte interesse corporativo junto às Instituições. Outra orientação, nesse particular, consistiria na desburocratização dos regimentos internos das IES, de forma que se tornem mais flexíveis às inovações nas matrizes curriculares para que, por conseguinte, estejam aptos a acompanhar as mudanças dos tempos e as respostas às exigências da sociedade atual. Este é, hoje, o principal desafio do processo de curricularização da extensão. Para o diálogo efetivo com o mundo atual, outro aspecto importante, estaria em se ousar no emprego das avançadas ferramentas de ensino a distância, integradas ao ensino presencial com mais flexibilidade. Permanece, ainda, entre nós o preconceito de que o ensino a distância seja uma modalidade de ensino de menor qualidade que o ensino presencial, o que não é necessariamente uma verdade. A qualidade de ensino está primariamente ligada às políticas institucionais e não às modalidades de ensino. Outra sugestão, agora de volta ao espírito da extensão, seria a de se promover a integração acadêmica, cada vez mais abrangente, com os setores da sociedade. Independentemente dos princípios básicos das diretrizes da extensão, que recomendam a aprendizagem contextual e dialógica junto aos setores da sociedade, as IES não devem ser conservadoras em relação a esse tema. A universidade não existe para permanecer isolada do mundo real. As ordens sociais do mundo contemporâneo demandam diálogo permanente com as instituições universitárias. Enfim, acredito que as IES precisam ser mais ágeis em responder tanto às mudanças do mundo atual quanto às constantes alterações da regulação do Estado para o ensino superior.
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COMUNICAÇÃO ANEC: Qual a principal vantagem das Instituições Católicas diante dos desafios de um Mundo que está em constante evolução?
PROF. DR. GILBERTO GONÇALVES GARCIA: Eu diria que sua principal vantagem, considerando a notoriedade social reconhecida dessas IES, estaria em sua tradição na educação, por mais paradoxal que essa afirmação possa soar, nesse contexto. Até aqui temos falado muito de inovação. Agora falamos em tradição. Tradição, à primeira vista, repercute como algo ligado ao conservadorismo, à preservação, à estabilidade. Mas, no domínio da IES católicas, tradição alcança um significado notável. Manter a tradição pode significar, hoje, para nossas IES, a laboriosa tarefa de ter que se transformar rapidamente para conservar sua missão. Pois a missão inaugural das Instituições Católicas no ensino superior surgiu de uma necessidade social bem concreta em responder às demandas de oferta de educação de qualidade, por conta da ausência do Estado Brasileiro numa determinada época de nossa história. Essa mesma missão precisa, agora, dialogar com as demandas do mundo atual. Como se manifestaria, na atualidade, a tradição das Instituições Católicas? No zelo pela missão, no cuidado pela qualidade, no interesse pelo investimento, no empenho pela inovação, na atenção especial ao estudante, na dedicação ao docente, no cuidado com o corpo técnico-administrativo. Tudo isso pode compor parte do que se pode chamar de tradição. Tais demandas requerem constantes transformações no tocante à gestão de nossas IES. As IES Católicas são percebidas pela sociedade como Instituições confiáveis. E, essa compreensão de confiabilidade, por sua vez, é avalizada por sua tradição.
COMUNICAÇÃO ANEC: Deixe uma mensagem para as Instituições de Ensino Superior.
PROF. DR. GILBERTO GONÇALVES GARCIA: O binômio ensino-aprendizagem, não pode ser articulado por uma compreensão pedagógica e metodológica homogênea e determinante para todos os tempos. A pedagogia deve saber responder aos sinais dos tempos. Cada era comporta sua compreensão de mundo e faz dessa compreensão comum seu projeto de escola. Por isso, não pode haver metodologias de ensino e aprendizagem imutáveis, uniformes e eternas. O sentido de ensinar e aprender a um século, e mesmo há poucas décadas, certamente não poderá responder às demandas éticas e profissionais do mundo atual. A escola deve ser uma consequência natural da visão humana e de mundo de uma sociedade. Isso acontece involuntariamente. Quando descrevemos nossos projetos pedagógicos de cursos, estamos acidentalmente também nos perguntando: em que visão de mundo nos situamos? O que devemos ensinar, a partir dessa visão de mundo? Qual o perfil do egresso que queremos formar para esse mundo, profissionalmente? Como devemos educá-lo para esse mundo? Quais as metodologias que articularão o eixo ensino-aprendizagem para esse fim? Quero dizer, com tudo isso, que precisamos reiteradamente refletir sobre nossa cosmovisão, antes de formularmos
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nossos projetos pedagógicos e de responder sobre perfil de egresso que queremos formar em nossas Instituições. Pode ser o caso, ainda nos tempos atuais, que a universidade esteja dando respostas a uma compreensão de mundo irreal ou já superada, sem se permitir autoavaliar para avançar e acompanhar as demandas dos tempos. Isso equivale à morte das Instituições. Se essas não forem capazes de se avaliarem e se transformarem no prazo justo, o tempo se encarregará de desativá-las, naturalmente. As IES católicas, em vista disso, devem reencontrar seu lugar no mundo atual e, concretamente, no Brasil de hoje, para não se extinguirem por circunstâncias alheias a sua missão. Seu grande duelo está, pois, na capacidade de se deixarem transformar continuamente, para conservarem a tradição construída em sua longa história. E, enfim, preservarem o mesmo propósito que as conduziu um dia para a missão de educar na sociedade.
Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia Graduado, Mestre e Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi Reitor da FAE Centro Universitário (1998-2007), da Universidade São Francisco - USF (2002-2009), e da Universidade Católica de Brasília - UCB (2015-2018). Ex-Conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE).
XII FĂłrum Nacional de Mantenedoras da ANEC
Foto: Divulgação
NotĂcia - Mantenedoras
Foi realizado no mĂŞs de setembro de 2019, na cidade de BrasĂlia, o XII FĂłrum Nacional de Mantenedoras da ANEC. O tema deste ano foi “Como ser o lĂder que o sĂŠculo XXI exige?â€?. Esse evento, que acontece anualmente, tem como objetivo proporcionar reflexĂľes quanto ao cenĂĄrio atual das Organizaçþes Educacionais CatĂłlicas no paĂs, alĂŠm de apresentar as açþes e os projetos da ANEC que contribuam na gestĂŁo de suas associadas, diretamente e ou indiretamente. Sob a anĂĄlise das temĂĄticas abordadas, fica claro que os gestores deverĂŁo, de agora em diante, agregar e/ou aprimorar a forma de gerir suas instituiçþes. Os assuntos apresentados nesses dois dias de evento sugerem que as tomadas de decisĂľes devem ser realizadas por meio de tĂŠcnicas com o foco no estratĂŠgico, baseadas em informaçþes de inteligĂŞncia de mercado, indicadores das mais diversas naturezas e outras tĂŠcnicas e informaçþes, que ĂŠ fundamental para boa gestĂŁo. Fica claro
que uma nova era de gestĂŁo se inicia; a aplicação de tĂŠcnicas e o uso de ferramentas tecnolĂłgicas e de inteligĂŞncia de mercado ĂŠ a ‘bola da vez’, e diga-se de passagem, nĂŁo ĂŠ sĂł para as instituiçþes de grande porte; as pequenas precisam apropriar-se rapidamente, pois sĂŁo as instituiçþes que mais necessitam tomar decisĂľes e realocar seus recursos de forma ‘muito cirĂşrgica’ para que possam provocar impactos e resultados positivos, com menor energia e custo. Foi assim, esculpindo em cada momento Ămpar do evento, que os palestrantes se reportaram aos convidados, abrindo o leque de possibilidades para mudanças, perante um Mundo em constante evolução. O evento foi iniciado com uma oração baseada num olhar mais atento ao SĂnodo da AmazĂ´nia. Em seguida, tivemos a acolhida do Presidente da Câmara de Mantenedoras, Pe. Roberto Rosalino; e dos Presidentes, Ir Paulo Fossatti e da Ir. Irani Rupolo.
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Seguem abaixo os nomes dos palestrantes e as propostas apresentadas por eles no Fórum: Dr. Arthur Lídio e Dr. Távio Almeida | Esforçar-se acerca da saúde financeira da Instituição de Ensino e entender a importância de se antever ao futuro que já começou, foi a proposta desses dois palestrantes ao dialogar sobre “Planejamento Estratégico e Estruturação Organizacional: os dois pilares para ter uma instituição de ensino sustentável”.
Prof. Kellen Emídio da Silva | “Gestão de Riscos” foi o tema de sua palestra, cujo foco principal foi esclarecer que para a sustentabilidade de uma Instituição de Ensino é preciso identificar as principais nuances dos riscos e agir em tempo hábil.
Dr. Napoleão Alves Coelho | Com o tema “Compliance e Segurança Jurídica na Educação”, o palestrante levou à reflexão sobre como esse assunto afeta profundamente a Instituição de Ensino, em diversos âmbitos.
Prof. Susana Figoli | “Usar os dados que você tem, para gerar os dados que você não tem”, foi nessa perspectiva que a palestrante relacionou o seu diálogo com a importância de se atentar à “inteligência de mercado”, tema de sua palestra. Prof. Alcino Ricoy Junior | Em sua palestra sobre “Como elaborar um plano eficiente de marketing digital”, ressaltou sobre a importância de se utilizar um mix de marketing estratégico para alcançar excelentes resultados na conquista e fidelização de alunos
Vagner Molina | Iniciando a apresentação com uma encenação teatral, que trouxe os personagens do livro “O monge e o executivo”, os participantes puderam expandir seus conhecimentos acerca das habilidades e competências necessárias para se tornarem “o Líder que o Século XXI Exige”, tema central da palestra.
Para finalizar o XII Fórum Nacional de Mantenedoras, tivemos a fala do Ir. Natalino que reacendeu a importância de cada um para a verdadeira educação católica acontecer; o Ir. Paulo Fossatti reforçou essa perspectiva, retomando o assunto da PEC Paralela e convidando a todos a continuarem seguindo em frente (e juntos), como uma única Rede, sendo a voz da Filantropia pelo Brasil, que nada mais é do que a voz de milhares de brasileiros que são beneficiados com uma educação de qualidade. 32
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NotĂcia - Mantenedoras
SeminĂĄrio Virtual de contabilidade Â? Â?   € Â? Â?  No ano de 2019, a Câmara de Mantenedoras da ANEC realizou o SeminĂĄrio Nacional de GestĂŁo ContĂĄbil. Esse seminĂĄrio teve como objetivo provocar os gestores e os contadores quanto aos tempos atuais, e o uso da tecnologia na gestĂŁo das instituiçþes do terceiro setor. Partindo do pressuposto que nosso cotidiano traz grandes mudanças, em todas as ĂĄreas, em casos extremos, alguns chegam a dizer que a Contabilidade - a função do Contador - ĂŠ uma profissĂŁo em extinção (dado os avanços da tecnologia, que robusteceram os sistemas ‘que fazem tudo sozinhos’), assim, conclamamos os Contadores e Gestores das Instituiçþes Associadas da ANEC a refletirem um pouco mais sobre este tema. Como contribuição para a reflexĂŁo dos participantes, realizamos o seminĂĄrio com a intenção de mostrar o papel do Contador do Futuro; para que no exercĂcio da GestĂŁo da Contabilidade, estes possam garantir que todas as tomadas de decisĂľes, sejam realizadas de forma analĂtica e com o enfoque nos nĂşmeros, indicadores econĂ´-
JosÊ Geraldo Pelegrini Melo Contador, Auditor Independente, Perito, Consultor, Professor e Palestrante; sócio da Pelegrini & Rodrigues Auditores Independentes e da P&R Training & Consulting. Especialização em EaD, Docência Superior, Educação Corporativa.
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micos e financeiros, bem como nos resultados, positivos e ou negativos, no que se apresenta enquanto gestĂŁo. Destacamos que os Contadores participam da parte mais pulsante de uma instituição, conhecem todos os seus meandros, enxergam integralmente a sua estrutura, sabem primeiro dos resultados da gestĂŁo, e ainda podem antever situaçþes que mereçam a atenção da Administração. A proposta final para os gestores e contadores ĂŠ que adotem as estratĂŠgias analĂticas das informaçþes, encontradas em parte na contabilidade, que almejam o empreendedorismo e a inovação em suas atividades. Participaram do seminĂĄrio seiscentos profissionais, atuantes em mais de trezentas das instituiçþes associadas. Para o ano de 2020, faremos uma nova programação com o foco nas informaçþes e nos indicadores para tomada de decisĂľes. Confira no site da ANEC, no menu eventos, o calendĂĄrio das atividades programadas para as diversas ĂĄreas.
Guinartt Diniz R. Antunes Especialista em Gestão Administrativa e Financeira. Graduado em Administração, Contabilidade e Bacharel em Direito. Atualmente Ê Gerente da Câmara de Mantenedoras da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC).
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NotĂcia - Mantenedoras
Apresentação do projeto
de indicadores da ANEC Â? Â? Â
Existem diferentes maneiras de se avaliar o desempenho das instituiçþes: pela qualidade e certificação de seus produtos e serviços, pela responsabilidade social, pela força de sua marca ou de forma financeira. A gestĂŁo de resultados permite a anĂĄlise e verificação dos objetivos atingidos, e se as açþes estĂŁo sendo geradas por meio do uso correto dos indicadores. Indicadores sĂŁo as fontes mais confiĂĄveis para avaliar a performance das instituiçþes. Muitas vezes se definem metas, objetivos e nĂŁo ĂŠ pensado em uma maneira de mensurar o alcance da mesma. Nessas horas, ĂŠ importante lembrar a frase “aquilo que nĂŁo ĂŠ medido nĂŁo ĂŠ gerenciadoâ€?. Realizar a apuração das Demonstraçþes ContĂĄbeis da instituição ĂŠ uma forma importante de medir seu desempenho. PorĂŠm, nĂŁo basta apenas levantar os nĂşmeros, um bom gestor financeiro deve entender quais indicadores devem ser apurados, analisar e interpretar os resultados, e tomar decisĂľes assertivas para o futuro da organização. As Demonstraçþes ContĂĄbeis oferecem uma sĂŠrie de dados sobre as instituiçþes, que por meio do uso da anĂĄlise dos seus balanços, transformam esses dados em informaçþes para contribuir na tomada de decisĂľes. Em linhas gerais, pode-se listar as seguintes informaçþes produzidas pelas anĂĄlises de balanços:
Situação financeira e econômica. Desempenho. Eficiência na utilização de recursos. Quadro evolutivo, tendências e perspectivas. Causa das alteraçþes na rentabilidade. Evidências de erros na administração. Providências que deveriam ser tomadas e não foram. Avaliaçþes de alternativas econômico-financeiras futuras.
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Avaliando o mercado educacional e observando a tradição das Instituições Católicas no Brasil, e o novo cenário educacional, a ANEC, ao longo destes dois anos, vem implantando o projeto “Redes em Rede: juntos pela Educação Católica”, projeto este, que tem o apoio da CNBB e da CRB. Que tem como objetivos: Fortalecer e interligar as Instituições Educacionais Católicas brasileiras, diante dos desafios atuais da educação, em comunhão com a CNBB e a CRB. Revitalizar as Instituições Educacionais Católicas, criando uma rede de ajuda e suporte. Atuar, conjuntamente, buscando incidir nas políticas públicas educacionais de Estado. Elaborar, junto às instituições, projetos e ações estratégicos de gestão, e de sustentabilidade econômico-financeira. Fortalecer a ANEC como legítima instituição representativa da Educação Católica no Brasil, em comunhão com a CNBB e a CRB.
Na Assembleia Geral Ordinária da ANEC, em 2018, foram apresentados alguns desafios, dos quais as Instituições de Educação Católica enfrentarão a curto prazo. Na ocasião, houve destaque para os novos modelos de gestão, voltados para a tomada de decisões com base em indicadores. Possibilitando uma análise ampla do mercado educacional, por meio de informações coletadas no balanço patrimonial publicado em jornais, sites institucionais, redes sociais, censos de Educação do MEC, bem como, pesquisas encomendadas a consultorias especializadas com expertise de inteligência de mercado, dentre outros. Diante desse cenário, para fortalecer e subsidiar as associadas da ANEC, foi criado o “Projeto de Indicadores da ANEC”, como parte do Projeto “Redes em Rede”. 36
O projeto está sendo conduzido pela Câmara de Mantenedoras da ANEC, e tem o objetivo de realizar diversas pesquisas e estudos para elaboração de Relatórios, utilizados na Análises do Desempenho Econômico Financeiro para a tomada de decisões. Foi construído um banco de dados com as informações quantitativas dos últimos 3 anos das associadas que aderiram ao projeto. Analisaram-se os dados históricos e foram gerados índices, indicadores e gráficos padronizados de gestão. Essas informações foram comparadas junto a dados gerados com indicadores externos (instituições privadas e/ou concorrentes), e, por fim, elaboraram os relatórios utilizando os dados consolidados. No dia 1 de novembro de 2019, reuniram-se em Brasília as associadas que aderiram ao projeto; na ocasião, apresentaram os dados, os quais foram utilizados pelas associadas para a construção do seu planejamento estratégicos de 2020. As Mantenedoras associadas que desejarem participar desse Projeto deverão enviar para a ANEC, por meio do e-mail mantenedoras@anec.org.br, aos cuidados do Gerente da Câmara de Mantenedoras, Prof. Guinartt Diniz, o Balanço Patrimonial e a DRE dos últimos três exercícios. Contamos com o apoio de todas as Mantenedoras para mais essa iniciativa da ANEC. Acreditamos que, juntos como Redes em Rede, podemos defender os interesses da Educação Católica no Brasil com tradição, responsabilidade e inovação.
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� �  Especialista em Gestão Administrativa e Financeira. Graduado em Administração, Contabilidade e Bacharel em Direito. Atualmente Ê Gerente da Câmara de Mantenedoras da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC). out/nov/dez 2019 | nº 6 | Revista EDUCANEC
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Notícia - Pastoral
Serviço de Animação Pastoral da ANEC
O Serviço de Animação Pastoral da ANEC é reconhecido como uma missão no âmbito da Educação, constantemente a nós confiada pelo Cristo Bom Pastor e pela Igreja. Assim, no decurso de 2019 foram desenvolvidas várias atividades junto às associadas em comunhão com a CNBB e em parceria com vários organismos, dentre eles a CRB e OLMA.
Roda de Conversa CF 2019
Por que vamos repetir a experiência do RJ?
Desejosa por garantir a integridade da pessoa humana, em comunhão com a CNBB e a CRB, a ANEC apresentou o “Projeto Rodas de Conversa” sobre a Campanha da Fraternidade 2019, Fraternidade e Políticas Públicas, sob o lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). Esse audacioso projeto de comunhão aconteceu em todos os estados da Federação, e trouxe muita esperança e luz aos que dele participaram. Sobretudo, ao provocar uma profunda análise de conjuntura, um olhar sobre a realidade local que dialoga com as realidades globais, a fim de propor ações concretas para que o mundo seja um lugar melhor, mais digno e que tenha a justiça como um valor, um direito garantido.
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No Rio de Janeiro, fizemos um recorte: optamos por discutir a questão das moradias frente às Políticas Públicas para as juventudes. Assessorados pelo padre Luís Antônio, coordenador da Pastoral de Favelas na Arquidiocese do Rio de Janeiro, percebemos que a Campanha da Fraternidade 2019 nos convida a uma sensibilização capaz de iniciar processos. Não se trata de um mero sentimento de piedade, mas de uma sensibilização que leva à conversão do coração, pois nos permite sentir a dor do outro, e assim nos desperta ao profetismo cristão, capaz de traduzir os bons sentimentos em pequenas ações pessoais e comunitárias. E afirmou, quanto as políticas de moradia no Rio de Janeiro: “a população até tem direitos, mas esses não lhe são assegurados, e isso é o que gera a falta de justiça”. Raphael Barros, consultor de Direitos Humanos na ONU e coordenador das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Niterói, reforçou que todos os direitos nascem da dignidade da pessoa humana, e este reconhecimento é fundamental. Por isso, o Projeto Rodas de Conversa é uma grande oportunidade que temos, de cuidar para que a sociedade não viole esses direitos e não legitime essa violação. Por isso, precisamos repetir essa experiência. Não podemos deixar que a injustiça impere sobre as pessoas. E assim definimos o evento no Rio. Uma simples invenção da “Roda”? Não! Mas sim um olhar atento e crítico sobre a
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realidade local, capaz de mudar paradigmas. Isso faz a roda girar; isso fez com que o projeto “Rodas de Conversa” sobre a Campanha da Fraternidade 2019 se tornasse uma ciranda sugerindo passos para uma ação em Rede. Sejamos multiplicadores do bem! Um mundo melhor é possível quando unimos forças, ideias, utopias e sonhos. Vamos em frente! E que venha a Roda de Conversa 2020!
A realização do Seminário de Pastoral se deu com momentos de comunhão e troca de experiências entre os representantes dos nove estados do Nordeste, buscando fortalecer a cultura e a inter-relação dos mesmos, aprendendo e construindo caminhos para a superação dos desafios e favorecendo o enriquecimento da pastoral dos Colégios. Evanilson Caetano Lima – UCSAL - Salvador - BA
Pe. Dênis Dutra Marques SDB – Colégio Salesiano de Niterói - RJ
SEMINÁRIO DE PASTORAL E GESTÃO ESCOLAR DA ANEC BAHIA
1° Seminário de Pastoral da ANEC Nordeste A preparação do nosso I Seminário de Pastoral ANEC Nordeste ocorreu com a ajuda de uma equipe que transcendeu a distância geográfica e a ocupação própria de cada um, para contribuir na elaboração e na viabilização de todos os detalhes necessários para que tivéssemos um evento de qualidade e com toda a infraestrutura capaz de acolher bem os que participaram do referido evento. Portanto, louvo ao Deus da vida, pois sem Ele nada podemos fazer. Agradeço a animadora de Pastoral ANEC, Irmã Claudia, pela confiança e pelo carinho em todo processo. Agradeço igualmente a todos os que colocaram seus dons para que tudo pudesse dar certo. Professor Edgley Cassiano Delgado. Rede Lurdinas e Rede Damas – Campina Grande – PB
A ANEC, junto à Pastoral da Educação da Arquidiocese de Salvador, realizou nos dias 17 e 18 de outubro, no Colégio Marista Patamares, a primeira edição do Seminário de Pastoral e Gestão Escolar. Com o intuito de fortalecer os laços entre os profissionais dos Colégios Católicos, o encontro contou com a presença de mais de 60 participantes. Foram debatidos diversos temas como: Saúde mental, gestão e docência: propondo pontes entre saberes e cuidados em tempos adversos; Diálogo entre pastoral e ensino religioso à luz de Cristo no contexto atual; e diálogo inter-religioso. Estiveram presentes também representantes de instituições de ensino público, compartilhando experiências e saberes. Everidiana Sena SantanaCoordenação Pastoral do Colégio Salesiano do Salvador
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Seminário de Pastoral (Minas Gerais) O I Seminário de Pastoral da ANEC MG, cujo tema foi “A escola em saída: novas perspectivas pastorais para a educação católica, aconteceu na PUC-MG dia 06 de setembro e reuniu cerca de 150 educadores, pastoralistas, gestores e religiosos. O evento procurou discutir, à luz do magistério recente do Papa Francisco, a vocação missionária à qual cada Escola Católica é chamada. Temas da atualidade e práticas pastorais também
foram abordados por especialistas de diversas áreas do conhecimento. Para as associadas de MG, o evento significou um recomeço do GT Pastoral, que, com novo vigor, segue com extensa agenda de atividades para 2020. Gregory Rial – professor ecoordenador do Departamento de Pastoral do Colégio Nossa Senhora das Dores, Belo Horizonte, membro da CAEC (Comissão Arquidiocesana de Escolas Católicas) da Arquidiocese de Belo Horizonte e animador do GT Pastoral da ANEC MG
A importância da educação financeira
Artigo
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VocĂŞ sabia que pode aprender a usar melhor o seu dinheiro? O dinheiro ĂŠ usado pelas pessoas, diariamente, em todas as etapas da vida, e poucas sĂŁo aquelas que pensam em estratĂŠgias de uso ou tiveram a oportunidade de aprender a usĂĄ-lo. Essas sĂŁo algumas das razĂľes para haver um nĂşmero tĂŁo grande de pessoas endividadas, sem reservas para imprevistos, angustiadas, com desafios familiares e conflitos, aposentadoria insuficiente e com problemas de saĂşde – tudo isso originado, tambĂŠm, pelo despreparo para lidar com o dinheiro. A educação financeira ĂŠ capaz de melhorar esse cenĂĄrio e pode ajudar no desenvolvimento de habilidades para usar o dinheiro de forma colaborativa, com ĂŠtica e responsabilidade, social e ambiental. Mas, ĂŠ necessĂĄrio perceber que nĂŁo basta informar as pessoas sobre juros e investimentos ou ensinar matemĂĄtica financeira, pois a maior parte dos problemas econĂ´micos estĂŁo relacionados a comportamentos. Somos seres emocionais e, muitas vezes, mesmo sabendo o que ĂŠ o melhor a fazer, acabamos repetindo padrĂľes, tomando decisĂľes impulsivas que atrapalham as realizaçþes e geram transtornos. Para melhorar os resultados financeiros ĂŠ necessĂĄrio desenvolver novos padrĂľes comportamentais. Vivemos em uma sociedade que valoriza muito o consumo, e torna o acesso aos produtos financeiros e ao crĂŠdito cada vez mais fĂĄcil. Todos esses estĂmulos começam na infância e, jĂĄ nesta fase, ĂŠ possĂvel iniciar aprendizados que nos permitam entender melhor o nosso papel
na sociedade e a necessidade de colocarmos o dinheiro, e os produtos do mercado financeiro, a serviço das necessidades e dos desejos, de forma sustentåvel e responsåvel, ao longo da vida. A BNCC torna obrigatória a inclusão de temas contemporâneos no cotidiano escolar, bem como: educação para o consumo, educação financeira e fiscal, vida familiar e social, trabalho, educação ambiental e alimentar. Esses conhecimentos, em mÊdio e longo prazo, serão fundamentais para assegurar melhorias na saúde e no bem-estar da população, reduzir a pobreza e as desigualdades sociais, ampliar os parâmetros de consumo consciente e a aumentar a responsabilidade na produção de bens, alÊm de tornar mais forte e seguro o sistema financeiro nacional. Usando bem o dinheiro, podemos otimizar realizaçþes pessoais e familiares, contribuir para o bem-estar coletivo, atuar de forma colaborativa e controlar melhor os impactos ambientais causados pelo consumo. Leve educação financeira para a sua escola e ajude a transformar a relação de crianças e jovens com o dinheiro!
Carolina Ligocki Carolina Ligocki nasceu em 1974; Ê bióloga, mãe, esposa, filha, irmã, amiga, autora e empresåria. Atua, juntamente com seu marido, Leonardo Silva, desde 1999, no desenvolvimento do mÊtodo que estimula a sustentabilidade financeira, na Oficina das Finanças. Uma de suas paixþes Ê impactar positivamente a vida das pessoas com conteúdos e estratÊgias inovadoras a respeito desse assunto. É autora de mais de doze livros que compþem o Programa Oficina das Finanças na Escola, que a partir de 2020, serå oferecido pela FTD Educação.
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Capa
A LUTA PELA FILANTROPIa
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Com imensa preocupação e perplexidade, a Associação Nacional de Educação CatĂłlica (ANEC) pronunciou-se sobre a proposta de Projeto de Emenda Ă Constituição, de lavra do Senador Tasso Jereissati, PEC 133/2019, conhecida como PEC Paralela da PrevidĂŞncia, cuja meta era extinguir a filantropia na ĂĄrea educacional no paĂs. O citado Relator designado para o Projeto de Emenda Ă Constituição (PEC) nÂş. 6/2019 no Senado Federal divulgou, no dia 27 de agosto de 2019, seu RelatĂłrio a ser apreciado pela ComissĂŁo de Constitui ção e Justiça, da Casa Alta do Parlamento brasileiro, onde foi aprovada por unanimidade no dia 04 de setembro de 2019. Como ĂŠ de
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notĂłrio saber pĂşblico, essa Emenda Constitucional tem por objeto a modificação do sistema da previdĂŞncia social e o estabelecimento de regras de transição para os segurados. Diz a atual redação da norma que: “§ 7Âş SĂŁo isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistĂŞncia social que atendam Ă s exigĂŞncias estabelecidas em leiâ€?. Pelo texto apresentado, a mesma regra ganharia as seguintes linhas: “§ 7Âş NĂŁo sĂŁo devidas contribuiçþes para a seguridade social por entidades beneficentes certificadas pela UniĂŁo que prestem, na forma da lei complementar, serviços nas ĂĄreas de assistĂŞncia social e saĂşde sem exigĂŞncia de contraprestação do usuĂĄrioâ€?.
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Em apertadíssima síntese, o que o Relator queria era extinguir as chamadas entidades educacionais filantrópicas. Em outras palavras, propunha o Senador que a oferta de bolsas de estudo a alunos carentes, por organizações sem finalidade de lucro, não mais seria considerada uma contrapartida para o gozo da prerrogativa tributária imunitória prevista pela Constituição. A pesquisa “A Contrapartida do Setor Filantrópico para o Brasil”, divulgada pelo FONIF no começo de 2019, deixa claro o impacto das atividades da filantropia para o País. Dados do estudo, realizado com base em informações oficiais dos ministérios que regulam o setor, apontam que a cada R$1,00 investido pelo Estado no segmento filantrópico por meio das imunidades, a contrapartida real do setor é de R$7,39. Somente na área da saúde, o retorno para cada R$ 1,00 recebido é 8,26 vezes maior. Nesse segmento, o setor soma mais de 260 milhões de procedimentos e é responsável por 59% de todas as internações de alta complexidade do Sistema Único de Saúde, isto sem mencionar que 906 municípios brasileiros são atendidos exclusivamente por um hospital filantrópico.
Na educação, essas instituições devolvem 4,67 vezes mais do que recebem e somam mais de 2,4 milhões de alunos, sendo 725 mil bolsistas no Ensino Básico e Superior que perderiam a oportunidade de ter acesso a uma boa formação se não fosse o apoio da filantropia nesta área. Isso sem citar o aspecto qualitativo do ensino oferecido pelo setor, já que as instituições filantrópicas dessa área são reconhecidas pela oferta de uma educação de altíssima qualidade, conforme constatação de rigorosos rankings de avaliação, como ENEM, ENADE e CAPES. Na área de assistência social mais de 3,6 milhões de vagas de serviços essenciais de proteção básica são oferecidos pelo setor, incluindo atendimentos de média e alta complexidade, assessoramento, defesa e garantia de direitos. O número equivale a 47% das vagas da rede socioassistencial privada do país e a contrapartida frente às imunidades é de 12,02 vezes maior. É importante ainda esclarecer que a representatividade das imunidades das filantrópicas é pequena no universo geral das contas da Previdência. Segundo a mesma pesquisa, esse impacto é de cerca
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de R$ 12 bilhþes, o equivalente a apenas 3% de toda a arrecadação previdenciåria, que fica em torno de R$ 375 bilhþes. Durante os meses de setembro e outubro vårias açþes foram encabeçadas pela ANEC e o Setor Filantrópico, como audiências com Senadores e com as lideranças dos partidos em vista desta importante pauta da Filantropia. Os resultados alcançados foram positivos: 7 Emendas Supressivas protocoladas que mais interessavam à causa da Filantropia. Foram envolvidos nesse processo 68 Senadores/as. 5 Emendas Alterativas protocoladas, que alteravam o texto, mas deixavam confuso o real interesse das instituiçþes filantrópicas e do próprio governo. AlÊm disso, houve pelo menos 3 reuniþes com o Ministro da Casa Civil, que na ocasião e em diversas reportagens afirmou que esse tema e a ação contra a filantropia "não Ê pauta do Governo". Aconteceram três Audiências Públicas sobre o tema da PEC 133/2019 (paralela) com a presença da ANEC e do Setor Filantrópico.
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AudiĂŞncia PĂşblica dia 30/09 de 2019, segunda-feira, Ă s 9h. Essa AudiĂŞncia PĂşblica aconteceu na ComissĂŁo Permanente de Direitos Humanos (CDH), Senado Federal.
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Audiência Pública no dia 1/10 de 2019, terça-feira, às 14h30. Essa Audiência Pública ocorreu na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), Senado Federal.
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Audiência Pública dia 17/10 de 2019, quinta-feira, às 9h. Essa Audiência Pública realizou-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Senado Federal.
Assim, tendo como objetivo de manter as associadas informadas e atentas ao cenårio que se colocava com a PEC 133/2019, foram compartilhadas outras informaçþes e encaminhamentos.
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TV Band exibiu um programa
TV Canção Nova sobre a reunião com o Senador Tasso Jereissati (PDSB/CE):
sobre o tema: https:
//noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/16702224/fim-de-isencao-tributaria-pode-prejudicar-filantropicas
https://youtu.be/JseSnHJVMZ8
TV Aparecida sobre a PEC Paralela, e os impactos nas Instituições e na vida das pessoas:
TV Rede Vida: https://youtu.be/DyJGTPsHyQM
https://www.youtube.com/watch?v=dYwK_QT3QaU&feature=youtu.be.
TV Canção Nova também gravou no programa “Além da Notícia”, uma reportagem sobre o tema, que pode ser acessado pelo Link:
As Instituições associadas gravaram diversos vídeos com depoimentos de alunos, pais bolsistas e atendidos, que podem ser acessados pelo canal do Youtube da ANEC: https://www.youtube.com/channel/UCHImcF5GV5b7qsKPibboVeg/videos
PARTE 1: https://youtu.be/YXmxIVsHm0c PARTE 2: https://youtu.be/hcLm_nD9v50 PARTE 3: https://youtu.be/K7aufWssLPE
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Outras ações foram encabeçadas pela ANEC e suas associadas na luta pela Filantropia:
Contato, por e-mail e telefone, com cada parlamentar, apresentando a carta, o vídeo e a pesquisa com os dados do Setor Filantrópico do Brasil: https://fonif.org.br/
Reunião dos alunos bolsistas e os responsáveis para sensibilizá-los a enviar um e-mail aos senadores/as, em especial ao relator da PEC.
Participação nas audiências públicas que foram articuladas pela ANEC, no Senado e na Câmara, em Brasília, como também em seus respectivos Estados.
Defesa junto a cada parlamentar das propostas de Emendas Supressivas, pedindo o voto na CCJ e na plenária do Senado.
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Convencimento dos(as) Senadores(as) que protocolaram Emendas com mudança de redação para retirarem a proposta. Convencê-los a apoiar a proposta de Supressão e votar a favor em plenário.
Assinatura e divulgação da Petição Pública, que visava conseguir um número de 100 mil assinaturas: https://peticaopublica.com.br/ ?pi=BR113546
Acesso e conhecimento das Instituições Filantrópicas em cada Estado/Distrito: https://public.tableau.com/profile/observatoriodafilantropia#!/
Envio de e-mail preparado pela União Nacional dos Estudantes/UNE, para os(as) Senadores(as) de cada Estado.
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Foto: Divulgação Foto: Divulgação
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Vale destacar também as contribuições da ANEC ao PLP 134/2019, de relatoria da Dep. Prof.ª. Dorinha, que estabelece as condições legais requeridas pelo preceito contido no § 7º do artigo 195, da Constituição Federal, para entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde e/ou educação gozarem de imunidade tributária em relação às contribuições para a seguridade social; e dá outras providências. A ANEC continua firme na defesa dessa causa. Outras lutas virão e com o apoio de cada associada a Filantropia continuará sendo uma das bandeiras principais desta Associação.
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“Fazer parte do maior parque gráfico da América Latina sempre foi um sonho. Sempre trabalhei com impressão, mas hoje, além de fazer o que amo, sinto que é algo muito maior. A grandeza desse lugar não se mede só no tamanho, mas no que ele entrega para milhões de crianças e jovens por todo esse imenso Brasil. Cada um dos milhões de materiais impressos aqui tem o propósito de tocar e transformar a vida de um aluno, como em minha própria casa, quando meu filho chega da escola com um livro impresso
”
por mim.
Paulo Boni, oficial de impressão
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Guarulhos-SP
Boas prĂĄticas
Projeto do UNISAL trabalha sexualidade e diversidade em atividades multidisciplinares ˆ
Para os coordenadores das åreas, na Unidade São Paulo, Ê preciso que os Centros Universitårios abram espaço para debater o tema e propor novos caminhos para ampliar a segurança de todos.
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A expressão da sexualidade é inerente à vida humana. Em tempos de intolerância, altos índices de feminicídio e abuso sexual, bem como, de homofobia e transfobia (o Brasil é líder em assassinatos de homossexuais) torna-se cada vez mais necessário um espaço para refletir sobre o tema de forma crítica, ética e madura, do mesmo modo que expressar a sexualidade, possibilitando que o debate acolha a liberdade de opiniões e favorecendo a escuta de diversas vozes. No entanto, poucas instituições se dispõem a olhar para o tema e abordá-lo de forma multidisciplinar. Para preencher essa lacuna, o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), desenvolveu um projeto para trabalhar a questão da sexualidade de maneira transversal, com a sensibilização da comunidade acadêmica e do público em geral, estimulando a reflexão crítica dos profissionais e tornando-se uma referência na abordagem multidisciplinar da educação em sexualidade; oferecendo cursos de Pós-graduação em Educação em Sexualidade, uma referência na área em todo o Brasil, e em Terapia Sexual, disponibilizado, principalmente, a profissionais de Psicologia e Medicina. Além disso, existe um trabalho que atende jovens da Obra Social Dom Bosco, no Alto da Lapa, em São Paulo, e que permite uma via de mão dupla, que beneficia quem é atendido e prepara os alunos do curso de Pós-graduação, em Educação em Sexualidade, através de uma formação integral.
Unidade São Paulo, Campus Pio XI, destacam que o projeto busca trabalhar a questão em suas dimensões biológica, psicológica, sociocultural e ético-religiosa. “A família não dá conta de tudo; as escolas se abrem como um meio para estimular uma cultura de solidariedade e, ao mesmo tempo, auxiliar os estudantes naquilo que, sozinhos, não têm condições de fazer”, afirmam. Os educadores acreditam que a uma instituição católica, como o UNISAL, cabe um papel privilegiado nesse debate. A Congregação Salesiana assumiu a Educação para o Amor como um dos maiores e mais urgentes desafios relacionados ao ensino dos jovens. “Em maio, a Jornada de Sexualidade reuniu mais de 200 pessoas, entre alunos, professores e público em geral, sendo um verdadeiro serviço à comunidade. No próximo semestre, esperamos resultados ainda melhores”, finalizou a professora Ana Canosa.
SOBRE O UNISAL O Centro Universitário Salesiano de São Paulo está presente na área educacional desde 1952 e há mais de 20 anos com a marca UNISAL. Conta com Unidades em: Americana, Campinas, Lorena, São Paulo e também a Unidade Virtual/EAD; oferecendo Cursos de Graduação; Pós-Graduação, Lato Sensu e Stricto Sensu, e Extensão. A Instituição integra as 93 Instituições Universitárias Salesianas (IUS) presentes em 21 países na América, Europa, Ásia, África e Oceania: http://www.unisal.br
Ana Cristina Canosa e Ronaldo Zacharias, coordenadores dos Cursos de Pós-graduação em Educação em Sexualidade e em Terapia Sexual do UNISAL, out/nov/dez 2019 | nº 6 | Revista EDUCANEC
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Boas prĂĄticas
Marista Centro-Norte vence PrĂŞmio Aberje  ˆ ‰
O Marista Centro-Norte ĂŠ o vencedor do PrĂŞmio Aberje 2019, regiĂŁo Norte e Nordeste, na categoria Imprensa e/ou Influenciadores, com o case “Globou e muito mais: a presença da educação Marista na mĂdia do Norte e Nordeste, driblando a concorrĂŞncia do factualâ€?. O prĂŞmio da etapa regional serĂĄ entregue no dia 31 de outubro, em SĂŁo Paulo (SP), mesmo dia em que serĂĄ apresentado o case Marista, e, que, tambĂŠm, concorrerĂĄ Ă etapa nacional da premiação. O anĂşncio dos vencedores serĂĄ feito em 25 de novembro, na capital paulista. O PrĂŞmio Aberje foi criado em 1967, estĂĄ na 45ÂŞ edição, e reconhece as melhores prĂĄticas de comunicação empresarial do PaĂs, com cases inspiradores e experiĂŞncias inovadoras.
Concorrentes de peso
comunicação empresarial do PaĂs. “Concorrer com grandes empresas do Brasil e ter as prĂĄticas de comunicação do Marista Centro-Norte premiadas ĂŠ um excelente reconhecimento externo e a certeza de que estamos no caminho certo, com prĂĄticas inovadoras e inspiradorasâ€?, declarou Irene.
PrĂŞmio Aberje A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) ĂŠ o principal centro de referĂŞncia na produção, disseminação de conhecimentos e prĂĄticas de comunicação empresarial. É uma organização profissional e cientĂfica, e seu principal objetivo ĂŠ fortalecer o papel da comunicação nas empresas e instituiçþes, oferecer formação e desenvolvimento de carreira aos profissionais, alĂŠm de produzir e disseminar conhecimentos em comunicação.
Para a etapa nacional, o case do Marista Centro-Norte concorrerĂĄ junto a nomes de peso no cenĂĄrio nacional: Grupo BoticĂĄrio, com o case “Como comunicar um produto inĂŠdito para millennials sem ter um produtoâ€?; Instituto Odeon, com o case “O Rio do Samba: resistĂŞncia e reinvençãoâ€?; Anglo American, com o case “#MochilĂŁoangloamericanâ€?; e o BRK Ambiental Participaçþes, com o case “Ação Dia Mundial da Ă gua – ĂĄgua nĂŁo tem fronteirasâ€?. A gestora da GerĂŞncia de Mercado, Ă frente do projeto, Irene SimĂľes, afirma que o PrĂŞmio Aberje ĂŠ o mais importante prĂŞmio de 52
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Irene SimĂľes, gerente da GerĂŞncia de Mercado, recebeu o PrĂŞmio Aberje, em SĂŁo Paulo
Equipe de Gerência de Mercado do Marista Centro-Norte
Legenda (da esquerda pra direita): o superintendente de Missão e Gestão do Marista Centro-Norte; Elísio Alcântara Neto; a gerente da Gerência de Mercado; Irene Elias Simões, o superior provincial; Ir. Ataide José de Lima e o vice-presidente; Ir. Renato Augusto da Silva
Na foto ao centro; o superior provincial do Marista Centro-Norte; Ir. Ataide José de Lima; ao lado de Irene Simões; da Gerência de Mercado e dos conselheiros provinciais (da esq. p/ dir.); Ir. Natalino Guilherme de Souza; Ir. Joilson de Souza Toledo; Ir. Maicon Donizete de Andrade Silva; Ir. Antonio Carlos Machado Ramalho de Azevedo.
Boas prĂĄticas
PUC GOIĂ S, 60
anos
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No dia 17 de outubro a PUC-GoiĂĄs completou 60 anos de sua criação e 10 anos de seu reconhecimento pontifĂcio. É a primeira universidade criada no Centro-Oeste, erigida quando BrasĂlia ainda nĂŁo havia sido inaugurada e a capital federal era o Rio de Janeiro. EstĂĄ entre as universidades mais antigas do Brasil, mas ĂŠ a mais nova pontifĂcia universidade do mundo. De 1.800 universidades catĂłlicas existentes em todos os paĂses com democracia no mundo, apenas 19 sĂŁo pontifĂcias, 7 delas no Brasil. Com muita honra as comemoraçþes do jubileu de diamante da PUC - GoiĂĄs foram incorporadas tambĂŠm ao aniversĂĄrio de 86 anos de Goiânia. Essa homenagem nĂŁo ĂŠ sem razĂŁo. A histĂłria da Universidade CatĂłlica se entrelaça Ă histĂłria da capital e na vida de suas famĂlias, por muitas geraçþes. O jesuĂta Padre Machado, que chegou a Goiânia em 1954 para assumir a Faculdade de Filosofia, relembra aqueles primĂłrdios da cidade: “Goiânia era entĂŁo uma capital nova, cidade pequena, sem tradição universitĂĄria a nĂŁo ser no ensino do Direito. NĂŁo tinha aeroporto, luz instalada, asfalto, telefone. Poeira por todos os lados [...]. Mas, foi uma experiĂŞncia fascinante, pois, iniciou-se uma tradição que, a julgar pelo que se vĂŞ hoje continua esplendidamenteâ€?. [entrevista no Jornal do Brasil, 24/04/1979] No tempo que antecedeu a criação da Universidade CatĂłlica foi muito decisiva a atuação de Dom Emanuel Gomes de Oliveira, arcebispo de GoiĂĄs de 1923 a 1955. Durante todo o tempo de seu episcopado suscitou a criação de escolas de Educação BĂĄsica em todo o Estado de GoiĂĄs, quando ainda era inexistente uma rede de escolas 54
pĂşblicas. ApĂłs algumas dĂŠcadas com esse empenho educacional, era preciso avançar tambĂŠm na Educação Superior. Assim, em 1948, durante o Congresso EucarĂstico, ocorrido na Praça CĂvica, foi lançado o projeto de criação de uma Universidade CatĂłlica em GoiĂĄs. Para a criação da Universidade, durante muitos anos foram sendo criadas em Goiânia, pela Arquidiocese, direta ou indiretamente, sete faculdades: Faculdade de Enfermagem (1942), Faculdade de Filosofia (1948), Faculdade de CiĂŞncias EconĂ´micas (1951), Faculdade de FarmĂĄcia e Odontologia (1945, posteriormente incorporada Ă UFG), Escola Goiana de Belas Artes (1952), Faculdade de Serviço Social (1957), e Faculdade Goiana de Direito (1959). A convite de Dom Emanuel, os jesuĂtas chegaram a Goiânia em 1954. Tiveram uma participação decisiva para a direção das faculdades e, depois, na criação da Universidade CatĂłlica, que a dirigiram por 20 anos. Em 1956 foi criada a Arquidiocese de Goiânia e no ano seguinte Dom Fernando Gomes dos Santos a assumiu como primeiro arcebispo. Sua vinda deu um novo impulso nos trabalhos para a criação de uma universidade. Depois de uma consulta a outros bispos brasileiros e ao Superior Geral dos jesuĂtas em Roma, Dom Fernando decidiu-se pela criação da Universidade. Foi assim que, depois de muitas tratativas com o MinistĂŠrio da Educação, em 17 de outubro de 1959 foi publicado o Decreto nÂş. 47.041, assinado por Juscelino Kubitschek, que criava a Universidade CatĂłlica de GoiĂĄs.
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Aquela pequena Instituição de Educação Superior, criada com poucos recursos, numa cidade ainda em formação, tornou-se uma grande universidade, hoje com mais de 18 mil alunos na graduação presencial, e com estudantes oriundos de todos os estados do Brasil e de 17 países do mundo. Em 60 anos, a PUC já formou mais de 110 mil pessoas na graduação e mais de 3 mil nos seus mestrados e doutorados. Contando também com mais de 400 laboratórios, um hospital escola, uma emissora de televisão, uma fundação, um centro de convenções e todos os campus com infraestrutura acadêmica de alta qualidade; a PUC Goiás ampliou em larga escala a sua missão educacional. Agora, projeta-se também para a Educação a Distância, com a previsão de 34 cursos de graduação em EaD para 2020, além de dezenas de outros para a pós-graduação lato sensu. Com firme determinação, nossa geração trabalha diuturnamente para alcançar na PUC os níveis de excelência mundial, visando a qualidade no ensino, na produção científica e tecnológica, na extensão e nos programas e projetos sociais. Fiéis aos princípios fundacionais, buscamos consolidar um grande legado que se fez tradição universitária em Goiás. Com um projeto pedagógico que visa à formação integral, educamos sob valores éticos e cristãos, para construir uma sociedade justa e fraterna. Agora, junto à nova geração que vem chegando à Universidade, desejamos projetá-la para mais 60 anos, com tradição e inovação, transformando vidas.
Foto: Divulgação
Título direito pontifício
Wolmir Amado - Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás PUC Goiás, desde 2002. Vice-reitor para assuntos acadêmicos na PUC Goiás (1998-2001). Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (2013-2015).Presidente do Conselho Superior da ANEC/Associação Nacional da Educação Católica (2012-2014). Presidente da ABESC/Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas (2005-2007). Presidente do Conselho Nacional do Laicato Católico do Brasil (1999-2004). Secretário executivo (1993-1996) e Vice-presidente (1997) da Sociedade Goiana de Cultura. Representante da América Latina na Federação Internacional das Universidades Católicas (2006-2009).
PUC Goiás: foto noturna por Weslley Cruz out/nov/dez 2019 | nº 6 | Revista EDUCANEC
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Boas prĂĄticas
UBEC ĂŠ o 4Âş melhor grupo educacional do paĂs Com 47 anos de tradição em educação catĂłlica, o Grupo chancela qualidade e inovação em suas oito unidades de missĂŁo. ‹ ˆ Œƒ ÂŽ Pelo segundo ano consecutivo, a UniĂŁo Brasileira de Educação CatĂłlica (UBEC) estĂĄ entre os melhores grupos educacionais do Brasil. O resultado foi divulgado no mĂŞs de outubro, durante a oitava edição do anuĂĄrio â€œĂ‰poca NEGĂ“CIOS 360°â€?, publicação que reĂşne as melhores organizaçþes e prĂĄticas de mercado do paĂs. Subindo de posição no ranking, a UBEC ĂŠ o quarto melhor grupo educacional do paĂs e o melhor dentre os de capital fechado, assumindo mais uma vez a liderança nas dimensĂľes: visĂŁo de futuro e inovação. O Grupo tambĂŠm foi qualificado como segundo melhor no modelo de pessoas e o terceiro melhor em sustentabilidade. O diretor executivo estratĂŠgico do Grupo, Prof. MĂĄrcio Pereira Dias, destaca a missĂŁo institucional da UBEC como motivação para crescer e conquistar novas posiçþes no mercado. “Esse resultado ĂŠ fruto do empenho e dedicação de toda equipe, que trabalha com o propĂłsito de construir uma sociedade mais justa por meio da educaçãoâ€?, destaca o diretor.
Liderança em inovação e visĂŁo de futuro Mesmo diante de um cenĂĄrio instĂĄvel, a UBEC iniciou o ano de 2019 se reinventando. Investindo em expansĂŁo e inovação, o Grupo manteve suas instituiçþes de ensino entre as melhores do paĂs, sem 56
deixar de lado os princĂpios que fazem da educação um instrumento de transformação social. Novos polos da CatĂłlica EAD foram inaugurados e foi protocolado na CAPES cinco pedidos de cursos de mestrado a distância. A previsĂŁo ĂŠ ofertar a partir de 2020 cursos nessa modalidade EAD, tanto no Brasil quanto nos polos do exterior. A primeira unidade do Grupo no Estado de GoiĂĄs estĂĄ em processo de tramitação no MinistĂŠrio da Educação (MEC). O objetivo ĂŠ transformar a Faculdade Metropolitana de Luziânia em um polo de saĂşde com a oferta de Medicina, alĂŠm de outros cursos da ĂĄrea. HĂĄ tambĂŠm a previsĂŁo de um polo de CiĂŞncias AgrĂĄrias, com oferta dos cursos de Medicina VeterinĂĄria, Agronomia e Zootecnia.
UBEC terå a maior usina fotovoltaica do DF Com o objetivo de adotar alternativas mais sustentåveis, o Grupo acaba de assinar este mês um contrato com a Alexandria Industria de Geradores S/A, empresa que fornecerå as usinas fotovoltaicas para suas oito unidades de missão. Em termos de redução de impactos ambientais, a implementação do projeto evitarå a emissão de 765,28 toneladas de carbono na atmosfera, segundo dados da Alexandria. O diretor executivo de operaçþes da UBEC, Francisco Vale, ressalta que a instituição serå um dos primeiros grupos
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educacionais do país a produzir 100% do consumo de energia limpa. “O maior e melhor impacto é a possibilidade de adotarmos práticas sustentáveis, pensando no meio ambiente e nas futuras gerações de alunos e colaboradores”, ressalta o diretor.
Boas práticas que incentivam o reconhecimento e o desenvolvimento dos colaboradores Buscando uma liderança inspiradora e responsável, a UBEC estabeleceu uma nova política de benefícios, concedendo a licença maternidade estendida de 120 para 180 dias para as colaboradoras do Grupo. Outra novidade foi a adoção do Horário Flexível para os colaboradores do corpo técnico administrativo. O Grupo também inaugurou no Escritório Central o Centro de Convivência, uma
área destinada à alimentação, descanso e lazer. A gerente nacional de desenvolvimento organizacional e pessoas da UBEC, Bruna Mabilia Lunardi, ressalta que aprimorar o modelo de gestão e humanizar com base nos princípios cristãos faz parte da missão da UBEC. “Temos concentrado esforços na implantação de mecanismos que possibilitem a valorização do capital humano e o fortalecimento do vínculo de parceria entre a instituição e os nossos colaboradores. A política de benefícios reflete os valores e princípios institucionais do Grupo”, afirma a gerente.
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Boas prĂĄticas
Cultura Gaúcha e o tradicionalismo na educação
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Escola e Tradição Gaúcha
O tradicionalismo gaĂşcho ĂŠ uma das expressĂľes da cultura popular no Rio Grande do Sul. Caracteriza-se como um movimento cultural organizado e muito presente na vida e na formação, da criança e do jovem de nossas escolas, desenvolvida por meio de atividades realizadas, tais como, produção de textos que fazem a interlocução com: danças, mĂşsicas, poesias, culinĂĄria, linguagem, indumentĂĄria, etc. Entre as expressĂľes da cultura popular no Rio Grande do Sul chama a atenção o conjunto de manifestaçþes culturais que remetem Ă interpretação da figura histĂłrica do gaĂşcho. Ela vem sendo veiculada como sĂmbolo regional desde a vinda dos jesuĂtas para o Rio grande do Sul com a fundação dos Sete Povos das MissĂľes, marco cultural para a histĂłria do estado. Essas recriaçþes tĂŞm objetivos identitĂĄrios e a dupla preocupação de formação de novas geraçþes, que perpetuem o gauchismo e sua disseminação em outros territĂłrios. A presença do tradicionalismo na escola extrapola muitas vezes o mĂŞs de setembro; com professores responsĂĄveis por atividades, que incluem: grupos de danças tradicionais gaĂşchas e seu ensino, aulas de folclore e tradicionalismo, temas relativos aos conteĂşdos programĂĄticos de histĂłria e geografia do Rio Grande do Sul. 58
As tradiçþes gaúchas a serem vividas na escola estão de acordo com as produzidas e vividas nos Centros de Tradiçþes Gaúchas (CTGs), mundialmente conhecidos, pois nossos alunos participam dos mesmos em grande número.
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Autora: à urea de Oliveira Graduada em Licenciatura Curta em Estudos Sociais e Licenciatura Plena em História, na URCAMP (Campus São Gabriel). Pós-graduada em Interdisciplinaridade na Educação, na UNIPAMPA (Campus São Gabriel). Professora de História, Geografia e Filosofia no ColÊgio Nossa Senhora do PerpÊtuo Socorro.
Foto: Divulgação
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A Influência da Cultura Gaúcha na Educação do Colégio Divino Coração
A Lei nº 4.850, de 11 de dezembro de 1964, que institui a Semana Farroupilha como evento oficial do Estado do Rio Grande do Sul, permite que todas as escolas do Estado elaborem festividades próprias para abordar uma das Revoltas armadas mais turbulentas na época do Império do Brasil, bem como sua história, lendas, usos e costumes (próprios ou adquiridos por meio da imigração) que se arraigaram como pertencentes ao povo gaúcho. No Colégio Divino Coração, Alegrete (RS), não foi diferente, nessa semana festiva, a escola abordou vários assuntos, como: as lendas do João de Barro, que por coincidência, é a ave símbolo do Estado; e a lenda da erva-mate, utilizada no preparo do chimarrão, que também é a bebida típica do Estado. Essa última, sendo uma lenda indígena, faz-nos refletir sobre a tamanha influência que recebemos desse povo. Tais lendas e histórias podem ser destacadas entre tantas outras que valorizam a transmissão cultural de nossos antepassados, partindo de contos de inspirações étnicas perpetuados de geração e geração de forma oral. Outras atividades foram desenvolvidas a partir da música nativista, apresentações com artistas da terra, bem como, passeio ao Galpão da Praça Getúlio
Vargas, no qual os alunos foram recepcionados por prendas e peões que explanaram sobre diversos assuntos, como: medicina campeira, história do churrasco e chimarrão, oficinas de danças de salão, brinquedos e brincadeiras antigas, além de apresentações artísticas. Durante a Semana, os alunos puderam vestir a tradicional pilcha gaúcha. Como culminância de toda programação, o tradicional churrasco com baile de integração, ocorrido no dia 18 de setembro, em que todos os alunos do turno da tarde puderam interagir juntos, com danças de salão como: vaneiras, xotes, milongas e chamamés. O tradicional torneio de truco oficial da Semana Farroupilha do CDC envolveu alunos e professores. Aqui, além da grade curricular normal, estabelecida pela legislação brasileira e a religiosidade, ainda há espaço para valorizar o que é mais próprio e característico: a nossa história e cultura. Afinal, como já diz o Hino do Rio Grande do Sul: “Mas não basta, para ser livre; Ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude; Acaba por ser escravo!”
Autora: Professora Tanize Gonçalves da Silva
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Pedagoga, Especialista em Ludopedagogia, Educação Infantil e Anos Iniciais com ênfase em Literatura Infantil. Especializanda em Gestão Escolar e Teologia. Professora da Educação Infantil nos anos Iniciais e finais nas disciplinas de Ensino Religioso, Arte e Informática.
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Tradicionalismo Gaúcho no processo de evangelização escolar
Com o objetivo de valorizar nossa diversidade e identidade cultural, o Tradicionalismo Gaúcho vem ganhando cada vez mais espaço, tanto no país, como fora dele, mas principalmente nas escolas, fortalecendo assim, ainda mais, o amor pela nossa terra e o orgulho das nossas raízes. Faz-se necessário, frente à realidade atual, enriquecermos nossas aulas por meio de variados enfoques, possibilitando o contato com os contextos mais diversificados, e nada mais justo do que dar a conhecer a nossa própria história, trazendo assim nossas motivações, lutas e conquistas. Percebemos o tema como fator agregador, que contribui na formação dos estudantes, pois confronta algumas realidades, trazendo ao conhecimento a garra, a perseverança e a determinação que tinham nossos antepassados ao lutarem por seus objetivos, principalmente defendendo o que acreditavam ser o melhor para a população em geral. Dessa forma fazemos uma conexão com a importância de revermos nossos conceitos e nos unirmos por ideais que respeitem, valorizem e apoiem os grupos mais vulneráveis da sociedade, retomando valores primordiais para convivência em uma sociedade mais justa, inclu60
siva, solidária e fraterna, valorizando o ser humano na sua essência. Acreditando que através das atividades mais diversificadas, entre elas, artísticas, culturais e culinárias, que são oportunizadas, podemos perceber a correlação dos valores que as escolas confessionais têm como temas norteadores: lealdade, igualdade e fraternidade. Quando os temas estudados transcendem a sala de aula, cumprimos o nosso intuito enquanto educadores: educar com significado. Autora: Bruna Prates Bittencourt Braz Licenciada em Pedagogia. Pós-graduada em Supervisão e Orientação Educacional. Diretora Pedagógica do Colégio Santa Teresa de Jesus, de Santana do Livramento
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Boas prĂĄticas
Um olhar para a Educação e uma Educação para o olhar. EstratÊgias para a inclusão de um deficiente visual na Educação Båsica
Inspirada e missionada ao acolhimento de individualidades, o CECMG recebeu, em sua inauguração, junto com outras dezenas de alunos no inĂcio do ano letivo de 2008, AntĂ´nio (nome fictĂcio), um menino de 7 anos que, de mĂŁos dadas com os pais, chegava para cursar o 2Âş ano do Ensino Fundamental. Nascido em Coronel Fabriciano, cidade vizinha Ă TimĂłteo, AntĂ´nio chegava ao CECMG para construir sua histĂłria junto a da nascente instituição. NĂŁo era a primeira escola que ele frequentava, mas foi aquela aonde ficou por 12 anos. Hoje, tendo o menino jĂĄ concluĂdo a Educação BĂĄsica e estudando no Centro UniversitĂĄrio do Leste de Minas Gerais (Unileste), instituição que tambĂŠm compĂľe a rede Ubec, pode-se falar da construção de uma histĂłria de sucesso e muita determinação! TĂŁo Ăşnico quanto todas as demais crianças, AntĂ´nio, trazia consigo um desafio particular Ă equipe do CECMG: ele era
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cego. Perdeu a visĂŁo ainda recĂŠm-nascido e, naquele momento em que eram entregues Ă confiança da escola tantas outras crianças, tambĂŠm AntĂ´nio foi entregue. Ao CECMG foi confiada a missĂŁo educativa de instrumentalizar aquele menino ao mundo, tornando-o livre e hĂĄbil a conhecer, fazer, conviver e ser em plenitude, de modo que sua condição fĂsica nĂŁo fosse limitadora da potĂŞncia do seu existir. Era preciso, entĂŁo, garantir que ele se desenvolvesse, independente dos desafios metodolĂłgicos que sua condição visual impusesse Ă escola. Desafios nĂŁo faltaram... Da infraestrutura ao treinamento da equipe, muito precisou ser investido para garantir uma inclusĂŁo dignificadora e emancipatĂłria no sistema educacional regular. Dedicação e, sobretudo, confiança mĂştua entre famĂlia e escola foram necessĂĄrios; parceria, vĂnculos, rede de apoio e amor pelo menino foram determinantes para as conquistas alcançadas.
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Não raro, metodologias e práticas precisaram ser reorientadas, buscando as estratégias mais eficazes à aprendizagem. Porque esse saber não está apenas na teoria, ele advém da prática, é pautado pela decisão de acertar e mobilizado pelo olhar de solidariedade e misericórdia que a missão educativo-evangelizadora precisa lançar sobre cada vida que faz parte da comunidade educativa. E, nos momentos de insegurança, humildade, comprometimento e uma escuta atenta ao que o aluno tinha a comunicar foram mapas para novas rotas, métodos e estratégias. Outra ação de significativa relevância para o desenvolvimento acadêmico de Antônio foi a parceria com o Centro de Referência em Educação Inclusiva Ativa, espaço frequentado pelo estudante no contraturno da escola. Desse Centro, além da partilha de informações e da troca de experiência com a escola, advieram importantes sugestões de recursos e metodologias para o trabalho docente, bem como, para a relação do aluno com a comunidade escolar. Assim, no primeiro dia letivo de 2008, começaram duas histórias que, hoje, se fundem em uma só: a história do Antônio. O menino que gosta de pizza e churrasco. O estudante que passou quase toda sua vida escolar no CECMG. O garoto tímido e reservado, amante de música, que toca teclado e se arrisca a dançar. O graduando em Direito, do Unileste. O educando que nunca deixou que a sua condição o impedisse de seguir os estudos: a história do Antônio! História, essa, que com tantos capítulos ainda por escrever, tem um protagonista generoso que, desde o ano de 2008, permitiu, por todos os dias, que as comunidades educativas do CECMG e, hoje, do Unileste, estejam incluídas na sua história. Hoje, no Unileste, as necessidades de Antônio são mediadas pelo Núcleo de Educação Inclusiva, que atua em políticas e ações de defesa dos direitos da pessoa com deficiência. O Núcleo identifica as necessidades individuais para viabilizar a 62
entrada na graduação e no mercado de trabalho. A área também orienta docentes e colaboradores com informações legais, normas educacionais e trabalhistas que asseguram a inclusão dos estudantes com deficiência no contexto social, cultural e educacional. Todavia, Antônio não é um caso isolado; num Brasil que contabiliza 35,7 milhões de deficientes visuais, de um total aproximado de 46 milhões de deficientes físicos (CENSO 2010), o estudante denuncia a falta de preparo docente para esse enorme contingente que talvez não seja tão incluído quanto ele o foi e é. Nesse sentido, se a todo professor compete refletir sobre sua prática, fazendo-se pesquisador e transformador da ação docente para oportunizar experiências de aprendizagem significativas aos estudantes, tanto mais necessário se faz o investimento na transformação docente, no que concerne à jornada dos estudantes em situação de inclusão.
Inclusão como método
Nos anos em que ocupou os bancos escolares do CECMG, Antônio foi acompanhado por professores e monitores que lhe proporcionaram atendimentos individualizados. Anualmente, escola e família construíam o Plano de Desenvolvimento Individual do aluno (PDI), traçando metas e avaliando desempenhos. Mediante tantas estratégias, o estudante superou-se não apenas no aspectomotor e cognitivo; ano a ano, venceu dificuldades e desenvolveu habilidades que
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surpreendiam a todos! TambĂŠm sempre foi estimulado a participar das aulas com contribuiçþes orais e a leitura de registros feitos na mĂĄquina de Braile. Como suporte Ă aprendizagem, foi-lhe oportunizado o uso do computador, do laboratĂłrio de InformĂĄtica ou pessoal, para que, com auxĂlio de programas como Dosvox, por exemplo, melhor compreendesse a MatemĂĄtica; outras estratĂŠgias amparavam-se no uso materiais concretos, permitindo a exploração tĂĄtil de objetos e, consequentemente, a “visĂŁoâ€? atravĂŠs das pontas dos dedos. Foi, por exemplo, o que permitiu que AntĂ´nio entrasse no universo da QuĂmica, com uma versĂŁo tĂĄtil da tabela periĂłdica desenvolvida pelos professores. As avaliaçþes, realizadas em lugar que permitisse a apresentação oral das questĂľes, eram registradas por monitores apĂłs relatos orais do aluno, ou mesmo em Braile, a depender da natureza ou dos objetivos de cada instrumento avaliativo. AntĂ´nio, assim, foi gradativamente superando desafios. FamĂlia e escola, juntas, garantiram adaptaçþes necessĂĄrias Ă individualização de processos que culminaram em verdadeira inclusĂŁo e transformação humana para todos os envolvidos. HĂĄ 13 anos, AntĂ´nio ensina a Rede Ubec a transver o mundo!
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Boas prĂĄticas
ColĂŠgio Marista RosĂĄrio e a Educação Inclusiva: ItinerĂĄrios de sensibilização e formação com base nas diretrizes de Rede Marista ÂŽ „ ‡ „  “ ƒ  Localizado em Porto Alegre (RS) e com 114 anos de atuação, o Marista RosĂĄrio ĂŠ considerado uma das mais tradicionais escolas gaĂşchas. A multiplicidade de estudantes na escola apontou para a necessidade de abertura, acolhimento e reflexĂŁo constante sobre as prĂĄticas educativas, promovendo a inclusĂŁo de todos e reconhecendo-os como sujeitos de direitos. PorĂŠm, para que isso ocorra se faz necessĂĄrio percorrer itinerĂĄrios de sensibilização e formação de toda a comunidade educativa acerca do tema. Diante dessa necessidade de atualização e do compromisso com a perenidade do Instituto, sĂŁo necessĂĄrios documentos que norteiem as açþes desenvolvidas possibilitando uma articulação em Rede, onde os valores sejam garantidos e as açþes pedagĂłgicas, significadas. Nesse bojo de documentos, o Projeto Educativo do Brasil Marista se desvela nas prĂĄticas sugeridas pelas: Diretrizes da Educação Infantil, Matrizes Curriculares do Brasil Marista e, lançada em 2018, Diretrizes da Educação Inclusiva. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) foi criado em novembro de 2017, no Marista RosĂĄrio. De novembro a dezembro foi realizado juntamente com o Serviço de Orientação Educacional um mapeamento dos estudantes considerados pĂşblico-alvo da Educação
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Especial, desde a Educação Infantil ao Ensino MĂŠdio. AlĂŠm disso, foi organizado um documento para implementação da Sala de Recursos Multifuncionais, contemplando todos os mobiliĂĄrios e itens essenciais para a abertura do espaço (embasado no documento orientador – Programa de Implementação das Salas de Recursos, do MEC). Lançada em 2018, chegou nas escolas, as Diretrizes da Educação Inclusiva, construĂda a vĂĄrias mĂŁos, por diversos profissionais da Rede Marista. Seu objetivo ĂŠ expressar o posicionamento pedagĂłgico referente ao atendimento de estudantes com Necessidades Educacionais Especiais (NEEs ), com destaque, aos estudantes pĂşblico-alvo da Educação Especial. No Marista RosĂĄrio, esse documento, juntamente com a inauguração do Serviço de Atendimento Especializado, mobilizou a Direção e os demais coordenadores (pedagĂłgicos, de turno e orientação educacional) para um alinhamento das diversas prĂĄticas inclusivas desenvolvidas, desde a formação continuada atĂŠ os processos de aprendizagem dos diversos sujeitos na escola. No perĂodo de fevereiro a abril, do mesmo ano, a Direção do Marista RosĂĄrio, organizou momentos formativos de apresentação das Diretrizes da Educação Inclusiva com todos os educadores da escola. Em constante formação e aprimoramento na ĂĄrea, a equipe pedagĂłgica do Marista RosĂĄrio, em consonância com as
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Professoras do Atendimento Educacional Especializado, realiza constantemente o mapeamento de estudantes com Necessidades Educacionais Especiais (NEEs). Posteriormente, ocorre o acompanhamento sistemático dos estudantes por parte dos docentes, do AEE e da equipe pedagógica, a fim de conhecê-los e de possibilitar a criação de estratégias que venham a potencializar a aprendizagem dos mesmos. Foram realizadas oficinas para os diferentes segmentos de ensino, com o propósito de oferecer aos participantes um contato com as tecnologias assistivas, perpassando por suas concepções, exemplificando algumas adaptações e oportunizando atividades lúdicas, para que pudessem, posteriormente, utilizar com seus estudantes. Com base nas diferentes participações dos educadores em eventos externos e na necessidade crescente de sensibilizar a comunidade educativa com o tema da inclusão, o Colégio Marista Rosário inaugurou uma forma de apresentação do seu conteúdo, com o evento “Compartilhando Experiências: inclusão e diversidade”. Todas essas vivências vêm contri-
buindo para a ampliação do tema da inclusão no Marista Rosário, desdobrado nas práticas desenvolvidas com os mais diversos públicos. O colégio, numa caminhada centenária de reconhecimento por seus inúmeros resultados entregues à sociedade, vem ensaiando práticas inovadoras sustentadas nos preceitos da proposta marista de educação que prevê acesso, inclusão e permanência dos estudantes no ambiente educativo. Nesse sentido, a escola reconhece que, há limites consideráveis no que tange ao atendimento aos estudantes com necessidades especiais. Limites nas mais diversas ordens, seja com questões de infraestrutura ou de atendimento. Ainda assim, não se exime de atender, nas condições possíveis e de forma esclarecedora para a comunidade que a procura, sobre os itens que a escola regular de ensino, neste momento, pode oferecer. Por isso, um marco operativo que desenha os passos e o estabelecimento de um fluxo de trabalho no Serviço de Atendimento Educacional Especializado são os próximos passos.
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ReflexĂŁo
PEC Paralela e Filantropia na Educação:
Desconhecimento ou Vilania?
 Â? ‚ Â? € Â? Â? – — ˜ No dia 4 de setembro o Senador Tasso Jereissati apresentou na CCJ do Senado a PEC Paralela da Reforma da PrevidĂŞncia, que, entre outras providĂŞncias, prevĂŞ a modificação da redação do ParĂĄgrafo 7Âş, do Artigo 195, da Constituição Federal, que, na prĂĄtica, propĂľe o fim da Filantropia na Educação. No dia seguinte, a ConferĂŞncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação Nacional de Educação CatĂłlica (ANEC) e a ConferĂŞncia do Religiosos do Brasil (CRB), em conjunto, publicaram uma carta intitulada “PEC Paralela da Reforma da PrevidĂŞnciaâ€?, na qual, assim se manifestam nos primeiros parĂĄgrafos: “Com imensa preocupação, nos pronunciamos sobre a proposta de Projeto de Emenda Ă Constituição, de lavra do Senador Tasso Jereissati, conhecida como PEC Paralela da PrevidĂŞncia. Como ĂŠ de notĂłrio saber pĂşblico, essa Emenda Constitucional tem por objeto a modificação do sistema da PrevidĂŞncia Social e o estabelecimento de regras de transição para os segurados, mas tambĂŠm toca diretamente a ĂĄrea educacional, comprometendo a filantropia no paĂs. Diz a atual redação da norma que: “§ 7Âş SĂŁo isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistĂŞncia social que atendam Ă s exigĂŞncias estabelecidas em leiâ€?. Pelo texto apresentado, a mesma regra ganharia as seguintes
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linhas: “§ 7Âş NĂŁo sĂŁo devidas contribuiçþes para a seguridade social por entidades beneficentes certificadas pela UniĂŁo que prestem, na forma da lei complementar, serviços nas ĂĄreas de assistĂŞncia social e saĂşde sem exigĂŞncia de contraprestação do usuĂĄrioâ€?. Em apertadĂssima sĂntese, propĂľe o Senador que a oferta de bolsas de estudo a alunos carentes por organizaçþes sem finalidade de lucro nĂŁo mais seja considerada uma contrapartida para o gozo da prerrogativa tributĂĄria imunitĂłria, prevista pela Constituição. RecentĂssimas pesquisas, com destaque para a publicada pelo FĂłrum Nacional das Instituiçþes FilantrĂłpicas (FONIF), demonstram, em claros nĂşmeros, que a suposta renĂşncia fiscal decorrente do nĂŁo recolhimento das contribuiçþes para o financiamento da seguridade social por parte das instituiçþes filantrĂłpicas sequer se aproxima, em volume financeiro, do valor dos serviços que sĂŁo prestados Ă s camadas mais desamparadas da população. A pesquisa “A Contrapartida do Setor FilantrĂłpico para o Brasilâ€?, divulgada pelo FONIF no começo de 2019, deixa claro o impacto das atividades da filantropia para o PaĂs. Dados do estudo, realizado com base em informaçþes oficiais dos ministĂŠrios que regulam o setor, apontam que a cada R$1,00 investido pelo Estado no segmento filantrĂłpico por meio das imunidades, a contrapartida real do setor ĂŠ de R$7,39.
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Na educação, essas instituições devolvem 4,67 vezes mais do que recebem e somam mais de 2,4 milhões de alunos, sendo 725 mil bolsistas, no Ensino Básico e Superior, que perderiam a oportunidade de ter acesso a uma boa formação não fosse o apoio da filantropia. Isso sem mencionar o aspecto qualitativo do ensino oferecido pelo setor, já que as instituições filantrópicas dessa área são reconhecidas pela oferta de uma educação de altíssima qualidade, conforme constatação de rigorosos rankings de avaliação, como ENEM, ENADE e CAPES.” Para uma melhor compreensão da conclusão do FONIF (Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas), é importante explicitar mais alguns dados desse estudo, que se refere ao ano de 2016. Na Educação Superior, as instituições filantrópicas tinham, naquele ano, 1,2 milhão de matrículas, equivalente a 12,1% das vagas ofertadas no país. Desses, 475 mil, igual a 39,5%, eram bolsistas. Dados da Receita Federal apontam que a imunidade da cota patronal do INSS, nesse segmento, foi de 2,65 bilhões de reais, igual a R$5.579,00 por bolsista. Sem o benefício da bolsa, caso esses alunos pudessem pagar por seus estudos, cada um teria desembolsado mais R$24.168,00 no ano, num montante de 11,48 bilhões de reais. Considerado o valor intangível representado pelo desempenho 7,5% superior desses estudantes em comparação com os demais no ENADE, uma vez monetizado, elevaria o investimento em termos de imunidade tributária de 2,65 para 2,85 bilhões de reais, resultando num retorno total de 14,33 bilhões de reais. Deduzidos os 2,65 bilhões da imunidade, a geração de valor pelas instituições filantrópicas foi de 11,68 bilhões. Assim, para cada R$1,00 de imunidade tributária, as instituições filantrópicas geraram R$4,40 de retorno, resultando num retorno total de R$5,40 para cada 1 real investido pela sociedade nesse serviço.
Na Educação Básica, as instituições filantrópicas tinham, no mesmo ano, 1,2 milhão de matrículas, equivalente a 2,5% do total de alunos do país. Por falta de acesso à base de dados de bolsistas do MEC, o FONIF utilizou a Lei 12.101/2009, que prevê um bolsista 100% a cada 5 pagantes, para projetar a quantidade de 251 mil bolsistas, igual a 20,9% das matrículas nestas instituições (na prática, esse número deve ter sido maior, provavelmente acima de 300 mil, uma vez que na educação superior, estas mesmas instituições superaram em muito a exigência legal de 20%, chegando a quase o dobro, com 39,5% de alunos bolsistas). Dados da Receita Federal apontam que a imunidade da cota patronal do INSS, nesse segmento, foi de 1,36 bilhão de reais, igual a R$5.418,00 por bolsista. Sem o benefício da bolsa, caso esses alunos pudessem pagar por seus estudos, cada um teria desembolsado mais R$11.155,00, num montante de 2,8 bilhões de reais. Considerado o valor intangível, representado pelo desempenho 17,5% superior destes estudantes em comparação com os demais no ENEM, uma vez monetizado, elevaria o investimento em termos de imunidade tributária de 1,36 para 1,61 bilhões de reais, resultando num retorno total de 4,41 bilhões de reais. Deduzido 1,36 bilhão da imunidade, a geração de valor por parte das instituições filantrópicas foi de 3,05 bilhões. Assim, para cada R$1,00 de imunidade tributária, as instituições de ensino geraram R$2,23 reais de retorno, resultando num retorno total de R$3,23 para cada 1 real investido pela sociedade nesse serviço (considerando-se o número mais realista de 300 mil bolsistas, como previsto acima, a geração de valor deve ter atingido, pelo menos, R$3,00 para cada R$1,00 de imunidade, com um resultado final de R$4,00 para cada real investido pela sociedade).
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Esses dados levaram à conclusão do FONIF de que a cada R$1,00 real, de imunidade tributária, o setor filantrópico educacional gerou um retorno médio de R$4,67 reais, cujos beneficiários foram exclusivamente integrantes das camadas mais pobres e vulneráveis da população. Daí a “imensa preocupação” das lideranças da Igreja Católica, manifestada na Carta da CNBB, ANEC e CRB. A PEC paralela propõe eliminar o mais eficiente, eficaz e socialmente justo programa de investimento em educação existente em nosso país há séculos, muito antes de o estado existir nestas terras. Um retorno igual a 5 vezes o valor investido, em um único ano, é o sonho irrealizável de qualquer investidor. Raríssimas oportunidades no mercado atingem um retorno de 0,3 ou 0,4, ficando a média, em economias saudáveis em 0,15. Estamos falando de um retorno 33 vezes maior. Esses dados permitem concluir que a ‘galinha dos ovos de ouro’, capaz de solucionar os problemas da educação no Brasil, está no crescente aporte de recursos nessa via e não o contrário, como proposto na PEC. O mais provável é que o Senador ignore os dados, assumindo uma visão do senso comum, que enxerga as instituições filantrópicas como as beneficiárias da imunidade fiscal, engordando, com suposto dinheiro público, seu privilegiado caixa, abastecido pela elite econômica do país, que pode pagar suas mensalidades. Infelizmente, nas últimas décadas, a ideia da “vilania” das instituições educacionais filantrópicas foi espalhada ardilosamente em nossa sociedade por diversos agentes sociais, como parte do discurso estatista e antirreligioso. As 750 mil bolsas de estudo são destinadas a alunos oriundos de famílias que recebem, na imensa maioria, até 1,5 salários mínimos de renda per capita, conforme determina a Lei 12.101/2009. Uma vez aprovada a PEC, os 475 mil bolsistas da Educação Superior, terão que abandonar a 68
Universidade, gerando a maior crise universitária jamais vista em nosso país. Além de toda a frustração pessoal, com consequências emocionais devastadoras, o país deixará de formar cerca de 100 mil profissionais de alto nível por ano, um verdadeiro tiro no pé, para uma economia que precisa desesperadamente qualificar sua mão de obra para fazer frente ao nosso histórico atraso econômico, resultado de nossa baixa produtividade e baixa capacidade de inovação, num cenário global cada vez mais competitivo e complexo. Os 300 mil bolsistas da Educação Básica terão que migrar para os sistemas públicos estadual e municipal. Sem o repasse de recursos adicionais do FUNDEB para construir e manter escolas para estes alunos, o que certamente será uma realidade, até para não queimar, por esta via, os 4 bilhões adicionais a serem arrecadados na esfera federal, os alunos serão distribuídos nas escolas e turmas já existentes, sobrecarregando prédios e quadros de pessoal, com impactos sensíveis na qualidade de ensino nestas instituições, resultando num verdadeiro desastre para o desenvolvimento desses alunos. Em suma, Jereissati propõe ao país que opte, por meio dos Congressistas, por um novo aumento de impostos, projetado em 4,5 bilhões de reais em 2018, equivalente a 0,63% dos gastos com aposentadorias e pensões, ao custo certo e líquido de retirar a oportunidade de 475 mil universitários estudarem, abortando sua busca por um futuro melhor para si próprios e sobretudo para o país, com 100 mil formados a menos a cada ano, para sempre; obrigue estados e municípios a absorverem 300 mil bolsistas, que hoje tem acesso à educação de alto nível nas escolas filantrópicas, sobrecarregando seus sistemas de ensino e comprometendo sua qualidade, de forma permanente; elimine um modelo de investimento com um retorno inacreditável de 500% ao ano, posto em prática pelas insti-
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tuições filantrópicas. Nada contra o direito dos que trabalharam a vida inteira, de receberem sua justa aposentadoria na fase da vida em que mais necessitarão destes recursos, especialmente os mais vulneráveis. Mas, não podemos admitir, a esse título - sobretudo diante de uma reforma previdenciária ainda leniente diante de privilégios de minorias - a destruição do futuro de milhares de crianças e jovens socialmente vulneráveis no início de suas vidas e o comprometimento do futuro do país, alavancado por um investimento com retorno tão espetacular como as bolsas de estudo filantrópicas. O necessário equilíbrio fiscal, que permita a retomada de nosso desenvolvimento, não pode mais passar pelo aumento de impostos, mas deve ser buscado com reformas e boa gestão do aparelho do Estado, com a superação das ineficiências, privilégios, interesses não republicanos e a conhecida malversação de recursos públicos. Nessa direção, as instituições filantrópicas representam um exemplo a ser seguido e ampliado, e não a ser destruído!
Lorenço Jungklaus s
MBA em Gestão Financeira e Controladoria pela FGV - Campinas (2007), com módulo internacional de Empreendedorismo cursado em julho de 2006 no Babson Executive Center – Boston/EUA. Curso de Formação de Consultores em Gestão Escolar de Qualidade – Fundação L’Hermitage – São Paulo (2010). Pedagogia pela Unifia Amparo/SP (1999). Habilitação em Administração Escolar pela Unifia Amparo/SP (1999). Bacharel em Ciências Econômicas pela Unicamp - Campinas (1995). Licenciado em Filosofia pela USF - São Paulo (1989). Sólida formação pessoal e intelectual em seminário franciscano, com estudos de espiritualidade, filosofia, antropologia e teologia. Atualmente é Diretor Pedagógico do Colégio Notre Dame de Campinas/SP e membro do Conselho Estadual da ANEC SP.
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ReflexĂŁo
FILANTROPIA: UM SERVIÇO FUNDAMENTAL AO ESTADO BRASILEIRO   ‘ ÂŽ  ‹ ‰ A falta de visĂŁo a respeito do benefĂcio que a filantropia presta ao Brasil, ajudando o paĂs na inclusĂŁo educacional, no atendimento Ă saĂşde e nas inĂşmeras açþes de assistĂŞncia social, faz com que alguns polĂticos ressuscitem a antiga ideia sobre a extinção da mesma, como estĂĄ acontecendo na chamada PEC Paralela da Reforma da PrevidĂŞncia, em discussĂŁo no Senado Federal. As Instituiçþes filantrĂłpicas, cuja imunidade tributĂĄria ĂŠ garantida pela Constituição Federal, atendem milhĂľes de pessoas, contribuindo para melhorar o Ăndice do desenvolvimento humano, a qualidade de vida dos pobres, e aumentar a inclusĂŁo escolar no ensino fundamental, mĂŠdio e superior. Somente na ĂĄrea da educação, cerca de 2,5 milhĂľes de alunos sĂŁo beneficiados, possibilitando o acesso a um ensino de qualidade para as camadas mais pobres da sociedade, diminuindo os abismos entre as classes sociais, e permitindo uma convivĂŞncia respeitosa e fraterna com as diferenças. A garantia da imunidade tributĂĄria ĂŠ entendida pelo fato de que as instituiçþes beneficiadas agem onde o 70
Estado nĂŁo consegue chegar, e nem teria condiçþes e recursos para fazĂŞ-lo tĂŁo bem. Quem apregoa a extinção da filantropia provavelmente nĂŁo teve a oportunidade de conviver concretamente com esta realidade nos bancos escolares, compartilhando as alegrias e as esperanças com aqueles que sonham em galgar alguns degraus da vida social e profissional. Em se tratando da reforma previdenciĂĄria, ĂŠ fundamental reconhecer que a representatividade das imunidades filantrĂłpicas ĂŠ muito pequena, correspondendo, apenas, a 1,02% de toda a arrecadação previdenciĂĄria (FONIP, 2019). Diante da falta de recursos, sobretudo nas ĂĄreas da saĂşde e da educação, a filantropia contribui enormemente com o Estado Brasileiro. Sem ela aumentaremos as desigualdades sociais, os pobres serĂŁo excluĂdos de nossas escolas e universidades, e o paĂs nĂŁo conseguirĂĄ aumentar e melhorar o nĂşmero de alunos nos diversos nĂveis de escolaridade. O fim da imunidade para as instituiçþes filantrĂłpicas de educação repercutirĂĄ na vida de 725 mil pessoas que sĂŁo favorecidas com bolsas de estudo. Batalhar para garantir os direitos constitucionais da filantropia ĂŠ uma tarefa urgente e necessĂĄria neste momento da vida nacional, pois nĂŁo podemos penalizar, ainda mais, os menos favorecidos, que jĂĄ sofrem as consequĂŞncias das injustiças e das discriminaçþes, num paĂs que tem muito a melhorar na ĂĄrea da educação e da saĂşde. Que todos possamos nos engajar em prol da filantropia, pois a supressĂŁo da mesma terĂĄ consequĂŞncias sĂŠrias para as nossas Instituiçþes, e, tambĂŠm, para toda a sociedade brasileira.
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Pe. Josafá Carlos de Siqueira SJ (Reitor da Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Goiás, bacharel em teologia e filosofia, e doutor em biologia vegetal pela Unicamp, Estado de São Paulo. Trabalha há 31 anos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), sendo 24 anos como professor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente, e nos últimos 7 anos no Departamento de Biologia, como professor de ética ambiental. Atualmente é membro e vice-presidente do Conselho da Fundação do Amparo e Pesquisa do Rio de Janeiro, e do Conselho de Sustentabilidade do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Integra a diretoria do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB). Recebeu pela terceira vez o título de Personalidade Educacional, outorgado pela Associação Brasileira de Educação e Associação Brasileira de Imprensa (ABI) & Folha Dirigida.
Datas do Lançamento do Pacto pela Educação 31/01/2020 CNBB- Brasília 16/04/2020 ANEC - Brasília 14/05/2020 - Roma 71
Redes em rede
REDES EM REDE J U N T O S P E L A E D U C A Ç Ã O C AT Ó L I C A
PROJETO REDES EM REDE:
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O “Projeto Redes em Redes: juntos pela Educação CatĂłlicaâ€? foi lançado em setembro de 2018 e teve um ano de sensibilização em todos os eventos da ANEC (Congresso, DIAs ANECs, FĂłruns e SeminĂĄrios), na Assembleia e no Conselho Permanente da CNBB, na Assembleia Geral Eletiva e nas Regionais da CRB. O objetivo geral do Projeto ĂŠ o de fortalecer e interligar as Instituiçþes Educacionais CatĂłlicas brasileiras, frente aos desafios atuais da educação, em comunhĂŁo com a CNBB e a CRB. Os objetivos especĂficos sĂŁo: Revitalizar as Instituiçþes Educacionais CatĂłlicas, criando uma rede de ajuda e suporte; Atuar, conjuntamente, buscando incidir nas polĂticas pĂşblicas educacionais de Estado; Elaborar, juntamente com as instituiçþes, projetos e açþes estratĂŠgicos de gestĂŁo e de sustentabilidade econĂ´mico-financeira; Fortalecer a ANEC como legĂtima instituição representativa da Educação CatĂłlica no Brasil, em comunhĂŁo com a CNBB e a CRB. Para isso, um Grupo de Trabalho coordenado pelo Pe. MaurĂcio Ferreira, membro da Diretoria Nacional, propĂ´s alguns projetos e açþes que se compactaram em trĂŞs frentes de trabalho, apresentadas e aprovadas pela Diretoria Nacional, pelo Conselho Superior e pela Assembleia Geral OrdinĂĄria da ANEC. SĂŁo elas:
Frentes de Trabalho
BenefĂcios: Construção da cultura de colaboração entre os envolvidos. Amadurecimento nos fluxos e processos de decisĂŁo. Base estrutural para projetos comuns e integrados. Economia financeira e fortalecimento institucional frente ao mercado. BenefĂcios: Construção de uma cultura de colaboração entre os envolvidos. Insumos para projetos de negociaçþes conjuntas. Insumo para projetos de desenvolvimento de gestores. Fortalecimento da marca/reputação confessional.
BenefĂcios: Construção de uma cultura de colaboração entre os envolvidos. Identificação das fragilidades e potencialidades da gestĂŁo. Melhoria na condição de continuidade dos empreendimentos. Insumo para tomada de decisĂŁo das Congregaçþes CatĂłlicas. Na frente de trabalho de Projetos Compartilhados, jĂĄ estĂŁo em execução duas açþes importantĂssimas para a ANEC e suas associadas. SĂŁo elas: Indicadores Financeiros e Visitas aos Centros de Serviços Compartilhados.
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Indicadores Financeiros: Existem diferentes maneiras de se avaliar o desempenho das instituições de ensino, pela: qualidade e certificação de seus produtos e serviços, responsabilidade social, força de sua marca ou de forma financeira. Pensando na gestão de resultados, utilizando do meio de análise e verificação dos objetivos atingidos, a ANEC lançou em setembro de 2019, no Fórum Nacional de Mantenedoras da ANEC, o Projeto de Indicadores das Mantenedoras Associadas. Esse projeto, executado pela Câmara de Mantenedoras da ANEC, tem por objetivo proporcionar às Associadas indicadores do mercado de educação do Brasil. Fornecer dados tanto das instituições associadas que aderiram ao projeto, bem como, das instituições educacionais no Brasil é a função principal deste projeto. As primeiras instituições associadas da ANEC que aderiram esse projeto, estiveram reunidas em Brasília no dia 1 de novembro de 2019, nesta oportunidade receberam os primeiros indicadores, que serviram para o planejamento estratégico de 2020. Acreditamos que os indicadores são a fonte mais confiável para se avaliar a performance das instituições. Muitas vezes se definem metas, objetivos e não é pensado uma maneira de mensurar as conquistas da mesma. Nessas horas, é importante lembrar a frase “aquilo que não é medido não é gerenciado”.
Visitas aos Centros de Servicos Compartilhados: s
Em agosto de 2019, iniciaram-se as visitas aos Centros de Serviços Compartilhados das instituições associadas da ANEC. Essa ação é parte do Projeto Redes em Rede, e as visitas estão sendo organizadas pela Câmara de Mantenedoras, da 74
ANEC. Além de proporcionar o intercâmbio entre as mantenedoras associadas, o objetivo é compartilhar as boas práticas de Gestão. Nessas visitas, além de conhecer os espaços físicos das instituições, o representante da mantenedora anfitriã, apresenta o formato de gestão adotado, bem como: cases de sucesso; dados de desempenho; resultados e avanços na forma de gerir, que são os pontos altos das visitas; dentre outros. Os gestores, presidentes, ecônomos e diretores das instituições associadas que visitam essas mantenedoras, avaliam a ação como ponto de avanço em troca de experiências, parcerias com as suas coirmãs. Depoimentos chegam a ANEC sobre o início de aproximações entre as associadas e algumas relatam o interesse em firmar parcerias na prestação de serviços educacionais com suas coirmãs. A primeira visita foi realizada no dia 29 de agosto de 2019, na cidade de Recife, na sede da Rede Damas de Educação, estiveram presentes vinte seis representantes de mantenedoras associadas. Todos foram recebidos por um grupo, constituído pelos seguintes representantes: o Presidente, a Ecônoma, o Controller e os colaboradores da ARIC. Estiveram presentes também, no segundo momento, os Membros do Conselho Estadual da ANEC, do estado de PE. Foram realizadas ainda mais cinco visitas no final do ano de 2019, nos Centros de Serviços Compartilhados da União Brasileira de Educação e Ensino – UBEE (BSB/DF), União Norte Brasileira de Educação e Cultura – UNBEC (BSB/DF), União Brasileira de Educação Católica - UBEC (BSB/DF), União Marista do Brasil – UMBRASIL (BSB/DF) e por fim, a Sociedade de Inteligência e Coração – SIC (BH/MG). As instituições que desejarem envolver-se nessa e em outras ações do Projeto Redes em Rede, de modo a receber e ou visitar as demais mantenedoras, participar dos indicadores financeiros e de negociações conjuntas, deverão entrar em contato com o Prof. Guinartt Diniz, Gerente da Câmara de Mantenedoras da ANEC, por meio do e-mail: mantenedoras@anec.org.br .
James Pinheiro dos Santos Mestrando em Educação na Universidade Católica de Brasília - UCB. Especialização em Adolescência e Juventude pela Universidade Católica de Brasília - UCB (2015). Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior pela Faculdades Integradas de Várzea Grande/FIAVEC (2016). Graduação em Serviço Social pela Universidade Potiguar - UnP (2010). Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade Mauá/DF (2017). Atualmente é Secretário Executivo da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil - ANEC.
Guinartt Diniz R. Antunes
Especialista em Gestão Administrativa e Financeira. Graduado em Administração, Contabilidade e Bacharel em Direito. Atualmente é Gerente da Câmara de Mantenedoras da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC).
Conheรงa os Parceiros da ANEC
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E também as Editoras Católicas, parceiras da ANEC
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Estante
Esta obra traz uma investigação sobre os efeitos das reformas na organização das escolas e na atividade educativa, trazendo Ă tona as possibilidades e os impedimentos de que a escola, diante das reformas que nela incidem, constitua-se um espaço de formação do indivĂduo autĂ´nomo e diferenciado.
 � Ao propor como temåtica "o Coordenador Pedagógico e questþes emergentes na escola" apresentamos textos que, embora diversos em suas propostas, reafirmam nosso entendimento da urgência de que os diferentes sistemas de ensino atentem para as emergências das escolas e da formação de CPs.
Â? Â? Â?   € Â? ‚ A psicologia analĂtica, a etnopsiquiatria e a antropologia demonstraram a presença de "formas" - que Jung chamou "arquĂŠtipos" - no inconsciente coletivo: nĂşcleos simbĂłlicos presentes nos mitos, nas criaçþes artĂsticas, nas religiĂľes e nos sonhos, que alimentam e dĂŁo continuidade Ă vida psĂquica ao longo das geraçþes. A psicologia da educação tambĂŠm deve voltar o olhar para isso.
ƒ Â?  Â? „ Â… † ‡ ‚ † € Â? ˆ ‡ ‰ Tratar de relaçþes nutritivas ou tĂłxicas nĂŁo ĂŠ tarefa fĂĄcil. Ă€s vezes, nas relaçþes com o outro, enfrentamos situaçþes que nos levam Ă decepção, pois criamos expectativas de cumplicidade e esperamos que o outro nos respeite em nossas dores. Contudo, nem sempre essa expectativa ĂŠ atendida. out/nov/dez 2019 | nÂş 6 | Revista EDUCANEC
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Â? Š ƒ ‹ ‡ ÂŒ Ter um Ăłtimo dia ĂŠ nosso primeiro desejo ao amanhecer, e para que isso aconteça ĂŠ essencial alimentar a alma com palavras de vida eterna. Neste livro, vocĂŞ encontrarĂĄ a palavra certa para cada dia e ela darĂĄ a vocĂŞ uma base segura para viver com sabedoria e leveza, toda e qualquer situação que lhe acontecer. Por isso, recomendo que a leitura seja um dos seus primeiros atos do dia, mas nĂŁo hĂĄ contraindicação.
Â? Š Â? ‹ ˆ   Œ € ‹ ˆ ÂŒ Neste livro, Dr. Roque Marcos Savioli e Dra. Gisela Savioli enfocam a hipertensĂŁo arterial sob o prisma da medicina integrativa. AlĂŠm de abordarem aspectos fisiopatolĂłgicos da hipertensĂŁo arterial, os autores explicam detalhes da hipertensĂŁo na gravidez, nas crianças, nos jovens e nos idosos, a hipertensĂŁo do jaleco branco, entre outros.
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‹ Dificuldades especĂficas de aprendizagem tem como objetivo oferecer aos professores informaçþes diretas, acessĂveis e prĂĄticas para reconhecer e entender quais sĂŁo os sintomas relacionados Ă s dificuldades de aprendizagem mais comuns: dislexia, discalculia, disgrafia, dispraxia, Tdah, ASD, TOC, juntamente com estratĂŠgias e diretrizes de ação relacionadas especificamente a esses alunos.
Â’ “ ” • ‹ Fruto de muitas leituras e pesquisas histĂłricas e literĂĄrias, o livro Edição crĂtica comentada de Ăšltimos cantos, da Editora Bom Jesus, foi pensado com o objetivo de proporcionar ao leitor o acesso a uma das mais importantes obras da literatura romântica brasileira – Ăšltimos cantos, de Gonçalves Dias. Um dos atrativos dessa edição ĂŠ a linguagem atualizada, mas que mantĂŠm a personalidade da obra gonçalvina. 79
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Â’ “  ž “ Â? Alto, baixo, loiro, moreno, magro, um pouco gordinho ou bem gorduchĂŁo... Engraçado, rabugento, um pouco tĂmido ou muito falador... Somos todos muito diferentes, mas iguais na emoção! Nesta histĂłria o aluno serĂĄ capaz de reconhecer caracterĂsticas fĂsicas e depersonalidade, de respeitĂĄ-las e de promover o respeito Ă s diferenças.
Â? Â?  –—˜™ š› “  Trata-se de um material elaborado a partir de um olhar que se abre para a interdisciplinaridade: Artes, HistĂłria, CiĂŞncias, Filosofia, Literatura, Psicologia e os mais variados campos do saber conversam com o Sagrado e com o indivĂduo, ao passo que este se prepara para o futuro e compreende melhor o seu presente. Coleção composta de trĂŞs volumes , com exemplares do professor e do aluno.
Â? ‚ ‹ ƒ † Pepeu começa por recordar o sentido natural da palavra favela. Ele dĂĄ-se conta de que o modo como o mundo olha para a favela e o modo como ele viveu sĂŁo bem diferentes. O seu relato fala dos sonhos, medos e brincadeiras do menino que ele foi. Procura trazer aos seus e aos nossos olhos os momentos de beleza que aconteciam na vida no Morro.
Â? ÂŒ œ Š ž HistĂłria baseada em um conto de origem chinesa , apresentada com a tĂŠcnica de literatura de cordel. A obra propĂľe uma reflexĂŁo sobre a ĂŠtica e a oportunidade de corrigir um erro - que deve ser um direito de todos. 80
Â? “ Â? ƒ “  ž JoĂŁo-NinguĂŠm tem dificuldade de fazer as prĂłprias escolhas e vive de agir como os outros querem, mesmo quando isso deixa chateado. Sua vida ĂŠ transformada ao encontrar Maria-Caminho, que ensinarĂĄ a ela uma lição valiosa: todo mundo nasceu para encontrar o prĂłprio caminho.
‹ ž Â? ÂŒ ƒ € “  ‰ € A questĂŁo de quando se inicia a vida de cada novo ser humano ĂŠ antiga e muito debatida ao longo dos sĂŠculos. Na atualidade, por conta dos avanços cientĂficos nas esferas da contracepção, da reprodução assistida e do uso de cĂŠlulas-tronco, muito tem se falado e imposto por alguns grupos. Escrito por especialistas em bioĂŠtica, este livro situa a teologia nesse tema a partir da Sagrada Escritura e da perspectiva dos Padres da Igreja.
ÂŒ œ “  Â? Quando se trata de gerir pessoas, nĂŁo podemos ser negligentes. Vidas humanas sĂŁo preciosas e fundamentais em qualquer missĂŁo, seja no âmbito profissional, eclesial, pessoal ou familiar. Desse modo, este livro pretende ser uma ferramenta que ajudarĂĄ o leitor na missĂŁo da autogestĂŁo e gestĂŁo de outros.
ÂŒ œ Â’ ž Deus se comunica conosco por meio de sua Palavra. Desde crianças somos convidados a conhecer a BĂblia, que ĂŠ a Palavra de Deus. A BĂblia para Crianças, com textos de Goretti Dias e ilustraçþes de Veruschka Guerra, apresenta, com linguagem prĂłpria do mundo infantil, as principais histĂłrias bĂblicas, todas acompanhadas de belas ilustraçþes coloridas, que muito atrairĂŁo a atenção dos pequeninos. 81
Â? Â? œ ÂŽÂŽ Quando os pais de Giacomo lhe disseram, aos cinco anos, que ele ganharia um irmĂŁozinho especial, o garoto pensou em um super-herĂłi. Afinal, o que mais significaria “especialâ€?? Nesta autobiografia comovente e divertida, Giacomo fala sobre sua relação com o irmĂŁo e sobre como compreendeu, por fim, que sua ideia inicial nĂŁo estava tĂŁo errada.
Â? Â’ ÂŒ Queda de rendimento, desmotivação, desinteresse e insatisfação pessoal podem ser indicativos da sĂndrome de burnout, um estado de exaustĂŁo intensa e prolongada em relação ao trabalho que atinge cada vez mais pessoas. Neste livro, o psicĂłlogo e padre camiliano Luciano Sandrin fala sobre essa doença e sobre formas de evitĂĄ-la e tratĂĄ-la.
Â? Â? ÂŒ  ŽŽ Com estilo simples e provocativo, a obra nos convida a refletir sobre um tema que pode causar desconforto, especialmente em tempos tĂŁo marcados pelo desejo de perfeição: a aceitação dos prĂłprios limites. O autor propĂľe que o leitor recupere a realidade do limite e reconcilie-se com ela e com suas imperfeiçþes.
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