ARTE EDUCAÇÃO E FOTOGRAFIA: orientações para o educador
Realização
Consultoria
Ação educativa
Sumário 7
Onde arte e educação se integram
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Passo a passo arte educação
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Manual pinhole
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Como fazer uma câmera Pinhole
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Passo a passo para revelação
ARTE EDUCAÇÃO:
orientações para o educador
Onde arte e educação integral se fundem Somos sujeitos complexos e em constante transformação, portanto constante aprendizado. Aprendemos nas experiências da vida desde os momentos mais simples do cotidiano até os momentos de contato com o novo e inusitado. O desenvolvimento humano requer uma diversidade de vivências. Somos sujeitos físicos, emocionais, sociais, culturais e intelectuais. No entanto, a educação formal ainda fragmenta o ensino em disciplinas, categorias separadas, criando uma realidade à parte que não dialoga com a teia de conexões que é a vida. A experiência artística proporciona, como poucas experiências, a possibilidade do encontro, de acionar nos sujeitos sua complexidade, de se firmar entre corpo e mente diluindo falsas fronteiras. Porém, muitas vezes é apartada da realidade quando se limita ao ensino de arte como uma disciplina nas escolas absolutamente desconectada da produção e do lugar da arte no mundo contemporâneo. A dimensão estética, por exemplo, não está limitada apenas ao campo das artes, mas perpassa todas as instâncias da vida humana, tomando parte em níveis variados de quaisquer ações e escolhas cotidianas. A arte é um produto material e conceitual da cultura determinado por instâncias espaciais, temporais, culturais e políticas. As manifestações culturais são vivas e dinâmicas.
Apropriar-se e manipular os elementos estéticos do cotidiano são algumas das maneiras de exercer um papel transformador sobre os processos e dinâmicas por meio dos quais contextos culturais são modificados e resignificados. Nessa apropriação, passamos de observadores a produtores de arte e cultura, de maneira que as práticas e conhecimentos artísticos não se tornam um privilegio de interação com o mundo apenas por parte de uma elite de artistas e críticos de arte. Dessa forma, temos na interação com conceitos e fazeres artísticos a dupla oportunidade de nos desenvolvermos integralmente como sujeitos e de produzirmos arte com intencionalidade, participando assim da dinâmica produção de cultura de nosso tempo. As ações de arte educação buscam evidenciar e oportunizar nosso papel de produtores de processos de resignificação cultural, produção de informação e construção dos variados círculos de produção de significados estéticos nos contextos aos quais pertencemos. A arte educação no contexto da educação integral procura ampliar a experiência do ensino da arte para além do aprendizado de técnicas. Na interação com a arte contemporânea, por exemplo, ela oportuniza o contato com diversas linguagens e seus potenciais e significados em diálogo com o mundo, com as relações sociais e políticas e na promoção de debates
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estéticos e plásticos sobre economia, tecnologia, política, saúde e sustentabilidade. Nessa perspectiva, a arte educação é um exercício pulsante de educação e desenvolvimento integral de todos os participantes, artistas, educadores, educandos, famílias, escolas, etc. Na prática, essa experiência apresenta processos de sensibilização sensorial primária, experimentação e transformação de materiais e objetos cotidianos em seu potencial plástico (forma, cor, volume, textura, maleabilidade, peso) e atributos e valores simbólicos, além de proporcionar a criação individual e coletiva e confrontar processos construtivos lógicos e racionais com processos inconscientes e espontâneos de criação. O Laboratório Cultural, em parceria com o Movimento de Ação e Inovação Social, organizou uma série de práticas de arte educação realizadas nos últimos anos com dezenas de escolas e em projetos sociais e culturais. Trata-se de um conjunto de ações experimentais e criativas baseadas em obras de artes visuais desenvolvidas por nomes da arte contemporânea brasileira.
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ESTRUTURA METODOLÓGICA Apartir de:
recursos e materiais diversos
e
referências visuais e conceituais variadas
Etapas intercaladas
experimentação
criação
fruição e reflexão individual e coletiva
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PASSO A PASSO ARTE EDUCAÇÃO Neste passo a passo, compartilhamos três oficinas de arte educação que são desenvolvidas em etapas. O ideal é que o educador consiga realizar cada etapa em um encontro de aproximadamente 90 minutos, podendo variar dependendo da faixa etária, disponibilidade de espaços e organização das escolas e projetos onde as oficinas se realizarão. Cada oficina traz um referencial teórico no campo da arte contemporânea, permitindo assim que os participantes interajam ativamente com esses conceitos.
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Conceito OBJETOS DA MENTE Conjunto de atividades que englobam práticas de experimentação lógicas e conscientes. Estas atividades têm referência nos movimentos de arte Concretista, Construtivismo, Minimalismo e Suprematismo e na conexão com os jogos e técnicas do Surrealismo. São atividades voltadas para aspectos da arte e da cultura ligados ao inconsciente e ao subconsciente englobando o automatismo, o acaso e a espontaneidade.
OFICINA CAOS E ORDEM Arte-matemática Esta oficina foi planejada baseando-se nas criações artísticas influenciadas pelos movimentos Concretista, Construtivista, Minimalista e Suprematista. Nesta atividade, se propõe a criação livre, onde figuras geométricas e exercícios de seriação e repetição, conjuntos, séries, modulação serão explorados.
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MOVIMENTOS DA OFICINA
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Movimento
Serão produzidas figuras geométricas básicas, bidimensionais e de tamanhos e cores variadas. Materiais: Papel adesivo de diversas cores e tesouras. Sugestão de aplicação: - Dividir a turma em pequenos grupos para a confecção das figuras geométricas. Deve ser solicitado a cada equipe que recorte um tipo de forma, porém cada aluno poderá executar a ação nos tamanhos e cores de sua preferência. É importante que a turma seja alertada para que os retalhos de papel restantes sejam guardados. - Reserve uma superfície (papel, mesa, prancha, chão) para cada grupo onde possam experimentar diversas maneiras de organizar seus recortes em seu espaço. O importante é o exercício de caos e ordem e a percepção de que é possível construir diversas imagens a partir das formas geometrias.
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- Cada nova imagem formada pode ser fotografada e nomeada para a criação de um catálogo de possibilidades. Essas fotografias podem ser consultadas posteriormente, caso o grupo pretenda reproduzir uma das imagens do processo. - Estimule o grupo a conversar sobre cada nova imagem formada e introduza os conceitos de seriação, repetição, conjuntos e modulação. - Após essa primeira etapa de experimentação, peça aos grupos que desconstruam suas imagens e troquem as peças com as outras equipes, permitindo assim que todos manipulem diferentes formas geométricas e aprendam com elas.
Figura 1 - Avião Voando, de Kasimir Malevich
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Movimento
Serão feitas colagens livres utilizando formas geométricas básicas e de tamanhos variados para criar imagens figurativas ou abstratas. Materiais: Formas geométricas e retalhos de papel confeccionados no 1º movimento, 1 parede e tesouras. Sugestões de aplicação: - Escolher uma parede ou uma superfície de sua escolha para a aplicação das imagens e criação de um Painel Coletivo. Obs.: o papel adesivo não danifica a parede, podendo ser retirado no mesmo dia. Sugerimos a exposição do painel por 15 dias. - Dividir a turma em grupos e estimular a criação de novas imagens, podendo misturar todas as formas geométricas exploradas pelos grupos. Caso seja necessário, os retalhos devem ser utilizados para a finalização das imagens. Neste momento, as imagens serão construídas “definitivamente”, sendo aplicadas no espaço escolhido.
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- Deixar o movimento e a criatividade livre para que os grupos definam os locais para colar as imagens na parede, podendo criar conexões e diálogo entre as imagens e os grupos. - Estimule o grupo a conversar sobre o mural que construíram juntos e explique os conceitos de painel coletivo e público. Referência
Figura 2 – Álvaro Seixas
Resultado: Obras de composições geométricas bidimensionais em formato de Painel Coletivo.
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Conceito JOGOS SURREAIS Conjunto de atividades baseadas em práticas do Surrealismo. Esta oficina evidencia aspectos da arte e da cultura ligados ao inconsciente e ao subconsciente, englobando o automatismo, o acaso e a espontaneidade na criação e na experimentação artística.
OFICINA MONOTIPIA Esta oficina emprega técnicas básicas de impressão e de simetria, explora construções simbólicas e subconscientes de associação entre manchas, formas e figuras.
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MOVIMENTOS DA OFICINA
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Movimento
- Produção individual de imagens. Materiais: Folha A4, tinta (cores variadas), pincel, canudo lápis. Sugestão de aplicação: - Distribua folhas de papel A4 para cada aluno. - Peça que dobrem a folha de A4 ao meio para criar uma marcação. - Com a folha aberta, os alunos devem depositar gotas de tinta de cores e quantidades variadas na região em que o papel ficou marcado.
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- Novamente, solicite que fechem o papel e pressionem as bordas com as mĂŁos do meio, em seguida abram o papel e coloquem para secar.
Obs.: Neste processo, as imagens, formas, texturas e cores produzidas nos dois lados do papel sĂŁo avaliadas com o grupo. Este passo a passo pode ser realizado mais de uma vez.
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Movimento
– Produção coletiva de impressões. Materiais: Folha A4, tinta (cores variadas), pincel, canudo, lápis, base acrílica (pvc ou vidro) ou fita crepe para a marcação da base na mesa. Sugestão de aplicação: - Prepare a superfície lisa de uma mesa demarcando o espaço de intervenção com fita crepe.
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- Convide um aluno por vez a pintar com pincéis, canudos ou lápis sobre o espaço demarcado com a fita crepe.
- Após finalizar o desenho, o aluno deverá imprimi-lo sobre uma folha.
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- Os pr처ximos alunos dever찾o fazer o mesmo, s처 que sempre a partir do desenho anterior. Ou seja, pintar sobre a base e imprimir numa folha, compondo assim uma figura a partir das figuras desenhadas pelos outros alunos.
- Coloque todas as impress천es para secar.
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- Após algumas impressões, ou no fim da atividade, apresente o conceito da impressão inversa à turma. Conte que nessa atividade o desenho e/ou escrita impresso no papel sempre será o reflexo da imagem feita na base. Fique atento às oportunidades de apresentação desse conceito ao longo do exercício. Um bom exemplo é o momento em que algum aluno percebe que seu desenho, ou palavra, está invertido. - Discuta com a turma sobre as imagens, formas, texturas e cores produzidas coletivamente. OBS: Dependendo do tamanho da turma, vale limpar a superfície de impressão sempre que o grupo considerar que esgotou as possibilidades com aquele desenho. Feito isto, reinicie o processo.
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Dicas: - Na ausência de mesa com superfície lisa, a atividade pode ser realizada sobre placa acrílica ou qualquer outra superfície lisa que não absorva a tinta. - As impressões podem ser feitas no mesmo papel e coletivizadas pela turma. Use, por exemplo, rolos de papel diversos, cartolinas, papel jornal.
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Movimento
- Composição de painel coletivo. Materiais: Papel para impressão coletiva (podendo emendar cartolinas, folhas A4, 40 kg, pardo), fita dupla face, cola branca e tesoura. Sugestão de aplicação: - Peça aos alunos que selecionem imagens das impressões realizadas nos movimentos 1 e 2 para a confecção do painel coletivo. - Para a montagem do painel, as imagens podem ser recordadas, coladas, sobrepostas de acordo com as decisões coletivas sobre a exposição do material.
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- Painel feito, escolha um lugar de circulação de pessoas para exibir a obra final. Sugerem-se quadras, paredes de entrada e saída da escola, pátio, refeitório entre outros.
Produto esperado: Painel coletivo de impressões individuais e coletivas a partir da técnica de monotipia.
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Conceito
AMBIENTES Apresentam questões de ocupação e intervenção no espaço e relações com a memória e a subjetividade, referenciadas em obras de Lygia Pape.
OFICINA TEIA Inspirada na obra da artista plástica Lygia Pape, esta oficina introduz questões de espacialidade e a construção de instalações, propondo a transformação do espaço da atividade em um espaço estético.
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Movimento
Materiais: Rolos de lã, barbantes, cordas coloridas e fita adesiva. - Faça um passeio pelos espaços da escola ou instituição onde a oficina acontece para observação dos espaços. - Observe em cada espaço: sua funcionalidade, dimensões, entradas de luz, circulação de pessoas. - Ao longo do passeio, converse com os alunos sobre os conceitos de espacialidade, construção e finalmente sobre instalações artísticas. - Reserve um momento para apresentar aos alunos imagens e vídeos de instalações e intervenções artísticas, especialmente o trabalho da artista Ligia Pape. - Escolham coletivamente o espaço da escola que receberá a instalação da Teia.
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Movimento
- Construa a instalação no espaço escolhido com os alunos. Fique atento à proposta de transformar um espaço do cotidiano em instalação artística. - Distribua os rolos de lã, barbante e cordas coloridas pelo espaço escolhido. Além da fita adesiva aproveite pontos do espaço onde os fios podem ser pregados. - Cada participante deve ter um rolo ou apanhado de fios em mãos. - Estimule os participantes a preencherem o espaço fixando os fios de diversas formas de modo a construir uma teia. Vale amarrar, prender, colar, pendurar, mas nunca cortar, de modo que a Teia seja sempre um contínuo. - Incentive os alunos a preencherem todos os planos com os fios no alto, na altura da cintura, embaixo e rente ao chão. - A ideia é cruzar os fios formando uma espécie de Teia até que acabem todos os fios disponíveis.
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Movimento
- Estimule uma interação livre com a teia construída. - Crie desafios como passar de olhos vendados, de mãos dadas e sem encostar-se aos fios.
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Movimento
- Momento de decomposição de instalação e retomada da relação cotidiana com o espaço em que aconteceu a instalação. Desfazer toda a instalação enrolando os fios, podendo reutilizar os materiais em outras atividades. Produto esperado: Registros da atividade em imagens e vídeos da interação com a instalação.
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FOTOGRAFIA COM PINHOLE:
orientações para o educador
Pinhole Pinhole é uma forma alternativa de se fazer fotografia a partir de câmeras produzidas artesanalmente com objetos não convencionais. A palavra vem do inglês PIN HOLE – Buraco de agulha – e faz referência ao orifício feito no objeto para o controle da entrada de luz. Há uma enorme variedade de objetos que podem ser usados para a confecção do pinhole, desde pequenas caixinhas e casca de ovo até o enorme baú de um caminhão, mas a mais popular é a câmera com latas de alimentos. Para impressão das imagens utiliza-se objetos fotossensíveis como chapa de metal, vidro, tecido, filmes e papeis fotográficos. São muitas as possibilidades do Pinhole como técnica de fotografia assim como as formas visuais geradas por ele. Cada formato, tamanho de câmera e escolhas do fotógrafo apresentam resultados únicos. Trata-se de uma prática com oportunidades educativas muito interessantes, desde a produção artesanal da câmera até as escolhas fotográficas e exposição dos resultados. Nesta cartilha, iremos ver dicas básicas de como fazer uma fotografia Pinhole utilizando o papel fotográfico como superfície fotossensível.
Lembre-se nesta técnica não existe certo ou errado o que vale é a experimentação e as surpresas com os resultados!
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Entendendo a fotografia... Vamos começar a pensar em como a imagem é formada dentro da câmera fotográfica. Depois de entender essa parte, vai ser mais fácil começar a criar vários tipos de câmeras em diferentes formatos. Você já deve ter ouvido falar que a luz caminha sempre em linha reta. Na fotografia o pequeno orifício da câmera direciona a luz refletida pelo objeto fotografado, imprimindo assim a imagem invertida do objeto no fundo da câmera. Observe o exemplo:
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Como a câmera captura essa imagem? Você já deve ter feito uma fotografia de amigos numa festa que saiu completamente borrada. Isso acontece por conta da fotometragem. As câmeras possuem três elementos fundamentais: o obturador, o diafragma e a superfície fotossensível. Sem eles não é possível fotografar a luz refletida pelos objetos. A fotometragem é o processo de equilíbrio entre o tempo e quantidade de luz que entra na câmera. Para entender esse mecanismo imagine uma torneira gotejando por uma hora, essa água será capaz de encher uma garrafa de um litro com água. Se a torneira for aberta no máximo a mesma garrafa enche em alguns segundos. Relacionando com a fotometragem a água é a quantidade de luz que entra na câmera e a torneira é o obturador. A fotometragem é meio de definir se a foto ficará escura, clara, borrada, nítida (relação profundidade de campo).
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Os três itens básicos da fotografia
1. Velocidade do obturador: O obturador da câmera fotográfica é aquele que faz o barulhinho de “click” quando apertamos o botão de disparar a foto. É o dispositivo que abre e fecha dentro da câmera para controlar quanto tempo a luz ficará atingindo na superfície fotossensível. No Pinhole o obturador fica na parte de fora da câmera cobrindo a entrada de luz.
2. Abertura do diafragma: O diafragma serve para controlar a quantidade de luz que chega ao obturador, deixando a passagem maior ou menor, dependendo de sua abertura. Esta é considerada a íris das câmeras. Outra função é controlar a profundidade de campo. Quanto menor a passagem, maior será a profundidade de campo. No Pinhole o diafragma é o furinho que fazemos com a agulha.
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3. Sensibilidade do ISO: É a sensibilidade que a superfície fotossensível tem à luz. De forma mais comum, ele vem indicado pela numeração 100, 200, 400, 800, 1600, 3200. Assim, quanto maior o número, maior será a sensibilidade. O papel fotográfico, por exemplo, é menos sensível que filmes convencionais apresentando em geral o ISO 6.
Experimente utilizar o modo manual de uma câmera fotográfica e exercite o equilíbrio entre esses três elementos, a fotometragem. As possibilidades são muitas!
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Como fazer uma câmera Pinhole Vamos precisar de: • 1 lata com tampa metálica • 1 cartolina preta • 1 latinha de refrigerante • 1 agulha pequena • 1 prego grosso • Martelo • Fita isolante • estilete
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Passo 1 -Faça um furo no centro da lata com cuidado para não amassar. -Amasse o interior da lata com o martelo para deixar a superfície interna lisa de modo que não interfira na foto. Se preferir use uma lixa.
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Passo 2 - Para que o interior da câmera fique escuro recorte uma faixa da cartolina que caiba exatamente no interior da lata. Outra possibilidade Ê pintar o interior da lata com spray preto!
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- Faça um corte com o estilete na cartolina exatamente na altura do furo que você fez anteriormente na lata. Fixe a cartolina dentro da lata.
- Recorte também um círculo para cobrir a base e tampa da lata.
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Passo 3 - Para fazer a lente da câmera corte um quadrado de 3,5cmx3,5cm da latinha de refrigerante. É importante que esse quadrado seja de um tamanho que permita a fixação na câmera.
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- Faça um pequeno furo com a agulha no cento do alumínio. Fique atento para que a agulha não passe por completo, o furo deve ter apenas o diâmetro da ponta da agulha. Raspe a chapinha com a ponta da tesoura até que fique liso. Se preferir, use uma lixa.
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Passo 4 - Prenda a chapinha na lata com a fita isolante. Certifique-se de que o furinho da chapinha estå no centro do furo da lata. - Use um pedaço de fita isolante para fazer o obturador da sua câmera, ou seja, o controle de entrada de luz. Dobre um das pontas da fita para facilitar na hora de abrir e fechar o obturador.
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Como fotografar com esta câmera No laboratório fotográfico:
1- Recorte o papel fotográfico em um retângulo de 13cm cumprimento por 7cm de altura. 2- Insira o papel dentro da lata com a parte brilhosa voltada para a entrada de luz. 3- Feche a lata com a tampinha. A lata só poderá sair do laboratório completamente fechada. Para fotografar: 1- Escolha a cena ou objeto que se deseja fotografar. 2- Posicione a câmera de modo que o lado da lente, ou seja, do furinho, esteja apontando para o objeto ou cena que deseja fotografar. 3- Perceba a quantidade de luz que está sendo refletida no objeto, antes mesmo de abrir a fita isolante que serve de obturador. Para fotografias na luz do sol, por exemplo, recomenda-se deixar o obturador aberto durante 5 segundos, tempo ideal para a luz entrar na câmera e imprimir no papel fotográfico a imagem. No caso de fotos na sombra o obturador deve permanecer aberto por cerca de 15 segundos.
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O que define o tempo em que o obturador ficará aberto é a quantidade de luz no ambiente, o tamanho do furo para entrada de luz e a distância do papel fotográfico em relação ao furo no interior da câmera(lente). Câmeras com latas maiores do que a de extrato de tomate, como por exemplo, a de leite em pó, o papel ficará mais longe do furo da lente. Quanto maior essa distância maior deverá ser o tempo de exposição à luz. A lata de leite precisa de aproximadamente 1 minuto nas fotografias feitas no sol e 3 minutos na sombra. Vale ressaltar que este é um tempo médio, pois pode haver variações como tons de pele, cor do fundo e entre outras. Como carregar a câmera para fotografar • Coloque a câmera e o papel fotográfico dentro da caixa laboratório e verifique se está totalmente fechada, lembre-se que o papel fotográfico é sensível a luz; • Calce as luvas de algodão, retire o papel fotográfico da embalagem e carregue a câmera. Não se esqueça de colocar a parte brilhosa do papel virada para o furinho. Feito isso, certifique-se que a câmera esteja totalmente fechada; • Como o modelo de câmera de papel que acompanha este kit tem duas posições para colocar o papel fotográfico, fique atento ao tempo de exposição sugerido para cada posição.
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REVELAÇÃO Preparando o laboratório de revelação A experiência de revelar uma fotografia é mágica, ver no papel branco surgir a imagem capturada pela câmera é um momento especial na técnica do Pinhole. Na interação com a educação é importante que os alunos participem de todo o processo, por isso, é fundamental construir um ambiente adequado para o manuseio dos químicos e controle de luz envolvidos no processo de revelação da fotografia. Existem diversos espaços que podem se tornar laboratórios de revelação de fotografia, o ideal é que possa ser totalmente vedado para que não entre nenhuma luz externa. Dicas para vedar os ambientes de luz externa: Cobrir janela com blackout e fita adesiva, cobrir as frestas da porta com panos e E.V.A. Para se certificar de que o ambiente está vedado a entrada de luz, após fechas todas as entradas de luz aguarde até seu olho se acostumar com o ambiente e verifique os pontos de vedação. Iluminação do Laboratório Durante o processo de revelação do papel fotográfico é fundamental dispor de luz vermelha. Para isso, prepare um refletor com uma lâmpada vermelha coberta por acrílico vermelho, várias camadas de papel celofane ou gelatina vermelha de iluminação.
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Passo a passo para a revelação (sugestão de aplicação para revelação de uma média de 20 fotografias tiradas com as câmeras produzidas com lata de extrato de tomate)
Materiais necessários para revelação - Conjunto de químico para revelação: revelador, interruptor e fixador; - Papel fotográfico; - Um par de luvas de algodão; - Três bandejas para colocar químicos; - Três pinças para manipular os negativos; - Três medidores para os químicos;
1) Conhecendo as soluções químicas O processo de revelação consiste em fases de uso e manipulação de algumas substâncias químicas: 1- Revelador: é responsável pela revelação, por fazer aparecer a imagem impressa no papel. 2- Interruptor: impede que a imagem fique totalmente escura. 3- Fixador: retira os resíduos químicos usados anteriormente e fixa a imagem para que dure por mais tempo. Feito o processo de revelação com interrupção e fixação inicia o momento de lavagem e secagem da fotografia.
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2) Preparando os químicos Prepare as soluções de cada químico em bandejas separadas, utilizando um medidor e uma pinça para cada um dos três químicos: Revelador: dilua 1 parte de revelador (20ml) em 9 partes de água (180ml). Interruptor: dilua 1 parte de interruptor (10ml) em 19 parte de água (190ml). Fixador: dilua 1 parte de fixador (20ml) em 9 partes de água (180ml). Coloque as três bandejas dentro da caixa laboratório, mantendo sempre a sequência sugerida acima. REVELADOR-INTERRUPTOR_FIXADOR 3) Revelando as fotografias 1. Revelador: Retire o papel da câmera e mergulhe no revelador por 1 minuto, certifique-se de mergulhar o papel por completo. 2. Interruptor: Retire o papel do revelador e mergulhe no interruptor por 30 a 60 segundos. 3. Fixador: Coloque a fotografia no fixador de 2 a 4 minutos.
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Atenção!!!! Lembre-se de usar apenas a pinça para manipulação dos químicos. Não misture as pinças, use apenas a pinça referente ao químico que está manipulando. 4. Depois do fixador a fotografia já pode sair da caixa. Lave as fotografias em água corrente para retirar o químico que restou e coloque para secar.
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Dicas: • Evite mergulhar a pinça de um químico no outro, isso desgasta o químico e faz ele durar menos tempo; • Durante o processo de revelação, movimentar o negativo na solução química ajuda a deixar a imagem mais contrastada, se essa não é a sua intenção, apenas certifique-se de manter o negativo mergulhado durante o tempo necessário. • Guardar os químicos e os papéis em ambiente com baixa temperatura ajuda a manter a vida útil dos mesmos. • As três soluções químicas que acompanham este kit são da marca Ilford. Busque informações no site da Ilford, lá você irá encontrar as indicações de vida útil do papel e dos químicos. • O tempo médio para utilização de cada químico é de aproximadamente 4 horas, de acordo com a quantidade de papel revelado. Sugere-se que a cada aula sejam renovadas as soluções químicas.
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Saiba mais sobre o Pinhole: www.fotoativa.org.br www.maonalata.com.br www.laguimaraes.com www.aprendafotografia.org/como-funciona-camera-fotografica/ http://melhorangulo.com/2012/06/abertura/
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Ação Educativa do Prêmio Marcantonio Vilaça Ficha Técnica Coordenação Geral / General Coordinator Claudia Ramalho
Fotografias Fernando Fonseca Léo Melo
Curadoria / Curator Marcus de Lontra Costa
Mediadores das Oficinas: Daiane Brasil Fernando Fonseca Johnny Rocha Léo Melo
Produção / Production Imago Escritório de Arte Coordenação de Produção / Production Coordinator Maria Clara Rodrigues Produção Executiva / Executive Producers Marcia Lontra Expografia / Expography Marcio Gobbi e / and Isaias Martins
Monitoria Dione Lima Eneilson de Lima Estela Stolar Greyce Santiago Josias Padilha Laís de Siqueira Marina Castro Maria Eugenia Pacheco
Consultoria
Identidade Visual / Visual Identity New 360
Coordenação Maria Antônia Goulart Bianca Ramos
Assistentes de Curadoria / Assistants to the Curators João Waitz e / and Luiz Otávio Zampar
Design e diagramação Andrew Sousa
Ação educativa Coordenação Geral Rômulo Sales Produção executiva Daiane Brasil
Revisão de textos Adele Lazarin Simone Intrator Sistematização da metodologia Daiane Brasil Léo Melo Manuela Jácome Talita Matos
Realização