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Ação educativa

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AÇÃO EDUCATIVA Relatos e imagens


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Composição de painel coletivo - Oficina caos e ordem do educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP -2015


Composição de painel coletivo Oficina caos e ordem do Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP -2015


Você tem agora em mãos um registro do Programa Educativo do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, que está em sua quinta edição. O Programa funciona como um laboratório de oportunidades educativas que poderão ser replicadas por educadores e artistas em todo o Brasil. São experiências que sugerem caminhos para uma prática pedagógica que articula a arte, as suas linguagens e as suas técnicas e o currículo, buscando ampliar repertórios para a formação de pessoas capazes de estar, refletir, empreender e produzir no mundo contemporâneo. O Programa Educativo se desenvolve em dois eixos: um voltado para a experiência vivida na exposição pelo público visitante em geral. São feitas visitas guiadas, rodas de conversas, oficinas indoor e oficinas no parque, em que todos os percursos contam com o apoio de kits educativos que auxiliam a experimentação. O outro eixo é focado na formação de educadores para a disseminação das práticas e dos materiais desenvolvidos.

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Um decidiu tatear a obra de arte. Outro interagiu com a videoperformance da exposição. Tem aquele que levou um objeto seu para acrescentar ao trabalho exposto. Há os que passaram a fazer parte de uma instalação. Alguns entraram vendados para “ver” as obras, outros preferiram fazer comentários. Mas todos, sem exceção, refletiram. Impossível ser o mesmo depois de participar do Programa Educativo do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça. O Programa Educativo nasceu para mediar a fluência da exposição e para oferecer práticas e experimentos que ampliem a reflexão proposta pelas obras. A ideia é tornar o museu um espaço de produção de conhecimento e fazer com que a arte transforme o que está sendo ensinado/aprendido dentro de sala de aula. – A função do Programa Educativo é estender a mão para o público e dizer: “Vem comigo que a viagem é boa”. O que queremos com todo esse processo é desenvolver práticas pedagógicas de conhecimento, nas quais a arte passa a ser um instrumento de desenvolvimento da percepção, da criatividade e da inovação – definiu o curador da exposição Marcus Lontra Costa. Fazer com que o indivíduo tome consciência de sua própria capacidade criadora e das suas habilidades para a intervenção e a transformação é um dos objetivos do Programa Educativo. Acredita-se que, com esse tipo de exercício, a pessoa vá treinar suas capacidades críticas e criativas e poderá ter mais jogo de cintura para resolver questões cotidianas. Por isso, Lontra definiu a arte como uma instância do conhecimento e explicou que é uma possibilidade que o ser humano tem diante de uma técnica, seja ela a mais sofisticada ou a mais rudimentar possí-

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vel, de buscar soluções formais e de pensamento. Para todo o processo industrial a intervenção artística acaba sendo fundamental, porque ela renova e recicla a tecnologia da sua época. Outro objetivo do Programa é criar um acesso apropriado do público aos espaços e repensar as formas de contato com as obras de arte, como definiu uma das fundadoras do Laboratório Cultural e coordenadora do Programa Educativo Daiane Brasil Pontes. O Laboratório Cultural é uma ONG sediada em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que coordena o Programa. Para criar esse acesso e provocar a reflexão, o Educativo promoveu experiências variadas no campo da arte contemporânea, tendo como ponto de partida os artistas contemplados pelo Prêmio Marcantonio Vilaça. Funciona como um convite ao público para experimentar oficinas práticas que abordam linguagens e técnicas ligadas a artistas contemporâneos e a suas obras. Cada participante, de forma individual ou coletiva, tem a possibilidade de manusear, criar e explorar uma infinidade de materiais para a partir deles fazer as suas obras ou interferir nas já expostas. Esses trabalhos foram incorporados durante um tempo à exposição original do prêmio. E cada participante acaba trazendo elementos do seu cotidiano.

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– Acreditamos que esse processo de apropriação da arte, com base na leitura, na contextualização e na produção artística, tem o poder de transformar a escola – contou Daiane, à frente do Laboratório Cultural, que foi criado por um grupo de jovens universitários com o legenda propósito de repensar conceitos e práticas em arte-educação, que tem como uma das frentes de atuação o Programa Educativo desde a primeira edição do Prêmio. Para Josias Padilha, que trabalhou por sete anos no Serviço Educativo do MAC-USP e é o coordenador da equipe do Educativo nesta edição, o mais estimulante para os alunos acabou sendo a chance de tocar em grande parte das obras expostas e também de fazer parte da obra, como no Café Educativo (um café de verdade onde as pessoas se sentam), de Jorge Menna Barreto; ou Transição em 5 fases (uma bicicleta na qual o visitante podia subir e tinha sua imagem refletida num espelho), de Lourival Cuquinha. E ainda de perceber a ligação entre a arte e a indústria, já que em 2015 ocorreu a segunda edição do Projeto Arte e Indústria, em que a artista Amelia Toledo foi homenageada com a exposição “Todas as matérias do mundo”. Com o Educativo, os alunos perceberam que o artista pode ficar apenas no âmbito da criação com formulações de ideias e deixar que as suas mãos sejam as da indústria para a execução da obra. Acabou sendo libertador para quem ainda tem como referência de criador apenas o artista clássico.

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Ser um laboratório de desenvolvimento e experimentação de práticas e percursos educativos que articulam a produção artística contemporânea, a escola e os territórios, como ocorre com o Educativo, contribui para uma mudança de paradigma com relação à educação. E mais: promove a incorporação definitiva da arte como um campo do conhecimento fundamental para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Dione Carlos Marques Cerqueira Lima, supervisora do Educativo do V Prêmio Marcantonio Vilaça, diz que, com o Programa, é possível abrir um espaço para a troca. Os educadores estão ali para despertar a imaginação do público e promover a autonomia, algo essencial para a educação. – O Educativo é um acesso vital para um espaço com ares de edificação religiosa. Se os museus são “as novas igrejas”, os educadores são a música entoada nas catedrais. Voz e instrumento que promovem a congregação e a abertura para a troca. É através desse som receptivo que os alunos conseguem ouvir as melodias dos artistas e criar as suas próprias composições para aquela experiência – explicou.

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Captura de imagem - Oficina Pinhole do Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça MAC-USP - 2015

A oficina do Pinhole foi uma experiência desafiadora. A ideia era provocar a curiosidade dos alunos e mostrar que podemos apontar a câmera para vários lados e pensar fotografia para além do selfie. Ou fazer um autorretrato sem aparecer na frente da câmera. Muitos deles não faziam ideia de que era possível fazer fotografia usando uma lata de massa de tomate. Léo Melo, fotógrafo e mediador de oficina de fotografia

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Revelação da imagem no laboratório portátilOficina Pinhole do Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP - 2015

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Imagem sem título/pinhole Oficina Pinhole do Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP - 2015

Nos ocupamos em possibilitar momentos de experimentação com as pessoas, sejam elas adultos, crianças ou jovens. Quanto aos resultados, o nosso sempre será o processo! Rômulo Salles, Coordenador Geral.

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Um aluno, ao final de uma oficina, me disse que desde pequenininho adorava brincar de artista plástico. E agora, vendo que um trabalho que acabara de criar ficaria exposto no museu, disse já se sentir um artista plástico de verdade. Josias Padilha, coordenador da equipe de monitoria da exposição.

Pintura sobre foto - Oficina de arte - educação / Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça MAC-USP - 2015

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Uma menina ficou maravilhada com a máquina datilográfica trazida por uma das educadoras para dentro do Café Educativo, do artista Jorge Menna Barreto. E comentou: “Isto aqui não precisa de impressora. Imprime na hora!” Dione Carlos Marques Cerqueira Lima, Monitor da exposição.

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Pintura sobre foto - Oficina arteeducação / Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP - 2015

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Composição de painel coletivo Oficina caos e ordem do Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça MAC-USP - 2015

Uma história curiosa é a de um aluno chamado Pedro. Ele estava inquieto durante a visita e não participava. Quando chegamos a uma determinada obra, ele disse que qualquer pessoa poderia fazer aquilo. Depois da nossa conversa, Pedro mudou de opinião sobre a obra e passou a opinar em todas as outras e ser um dos alunos mais participativos. Greyce Mendes Santiago, Monitora da exposição

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Um estudante perguntou se os ares-condicionados também eram objetos artísticos! Outra assustou-se com a supervisora sentada na obra Café Educativo, achando que era uma estátua. Laís de Siqueira Batista, Monitora da exposição

Visita guiada - Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP - 2015

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Visita guiada/ interação com a obra Oficina de arte - educação / Educativo Prêmio Marcantonio Vilaça - MAC-USP - 2015

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Nosso trabalho interfere na experiência dos alunos com as obras da exposição. As informações e dicas que damos têm o objetivo de instigar a participação do aluno, gerar questionamentos, tirá-los da posição de mero espectador e torná-los agentes. Os alunos não recebem um conhecimento mastigado por nós: eles constroem conhecimento junto conosco.” Daiane Brasil Fundadora do Laboratório Cultural e produtora geral do Educativo

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Ação Educativa do Prêmio Marcantonio Vilaça Ficha Técnica Coordenação Geral / General Coordinator Claudia Ramalho

Fotografias Fernando Fonseca Léo Melo

Curadoria / Curator Marcus de Lontra Costa

Mediadores das Oficinas: Daiane Brasil Fernando Fonseca Johnny Rocha Léo Melo

Produção / Production Imago Escritório de Arte Coordenação de Produção / Production Coordinator Maria Clara Rodrigues Produção Executiva / Executive Producers Marcia Lontra Expografia / Expography Marcio Gobbi e / and Isaias Martins

Monitoria Dione Lima Eneilson de Lima Estela Stolar Greyce Santiago Josias Padilha Laís de Siqueira Marina Castro Maria Eugenia Pacheco

Consultoria

Identidade Visual / Visual Identity New 360

Coordenação Maria Antônia Goulart Bianca Ramos

Assistentes de Curadoria / Assistants to the Curators João Waitz e / and Luiz Otávio Zampar

Design e diagramação Andrew Sousa

Ação educativa Coordenação Geral Rômulo Sales Produção executiva Daiane Brasil

Revisão de textos Adele Lazarin Simone Intrator Sistematização da metodologia Daiane Brasil Léo Melo Manuela Jácome Talita Matos


Realização


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Ação educativa by Andrew Sousa - Issuu