T TNVEST|GAçÃO MARTNHA DE ALTO NfVEL
TNVESTTGAçAO
MARINHA DE ALTO N IVEL Por:5¡rcl¡ Nunt's - ¡orrirlrsla c
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Fotografias: Oc(li(lar pcto (l('MÂlì
Reconhecido como um dos <<Centros de Excelência)> em Portugal, o Centro de Ciências do Mar do Algarve é um exemplo do que de melhor se faz no país nas áreas da formação e investigação marinha. Atualmente com cerca de B0 proietos de investigação em curso tem provas dadas a nível loca[, nacionaI e internacionaI
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CCMAR
-
Centro de Ciências do Mar do Algarve
Referência NacionaI e lnternacionaI
é uma entidade reconhecida peto seu trabalho de investigação e desenvolvimento das ciências
marinhas. Localizado no Campus de Gambetas da Universidade do Algarve (uma das associadas do Centro), está focado na pesquisa, no desenvotvimento experimentat e na formação pós-graduada.
0 Centro de Ciências do Mar do Algarve surgiu formatmente em 1996. Desde então tem tido uma atividade crescente a níveI nacionaI e internacionat. A comprovar o estatuto que já adquiriu, está a avatiação
feita pela Fundação para a Cìência e Tecnologia, que A equipa do CCMAR - hole com cerca de 250 cotaboradores - dedica-se à investìgação e desenvolvimento de
tecnologias de aquacultura e bìotecnologia com vista ao estudo e gestão dos recursos marinhos e dos ecossistemas. No CCMAR a área da investigação está organizada em - a Biotecnologia e Aquacultura e os Recursos Vivos -, embora os grupos de trabalho interalam uns com os outros, como exptica Adelino Canário, coordenador do CCMAR. Atém disso, também se estudam os grandes temas atuais, como é o caso das alterações climáticas e dos problemas da potuição.
dois campos
o
reconheceu como <<Centro de Excetência> em 2014 (ver caixa).
A nível internacional tem participado em inúmeras investigações e em projetos mais estruturantes. Um deles funciona como uma espécie de think fank <Trabathamos com a Euromarine com o objetivo de apoiar o uso sustentável dos mares e oceanos para dar resposta às crescentes necessidades da sociedade>>, revela Adelino Canário. CCMAR está instatado no Campus da Universidade do Algarve Þ O mergulho científico é uma das atividades do Centro v Adetino Canário, coordenador do CCMAR
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ria Formosa e zonas costeiras (que permitem os estudos in loco) e a Estação Marinha do Ramathete (equipada com tanques para manter organismos vivos ao ar livre) possibititam ao CCMAR ir mais longe na investigação de sistemas biotógicos marinhos. O acesso à
O Centro reaIiza periodìcamente visitas,
palestras, workshops e cursos, atém de participar em iniciativas diversas de divulgação científica, inovação e clesenvotvimento. Dentro das suas áreas de atividade destaca-se a promoção das ciências marinhas e de boas práticas ambientais junto das escolas, das empresas locais e do púbtico em gera[.
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A níveI nacional uma das apostas do CCMAR é a proximidade com o tecido económico do A[garve, através das parcerias que estabetece com empresas locais cuja atividade se desenvolve no campo da pesca, aquacuttura, biotecnotogia e outras áreas próximas, como é o caso da exploração de rnicroaLgas. <<Fazemos investigação conjunta e damos a[gum apoio técnico porque funcionamos como plataforma de serviços.>
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0s investigâdores estudam os recursos rnar¡nhos e os ecossistemas
O CCMAR integra também a rede de infraestruturas de
investigação europeia, cujo objetivo é a criação de sinergias e o avanço científjco e tecno[ógico através do livre acesso a infraestruturas de exce[ência a todos os investigadores. <No nosso caso, entre outras, temos a vantagem de abrir as portas a investigadores de regiões interìores, sem acesso ao mar. Desde 2009 que recebemos cientistas da Europa e, às vezes, até de fora.>
0 CCMAR é procurado por estudantes e investigadores europeus e serve como ptataforma tecnológica para empresas inovadoras, adianta o responsávet.
Curiosamente, Adelino Canário recorda que atguns dos cientistas que começaram a fazer investìgação no Centro acabaram por criar as suas próprias empresas, algumas detas hoje bem-sucedidas. Aliás, segundo o responsávet, (as oportunidades neste campo estão a aumentar. Por um [ado, porque a nossa atividade vai sendo cada vez maior e, por outro, porque a região começou a perceber a importância que a investìgação tem para o desenvolvimento da economia, sobretudo aqui no Algarve, onde cerca de B0o/o do produto regional ainda depende do turismo>>. Com o Programa Quadro Comunitário de lnvestigação & lnovação para o período 2014-2020 <há uma aposta nos recursos naturais, na bìotecnologia e noutras áreas em que há muito conhecimento aqui na Universidade do A[garve>.
Outro clos campos de atuação clo CCfvlAR é a tìgação com os jovens. Atém da vertente formaI da formaçã0, o Centro destaca-se por rnuitas outras iniciatìvas. A par da promoção das ciêncìas marinhas e cle boas práticas ambientais incentiva-se o trabatho de [aboratório. <Temos uma atividade mu jto dinârnica no que diz respei-
to à tigação com as escoIas do ensino básico, secunclário e universitário>, afirma Adetino Canárì0. v
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<Utna d¿r:, tìo',,,,r,, l)¡(,r)(.rrl),r(.o(,., t,,rJlostas é que as escotas laq:,rrn lx¡rlrirrrllt,rr.,ro lr.rltaIhos prátìcos corl os atunos. I irrr¡rrr',,.,ior,rrrtc o cfcito que estas experiências tôrl n,r virl,r rlos cstrlrl,rrrtcs. lsto cria-thes uma vontadc, r:r¡riosirl,rrlc o irrtcrosso (lue os Iança para a frente. Mr¡srlo r¡rrc nlto sirl,rrrr ¡r,tra cursos como Biotogìa Marirrha, rnLlìl,rs vczts lorrr¿rnr aquì clecisões sobre o seu l'uturo.> Urn dos casos clc sLlccsso rlo (lcntro é o prograrna cle ocupação científica clo r,¡criro, com o quat se pretencie sensjbjtjzar os jovcns ¡rara a ciôncia e o mar. <Trata-se de uma injciativa da Aç;ôncia NacjonaI para a Cuttura Cjentífjca e Tecno[ógìca - Ciôncia Viva que nos traz entre 10 a 12 estLrdantes toclos os ar.ìos)>, esctarece o respo nsáve[.
Também neste ârnbito, as parcerìas internacionais são notórias. Ao níveI universitário, Adctino Canárjo avança: <Temos estudantes de todo o nrundo. A[guns começaram por vir integrados no Proç¡rama Erasmus mas, tendo sjdo tão bem-sucedidos, e nlesrro clepois cle dejxarem de ser fjnanciados, contjnuanr a procurar o Centro. ivlu j-
tos chegam não nunla perspetiva cle formação forrnal rnas para adquirirern experìêncìa prática.>> De acordo com o investìgado¡ rìo ano anterior o CCMAR acotheu cerca de 40 estudantes nestas condições. A[érn dos programas organizados, o Centro está aberto a todos os jovens e escolas que queiram Íìarcat.uma visita e disponíveI para ir aos estabelecimentos cle ensino
fazer trabalhos práticos e até dar palestras.
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Os pepinos-do-mar (holotunas) são an jmajs invertebrados, do grupo das estrelas-do-rnar e dos ouriços-do-mar. O grande consumo destes organismos, como atimento, em países orientais tem levado à sua escassez e, conse-
quentemente, ao interesse em reproduzi-los em cativeiro. Este trabalho está a ser feito no CCMAR. Chama-se <Pepìnos-do-mar como novo recurso marinho: potenciaI para a aquacultura> e é um dos B0 projetos que decorrem no Centro. <Trata-se de um trabalho
muito interessante que começou pe[o estudo dos pepinos-clo-mar na nossa costa>, revela AdeIino Canárìo. < Trabalho de investigaç¿ìo no ¿ìûlbito do programa
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ljan./mar. 2015
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Ih]VËSTIGAÇÀO MARINHA OE ALTO NíVÊt
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Depois da identificação genética das espécies e do es-
tudo da biologia e ecologia (reprodução, alimentação comportamento genético, etc.), os investigadores pretendem <<desenvolver a biotecnologia para a aquacultura dos pepinos-do-mar em Portugal e o seu uso para minimizar o impacto da produção de peixes no mar (¡autas marinhas) e de bivalves>, adianta. Na opìnião de Adelino Canário, <há aqui uma possibilidade de se desenvolver uma produção de pepinos-do-mar com interesse a nível económico, nomeadamente peta possibilidade de exportação para os países asiáticos onde são muito consumidos e estão sobreexplorados>>.
A mesma ideia é defendida por Mercedes Gonzátez-Wangüemert, a investigadora responsáveI pe[o projeto. <0 principaI potenciaI da espécie é a exportação, como alimento, para os países orientais onde são consumidos, como é o caso da China, índia, Japão, Malásia e Austrá[ia>>, onde o preço deste recurso seco, por quilo, ronda os 200 euros. De acordo com a investigadora, depois de analisadas as espécies concluiu-se que todas as que foram estudadas no âmbito deste projeto <<têm um perfiI nutriciona[ ótimo para atimentação humana, especiatmente a Hototuria arguinensis que tem um conteúdo elevado de proteínas e minerais>.
Atém de consumidos como a[imento,
<<os pepinos-do-mar também podem ser usados como remédio medicinal no caso de doenças do coração, rins e artroses, entre outras>>, adianta Mercedes González-Wangüemert.
O interesse da investigadora pelos pepinos-do-mar começou quando em 2005 acompanhou uma tese de doutoramento, de uma estudante colombiana, na qualeram identificadas as várias espécies de holotúrias existentes no Mediterrâneo e Attântico. Neste âmbito perceberam
que os chineses já tinham esgotado todos os recursos em muitas áreas do índico e Pacífico e começavam a procurá-los no Mediterrâneo. <<Apanhavam quatro espécies diferentes a um ritmo de 700 mit a um milhão de indivíduos por dia (na Turquia). Em dois anos o recurso simplesmente esgotou nessas áreas>, avança a invcstigadora, que revela que <na China existe ac¡uacuttura para algumas espécies de pepinos-do-mar mas, nlcstno assim, não conseguem abastecer o mercado>. Estâção Mar¡rìlì,ì rlo lÌ,rr¡r.rllrItr, Þ O CCMAR tem acesso à ria Fornlosa o /r)n,t., r.o..tr,ir,r., >
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Já no CCMAR, Mercedes González-Wangüemert decidju focar o seu trabalho na Holoturia arguinensis - a espé-
cìe nrais comum no SuI de Portuga[, especiaImente na ria Formosa, e (corn boas caraterísticas para desenvolvimento em aquacultura: sobrevivência etevacl¿ì a con-
contjnuar a nossa investigação e otìnrizar.a produção já à esca[a cornercìaI e ampliar a biotecnotogia da aquacuttura para outras espécies de pepinos-do-
-rïar estanlos a concorrer a fundos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a procurar ìnvestìmentos privados de empresas interessadas no cultivo de pe-
dições stressantes, Lrm período reprodutivo alarrgndo no tempo, eLevado peso e tamanho dos indivíduos aclultos, bom perfiI nutriciona[, etc.>. A reprodução ern cativejro é rea[izada nos tanques da estação-pitoto do [ìam¿rlhete havendo, nesta fase, mais de 100 indivíduos rc¡rrodr-rtores (machos e fêmeas).
Sendo uma assocìação independente sern fins lucrativos, o CCMAR tem como principais fontes de financiamento a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a
0 seguimento do projeto está, contudo, clo¡rorrrlcnte
senvolvimento Regìonal, a Agêncìa de lnovação, orga-
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Comissão Europeia, o FEDER cla
241
atribuição de novos fundos de investirrrcrrlo. <l)ara
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Dirigir&Formor ljan./mar.
2015
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Fundo Europeu de De-
nismos púbticos e empresas privadas.
rNVESllGAÇÃo 1\4ARINHA DE ALTO N¡VEt
Centro de Excetência De acordo com informação da FCT
-
Fundação
para a Ciência e a Tecnotogia, os Centros de Excelência, selecionados no âmbito das lniciativas de Excelência na lnvestigação, <<têm à sua disposìção recursos que lhes permitem executar programas de investigação ambiciosos
e
mut-
tidisciptinares, apoiados por equipamentos e infraestruturas de topo>>, podendo também recrutar os melhores investigadores nacionais e estrangeiros. Estes centros têm um papeI fun-
< Jorge Dominguez, equipa do projeto
O
futuro passa peto mar
Na opinião de Adetino Canário, o interesse do nosso país pela temática do mar está em crescimento. Atém da privilegiada locatização geográfica tem sido funda-
mental o trabatho desenvolvido em portugal, nomeadamente na área científica. A seu ver, <<sobretudo na úttima década, houve uma consciencialização forte de que é necessário encontrar alternativas, outros nichos
de desenvotvimento económico, e o mar é uma boa aposta>>.
0 investigador recorda que os fundos operacionais do Programa-Quadro Comunitário de lnvestigação & lnovação contemplam uma grande parte de financiamento para projetos relacionados com o mar. Segundo o responsáve[, a Comissão Europeia decidiu que estes fundos têm de estar [igados a <estratégias de desenvotvimento inteligentes>, que potenciem fatores endógenos. Neste contexto, <<basicamente todas as regiões do país decidiram que a área do mar é uma prioridade. Nos próximos cinco ou seis anos muitos dos investimentos, seja ao nível da investigação, seia nas próprias empresas, serão
feitos nesta
área>>.
NOTAS:
Euromarine
-
wvr'w.euromar¡neconsortium.eu
Plataforma de serviços do CCMAR - !.^rtv.ccmar.uatg.ptlind0x.php?¡(i,. 1O'j2
damentaI no que se refere <à criação de novas linhas de investigação>> e ao <<reforço do capitat humano no desenvotvimento da capacidade e visibitidade em lnovação e Desenvolvimento de um país>>. 0s centros de Excelência desenvolvem atividades de formação avançada, investigação, transferência de tecnologia e spin-offs. Embora autónomos das instituições académicas que os acolhem (relativamente às [ìnhas de investigação e gestão de recursos), os centros estabetecem com estas relações de benefício mútuo.
PONTO DE VISTA I EM FOCO
MERGULHO NO ALGARVE: A SOLUÇAO ECO PARA uM TURtsMO por: Mafalda Ranget e Frederico Oliveira Fotografias: Cedidas pelo CCMAR
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SUSTENTÁVEL
(UAtg) investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Atgarve
s zonas costeiras são atuatmente o destino turístico mais procurado para atividades de recreação. Na reatidade, o turismo marinho e costeiro é considerado uma das áreas com maior taxa de crescimento a nível gtobat e evidencia-se, um pouco por todo o mundo, com a crescente poputaridade das atividades recreativas marinhas. No entanto, a pressão inerente a esta procura apresenta conflitos óbvios entre utilização humana, recreação e conservação da natureza. Deste modo, a prática de atividades de ecoturismo em zonas costeiras parece apresentar-se como a única forma viável de fazer turismo e, simuttaneamente, proteger o património biotógico e socioculturaI associado.
Entre as atividades que se enquadram no ecoturismo encontram-se as diversas formas de mergulho, como o mergulho em apneia e o mergulho com escafandro autónomo. O mergulho, na sua componente recreativa, permite ao visitante o contacto direto com o ambiente e, consequentemente, com os seus diversos elementos biotógicos, geotógicos e históricos. É, por isso, essencial o desenvotvimento de ferramentas de educação e interpretação ambiental para evitar impactes negativos no meio subaquático. Uma das formas mais utilizadas para a educação ambientat na atividade de mergulho recreativo é através de
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susnQuÁrlco
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roteiros subaquáticos. 0 visitante é <guiado> por sinais interpretativos ao longo de um percurso previamente setecionado para visita. A seteção do traieto tem como obietivo desviar os mergulhadores das zonas mais sensíveis do ponto de vista conservacionista e, ao mesmo
tempo, proporcionar-lhes uma visita satisfatória.
Na
criação do roteiro deve ter-se em consideração o mapeamento criterioso de fauna e flora existente no [oca[ de imptementação, assim como a locatização de zonas potencialmente sensíveis ao contacto humano' Por outro [ado, os sinais interpretativos a utilizar devem ser ape-
lativos, identificar-se com os merguthadores-alvo, [ocalizar cada indivíduo no traieto, funcionar como guias de espécies faunísticas e/ou ftorísticas e fornecer toda a informação adicionaI considerada necessária para a segurança dos visitantes e a preservação do património biotógico e culturat. Assim sendo, a implementação de um roteiro subaquático não deve descurar a existência de um briefing ambiental abrangente. No Algarve, ao abrigo do proieto EcoSub, o grupo de investigação de Pescas, Biodiversidade e Conservação do Centro de Ciências do Mar na Universidade do Atgarve tem vindo a desenvolver a criação de uma rede de roteiros subaquáticos para a regiã0. Desde 2008, este proieto tem promovido o desenho e a imptementação de diversos roteiros em alguns dos locais mais apetecíeis para a prática do mergutho na costa algarvia.
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PREENç¡IA O QUESTIONARIO NO FINAL DO ROTEIRO. ./
Figura 2
-
PaineI informativo concebido par¿ o roteiro da praia dos Arrifes
Pretende-se que esta rede de roteiros seja uma mais-va[ia para a atividade na região e, para[etamente, promova a melhoria da consciencialização ambientaI dos visitantes. Para este efeito, toda a informação considerada necessária para que a atividade seja agradável e, sìmultaneamente, não produza impactes negativos no sistema marinho, é fornecida ao mergulhador antes da imersão. Dependendo do mergutho em causa, e atém da possibitidade de haver guias dedicados, a informação pode ainda ser providenciada na forma de painéis interpretativos (tocalizados nos areais ou nos c[ubes de mergutho), ftyers, briefings ambientais (efetuados por técnicos especializados) e/ou através de placas informativas co[ocadas em pontos interpretatìvos estratégicos ao [ongo do roteiro (Figura z). Sempre que os roteiros são montados, as ptacas podem ser presas a boias sina[izadoras e avistadas à superfície da água em roteiros de apneia, ou suspensas por cabos amarelos presos ao substrato por âncoras <amigas do ambiente>> nos roteiros de escafandro - scuba. As ptacas interpretativas (de acrí[ico colorido) possLrem
informação diferenciada na frente e no verso. Na frente ilustra-se o mapa do percurso com a localização do merguIhador e os diversos pontos de interpretação, assim
como informações relativas a caraterísticas físìcas da zona (tipo de substrato e profundidade média). No verso estão representadas fotografias de exemplares biotógicos com maior probabitidade de avistamento no respetivo ponto interpretativo (incluem-se nomes comuns e nomes científicos) (Figura :).
O projeto EcoSub beneficiou, em grande medida,
do
mapeamento das biocenoses marinhas algarvias, previamente efetuado no âmbito do proleto Rensub, da responsabilidade de Jorge Gonçalves do Centro de Ciências do Mar na Universidade do Algarve. Este projeto foi responsáveI pela cartografia e caraterização das comunidades marinhas (organismos marinhos que habitam num determinado loca[) da Reserva Ecológica NacionaI Submarina do Algarve, que decorreu entre 2003 e 2010, utilizando várias técnicas de amostragem entre as quais censos visuais através de mergulho com escafandro autónomo.
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Figura 4
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Rede de roteiros subaquáticos do Algarve
Roteiros existentes no Algarve Até ao momento foram traçados roteiros de mergulho com escafandro nos locais <0 Poço> (ao largo de Armação de Pera), <<824>> (ao largo de Faro), <<Ponta dos Caminhos> e <llhas do Martinhat, (na Área Marinha Protegida do Parque NaturaI do Sudoeste Alenteiano e Costa Vicentìna - PNSACV).
consiste num afloramento rochoso, paisagisticamente complexo. Com diversos túneis e cavernas escavadas, é rico em biodiversidade caraterística do litoral algarvio (figura 1). No <B-24>> pode-se visitar um bombardeiro atingido e afundado no decorrer de operações militares durante a Segunda Guerra Mundia[ (Figura 5).
0s roteiros subaquáticos a reatizar em apneia foram traçados para a praia da Marinha (S¡tves), praia D. Ana (Lagos), praia de S. Rafae[ (Rtbufeira) e praia dos Arrifes (Rtbufeira). 0s roteiros da praia da Marinha têm sido ìmplementados desde 2008 durante as épocas batneares pelo concessionário da praia da Marinha (Navibordo). Os restantes roteiros têm sido dinamizados no âmbito do projeto Ciência Viva no Verão, em parceria com o Centro de Ciência Viva de Lagos.
<<0 Poço>>
Os roteiros <<B-24>> e <<0 Poço>> foram imptementados em
2008 e as estruturas têm sido mantidas, sempre que as condições marítimas/atmosféricas o permitem, petos centros de mergulho locais (Dive Spot em Armação de Pera e Hidroespaço em Faro). Em Sagres, por se tratar de uma Área Marinha Protegida, não foram colocadas placas interpretativas in situ,no entanto no centro de mergulho Divers Cape os interessados podem encontrar toda a informação necessária para a realização dos roteiros traçados.
Entre 2008 e20t2foi reatizado um conjunto de questionárìos aos indivíduos que mergulharam nos roteiros. De uma forma geral, conctuiu-se que os roteiros favorecem o aumento da conscienciatização retativamente à preservação da biodiversidade.
0s roteiros demonstraram ser uma ferramenta eficiente para atrair merguthadores à região e, paralelamente, desenvotver a consciência ecotógica através de mais conhecimento em relação ao ambiente circundante. De facto, estas ferramentas de interpretação e educação ambiental parecem agradar os visitantes, o que resutta numa atividade satisfatória e potencia a conscienciatização dos mergulhadores para a proteção do ambiente que os circunda.
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