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Jornal ESAOF_2026

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O percurso inspirador de Ana Rosa

Uma história de dedicação, superação e orgulho

p 8

PISCINAS DA GRANJA

Onde a Água

Ensina e o Mar Inspira

Reportagem

IMERSÃO CULTURAL

Experiência que une cultura e saber

Erasmus

VIVÊNCIA NAS OLIMPÍADAS

Destaque em competições científicas

Notícias

CAMPEÃO EUROPEU

Hóquei em Patins Sub-17

Desporto p 13 p 10 p 6 p 4

Editorial

10 Anos a Contar Estórias:

A Escola Escreve-se Aqui

“Não aprendemos só porque nos dizem, aprendemos verdadeiramente, quando fazemos.”

Este ano, o projeto “Melhor Escola”, uma iniciativa do jornal O Gaiense, celebra 10 anos de promoção da educação, do jornalismo e da escrita criativa nas escolas. Ao longo de uma década, esta iniciativa tem incentivado alunos e professores a explorar o poder da palavra, a desenvolver o pensamento crítico e a valorizar a importância da comunicação responsável e eficaz. Ao longo destes 10 anos, o projeto tem vindo a reconhecer o esforço, a dedicação e a criatividade de alunos, professores e escolas, contribuindo para a construção de uma comunidade educativa mais participativa e dinâmica. Mais do que premiar projetos escolares, o “Melhor Escola” reconhece o esforço de quem aprende a transformar ideias em textos, notícias, reportagens e opiniões, contribuindo para a formação de jovens cidadãos conscientes do impacto da escrita. Este editorial celebra, assim, não apenas os 10 anos do projeto, mas também o compromisso contínuo com o jornalismo escolar de qualidade e a valorização da expressão escrita como ferramenta de transformação social e educativa. Este editorial pretende refletir sobre a trajetória do projeto, destacar os seus momentos mais significativos e enaltecer todas as iniciativas que, ao longo de uma década, tornaram a educação mais inovadora, inclusiva e inspiradora para toda a comunidade escolar.

Dez anos de notícias, de reflexões, de entrevistas e de crónicas que registam o pulsar da nossa comunidade educativa. Mais do que um simples projeto de escrita, este projeto tem sido um espaço de expressão, de partilha e de construção de memória coletiva. No seio da escola, a escrita assume um papel transformador. Não se trata apenas de

Inclusão

Um Decreto ou uma Realidade?

Como docente, e especialmente como docente do grupo de Educação Especial, senti um grande entusiasmo aquando da publicação do DL 54/2018, não só porque vinha corrigir algumas fraquezas do decreto que nos regulava anteriormente nesta matéria (DL 3/2008), como também se aproximava muito mais do que eu, de forma pessoal, percebia como inclusão. Assim, julgo que devemos considerar que a inclusão nos processos de aprendizagem significa conceder as mesmas oportunidades de sucesso a todos os alunos, não esquecendo que cada um vem de um contexto particular, tem dificuldades e capacidades divergentes e que, portanto, não estão igualmente nivelados. Para me fazer entender melhor, gosto de utilizar a metáfora das escadas. Sinto sempre, mesmo quando leciono disciplinas do ensino regular, que por vários motivos, os alunos não partem todos do mesmo degrau. Uns partem para a aprendizagem uns degraus adiante, porque estão mais bem preparados, porque possuem idiossincrasias que lhes permitem aprender com maior facilidade os conteúdos, outros partem da linha inicial e alguns, mesmo que não sofrendo de distúrbio algum nem possuindo qualquer diagnóstico, partem atrás, e os degraus das suas escadas são bem mais largos do que os dos outros.

“(...) será importante confirmar que as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão não se resumem a meros benefícios, mas sim a uma conjunção de técnicas e estratégias que possibilitam o acesso ao saber de forma equitativa.“

Neste sentido, será importante confirmar que as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão não se resumem a meros benefícios, mas sim a uma conjunção de técnicas e estratégias que possibilitam o acesso ao saber de forma equitativa.

Neste contexto, os docentes de Educação Especial ganham certa relevância, porque passam a ser intermediários do enquadramento legal (associando a compreensão do DL 54/2018 à leitura do DL 55/2018 e do DL53/2018). Para além disso, surgem ainda como lembranças - numa escola que tende a correr para metas exigentes e produtos finais complexos -, de que existem mais divergências do que convergências no que respeita à aprendizagem dos alunos. Neste contexto, compreende-se que as estratégias dos docentes devem ser cada vez mais flexíveis e, portanto, faz parte deste pensamento inclusivo a inovação e flexibilização pedagógicas, as quais podem passar pela aplicação de uma abordagem multinível (materializada nas medidas de suporte à aprendizagem e inclusão) e pelo Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). O que nos traz de novo a abordagem multinível é o facto de esta abordagem se adequar muito melhor às necessidades dos alunos, e ao modelo de desenvolvimento das crianças e dos jovens e, porque permite uma intervenção preventiva e não remediativa,

“(...) a inclusão só acontece quando o aluno, independentemente da sua heterogeneidade e contexto, é o centro do processo educativo.”

através da aplicação das várias medidas de suporte. Quanto ao DUA, este surge como uma resposta para todos, uma vez que é a base de uma aula que se pretende que seja recebida por um grupo heterogéneo de alunos da mesma forma. Este desenho minimiza a necessidade de acomodações e de diferenciações pedagógicas, possibilita maior flexibilidade de técnicas e materiais, aumenta o envolvimento do grupo dos alunos e não de uma parte deles e reconhece a diferença que é inerente a cada um de nós.

Em suma, o nosso papel, como docentes, no que respeita a uma garantia de inclusão e igualdade, passa por conhecer as leis que fundamentam e legitimam a ação inclusiva nas escolas, mas também por operacionalizar a lei, quer seja pela já comum aplicação de medidas de suporte quer através do DUA, não esquecendo que qualquer lacuna nos diversos procedimentos pode vir a limitar e prejudicar um aluno neste processo inclusivo. Considero que a inclusão só acontece quando o aluno, independentemente da sua heterogeneidade e contexto, é o centro do processo educativo. E, por fim, não deixar esquecida a empatia que devemos transportar diariamente para a aula, a fim de sermos bem-sucedidos nesse exercício complexo que é perceber de onde parte o aluno para poder ir ao seu encontro.

colocar palavras no papel; trata-se de pensar, de questionar, de comunicar e de aprender. Cada artigo, cada comentário, cada poema publicado é uma oportunidade de dar voz a ideias, sentimentos e experiências dos alunos. É uma oportunidade de aprender, questionar e partilhar ideias.

É através da escrita que estes desenvolvem não apenas competências linguísticas, mas também pensamento crítico, criatividade e capacidade de argumentação.

Ao longo destes 10 anos, vimos nascer novas gerações de jornalistas escolares, de escritores e de leitores atentos. Vimos debates acenderem-se, opiniões confrontarem-se e talentos emergirem. O jornal tornou-se um espelho da escola, refletindo não apenas acontecimentos, mas também a sua essência: curiosidade, dedicação e colaboração.

Celebrar estes 10 anos é, pois, reconhecer o valor da palavra escrita na vida escolar. É recordar que cada texto é uma ponte entre quem escreve e quem lê, e que a escrita tem o poder de transformar a escola num espaço mais próximo, mais consciente e mais criativo.

Nestes 10 anos, crescemos juntos, descobrimos talentos e fortalecemos a nossa identidade. Que a próxima década nos traga ainda mais histórias para contar e palavras para inspirar.

Porque, no final, a escola é feita de pessoas, mas é também feita das palavras que deixamos para o futuro.

Prof. Pedro Campos

Andreia Rocha
Trabalhos

Piscinas da Granja Onde a Água Ensina e o Mar Inspira

CURIOSIDADE

O som das ondas mistura-se com as vozes de todas as idades. Numa manhã cinzenta, o vaivém de utentes dá vida às Piscinas da Granja, em Arcozelo. No interior, sente-se o cheiro característico da água salgada e do cloro, ouve-se o eco das conversas nas paredes altas e o chapinhar constante da água aquecida. Foi neste ambiente que quatro alunos da Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira, acompanhados por uma professora, realizaram uma visita, num momento de descoberta que uniu aprendizagem, história e contemplação.

“Não é só uma piscina. Sente-se que este lugar tem história.”

Localizadas junto à Praia da Granja, as piscinas parecem prolongar o mar para dentro da terra. Escrever sobre a piscina da Granja é tentar prender o mar em palavras.

À chegada, a equipa percorreu as instalações, observou o funcionamento dos vários espaços e refletiu sobre a importância do desporto.

A história da piscina da Granja remonta à sua fundação como “Piscina da GranjaSociedade Desportiva”, em 1938, num período em que Portugal descobria o prazer do lazer à beira-mar. O complexo, desenhado pelo traço modernista do arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira, o patrono da ESAOF, permanece como um dos raros lugares onde o passado e o presente mergulham nas mesmas águas.

Hoje, as Piscinas da Granja continuam a ser frequentadas diariamente por crianças, jovens e adultos. Entre aulas, mergulhos,

risos e rotinas que mantêm o espaço vivo. A visita dos alunos revelou também como estes locais podem funcionar como salas de aula diferentes, onde a aprendizagem acontece para além das paredes da escola.

As áreas exteriores incluem uma piscina grande e outra mais pequena, ideal para crianças, proporcionando um ambiente seguro e agradável durante a época balnear. Um dos elementos que distingue estas piscinas é a proximidade com a praia — uma combinação entre a experiência tradicional de banhos de mar e a comodidade de um espaço com diferentes serviços. “Não é só uma piscina. Sente-se que este lugar tem história”, comentou um dos alunos. Na receção, a funcionária mais antiga, Paula Valente, recebeu o grupo com simpatia e encaminhou-o para o coordenador, professor

Nos primeiros anos após a inauguração em 1938, a Piscina da Granja era o palco de um fenómeno hoje impensável: o peso da moda. Os fatos de banho da época eram feitos de lã. Conta-se, entre os frequentadores mais antigos, que quando as jovens da elite mergulhavam, os fatos de banho absorviam tanta água que chegavam a pesar vários quilos, tornando a saída da piscina um momento de perícia e, por vezes, de alguns cómicos de elegância. Era comum ver os cavalheiros a ajudar as damas a subir as escadas, não por galanteio, mas porque o figurino pesava quase tanto como a banhista!

António Silva, responsável pela supervisão das aulas e pela coordenação da equipa. O professor explicou que a oferta desportiva é variada: “Temos quatro modalidades ao serviço dos utentes: hidroginástica, hidroterapia, natação e treino personalizado (PT). Na modalidade de natação existem vários níveis: bebés (a partir dos três meses até aos dois anos), adaptação, iniciação, intermédio e avançado”, acrescentou ainda com orgulho: “É a única das piscinas de Vila Nova de Gaia com um tanque de 25 metros.”

A utente Conceição Góis, de 82 anos, reformada, à entrada para os balneários partilhou a sua experiência:: ”Frequento as piscinas há muitos anos. Gosto do ambiente acolhedor e que permite criar boas amizades. Pratico hidroginástica, porque é uma atividade imprescindível para o meu bem-estar.”

FACTOS HISTÓRICOS

A Granja nunca foi apenas uma praia; foi um conceito. No final do século XIX e início do XX, era aqui que a monarquia e a alta burguesia buscavam a cura pelas águas e o convívio social. A Praia da Granja permanece um símbolo cultural e histórico do verão português, onde arte, realeza e sociedade se encontraram à beira-mar, deixando um legado que ainda hoje atrai visitantes de todas as idades.

Famílias Históricas

Os Condes de Almedina, os Kopke e tantas outras famílias ligadas ao comércio do Vinho do Porto que, a partir de 1938, fizeram da piscina o seu clube privado de verão.

O professor reforçou ainda que a frequência deste espaço contribui para uma nova perceção por parte da comunidade. “Quando jovens e adultos passam por aqui, começam a olhar para este espaço de outra forma. Percebem que não é apenas lazer, mas também responsabilidade, saúde e serviço à comunidade.”

Para António e Paula o que diferencia estas piscinas é a manutenção rigorosa e o cuidado no tratamento da água, salientando que as razões do sucesso prendem-se também com a constante higiene, limpeza das instalações, a dinâmica entre os profissionais e os utentes, assim como o apoio dado às pessoas com deficiência.

À medida que a visita avança pode observarse e compreender a importância do trabalho de quem garante a segurança e a qualidade do espaço.

Entre perguntas, observações e momentos

de silêncio junto à água, foi reconhecido que os espaços públicos também contam histórias. E por falar em história, ali mesmo ao lado estende-se a Praia da Granja que é, desde o séc. XIX, uma estância balnear marcante. Esta praia faz parte do imaginário coletivo e é lembrada tanto pelo seu encanto natural, quanto pelos momentos de lazer que proporciona às famílias durante o verão: é lugar de cultura e memória literária. A Praia da Granja está eternamente ligada ao nome de Sophia de Mello Breyner Andresen. Foi aqui que a poetisa passou muitos verões. O bar de praia A Barraquinha era o espaço predileto de Sophia, no qual permanecia horas sem fim, “virada para o mar e remetida ao silêncio, mas sempre a escrever”, segundo Maria José Santos, filha da concessionária da antiga Barraquinha. Acrescentou que a demolição deste bar causou uma

“grande polémica por não ter sido preservado um espaço associado a uma das mais importantes poetisas portuguesas. Hoje, na nova Barraquinha junto às piscinas, Sophia continua presente nas suas paredes, onde se pode ler um excerto de um poema seu intitulado

Mar

”De todos os cantos do mundo Amo com um amor mais forte e [mais profundo Aquela praia extasiada e nua, Onde me uni ao mar, ao vento e [à lua.”

O mar é uma presença constante na vida e na obra da poetisa que fez da Granja o seu reino de infância e adolescência. Sophia não apenas frequentava a piscina; ela vivia entre o jardim da casa da família e o salitre da praia. De acordo com relatos biográficos,

Sophia Mello Breyner, numa carta endereçada a Miguel Torga, em 1944, escreveu: “A Granja é o sítio do mundo de que eu mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”. Assim sonhou Sophia, à mesa de um café, com o mar à frente e um poema a nascer. Talvez por isso o ar da Granja pareça ainda carregado de poesia. O mar não é apenas água: é memória, inspiração e silêncio. É também um espaço de aprendizagem. As Piscinas da Granja continuam, assim, a ser um ponto de encontro entre gerações, onde a água guarda histórias e onde cada mergulho carrega um pouco de passado, presente e poesia.

A visita terminou com um olhar demorado sobre o oceano. Entre a água da piscina e a água do mar, ficou a sensação de que aprender também pode ser escutar os lugares, sentir a sua história e deixar que nos transformem.

O desenvolvimento desta praia como destino de férias aristocrático deve-se em grande parte à inauguração da linha férrea que ligava Vila Nova de Gaia a Lisboa em 1864, facilitando o acesso e atraindo veraneantes da alta sociedade.

Realeza e Nobreza

Por ali passaram membros da família real portuguesa, incluindo o rei D. Luís, a rainha D. Maria Pia, o infante D. Afonso, o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, que faziam da Granja um dos seus refúgios de verão.

Intelectuais e Escritores

A praia não era apenas frequentada por nobres, mas também por destacados nomes da cultura portuguesa. Entre os intelectuais que veranearam na Granja destacam-se os membros do chamado “Grupo dos Cinco” — Oliveira Martins, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão e Eça de Queirós.

Outras Figuras e Inspiração Literária

A ligação à literatura estendeu-se também à poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo poema sobre a “Casa Branca” da praia permanece um dos retratos mais evocativos deste local. Em 1890, o Grilo de Gaya, um jornal local descreve muito bem o ambiente:

‘Têm chegado algumas famílias à praia da Granja, porém sempre as de costume: só fidalguias (…) Esta praia, talvez a mais bonita e saudável da nossa beira-mar, torna-se tristonha sem alegria, porque muitos banhistas preferem andar quasi sós, não querendo gente de classe baixa que os estorvem.”

Arquivo Municipal de

A Granja é o sítio do mundo de que eu mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto.”

Fonte:
Sophia de Mello Breyner
Sophia de Mello Breyner
Piscina interior da Granja
Salomé Cavadas, 7.ºA, AESMB
Praia da Granja Fotografia da autoria de Mafalda Martins, 12º A

Imersão

Cultural

Intercâmbio Erasmus

aproxima Galiza e Arcozelo

No âmbito do programa Erasmus, Noemi e João, alunos do 11.º ano, participaram num intercâmbio educativo em Allariz, Espanha, uma experiência enriquecedora que lhes permitiu contactar diretamente com uma realidade escolar e cultural diferente da sua. Esta mobilidade inseriu-se num projeto de cooperação entre escolas que, no mês de janeiro, levou a Escola Arquitecto Oliveira Ferreira, em Arcozelo, a receber a visita de dois alunos provenientes da Galiza, Iria e Lucas, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento das aulas e o quotidiano dos colegas portugueses.

João Ribeiro, 11ºB e Noémi Magalhães, 11ºA

Durante a visita à ESAOF, Iria e Lucas puderam participar em atividades práticas e trabalhos de grupo, algo que consideraram diferente em relação ao sistema educativo da Galiza. Lucas, que pretende tornar-se professor de Latim, comentou:

“Na Galiza, as aulas são muito teóricas e existe uma maior exigência nos testes escritos. Aqui tudo é mais dinâmico, com trabalhos em grupo e atividades práticas que tornam o dia mais interessante.”

Iria, que sonha em ser professora de Informática, acrescentou:

“Também notámos diferenças nos horários e na forma de avaliação. Além disso, na Galiza os telemóveis são proibidos nas aulas, o que é bem diferente daqui, onde os professores usam a tecnologia de forma integrada e educativa.”

Os visitantes tiveram a oportunidade de explorar a escola, assistir a várias aulas e participar em atividades colaborativas que demonstraram a abordagem mais prática e interativa da Escola Arquitecto Oliveira Ferreira. Para ambos, foi uma experiência reveladora, permitindo perceber como a metodologia de ensino pode influenciar a motivação e a participação dos alunos.

Os professores galegos presentes sublinharam a importância deste tipo de intercâmbio:

“É muito interessante observar métodos diferentes de ensino. Aqui, os alunos estão mais envolvidos e ativos, o que estimula o interesse e a aprendizagem de forma significativa.”

No final da experiência, Iria e Lucas destacaram o ambiente acolhedor da

Uma Experiência Erasmus que Une Culturas e Saberes

“É muito interessante observar métodos diferentes de ensino. Aqui, os alunos estão mais envolvidos e ativos, o que estimula o interesse e a aprendizagem de forma significativa.”

escola e o convívio com os colegas portugueses, salientando que a experiência não só permitiu conhecer uma realidade educativa diferente, como também aproximou culturas e enriqueceu o seu percurso escolar e pessoal.

Por sua vez, João destacou a riqueza do local onde decorreu a mobilidade, afirmando:

“Allariz é uma das vilas mais bem preservadas de Espanha, com um centro histórico medieval classificado e um património natural reconhecido pela UNESCO, o que tornou a experiência ainda mais especial.”

A aluna Noemi salientou o lado humano da experiência:

“Desde o primeiro dia fomos muito bem recebidos. O ambiente em Allariz foi extremamente acolhedor, tanto na escola como na comunidade, o que facilitou a integração e tornou o intercâmbio inesquecível.”

A Escola Arquitecto Oliveira Ferreira reafirma, assim, o seu compromisso com a inovação educativa e o intercâmbio de boas práticas, contribuindo para que alunos e professores ampliem os seus horizontes e desenvolvam competências essenciais para o futuro.

Turquia

Entre o Oriente e o Ocidente

Este diário de bordo regista a experiência vivida por alunos da ESAOF durante a visita à Turquia, entre os dias 30 de novembro e 6 de dezembro, no âmbito do projeto de mobilidade e intercâmbio cultural Erasmus+.

Cada dia trouxe novas descobertas, aprendizagens e desafios. Foi um percurso de crescimento pessoal e coletivo.

Domingo, 30 de novembro

Hoje chegamos a Istambul! A cidade é enorme e cheia de vida. Do avião, já pudemos ver o Mar de Mármara e o famoso Bósforo. Estamos ansiosos e curiosos relativamente ao país de acolhimento, às tradições locais e ao contacto com alunos de outras nacionalidades.

Segunda-feira, 1 de dezembro

Após a sessão de boas-vindas e apresentação do programa Erasmus, seguiu-se um lanche convívio, na escola de acolhimento. Cada país apresentou aspetos da sua cultura, tradições e gastronomia, promovendo o respeito pela diversidade. Visitamos a escola e provamos pratos típicos; participamos em jogos e atividades, fortalecendo laços e promovendo a cooperação e o trabalho em equipa.

O dia em Istambul foi inesquecível, cheio de história, cultura e experiências únicas. Começamos pela Praça Taksim, a zona mais famosa da cidade, onde se respira energia e movimento. Seguimos para a Torre de Gálata, admirando a sua imponência e as vistas panorâmicas. A visita à Igreja de Santo Antuan permitiu conhecer a diversidade cultural e religiosa de Istambul. Na parte da tarde, navegamos pelo Bósforo, entre a Europa e a Ásia, com margens bordadas de casas tradicionais e palácios à beira-mar.

Entre atividades divertidas e criativas, realizamos oficinas em grupo, um animado karaoke, uma aula de arte interdisciplinar e aulas de arco e flecha. Esta experiência reforçou o espírito de equipa, a cooperação intercultural.

O dia foi dedicado à descoberta do património histórico e cultural de Istambul, permitindo visitar alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. Exploramos o Grande Bazar, cheio de cores, sons e aromas. Percorremos o Hipódromo e os monumentos do antigo centro de Constantinopla. Visitamos o Museu Arqueológico e o Palácio de Topkapi, aprofundando conhecimentos sobre civilizações que marcaram a região. A noite terminou com um jogo da Euroliga, proporcionando convívio e lazer entre os participantes.

Envolvimento, reflexão e emoção marcaram o último dia das atividades. Um workshop consolidou os conhecimentos da semana, promovendo a colaboração e a criatividade entre alunos das diferentes nacionalidades. Após o almoço, houve um debate de partilha e discussão de experiências deste Erasmus. As apresentações finais dos workshops evidenciaram empenho e espírito de equipa. O dia terminou com a cerimónia de entrega de certificados e uma festa, celebrando novas amizades e encerrando uma semana intensa, enriquecedora e inesquecível.

Despedida e regresso a casa: uma experiência única, permitindo ver lugares que antes só conhecíamos dos livros. O intercâmbio contribuiu para o crescimento pessoal, cultural e social de todos. Mais do que uma viagem geográfica, foi uma viagem interior, feita de curiosidade, partilha e reflexão.

Bianca Guedes e João Freitas, 11ºA
Terça-feira, 2 de dezembro
Sábado, 6 de dezembro
Sexta-feira, 5 de dezembro
Quinta-feira, 4 de dezembro
Quarta-feira, 3 de dezembro
Istambul
Erasmus+, Istambul

O percurso inspirador de Ana Rosa

Uma história de dedicação, superação e orgulho

Hoje, damos voz a uma história de dedicação, superação e orgulho. Nesta entrevista, vamos conhecer uma ex-aluna da ESAOF, Ana Rosa Ferreira (carinhosamente tratada pelos amigos por Rosinha), trinta anos, com síndrome de Down, que se destaca pelo seu empenho, profissionalismo e alegria no trabalho. Atualmente, é colaboradora da companhia Pingo Doce do Grupo Jerónimo Martins, na área de frutas & vegetais, onde é reconhecida como uma colaboradora responsável, sempre pronta a dar o seu melhor e a ajudar a equipa. O seu esforço e compromisso não passaram despercebidos: já foi rosto de uma campanha, um reconhecimento mais do que merecido pelo seu desempenho exemplar. O seu percurso inspirador ganhou ainda maior visibilidade ao ser partilhado nas redes sociais, onde conquistou o carinho e a admiração de muitos. Nesta conversa, vamos conhecer melhor a sua experiência, os desafios, as conquistas e aquilo que a motiva todos os dias a seguir em frente. Acompanhada pelo pai e pela irmã, ultrapassou a timidez inicial demonstrada na sessão fotográfica e lançamos desde logo a pergunta…

Rosinha, feliz por voltares à escola?

Antes de mais, bom dia! Estou muito feliz por voltar à escola. Sim, já não venho aqui há muito tempo. Está tudo diferente. Sim, tudo mais bonito, mais gente. Pessoas novas e pessoas mais antigas.

Sabemos que trabalhas no Pingo Doce. Podes contar-nos um pouco sobre ti e sobre o teu dia a dia no local de trabalho?

Acordo às sete, mas às vezes tenho mais preguiça e só saio da cama às 7h:30. Tomo o pequeno almoço e depois vou de carro com o meu motorista… o meu pai (risos!!!). No trabalho, troco de roupa, de calçado e pico o cartão às oito. Depois trabalho até ao meio dia.

E o que fazes no teu local de trabalho?

(O pai e a irmã tentam explicar o que ela faz…vais ao armazém... vais às arcas… vais buscar paletes, tendo a Rosinha intervindo de forma rápida.)

Mas olhem, eu sou operadora de frutas e legumes. De manhã, o chefe de linha dá-me uma lista do que tenho de fazer e de quantas caixas é que vou repor. Eu separo as frutas e depois vou repor. Estou ali a encher, a encher,

“Gostava de ser bailarina ou atriz. É um sonho desde criança, mas tenho muita vergonha. Mas aquilo que eu gostava de ser era… normal.”

Síndrome de Down (T21) - O que é?

A síndrome de Down (ou trissomia 21) é uma condição genética, não uma doença, causada pela presença de um cromossoma 21 extra nas células, totalizando 47 em vez dos 46 habituais. Caracteriza-se por deficiência intelectual variável, hipotonia muscular e traços físicos específicos (olhos amendoados, rosto aplanado, pescoço curto). Com apoio, intervenção precoce e estímulos, pessoas com T21 podem ter vidas saudáveis, ativas e autónomas.

Como te sentiste quando foste escolhida para ser rosto de uma campanha do Pingo Doce?

“a encher. Depois vou ao tacho que levo de casa. A seguir entro à uma e estou mortinha para que cheguem as cinco da tarde.

Como é a tua relação com os colegas do Pingo Doce?

Dou-me muito bem com eles. Gosto deles e de ser honesta com todos eles e também com o meu chefe. Às vezes, crio afetos com meus colegas, mas depois vão para outra loja. Vão-se embora, vão-se embora e eu fico sempre aqui (com um semblante de tristeza).

Qual é o momento de que mais te orgulhas desde que começaste a trabalhar?

O melhor é estar com os meus colegas… eu gosto muito deles.

(O pai intervém dizendo… não, não é isso, o momento de que te orgulhas mais no Pingo Doce...) Ah!, o melhor momento foi, num Dia da Mulher, ter sido escolhida para, na entrada, dar flores a todas as mulheres. Também gostei de me disfarçar no Halloween e no Carnaval. E também quando os meus colegas anunciam ao microfone: “Chegou a nossa Rosinha, chegou a nossa flor.” (A irmã lembra-lhe o dia em que fez anos.) Ah! Pois, levei um bolo e cantaram-me os parabéns. Foi bonito. Às vezes dão-me miminhos (enternecida).

Fiquei muito nervosa, mas muito feliz. Tive de vestir farda nova para aquela ocasião. Tudo direitinho, bem penteada e maquilhada. Depois ainda me fizeram um lacinho. (O pai lembra - depois disso já teve mais uma ou duas sessões fotográficas, não foi Rosinha?

Ela fica muito stressada com tudo o que seja novidade. A entrevista de hoje, só lhe contamos ontem, ao final do dia), referiu. Sim, foi para um cartaz do Programa Incluir do Grupo Jerónimo Martins, que promove a empregabilidade de pessoas com dificuldade no acesso ao mercado de trabalho. A Rosinha iniciou o seu percurso através da formação prática em contexto de trabalho no âmbito do projeto “Project Search” em parceria com a Cooperativa FOCUS, C.R.L., que se realizou no Recheio de Braga.

O que pensaste quando soubeste que a tua história ia aparecer nas redes sociais?

Foi uma surpresa boa. Todos os meus colegas adoraram. Todos se admiraram. Ficaram de queixo caído (entre gargalhadas)!!

Quem te apoia mais no teu dia a dia, no trabalho e fora dele?

Lá dentro é o meu chefe (Jorge Nunes) e as minhas colegas e também a família; a mana, o pai e os cunhados. Sabem, já sou tia (esboçando um sorriso).

O que te faz sorrir e ter vontade de dar o teu melhor todos os dias?

A história da Rosinha é muito mais do que um exemplo de inclusão: é uma lição de humanidade, coragem e amor ao trabalho.

Com o seu sorriso sincero, a sua dedicação diária e a forma genuína como enfrenta cada desafio, lembra-nos que o verdadeiro valor de uma pessoa está no empenho, no respeito e na alegria que coloca em tudo o que faz. Mostra-nos que seguir em frente com orgulho é, por si só, uma grande vitória.

Gosto muito do que faço. Gosto de mexer com as mãos. Gosto de chegar ao fim e dizer “Dever cumprido”.”

Gosto muito do que faço. Gosto de mexer com as mãos. Gosto de chegar ao fim e dizer “Dever cumprido”. Mas não gosto que mexam nas coisas (frutas e legumes). Não gosto que estejam a remexer a fruta. Fico danada (gesticulando)!

Como gostas de passar o teu tempo livre quando não estás a trabalhar?

Gosto de estar em casa. Gosto de ir às praias.

Gosto de correr na passadeira. Mas o meu desporto favorito é dormir, porque tenho dores nas pernas. Nas folgas aproveito para descansar, porque estou muitos dias em pé.

E tens algum passatempo especial ou atividades que gostes de fazer?

Sim, gosto de pintar, montar puzzles, fazer sopa de letras. Também vejo TV, mas só canais de música. Ah! Gosto de filmes CSI, da música da Shakira, Jennifer Lopez e também de fado. Gosto da Marisa, da Ana Moura e da Cuca Roseta. Adoro-a! Quando quero dançar, a música que mexe mais comigo é a Sertaneja.

Tens algum sonho pessoal que gostasses de realizar?

Gostava de ser bailarina ou atriz. É um sonho desde criança, mas tenho muita vergonha. Mas aquilo que eu gostava de ser era… normal. (A irmã reforça a ideia de que a Rosinha é normal tal como é, explicando que “normal” significa ser

aceite, respeitada e feliz sendo ela própria). Quem acreditou mais em ti, até hoje, Rosinha?

Há uma professora especial (ex-docente da ESAOF), a Ilda Peralta. Temos muitos laços afetivos. Deu-me muito apoio na escola e fora da escola, no meu último ano lá. Foi quando a minha mãe faleceu. E também a terapeuta ocupacional, Joana Silva, treinadora de natação sincronizada adaptada no Sporting Clube de Espinho. Participei numa dupla de natação sincronizada, a primeira em Portugal e fomos a Espanha e a Lisboa. Eu adorava nadar. Também fiz um cenário em 3D sobre o conto Menina do Mar, que foi usado para fazer um filme de animação, divulgado pelo Cinanima de Espinho. (A irmã refere que foi a terapeuta que a orientou para o projeto “Project Search”, dinamizado pela Cooperativa FOCUS,C.R.L. e pelo Programa Incluir.)

Como te descreverias como pessoa?

Sou muito honesta, sou como sou. Gosto de ser bem tratada e gosto de conhecer pessoas novas. Também sou um pouco tímida. Acho que sou uma pessoa simpática, tirando o mau acordar. Às vezes estou mais calada, outras vezes mais feliz.

Queres deixar uma mensagem para quem vai ler a tua entrevista?

Os meus colegas do Pingo Doce vão ficar de queixo caído! Mas quero dizer que nunca baixem os braços. Quando se chora, limpamos as lágrimas e continuamos. A vida é bela!!

Carolina Alves e Carolina Fonseca, 12ºA
Ana Rosa com Nuno Ribeiro (Gestor de Marketing do Pingo Doce) e Cármen Martins

Vivência nas Olimpíadas

Aluno destaca-se em competições científicas

O aluno Raul Sousa, da ESAOF, tem vindo a destacar-se em competições científicas nacionais, acumulando presenças e vitórias em finais ao longo do seu percurso académico. Entre os principais feitos, destacase a conquista do primeiro lugar nas 11.as Olimpíadas Portuguesas de Geologia.

Todos os anos, as Olimpíadas e concursos científicos continuam a ser um palco privilegiado de empenho, dedicação, emoção e expectativa de sucesso para alunos e professores. Para além dos resultados alcançados, há um conjunto de vivências que raramente chegam ao conhecimento da comunidade escolar: horas de trabalho extra, partilhas, resiliência e descobertas que marcam profundamente quem participa. É neste contexto que se destaca o percurso de Raul Sousa, cuja motivação para participar e vencer tem sido determinante ao longo do seu percurso académico. Embora muitos alunos participem nestas iniciativas por incentivo externo, no caso de Raul a vontade de competir e superar desafios é uma constante. No ano letivo de 2024/2025, Raul Sousa alcançou um dos momentos mais altos do seu percurso, ao garantir o apuramento

na fase regional, realizada em abril, em Vila do Conde. O aluno assegurou assim a presença na final nacional, que teve lugar em junho, na Costa da Caparica, onde conquistou a vitória nas 11.as Olimpíadas Portuguesas de Geologia, promovidas pela Sociedade Portuguesa de Geologia. Como prémio, foi distinguido com uma viagem científica de quatro dias às ilhas Terceira, Faial e Pico, nos Açores. Apesar do sucesso alcançado, ficou por

promovidas pela Universidade Católica do Porto. Embora os conteúdos destas provas sejam lecionados apenas no 12.º ano, Raul, enquanto aluno do 11.º ano, conquistou a final nacional, evidenciando capacidades académicas muito acima da média. A participação nesta competição será repetida no presente ano letivo. Mais recentemente, Raul Sousa voltou a abraçar um novo desafio, desta vez acompanhado pela aluna Rita Sousa, ao participar no concurso “Inventar a Alimentação do Futuro”, igualmente dinamizado pela Universidade Católica do Porto. A equipa desenvolveu três receitas originais — sopa, prato principal e sobremesa — após várias sessões de trabalho fora do horário letivo. As propostas foram testadas e avaliadas numa sessão de prova final, que contou com a presença do diretor da ESAOF, Octávio Soares, da subdiretora, Luísa Félix, e da coordenadora dos Serviços Administrativos, Alexandra Trindade, que validaram a qualidade e criatividade dos pratos apresentados. No dia 7 de janeiro, a equipa recebeu a confirmação do apuramento para mais uma final nacional, reforçando o reconhecimento do trabalho desenvolvido.

De Portas Abertas

Profissionais da Restauração

Inspiram Alunos em Workshops Práticos

Projeto Casanova Convida

Durante o primeiro semestre, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Restaurante e Bar tiveram a oportunidade única de participar em workshops ministrados por profissionais da área da restauração, numa iniciativa que trouxe conhecimento prático, inspiração e contacto direto com a realidade do setor.

concretizar a possibilidade de representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra (IESO), devido à não participação do país na competição internacional.

O percurso de Raul Sousa é marcado por uma preparação rigorosa e contínua, demonstrando que o sucesso é resultado direto do trabalho e da dedicação. Prova disso é também a sua participação nas Olimpíadas de Biotecnologia,

Já em fevereiro, registou-se ainda um novo apuramento do Raul para a final das Olimpíadas Portuguesas de Matemática, evidienciando a diversidade e consistência dos resultados alcançados. Independentemente do resultado, o empenho, a dedicação e a alegria da participação são já conquistas asseguradas. Para a docente envolvida, Etelvina Dias, “estas experiências representam um verdadeiro mosaico de emoções — orgulho, medo, alegria, cansaço e esperança — que continuam a inspirar uma carreira dedicada ao ensino há mais de 40 anos. Cada concurso e cada edição permanecem como capítulos únicos de uma história profissional construída com paixão, compromisso e partilha”.

Os workshops abordaram diferentes áreas da restauração, desde a elaboração de pratos, técnicas de serviço e atendimento ao cliente, ao fascinante mundo dos vinhos das regiões vitivinícolas do Douro, Vinhos Verdes e Bairrada, ao universo da mixologia e do bar, até à gestão de espaços de restauração. Para os alunos, esta foi uma mais-valia inestimável, permitindo-lhes compreender melhor o funcionamento real de restaurantes, cafés e bares, e perceberem as exigências, responsabilidades e criatividade necessárias para trabalhar neste setor e, sobretudo, desenvolver competências práticas que dificilmente seriam transmitidas apenas em sala de aula.

Além do conhecimento técnico, os

“É muito importante para nós transmitir aos jovens o que realmente acontece num restaurante ou bar e inspirá-los a experimentar e criar.”

workshops também proporcionaram incentivo à iniciativa e ao trabalho em equipa, competências essenciais para qualquer carreira profissional. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de colocar questões, experimentar novas técnicas e receber feedback direto dos profissionais, tornando a aprendizagem mais concreta e memorável.

Este tipo de experiências demonstra como a ligação entre escola e mercado de trabalho é fundamental, preparando os alunos para os desafios futuros e estimulando a curiosidade e a paixão pela área da restauração. Um agradecimento especial aos

nossos convidados Rui Pereira, da Proice, Gianpiero, da Senzu, João Rebelo, da Casa das Bifanas de Valongo, João Santos, do Dekaras Bar, Joana Rodrigues, da Campari, João Pessoa, da Licor Beirão, Eduardo Tavares, da Sogrape, Daniel Carvalho como embaixador do ano, Hugo Silva, da Green Odyssey, Ana Caio, da Kranemann e Luís Meirinho, da Terroir, cuja disponibilidade, generosidade e inspiração fizeram deste evento uma experiência enriquecedora que certamente ficará na memória de todos os participantes.

Estas experiências mostram que a restauração é muito mais do que cozinhar: envolve atenção, organização e paixão pelo que se faz.”

Aprender com quem faz

Cada convidado trouxe um olhar diferente sobre a restauração: desde a elaboração de pratos, passando pelo atendimento ao cliente, até à gestão de espaços de restauração.

Competências que ficam para a vida

Além do conhecimento técnico, os workshops promoveram trabalho em equipa, iniciativa e criatividade, competências essenciais para qualquer futuro profissional. Os alunos puderam colocar questões, experimentar técnicas e receber feedback direto dos especialistas, tornando a aprendizagem concreta e motivadora.

Este tipo de atividades demonstra como a ligação entre escola e mercado de trabalho é fundamental. Preparar os alunos para desafios futuros, estimular a curiosidade e mostrar a realidade de profissões é uma forma eficaz de construir motivação e conhecimento prático, que os acompanhará em qualquer percurso profissional.

Gianpiero
Hugo Casanova com Rui Pereira
Entre escola e o mercado de trabalho
Eduardo Tavares
João Santos
João Rebelo Jianpiero
Joana Rodrigues Daniel Carvalho João Pessoa
Ana Caio Luís Meirinho
Etelvina Dias Hugo Silva
Imagem gerada por IA
Raul

Arquiteto e Escritora

Encontram-se

Proximidade Entre Duas Escolas

Reforça Cooperação

Chá, Bolos e Poesia

Em maio, na Semana Educa, as escolas Arquitecto Oliveira Ferreira e Sophia de Mello Breyner desenvolvem a atividade “Chá, bolos e poesia”, em parceria. Toda a comunidade educativa pode participar neste evento poético.

“Chá, bolos e poesia” é uma atividade idealizada e desenvolvida pela ESAOF há cerca de vinte anos — um percurso longo que muito orgulha a comunidade educativa e que prova a força das boas ideias quando são cultivadas com dedicação.

Entre um belo chá quente, bolinhos e palavras cheias de emoção, esta atividade traz a possibilidade de vivermos um ambiente de partilha, sensibilidade e cultura. Num espaço acolhedor e tranquilo, ouve-se, lê-se e sente-se a poesia; dá-se voz a textos conhecidos e até a criações próprias. Mais do que um simples encontro, é um momento anual de convívio literário que desperta a imaginação, promove o gosto pela leitura e reforça os laços de toda a comunidade escolar. Entre versos, sorrisos e sabores, a

poesia mostra que pode ser simples, próxima e capaz de tocar todos de forma única e especial.

Há quatro anos, a iniciativa ganhou uma nova dimensão ao passar a ser realizada em parceria com o Agrupamento de Escolas Sophia de Mello Breyner, num propósito claro de aproximação entre as duas escolas. Esta colaboração tem promovido a partilha de experiências, vivências e afetos entre alunos que, embora distribuídos por estabelecimentos diferentes, têm em comum "a mesma terra" de origem.

"Chá, bolos e poesia"! Reforçando laços e construindo pontes, com todos e para todos!

“O Vazio Criativo” Dar Voz à Imaginação

As sessões de teatro, dinamizadas pela artista Isabel Fernandes Pinto, no âmbito da candidatura “Artista Residente 2025” do Agrupamento de Escolas Sophia de Mello Breyner, foram uma iniciativa artística e educativa enriquecedora para toda a comunidade escolar. A artista, ligada à comunidade local, contribuiu para aproximar a escola da cultura através do projeto de expressão dramática “Vazio Criativo”.

O projeto envolveu alunos desde o pré-escolar até ao terceiro ciclo, bem como professores, através de oficinas de teatro, escrita criativa e criação artística, adaptadas a cada faixa etária. As crianças do pré-escolar participaram em jogos teatrais e na construção de marionetas com materiais reutilizáveis. No primeiro ciclo, os alunos trabalharam a escrita criativa, a ilustração e a criação de contos, culminando em leituras teatralizadas. Já no segundo e terceiro ciclos, as atividades centraram-se na expressão dramática, criação de personagens e reflexão sobre temas culturais e cívicos, terminando com uma intervenção teatral de rua.

Paralelamente, os docentes participaram numa ação de formação para integrar a expressão

Campeão Europeu

Hóquei em Patins Sub-17

dramática nas práticas pedagógicas. Os testemunhos dos alunos revelaram um impacto muito positivo, destacando a aprendizagem dinâmica, o aumento da confiança e a saída da zona de conforto.

De forma geral, a iniciativa promoveu a criatividade, a expressão pessoal, o trabalho em equipa e o pensamento crítico, mostrando o teatro e a escrita criativa como ferramentas importantes no desenvolvimento integral dos alunos. Está ainda prevista uma apresentação pública para a comunidade e participação na Bienal Cultura Educação #2, dando continuidade e visibilidade ao trabalho realizado.

A Seleção Nacional de Hóquei em Patins Sub-17 conquistou o título europeu, reforçando o destaque de Portugal na modalidade. Entre os atletas da equipa campeã está o jogador Afonso Oliveira.

Com apenas 15 anos, Afonso divide a sua rotina entre os estudos e uma intensa dedicação ao hóquei em patins. O jovem atleta tem vindo a construir, passo a passo, um percurso marcado pelo esforço, disciplina e ambição.

Fequentou a Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira durante o 3.º ciclo do ensino básico. Atualmente, frequenta o curso de Ciências e Saúde.

Apesar das exigências académicas, o jovem atleta mantém uma ligação muito forte ao desporto. Treina entre quatro a

descreve-se como um rapaz brincalhão, que gosta de fazer rir quem está à sua volta, mas que valoriza sobretudo a amizade, a lealdade e a sinceridade.

Entre os momentos mais marcantes da sua jovem carreira está o jogo frente à seleção italiana, no qual marcou o primeiro golo com a camisola da seleção nacional.

“Foi um momento muito especial e um enorme motivo de orgulho”, recorda. No plano das referências desportivas, o jovem inspira-se no espanhol Ignacio

cinco vezes por semana, acumulando cerca de 12 horas de treino, às quais se soma, pelo menos, um jogo ao fim de semana. Para conseguir equilibrar o estudo com a prática desportiva, recorre a explicações individuais e em pequeno grupo e aproveita até as viagens para estudar. Quando precisa de faltar às aulas, devido a compromissos desportivos, conta com a ajuda dos colegas, que lhe enviam apontamentos e informações. Fora do rinque, Afonso

Jovem promessa do hóquei sobre patins sonha chegar à primeira divisão.

“

Sem espírito de sacrifício é muito difícil alcançar grandes objetivos. Acreditem sempre.”

“Thunderstruck”, dos AC/DC, e lhes dirigia palavras sentidas, cheias de paixão e convicção. “Era impossível não sentir uma energia extra e, muitas vezes, era difícil não me emocionar com os discursos do treinador Hugo Azevedo”. Quando se apercebeu da vitória do Campeonato da Europa, o jovem confessa que demorou a perceber o que estava a sentir. “Foi uma emoção completamente nova. Aos poucos tive consciência que todo o trabalho, esforço e sacrifício tinham valido a pena”,

Alabart, jogador de hóquei em patins do Barcelona, por se identificar com o seu estilo de jogo.

Aquando da final do Campeonato Europeu de Hóquei em Patins de Sub-17, Afonso disse que: “no balneário, sentia-se que todos estavam totalmente focados no mesmo objetivo: ganhar”. Antes das partidas, ouviam música e faziam jogos para aliviar a tensão. Acrescenta que o treinador colocava sempre a música

do seu percurso e que contribuíram de forma decisiva para o seu crescimento como atleta e como pessoa. Entre eles, destaca o primeiro treinador, Daniel Machado, que o orientou nos primeiros passos, e Raúl Alves, cuja dedicação e ensinamentos foram fundamentais na sua evolução. Para o futuro, Afonso estabelece metas claras: dentro de cinco anos, espera jogar num clube da primeira divisão e tornar-se uma inspiração para outros jovens atletas. A mensagem que deixa a quem partilha o mesmo sonho é simples, mas firme:

explica. Nesse momento, diz: “só quis olhar para o meu pai e agradecer-lhe por tudo o que tem feito por mim”.

Esta vitória teve também uma dedicatória especial: lembra com carinho a avó Nelinha, já falecida, a quem dedica todas as conquistas. Ao lado dessa memória está também o pai, que considera um dos pilares fundamentais da sua caminhada no hóquei. O jovem atleta não esquece igualmente os treinadores que o acompanharam ao longo

trabalhar sempre, mesmo perante dificuldades ou injustiças. “Sem espírito de sacrifício é muito difícil alcançar grandes objetivos. Acreditem sempre”, afirma. Para Afonso Moreira Oliveira, o desporto tem sido muito mais do que competição. Também ajuda a desenvolver valores como a disciplina, a responsabilidade e o espírito de equipa — aprendizagens que considera essenciais não apenas no hóquei, mas também na vida pessoal e académica.

Carolina Castro, Gabriela Soares, Juliana Gomes e Vitória Meireles, 9ºA, AESMB
Afonso Oliveira na final do Campeonato Europeu
Afonso Oliveira a festejar o golo no Campeonato
Chá,bolos e poesia na ESAOF Chá,bolos e poesia na AESMB
Afonso Oliveira

Neste mês a memória desperta. Recordamos acontecimentos que marcaram os tempos. Assim, enquanto a natureza floresce, renasce igualmente a esperança de novas narrativas.

Acontecimentos que Fazem História

- Arcozelo -

D. Maria Adelaide, conhecida como “A Santinha de Arcozelo”, faleceu a 12 de março de 1930, tornando-se uma figura central da fé local e transformando a freguesia num centro de romagem.

- Portugal -

Nascimento do Infante D. Henrique (4 de março de 1394).

O grande impulsionador dos Descobrimentos Portugueses nasceu na cidade do Porto.

- Arcozelo -

Historiadores destacam o mês de março como período de avanços contínuos na manutenção da linha ferroviária que atravessa Arcozelo (especialmente as estações de Miramar, Aguda e Granja), infraestrutura que desde o século XIX permitiu o escoamento de produtos e o turismo balnear.

-

Portugal -

Fundação da Primeira Universidade (1 de março de 1290):

O rei D. Dinis assinou o documento “Scientiae thesaurus mirabilis”, criando o Estudo Geral em Lisboa, que viria a ser a Universidade de Coimbra.

Alcunhas da Aguda

Um Património

Imaterial à Beira-Mar

Apelidos tradicionais preservam a identidade da comunidade piscatória da Aguda

Na praia da Aguda, em Vila Nova de Gaia, os apelidos familiares continuam a ser uma marca identitária forte e singular da comunidade piscatória local. Mais do que simples alcunhas, estes nomes atravessam gerações e contam histórias de vida, trabalho, caraterísticas físicas e episódios marcantes do passado.

- Internacional -

- Internacional -

Hoje, dia 21 de Março, celebra-se o Dia Mundial da Síndrome de Down (World Down Syndrome Day – WDSD), declarado oficialmente pelas Nações Unidas desde 2012, com o objetivo de aumentar a consciencialização pública sobre esta Síndrome.

- Internacional -

Dia Mundial da Poesia (dia 21 de março):

Um agradecimento especial aos nossos convidados,

A escolha da data, 21º dia do 3º mês, não foi ao acaso! Deveu-se à singularidade da triplicação (trissomia) do 21º cromossoma e que causa a Síndrome.

Nascimento de Johann Sebastian Bach (1685):

Nasceu em Eisenach, na Alemanha, um dos maiores compositores de todos os tempos, cuja obra é o pilar da música barroca.

A data de nascimento de Bach é 21 de março de 1685 segundo o calendário juliano, em vigor na sua região de nascimento (Eisenach) na época. No entanto, corresponde a 31 de março de 1685 no calendário gregoriano.

- Internacional -

Primeira Circum-navegação em Balão (1999):

Bertrand Piccard e Brian Jones completaram a primeira volta ao mundo sem escalas num balão de ar quente.

O balão descolou de Château-d’Oex, na Suiça, no dia 1 de março de 1999 e pousou no dia 21 de março no Egito.

Instituído pela UNESCO para promover a diversidade linguística e a expressão literária. Cinco poetas para ler neste dia Ary dos Santos, António Gedeão,Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa e Al Berto.

Entre os apelidos mais conhecidos da comunidade encontram-se: A Gata, Areias, As Palhaças, Baratas, Bigodinhos, Bispo, Boina, Bochechas, Canholas, Cara de Ferro, Cenourinha, Charneca, Compinchas, Gordo, Zé Gravata, O Granja, Lixeiros, O Batata, O Carapau, O Queijo e O Raposo Cada um deles identifica famílias inteiras e é reconhecido por todos os habitantes da localidade.

Segundo o testemunho de José Manuel Batista de Oliveira pescador natural da Aguda, estes apelidos surgiram de forma espontânea, criados pela própria população como uma forma prática de identificação numa comunidade onde muitos partilhavam os mesmos nomes próprios. “Normalmente, tinham origem na fisionomia ou em atos marcantes do passado”, explica.

O próprio José Manuel recorda que o apelido da sua família, Carapau, teve origem no

seu pai, devido à sua compleição física magra e baixa. Já no caso do avô, conhecido como José Louceiro, o nome surgiu porque vendia louça enquanto se deslocava a cavalo. Também a família da sua esposa, varina criada na Aguda, tem um exemplo curioso: o irmão ficou conhecido como “25” após surgir, no dia 25 de abril, com uma camisola alusiva à data. Os apelidos estendiam-se ainda à relação com o mar, elemento central da vida destas famílias. Quando o mar se apresentava agitado, dizia-se popularmente que “o mar hoje está um cão”, numa linguagem própria e carregada de significado para quem dependia dele diariamente.

“Aqui, somos conhecidos pelos nossos apelidos familiares, cada um com a sua história caricata. Ninguém é tratado pelo seu próprio nome, e isso nunca gerou qualquer tipo de confusões. Todos sabemos quem somos e onde moramos, o que torna esta terra bonita e mostra a nossa união”, sublinhou.

Este património imaterial continua vivo na memória coletiva da Aguda, reforçando laços de pertença, identidade e união entre os seus habitantes. Num tempo em que muito muda, as alcunhas resistem, preservando memórias, histórias e a identidade de uma comunidade profundamente ligada ao mar.

Não foram aqui explicitados nem referidos todos os outros apelidos existentes, mas cada um tem a sua própria história. Muitos deles estão presentes na página do presidente da Comissão de Festas da Nossa Senhora da Nazaré, João Pedro Taira, uma figura fundamental para manter a nossa terra sempre presente na memória e permanentemente disponível para apoiar tudo o que diga respeito à Aguda.

- Internacional -

A Comic-Con é considerada o maior festival de cultura pop do mundo.

Um dos seus fundadores, Shel Dorf, organizou em San Diego, na Califórnia, a primeira convenção de um dia, chamada Golden State Comic-Minicon, realizada em 21 de março de 1970.

Ficha Técnica

Coordenação Ana Cristina Marques, Ana Paula Tavares, Cármen Martins, Manuela Teixeira e Pedro Campos
Colaboradores - alunos | Afonso Azevedo, Ana Carolina Santos, Benedita Martins, Bianca Guedes, Bruna Cunha, Carolina Alves, Cristiano Camarinha, Diana Oliveira, Duarte Simões, Hugo Costa, Inês Oliveira, João Freitas, João Ribeiro, Luana Ferreira, Mafalda Martins, Maria Carolina Fonseca, Noemi Magalhães, Rafaela Gomes, Rafaela Pereira, Raul Sousa, Renata Vieira, Rita Sousa e Tomás Leça
Colaboradores - professores | Andreia Rocha, Etelvina Dias e Hugo Casanova
Colaboradores - assistentes operacionais | Carla Sofia Pereira e Ana Cristina Oliveira
Inês Oliveira e Mafalda Martins, 12ºA

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