CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA UFBA ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCIA ORIENTADOR
MAURÍCIO CHAGAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Salvador 2016.1
AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a meus pais, que me motivam todos os dias a ser o melhor que eu posso ser. Agradeço a meus irmãos, por me tornarem quem eu sou hoje. Agradeço a minhas avós, que sempre me apoiaram. Agradeço ao meu amor, e a sua família que me adotou, por ser essa inabalável fonte de segurança. Agradeço aos meus amigos, que estiveram ao meu lado nas melhores das festas e nos piores dos virotes. Agradeço a Universidade: a diretora que me inspira, aos professores corajosos e aos funcionários que fizeram esses anos serem especiais. Agradeço ao meu orientador, que soube me incentivar como deveria e aceitou esse desafio comigo. E , agradeço ao meu grupo de produção frenética, sem eles esse projeto não teria acontecido. Esse projeto não é meu, é nosso.
Índice »» Introdução
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»» Público x SEMIPÚBLICO X privado
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»» A ufba
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Planufba A Ufba em Números Campus do Canela Ufba e a cidade
»» O local Levantamento de dados Terreno
14 16 18 20
36 38 42
»» Referências
46
»» Projeto
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»» Referências Bibliográficas
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Introdução O objeto escolhido para desenvolvimento deste trabalho final de graduação é um Centro de Convivência que será implantado na Universidade Federal da Bahia, mais especificamente no Campus do Canela. O tema surgiu da necessidade dos frequentadores dessa instituição por um local onde seja possível desenvolver
atividades
extracurriculares.
Uma
universidade além de ser um local acadêmico, é também um local de ebulição cultural, política e social. Faz-se necessário espaços destinados para expansão de atividades de forma a contribuir para a sociedade em diferentes aspectos. O projeto busca oferecer um equipamento para a Universidade, assim como para a cidade. O Centro de Convivência da UFBA propõe-se a questionar a barreira física público-privada criada principalmente pela colocação de grades no entorno da UFBA, ao mostrar que é possível ter gradações diferenciadas e menos abruptas de demarcação territorial.
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O Centro tem como objetivo sanar algumas demandas recorrentes do corpo docente, discente e do entorno, ao suprir lacunas de infraestrutura deixadas pelos atuais campi da UFBA, criando um espaço de convivência que poderá ser utilizado por toda a população. Para a concepção do projeto foi necessário analisar o conceito entre espaço público e privado, o histórico da formação do espaço físico da Universidade e a pesquisa desenvolvida durante o Atelier V de 2015 ministrado pela professora Paola Berenstein Jacques, que se intitulou “A UFBA e a Cidade” e teve como objetivo compreender a articulação da UFBA dentro da cidade.
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Público x SemiPúblico x Privado Quando a UFBA é o local de intervenção projetual, é essencial discutir o conceito de público e privado. O professor e arquiteto Herman Hertzberger traz o conceito de público e privado associando a noção de individual e coletivo. Na esfera do privado o indivíduo pode exercer suas vontades, e possui domínio restrito sobre o espaço, já na esfera do público o domínio é repartido por todos os membros da sociedade, podendo dizer que o espaço público é essencialmente o espaço democrático. Ele fala, também, de como isso é perceptível dentro das escolas, que uma escola pública é pública na sua administração, porém é um espaço privado destinado a uma parcela da população que está devidamente matriculada e, portanto, faz-se necessário um controle de entradas e saídas, assim como controle de presença em classe. Então, se tomamos a visão de Hertzberger é possível compreender como o espaço público da UFBA funciona. É uma universidade pública, gerida por servidores públicos, com uma receita proveniente do governo federal, e por isso a Universidade é considerada pública, e no caso seu espaço também. Porém, é perceptível como existem gradações de demarcação territorial. As grades que foram colocadas em 2007, que tem sua serventia questionada todos os dias, são o perfeito exemplo de como as soluções de barreira física são de fácil adoção. 10
“Uma área acessível a todos a qualquer momento; a responsabilidade por sua manutenção é assumida coletivamente. Privada é uma área cujo acesso é determinado por um pequeno grupo ou por uma pessoa, que tem a responsabilidade de mantê-la” Herman Hertzberger
“As primeiras ocorrências da palavra ‘público’ em inglês identificam o ‘público’ como o bem comum na sociedade... ‘Público’ significava aberto à observação de qualquer pessoa, enquanto ‘privado’ significava uma região protegida da vida, definida pela família e pelos amigos.” Richard Sennett
Assim podemos entender como as grades, apesar de serem uma barreira física, são primeiramente uma convenção aceita por todos. Pois não existe nenhum tipo de fiscalização que impeça o entrar e sair da Universidade.
“Espaços públicos de razão comunicativa... um espaço livre da cidade voltado essencialmente ao encontro público, um momento da esfera de vida pública... a praça se constitui num índice de civilidade, de cidadania, de qualidade de vida urbana. A praça é um signo do lugar, revelador de contradições e conflitos sociais. Na praça expõe-se a sociedade em seu movimento.” Eugênio Queiroga
socialização, mas é também onde se identificam atitudes de maior agressão ao outro, ao desconhecido. O espaço de transição entre o público e o privado, ou território secundário, é o espaço ocupado por grupos que se relacionam
Os frequentadores da Universidade aceitam aquela barreira
segundo regras relativamente formais que identificam o direito
física como algo que os protege, em algumas áreas do campus
de acesso e uso do território. Ele “não é nem completamente
os estudantes esperam o ônibus do lado de dentro da grade e
privado, nem totalmente público” e corresponde a ambientes
não no ponto de ônibus. Em compensação, quem trabalha na
onde ocorrem reuniões de grupos que tenham identidades em
Federação e se depara com a escassez de estacionamento na
comum. É um espaço de socialização mais estrita e direcionada.
Rua Caetano Moura, não hesita em estacionar na Faculdade de Arquitetura. “O Espaço privado- ou território primário- é caracterizado pelo alto grau de intimidade: controlado pelo seu ocupante, que nele permanecem usualmente por longos períodos ao saírem a esfera mais pública da vida social.. O exemplo mais contundente é a habitação.
FISCHER, G.N. Psicologia Social do ambiente. Lisboa: Instituto Piaget - Sociedade Industrial Gráfica Ltda., 1994. O Centro de Convivência é um equipamento que transita entre as esferas do público e do semipúblico. No âmbito do espaço público, o Centro oferece áreas designadas para atividades comunitárias, busca incitar a apropriação do espaço público pela comunidade e atender demandas de serviços, conveniências
O espaço público, ou território público, em teoria, pertence
e áreas de lazer da população. No âmbito do semipúblico, o
a todos. É ocupado temporariamente por uma pessoa ou um
Centro visa atender a comunidade acadêmica da UFBA em seu
grupo, entendidos como os “proprietários provisórios”, que se
momento de repouso e confraternização, tornando-se um local
comportam ali conforme normas sociais e costumes daquela
de encontro, um ponto nodal da universidade.
cultura. Neste espaço, desenvolvem-se atividades diversas de 11
A ufba Para concepção do Centro de Convivência é
Teatro, Arquitetura, Matemática e Física, Geologia
esta última ainda constitui uma verdadeira barreira
essencial analisar o histórico da UFBA, entender as
e Filosofia. Enquanto no Campus do Canela, foi
entre as Unidades de Saúde e a Escola de Direito,
transformações ocorridas no seu espaço físico, sua
implantada a Escola de Administração.
posteriormente Administração e Educação também.
conformação final e, consequentemente, a sua inserção na malha urbana da Cidade. A antiga Universidade da Bahia tornou-se federal, e, portanto, responsabilidade do Governo Federal em 1950. Então foi renomeada Universidade Federal da Bahia – UFBA.
Faculdade de Medicina, Enfermagem, Odontologia, Escola
Politécnica
“Essas transformações, uma vez realizadas,
uma área de 40,80 hectares, sendo 19,80ha no
refletem consideravelmente nos territórios da
Canela e 21ha na Federação-Ondina.
UFBA, vez que os dois campi representam, na
A universidade continuou a crescer, criando novas unidades e remanejando outras, passando de 153.398 m2 para 229.139 m2 entre as décadas de
Na época era composta por sete unidades: Farmácia,
Ao final da década de 60, os campi acumulavam
(Engenharia,
Matemática, Ciências Naturais e Física), Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (responsável pelos cursos de Geologia e Letras) e a Escola de Belas Artes -EBA, também responsável pelo curso de Arquitetura. Em 1951 foi implantada a escola de veterinária. Em 1954, implantou-se a Faculdade de Biblioteconomia e Documentação, sendo ainda agregada a Faculdade de Direito, que foi federalizada neste mesmo ano. A característica marcante da Universidade de ter suas unidades espalhadas por diversos pontos da cidade e funcionando de maneira independente já se dava desde este momento, tendo como ponto central geográfico o Campus do Canela.
70 e 80. Atualmente os campi se dividem entre Canela e Federação-Ondina, estando a Faculdade de Economia e Ciências Contábeis completamente fora deste contexto, na região da Piedade. Além disso, diversos setores como a Pró-reitoria de Extensão, as Residências Universitárias, a Creche Universitária, a Secretaria Geral dos Cursos, dentre outros se encontram espalhados em pontos diversos da cidade dificultando a locomoção de alunos e funcionários. Mesmo com a intenção de agrupar as unidades, o desenvolvimento urbanístico de Salvador forçou a sua segregação. Um dos maiores impactos na configuração espacial dos campi, assim como na delimitação final do seu perímetro, foi o plano de implantação de avenidas de vale para Salvador, que
Em uma segunda fase, entre 1956 e 1959,
tinha como objetivo a integração intra e interurbanos.
iniciou-se o uso do campus da Federação-Ondina
A construção da Avenida Anita Garibaldi, assim
com a implantação de mais 6 unidades: Dança,
como a ligação Vale do Canela – Graça, sendo que
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realidade, células ou áreas-frações da Cidade; e, sendo partes da Cidade, retratam sua evolução, consequentemente, as mudanças por que passou em períodos precedentes. “ (FONTES,2010, pg.70) E assim, chega-se configuração territorial atual que encontramos nos campi da UFBA. A análise do histórico demonstra como a UFBA é parte intrínseca da cidade. Fatores políticos, sociais, administrativos e a interferência do setor imobiliário foram responsáveis por agir no espaço da instituição, assim como no seu entorno, até mesmo estabelecendo seus limites. Então, como elemento indissociável do seu entorno, é inviável que a política urbana da UFBA seja uma política de reclusão e distanciamento da cidade. Gradear o entorno dos campi e limitar a utilização do seu espaço físico em prol da segurança, tem-se mostrado uma solução insatisfatória.
É
necessário a implementação de projetos que promovam uma integração harmônica com o entorno. Buscando oferecer como contrapartida a sua localização privilegiada, áreas de lazer onde a população possa usufruir do seu vasto espaço físico.
A ufba
Campus canela
Campus ondina/ federação
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planufba A criação do PlanUFBA foi um convênio entre o MEC-UFBA e a FAPEX e foi executado pela Faculdade de Arquitetura, onde foi criado um grupo de trabalho para a criação do plano.
Foram levantados os problemas relevantes indicados por unidade: »»
de esportes com as comunidades circunvizinhas e com a população
O arquivo existente para pesquisa é um documento intermediário, mas que já cria uma síntese interessante sobre a dinâmica urbanística da UFBA.
soteropolitana em geral; »»
O plano diretor dos campi da Universidade tinha duas funções principais, em
nos territórios sob sua jurisdição e também como um instrumento político de
Caetano Moura; »»
com a das edificações existentes encosta da ondina/federação:
estudantes e funcionários para implantar as propostas e diretrizes acordadas
transposição com o uso de planos inclinados;
em um horizonte de mais longo prazo (entre 10 e 15 anos), resgatando o »»
UP6 E UP7-ENCOSTAS DO CANELA: preenchimento dos vazios e articulação entre as áreas sul e norte, enfatizando a transposição (obras)
A equipe do PlanUfba buscou identificar as principais potencialidades de
sobre a avenida de Vale;
todos os espaços que constituem os campi: topografia, clima e microclima, vegetação, uso e ocupação do solo, infraestrutura existente, sistema viário,
UP3 e UP4 - BAIXADA DE ONDINA: tratamento da massa vegetal e ocupação do solo que mantenha a linguagem arquitetônica e dialogue
um pacto entre administração central, direção de unidades, representação de
planejamento territorial como uma atividade essencial para o futuro.
UP2 - PLATÔ DA FEDERAÇÃO: articulação entre as Faculdades de Arquitetura e a Escola Politécnica, considerando a integração com a rua
primeiro lugar ser um instrumento técnico capaz de criar condições favoráveis para a vida acadêmica, orientando a ocupação e uso do solo, circulação e transportes
UP1 - PLATÔ DE SÃO LÁZARO/NÚCLEO DE ESPORTES: relação das áreas
»»
UP9- NÚCLEO CULTURAL: otimização do uso das edificações e
circulação e estacionamentos. É possível entender a complexidade desse estudo
equipamentos culturais existentes nas unidades de ensino de arte para
e a escala da UFBA a partir dos itens de pesquisa levantados, que se assemelham
a população soteropolitana;
extremamente a itens encontrados em cidades e municípios.
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DIURNO
NOTURNO
CURSOS: 68 DIURNO
31 NOTURNO
68
31
ufba em Números
ALUNOS MATRICULADOS:
DIURNO
NOTURNO
24.059 9.118 DIURNO Dados obtidos através do UFBA em números base 2014NOTURNO 24.059
9.118
Nos dados coletados, a imensidão da universidade fica provada em diversos aspectos: financeiramente é o maior repasse orçamentário federal do estado da Bahia, fisicamente é a maior área institucional e uma das maiores áreas verdes do centro da cidade, tem um total de 43.105 estudantes, 2.275 docentes, 3.170 servidores, e ao considerarmos os transeuntes temos mais pessoas em seu espaço físico diariamente do que em muitas cidades do Brasil. Tem leis próprias, regimentos próprios e está acima da polícia civil no que diz respeito ao acesso. Porém se encarada como uma cidade, um dos seus grandes problemas seria a falta de equipamentos públicos destinados aos frequentadores. Na universidade existem 22 bibliotecas, considerando as de museus como a do Museu de Arte Sacra, um restaurante universitário e a Praça das Artes. Por isso existe uma constante demanda por mais equipamentos públicos para diversos usos. Um campus universitário ao transcender o seu público alvo, pode ser um território constituído de lugares significativos, tendo como objetivo geral valorizar o contexto urbano e regional ao qual pertence.
01 – CAMPUS FEDERAÇÃO/ONDINA 02 – CAMPUS CANELA 03 – UNIDADES DISPERSAS NA MALHA URBANA 04 – CAMPUS ANISIO TEIXEIRA 15
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17
Campus do canela Atualmente o Campus do Canela possui uma área de aproximadamente 190.370,00m2 e limita-se com os bairros do Canela e Graça. Essa área da UFBA é marcada por um vale profundo, O Vale do Canela, onde passa a via arterial Avenida Reitor Miguel Calmon, que divide as unidades da Universidade em dois lados. Esse fundo de vale está implantado na cota 34 m, e as vertentes Norte, no Canela, e a Sul, na Graça, desenvolvem-se até a cota 55 m. Por esse vale passa um canal de drenagem, que é remanescente do Rio dos Seixos, rio que foi tamponado na Avenida Centenário. Ao Sul, o campus do Canela limita-se com o bairro da Graça, cuja ocupação é marcada por uso residencial, prédios altos, em média com 12 pavimentos, com alto padrão de renda e comércio e serviços pontuais. Do lado norte, faz limite com o bairro do Canela, cuja ocupação é bem distribuída por edificações de uso institucional, residencial, comércio e serviços. Nessa área é possível identificar diferentes tipos de gabaritos, que variam de um a doze pavimentos. Apesar de o campus estar inteiramente cercado por grades, tentando teoricamente proteger a sua integridade, a Avenida Reitor Miguel Calmon é como se fosse um chamado, uma obrigação e um convite a participação na cidade. Como se tentasse relembrar a essa instituição de que é impossível se desanexar do seu entorno. Diferente do Campus de Ondina/Federação, que a sua configuração espacial e o seu cercamento por grades, o transformam em uma bolha na cidade. Seus equipamentos de lazer como a Praça das Artes, tornam-se de utilização quase que exclusiva do corpo discente e docente. Dessa forma ao implantar o Centro de Convivência no Campus do Canela, é possível oferecer um equipamento não só para a comunidade acadêmica como um equipamento para a cidade.
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Figura: Primeiro Plano Física de Ocupação do– 1950. Campus Canela – 1950. Primeiro Plano de Ocupação do CampusFísica Canela Fonte PCU/UFBA
Fonte PCU/UFBA
Histórico dos Planos de Ocupação física do Campus do Canela O primeiro Plano de ocupação física da Universidade foi feito para o antigo
Segundo a pesquisa citada, o plano foi apenas parcialmente implantado
Centro Universitário do Canela. Elaborado em 1950 pelos arquitetos Geraldo
devido a impossibilidade de aquisição do Campo da Graça. Deu-se então, em
Câmara e Waldimir Alves de Souza, que de acordo com os estudos de Carneiro
1952, uma revisão do primeiro estudo, feito pelo mesmo escritório, de forma a
– Lima (2000,p.2) [...] “cogitava a concentração de toda a planta física da
inserir um complexo esportivo, onde hoje encontra-se o Viaduto da Gabriela.
Universidade da Bahia”, neste local. A área prevista, consideravelmente maior que a atual, limitava-se ao Norte com a Avenida Euclides da Cunha, abrangendo inclusive o Campo da Graça, em cujo local previa-se a implantação da Escola Politécnica” Figura x: Primeiro Plano de Ocupação Física do Campus Canela – 1950. Fonte PCU/UFBA
O que vemos no Campus do Canela é que o que foi colocado em prático dos planos urbanísticos, foi a dura zonificação de edifícios por curso. Entende-se que cada edifício suprirá as necessidades dos seus frequentadores, mas não é o que acontece. [...] “nota-se a influência de Corbusier no plano de ocupação física do Centro Universitário do Canela. Primeiramente, com a aplicabilidade do princípio da zonificação, claramente interpretado, neste projeto, pelo agrupamento de unidades de acordo com a visão dos planejadores.” (DANTAS, 2003, p. 69 a 74) O interessante é notar que em ambos os planos de ocupação, existem projetos destinados ao lazer do corpo discente, como um centro esportivo, uma concha acústica e até mesmo um centro social do estudante. Projetos esses, que nunca foram construídos. Na configuração atual dos campi, existe somente a Praça das Artes, no Campus de Ondina, como opção de lazer e encontro dos estudantes. O campus do Canela não tem nenhum espaço planejado para que os estudantes socializem, trabalhem em projetos extraclasse ou tenham um ambiente interessante para frequentar nos intervalos das aulas. Condicionantes Legais As restrições urbanísticas à ocupação e ao uso do solo nos campi da UFBA são definidas principalmente pela Lei de Ordenamento da Ocupação e do Uso do Solo, apesar de diversas outras leis e decretos municipais também as indicarem.
Figura: Segunda proposta de ocupação física do Campus Canela - 1952. Fonte: PCU/UFBA
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A UFBA E A CIDADE Essa pesquisa foi desenvolvida durante o Ateliê
na elaboração de um projeto. Desta maneira
conceito
V no ano de 2015 ministrado pelos professores
fugindo do modo operante modernista no qual
ligado
Paola Berenstein, João Soares Pena e Thais Troncon
estamos acostumados. Os alunos, em determinado
natureza psicogeográfica e à afirmação de um
Rosa com o tirocínio docente de Cícero Menezes
momento, caminharam vendados, guiados por
comportamento lúdico-construtivo, o que torna
Da Silva, Leandro Peixoto Santos, Santiago Manuel
um colega, e em outro, eram os guias. Com isto,
absolutamente oposto às tradicionais noções
González e Dilton Lopes De Almeida.
foi possível perceber que cada sentido tratado de
de viagem e de passeio. Uma ou várias pessoas
forma isolada traz uma percepção diferente do
que se dediquem a deriva estão rejeitando, por
espaço.
um período mais ou menos longo, os motivos
A equipe formada por Amélia Chaud, Ana Julieta Garcia, Gabriela Fernandes, Gabriela Rabelo,
de ao
deriva
está
reconhecimento
indissociavelmente de
efeitos
de
de se deslocar e agir que costumam ter com os
Leonardo Stanziola e Técio Martins teve como tema
“A total ausência de soluções lúdicas na
a área que denominamos Canela de Baixo. A área
organização da vida social impede que o urbanismo
compreendia todo o campus do Vale do Canela até
se mostre criativo, fato que o aspecto insípido e
os seus limites topográficos, onde, então, o grupo
estéril da maioria dos bairros novos comprova de
que teve como tema Canela Alto ficou responsável.
forma atroz. Os situacionistas, que se especializaram
A atividade foi documentada através de
na exploração do jogo e do lazer [...] Nosso
um vídeo com duas percepções: O caminho dos
conceito de urbanismo não se limita à construção e
olhos e o caminho dos pés e, posteriormente,
suas funções, mas também ao uso que delas se faz,
documentou-se o caminho da memória.
Durante o ano aplicamos técnicas de percepção urbanísticas que geraram produtos como vídeos, ilustrações,
mapas,
fotografias,
croquis
que
apresento logo abaixo.
ou se imagina fazer. [...] A exploração da técnica e sua utilização para fins lúdicos superiores são uma
Ao longo do ano fizemos oito oficinas de
das tarefas mais urgentes no sentido de favorecer
apreensão urbana em campo, no qual utilizamos
a criação de um urbanismo unitário, na escala que
métodos definidos pelos professores.
a sociedade futura exige. (CONSTANT, O grande
OFICINA 1 – CAMINHAR NA CIDADE/ ARRODEIO
jogo do porvir)
amigos, no trabalho e no lazer, para entregar-se às solicitações do terreno e das pessoas que nele venham a encontrar (DEBORD, Teoria da Deriva)
Esta atividade evidenciou que a área é muito marcada pela topografia e que seu espaço geográfico é pouco conectado por conta de barreiras como, gradis da universidade, o rio que divide os dois campi e velocidade das vias. Além disso, o perigo e medo foram os temas mais
Com esta experiência, o grupo partiu para
marcantes desta etapa, eles apareciam em placas
Esta oficina buscou uma aproximação sensível
o Vale da Canela, onde a proposta era fazer um
pelas ruas, em folhetos colados nos pontos de
dos alunos com o ambiente urbano através de
arrodeio pela UFBA para experimentar o local
ônibus e nas conversas dos passantes.
atividades lúdicas. A primeira atividade proposta
através da técnica de deriva.
forçou com que a turma explorasse os diversos sentidos que o ambiente urbano propõe. Sentidos estes que muitas vezes não são considerados
20
“Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O
OFICINA 1
| CAMINHAR NA CIDADE / ARRODEIO | Esta oficina buscou uma aproximação sensível dos alunos com o ambiente urbano através de atividades lúdicas. A primeira atividade proposta forçou com que a turma explorasse os diversos sentidos que o ambiente urbano propõe. Sentidos estes que muitas vezes não são considerados na elaboração de um projeto. Desta maneira fugindo do modo operante modernista no qual estamos acostumados. Os alunos, em determinado momento, caminharam vendados, guiados por um colega, e em outro, eram os guias. Com isto, foi possível perceber que cada sentido tratado de forma isolada traz uma percepção diferente do espaço. “A total ausência de soluções lúdicas na orga-
nização da vida social impede que o urbanismo se mostre criativo, fato que o aspecto insípido e estéril da maioria dos bairros novos comprova de forma atroz. Os situacionistas, que se especializaram na exploração do jogo e do lazer [...] Nosso conceito de urbanismo não se limita à construção e suas funções, mas tam bém ao uso que delas se faz, ou se imagina fazer. [...] A exploração da técnica e sua utilização para fins lúdicos superiores são uma das tarefas mais urgentes no sentido de favorecer a criação de um urbanismo unitário, na escala que a sociedade futura exige. (CONSTANT, O grande jogo do porvir) Com esta experiência, o grupo partiu para o Vale da Canela, onde a proposta era fazer um arrodeio pela
AV. R E I T O R M I G U E L C A L M O N - F R E N T E D E A D M I N I S T R A Ç Ã O
UFBA na área para experimentar o local através da técnica de deriva. “Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissociavelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio. Uma ou várias pessoas que se dediquem a deriva estão rejeitando, por um período mais ou menos longo, os motivos de se deslocar e agir que costumam ter com os amigos, no trabalho e no lazer, para entregar-se às solicitações do terreno e das pessoas que nele ve-
CANTEIRO COLETIVO
nham a encontrar (DEBORD, Teoria da Deriva) A atividade foi documentada através de um vídeo com duas percepções: O caminho dos olhos e o caminho dos pés e, posteriormente, documentou-se o caminho da memória. Esta atividade evidenciou que a área é muito marcada pela topografia e que seu espaço geográfico é pouco conectado por conta de barreiras como, gradis da universidade, o rio que divide os dois campi e velocidade das vias. Além disto, o perigo e medo foram os temas mais marcantes desta etapa, eles apareciam em placas pelas ruas, em folhetos colados nos pontos de ônibus e nas conversas dos passantes.
R U A PA D R E F E I J Ó
CAMINHO DOS OLHOS E DOS PÉS
AV. R E I T O R M I G U E L C A L M I O N - F R E N T E D O I C S
F R E N T E DA FAC U L DA D E D E M E D I C I N A
FAC U L DA D E D E D I R E I TO
F U N D O DA FAC . D E D I R E I TO
CAMINHO DOS OLHOS E DOS PÉS
0min
1min
2min
3min
4min
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6min
7min
8min
9min
10min
11min
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13min
14min
15min
C A M I N H O DA M E M Ó R I A
INA 2
| INSISTÊNCIA URBANA | Esta oficina trouxe a ideia de insistência urbana. Desta vez os integrantes do grupo já não eram mais passantes e sim ocupantes do espaço. Insistentes. Foram 8 horas sendo 4 h em um dia pela manhã e outras 4 h pela tarde/noite em locais considerados pela equipe como pontos de tensão da área. “Na caminhada o que aparece como acontecimen-
to é o espaço e o encontro fortuito com as pessoas que se cruza, o que surge, quando se está sentado em qualquer lugar, ao contrário, é o tempo, que muda profundamente os lugares, as ações e relações humanas. ” (BIASE, insistência urbana) Esta aproximação etnográfica permitiu sentir o espaço e os seus frequentadores como espectador. Percebia-se ainda um discurso grande de medo e
Figura: Produtos da OFICINA 1 – 2015. Fonte: AUTORAL A faixa de pedestre na Av. Reitor Miguel Caomon
perigo da região, porém durante toda atividade a sensação era de segurança, não havia medo. Dividimos o grupo em duas duplas e um trio que foram colocados em pontos de tensão, sendo escolhidos: O ponto de ônibus em frente a creche da UFBA na Rua Padre Feijó, o objetivo era observar os fluxos de entrada e saída do campus pela creche.
entre os campi, objetivo era analisar a única faixa de pedestre existente no local e entender de que maneira ela conectava a área. E o fundo da faculdade de Direito na Rua Conde Filho, o objetivo era entender o motivo do perigo evidenciado nas placas espalhadas pela área.
21
A UFBA E A CIDADE OFICINA 2 – INSISTÊNCIA URBANA
A faixa de pedestre na Av. Reitor Miguel Calmon entre os campi, objetivo era analisar a única faixa
Esta oficina trouxe a ideia de insistência urbana.
de pedestre existente no local e entender de que
Desta vez os integrantes do grupo já não eram mais
maneira ela conectava a área. O fluxo de passantes
passantes e sim ocupantes do espaço. Insistentes.
ficou bastante evidente, porém a creche não se
Os integrantes deveriam escolher um ponto fixo
mostrou como um motivador. O perigo, apesar
para estar e observar o entorno sem se comunicar
de bastante presente nas falas escutadas não foi
com transeuntes. Foram 8 horas de permanência no
presenciado, manteve-se apenas no âmbito do
local, das quais 4 horas foram pela manhã e outras 4
imaginário urbano.
horas pela tarde/noite em locais considerados pela equipe como pontos de tensão da área.
O fundo da faculdade de Direito na Rua Conde Filho, o objetivo era entender o motivo do perigo evidenciado nas placas espalhadas pela área. Durante a insistência, o tédio dominou a experiência. Nada acontecia, ninguém passava, o perigo se Essa aproximação etnográfica permitiu sentir o espaço e os seus frequentadores como espectador. Percebia-se ainda um discurso grande de medo e perigo da região, porém durante toda atividade a sensação era de segurança, não havia medo. O ponto de ônibus em frente a creche da UFBA na Rua Padre Feijó, o objetivo era observar os fluxos de entrada e saída do campus pela creche. O ponto entre as duas faixas de pedestre é um local como
de passagem comprimido entre duas vias de alta
acontecimento é o espaço e o encontro fortuito com
velocidade, e a única conexão entre os dois campi, o
as pessoas que se cruza, o que surge, quando se está
que obrigatoriamente cria um fluxo dos que desejam
sentado em qualquer lugar, ao contrário, é o tempo,
atravessar. O espaço é peculiar por estar confinado
que muda profundamente os lugares, as ações e
entre duas vias, e, portanto, evidenciado a soberania
relações humanas. ” (BIASE, insistência urbana)
do carro, como também pelo tempo do semáforo,
“Na
caminhada
o
que
aparece
formando assim um “sanduíche de espera”. 22
mostrava apenas escrito.
23
A UFBA E A CIDADE OFICINA 3 – INTERLOCUÇÃO / ETNOGRAFIA Esta oficina traz a ideia de etnografia urbana. Deixar-se afetar através de uma aproximação com os frequentadores da região - alunos, trabalhadores e passantes. Ser afetado é permitir colocar-se no lugar do outro, modificando assim o estoque de concepções e imagens prévias levadas a campo. A questão, durante esse momento, eram as tensões entre a UFBA e a cidade que deveriam ser confrontadas através de entrevistas. O grupo apresentou esta oficina com as frases mais marcantes de cada uma das entrevistas realizadas dentro de monóculos, a intenção era focar nesses relatos e nas novas conclusões e narrativas gerada por eles. O perigo manteve de forma bem marcante no discurso dos entrevistados, porém, mais uma vez não foi vivenciada pelo grupo. Escutou-se e observou-se a falta de permanência dos alunos na UFBA fora dos horários de aula. No entanto da mesma forma que estes indivíduos tidos como protagonistas da rotina da UFBA não se apropriavam do espaço surgiram novos sujeitos, inviabilizados, que se apropriavam. Sujeitos esses como catadores de frutas e um morador do campus. As frases apresentadas foram: 1.
“Só venho aqui para estudar”
2.
“Eu queria estar do lado de dentro, mas não me deixam”
3.
“O integra piorou tudo”
4. “Descaso” 5.
“Cajá, 1 é R$ 3,00 e 2 é R$ 5,00”
6.
“UFBA é o espelho da cidade”
7.
“A grade foi boa”
8.
“O que não tem dono, você sabe né”
9. “Perigo” 10. “Uma menina foi esfaqueada” 11. “Você morre e o sinal tá aberto ainda” 12. “Moro na UFBA”
24
25
A UFBA E A CIDADE OFICINA 4 – TEMPORALIDADES
como as memórias coletivas do lugar. Este trabalho
“A cidade é soma de memórias, algumas feitas história: aquelas que se constroem como narrativas compartilhadas,
como
memórias
coletivas.
Pensar cidades sem considerar suas memórias – institucionalizadas e naturalizadas ou apagadas e silenciadas – é subtrair-lhes o espaço de desejo, de ação, de utopia, de convergência e confronto. É ignorar o poder e a impotência que as fundam como lugar plural de vida coletiva. Memória e História são narrativas que evocam experiências e temporalidades que não são nem lineares, nem cíclicas, mas também não são aleatórias e relativas. ” (PEREIRA, O lugar contingente da história e da
evidenciou o fato de que não existe A História e sim várias histórias. Tudo depende do ângulo estudado. O passado depende de como você se posiciona no presente.
O conceito de homens rápidos e
homens lentos de Milton santos também se mostrou importante para o entendimento do trabalho uma vez que trabalha com a noção de temporalização do espaço. Estes homens lentos de quem Milton Santos fala são aqueles, pobres, vagabundos, que não tem acesso ao tempo rápido que o poder econômico
Deveria ser considerado tanto o estoque de lembranças que estão eternizadas na sua paisagem
de não lugar de Marc Augé, uma vez que no primeiro momento a área aparentava ser apenas um local de passagem, porém depois de um olhar mais demorado sobre o local verificou-se que este conceito não se aplicava aos sujeitos invisibilizados que habitavam, no sentido mais amplo da palavra, o local estudado. Nós
abordamos
o
medo
através
lenta e livre tendo desta maneira uma visão mais
sensação de medo durante a noite devido a sua
detalhada da cidade.
má iluminação se transformava em apenas um local
do campus durante a manhã, tarde, noite durante dias de semana e finais de semana. Os produtos obtidos durante as visitas foram compilados em um vídeo, que buscou confrontar os relatos e as
ordinário durante o dia. Fica claro como os discursos antes escutados são permeados por uma áurea imaginaria que remete principalmente a falta de estrutura no local como iluminação e equipamentos urbanos.
percepções das outras oficinas com a vivência
18h
9h
9h
8h
18h 10h 12h
16h
Basta querer para estar no tempo rápido
Dia de semana x Fim de semana
Figura: Produtos da OFICINA 4 – 2015. Fonte: AUTORAL 26
das
temporalidades. Um local que proporcionava a
Foram feitas visitas ao Canela Baixo dentro e fora
diversas temporalidades presentes na área estudada.
Através dessas vivências foi abordado o conceito
possibilita. Transitam pela cidade de forma mais
memória na apreensão da cidade) Esta oficina teve como objetivo pensar as
através de um novo ângulo, o do tempo.
Hora cheio x Hora vazio
17h
Lugar não lugar
19h
Medo através da temporalidade
OFICINA 5 – DADOS SUPLEMENTARES Esta oficina tinha como intuito confrontar os produtos das outras oficinas, com dados e parâmetros urbanísticos tidos como tradicionais. Porém, pelo fato da área estudada ser ocupada pelos campi da UFBA e, portanto, não se caracterizar como um bairro propriamente dito os dados obtidos através do PDDU e da LOUOS foram de pouca relevância para o trabalho. Buscou-se então dados alternativos como notícias de jornais, boletins de ocorrência policias e o Plano Diretor da UFBA. 27
A UFBA E A CIDADE OFICINA 6 – MONTAGEM/DESMONTAGEM
organização visual dos elementos, não se trata
“A montagem oferece uma visão caleidoscópica
simplesmente de uma forma de apresentação. A
expandida que, ao fazer colidir com vários pontos
junção dos elementos, assim como a sua escolha e
de vista em uma imagem, surge uma experiência
“Para pensarmos os estudos sobre a cidade
organização, propõe uma leitura ou até (re) leitura,
de desdobramento do tempo. ” (TEITALBAUM,
e sobre o urbanismo a partir da montagem,
através de toda complexidade da cidade mostrada
1994)
poderíamos começar por pensar as próprias
ali através dos fragmentos coletados durante o
cidades
decorrer do trabalho. Desta maneira se propõe a
MONTAGEM:
como
montagens
complexas,
coexistências de tempos e espaços heterogêneos e
dissensuais.
Poderíamos
também
tentar
entendê-las em sua complexidade, praticando montagens heterogêneas – a partir do processo de
montagem-desmontagem-remontagem
–
como uma forma, um exercício (ou ferramenta
produzir uma nova análise urbana da área. NEXO 1: Ilha de concreto = Não lugar. (Fora/Dentro) DESMONTAGEM:
urbanística), de compreensão da complexidade
A remontagem está ligada a ideia discutida
das cidades.[...]Ao buscar então um conhecimento
na oficina quatro de que não existe A História
das cidades e do urbanismo, a partir da ideia de
e sim várias histórias. Tudo depende do ângulo
montagem urbana, pelo jogo de montagem,
estudado. A cidade, partindo deste mesmo
desmontagem e remontagem, pelo choque entre
pressuposto, é muito mais complexa do que uma
suas diferenças, não procuramos uma síntese, ao
única perspectiva de análise. É impossível entende-
contrário, buscamos compreender a complexidade
la em sua totalidade.
a partir da multiplicidade polifônica de narrativas urbanas heterogêneas. “ (Paola Berenstein Jacques, Montagem urbana: uma urbana uma forma de conhecimento das cidades e do urbanismo.) A montagem tinha como principal objetivo compreender todas as narrativas e produções desenvolvidas ao longo das cinco oficinas de apreensão assim como outras fontes e leituras que contribuíram no decorrer do trabalho de forma única. Montar não diz respeito apenas a 28
A desmontagem é a (re) arrumação com o intuito de se obter uma (re) leitura da área estuda. É outra forma de narrar, de escrever a história para a partir da colisão entre essas duas narrativas surgir uma terceira.
O círculo transformou-se então em linha. A linearidade geográfica, esquecida durante a montagem, voltou a reinar na remontagem realizada pela pelo grupo do Pelourinho. Essa linearidade foi quebrada em apenas alguns atravessamentos propondo desta maneira uma ligação mais forte entre as universidades e a imagem da UFBA foi posta como elemento central e dinamizador do espaço. NEXO 2: De um lado para o outro. Ponte/ Atravessar. Paralela/Conexão. QUESTÃO SÍNTESE CANELA DE BAIXO: Atravessamento da dicotomia dentro/fora pela relação entre identidade e sociabilidade.
OFICINA 7 - MAPEAMENTO DAS QUESTÕES SINTESE Esta etapa teve como objetivo mapear as diversas questões sínteses desenvolvidas pelos demais grupos no Canela de Baixo. Algumas questões acabaram sendo alteradas para possibilitar uma melhor adaptação as demais áreas trabalhadas. Desta maneira “O atravessamento da dicotomia dentro/ fora pela relação entre identidade e sociabilidade” se transformou em “atravessamentos da dicotomia dentro/fora pelas relações de sociabilidade”. O termo identidade foi identificado como um elemento limitador uma vez que o objetivo do grupo era abranger o máximo de relações, sem generalizalas. Os atravessamentos e a conexão “UFBA x cidade” ganha maior destaque ao se pensar o dentro e fora a partir da relação dos passantes com a área ocupada pelo campus da UFBA no Vale do Canela. As questões mapeadas foram: Fluxos através de fixos, que surgiu com o grupo Canela de Cima. Barreiras dentro/fora e pontos de sociabilidade, mapeados no Canela de Baixo. Conexões materiais, relações imateriais e vazios, do grupo da Federação. Fluxos de massa, do grupo de Ondina. Os invisibilizados, termo criado pelo grupo do Pelourinho. Medo, gentrificação e influência da UFBA, do grupo 2 de julho, que acabou sendo mapeado na área do Canela, muito mais como uma especulação imobiliária com os novos empreendimentos do que como gentrificação propriamente dita. Os mapas foram então sobre postos para permitir uma análise mais profunda área e tencionar hipóteses como, por exemplo, a relação do medo com os ‘invisibilizados’. O próximo passo foi analisar as questões sínteses de cada grupo e trazêlas para o Canela de Baixo.
29
A UFBA E A CIDADE OFICINA 8 - DIRETRIZES Nessa última etapa, ao analisar todo o material compilado até aqui, criouse cinco diretrizes que serviram como objetivos na criação de propostas para o Canela de Baixo. As diretrizes foram:
1.
Promover a integração da UFBA e a cidade
2.
Diversificação dos usos nas diversas temporalidades
3.
Promover mais áreas de sociabilidade
4.
Estimular apropriação de espaços vazios
5.
Possibilitar mais atravessamentos entre os campi
E essas foram as mesmas diretrizes utilizadas para a concepção e criação do Centro de Convivência da UFBA. Memorial Descritivo O Centro de Convivência da UFBA é um edifício que migra entre as esferas do espaço público e espaço semi-público. É suspenso por pilotis, de forma a convidar o fluxo da rua para dentro do terreno, buscando de certa forma abrir a UFBA para a cidade. Sendo umas das maiores áreas verdes em local central de Salvador, fazse necessário que todo esse espaço desperdiçado em estacionamentos seja por um momento uma resposta a cidade. A UFBA é um organismo vivo, é uma cidade dentro de uma cidade, e como tal não pode se fechar para o seu entorno, ignorando seus vizinhos, e fingindo não ver as problemáticas que a circundam. O projeto conta com intervenções urbanísticas no local, como melhoria dos acessos, passeios e vegetação de forma a promover uma ocupação prazerosa do espaço, visando à sociabilidade dos usuários.
30
O Centro tem como objetivo transformar o ambiente em um local de uso e não somente de passagem, um local de permanência, um ponto de encontro para todos os estudantes independentemente de seus cursos e um local de lazer para o cidadão comum, beneficiando dessa forma os moradores do entorno. A área pede por intervenções, e até cidadãos já interviram por vontade própria. A quinhentos metros de distância do terreno onde será implantado o Centro de Convivência é possível encontrar um canteiro feito pela organização conhecida como Canteiros Coletivos. Uma organização não governamental e voluntária que se propõe a renovar áreas degradadas da cidade, deixando ali um canteiro que deverá ser cuidado pela comunidade. Considerando que o espaço físico funciona como força motriz no aprendizado e na criação, essa lógica de apropriação do espaço é exatamente o que o Centro visa promover, que alunos de biologia usem o jardim como área de pesquisa, alunos de teatro e dança possam ensaiar e fazer suas apresentações, membros de centros acadêmicos possam se reunir no local, alunos de produção cultural possam promover eventos, alunos de arquitetura possam desenvolver oficinas, alunos de belas artes possam fazer exposições e assim sucessivamente. O Centro tem como objetivo se tornar um ponto nodal da comunidade acadêmica e da população, um local que converge fluxos rápidos e fluxos demorados, fluxos de passagem e fluxos de permanência. Incentivando a integração da comunidade acadêmica em uma área que não pertencesse a nenhum curso, uma área neutra que pudesse ser utilizada por todos.
CONEXÕES MATERIAIS, RELAÇÕES IMATERIAIS E VAZIOS
CONEXÔES MATERIAIS - PONTOS DE ÔNIBUS CONEXÔES MATERIAIS - ESCADAS RELAÇÕES IMATERIAIS
BARREIRAS DENTRO E FORA E PONTOS DE SOCIABILIDADE
PONTO DE ÔNIBUS MEDICINA LIMITES UFBA PONTOS DE SOCIABILIDADE
FLUXOS DE PEDESTRES VAZIOS
31
A UFBA E A CIDADE FLUXOS MAPEADOS ATRAVÉS DE FIXOS
FIXO 1 - UFBA FIXO 2 - CINEMA FIXO 3 - CRECHE FIXO 4 - PONTO DE ÔNIBUS FIXO 5 - LANCHES
INVISIBILIZADOS
FIXO 1 - UFBA FLUXO 1 - PASSANTES FLUXO 2 - CARROS FLUXO 3 - ESTUDANTES | FUNCIONÁRIOS | PROFESSORES | ESTUDANTES
32
MORADORES DE RUA LAVADORES DE CARRO CATADORES DE FRUTAS INVISÍVEIS
FLUXOS DE MASSA
PONTO DE ÔNIBUS MEDICINA FLUXO DE PEDESTRES AO MEIO-DIA
MEDO, GENTRIFICAÇÃO E INFLUÊNCIA DA UFBA
MORADORES DE RUA LAVADORES DE CARRO CATADORES DE FRUTAS
FLUXO DE PEDESTRES PELA MANHÃ/NOITE
33
A UFBA E A CIDADE RELAÇÕES IMATERIAIS x pontos de sociabilidade
RELAÇÕES IMATERIAIS LAVADORES DE CARRO
BARREIRAS, DENTRO E FORA E PONTOS DE SOCIABILIDADE x fluxos de massa
LIMITE EDÍFICIO LIMITE UFBA FLUXO DE PEDESTRES MANHÃ/NOITE FLUXO DE PEDESTRES AO MEIO-DIA FLUXO DE CARRO
34
PONTOS DE SOCIABILIDADE
Medo x invisibilizados x vazios
MORADORES DE RUA LAVADORES DE CARRO CATADORES DE FRUTAS
MEDO
INVISÍVEIS VAZIOS
35
O local O local escolhido para a implantação do Centro de Convivência da UFBA foi no Campus do Canela, mais precisamente na Rua Padre Feijó, ao lado do viaduto que passa por cima da Avenida Reitor Miguel Calmon. Essa localização foi essencial para o desdobramento do partido já que possibilita a conexão entre o bairro da Federação e o bairro do Canela através do edifício. A escolha do terreno deu-se principalmente pela sua localização permitir a criação de um projeto que promovesse a integração da UFBA com a cidade, indo em contraponto às políticas atuais da instituição com o seu entorno que já foram citadas anteriormente. Ao implantar o projeto no limite do Campus do Canela com dois bairros distintos, promovendo uma conexão entre eles, o Centro busca convidar a cidade a permear o espaço físico da universidade. O que pode causar estranheza na escolha do terreno ao não optar pelo Campus de Ondina/Federação, onde existe a maior concentração de alunos, é na verdade uma das diretrizes projetuais. No Campus de Ondina o equipamento poderia ser engolido pelas políticas de cercamento da UFBA, e acabaria por limitar a sua utilização apenas a comunidade acadêmica. O projeto tira proveito da localização privilegiada, assim como da sua declividade para servir como ponto de conexão e encontro para toda a população. Está a uma distância facilmente percorrível a pé para os estudantes da área, assim como está bem servido de pontos de parada de transporte público, e, principalmente está na rota do BUZUFBA, linhas de ônibus gratuitas que visam encurtar as distâncias entre os campi da UFBA.
36
37
Ă rea do projeto
conexĂľes
entorno
vistas
Levantamento de dados
38
39
Levantamento de dados
40
41
O terreno O terreno está implantado na cota 34m no limite com a Avenida Reitor Miguel Calmon, que é a cota mais baixa da área e tem sua cota mais alta em 44m na Rua Padre Feijó, no limite com o terreno da APUB. A declividade natural do terreno está atualmente suavizada devido a UFBA ter construído um estacionamento no local, o qual foi redesignado como uma praça no projeto.
+39
42
43
O terreno
Foto do local. Junho 2016. Fonte: Acervo Pessoal
Foto do local. Junho 2016. Fonte: Acervo Pessoal
Foto do local. Junho 2016. Fonte: Acervo Pessoal
Foto do local. Junho 2016. Fonte: Acervo Pessoal
44
projeto Centro de Convivência da UFBA
Demanda
»»
»»
A necessidade de um lugar de confluência estudantil na UFBA
»»
Um local que possibilita a criação de relações interpessoais
»»
Serviços básicos para todos os cursos
»»
Espaço para realizações de projetos e atividades extraclasse (grupos de
Visa atender a comunidade acadêmica em seu momento de repouso e de confraternização.
»»
Oferta de serviços, conveniências e áreas de lazer.
»»
Local de encontro, ponto nodal da universidade.
»»
Local de eventos, exposições e produções da comunidade acadêmica.
estudo, companhias amadoras de teatro, oficinas, encontros nacionais)
Objetivos
Programa
»»
A permanência estudantil dentro do campus em diferentes temporalidades
»»
Hall de Exposição
»»
Promover uma renovação pedagógica baseada no uso de metodologias
»»
Salas multiuso
»»
Salas de Reunião
»»
Escritório do DCE
de atividades recreativas
»»
Livraria/Papelaria/Gráfica
Promover um sentido de responsabilidade e vida cívica através da
»»
Farmácia/Loja de Conveniências
participação da administração do centro
»»
Copa
Garantir um local que proporcione um encontro de ideias, uma troca de
»»
Cyber Café
»»
Banheiros/ Vestiários
ativas de trabalhos em equipe, workshops e oficinas »»
Desenvolver a vida social da UFBA através da organização de eventos culturais , do estabelecimento de relações com as associações da cidade e
»»
»»
conhecimento »»
Garantir um local para a organização de eventos artísticos, culturais, científicos, beneficentes, viagens e etc. , para toda a comunidade acadêmica
45
referências
WILANOWSKA HOUSING COMPLEX- JEMSARCHITEKCI, POLONIA, 2009
CASA DE CULTURA DE ORTUELLA-AQ4 ARQUITECTURA, ZONA MINEIRA DE VISCAYA, ESPANHA, 2012 46
CENTRO DE CONVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIO EM FLINDERS UNIVERSITY - ARQUITETO MILOS MILUTINOVIC, ADELAIDE, AUSTRALIA, 2016 Referência na transparência dos materiais, aproveitamento da topografia em um jardim escalonado e grande praça que funciona como uma ágora. 47
referências
CENTRO DE CONVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIO EM FLINDERS UNIVERSITY - ARQUITETO MILOS MILUTINOVIC, ADELAIDE, AUSTRALIA, 2016 Referência na conexão arrojada entre dentro e fora, com o mobiliário que contribui para isso. 48
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA SEDE DA BASF – ESCRITÓRIO ATHIÉ WOHNRATH - SÃO PAULO, SP 2015 Referência em uma decoração confortável de interiores, mesmo que seja um edifício de convivência de uma empresa, ainda busca o melhor conforto para todos os seus frequentadores. 49
partido O projeto tem como partido viabilizar a conexão entre os bairros do Canela e da Federação, e esta foi a diretriz inicial para a sua concepção. O primeiro volume, com rampas e escadas, foi criado para vencer a topografia. Ele também promove o alargamento do passeio na Rua Padre Feijó, de forma a suavizar a transição entre interior e exterior, público e privado. Ao lado das rampas foram implementadas lojas que visam suprir demandas de serviços do entorno: farmácia, lotérica, papelaria, conveniência, caixa eletrônico e um café. O segundo volume abriga o Hall Multiuso, os banheiros públicos e uma escada, que dá acesso ao primeiro pavimento. (Fig. 2) Com o objetivo de criar um espaço de uso livre para os usuários, ergue-se o primeiro pavimento sobre pilares. (Fig.3) É possível acessar esse pavimento pela cobertura do Hall Multiuso ou por uma escada e um elevador no térreo. No primeiro pavimento com a intenção de apropriar o conceito de fluidez, apresentado anteriormente, opta-se por uma planta livre no Centro de Convivência. Para segmentar o espaço, porém fugindo da lógica de corredores e sala, criamprivacidade, e servir como base para o mobiliário. (Fig.4) Por fim, temos o terceiro e último volume que é o da cobertura e fechamento, que protege a área semipública do Centro de Convivência.(Fig.5)
50
figura 1
se cinco ilhas, as quais têm a dupla função de oferecer
figura 3
figura 2
partido
51
figura 4
partido
52
figura 5
partido
53
insolação
54
ventilação
circulação
zoneamento
LEGENDA RAMPAS ESCADAS ELEVADOR
55
Memorial descritivo O Centro de Convivência da UFBA é um edifício
de Convivência é possível encontrar um canteiro
que transita entre as esferas do espaço público
feito pela organização conhecida como Canteiros
e espaço semipúblico. É suspenso por pilotis, de
Coletivos. Uma organização não governamental e
forma a convidar o fluxo da rua para dentro do
voluntária que se propõe a renovar áreas degradadas
terreno, buscando de certa forma abrir a UFBA para
da cidade, deixando ali um canteiro que deverá ser
a cidade. Como a UFBA tem umas das maiores áreas
cuidado pela comunidade.
verdes no centro de Salvador, faz-se necessário que todo esse espaço, muitas vezes desperdiçado em estacionamentos, seja repensado de forma a promover a qualidade ambiental urbana da cidade.
Considerando que o espaço físico funciona como força motriz no aprendizado e na criação, essa lógica de apropriação do espaço é exatamente o que o Centro visa promover: alunos de biologia utilizem
A UFBA é um organismo vivo, é uma cidade
o jardim como área de pesquisa, alunos de teatro
dentro de uma cidade, e como tal não pode se
e dança possam ensaiar e fazer suas apresentações,
fechar para o seu entorno, ignorando seus vizinhos, e
membros de centros acadêmicos possam se reunir
fingindo não ver as problemáticas que a circundam.
no local, alunos de produção cultural possam
O projeto prevê intervenções urbanísticas, como a melhoria dos acessos, passeios e vegetação de forma a promover uma ocupação prazerosa do espaço, visando à sociabilidade dos usuários. O Centro tem como objetivo transformar o ambiente em um local de uso, e não somente de passagem, um local de permanência, um ponto de encontro para todos os estudantes , independentemente de seus cursos, e um local de lazer para o cidadão comum, beneficiando dessa forma os moradores do entorno. A área demanda por intervenções, e até cidadãos já interviram por vontade própria. No terreno vizinho de onde será implantado o Centro
56
promover eventos, alunos de arquitetura possam desenvolver oficinas, alunos de belas artes possam fazer exposições e assim sucessivamente. O Centro tem como objetivo tornar-se um ponto nodal da comunidade acadêmica e da população, um local que converge fluxos rápidos e fluxos demorados, fluxos de passagem e fluxos de permanência. Incentivando a integração da comunidade acadêmica em uma área que não pertencesse a nenhum curso, uma área neutra que pudesse ser utilizada por todos.
Memorial descritivo O principal objetivo do projeto foi a criação do vazio e
das portas articuladas, também conhecida como portas
As salas multiuso – ilhas- poderão ser reservadas online,
de lugares que podem ter diferentes usos para incentivar
camarão, cria-se um vão livre de treze metros, permitindo
de forma a garantir um uso democrático do espaço. A única
a apropriação do espaço pelos usuários. O jardim por
assim que um palco seja montado no seu interior.
sala designada, é o escritório do DCE. O layout proposto
exemplo, foi pensado de forma que seu mobiliário se camuflasse na paisagem, permitindo assim eventos diferentes no local, como, por exemplo, a calourosa ou uma colação de grau.
A forma trapezoidal do edifício assim como sua implantação, com a fachada principal voltada para o Vale do Canela, foram pensadas de forma a amenizar a poluição
funciona como uma sugestão inicial, assim como as lojas do subsolo, e pode ser facilmente modificado com uma mudança de mobiliário.
sonora que será gerada no local. Está previsto um projeto
O espaço conta com uma área de jogos, uma copa,
As lojas no subsolo foram sugeridas no projeto como
acústico, para garantir que a vizinhança não seja afetada
uma área de estudos e uma área de descanso, além de
uma Papelaria/Gráfica, uma loja de conveniência/farmácia
pelo Centro de Convivência. O Hall Multiuso se caracteriza
banheiros com vestiários, pensados para os alunos que se
e um café. Porém a finalidade dessas lojas pode ser mudada,
como um espaço semipúblico, já que depende de reserva
locomovem de bicicleta, ou alunos que moram longe da
a depender das demandas do entorno. A escolha atual vem
prévia, que poderá ser feita online, e da aprovação da
universidade e estagiam meio período.
para suprir a necessidade de realização de tarefas cotidianas
universidade para sua utilização.
como: comprar material escolar, comprar remédios, retirar dinheiro no banco 24h, comprar produtos básicos, pagar contas de luz, recarregar celular e tomar um café.
No primeiro pavimento, alocou-se um terraço
de esquadria de vidro e painéis de aço cortén. Para
aberto para toda a população e uma área destinada à
complementar a esquadria de vidro, um guarda corpo foi
comunidade acadêmica. Nesta área, seguiu-se a mesma
colocado ao longo de todo o perímetro.
No térreo, o pilotis é um vazio cheio de possibilidades.
linha de raciocínio do resto do projeto ao criar um espaço
Apesar de um vão livre já ser um espaço suficiente para
fluido, sem corredores. Como a ideia do local é integrar
diversas apropriações, é necessária uma infraestrutura
os frequentadores, a espacialidade do centro busca ser
básica como banheiros e tomadas.
a mais espontânea possível, favorecendo o encontro
No projeto, temos o edifício do térreo para suprir essas demandas. Ele faz a conexão entre a rua, no limite com a APUB, e o terraço, abrigando um programa simples, porém eficaz: banheiros públicos e uma área designada para diferentes apropriações que foi chamada de Hall Multiuso. O espaço foi pensado para abrigar exposições, concertos musicais, apresentações de teatro, debates e o que mais ocorrer. O material escolhido para o piso e paredes foi o cimento queimado, de forma a alcançar uma estética neutra
Como fechamento, a escolha foi uma fachada dupla
de pessoas. Porém, demandas programáticas fazem necessária a implementação de salas mais reservadas – ilhas – desenhadas de modo a permitir reuniões e usos mais reservados. As ilhas tornam-se então o partido estético do centro, pois seu revestimento em laca colorida e seu formato anguloso é o que divide os ambientes. O centro conta também com um escritório para o DCE, pois a expectativa é que seus membros desempenhem um papel agregador para os frequentadores.
que viabilize diferentes apropriações. Com a abertura total 57
ÁREA TÉRREO
ÁREA DO T
395,00
ÁREA PRIMEIRO PAVIMENTO ÁREA VERDE
201,00
HORTÊNCIA
6 UNIDADES
FORRAÇÃO EM GRAMA ESMERALDA
79,78 m²
AMENDOIM FORRAGEIRO
122,37 m²
+8,00
QUADRO DE ÍNDICES LEGENDA
+7,00
A C
implantação +6,00
ACESSO PEDESTRES
RU
A
PA
DR
CA
LÇ
+5,00
E
FE
T
IG A LEGENDA ÁREA DO TERRENO
0
144,80 518,34 395,00
RF
UR ÁREA PRIMEIRO PAVIMENTO AD AS AÇ ÁREA VERDE O
QUANTIDADE
ALGODÃO DA PRAIA
7 UNIDADES
LEGENDA
SO ES ES TR AC ES D PE
E
+13,70
ÍNDIDE DE APROVEITAMENTO ÍNDICE DE OCUPAÇÃO ÍNDICE DE PERMEABILIZAÇÃO
HORTÊNCIA
6 UNIDADES
ÍNDIDE DE ÍNDICE DE ÍNDICE DE
FORRAÇÃO EM GRAMA ESMERALDA
79,78 m²
AMENDOIM FORRAGEIRO
122,37 m²
0,49
I= FIB TELH 5% RO AS CIME DE NT O
NOMENCLATURA
QUANTIDADE
PISO INTERTRAVADO CINZA CLARO
720 m²
PISO EM CIMENTO QUEIMADO
790 m²
PLATAFORMAS EM CIMENTO QUEIMADO
152 m²
PISO EM CIMENTO QUEIMADO LISO
250 m²
QUAD
CONFORME PAGINAÇÃO
+3,00
RT
N 12 0X QUADRO DE ÍNDICES 3,0
3,00
NOMENCLATURA
201,00
CO
LEGENDA
+12,70
LEGENDA
+4,00
ÁREA SUBSOLO PL AC ÁREA TÉRREO AS PE
+8,00
QU
QUADRO DE PISO
QUADRO DE VEGETAÇÃO
m²
2.130,00 1.058,00
ÁREA CONSTRUÍDA
TERRAÇO 254 m²
ÁREA PRIM ÁREA VERD
LEGENDA
AD A QUADRO DE IJÓÁREAS AN
AÇÃO INCLIN 8%
+6,00
0,35 0,10
ÁREA SUBS ÁREA TÉRR
D
+7,00
0,49
ÍNDIDE DE APROVEITAMENTO ÍNDICE DE OCUPAÇÃO ÍNDICE DE PERMEABILIZAÇÃO
ÁREA CON
LEGENDA +10,00
0,35 0,10
+13,10
+8,00 +2,00
00
CA
FIBRO TEL CIM
LÇ
+7,00
AD
AC ES DE SO STR ES
HAS ENTO I= 5% DE
A
PE
C
QUADRO DE PISO LEGENDA
1,00
-3,90
7 UNIDADES
6 UNIDADES 79,78 m²
AMENDOIM FORRAGEIRO
122,37 m²
ALMON
PLATAFORMAS EM CIMENTO QUEIMADO PISO EM CIMENTO QUEIMADO LISO
RU
A
CA
152 m²
+6,00
250 m²
A
AN
LEGENDA +4,00
PL
AC
AS
PE
RF
AC ES DE SO STR ES
PE
B
LEGENDA
AS
AÇ
O
CO
NOMENCLATURA
QUANTIDADE
PISO INTERTRAVADO CINZA CLARO
720 m²
PISO EM CIMENTO QUEIMADO
790 m²
3,00
+12,70
12
0X
3,0
I= FIBRTELH 5% OC AS IM DE EN TO
3,00 +13,10
+2,00 MURO
MURO
CONFORME PAGINAÇÃO
0,00
FIBRO TELHCIMEN AS TO I= 5% DE
5
10
250 m²
PE
152 m²
0
AC ES DE SO ST RE S
A/ RG CA GA AR SC
DE
UFBA AÚDEGRÁFICA E SESCALA TUTO DE CIÊNCIASEM INSTIPLATAFORMAS
PISO EM CIMENTO QUEIMADO LISO
EN
+13,70
B
CIMENTO QUEIMADO
+3,00
RT
+8,00
A
-4,00
AD
SO ES ES TR AC ES D PE
IGU
UR
TERRAÇO 254 m²
QUADRO DE PISO
-3,90
QU
IJÓ
+5,00
+4,00
0,00
1,00
INCLINAÇÃO
0,00
-1,00 -2,00
6,25%
RDA
GUA
-2,00
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
B
0,00
-1,00
%
O 7,04
AÇÃ
INCLIN
-3,90
=1,10m
PO H
COR
-4,00
FACULDADE DE ARQUITETURA
ADA
0,00
CALÇ
D
AÇÃ
INCLIN
-3,00
%
O 7,04
-3,00
-4,00
-2,00
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA UFBA
-3,90
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO
90
-3,90
%
O 7,04
AÇÃ
INCLIN
RDA
GUA
-3,00
C
M OR IT1,00
FE
GA
-4,00
ON
E
+5,00
AD
TI
+2,00
ALM EL C
PA
DR
LÇ
NAÇÃO 8%
SO ES ES TR AC ES D PE
FORRAÇÃO EM GRAMA ESMERALDA
+7,00
APUB
MU R
D
HORTÊNCIA
790 m²
INCLI
LÇ CA+3,00
PISO EM CIMENTO QUEIMADO
CONFORME PAGINAÇÃO
-4,00
ADA
+6,00
ACESSO PEDESTRE S
720 m²
O
RD
QUANTIDADE
PISO INTERTRAVADO CINZA CLARO
A
1,10m
H= RPODA PRAIA ALGODÃO A CO
GUA
NOMENCLATURA B
QUANTIDADE
ÇÃO 6,25%
A
NOMENCLATURA INCLINA
A
LEGENDA 0,00
D
QUADRO DE VEGETAÇÃO
00 +4,00
=1,10m
PO H
COR
UEL
R MIG
EITO AV. R
ON
CALM
-3,90
CA
5
PLANTA DE SITUAÇÃO E PAISAGISMO
-4,00
10
ADA ORIENTADOR: CALÇ
G SO O AR ES UL SC AC EÍC DE V E A RG
CA
-4,00
MAURÍCIO CHAGAS
A
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, 396 CAMPUS DO CANELA - UFBA
AC VE ES S ÍC UL O OS
DATA: 19/06/2016
N
-4,00 -4,00
ALUNA: ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCIA
-3,90
A PE CE DE SS ST O RE S
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCALA: 1/200
ALE
AL V
CAN
02 10
DO
ELA
CAN
AV.
OR
REIT
UEL
MIG
N
MO
CAL
-3,90
FACULDADE DE ARQUITETURA -4,00
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA UFBA TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO
-4,00
ESCALA GRÁFICA
0
5
10
PLANTA DE SITUAÇÃO E PAISAGISMO ALUNA: ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCIA ORIENTADOR: MAURÍCIO CHAGAS
58
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, 396 CAMPUS DO CANELA - UFBA DATA: 19/06/2016
ESCALA: 1/200
02 10
UNIVERSID
FACULD
PAISAGISMO O paisagismo se alinha com as conexões que o projeto propõe. A análise prévia do fluxo de pedestres, demonstra a necessidade de se prever dois tipos: um de passagem e outro de permanência. Para o fluxo de passagem fazse necessário um caminho livre de obstáculos
PAGINAÇÃO
e cujo trajeto seja o mais curto possível; para o caminho de permanência é necessário criar uma paginação e um mobiliário que incite a curiosidade do usuário, promovendo uma experiência agradável. Na combinação dessas duas premissas, surge a paginação triangular do piso, com a criação de plataformas em cimento queimado e jardineiras. O mobiliário tem como objetivo não estigmatizar o local para um determinado uso. A versatilidade deve ser uma característica determinante do projeto, a fim de estar condizente com as diversas ocupações
FLUXOS
possíveis. Além disso,
a durabilidade do
material deve estar aliado a um baixo custo de manutenção; por esta razão opta-se por criar bancos maciços com o mesmo acabamento das plataformas, o cimento queimado. O diferencial do mobiliário está na intenção estética de ser parte intrínseca do jardim, os bancos brincam com as alturas e inclinações de forma a tentar se camuflar na topografia. 59
paisagismo A escolha da vegetação complementa o conceito do projeto paisagístico, com o objetivo de amenizar a sensação térmica, possibilitando a permanência no jardim ao longo do dia. As jardineiras foram cobertas de um misto de grama esmeralda e hortênsias. A árvore escolhida para garantir sombra ao jardim foi o Algodoeiro da Praia (Hyibiscus Pernambucencis Arruda), pois fornece boa sombra durante o ano inteiro. É uma árvore de pequeno porte, chegando à 5 metros de altura, com copa globosa, folhas perenes e frutos secos. Para encobrir o muro que faz divisa com o terreno da APUB, opta-se por um jardim vertical feito de blocos de cimento com um design concebido para a estética do projeto.
60
Algodoeiro da Praia. Fonte: bit.ly/734utu
Hortênsias. Fonte: bit.ly/7ntytu
Amendoim forrageiro. Fonte: bit.ly/75ll83
Grama Esmeralda Fonte: bit.ly/7ntytu
Jardim vertical PLANTA BAIXA:
CORTE:
VISTA FRONTAL:
ENCAIXE:
61
mobiliário Como o Centro de Convivência tem uma planta livre, a criação de um mobiliário marcante é um diferencial do projeto. As salas multiuso são ilhas em alvenaria, com acabamento em laca colorida, cujas paredes garantem a privacidade e integram o mobiliário: nichos de reunião, mesas de estudo, mesas de apoio para computador e espaços de leitura. O revestimento em laca é o que dá o tom lúdico e traz um pouco de cor ao local, contrastando com os materiais escolhidos para a área externa. Para as duas ilhas em cor amarela, o teto funciona como uma área de descanso, com o acesso através de uma escada lateral tipo marinheiro, conforme ilustração. Vista das ilhas do Centro de Convivência. Fonte: Autoral
Proposta de mobiliário integrado. Fonte: Autoral 62
estrutura e drenagem »»
CORTE E ATERRO DO TERRENO
»»
SUPER ESTRUTURA DO PRÉDIO
»»
VIGAS
Para receber a edificação, o terreno deverá ser
Será toda executada de acordo com projeto
Serão em concreto armado com aço CA-50,
cortado na geometria projetada, em consonância
estrutural, em concreto armado, obedecendo às
dispostas conforme projeto arquitetônico, com
com o levantamento topográfico e de acordo com
normas da ABNT pertinentes e controle tecnológico.
dimensões propostas de 20x60cm, sujeitas à
as normas da ABNT pertinentes.
O concreto deverá ser usinado com FCK definido no
aprovação do projetista estrutural.
O aterro necessário deverá ser executado com material de empréstimo, retirado do corte do terreno e compactado. »»
CONTENÇÃO DE TALUDE
A contenção do terreno cortado (talude) deverá
projeto estrutural. O controle tecnológico deverá ser realizado através de retirada de corpos de prova
As lajes do centro de convivência serão do
marcados, possibilitando rastreamento da resistência
tipo nervuradas apoiadas em vigas e deverão ser
do concreto.
executadas de acordo com projeto estrutural. A laje
»»
ser executada através de grampeamento do solo, com tela de aço eletrosoldada e concreto projetado
Será executada em concreto armado com aço
com FCK calculado, considerando a medida de
CA-50, maciça, com espessura proposta de 12cm,
deformação do maciço determinada na investigação
sujeita à aprovação do projetista estrutural.
contenção e normas da ABNT pertinentes. Deverá
»»
VIGAS BALDRAMES
ser prevista a colocação de drenos superficial e
A laje de impermeabilização será travada com
profundo, seguindo a determinação da posição e
vigas baldrames em harmonia com a fundação. As
fluxo do lençol freático, para dar vazão às águas do
vigas baldrames serão em concreto armado com
talude.
aço CA-50, com dimensões propostas de 20x60cm,
»»
FUNDAÇÃO
Será toda executada de acordo com projeto de
LAJES
a cada concretagem, em lugares pré-definidos e
LAJE DE IMPERMEABILIZAÇÃO SOBRE O SOLO
geotécnica, de acordo com projeto específico de
»»
da cobertura receberá aberturas locadas no projeto arquitetônico para colocação de claraboias que possibilitarão a entrada de luz. A laje do hall multiuso será maciça em concreto armado com aço CA-50 com espessura proposta de 12cm, sujeita à aprovação do projetista estrutural. »»
CAIXA DO ELEVADOR
A caixa que comportará o elevador terá paredes estruturadas em concreto armado com aço CA-50. »»
VERGAS E CONTRAVERGAS
sujeita à aprovação do projetista estrutural. »»
Todas as portas em projeto terão vergas (acima PILARES
da porta); as janelas previstas em projeto terão vergas e contravergas (acima e abaixo).
fundação, obedecendo às características do solo
Serão em concreto armado com aço CA-50. Os
descritas no laudo de sondagem e às normas da
pilares do centro de convivência serão circulares com
ABNT pertinentes.
As vergas e contravergas serão em concreto
diâmetro proposto de 40cm, enquanto os pilares do
armado com aço CA-50, com dimensionamento
hall multiuso serão retangulares com dimensões
previsto em projeto estrutural para vencer os vãos
propostas de 20x60cm. As dimensões estão sujeitas
em que estão inseridas.
à aprovação do projetista estrutural. 63
estrutura e drenagem »»
SUSTENTAÇÃO DO REVESTIMENTO DA FACHADA
»»
ESTRUTURA DE SUSTENTAÇÃO DA COBERTURA
do talude, que seguirá a inclinação do terreno,
No projeto estrutural deverão ser previstos
A estrutura do telhado será composta de
talude, que terá uma inclinação de 3%, seguindo em
os furos para chumbadores que sustentarão o
pontaletes ocos de aço com seção quadrada de
direção à caixa de passagem que faz a ligação com
revestimento da fachada em placas de aço corten.
2”x2”, travados entre si por terças em perfil “U”
a rede de drenagem.
»»
ESCORAMENTO DA SUPERESTRUTURA
As lajes e vigas da superestrutura receberão escoramento com escoras metálicas, seguindo
encontrando a rede de drenagem; a outra, no pé do
enrijecido de 2,5”, com vãos de 1,50m, obedecendo às normas da ABNT pertinentes. »»
TELHAS
Serão utilizadas telhas metálicas onduladas com
escoramento de estrutura e as normas da ABNT
0,5mm de espessura sobre a estrutura metálica do
pertinentes.
telhado, obedecendo à sobreposição entre elas, de
IMPERMEABILIZAÇÃO DAS LAJES DE COBERTURA
Todas
as
lajes
de
cobertura
serão
impermeabilizadas com manta asfáltica aluminizada, de acordo como as normas da ABNT pertinentes e às orientações do fabricante. »»
COBERTURA
A cobertura do prédio será executada em duas águas, com inclinações em direção ao norte sul, finalizando com calhas metálicas, com inclinação direcionada para as prumadas de águas pluviais, obedecendo às prescrições das normas da ABNT pertinentes.
acordo como as normas da ABNT pertinentes e às orientações do fabricante. »»
platibanda metálica nas laterais norte e sul do edifício, para onde estão direcionadas as inclinações do telhado. Essas calhas terão uma inclinação de 2% em direção a lateral oeste, onde encontrarão os shafts que abrigarão a tubulação de descida de águas pluviais, composta de tubos de PVC com
CALHAS
diâmetro de 150mm. Esses tubos desembocam
Serão utilizadas calhas metálicas para captação de águas pluviais sobre platibanda metálica. As calhas terão inclinação de 2% em direção aos dois shafts localizados no extremo oeste do centro de convivência, conforme projeto arquitetônico, que
em uma caixa de passagem de águas pluviais cuja tubulação de saída encontra a rede de drenagem de águas pluviais. »»
REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS
abrigarão a tubulação de descida de águas pluviais
A rede de drenagem de águas pluviais deverá ser
que encontrarão a rede de drenagem, obedecendo
confeccionada utilizando tubos em concreto armado
às normas da ABNT pertinentes e às orientações do
nos diâmetros de 400, 600, 800, 1000 e 1200 mm. A
fabricante.
declividade da rede deverá variar entre 1% e 20%. Os
»» »»
tubos deverão ser revestidos interna e externamente
Será
DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS DRENAGEM DO TALUDE executada
drenagem
superficial
com argamassa aditivada com impermeabilizante do
talude através de duas calhas de coletas de águas pluviais confeccionadas em concreto: uma na crista 64
DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS COBERTURA
Serão executadas calhas metálicas sobre
determinações prescritas em projeto específico de
»»
»»
traço 1:3. A rede de drenagem deverá ser executada de acordo com projeto específico, obedecendo as prescrições das normas da ABNT pertinentes.
lajes sistema
pilares
contenções
estrutura e drenagem
SUGESTÃO DE LOCAÇÃO DAS FORMAS LAJE COBERTURA
FORMAS VAZADAS PARA CLARABÓIA FORMAS VAZADAS PARA CLARABÓIA
FORMAS VAZADAS PARA CLARABÓIA
formas
vigas
FORMAS VAZADAS PARA CLARABÓIA
ESCALA GRÁFICA
0
5
10
65
materiais Na escolha dos materiais foi levado em consideração a durabilidade do material, o custobenefício e a necessidade de manutenção. Na busca por uma estética robusta e neutra, o brutalismo material foi a opção. O edifício é um
O cimento queimado tem uma aparência diferenciada e rústica. É um material muito versátil, podendo ser usado nos mais diversos ambientes Além disso é de baixo custo – O preço do cimento queimado (piso) gira em torno de R$ 15,00 a R$ 25,00 o metro quadrado. Esse material foi usado no acabamento das paredes, nos pisos, nos pilares, nas escadas e rampas. O aço cortén foi utilizado na fachada e no guarda-corpo do projeto, pois é um material que oferece excelente proteção contra as intempéries. A utilização de um aço resistente ao tempo como o aço cortén elimina a necessidade de tratamento de superfície durante a fabricação. Como praticamente não tem exigências de tratamento, tem seu impacto ambiental e seu custo ao longo do ciclo de vida do produto reduzidos.
66
aço cortén
internos e externos, e não necessita rejuntamento.
cimento queimado
equilíbrio entre o cimento queimado e o aço cortén.
elevador Proposta de mobiliário integrado. Fonte: Autoral
O elevador escolhido para o projeto foi o Otis GEN2 Confort, já que é um elevador que ocupa menos espaço por n„o ter casa de máquina, por ter menos pelas móveis de forma a garantir uma maior durabilidade e por ser um elevador mais eficiente energicamente.
FONTE: www.otis.com.br 67
planta de cobertura C
N
+7,00
RU
A
PA
DR
E
CA
LÇ
AD
A
FE
IJÓ
+5,00
AÇÃO INCLIN 8%
A
+6,00
D
+6,00 APUB
AN
TIG
+5,00
A
+4,00
MU RO
+5,00
+4,00
+4,00
PL
AC
AS
N TE
RE
RV
AT
ÓR
IO
DE
AS
AÇ
OC
OR
SE
RF
UR
AD
AS
AÇ
O
ÁG
CO
RT
EN
UA
12
+3,00
0X
3,0
UR
AD
TERRAÇO
PE
254 m²
LAC
AS
PE
RF
+8,00
CA
EP
LH
A
PA
RA
MA
RQ
UIS
ED
3,00
ÓIA
+13,20
AB
+12,35
CL
AR
B
I= FIB TEL 5% RO HA CIM S D EN E TO
+3,00
CO
AM
EN
TO
DE
ÁG
UA
S
PL
UV
IA
IS
ÓIA
CL
AR
AB
ÓIA
3,00
ES
AR
AB
+2,00
CALH
A PARA
CL A
RA
BÓ
IA
CL
A/ RG CA GA AR SC
DE
FIBR O TELHCIMEN AS TO I= 5% DE
ESCO
AMEN
TO DE
ÁGUA
S PLUV
IAIS
0,00
B
+1,00 % ÇÃO 6,25
INCLINA
-3,90
A
DA CO
GUAR
1,10m
H= RPO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ADA
FACULDADE DE ARQUITETURA
D
CALÇ
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA UFBA C
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO
PLANTA DE COBERTURA
LMON
EL CA
R MIGU
ITO AV. RE
ALUNA: ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCIA
ESCALA GRÁFICA
ORIENTADOR: MAURÍCIO CHAGAS 0
5
10
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, 396 CAMPUS DO CANELA - UFBA DATA: 19/06/2016
68
ESCALA: 1/100
03 10
planta primeiro pavimento C
N
+7,00
RU
A
PA
DR
A GU
E
FE
IJÓ
+5,00
RD
CA
A
A
+6,00
AD
O
INCLIN
RP CO
LÇ
A
D
+6,00
H=
AN
TIG
AÇÃO
0m 1,1
+5,00
A
8% +4,00
MU RO
+5,00
SH
AF
T
+4,00
+4,00
W.C. FEMININO 11,98 m²
PL
OB ER T
+8,00
GU A
ES
cm
PR OJE ÇÃ OC
RD
A
TERRAÇO 254 m²
10
70
x2
10
7 P.=1
x2
80x2
CO RP
O
UR
H=
A
1,1
0m
AC
70
10
W.C. MASCULINO 9,15 m²
CIRCULAÇÃO 9,73 m²
AS
PE
RF
UR
AD
AS
AÇ
O
CO
+3,00
RT
EN
12
0X
3,0
TOTEM SALVADOR CARD COPA 26,80 m²
B
DA
GUAR
O CORP
0m
H=1,1
3,00
+3,00
HALL 63,45 m²
29ESP.=17 cm 28 27 26 25
+8,00
SALA 2 10,96 m²
24 23 22 21 20
GU
AR
SALA 1 6,38 m²
RP
O
H=
1,1
0m
+2,00
TV
19 18 17 16 15 14 13 12 11
CO
SALA 4 8,45 m²
ÁREA DE ESTAR 32,02 m²
TV
ESCRITÓRIO DCE 18,93 m² +8,00
DA
A/ RG CA GA AR SC
DE
ÁREA DE JOGOS 42,22 m²
GUAR
DA CO
RPO H=
SALA 3 12,60 m²
ÁREA DE ESTUDO 49,46 m²
1,10m
SALA 5 8,95m²
ÁREA DE DESCANSO 42,84 m²
3
0,00
-1,00
B
+1,00 %
A
6,25 INCLINAÇÃO
-3,90
ADA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA
CALÇ
D
FACULDADE DE ARQUITETUR
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA U C
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃ
PLANTA PRIMEIRO PAVIMENT
LMON
EL CA
R MIGU
ITO AV. RE
ALUNA: ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCI
ESCALA GRÁFICA
ORIENTADOR: MAURÍCIO CHAGAS 0
5
10
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, 396 CAMPUS DO CANELA - UFBA DATA: 19/06/2016
ESCALA: 1/100
69
0
planta de subsolo D
C
N
PR
OJ EÇ
ÃO
PA
V.
SU
PE
RIO R
A CONT
ENÇÃ
O
DEPÓSITO 6,13 m² +0,10
DEPÓSITO 6,13 m² +0,10
PR
OJ
70x21
0
70x21
0
EÇ
ÃO
PA
V.
SU
PE
RIO
R
BANC O 24H
B FARMÁCIA/ CONVENIÊNCIA 37,92 m² +0,10
PAPELARIA/XEROX 48,93 m² +0,10 CAFÉ 39,83 m² +0,10
CONT
12
ENÇÃ
INCLIN
AÇÃO
11
-1,00
O
6,25%
ES
10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
P.=
17
cm
+1,00 6 5 4 3
EÇÃO
INCLINAÇÃO
0,00
RPO
DA CO
GUAR
0m
H=1,1
6,25%
2 1
PROJ
PAV. SU
PERIO
B
R
-4,00
A
A/ RG CA GA AR SC
DE
0,00
-3,90
ADA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
CALÇ
D
FACULDADE DE ARQUITETURA
CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA UFBA C
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO
PLANTA DO SUBSOLO
LMON
EL CA
R MIGU
ITO AV. RE
ALUNA: ANA JULIETA FIGUEIREDO GARCIA
ESCALA GRÁFICA
ORIENTADOR: MAURÍCIO CHAGAS 0
5
10
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, 396 CAMPUS DO CANELA - UFBA DATA: 19/06/2016
70
ESCALA: 1/100
06 01
cortes
DETALHE 01
CLARABÓIA COBERTURA
+13.70
+13.10
SALA MULTIUSO
SALA MULTIUSO +8.00
SALA MULTIUSO +8.00
+8.00
HALL +8.00
CIRCULAÇÃO +8.00
W.C. PCD +8.00
TERRENO APUB +8.00
CIRCULAÇÃO +5.20
HALL MULTIUSO
PILOTIS
+3.00
+3.00 CALÇADA +2.00
CORTE A ESCALA GRÁFICA
0
ESCALA: 1/100 5
10
CLARABÓIA +13.70
COBERTURA +13.10
71 TERRENO APUB +8.00
TERRAÇO
CIRCULAÇÃO
SALA MULTIUSO
CORTE A ESCALA GRÁFICA
cortes
0
ESCALA: 1/100 5
10
CLARABÓIA +13.70
COBERTURA +13.10
TERRENO APUB +8.00
TERRAÇO
ESCRITÓRIO DCE +8.00
+8.00
CIRCULAÇÃO +8.00
SALA MULTIUSO +8.00
UNIVERSIDADE FED
FACULDADE DE A
PILOTIS +3.00 CALÇADA
CIRCULAÇÃO +2.00 PAPELARIA/ XEROX
FARMÁCIA/ CONVENIÊNCIA +0.10
+0.10
+2.00 CIRCULAÇÃO
CAFÉ
+1.00
CENTRO DE CONVIV
TRABALHO FINAL D
+0.10
CORTES
ESCALA GRÁFICA
0
5
10
CORTE B ESCALA: 1/100
ALUNA: ANA JULIETA F
ORIENTADOR: MAUR
ENDEREÇO: RUA PADRE FEIJÓ, CAMPUS DO CANELA - UFBA DATA: 19/06/2016
72
ESCALA: 1
cortes
APUB +8.00 TERRAÇO +8.00 CALÇADA +7.00
SALÃO MULTIUSO
PILOTIS +3.00
+3.00
FARMÁCIA/ CONVENIÊNCIA
JARDIM +0.00
BANHEIROS +3.00
DEPÓSITO
+0.10
+0.10
CORTE C ESCALA: 1/100 ESCALA GRÁFICA
0
5
10
CLARABÓIA COBERTURA
+13.70
+13.10
APUB +9.00 CIRCULAÇÃO +8.00
BANHEIROS +8.00 CALÇADA +7.00
CALÇADA +5.10
PILOTIS +3.00 CIRCULAÇÃO
73
U
SALÃO MULTIUSO
PILOTIS +3.00
cortes
+3.00
FARMÁCIA/ CONVENIÊNCIA
JARDIM +0.00
BANHEIROS +3.00
DEPÓSITO
+0.10
+0.10
CORTE C ESCALA: 1/100
ESCALA GRÁFICA
0
5
10
CLARABÓIA COBERTURA
+13.70
+13.10
APUB +9.00 CIRCULAÇÃO +8.00
BANHEIROS +8.00 CALÇADA +7.00
CALÇADA +5.10
UNIVERSIDA
FACULD
PILOTIS +3.00 CIRCULAÇÃO +2.00
CENTRO DE
RAMPA +0.40
TRABALH CORTE D
C
ESCALA: 1/100 ESCALA GRÁFICA
0
5
10
ALUNA: AN
ORIENT
ENDEREÇO: RUA P CAMPUS DO CA DATA: 19/06/2016
74
desenhos complementares
CLARABÓIA +13.70
COBERTURA
W.C.MASC. 10,42 m²
+13.10 W.C.FEM. 11,80 m²
0
70x21
W.C.P.C.D. 3,15 m²
W.C.MASC. 10,42 m² W.C.FEM. 11,80 m²
0
70x21
CIRCULAÇÃO 13,95 m²
W.C.P.C.D. 3,15 m²
0
70x21
CIRCULAÇÃO 13,95 m²
0
70x21
CIRC. 12,20 m²
SALA MULTIUSO
SALA MULTIUSO +8.00
+8.00
HALL +8.00
SALÃO MULTIUSO 69,30 m²
CIRC. 12,20 m²
CIRCULAÇÃO +8.00
W.C. PCD +8.00
TERRENO APUB +8.00
SALÃO MULTIUSO 69,30 m²
APRESENTAÇÃO DE BANDA
CIRCULAÇÃO
PEÇA DE TEATRO
+5.20
HALL MULTIUSO
PILOTIS
+3.00
+3.00
W.C.MASC. 10,42 m² W.C.FEM. 11,80 m²
0
70x21
10
W.C.P.C.D. 3,15 m²
W.C.MASC. 10,42 m² W.C.FEM. 11,80 m²
0
70x21
CIRCULAÇÃO 13,95 m²
0
70x21
W.C.P.C.D. 3,15 m²
CORTE A 0
70x21
CIRC. 12,20 m²
SALÃO MULTIUSO 69,30 m²
EXPOSIÇÃO
ESCALA GRÁFICA
5
CIRC. 12,20 m²
SALÃO MULTIUSO 69,30 m²
APRESENTAÇÃO
0
ESCALA: 1/100
CIRCULAÇÃO 13,95 m²
10
TIPOLOGIAS HALL MULTIUSO
DETALHE 01
CLARABÓIA +13.70
ESCALA: 1/25
COBERTURA +13.10
ESCALA GRÁFICA
0
ESCRITÓRIO DCE +8.00
CIRCULAÇÃO +8.00
SALA MULTIUSO +8.00
1
2
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painel em aço cortén O fechamento escolhido para o Centro de Convivência foi em painéis de aço cortén, de 1,20x3,00x0,02. Os painéis se sustentam em uma estrutura de aço galvanizado que está afastada trinta centímetros da fachada, de forma a permitir a entrada de ventilação e iluminação.
fluxos
POSSÍVEIS POSSÍVEIS PERCURSOSOS Os painéisPERCURSOSOS serão cortados a laser com uma diagramação PEDESTRES DADA DO PEDESTRES AREÁ própria. O desenho foiAREÁ inspirado noDO estudo de fluxos que o Centro almeja criar. As linhas de fluxo foram traçadas e em PROJETO PROJETO
FLUXOS INSERIDOS NA
seguida repetidas até se obter o desenho final
FLUXOS ROTACIONADOS
CAMINHOS CAMINHOS CAMINHOS CAMINHOS INSERIDOS PLACA DEINSERIDOS 1,20X3,00 m ROTACIONADOS NANA PLACA DE1,20 X 3m PLACA DE1,20 X 3m ROTACIONADOS 76
FLUXOS FRACTALIZADOS
RESULTADO FINAL
FRACTALIZAÇÃO FRACTALIZAÇÃO RESULTADO FINAL RESULTADO FINAL EM AÇO CORTÉN DOS CAMINHOS DOS CAMINHOS EMEM AÇO CORTEM AÇO CORTEM
painel em aço cortÊn
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fachadas ESCALA GRÁFICA
0
FACHADA NORTE
5
10
5
10
ESCALA: 1/100
ESCALA GRÁFICA
0
FACHADA NORTE ESCALA: 1/100
UNIVER
FAC
CENTR
TRA
FA
FACHADA OESTE ESCALA: 1/100
ESCALA GRÁFICA
0
5
10
AL
UNIVER ENDEREÇO
CAMPU
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FAC
DATA: 19/06/2016
ESCALA GRテ:ICA
0
FACHADA SUL
5
10
5
10
ESCALA GRテ:ICA
ESCALA: 1/100 0
FACHADA SUL ESCALA: 1/100
ESCALA GRテ:ICA
0
FACHADA LESTE ESCALA: 1/100
5
10
5
10
ESCALA GRテ:ICA
0
FACHADA LESTE ESCALA: 1/100
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perspectivas
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bibliografia CONSTANT, N. O grande jogo do porvir (1959a). In: JACQUES, P. B. (Org.). Apologia da Deriva: Escritos situacionistas sobre a cidade. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003 FONTES, A. Breve histórico dos campi da UFBA. Dissertação – Faculdade de arquitetura, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2010 SENNETT, Richard. O declínio do homem público. São Paulo: Companhia das Letras, 1974. HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1999. QUEIROGA, Eugenio Fernandes. A megalópole e a Praça: O espaço entre a razão de dominação e a ação comunicativa. São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo, 2001.
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