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amol magazine _ edição impressa 12,00 euros (portes incluídos - tamanho A5) Já podes ter a tua revista em versão impressa. Envia um mail para producao@snapbook.pt ou apoioaocliente@snapbook.pt com nome, morada e número de contribuinte - não te esqueças de dizer que pretendes a versão impressa da Amol magazine n.º 25 -, seguido do número de exemplares. Ao mesmo tempo, informa que efectuaste o pagamento por transferência bancária para o NIB 0032-0114-00200523873-56 com a data da transferência e o nome do teu banco emissor. Após confirmação, será feito o envio da revista. A revista é impressa semanalmente.

amol agency Exerces alguma actividade relacionada com Fotografia? És modelo, fotógrafo/a, maquilhador/a, cabeleireiro/a, body painter ou retouch artist?

 

Inscreve-te em: www.amolagency.net um site completamente gratuito onde todos os membros são VIP. Ficha técnica Direcção: Equipa Amol Responsável informático: Tiago Silva Design: Miguel Meira Relações Públicas: Maria João Lima Colaboradores editoriais: Cátia Fernandes, Helena Oliveira, Luís Trigo, Maria João Lima, Mariana Lambertini, Miguel Meira, Nuno Pinheiro e Pedro Cabral Fotógrafo: Pedro Cabral


sumário

   05 Editorial      06 Casting AMOL Magazine        10 Portfólio: André Brito      22 Especial 2º aniversário:      Review de Portfólios    48 Teatro      50 Música      + Review de discos 2011    52 Cinema      + Review de filmes 2011    54 Arquitectura      56 Moda      58 Capa: Carine Zanatta      68 Música:      Entrevista com Cintura    76 Cinema:      Entrevista com José Pedro Lopes    82 Fotos dos nossos leitores      83 Vale a pena espreitar      84      87 New Faces/New Models

EDITORIAL

  Olá Alfredo,  

Quando,há2anos,publicámosaprimeiraAmol magazine,nenhumdenósimaginavanoqueesta revistaseiatransformar.Quandonosdeixaste,a unsdiasdapublicaçãodan.º2,apequenaequipa quenaalturafaziaestarevistaatépensoudesistir, mas,depoisdealgumadiscussão,achámosque devíamoscontinuarecontinuarfiéisàquiloquetu tantodesejavas:daroportunidadesaquem,não sendo famoso, procura oportunidades. Daequipaoriginaljásórestoeu,mastodososque entretantochegaramefizeramaAmolmagazine crescer permanecem fiéis a esse ideal. Nós própriosencontrámosaqui,também,anossaoportunidadedemostraronossotrabalho,deirconstruindo,mêsamês,umarevistadequetemosacerteza teorgulhariasdecontinuaraseroDirector. Comarevista17,chegouanossaparceriacomamvm, edesdeaítemostelevisão-2programasde20minutos pormês.Comoodestinoéengraçado...Tutantoquerias queatuaAmoltambémtivesseumatelevisãoonline... Mas sabes...? Também tivemos de começar a enfrentaralgumasadversidades...Imaginocomoteririas quando,natentativadenoscortarapoioseatédesviar algunsdoscolaboradores,ouvissesdizerqueatua Amoléumarevistaporno...Nãoéumaanedota? Mas a revista fala por si e, felizmente, encontrámos muita gente, mas mesmo muita, que nos lê todos os meses e nos diz que aprecia a qualidade e honestidade que aqui colocamos. É por isso que, em nome da equipa Amol, neste nossosegundoaniversário,teagradeçoporteres partilhadoosteussonhosenosdeixarestodosos mesescontinuarasonhar.Edia28,nanossafesta deaniversário,tuvaisestarconnosco!Porqueesta equipatemamesmavontadequetutinhasesonha osmesmossonhos...Eéassimquecalamosquem gostariaqueonossoespaçoestivessevazio.

 

Abraço, Pedro. 2 de Janeiro de 2012


casting amol magazine A Amol magazine esteve no dia 10 de Dezembro, com a mvm, na festa Gostas pouco gostas!, no Havana Club Prestige, Porto. Aproveitámos e fizemos um casting na busca de caras novas para a secção New Faces. Aqui estão algumas das pessoas que passaram pela sala de casting.


casting amol magazine


O nosso agradecimento ao Havana Club pelas excelentes condições que nos proporcionou e um abraço especial à Manuela Pereira, repórter mvm, pela ajuda neste casting. Um abraço ainda para o Vítor, da equipa mvm, que também esteve connosco e é o responsável pelas imagens que passaram na mvm. |a


portf贸lio


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André

Brito André Brito, um fotógrafo que dispensa apresentações e que nos honra partilhando um pouco do seu trabalho com os nossos leitores.


portfólio

André

Brito

Não tenho qualquer formação

na área da Fotografia Quem é o André Brito? Alguém que desde muito pequeno começou a brincar com câmaras fotográficas, que acabou por seguir um rumo académico na área tecnológica, e que 10 anos mais tarde, decidiu mudar de vida e viver a vida a fazer uma das coisas que mais gosta…


portfólio

André  

Brito                        

 

Como começaste a fotografar? Comecei por volta dos 6 ou 7 anos, com uma

 desde muito pequeno  que brinco com  câmaras fotográficas

pequena câmara que o meu pai tinha, e tirava fotografias às motas dos turistas noAlgarve… Depois fui passando muitas horas na câmara escura com o meu pai, a vê-lo revelar fotografias dele. A partir dos 17 anos, comecei a fotografar muito a namorada, os amigos, paisagens, pessoas na rua, basicamente um pouco de tudo… E depois tudo foi evoluindo até aqui.


amol magazine | 15

Abraçaste profissionalmente e quase diariamente nos cruzamos com trabalhos teus de cariz comercial. Continuas a ter prazer em fotografar?

A Fotografia de Nu é um dos teus temas favoritos?

Sem dúvida que sim, senão acho que procuraria uma profissão que me desse prazer… Só vivemos uma vida, e devemos tentar sempre trabalhar em algo que gostamos, senão vivemos contrariados. É claro que a Fotografia Comercial nem sempre é a mais agradável de executar, pois muitas vezes a satisfação do cliente não significa a nossa satisfação, mas sendo um trabalho pago e encomendado, temos de o fazer da forma que agrada ao cliente. Daí que, por vezes, sinto necessidade de fazer algum trabalho de autor, precisamente para poder fotografar sem qualquer limitação ou directriz.

Sim, sem dúvida. Os editoriais de Moda e o Nu são as duas áreas que mais prazer me dão neste momento.

 

                     

 a Fotografia Comercial      nem sempre é a mais    agradável de executar


Andr茅 Brito portf贸lio


portfólio

André  

Brito                

 Enquanto fotógrafo,  tens algum ponto fraco?    Talvez o meu ponto fraco seja não ter tido  qualquer formação na área da Fotografia.  Provavelmente, se tivesse tido outras bases,  estaria num patamar diferente, não sei… E  gostaria de ter entrado na via profissional  bem mais cedo. Mas, estou muito contente  com a situação em que me encontro.

Pensando no teu percurso fotográfico... Tens mudado? Em quê?

 

Todo o nosso percurso é uma evolução, senão não seria um percurso. Todos os dias mudamos, evoluímos… É normal olhar para trabalhos antigos e não gostar de um ou mais pontos, ter a noção de que se fosse hoje teria feito de outra forma e com resultados mais satisfatórios. Depois, no nosso percurso temos fases, tendências… Fases em que usamos muito luz de flash, outras em que temos tendência a usar apenas luz natural… Fases mais escuras, fases mais luminosas… Tudo isso faz parte do nosso percurso e, tudo correndo bem, da nossa evolução.


portfólio

André  

Brito    

 Tens mestres?  Há fotógrafos que te inspiram?    Todos os trabalhos de outros fotógrafos me  inspiram. No nosso dia-a-dia, passam pelos  nossos olhos muitas imagens que acabam  sempre por nos inspirar um pouco, num por  menor, numa situação… No pouco tempo li  vre que tenho, gosto muito de vaguear pela  Internet e ver trabalhos de outros fotógrafos  espalhados pelo mundo fora. Faz-me crescer  visualmente.

Consideras-te um criativo ou apenas um bom fotógrafo?

 

Penso que para se ser um bom fotógrafo, tem de se ser um criativo… Mas, se sou um bom fotografo, tal depende sempre do gosto da pessoa que vê o trabalho. Não há rankings, não há pontuações no mundo da Fotografia. É um trabalho artístico, logo agrada a uns, e desagrada a outros… Eu gosto muito do trabalho artístico que faço e isso é o mais importante. E, claro, no caso comercial, que agrade ao cliente senão ele não volta.

 

Obrigado,André. Foi uma honra receber-te neste 2º aniversário da Amol magazine. |a


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especial 2ยบ aniversรกrio


Review Portfólios

Emalturade2ºaniversáriodaAmol magazine, convidámos os fotógrafos que apresentaram portfólio na nossa revista a fazer uma pequena actualização,mostrandoumpouco dotrabalhomaisrecente.Tentámos que todos estivessem presentes, mas não foi possível. De qualquer modo… Vale a pena ver!


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


LuĂ­s Philipe Santos


especial 2º aniversário

Review de Portfólios

Margarida Gautier “Margarida Gautier lançou, em Portugal, uma nova maneira de fotografar que nos Estados Unidos daAmérica é um verdadeiro sucesso. “Photo Book do seu animal de estimação” tem tido uma grande adesão com resultados que excedem as expectativas!”


amol magazine | 27


especial 2º aniversário

Review de Portfólios

Pasma “A beleza não está em crise... felizmente!”


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


amol magazine | 31

Nuri


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


amol magazine | 33

Nuno Runa


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


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“Criatividade, Eficácia, Talento, Profissionalismo e Paixão são palavras que a sua ambição carrega.”

 

Bruno Fumega


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


amol magazine | 37

Carlos Torres


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


amol magazine | 39

Marta Ferreira


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


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LuĂ­s Santos


especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


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“Desde já, agradeço a oportunidade de ser solicitado novamente pela Amol Magazine. É com todo o prazer que venho junto do vosso público. Não deixem de visitar e acompanhar o meu trabalho em www.sergiopombo.com e facebook.com/sp.fanpage.”

     

Sérgio Pombo


especial 2º aniversário

Review de Portfólios

“MAPhotography é uma dupla que se dedica à fotografia. Alexander Moreira e Maria João Cunha são os fotógrafos criadores deste projecto que começou por ser uma página no Facebook, e hoje tem mais de vinte mil seguidores.”

MA Photography


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especial 2ยบ aniversรกrio

Review de Portfรณlios


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Joana Dias


teatro      

 Retrospectiva 2011 e Guimarães 2012      lá, meus fiéis companheiros da Outro episódio fantástico desta Cultura    AMOL! Espero que o vosso Natal portuguesa foi o aumento do IVA. Ou seja,    tenha sido fantástico e a passagem se até aqui tínhamos uns já pesados 6%,  de ano também! agora vamos ter uns maiores 13% de IVA Texto de Luís Trigo

É tempo de fazer uma análise anual, nua e crua de como o Teatro vai andando em Portugal, mas, se me permitem, falarei na Cultura - sendo o Teatro um dos seus veículos. E esta Cultura de que vou falar está doente! É uma Cultura falsa e que não existe em Portugal, ou melhor, tentam acabar com ela, mas nós estamos atentos e porque somos a Geração à Rasca, ou MacGyver, com pouco fazemos muito! Ora bem, esta Cultura - que este ano que passou deixou de ter ministério, como se isso fosse muito importante ou alguma vez tenha sido - é uma Cultura que teve um episódio insólito com Diogo Infante no papel de vilão, ao suspender a programação do Dona Maria II por falta de meios e fundos, para logo a seguir ser ele despedido e não suspenso como tentaram camuflar! Diogo Infante fez aquilo que muitos querem fazer mas não fazem, que é fazer frente aos lobbys, aos governadores de Portugal e outros que nunca olham para a Cultura e para os artistas da mesma maneira que olham para uma outra profissão. Mas, este Governo já provou que não está ali para agradar ninguém, senão apenas à senhora Angela, uma alemã que a mim nada me diz, mas que pelos vistos a eles faz muito bem…

nos espectáculos... Se tínhamos pouco público por causa do preço dos bilhetes, agora vamos ter muito menos, como é óbvio! Sim senhor, bonito serviço senhores ministros, obrigado! Resta-nos uma luz no fundo do túnel, mas para lá chegar também se passaram episódios caricatos. Falo de Guimarães 2012, essa grande Capital Europeia da Cultura, cujos responsáveis foram mudados porque se percebeu que estavam a meter dinheiro ao bolso. E novidades, há? Bem, eu acredito em Guimarães 2012, acredito na Cultura e nas pessoas que agora estão à frente da organização. Haverá sempre lobbys, haverá sempre pessoas a ganhar dinheiro com a Cultura, mas ao menos que exista uma Cultura, e não um simples faz-de-conta português que me irrita solenemente! Boas entradas, não chorem, trabalhem, esforcem-se e não emigrem como pede o sr. Primeiro-ministro. Fiquem e ajudem a expulsar estas ratazanas que minam a nossa sociedade e que contribuem para a descredibilização da Cultura e da Arte em Portugal! De minha parte, cá estarei para vos dar voz e asas nas páginas da AMOL. Bom 2012! |a

                           


Deixo aqui este e-mail: luis.trigo@amolmagazine.net, para sugestões, críticas ou, quem quiser, divulgar o seu trabalho de Teatro e Representação. Estejam à vontade, somos uma revista democrática!

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música

Yelle - Safari Disco Club  á saiu em Março de 2011, mas é um dos ter barreiras linguísticas. São 11 canções de  álbuns mais luminosos do ano passado um Electropop altamente recomendável e  e continua a render singles! divertido. Texto de Nuno Pinheiro

O disco desta banda francesa que partilha o

nome com a vocalista, Yelle, está a dar muito que falar. O impacto foi tal que andaram a fazer a primeira parte de alguns concertos da Katy Perry. Desenganou-se quem achou que um disco todo cantado em francês pudesse ser obstáculo ao sucesso internacional. A música dos Yelle é demasiado fresca e dançável para

Prestem atenção aos singles: Safari Disco

Club, Que Veux- Tu, Unillusion, Comme Un Enfant. Não percebo 80% das palavras que são cantadas. Mesmo que aYelle esteja a chamar-me nomes, com aquela voz, ela pode. P.S.: Comme Un Enfant tem um remix feito por um produtor português chamado Cut Slack. Vale a pena ouvir: http://soundcloud.com/cutslack/yelle-comme-un-enfant-cut. |a


รกlbuns 2011

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cinema

   Trailers :  http://www.youtube.com/

watch?v=V0LQnQSrC-g&ob=av3e

   http://www.youtube.com/      watch?v=Zl6vmRNAUsE            Making Of :    http://www.youtube.com/        watch?v=CCuxnofBIKI                           Missão Impossível 4: Operação Fantasma  onfesso que já tinha saudades de um com Cruise em Dia e Noite) e, claro, Cruise  Missão Impossível! Depois do último a subir o maior arranha-céus do mundo, Burj  de J. J. Abrams, já estávamos a sali- Dubai, sem a utilização de quaisquer duplos. É Texto de Maria João Lima

var por mais e Brad Bird não nos desiludiu em nada! Tom Cruise provou-nos mais uma vez que nasceu para o papel de Ethan Hunt e para sequências de acção que envolvam explosões e escalar grandes superfícies. Aos 49 anos, é uma estrela a ser reconhecida e é a alma destesfilmes.Masgrandezanãoseatingesozinho eTomCruisenãopoderiaestaremmelhorcompanhia: Jeremy Renner (Estado de Guerra), Simon Pegg (Shaun of the Dead - Uma noite de…Morte) e Paula Patton (Déjá Vu) formam a equipa maravilha que irá a todo custo salvar a agência. Após um atentado ao Kremlin, a agência IMF é implicada, assim como a equipa de Ethan Hunt. Sem qualquer plano, apoio ou reforços, estes irão a todo custo tentar limpar o nome da agência e manterem-se vivos! Comonãopoderiadeixardeser,assequências deacçãosãodecortararespiração!Explosões, combates mano a mano muito bem coreografados (Robert Alonzo, que já tinha trabalhado

talvez uma das melhores sequências do filme! Diálogosesituaçõescaricatastrazemgargalhadas à plateia e as personagens acabam por se tornarmuitopróximasdopúblicocomoseulado mais humano. Quem também me surpreendeu foiorealizadorBradBirdqueveiodosfilmesda Disney-PixarOsIncríveiseRatatuieseestreou noliveactiondeformanotória!Esperamosmais deste realizador! A banda sonora de Michael Giacchino, que é uma presença obrigatória nos filmes de J. J. Abrams,tambémsoubedarasnotascertasnos ambientes e sempre com a melodia característica de Missão Impossível. Mais um excelente trabalho! Novos rumores apontam para um Missão Impossível 5 e nós aguardamos com as expectativas bem altas. Mas a questão será:Tom Cruise irá ser de novo Ethan Hunt, mesmo depois dos 50 anos? Nós esperamos que sim! Rate: 8/10 |a


filmes/eventos 2011

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arquitectura


Portagens urbanas Texto de Miguel Meira Fotografia de Mariana Lambertini

N

 a sequência do último artigo, e acom  panhando de alguma forma temas que  se encontram na ordem do dia, pre-

tendo este mês debruçar-me sobre a questão das portagens urbanas, a propósito das recentes discussões. Em primeiro lugar, importa referir que estas constituem uma taxa sobre o acto de atravessar o perímetro de uma determinada cidade, seja esse atravessamento uma entrada ou uma saída. Esta prática, por si só, constitui um filtro capaz de seleccionar aqueles que efectuam estes percursos. Enquanto uma cidade sem portagens é um território de livre circulação - logo mais democrático -, uma cidade portajada tende a ser mais segregadora. Os argumentos a favor das portagens são muitos: desde logo, a utilização dos fundos captados aos automobilistas no financiamento dos transportes públicos e na manutenção das infra-estruturas urbanas, que esses mesmos fluxos desgastam; ou então a melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos. No entanto, vejo, na linha do que vários autores escrevem sobre o assunto - entre os quais François Ascher -, mais desvantagens na implementação de portagens do que vantagens. É possível enumerar várias: económicas, visto que existem

                                       

 amol magazine | 55

actividades que incontornavelmente dependem das trocas comerciais rodoviárias; sociais, pela segregação acima referida - quem tem capacidade monetária poderá sempre deslocar-se como mais lhe convier, ao invés daqueles que fazem contas; urbanas, porque contraria aquilo que é a própria natureza democrática da cidade. Certamente haverá outras, mas importa compreender exactamente, apesar dos prós e contras de tal medida, qual o seu real alcance. Quando comparada, por exemplo, com o incremento da intermodalidade, com a diversificação das formas de transporte, com o aumento das condições para circulação de transportes alternativos (entre os quais a bicicleta ou o pedestrianismo), com os incentivos fiscais à permanência na cidade impedindo as fugas para a periferia, podemos afirmar de forma inequívoca que a portagem urbana fica muito aquém do que pode (e deve!) ser feito em termos de políticas urbanas. O ordenamento do território assente em medidas castradoras só poderá ter uma cidade limitada e hostil como resultado. Considerando que os centros históricos estão ainda longe da reocupação, taxar a sua entrada só pode significar a confirmação da sua decadência. |a


moda                            

   

             

             

         Fundación Mapfre        Instituto de Cultura          Paseo     de    2Recoletos, 23 8004- Madrid            Para    mais  +34informações: 91 581 11 31  www.exposicionesmapfrearte.com/ysl

 Moda em Viagem: Exposição de Yves Saint    Laurent na Fundación Mapfre, Madrid    na Fundación Mapfre, em Madrid que, ARevoluçãodeGéneros,ondepodemosobser    até ao dia 8 de Janeiro de 2012, pode- var a forte mudança que causou no mundo da    mos encontrar uma exposição retrospec- Moda,introduzindoforteselementosmasculinos  tYves iva da carreira do famoso designer de Moda novestuáriofemininocomoocasacoSafari,agaSaint Laurent (YSL). Em colaboração com bardine ou o macacão, acompanhando os temTexto e fotografia de Florisa Nogueira

a fundação Pierre Bergé, são apresentados quase 150 coordenados, bem como diversos protótipos, desenhos, vídeos e fotografias que nos ajudam a contextualizar a vida do autor com a sua obra.

  A exposição está divida em várias partes:  

Os Anos Dior, com peças que datam da altura em que trabalhava na casa Dior, ao lado do seu fundador. Foi aqui que introduziu uma silhueta muito mais fluída, livrando as mulheres da cintura apertada pelo corpete, com a coleccção Trapeze de 1958.

pos de mutação da sociedade dos anos 60 com aemancipaçãodamulher.“MademoiselleChanel deuàsmulheresasualiberdade,YSLdeu-lheso poder.”, disse Pierre Bergé, seu companheiro.

 

EstúdioReal/Mental.Aqui,podemosvisitaruma recriação do seu estúdio na Avenida Monceau, número 16, em Paris, onde YSL criava as suas peças num ambiente inspirador.

 

YSL e as Mulheres. Com a sua visão da Moda acessívelatodasasmulheres,YSLfoio1ºdesignerderenomeacriarumamarcadeprêt-à-porter de luxo - Rive Gauche - em Setembro de 1966.


Catherine Deneuve: Um Encontro, com criações usadas pela actriz com quem fez amizade. YSL chegou mesmo a criar um guarda-roupa inteiro para o filme Belle de Jour, de 1967, dirigido por Luis Buñuel.

 

Verão de 1971: A Escandalosa Colecção 1940s, uma polémica colecção que enfureceu a crítica por relembrar os anos da ocupação durante a II Guerra Mundial. Apesar do seu insucesso, influenciou bastante o look retro presente no vestuário dos anos 70.

 

Viagens Imaginárias, onde diversos conjuntos, invocando países como a Espanha, Rússia ou Índia, nos mostram a forte influência que tiveram em YSL que, apesar de raramente viajar, adquiria a maioria dos seus conhecimentos sobre estas culturas através dos livros.

 

No Espelho da Arte. Aqui, um tributo de YSL a vários artistas como Piet Mondrian (com o famoso vestido Mondrian) e Vincent van Gogh com peças fortemente inspiradas nas suas obras.

 

O Último Baile, com uma selecção de fantásticos vestidos de baile que nos remetem para os tempos de glória de outras épocas.

 

O Smoking. Tal como o título indica, aqui poderemos ver o lendário smoking feminino, lançado em 1966, no qual YSL foi pioneiro, revolucionando uma vez mais o mundo da Moda e dando às mulheres uma alternativa ao tradicional vestido de baile.

   

Yves Saint Laurent veio, sem dúvida, mudar por completo a moda feminina. Esta é uma exposição que vale decerto a pena visitar, não só pela sua importância histórica, mas também pelo seu valor visual. O Mundo YSL em aberto para a nossa imaginação! |a

                                                                                           

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Por motivos profissionais, despedimo-nos nesta edição da Daniela Reis, nossa colaboradora editorial de Moda desde Novembro de 2010.A Florisa Nogueira, entrevistada na edição n.º 19 e responsável pelo guarda-roupa das nossas capas de Outubro e Novembro terá, a partir de agora, a autoria desta coluna.


capa

Carine Zanatta Nasceu em Cruz Alta, Brasil.

Aos 11 anos, foi descoberta pelo caça-

-talentosDilsonStain.Aos14,mudou-separaSãoPaulo,ondedeuinícioa umacarreirademodelo.FezTeatro,CinemaeTV.Actualmente,resideem Portugal na cidade do Porto, e frequenta um curso superior de Teatro. Fotografia: Pedro Cabral | Make Up: Marta Moreira Hairstylist: Clarisse Fernandes | Guarda-roupa: Florisa Nogueira (Royal Corsetry)


seis anos de carreira depois,  ainda procuro saber o que  significa “ter talento”

  Quem é a Carine?  

 

 amol magazine | 59

Aos 14 anos, mudas para São Paulo e começas a trabalhar. Como é que isso tudo acontece?

 

Sou uma pessoa acima de tudo humana, calma, tranquila, bem resolvida, que presa pelas boas e belas coisas da vida, que gosta de ajudar os outros à sua volta, mesmo que seja com um sorriso ou uma palavra de conforto. Muitas vezes, não podemos fazer mais do que isso.

Foi óptimo, porque foram quase três anos de preparação, fazendo vários tratamentos de pele, cabelo, dentista, ginásio, etc., até que pudesse ter as medidas exactas que o exigente mercado da Moda deseja. Então mudeime para São Paulo, onde assinei um contrato com uma agência de modelos e comecei a trabalhar.

Já vimos que foste descoberta por um caça-talentos, no Brasil. O que sente uma miúda de 11 anos quando isso sucede?

Começas a carreira muito jovem. O que acontece à escola? Foi possível conciliar ou chegas a um ponto em que desistes?

     

É muito complicado dizer, porque aos 11 anos eu ainda estava brincando de bonecas e de repente descobriram em mim o famoso “talento” (coisa que estou tentando saber o que é, mesmo depois de 6 anos)... Mas, lembro que tinha muitas imagens e sonhos de como poderia ser uma carreira de modelo, embora tudo o que eu sonhava e imaginava não fosse 100% o que realmente é.

     

Embora fosse muito complicado e corrido em questões de tempo, sempre me preocupei muito com os estudos, porque sabia desde o início que a carreira de modelo não duraria para sempre e que, um dia, mais cedo ou mais tarde, chegaria ao fim, tendo sucesso ou não. É muito subjectivo... Pode dar super certo como pode não dar e então é preciso ter uma segunda opção, uma base para seguir.


capa

       Do Brasil para Portugal... Porquê?    Vim para Portugal para estudar. Estou fazendo  a faculdade aqui. Vim, também, porque tenho  um pai português e uma mãe italiana. Gosto  muito de Portugal, já estive em vários lugares  e surpreendo-me sempre com tudo. Nunca  consegui ver o Rio Douro da mesma maneira,

Actualmente, o que estás a fazer em termos profissionais?

 

Estou terminando de rodar uma produção cinematográfica portuguesa, “EROTICON”, de Ernesto Pinto, com direcção de Rui Rufino e que tem data de estreia marcada para Julho de 2012 em Portugal, Espanha e Brasil.

por exemplo, e diga-se de passagem que é um dos lugares que mais gosto.

         

 uma carreira na Moda, dê certo ou não, não dura para sempre...  é preciso ter uma segunda opção


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Moda, Teatro, Cinema... O que é que realmente te atrai?

 

São três vertentes muito parecidas, mas também muito diferentes. Na Moda, posso ser tudo aquilo que desejo desde que siga o padrão comercial; no Teatro, posso emprestar todos os bons e maus sentimentos que tenho e também receber, pois estou em contacto directo com o público, não há por onde escapar, é uma fonte de energia incrível; no Cinema, é talvez onde tenho mais regras, onde tudo tem de ser em passos mais lentos, mais trabalhados, mais perfeitos.

Se te propusessem um trabalho no campo da Moda que implicasse dedicares-te completamente a uma carreira como modelo, o que farias?

 

Não sei. É muito complicado responder a uma pergunta dessas, pois acredito que as probabilidades de que isso aconteça sejam mínimas. Mesmo a Moda tem inúmeros seguimentos. Até para fazer uma campanha publicitária passamos por Rádio, Fotografia e TV. Mas, se isso acontecesse e fosse de suma importância que eu estivesse presente a 100%, eu o faria, logicamente.


capa

Carine

Zanatta


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capa Como ocupas os teus tempos livres? O que gostas de fazer? Vou a livrarias, adoro livros. Por acaso, aqui no Porto, há uma livraria famosa que eu adoro. Muitas vezes, vou lá e passo lá horas do meu dia. Acho que é onde consigo ficar só comigo mesma.

Para ti, o que é fotografar? É uma forma de expressão muito grande. Uso a Fotografia, quando posso, para mostrar e dizer tudo aquilo de que gosto ou até mesmo detenho em mim, nos outros, nos lugares e em tudo.

O que te agrada quando fotografas? Agrada-me muito, no fim de tudo, ver um trabalho bem feito, porque são horas de dedicação... Sem falar em todo o trabalho que a equipa tem em montar conceitos, produção, cenários e tudo o que as marcas exigem.

Qual é o teu grande sonho, em termos profissionais? Não é um sonho. Posso dizer que seria mais uma norma: ser cada dia melhor, cada dia evoluir e aprender.

E em termos pessoais? Acredito que os meus objectivos profissionais me fazem uma pessoa feliz, mas, se pudesse falar de um sonho pessoal... quero mudar-me para uma casa de vidro.


amol magazine | 65

   

o meu sonho é a minha norma: ser melhor a cada dia que passa

 


capa

Amol magazine... O que pensas deste projecto?

 

Acho incrível a simplicidade da revista, embora não deixe de ser super profissional. É uma revista de Arte que é acessível a todos os tipos de Público e isso é muito compatível com alguns conceitos de entretenimento que eu tenho. Sou a favor da informação para todos, independentemente do nível social.

Estamos quase a terminar a nossa entrevista. Diz-nos três objectivos que esperas concretizar num futuro próximo.

 

Ter êxito na faculdade, que o filme corra bem e que todos consigamos conquistar os nossos objectivos de estreia. Ser feliz sempre, mesmo quando tenha motivos para estar triste… porque, quando uma pessoa sorri, o mundo sorri a ela também.


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Finalmente, a pergunta sacramental. Foi difícil trabalhar connosco?

 

De modo algum. Foi maravilhoso, descontraído... E, por outro lado, super profissional. A equipa da revista é óptima. Desde o momento em que o meu agente entrou em contacto com a redacção para enviar o meu portfólio até ao dia da sessão para a Capa. Adorei trabalhar com todos.

 

Como podes ser contactada? Há um blogue, que sou eu que escrevo e actualizo, onde existe um espaço com todos os contactos, tanto do meu agente como do assessor de imprensa (http://cazanatta.blogspot. com/)... Embora em Portugal esteja representada pela GLAM MODELS. Carine, foi um prazer trabalhar contigo. |a


música

Cintura

Nasceram em 2003, pelas mãos de Hélder Carvalho e Bruno Tavares. Este ano, lançaram estilo não é Pop Chic mas é Pop de fato e gravata. Entrevista de Helena Oliveira Fotografias cedidas pela banda


a nossa imagem está  inevitavelmente associada à  música que fazemos

É preciso ter jogo de cintura na Música em Portugal?

 

O que é preciso é tentar fazer o melhor possível dentro das nossas possibilidades. É verdade que é preciso um grande esforço para que possamos fazer ouvir o nosso trabalho, contudo não é de todo impossível.

   

Acrítica escreve que vocês fazem “música de fato e gravata”? Como interpretam estas críticas?

 

Adeterminada altura do nosso percurso, achámos que os nossos temas tinham melodias e harmonias que tocavam o glamour e o requinte, por vezes com saídas explosivas que nos transportam para outros horizontes. A nossa imagem associada à música é inevitável e achamos interessante essa interpretação.

    Já têm uma cintura bem definida?  

Julgo que andamos sempre à procura do “definido”, do melhor resultado. Contudo, na Música tudo é possível e o que parece concluído pode ser alterado a qualquer momento. Tudo está em aberto.

    Quais são as vossas influências musicais?  

As influências são mais que muitas, entre o Pop, Jazz, Clássico, Punk e outros. Ao longo destes anos, as influências mostram o caminho que devemos seguir, sem que o resultado seja o mesmo.

       

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Começaram o projecto em 2003, já com a ideiadeexperimentarmelodiasantesdequalquerdisco.Em2007,convidaramoEduardo Peixoto para integrar a formação e a partir daí nunca mais pararam. O que mudou com o Eduardo?

 

O Eduardo veio dar maior consistência ao projecto. Já o conhecíamos como músico e inicialmente pensámos que seria músico convidado, masasuaentregaaoprojectomostrouqueseria uma mais-valia a todos os níveis e é, de facto.

   

Nessemesmoano,editamZeroSete.Foiuma formadesentiremofeedback,sobretudonas redes sociais?

 

Sim,queríamosmostraroqueandávamosafazer esentirofeedback.Asredessociaisforamesão importantes na nossa divulgação e promoção.

   

Mas foi o tema Nó da Gravata que deu o empurrão que faltava?

 

O Nó da Gravata é um tema diferente.Além da música,acomponentedevídeotornouabanda mais próxima do público. Não diria que tenha sido o empurrão que faltava, mas foi e ainda é um dos temas mais acarinhados pelo público.

   

Podedizer-sequeodiscoéumbestofdaquilo que o grupo fez nos últimos anos?

 

Não. O disco surgiu como uma necessidade de mostrar o que tínhamos feito até ao momento. Tínhamos optado por lançar tema a tema e ir divulgandoàmedidaqueíamosgravando...Em 2010, surge a oportunidade de compilar toda essa informação entre áudio e vídeo.


música

há uma vontade de mostrar o que sentimos através da Música


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Quem foi a vossa principal inspiração para este projecto? Não houve nenhuma inspiração principal, houveehásimumavontadede,atravésdaMúsica, mostrar o que sentimos. É uma linguagem universal que mostra o nosso estado de espírito em determinados momentos da nossa vida.

O que podem encontrar os fãs neste primeiro trabalho? Podem sentir a travessia entre estados de tristeza e de euforia. Sentidos de reflexão sobre uma visão que se passa à nossa volta sem que estejamos excluídos dessa realidade.

Todos os elementos da banda têm um papel na composição das músicas ou há algum que se destaque? Cadaumtemoseupapelfundamentalnacomposição dos temas. Destaque só se for notícia na primeira página!

Como foi a receptividade por parte dos fãs? E como tem sido? Sentimos que estamos num percurso em que se vão juntando mais pessoas à medida que vamos caminhando.Tem sido muito bom sentir esse apoio.

Como é poderem ouvir as vossas músicas em algumas novelas portuguesas? Tudo o que seja reconhecimento do nosso trabalhoésemprebem-vindo.Estandoalgunsdos nossos temas em novelas é muito bom, porque sabemos que Cintura chegará a um público mais alargado.


mĂşsica

Cintura www.cinturapt.com www.facebook.com/cinturamusic www.myspace.com/cinturaband


amol magazine | 73


música

  Foi e será sempre.    

Foi um passo importante?

Ficaram em primeiro lugar no festival Rock Nordeste 2010? Estes festivais são importantes para a divulgação dos trabalhos musicais?

 

Claro que sim! Não fomos ao festival pelo prémio, mas sim para mostrar o nosso trabalho perante um júri que dispensa apresentações no mundo da música portuguesa. O facto de termos ficado em primeiro só nos lisonjeia pelo reconhecimento do desenvolvimento do nosso trabalho.

 

 a componente de vídeo  aproximou-nos do público

 

Abrem também algumas portas? Nada fica garantido, só temos de continuar com a mesma atitude.

    E como vêem as redes sociais?  

É a forma mais rápida e eficiente de chegar a um público alargado que já não vive sem este fenómeno.

   

É necessário que os músicos também se adaptem às redes sociais?

 

Claro que sim! É estar actualizado... E a evolução tem sido tão rápida que hoje estamos a pensar fazer algo que uma outra pessoa algures já fez.


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Como vêem o actual estado da Música em Portugal?

 

Têm surgido bons projectos, com grande qualidade e só há uma forma de o conseguirem: com muita dedicação. Todos passam pelas mesmas dificuldades e temos consciência de que em Portugal não será fácil resistir.

    É possível viver apenas da Música?   Neste momento, não.     Como são os Cintura em concerto?  

Às vezes digo que gostaria de poder vê-los ao vivo, porque as sensações são completamente diferentes... As que se têm enquanto músico

e ouvinte. Mas, aproveitando o feedback que nos tem chegado, diria que há uma energia à volta de melodias fortes que vão crescendo com o passar do concerto.

   

Lembram-se da primeira vez que subiram ao palco?

 

Claro que sim. Foi naAcademia Contemporânea do Espectáculo do Porto. Uma noite memorável com um nervoso miudinho um pouco mais acentuado do que se sente agora.

   

O que esperam agora para o futuro? Que projectos têm em mãos?

 

Vamos continuar a produzir mais temas e trabalhar para um álbum. Será uma meta a atingir.|a


cinema


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José Pedro Lopes Mais uma vez, encontro-me no Shortcutz Porto.Agora, para ver a curta Survivalismo e entrevistar o realizador José Pedro Lopes. Vamos conhecer uma das figuras promissoras do Terror português! Entrevista de Maria João Lima | Fotografias cedidas por José Pedro Lopes


cinema Olá José Pedro. Fala-nos um pouco do teu percurso. Olá! O Cinema sempre foi a minha paixão e sempre tentei dedicar-me a ele em todas as formas. Creio que a coisa se tornou mais a sério no final dos anos 90, ainda no liceu, quando criei o meu primeiro site de cinema, Zinemania, que mais tarde viria a ser integrado no projecto c7nema.net. Durante a faculdade, apesar de não ter estudado Cinema, sempre tentei estar envolvido em produções. Em 2007, escrevi e produzi a curta-metragem A Noiva, da Ana Almeida, um filme slasher multicultural que percorreu festivais pelo mundo fora. Trabalhei em Publicidade, especialmente em produção. Em 2010, decidi levar mais a sério a vontade de fazer ficção com oAnexo 82 - onde já contamos com O Risco, Temperar a Gosto e Survivalismo, todos filmes que funcionaram bem em festivais.

Como nasceu a tua paixão pelo Cinema de Terror? Talvez pelo meu irmão mais velho, eu via os mesmos filmes que ele. Por isso, acabei por ver filmes de terror cedo de mais. Mas não diria que o meu apelo é por Cinema de Terror, mas sim por aquele Cinema a que se chama de Cinema Fantástico: vai da Ficção Científica aos filmes de medo, mas passa pelo Cinema mais underground e mais no limite - podem ser as obras mais vistosas do cinema asiático contemporâneo ou os produtos mais arrojados do indie americano. O Terror como paixão está mais preso à era dos anos 70 e 80, especialmente ao trabalho do John Carpenter. O Terror contemporâneo e o clássico, já diferente. Ambos têm coisas de que gosto e coisas de que não gosto.


amol magazine | 79

Survivalismo é um filme bastante peculiar, com um ritmo lento mas com um twist surpreendente! Como surgiu esta história, este conceito de um homem se encontrar numa posição quase de expiação?

Qual dirias que é a chave do sucesso do Survivalismo e das boas críticas que tem tido?

 

 

Eu tinha acompanhado a Ana Almeida ao European Short Pitch, em Estrasburgo, onde ela ia apresentar o seu projecto Videoclube. Ao assistir aos ensaios, começou a crescer uma ideia para um pitch e a forma original como o poderia apresentar. Daí que Survivalismo seja expositivo e algo teatral, passado como alguém a fazer um pitch no palco. O twist final foi, na realidade, o que surgiu primeiro. O Modelo Kubbler-Ross foi uma forma de trazer ordem a uma série de ideias de desenvolvimento que se podiam tornar assustadoras e dramáticas, mas que também podiam prejudicar o filme. Creio que Survivalismo é uma curta bastante original pela sua apresentação e pelo seu desenvolvimento - mas creio que é feita para ser vista no grande ecrã, onde os 9 minutos podem

O trabalho da equipa. Tive a sorte de ter estado rodeado de gente fantástica para dar vida à história.OactorIvoBastos(dacompanhiadeTeatro PalmilhaDentada)aceitouodesafiodeprotagonizarumfilmeinteriorcomumsaconacabeçae numasituaçãoalgoperigosa,esurpreendeu-nos atodoscomaemoçãoqueconseguiucriarnum pressuposto tão complicado. Quando rodámos a cena da redenção da sua personagem, toda agenteficouaterradaecomovidacomavozdo Ivo a sair de dentro do saco. Quando ele tirou o saco, ele estava bem mas antes o silêncio era absoluto. O filme está fantástico a nível técnico e artístico. O Emanuel Grácio é um compositor e sonoplasta brilhante e o Survivalismo tem uma atmosfera sonora única. O Francisco Lobo conseguiu gerir muito bem a estética do filme semotornardemasiadovisual.EaAnaAlmeida, produtora,editoraeassistentederealização,foi decisivaparaoSurvivalismoserumaobraemo-

realmente tornar-se climáticos.

cional e aterrorizante, mas legível e capaz.


cinema

 Tens a tua própria produtora em conjunto  com Ana Almeida. Queres contar-nos um  pouco sobre o que é o Anexo82?    OAnexo82éumaprodutoraaudiovisualquese  dedica a todo o tipo de trabalho, mas que tenta  especializar-senaáreadaCultura.Temosdesen  volvidomuitotrabalhoemtornodoShortcutzPorto  edoFEST-FestivalInternacionaldeCinemade  Espinho,entreoutroseventosculturais.Estamos  porémabertosatodootipodetrabalhoseconci  liamosissocomagrandepaixãodefazerCinema  - ficção narrativa, contar histórias.      Qual é a tua opinião sobre o estado actual  do Cinema português?    Creioquenãoéomeupapelemitirgrandesopi  niões em relação a esse assunto. Posso dizer  que é com prazer que vejo que o cinema inde  pendentetemcrescidoemPortugal,maioritaria  mentenascurtas-metragens,equeosfilmessão  vistos. Uma curta é agora vista por milhares de  pessoasnasdezenasdefestivaisemostrasque  há no nosso país, e há agora uma comunidade  degentequefaz e degente quegosta de ver. E  isso foi uma evolução muito importante.      Preferes ser realizador ou produtor? És a  mesma pessoa quando assumes um papel  e outro ou tens posturas diferentes?    É muito diferente. Um produtor é responsável  por fazer com que o projecto exista e seja bem  sucedido,tenhaordemefuncione.Éumaabor  dagem intensa, mas mais fria. Como produtor,  costumoserresponsávelpordistribuiras curtas  e promovê-las o melhor possível, e isso faz-me  ver o trabalho com outros olhos. Como realiza  dor,creioqueaabordagemémaisemocionale  até surge aquela vontade de esconder o traba  lho por não o considerarmos perfeito.

 

   o filme está fantástico  a nível técnico e artístico

Tens projectos em vista?Algo com que nos possas aguçar o apetite?

 

De momento, em termos de ficção narrativa, oAnexo 82 está a desenvolver três projectos, todos curtas. Um deles é uma espécie de filme surpresa sobre um homem numa estrada, que será algo muito divertido e original. O outro é um filme que cruza a Ficção Científica e o Terror chamado Paciente EV-136, que creio que funcionará muito bem no circuito do fantástico. E temos o mencionado Videoclube, da Ana Almeida, um drama romântico passado no final dos anos 90 sobre o fim da era VHS, que vem baseado num argumento lindo que ela escreveu e que já foi premiado.

    Onde podemos ver os teus trabalhos?  

O Vimeo do Anexo 82 tem algum do trabalho audiovisual que desenvolvo, mas as curtas, a ficção, não é tão fácil de encontrar. A Noiva já está disponível no Youtube/Vimeo, mas O Risco, Temperar a Gosto e Survivalismo ainda percorrem festivais e só assim podem ser vistos (exceptuando O Risco, que faz parte de uma aplicação iOS/Android chamada Popcorn Horror). Não sou muito apologista de colocar os filmes online porque os desvaloriza - eles foram feitos para as salas e não para os monitores, e para serem vistos com atenção e não com o chat do Facebook ligado ao lado. Prefiro que eles surjam nos festivais e tentar aguçar a curiosidade das pessoas, fazendo-as querer sair de casa para ir ver.

   

Obrigada pela disponibilidade! De nada e obrigado pela atenção! |a


fotos dos nossos leitores

FOTO DO MÊS

 Categoria: Moda/Glamour  Título: Gossip  Autor: Joel Reis

Categoria: Retrato Título: Nair Silva

Categoria: Tema Livre Título: Loving you

Categoria: Retrato Título: Que dirá o teu olhar?

Autora: Daniela Alves

Autora: Clarisse Santos

Autor: Jorge Alminhas


vale a pena espreitar                                                              

     

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moda

   

Calçado Primavera/Verão http://www.youtube.com/watch?v=iCIZodl wVXQ&feature=related

 

Moda Evangélica Primavera/Verão http://www.youtube.com/watch?v=ixqfZxB CaL0&feature=related

        beleza    

Beleza em 2012 http://modaspot.abril.com.br/desfiles/desfiles-fashion-rio/fashion-rio-verao-2012/ tres-tendencias-que-vao-fazer-a-belezado-verao-2012

   Olá leitores,  Finalmente,entrámosnumnovo  ano. Espero que 2012 seja me  lhor do que os anos anteriores,  que esteja repleto de felicidade,  amor e muita beleza e sensua  lidade :-)  Comosempre,aquiestãoasnos  sas dicas! Esperoque gostem e  acompanhem!  Cátia Fernandes

Trança fish tail http://www.youtube.com/ watch?v=BqzAkFG6J28

        saúde    

Alergias http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bemestar/19,0,3048942,Primavera-estacaodas-flores-e-das-alergias.html

 

Constipação http://farmaceutico.planetaclix.pt/constipacao.html


PRODUÇÕES mvmTV NOME: Entrevistas mvmMUSIC Resumo: Adoram fazer-te feliz... e sobem a tudo para o conseguirem, desde PALCOS a CABINES... Uns são DJ’S, outros CANTORES, uns gostam de HIP HOP, outros de POP ROCK, uns são EXTRAVANGANTES, outros bastante TÍMIDOS! Passaram cá pelos estúdios para nos dar um beijinho e um convite duplo... Não resistimos e filmamos tudo! Queres ver? Entrevistas mvmMUSIC, descobre como os ARTISTAS da MÚSICA tomam o pequeno almoço! Formato: Episódio Semanal com a duração de 20 minutos. Género: Entrevista. Objectivo: Entrevista original, diferente e exclusiva aos talentosos protagonistas nacionais da área da música, desde Dj’s, Cantores, dançarinos e coreografos de hip hop, música alternativa, pop rock, produtores de música, etc. As perguntas que todos querem colocar e as respostas mais surpreendentes. NOME: Entrevistas mvmSPORT Resumo: UnssãoÍCONES,outrosjáSESAGRARAMPRÓS,unsTREINAMàs6horasdamanhã,outros às 10 horas da noite, uns COMEÇARAM em CRIANÇAS, outros já eramADULTOS... Todas as semanas convidámos um a vir conhecer os nossos estúdios... Como quem não quer a coisa, oferecemos um café e uma água e mostramos a CADEIRAencarnada! Confortávelmente instalados NÃO RESISTEM e começam a CONTAR-NOS TUDO! Entrevistas mvmSPORT, o que NUNCAtinhas OUVIDO sobre ELES, agora na mvmTV,contado na primeira pessoa só paraTI! Formato: Episódio Semanal com a duração de 20 minutos. Género: Entrevista. Objectivo: Entrevista original, diferente e exclusiva aos talentosos desportistas nacionais, com reconhecimento e mérito nas suas distintas áreas, desde Surfistas, Pilotos, Futebolistas, jogadores de Rubgy, passando pela Vela, Kite surf ou mesmo Atletismo... As perguntas que todos querem colocar e as respostas mais surpreendentes, os truques revelados, as supersistições...

     

NOME: EntrevistasmvmFASHION Resumo: DeLoirasaMorenos,AltasouBaixos,todosprometemcontarTUDOOQUESABEMFAZERDEMELHOR...DasSESSÕESFOTOGRÁFICASatrásdosderradeirosDESFILESàssessõesdeAUTÓGRAFOS...dospapeisnastelenovelasàspresençasnasPartyNight...Dodesenhoàagulha...Ooutrolado doquotidianodelesqueTUqueresCONHECER...AlgunsjátêmumavastaCARREIRA...Outrosestão aindaacomeçar...DosNOVOSaosVELHOSTALENTOS...Tudooquequeressabersobreo“Fashion World”emprimeiramãoELESVÃOPARTILHARCONTIGOsomenteaquinamvmTV. Formato: EpisódioSemanalcomaduraçãode20minutos. Género: Entrevista. Objectivo: Entrevistaoriginal,diferenteeexclusiva,apersonalidadesdomundodaModa,osvelhoseos novos talentos, dos modelos aos manequins, os actores, os fotógrafos e os bookers, os directores de agênciasedecastings,osestilistaseograndescostureiros,osmaquilhadoreseoscabeleireiros...Eles vãorevelar-tetodosossegredoseresponderàquelasperguntasquesótugostariasdeascolocar...

     

NOME: Entrevistas mvmARTS Resumo: Muitos dão que FALAR... Outros põem-nos a PENSAR... TALENTO não lhes falta... Uns ENSAIAM horas seguidas... Outros ESCREVEM nos locais mais bizarros que nem consegues imaginar... Alguns descobriram em CRIANÇA... Outros só na ADOLESCÊNCIA... E há aqueles que só em ADULTOS chegaram lá... DAS ARTES ÀS LETRAS... Das instalações aos livros... A cadeira vermelha é o ponto de partida para que nos contem TUDO sobre eles... Aquilo que não sabes mas que gostavas de saber, só aqui na tua mvmTV. Formato: Episódio Semanal com a duração de 20 minutos. Género: Entrevista. Objectivo: Única e original, uma entrevista exclusiva, aos talentos portugueses, artistas das várias áreas, escritores, actores, encenadores, realizadores de cinema, pintores e escultores... Tudo aquilo que gostavas de saber e que só a tua mvmTV tem coragem de lhes perguntar.


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Cรกcia Diogo janeiro 2012


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amol magazine | 89

ficha pessoal              

Nome

Cácia Diogo

 

Data de Nascimento:

9 de Fevereiro de 1989

 

Cidade de Residência:

Paços de Ferreira

     

Olhos

Castanhos

 

Cabelo

Castanho

     

Altura

174 cm

 

Peso

54 Kg

 

Peito

87 cm

 

Cintura

62 cm

 

Ancas

89 cm


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Cรกcia Diogo


amol magazine | 91


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Tipos de trabalho

   Retrato    Gamour            Bikini    Lingerie   Semi-nu implícito              Nu        Erótico          Adulto

Condições

 

Trabalho pago. Poderá aceitar TPF se considerar relevante para o portfólio.

 

Contactos

  http://www.amolagency.net/     Cácia Diogo


Tu também podes ser a próxima New Face! Envia-nos as tuas fotos + a autorização do fotógrafo ou envia-nos um mail e pede a marcação de uma sessão fotográfica!

amolmagazine@gmail.com


Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.

 

Bertold Brecht (1898-1956)

N

um país em que responsáveis governamentais aconselham, como solução para o desemprego, a procura de alternativas fora do país (primeiro os jovens, depois os professores, depois …), não podemos deixar uma mensagem ilusória de “Feliz 2012”.

A Amol magazine é uma revista jovem, feita para jovens, com um público jovem. É preciso acordar, sair da indiferença, exigir que se cumpram as promessas eleitorais de mais emprego, mais educação, menos impostos. É preciso recordar que as promessas foram feitas numa altura em que Portugal já estava comprometido com um pedido de intervenção externa e não pode servir de desculpa afirmar que se ignorava a situação real do país.

 

A Amol magazine não é uma revista de análise política, mas tem também obrigações sociais. A crise financeira tem de se resolver mobilizando o país, dando esperança aos jovens, fazendo evoluir a economia e não recomendando mais poupança a quem já não tem dinheiro para viver.

 

Por isso, para 2012, os nossos votos de que se mantenham alerta, interventivos e reivindicativos.


EM 2012, BAIXAMOS O VALOR DAS MENSALIDADES!  INFORMA-TE NA NOSSA RECEPÇÃO!

                 

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AMOL Magazine 25 - Janeiro 2012