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AMI Notícias Nº 79

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N.º 79 Distribuição Gratuita 4.º trimestre de 2020

notícias

Entrevista

MARIA TERESA HORTA Natal 2020

MISSÃO NATAL AMI Apoio Domiciliário

VIVER COM DIGNIDADE AGORA TAMBÉM EM

FORMATO DIGITAL


N.º 79 Distribuição Gratuita 4.º trimestre de 2020

notícias

Entrevista

Foto © Luís Barros

MARIA TERESA HORTA Natal 2020

MISSÃO NATAL AMI Apoio Domiciliário

VIVER COM DIGNIDADE AGORA TAMBÉM EM

FORMATO DIGITAL

04 | No passar dos anos 06 | Entrevista Maria Teresa Horta

10 | Corações Independentes 12 | Viver com dignidade 14 | Missão Natal AMI 16 | “A Avó veio trabalhar”

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18 | AMI convida + TEXTOS

LOJA ONLINE

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19 | Breves Nacional, Internacional, Mecenato

22 | Agenda + Loja AMI 23 | Informações

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AS POPULAÇÕES MAIS VELHAS

EO ENVELHECIMENTO ATIVO As populações mais velhas, devido à evolução demográfica existente nos países economicamente mais avançados, representam hoje em dia uma percentagem já muito significativa, o que constitui sem dúvida alguma uma oportunidade e um desafio para a sustentabilidade social, cultural e humanística da sociedade desses países e não só! Representam maravilhosas e ricas bibliotecas assim como faróis que irradiam uma luz insubstituível e, como tal, merecem o nosso maior respeito, tratamento e cuidado para os preservar o máximo possível. De salientar que nesses países, ao invés do que se passa nos países em desenvolvimento, nem sempre, e cada vez menos, como se vem constatando durante os nefastos períodos da gripe sazonal ou do SARS-Cov2 ou durante os períodos mais quentes do Verão, as necessidade mais básicas e sagradas das populações seniores são devidamente acauteladas como é por exemplo, o respeito pela vida e a integridade física, moral, afetiva, familiar, social e cultural. É durante os períodos mais negros da evolução da Humanidade, como aquele que estamos a viver, inclusive para os Direitos, Garantias e Liberdades consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nas Constituições dos países democráticos, que se torna mais visível o drama dos mais frágeis da população, os idosos e as crianças, pelo isolamento e esquecimento a que são votados, morrendo sós e em silêncio, ou amordaçados com tremendos danos para a sua saúde física e mental. Não, mil vezes não mesmo! Como cidadão, humanista, médico e professor universitário há décadas (Bruxelas e Lisboa) digo, e repito indignado: não - inaceitável absurdo! As grandes árvores, os anciãos, mesmo já sem folhas, flores e frutos serão sempre grandes árvores como o continuam a ser as sequoias, as oliveiras ou os embondeiros milenares ou até fossilizados. E, felizmente, temos vários exemplos da sabedoria, do dinamismo e do contributo permanente de vários “jovens de antigamente” da e para com a nossa sociedade. A entrevistada nesta edição da AMINotícias é, certamente, uma delas, uma pessoa cujo percurso muito admiro e que é uma inspiração para os jovens e menos jovens.

© Gabriela Nemésio Nobre

SUMÁRIO + EDITORIAL

Fernando de La Vieter Nobre Presidente e Fundador da AMI

O envelhecimento requer respeito, carinho e escuta porque representa o conhecimento e a sabedoria que só a experiência nos ensina. As rugas e as manchas do envelhecimento representam caminhos e estrelas que devem, ou deveriam, guiar as gerações mais novas que julgam, na sua imaturidade, que são eternas! São também cruciais na aceitação serena da nossa condição humana, da nossa finitude. Os valores pelos quais a AMI pauta a sua atuação espelham o respeito e a consideração que julgamos imperativo que exista pelas gerações mais velhas, razão pela qual promovemos projetos como o Espaço de Prevenção da Exclusão Social Sénior e o Serviço de Apoio Domiciliário, com o objetivo de fomentar a vitalidade de uns e apoiar a vulnerabilidade de outros. É imprescindível que existam respostas adequadas para todos. O envelhecimento, com a sua preciosa pátina, criada pela experiência, e quantas vezes pelo sofrimento, só nos traz uma certeza: a única forma de eternidade, e da verdadeira política, é o Amor e a única forma de heroicidade é a persistência que nos fez sobreviver às agruras da vida. E é isto, e exclusivamente isto, que quanto a mim verdadeiramente conta, o velho que já sou! Uma sociedade que não cuida com respeito e que não protege, como está já a ser o caso e como ficou demonstrado pelo medo disseminado pela pandemia, os seniores, as crianças, os jovens e os doentes mais debilitados não merece ser apelidada de Humana mas de Desumana, moribunda e talvez já morta. O meu juramento que há perto de 44 anos proferi enquanto médico obriga-me a defender a Humanidade e os Doentes entre os quais, obviamente, os idosos! A isso me sinto imperiosa e indeclinavelmente obrigado.

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NO PASSAR DOS ANOS Do ponto de vista sociológico, o envelhecimento consiste na maturação física, psicológica e vital do ser humano. A maturação e o envelhecimento sucedem em diferentes fases da vida, influenciando não só a vitalidade de uma pessoa, mas o seu papel na sociedade, em consequência das transformações que ocorrem nas suas interações sociais, em função do seu estágio de crescimento.

No domínio das políticas sociais, predominam as análises de que a “velhice” deve ser encarada como uma problemática em que as populações envelhecidas são grupos dependentes, diferentes do resto da sociedade, que tem no seu estatuto de “ativa” uma validação funcional. As perceções sociais em torno do envelhecimento não são estáticas nem imutáves. São inevitavelmente determinadas pelos valores culturais e normas pelos quais as populações se norteiam. Em diversas culturas, a maturidade e o envelhecimento inerente a este processo são um estatuto de referência em termos de respeitabilidade e sabedoria. Em Portugal, onde a demografia populacional é maioritariamente envelhecida, estima-se que a taxa da população nacional esteja a sofrer um decréscimo significativo devido às características etárias do país. A 31 de dezembro de 2018, segundo o INE, a população em Portugal decresceu em 14 410 pessoas, desde o período homólogo do ano anterior, pelo que se verificou uma taxa de crescimento negativa no valor de 0,14%. Ainda que se mantenha, este decréscimo tem sido atenuado nos últimos anos devido à melhoria do saldo migratório no país, e nos respetivos índices de natalidade que advêm da fixação das populações imigrantes em Portugal. Não obstante, estima-se que em 2080 a população portuguesa decresça para 7,9 milhões de pessoas. 04 |

Embora estes dados sejam inquietantes, podem também significar uma oportunidade de reflexão acerca da importância do envelhecimento ativo, nomeadamente no aproveitamento da experiência e sabedoria dos mais velhos como mais valia do ponto de vista da formação e educação, para a otimização de determinados setores da economia. Para além da necessidade de reconhecer que as pessoas envelhecidas são efetivamente importantes na evolução das sociedades modernas, seja do ponto de


© Alfredo Cunha

AMI

vista cultural e económico, é também urgente travar o crescimento das situações de isolamento social, que em Portugal, registou 402 mil pessoas, de acordo com a operação “Censos Sénior” em 2020, em resultado do panorama atual da pandemia pelo novo coronavírus mais 100% que os valores registados no ano anterior). Pessoas com mais de 65 anos a viverem sozinhas, isoladas ou incapacitadas física e mentalmente, sob outras circunstâncias que podem constituir uma ameaça à sua segurança.

Não existem respostas 100% adequadas para garantir a longevidade e bem-estar de todos os anciãos da mesma forma, embora a proximidade e acompanhamento da família seja sempre um fator relevante. Algumas respostas sociais disponíveis serão abordadas nesta edição da AMI Notícias, e será ainda demonstrado que a idade é mais uma força que uma fraqueza.

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© Luís Barros

MARIA TERESA HORTA

Maria Teresa Horta foi recentemente distinguida pelo Ministério da Cultura com a “Medalha de Mérito Cultural”, pelo seu contributo incomparável para a cultura portuguesa. Não gosta de prémios, gosta de escrever, sempre à mão e de caderno no colo. A poesia é a sua linguagem e o erotismo o seu tom de voz. Censurada, nas sombras de uma época marcada pelo fascismo, Maria Teresa Horta é um ícone da luta pelos direitos das mulheres em Portugal. Com uma sabedoria nuclear, do âmago das suas experiências, a poetisa falou. Em que período da sua juventude começa a sua relação com a escrita? A minha escrita começou muito cedo, não na minha juventude, mas na minha infância. Costumo dizer que nasci no escritório do meu pai. Claro que nasci na cama dos meus pais, na altura não existiam maternidades, as pessoas nasciam em casa, mas aquilo que eu me lembro, desde muito cedo, é dos livros do escritório do meu pai, para onde eu passava os meus dias a olhar maravilhada. Tive uma avó espantosa, mãe do meu pai, que me lia aquilo que eu queria. Sentavámo-nos as duas nesse escritório, eu olhava para a estante e 06 |

escolhia um livro para que a minha avó me lesse. Nunca me disse “este livro não é para a tua idade”, nunca. Perguntava-me, sim, se eu estava a perceber. É aí que começa a minha escrita, é aí que eu começo a escrever, num caderno em capa de oleado do meu pai. Ele era médico. Três folhas antes de acabar os seus cadernos ele deitava-os lá numa caixinha, eu ia buscá-los e dizia: “estou a escrever um romance”. Claro que nunca ia para lá de três, quatro linhas, mas isso foi a primeira coisa relacionada com a escrita que me lembro de ter feito muito pequena. Normalmente, aprendia-se a ler e a escrever aos sete anos, altura em que se


ENTREVISTA

entrava na escola, mas o meu pai estava desesperado, porque eu não deixava ninguém sossegado. Decidiu contratar uma professora que me ensinou a escrever e a ler - é aí que tudo começa - antes de entrar na escola. Como foi a descoberta do movimento feminista, do ponto de vista existencial e dos direitos humanos, numa sociedade profundamente patriarcal e marcada pela ditadura? Eu não estou de acordo que a minha escrita seja marcada pelo feminismo. Eu é que desde muito nova contestei a situação das mulheres, ou seja, contestei aquilo que estava à minha vista. As mulheres tinham menos direitos, era evidente que as mulheres deviam obediência aos homens. Há uma coisa para mim muito importante: quando era pequena, a minha avó saía de casa para ver umas amigas, era o que ela dizia ao meu pai, e levava-me a uma casa em Benfica onde ia ter com umas senhoras. Um dia, já eu era uma mulher feita, a trabalhar na Revista Mulheres, e a Maria Lamas* regressa do exílio. Marcelo Caetano, que vinha substituir Salazar, mas que era tão fascista quanto ele, embora um bocadinho mais culto, disse aos filhos da Maria Lamas que ela poderia voltar, que não lhe aconteceria absolutamente nada. Na altura, eu era chefe de redação. Quando ela regressa, vai visitar a revista e pergunta-me: “Não se lembra de mim? Olhe bem para mim”. A Maria Lamas era amiga da minha avó, estava presente nos encontros em Benfica. Lembro-me de ela me dizer: “Aquelas mulheres que se reuniam naquela casa eram feministas”. Ora bem, então a minha primeira ligação ao feminismo é através da minha avó que era uma sufragista e eu não sabia. Como é que obras como “Ambas as mãos sobre o corpo”, ou mais tarde, “Minha Senhora de Mim”, foram recebidas pelos leitores, especialmente pelas mulheres portuguesas que viviam na sombra de um regime? Eu penso que toda a minha obra é uma obra contestatária, é uma obra com que as mulheres se identificavam, até de uma forma muito secreta, porque naquela altura não havia liberdade para as mulheres e não era de todo uma brincadeira. Eu representava aquilo que elas sentiam, com que as mulheres se identificavam, nas suas vivências, sofrimentos, alegrias, e até no desejo e no erotismo dos seus corpos. Quando surge a nova geração de escritores e publicações como o Poesia 61, foi quando tive a oportunidade de conhecer outros como eu: Gastão Cruz, Lídia Jorge, etc.. É nesta fase que

começa a minha escrita ligada ao feminismo, mas nunca fui uma feminista que usou a escrita para fazer propaganda, não! Eu escrevia sobre o feminismo porque eu era, e sou, uma feminista. Quando me fazem essa pergunta, eu digo sempre: sou feminista e isso revela-se na minha escrita, sim. Não o faço propositadamente, carrego isto dentro de mim, porque é quem eu sou. Como lhe contei, estive na minha infância, sem saber, muito perto do sufragismo e do feminismo. Tenho muito orgulho nisso. Em que circunstâncias é que conhece Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno e o que é que vos leva a escrever “Novas Cartas Portuguesas”, uma obra considerada pelo poder instituído na época como “subversiva” e “perversa”, sabendo que isto significaria perseguição, censura e, na pior das hipóteses, prisão? Eu conheci a Maria Isabel Barreno e a Maria Velho da Costa durante o fascismo. Não existia nenhum movimento feminista na altura. Já falávamos do feminismo umas com as outras. Discutíamos. Mas não existiam grupos organizados até ao 25 de abril. Nós eramos amigas. Quando escrevi o “Minha Senhora de Mim”, a minha vida virou de cabeça para baixo. A responsável pela D. Quixote, Snu Abecassis, foi chamada pelo César Moreira Batista**, que lhe disse que se a publicação do que quer que fosse da autoria de Maria Teresa Horta fosse para a frente, que não só censurava o livro como lhe fechava a casa, a editora. Ela perguntou o porquê, e ele repetiu: “Se a senhora publicar um livro, nem que se chame “A História da Carochinha”, por Maria Teresa Horta, a sua editora acaba”. A partir do momento em que o livro é publicado e apreendido, a minha vida mudou. Uma noite saí de casa para ir ter com o meu marido, que tinha saído da redação, sou perseguida por um carro e acabo por ser agredida, batem com a minha cabeça no chão e dizem-me claramente “isto é para aprenderes a não escreveres aquilo que escreves”. Tive de ir para o Hospital. No dia seguinte fui trabalhar na mesma, e era dia de almoço com as Marias. Elas ficaram chocadas por uma obra lírica ser alvo de tanto ódio e violência. Durante o nosso almoço, puseram a seguinte possibilidade: se uma mulher que escreveu uma obra conseguia causar tanto caos, imagine-se três. Foi assim que surgiram as “Novas Cartas Portuguesas”. Na altura, a Maria Velho da Costa estava a escrever “A Morte da Mãe”, o que a fez ficar reticente com a ideia de escrevermos um livro as três. | 07


Na semana seguinte, quando fomos almoçar, a Maria Velho da Costa apresenta a primeira carta, ou seja, é ela que refila, mas é ela que aparece com a primeira carta daquele que viria a ser o nosso livro. Pensámos na metodologia e chegámos ao fim do livro nove meses depois. Foi o tempo de uma gestação. A Natália Correia acabou por ser quem publicou as “Novas Cartas Portuguesas”. Quando o livro é proibido, decidem projetar a vossa voz e fazê-la chegar a referências do feminismo e liberdade de expressão na Europa, como Simone de Beauvoir... A situação ficou muito perigosa para nós. Fomos as três chamadas para ir até à Judiciária. Foi o Inspetor Paredes que nos recebeu. Estávamos sentadas na salinha, quando uma senhora vem ter connosco e nos pergunta: “o que é que as senhoras estão aqui a fazer?”. Respondemos que nos tinham mandado sentar ali, que tínhamos escrito um livro e que queriam falar connosco acerca disso. A mulher respondeu: “ai as senhoras são escritoras? Então esta não é a vossa salinha, que esta salinha é a das prostitutas.” Ou seja, aquilo foi um processo de humilhação. A Maria Isabel tinha na altura um corajoso amigo que ia a Paris e se prontificou a levar o livro e mais um conjunto de cartas. Se ele fosse apanhado pela PIDE... Escrevemos para a Simone de Beauvoir, ela era a mulher da escrita feminista. Foi a nossa mentora, de todas as mulheres depois do 25 de abril, graças ao “Le deuxième Sexe”. Enviámos um livro e uma carta. Na altura, a Simone tinha um grupo de mulheres latino-americanas que iam para Paris refugiar-se das ditaduras militares dos países em que viviam. Pedimos na carta que essas mulheres traduzissem o nosso livro para a Simone de Beauvoir. Tinha de ficar claro para ela que nós não eramos panfletárias, nós fazíamos literatura. Todas elas ficaram animadas. Três meses depois aconteceu o primeiro encontro internacional feminista na Europa e o nosso livro foi falado por uma das mulheres deste grupo da Simone. Assim, o congresso, por votação unânime, declarou as “Novas Cartas Portuguesas” a voz, digamos assim, do movimento internacional feminista. Disse-me“ jornalista é a minha profissão, escritora é quem eu sou”. Em que medida é que a escrita a define e a foi encaixando entre o jornalismo, a prosa e a poesia? Eu acho que não custou nada, para mim a minha voz está presente em qualquer que seja o meu tipo de escrita. Jornalista é a minha profissão e tenho muita honra nisso. O jornalismo faz muito bem à escrita criativa porque nos ajuda a recuar. 08 |

Conseguirmos ficar atentos e focados no que estamos a escrever, é algo que a prática jornalística nos dá. Eu escrevia uma crónica chamada “Quotidianos instáveis”. A meio do primeiro ano começo a escrever “fora” desta crónica em torno de algo ligado aos quotidianos instáveis, o que veio a tornar-se no meu livro de ficção. É um livro que eu gosto muito e que tem o seu início nas crónicas primeiras e depois se desenvolve numa ficção. Esse livro foi reeditado no ano passado. Isto é um bom resumo da junção entre a minha faceta jornalística e de poetisa. Não acho que haja uma cisão entre os dois mundos. A minha profissão ajudou-me muito a criar distanciamento, deu-me sabedoria na linguagem. Todas estas linguagens se enriquecem mutuamente. É muito bonito uma pessoa ter a noção que não precisa de se isolar para escrever, é muito bonita a escrita enquanto arte e enquanto profissão. Está a escrever uma nova obra, “Paixão”. Pode levantar-nos o véu sobre a mesma? É um livro de poesia. O meu marido morreu repentinamente há um ano, foi uma violência muito grande para mim. Ele é a minha paixão, ao final de 56 anos juntos. No dia seguinte ao funeral, disse para mim “vou escrever um livro e o título vai ser Paixão”. Este livro é para ele, como todos os outros que escrevi. É um livro de poesia de amor dividido em seis partes. Nunca pensei ser capaz de fazer isto. Inicialmente, a escrita deste livro ajudou-me muito. Todos os dias escrevia, escrevia e escrevia... a poesia salva. A poesia salva-me. Salvou-me várias vezes na minha vida. Mais uma vez. Nesta fase, o processo tornou-se muito mais difícil, porque eu escrevo à mão e estou a ter dificuldade em passar para a máquina porque é o tema que é... É perturbante. A publicação está prevista para abril de 2021, mas eu quero arrastar até maio, porque foi em maio que o Luís, há 57 anos, me disse que estava apaixonado por mim. Acho que sim, que no fundo, quero publicar o livro em maio. Ao refletir sobre a sua história, sobre a sua escrita e as suas lutas, considera que a sua voz ecoou e ficou gravada na história da literatura e das mulheres de uma geração em Portugal? Quem sabe, isso é o que todos nós artistas queremos. Como é que vou saber uma coisa dessas... Mas há uma coisa que eu sei, eu sou a minha escrita. Eu sei que dei o melhor de mim, o que me é mais genuíno e mais verdadeiro. Entreguei-me por inteiro à literatura portuguesa. Será que o


ENTREVISTA

Foi no passado dia 3 de novembro distinguida com a Medalha de Mérito Cultural, pelo Ministério da Cultura. O que é que significa para si este reconhecimento? Significa um reconhecimento de que a escrita da mulher é cultura. Durante tanto tempo julgou-se que só os homens sabiam escrever e que as mulheres só podiam escrever uns romancezinhos de cordel ou poesia romântica. Para mim, foi também importante que me fosse atribuída esta medalha por uma mulher. Finalmente, há mulheres ministras e ministras da Cultura, e há mulheres que reconhecem o mérito a outras mulheres. Durante anos, as mulheres foram ensinadas a detestar outras mulheres, a termos medo umas das outras, a competirmos umas com as outras. Isto vem realmente demonstrar que há outra razão. Foi gratificante nesta altura da minha vida. Uma pessoa chega a uma determinada idade e põe em causa as suas motivações para viver e de repente, aparece este reconhecimento. Sou do tempo em que havia mulheres que escreviam na casa de banho, que era o único sítio onde podiam fechar a porta à chave, e conheço mulheres que escreveram livros assim. Não sei se mereço esta distinção ou não. Eu adoro a literatura e fiz tudo para divulgar a literatura em Portugal, até como jornalista. Entrevistei os grandes escritores. Algo consegui fazer pela cultura em Portugal. Com todo o meu amor. Talvez até o tenha merecido. Não tem a ver com o talento ou com a minha escrita, tem a ver com os outros. Eu quis disseminar o que fiz e o que os outros fizeram. E claro, quis dar mais voz às mulheres. Quando recebo este prémio, tomo-o como o reconhecimento da minha escrita mas também do meu trabalho em torno da escrita e dos escritores.

Ficam sonhos por realizar? Faz planos para o futuro? Claro que sim! Planos de vida não, planos literários com certeza que sim. Todos os dias escrevo, se não escrevo, nem sei o que fazer. Este livro “Paixão”, quando estiver concluído, entrego à minha editora e será publicado, mas haverá mais. Muitos livros. Acho que estão a ser escritas coisas muito boas por mulheres e isso inspira-me também. Toda a vida disse que isto ia acontecer. As mulheres, cada vez mais escrevem, pintam, criam. Lutámos todas por isso. Não nos esqueçamos que no passado as mulheres escreviam e assinavam os maridos. Estou positiva, o reconhecimento daquilo que somos capazes é-nos devido.

*Maria Lamas foi uma escritora, jornalista e ativista pelos direitos das mulheres. **César Moreira Baptista foi um político e advogado português na altura do Estado Novo, trabalhava no Secretariado Nacional de Informação, no Palácio da Foz.

© Luís Barros

António Nobre esperaria que a sua poesia fosse lida neste século? É uma coisa tão aleatória... É o que eu quero, sem dúvida. Não sou capaz de viver sem escrever. A minha escrita também não é apenas uma coisa generosa, a minha escrita é-me urgente. Mas sim, há muitas mulheres que me têm agradecido pela coragem que lhes transmiti. É verdade que sim. Agora se vai ecoar, eu não sei. Influenciou possivelmente a minha geração e as duas que se seguiram, mas não sei se vai ecoar para lá deste tempo. Quem é que haveria de dizer ao Camões ou a tantos outros escritores espantosos que iriam ser lidos séculos depois? Quanto mais eu...

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CORAÇÕES INDEPENDENTES Sem saber exatamente quem iríamos encontrar, para além da Diretora do Centro, chegámos à sala comum do Centro Porta Amiga de Chelas, para conhecer o projeto EPES Sénior – Espaço de Prevenção à Exclusão Social Sénior – um projeto dirigido aos idosos da comunidade, pessoas com mais de 70 anos e moradoras da zona.

O EPES é um espaço integrado no bairro social da Flamenga, numa esfera mista de vivências e realidades sociais, situado entre o Parque Urbano do Vale de Chelas, o Colégio Valsassina e a feira do relógio. As paredes deste pequeno espaço refletem o trabalho multidisciplinar e conjunto desenvolvido pela população mais velha que integra o EPES e que faz daqui o seu lugar de criatividade, de partilha de conhecimentos e saberes tradicionais. No seio da comunidade, o EPES Sénior é essencialmente conhecido pelo “passa-palavra”, pelo encaminhamento das entidades parceiras ou até mesmo através do serviço de distribuição alimentar do Centro e onde se aproveita para promover a existência desta resposta. Para além de Salomé Marques, diretora do Centro Porta Amiga de Chelas, e de Cátia Costa, animadora do EPES sénior, foram seis as senhoras que fomos encontrar, sentadas a uma distância considerável umas das outras, como se de um comité se tratasse. Isto porque as sessões do EPES tiveram de ser divididas em pequenos grupos, para reduzir o risco de propagação ou infeção pelo coronavírus.

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A disposição das senhoras não denunciava de forma nenhuma a sua fragilidade ou solidão. Neste espaço procura-se prevenir as situações de exclusão social, nomeadamente parcas condições económicas, isolamento social, patologias físicas e mentais ou abandono, entre outros. As animadoras como a Cátia são quem conduzem as atividades desenvolvidas, embora a liberdade criativa seja uma premissa. Enquanto distribui linhas e agulhas explica que “tudo o que aqui fazemos, fazemos com um propósito específico, valorizando os saberes de cada uma destas mulheres para criar um ou mais produtos finais”. As últimas semanas de outubro foram dedicadas à produção de máscaras reutilizáveis “para afastar a virose”, diz a D. Rita de sorriso desatado, uma senhora com mais de vinte anos de casa. Em circunstâncias normais e para além das atividades quotidianas desenvolvidas no Centro Porta Amiga de Chelas, visitas culturais e excursões são práticas mensais do EPES, que por força da conjuntura atual tiveram de ser temporariamente suspensas.


AMI

As sessões de estética e cuidados de beleza, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, são também consideradas ações imprescindíveis, na procura de alavancar a auto-estima destas senhoras, fator também determinante do seu bem-estar e longevidade. O Espaço de Prevenção para a Exclusão Social Sénior de Chelas integra o Grupo de Apoio a Séniores (GAS) um grupo de instituições de Marvila que trabalha com as populações séniores deste eixo geográfico (Marvila, Chelas e Olaias), através de um intercâmbio de espaços. Sessões de dança e cantares tradicionais, criação de exposições comunitárias, excursões e dinamização de interações entre os diferentes grupos foram temporariamente suspensos devido à pandemia que veio abalar profundamente as rotinas de sociabilização de todos os séniores que integram o GAS, inclusive das senhoras de Chelas. A pandemia veio agravar as preocupações e aumentar os desafios da equipa de trabalho do EPES que, em pleno confinamento, adotou como modus operandi um “sistema de vigilância” permanente. Salomé Marques, diretora do Centro Porta Amiga de Chelas, salienta que “foi necessário reforçar a vigilância destas senhoras, sem as podermos acompanhar de perto, assegurando que as suas necessidades eram correspondidas e que apesar de tudo, se sentissem o menos sozinhas possíveis, especialmente aquelas que não têm núcleo familiar ou que ainda têm membros dependentes de si, por motivo de doença mental ou deficiência. Foi uma troca constante de informação entre colegas e familiares”.

D. Maria arruma a máscara semi-feita para o lado e prepara a mesa para o seu “brunch”. Desabafa que passou muitos dias “em solidão”, mas que quando morrer também vai só e que não lhe faz confusão. Partilhou com o peito aos soluços e uma gargalhada à mistura “foram muitos dias só na companhia da televisão; cheguei a dançar sozinha na sala enquanto via o programa da manhã, com a intenção de fazer exercício, mas logo desisti, que aquilo não ia acabar bem...” As outras senhoras não resistiram em gracejar com a companheira. O nosso encontro termina à hora em que as senhoras acabam as suas atividades no EPES para retornarem às suas casas, que já vai sendo hora do almoço. A D. Rita despede-se de nós a cantarolar em uníssono com as restantes: “Foi por vontade de Deus, que eu vivo nesta ansiedade, que todos os ais são meus, que é toda minha a saudade, foi por vontade de Deus. Que estranha forma de vida, tem este meu coração. Vive de vida perdida, quem lhe daria o condão, que estranha forma de vida. Coração independente, coração que não comando, vives perdido entre a gente, teimosamente sangrando, eu não te acompanho mais”. *Os nomes das participantes do EPES utilizados nesta peça são fictícios de forma a proteger a privacidade das mesmas.

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VIVER COM DIGNIDADE O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da AMI foi criado para a prestação de cuidados, no domicílio, a famílias e pessoas singulares que se encontrem em situação de dependência física ou psíquica e que não possam assegurar de forma autónoma as suas necessidades básicas, nem disponham de apoio familiar para o efeito. Fomos acompanhar o Serviço de Apoio Domiciliário, uma resposta social de acompanhamento e assistência que assegura a manutenção dos cuidados alimentares e de saúde de pessoas com mais de 65 anos ou sem autonomia temporária ou crónica para tal, em diversos pontos da cidade de Lisboa. Desde 2000, foram apoiados diretamente cerca de 449 beneficiários. Em 2019, 44 pessoas usufruíram do SAD, nas suas diversas vertentes, das quais 33 transitaram do ano anterior e 11 constituíram novos casos. A população é maioritariamente feminina e apresenta uma média de idade de 78 anos. Esta resposta social da AMI apoia maioritariamente pessoas viúvas, mas também existem casos em que ambos os cônjuges são abrangidos, embora de forma focalizada e garantindo as necessidades individuais de cada membro do agregado, seja do ponto de vista de alimentação, de saúde e de higienização. As pessoas apoiadas por este serviço residem em várias freguesias de Lisboa, como Areeiro, Beato, Marvila e Penha de França. Os objetivos primordiais do Serviço de Apoio Domiciliário são a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários e das suas famílias, estabelecendo uma relação de proximidade e confiança com os mesmos, pelo que as equipas de Auxiliares de Ação Direta (AAD) têm muitas vezes a chave da casa das pessoas apoiadas, para prevenir situações de emergência. Em paralelo, é uma prioridade garantir a permanência dos anciãos no seu meio habitual e lugar de conforto, retardando o mais possível o recurso a estruturas residenciais, promovendo estratégias de desenvolvimento de autonomia, caso haja possibilidade para tal. As Atividades da Vida Diária (AVD), em que a equipa de Auxiliares de Ação Direta intervém, são desempenhadas em diversas escalas de atuação, desde as atividades Básicas de Autocuidado, que incluem vestir, dar banho, alimentação, descanso e mobilidade; as Atividades Intermédias ou Instrumentais, ou seja, 12 |

Sandra Silva

todo o apoio relacionado com a ajuda na gestão do orçamento doméstico, utilização de equipamentos (telefone e eletrodomésticos), deslocações ao exterior e auxílio com as compras; e ainda as Atividades Avançadas, que passam pelas funções necessárias para se viver sozinho, isto é, de caráter ocupacional, recreativo e comunitário. Por todos estes motivos, as equipas do Serviço de Apoio Domiciliário são multifacetadas e dinâmicas, pelo que começam às 9h da manhã a organizar as diferentes fases daquele que é o plano de intervenção para o resto do seu dia e semana. São 12 auxiliares de ação direta para um total de 34 séniores, que se distribuem geralmente em equipas de dois. Todas as manhãs, o dia começa pela chegada das refeições, já confecionadas por uma empresa fornecedora, para serem distribuídas ao domicílio de cada um dos beneficiários que requerem este serviço. A ementa é definida na semana anterior, tendo variedade para todos os gostos e atendendo às condições de saúde de cada um. Em 2019, foram distribuídas cerca de 17.917 refeições a um total de 34 pessoas (75% dos beneficiários), sendo o segundo serviço mais procurado o de higiene pessoal, seguindo-se a higiene habitacional e o tratamento da roupa. Assim que chega o Senhor Alcindo, o motorista do SAD, começa a azáfama de carregar a carrinha com as refeições para se fazer o circuito habitual pelas diversas residências e levar os auxiliares às “suas casas”.


AMI

Elisa Soares e Ilsa Leite

O Senhor Manuel Pina Filipe é uma das pessoas abrangidas pelo SAD. Teve conhecimento deste serviço através de uma das assistentes sociais do Centro Porta Amiga das Olaias. “Vão a minha casa uma vez por semana, limpam-ma quase toda e mudam a roupa da cama(…) este serviço fez-me deixar de ter preocupações, posso ficar descansado com a manutenção da minha casa”. O Sr. Manuel não necessita da distribuição alimentar, diz que prefere ir ao Centro Porta Amiga, perto da sua casa, onde aproveita para conversar um bocadinho e passar o tempo. Para além disso, faz questão de tomar a sua medicação lá, onde existe um mapa que pode consultar, e onde recebe orientações por parte das auxiliares e assistentes sociais do CPA. Partimos por volta das 10h da manhã e fizémos “a ronda” por sete domicílios. O Sr. Alcindo Andrade, de 71 anos, é uma figura sui generis na AMI, conhecido como o homem que de todos cuida e que todos alegra. Conta que, ao longo dos últimos 12 anos, a trabalhar neste serviço da AMI, desenvolveu relações de profunda amizade. Descreveu o conforto de saber que houve quem, à janela, esperasse pela sua chegada, religiosamente, todos os dias. Desvaneceu-se-lhe o imutável sorriso por breves instantes ao desabafar que também viu pessoas partir sem ter oportuni-

dade de se despedir, e que por vezes até foi quem deu a triste notícia à família. No decorrer do percurso do Senhor Alcindo, fomos buscar a Elisa e a Ilsa, auxiliares que tinham como próxima paragem a freguesia de Arroios, para ver uma senhora acamada, dar-lhe banho, o almoço e organizar-lhe a casa. Não entrámos por questões de segurança, mas pudemos ver a profunda confiança e responsabilidade depositada nestas equipas. “É um trabalho duro que tem de ser feito e nós queremos fazê-lo porque mais ninguém o faz”, revela Elisa à entrada de mais uma casa, de mais uma vida. Os desafios desta profissão são muitas vezes agravados pela limitação de recursos materiais e humanos para garantir o maior bem-estar possível dos beneficários do Serviço de Apoio Domiciliário. Não obstante, a flexibilidade, dedicação e disponibilidade dos Auxiliares de Ação Direta, pessoas como o Alcindo, a Elisa, a Ilsa, a Sandra, o Jaipracash, a Cidália ou a Encarnação, alteram consideravelmente ou, dependendo das circunstâncias, asseguram a dignidade da vivência destes anciãos, que nada menos merecem do que todo o cuidado e carinho que lhes possa ser proporcionado.

Alcindo Andrade

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UMA DÉCADA

A FAZER DO NATAL UMA MISSÃO Pelo décimo ano consecutivo, a AMI realiza a Missão Natal, uma campanha que visa apoiar famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconómica e exclusão social, sinalizadas pelos Centros Porta Amiga da AMI em todo o país, e projetos internacionais nas áreas da saúde, nutrição, associativismo e empreendedorismo social e ambiental. Assim, em Portugal, para além do acompanhamento social que disponibiliza ao longo de todo o ano, e que requer um diagnóstico rigoroso, um trabalho conjunto com os beneficiários e uma avaliação contínua e adequada às necessidades de cada pessoa e agregado familiar, a AMI procura proporcionar aos seus beneficiários a possibilidade de viver a quadra natalícia de uma forma digna e feliz, oferecendo-lhes uma ceia de natal completa, com bens alimentares típicos desta época festiva, de acordo com a tradição portuguesa. Em 10 anos, já cerca de 18.000 famílias foram apoiadas com um cabaz de natal, num total de mais de 45.000 pessoas. Esta missão é apadrinhada pelo ator Diogo Mesquita desde 2015, e permite também contribuir para assegurar uma parte do acompanhamento social e oferecer bens alimentares, de higiene e brinquedos a idosos e crianças, os quais recebem um acompanhamento diário diferenciado por parte da AMI. Os cabazes de Natal e os miminhos distribuídos representam uma importante ajuda às famílias mais vulneráveis e só são possíveis graças ao apoio e generosidade de doadores, voluntários e empresas.

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Todos podem fazer parte da Missão Natal, existindo várias formas de participar: • Financiando um Cabaz de Natal, sendo que um donativo de 20 euros permite, não só, suportar o custo de um cabaz de Natal, como o acompanhamento social de uma família; • Contribuindo para oferecer Miminhos a idosos e crianças; • Participando no financiamento de projetos internacionais em vários países do mundo; • Adquirindo presentes solidários na loja online da AMI.


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O meu desejo para este Natal ĂŠ... Que o Natal seja para Todos! Junte-se a nĂłs em www.ami.org.pt


“A AVÓ VEIO TRABALHAR”: A FÓRMULA PARA A LONGEVIDADE

© João Rocha

Desde o desenvolvimento de workshops e sessões de team-building, à criação de campanhas publicitárias, de merchandising para festivais até aos adereços de mesa para uma edição do festival de Cannes, estas mulheres são procuradas, pelo seu know-how, criatividade e sapiência. Há muito para dizer sobre este estúdio localizado num pequeno largo adjacente à Morais Soares, em Lisboa, onde as cores e texturas que se refletem do interior do espaço despertam a curiosidade dos que por ali passam impelindo-os a entrar. É um espaço livre onde mulheres, “as avós”, criam peças de design a partir dos seus saberes tradicionais e lavores domésticos, inspiradas nas suas identidades, com as suas assinaturas. O projeto nasceu há cerca de cinco anos, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, como um modelo de negócio vocacionado e dirigido a pessoas com mais de 65 anos. A grande aventura começou quando os fundadores, Susana e Ângelo, conseguiram encontrar um espaço independente onde a ideia de “centro de dia” pudesse ser totalmente rejeitada e onde a liberdade criativa imperasse nos moldes que visionavam.

© João Rocha

“A Avó veio trabalhar” é um projeto criado pela designer Susana António e o psicólogo Ângelo Campota, cuja ideia surgiu mais do que de um propósito, de uma inevitabilidade: desconstruir o estigma de que a importância dos maiores de 65 anos é irrelevante do ponto de vista criativo.

“A idade” e o saber As avós e artesãs nunca deixam de ser o epicentro de criação deste projeto. A idade é usada “como um super-poder”, poder este que despertou a curiosidade de inúmeras organizações da sociedade civil, empresas e meios de comunicação, o que levou a avó a trabalhar em diversificados “palcos”, numa lógica de intergeracionalidade e community intersection. A alma do lugar A energia do estúdio onde as avós trabalham é estimulante, num décor retro-vintage e urban jungle, inspirado na imagética da casa das avós, reflexo genuíno da individualidade de quem faz dele o seu local de trabalho.

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© João Rocha

AMI

“É uma casa de todos (...) – explica Ângelo Campota, co-fundador da iniciativa – “um projeto desta natureza só faz sentido se tiver contacto direto para a rua e para a comunidade. Nós não somos um centro de dia, não somos um lar, nem queremos manter a privacidade das pessoas, porque isso vai contra a nossa missão de quebrar estereótipos e para isso é necessário permitirmos a quem passa, saber o que se está a passar aqui dentro, e sentir vontade de entrar e ver um conjunto de mulheres, avós, artistas a criar e assim

passar um legado deste património imaterial, que são estes saberes e lavores tradicionais.” As avós A avó Fernanda e a avó Maria estão ambas focadas em desenvencilhar um novelo de lã, enquanto as avós Hilda e Rosa se dedicam a escolher cores e a criar pequenos adereços para peças. A conversa é farta em histórias contadas e revividas, entre relatos de experiências cinematográficas e viagens de avião para além-fronteiras, no quadro deste projeto. Ao perguntarmos à D. Fernanda, que há sete anos faz parte desta casa, se havia algum ofício que tivesse aprendido no estúdio, explica-nos que “nunca tinha feito tear à mão. Para mim, foi interessante, porque ainda tenho boa cabeça e aprendo facilmente, mas é preciso interesse e dedicação”. Conta-nos ainda que um dos pontos altos da relação de amor entre as avós e este projeto foi uma viagem à Holanda com o intuito de expor a sua coleção de bordado em fotografia. A avó Fernanda conta entusiasmada: “foi um sucesso, vendemos tudo! Os holandeses tiveram de cá vir a Portugal buscar mais. Temos vivido de tudo nesta casa... temos pintado a manta!” A pandemia teve efeitos nocivos na prosperidade deste projeto, que de momento luta pela sobrevivência de todas as formas possíveis. A “Avó veio trabalhar” tem um ativo importante a seu favor: a criatividade. São este tipo de projetos e ideias, que dependem diretamente das dinâmicas que geram nas diversas comunidades onde se inserem, que mais ameaçados ficam quando o mundo pára. Durante a pandemia, as avós criaram kits de bordado “DIY”, para quem quisesse aprender a arte à distância, mas o futuro é incerto para estas mulheres que nele apenas vêem uma certeza: a de querer continuar a viver esta aventura de “virem trabalhar”!

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AMI CONVIDA

QUEM CUIDA DOS CUIDADORES INFORMAIS? “O Cuidador é toda a pessoa que assume como função a assistência a uma outra pessoa que, por razões tipologicamente diferenciadas, foi atingida por uma incapacidade, de grau variável, que não lhe permite cumprir, sem ajuda de outro(s), todos os actos necessários à sua existência, enquanto ser humano (Oliveira et al., 2007).” É assim que surge a definição de Cuidador... Na minha perspectiva, Cuidador Informal é toda a pessoa que perante uma situação inevitável de doença incapacitante, por parte de alguém, familiar, amigo/vizinho, decide tratar, apoiar e cuidar, na sua maioria voluntariamente, por falta de respostas dignas para a pessoa cuidada. Os cuidadores informais prescindem, em alguma altura da sua vida, do seu próprio bem estar, da autonomia, da liberdade e até da sua saúde para que aqueles que cuidam tenham muitas vezes, apenas uma melhor qualidade de vida. Em Portugal, existe uma tendência para que estes cuidados sejam assegurados por mulheres. Maioritariamente, os familiares da pessoa de quem cuidam (esposas ou filhas/noras) têm idades entre os 45 e os 55 anos (no caso de filhas/noras), ou 65 anos ou mais (no caso de esposas); residem com a pessoa de quem cuidam; apresentam baixa escolaridade; prestam cuidados ; auferem, potencialmente, baixos rendimentos... São estes Cuidadores Informais que conseguem assegurar o bem estar físico e psicológico do idoso, dentro do seu espaço de referência apoiando-o 24 horas/dia, 365 dias ao ano. As tarefas asseguradas pelos cuidadores informais podem variar das mais simples às mais complexas (higiene pessoal) e em termos de frequência, duração e intensidade (grau de dependência de quem é cuidado). Por esta razão, os cuidadores informais enfrentam no seu dia-a-dia enormes desafios, quer do ponto de vista físico, quer emocional, configurando-se uma experiência simultânea

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de emoções positivas e negativas, mas de vital importância para o idoso. A atual legislação já aprovada e publicada (Lei 100/2019 - Portaria 2/2020 e Portaria 64/2020), apesar de escassa para o conjunto de necessidades, pode dar algum apoio a estes e a todos os Cuidadores do país, quando se verificar a sua aplicação. De salientar que ainda estamos numa fase de avaliação das medidas legisladas pela criação de projectos-piloto em trinta concelhos do País. Na minha opinião, as medidas aprovadas estão aquém das necessidades dos Cuidadores Informais, mas num país onde os cuidados informais não tinham reconhecimento, foi dado um passo com a aprovação da Lei e muitos mais terão de ser dados no sentido de tornar o ato de Cuidar devidamente dignificado e reconhecido. Maria dos Anjos Catapirra Vice-Presidente da Associação Nacional de Cuidadores Informais

A ANCI - Associação Nacional de Cuidadores Informais surge de um movimento de cidadãos, cuidadores e ex-cuidadores, tendo por missão a defesa dos interesses de Cuidadores Informais e da actividade democrática para a definição e aplicação de políticas públicas, nomeadamente o Estatuto de Cuidador Informal, tendo, junto dos decisores políticos, reivindicado a luta pela dignidade dos cuidadores informais para que o estatuto seja uma realidade, visando o diálogo, a colaboração e luta por uma sociedade justa e solidária.


BREVES - NACIONAL Nacional_

Aumento do número de pedidos de ajuda à AMI No terceiro trimestre de 2020, o número de pessoas (726) que pediram ajuda à AMI pela primeira vez, é superior ao total de novos casos registados nos primeiros seis meses do ano (692), tendo a média de novos casos do terceiro trimestre (242) mais do que duplicado em relação à média mensal do primeiro semestre (116). Assim, nos primeiros nove meses de 2020, a AMI apoiou através dos seus equipamentos sociais em Portugal, mais de 7.000 pessoas em situação de pobreza e exclusão social.

Ser Amigo da AMI Mais do que qualquer outra fonte de financiamento, os Amigos da AMI permitem à instituição orçamentar as suas missões de forma programada e responder mais rapidamente a situações de emergência humanitária. Existem diversas vantagens em ser Amigo da AMI, nomeadamente a assinatura gratuita da revista trimestral AMI Notícias, convites para iniciativas realizadas pela AMI, 20% de desconto na primeira anuidade do Cartão de Saúde AMI, entre outras regalias que poderão ser consultadas no site da organização.

6ª Edição do Fundo Universitário AMI recebeu 60 candidaturas Terminou a 31 de outubro, o prazo de candidaturas ao Fundo Universitário AMI para o ano letivo 2020/2021, que contou, mais uma vez com o apoio da Auchan. Esta iniciativa, que arrancou em 2015, tem como objetivo apoiar a formação académica de jovens que não disponham dos recursos económicos necessários para o prosseguimento de estudos no ensino superior. Este ano, o Fundo Universitário AMI recebeu um total de 60 candidaturas de jovens entre os 18 e os 35 anos. Um terço dos pedidos de atribuição de bolsas foram para mestrados e os restantes para licenciaturas nas áreas de Engenharia, Psicologia, Fisioterapia, Ciências Políticas e Relações Internacionais, entre diversas outras áreas de estudo. Os candidatos selecionados recebem uma bolsa no valor de €700 para o pagamento de propinas.

A AMI nas Escolas também em versão online Face ao contexto de pandemia e consequentes limitações, e de forma a não deixar de marcar presença nas escolas, a AMI passou a disponibilizar a possibilidade de realizar sessões online às unidades de ensino que o solicitarem. Desde 1995 que a AMI realiza sessões de cidadania e desenvolvimento, acreditando que os jovens são o grande motor de mudança das sociedades modernas. No site da AMI, existe agora uma página dedicada a esta temática.

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Internacional_ Bangladesh_

A prevenção da pandemia é prioritária no Rio Com 4,5 milhões de casos positivos e mais de 135 mil mortes, o Brasil é um dos países com maior índice de positivos à Covid-19. Atendendo às fragilidades inerentes ao atual contexto socioeconómico e também no setor da saúde pública, a AMI decidiu apoiar a parceria entre as Associações METAMORFOSE e “A Vida Azul”, sedeadas em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Estas duas organizações uniram-se para implementar um projeto que visa a prevenção da propagação da Covid-19, com recurso à confeção e distribuição de máscaras faciais de tecido em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos de comércio local.

Zimbabué_ uiné-Bissau_

Tempo de recomeçar Chegou ao fim o projeto “Melhoria dos meios de subsistência e das condições de vida de pessoas com deficiência do Zimbabué”, fruto da parceria entre a AMI e a organização Ruvarashe Trust, em Murehwa, Musami, Mutoko e Marondera, 4 localidades na região de Harare. A Ruvarashe Trust distingue-se pela sua vasta experiência na intervenção junto da população portadora de deficiência física e mental, grupo particularmente vulnerável e sujeito a diversas formas de exclusão social, abuso e negligência, e com dificuldade de integração no mercado de trabalho. Esta parceria teve como foco a redução da pobreza e o empoderamento dos beneficiários com vista a melhoria das suas condições de vida e das suas famílias, dotando-os de competências e recursos adequados para que sejam capazes de gerar rendimentos nas áreas da costura, reparação de calçado, agricultura e/ou pecuária. No total, 262 pessoas foram selecionadas para participar em projetos geradores de rendimento e foram desenvolvidas 595 sessões de aconselhamento psicológico.

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Madagáscar_

Apelo: Reforço do serviço de Obstetrícia em Madagáscar A pandemia tem reduzido o apoio aos serviços básicos de saúde. Em Madagáscar, assim como em outras partes do mundo, as intervenções ainda permanecem focadas na resposta à Covid-19, o que tem interrompido as cadeias de suprimentos médicos e pressionado os recursos financeiros e humanos. É neste contexto que a AMI continua a trabalhar em conjunto com a organização local Change Onlus, para o reforço do Serviço de Obstetrícia do Centro de Saúde St. Paul. Assim, a AMI está a selecionar um médico obstetra para partir em missão, que terá como objetivo geral a melhoria do desempenho deste serviço, através da sua intervenção direta e, sobretudo, através da formação in loco da equipa local. A missão terá uma duração de três meses, com data de início prevista para janeiro de 2021.

Quadro de Honra_ Senegal_ uiné-Bissau_

Em memória de Badji No Senegal, em Réo Mao, Badji, um dos mais antigos enfermeiros apoiados pela AMI no seu trabalho, faleceu no passado mês de setembro, após 25 anos de trabalho e dedicação à população de Réo Mao, marcando a história e o percurso da AMI no Senegal. Em 1996, Badji promoveu uma angariação de fundos, junto da comunidade local, para financiar a construção de um Centro de Saúde no distrito de Bambeye, no qual desempenhou, não só, funções de enfermeiro chefe, mas também se envolveu de forma significativa na gestão administrativa, disponibilizando medicamentos à população, assegurando o pagamento dos salários dos agentes de saúde comunitária, e representando o Centro de Saúde perante as autoridades de saúde departamentais e regionais, bem como nas reuniões de coordenação do distrito de saúde de Bambeye.


BREVES Mecenato_

Mais um ano, mais uma aposta no sucesso escolar A 12ª edição da campanha escolar solidária da AMI, em parceria com a Auchan, decorreu em setembro e permitiu angariar mais de 250.000 euros em material escolar, máscaras reutilizáveis e álcool gel graças à solidariedade da Auchan e dos seus clientes. Os bens angariados foram distribuídos por cerca de 3500 jovens dos 3 aos 18 anos, apoiados pelos Centros Porta Amiga da AMI. Para além de ter duplicado o valor angariado, a Auchan ofereceu ainda 45 portáteis à AMI para equipar os espaços interativos “#I am In”, que permitem o acesso dos jovens a computador e internet.

“Fomos todos Dinis – Reflorestámos o Pinhal de Leiria” Nos dias 20 e 21 de novembro decorreu a ação de reflorestação do Pinhal de Leiria sob o mote “Vamos Todos ser Dinis”, no âmbito do projeto Ecoética. Graças ao apoio de vários parceiros, foi possível reflorestar 7 hectares de terreno deflagrado pelos incêndios. À data de fecho desta edição, os parceiros que contribuíram para esta ação e aos quais agradecemos foram: Millennium BCP, Aldi, MEO, Glovo, AOC, Acilis, Cefamol, Grace e Nerlei. Esta iniciativa, apadrinhada pelo ator e apresentador Rui Unas, já permitiu a reabilitação e reflorestação de mais de 200.000 m2 de terreno públicos desde 2011.

9 anos a fazer Sacos Solidários Em parceria com a Kelly Services Portugal, foi criada em 2012 a Campanha Saco Solidário - “Sacos que enchem Corações”, uma iniciativa a nível nacional, que consiste na angariação de bens alimentares e de higiene entre os colaboradores, clientes e parceiros da empresa, no âmbito da Luta Contra a Pobreza em Portugal. A 9ª edição desta campanha, que decorre até ao final de dezembro, procura atender às exigências do panorama atual, pelo que adotou o formato digital, através de vales solidários. Já foram apoiadas mais de 40.000 pessoas no decorrer das 8 edições anteriores.

Pelas empresas para as famílias Com o aumento dos pedidos de ajuda, em virtude dos efeitos colaterais da Covid-19, a Edenred associou-se à AMI para dar resposta às famílias mais vulneráveis. Assim, as empresas suas clientes poderão adquirir senhas Euroticket Refeição, que serão entregues à AMI e utilizadas para apoiar famílias sinalizadas pela instituição. Os clientes da Edenred poderão doar refeições garantindo que estas chegam a famílias que solicitam apoio alimentar, tendo sido este o serviço mais solicitado nos primeiros 9 meses do ano.

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AGENDA AMI 16 A 24 DE DEZEMBRO • Entrega de cabazes de natal

LOJA AMI

PORTES DE ENVIO

A Loja AMI dispõe de vários artigos que podem ser adquiridos no site ami.org.pt/loja Ao comprar qualquer um dos artigos da loja AMI estará a contribuir para a realização dos nossos projetos e missões. Pode também fazer a sua escolha, preencher e enviar-nos o cupão abaixo, junto com o cheque no valor total dos artigos acrescido das despesas de envio indicadas.

Encomenda

90€

Portugal Continental

5€

Grátis

Portugal Ilhas

25€

20€

Europa

30€

15€

Resto Mundo

35€

17,50€

90€

"Um Conto de Natal"

Livro 12€

"Toda a esperança do mundo"

Livro 39.90€

Coração Solidário em Filigrana

120€

Taleigo Amigo

5€ [MAIS ARTIGOS EM AMI.ORG.PT]

Nome NIF Morada Código Postal Telefone Como adquiriu a nossa revista Descrição do Produto

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INFORMAÇÕES

VOLUNTARIADO Quando a AMI nasceu, em 1984, o sonho era grande e as dificuldades imensas, mas a AMI cresceu e os anos passaram a uma velocidade inacreditável… E nada disto seria possível sem a coragem e o altruísmo de todos os voluntários que nos acompanham. Em missões internacionais, os voluntários podem assumir funções de coordenação de projeto, chefia de missão ou de especialista em áreas técnicas relevantes, integrando projetos de curta ou longa duração, em função do seu perfil e das necessidades existentes no terreno. Em Portugal, a AMI conta com voluntários das áreas da saúde, educação, ciências sociais, jurídicas entre outras que ajudam a prestar serviços aos beneficiários dos equipamentos sociais, aos quais, de outra forma, não teriam acesso.

NECESSIDADES ATUAIS DE VOLUNTARIADO Devido ao contexto atual de pandemia, os equipamentos sociais da AMI em Portugal não estão de momento a receber voluntários. Esperamos poder contar com a sua ajuda em breve. Acompanhe as nossas missões e respetivas necessidades de voluntariado em ami.org.pt. Nas missões internacionais, precisamos de um médico obstetra para Madagáscar.

voluntariado@ami.org.pt

[FICHA DE CANDIDATURA ONLINE]

Este número da AMI Notícias foi editado com o especial apoio da revista VISÃO (Distribuição), COMPANHIA DAS CORES (Design), LIDERGRAF (Impressão e Acabamento) e CTT – Correios de Portugal Autorizada a reprodução dos textos desde que citada a fonte. AMI Fundação de Assistência Médica Internacional R. José do Patrocínio, 49 – Marvila, 1959-003 Lisboa ami.org.pt | fundacao.ami@ami.org.pt Ficha Técnica Publicação Trimestral Diretor Fernando Nobre Diretora Editorial Luísa Nemésio Edição Ana Ferreira Redação Marina Bertolami Fotografias AMI, Luís Barros e João Rocha. Paginação Companhia das Cores - Ana Gil, Lúcia Antunes Tiragem 56.000 exemplares Depósito Legal DL378104/14

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DONATIVOS Todos podemos ser agentes de mudança. Não é preciso muito, basta estar pronto para aceitar embarcar numa missão: Transformar boas intenções em boas ações. Faça um donativo, participe nas nossas iniciativas, divulgue o nosso trabalho. A sua participação eleva o nosso esforço.

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Pagamento de Serviços Escolha a opção “Pagamento de Serviços” Digite entidade 20909 Referência 909 909 909, depois basta escolher a importância com que quer contribuir. • MB WAY: 962 777 431

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Conta da AMI Nº 0152 7781 0009 ou IBAN: PT50 0007 0015 0027 7810 00979 do Novo Banco. Se tiver acesso aos serviços de Banca Eletrónica do seu banco, poderá fazer a transferência através da internet. • Cheque: Cheque nominal (AMI) diretamente para qualquer uma das direções da AMI ou para AMI - Remessa Livre 25049 1148 Lisboa CODEX (não necessita de selo).

O Cartão de Saúde AMI proporciona um conjunto de vantagens aos seus aderentes, mantendo sempre o mesmo preço, independentemente do número de pessoas agregadas ao cartão. Nº8235 VALIDADE: 02/19

Saiba mais através do nº: 213

303 600 [SAIBA MAIS]

CONTACTOS E-mail: fundacao.ami@ami.org.pt | Internet: www.ami.org.pt SEDE Fundação AMI – Rua José do Patrocínio, 49, 1959-003 Lisboa | T. 218 362 100 DELEGAÇÕES Norte T. 225 100 701 | Centro T. 239 436 263 | Madeira T. 291 201 090 Açores – Terceira T. 295 215 077 CENTROS PORTA AMIGA Lisboa – Olaias T. 218 498 019 | Lisboa – Chelas T. 218 591 348 | Porto T. 225 106 555 | Almada T. 212 942 323 | Cascais T. 214 862 434 | Funchal T. 291 201 090 | Coimbra T. 239 842 706 | Gaia T. 223 777 070 | Angra T. 295 218 547 ABRIGOS NOTURNOS Lisboa (em colaboração com a C. M. Lisboa) T. 218 152 630 | Porto T. 225 365 315


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AMI Notícias Nº 79 by Fundação AMI - Issuu