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AMI Notícias nº 97

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. CONVERSANDO

CÁ

. REFLEXÕES FISCALIDADE & ENTREAJUDA .

BREVES NACIONAL INTERNACIONAL MECENATO

VOLUNTARIADO — AGENDA

. FICHA TÉCNICA

Este número da AMINotícias foi editado com o especial apoio da VISÃO (encarte), COMPANHIA DAS CORES , LIDERGRAF e CTT – Correios de Portugal. Autorizada a reprodução de textos desde que citada a fonte.

PERIODICIDADE Trimestral

DIRETOR Fernando Nobre

DIRETORA ADJUNTA Luísa Nemésio

SUBDIRETORA Ana Luísa Ferreira

EDITORA Ana Martins Ventura

REDAÇÃO Ana Martins Ventura

FOTOGRAFIA José Ferreira, AMI e DR

LAYOUT E PAGINAÇÃO

Companhia das Cores – Ana Gil

IMPRESSÃO Lidergraf

R. do Galhano, nº 15, 4480-089 Árvore

Vila do Conde – Porto

EDITORA, REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO

AMI – Fundação de Assistência

Médica Internacional

NIPC 502744910

Rua José do Patrocínio 49, Marvila 1959-003 Lisboa | T. +351 218 362 100 E-mail: aminoticias@ami.org.pt

TIRAGEM MÉDIA 20.000 exemplares

DISTRIBUIÇÃO Visão, AMI

REGISTO ERC 127913

DEPÓSITO LEGAL DL378104/14

ESTATUTO EDITORIAL ami.org.pt/a-ami/ami-noticias/ 04 06 08 12

Foto

A GESTÃO DE UMA INSTI— TUIÇÃO HUMANITÁRIA

Escrevo este editorial no dia 15 de março de 2026, num período histórico de extrema perigosidade, de conflito global (atómico?) e de mudança civilizacional radical!

Governar um País ou uma Instituição Humanitária responsável, como a Fundação AMI, exige conhecimento, observação atenta dos fenómenos em curso (mesmo se completamente incompreensíveis e até cruéis e estapafúrdios como os que já vivemos no nosso planeta), orientação estratégica apurada e, se possível, atempada tomada de posições tanto quanto possível bem pensadas, acertadas e executadas!

A caminho dos meus 75 anos e dos 42 anos da AMI, tenho a convicção absoluta, tendo em conta o meu conhecimento do Mundo e dos fins da Instituição que fundei e que me trouxe de volta a Portugal após 22 anos de ausência (Congo e Bélgica), que é meu dever absoluto manter a Instituição viva e, sobretudo e cada vez mais, em prol das imensas necessidades de largas franjas da população nacional e mundial. Isto, sem descurar as necessidades e ansiedades das centenas de colaboradores que, direta ou indiretamente via as instituições e projetos que financiamos no mundo, dependem da Fundação no dia a dia e nela depositam as suas

aspirações humanitárias e a sua sustentabilidade económica e social para as próximas décadas.

Nesse sentido, como responsável máximo da Instituição que fundei e que tem dignificado o Ser Humano, Portugal e o Mundo ao lado das suas congéneres, tenho tentado antecipar e adaptar a gestão da nossa casa às mudanças que já vivemos e àquelas, muito mais dolorosas, que nos atingirão nos anos vindouros.

Como médico que sou, há quase cinquenta anos, sei que só existe prevenção e tratamentos adequados e eficazes se assentes num diagnóstico o mais apurado possível, envoltos em muitas e tamanhas dúvidas e incertezas quanto ao futuro medonho que nos aguarda.

É com base nesses pressupostos que a AMI conduz a sua gestão: conhecimento do mundo e gestão sustentável, transparente e ética!

Assim sempre foi e assim sempre será!

E ainda que os tempos atuais nos deem poucas certezas e muitas dúvidas, o que exige de todos nós máxima prudência e não exclui, por vezes, sabermos arriscar como a já longa história da nossa casa o demonstra, mas sempre com alguns imperativos absolutos: não devemos nada a ninguém, a não ser aos ditames das nossas consciências e às necessidades urgentes dos que nos pedem “socorro”, e que são muitas!

Saibamos pois fortalecer a Instituição estando atentos e criando reservas sempre que necessário!

Em suma, como conta a fábula, saibamos ser formigas e não cigarras!

Continuemos com o olhar fixado no horizonte e os nossos pés bem assentes no chão movediço que já pisamos… .

NUMA ÉPOCA DE ABSOLUTA INCERTEZA

GLOBAL E DE RETROCESSO ECONÓMICO E SOCIAL

FERNANDO DE LA VIETER NOBRE PRESIDENTE E FUNDADOR DA AMI

FISCA— LIDADE & ENTREAJUDA

Mais de 1 milhão de contribuintes impactam respostas sociais ao consignar a organizações da Economia Social 1% do IRS que reverteria a favor do Estado. Quantos mais ainda podem consignar, também, uma parte dos seus impostos?

TEXTO ANA MARTINS VENTURA FOTOGRAFIA JOSÉ FERREIRA / AMI

A Consignação de IRS não resolve desigualdades estruturais, nem substitui o Estado, conecta responsabilidade individual e ação social de forma direta. Mariana Lopes, investigadora da área da Economia Social em Portugal e professora assistente de Política Económica na Universidade de St. Gallen, na Suíça, observa que “organizações da Economia Social só conseguem planear e manter os seus projetos se houver previsibilidade financeira”, um fluxo que a consignação de IRS permite criar.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, mais de um milhão de contribuintes já optam por consignar o seu IRS. Só na consignação de IRS e IVA de 2025 foram angariados 77,4 milhões de euros para 8.000 entidades, com o valor médio da consignação por contribuinte a situar-se em cerca de 36,00 euros, “um aumento significativo face a anos anteriores”. No entanto, apesar das campanhas, do incentivo da sociedade em prol da consignação de IRS, ainda há um longo caminho a percorrer, afinal são seis milhões, os agregados familiares que a Autoridade Tributária e Aduaneira contabiliza na entrega da declaração anual de rendimentos.

Possibilidades de participação social que ainda se perdem, num país onde a vulnerabilidade não afeta apenas pessoas em situação de pobreza, aproxima-se da classe média, de trajetórias financeiras até há pouco tempo consideradas estáveis.

No relatório Pobreza e Exclusão Social em Portugal de 2025, o Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza indica que “cerca de 2,1 milhões de pessoas continuam em situação de vulnerabilidade, evidenciando a persistência de desigualdades estruturais, com especial agravamento entre idosos e crianças”.

“As pessoas em situação de pobreza encontram-se expostas a riscos acrescidos de empobrecimento perante choques ou crises estruturais ou individuais/ familiares, tais como a perda de emprego, o aumento do custo de vida ou a subida das despesas de habitação. Sobre este último item, importa referir que a taxa de risco de pobreza

NA CONSIGNAÇÃO DE IRS E IVA DE 2025 FORAM ANGARIADOS

77,4

MILHÕES DE EUROS PARA

8.000 ENTIDADES

após dedução das despesas com habitação aumenta para 27,6%, mostrando o peso estrutural que os custos habitacionais assumem na reprodução da pobreza.”

De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) “encontravam-se em risco de pobreza cerca de 1,7 milhões de pessoas em Portugal, isto é, com um rendimento equivalente mensal inferior a 632,00 euros por adulto isolado”.

A ação social deixou de ser uma resposta residual para assumir o papel de infraestrutura de utilidade pública. Não reage apenas a emergências, evita ruturas. E é aqui que entra a consignação de IRS, como explica João Martins, economista especializado em finanças públicas, “a consignação de IRS é subestimada, mas extremamente eficiente”.

A consignação “permite que os cidadãos participem de forma direta no financiamento de projetos sociais, criando um fluxo contínuo de recursos que, de outra forma, dependeriam exclusivamente de fundos públicos ou doações privadas”.

Pedro Silva, especialista em políticas sociais, sublinha, “o fascinante neste mecanismo é que ele conecta responsabilidade individual com impacto social. Não se trata apenas de dinheiro: é dar voz e poder de decisão aos contribuintes, enquanto se fortalece a infraestrutura social que protege os mais vulneráveis”.

Desde 2001, ano em que se iniciou a consignação de IRS, as conquistas são inegáveis com centenas de milhões de euros angariados para respostas sociais, desde programas de apoio alimentar, acompanhamento psicossocial, acesso a cuidados de saúde e educação.

No final, a questão é ética e social. O futuro será de uma sociedade que enfrenta fragilidades de forma estruturada e coletiva ou que as observa, à distância, deixando as decisões para outros? A resposta pode começar com um simples “sim” na declaração de IRS, sem custos para ninguém. .

E A INTERVENÇÃO DA AMI EM PORTUGAL 1994-2025

Utilizações de roupeiro

Porta Amiga

Centros de Alojamento Temporário

Residência Social Refeições servidas

Serviço de Apoio Domiciliário Pessoas apoiadas a nível alimentar

Apoios médicos

Consultas de psicologia Casos acompanhados Pessoas apoiadas em Centro de Alojamento Temporário

Apoios de enfermagem Bolsas de estudo atribuídas Pessoas apoiadas com o Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social desde 2015

1994-2002

A AMI abre o primeiro Centro Porta Amiga em Portugal. A população acompanhada corresponde, na sua maioria, a pessoas em situação de sem-abrigo que procuram apoio alimentar, psicossocial e médico. No início dos anos 2000, entre as pessoas em situação de sem-abrigo, destaca-se a população imigrante da Europa de Leste que procura nos equipamentos sociais da AMI apoio alimentar e ao nível do abrigo. Ao mesmo tempo, as famílias portuguesas estão empobrecidas pela inflação dos bens essenciais, provocada pela adoção do Euro. Os pedidos de apoio social aumentam exponencialmente, sobretudo na alimentação. Em 2002, a AMI passa a receber Consignação de IRS, essencial para a sustentabilidade e crescimento da sua ação social em Portugal.

2008-2009

A crise socioeconómica despoletada em 2007 alastra rápida e globalmente, provocando um aumento da procura dos equipamentos sociais da AMI. Só em 2009 são acompanhados 9370 beneficiários, o maior crescimento de novos casos desde 2001.

Centros
Equipas de Rua

2010-2015

O ano 2010 regista uma grave crise económica e social em Portugal devido às medidas de austeridade da Troika, com implicações nas taxas de desemprego e pobreza. Os casos acompanhados aumentam 32% em relação a 2009. Agravam-se as condições de vida de parte da população devido ao desemprego e cessação de apoios sociais. Outros, com rendimentos ligeiramente acima do salário mínimo não têm acesso a apoios. Em 2015, uma população cada vez mais jovem, 48% com menos de 30 anos e em situação de pobreza reproduzida de geração em geração, procura os serviços sociais da AMI. É criado o Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social, para apoiar o pagamento de despesas básicas como água, luz, gás, renda de casa e atos médicos. No mesmo ano, a AMI cria o Fundo Universitário para apoiar a formação académica de jovens, com bolsas de estudo.

2020-2022

As pessoas que recorrem aos serviços sociais da AMI indicam a precariedade financeira e o desemprego com principais motivos, devido à crise económica e social causada pela pandemia de COVID. De modo a expandir os meios de resposta à COVID-19, para idosos, pessoas em situação de sem-abrigo, famílias monoparentais e portadores de doenças crónicas, a AMI lança a campanha “Os AMIgos são para as Ocasiões”, com o objetivo de angariar fundos para a compra de produtos alimentares e de higiene entregues com o apoio de voluntários. Esta ação permite apoiar mais de 100 agregados familiares de Lisboa, Coimbra, Porto e Açores. Também o Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social é cada vez mais procurado. Este recurso permite o apoio no pagamento de despesas com água, luz, gás, rendas de casas, transportes, consultas, documentação, formação e educação.

2024-2025

A especulação imobiliária e consequente aumento agravado das rendas e prestações do crédito à habitação levam à procura dos serviços sociais da AMI por uma nova faixa da população, ativa, com rendimentos de trabalho, mas em situação de precariedade financeira, com risco de perda de habitação ou perda efetiva. O número de população acompanhada aproxima-se dos anos 2008-2010.

com o Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social

LILIANA CÁ

As correrias que Liliana Cá e os irmãos faziam na rua passaram de brincadeira a prática desportiva e a atleta olímpica não tem dúvidas de que o Desporto mudou a direção da sua vida. Hoje associa-se a causas sociais como a Campanha de Consignação de IRS a favor da AMI, da qual este ano é embaixadora, com o objetivo de apoiar famílias onde o talento para o desporto fica, não raras vezes, apenas no pódio dos sonhos. No Atletismo fez Corta-Mato, Estrada, passou pelo Lançamento do Peso, até se firmar como referência nacional e internacional no Lançamento do Disco. Acredita que o Desporto, da mesma forma que a salvou e proporcionou grandes oportunidades, poderia ter feito o mesmo por outros jovens do Bairro do Vale da Amoreira, onde cresceu. Muitos, com talento, deixaram a meio caminho a prática desportiva ou nunca deixaram de a ver apenas como brincadeira.

TEXTO ANA MARTINS VENTURA FOTOGRAFIAS JOSÉ FERREIRA / AMI

O desporto entrou na sua vida numa época em que muitos jovens abandonavam sonhos por falta de recursos e mesmo de infraestruturas. O maior desafio foi manter a vontade de praticar desporto ou chegar aos lugares de treino?

O desporto entrou na minha vida aos cinco anos. Eu tinha umas vizinhas que eram atletas e eu e os meus irmãos andávamos sempre a correr pelo bairro, de um lado para o outro, então elas perguntaram se queríamos experimentar o Atletismo. Tive a oportunidade de experimentar todas as disciplinas do atletismo. Fiz Corta-mato, Estrada, Barreiras, Salto em Comprimento, Lançamento do Peso... Entretanto, experimentei o disco e comecei a ter alguns toques, até que fiquei mesmo pelo Lançamento do Disco, que me deu sucesso.

Tudo isto começou no CAVA [Centro de Atletismo do Vale da Amoreira].

Depois o meu treinador mudou de clube e eu segui-o para o Barreiro. Foi aí que, a partir dos 11 anos, fiquei mais focada nos lançamentos e tive uma grande evolução. Cheguei a treinar em Palmela, Almada. Até que comecei a vir para Lisboa. E isso era o que fazia falta, estruturas para treinar com qualidade, para alto rendimento, mais próximas de casa, da escola. Isto fez muita falta e continua a fazer em muitas localidades, em muitos bairros, para que o Desporto ocupe um lugar mais presente no dia a dia. Vejo às vezes os meus filhos a treinar e vejo que estão lá crianças que não têm jeito para o futebol, mas que se calhar no atletismo até teriam. Vejo-os a correr, eles são rápidos, aguentam correr bem. Só que se tens uma pista que fica longe não queres ir praticar Atletismo.

Depois há a questão do orçamento das famílias que nem sempre podem dispor de recursos para pagar treinos. O que têm está totalmente direcionado para habitação e alimentação, com grandes dificuldades.

O que foi e continua a ser o desporto na sua vida?

O desporto salvou-me muito. O desporto ajudou-me quando a minha mãe faleceu. Foi uma fase difícil e o desporto era o que me ajudava a sair de casa, era onde eu conseguia libertar todas as frustrações, onde podia descarregar as tristezas. Então ajudou-me (mesmo não estando ainda apta para tal) a correr atrás de algo que eu sabia que tinha de continuar, não podia parar.

Este é o espaço de resposta que o desporto deve ocupar?

Se os jovens tiverem condições para praticar desporto vão voltar a sua energia e o seu tempo para ele, não para as ruas, ou para outras situações menos positivas. Este é o espaço que o Desporto deve ocupar na sociedade.

Quando decidiu que o desporto seria um alicerce, já levava os Olímpicos no horizonte?

Eu não tinha noção que pudesse ir tão longe, porque quando comecei a lançar o disco, a Teresa Machado era a recordista de Portugal. Ela lançava ‘65 e eu só lançava ‘18 metros. Só que

ela elogiava-me tanto e eu não tinha noção que podia ser tão boa quanto ela. O meu treinador também dizia que eu podia ser uma grande atleta e fui-me focando mais na palavra das outras pessoas do que naquilo que eu sentia.

Quando comecei a ir às competições Portugal-Espanha, foquei-me mais. Entretanto, depois de ser mãe e parar por um tempo, regressei às competições europeias e quando percebi que era possível ir aos Jogos Olímpicos em Tóquio disse ao meu treinador “este ano vamos aos Jogos Olímpicos”. E fomos.

Teve receio que se parasse para se dedicar exclusivamente à maternidade, ditassem que já não havia espaço para regressar?

É complicado, é complicado [conciliar a maternidade e o desporto], mas foi mais complicado no primeiro ano, porque tive de deixar os miúdos para viajar e eles ainda eram pequenos. Então foi bastante complicado, só que, como eu já falo muito com eles desde que tinham quatro, cinco anos, foi fácil, entre aspas, eles perceberam. E quando regressei aos treinos aos 30 anos comecei na brincadeira, a treinar pouco a pouco. Aquela brincadeira foi-me ajudando a evoluir de forma descontraída, despreocupada, porque não exigia muito de mim. Essa foi a peça principal para regressar, evoluir e conquistar o espaço que conquistei. Sempre disse que regressava, mas para treinar ao meu ritmo.

Se os jovens tiverem condições para praticar desporto vão voltar a sua energia e o seu tempo para ele, não para as ruas.

Quebrar imposições sociais é a meta principal do desporto?

Estou quase a fazer os 40 anos... E dos 30 para os 40 é quando estou a ter a melhor época de sempre, porque tenho estado sempre acima do meu recorde pessoal de quando eu deixei [o lançamento] aos 25. Sinto-me grata. Digo sempre que gostaria de fazer coisas que ainda não foram feitas. E o facto de ser mãe e voltar e conseguir ir aos Jogos

Olímpicos e ser finalista nos Jogos, ser finalista no Mundial, para mim, o meu currículo já está preenchido. Mas ainda tenho o sonho de ganhar uma medalha.

A paixão pelo Desporto tornou-se uma dinâmica de família, mas também já é algo genético. Os meus filhos agora estão no futebol, mas digo sempre que não quero que sejam muito bons, nem que tenham

Liliana Cá defende mais investimento em equipamentos desportivos, para que a prática seja acessível a toda a população para que o desporto ocupe um luigar mais presente na sociedade.

pressa de ser muito bons, para eles evoluírem no tempo que tiverem de evoluir. E qualquer desporto que eles façam é bom, porque quero que eles façam desporto apenas. .

1(%)

POR TODOS

Até onde a doação de um imposto pode fazer a diferença? Na sustentabilidade do apoio social não há limites e tudo pode começar com uma simples consignação de IRS. O imposto que reverteria a favor do Estado pode ter outro destino, decidido diretamente por cada contribuinte, aplicado nos projetos sociais com os quais se identifica.

Luís Filipe fortaleceu corpo e mente através do apoio psicossocial, para combater o preconceito da toxicodependência.

O mundo mudou e a ação social mudou com ele. A sustentabilidade dos apoios sociais reinventou-se, focada na quebra de ciclos de pobreza entre gerações. Na concretização desse objetivo, a consignação de IRS revelou-se estratégica.

Se em 2025, com a consignação de IRS foi possível garantir 3.000 consultas de apoio social, servir 11.700 refeições quentes, proporcionar 7.800 banhos e lavagem de roupa e financiar 61 bolsas de estudo para estudantes universitários, em 2026, a missão continua pelo José, pelo Hugo, pelo Paulo, pelo Luís Filipe, pela Maria, pela Catila. Simplesmente “1 por todos”.

São mais de 10.000 os beneficiários da AMI que, anualmente, têm acesso, através dos Centros Porta Amiga, a acompanhamento psicossocial, apoio alimentar, serviços de higiene e rouparia, apoio à educação para crianças e jovens, encaminhamento para cuidados de saúde primários e para programas de apoio à habitação junto das entidades competentes. Serviços esses prestados de norte a sul e nas ilhas, em parte financiados com a consignação de IRS.

Ana Ramalho, diretora do Departamento de Ação Social da AMI, aposta na literacia para esclarecer como a fiscalidade e ação social se podem e devem interligar. “A consignação de IRS é um gesto simples, mas com um impacto enorme na vida das pessoas mais vulneráveis: em poucos minutos

Depois da prisão não estava habituado a viver com a

sociedade e a sociedade também não
JOSÉ

ajudou.

GOUVEIA, BENEFICIÁRIO CPA PORTO

é possível transformar parte de um imposto obrigatório num contributo direto para melhorar vidas”. Áreas que, à primeira vista, aparentam uma grande discrepância entre si, impossíveis de correlacionar, podem na realidade fazê-lo, “ao escolher consignar o IRS à AMI, cada pessoa está a participar ativamente na construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva”.

O valor dos pequenos passos

Para José Gouveia, o apoio alimentar e as consultas de psicologia para o planeamento de um projeto de vida foram determinantes “depois de passar trinta anos preso, num total de cinco penas por furto qualificado”. Quando a última pena acabou, em 2022, decidiu, “era a última vez; aquilo não podia continuar, assim tinha passado uma vida inteira”. Rápido percebeu que “depois da prisão não estava habituado a viver com a sociedade,

Depois da prisão José Gouveia reconstruiu um percurso de vida, primeiro com apoio alimentar e de psicologia, até conseguir trabalho e casa própria.

Quando ficou sem casa e sem trabalho, Paulo Costa encontrou solução em apoios sociais, parte deles garantidos com o financiamento da consignação de IRS.

mas a sociedade também não ajudou”. Sem recursos e sem rede familiar “a primeira ajuda surgiu nos Albergues do Porto onde dormia”. Mais tarde, foi encaminhado para acompanhamento diário no Centro Porta Amiga (CPA) do Porto e acabou por ser inserido no Abrigo da AMI. O passo seguinte foi a procura ativa de emprego. Na cadeia, trabalhou sempre, “ora na cozinha, ora na sapataria, também nos tapetes de Arraiolos”, arte que muito se orgulha de ter aprendido. No fim, “é

sempre a agricultura que fica, desde a infância” e foi na agricultura que agora encontrou trabalho. Mexer na terra sempre foi a sua paixão. Depois da casa e autonomia conquistadas, aos 57 anos já não lhe fazem diferença as opiniões sobre a sua vida. Sem rodeios afirma “o que devia à sociedade cumpri, o que devia ao tribunal cumpri”.

Tudo tem um princípio e “é sempre no princípio que as coisas podem ser diferentes”. O princípio de José foi aos

9 anos, quando saiu de casa para fugir à violência. Viveu na rua até conseguir um trabalho na agricultura que lhe deu também abrigo e aos 16 anos regressou ao Porto à procura de “outras oportunidades”. Acabou por ficar outra vez na rua e só voltou a encontrar abrigo, ainda que temporário, quando foi chamado para o serviço militar, em Mafra, de onde viria a fugir. Esta fuga valeu-lhe a primeira detenção. Seguiram-se outras. Na cadeia, encontrava o que não tinha em liberdade, rotina e rede. Talvez fosse por isso que “voltava sempre”.

Missão presente em todos os momentos

A mesma rede que faltou a Hugo Ribeiro. Na infância foi vítima de negligência familiar e desenvolveu uma deficiência motora. Teve dificuldades na escola, mas “nunca houve acompanhamento adequado”, recorda. Estudou pouco e na vida adulta viu as oportunidades profissionais fecharem-se.

Uma formação ainda trouxe o vislumbre de um trabalho como operador de caixa, mas, durante o estágio final, começou a ser “vítima de discriminação”, como alega. Ouvia, todos os dias, a mesma conversa “o que é que estás aqui a fazer? Se fosse a ti, com o teu problema, estava em casa”.

"Gostava de voltar a trabalhar como operador de caixa”, mas aos 34 anos, sente-se quase socialmente obrigado a adormecer os seus sonhos.

Com a Prestação Social para a Inclusão e uma bolsa que ganha num atelier de artesanato, paga o aluguer do

quarto onde vive, a alimentação vem do apoio social, assim como o apoio para despesas com a saúde, ou habitação. Infelizmente, “a autonomia raramente é ensinada a quem tem deficiência e mesmo quando é”, Hugo Ribeiro lamenta “não nos conseguimos libertar do preconceito, que nos corta as oportunidades”.

Paulo Costa tem conseguido levantar o véu do preconceito. Quando num acidente de trabalho perdeu parte da mão direita decidiu que “isso nunca iria definir quem seria daí em diante, seguiria em frente”.

Um ano depois estava de regresso à construção civil, onde trabalhava desde os catorze anos, idade em que decidiu deixar a escola, mesmo contra a vontade do pai, para ir trabalhar ao seu lado, “pois era o mais velho de oito irmãos e as dificuldades eram muitas”.

Firme na decisão de regressar ao trabalho, mesmo num meio que pode ser muito hostil, disse “eu consigo, eu consigo e no final garanto mesmo que consegui”.

Outras dificuldades levaram-no, mais tarde, a ficar em situação de sem-abrigo, “já não tinha dinheiro para pagar a pensão onde estava a viver”.

Recuperou parte da sua vida através de apoio em alojamento temporário e géneros alimentares, até conseguir, também, um novo trabalho, numa nova área: a restauração.

Aos 57 anos, depois de superar grandes dificuldades, assume um lema “temos de olhar para certas situações a pensar: está com dificuldade, eu vou dar-lhe a mão, porque são problemas que qualquer um pode ter”.

Pequenos gestos individuais geram grandes mudanças coletivas.

Hugo queria que a sociedade investisse mais na autonomização de quem tem deficiência, enquanto isso não acontece, os apoios sociais são essenciais para viver com dignidade.

ANA RAMALHO, DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE AÇÃO SOCIAL DA AMI

Com a reforma a perda de rendimentos foi drástica, perdeu-se a casa.

Superar imposições sociais

É essa postura que Luís Filipe da Silva espera da sociedade há quarenta anos. O tempo que está a lutar para superar, ou aprender a viver com a toxicodependência, que descreve na sua vida como “uma doença do foro psicológico, incurável”.

Já teve tudo, “um casamento, uma filha, casa, um bom emprego” e tinha até a aceitação da sua família, em como tem “um problema crónico”. Com a crise de 2008, a empresa onde trabalhava faliu, logo em seguida veio um divórcio que, embora amigável, deixou Luís Filipe em situação de vulnerabilidade, sem casa própria e ainda dependente de apoios sociais. Em pouco tempo deixou de ter condições para pagar a renda de uma casa ou o aluguer de um quarto. A única oportunidade de habitação que surgiu foi “uma casinha em Baguim, muito degradada”, até que o encaminharam para “consultas de apoio social na AMI e apoio a nível de refeições e lavandaria". Assim, conseguiu outro lugar para viver e, hoje, aos 65 anos, luta, diariamente, pela aceitação da toxicodependência como doença mental.

MARIA ALOMA, BENEFICIÁRIA CPA OLAIAS
As dificuldades financeiras levaram Maria Aloma a perder a casa e a ficar separada das filhas

BOLSAS DE ESTUDO

Luís Filipe aponta “obviamente que há um preconceito que eu acho que é um preconceito estúpido, porque a toxicodependência é uma doença mental e como todas as doenças deve ser acompanhada por equipas multidisciplinares, com integração social plena”. A imposição social que comporta preconceitos e isolamento é o que Maria Aloma não conseguiu vencer, até hoje. Há quarenta anos fez uma travessia de Angola para Portugal, “para dar melhores cuidados médicos à família,” sobretudo às filhas gémeas, com paralisia cerebral.

11.700

REFEIÇÕES SERVIDAS

Se aqui tinha acesso a melhores cuidados de saúde, as dificuldades com habitação e as oportunidades profissionais eram escassas. “A rede familiar, essa, já era ausente em Angola e em Portugal nada melhorou, pelo contrário”. Teve dificuldade em manter o agregado familiar, dependente apenas do rendimento do seu trabalho.

“Com muita moderação nos gastos foi possível alugar quartos, até estar preparada para alugar casa”. Até que, “com a reforma a perda de rendimentos foi drástica, perdeu-se a casa”.

Contactou a Linha de Emergência e foi colocada numa pensão, durante 20 dias. “Depois desses dias fomos então para um abrigo”, recorda. Pouco tempo depois foram separadas, a filha precisava de cuidados e foi colocada num lar, à semelhança da irmã, muitos anos antes.

“A família ficou dividida, nunca mais foi possível recuperar um lar”, para voltarem a estar juntas. Sozinha, é no Centro Porta Amiga das Olaias que Maria Aloma encontra rede de apoio. Aquela que, há muito, deixou de ter. As con-

Era cada vez mais difícil pagar um quarto e a alimentação, a universidade ficava cada vez mais distante.

CATILA SEBASTIÃO, BENEFICIÁRIA CPA GAIA

Catila Sebastião esteve para perder a casa e muitas vezes com a comida contada, mas não perdeu esperança de superar tudo e conseguir terminar a faculdade.

sultas de apoio psicossocial, o apoio alimentar e de rouparia são essenciais para organizar a sua rotina e não ficar isolada no quarto do abrigo, onde está acolhida.

A vida longe do país de origem e de uma rede familiar pode ser o limite, entre uma vida estruturada, ou viver sob um signo de exclusão social.

Catila Sebastião também decidiu deixar Angola, mas desta feita para estudar em Portugal. Uma licenciatura em Gestão, era esse o sonho. Pouco tempo depois, deixou de conseguir manter a “promessa que havia feito à família”. Ao contrário do que tinha

visto nas redes sociais, pelo testemunho de outros jovens, não era possível encontrar um quarto por 100€. De trabalho precário em trabalho precário “era cada vez mais difícil pagar um quarto e a alimentação, a universidade ficava cada vez mais distante”. Não sabia como procurar ajuda. Quando contactou o Centro Porta Amiga de Vila Nova de Gaia “estava ainda com mais dificuldades, à espera de resolver um burocrático processo de regularização de residência”. Nesse momento o apoio psicossocial diário, a nível alimentar e nas despesas básicas foram essenciais para Catila manter

uma habitação digna e a universidade que espera, agora, terminar em breve. Numa década, o valor de IRS e IVA consignado a instituições quase triplicou, atingindo mais de 70 milhões de euros, aplicados em projetos de intervenção social e em apoios sociais.

“Pequenos gestos individuais geram grandes mudanças coletivas.” afirma Ana Ramalho, diretora do Departamento Social da AMI. Com o pequeno gesto da consignação de IRS, desde 2002, a AMI contribuiu para a mudança na vida de centenas de milhares de pessoas.

Na lista das mais de 8.000 instituições

As Equipas de Rua têm uma atuação diária essencial em Lisboa e no Porto, para acompanhar a população em situação de sem-abrigo. Identificam locais de pernoita, encaminham para cuidados médicos, abrigo e apoio alimentar.

CONSULTAS DE APOIO SOCIAL

elegíveis para a consignação de IRS, às quais mais de 1 milhão de contribuintes entregam uma média de 36€ por donativo, a AMI consegue acompanhar, de forma transversal, a população em situação de pobreza, no limiar da pobreza e a classe média. Criou Centros Porta Amiga; estruturas de alojamento temporário; colocou no terreno equipas de rua e de apoio domiciliário; o Fundo para o Desenvolvimento e Promoção Social, des-

tinado ao financiamento de despesas básicas de agregados familiares e o Fundo Universitário que, todos os anos, atribui bolsas de estudo a estudantes de licenciatura e mestrado. Um longo caminho percorrido desde que iniciou o apoio social em Portugal, em 1994, na época quase exclusivamente dedicado à população em situação de sem-abrigo. .

No espaço +Comunidade associado à atividade diária do CPA das Olaias, a população sénior debate temas da atualidade ou desafia-se no desenho que fará parte de um mural. Tudo é possível no combate à solidão.

NACIONAL

. PORTUGAL

AMI já serviu mais de cinco milhões de refeições

Desde 1994, a AMI já acompanhou 89.884 pessoas em situação de pobreza e exclusão social em Portugal, sendo o apoio alimentar uma das principais necessidades identificadas. Em 2025 foram servidas em refeitório, nos equipamentos sociais e através do Apoio Domiciliário, 152.427 refeições e foram apoiadas com géneros alimentares 6.944 pessoas (mais 4% face a 2024). Desde 1997, já foram servidas mais de 5.1 milhões de refeições. Em 2025, 67% dos beneficiários da AMI pediram apoio alimentar, seguindo-se o apoio com vestuário (44%), abrigo (6%) e higiene pessoal (7%), a nível financeiro (17%), com medicamentos (17%) e consultas médicas (14%).

De destacar que 63% dos beneficiários da AMI representam a população em idade ativa com baixos rendimentos e embora 9% tenha rendimentos provenientes de atividade profissional, os mesmos são insuficientes para fazer face a despesas com bens essenciais, como habitação e alimentação. Em 2025, a AMI também acompanhou 1.051 pessoas em situação de sem-abrigo. .

. LEIRIA

DEPOIS DA TEMPESTADE, VEIO A AÇÃO

A AMI respondeu ao apelo da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Leiria face aos estragos causados pela Depressão Kristin, instalando um gerador para assegurar o normal funcionamento da instituição. Paralelamente, com o apoio da Auchan, a AMI distribuiu, ainda, bens alimentares e de higiene, quer às famílias apoiadas pela APPC, quer às famílias apoiadas pela CERCILEI –que também solicitou roupa de cama, cobertores, mantas e camisolas, estas últimas doadas pela SKYPRO. Com o valor angariado através dos Pontos MEO, a AMI irá também ajudar uma família apoiada pela APPC na aquisição de uma casa móvel que servirá de residência provisória enquanto decorre a reconstrução da sua casa. .

RECOLHA DE GÉNEROS

Nos dias 7 e 8 de março, através da iniciativa de Recolha de Géneros em lojas do grupo ALDI, a AMI angariou cerca de 9 toneladas de alimentos e bens de higiene, num total de 13.641 produtos. A ação decorreu com a participação de 150 voluntários, que doaram mais de 500 horas do seu tempo. .

. PORTUGAL

. PALESTINA Distribuição de ajuda alimentar

Apesar da falta de segurança, a organização palestiniana Juhoud for Community and Rural Development, parceira da AMI desde 2023, continua a apoiar a população afetada pelo conflito na Faixa de Gaza, pelo que em abril de 2026, a AMI enviou €5.000 para a aquisição de cabazes alimentares que serão distribuídos por cerca de 500 pessoas. Serão privilegiados os grupos mais vulneráveis, nomeadamente idosos, pessoas portadoras de deficiência, famílias lideradas por mulheres e trabalhadores que perderam o emprego devido à crise em curso. Desde 2024, já enviámos €35.000, mas é urgente enviar mais ajuda. Mais informações e formas de apoiar em ami.org.pt .

. GUINÉ-BISSAU

Reabilitação de sala de partos

Com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que atribuiu um financiamento de €5.000, a AMI reabilitou a sala de partos da maternidade do Centro de Saúde tipo B de Bolama, que serve toda a população da região, e que se encontrava em avançado estado de degradação, com graves deficiências estruturais e sanitárias que comprometiam a segurança dos partos. Para além da reabilitação do espaço, que incluiu melhorias ao nível dos revestimentos, canalização, ventilação e sistema elétrico, o projeto compreendeu também a aquisição de materiais essenciais e uma ação de formação em boas práticas de parto seguro e higiene hospitalar para a equipa local. .

. GUINÉ-BISSAU, SENEGAL AVENTURA SOLIDÁRIA

Com a Aventura Solidária da AMI, no final da viagem, em vez de mapas, guias turísticos e bilhetes de entrada em monumentos, há para recordar, a memória de ter partilhado a vida de outras gentes, a certeza de que se contribuiu para uma causa maior e a sensação de que se fez algo único. Em 2026, ainda existem vagas para a Guiné-Bissau, de 21 a 30 de abril e de 3 a 12 de novembro 2026, e para o Senegal, de 23 de outubro a 1 de novembro.

As condições de participação e os projetos que os Aventureiros irão apoiar no terreno estão disponíveis em ami.org.pt .

INTERNACIONAL

BRE — VES

MECENATO

. FASHION RE-EVOLUTION BY AMI

Marque já na sua agenda!

Fashion Re-Evolution by AMI é uma feira de moda com impacto social e ambiental, que decorre periodicamente, em Lisboa, e onde são disponibilizadas centenas de peças de roupa e calçado novos, provenientes de marcas conceituadas. Uma parte das receitas reverte a favor dos projetos da AMI.

As próximas feiras decorrerão nos dias 9 de maio e 27 de junho no jardim da sede da AMI e nos dias 5 e 6 de setembro e 21 de novembro no Loft Marvila, em Lisboa. .

A APOIAR

A REFLORESTAÇÃO

A aventura começou em 2011 quando, através do projeto Ecoética, a AMI começou a apoiar a reflorestação de terrenos públicos. Em 15 anos foi possível recuperar mais de 400.000m2 de terreno com a plantação de 30.000 espécies autóctones.

Desde 2017 que as ações se destinam a terrenos afetados pelos incêndios, pelo que em fevereiro de 2026, foram reflorestados 2 hectares na Serra da Gardunha onde, em 2025, só no concelho do Fundão, se perderam 10.000 hectares.

Esta ação foi integralmente financiada pela Portugal Travel Team e contou, ainda, com o apoio do Hotel Alambique, que prestou apoio logístico. .

. RECICLAGEM DE RADIOGRAFIAS Nuno Delgado apadrinha a 30.ª Campanha

Sob o mote "Há memórias que não vale a pena guardar, mas que ainda podem ajudar", decorre de 20 de abril a 10 de maio, a 30.ª Campanha de Reciclagem de Radiografias da AMI, apadrinhada, mais uma vez, pelo Medalhado Olímpico Nuno Delgado. As radiografias com mais de 5 anos ou sem valor de diagnóstico e sem relatórios e envelopes podem ser entregues nas farmácias aderentes durante esse período. Esta iniciativa conta, mais uma vez, com a parceria da Associação Nacional das Farmácias, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos (Adifa), a Associação de Farmácias de Portugal, a Câmara Municipal do Funchal e a TNT. .

VOLUN

TARIADO

AO LONGO DO ANO REMOTO Confeção de Taleigos AMIgos

CASCAIS Centro Porta Amiga de Cascais

Apoio às atividades de férias de verão

Psicólogo(a), médicos(as) e enfermeiros(as)

COIMBRA Centro Porta Amiga de Coimbra

Enfermeiro(a)

LISBOA Sede AMI

AO LONGO DO ANO Triagem, etiquetagem e inventário de roupa

9 MAI. e 27 JUN. Feira Fashion Re-Evolution

JUNHO Triagem de radiografias para reciclagem

LISBOA Serviço de Apoio Domiciliário

Psicólogos(as)

AO LONGO DO ANO PORTO Centro Porta Amiga do Porto

Triagem de radiografias para reciclagem

Triagem, etiquetagem e inventário de roupa

Distribuição cabazes alimentares

Médico(a), apoio farmácia

VILA NOVA DE GAIA

Centro Porta Amiga de V. N. Gaia

Enfermeiros(as) e médicos(as)

CANDIDATE-SE

Para apresentação de propostas, por favor contacte voluntariado@ami.org.pt

Tome nota

até JUN.

Consignação do IRS

20 ABR. a 10 MAI. Campanha de Reciclagem RX

21 a 30 ABR. 3 a 12 NOV.

Aventura Solidária Guiné-Bissau

9 MAI. e 27 JUN

Feira Fashion Re-Evolution

23 OUT. a 1 NOV.

Aventura Solidária Senegal

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AMI Notícias nº 97 by Fundação AMI - Issuu