DSADS
ARRAIÁ DOS DOTÔ: UMA FESTA DO MÉDICO E PARA O MÉDICO
UM EVENTO QUE VIROU UM MARCO NA VOLTA DOS EVENTOS PRESENCIAIS
A volta do Arraiá dos Dotô foi um marco para a sociedade e para a classe médica com muita diversão, reencontro e shows incríveis para tirar o pé do chão. A festa que contou com mais de 600 pessoas nesta edição foi um grande sucesso e deu continuidade às tradições juninas que já estavam espalhadas por toda a cidade. O Arraiá do Dotô realizado pela Associação Médica Cearense (AMC), no último dia (25/6) foi animado pela banda Zé da Zefa, Chico Pessoa e Cumpade Barbosa, no qual os convidados puderam desfrutar de um buffet completo, com Jantar de comidas típicas, sobremesas, água, refrigerante, coquetéis, cerveja, pipoca e algodão-doce. O evento atendeu com excelência a todos os públicos, com estruturas que remetia as festas juninas com barracas de tiro ao alvo, pescaria e galinheiro da sorte, além de quadrilha improvisada e dançarinos, onde os doutores e seus convidados puderam vivenciar a melhor experiência caipira possível.
O presidente da Associação Médica Cearense (AMC), Doutor Aurillo Rocha, na ocasião ressaltou que o 18º Arraiá dos Dotô foi um grande marco nas atividades presenciais da entidade, destacando a união das sociedades e cooperativas médicas que não mediram esforços em contribuir para o sucesso do evento que contou também com a colaboração da presidente do Outubro Médico 2022, Dra. Izabela Parente, dos colaboradores da AMC, Nice Sousa, Vanderly Feijó, Isidoro, Fernando e também de toda a diretoria da entidade. Para a realização do evento, a Associação Médica Cearense contou com a parceria da Unimed Fortaleza, COOPED, COOPANEST, COOPEGO, COOPEND, Organização Educacional Farias Brito, Laboratório Clementino Fraga, Sicredi, CLDO, CCO, Centro Universitário Unichristus, Progastro, Psicoser, Oncovie, Núcleo de Oncologia e Hematologia do Ceará, Mag Seguros, Lojas Skyler e SECULT - Secretaria de Cultura.
3
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
M
ARCARAM PRESENÇA NO ARRAIÁ
O arraiá contou com a presença de grandes nomes da medicina cearense, como a dos Doutores Marcos Aragão (Presidente da Unimed Fortaleza), Marjorie Mota (Ex Presidente AMC), Sidneuma Ventura (Ex Presidente AMC), Carmelo Leão (Ex Presidente AMC), Inês Tavares Melo (Vicepresidente CREMEC), Osmiro Barreto (Presidente COOPED), Eduardo Vidal (Presidente COOPANEST), Ricardo Pessoa (COOPEND) e muitos outros. Confira quem passou por lá.
Da esquerda para a direita Dr. Osmiro (Presidente Cooped), Dr. Eduardo Vidal (Presidente Coopanest) e Dra. Izabela Parente (Presidente Outubro Médico)
Da esquerda para a direita Dr. Osmiro (Presidente Cooped), Dra. Izabela Parente (Presidente Outubro Médico), Dr. Marcos Aragão (Presidente Unimed Fortaleza) e Dr. Aurillo Rocha (Presidente AMC)
Dr. Roberto Maranhão (Presidente ACeMFC) e sua esposa Adélia Camurça
4
F O O DY M AG | I S S U E 0 1 Dr. Fernando Melo e sua esposa Dra. Inês Tavares Vale e Melo
Dr. Ricardo Pessoa (Secretário Geral AMC) e sua esposa Dra. Ana Cristina Santos de Paula Pessoa
D
ETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA
5
5
F O O DY M AG | I S S U E 0 1
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
A
RRAIÁ DOS DOTÔ UMA FESTANÇA DO INICIO AO FIM
7
F O O DY M AG | I S S U E 0 1
8
F O O DY M AG | I S S U E 0 1
N
OITE DE GRANDES PREMIAÇÕES
A noite de festança do arraiá foi incrivel, além de muito arrasta pé, contou com sorteios de brindes e uma competição de dança de tirar o folego.
C
Confira.
ONHEÇA OS GANHADORES DOS SORTEIOS
Dr. José Ailton Araujo (ganhador de uma cafeteira elétrica)
Dr. Grijalba Portela (ganhador de uma panela elétrica)
recebendo a premiação da Dra. Izabela Parente
recebendo a premiação do Dr. Aurillo Rocha
Dra. Rogacilene Costa (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00) recebendo a premiação da Dra. Izabela Parente
Dra. Sabrina Oliveira (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00) recebendo a premiação do Dr. Aurillo Rocha
9
9
F O O DY M AG | I S S U E 0 1
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
Dra. Carmen Azevedo (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00)
Dra. Nádia Gurgel (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00)
recebendo a premiação da Dra. Izabela Parente
recebendo a premiação do Dr. Aurillo Rocha
Dra. Nádia Gurgel (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00) Dra. Carmen Azevedo (ganhadora de um vouncher da Skyler de R$ 250,00)
recebendo a premiação do Dr. Aurillo Rocha
recebendo a premiação da Dra. Izabela Parente
Dra. Sônia e esposo (ganhadores do concurso de dança) e garantiram os ingressos para a próxima edição do Arraiá dos Dotô
ACESSE AQUI TODAS AS FOTOS DO ARRAIÁ, PELO LINK: https://www.facebook.com/arraiaamc/photo s/a.2804002369907828/2803987823242616
10
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA: A NOVA GRANDE CAUSA DE CIRROSE? dos países desenvolvidos na atualidade.
Nayara Hana Andrade
João Victor Gonçalves
Acadêmica Filiada da AMC Jovem
Diretor Financeiro AMC Jovem
Na década de 80, Jurgen Ludwig deparou-se com algo um tanto curioso: alguns hepatopatas crônicos, com lesões típicas da doença hepática alcoólica, não tinham histórico de alcoolismo. Ludwig foi ainda mais longe ao perceber que os pacientes que o intrigavam, exceto um deles, tinham sobrepeso ou obesidade. Surgiu, então, o termo Esteato-Hepatite Não Alcoólica (EHNA), mesmo sem evidências o bastante para tal afirmação. Mais recentemente, cerca de 30 anos após a observação de Ludwig, os estudos sobre a EHNA, agora chamada de Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), cresceram exponencialmente, tendo em vista sua gradativa prevalência na sociedade atual, tornando-se o principal acometimento hepático
A DHGNA é uma doença espectral e dinâmica, na qual ocorre excessivo acúmulo de triglicerídeos no fígado, englobando desde a esteatose hepática simples à EHNA com cirrose descompensada. Os estudos sobre essa etiologia, cada vez mais intensos e promissores, põem a doença como uma provável manifestação inicial da Síndrome Metabólica (SM), devido a sua ínfima relação com obesidade, resistência insulínica, hiperinsulinemia e desordens metabólicas no geral, tornando essas comorbidades fatores de risco para o acometimento hepático crônico. É fato que desde a virada do século ficou marcante a piora da qualidade de vida da população mundial como um todo, pois maus hábitos alimentares e estilos de vida sedentários são cada vez mais comuns e, tendo em vista que a DHGNA cresce em paralelo à obesidade e à resistência à insulina, torna-se cada vez mais necessário os avanços em saúde a cerca dessa relação, com o intuito 12
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
de evitar um de seus desfechos mais temidos: a cirrose hepática, acometimento hepático que prejudica diversas áreas funcionais do organismo que têm participação direta ou indireta do fígado. Estudos apontam que em torno de 25% dos pacientes com EHNA, forma importante da evolução da DHGNA, desenvolverão cirrose hepática, representando cerca de 2% da população estadunidense. Tal feito reflete a gravidade do que o famoso termo popular “gordura no fígado” pode acarretar aos indivíduos. O “grande porém” da questão seria a ligação instantânea de cirrose hepática com o alcoolismo, o que não deixa de ser correto. Por anos a etiologia alcoólica foi sustentada como principal causa para cirrose e consequente necessidade de transplante hepático, sempre disputando com as causas infecciosas (hepatites B, C ou D), mas nos países desenvolvidos, considerando os fatores salientados acima, notou-se uma transição epidemiológica, apontando agora a DHGNA como principal doença hepática crônica relacionada à cirrose. Em países em desenvolvimento, como os representantes da América Latina, incluindo o Brasil, ainda há grande presença
de etiologias infecciosas e da causa etílica, porém isso também está mudando. A DHGNA está cada vez mais presente na população desses países e, atualmente, é considerada a segunda maior e mais prevalente causa de cirrose hepática. Diante desse cenário, é evidente a importância de voltar a atenção para a DHGNA, assim como para o controle de seus principais fatores de risco, por vezes negligenciados, principalmente, entre as comunidades mais carentes, as quais não possuem o suporte necessário para manterem o controle ideal das comorbidade envolvidas na síndrome metabólica. Por fim, é fato que a projeção epidemiológica é clara e o desfecho previsto é certo: a DHGNA será brevemente a principal preocupação para desfechos hepáticos graves. Referência
ANDO, Yumi et al. Nonalcoholic Fatty Liver Disease and Recent Guideline Updates. Clinical Liver Disease, Portland, v. 17, n. 1, p. 23-28, jan. 2021. FRANCQUE, Sven et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica: uma diretriz do paciente. Journal Of Hepatology, Antuérpia, v. , p. 1-39, jun. 2021. GONÇALVES, Beatriz Cunta et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica: evolução e risco de desenvolvimento de cirrose hepatica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, [S.L.], v. 13, n. 5, p. 7036, 11 maio 2021. Revista Eletronica Acervo Saude. http://dx.doi. org/10.25248/reas.e7036.2021. HENRIQUES, Mônica Souza de Miranda; ARAÚJO, Maria Salete Trigueiro de; SOUSA, Arthur Wagner Pimentel de. Doença hepática gordurosa não alcoólica. João Pessoa: Ideia, 2016. 130 p. PADOIN, Alexandre Vontobel et al. Doença hepática não-alcoólica gordurosa e risco de cirrose. Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 4, p. 172-176, dez. 2008.
13
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
O evento cientifíco mais tradicional do Estado do Ceará 14
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
CAUSO MÉDICO: PESANDO O BEBÊ de dizer. – Qual foi o recado dela, Marluce? – Ela disse que a senhora não usasse exatamente essa balança, porque estava toda desregulada. – Ah, nesse caso, vamos usar a balança pediátrica – ponderou a pediatra. – Vai ser complicado deixar esse bebê paradinho, nessa balança, que pesa os maiores – desqualificou a auxiliar de enfermagem.
Dr. Marcelo Gurgel Membro SOBRAMES
A Dra. Helena Soares (nome fictício) estava fazendo o primeiro atendimento daquele dia, no Serviço de Neonatologia do Hospital Infantil Albert Sabin. O cliente era um bebê de dois meses, aconchegado nos braços de uma mulher, presumivelmente sua mãe. A pediatra, após o preenchimento dos dados de identificação contidos na ficha de atendimento, chamou a auxiliar de enfermagem e perguntou: – Você é nova aqui? Cadê a nossa antiga atendente? – Ela tá de férias, doutora. E eu vim substituíla, nesse período. – Qual é o seu nome? – Eu me chamo Marluce, doutora. – Você tem experiência com crianças pequenas, Marluce? – Não, doutora. Eu só trabalhei com crianças mais taludas. – Eu gostaria que você, por favor, pesasse esse menino – falou a médica, apontando para a balança de bebê.
– Há um método alternativo capaz de pesar bebês nesse tipo de balança de uso geral. Você deve saber disso, Marluce. – Ah, não sei não, doutora. É a primeira vez que trabalho com bebês. – É bem simples, Marluce. Primeiramente, você pesa a mãe com o bebê e, depois, enquanto eu seguro a criança, você pesa só a mãe. O peso do menino será dado pela diferença das duas medidas. Nesse instante, a acompanhante do bebê decide intervir, opinando: – Isso não pode ser, doutora. Não vai dar certo, não. – Mas, me diga, por favor, por que não pode ser feito assim? – Indagou a pediatra. – É porque eu não sou a mãe dele, não. Eu sou só comadre da minha vizinha, a mãe desse bichinho, que faz muito pouco tempo que saiu do resguardo. Pobre gente rica, essa, que é capaz de uma ação solidária, trazendo o filho da comadre para uma consulta, mas que não compreende uma simples operação aritmética, desvinculada da questão biológica do parentesco. Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.30-31.
– Ah, doutora, a chefe da enfermagem pediu para avisar a senhora de um problema, assim que chegasse e eu estava já quase esquecendo 15
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
AMC no 5º Simpósio Multidisciplinar em Oncohematologia e Imunoterapia 16
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 1 3
17
I N F O R M AT I V O A M C | E D I Ç ÃO 0 6