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CEARÁMÉDICO Oficial da Associação Médica Cearense Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
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Médic
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EDITORIAL UNIMED FORTALEZA Em 2016, incluímos no planejamento estratégico da Unimed Fortaleza, a realização do I Congresso Médico. Entendíamos que a Unimed Fortaleza já contava com mais de 4.000 cooperados e um corpo médico regular no Hospital Regional da Unimed, que deveriam ser beneficiados por ferramentas que fortalecessem a qualidade da assistência ao paciente. Ao pensar no desenho e na parceria, vislumbrou-se a oportunidade única de promover a comunhão da Unimed Fortaleza com outras entidades responsáveis pelo aperfeiçoamento técnico-científico dos seus componentes, como a AMC e o CREMEC. Partiu-se do pensamento para a ação e da ação para o resultado. E, durante seis meses, em clima de cooperação, colaboração, integração e interação, essas entidades e as sociedades médicas idealizaram um dos maiores eventos científicos de 2017. Nesse modelo inédito, os desafios que surgiam foram dando lugar a soluções inovadoras: atender às necessidades educacionais das sociedades médicas, através de casos clínicos integradores; contemplar temas amplos e atuais, inclusive para o bem-estar do médico, grandes conferências e renomados palestrantes; capacitar áreas de atuação, oficinas de prática; gestão empresarial e cooperativismo, noções básicas; fomentar a cultura da pesquisa ligada à assistência, premiações de trabalhos científicos; aproximar o corpo multidisplinar entre si jornada paralela. Pronto, o tão almejado sucesso do I Congresso Médico Unimed Fortaleza, em 2017 configurou- se pela satisfação dos partícipes, e alicerçará os que virão. Resta-nos o compromisso: corrigir as imperfeições para o II Congresso 2019, confiantes que o retorno sócio-econômico-científico advirá naturalmente. Este número da Revista da Associação Médica Cearense, secção local da Associação Médica Brasileira, contém trabalhos científicos do Congresso Médico Unimed Fortaleza, 29º Congresso da AMC, 3º Semana Cearense do Aparelho Digestivo e 1º Encontro Multiprofissional do HRU. Recebemos 123 Trabalhos científicos, que foram criteriosamente analisados pela Comissão Julgadora, tendo sido aceitos 80 Trabalhos. Todos foram apresentados na categoria E-pôster. Até o próximo congresso! Atenciosamente,
Dra. Regina Lúcia Portela Diniz Universidade Corporativa Unimed Fortaleza 02
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DIRETORIA UNIMED FORTALEZA Diretoria Unimed Fortaleza (2014 - 2018) Dr. João Candido de Souza Borges Dr. Elias Bezerra Leite Dr. Ernani Ximenes Rodrigues Dr. Marcos Antônio Aragão de Macedo Dra. Stella Maria Torres Furlani Conselho Admistrativo Dr. Helvécio Neves Feitosa Dr. João Aragão Ximenes Filho Dr. Jurandir Vieira M. Jr. Organização Universidade Corporativa Unimed Fortaleza Dra. Regina Lúcia Portela Diniz Realização Instituto Unimed Fortaleza Dr. João Candido de Souza Borges
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EDITORIAL ASSOCIAÇÃO MÉDICA CEARENSE Foi com grande satisfação que a Associação Médica Cearense, em uma oportunidade única, realizou juntamente com a Unimed Fortaleza o XXIX Congresso da AMC, III Semana Cearense do Aparelho Digestivo e o 1º Encontro Multiprofissional do Hospital Regional da Unimed, no período de 01 a 3 de junho de 2017, no Centro de Eventos de Fortaleza. O tema do evento não poderia ser mais oportuno “Inovação, Integralidade, Conhecimento e Cooperação”, pois a união destas entidades e a parceria com as sociedades médicas convidadas permitiu o compartilhamento de informações, assim como, o aprofundamento de seus conhecimentos. Após concluída a etapa da realização, a Associação Médica Cearense e a Unimed Fortaleza editam a Revista Ceará Médico com os artigos científicos que foram selecionados e apresentados no evento, o qual tiveram um alto nível de qualidade. A Revista Ceará Médico, órgão oficial da Associação Médica Cearense, tem a finalidade de incrementar a pesquisa e promover atualização científica e técnica, visando principalmente contribuir para o avanço científico. Com certeza, cada trabalho apresentado prestou uma grande colaboração ao meio científico, além do amadurecimento profissional de cada autor, portanto, agradecemos a cada um que dispuseram de tempo e muito trabalho para a elaboração dos seus artigos. Aguardamos vocês na próxima edição!! Atenciosamente,
Dr. Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho Presidente da Associação Médica Cearense
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DIRETORIA ASSOCIAÇÃO MÉDICA CEARENSE Diretoria Associação Médica Cearense (2017-2020) Presidente - Dr. Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho Vice-Presidente - Dr. Igor Moreira Veras Secret´ário Geral - Dr. João Ananias Martins Parente 1º Secretário - Dr. Alessandrino Terceiro de Oliveira Diretor Financeiro - Dr. José Nazareno de Paula Sampaio Diretor Financeiro Adjunto - Dr. Pablo Picasso de Araújo Coimbra Diretor Científico - Dr. João Edison de Andrade Filho Diretora de Comunicação - Dra. Lorena Viana Madeira Diretor de Assuntos Profissionias - Dr. José Aurillo Rocha Diretor Administrativo e Patrimonial - Dr. Tales Coelho Sampaio Diretor de Promoções Culturais - Dr. Weiber Silva Xavier Diretor de Assuntos Políticos - Dr. Carlos Juaçaba Neto Diretor de Ensino Continuado - Dr. José Lima de Carvalho Rocha Delegados junto à Associação Médica Cearense Dr. Edmond Eugene de Paula Branquehais Dra. Liana Maria Jucá Bezerra Delegados junto à AMB Dra. Maria Sidneuma Melo Ventura Dr. Rodrigo Machado Landim Suplentes Dra. Marjorie Luzia Custódio Mota Dias Dra. Virgínia Oliveira Fernandes Cortez
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COMISSÃO ORGANIZADORA Comissão Executiva Presidente da Unimed Fortaleza João Cândido de Souza Borges Presidente do 1º Congresso Médico da Unimed Fortaleza Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho Vice Presidente do 1º Congresso Médico da Unimed Fortaleza Regina Lucia Portela Diniz Comissão Científica Presidente: Regina Lucia Portela Diniz Ana Cesarina Vitoriano de Oliveira Antônia Rosivalda Teixeira Marinho Antônio Aldo Melo Filho Arnaldo Aires Peixoto Junior Carmelo Silveira Carneiro Leão Filho Dimitri Maia Fontoura Cruz Eduardo Arrais Rocha Fábio Fernandes Dantas Francisco Abaeté das Chagas Neto Francisco Cláudio Patrício Moura Filho Frederico Carlos de Sousa Arnaud Harley Araujo Cavalcante Henrique Jorge Maia Costa Henrique José Bastos Pinheiro Inês Tavares Vale e Melo José Nilson Fortaleza de Araújo Liane Carvalho de Brito de Souza Marcus Aurélio Bessa Paiva Maria Francielze Holanda Lavor Oziel de Sousa Lima Filho Rebeca Pinheiro Silvestre Rocha Salustiano Gomes de Pinho Pessoa Sandro Salgueiro Rodrigues Sheila Marcia De Araújo Fontenele Shirley Ulisses Paiva Tiago de Moraes Gome Comissão Julgadora dos Trabalhos Científicos Carlos Eduardo Fontenele de Queiroz Fabrício Albuquerque Diogenes Hermano Alexandre Lima Rocha Carmen Sulinete Suliano da Costa Lima Helvecio Neves Feitosa Renato Evando Moreira Filho Sidneuma Melo Ventura Subcomissão de Inovação e Avaliação de Novas Tecnologias em Saúde Carlos Eduardo Fonteles de Queiroz Fabricio Albuquerque Diógenes Hermano Alexandre Lima Rocha Subcomissão de Ética e Gestão Carmen Sulinete Suliano da Costa Lima Helvécio Neves Feitosa Renato Evando Moreira Filho Subcomissão de Assistência Clínico-Cirúrgica Regina Lucia Portela Diniz Salustiano Gomes de Pinho Pessoa Sheila Márcia de Araújo Fontenele Comissão Organizadora do 1º Encontro Multiprofissional do HRU Carmen Sulinete Suliano da Costa Lima Francisco Samuel Moraes Ribeiro Kátia Laane Andrade de Almeida Ellery
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COMISSÃO ORGANIZADORA NORMAS TRABALHOS CIENTÍFICOS NORMAS DE SUBMISSÃO DOS RESUMOS DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS DO 1º CONGRESSO MÉDICO UNIMED FORTALEZA, XXIX CONGRESSO DA AMC e 1º ENCONTRO MULTIPROFISSIONAL DO HRU. Data limite para envio de trabalhos: 30 de abril de 2017. O envio de trabalhos científicos (resumos) representa o compromisso definitivo do(s) autor (es) em apresentar (em) o(s) trabalho(s), se aceito(s), durante o evento, em data e horário a serem comunicados no dia 19 de maio de 2017. ÁREAS TEMÁTICAS 1. ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Serão aceitos trabalhos relacionados aos seguintes eixos temáticos relacionados à Assistência Clínico-cirúrgica Adulto-infantil: · Epidemiologia; · Diagnose; · Terapia; · Prognóstico; · Educação; · Economia da Saúde; · Revisões Integrativas, Sistemáticas e Metanálises. Observação: Todos os outros artigos originais devem seguir a seguinte estrutura: Introdução, Objetivo(s), Metodologia, Resultados, Conclusões, com exceção do Relato de Caso: Introdução, Descrição do caso, Discussão. Os seguintes critérios serão utilizados para avaliação dos trabalhos: · Relevância científica; · Clareza da hipótese e dos objetivos; · Síntese dos resultados; · Pertinência das conclusões; · Originalidade e aplicabilidade. 2. GESTÃO EM SAÚDE Serão aceitos trabalhos relacionados aos seguintes eixos temáticos relacionados à Gestão: · Gestão de suprimentos; · Gestão de pessoas; · Gestão de processos e de resultados assistenciais; · Inovação nos modelos assistenciais e gerenciais; · Projetos de melhoria da qualidade; · Projetos de melhoria da satisfação do colaborador e do cliente. Observação: Caso não existam resultados a relatar, por se tratar de um projeto em fase de implantação, não há necessidade de relatar o item de estrutura Resultados, devendo o (s) autor (es) mencionar (em) no resumo essa condição, com uma breve descrição da fase em que se encontra o projeto. Os seguintes critérios serão utilizados para avaliação dos trabalhos: · Objetividade, clareza e relevância; · Potencial de implantação da melhoria proposta; · Consistência dos resultados apresentados. 3. INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE Serão aceitos trabalhos relacionados aos seguintes eixos temáticos relacionados à inovação e avaliação de novas tecnologias em saúde: · Inovação de processos; · Tecnologia da informação em saúde; · Tecnologias de prevenção em saúde ou ampliação do acesso aos serviços de saúde; · Inovação e sustentabilidade; · Design Thinking e metodologias ágeis em saúde; · Desenvolvimento e Avaliação de novas tecnologias na prática da assistência médica. Observação: A estrutura de redação do resumo para esta área temática fica a critério do(s) autor (es), devendo respeitar as Normas Gerais. Os seguintes critérios serão utilizados para avaliação dos trabalhos: · Aplicabilidade: devem ser viáveis técnica e economicamente; · Qualidade e clareza das informações: objetividade e consistência das informações; · Nível de contribuição: devem representar uma contribuição concreta para melhoria da saúde humana; · Caráter inovador: devem apresentar uma nova ideia ou a melhoria de um conceito já existente; · Adequação à temática do congresso; · Adequação ao escopo do tema escolhido.
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COMISSÃO ORGANIZADORA NORMAS TRABALHOS CIENTÍFICOS NORMAS GERAIS 1 . O t e x t o d o s r e s u m o s d e ve r á s e r i n s e r i d o d i r e t a m e n t e e m l o c a l e s p e c í fi c o n a p á g i n a d o e ve n t o (www.unimedfortaleza.com.br/congresso), até a data limite informada no caput deste. Somente serão aceitos trabalhos enviados por este meio. 2. Para efetuar o envio do resumo é necessário realizar inscrição pela página do evento, seguido do acesso ao ambiente de envio de resumos. Para a permissão de envio, ao menos um autor já deve ter sua inscrição no evento quitada. Cada trabalho poderá ter até 6 (seis) participantes, devendo ser assinalado o autor principal, e não haverá limite de resumos por autor principal ou coautor. 3. Para submeter o resumo, o(s) autor (es) deverá (ão) escolher uma, e somente uma, das três categorias temáticas supracitadas, seguindo suas regras específicas, devendo ainda ser inédito e não ter sido previamente publicado ou apresentado em congresso nacional ou internacional. O resumo do trabalho deverá conter no máximo 3000 (três mil) caracteres, não sendo permitidos gráficos, imagens, tabelas, símbolos e caracteres especiais no texto de submissão. 4. Resumos que contiverem a citação do nome da instituição e/ou dos autores, tanto na área do título quanto na do resumo dos trabalhos, não serão aceitos; assim como aqueles nos quais marcas comerciais e de produtos estiverem descritos no texto. Serão permitidas alterações do conteúdo dos resumos até a conclusão do processo de envio. Deve-se informar as fontes de financiamento, se pertinente e conflitos de interesses. Qualquer potencial conflito de interesses deve ser declarado, incluindo aqueles de natureza pessoal, profissional, empregatícia, política, e/ou financeira, bem como interesses associados a patentes ou propriedades, provisão de materiais e/ou insumos e equipamentos utilizados no estudo. 5. Autoria: Cada uma das pessoas listadas como autor (a) dos trabalhos deve ter: (1) contribuições substanciais para a concepção ou delineamento do estudo; ou a aquisição, análise ou interpretação dos dados do trabalho; (2) participação na elaboração do resumo; (3) aprovação final da versão do resumo a ser publicada; (4) concordância em ser responsável por todos os aspectos do trabalho, no sentido de garantir que as questões relacionadas à exatidão ou à integridade de qualquer parte da obra sejam devidamente investigadas e resolvidas. Os autores e autoras devem ter confiança na integridade das contribuições de todos os demais. 6. Os trabalhos inscritos devem observar rigorosamente os preceitos éticos, legais e normativos vigentes, que regem a realização e a publicação de pesquisas biomédicas, resguardando a integridade e a privacidade dos sujeitos da pesquisa. 7. Durante a submissão dos trabalhos deve-se ter cuidado com a fidedignidade dos caracteres, pois ao copiar de editores de texto diversos para o local delimitado para a redação, podem acontecer mudanças indesejáveis. Em caso de dificuldades insuperáveis, favor contatar a Comissão Organizadora pelo e-mail cientifico2@arxeventos.com.br. 8. A Comissão Julgadora avaliará os trabalhos de acordo com o desígnio dado pelo(s) autor (es), mas se reserva o direito de desclassificá-lo ou determinar a mudança de categoria à revelia do(s) autor (es) e selecionará somente aqueles que estiverem de acordo com essas normas e tiver reconhecida qualidade científica, não cabendo contestação. 9. O(s) autor (es) dos trabalhos selecionados serão comunicados por e-mail e deverão preparar e enviar um E-poster, de acordo com modelo fornecido pela Comissão Organizadora, para a apresentação durante o evento. Dessa forma, o certificado de apresentação só será concedido a aqueles que o enviarem. Só será emitido um certificado para cada trabalho, independentemente do número de autores, que ficará disponível no website do evento, a partir do dia 10 de j unho de 2017, por tempo indeterminado, no endereço www.unimedfortaleza.com.br/congresso. 10. Todos os resumos selecionados serão publicados nos Anais do Congresso através de suplemento digital da Revista Científica da Associação Médica Cearense. Ao submetê-los, o(s) autor (es) automaticamente cederá (ão) o seu direito autoral para a Comissão Organizadora do evento, em caráter irrevogável e por tempo indeterminado, sem quaisquer ônus ou bônus para o cessionário. Outras publicações poderão advir, tais como publicações do trabalho em sua completude, de modo que o(s) autor (es) concordam antecipadamente com as mesmas condições neste item estabelecidas também para o artigo completo. 11. Premiação: Serão escolhidos os 3 (três) melhores trabalhos de cada categoria (Assistência Clínico-Cirúrgica, Gestão em Saúde e Inovação e Avaliação de Novas Tecnologias em Saúde) e premiados da seguinte maneira: · 1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais); · 2º lugar: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais); · 3º lugar: Menção Honrosa e uma inscrição gratuita no 2ª Congresso Médico Unimed Fortaleza.
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-01 [45] - IMPACTO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA MANEJO DO CÓLON NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS COM INCONTINÊNCIA FECAL A-02 [26] - ANÁLISE DO CUSTO-BENEFÍCIO DA TERAPIA PRECOCE COM IODO RADIOATIVO NA DOENÇA DE GRAVES – UM RELATO DE CASO A-03 [110] - PERFIL DO USO DE QUIMIOTERÁPICOS ORAIS EM UMA OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE DE FORTALEZA-CEARÁ A-04 [12] - REDUÇÃO MAMÁRIA VIA AXILAR, 24 ANOS, MEDICINA DE EVIDÊNCIA A-05 [13] - CIRURGIA ÍNTIMA, 28 ANOS, MEDICINA DE EVIDÊNCIA A-06 [15] - SERVIÇO DE PSICOLOGIA TRAÇA PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO DE UMA EMERGÊNCIA A-07 [18] - OSTEOCONDROMATOSE HEREDITÁRIA FAMILIAR: RELATOS DE CASOS DE MANEJO DA DOR E CARACTERIZAÇÃO DIAGNÓSTICA A-08 [36] - CIRURGIA PALPEBRAL A LASER: COMO A TECNOLOGIA PODE MELHORAR OS RESULTADOS CIRÚRGICOS A-09 [41] - EXPERIÊNCIA INICIAL DO EMPREGO DA ESCALA DE ALERTA PRECOCE (MEWS) MODIFICADA EM PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL A-10 [49] - A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLOGICA NA REABILITAÇÃO DE PACIENTES IDOSOS COM DISFAGIA: REVISÃO DE LITERATURA A-11 [ 5 0 ] - R E P E RC U S S Õ E S H E M O D I N Â M I C A S DA S T É C N I C A S V I B RO C O M P R E S SÃO E COMPRESSÃO/DESCOMPRESSÃO EM PACIENTES INTUBADOS SOB VENTILAÇÃO MECÂNICA A-12 [51] - FATORES RELACIONADOS AO ABANDONO DO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE PULMONAR A-13 [52] - AVALIAÇÃO DO DÉFICIT MUSCULAR RESPIRATÓRIO EM PACIENTES IDOSOS PORTADORES DE ANEMIA – ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS E ANEMIAS NÃOCLONAIS A-14 [57] - UTILIZAÇÃO DA BANDAGEM ELÁSTICA NA SÍNDROME DE CHARGE: RELATO DE CASO CLÍNICO
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-15 [60] - A PSICOEDUCAÇÃO PARA A PREVENÇÃO DO SUICÍDIO COM OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UM HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA A-16 [74] - PERFUSÃO EX-VIVO NA PRESERVAÇÃO DE ENXERTO HEPÁTICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA A-17 [79] - APLICAÇÃO DO TEAM-BASED LEARNING (TBL) EM UMA DISCIPLINA DO CURSO DE GRADUÇÃO EM ENFERMAGEM A-18 [80] - VACINA CONTRA O PAPILOMAVÍRUS HUMANO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO UTERINO: ANÁLISE DAS COBERTURAS VACINAIS NO ESTADO DO CEARÁ ENTRE 2014-2016 A-19 [96] - DESENVOLVIMENTO, MONTAGEM E APLICAÇÃO DE SIMULADORES DE BAIXO CUSTO PARA TREINAMENTO DE PROCEDIMENTOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS PARA ACADÊMICOS DE MEDICINA A-20 [98] - PERFIL E CLASSIFICAÇÃO DO PADRÃO DE RESISTÊNCIA BACTERIANA DE UMA OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE DE FORTALEZA/CE A-21 [99] - AVALIAÇÃO FARMACOECONÔMICA DO USO DE EQUINOCANDINAS POR MEIO DE UM PROGRAMA DE GESTÃO CLINICA DE CONTROLE DE ANTIMICROBIANOS A-22 [100] - ANÁLISE DA VANCOCINEMIA EM HOSPITAIS DE FORTALEZA A-23 [101] - INDICADORES DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE DE UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DA CIDADE DE FORTALEZA A-24 [106] - IMPACTO DA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO ALIMENTAR NA REDUÇÃO DE PESO EM GRUPOS PSICOEDUCATIVOS DE ADULTOS COM SOBREPESO E OBESIDADE A-25 [108] - UMA PRÁTICA EXITOSA NA CESSAÇÃO DO TABAGISMO ATRAVÉS DA INTERVENÇÃO INTERDISCIPLINAR EM GRUPOS OPERATIVOS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE A-26 [115] - IMPACTO DA VACINA TETRA-VIRAL EM DOSE ÚNICA SOBRE HOSPITALIZAÇÕES E MORTES RELACIONADAS À VARICELA NO ESTADO DO CEARÁ A-27 [142] - FECHAMENTO PRIMÁRIO DE FERIDAS POR TRAÇÃO CUTÂNEA INTRA-OPERATÓRIA
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1º COLOCADO NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA (A - 01)
Impacto da Implementação do Programa Manejo do Cólon na Qualidade de Vida de Crianças com Incontinência Fecal João Henrique Freitas Colares1, Antônio Aldo melo Filho2, Marion Purcaru3, Guilherme após o PMC, foi usado o teste t de Student para dados pareados. Foram considerados Pinheiro F. da Silva4, Mirna Albuquerque Frota5, Carlos Antônio Bruno da Silva6. estatisticamente significantes os resultados cujo valor de p foi inferior a 0.05. 1. Setor do Serviço de Gastro-Cirurgia do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS). Fortaleza, Ceará, Brasil. 2. Departamento de Enfermagem do Hospital Infantil Albert Sabin. Fortaleza, Ceará, Brasil. 3. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Fortaleza, Ceará, Brasil. 4. Departamento do Mestrado em Saúde Pública. Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Fortaleza, Ceará, Brasil. 5. Departmento de Cirurgia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Ceará(UFC). Fortaleza, Ceará, Brasil. 6. Division of Pediatric Surgery, Colorectal Center for Children, Cincinnati Children's Hospital Medical Center, Cincinnati, OH 45229, USA. RESUMO Objetivo: Avaliar o impacto da implementação do Programa Manejo do cólon (PMC) sobre a qualidade de vida (QV) em crianças com incontinência fecal (IF). Métodos: Crianças de 3 a 12 anos encaminhadas ao Núcleo de Tratamento Infantil da Incontinência Fecal, entre fevereiro e julho de 2014, foram incluídas no estudo. Foram categorizadas em 2 grupos conforme tendência à constipação (cólon dilatado; grupo 1) ou à diarreia (cólon fino; grupo 2). A QV foi avaliada através do instrumento genérico PedsQL 4.0 que possui dois módulos (relato dos pais e das crianças) e analisa os domínios físico, emocional, social e escolar. Por sua vez, a gravidade da IF foi estudada pelo índice de incontinência fecal (IIF) da escala Wexner que avalia o tipo (sólido, líquido, gás) e a frequência da incontinência, a necessidade de proteção das vestes e o prejuízo social. Ambas as avaliações foram realizadas, antes e após 3 meses do PMC, e realizadas correlações entre elas. Ao comparar os escores do questionário de qualidade de vida PedsQL 4.0 e do IIF, antes e após PMC, foi usado o teste t de Student para dados pareados. Foram considerados estatisticamente significantes os resultados cujo valor de p foi inferior a 0.05. Resultados: Foram incluídas no estudo 43 crianças (33 do sexo masculino) com a média das idades de 7.7 ± 3.1. A maioria (60.5%; 26) apresentava IF secundária a anomalia anorretal corrigida. Megacólon congênito operado e constipação funcional refratária correspondiam a 6 (14%) crianças cada. Quatro (9.3%) possuíam defeito na coluna (espinha bífida) e uma (2.3%), teratoma sacrococcígeo. Em relação ao grupo, 32 (74.4%) dos casos pertenciam ao grupo1 (cólon dilatado) e 11 (25.6%) ao grupo 2 (cólon fino). Após três meses do PMC, notou-se dramática melhora do IIF (14.5 ± 3.7 versus 2.8 ± 2.5; p < 0.001), tanto no grupo 1 como no grupo 2. Pôde-se observar ainda significativa melhora dos escores na pontuação total e em cada domínio do questionário PedsQL 4.0 (p < 0.001). No módulo relato dos pais, a pontuação total passou de 66.9 ± 23 para 92.6 ± 9 e, no relato das crianças, de 73.8 ± 19.2 para 93.5 ± 6.2. Conclusão: O PMC aplicado por uma equipe multidisciplinar dedicada e acolhedora melhora significativamente a QV das crianças com IF a curto prazo.
RESULTADOS Comparando antes e três meses após a instituição do PMC, observouse que a pontuação total do IIF apresentou redução estatisticamente significante, seja analisando todos os pacientes, seja analisando os grupos 1 e 2 separadamente (Figura 1) (p < 0.001). Ao comparar a QV das crianças com IF atendidas no NETIIF antes e após o PMC, observou-se, tanto no módulo relato das crianças, como no relato dos pais (Tabela 1), alteração positiva estatisticamente significante (p < 0.001) na pontuação total e em todos os domínios avaliados pelo questionário PedsQL 4.0. DISCUSSÃO O PMC, idealizado pelos Drs. Alberto Peña e Mark Levitt há mais de 30 anos4, é uma tecnologia de baixo custo para tratamento da IF, passível de ser realizado no domicílio e de fácil aprendizado pelos pais. Também, o sucesso para a continência fecal (estar limpo por 24h e abandono das fraldas) ocorre em 95% dos casos na experiência 5 acumulada pelos idealizadores em mil crianças submetidas ao PMC . No nosso trabalho, a adoção do PMC permitiu dramática redução do IIF, após 3 meses (3.8 ± 0.7 versus 0.7 ± 1.4; p < 0.001), com abandono das fraldas em 38 (89%) das 43 crianças tratadas. Pôde-se constatar a reprodutibilidade da efetividade do PMC mesmo em regiões menos favorecidas economicamente, como o Nordeste do Brasil, onde os recursos destinados para a saúde são menores. É importante que o PMC seja instituído precocemente, antes das 6 crianças serem levadas à escola, para impedir os transtornos indeléveis na socialização . Concluindo, pôde-se demonstrar que a adoção do PMC por uma equipe multidisciplinar dedicada e acolhedora (enfermeira, psicóloga, nutricionista e cirurgião pediátrico) melhora significativamente a QV destas crianças ao obter ganhos relevantes na parada da perda fecal em ambos os grupos de cólon (cólon dilatado e cólon fino). REFERÊNCIAS
1. Bardsley A. Prevention and management of incontinence-associated dermatitis. Nurs Stand. 2013; 27(44): 41-6. 2. Varni JW, Seid M, Kurtin PS. PedsQL 4.0: reliability and validity of the Pediatric Quality of Life Inventory version 4.0 generic core scales in healthy and patient population. Med Care. 2001 ;39(8):800-12 3. Jorge JM, Wexner SD. Etiology and management of fecal incontinence. Dis Colon Rectum. 1993; 36(1):77-97. 4. Bischoff A, Levitt MA, Bauer C, Jackson L, Holder M, Peña A. Treatment of fecal incontinence with a comprehensive bowel management program. J Pediatr Surg. 2009 ;44(6):1278-83. 5. Eradi B, Hamrick M, Bischoff A, Frischer JS, Helmrath M, Hall J, Peña A, Levitt MA. The role of a colon resection in combination with a Malone appendicostomy as part of a bowel management program for the treatment of fecal incontinence. J Pediatr Surg. INTRODUÇÃO 2013 ;48(11):2296-300. Bai Y A Incontinência Fecal (IF) em crianças é um dos problemas mais 6. , Yuan Z, Wang W, Zhao Y, Wang H, Wang W. Quality of life for children with fecal perturbadores e angustiante da infância. Independentemente das diferentes causas incontinence after surgically corrected anorectal malformation. J Pediatr Surg. 2000 subjacentes da IF, estas crianças têm mais baixa qualidade de vida (QV) e, na maioria ;35(3):462-4. das vezes, sofrem silenciosamente1. Na implantação do Núcleo Especializado em Tratamento Infantil da FIGURA 1 Incontinência Fecal (NETIIF), no nosso serviço, as crianças com IF de origem funcional (constipação crônica refratária) ou orgânica (anomalia anorretal, megacólon congênito, espinha bífida, teratoma sacrococcígeo), passaram a receber o PMC. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da implementação do PMC sobre a qualidade de vida em crianças com incontinência fecal (IF), em um hospital do Nordeste do Brasil.
MÉTODOS Crianças acima de 3 anos de idade com IF que foram encaminhadas ao NETIIF e submetidas ao PMC, no período de fevereiro/2014 a julho/2014, foram consideradas. Consentimento informado foi assinado pelos pais. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética institucional local (# 545.733). Realizava-se enema opaco, no sentido de categorizar as crianças em dois grupos. Grupo 1 com tendência à constipação ou hipomotilidade colônica (cólon dilatado) e grupo 2 com tendência à diarreia ou hipermotilidade colônica (cólon fino). Em breve, o tratamento consiste na aplicação de enemas diários de solução salina, glicerina e sabão líquido cujo volume e a concentração são escalonados por tentativas com erros e acertos durante 1 semana, baseados na resposta clínica e o Rx simples do abdômen. No grupo 2, além dos clisteres, são prescritos fibra hidrossolúvel (formador de bolo fecal) e loperamida (lentificador do peristaltismo). O intuito é esvaziar o reto e mantêlo quieto por 24h. As crianças e os pais recebem orientações da nutricionista, psicóloga e de uma enfermeira de dedicação exclusiva. A coleta dos dados para o estudo foi realizada pelo autor em dois momentos: antes da avaliação clínica e do enema opaco e após três meses do tratamento. Inicialmente foi preenchido o questionário de qualidade de vida genérico Pediatric Quality of Life Inventory PedsQL 4.0 (Mapi Research Trust, Lyon, France)2 e, em seguida, os pais responderam os itens da escala Jorge-Wexner de IF3. Na coleta inicial pré-tratamento, foram também obtidos dados como sexo, idade e causa da IF da criança. Os dados foram armazenados e analisados usando o programa estatístico SPSS versão 17.0 (SPSS Inc., Chicago, IL). Ao comparar os escores do questionário de qualidade de vida PedsQL 4.0 e do IIF, antes e
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Figura 1: Índice de Incontinência Fecal antes e após três meses do Programa Manejo do Cólon (*p<0,001).
TABELA 1
Tabela 1 - Comparação dos escores do questionário PedsQL 4.0 antes e após três meses do Programa Manejo do Cólon - módulo relato dos pais Domínios Capacidade Física Aspecto Emocional Aspecto Social Atividade Escolar Pontuação Total
Escore* Pré
P
Pós 75,9 ± 24,1 57,6 ± 27,2 67,9 ± 27,8 63,2 ± 28,2 66,9 ± 23
98 ± 4,3 89 ± 18,6 95,8 ± 12 87,6 ± 17,2 92,6 ± 9
< 0,001 < 0,001 < 0,001 < 0,001 < 0,001
*Valores expressos como média ± DP
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
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2º COLOCADO NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA (A-02)
Análise do Custo-benefício da Terapia Precoce com Iodo Radioativo na Doença de Graves - Um Relato de Caso Sara Elisabete Conceição de Albuquerque1, Sara Maria Santiago de Aguiar1, Alberto José Santos Ramos2. 1. Discentes do curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande. 2. Docente da disciplina de Endocrinologia e Metabologia do curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande. RESUMO Introdução: Três terapêuticas principais podem ser empregadas na Doença de Graves (DG): drogas antitireoideanas (ATD), Tireoidectomia e a Radioablação. As taxas de remissão do tratamento com ATD variam entre 20-30%. Os efeitos colaterais vão de rash cutâneo à agranulocitose, passando por hepatopatias potencialmente fatais. Na iodoterapia, a remissão da doença ocorre entre 4 a 8 semanas em 80% a 90% dos casos com efeitos colaterais mínimos, previsíveis e evitáveis. A cirurgia deve ser utilizada em casos de tireóides muito volumosas ou a presença de nódulos (cerca de 2%). No Brasil, atualmente preconiza-se o uso de ATD durante pelo menos 2 anos ou até a terceira recidiva. Só aí dever-se-ia optar pela cirurgia ou radioablação. No entanto, alguns estudos têm mostrado que custo-benefício favorável ao I131, mesmo quando o paciente não apresenta nenhuma complicação. Apresentamos um caso de uma paciente que desenvolveu agranulocitose pelo ATD e intoxicação por Lítio como opção terapêutica para a DG. Nosso objetivo é contribuir para a discussão sobre as atuais recomendações terapêuticas, principalmente entre a população mais carente. Descrição do caso: M.O.S., em tratamento com ATD desde agosto de 2010, apresentando os seguintes exames: TSH<0,0004 UI/mL, T4L: 5,97 ng/dL. Diagnóstico de DG e adesão irregular ao tratamento. No início de novembro/2016, procurou unidade de pronto atendimento referindo dor abdominal, leucopenia e febre, levantando-se a hipótese de agranulocitose por uso de metimazol (MMI). Internada em uso de antibioticoterapia de amplo espectro. O MMI foi suspenso e iniciou-se terapia com carbonato de lítio 900 mg/dia à espera do I131. Alta após 01 mês em uso de lítio 300mg/dia com agendamento para radioablação. Novamente internada na semana seguinte por intoxicação por lítio, passou 06 dias em UTI e realizou 03 sessões de hemodiálise. Recebeu, durante 01 mês, terapia de suporte, antibioticoterapia e realizou-se radioablação com 30mCi de I131. Discussão: A escolha da terapia na doença de Graves deve considerar seus efeitos colaterais, chances de cura e recidiva, o custo e o perfil sócio-econômico da população. O uso de ATD por 03 anos e 09 meses, se não apresentar complicações, tem custo médio de R$1.426,15. Deve-se somar a este valor, o gasto com exames, deslocamentos, faltas ao trabalho, etc. A radioablação na dose de 30mCi tem custo de R$719,40 pago pelo SUS com resolução da doença em semanas, com efeitos colaterais mínimos. Quando uma complicação acontece, essa diferença torna-se quase imensurável. No caso desta paciente, o que foi gasto no Hospital (R$16.953,32) poderia tratar com I131, 40,9% de todos os casos de DG que incidissem em um ano, em uma cidade de porte médio. Além disso, a morbimortalidade por complicações (principalmente cardiovasculares) é possivelmente alta uma vez que sabemos as dificuldades por que passa o SUS. Em pacientes com plano de saúde, a conduta atualmente preconizada, certamente impacta nos custos.
Novamente internada na semana seguinte por intoxicação por Lítio, passou 06 dias em UTI e realizou 03 sessões de hemodiálise. Recebeu, durante 01 mês, terapia de suporte, antibioticoterapia e realizou-se radioablação com 30 mCi de I131, sem novas intercorrências. DISCUSSÃO A incidência mundial média da DG é de 27.6 novos casos para cada 100.000 habitantes por ano.1 Tomando como base esse dado, pode-se estimar que, em uma cidade de médio porte, cuja população varia entre 100.000 a 500.000 habitantes (IBGE), a incidência anual de DG varie entre 27.6 até 138 novos casos por ano. A escolha da terapia na DG deve considerar seus efeitos colaterais, chances de cura e recidiva, o custo e o perfil sócio-econômico da população.5 É de extrema importância que a terapêutica de escolha possa ser administrada em dose única e com níveis de resposta de controle da doença adequados, além do baixo custo, para facilitar a adesão ao tratamento, algo essencial nessa doença, devido ao alto risco de mortalidade – 10 a 30% antes da introdução da terapia satisfatória.1,4,5 O uso de ATD por 03 anos e 09 meses – tempo de utilização da droga por essa paciente –, se não apresentar complicações, tem custo médio de R$ 1.426,15. As ATDs não são fornecidas pelo SUS. Deve-se somar a este valor, o gasto com exames, deslocamentos, faltas ao trabalho, etc. A radioablação na dose de 30 mCi tem custo de R$ 719,40, pago pelo SUS, com resolução da doença em semanas e efeitos colaterais mínimos. Baseando-se nesse valor, o custo das ablações com 30mCi de iodo radioativo nos novos casos anuais de DG em cidades de médio porte variaria entre R$ 19.855,44 e R$ 99.277,20. Na ausência de complicações, o tratamento dessa paciente com a ATD e o iodo teria custado R$ 2.145,55, o que corresponde a um valor 66.47% mais caro que a terapia inicial com 30 mCi de I131, se esta tivesse sido a primeira escolha. Quando uma complicação acontece, essa diferença de custo entre o tratamento com ATD e com iodo torna-se quase imensurável. No caso desta paciente, o total gasto na terapêutica (R$ 16.953,32) – incluindo o valor da ATD, os custos hospitalares das duas internações e a radioablação – poderia tratar com I131, 17.08% até 85.38% (média de 38.99%) de todos os casos de DG que incidissem em um ano, em uma cidade de porte médio. Além disso, a morbimortalidade por complicações (principalmente cardiovasculares) é possivelmente alta uma vez que sabemos as dificuldades por que passa o SUS. Em pacientes com plano de saúde, a conduta atualmente preconizada certamente impacta nos custos. Tabela 01 – Comparação de custos entre terapia inicial com I131 e MMI Terapia e Tempo
Valor
30mCi de iodo 131* MMI 20mg/dia 24 meses** MMI 20mg/dia 45 meses*** MMI 20mg/dia 24 meses+ 30mCi de iodo 131 MMI 20mg/dia 45 meses + 30mCi de iodo 131
R$ 719,40 R$ 777,90 R$ 1.426,15 R$ 1.497,30 R$ 2.145,55
Comparação Entre Custos 7,52% mais caro que 30mCi de iodo 131 49,56% mais caro que 30mCi de iodo 131 51,95% mais caro que 30mCi de iodo 131 66,47% mais caro que 30mCi de iodo 131
*Terapia precoce com radioiodo se esta fosse primeira escolha INTRODUÇÃO
**Tempo preconizado pelas atuais diretrizes brasileiras para o uso das ATD
A Doença de Graves (DG) é a etiologia mais comum de hipertireoidismo, responsável por 60 a 80% dos casos de tireotoxicose, e dez vezes mais prevalente em 1,2 mulheres. Três terapêuticas principais podem ser empregadas na DG: drogas antitireoideanas (ATD), Tireoidectomia e Radioablação.1,2 As taxas de remissão do tratamento com ATD variam entre 20-30%.1 No entanto, é alta a taxa de recidiva da doença ao tratamento com essas medicações – 40-70% em algumas populações e cerca de 80-100% em pacientes com TRAb elevado –, o que acarreta necessidade de terapia definitiva posteriormente.1,4 Os efeitos colaterais vão de rash cutâneo à agranulocitose passando por hepatopatias potencialmente fatais.1,3,4 Na iodoterapia, a remissão da doença ocorre entre 4 a 8 semanas em 80% a 90% dos casos com efeitos colaterais mínimos, previsíveis e evitáveis.1,4 Não há evidências de aumento da incidência de câncer de tireoide e, em relação à gravidez, esta deve ser retardada cerca de 4 a 6 meses, até a paciente tornar-se eutireoidea.1,4 O radioiodo não afeta a fertilidade pós-tratamento.1,4 A cirurgia deve ser utilizada em casos de tireóides muito volumosas ou presença de nódulos (cerca de 2% dos casos).1,3 No Brasil, atualmente, preconiza-se o uso de ATD durante pelo menos 2 anos ou na terceira recidiva.3 Só aí dever-se-ia optar pela cirurgia ou radioablação. No entanto, alguns estudos têm mostrado custo-benefício favorável ao I131, mesmo quando o paciente não apresenta nenhuma complicação.5 É fundamental escolher a terapia mais conveniente para a população, já que é um tratamento de longo prazo, com diagnóstico, em média, entre 20 e 50 anos, o que implica em uma sobrevida média de 23 a 53 anos, com utilização e acompanhamento da terapêutica previamente empregada. 5 Apresentamos um caso de uma paciente que desenvolveu agranulocitose por uso de ATD e intoxicação por Lítio durante a terapêutica para DG. Nosso objetivo é contribuir para a discussão sobre as atuais recomendações terapêuticas, principalmente entre a população mais carente.
***Tempo de uso de ATD pela paciente (03 anos e 09 meses)
REFERÊNCIAS 1. Medicina Interna de Harrison, Mc Graw Hill, 19ª edição; vol.1, 2016. 2. VILAR, L. Endocrinologia Clínica; Guanabara Koogan, 6ª edição; 2016. 3. SBEM, Consenso Brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arq Bras Endocrinol Metab. 2015; 57/3. 4. ROSS, D. et al; 2016 American Thyroid Association Guidelines for Diagnosis and Magement of Hyperthyroidism and Other Causes of Thyrotoxicosis” ATA, Vol 26, Number 10, August, 2016. 5. Cruz Júnior, Takahashi & Albino. Antitireoidianos vs. 131I na Doença de Graves. Arq Bras Endocrinol Metab. vol. 50 no6 Dezembro 2006.
RELATO DE CASO M.O.S., 51 anos, sexo feminino, iniciou acompanhamento ambulatorial em agosto de 2010, apresentando os seguintes exames: TSH < 0.0004 UI/mL, T4L 5.97 ng/dL. Diagnosticada com DG, iniciou tratamento com MMI 20 mg/dia, tendo adesão irregular. Em agosto de 2016, apresentava T4L > 6.0 ng/dL. No início de novembro de 2016, procurou a unidade de pronto atendimento referindo dor abdominal, leucopenia e febre, apresentando TSH < 0.01, T4L 2.18 ng/dL e T3 total 1.49 ng/dL, levantando-se a hipótese de agranulocitose por uso de MMI. Internada para uso de antibioticoterapia de amplo espectro. O MMI foi suspenso e iniciou-se terapia com carbonato de Lítio 900 mg/dia e foi indicada a ablação como I131tão logo os níveis de T4L o permitissem. Alta após 01 mês em uso de Lítio 300 mg/dia com agendamento para radioablação.
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3º COLOCADO NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA (A-03)
Perfil do Uso de Quimioterápicos Orais em uma Operadora de Planos de Saúde de Fortaleza-Ceará Igor Monteiro Albuquerque1, Vicente de Souza Lima Neto1, Ana Patricia Lima França1, Francisca Mylena Melgaço Nunes1, Andre de Jesus Roldan Viana1, Antônio Nilson Mendes dos Santos Junior1.
Analisar o perfil dos pacientes em uso de quimioterapia oral e determinar os custos diretos destes quimioterápicos para uma Operadora de Planos de Saúde (OPS) de Fortaleza - Ceará.
1. Funcionários da UNIMED Fortaleza.
METODOLOGIA
RESUMO
Estudo descritivo, retrospectivo, utilizando um banco de dados informatizado da OPS, que englobou sexo, idade, descrição do medicamento e custos diretos com estes. A seleção dos pacientes foi feita com base no uso de antineoplásicos orais, sejam eles quimioterapia ou hormonioterapia, cadastrados na tabela de precificação da própria OPS no período de janeiro a dezembro de 2016. A OPS trabalha de forma verticalizada na dispensação de antineoplásicos orais, isto é, todas as drogas orais para tratamento e suporte do câncer são entregues e acompanhadas em seu hospital próprio.
Introdução: Atualmente há um grande movimento por parte das indústrias farmacêuticas em desenvolver novos medicamentos para o tratamento de diversos tipos de neoplasias, principalmente no que diz respeito à terapia-alvo que são em geral drogas orais. Vários autores citam, como principais vantagens destas, a conveniência para o paciente, pois elimina a necessidade do acesso venoso e diminui o tempo fora de casa e do trabalho, e, ainda, alguns medicamentos são associados com menos efeitos colaterais, o que está relacionado diretamente com a qualidade de vida dos pacientes. A lei nº 12.880 de 12/11/2013 tornou obrigatória à cobertura de terapia antineoplásica oral pelos planos de saúde privados (Clark et al, 2013; Brasil, 2013). Desde então, houve uma preocupação em relação ao impacto econômico da terapia oral ao sistema de saúde suplementar. Algumas revisões sistemáticas têm demonstrado que a quimioterapia oral pode ser custo-efetiva quando comparada à quimioterapia endovenosa. (Smieliauskas et al, 2014; Benjamin et al, 2015). OBJETIVO: Analisar o perfil dos pacientes em uso de quimioterapia oral e determinar os custos diretos destes quimioterápicos para uma Operadora de Planos de Saúde (OPS) de Fortaleza - Ceará. Metodologia: Estudo descritivo retrospectivo utilizando um banco de dados informatizado da OPS, que englobou sexo, idade, descrição do medicamento e custos diretos com estes. A seleção dos pacientes foi feita com base no uso de antineoplásicos orais cadastrados na tabela de precificação da própria OPS no ano de 2016. RESULTADOS: Foram 1.288 pacientes em uso de antineoplásicos orais, sendo 84,5% do sexo feminino (n=1088) e 15,5% do sexo masculino (n=200), com média de idade de 61,6 anos aproximadamente. Um total de 412.346 comprimidos ou cápsulas foi utilizado pelos pacientes da OPS, no qual 77,7% foram dispensados para as mulheres (n=320.324) e 22,3% para os homens (n=92.022). O medicamento mais utilizado pelas mulheres foi o anastrozol representando 28,6% do total (n= 91.525 comprimidos) e entre os homens foi o acetato de abiraterona com 30,4% (n= 27.961 comprimidos). O custo total com antineoplasicos orais foi de R$ 15.662.733,67 e o mesilato de imatinibe de 400 mg foi o medicamento mais oneroso, somando um valor de R$ 3.722.661,90, seguido de acetato de abiraterona com R$ 2.653.419,12 e anastrozol com R$ 1.262.534,27. Com relação ao custo médio, o perfil muda um pouco, o de maior valor continua sendo o mesilato de imatinibe de 400 mg com R$ 114.883,62, porém seguido da temozolomida nas apresentações de 250 mg e 100 mg, com valor médio respectivo de R$ 77.913,72 e R$ 59.200,74. Conclusão: Para assegurar a sustentabilidade econômica da OPS e garantir aos pacientes com neoplasias as melhores opções terapêuticas disponíveis, é necessário o olhar estratégico para as drogas orais, tendo em vista sempre o perfil dos pacientes que usam tais tecnologias, isto é, o público alvo, além de quantificar o real impacto econômico desses medicamentos.
RESULTADOS Foram estudados 1.288 pacientes em uso de antineoplásicos orais, sendo 84.5% do sexo feminino (n=1088) e 15.5% do sexo masculino (n=200), com média de idade de 61.6 anos, aproximadamente. Um total de 412.346 comprimidos ou cápsulas foi utilizado pelos pacientes da OPS, no qual 77.7% foram dispensados para as mulheres (n=320.324) e 22.3% para os homens (n=92.022). O medicamento mais utilizado pelas mulheres foi o anastrozol representando 28.6% do total (n=91.525) e entre os homens foi o acetato de abiraterona com 30.4% (n=27.961). O custo total com antineoplásicos orais foi de R$ 15.662.733,67 no ano de 2016 e o mesilato de imatinibe de 400 mg foi o medicamento mais oneroso, somando um valor de R$ 3.722.661,90, seguido de acetato de abiraterona com R$ 2.653.419,12 e anastrozol com R$ 1.262.534,27. Com relação ao custo médio, o perfil muda, no qual o de maior valor continua sendo o mesilato de imatinibe de 400 mg com R$ 114.883,62, porém seguido da temozolomida nas apresentações de 250 mg e 100 mg, com valor médio respectivo de R$ 77.913,72 e R$ 59.200,74.
INTRODUÇÃO Figura 1 - Custo total anual com antineoplásicos orais mais onerosos. Atualmente é inquestionável que o câncer é um problema de saúde pública, especialmente entre os países em desenvolvimento. De acordo com o levantamento mundial do Globocan (2012), dos 14 milhões de casos novos estimados, mais de 60% ocorreram em países em desenvolvimento, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma. Para a mortalidade, a situação agrava-se quando se constata que, dos 8 milhões de óbitos previstos, 70% ocorreram nesses mesmos países1. A estimativa para o Brasil segundo o INCA, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer; excetuando-se o câncer de pele não melanoma, ocorrerão cerca de 420 mil casos novos. Com relação às topografias, o Brasil se assemelha aos demais países da America Latina e Caribe, no qual os cânceres de próstata (61 mil) e mama (58 mil) serão os mais incidentes. Os tipos mais frequentes em homens serão próstata (28.6%), pulmão (8.1%), intestino (7.8%), estômago (6.0%) e cavidade oral (5.2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,.1%), intestino (8.6%), colo do útero (7.9%), pulmão (5.3%) e estômago (3.7%) estarão entre os principais2. No que diz respeito ao tratamento do câncer, ele pode ser feito por uma ou mais modalidades terapêuticas, podendo ser loco-regionais (cirurgia e radioterapia); sistêmicas (quimioterapia, hormonioterapia e imunoterapia) e/ou de reabilitação (física e psicológica). Atualmente, há um grande interesse por parte dos pesquisadores e das indústrias farmacêuticas em desenvolver tratamentos individualizados, visto que o câncer é um conjunto de várias doenças, com cada tipo tendo sua peculiaridade genética e bioquímica. Neste cenário, surgiu o conceito de terapia alvo (targeted therapy), que é definido pela National Cancer Institute como tipo de tratamento que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar tipos específicos de células cancerosas com menor dano às células normais3. No geral, a chamada terapia alvo é composta por medicamentos orais, assim como a hormonioterapia. Dentre as vantagens dos medicamentos orais podemos citar: a conveniência para o paciente, pois elimina a necessidade do acesso venoso e diminui o tempo fora de casa e do trabalho, menor período de hospitalização e consequentemente menor risco de infecções hospitalares e, ainda, alguns medicamentos são associados com menos efeitos colaterais, o que está relacionado diretamente com a qualidade de vida dos pacientes4. A lei nº 12.880, de 12 de novembro de 2013, tornou obrigatória a cobertura de terapia antineoplásica oral pelos planos de saúde privados de acordo com o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Desde então, houve uma preocupação em relação ao impacto econômico da terapia oral ao sistema de saúde suplementar. Algumas revisões sistemáticas demonstram que a quimioterapia oral tem melhor relação custoefetividade quando comparada à quimioterapia endovenosa5. OBJETIVO
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Figura 2 - Custo médio anual com antineoplásicos orais mais onerosos. CONCLUSÃO Com o objetivo de assegurar a sustentabilidade econômica da OPS e garantir aos pacientes com neoplasias as melhores opções terapêuticas disponíveis, é necessário o olhar estratégico para as drogas orais, tendo em vista sempre o perfil dos pacientes que usam tais tecnologias, isto é, o público alvo, além de quantificar o real impacto econômico desses medicamentos. REFERÊNCIAS 1. International Agency for Research on Cancer (Org.). GLOBOCAN. 2012. Disponível em: <http://globocan.iarc.fr/Default.aspx>. Acesso em: 13 jun. 2017. 2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. (Org.), Rio de Janeiro. Estimativa 2016: Incidência de Câncer no Brasil. 2015. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/estimativa-2016-v11.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2017. 3. Benjamin L, Maroun R, Maurel F, et al. Patterns of use of oral anticancer treatments in France: a Retrospective Analysis of Cancer Treatments given orally from 2004 to 2012 (Re-ACTOR study). Curr Med Res Opin. 2015;31(2):323-32. 4. Clark O, Alves AF, Castro AP, Santos F, Faleiros E, Clark L, Paladini L, Engel T, Pegoretti B. Budgetary impact of oral chemotherapy incorporation in Brazil: a real world data analysis from the private payer perspective. J Bras Econ Saúde. 2013;5(1):10-14. 5. Smieliauskas F, Chien CR, Shen C, et al. Cost-effectiveness analyses of targeted oral anti-cancer drugs: a systematic review. Pharmacoeconomics. 2014;32(7):651-80.
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-04 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-05 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Cirurgia Íntima, 28 anos, Medicina de Evidência
Redução Mamária Via Axilar, 24 Anos, Medicina de Evidência Yhelda de Alencar Felicio .
Yhelda de Alencar Felicio1.
1. Gabinete médico Yhelda de Alencar Felício.
1. Gabinete médico Yhelda de Alencar Felício.
Introdução: Desde 1993, a autora desenvolveu um método de redução mamária pela via axilar, que evita cicatriz na mama, promovendo apenas uma única cicatriz que permanece escondida nas pregas axilares; o maior entrave da cirurgia mamária é a cicatriz resultante. Através de medicina de evidência, com mais de quinhentos casos operados com sucesso, provando a eficácia do método, sendo mais econômico do que os métodos convencionais, é realizado com um menor tempo cirúrgico, quando comparado com as demais técnicas. Preserva-se o complexo areolo-mamilar, mantendo o polo superior da mama; as técnicas convencionais propiciam uma concavidade do polo superior devido a retirada da parte central da mama; na técnica por via axilar, diferentemente, a parte central da mama é preservada, promovendo uma convexidade do polo superior da mama, o que a maioria das mulheres desejam. Objetivo: Evitar cicatriz na mama, possibilitando a redução, elevação da mama e retirada de tumores benignos da mama. Metodologia e Resultados: De 1993 à 2016, 514 mamas foram operadas, sendo 66.14% Hipertrofia mamária, 14.98% Ptose, 9.72% Assimetria, 7.79% Mastopexia associada a implante de silicone, 1% Tumor e Ginecomastia aberrante. A idade variou de 17 à 58 anos. A quantidade de tecido ressecado variou de 50 à 1500g, com maior percentagem de 36.77% em que foi ressecado entre 200 à 300g, devido ao modismo; na atualidade, a preferência das mulheres é de mama grande, diferentemente de vinte anos atrás que devido a manequim TWIG, a preferencia era de mamas bem pequenas. O índice de complicação foi de 3.30%, baixo quando comparado com os demais procedimentos. Em 514 mamas operadas, 17 tiveram complicações, tais: 6 queloides, 6 cicatrizes h i p e r t ró fi c a s c o m s e ro m a , 3 he m ato m a s c o m p e q u e n a s d e i s c ê nc i a s , 2 Hipersensibilidade de braço, que desapareceram após 30 dias de fisioterapia. Conclusão: Desde 1924, existe registro por DÀrtigues (França), sobre cirurgia de redução mamária por via axilar, porém, ainda poucos colegas conhecem a possibilidade de reduzir, elevar a mama e retirar tumores benignos da mama pela via axilar. Há quatro décadas, os cirurgiões plásticos utilizam técnicas para reduzir a mama em que finalizam com uma, duas ou três cicatrizes na mama, com isto muitas mulheres evitam se submeter a cirurgia da mama, em virtude da extensão das cicatrizes resultantes. Faz-se necessário quebrar paradigmas, a via axilar é uma realidade para a redução, a elevação mamária, bem como é possível retirar tumores benignos da mama.
Introdução: A literatura mundial apresenta limitadas contribuições sobre cirurgia íntima, quer masculina, quer feminina. A autora, desde 1989, com o surgimento da Lipoescultura com seringa idealizada por Pierre Fournier (França), passou a estudar a genitália feminina e masculina, após realizar o primeiro implante de gordura em púbis em uma mulher de 63 anos de idade do planeta Terra, e por ter sido um sucesso o seu resultado; para surpresa da autora, muitas patologias foram descobertas, porém, na época não havia solução para tais casos. Foram registrados 749 casos, sendo 113 do sexo masculino e 636 do sexo feminino. A patologia mais encontrada na mulher foi a Hipertrofia dos pequenos lábios e no homem foi a Hipotrofia de pênis. Destacando-se ainda: as distrofias femininas de pequeno lábio, grande lábio e púbis, a reconstrução de hipotrofia e a atrofia de tórax masculino, como a Síndrome de Poland, em que se utiliza prótese de silicone rígida tipo Aiach, e/ou o implante de gordura autóloga e a reconstrução de Ginecomastia aberrante (jamais vista, a propósito de um caso) tratada através da Lipoescultura com seringa associada a exérese da glândula mamária pela via axilar, em que se evita cicatriz na mama. Metodologia e Resultados: Um paciente do sexo masculino com deformidade congênita, portador de Síndrome de Poland, recebeu uma prótese de silicone rígida, tipo Aiach, que foi modulada e implantada sub-muscular (entre o músculo peitoral maior e menor) no tórax direito. Foram registrados "Pectus excavatum" e diferentes tipos de hipotrofia de tórax masculino em que todos receberam implante de silicone peitoral rígido, tipo Aiach, em ambas as mamas. Um caso de Ginecomastia aberrante em que o jovem submeteu-se a Lipoescultura com seringa em que foi aspirado 600cc de cada mama, com um total de 1200cc, associada a exérese da glândula mamária via axilar, evitando cicatriz na mama. O estudo histopatológico confirmou a Hipertrofia mamária. A cicatriz resultante e única permaneceu escondida nas pregas axilares, em ambas as axilas. Dos 749 casos operados, 84.92% foi do sexo feminino, e do sexo masculino, 15.08%. A idade variou de 12 à 70 anos. O índice de complicação foi baixo, de: 1.98%. Conclusão: Faz-se necessário a Cirurgia Plástica acompanhar e aceitar o modismo, porém, sem exageros, através de estudos continuados, buscando soluções acertadas, sem "clichês". Nos Congressos Médicos e, principalmente, de Cirurgia Plástica, deve haver mais espaço para colegas interessados e conhecedores dos assuntos: Cirurgia Íntima e Reconstrução de tórax masculino. O médico e o paciente, ambos têm que saber o propósito final destes procedimentos. Conclusão: A retirada de tecidos ou implantes, estão situados entre limites estreitos de segurança, portanto, somente operar, quando se tem certeza de que o procedimento de eleição solucionará o problema de maneira benéfica.
A-06 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-07 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
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Serviço de Psicologia Traça Perfil Epidemiológico das Tentativas de Suicídio de uma Osteocondromatose Hereditária Familiar: Relatos de Casos de Manejo da Dor e Emergência Caracterização Diagnóstica 1
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Maisse Leôncio Catunda , Aline Garcia Diniz , Roberta Cristina Lima Maia , Adriana Camila Sampaio Nogueira1, Ana Virgínia Tomaz Portella2, Lia Caetano Viana1, Luis Fhilipi 2 1 2 1 1 1 Menezes Loyo Rosas , Vanessa Feitosa Sampaio da Silva , Natália Barros Maia . Carvalho Borges , Leonardo Jorge Bessa Tajra Filho , José Edême da Silva Junior .
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1. UNIFOR. 2. Funcionários do Hospital Regional UNIMED – FORTALEZA.
1. Universidade Federal do Ceará. 2. Hospital Universitário Walter Cantídio.
Introdução: O suicídio é uma importante questão de saúde no mundo inteiro, sendo considerado pela Organização das Nações Unidas como algo a ser abrangido dentro da saúde pública. Diante do crescente número de tentativas de suicídio que foram notificadas, o serviço de psicologia foi motivado a descrever os dados a fim de caracterizar o perfil dos sujeitos recebidos na unidade de emergência de um hospital. Objetivos: Expor os dados coletados em um hospital geral particular de Fortaleza do ano de 2016, com intuito de caracterizar o perfil desses sujeitos para que sejam formuladas estratégias de prevenção do suicídio. Resultados: Neste ano, a equipe de psicologia foi acionada trinta e uma vezes para atendimento de pacientes com esse perfil. Através dos atendimentos realizados foi percebido que 58% eram mulheres e 42% eram homens. Observou-se que a faixa etária dos pacientes com este perfil recebido no hospital está concentrada na idade de 41 a 50 anos, correspondendo a 32%, seguido de 26% com idades entre 31 a 40 anos, logo após 20% de 21 a 30 anos, 13% de 11 a 20 anos e por fim, 3% acima de 71 anos, de 51 a 60 e um sujeito que não houve identificação de dados. O método mais utilizado por esses indivíduos foi o de intoxicação por medicação, correspondendo a 49% do total, seguida de arma branca com 16%, traumatismo por queda de altura e intoxicação por envenenamento com 13%, por fim arma de fogo, intoxicação por medicação e drogas e um não identificado correspondendo a 3%. A entrada dos pacientes com tentativas de suicídio foi concentrada no mês de outubro, correspondendo a 25.8%, seguido de novembro com 12.9%; e o menor número foi nos meses de fevereiro, março e setembro com 3.2%. Conclusão: Há a necessidade de implantação de políticas de prevenção do suicídio em nossa cidade, pois os números evidenciam um quantidade grande em um hospital particular. Além disso, é importante haver um espaço de livre expressão verbal como uma ferramenta de prevenção ao suicídio, bem como os profissionais de saúde necessitam estar mais informados sobre essa realidade, a fim de identificar sujeitos com potencial suicida.
Introdução: A Osteocondromatose Múltipla Hereditária (OMH) é uma desordem genética, de caráter autossômico dominante e penetrância completa, que se caracteriza pelo desenvolvimento de lesões proeminentes anormais no osso metafisário. Em geral, esta doença causa muita dor e sofrimento ao paciente, por vezes limitando a realização das atividades cotidianas. Por esses motivos, torna-se de suma importância a caracterização diagnóstica desses quadros e um adequado manejo da dor e abordagem terapêutica, a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Descrição dos casos clínicos: Caso 1 - Paciente masculino, 32 anos, ASA I, casado. Possui histórico familiar de OMH em parente de primeiro grau, uma irmã, porém com sintomatologia mais branda. Queixa-se de dor em locais onde o crescimento ósseo era mais proeminente, impossibilitando as atividades cotidianas. A dor óssea foi atenuada com Codeína e demais medicações analgésicas prescritas. Já havia se submetido a cirurgia para retirada de osteocondromas. Possui muitas protuberâncias ósseas, principalmente em membro superior esquerdo e membro inferior direito. Caso 2 - Paciente masculino, 37 anos, ASA II, com queixa principal de dor intensa em gradil costal bilateralmente, com predominância em lado direito. Apresenta deformidades ósseas nos braços e, segundo TC multislice de tórax, lesões ósseas com componente exofítico dominante no gradil costal entre 5º e 6º arcos costais à direita e no 4º arco costal esquerdo. Tais lesões são observadas a cada 6 meses pelo ortopedista, para avaliar possibilidade de exérese. Discussão: Tomando como base os casos supracitados, podem-se observar as diferentes manifestações clínicas da OMH, considerando os diferentes locais que a doença pode atingir. Seu caráter álgico crônico é marcante, sendo um dos principais aspectos a ser considerado no tratamento desses pacientes, de maneira que o tratamento clínico para controle da dor pode não ser suficiente, sendo necessário, por vezes, a exérese cirúrgica das lesões. No entanto, nota-se também a necessidade de haver constante seguimento desses pacientes, mesmo após o procedimento cirúrgico. É válido destacar que, por tratar-se de uma doença genética, é indispensável a existência do aconselhamento genético, ainda mais por se tratar de um caráter autossômico dominante de penetrância completa.
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-08 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Cirurgia Palpebral a Laser: Como a Tecnologia Pode Melhorar os Resultados Cirúrgicos
A-09 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Experiência Inicial do Emprego da Escala de Alerta Precoce (Mews) Modificada em Pacientes Internados em um Hospital de Referência em Fortaleza, Ceará, Brasil
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Adivania de Souza Pinheiro . Juliana Vieira Rocha1, Francisco Julimar Correia de Menezes2, Carlos Magno Queiroz da Cunha3, José Walter Feitosa Gomes4, Virginia Angélica Lopes Silveira5, Tarsia Gadelha5.
1. Clínica de Cirurgia Plástica Dra. Adivania Pinheiro. Introdução: Os olhos representam, provavelmente, a unidade estética mais importante do corpo humano, ocupando a porção centrofacial e exercem papel de destaque, não apenas na interação com o mundo, mas também como forma de expressão dos mais diversos sentimentos e emoções. Com o passar dos anos, algumas alterações são evidenciadas na região periorbitária, muitas vezes aparentando ao indivíduo tristeza, cansaço e envelhecimento. Muitas técnicas e táticas cirúrgicas, e não cirúrgicas, são utilizadas, no intuito de retardar ou tratar as deformidades produzidas pelo tempo a essa área. A blefaroplastia é a técnica cirúrgica utilizada para o rejuvenescimento palpebral. As vantagens do laser sobre a técnica convencional são várias: escasso sangramento intraoperatório, visto que o laser realiza hemostasia, ao mesmo tempo em que realiza a incisão, as incisões são limpas e lineares, finas e precisas. No pós-operatório, há menos inflamação e equimose e, em geral, o tempo cirúrgico é menor. Objetivos: Descrever nossa experiência na realização da blefaroplastia a laser mostrando suas vantagens em relação à blefaroplastia convencional. Metodologia: No período de julho de 2014 a março de 2015, conduziu-se um estudo descritivo, prospectivo e consecutivo com 15 pacientes, que apresentavam dermatocalásio e desejavam realizar blefaroplastia. Todos os pacientes realizaram exames pré-operatórios de rotina e assinaram o termo de consentimento livre. Todas as pacientes foram operadas pelo mesmo cirurgião. Realizada marcação cirúrgica convencional e anestesia, utilização de protetores de aço inox para proteção ocular. Utilizou-se para a blefaroplastia: o laser de CO2 fracionado Smartxide da Deka no modo CW com potência de 08 w. Iniciou-se a cirurgia pela palpebral superior incisando-se a porção superior da marcação, em seguida, incisou-se o sulco palpebral superior e complementou-se com o restante do fuso. O retalho cutâneo foi removido e promoveu-se uma contração do músculo orbicular com o laser na mesma potência, mas de forma desfocada. Incisou-se uma pequena porção do músculo e septo palpebrais na projeção das bolsas palpebrais, removendo-as com o laser. O fechamento foi realizado com nylon 6-0 preto, contínua. Em seguida, realizou-se incisão transconjuntival e remoção das bolsas palpebrais inferiores não sendo necessárias suturas na região. Resultados: A correção do dermatocalásio associado ao “resurfacing” nas pálpebras superiores mostrou resultados bem positivos, visto que houve redução do excedente cutâneo removido cirurgicamente, bem como atenuação das rugas dinâmicas pela ação do laser. Nas pálpebras inferiores, a via transconjuntival, para a remoção do excedente de bolsas associada ao “resurfacing”, melhorou o aspecto desagradável ocasionado pela protrusão das bolsas herniadas bem como as rugas em “pés de galinha”, tão comuns e inconvenientes em região periorbitária. Conclusão: É um método seguro, efetivo e superior à cirurgia convencional.
A-10 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
1. Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara. 2. Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara; UNIFOR. 3. UNIFOR. 4. UNIMED Fortaleza. 5. Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar. Introdução: A escala de alerta precoce MEWS (“Modified Early Warning Score”) funciona para o reconhecimento imediato e manejo precoce de indivíduos com risco de se tornarem criticamente doentes ou que já estão nessa condição. É baseada em um sistema de atribuição de pontos (escores) aos parâmetros vitais, sendo a sua principal finalidade a identificação precoce do risco de deterioração do paciente. Objetivos: Traçar o perfil epidemiológico, apresentar os escores encontrados utilizando a escala de Mews e a conduta adotada em um grupo de pacientes internados na enfermaria de um hospital de referência em Fortaleza, Ceará. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, com base nos dados coletados a partir de Planilhas de Controle de Acionamento do Time de Resposta Rápida de um hospital secundário de referência no estado do Ceará, durante os meses de agosto a setembro de 2014. Foram incluídos no estudo todos os pacientes internados em uma das unidades clínicas para os quais foi acionado o time de resposta rápida com base na escala MEWS, que é baseada nos sinais vitais do paciente, sendo que quanto pior forem os sinais vitais maior o escore. Escore > 4 indica que o paciente requer maiores cuidados, com possível necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Os dados foram analisados segundo estatística descritiva através do programa SPSS versão 20. Resultados: Foram incluídos no estudo 97 pacientes, com média de idade de 63 ± 19 anos, sendo 60% do sexo feminino. As principais causas de internação foram: neoplasias (25.7%) e doenças infecciosas (24.7%). Os motivos do acionamento do time de resposta rápida foram alterações em: frequência respiratória (45.3%), níveis pressóricos (30%), nível de consciência (13.4%), temperatura corporal (7.2%) e frequência cardíaca (4.1%). A maioria dos pacientes tinha escore MEWS de 1 (56.7%), seguido de 2 (24.7%), 3 (13.4%), 4 (4.2%) e 7 (1%). A grande maioria dos pacientes (82.47%) foi atendida de forma imediata pelo TRR, e o tempo médio de chegada da equipe para avaliação do paciente foi de 8 ± 4.15 minutos, sendo o tempo máximo de 17 minutos. Durante a reavaliação dos pacientes, a maioria evoluiu com estabilização do quadro (42.2%). Foram observados apenas 4 óbitos (4.1%), sendo todos em pacientes que estavam sob cuidados paliativos. Conclusões: A escala MEWS demonstrou ser uma ferramenta útil para a identificação de pacientes internados que poderão apresentar complicações e, consequentemente, necessitarão de cuidados intensivos. A identificação precoce destes pacientes é importante para a adoção de medidas de suporte mais adequados que visem à estabilização dos pacientes, o que poderá ter impacto na redução da mortalidade e na necessidade de transferência para UTI. A-11 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A Importância da Atuação Fonoaudiológica na Reabilitação de Pacientes Idosos com Repercussões Hemodinâmicas das Técnicas Vibrocompressão e Compressão/ Descompressão em Pacientes Intubados sob Ventilação Mecânica Disfagia: Revisão de Literatura 1
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Bruno Memória Rodrigues Okubo , Márcia Cardinalle Correia Viana .
1. Unimed Lar.
1. Universidade Federal do Ceará. 2. Centro Universitário Unichristus.
Introdução: A atuação do profissional fonoaudiólogo em instituição hospitalar vem se aprimorando a cada dia. As condutas diferem muito, dependendo do local de atendimento, seja este realizado em ambulatório, à beira do leito ou em domicílio. A assistência ao idoso tem sido campo de atuação fonoaudiológica, na avaliação e tratamento dos distúrbios e sintomas inerentes ao processo de envelhecimento e senilidade no tocante à ingesta alimentar. Objetivo: Fundamentar a prática fonoaudiológica segura no controle da disfagia comprovando a importância da atuação fonoaudiológica em pacientes idosos com disfagia, enfatizando a importância das técnicas de reabilitação e quão é fundamental o acompanhamento e a participação da família para o sucesso da reabilitação. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada nas bases de dados SciELO (Scientific Eletronic Libraty online), Lilacs (biblioteca virtual de revistas científicas, literatura Latino-Americana e do Caribe em ciências da saúde) e Medline (Medical Literature Analysis) usando os seguintes descritores: “idoso'', ''disfagia'', “reabilitação”. Resultados: A assistência ao idoso tanto em fase hospitalar, quanto no seu domicilio ou clínicas, tem sido campo da atuação fonoaudiológica, na avaliação e tratamento da disfagia. Além do contato paciente/família, a fonoaudiologia também atua nos aspectos relacionados à alimentação, a linguagem, voz e audição. O processo de deglutição consiste de atividade neuromuscular complexa, que é iniciada conscientemente no adulto e envolve quatro fases: antecipatória/preparatória, oral, faríngea e esofágica. Conclusão: Os artigos relacionados para o presente estudo mostraram consenso no que se refere à importância da atuação do profissional fonoaudiólogo em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), hospitais e clinicas para a reabilitação de pacientes idosos que apresentam dificuldades na ingesta alimentar, além de apontar para a importância do profissional fonoaudiólogo em serviços de Home Care.
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Luciana Picanço Pereira , Jercyane de Jesus Ximenes .
Introdução: As técnicas vibrocompressão e compressão/ descompressão são utilizadas pelos Fisioterapeutas para fins desobstrutivos e reexpansivos respectivamente. São muito utilizadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) como forma de tratamento e prevenção de afecções pulmonares. Objetivo: Avaliar as repercussões hemodinâmicas com o uso das técnicas vibrocompressão e compressão/ descompressão em pacientes intubados sob ventilação mecânica invasiva. Metodologia: Pesquisa quantitativa, prospectiva, intervencionista e observacional, com pacientes com idade superior a dezoito anos de ambos os sexos, que estivessem intubados, submetidos à ventilação mecânica, hemodinamicamente estáveis e em sincronia com o ventilador mecânico. As variáveis analisadas foram: pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial media (PAM), frequência cardíaca (FC), e saturação periférica de oxigênio (SpO2). Foram coletadas em três momentos distintos: antes do início do atendimento (T0), no quinto minuto de utilização da técnica (T1) e após a finalização de todo atendimento, correspondente ao décimo minuto da utilização do recurso (T2). Para análise estatística, utilizou-se o Software estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Science) versão 17.0. As variáveis foram descritas pela média e desvio padrão. Os três momentos de intervenção foram comparados através do teste t student para amostras emparelhadas. Foram observadas significâncias estatísticas com valor de p ≤ 0.05. Resultados: Cinquenta pacientes fizeram parte da amostra. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, com exceção da FC, entre o T0 e T1 (0.041) e T1 e T2 (0.038), em relação à técnica compressão/ descompressão. Entretanto, acredita-se que, clinicamente não houve repercussões importantes de caráter negativo. Conclusão: As técnicas vibrocompressão e compressão/ descompressão não obtiveram repercussões clínicas significantes. Contudo, na técnica de compressão/ descompressão houve significância estatística em relação à FC. Não foi possível observar alterações estatisticamente significantes nas variáveis PAS, PAD e PAM, evidenciando a segurança da técnica aplicada.
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-13 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-12 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Fatores Relacionados ao Abandono do Tratamento da Tuberculose Pulmonar 1
Avaliação do Déficit Muscular Respiratório em Pacientes Idosos Portadores de Anemia – Estudo Comparativo Entre Síndromes Mielodisplásicas e Anemias não-Clonais
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Bruno Memória Rodrigues Okubo , Márcia Cardinalle Correia Viana . Bruno Memória Rodrigues Okubo1, Márcia Cardinalle Correia Viana2. 1. Universidade Federal do Ceará. 2. Centro Universitário Unichristus.
1. Universidade Federal do Ceará. 2. Centro Universitário Unichristus.
Introdução: A Tuberculose é uma doença infecto contagiosa causada pelo Mycobacterium Tuberculosis. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a 14ª posição em casos notificados, sendo uns dos mais graves problemas de saúde pública. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são ferramentas importantes para o seu controle. No entanto, o abandono do tratamento tem sido um dos principais obstáculos para a cura da doença. Objetivo: Analisar os principais fatores relacionados ao abandono do tratamento da tuberculose pulmonar no Brasil. Metodologia: Estudo de revisão bibliográfica. A busca foi realizada em todas as bases eletrônicas do banco de dados da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) a procura de textos publicados no período de 2015 a 2017, que retratavam sobre o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar. Dos 42 textos encontrados, foram eleitos para a análise aqueles que descreviam o abandono do tratamento em texto completo. Ao todo, 31 artigos foram analisados. Resultados: Os principais fatores relacionados ao abandono do tratamento foram a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a baixa condição socioeconômica, a coinfecção HIV/ TB, os efeitos adversos ao medicamento. Conclusão: O abandono do tratamento da tuberculose está relacionado a vários fatores preocupantes para a saúde pública com implicações sociais e epidemiológicas que repercutem em aumento nos casos de TB multiresitente e aumento de custos para os serviços de saúde. Dessa forma, é necessário um maior engajamento dos setores públicos de saúde para o controle da doença.
Introdução: O processo de envelhecimento está associado ao declínio gradual no desempenho do sistema respiratório. A anemia é altamente prevalente entre idosos e usualmente associada a resultados adversos. As síndromes mielodisplásicas (SMD) são um grupo heterogêneo de doenças hematológicas caracterizadas por anemia e outras citopenias. Objetivo: Avaliar a força muscular respiratória e a função pulmonar em pacientes idosos com anemia e comparar os dados entre portadores de síndromes mielodisplásicas e anemias não-clonais. Metodologia: Participaram do estudo indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos portadores de anemia secundária à SMD, anemia não-clonal e idosos saudáveis. O volume expiratório forçado em 1 segundo (VEF1), capacidade vital forçada (CVF), e VEF1 / CVF foram medidos por espirometria. A força muscular respiratória foi avaliada pela medição das pressões respiratórias estáticas máximas. Resultados: A concentração de Hb média foi comparável entre pacientes com anemia. Foram detectadas diferenças significativas entre os pacientes com anemia e controles para a pressão inspiratória máxima (PImax), e pressão expiratória máxima (PEmax). O grupo portador de SMD registrou valores significativamente menores para PImáx e PEmáx em percentuais do previsto quando comparado ao grupo anemia não clonal. Para CVF e VEF1, uma diferença significativa foi encontrada em pacientes anêmicos, com valores ainda mais baixos no grupo SMD. Diferenças significativas para PImáx e PEmáx ou parâmetros de espirometria quando os pacientes anêmicos foram estratificados de acordo com o grau de anemia, não foram detectadas. Um impacto negativo de anemia foi demonstrado para a força muscular respiratória e função pulmonar em especial em portadores de SMD. Conclusão: A presença de níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias e a resposta inflamatória prolongada e aberrante em pacientes com SMD são postuladas como possíveis fatores envolvidos na significativa redução da função pulmonar nesses pacientes.
A-14 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-15 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A Psicoeducação, para a Prevenção do Suicídio, com os Profissionais de Saúde de um Hospital Geral de Fortaleza
Utilização da Bandagem Elástica na Síndrome de Charge: Relato de Caso Clínico 1
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Nicia dos Santos Fontes , Hassan Kelvin Feitosa Evangelista , Joselito de Oliveira Neto . 1
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Maisse Leôncio Catunda , Roberta Maria Fernandes Cavalcante . 1. Funcionários da UnimedLar do Hospital Regional UNIMED Fortaleza. 1. UNIFOR. Introdução: A Síndrome de Charge é um conjunto específico de malformações congênitas, extremamente complexa, envolvendo dificuldades médicas e físicas que diferem de uma criança para outra. Descrição do caso clínico: Paciente M.L.B.S, 6 anos de idade, apresenta Síndrome de Charge, diagnosticando o mesmo em 29/07/2015. Encontrava-se com atraso do crescimento e desenvolvimento, anomalia dos pavilhões auriculares (surdez unilateral e perda auditiva moderada à direita), coloboma ocular bilateral, cardiopatia, atresia de coanas e hipoplasia dos genitais. Não apresentava intenção comunicativa, dieta exclusiva via gastrostomia devido à disfagia orofaríngea grave. Refluxo nasal de saliva, sialorreia constante. Apresentava-se muito arredia a qualquer toque devido à alteração do sistema proprioceptivo. Não deixava realizar higiene oral. Demostrava muito choro a qualquer aproximação de profissionais da área da saúde, devido a vários traumas de inúmeros internamentos. Na ausculta Pulmonar evidenciou-se roncos difusos bilaterais. Realizou atendimento fonoaudiológico cinco vezes na semana com duração de 40 a 60 minutos de terapia. Inicialmente os atendimentos durante os primeiros 15 dias foram de observação para atrair a confiança da criança. Em seguida, utilizou-se a bandagem elástica em suas mãos, onde as primeiras respostas foram em forma de muito pânico. A criança chegava a retirar a bandagem diariamente, mas sempre nas próximas sessões eram recolocadas. Na terceira semana iniciamos a utilização da bandagem elástica na face, como o intuito de reorganização do sistema proprioceptivo facial e consequentemente corporal. Em conjunto com a técnica de utilização da bandagem elástica adaptamos dieta por via oral, sem volume com o intuito de promover funcionalidade de deglutição de saliva e, por conseguinte, do próprio alimento adaptado ao caso. Após 03 meses, já estava demonstrando intenção comunicativa, o refluxo nasal não persistiu, deglutição eficiente para saliva, treino gustativo com volume de 60 ml espessado, de forma rotineira e segura. Aceitação de equoterapia, frequência escolar em três dias na semana, melhor convívio social, ausência de choro, tolerância ao toque, ausculta pulmonar normal, há quase dois anos sem nenhum processo de internação. Aceitou o uso dos óculos, aparelho auditivo, sapatos e boné. Discussão: A utilização da bandagem elástica de forma eficiente promove uma série de benefícios ao paciente quando utilizada de forma correta e objetiva. A reorganização do sistema proprioceptivo enquanto regulador corporal é de imensa importância na conscientização corporal de uma criança, gerando assim uma série de melhorias, a partir do controle corporal, em especial, a região cervical, principalmente objetivando-se a deglutição de forma eficiente e funcional. A educação permanente dos profissionais assim como a maior divulgação da Síndrome de Charge entre a equipe multiprofissional é de extrema importância.
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Introdução: O suicídio constitui uma importante questão de saúde pública no mundo inteiro. Sabe-se que a cada ano, para cada suicídio existem muitas tentativas que não resultam na morte propriamente dita e que saem despercebidas pela sociedade. Compreendendo que as tentativas de suicídio e o suicídio atingem inúmeras pessoas, e não apenas elas, mas suas famílias e amigos, deve-se considerar o fato de que a sociedade sofre diariamente prejuízos no âmbito físico, corporativo, econômico, emocional e psicológico. Objetivo: Relatar a experiência de um estágio desenvolvido em um hospital geral de Fortaleza, que possui o enfoque no tema suicídio, diante do crescente número de tal ato e a grande demanda para preveni-lo. Metodologia: Através da psicoeducação no tema suicídio foi abordada a equipe multidisciplinar do hospital objetivando a prevenção, o olhar atento, a escuta ativa e a humanização no manejo com os pacientes, priorizando o cuidado e segurança dos clientes e colaboradores. Além disso, também objetivou propiciar informações sobre o tema, a fim de promover maior conhecimento e clareza sobre o assunto em questão; capacitar os profissionais de saúde a fim de tornarem-se multiplicadores da prevenção do suicídio; possibilitar aos colaboradores um espaço para reflexão a partir das dúvidas e inquietações; preparar a equipe multidisciplinar para identificar possíveis ideações suicidas, através de um olhar atento e uma escuta ativa, objetivando prevenir o suicídio. A proposta utilizada se caracteriza por uma metodologia que leve a discussão e reflexão acerca do tema, favorecendo um espaço de trocas e retiradas de dúvidas. A unidade contemplada foi a que localiza-se o quarto para pacientes suicidas. Os encontros aconteciam uma vez por semana, não possuindo um dia específico, pois depende da disponibilidade da equipe. As atividades desenvolvidas consistiam na utilização de jogos, figuras, cartilhas e contavam com uma carga horária de duas horas por encontro. Resultados: Foram discutidos vários temas sobre suicídio no enfoque da prevenção e do manejo com pacientes que tentaram suicídio. Foi evidenciado durante o trabalho desenvolvido que discutir o tema suicídio no âmbito hospitalar é fundamental, visto que esse número de pacientes tem crescido bastante nos últimos anos e percebe-se que a equipe de saúde precisa estar melhor preparada para atuar com esses sujeitos. Foi observado que as dificuldades, inquietações, dúvidas e tabus que são gerados no profissional de saúde diante do paciente suicida necessitam ser acolhidas, esclarecidas e desmitificadas. Conclusão: Educar as pessoas sobre o suicídio pode ajudar a alertar as comunidades para os sinais de aviso, a dissipar os mitos, bem como a oferecer esperança a aqueles que são potencialmente suicidas e que necessitam de repensar as suas opções.
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-16 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Perfusão Ex-vivo na Preservação de Enxerto Hepático: Uma Revisão Integrativa 1
A-17 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Aplicação do Team-Based Learning (TBL) em uma Disciplina do Curso de Graduação em Enfermagem
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Samuel Roque Alves , Ana Carolina Feitosa Ferreira . Heloísa Sobreira Camilo Teles de Menezes1, Francisco José do Nascimento Júnior2, Francisca Fernanda Alves Pinheiro2, Amanda Cordeiro de Oliveira Carvalho3.
1. UECE. Introdução: Desde 1963, ano do primeiro transplante hepático bem-sucedido em humanos, observa-se uma demanda crescente por órgãos viáveis e um desequilíbrio global entre a oferta e a procura para o transplante de fígado. Têm sido estudadas estratégias para aumentar o número de enxertos disponíveis como a utilização de órgãos marginais ou critérios-expandidos. É notório o sucesso obtido no desenvolvimento de novas técnicas, que utilizam estratégias para evitar os danos causados pela isquemia. Por exemplo: o resfriamento do órgão com o uso de soluções de preservação, minimizando a atividade enzimática e a depleção do substrato energético, a exemplo das máquinas de perfusão ex-vivo, em suas várias conformações, já bastante utilizadas no transplante renal. Objetivos: Evidenciar a técnica de perfusão ex-vivo na preservação de órgãos para o transplante hepático. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, utilizando as bases de dados PubMed, com os descritores “ex-vivo liver perfusion”, “exvivo perfusion”, “isolated perfused liver”. Os artigos encontrados foram selecionados com base no resumo, levando em conta a proximidade com o tema e a relevância do estudo. Resultados: A técnica de perfusão ex-vivo é ampla e envolve um espectro de técnicas que têm o mecanismo de perfusão como seu denominador comum. A configuração das máquinas de perfusão possui basicamente três parâmetros: a duração de aplicação, a pressão e a temperatura de perfusão. A perfusão hipotérmica, variando de 0º a 4ºC, promove fornecimento de oxigênio e remoção de resíduos. Entretanto, oferece pouca proteção aos enxertos de doadores de critério-expandidos, resultando em possível lesão de reperfusão e disfunção do enxerto; o órgão acondicionado à hipotermia sofre lesão em quatro períodos consecutivos: antes da recuperação (isquemia quente), durante a isquemia de armazenamento aguda, durante o reaquecimento isquêmico (isquemia quente) e na reperfusão. Pesquisas demonstram que o fígado é sensível aos efeitos do resfriamento e da reperfusão. Experimentalmente, tem-se observado que a preservação a frio altera a função endotelial e os sistemas enzimáticos. A perfusão normotérmica mantém o órgão próximo a 37ºC; a perfusão é dupla e ocorre através da artéria hepática e da veia porta em um circuito fechado que oferece suprimento de nutrientes e oxigênio. A atividade metabólica preservada pela normotermia evitaria danos ao enxerto e a possibilidade de avaliar as condições fisiológicas do fígado, de avaliação bioquímica, fluxo sanguíneo e produção de bile antes do transplante. Conclusão: A perfusão ex-vivo do fígado é uma técnica em desenvolvimento, ainda pouco explorada no contexto clínico, útil na recuperação de enxertos critério-expandidos e na preservação prolongada e de melhor qualidade, essencial para aumentar o número de órgãos disponíveis, reduzindo o tempo de espera na lista de transplante e a mortalidade de pacientes com insuficiência hepática grave.
A-18 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
1. UNIFOR. 2. Unimed Fortaleza. 3. Universidade Regional do Cariri-URCA. Introdução: O uso de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem em cursos da área da saúde vem sendo discutido desde a década de 1960 no cenário educacional. Com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), após os anos 2000, para cursos superiores na área da saúde, um novo caminho para a formação profissional dos discentes foi traçado, com a utilização de metodologias ativas de ensino, que estimulem habilidades de autodesenvolvimento, autonomia, pensamento crítico e aprendizagem permanente e formem profissionais com autonomia e discernimento para garantir a integralidade da atenção à saúde, além de uma boa qualidade e da humanização do serviço prestado a sociedade. Assim, pode-se considerar que as metodologias ativas estimulam os discentes a participarem de forma ativa na construção do conhecimento, tornando o aluno protagonista do seu processo de ensinoaprendizagem. Objetivo: Relatar os benefícios observados por uma mestranda em Ciências Médicas na aplicação de uma metodologia ativa de ensino e aprendizagem do tipo TBL (Team-Based Learning), em uma disciplina do curso de graduação em enfermagem. Metodologia: Trata-se do relato dos benefícios observados durante a aplicação do método TBL em uma turma do curso de enfermagem de uma universidade em Fortaleza-CE. Resultados: Com a aplicação do TBL, o processo de aprendizagem dos alunos ocorreu de forma mais dinâmica e foi observado uma forte interação e motivação por parte dos estudantes, além do estímulo do trabalho coletivo, uma vez que esses alunos competiram em equipes. Assim, o ambiente tornou-se mais informal e consequentemente a falta de interesse dos educandos foi mínima. Conclusão: O TBL é um método que pode ser adaptado para a realidade de cada instituição ou conforme necessidade dos inseridos nesse processo de ensino-aprendizagem. O interesse dos discentes envolvidos frente ao método, além do desenvolvimento de algumas habilidades como: pensamento crítico, interação entre alunos, coletividade, segurança ao expor suas ideias e autonomia no seu processo de aprendizagem. Mais uma vez é demonstrado os benefícios oriundo do processo de ensino baseado em metodologia ativa.
A-19 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Vacina Contra o Papilomavírus Humano na Prevenção do Câncer do Colo Uterino: Desenvolvimento, Montagem e Aplicação de Simuladores de Baixo Custo para Análise das Coberturas Vacinais no Estado do Ceará Entre 2014-2016 Treinamento de Procedimentos Clínico-cirúrgicos para Acadêmicos de Medicina 1
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1 2 2 Surama Valena Elarrat Canto , Ana Débora Assis Moura , Ana Karine Borges Carneiro , Carlos Magno Queiroz da Cunha , Giovanni Troiani Neto , Matheus Facó Jesuino Simões , 1 1 2 2 2 Ana Vilma Leite Braga , Teresa Wilma Silva Figueiredo , Elaine Cristina da Silva Alves José Walter Feitosa Gomes , Daniel Souza Lima , Francisco Julimar Correia de Menezes . 2 Bastos . 1. UNIFOR. 2. Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara. 1. Unimed Fortaleza. 2. Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Introdução: A utilização de simuladores na Medicina é relatada desde a década de 60, Introdução: O Papilomavírus humano (HPV) é um vírus transmitido através da relação sendo eficazes tanto no evitamento das questões éticas envolvendo o uso de animais sexual, capaz de infectar a pele e/ou mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de como no treinamento, em ambiente protegido, de estudantes antes do contato HPV, dos quais 40 podem infectar o trato genital. Destes, 12 são de alto risco e podem diretamente com pacientes reais. Atualmente, diversas empresas se especializaram no provocar câncer (oncogênicos). A vacina contra HPV foi implantada no Brasil em março ramo, tornando os modelos comercializados cada vez mais realistas, o que porém, acaba de 2014, com o objetivo de, conjuntamente com as atuais ações para o rastreamento do por encarecer o preço, dificultando sua aplicabilidade no treinamento continuado com câncer do colo do útero, possibilitar nas próximas décadas a prevenção desta doença, que alunos. Objetivo: Descrever os benefícios do desenvolvimento de 10 simuladores de representa hoje a segunda principal causa de morte por neoplasias entre mulheres no baixo custo, para treinamento de procedimentos clínico-cirúrgicos para acadêmicos de Brasil. Objetivo: Descrever a adesão da vacinação contra o HPV no público-alvo do estado Medicina. Metodologia: Durante 2 anos, foram desenvolvidos por uma liga acadêmica de do Ceará em 2014, 2015 e 2016. Metodologia: Pesquisa descritiva, retrospectiva, realizada Cirurgia, simuladores de baixo custo para treinamento prático de 10 procedimentos: por meio da análise das coberturas vacinais do HPV no Estado do Ceará, nos anos de 2014, angiorrafia, tenorrafia, drenagem de abscesso cutâneo, exérese de cisto sebáceo, acesso 2015 e 2016, informadas pelo Sistema de Informação do Programa Nacional de central, dissecção venosa, lavado peritoneal percutâneo e cirúrgico, cricotireoidostomia Imunizações (SI-PNI). Os dados de cobertura vacinal e homogeneidade do ano de 2016 por punção e cirúrgica. O material utilizado foi de baixo custo, como manequim foram calculados pelo número de doses aplicadas na faixa etária de 9 anos, idade comerciais, folhas de etil vinil acetato (EVA) para simulação da pele, espuma de estofado preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) para essa vacinação. Resultados: A meta para subcutâneo, folha plástica maleável para aponeurose, tubo de eletricidade para preconizada pelo MS, de cobertura vacinal para a vacina contra o HPV é de 80%. A traqueia, entre outros materiais. Antes da utilização dos simuladores por acadêmicos de vacinação contra o HPV apresentou uma cobertura vacinal na 1ª dose da vacina, nos anos Medicina, os simuladores eram testados por 3 cirurgiões docentes de um curso de de 2014, 2015 e 2016, de 110.6, 74.8 e 57.3%, respectivamente. Com relação à 2ª dose, nos Medicina de Fortaleza. Após treinamento prático, os alunos respondia um questionário anos de 2014, 2015 e 2016, as coberturas vacinais foram de 69.6, 50.8 e 21.4%. A de percepção sobre os modelos utilizados em relação a sua semelhança e utilização para homogeneidade do estado no ano de 2014 foi de 92.9% para a 1ª dose, e 54.3% para a 2ª cursos com acadêmicos de Medicina. Os modelos utilizados para a realização dos dose. No ano de 2015 foi de 50.5% para a 1ª dose, e 15.7% para a 2ª dose. E no ano de 2016 foi questionários têm aprovação no comitê de ética da referida instituição e os dados foram de 9.2% para a 1ª dose e 1.0% para a 2ª dose. Conclusões: Pode-se verificar que o alcance analisados através do programa SPSS versão 22. Resultados: Excetuando os modelos de das coberturas vacinais no estado se deu apenas na primeira dose da vacina contra o HPV, drenagem de abscesso cutâneo e de exérese de cisto sebáceo que não são no ano de 2014, período de sua implantação. Esse número deveu-se, principalmente, à comercializáveis por empresas, a implantação dos simuladores de baixo custo gerou uma estratégia utilizada pelo estado com a aplicação da vacina nas escolas, local em que o economia de cerca 2000% no orçamento em comparação a modelos do mercado. O custo público alvo é encontrado com maior facilidade. Acredita-se que a baixa adesão à material para o desenvolvimento dos modelos variaram de 50 centavos (modelo vacinação posteriormente deveu-se à divulgação na mídia de possíveis eventos adversos descartável de drenagem de abscesso cutâneo) a 35 reais (modelo reutilizável de ocasionados pela vacina contra HPV, porém sem nenhuma comprovação. Verifica-se que dissecção venosa). Dos simuladores utilizados em treinamentos para acadêmicos de o estado do Ceará teve uma experiência exitosa com a implantação da vacina contra HPV, Medicina, o modelo que obteve menor avaliação pelos alunos, recebeu 92.5% (p < 0.05) de mas isso não foi o suficiente. Deverá ser dada continuidade na busca ao alcance das metas aprovação em relação à semelhança do material, e 97.5% (p < 0.05) em relação à utilização tanto na 1ª como na 2ª doses dessa vacina, para que se consiga excelência nas coberturas dele para treinamentos por acadêmicos de Medicina. Conclusões: É possível desenvolver simuladores de baixo custo para treinamento de procedimentos cirúrgicos de maneira vacinais no Estado do Ceará. fidedigna e reprodutível, sendo bem aceitos por acadêmicos de Medicina.
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-20 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-21 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Perfil e Classificação do Padrão de Resistência Bacteriana de uma Operadora de Planos de Avaliação Farmacoeconômica do Uso de Equinocandinas por Meio de um Programa de Saúde de Fortaleza/CE Gestão Clinica de Controle de Antimicrobianos 1 1 1 Vicente de Souza Lima Neto1, Danusio Pinheiro Sartori1, Igor Monteiro Albuquerque1, João Victor Souza Oliveira , Igor Monteiro Albuquerque , Jéssica Ferreira Romero , Ana 1 1 Andre de Jesus Roldan Viana1, Antonio Nilson Mendes dos Santos Junior1, Ernani Patrícia Lima França , Andre de Jesus Roldan Viana , Antonio Nilson Mendes dos Santos Junior1. Ximenes Rodrigues1.
1. UNIMED Fortaleza.
1. UNIMED Fortaleza.
Introdução: A múltipla resistência a antimicrobianos (ATM) é uma preocupação de saúde mundial, pois causa uma série de complicações para a comunidade e instituições de saúde. O padrão de resistência e sua classificação passaram, durante os anos, por várias modificações. O Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (CDEP) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em conjunto, formularam uma proposta de normalização internacional das resistências adquiridas aos ATM. Essa proposta gerou a classificação então conhecida como multidrug-resistant (MDR), extensively drugresistant (XDR) e pandrug-resistant (PDR). Objetivo: Analisar o perfil de resistência, de acordo com a proposta do CDEP e CDC, dos micro-organismos causadores de infecção e internação de pacientes de uma Operadora de Planos de Saúde (OPS) localizada em Fortaleza/CE, Brasil, durante o período de 2009 a 2016. Metodologia: Foram inseridas culturas, provenientes de oito hospitais credenciados a OPS, desses micro-organismos em um banco de dados informatizado gerenciado pelo serviço de Auditoria e Assistência Farmacêutica da OPS. Essas culturas foram organizadas e os micro-organismos classificados em MDR, XDR e PDR de acordo com as diretrizes publicadas pelo CDEP e CDC. Assim, os grupos testados foram Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter spp, Enterobacteriacea, Enterococcus spp e Staphylococcus aureus. Resultados: Foram coletadas informações de 6771 culturas. Identificou-se 34 espécies e a maioria pertenceu, naturalmente, ao grupo Enterobacteriacea, sendo este responsável por 54.79% (n = 3.710) de todas as culturas analisadas. Desse grupo, a Klebsiella pneumoniae foi o patógeno mais incidente com 21.62% (n = 1.464) do total, seguida da Escherichia coli que ocupou 15.82% (n = 1.071). A Pseudomonas aeruginosa foi à espécie mais identificada, sendo responsável por 31.15% (n = 2.109) do todo de culturas. Quanto ao padrão de resistência, mais da metade, 54.53% (n = 3.962), das culturas identificadas foram classificadas como MDR e 8.63% (n = 584) como XDR. A P. aeruginosa foi responsável por 95.38% (n = 557) dos isolados XDR e nos grupos Enterobacteriacea e Enterococcus spp não foram identificados este padrão de resistência. Dentre as bactérias MDR, a Klebsiella pneumoniae foi a mais isolada (76.02%; n = 1113), contribuindo para o grupo Enterobacteriacea liderar, com 69.12% (n = 2.552), esta classificação. Nenhum grupo foi classificado com PDR. Conclusão: A uniformização das informações proposta pelo CDEP e CDC é importante para estudos comparados e para facilitar a reprodutibilidade. Acreditamos que o número de bactérias MDR, XDR e PDR seja maior, pois, por falhas técnicas, não foram testados todos os ATM listados. A P. aeruginosa é um espécime de grande destaque nas infecções, tanto por liderar o número de isolados quanto pela grande incidência de padrão XDR. Com esse tipo de estudo, pode-se identificar qual o arquétipo das infecções e ajudar a OPS a definir estratégias relevantes para combatê-las.
Introdução: O Programa de Gestão Clínica de Controle de Antimicrobianos (Stewardship) visa a otimização farmacoterapêutica, e secundariamente, redução da resistência microbiana e dos custos. A mais recente classe de antifúngicos de amplo espectro é a das Equinocandinas, compostas por: Caspofungina, Anidulafungina e Micafungina. Entre elas, na prática clínica, a eficácia e segurança são consideradas idênticas, exceto quando utilizada em pacientes com neutropenia febril, nesses pacientes a Caspofungina ainda é a droga de escolha. Objetivo: Delinear o perfil de utilização de antifúngicos da classe Equinocandina e analisar farmacoeconomicamente, por custo-minimização, o uso de Caspofungina, Micafungina e Anidulafungina em pacientes hospitalizados. Metodologia: Foi analisado o perfil da terapia com Equinocandinas, de janeiro a dezembro de 2016, em 3 hospitais privados conveniados a uma Operadora de Planos de Saúde (OPS) de Fortaleza, constatando 20 pacientes em uso de Anidulafungina, 1 paciente em uso de Caspofungina e 20 pacientes em uso de Micafungina, considerando que os 41 esquemas terapêuticos foram entre 10-14 dias e desconsiderando o uso em neutropênicos febris. Para a análise de custo adotou-se a modelagem farmacoeconômica de custo-minimização, sob a perspectiva da operadora em questão. O estudo foi dividido em situação real, onde foram analisados os tratamentos utilizados pelos pacientes acompanhados e em três situações hipotéticas comparativas: Situação 1, Caspofungina 70 mg uma vez ao dia no primeiro dia de tratamento (D1) e 50 mg uma vez ao dia até o término do tratamento; Situação 2, Anidulafungina com dose de ataque de 200 mg e 100mg uma vez ao dia no decorrer do tratamento; e Situação 3, Micafungina 100 mg uma vez ao dia por todo o período de tratamento. Para as situações hipotéticas foi adotado o mesmo tempo de tratamento da situação real. Na mensuração dos custos, foi adotado o preço de fábrica (PF), de acordo com a CMED-ANVISA, considerando ICMS de 17% (CE). Resultados: Na situação real, o custo total com esquemas envolvendo as Equinocandinas foi de R$ 254.169,37. Na situação hipotética 1, o custo do tratamento seria de R$ 1.885.830,59; na situação hipotética 2, o custo seria de R$ 265.061,34; e na situação 3, R$ 173.962,50. Assim, o uso de Caspofungina (situação hipotética 1) em todos os pacientes proporcionaria um custo adicional de R$ 1.631.661,22 (641.95%) em relação a situação real; o uso de Anidulafungina (situação hipotética 2) proporcionaria um custo adcional de R$ 10.891,97 (4.3%); enquanto que, o tratamento de todos os pacientes com Micafungina (situação hipotética 3) proporcionaria uma economia de R$ 80.206,87 (31.55%). Conclusão: Entre as Equinocandinas, o uso de Micafungina em pacientes não neutropênicos febris parece ser economicamente atraente sob a perspectiva da OPS, quando comparado com o uso de Anidulafungina e, principalmente, com o uso de Caspofungina.
A-22 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-23 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA Indicadores de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde de um Serviço de Assistência Domiciliar da Cidade de Fortaleza
Análise da Vancocinemia em Hospitais de Fortaleza 1
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Danusio Pinheiro Sartori , Antônio Nilson Mendes dos Santos Junior , Ernani Ximenes 1 1 1 1 1 Rodrigues , André de Jesus Roldan Viana , Francisca Mylena Melgaço Nunes , João Victor Antonio Romário Mendes da Silva , Ulyana Belém de Oliveira , Cristiano Walter Moraes 1 Rola Junior1. Souza Oliveira .
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1. Diretoria de Provimento e Saúde, Unimed Fortaleza.
1. UNIMED Fortaleza.
Introdução: A resistência antimicrobiana é um grave problema de saúde pública a nível mundial que ameaça a medicina moderna. O uso indevido e excessivo de antimicrobianos (ATM) está acelerando este processo e os programas de gestão de antibióticos, que buscam melhorar a qualidade da prescrição e reduzir a duração do seu uso, estão tendo um interesse considerável por adaptar a terapia às necessidades individuais dos pacientes. A vancomicina aparece como o antibiótico mais usado no tratamento de infecções por Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA), e o seu nível sérico adequado está associado a menor taxa de falência terapêutica, menor risco do desenvolvimento de resistência bacteriana e de toxicidade. Por isso, a Operadora de Planos de Saúde (OPS) incorporou o exame que mensura o nível sérico de Vancomicina, a fim de garantir a efetividade desse antibiótico. Objetivos: Avaliar a utilização da dosagem sérica de Vancomicina (Vancocinemia), e sua relação com o tempo de tratamento deste antibiótico, em pacientes hospitalizados. Metodologia: Estudo retrospectivo realizado com o banco de dados da OPS, que constam a utilização de Vancomicina e os resultados da vancocinemia realizados em 2016. Pacientes com mais de um esquema com vancomicina, com indicação de tempo de tratamento prolongado (ex.: endocardite, osteomielite), com menos de três dias de tratamento e uso de vancomicina por via oral, foram excluídos da análise. Resultados: Foram analisados 221 pacientes em uso de vancomicina, sendo solicitado a vancocinemia em 10.4% (n = 23). A concentração sérica de vancomicina estava dentro do nível terapêutico (15-20 mcg/dL) em 7% (n = 3) do total de exames realizados e em 13% (n = 3), ao analisarmos somente a primeira dosagem. O exame foi solicitado uma única vez em 39.1% (n = 9) e o resultado entre 15 a 20 mcg/dL estava presente em 33.3% (n = 3). A média de duração do tratamento com a vancomicina foi de 11.07 dias; em pacientes que realizaram a dosagem sérica esta média foi de 10.91 (± 0.6739) e sem a dosagem a média foi de 11,10 (± 0.3626), não existindo, portanto, diferença significativa entre as médias (p = 0.8668). Conclusões: A dosagem de vancomicina foi solicitada em poucos pacientes e, em sua maioria, a dose inicial do antibiótico não atingiu o nível desejado, sendo que novas solicitações para o acompanhamento não foram realizadas. Diante do exposto, deve-se incentivar a solicitação deste exame em pacientes críticos, a fim de ajustar a dose do fármaco para que fique no nível terapêutico desejado e evitar, assim, a falha terapêutica e substituição precoce da vancomicina, além de proporcionar maior segurança na utilização deste antibiótico.
Introdução: Atualmente, as ações para controle de infecção são norteadas pela Portaria nº 2.616/1998 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Menegueti et al. (2015) relatam que o uso de indicadores possibilita identificar as ações de prevenção e controle de infecções hospitalares, entretanto, ainda existe um grande hiato entre a prática e as recomendações. Os atuais modelos são direcionados apenas para a prática hospitalar, não contemplando a realidade da assistência domiciliar. A partir deste ponto, surgiu o seguinte questionamento: Os indicadores de infecção de um serviço de assistência domiciliar obtidos, segundo os critérios da ANVISA, satisfazem a necessidade do serviço? Objetivo: Analisar os indicadores de infecção relacionada à assistência à saúde de um serviço de assistência domiciliar. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quali-quantitativa. O local do estudo foi um serviço de assistência domiciliar, pertencente a uma empresa de saúde suplementar da cidade de Fortaleza. O estudo foi desenvolvido a partir dos dados epidemiológicos do Serviço de Controle de Infecção Domiciliar da instituição. A população do estudo foi composta por pacientes adultos e pediátricos acompanhados ao longo de 2016, que utilizavam ventilação mecânica (VM) contínua e/ou cateter venoso central (CVC). A amostra do estudo foi composta a partir das infecções do trato respiratório inferior associadas à ventilação (PAV) e as infecções de corrente sanguínea laboratorialmente confirmadas (ICSLC), associadas ao CVC. Os dados obtidos foram agrupados para melhor compreensão dos resultados da pesquisa. Resultados: As PAV em adultos tiveram média anual de 950.8 pacientes-dia em VM. A densidade de PAV foi de 2.7. Na pediatria, a média foi de 399.9 pacientes-dia em VM e a densidade também em 2.7. As ICSLC em adultos apresentaram uma média de 303.6 cateteres-dia com densidade de 1.02. A média de cateteres-dia foi de 45, entretanto não houve registros de infecção ao longo do ano, logo a densidade foi zero. Esses resultados mostraram-se relativamente inferiores, se comparados ao ambiente hospitalar, uma vez que existem muitos fatores que corroboram para isso, como a ausência de critérios de evidenciação de infecção para a assistência domiciliar. O modelo atual, aplicado na prática assistencial domiciliar, usa as recomendações para ambientes hospitalares. Os diagnósticos de PAV e ICSLC exigem, respectivamente, exames de imagem e laboratoriais para haver notificação. Entretanto, questões relacionadas à logística, aos custos e ao quadro clínico do paciente tornam-se obstáculos para notificação. Além disso, a ausência de estudos que sirvam com referencial teórico prejudica a comparação dos dados. Conclusões: Urge a necessidade de elaboração e implementação de protocolos específicos para o controle e prevenção de infecções relacionadas à assistência em ambiente domiciliar, bem como a definição de critérios de notificação exclusivos para esta modalidade de assistência a saúde.
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SESSÃO DE E-POSTER - A ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA A-24 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-25 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Impacto da Mudança de Comportamento Alimentar na Redução de Peso em Grupos Uma Prática Exitosa na Cessação do Tabagismo Através da Intervenção Interdisciplinar em Grupos Operativos de Educação em Saúde Psicoeducativos de Adultos com Sobrepeso e Obesidade Maria Lineuda de Souza Lima1, Inês Claudia Rodrigues Costa1, Mirly Regina da Silva Danúbia Nogueira da Rocha Chaves1, Fábio Fernandes Dantas1, Inês Claudia Rodrigues Oliveira1, Jôse Anne Zafalan Carrijó1, Gleydson Fabricio Freitas1, Fábio Fernandes Dantas1. Costa1, Flávio José Mac Dowel Costa1, Natália Jamille Oliveira Araújo1, Mirly Regina da Silva Oliveira1. 1. UNIMED Fortaleza. 1. UNIMED Fortaleza. Introdução: Segundo pesquisa, o número de obesos no Brasil cresceu 60% em 10 anos. Para impedir que o avanço da obesidade eleve também os índices de prevalência de Introdução: A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica o consumo de produtos doenças crônicas, uma Operadora de Plano de Saúde Suplementar, através do Serviço de de tabaco como um fator de risco à vida, devendo ser controlado com alta prioridade, Medicina Preventiva, desenvolve um programa de prevenção à obesidade e suas constituindo um grave problema de saúde pública, sendo considerado pela OMS a complicações, entre seus beneficiários. Levando em consideração essa realidade, o segunda causa de morte evitável no mundo. No ano de 2025, ocorrerão 10 milhões de serviço de Medicina Preventiva, vem operacionalizando grupos psicoeducativos, para mortes decorrentes do uso do tabaco, caso não haja mudança nas prevalências atuais de beneficiários na faixa etária de 18 a 64 anos, que apresentem sobrepeso e obesidade grau tabagismo. Com o objetivo de contribuir para redução da cessação do tabagismo, bem I (Índice de Massa Corpórea, IMC, entre 26 e 34.9 Kg/m²). Essas intervenções visam como promover a saúde dessa população, a medicina preventiva de uma operadora de proporcionar redução de peso a partir de mudanças de comportamento alimentar e plano de saúde suplementar criou o grupo de cessação do tabagismo, um serviço reeducação nutricional, estímulo à atividade física, fortalecendo o autocuidado, através destinado aos beneficiários tabagistas, que expressam sua vontade em cessar o hábito do suporte informativo, educativo e emocional. As sessões dos grupos acontecem uma tabágico.Trata-se de um grupo operativo, que visa preparar o indivíduo para a cessação vez por semana e o conteúdo programático é desenvolvido em treze sessões, sendo do tabagismo a partir da abordagem comportamental e cognitiva, sendo facilitado por facilitadas por uma equipe multidisciplinar: Nutricionista, Psicólogo, Enfermeiro e uma equipe interdisciplinar composta por médico, assistente social, psicóloga e Fonoaudióloga. Após a conclusão do grupo, o beneficiário passa a ser monitorado por via nutricionista. O grupo possui a seguinte metodologia: acolhimento com escuta telefônica por um período de um ano. Objetivo: Avaliar a mudança no comportamento qualificada, sessões presenciais em grupo, treino de habilidades, programação de tarefas, alimentar, redução de peso e nível de atividade física de adultos com sobrepeso e avaliação médica para apoio medicamentoso, orientação psicológica avaliação obesidade participantes de grupos psicoeducativo em saúde. Metodologia: O estudo nutricional e monitoramento telefônico por um ano. Objetivo: Verificar a redução da realizado foi de natureza transversal, com abordagem qualitativa. O período estudado foi prevalência de fumantes entre os beneficiários do serviço de medicina preventiva de janeiro de 2015 a dezembro de 2016, com 243 beneficiários, que concluíram o grupo e uma operadora de plano de saúde. Metodologia: O estudo realizado foi transversal, com foram monitorados durante um ano. Os monitoramentos foram realizados abordagem qualitativa. O período estudado foi de janeiro de 2015 a dezembro de 2016, bimestralmente por contatos telefônicos da nutricionista responsável pelo grupo, onde com os participantes que concluíram o monitoramento. Nesse período foram realizados foram feito a verificação de indicador antropométrico (peso e altura), cálculo do IMC e de 10 grupos, com 85 participantes monitorados durante um ano. Esses monitoramentos resultados com abordagem e intervenção voltadas para mudança de comportamento e foram realizados mensalmente por meio de um contato telefônico, com intervenção reeducação alimentar. Resultados: Participaram desse estudo 243 beneficiários, desse voltada para cessação do hábito tabágico. Foram verificados itens de gênero, idade, e o total, 190 (78%) reduziram o peso e a média de redução de peso foi de 4.9 Kg. Com relação índice de cessação do tabagismo. Resultados: Quanto ao gênero, verificou-se que a à mudança de comportamento alimentar e reeducação alimentar: no início dos grupos, maioria dos participantes, 54 (64%), era do sexo feminino, enquanto que 31 (36 %) era do 73 (30%) beneficiários tinham hábitos alimentares saudáveis e, ao final de um ano de sexo masculino. Esses dados nos remete a compreensão de que apesar dos dados do monitoramento, 206 (85%) aderiram aos hábitos alimentares saudáveis. Com relação à VIGITEL/ 2015 revelar que o percentual total de fumantes com 18 anos ou mais no Brasil atividade física: no início dos grupos, 84 (35%) beneficiários faziam atividade física é de 10.4%, sendo 12.8 % entre homens e 8.3 % entre mulheres, essas buscam mais a rede regularmente e, ao final de um ano de monitoramento, 165 (68%) aderiram a uma rotina de saúde para a cessação do tabagismo. Em relação à idade, todos os participantes de atividade física regularmente. Quanto ao gênero, verificou-se que a maioria dos estavam acima de 26 anos e a faixa etária mais prevalente foi entre 51 a 72 anos. participantes, 188 (77%) era do sexo feminino, enquanto que 55 (23 %) era do sexo Verificou-se que dos 85 participantes, 49 (58%) cessaram o hábito tabágico, enquanto que masculino. Conclusão: Conclui-se que a maioria dos beneficiários reduziu peso, a média nacional de cessação é cerca de 35% a 40%. Conclusão: O estudo mostrou mudaram comportamento alimentar e iniciaram atividade física regularmente. Esse tipo cessação do tabagismo em 58% dos participantes. Conclui-se que, a participação dos de intervenção colabora significativamente na prevenção de doenças crônicas, na beneficiários nas sessões presenciais do grupo operativo, aliada ao apoio medicamentoso e ao suporte psicoterápico, constitui a tríade do resultado exitoso na cessação do melhoria da saúde e na qualidade de vida dos beneficiários. tabagismo. A-26 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
A-27 ASSISTÊNCIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Impacto da Vacina Tetra-Viral em Dose Única Sobre Hospitalizações e Mortes Fechamento Primário de Feridas por Tração Cutânea Intra-Operatória Relacionadas à Varicela no Estado do Ceará 1 1 1 Harley Araújo Cavalcante , Rodrigo Cesar Pimenta , Fernando Soares de Alcântara , 1 1 1 2 2 Robério Dias Leite , Amanda Gomes de Oliveira , Christiane Araujo Chaves Leite , Ricardo Lapa Kruse , Orozimbo Silveira Carvalho Filho . 3 Madalena Isabel Coelho Barroso . 1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 1. Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará; Hospital São José de Doenças Infecciosas. Introdução: Este trabalho analisa uma série de 30 pacientes submetidos a fechamento primário de grandes feridas cutâneas através de técnica envolvendo tração contínua e 2. Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. cíclica das margens, permitindo o fechamento destas em tempo único e evitando 3. Hospital São José de Doenças Infecciosas. procedimentos mais invasivos na estratégia de reconstrução. Método: O procedimento se Introdução: Em setembro/2013, a Vacina Tetra-viral (VTV) foi introduzida no Programa baseia na tração das margens da ferida em um intervalo regular e cíclico usando fio de Nacional de Imunizações (PNI) no Brasil, em dose única, para ser administrada aos quinze Náilon duplo, n° zero, e sonda de Nelaton grossa. Resultados: A imensa maioria dos meses de idade, na expectativa de redução dos óbitos e das hospitalizações por varicela pacientes apresentou rápida recuperação, com baixos índices de complicações pósno país. Como a Varicela não é uma doença de notificação compulsória, o impacto da operatórias locais, e boa cicatrização final na maioria dos casos. Conclusão: Este método vacina só pode ser medido através da comparação do número de hospitalizações e óbitos, de fechamento de feridas cutâneas de grande extensão se apresenta como uma técnica antes e após a incorporação da VTV. Há um único hospital de referência para doenças eficiente, de baixo custo e de fácil execução, com baixos índices de complicações e bons transmissíveis no Estado do Ceará, Brasil, e nele são hospitalizados quase todos os resultados clínicos. pacientes com Varicela. Desse modo, esse hospital pode ser considerado uma boa referência para avaliação do impacto da VTV, ao nosso conhecimento ainda não realizada. Objetivo: Avaliar o impacto da VTV nas hospitalizações e óbitos por varicela num hospital de referência em doenças infecciosas no Estado do Ceará. Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo, baseado no registro de hospitalizações e de óbitos por Varicela, considerando os períodos antes (setembro de 2010 a agosto de 2013) e após (setembro de 2014 a agosto de 2016) à introdução da VTV. O financiamento do estudo foi arcado pelos autores. Conflito de interesses: dois dos autores trabalham no hospital onde foi desenvolvido o estudo e são funcionários públicos estaduais. Resultados: Foram hospitalizados 340 indivíduos antes (2010-2013) e 138 depois (2014-2016) da introdução da VTV no PNI, o que representa uma redução de 36.9% nas hospitalizações por ano (109.3/ano versus 69/ano). Por faixa etária, essas reduções, comparando os períodos anterior e posterior à introdução da vacina, foram de: 5% (10% versus 9.5%), em < de um ano; 81.5% (21.7% versus 4%), entre 1 e 2 anos; 34.7% (36% versus 23.5%), entre 3 e 10 anos; 16.1% (19.7% versus 16.5%), entre 11 e 20 anos; 50% (11% versus 5.5%), entre 21 e 30 anos; e, 28.3% (7.7% versus 5.5%), entre 31 e 50 anos. Entre > de 50 anos houve aumento de 35% (3.3% versus 4.5%). Houve 13 óbitos, entre 2010-2013: nove, em > de 30 anos; um, em < de um ano; um, entre um e dois anos; um, entre três e 10 anos; e, um, entre 11 e 20 anos. E quatro óbitos, entre 2014-2016: todos em > de 30 anos, o que representa uma redução de 69.2% (4.3% versus 1.3% óbitos/ano), ao compararmos os dois períodos. Conclusões: A introdução da VTV teve impacto robusto na redução de hospitalizações por Varicela, exceto entre crianças menores de um ano e entre adultos maiores de 50 anos, e um impacto modesto na faixa etária de crianças entre três e 10 anos. Houve também um forte impacto na redução de óbitos por Varicela, após a introdução da VTV. Os dados confirmam a elevada efetividade da VTV em dose única em nosso meio.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-01 [97] - AUMENTO DA EFICIÊNCIA DO PROCESSO DE AGENDAMENTO CIRÚRGICO ATRAVÉS DO PENSAMENTO ENXUTO (LEAN THINKING) G-02 [118] - TERAPIA SEQUENCIAL ORAL COMO ESTRATÉGIA NO USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANO E NA SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE SUPLEMENTAR G-03 [56] - RESULTADO ASSISTENCIAL DE UM PROTOCOLO DE DENGUE INOVADOR EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO G-04 [63] - AVALIAÇÃO DO NÚCLEO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE CONFORME NÍVEL DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DE UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA G-05 [32] - PET AMIGO: AFETO EM QUATRO PATAS G-06 [34] - GESTÃO EM BIOTÉRIOS DE EXPERIMENTAÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA DE GESTORES COM FORMAÇÃO EM BIOMEDICINA E MEDICINA VETERINÁRIA G-07 [39] - PARTO HUMANIZADO: PONTOS DE FRAGILIDADE ELENCADOS A PARTIR DA PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS OBSTETRAS G-08 [40] - EFETIVIDADE DO PROTOCOLO DESMAME PROLONGADO DA VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UMA UNIDADE DE CUIDADOS ESPECIAIS G-09 [43] - PROMOÇÃO DE SAÚDE PARA IDOSOS NO SETOR TERCIÁRIO: POSSIBILIDADES ATRAVÉS DA BIBLIOTERAPIA G-10 [46] - AVALIAÇÃO DE DESPERDICIO ENTRE O PRESCRITO E ADMINISTRADO DE DIETA ENTERAL UTILIZADA EM SERVIÇO PRIVADO DE SAUDE G-11 [48] - HUMANIZAR É POSSÍVEL? POSSIBILIDADE DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NO AMBIENTE HOSPITALAR
G-12 [64] - BOAS PRÁTICAS NO ATENDIMENTO AO CLIENTE EM SAÚDE: UMA INICIATIVA EDUCACIONAL COMO FERRAMENTA DE MELHORIA DA QUALIDADE DO SERVIÇO G-13 [66] - DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇAS DA ALTA GESTÃO EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA G-14 [67] - PROGRAMA DE LÍDERES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE GESTÃO EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL EM SAÚDECLÍNICO G-15 [69] - EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA PARA DISSEMINAÇÃO DE MELHORES PRÁTICAS EM SAÚDE G-16 [70] - FORTALECIMENTO DA LINHA DE CUIDADO EM AVC MEDIANTE A CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO SUS G-17 [72] - METODOLOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA REDUZIR ACIDENTES DE TRABALHO: APLICAÇÃO DO ARCO DE MAGUEREZ G-18 [75] - ESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE JEJUM PRÉ-OPERATÓRIO DE CURTA DURAÇÃO COM O USO DE MALTODEXTRINA EM UM HOSPITAL DE FORTALEZA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-19 [78] - IMPLANTAÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE APOIO GERENCIAL EM UMA REDE DE UNIDADES DE SAÚDE G-20 [81] - CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE EM UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO G-21 [82] - RELATO DE EXPERIÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DE UM PROJETO PILOTO DE PROTOCOLO DE LESÕES DE PELE EM UTI CLÍNICA G-22 [83] - UTILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DE CAPABILIDADE DE PROCESSO PARA AVALIAÇÃO DO PROTOCOLO CLÍNICO DE JEJUM G-23 [94] - AVALIAÇÃO DE REAÇÃO DE CUIDADORES ORIENTADOS POR UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DA CIDADE DE FORTALEZA G-24 [102] - AUDITORIA FARMACÊUTICA NA SAÚDE SUPLEMENTAR G-25 [103] - A VERTICALIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO DO CUSTO DE QUIMIOTERÁPICOS ORAIS E IMUNOBIOLÓGICOS G-26 [104] - PROGRAMA DE TELEMONITORAMENTO DE DOENTES CRÔNICOS COMO ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE CUSTOS G-27 [107] - OTIMIZAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE TERAPIA COM FERRO ENDOVENOSO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS E PORTADORES DE ANEMIA FERROPRIVA G-28 [113] - IMUNOTERAPIA NO MELANOMA METASTÁTICO: DESAFIOS PARA A SAUDE SUPLEMENTAR G-29 [114] - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO: ANÁLISE DE UM PROGRAMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR DA SAÚDE SUPLEMENTAR EM FORTALEZA G-30 [116] - PESQUISA DE SATISFAÇÃO: UMA FERRAMENTA DE MELHORIA DA QUALIDADE G-31 [119] - A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA NO SERVIÇO DE HOME CARE POR MEIO DE VISITAS DOMICILIARES G-32 [123] - DIAGNÓSTICO LEAN EM UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO G-33 [125] - ANÁLISE DE ESTRATÉGIA PARA AUMENTO DO REGISTRO DE NOTIFICAÇÕES EM UM HOSPITAL PRIVADO DE FORTALEZA/CE G-34 [131] - AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA EM HOSPITAL DA REDE PÚBLICA G-35 [133] - EVOLUÇÃO DOS PACIENTES COM RISCO PARA DESENVOLVER PNEUMONIA ASSOCIADO À VENTILAÇÃO MECÂNICA: UM ESTUDO EM UMA UTI DO NORDESTE BRASILEIRO G-36 [136] - NÃO EFETIVAÇÃO DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS EM UNIDADES HOSPITALARES G-37 [137] - SISTEMA MANCHESTER NO DELINEAMENTO DO PERFIL DOS PACIENTES DE UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO G-38 [138] - INOVAÇÃO NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: GESTÃO DE LEITOS HOSPITALARES DE RETAGUARDA PARA CONDUÇÃO DE SITUAÇÕES CLÍNICA-CIRÚRGICAS
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1º COLOCADO NA ÁREA DE GESTÃO EM SAÚDE (G-01)
Aumento da Eficiência do Processo de Agendamento Cirúrgico, Através do Pensamento Enxuto (Lean Thinking) Samia Virginia de Mendonca Nogueira1, Ana Luisa de Vasconcelos Cintra1, Albertina Proença Rodrigues Alves1, Eduardo Malta Maradei1, Viviany Rabelo de Noronha1, Elaine Cristina Lima da Silva1. 1. UNIMED Fortaleza. INTRODUÇÃO Um ambiente de grande competitividade e custos cada vez mais elevados, levam qualquer organização a explorar quaisquer possibilidades de redução de desperdícios. A evolução das filosofias de gestão empregada com sucesso na indústria, nos leva ao pensamento enxuto também na área da saúde. A preocupação com o absenteísmo de pacientes na hora da cirurgia é uma constante nos hospitais que atuam com este tipo de serviço, principalmente, os de alta complexidade. A ausência de paciente causa desperdício de tempo e sala, implicando em malefícios como insatisfação (cliente, médico, instituição) e financeiro e provoca retrabalho na tentativa de realocar novos pacientes para cobrir a lacuna, inviabilizando o atendimento para marcação e outras cirurgias que ficam como demanda reprimida, podendo a médio/ longo prazo afastar equipes médicas da instituição, na busca de outros serviços. Em um hospital da rede própria de uma operadora de plano de saúde, o agendamento cirúrgico também deve estar preocupado com a RN 259/2011, que estabelece prazo máximo para internação e procedimentos de alta complexidade. Entende-se ainda, que cabe a um hospital que tem como perfil de atendimento pacientes cirúrgicos, o foco na melhoria contínua do processo cirúrgico, desde a solicitação do agendamento até a alta do paciente. OBJETIVO Identificar oportunidade de melhoria do processo de agendamento cirúrgico, por meio dos princípios do pensamento enxuto e implementá-las de modo a ganhar eficiência considerando como parâmetro o tempo médio para agendamento de cirurgias e a taxa de cancelamentos.
autorização do procedimento, dentre outros. A partir disto, foram identificadas oportunidades de melhoria através dos cinco princípios do pensamento enxuto: 1. Agregar valor para o cliente: neste processo, a redução do tempo de espera para realização de cirurgia é a tradução de valor, ou seja, a redução do tempo de agendamento; 2. Identificar fluxo de valor: foi identificado pacientes inexistentes que eram reservados para garantir a vaga e só depois pacientes reais eram alocados na vaga reservada, com isso, identificamos a necessidade de agendar somente com autorização e dados completos do paciente; 3. Estabelecer fluxo contínuo: para garantir o fluxo contínuo se faz necessário a reserva de leito e/ou UTI de acordo necessidade, eliminando possíveis esperas após a realização do procedimento cirúrgico. 4. Demanda puxada: reserva de sangue, compra de materiais especiais e reserva de equipamentos específicos, sendo acionados quando houverem determinada demanda de cirurgia. 5. Buscar melhoria contínua: foi idealizado um indicador para acompanhamento e gerenciamento do resultado com devidas análises mensais e ciclos de plano de ação quando necessário. Como ação, foi elaborada e implantada uma Política de Agendamento Cirúrgico, para padronizar os requisitos necessários quanto a critérios (horários, dados necessários para o agendamento) e as informações necessárias para o hospital se preparar para a cirurgia com segurança (reserva de sangue, UTI, alergias à látex, materiais especiais e equipamentos). Foram realizadas ações de sensibilização sobre o novo processo, que envolveu a equipe médica, com revezamento presencial da equipe no estar médico com explanações da nova política de agendamento e entrega de material explicativo e evento com as atendentes de consultório dos cirurgiões com maior volume de cirurgia. Além disso, a equipe da Central de Agendamento foi capacitada para viabilizar o engajamento de todos os envolvidos. As ações implementadas, através da análise do processo, refletiram na redução de: 74.32% do tempo médio para agendamento de cirurgias (mar/2016: 17.8 dias | mar/2017: 4.57 dias); 65.92% do número de cancelamentos de cirurgias (mar/2016: 288 | mar/2017: 98), considerando aumento do número de cirurgias nos períodos comparados (mar/2016: 1.287 | mar/2017: 1.323). CONCLUSÃO
METODOLOGIA O estudo foi realizado em um hospital privado, de rede própria, que atende alta complexidade, de grande porte de Fortaleza/CE. A coleta de dados foi concebida por meio de entrevista não estruturada com os gestores e colaboradores envolvidos na linha do paciente cirúrgico e dos indicadores de suas respectivas áreas. Os dados foram analisados à luz dos 5 princípios do pensamento enxuto. Conforme conceituada por Cabral e Andrade, tendo como referência Womack e Jones, “Pensamento enxuto é uma técnica que permite uma empresa eliminar desperdícios onde quer que eles estejam e fazer com que o cliente receba somente aquilo que deseja, no momento e na quantidade requisitada”. O estudo foi realizado no 1° semestre de 2016 e as ações aplicadas no 2° semestre.
A análise do processo de agendamento cirúrgico, à luz dos princípios enxutos, permitiram identificar oportunidades de melhorias e levantamento de ações, que impactaram positivamente na redução do tempo para marcação de cirurgias e cancelamentos mesmo com aumento do número de cirurgias no período comparado. Identifica-se que, ainda há oportunidades de melhoria neste processo, para torná-lo mais eficiente e enxuto. Planeja-se automatizações que permitam o recebimento de informações de todos os dados do paciente e insumos necessários antecipadamente, interligando consultório médico, operadora de plano de saúde e hospital, além da implementação de ações, que gerem a confirmação até 48h da data da cirurgia do procedimento, em 100% das cirurgias agendadas. REFERÊNCIAS
RESULTADOS 1. ROTHER, Mike. SHOOK, John. Aprendendo a enxergar: Foram identificados aspectos como, elevado tempo de mapeando o fluxo de valor para agregar valor e eliminar o marcação de cirurgias, pacientes agendados sem autorização ou desperdício. São Paulo: The Lean Brasil, 2009. “fictícios”, falta de material especial para a realização do procedimento, falta de leito no hospital, falta de reserva de UTI e/ou bolsa de sangue, informação tardia, dificuldade de contato com o cliente para obtenção dos dados de convênio e de
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2º COLOCADO NA ÁREA DE GESTÃO EM SAÚDE (G-02)
Terapia Sequencial Oral Como Estratégia no uso Racional de Antimicrobiano e na Sustentabilidade da Saúde Suplementar Danusio Pinheiro Sartori1, Jéssica Ferreira Romero1, Ernani R$ 70.842,42, avançando para R$ 489.074,52, em 2016. Os Ximenes Rodrigues1, André de Jesus Roldan Viana1, Antônio dados estão demonstrados nos gráficos 1 e 2. Nilson Mendes dos Santos Junior1. 1. UNIMED Fortaleza, Diretoria de Provimento e Saúde. INTRODUÇÃO A procura por qualidade assistencial e redução de custos é um desafio na gestão da saúde. A Terapia Sequencial Oral (TSO) é uma intervenção de troca da via de administração endovenosa (EV) pela oral (VO), com a proposta de redução de custo, garantia da efetividade e segurança do tratamento. Essa intervenção acrescenta, ainda, benefícios ao paciente, conferindo maior conforto na internação e redução de permanência hospitalar, além de minimizar exposição a infecções de corrente sanguínea. OBJETIVO Analisar a possibilidade e o impacto econômico da TSO em uma Operadora de Plano de Saúde (OPS), em Fortaleza- CE, durante os anos de 2012 a 2016. MÉTODOS O estudo, de caráter retrospectivo, foi realizado com base no acompanhamento de antimicrobianos (ATM) realizado em 10 hospitais credenciados à uma OPS de Fortaleza-CE, entre os anos de 2012 a 2016. Os valores dos medicamentos foram provenientes da tabela própria da OPS vigente no período da utilização do fármaco. Durante o acompanhamento dos ATM, a Área de Assistência e Auditoria Farmacêutica analisava e enviava, para os médicos auditores e infectologistas, os pacientes com possibilidade de TSO que, por sua vez, entravam em contato com o médico assistente para avaliação. Além da metodologia ativa, outras estratégias, como educação continuadas e reuniões para divulgação e incentivo a TSO, foram utilizadas para ampliação da estratégia. Os pacientes elegíveis deveriam estar com dieta e medicamento pela via oral, ausência de febre e com melhora clínica e laboratorial. Os ATM padronizado deveriam possuir biodisponibilidade semelhante à sua apresentação injetável, sendo elegíveis os ATM Azitromicina, Ciprofloxacino, Clindamicina, Levofloxacino, Linezolida, Metronidazol, Moxifloxacino e Voriconazol. RESULTADOS
CONCLUSÃO A terapia sequencial oral, além do benefício ao paciente com o uso racional de antimicrobiano, apresenta-se como um importante método para a economia com medicamentos no setor privado. É uma estratégia segura, com crescente adesão e excelente potencial para a qualidade assistencial. REFERÊNCIAS 1. SHRAYTEH, Zeina M; RAHAL, Mohamad K; MALAEB, Diana N. Practice of switch from intravenous to oral antibiotics. Springerplus, [s.l.], v. 3, n. 1, p.717-800, 2014. Springer Nature. http://dx.doi.org/10.1186/2193-1801-3-717. 2. LEEKHA, Surbhi; TERRELL, Christine L.; EDSON, Randall S.. General Principles of Antimicrobial Therapy. Mayo Clinic Proceedings, [s.l.], v. 86, n. 2, p.156-167, fev. 2011. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.4065/mcp.2010.0639. 3. Tabela Própria de Precificação da Operadora De Plano de Saúde
Foram acompanhados 18.088 pacientes em uso de antimicrobiano, desses 54% (N = 9.719) estavam em uso de ATM elegíveis à estratégia, totalizando 15.669 ATM. Durante o acompanhamento, 10% (N = 1.622) dos tratamentos atenderam aos critérios da intervenção e, desses, 62% (N = 1.006) dos ATM foram trocados de EV para VO, seja por sugestão ativa ou por opção do médico, gerando uma economia estimada de R$ 1.418.990,03, apenas com o custo direto com ATM. Foi possível verificar, no período do estudo, o aumento com a TSO entre 2012 a 2016 (47 para 290 intervenções aceitas), representando 617% de crescimento. Em 2012, a economia estimada foi de
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3º COLOCADO NA ÁREA DE GESTÃO EM SAÚDE (G-03) Resultado Assistencial de um Protocolo de Dengue Inovador em Unidades de Pronto de Atendimento Breitner Gomes Chaves1, Ana Karine Lima Girão1, Fernando José de Freitas CONCLUSÃO Carvalho1, Fernando Sérgio Oliveira de Sousa1, Kessy Vasconcelos de Aquino1, Camila Alves Machado1. Através da análise do problema e da decisão de automatizar o processo de atendimento dos pacientes com suspeita de dengue, foi possível, com baixo 1. ISGH. custo, reduzir a mortalidade e aumentar a segurança e a qualidade no atendimento de pacientes com suspeita de dengue nas unidades de pronto INTRODUÇÃO atendimento analisadas. A dengue é uma doença que, historicamente, tem apresentado altas taxas de incidência no Brasil, apesar da literatura apontar que estas taxas tenham permanecido estáveis na maioria das cidades brasileiras, tendo isso um impacto significativo na rede de atenção à saúde. No contexto da urgência e emergência, há uma lacuna na literatura sobre ações para otimizar o atendimento dos pacientes com suspeita de dengue, os quais representam um percentual significativo dos atendimentos, principalmente, no primeiro semestre do ano, contribuindo com a super lotação das e me r g ê nc i a s , to r n a nd o a s u n i d a d e s l o t a d a s , o s p ro fi s s i o n a i s sobrecarregados e aumentando o risco a incidentes relacionados ao diagnóstico e tratamento adequados a estes pacientes. Em Fortaleza, o cenário de 2015 foi de grande epidemia com 11.631 casos de dengue confirmados atendidos pelas 09 unidades de pronto atendimento (UPA) no município, dos quais 15 evoluíram à óbito devido a complicações clínicas (mortalidade de 1.28 a cada 1.000 casos confirmados). OBJETIVO Descrever uma ação inovadora implantada para garantir a excelência no atendimento de pacientes com suspeita de dengue. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo exploratório, que foi desenvolvido de janeiro a março de 2016. O estudo em questão foi desenvolvido em 4 etapas. A primeira etapa foi a realização de diagnóstico, sendo identificado que 80% dos prontuários médicos continham registros de ações não conformes com o protocolo de atendimento preconizado pelo Ministério da Saúde. A segunda etapa foram reuniões de gestão para estudar e definir a apresentação do protocolo de Dengue do Ministério da Saúde, através de um fluxograma, nessas reuniões foi padronizado a hidratação oral na emergência para pacientes com suspeita de dengue do grupo B e ainda treinamentos para identificação precoce de sinais de alerta para todo o corpo assistencial. Em seguida, em parceria com o núcleo de tecnologia e informática foi desenvolvido a automação do Fluxograma de Atendimento de Dengue através de um sistema de atendimento. A última etapa correspondeu à implantação dessa inovação nas unidades, através do treinamento das equipes.
REFERÊNCIAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue : diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 2. BOHM, Andrea Wendt et al . Tendência da incidência de dengue no Brasil, 2002-2012. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 25, n. 4, p. 725-733, Dec. 2 0 1 6 . A v a i l a b l e f r o m <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S223796222016000400725&lng=en&nrm=iso>. access on 16 June 2017. http://dx.doi.org/10.5123/s1679-49742016000400006. 3. DONALISIO, Maria Rita; FREITAS, André Ricardo Ribas; ZUBEN, Andrea Paula Bruno Von. Arboviruses emerging in Brazil: challenges for clinic and implications for public health. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 51, 30, 2 0 1 7 . D i s p o n í v e l e m <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489102017000100606&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 16 jun. 2017. Epub 10-Abr-2017. http://dx.doi.org/10.1590/s1518-8787.2017051006889. 4. LUGO, Silvina et al . En Dengue con signos de alarma ¿Podemos predecir evolución a grave desde la emergencia?. Rev. bol. ped., La Paz , v. 54, n. 1, p. 2 5 - 3 2 , 2 0 1 5 . D i s p o n í v e l e m http://www.scielo.org.bo/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1024067520 15000100007&lng=pt&nrm=iso. Acessos em 16 jun. 2017.
A automação do fluxograma consistiu em um sistema de perguntas realizadas, desde a classificação de risco pelas enfermeira, gerando um pop-up de alerta aos médicos diante de pacientes com suspeita de dengue; daí, então, seguiam-se novas perguntas relacionadas ao quadro clínico e achados do exame físico do paciente (Figura 1). Ao final dessa etapa, FIGURA 1. Acolhimento da Enfermagem, em ambiente de Pronto o sistema informa ao médico o grupo clínico (A, B, C ou D) do paciente, Atendimento. sugerindo uma conduta assistencial padronizada, envolvendo desde a solicitação de exames, prescrição de hidratação e apoio na decisão clínica, tal como: observação ou internação, de acordo com os critérios de clínicos pré-estabelecidos do paciente (Figura 2). Assim, ficou uniforme a conduta para cada grupo clínico da dengue, levando em conta suas particularidades e riscos. RESULTADOS Em 2016, tivemos 15.266 casos confirmados de dengue nas 9 unidades de pronto atendimento estudadas, das quais 5 evoluíram ao óbito (0.32 a cada 1.000 casos confirmados), uma redução em relação a 2015 de 75% de mortalidade. Além disso, foram abertos 15.413 protocolos em 2016, dos quais 62% eram dengue do grupo A, 27% do grupo B, 10% do grupo C e 1% do grupo D. FIGURA 2. Estratificação de risco, para atendimento clínico diferenciado. 1
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-05 GESTÃO EM SAÚDE
G-04 GESTÃO EM SAÚDE
Avaliação do Núcleo de Atendimento ao Cliente Conforme Nível de Satisfação do Usuário Pet Amigo: Afeto em Quatro Patas de um Hospital Terciário do Município de Fortaleza Maisse Leoncio Catunda1, Aline Garcia Diniz1, Natalia Barros Maia1, Roberta Cristina Lima 1 1 2 Virgínia Angélica Lopes Silveira1, Jefferson Rafael Marques Barbosa1, Jamille Soares Maia , Adriana Menezes Loyo Rosas , Vanessa Feitosa Sampaio da Silva . Moreira Alves1, Juliana Vieira Rocha2, Luciana de Fátima Oliveira da Silva1, Germana Neri Lopes1. 1. HRUNIMED, Fortaleza. 2. UNIFOR 1. ISGH. 2. HGWA. A hospitalização, geralmente, é uma experiência acompanhada de vários sentimentos negativos, como: dor, sofrimento, ansiedade e medo. Nesse momento, o paciente se Para continuidade dos processos organizacionais é importante o relato da usabilidade do encontra em um ambiente estranho, com uma rotina a qual não está acostumado e é cliente, conforme serviços prestados, para que se possa adequar os processos às práticas submetido a procedimentos invasivos e dolorosos. Todas essas mudanças causam assistenciais da excelência. O Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) é o setor impacto psicológico significativo no paciente e na família, os quais devem ser responsável pelo primeiro contato do usuário com a unidade hospitalar, desempenhando minimizados durante a internação. Dessa forma, objetivando diminuir os sentimentos um papel de importância no relacionamento com o cliente, através do atendimento negativos decorrentes do processo de adoecimento e hospitalização, a Comissão de telefônico, recepção, acesso e ambulatorial e, associado ao sistema de regulação da rede Humanização de um hospital geral particular de Fortaleza percebeu a importância da municipal e estadual de saúde. O objetivo deste relato de experiência é avaliar o NAC de implantação do projeto Pet Amigo, que consiste na visita de cães da raça Golden Retriever um hospital terciário do município de Fortaleza-CE, conforme o nível de satisfação dos a determinados pacientes. O projeto foi lançado em 2016, no dia das crianças e, usuários dos serviços. Estudo transversal, descritivo, quantitativo realizado em um atualmente, ocorre semanalmente às quintas-feiras, no turno da tarde. Para tanto, é hospital terciário no município de Fortaleza-CE, no período de janeiro a fevereiro de 2017, exigido que eles sejam vacinados, higienizados e apresentem atestados de veterinários. com usuários de serviços do NAC do referido hospital. Foi utilizado um questionário Para intermediar a interação com os pacientes, os cães são acompanhados por um avaliativo, em que constaram questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados condutor e pelo serviço de psicologia. A ação é uma parceria do hospital com um instituto referente aos setores/ serviços, a saber: Recepção Principal e Ambulatorial, Telefônia, cearense, que busca promover atividades sociais e terapêuticas mediadas por cães. Está Laboratório, e Imagem I e II. O questionário era assinalado pelo usuário em: ótimo; bom; regularizada pelo Centro de Controle de Infecção Hospitalar do referido hospital. A regular; ou ruim, de acordo com o setor/ serviço utilizado. Continha opção de assinalar, no metodologia utilizada pelas intervenções é focada na ludoterapia e cão terapia. A tríade momento de avaliação, apenas os setores/ serviços, onde o cliente foi usuário. família, paciente e equipe de saúde percebem as intervenções como positivas. A Participaram do estudo 160 usuários dos três turnos: manhã, tarde e noite. Houve a socialização e a integração da tríade observada durante a visita dos cães contribuem para seguinte avaliação dos setores/ serviços prestados pela unidade hospitalar: Recepção minimizar o sofrimento psíquico causado pelo adoecimento e hospitalização. Conclui-se Ambulatorial - Bom 67% (97); Imagem I - Bom 66% (60); Imagem II - Bom 64% (32); que, a implantação do projeto Pet Amigo é de grande importância para a humanização no Laboratório - Bom 64% (77); Recepção Principal - Bom 62% (99) e Atendimento contexto hospitalar, abrangendo o paciente, a família e a equipe de saúde. Telefônico - Bom 62% (66). O estudo mostrou que, na percepção dos usuários dos serviços do NAC, no âmbito dos setores/ serviços citados, obteve uma avaliação geral de classificação Boa. Ressalta-se a importância desse estudo, no intuito de entender na percepção dos usuários dos serviços de saúde a qualidade do atendimento prestado para o ciclo de melhoria contínua da qualidade dos mesmos, tornando-se cada vez mais importante este tipo de análise, a fim de prestar atendimento melhor e mais adequado, e promover a revisão contínua dos processos de trabalho da gestão para aprimorar os resultados do setor e da unidade hospitalar.
G-06 GESTÃO EM SAÚDE
G-07 GESTÃO EM SAÚDE
Gestão em Biotérios de Experimentação: Uma Experiência de Gestores com Formação Parto Humanizado: Pontos de Fragilidade Elencados a Partir da Percepção de Enfermeiros Obstetras em Biomedicina e Medicina Veterinária 1
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Adriano Pereira , Maria Anete Lallo .
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Wallquíria Morais Lima , Raquel Amancio Correia , Larisse Alves , Ana Beatriz Barbosa 1 1 1 Esteves , Janna Helca Duarte Carneiro da Costa Cardoso , Marta Maria Soares Herculano .
1. CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO; UNIVERSIDADE PAULISTA 1. ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO DO CEARÁ. Introdução: Os animais de laboratório são imprescindíveis para o desenvolvimento das ciências biológicas e da saúde, sendo de grande relevância para a saúde humana e animal. Biotérios constituem-se em instalações capazes de produzir e manter espécies animais destinadas a servir como elementos biológicos, para atender às necessidades dos programas de pesquisa, ensino, produção e controle de qualidade nas áreas biomédicas e tecnológicas, segundo à finalidade da instituição. Objetivo: Apresentar um modelo de gestão em biotérios de experimentação em âmbito hospitalar e universitário. Metodologia: Este trabalho foi desenvolvido considerando a nossa experiência como gestores de biotérios e com base em uma revisão de literatura sobre bioterismo e legislação vigente, sem conflito de interesses e com apoio financeiro da FAPESP e CAPES. Resultados: Segundo o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), todo biotério deve ter uma equipe formada por um coordenador, um responsável técnico e uma equipe de nível técnico. O coordenador de um biotério deve ser um profissional graduado na área de ciências biológicas ou da saúde com experiência comprovada em ciência de animais de laboratório. Geralmente, os coordenadores são biomédicos, médicos veterinários ou biólogos que já trabalharam em biotérios com cargos técnicos e/ou têm experiência com experimentação animal em programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), e são responsáveis pela gestão de pessoas, de suprimentos e técnico-administrativa dos biotérios. O cargo de responsável técnico obrigatoriamente é ocupado por um médico veterinário que deve ser o responsável pela saúde dos animais e pelos procedimentos de anestesia e cirúrgicos. O restante da equipe deve ser formado por profissionais de nível técnico e ensino médio capacitados por meio de cursos e treinamentos na área de experimentação animal ministrados pelos coordenadores e responsáveis técnicos. Essa equipe técnica especializada (bioteristas) é responsável pela higienização e esterilização dos materiais utilizados no biotério, pelo cuidado diário dos animais e auxilio nos procedimentos feitos nos animais pelos pesquisadores e médicos veterinários. Conclusão: Um biotério em âmbito hospitalar e universitário depende de uma equipe com formação adequada de nível superior para assumir os cargos de coordenadores e responsáveis técnicos. Essa equipe é a responsável pela gestão estratégica de práticas e padrões nos processos e no controle de qualidade, que contempla a gestão de pessoas considerando a necessidade de oferecer treinamento e educação continuada para os bioteristas, por meio de cursos de atualização e capacitação, para garantir a qualidade do serviço e da saúde e bem estar dos animais.
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Dependendo da assistência dispensada à mãe e ao recém-nascido durante o trabalho de parto e parto, o processo de parir poderá ser lembrado por ela como um evento positivo ou negativo. O objetivo é apresentar e apreender os pontos de avanço e fragilidade encontrados durante o cuidado às parturientes em um hospital terciário. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada no mês de dezembro de 2016 em um hospital terciário de alta complexidade, de referência no Ceará em várias áreas, inclusive Obstetrícia e Neonatologia, localizado na cidade de Fortaleza. Participaram do estudo nove enfermeiras, mas apenas seis enfermeiras obstetras com práticas assistenciais ao trabalho de parto e parto foram entrevistadas. Para a coleta, aplicou-se um instrumento constituído por duas partes: 1. Formulário para traçar o perfil dos enfermeiros participantes; 2. Roteiro de entrevista semiestruturada com as perguntas: “Você presta assistência à mulher em trabalho de parto e parto? Se sim, como se dá essa assistência? Se não, por quê?”; “Como se dá a assistência às mulheres que são internadas em trabalho de parto no hospital?”; “Para você o que significa parto humanizado?”; “Você acha que os partos vaginais que acontecem nesse hospital são humanizados? Por que?”; “Se a resposta da pergunta anterior foi “não”, o que impossibilita a realização do parto humanizado no hospital?”; “O que você acha que deveria ser mudado para melhorar a atual situação da assistência aos partos vaginais que acontecem nesse hospital?”. As falas das participantes foram registradas através de um gravador de voz portátil e transcritas na íntegra. Os dados foram analisados e categorizados, segundo o modelo de análise de conteúdo proposto por Bardin. Os resultados revelaram que, um pouco mais da metade das participantes do estudo tinha idade entre 25 e 29 anos, a maioria havia concluído sua graduação em enfermagem entre os anos de 2010 e 2014. Das noves enfermeiras, apenas uma não possuía o título de especialista e entre as oito que já tinham concluído sua especialização, somente seis eram enfermeiras obstetras. Quanto ao tempo de atuação em Sala de Parto, este variou entre 1 mês e 11 anos. Após indagações sobre a realidade da Sala de Parto que prejudica a prestação de uma assistência de qualidade, surgiram as categorias: causas externas e causas internas, seguidas das subcategorias: superlotação, número insuficiente de enfermeiros, burocracia, sobrecarga de trabalho e falta de apoio e reconhecimento. Apenas duas profissionais trouxeram fatores empáticos, com uma única subcategoria: colocar-se no lugar da parturiente. Foi possível perceber também, através dessa pesquisa, que a maioria dos impasses para o parto humanizado parte da falta de respeito, paciência e empatia dos profissionais com essa área do cuidado. Então, é primordial a mudança de pensamento, atitudes e práticas dentro da Obstetrícia.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-09 GESTÃO EM SAÚDE
G-08 GESTÃO EM SAÚDE
Efetividade do Protocolo Desmame Prolongado da Ventilação Mecânica em uma Promoção de Saúde para Idosos no Setor Terciário: Possibilidades Através da Unidade de Cuidados Especiais Biblioterapia 1
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Stanley da Cunha Menezes , Mariana Lima Fernandes , Natália Lúcia Lima de Vanessa Feitosa Sampaio da Silva1, Aline Garcia Diniz2, Adriana Menezes Loyo Oliveira1. Rosas2, Natália Barros Maia2, Maisse Leoncio Catunda2, Roberta Cristina Lima 2 Maia . 1. HGWA. 1. UNIFOR. Introdução: O desmame da ventilação mecânica (VM) é o processo gradual de 2. HRU - Fortaleza. transição da ventilação artificial para a espontânea em pacientes com mais de 24h de VM. Estudos randomizados e controlados comprovam que o empirismo O aumento da longevidade no Brasil relacionado aos avanços científicos, aplicado ao desmame prolonga o tempo de ventilação mecânica. Existem muitos principalmente, nas áreas médicas e educacionais, reflete a necessidade de uma trabalhos na literatura voltados para o desmame simples e difícil, mas poucos maior assistência aos idosos por parte de diversas organizações institucionais, estudos relacionados ao desmame prolongado, onde o tempo de VM é superior a 7 entre elas, o hospital. Nesse ambiente, é possível visualizar um grande número de dias e com isso dificultando a desospitalização desses pacientes. Objetivo: Avaliar idosos, devido a uma maior fragilidade dos mesmos às doenças crônicas e os efeitos da aplicação de um protocolo para o desmame prolongado da ventilação debilidades orgânicas. Dessa forma, tal público, por vezes é submetido há várias mecânica em uma unidade de cuidados especiais. Método: Todos os desmames internações, estas que podem ser extensas e perpassadas por ansiedade, medo, foram monitorizados, desde seu início até o seu desfecho, onde foi realizada uma desamparo, impaciência, dentre outros. Junto a isto, existe em muitos casos, a análise comparativa entre a média do percentual de desmames dos 18 meses dificuldade da família em compreender e saber lidar com as demandas que vão anteriores ao início do protocolo e os meses posteriores entre os anos de 2013 e surgindo em relação aos cuidados com o idoso. Tal contexto pode aumentar o 2016. A fórmula utilizada para calcular o percentual de desmame foi tendo como sentimento de desamparo nesse sujeito alimentando uma concepção numerador a quantidade de desmames concluídos e o denominador sendo o estigmatizada de inutilidade relacionada à idade e de que é um fardo para os número de protocolos abertos. Resultados: Anteriormente ao protocolo de familiares. Nesse sentido, o humor entristecido que geralmente surge nesta desmame prolongado, a média percentual de desmames concluídos foi 21%. Após situação pode evoluir para quadros como depressão, crises de ansiedade e outras a implantação do protocolo, houve um aumento significativo para 81% de sucesso patologias. Compreendendo tal realidade, o serviço de psicologia alinhando-se à no desmame. Conclusões: A elaboração de um protocolo voltado para o desmame missão de um hospital geral particular, ou seja, a busca de prover soluções em prolongado da VM mostrou-se eficaz, reforçando a importância da padronização atenção integral à saúde, pretende desenvolver um projeto direcionado aos idosos desses desmames, não só para o seu sucesso, mas para contribuir na evolução dos através da Biblioterapia. Esta, através de um mediador, é caracterizada pela leitura pacientes e na redução do tempo de internação hospitalar. de diversos gêneros literários, podendo ser acompanhada de outros artefatos, como imagens e música, por exemplo. Permite que o ouvinte se identifique ou reflita sobre a história e, com isso, exercite processos psicológicos básicos como: memória, atenção e linguagem. O objetivo do projeto é a promoção de saúde para a terceira idade no setor hospitalar terciário, a partir do momento em que, facilita a expressão dos sentimentos desses pacientes sobre ser idoso enquanto hospitalizado e na vida. Considera-se que o desenvolvimento deste trabalho, além de promover entretenimento e amenizar angústia e ansiedade, que podem surgir durante a hospitalização, permite colher dados importantes, que podem mediar a relação entre a tríade paciente/ família/ equipe de saúde. O projeto tem sido discutido pela equipe de psicologia e encontra-se em fase de submissão e aprovação em relação aos trâmites administrativos para o desenvolvimento do mesmo. G-10 GESTÃO EM SAÚDE
G-11 GESTÃO EM SAÚDE
Avaliação de Desperdicio entre o Prescrito e o Administrado de Dieta Enteral Utilizada Humanizar é Possível? Possibilidade de Promoção de Saúde no Ambiente em Serviço Privado de Saude
Hospitalar
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Ana Maria de Oliveira Monteiro , Nara Larissa Frota Menezes , Andre de Jesus Roldan Roberta Cristina Lima Maia1, Maisse Leoncio Catunda1, Adriana Menezes Loyo 1 1 1 Viana , Luanna Santos de Moura Lima , Ana Luiza Conceição de Oliveira , Andiara Aguiar 1 1 1 2 1 Rosas , Natalia Barros Maia , Aline Garcia Diniz , Vanessa Feitosa Sampaio da Silva . Muniz . 1. UNIMED Fortaleza, Diretoria de Provimento de Saúde. Introdução: A Terapia Nutricional Enteral (TNE) representa uma ferramenta terapêutica para manter e/ou recuperar o estado nutricional de pacientes impossibilitados de alimentar-se, parcial ou totalmente, através da via oral. A atuação de uma equipe multidisciplinar é determinante na prescrição dietética adequada, bem como na sua administração, para atingir o objetivo final da TNE, configurando os benefícios ao paciente. A garantia de que o paciente está recebendo a dieta prescrita é tão importante quanto à prescrição correta. A importância da nutrição enteral no reestabelecimento do paciente configura o suporte nutricional e sua adequada administração é de suma importância em pacientes críticos. Evitar o desperdício da dieta e o déficit nutricional resulta em melhor evolução do estado clínico, com consequente repercussão no custo da internação hospitalar. Objetivo: Avaliar a oferta nutricional enteral de pacientes internados estabelecendo a diferença entre a quantidade de dieta prescrita e a quantidade administrada. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída de 100 pacientes, sendo 42% (n = 42) do sexo masculino e 58% (n = 58) do sexo feminino. A média de idade foi de 76 anos. As dietas utilizadas foram: polimérica padrão e hiperprotéica, administradas em sistema aberto e gravitacional. A coleta de dados foi realizada no período entre 01 de abril e 01 de junho de 2015. Os dados utilizados foram de 10 dias consecutivos, através de um formulário previamente elaborado pela equipe de auditoria em terapia nutricional (AUDTN), que faz o seguimento do fluxo de atendimento ao cliente. Os critérios de inclusão foram: pacientes internados nos hospitais credenciados a uma cooperativa de saúde em Fortaleza que necessitaram de TNE. Os critérios de exclusão foram: pacientes em uso de TNE por menos de 10 dias, uso de sistema fechado, uso de Nutrição Parenteral (NPT). Os dados foram tabulados em planilhas do programa Microsoft Excel 2013 e os referentes a diferença entre o volume prescrito e o administrado foram calculados por regra de três simples, considerando que o volume prescrito refere-se a 100% da dieta e o real administrado um valor X. Resultados: O percentual de desperdício observado foi maior que 10% em 32% dos pacientes, entre 5% e 10% de desperdício em 37% dos pacientes, abaixo de 5% de desperdício em 17% dos pacientes e não houve desperdício em 14% dos pacientes. Portanto 32 % dos pacientes tiveram um desperdício maior que 10%, e 68% dos pacientes obtiveram desperdício menor que 10%. Conclusão: A conclusão do nosso estudo mostra que a boa assistência nutricional resulta em menor desperdício, considerando que aproximadamente 70% dos pacientes apresentaram desperdício menor que 10%, o que está abaixo do citado na literatura.
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1. HRU - Fortaleza. 2. UNIFOR. A internação hospitalar, geralmente, é uma experiência acompanhada de dor, sofrimento, ansiedade e medo, visto que o paciente se encontra em um ambiente estranho, com uma rotina desconhecida, além dos procedimentos invasivos e dolorosos. Todas essas mudanças causam impacto psicológico significativo no paciente e na família, podendo repercutir durante e após a internação. Dessa forma, objetivando minimizar os sentimentos negativos decorrentes do processo de adoecimento e hospitalização, o serviço de psicologia e a Comissão de Humanização de um hospital geral particular de Fortaleza percebeu a importância da implantação de projetos de humanização. Em junho de 2009, foi iniciado em parceria com o Grupo Trupe do Riso ações com clowns, dentre elas, música e contação de estórias. Atualmente, as intervenções são realizadas uma vez por semana. No mesmo ano, foi iniciado a brinquedoteca na pediatria, onde são realizadas atividades livres e dirigidas. A mesma acontece duas vezes na semana. Em 2016, dois projetos foram lançados: Musicoterapia e Pet Amigo. O primeiro, mais voltado para o público adulto, é realizado por um músico com um teclado alcançando pacientes nas enfermarias e UTIs. O Pet Amigo iniciou-se no dia das crianças, através da visita dos cães terapeutas. Esta ação ocorre às quintas-feiras, no turno da tarde. A metodologia utilizada pelas intervenções é focada na ludoterapia. Os pacientes, familiares e equipe de saúde veem as intervenções como espaço que proporcionam a socialização e a integração, e contribuem para minimizar o sofrimento psíquico causado pelo adoecimento e hospitalização. Considera-se que, a partir do discurso do público alvo as ações favorecem melhora do humor, diminuição da ansiedade, aumento da satisfação com a instituição, além de ser um espaço de lazer. Conclui-se então que, projetos de humanização no contexto hospitalar contribuem para melhoria da saúde nos aspectos biopsicossociais.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-13 GESTÃO EM SAÚDE
G-12 GESTÃO EM SAÚDE
Boas Práticas no Atendimento ao Cliente em Saúde: Uma Iniciativa Educacional Como Desenvolvimento de Lideranças da Alta Gestão em uma Organização Social de Saúde no Ferramenta de Melhoria da Qualidade do Serviço Município de Fortaleza 1 1 Virgínia Angélica Lopes Silveira1, Jefferson Rafael Marques Barbosa1, Jamille Soares Virgínia Angélica Lopes Silveira , Jefferson Rafael Marques Barbosa , Jamille Soares 1 1 1 Moreira Alves1, Rilka Barbosa Batista1, Lívia Maria de Lima Alcântara1, Flávio Clemente Moreira Alves , Rilka Barbosa Batista , Luana Maria Lopes de Lima Figueiredo , Fernanda Colares de Borba Netto1. Deulefeu1.
1. ISGH.
1. ISGH.
A experiência do cliente tem sido fator decisivo de escolha, tornando-se um diferencial competitivo em todas as instituições sejam públicas ou privadas. A busca contínua pela melhoria nos serviços de atendimento prestado ao cliente em saúde tem sido tema de fóruns, congressos e vários trabalhos científicos na atualidade. Neste âmbito, na saúde pública existe uma preocupação ainda maior com uma consciência solícita na modernização, humanização e qualidade dos serviços prestados, tendo buscado, continuadamente, este aprimoramento constante na excelência do atendimento. O objetivo deste relato de experiência é descrever sobre ação educacional como ferramenta na busca pela melhoria da qualidade do serviço de atendimento em um hospital terciário no município de Fortaleza-CE. No período de dezembro de 2016 a janeiro de 2017, foi realizado levantamento de necessidades de treinamento (LNT) com base no atendimento prestado para a construção do conteúdo dos encontros; reuniões com a Direção de Gestão e Atendimento e Núcleo de Gestão de Pessoas, para delineamento da constituição do público-alvo, metodologia, objetivos de aprendizagem e cronograma. Em seguida, foi criado o Workshop, no período de março a abril de 2017, com a temática: Boas Práticas no Atendimento ao Cliente em Saúde, composto de um encontro presencial de 4 horas, tendo como público-alvo profissionais da linha de frente de atendimento ao cliente externo e interno, com o intuito de proporcionar e sensibilizar os profissionais dos encontros sobre a boa relação com o cliente, trabalhando a abordagem com a aquisição de novos conhecimentos, instrumentos e ferramentas necessárias na prestação do atendimento, proporcionando agregação de valor, construção de habilidades e competências para um serviço humanizado e de excelência. Participaram da ação educativa 145 profissionais distribuídos: Núcleo de Atendimento ao Cliente 31.72% (46); Núcleo Administrativo Financeiro 17,93% (26); Serviço social 7,58% (11); Núcleo de Gestão de Pessoas 7,58% (11); Manutenção 7.58% (11); Imagem 5.51% (08); Ambulatório 4.13% (06); Engenharia Clínica 4.13% (06); Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho 3.44% (05); Centro de Estudos 2.75% (04); Núcleo de Gerenciamento de Segurança do Paciente 2.75% (04); Núcleo de Tecnologia da Informação 1.37% (02); Nutrição 1.37% (02); Ouvidoria 1.37% (02); e Direção 0.68% (01). A qualidade do serviço de atendimento é relevante na inserção do processo organizacional de uma unidade hospitalar gerida por uma organização social em saúde para promoção de ações e assistência aos usuários, para que estabeleça uma reciprocidade de confiança, credibilidade, segurança, facilidade de acesso e boa comunicação. Diante do exposto, a ação educacional é importante para capacitar o profissional a desenvolver as habilidades de boas práticas no atendimento para a busca de bons resultados individuais, equipes, organizacionais e para o cliente final – o paciente.
Liderança é uma habilidade requisitada e de importância para cargos de gestão. Liderar é a competência de conduzir e gerir profissionais e equipes a alcançar com eficácia os resultados almejados de uma organização. Na busca constante pela excelência e qualidade assistencial na esfera da saúde pública, no alinhamento das diretrizes institucionais, tais como: missão, visão, valores, surgem a necessidade de desenvolver e capacitar gestores ajudando-os a implementar suas habilidades como líder, estimulando uma cultura de alta performance com bons resultados, tanto para o profissional em desenvolvimento, quanto para a instituição. O objetivo deste relato é descrever a experiência de criação de um projeto de Desenvolvimento de Lideranças em uma Organização Social em Saúde (OSS) no município de Fortaleza-CE. Com a meta de garantir gestores qualificados, competentes e habilidosos nos aspectos da liderança se instituiu uma equipe executiva, composta por multiprofissionais da instituição encarregada do projeto. Foram realizadas no período de fevereiro a dezembro de 2016 as seguintes ações: levantamento da literatura sobre o tema, rodas de conversa, Benchmarking com empresas que já desenvolvem trabalhos similares, encontros com gestores na busca de identificar por meio de Feedback os Gap de conhecimentos, reuniões com instituições de ensino que trabalham com programas equivalentes e análise de propostas para aplicação e operacionalização do escopo do projeto dentro das demandas institucionais. A equipe de projeto desenvolveu o programa denominado: Líderes de Alta Performance. O mesmo contém: grade modular e seus respectivos conteúdos, tempo de execução, tipos de metodologias a serem utilizadas, tendo como público-alvo Diretor-Presidente, Direções Executivas e de Unidades de negócio, Gerências, Coordenações Médicas e de Enfermagem de áreas estratégicas da organização. Por tratar-se de um projeto em fase de implantação, o mesmo encontra-se com a Diretoria Executiva da organização para validação técnica e financeira. Laborar sobre habilidades comportamentais e técnicas no escopo da liderança passou a serem requeridas com o fundamento de qualidade assistencial e satisfação do funcionário. Diante do exposto, o programa faz-se necessário ser implantado nas unidades de negócio geridas pela OSS nas seguintes esferas do Sistema Único de Saúde: atenção primária, secundária e terciária. Na medida que o gestor participa do desenvolvimento da liderança ele compreende o seu papel e missão como líder.
G-14 GESTÃO EM SAÚDE
G-15 GESTÃO EM SAÚDE
Programa de Líderes na Atenção Primária em Saúde Como Ferramenta de Gestão em Educação Permanente Como Estratégia Metodológica Para Disseminação de Melhores Práticas em Saúde uma Organização Social de Saúde 1
2
1
1 1 Virgínia Angélica Lopes Silveira , Jefferson Rafael Marques Barbosa , Leonardo Bruno Virgínia Angélica Lopes Silveira , Raquel Lucena Nicodemos , Ianna Oliveira Sousa , 2 2 1 1 1 Rodrigues da Costa , Rilka Barbosa Batista , Luana Maria Lopes de Lima Figueiredo , Anna Philomena de Alencar Brito , Demostênia Coelho Rodrigues , Jamille Soares 1 1 Moreira Alves . Gleiciane Sousa Fontenele .
1. ISGH. 2. HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI.
1. ISGH. Treinamentos, capacitações e formações profissionais são realizados por empresas e instituições com as mais diversas temáticas, como: comunicação, trabalho em equipe e comprometimento, não atingindo ao final seus objetivos propostos, pois em sua maioria está na necessidade de desenvolver os aspectos e habilidades no perfil de gestor com ênfase na liderança. Quando se desenvolvem líderes, o custo é menor do que treinar a organização como um todo e o resultado é mais efetivo já que o desenvolvimento de lideranças tem um elevado potencial de multiplicação, podendo trazer resultados positivos para toda a instituição. O objetivo deste é descrever uma experiência de formação dos gestores da Atenção Primária em Saúde no prisma da liderança em uma Organização Social de Saúde no município de Fortaleza-CE. Foram realizados, no período de novembro de 2016 a fevereiro de 2017, o levantamento de necessidades de treinamentos (LNT), com enfoque nos gap de conhecimentos e habilidades dos gestores, público-alvo, através de reuniões com a Direção Executiva e o Núcleo de Gestão de Pessoas da Atenção Primária em Saúde, bem como análise das avaliações de desempenho dos gestores, na busca do delineamento do conteúdo para a formação. O treinamento Liderança em Saúde foi formatado e implantado em março de 2017, tendo como público-alvo doze gestores da Atenção Primária em Saúde, dentre eles: Gerentes, Assessores Técnicos, Assistentes Administrativos e Analista de Recursos Humanos, que realizam a gestão compartilhada de 110 Unidades Básicas de Saúde e de 14 Centros de Atenção Psicossocial no município de Fortaleza-CE, nos eixos de Farmácia, Laboratório e Núcleo de Atendimento ao Cliente. A formação Liderança em Saúde busca desenvolver o autoconhecimento, empatia, resiliência, relacionamento, comunicação interpessoal, inteligência emocional e a criatividade. Constituída de forma modular, com a seguinte composição: Autoconhecimento, Cultura Institucional, Liderança em Saúde, Gestão de Pessoas, Desenvolvimento de Equipes, Comunicação/ Feedback e Gerenciamento do Tempo. Os momentos iniciaram dia 17 de março de 2017 e acontecem a cada 15 dias, contendo atividades inter-modulares, que foram postadas e avaliadas por 3 tutores na plataforma de educação a distância. Atualmente, a formação encontra-se em andamento, seguindo para o segundo momento da temática Liderança em Saúde. A formação pode auxiliar e proporcionar aos gestores, através da educação institucionalizada, elementos que os auxiliem na multiplicação do exercício da liderança em suas respectivas áreas/ eixos, fortalecendo a missão, a visão, e os valores institucionais, em busca de resultados eficientes.
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A Educação Permanente, no âmbito das Políticas Nacionais de Saúde, configura-se como uma proposta de ação estratégica capaz de contribuir para a transformação dos processos formativos, assim como das práticas andragógicas, administrativas e assistenciais. Também, favorece a organização dos serviços, empreendendo um trabalho articulado entre o sistema de saúde, em suas várias esferas, gestões e instituições formadoras. Nesse estudo, pretende-se descrever a implantação de Treinamentos Admissionais/ Introdutórios para a equipe multiprofissional de um hospital terciário do SUS, localizado na cidade de Juazeiro do Norte/CE. Os Treinamentos Admissionais/ Introdutórios surgiram da necessidade de capacitar a equipe recém-admitida na construção de conhecimentos na área técnico-científica, ética, sociocultural e relacional, para melhor assistir ao paciente, seguindo Protocolos institucionais, como: Identificação e registros seguros do paciente; Protocolo de sepse; Protocolo de pneumonia associada à Ventilação Mecânica e outros inseridos na rotina da unidade. As ações educativas iniciaram em março de 2015 no Centro de Estudos do referido hospital, com apoio da Direção Geral e Gestores de Áreas. O método de escolha para a capacitação da equipe multiprofissional foi metodologias ativas/ aprendizagem significativa de ensino-aprendizagem, através de discussões em grupo. Foram realizados 171 treinamentos, destes 46 realizados em 2015, 67 aconteceram em 2016 e 58 de janeiro a maio de 2017. A intervenção favoreceu o interesse pelas temáticas e a motivação dos profissionais, e a Educação Permanente em saúde facilitou a integração dos mesmos, fortalecendo o comprometimento profissional através das competências éticas e técnicas, resultando no desenvolvimento da consciência de grupo.
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-17 GESTÃO EM SAÚDE
G-16 GESTÃO EM SAÚDE
Fortalecimento da Linha de Cuidado em AVC Mediante à Capacitação em Serviço em um Metodologia da Problematização Como Estratégia Para Reduzir Acidentes de Trabalho: Aplicação do Arco de Maguerez Hospital Terciário do SUS 1 2 Virgínia Angélica Lopes Silveira1, Raquel Lucena Nicodemos2, Gustavo Viera Rafael3, Virgínia Angélica Lopes Silveira , Raquel Lucena Nicodemos , Alice Maria Correia 3 3 3 Anna Philomena de Alencar Brito3, Demostênia Coelho Rodrigues3, Fernanda Gadelha Pequeno Marinho , Ana Paula Oliveira da Silva , Jailma dos Santos Barbosa , Francisca 3 Diana da Silva Negreiros . Severino3.
1. ISGH. 2. HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI. 3. ISGH; UNIFOR.
1. ISGH. 2. HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI. 3. UECE.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) refere-se ao desenvolvimento rápido de sinais clínicos de distúrbios focais e/ou globais da função cerebral, com sintomas de duração igual ou superior a 24 horas, de origem vascular, provocando alterações nos planos cognitivo e sensório-motor, de acordo com a área e a extensão da lesão. Associado à temática, segundo dados da World Stroke Organization, um em cada seis indivíduos no mundo terá um AVC ao longo de seu curso de vida. Tais dados chamam atenção para a importância de ações voltadas à vigilância à saúde dessas pessoas, tanto no sentido de reabilitação quanto de prevenção e promoção da saúde, a fim de favorecer a qualidade de vida da população. Além disso, a Linha de Cuidado em AVC, instituída pela Portaria MS/GM nº 665, de 12 de abril de 2012, e parte integrante da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, propõe uma redefinição de estratégias que deem conta das necessidades específicas do cuidado ao AVC. Diante disso, pretendeu-se, com o estudo, descrever como se deram as capacitações em serviço para médicos e enfermeiros em um hospital terciário do SUS, do interior cearense, de referência no atendimento a paciente com AVC, objetivando fortalecer a linha do cuidado do AVC no referido hospital, além de melhorar a triagem dos casos suspeitos de AVC atendidos no setor de Urgência e Emergência. Para as capacitações em serviço, como objetivo de aprendizagem, foi elencado: treinar médicos e enfermeiros quanto ao Protocolo do AVC Institucional, além de sensibilizá-los quanto ao impacto da adesão às medidas recomendadas no Protocolo. Como estratégia para as capacitações, pode-se mencionar: apresentação, mediante exposição dialogada, do protocolo do AVC; apresentação da taxa atual de adesão ao protocolo e fragilidades; discussão de caso de paciente elegível ao protocolo e manejo ao paciente; além de discussão em grupo acerca da adesão ao protocolo de AVC. Quanto aos domínios de aprendizagem nas capacitações, citam-se: o afetivo, ou seja, trabalhando a atitute e a motivação de médicos e enfermeiros quanto à adesão ao Protocolo, além do conhecimento do protocolo propriamente dito. Essas estratégias de capacitação mostram-se eficazes, pois os processos formativos desenvolvidos em estabelecimento de saúde, a exemplo de hospital de referência ao atendimento do paciente vítima do AVC contribuirá com ampliação das discussões, reflexões sobre as práticas do processo educativo, e do melhor manejo na prestação do cuidado, assim como o envolvimento dos profissionais
Berbel, defensora da Metodologia da Problematização, a exemplo do Arco de Maguerez, a propôs inicialmente como um caminho de ensino e mais recentemente como de pesquisa, como um processo rico, porém complexo, demandando esforços pelos que a desenvolvem. O presente estudo trata-se de um Relato de Experiência que teve como objetivo descrever a experiência da aplicabilidade de metodologias ativas como estratégia de aprendizagem problematizadora através da aplicação do Arco de Maguerez. A implantação da estratégia deu-se junto ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) de um hospital terciário do SUS. Inicialmente, foi solicitada anuência da Direção e, posteriormente, à aprovação, a equipe multidisciplinar do SESMT foi convidada a participar de uma reunião com a equipe de mestrandos na própria instituição hospitalar, em que foi esclarecido o objetivo do encontro e comunicado quanto à aplicação do Arco de Maguerez. Foram seguidas as cinco etapas do Arco de Maguerez: 1ª etapa, foi observada a realidade (problema), onde o SESMT expôs os acidentes por pérfurocortante pela equipe de enfermagem; 2ª etapa, acerca dos pontos-chaves, o SESMT levantou vários, como exemplo o ato inseguro, utilização inapropriada de lâminas pela equipe de enfermagem, subnotificação de acidente, recorrência de acidentes pelo mesmo profissional, dentre outros; 3ª etapa, relacionada à teorização, foi levantada a própria Norma Regulamentadora (NR) 32, um estudo de Bekke e Araújo, e outras leis que regulamentam o serviço; 4ª etapa, foram levantadas as hipóteses de solução, que foram: fortalecer a Educação Permanente quanto à prevenção de acidentes e no fluxo de acidentes de trabalho, assim como o fortalecimento da comunicação entre funcionários, dentre outros; 5ª e última etapa, relacionada à aplicação à realidade, foi proposto: aumentar o monitoramento pelo SESMT nos setores assistenciais nas situações de risco, estabelecer um fluxo no setor de laboratório para tornar eficiente o fluxo de acidente de trabalho por perfurocortante, proibir o uso de lâmina pela equipe de enfermagem, estabelecer campanhas de sensibilização nas unidades assistenciais, entre outros. A atividade desenvolvida propiciou aos gestores a compreensão acerca do apoio necessário para que o SESMT atuasse na prevenção de acidentes com perfurocortantes, bem como o estabelecimento de parcerias e compromisso de todos os colaboradores, para que se sensibilizassem quanto às boas práticas no que concerne à prevenção de acidentes. Assim, cada participante tornou-se o principal protagonista no processo de mudança e transformação do ambiente. A aplicabilidade da estratégia culminou com a implementação de um projeto de intervenção relacionado à redução de acidentes por pérfurocortante, estabelecendo planos de ação e monitoramento contínuo, além do fortalecimento de processos formativos, da Educação Permanente em Saúde à equipe multiprofissional.
G-18 GESTÃO EM SAÚDE
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Estratégias de Implantação do Protocolo de Jejum Pré-operatório de Curta Duração com Implantação de uma Ferramenta de Apoio Gerencial em uma Rede de Unidades de Saúde o Uso de Maltodextrina em um Hospital de Fortaleza: Relato de Experiência 1 1 1 Juliana Costa Gomes Araujo , Camila Peixoto de Lima Freire , Mariana Maia Silveira , 1 1 1 1 1 Lívia Maria Nogueira Machado , Henrique Jorge Maia Costa , Francisca Fernanda Alves Moniky Keuly Marcelo Rocha , Livia Rodrigues Farias Moraes , Roger Pereira Valim . 1 1 1 Pinheiro , Sâmia Virgínia de Mendonça Nogueira , Camila da Silva Alves , Ana Larissa 1 Carneiro Urano de Carvalho . 1. ISGH. 1. UNIMED - Fortaleza. Introdução: Os processos que envolvem rotinas hospitalares são de difícil implementação, tendo em vista as dificuldades relacionadas à estrutura de poder, em seus diversos níveis, ao conteúdo de conhecimento e à grande autonomia imputada ao médico. Apesar disso, a estruturação de um time qualificado e especializado para a composição de um escritório de qualidade ainda é pouco frequente. Em algumas situações, torna-se mister que um determinado protocolo seja implantado e, muitas vezes, a obtenção de certificações depende desta ação. Envolver a equipe, motivá-la e promover a adesão a esses protocolos exigem técnicas especiais. Outra grande dificuldade é a análise de processo, do alcance de metas e a adaptação dos insumos para a preferência dos diversos atores. Objetivo: Descrever como foi implantado um protocolo exigido para a acreditação canadense e como foram avaliados e divulgados os seus resultados. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre as estratégias de implantação do protocolo de jejum pré-operatório de curta duração com o uso de maltodextrina em um hospital de Fortaleza. Resultados: Primeiramente, o hospital inovou realizando parceria com uma Universidade pública local, para obter um produto que atendesse às diversas expectativas, incluindo as exigências da acreditadora. A customização do produto foi realizada pela equipe multiprofissional que melhorou, inclusive, as condições de estoque. Foram definidos os procedimentos a serem incluídos e, em seguida, estabelecidas as condições de exclusão. O projeto piloto ajustou o plano de ação e o fluxograma de competência. Juntamente com as lideranças foram determinadas metas e fórmulas para indicadores. A nova política foi divulgada na instituição, implantada e é monitorada por meio dos novos indicadores e tem, como foco, primeiramente a taxa de adesão e o tempo de administração da Maltodextrina no paciente. Percebeu-se, durante o período, que os pacientes que foram incluídos no protocolo não apresentaram eventos adversos relacionados ao uso da Maltodextrina e nem complicações relacionadas ao jejum. A partir destes resultados o hospital instituiu o uso do novo produto para todos os pacientes que tenham indicação de jejum. Conclusão: Estratégias profissionais especializadas, com ações bem planejadas, levaram à implantação eficaz e efetiva de um protocolo institucional.
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Introdução: A gestão da qualidade é uma estratégia de administração orientada para a qualidade dos serviços prestados pelos processos de uma organização. Ao oferecer serviços de saúde baseados em princípios de qualidade, instituição e paciente são mutuamente beneficiados. Para que decisões sejam tomadas, a avaliação dos resultados precisa ser periódica e sistemática. Gerenciar uma rede de unidades de saúde através de uma organização social é um desafio, pois o alinhamento entre os setores é uma premissa. Com o objetivo de alinhar a gestão, dar suporte no gerenciamento e análise mensal dos resultados dos setores pelos gestores, foi criada a ferramenta Planilha Gestão. Objetivo: Construir uma ferramenta de suporte para gerenciamento e análise mensal dos resultados dos setores assistenciais e de apoio das unidades de saúde pelos seus gestores. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal. O instrumento de apoio gerencial foi construído por uma equipe multidisciplinar da organização social entre os meses de fevereiro e março de 2016. Foi inicialmente elaborado como piloto em arquivo de programa Excel e disponibilizado para cada unidade de negócio avaliar a aplicabilidade da ferramenta na rotina diária dos serviços. Cada aba da planilha contempla: mapa estratégico com desdobramento de metas para o serviço, perfil epidemiológico, modelagem do processo, indicadores de resultado com análise de fato, causa e ação, indicadores drivers, principais interações do processo, identificação e priorização dos riscos e gerenciamento de eventos adversos. Após a validação do piloto pelos gestores, a ferramenta foi disponibilizada através de nuvem de compartilhamento para quatro unidades de negócio conforme a realização do planejamento estratégico de cada unidade, a primeira unidade começou a utilizar a planilha gestão em agosto de 2016. Resultados: A implantação da ferramenta foi realizada de forma gradativa; 3 das 4 unidades de negócio já implantaram a planilha gestão. A avaliação da adesão ao instrumento será realizada após 6 meses de implantação e uso da planilha pela última unidade para poder ser identificado oportunidades de melhoria na ferramenta e a sua utilidade para o suporte no gerenciamento diário da rotina dos gestores de área. Em avaliação prévia do instrumento, percebe-se o preenchimento da planilha e uma tendência ao desenvolvimento da habilidade gerencial. Conclusão: Gerenciar serviços de saúde não é tarefa fácil. Profissionais de saúde têm formações acadêmicas direcionadas para a assistência, deixando em segundo plano a capacitação gerencial. Na gestão, ao se depararem com a complexidade de um serviço de saúde, alguns possuem dificuldades de sistematização gerencial do serviço que está administrando, sendo de extrema importância o suporte ao gestor para o desenvolvimento desta habilidade, através de ferramentas de suporte gerencial, que de forma simplificada, contribuem para a análise e busca dos resultados de excelência para os serviços.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-20 GESTÃO EM SAÚDE
G-21 GESTÃO EM SAÚDE
Certificação de Qualidade em uma Unidade de Pronto Atendimento 1
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Relato de Experiência da Implantação de um Projeto Piloto de Protocolo de Lesões de Pele em UTI Clínica 1
Mariana Maia Silveira , Tarcylio Esdras de Almeida Rocha , Roger Pereira Valim , Moniky Keuly Marcelo Rocha1, Camila Peixoto de Lima Freire1, Juliana Costa Gomes Araujo1. Lia Araruna de Lima1, Priscilla Brasileiro Galvão Freire1, Antonielle Carneiro Gomes1, Francisca Amisterlane Mota de Lima1, Francisca Fernanda Alves Pinheiro1, Daniele de 1. ISGH. Oliveira Moreira1. 2. UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO - CRISTO REDENTOR. 1. UNIMED Fortaleza. Introdução: Acreditação é um sistema de avaliação e certificação da qualidade dos serviços em saúde. Seu principal atributo é a educação e melhoria contínua nas Introdução: A pele é o maior órgão do ser humano, cobrindo toda a sua superfície sendo instituições de saúde, sem finalidade de fiscalização ou controle como órgãos responsável por manter a integridade da forma corporal visível. Representa de 8 a 16% do governamentais. A instituição avaliada pode ser certificada em 3 níveis: Acreditado a peso total, podendo atingir até 2 metros quadrados de extensão em um indivíduo adulto. atender aos critérios de segurança do paciente; Acreditado Pleno a atender aos critérios As lesões por pressão são um problema de saúde pública; além de assinalar um indicador de segurança, apresentar uma gestão integrada e comunicação alinhada entre os de qualidade (negativa) da assistência, necessitando de maior investigação, com processos; Acreditado com excelência se a instituição tiver os critérios citados finalidade de determinar fatores preventivos em âmbito nacional, a prevenção e o anteriormente com uma cultura organizacional de melhoria contínua e maturidade controle das lesões são desafios constantes para pacientes, profissionais e instituições, institucional. Entendendo a importância e os benefícios gerados por este processo, e tanto devido à elevada incidência, quanto pelas consequências geradas. Portanto é buscando a eficiência no serviço público em especial no setor de emergência, uma importante trabalhar a prevenção de lesões por pressão, utilizando-se de instrumentos Organização Social em Saúde (OSS) adotou esta prática em uma de suas Unidades de validados para a clínica. A adoção de protocolos de prevenção de lesão por pressão (LPP), Pronto Atendimento (UPA), desafiando os paradigmas mentais dos colaboradores desta aliados a medidas educativas têm mostrado efeito positivo sobre a redução da incidência área. Objetivo: Demonstrar os benefícios gerados por um processo de Acreditação numa de LPP. Em um hospital de longa permanência, após intervenção educativa a incidência unidade de saúde. Método: Foi feita uma preparação estratégica na unidade por uma foi reduzida de 23% para 5%. Nos pacientes críticos, observa-se a diminuição da equipe multidisciplinar da OSS, juntamente com os colaboradores, gestores e diretores da incidência de 43% para 28%. Objetivo: Descrever a experiência da implantação um unidade. Entre o período de junho de 2015 a fevereiro de 2017, através de reuniões, protocolo piloto de lesões de pele em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto. assessorias estratégicas, oficinas, treinamentos e auditorias internas. Cada uma das ações Metodologia: O relato de experiência é um estudo descritivo de abordagem qualitativa. A realizadas teve o foco principal de educar os colaboradores e disseminar a cultura de experiência foi vivenciada em uma UTI Adulto de um hospital geral privado de nível segurança e qualidade na unidade. Foram reestruturados processos, implantados terciário, acreditado nacional e internacionalmente, referência na cidade de Fortalezaprotocolos assistenciais e redefinidos fluxogramas de acordo com o perfil CE, no período de fevereiro a março de 2017. Resultados: A avaliação da efetividade do epidemiológico da unidade. Resultados: Ao evidenciar pontos fortes no atendimento protocolo deu-se por monitoramento visual da estomaterapeuta da instituição das novas inicial aos pacientes com: IAM com supra, onde 100% destes tiveram administração da práticas implantadas baseadas no protocolo piloto e na avaliação da incidência de lesão. medicação indicada com impacto em mortalidade, este mesmo percentual foi Os resultados demonstraram que, após a utilização de um protocolo para prevenção de transferido em tempo médio de 2 horas para o hospital de referência mesmo com toda LPP em uma UTI, dos 501 pacientes admitidos no período de 6 meses, com exceção de 05 complexidade enfrentada na regulação; e Sepse, foi implantado o protocolo que assiste o que apresentavam LPP na admissão, apenas 01 desenvolveu LPP, corroborando com uma mesmo desde a classificação de risco, onde é sinalizado para o médico através do sistema incidência de 0.2%. A aplicação do protocolo promoveu regressão significativa das lesões, um possível foco de infecção, com esta adaptação houve um aumento de 316% na em todos os pacientes na ocasião da alta. Como a instituição trabalha com indicadores de identificação precoce destes pacientes, um aumento de 43% na conformidade dos qualidade da assistência e notificação de eventos adversos, também foi verificado que, as protocolos (administração do ATB na 1° hora e reposição volêmica adequada), em alguns novas práticas inseridas pelo protocolo estavam sendo realizadas corretamente, e houve meses chegando a 100%, com esta sensibilidade a evolução para o choque séptico impacto na redução da incidência de LPP. Conclusão: O protocolo proposto, realizado reduziu em 21%, além de demonstrar cuidados centrados no paciente. Por isso, a unidade adequadamente, é um instrumento importante na prevenção da lesão por pressão na UTI. foi certificada como Acreditada em fevereiro de 2017. Conclusão: As estratégias implementadas de reuniões, assessorias, oficinas, treinamento e auditorias, assim como a implantação de planos de ação, sistemática de avaliações de resultados e gerenciamentos junto ao engajamento e comprometimento da equipe e liderança, podem favorecer para a excelência do processo gerencial.
G-22 GESTÃO EM SAÚDE
G-23 GESTÃO EM SAÚDE
Utilização do Princípio de Capabilidade de Processo Para Avaliação do Protocolo Clínico Avaliação de Reação de Cuidadores Orientados por um Serviço de Assistência Domiciliar da Cidade de Fortaleza de Jejum 1 1 Samia Virginia de Mendonca Nogueira1, Francisca Fernanda Alves Pinheiro1, Lívia Maria Antonio Romário Mendes da Silva , Ulyana Belém de Oliveira , Cristiano Walter Moraes Rola Junior1. Nogueira Machado1, Camila da Silva Alves Jácome1, Henrique Jorge Maia Costa1.
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1. UNIMED Fortaleza.
1. UNIMED Fortaleza.
Introdução: Enfrentamos grande dificuldade em avaliar os resultados de um protocolo clínico em ambiente hospitalar. Muitas variáveis incomuns, como a existência de anomalias sem falha ou com falha ou problemas não gerenciáveis, mas que precisam de acompanhamento e projeção. Isso somado a uma larga margem de valores considerados. Portanto, necessitam de uma ferramenta de normalização especializada. Apesar disso, as ferramentas de controle estatístico de processo são pouco ou má autilizadas. Às vezes, um processo consegue melhorar uma vulnerabilidade (controle), mas ainda está fora das especificações estabelecidas nas metas (conformidade). O uso dos critérios de capabilidade dá uma visão dinâmica, qualificando um processo em: controlado ou não controlado; e, ainda aponta a posição dos resultados em relação às metas. Objetivos: Utilizar o princípio de capabilidade de processo, para avaliação dos resultados do protocolo clínico de jejum pós operatório, determinando se a vulnerabilidade vem sendo controlada e se está dentro das especificações. Métodos: Estudo prospectivo, observacional, incluindo pacientes que realizaram os seguintes grupos de cirurgias/ exames: broncoscopia, traqueostomia, tomografia, hemodinâmica, ultrassonografia, PO de cirurgia de abdomem, PO de cirurgia, PO de neurocirurgia e PO de cirurgia ortopédica no período de julho a dezembro/2016. Para cálculo de capabilidade de cada grupo de cirurgia ou exame foi considerado os índices Cp e Cpk, obtidos através dos limites de superiores e inferiores de especificação, sendo o primeiro igual à meta de tempo de jejum para determinada cirurgia/ exame, e o último igual a zero; além de 4 desvios padrões estimados. Foi verificado ainda a normalidade dos dados coletados ao longo de 6 ciclos (mensal) de observações. Resultados: Os grupos de cirurgias/ exames considerados incapazes (Cpk < 1) foram: broncoscopia (LSE = 8, μ = 18.04, = 9.46, Cp = 0.21 e Cpk = -0.53); traqueostomia (LSE = 8, μ = 14.59, = 1.74, Cp = 1.15 e Cpk = -1.89); tomografia (LSE = 8, μ = 12.92, = 2.04, Cp = 0.98 e Cpk = -1.21); hemodinâmica (LSE = 8, μ = 11.56, = 4.52, Cp = 0.44 e Cpk = -0.39); ultrassonografia (LSE = 8, μ = 7.85, = 2.05, Cp = 0.97 e Cpk = 0.04) e PO de cirurgia de abdomem (LSE = 24, μ = 32.72, = 14.12, Cp = 0.85 e Cpk = 0.54); e os considerados capazes (Cpk ≥ 1.33): PO de cirurgia cardíaca (LSE = 24, μ = 16.69, = 3.20, Cp = 2.81 e Cpk = 2.61), PO de neurocirurgia (LSE = 24, μ = 16.72, = 4.13, Cp = 2.18 e Cpk = 2.02) e PO de cirurgia ortopédica (LSE = 12, μ = 11.63, = 3.29, Cp = 1.83 e Cpk = 1.77); nenhum grupo de cirurgia/ exames obtiveram o índice aceitável (1 ≤ Cpk ≤ 1,33), e todos eles apresentaram dados normais. Conclusões: Os resultados do protocolo clínico de jejum demonstraram 6 grupos de cirurgia/ exames com índice incapaz, sugerindo investigação de causalidade, para entender o que está gerando uma variação maior do que os limites de especificação; somente 3 grupos obtiveram índice de capacidade, denotando maior controle sobre os tempos de jejum destes pacientes.
Introdução: Segundo Marzari e Girardon-Perlini (2005), o papel de cuidador familiar está cada vez mais presente na vida das famílias, principalmente, quando há mudanças no perfil clínico ou inclusão de novos equipamentos na assistência ao paciente. Para tal, é necessário que o cuidador possua conhecimento e segurança na realização de cuidados relacionados à saúde. Diante deste contexto, surge o questionamento: Qual a avaliação que os cuidadores fazem do momento de orientação acerca dos cuidados domiciliares, realizado por um serviço de assistência domiciliar? Objetivo: Expor o resultado das avaliações de reação de cuidadores orientados por um serviço de assistência domiciliar. Metodologia: O estudo foi desenvolvido no período de janeiro a março de 2017, em uma empresa privada de assistência domiciliar da cidade de Fortaleza. O questionário de avaliação de reações contém 10 itens, associados a uma escala de quatro alternativas de respostas (Ótimo, Bom, Regular e Ruim), e foi aplicado aos cuidadores que participaram de momentos de orientação acerca dos cuidados domiciliares. Ao todo, 158 cuidadores participaram de um total de 54 momentos de orientação. Desse total, 56.3% eram cuidadores contratados pela família e 43.5% eram familiares que desempenhavam as funções de cuidadores. A aplicação do instrumento de avaliação de reações ocorria ao término do momento de orientação. O questionário foi aplicado coletivamente no local do evento, pelo instrutor. Os dados obtidos foram submetidos a análises descritivas e de cunho exploratório. Resultados: As questões relacionadas ao instrutor (didática, capacidade de esclarecer dúvidas e relacionamento com os cuidadores) ficaram acima dos 90% em todo período da pesquisa. Esse resultado demonstra que o papel do instrutor está além do ensino de rotina de cuidados, ele colabora para o processo de adaptação do cuidador para nova rotina. As questões relacionadas ao momento de orientação em si (importância dos conteúdos, local e recursos metodológicos) tiveram uma variação entre 78.6% e 97% para ótima. Tal resultado ressalta a importância de uma estrutura própria para receber a demanda dos cuidadores. As questões relacionadas ao cuidador (motivação, nível de informações adquiridas, expectativas e satisfação geral) tiveram uma variação entre 81.8% e 94.5% ao longo dos meses estudados. Esse agrupamento de questões reflete o resultado final do processo de orientação, uma vez que a partir dele conseguimos obter a efetividade das orientações fornecidas. Conclusões: Por meio da avaliação de reação é possível obter informações para subsidiar a melhoria dos momentos de orientação com os cuidadores. Além disso, urge a necessidade de projeção de um sistema de transferência de conhecimento, onde todos os envolvidos no processo (cuidadores, instrutores e gestores) tenham clareza quanto ao papel que devem desempenhar para a melhoria da performance do cuidador e, consequentemente, do paciente cuidado.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-24 GESTÃO EM SAÚDE
G-25 GESTÃO EM SAÚDE
Auditoria Farmacêutica na Saúde Suplementar 1
A Verticalização Como Estratégias Para Redução do Custo de Quimioterápicos Orais e Imunobiológicos 1
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Vicente de Souza Lima Neto , Danúsio Pinheiro Sartori , Igor Monteiro Albuquerque , Joel Bezerra Vieira1, Jéssica Ferreira Romero1, André de Jesus Roldan Viana1. Danúsio Pinheiro Sartori1, Vicente de Souza Lima Neto1, Fátima Daiana Dias Barroso1, Ernani Ximenes Rodrigues1, André de Jesus Roldan Viana1, Antônio Nilson Mendes dos Santos Junior1. 1. UNIMED Fortaleza, Diretoria de Provimento e Saúde. Introdução: Dentre os gastos com assistência com a saúde, assumem grande importância os medicamentos, com representação significativa e crescente, tornando-se uma ameaça à sustentabilidade da Saúde Suplementar. Neste sentido, a implantação da auditoria farmacêutica constitui-se uma importante ferramenta para controle e avaliação dos recursos, visando à melhoria na qualidade e racionalização no uso dos fármacos. Objetivo: Apresentar as ações operacionais da auditoria farmacêutica nos hospitais com suas principais estratégias farmacoeconômicas e seus resultados. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo do tipo estudo de caso em que a unidade de análise foi uma Operadora de Plano de Saúde localizada em Fortaleza-CE. Resultados: A auditoria desenvolve programas e atividades de Monitorização dos Medicamentos Estratégicos, como antimicrobianos (ATM); Oncoquimioterapia; Imunobiológicos, além de prestar informações farmacoterapêuticas, elaboração de pareceres técnicos e avaliações farmacoeconômicas e auditoria presencial. Na gestão de ATM, destacamos o programa Stewardship que é realizado em oito hospitais credenciados. Neste programa são realizadas avaliações do consumo global, assessoria com médicos infectologistas, padronização de condutas e medidas intervencionistas, sendo um esforço multiprofissional para aperfeiçoar o uso de ATM, levando a benefícios mensuráveis em termos ecológicos e econômicos. Em 2016, foram acompanhados 3.960 pacientes e 10.021 esquemas de ATM, sendo efetivas 2.095 sugestões e gerando uma economia estimada em R$ 3.867.158,96. Na Oncoquimioterapia, a auditoria farmacêutica busca alternativas para minimizar dispêndios e racionalizar o uso destes fármacos em parceria com o serviço de Auditoria Oncológica. No ano de 2016, foram gastos R$ 93.681.284,49 com medicamentos antineoplásicos, no qual R$ 76.236.878,74 foi com quimioterapia endovenosa (81.4%) e R$ 17.444.405,75 (18.6%) com quimioterapia oral. O acompanhamento dos pacientes reumatológicos é feito desde 2012 e tem como objetivo avaliar a farmacoterapia e a farmacoeconomia dos medicamentos imunobiológicos. O modelo do fluxo operacional, formulários e metodologia de acompanhamento dos pacientes foram desenvolvidos de forma compartilhada entre a auditoria reumatológica e a equipe de auditoria farmacêutica e foram acompanhados, até 2016, 354 pacientes. Conclusão: Embora a importância da auditoria farmacêutica envolva uma discussão recente, é preciso desde já, que aspectos relacionados à sua implantação, estruturação e desenvolvimento sejam apoiados, uma vez que essa prática ajuda na descrição e análise de diversos elementos assistenciais e de gestão. Desta forma, a auditoria farmacêutica passa a ser uma ferramenta útil para tais propósitos, incluindo o fortalecimento do uso racional de medicamentos.
G-26 GESTÃO EM SAÚDE
1. UNIMED Fortaleza, Diretoria de Provimento e Saúde. Introdução: A verticalização pode ser definida como o processo por meio do qual uma única empresa gerencia os planos de saúde e a prestação de serviços médicos, buscando unir os produtos e/ou serviços oferecidos ao paciente em uma única organização. Diversos benefícios competitivos podem ser citados, como a facilidade nos processos de auditoria, um melhor conhecimento do cliente e um padrão de qualidade mais homogêneo, sendo a redução dos custos e a racionalização dos serviços os mais evidenciados. Objetivo: Demonstrar os benefícios econômicos da verticalização dos quimioterápicos orais (QT-O) e imunobiológicos (IMB). Metodologia: Realizou-se um estudo observacional de utilização de QT-O e IMB na rede própria de uma Operadora de Plano de Saúde (OPS) de Fortaleza-CE, em 2016. Calculou-se o Custo-oportunidade utilizando os dados do estudo observacional e comparando com o custo estimado de utilização dos mesmos fármacos na rede credenciada e, na ausência de precificação, foi utilizado o valor da revista Brasíndice (edição 873), utilizando o ICMS de 17% com o inflator de 38.34%. Resultados: QT-O e IMB representaram 17% (R$ 36.540.791,99; R$ 216.923.706,05) dos custos com medicamentos da operadora e 48% dos fármacos utilizados na rede própria. Entre os QT-O com maior custo estão o Imatinibe (25%; R$ 4.293.011,79) e Abiraterona (17%; R$ 2.860.455,12). Entre os IMB com maior dispêndio estão o Adalimumabe (32%; R$ 6.165.441,24) e Infliximabe (31%; R$ 6.095.335,90). A medida administrativa para verticalização destes fármacos foi responsável por um custoevitado de R$ 10.959.679,89, uma economia de 30%, sendo os QT-O responsáveis por 32% (R$ 5.554.197,58) e os IMB 28% (R$ 5.405.482,31). Os fármacos com maior redução de custo são o Tamoxifeno (316.7%) entre os QT-O, e o Etanercepte (38.4%), entre os IMB. Conclusão: A verticalização é uma estratégia para a melhoria da gestão dos serviços e diminuição dos custos de tratamento. É um desafio para a OPS sensibilizar médicos e clientes da importância dessa estratégia, pois ela modifica o fluxo dos processos. Entretanto, é importante entender que os ganhos atingem também a área assistencial, melhorando a qualidade geral serviço.
G-27 GESTÃO EM SAÚDE
Programa de Telemonitoramento de Doentes Crônicos Como Estratégia de Redução de Otimização dos Critérios de Terapia com Ferro Endovenoso em Pacientes Oncológicos e Portadores de Anemia Ferropriva Custos 1 1 1 1 Adamila Carvalho Joca Franco , Joana Darc Pinheiro Marques , Ines Claudia Rodrigues Rosangela Pinheiro Gonçalves Machado , Ernani Ximenes Rodrigues , Antônio Nilson 1 1 Mendes dos Santos Junior1, André de Jesus Roldan Viana1, Igor Monteiro Albuquerque1, Costa , Fabio Fernandes Dantas . Sandra Emília Almeida Prazeres1. 1. UNIMED Fortaleza. 1. UNIMED Fortaleza. Introdução: O cenário que se apresenta no setor da saúde suplementar torna-se preocupante em face da combinação de diversos fatores, como os altos custos Introdução: A anemia ferropriva se deve à baixa reserva de ferro no organismo e em assistenciais, o envelhecimento de nossa população, a incorporação de novas tecnologias pacientes com câncer a anemia é multifatorial, onde pode existir ferropenia associada à em caráter cumulativo, a pressão da indústria farmacêutica e dos fornecedores de diminuição da produção e aumento da destruição das hemácias, como consequência da equipamentos cada vez mais sofisticados, a pressão dos clientes pelo serviço de ponta, quimioterapia/ radioterapia e infiltração medular, por perdas sanguíneas e comorbidades. enfim um contexto que tem deixado as operadoras preocupadas em se manter no páreo O tratamento inicial da anemia ferropriva consiste no ferro oral: 100-200 mg de ferro da concorrência. Considerando ainda que, no Brasil, a principal causa de mortalidade e elementar ao dia, três a seis meses. Na ausência de resposta ao ferro oral, a próxima opção morbidade são as doenças crônicas não transmissíveis, entende-se que ações de terapêutica consiste no uso do ferro endovenoso, onde existem preparações usadas como prevenção e promoção de saúde são necessárias como estratégia para redução dos primeira e segunda linha. Exceções a essa regra são os pacientes oncológicos com anemia agravos e melhoria da qualidade de vida da população com consequente redução dos grave e sintomática, ferropênica com indicação de reposição rápida de ferro para evitar custos para a operadora de saúde. Nesse intuito, o serviço de medicina preventiva tem transfusão de hemácias ou reduzir o número de transfusões. Objetivo: Definir critérios para realizado, desde 2008, o programa de telemonitoramento de uma parcela dos portadores reposição de ferro endovenoso em pacientes com anemia ferropriva e câncer. de doenças crônicas da operadora de saúde. Objetivos: Monitorar, por meio de ligações Metodologia: Estudo descritivo, sob a perspectiva da OPS, realizado entre Janeiro a Abril de 2015, em que foram realizadas as seguintes etapas operacionais: 1) Avaliação inicial da telefônicas mensais, os clientes eleitos a fim de conscientizá-los sobre sua condição de nova tecnologia a ser incorporada (Carboximaltose férrica - CF) pelo time de Auditores saúde, estimular o autocuidado e promover mudanças para um estilo de vida mais Farmacêuticos, sob ponto de vista técnico, legal e administrativo, para avaliação de saudável, contribuindo, dessa forma, no controle de agravos, diminuição das internações pertinência para inclusão cadastral na Operadora; 2) Definição do time de Gestão Clínica e e consequente redução de custos dos pacientes. Métodos: Anualmente recebemos a lista Auditoria Oncológica, para elaboração do protocolo de forma interdisciplinar e do de prováveis portadores de doenças crônicas ou com alto risco para tal, baseado na paciente-alvo, de acordo com a obrigatoriedade do Rol da Agência Nacional de Saúde; 3) utilização dos serviços de saúde e custos para a operadora. Inicialmente, é realizada uma Realização de revisão da literatura em fontes primárias e secundárias; 4) Consolidação das triagem para confirmar o diagnóstico de algumas das doenças crônicas monitoradas informações com análise farmacoeconômica, através dos valores da OPS para CF e (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias), através da Hidróxido férrico sacarosado (HFS), para identificar o custo entre os mesmos, aplicação de um questionário de perfil de saúde. Sendo confirmado o diagnóstico de considerando custos diretos; 5) Análise colegiada para definição do protocolo com base na algumas dessas patologias, esse cliente iniciará o monitoramento mensal. A iniciativa é eficácia, segurança, comodidade e custos entre ambos. Resultados: Conforme a revisão da realizada por uma enfermeira, com o apoio de uma equipe multidisciplinar, que fornece literatura, os diferentes complexos de ferro endovenosos possuem eficácia semelhante. O orientações de saúde, com o intuito de incentivar o autocontrole dessas doenças e dos paciente-alvo foi o oncológico, por ter cobertura obrigatória pela ANS para reposição de seus fatores de risco, mudança de estilo de vida com práticas de hábitos mais saudáveis. ferro. A primeira abordagem da anemia ferropriva no câncer é o ferro oral. Nos casos com Conclusão: Anualmente é realizado uma análise da utilização comparando os custos indicação do ferro endovenoso são utilizados, inicialmente: ferro III isomaltosídeo; antes do início do monitoramento com os custos após início desse acompanhamento e hidróxido férrico sacarosado e o ferro dextrano de baixo peso molecular. Na resposta também é calculado o Return On Investment (ROI), como forma de comprovação dos inadequada ou necessidade de reposição imediata para evitar transfusão, indica-se a resultados do programa. O ROI do programa tem se mantido sempre acima de R$ 2,00. No carboximaltose férrica. A HFS apresenta menor custo terapêutico, com diferença de R$ ano de 2016, apresentou o maior índice ao longo desses anos com um resultado de R$ 1.256,22, em comparação com a CF. Conclusão: Verificou-se que o ferro oral ainda 4,76. Isso significa uma economia líquida de mais de doze milhões de reais. Portanto, ao permanece como a primeira opção terapêutica. As formulações endovenosas são longo dos noves anos de programa, o telemonitoramento vem se consolidando como igualmente eficazes e utilizadas nas falhas com o ferro oral, porém apresentam custos estratégia eficaz no controle e redução de custos dos pacientes portadores de doenças diferentes. Neste contexto, a elaboração de diretrizes clínicas torna-se importantes crônicas não transmissíveis. estratégias para o uso racional de medicamentos e minimização dos custos em saúde.
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Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-29 GESTÃO EM SAÚDE
G-28 GESTÃO EM SAÚDE Imunoterapia no Melanoma Metastático: Desafios Para a Saúde Suplementar 1
Perfil Epidemiológico: Análise de um Programa de Atenção Domiciliar da Saúde Suplementar em Fortaleza
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Igor Monteiro Albuquerque , Vicente de Souza Lima Neto , Francisca Mylena Melgaço Nunes1, Andre de Jesus Roldan Viana1, Antônio Nilson Mendes dos Santos Junior1, Ernani Artemisa Saldanha de Menezes Fortes1, Cristiano Walter Moraes Rola Junior1. Ximenes Rodrigues1. 1. UNIMED Fortaleza. 1. UNIMED Fortaleza. Objetivo: Apresentar características do perfil dos pacientes crônicos atendidos por um Introdução: O melanoma representa aproximadamente 1 % dos casos de câncer de pele Programa de Atenção Domiciliar que atua em uma operadora de saúde suplementar na no mundo. Entretanto, apesar da baixa incidência apresenta alta mortalidade. Estima-se cidade de Fortaleza-CE, nos anos de 2015 e 2016. Métodos: Foi utilizada uma abordagem que, apenas nos Estados Unidos, 9.730 pessoas morrerão de melanoma em 2017. Neste de caráter descritiva, transversal e quantitativa com base na pesquisa de banco de dados contexto, a imunoterapia vem sendo bastante estudada, principalmente após a chegada do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), tendo como referência o período que do primeiro inibidor de check point (Ipilimumabe), resultando em maior sobrevida compreende os anos de 2015 e 2016. Para garantir a legitimidade da pesquisa foram global para os pacientes e mais alternativas no manejo terapêutico para os oncologistas excluídos do banco de dados todos os pacientes que não eram crônicos ou possuíam clínicos. Em contrapartida, o custo agregado das imunoterapias abre um questionamento alguma inconsistência nas informações coletadas. Resultados: Nestes dois anos de pertinente sobre a sustentabilidade dessas novas tecnologias frente à demanda limitada atendimento, na amostra analisada admitida, o estudo apontou a maior prevalência de de recursos financeiros da saúde suplementar. Objetivo: Analisar os custos da pacientes do sexo feminino; com idade igual ou superior a sessenta e um anos; oriundos imunoterapia no tratamento de melanoma avançado (estágio IV) sob a ótica do serviço de de um mesmo grupo de bairros da cidade. Observou-se ainda, como maior grupo em Auditoria Oncológica de Operada de Planos de Saúde (OPS) de Fortaleza-CE. atendimento de assistência domiciliar, portadores de doenças como demências e Metodologia: Análise de custo utilizando um cenário extrapolado para tratar um neoplasias, tendo destaque o crescimento de pacientes em cuidados paliativos. paciente, no qual foram analisadas as seguintes opções terapêuticas: Ipilimumabe, 3 Conclusões: Houve um crescimento proporcional no número de pacientes atendidos mg/Kg (IPI); Pembrolizumabe, 2 mg/Kg (PMB); Nivolumabe, 3 mg/Kg (NIVO); pelo SAD, com a manutenção da média de permanência no serviço, demonstrando Interleucina-2, 600.000 UI/Kg (IL-2); e, Ipilimumabe, 3 mg/Kg, em associação com provavelmente, a cronicidade dos quadros clínicos decorrentes das patologias atendidas. Nivolumabe, 1 mg/Kg (IPI+NIVO). Os protocolos com IPI foram avaliados com quatro ciclos como horizonte temporal máximo conforme bula; os demais inibidores de check point foram avaliados com tempo de tratamento de um ano. A IL-2 foi analisada em seis ciclos de tratamento. Os custos dos medicamentos foram retirados da revista eletrônica Brasindice (edição 873), utilizando o preço de fábrica com o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17%. Resultados: A imunoterapia que teve maior custo, dentre as opções estudadas, foi com NIVO, totalizando o valor de R$ 428.342,04/ tratamento, já a IL-2 teve o menor custo total, resultando em um valor de R$ 90.951,36/ tratamento. O custo adicional dos inibidores de check point quando comparados a IL-2, tem como consequência um grande impacto orçamentário para OPS. A monoterapia com IPI obteve custo adicional de R$ 187.914,56; com PMB o custo foi de R$ 264.901,82; para a terapia com NIVO o valor foi de R$ 337.390,68. Com relação à terapia combinada IPI+NIVO, o custo adicional foi de R$ 209.880,81. Conclusão: A imunoterapia no tratamento do melanoma significou um novo marco no curso da doença, porém a um custo muito alto para o sistema suplementar. Sob essa problemática, é interessante desenvolver estratégias para selecionar melhor os pacientes que usarão tais tecnologias, sejam por meios de protocolos clínicos ou por meios de exames com biomarcadores, a fim de racionalizar recursos viabilizando o serviço de auditoria oncológica e garantindo a sustentabilidade da OPS.
G-30 GESTÃO EM SAÚDE
G-31 GESTÃO EM SAÚDE
Pesquisa de Satisfação: uma Ferramenta de Melhoria da Qualidade 1
A Importância da Atenção Farmacêutica no Serviço de Home Care por Meio de Visitas Domiciliares 1
Artemisa Saldanha de Menezes Fortes , Cristiano Walter Moraes Rola Junior . 1
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Daniela Frutuoso de Sousa , Camila Maciel Holanda , João Victor Benevides Alves . 1. UNIMED Fortaleza. 1. UNIMED Fortaleza, UNIMED Lar. Objetivo: Apresentar os resultados coletados através da aplicação das pesquisas de satisfação com os familiares dos pacientes em atendimento por um Programa de Atenção Domiciliar (PAD), que atua em uma operadora de saúde suplementar na cidade de Fortaleza-CE, referentes aos anos de 2016 e 2017. Métodos: Foi utilizada para definição da amostra uma abordagem de caráter quantitativa com base na pesquisa de banco de dados do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), tendo como referência o período que compreende a pesquisa. A partir da definição desta amostra foram realizadas entrevistas em abordagens ativas de telemarketing. A compilação de dados a fim de garantir a segurança e legitimidade da pesquisa ocorreu através do sistema de Pesquisa, Satisfação, Qualidade (PSQ). Resultados: Observamos que o maior índice de satisfação foi Atendimento de Enfermagem 88.9%; em seguida, foi Atendimento Médico 88.2%, ambos descritos pelos pesquisados como um atendimento excelente e humanizado. O item Facilidade de Comunicação teve o menor índice de dentre os atributos avaliados na pesquisa, 69.3%. Na avaliação geral, o PAD obteve o percentual de 85.4% quanto ao nível de satisfação. Observou-se ainda que, o nível de insatisfação caiu em praticamente todos os quesitos avaliados de um ano para o outro, indo na avaliação de 23.5% para 12.5%. Observou-se a queda dos índices referentes aos clientes insatisfeitos e o crescimento do percentual de recomendação do serviço, que chegou a 93.9% na segunda pesquisa. Conclusões: Houve a melhoria dos índices em todos os indicadores pesquisados, caracterizando que as observações realizadas na pesquisa inicial foram implementadas com sucesso
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Introdução: A atenção domiciliar (Home Care) proporciona serviços na área da saúde, onde os cuidados aos pacientes acontecem fora do ambiente ambulatorial e hospitalar, porém com todas as condições previstas para uma melhor qualidade de vida. O serviço farmacêutico atua de forma essencial para eficiência dos cuidados terapêuticos domiciliares englobando serviços de atenção farmacêutica, assistência farmacêutica, farmacovigilância, farmácia clínica e auditoria farmacêutica. A atenção farmacêutica promove o uso racional de medicamentos através de ações específicas no contexto da assistência ao paciente. Através do seguimento farmacoterapêutico na visita domiciliar é possível garantir o uso adequado, efetivo e seguro dos medicamentos, potencializando os resultados da farmacoterapia e minimizando riscos e erros, eventos adversos e custos, considerando como diferencial a execução de um plano de adesão voltado aos fatores sociais e familiares em que o usuário está inserido. Objetivos: Demonstrar a relevância do serviço farmacêutico, através das visitas domiciliares, visando o monitoramento da adesão da farmacoterapia, redução de índices de problemas relacionados aos medicamentos (PRM), minimização de custos assistenciais buscando a sustentabilidade da cooperativa devido ao alto custo pela judicialização da saúde suplementar e recursos utilizados com as inovações tecnológicas, e a orientação quanto às boas práticas de armazenamentos de medicamentos, materiais médico hospitalar e dietas enterais. Métodos: O estudo refere-se a um relato de experiência que descreve a atuação do serviço farmacêutico nas visitas a pacientes em internação domiciliar. Os resultados foram executados através de formulários utilizados nas visitas, realizadas no período de Janeiro a Dezembro de 2016. Resultados: Foram realizadas 467 visitas farmacêuticas a pacientes de internação domiciliar, onde 22 foram recusadas pela família ou pelo paciente, quando orientado e/ou consciente. Durante as visitas foram encontradas divergências na quantidade de insumos, decorrente do uso inapropriado e sobras em virtude de períodos de internação hospitalar. Foram realizadas 260 devoluções por excesso de estoque, equivalente ao valor total de R$ 43.806,61. Gerou-se uma considerável economia de R$ 37.645,15 em dietas, materiais médico hospitalar e medicamentos que não foram enviados em virtude do uso inadequado. Foram realizadas 56 intervenções farmacêuticas relacionadas à PRM durante a análise das prescrições médicas. Conclusão: A inserção da visita farmacêutica domiciliar no serviço de home care proporcionou benefícios na adesão da terapia medicamentosa, como também na manutenção da qualidade dos insumos através da orientação das boas práticas de armazenamento e na redução de custos assistenciais.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-32 GESTÃO EM SAÚDE
G-33 GESTÃO EM SAÚDE
Diagnóstico Lean em uma Unidade de Pronto Atendimento 1
Análise de Estratégia Para Aumento do Registro de Notificações em um Hospital Privado de Fortaleza-CE
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Jamille Soares Moreira Alves , Breitner Gomes Chaves , Leonardo Bruno Rodrigues da Costa2, Virgínia Angélica Lopes Silveira2, Fernanda Gadelha Severino3. Samia Virginia de Mendonca Nogueira 1, Lia Araruna de Lima1, Albertina Proença Rodrigues Alves1, Camila da Silva Alves Jacome1, Francisco Alexandre Paes Rego1, 1. ISGH; FANOR DEVRY. Francisco Jose Linhares Filho1. 2. ISGH. 3. ISGH; UNIFOR. 1. UNIMED Fortaleza. Introdução: O pensamento Lean Healthcare, inspirado no sistema Toyota de produção, vem ganhando espaço no seguimento da saúde, devido à sua capacidade de alinhar e otimizar processos, melhorar a experiência dos pacientes e da equipe de trabalho durante o tratamento e vem aparecendo como uma solução eficaz para gerar melhorias em organizações da saúde. Objetivo: Avaliar a aplicação da ferramenta Lean sobre a demanda de atendimento de uma unidade de pronto atendimento (UPA). Métodos: Estudo do tipo estudo de caso, realizado numa UPA em Fortaleza- CE, no período de janeiro a junho de 2015. A população de estudo incluiu todos os atendimentos registrados no período, sendo excluídos aqueles que os pacientes evadiram sem concluir o atendimento. Utilizaram-se duas fontes de dados para serem analisados: o sistema de atendimento da unidade (Ars Vitae), de onde extraíram-se os registros de atendimento dos pacientes nesse período, exportaram-se esses dados para planilhas eletrônicas, e as escalas de trabalho das equipes. Por último, enviaram-se essas informações a uma consultoria especializada na metodologia Lean, onde através de planilhas e simuladores eletrônicos foram analisados. Resultados: No período, analisaram-se 115.675 atendimentos e, segundo o protocolo de Manchester, utilizado pela unidade, 53.1% desses atendimentos foram considerados pouco urgente. A UPA tem como equipe 7 médicos, 4 enfermeiros, 7 técnicos de enfermagem, durante 24 horas e média de 445 atendimentos/ dia, sendo 3.2 min/ paciente no geral. Ao analisar por categoria, seria 22.3 min/ paciente com o médico, e 9.9 min/ paciente com a enfermeira; tempo de ciclo por leito de 99.1 min/ paciente. Se dividir o plantão em 2 turnos de 12 hs: 00:00 as 11:00 (horário A), número médio de 187 pacientes/ dia, e de 12:00 as 23:00 (horário B), número médio de 258 pacientes/ dia. Observou-se que a equipe poderia ser redistribuída, aumentando um médico e um enfermeiro no horário B e retirando um médico e um enfermeiro do horário A; com isso teríamos um tempo médio 3.9 min/ paciente e 2.8 min/ paciente, no geral, nos horários A e B, respectivamente e conseguiria manter o tempo médio com o médico e a enfermeira de 22.3min/ paciente e 9.9 min/ paciente, respectivamente. Conclusão: As unidades de saúde devem realizar estudos de demanda e capacidade de suas instituições a fim de realizar um atendimento eficiente, entender o comportamento da fila e o ritmo de chegada, permitindo realocar a equipe para momentos de maior necessidade, evitando desperdício e sobrecarga de trabalho.
Introdução: O registro de notificações é uma importante ferramenta da gestão da qualidade para identificação de oportunidades de melhorias nos processos assistenciais. A subnotificação é um desafio nas organizações hospitalares. Um dos aspectos que leva ao não registro, é o desconhecimento do potencial para o aumento da segurança do paciente. Objetivos: Analisar a estratégia utilizada para o aumento do registro de notificações em um hospital privado de Fortaleza-CE. Metodologia: Foi idealizado um evento em formato de oficina com duração de uma hora, replicada nos três turnos durante uma semana, visando atender a disponibilidade da equipe assistencial. A ferramenta Bow-tie foi eleita para ser utilizada, por ser um diagrama em formato de “gravata borboleta”, que de maneira visual e simples descreve os caminhos de um risco e as barreiras existentes para evitar as consequências indesejadas. A oficina se deu com uma explanação teórica e a realização de um exercício prático do uso da ferramenta em grupos contendo profissionais assistenciais e administrativos, no qual poderiam escolher o incidente a ser trabalhado, de acordo com sua percepção. Resultados: O evento ocorreu em junho/ 2016, com a participação de 808 (51.62%) de 1.565 colaboradores em 29 oficinas ofertadas e a confecção de 129 aplicações da ferramenta Bow-tie. Dos temas abordados, 33% estavam relacionados à queda; 16% à medicação errada; reação alérgica, identificação errada e lesão por pressão receberam 5% cada, sendo os listados acima os mais significativos. Identificamos que houve um aumento de 147.5% de registros no segundo semestre de 2016, ao compararmos com os dados do primeiro semestre. Conclusões: A estratégia utilizada para aumentar o número de notificações, por meio da sensibilização da importância do registro, mostrou-se satisfatória e relevante tendo em vista os resultados apresentados. É preciso acompanhar os indicadores de registro e manter ações contínuas de educação.
G-34 GESTÃO EM SAÚDE
G-35 GESTÃO EM SAÚDE
Avaliação do Impacto da Implantação de um Protocolo de Prevenção de Pneumonia Evolução dos Pacientes com Risco Para Desenvolver Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica: Um Estudo em uma UTI do Nordeste Brasileiro Associada à Ventilação Mecânica em Hospital da Rede Pública 1
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Jamille Soares Moreira Alves , Aline Risoleta do Nascimento Rios Moura , Fernanda Jamille Soares Moreira Alves1, Leonardo Félix de Freitas2, Fernanda Gadelha Severino3. 3 Gadelha Severino . 1. ISGH; FANOR DEVRY. 1. ISGH; FANOR DEVRY. 2. ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ. 2. ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ. 3. ISGH; UNIFOR. 3. ISGH; UNIFOR. Introdução: As infecções hospitalares elevam as taxas de morbi-mortalidade e estendem Introdução: Conhecida como uma das patologias que comumente acomete os indivíduos o tempo de internação dos pacientes nos hospitais. Dentre os problemas mais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em ventilação mecânica invasiva (VMI), a prevalentes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destaca-se a Pneumonia Associada Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV) aumenta o tempo de internação e, à Ventilação Mecânica (PAV), sendo a segunda infecção nosocomial mais frequente entre consequentemente, o tempo de uso da VMI. Objetivo: Avaliar a implantação de um os pacientes internados. Objetivo: Avaliar a evolução dos pacientes internados na UTI de protocolo de prevenção de PAV em um hospital secundário da rede pública de Fortaleza- um hospital terciário com risco para desenvolver PAV. Metodologia: Trata-se de uma CE. Metodologia: Estudo de caráter documental, transversal com abordagem pesquisa longitudinal, descritiva com abordagem quantitativa, realizada em um hospital quantitativa realizado em um hospital secundário da rede pública de saúde do Ceará, no terciário, localizado na cidade de Sobral-CE. Foi utilizada uma ficha estruturada para período de dezembro de 2014 a março de 2015, onde foram analisados no seu total 9 catalogar os dados referentes a idade, sexo, antecedentes clínicos como, comorbidades, prontuários de pacientes que apresentaram o diagnóstico de PAV, no qual o perfil clinico diagnóstico inicial, setor de origem, uso prévio de antibióticos, dentre outros, sendo epidemiológico foi formado a partir da análise dos dados utilizando as variáveis: sexo, aplicado durante o período de fevereiro a abril de 2015. Foi realizada uma análise idade, cor/ raça, diagnóstico clínico primário, uso de antibiótico (tipo e tempo), tempo de descritiva, com média e desvio padrão, sendo os dados tabulados e apresentados em VMI, tempo de internação na UTI e hospitalar. Para checagem da utilização do protocolo, forma de tabelas. Resultados: No período, 67 pacientes foram admitidos na UTI do analisaram-se se as medidas profiláticas de prevenção da PAV, utilizadas no protocolo da hospital, 25 preencheram os critérios de inclusão; destes, 07 desenvolveram a doença instituição, foram checadas nos prontuários como realizadas nos 3 turnos: manhã, tarde e durante a internação. Na amostra, houve predomínio do sexo masculino (52%, n = 13), noite. Resultados: No perfil sócio populacional, houve prevalência do sexo feminino, com com média de idade de 58 anos (± 19.16). A maioria era proveniente da emergência adulta a idade média de 63 anos e predominância da cor parda. Os diagnósticos primários (56%, n = 14). Foram encontrados 22 diagnósticos distintos, sendo 20 de aspecto clínico, totalizaram 14 tipos distintos, sendo as doenças associadas predominantes: a hipertensão 01 diagnóstico cirúrgico e 01 neurológico. Dentre as co-morbidades, destacaram-se: arterial e diabetes mellitus; o tempo de antibióticoterapia em dias, antes e após Hipertensão Arterial Sistêmica (28%, n = 11), Diabetes Mellitus e o etilismo (15%, n = 06). implantação do protocolo, respectivamente, foi de 28 e 17.5 dias, sendo os principais Quanto à existência de infecção prévia à internação, 24% (n = 06) dos pacientes antibióticos utilizados a Ceftriaxona® (33%, n = 3), Piperacilina® + Tazobactam® (50%, n = apresentaram foco infeccioso de origem não-respiratória. O tempo de permanência em 8), Vancomicina® (43.75%, n = 7), Polimixina® (37.5%, n = 6), Meropenem® (31.25%, n = 5), VM teve média de 9 dias (± 6.35). O tipo de via aérea mais prevalente foi o tubo Imipenem® + Cilastatina® (25%, n = 4). O tempo de VMI, antes e após protocolo, orotraqueal com 76% (n = 19) dos casos. O principal antibiótico utilizado no tratamento apresentou uma média de 23 dias antes e 18 dias, após a implantação. Conclusão: Os dos pacientes foi o Cefepime®. Conclusão: O estudo mostrou uma taxa de incidência de números demonstraram que houve uma diminuição considerável no uso de antibióticos PAV (6.2%) baixa com relação ao mesmo período do ano passado, antes da por dias de internação, após a implantação do protocolo, como também da incidência de implementação do protocolo, que foi de 54.1%. Mesmo com algumas ações de prevenção PAV, após a inserção das medidas de prevenção, mesmo não atingindo a utilização de não sendo realizadas, mostra-se que a idade avançada, o maior tempo em VM e presença todos os quesitos inseridos na ficha de prevenção pelos profissionais, mas tendo sua de co-morbidades foram fatores diretamente relacionados ao desenvolvimento da infecção. utilização de forma contínua e, em conjunto, foi obtido saldo positivo dentro das ações.
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SESSÃO DE E-POSTER - G GESTÃO EM SAÚDE G-36 GESTÃO EM SAÚDE
G-37 GESTÃO EM SAÚDE
Não Efetivação da Doação de Órgãos e Tecidos em Unidades Hospitalares 1
Sistema Manchester no Delineamento do Perfil dos Pacientes de uma Unidade de Pronto Atendimento
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Jamille Soares Moreira Alves , Maria Aparecida Felipe Silva , Leonardo Bruno Rodrigues da Costa3, Fernanda Gadelha Severino4. Jamille Soares Moreira Alves1, Ana Karine Lima Girão2, Breitner Gomes Chaves2, Fernando Sérgio Oliveira de Sousa2, Fernanda Gadelha Severino3, Virginia Angélica Lopes Silveira2. 1. ISGH; FANOR DEVRY. 2. ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ. 1. ISGH; FANOR DEVRY. 3. ISGH. 2. ISGH 4. ISGH; UNIFOR. 3. ISGH; UNIFOR. Introdução: Os progressos científico, tecnológico e organizacional têm colaborado para o aumento mundial do número de transplantes de órgãos e tecidos, possibilitando que Introdução: O governo federal vem priorizando a organização da atenção às urgências no inúmeras pessoas possam beneficiar-se dessa terapêutica. No entanto, o número país, com a criação da Política Nacional de Atenção às Urgências (PNAU), essa política deu insuficiente de doadores, para atender à crescente demanda de pacientes em lista de especial atenção à assistência pré-hospitalar e enfatizou a compreensão de que a atenção espera, passou a ser o maior obstáculo para a realização desse procedimento. Objetivo: às urgências não está restrita ao hospital. Para isso, retomou a proposta de constituição de Analisar os fatores determinantes da não efetivação da doação de órgãos e tecidos em redes locorregionais de atenção às urgências com um componente pré-hospitalar fixo, Sobral-CE. Metodologia: O trabalho de campo foi realizado utilizando-se o método composto tanto pela atenção básica (AB), como por unidades de pronto-atendimento não transversal retrospectivo, com abordagem quantitativa, e teve como procedimento hospitalares, que constituiriam retaguarda para a primeira. As unidades de pronto técnico a pesquisa documental, através de prontuários, onde foram avaliados 2 hospitais atendimento (UPA) devem implantar o processo de Acolhimento com Classificação de que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um filantrópico (hospital A) e outro Risco, em ambiente específico, considerando a identificação do paciente que necessite de público (hospital B). As variáveis analisadas foram protocolos abertos para doação de tratamento imediato, com estabelecimento do potencial de risco, agravos à saúde ou grau órgãos, se houve a doação e as causas para a não doação. Os dados foram analisados por de sofrimento, de modo a priorizar atendimento em conformidade com o grau de meio da análise descritiva, com cálculo dos valores absolutos e relativos. Resultados: No sofrimento ou a gravidade do caso. Objetivo: Avaliar o perfil de paciente que procura o ano de 2013, no Hospital A e B tiveram 40 protocolos para a doação de órgãos e, deste atendimento das UPA. Método: Realizou-se um levantamento de dados, através de total, 30 (75%) pacientes não obtiveram sucesso na doação. Já no ano de 2014, no A e B planilha eletrônica de controle dos atendimentos de uma UPA no município de Fortaleza, tiveram 66 protocolos para a doação de órgão, sendo que 47 (71.21%) não se tornaram extraindo os dados referentes a Classificação de Risco na chegada do paciente a unidade. efetivos. Dentre as principais causas de morte encefálica nos paciente em estudo, Os dados foram analisados através do programa Excell 2010 e apresentados através da destaca-se o Traumatismo Crânio-encefálico (TCE) como fator predominante. A recusa análise descritiva, números absolutos e relativos, assim como cálculo de média e desvio familiar apresenta-se como principal fator para a não efetivação das doações de órgãos e padrão. Resultados: No período de janeiro de 2013 a março de 2017, foram atendidos tecidos nos dois anos analisados, sendo que em 2013 representou 53 % e em 2014, 57.14%. 480.584 pacientes, destes 56.8% (n = 272.793) eram do sexo feminino; 43.2% (n = 207.791) Seguido desse motivo, a parada cardiorrespiratória aparece como a segunda causa para a do sexo masculino, com média de idade de 29 anos (DP ± 22.5). No que se refere à não efetivação da doação nos dois anos. Conclusão: Espera-se que os resultados dessa classificação de risco, segundo o sistema Manchester de Classificação de Risco, obtevepesquisa possam contribuir para a implementação e otimização de ações que promovam se: 47.4% (n = 227.697) pouco urgente, 31% (n = 149.123) urgente, 19.9% (n = 95.839) muito a melhoria do processo de doação de órgãos para transplante neste município, além de urgente, 0.8% (n = 3.982) sem necessidade de atendimento de urgência, 0.43% (n = 2.027) poder promover abordagens específicas para as necessidades da região acerca desse não urgente, 0.41% (n = 1914) emergência, 0.001% (n = 2) óbito. Conclusão: Com a análise assunto, podendo ser um subsídio de orientação para os profissionais que atuam na área. do perfil do paciente da referida UPA, observou-se que quase 50% dos casos não são considerados urgentes, podendo repercutir na demanda de atendimento das urgências e emergências que chegam a essas unidades de atendimento.
G-38 GESTÃO EM SAÚDE Inovação na Assistência Domiciliar: Gestão de Leitos Hospitalares de Retaguarda Para Condução de Situações Clínica-cirúrgicas Carmem Rita Sampaio de Sousa1. 1UNIMED Fortaleza.
Introdução: A assistência domiciliar vem em ascensão no cenário da saúde pública e privada como alternativa de redução de custos, otimização de leitos hospitalares, riscos de complicações em ambiente intra-hospitalar. No entanto, durante a assistência realizada em domicilio, o paciente poderá apresentar situações clínico-cirúrgicas que necessitem de internações hospitalares e, mediante a realidade da situação de leitos disponíveis em serviços públicos e privados, há a necessidade de inovar a assistência domiciliar, com a criação de leitos hospitalares de retaguarda, que permitam a maior agilidade, resolutividade e segurança aos pacientes que necessitem desse complemento da assistência holística necessária. Objetivo: Demonstrar a importância da construção dos leitos hospitalares de retaguarda como complemento da assistência domiciliar. Metodologia: Trata- se de um estudo descritivo, desenvolvido no serviço de assistência domiciliar no município de Fortaleza-CE, em conjunto com o hospital de retaguarda da rede credenciada no âmbito da saúde suplementar, no período de outubro de 2016 a abril de 2017. Resultados: Na fase de construção desse complemento da assistência domiciliar, houve a necessidade de buscar uma instituição de saúde credenciada da rede suplementar para que atendesse a população-alvo com o padrão de atendimento já fornecido em domicilio, onde houve uma reestrutura de hotelaria, gestão de pessoas e disponibilidade de médicos clínicos e cirúrgicos, que otimizassem as necessidades. Após essa fase, construíram-se protocolos de atendimentos, onde foi construído fluxo de transferência domicílio-hospital, as situações a serem encaminhadas, os acordos firmados entre hospital e a operadora de saúde, para agilizar o processo de autorizações. O terceiro passo foi concluído com a propagação dos protocolos construídos ao serviço de urgência/ emergência e equipes de assistência domiciliar. Diante desse quadro, iniciaram-se as transferências dos pacientes em assistência domiciliar para os leitos hospitalares de retaguarda, atendendo de forma ágil, otimizada e resolutiva, garantindo a satisfação do cliente, e a continuidade da assistência prestada. Conclusão: A construção de leitos hospitalares de retaguarda como complemento da assistência domiciliar torna-se importante por permitir maior agilidade de atendimento ao cliente, garantindo a segurança e a satisfação, por atender de forma mais ágil diminuindo o tempo de internação e, consequentemente, os custos da assistência prestada, e a possibilidade da continuidade do tratamento em domicilio, havendo maior rapidez no processo de alta hospitalar.
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SESSÃO DE E-POSTER - I INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE I-01 [132] - MODELO DE APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ÁGEIS (DESIGN THINKING, USER EXPERIENCE - UX, SPEED PROTOTYPING) NA CONSTRUÇÃO CURRICULAR DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE COM FOCO EM INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO I-02 [37] - FERRAMENTA ELETRÔNICA PARA FORTALECIMENTO DO PROTAGONISMO E DA JUSTIÇA COM TRABALHO MÉDICO: AFINAL, RECEBEMOS POR TUDO QUE PRODUZIMOS? I-03 [59] - LABORATÓRIO DE HABILIDADES CIRÚRGICAS: INSTALAÇÃO FÍSICA - INSTRUMENTAL E IMPLANTAÇÃO DE MODELO TEÓRICO-PRÁTICO DE ENSINO EM CIRURGIA NA GRADUAÇÃO, PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA MÉDICA I-04 [55] - AVALIAÇÃO DE SISTEMA AUTOMATIZADO DE NOTIFICAÇÃO DE DENGUE EM UNIDADE DE PRONTOATENDIMENTO I-05 [29] - O MOBILE LEARNING COMO MÉTODO INOVADOR NO CONTEXTO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE I-06 [30] - MÉTODO TEAM-BASED LEARNING (TBL) COMO MÉTODO PARA O APRENDIZADO DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA I-07 [62] - CUSTO-EFETIVIDADE DOS PROCEDIMENTOS DE IMPLANTE POR CATETER DE BIOPRÓTESE VALVAR AÓRTICA – COMPARANDO DUAS TÉCNICAS I-08 [71] - IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE ENSINO À DISTÂNCIA EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL EM SAÚDE I-09 [73] - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA COMO FERRAMENTA DE DISSEMINAÇÃO EDUCACIONAL EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL EM SAÚDE I-10 [88] - REQUISIÇÃO DE TRANSFUSÃO ELETRÔNICA: DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UMA TECNOLOGIA I-11 [89] - INOVAÇÃO NO GERENCIAMENTO DE PACIENTES CRÔNICOS ATRAVÉS DA PARCERIA INTERSETORIAL ENTRE ATENDIMETO DOMICILIAR E MEDICINA PREVENTIVA EM OPERADORA DE SAÚDE SUPLEMENTAR DA CIDADE DE FORTALEZA I-12 [124] - UTILIZAÇÃO DE UM FERRAMENTA ELETRÔNICA NA CLASSIFICAÇÃO DAS LINHAS ESTRATÉGICAS DE PESQUISA DE UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL EM SAÚDE I-13 [130] - AS FERRAMENTAS DIGITAIS COMO INSTRUMENTOS DE AMPLIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE EM SAÚDE I-14 [135] - IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA EM CENTRAL DE ABASTECIMENTO FARMACÊUTICO I-15 [140] - RELATO DE ESTRATÉGIA PARA O ENGAJAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINA EM UMA UNIDADE NEONATAL
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1º COLOCADO NA ÁREA DE INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE (I-01) Modelo de Aplicação de Metodologias Ágeis (Design Thinking, User Experience – UX, Speed Prototyping) na Construção Curricular de Profissionais de Saúde com Foco em Inovação e Empreendedorismo 1
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Bruno Amaral Medeiros , Eduardo Demes da Cruz , Vicente Freire Gonçalves Júnior , Lilia Maria Porto Caminha Pinto de Castro1, Artur Câmara Moreira1, Lucas Cantal de Souza Lima1. 1. UFC. RESUMO Introdução: A formação médica e de profissionais de saúde carece de temas que envolvem o Empreendedorismo e a Inovação. As metodologias ágeis surgem como alternativas a essa necessidade, podendo ser facilmente aplicadas quando formatadas de maneira adequada às peculiaridades da prática assistencial. Design Thinking, iniciativas de UX e Speed Prototyping são ferramentas de rápido entendimento e aplicação, permitindo que profissionais de saúde utilizem seu conhecimento técnico para criar, através da identificação de problemas recorrentes na prática profissional, soluções colaborativas e sustentáveis, trazendo resultados promissores no curto, médio e longo prazo. Metodologia: A adaptação das metodologias ágeis à educação em saúde é plenamente factível. Baseado nisso, foi desenvolvido modelo de Workshop que contempla as seguintes fases: 1.Introdução: O Workshop inicia com apresentação dos participantes e divisão de grupos, priorizando conhecimentos complementares. Utiliza-se dinâmicas de speed dating e identificação de competências para uma divisão adequada das equipes. Ao final dessa fase, cada equipe monta um mapa mental de suas motivações e expectativas. 2.Contextualização: Através da apresentação de novas tecnologias e tendências de inovação em saúde, contextualiza-se o aluno no panorama da saúde em níveis local, regional e mundial, com ênfase na identificação de problemas passíveis de resolução através de iniciativas colaborativas. Nessa etapa são utilizados vídeos, palestras e outras mídias. 3.Problematização: Nesse momento, são expostos os questionamentos levantados na fase 2, e cada equipe define em que problema vai atuar. Os grupos montam uma 1. matriz de Framing, que tem a função de desconstruir o problema, recompondo o mesmo no formato de uma pergunta. 4.Investigação: As equipes, utilizando ferramentas investigativas (Safari, Shadowing, Touchpoint Map, etc), analisam todas as facetas do problema, identificando seus elementos estruturais e explorando as interrelações entre os stakeholders envolvidos. Essa etapa finaliza com a interpretação dos dados coletados, compondo um diagnóstico completo do problema a ser resolvido. 5.Ideação: De posse das informações colhidas na etapa anterior, a equipe gera ideias para a solução, utilizando método de brainstorming. Também nessa etapa, cria-se personas que representam os stakeholders, gerando empatia com os players envolvidos. As ideias geradas são agrupadas em áreas afins, gerando propostas de solução que são jogadas em uma Matriz Esforço-Impacto para definição da solução a ser prototipada pelo grupo. 6. Prototipagem: Na etapa final, a solução escolhida é desenvolvida, sendo construído um protótipo (material ou virtual). Os aspectos operacionais e financeiros também são definidos, sendo montado um pitch que será apresentado a todos os participantes. Conclusão: A Saúde é terreno fértil para iniciativas desse tipo, e os resultados podem ser extremamente positivos para os diversos setores da saúde.
Figura 1 - Matriz de Framing, utilizada para redefinição do problema a ser abordado.
Investigação: As equipes, utilizando ferramentas investigativas (Safari, Entrevistas Contextuais, Shadowing, Touchpoint Map, etc), partem para pesquisa de campo, utilizando meios virtuais ou entrevistas reais, e coletam a maior quantidade possível de dados, para validação do real impacto causado pelo problema a ser abordado. Os participantes analisam todas as facetas do problema, identificando seus elementos estruturais e explorando as interrelações entre os stakeholders envolvidos. A etapa de investigação finaliza com a interpretação dos dados e informações coletadas, compondo um diagnóstico completo do problema a ser resolvido. 2.
Ideação: De posse das informações apanhadas na etapa anterior, a equipe gera idéias para a solução, utilizando o método de brainstorming. Também nessa etapa, cria-se personas que representam os stakeholders, gerando empatia do grupo com os players envolvidos. As idéias geradas são agrupadas por áreas afins, gerando propostas de solução, que são, por fim, jogadas em uma Matriz Esforço-Impacto (figura 2), para definição da solução a ser prototipada pelo grupo.
INTRODUÇÃO A formação médica e de profissionais de saúde em geral carece de temas que envolvem o Empreendedorismo e a Inovação. A universidade prepara um médico com excelência para a prática clínica assistencial, mas deixa de lado algumas competências importantes que são capacitadoras de inovação e evolução da prática médica, principalmente em tecnologia e processos otimizados. As metodologias ágeis surgem como alternativas a essa necessidade, podendo ser facilmente aplicadas quando formatadas de maneira adequada às peculiaridades da prática assistencial, fazendo com que o médico consiga enxergar o contexto em que sua atividade está inserida, passando a ter uma visão mais ampla de todo o processo assistencial e de como pequenas melhorias podem afetar substancialmente os resultados, na ótica de todos os players: profissionais de saúde, pacientes e instituições. Design Thinking, iniciativas de UX e Speed Prototyping são ferramentas de rápido entendimento e aplicação, permitindo que profissionais de saúde utilizem seu conhecimento técnico para criar, através da identificação de problemas recorrentes na prática profissional, soluções colaborativas e sustentáveis, trazendo resultados promissores no curto, médio e longo prazo. METODOLOGIA
Figura 2 - Matriz Esforço-Impacto, utilizada como ferramenta para hierarquização de soluções.
A adaptação das metodologias ágeis à educação em saúde é plenamente factível. Baseado nisso, foi desenvolvido modelo de Curso/ Workshop, que contempla as fases listadas, a seguir. Ao término: 1.
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1. Prototipagem: Na etapa final, a solução escolhida pela equipe é desenvolvida, sendo construído um protótipo (material ou virtual), utilizando equipamentos Introdução: O Workshop inicia com a apresentação dos participantes e a divisão de fabricação digital. Os aspectos operacionais e financeiros também são de grupos, priorizando competências e conhecimentos complementares. definidos, sendo montado um pitch, que será apresentado a todos os Utilizam-se dinâmicas de speed dating e identificação de competências para participantes. O grupo receberá os elogios e críticas, e as soluções apresentadas uma divisão adequada das equipes. Ao final dessa fase, cada equipe monta um podem, então ser materializadas em forma de startup. mapa mental de suas motivações e expectativas, criando um alinhamento estratégico fundamental para o desenvolvimento da idéia e da qualidade da CONCLUSÃO solução construída. Algumas iniciativas semelhantes ao Workshop proposto já foram utilizadas, nas Contextualização: Através da apresentação de novas tecnologias e tendências áreas de administração, educação e logística, com alto índice de satisfação dos participantes e de inovação em saúde, contextualiza-se o aluno no panorama da saúde em gerando soluções aplicáveis e sustentáveis. A Saúde é terreno fértil para iniciativas desse tipo, níveis local, regional e mundial, com ênfase na identificação de problemas e os resultados podem ser extremamente positivos para os diversos setores de saúde, pública passíveis de resolução através de iniciativas colaborativas. Nessa etapa, são ou privada. utilizados vídeos, palestras e outras mídias. O objetivo desta fase é fornecer aos participantes do workshop um arsenal de idéias, que serão a matéria prima, para REFERÊNCIAS o desenvolvimento de soluções alinhadas com o objetivo do grupo, fomentando a inovação. 1. Change by Design: How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation - Autor: Tim Brown. Problematização: Inseridos num contexto de inovação tecnológica, os 2. Design Thinking: Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim Das Velhas Ideias participantes identificam problemas recorrentes na assistência à saúde. Nesse Autor: Tim Brown. momento, são expostos os questionamentos levantados na fase 2, e cada equipe define em que problema vai atuar, levando em conta seus conhecimentos prévios e sua capacidade de colaborar naquele desafio específico. Os grupos montam uma matriz de Framing (figura 1), que tem a função de desconstruir e reenquadrar o problema, recompondo o mesmo no formato de uma pergunta.
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2º COLOCADO NA ÁREA DE INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE (I-02) Ferramenta Eletrônica Para Fortalecimento do Protagonismo e da Justiça com o Trabalho Médico: Afinal, Recebemos por Tudo que Produzimos? Paulo Robson Viana1, Wilma-Ney Lopes Bastos1, Jiovanne Rabelo Néri1, Raimundo Macedo Pinto 2 3 1 Junior , Kennedy Montenegro de Vasconcelos , Eugenie Desirèe Rabelo Néri .
RESULTADOS/ DISCUSSÃO
As seguintes etapas foram seguidas: a) Na primeira etapa, foi realizado o mapeamento dos pontos críticos do processo de cobrança e pagamento pelos serviços realizados pelos médicos, para tanto, foi realizada busca de informações1, 2, 3, 4, sendo identificados em diferentes especialidades, os pontos críticos do processo de cobrança, que geravam como impacto, fragilidade e RESUMO perdas na cobrança de procedimentos já realizados. A segunda etapa foi dedicada a elaboração das regras para eliminar os Introdução: Na cadeia produtiva da assistência à saúde observa-se crescente controle da b) produção e do pagamento pelos players desse ecossistema, com pouco ou nenhum controle pontos críticos mapeados. Nessa etapa, cada fragilidade foi analisada por uma equipe realizado pelo médico, para regular essa relação. O trabalho médico requer, além de primorosa formada por um médico, um bacharel em ciências da computação e uma profissional técnica, organização e sistematização, para que as etapas definidas pelas fontes pagadoras sejam especialista em contas médicas, com o objetivo de identificar e criar fluxos simples, para cumpridas e para que a remuneração justa ocorra1. Mesmo assim, as glosas chegam a 20% do que as fragilidades fossem superadas. valor produzido2, representando perda significativa, segundo a Associação Paulista de Medicina. c) Em seguida, na terceira etapa, foi realizada o planejamento, preparação de Esse contexto exige, portanto, que o médico assuma o protagonismo no controle da sua produção. diagrama de fluxo de dados5 e programação do software, com banco de dados em Objetivo: Descrever as principais funcionalidades de um software desenvolvido para ambiente protegido, na nuvem. Ainda nessa fase, o software foi exaustivamente testado e proporcionar ao médico conhecimento sobre sua produção e maior protagonismo na relação avaliado, para então ser disponibilizado aos médicos nas plataformas para IOS e Android. com os demais atores do sistema de saúde. Métodos: Estudo descritivo, apresentando as As principais funcionalidades do software desenvolvido, estão principais funcionalidades de um software multiplataforma web e aplicativo híbrido para smartphones (IOS e Android), que coloca nas mãos do médico informações estratégicas para relacionadas ao controle dos pontos críticos mapeados, sendo planejado para o uso mensurar sua experiência e regular sua relação com as fontes pagadoras dos seus serviços. simultâneo pelo médico e por um auxiliar administrativo (com diferentes níveis de Resultados: As seguintes etapas foram seguidas: I) Mapeamento dos pontos críticos do processo acesso), eliminando os riscos de perdas por falhas na cobrança, pois o médico consegue de cobrança e pagamento pelos serviços ofertados pelos médicos; II) Elaboração das regras para visualizar todas os procedimentos com informações pendentes, todos os procedimentos eliminar pontos críticos identificados; III) Estruturação de software, com banco de dados em pendentes de cobrança e pendentes de pagamento, eliminando as perdas decorrentes de ambiente protegido, na nuvem. As principais funcionalidades do software desenvolvido, estão falhas no processo de cobrança do procedimento, pelo médico. relacionadas ao controle dos pontos críticos mapeados (Figura 1), sendo planejado para o uso Uma importante funcionalidade disponibilizada é o controle da cobrança de simultâneo pelo médico e por um auxiliar administrativo (com diferentes níveis de acesso), procedimentos particulares em consultório e controle da emissão de recibos, com atuando sobre os principais pontos críticos para o registro e cobrança pelos atendimentos possibilidade do envio de relatórios ao contador do médico, por e-mail. O controle da realizados, eliminando os riscos de perdas por falhas na cobrança. Seus 7 relatórios, permitem ao cobrança de procedimentos particulares, permite ao médico que, ao final do seu médico acompanhar o número de procedimentos/ atendimentos realizados por local(hospital/clínica), convênio/particular, período e tipo de procedimento e paciente, bem atendimento, saiba qual o valor a receber de sua secretária/ atendente, referente aos como os procedimentos com pendência de cobrança e de pagamento (Figura 2). Possui também, atendimentos particulares, pois incorpora um fluxo de impressão de fichas de integrado ás suas funcionalidades, lembretes para que o médico cumpra todas as etapas para que atendimento. Além disso, permite ao médico mensurar sua experiência profissional ao longo do o procedimento seja adequadamente registrado e cobrado, reduzindo as chances de perdas financeiras, por esquecimento do registro da biometria, por exemplo(Figura 2). De modo prático e tempo. Os 7 relatórios do software (Figura 2), permitem ao médico acompanhar o simples, o software permite ainda registrar características especiais do procedimento que número de procedimentos/ atendimentos realizados por local (hospital/ clínica), tipo de alteram o valor da sua remuneração (ex: atendimento de urgência, uso de aparelho próprio, etc) atendimento: convênio ou particular; período e tipo de procedimento e paciente, bem (Figura 3). como os procedimentos com pendência de cobrança e de pagamento. Possui também, integrado às suas funcionalidades, lembretes para que o médico INTRODUÇÃO cumpra todas as etapas para que o procedimento seja adequadamente registrado e cobrado, reduzindo as chances de perdas financeiras, por esquecimento do registro da Na cadeia produtiva da assistência à saúde observa-se o crescente controle da produção e do pagamento pelos players desse ecossistema, com pouco ou nenhum controle biometria, por exemplo. De modo prático e simples, o software permite ainda registrar 1. VIDOKI. 2. SETE INFORMÁTICA. 3. WK CONSULTE.
realizado pelo médico, para regular essa relação. O trabalho médico requer, além de primorosa técnica, muita organização e sistematização, para que as etapas definidas pelas fontes pagadoras sejam cumpridas e para que a remuneração justa ocorra. Mesmo assim, as glosas chegam a 20% do valor produzido, representando perda significativa, segundo a Associação Paulista de Medicina1. Esse contexto exige, portanto, que o médico assuma o protagonismo no controle da sua produção. Para ajudar o médico a ter o controle da sua produção e do recebimento pelo serviço realizado, era necessário desenvolver uma ferramenta que, de forma prática atuasse sobre os principais fatores que dificultam o controle financeiro do trabalho médico (Figura 1), a saber: a) elevado número de procedimentos realizados pelo profissional a cada mês; b) diferentes locais de trabalho, com diferentes formas de pagamento; c) várias fontes pagadoras; d) elevado tempo entre a realização do atendimento e o pagamento (em média 60 dias); e) pagamentos parciais de atendimentos em prazos irregulares; f) necessidade do cumprimento de muitas etapas, pelo médico, para que o procedimento esteja “apto para o pagamento”; g) existência de características que podem alterar o valor do procedimento e que precisavam ser registradas, para evitar perdas financeiras (atendimento de urgência, uso de aparelho próprio, etc); e h) existência de secretárias/ auxiliar administrativo do médico para efetuar a cobrança, cujo trabalho, não conseguia ser monitorado, tanto em consultório (atendimento particular), quanto na cobrança dos procedimentos aos convênios, caixas e seguradoras.
FIGURA 2. Relatórios para o controle da produção e do registro de experiência médica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS O uso dessa ferramenta eletrônica permite ao médico torna-se protagonista na gestão do seu processo produtivo, conhecendo sua experiência com cada tipo de atendimento/ procedimento, além de poder decidir, de forma consubstanciada, para quem deseja ofertar o seu trabalho, reconhecendo as instituições que honram os pagamentos pelos serviços prestados e, por consequência, possibilitar ao médico, realizar a gestão da sua produção, eliminando perdas. FIGURA 1. Pontos críticos para o controle da produção médica.
REFERÊNCIAS OBJETIVO Descrever as principais funcionalidades de um software (Conta OK) desenvolvido para proporcionar ao médico conhecimento sobre sua produção e maior protagonismo na relação com os demais atores do sistema de saúde, de modo a conseguir realizar a gestão da produção médica e controlar as etapas requeridas pelas operadoras e seguradoras de saúde para efetuar o pagamento pelos serviços médicos prestados. METODOLOGIA Estudo descritivo, apresentando as principais funcionalidades de um software multiplataforma web e aplicativo híbrido para smartphones (IOS e Android), que coloca nas mãos do médico informações estratégicas para mensurar sua experiência e regular sua relação com as fontes pagadoras dos seus serviços.
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1. ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA-APM. Glosas de procedimentos. Disponível em: https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=CentroDados&acao=livro&pg=26. Acesso em: 15/06/2017. 2. ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA-APM. Pesquisa da relaça o entre médicos, dentistas e fisioterapeutas com planos de saúde, 2013. Disponível em: www.apm.org.br/noticiasconteudo.aspx?id=9205. Acesso em: 15/06/2017. 3. SÁ, C. Dois mil médicos deixam planos em um ano no Espírito Santo, 2016. Disponível em: http://www.gazetaonline.com.br/_ conteudo/2016/02/noticias/ cidades/3927789-dois-mil-medicos-deixam-planos-em-um-ano-no-espirit o-santo.html. Acesso em: 15/06/2017. 4. MELO, T. Ao ser demitida por médico, secretária ameaça matar paciente que viu fraude. Disponível em: http://www.midiamax.com.br/ policia/ ser-demitida-medico-secretaria-ameaca-matarpaciente-viu-fraude-329264. Acesso em: 15/06/2017. 5. YOURDON, E. Análise Estruturada Moderna. Editora Campus, Série Yourdon. Press, Rio de Janeiro. 1992.
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3º COLOCADO NA ÁREA DE INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE (I-03) Laboratório de Habilidades Cirúrgicas: Instalação Física-instrumental e Implantação de Modelo Teórico-prático de Ensino em Cirurgia na Graduação, Pós-graduação e Pesquisa Médica Luiz Gonzaga de Moura Junior1, Manoel Odorico de Moraes OBJETIVO Filho2, Regis Luiz Sabiá de Moura3, Rodrigo A L Feitosa Babadopulos 4 , Mayra Sabiá de Moura 5 , Gleydson Cesar Mostrar modelo teórico-prático de ensino em vídeo cirurgia, por meio de simulação realística, na implantação de um Oliveira Borges6. laboratório de habilidades cirúrgicas, inserido na plataforma de ensino da graduação, da pós-graduação, da educação 1. Hospital Geral Dr. César Cals. continuada e da pesquisa. 2. Universidade Federal de Ceará - UFC. 3. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do MÉTODO Ceará. 4. Hospital Geral Dr. César Cals. 5. Centro de Pós-Graduação e Pesquisa São Leopoldo Mandic. Espaço físico climatizado, bem iluminado, com recursos 6. Faculdade de Medicina do Centro Universitário Christus - audiovisual de multimídia, bancadas para distribuição dos simuladores, materiais e instrumentais de sutura (portaUnichristus. agulhas, pinças, tesouras, tanto convencionais quanto de vídeo cirurgias, placas de suturas de silicone, EVA, fios de suturas, RESUMO luvas de procedimento, armário para guarda e acomodação O Laboratório de Habilidades Cirúrgicas familiariza o dos insumos. Regimento interno para definir normas funções, manuseio de materiais e instrumentais e os passos da e ações de perceptores, monitores de ensino, alunos, execução da técnica operatória. Ajuda a compreender o colaboradores, convênios e doações. Metodologia de ensino ambiente cirúrgico e como se comportar na rotina da com aulas e filmes na orientação da confecção de pontos e nós disciplina deste novo ambiente de trabalho. Na sua amplitude cirúrgicos manuais e instrumentais. Definição do nível técnico máxima, pode ser utilizado de várias formas: como dos alunos e progressão de habilidades e proficiência nas treinamento de manejo cirúrgico, em simuladores (aula estações, nas repetições para absorção dos conceitos psicoprática), filmoteca, biblioteca, sala de estudos e reuniões para motores. discutir casos clínicos, além de ter função mista de ensino, pesquisa e extensão na educação continuada junto a alunos, RESULTADOS doutorandos, residentes e preceptores do corpo clínico do hospital-escola ou da universidade. Pode fazer parte da grade Seguindo a metodologia de ensino nas aulas teórico-práticas, curricular da graduação médica nas disciplinas de base de nos tempos de repetição, todos os alunos das disciplinas de técnica e da clínica cirúrgica, e das residências da área de Base da Técnica Cirúrgica, Clínica Cirúrgica, residentes de atuação cirúrgica, com modelo teórico-prático de ensino, Cirurgia e aluno do curso de Cirurgia Minimamente Invasiva, sem execução, absorvem os conceitos psico-motores através da simulação realistica. ensinados no Laboratório de Habilidades Cirúrgicas, os quais serão transferidos para a sala de operação. INTRODUÇÃO As condições adequadas do Laboratório de Habilidades Cirúrgicas (LHC), como ambiente de treinamento e ensino, promovem simulação realística dos espaços de um centro cirúrgico, material, instrumental cirúrgicos e simuladores de cavidade abdominal. Procura ser ambiente de trabalho tranquilo, silencioso, com a presença e integração do aluno com o preceptor, acompanhando a execução das tarefas, a diminuição do tempo de aprendizado, despertando aptidão esta aérea de atuação em cirurgia, e ainda, a prática da metodologia científica pode estimular a testar a vocação do ensino ou da pesquisa. Na aula teórico-prática, a possibilidade de treinar despreocupado na execução das tarefas, podendo errar, repetir o treinamento até acertar, minimiza o impacto psicológico, o estresse, a insegurança e a ansiedade do risco do erro e da iatrogenia em situação real da prática hospitalar. Numa sequência gradativa de exercícios, nó manual, instrumental clássico, conceitos de vídeo cirurgia, indo da graduação, pós-graduação, educação continuada, até a pesquisa.
CONCLUSÃO A presença do Laboratório de Habilidades Cirúrgica na Faculdade de Medicina e no hospital-escola com residência de cirurgia faz-se cada vez mais presente e necessário para que o aprendizado seja através da simulação realística evitando de forma ética e científica que seja procedido no animalis nobilis. Sendo o LHC um ambiente fértil de ensino, pesquisa e educação continuada. REFERÊNCIAS PEZZII, L. & PESSANHA NETO, S. O Laboratório de Habilidades na Formação Médica. Cadernos ABEM, v.4: 16-222, out, 2008. PURIM, K.S.M; SKINOVSKY, J.; FERNANDES, J.W. Habilidades Básicas Para Cirurgias Ambulatoriais na Graduação Médica. Rev. Col. Bras. Cir., 42(5): 341-344, 2015. TRONCON, L.E.A. Utilização de Pacientes Simulados no Ensino e na Avaliação de Habilidades Clínicas. Em: Medicina Ribeirão Preto, 40(2):180-91, abr-jun, 2007.
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SESSÃO DE E-POSTER - I INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE I-04 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-05 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Avaliação de Sistema Automatizado de Notificação de Dengue em Unidade de Pronto- O Mobile Learning como Método Inovador no Contexto da Tecnologia da Informação em Saúde atendimento 1 2 Breitner Gomes Chaves1, Kessy Vasconcelos de Aquino1, Ana Karine Lima Girão1, Igor Rodrigues da Silva , Décio Paulo Bonilha Munhoz . Fernando Sérgio Oliveira de Sousa1, Fernando Jose de Freitas Carvalho1, Cibele Matins 1. UNIFOR. Castelo Branco Camurça1. 2. HOSPITAL E MATERNIDADE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS. 1. ISGH. As tecnologias da informação e da comunicação têm sido ferramentas cada vez mais Introdução: A dengue é considerada a arbovirose humana com maior crescimento no importantes no mundo atual, devido aos avanços em relação ao processamento e à mundo. Ocupa o posto de doença emergente e reemergente mais importante em disseminação de informações, durante um curto espaço de tempo. Além de que, novos morbidade e mortalidade na atualidade. Estudo recente verificou que o ônus econômico conhecimentos e aprendizados são formados com mais facilidade nas mais diversas da dengue supera o encontrado em outras doenças virais nas Américas e mostra que o áreas. E, entre essas tecnologias da informação vem se destacando o Mobile Learning, Brasil responde sozinho por 40.9% do custo total da dengue em todo continente ferramenta utilizada, principalmente, no contexto do fomento à uma educação de maior americano. A dengue faz parte do rol de doenças de notificação compulsória, o que impõe qualidade e integrada às outras áreas do conhecimento. Uma das áreas de maior aos profissionais de saúde a necessidade de comunicar as autoridades competentes os investimento e ganhos observados se encontram na Educação em Saúde. As principais casos suspeitos, através de instrumentos de notificação. Diante desse cenário, este referências na literatura explanam que esta tem contribuído, especialmente, para a trabalho tem como objetivo descrever uma ação inovadora implantada para garantir de disseminação de conteúdos teórico-práticos em ambiente clínico para profissionais e forma otimizada as notificações de dengue ao poder público em unidade de urgências. acadêmicos da área da saúde. Ademais, tanto a população quer ficar cada vez mais ciente Problema: Devido à forte pressão de atendimento nas emergências, os profissionais de sobre a subárea de "Informação em Saúde", particularmente, no que diz respeito a saúde dedicam parte do seu tempo ao preenchimento de fichas de notificação, o que os patologias relacionadas a pessoas próximas ou a si própria, quanto a comunidade fazem parar suas atividades fins. Nas unidades de pronto atendimento de Fortaleza, os científica quer estar cada vez mais atualizada, para que o serviço de saúde tenha cada vez profissionais realizaram 13.631 notificações manuais em 2015, o que corresponde a 908 mais eficiência em níveis globais e locais. Entre as formas que o Mobile Learning utilizahoras de trabalho de enfermagem a um custo de R$ 19.519,00. Trazendo prejuízos se para poder disseminar os conteúdos relacionados a área da saúde, destacam-se a assistenciais e financeiros significativos somente nessa parte do processo que envolve a existências de aplicativos em tablets e smartphones com ferramentas interativas sobre arbovirose. Ações: Diante desse cenário, foi criado um sistema de notificação autocuidados e meios de prevenção e controle de doenças, além de blogs e websites automatizado para dengue. Os profissionais de enfermagem, assim como médicos, com inseridos em redes sociais de grande alcance, bem como a criação de disciplinas a apenas um único clique no sistema fazem a notificação. De forma prática, o sistema capta distância em escolas e universidades, que integrem, em portfólios, o conteúdo explanado todas as informações do paciente do cadastro e do atendimento médico, gerando a ficha nas aulas com situações no cotidianos. Todas elas são meios de se obter uma informação de notificação padronizada pelo ministério em arquivo pdf, sem necessidade de em saúde mais qualificada e presente de forma mais plena em grandes e pequenos preenchimento manual ou impressão dessa para envio as autoridades sanitárias centros. Para concluir, percebe-se a importância do Mobile Learning na Tecnologia de competentes. Resultados: Em 2015, 43% de todas as notificações de dengue eram feitas Informação em Saúde, à medida em que, estudos são feitos demonstrando uma queda em em Fortaleza pelas unidades de pronto-atendimento. Em 2016, esse percentual passou a níveis epidemiológicos de incidência de doenças e aumento dos índices de representar 74.7%. Nesse ano, foram realizadas 35.899 notificações via sistema, o que autoconhecimento em relação a promoção e a prevenção à saúde na população em geral. gerou uma economia de 2.394 horas de trabalho de enfermagem com essa atividade, o que representa uma economia de R$ 51.407,36 de atividade fim, mais R$ 5.858,71 com impressos, totalizando uma economia global anual de R$ 57.266,07, apenas com essa medida. Conclusão: Através dessa ação inovadora e de baixo custo foi possível otimizar o processo de trabalho da enfermagem e reduzir os custos envolvidos nesse processo.
I-06 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-07 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Método Team-based Learning (TBL) como Método para o Aprendizado de Alunos de Custo-Efetividade dos Procedimentos de Implante por Cateter de Bioprótese Valvar Graduação em Medicina Aórtica – Comparação de Duas Técnicas Vilmar Dantas Primo1, Leandro Teixeira Cacau2, Dilson Feitoza da Silva1, Aluisio Moraes da Larissa Gurgel Mota Saraiva1, Erika Gondim Gurgel Ramalho Lima1. Silva Neto1, Naira Figueiredo Aguiar1, Pedro Luiz Lopes1. 1. HRU, Fortaleza. 1. UFC. 2. Centro Universitário Estácio do Ceará. Introdução: O implante por cateter de bioprótese valvar aórtica (TAVI) constitui alternativa terapêutica segura, eficaz e menos invasiva para pacientes com estenose Introdução: A aplicação do Team-Based Learning (TBL), desenvolvida por Larry K. aórtica. Na atualidade, existem as próteses por via transfemoral e transapical disponíveis Michaelsen da Universidade de Oklahoma em 1970, como método de aprendizagem ativa, para o uso clínico. Apesar de ser um procedimento menos invasivo e de menor risco envolve tirar o aluno do seu papel de agente passivo e detentor individual do quando comparado à cirurgia de troca valvar convencional, a TAVI se associa a potenciais conhecimento e o coloca em uma atuação mais ativa no processo de aprendizado, ao complicações. Recomenda-se que esse seja o tratamento de opção para o paciente com mesmo tempo em que facilita e aumenta a participação individual nos trabalhos em estenose aórtica grave e com contraindicação ou risco elevado para o tratamento equipe e o compartilhamento de saberes. Essa técnica consiste na formação de grupos de 5 cirúrgico convencional. Objetivo: Analisar o custo-efetividade do implante das próteses a 7 pessoas e na exploração de suas habilidades, para os mais diversos desafios propostos, valvar aórtica transcateter pelas vias transapical e transfemoral. Método: Estudo como a resolução de questões sobre o objetivo de aprendizado em vista. Assim, no TBL, o retrospectivo, realizado em um hospital de alta complexidade da rede privada, no foco da atividade é estimular o público-alvo, para aplicar seus conhecimentos e técnicas período de setembro de 2014 a março de 2017, em Fortaleza-CE. A amostra foi constituída pessoais para a resolução de problemas em grupo, somando as experiências pessoais por quinze pacientes submetidos à troca valvar, sendo nove pacientes por via transapical visando a um trabalho em equipo ideal. Objetivos: Mencionar a importância da técnica do e seis pacientes por via transfemoral. Todos os procedimentos foram realizados na TBL como uma alternativa ou complemento mais interativo de aprendizado e fixação do hemodinâmica, sob controle ecocardiográfico e fluoroscópico. Resultados: Analisando o conteúdo lecionado para o corpo discente da graduação de medicina, visando o tempo de ocupação de sala, o grupo que realizou o procedimento por via transapical aprimoramento do ensino das escolas médicas brasileiras. Métodos: Estudo transversal e apresentou um tempo médio maior (4h 20min) quando comparado ao grupo que quantitativo realizado através de dados obtidos pela aplicação randômica e anônima de realizou transfemoral (3h 10min). Relacionado ao tempo de internação o grupo questionários para 55 alunos do 2º semestre da graduação de Medicina de uma transapical, teve uma média de 10 dias e no grupo transfemoral de 7 dias (diária R$ universidade pública da capital cearense, em Junho de 2014, após uma aula no formato de 843,50). Com relação ao tempo de permanência na UTI no pós operatório, o grupo TBL sobre as complicações clínicas do Diabetes mellitus. Os dados foram analisados pelo transapical teve um tempo médio de permanência de 4 dias e o grupo transfemoral de 2 Programa EPI-INFO, versão 3.5.2, com IC de 95%. Resultados: Dentre as respostas, 41 dias (diária R$ 1.844,78). Para as análises do tempo de internação e UTI foram excluídos entrevistados (74.5% da amostra) desconheciam a técnica do TBL. Essa metodologia foi os pacientes que apresentaram complicações inerentes ao procedimento. O grupo que considerada eficiente para 45 alunos, o que corresponde a 81.8%, e regular para 10 alunos, realizou o procedimento por via transapical apresentou um valor médio de custo com correspondendo a 18.2% da amostra. Em relação à dinâmica da atividade, 52.7% dos OPME de R$ 68.928,01, e o grupo que realizou o procedimento por via transfemoral um entrevistados julgaram como uma técnica didática; 38.2% consideraram como uma custo de R$ 91.096,90. Observaram-se três complicações em decorrência do técnica integrativa para o corpo discente e 9.1%, como uma técnica de aprendizagem objetiva. Sobre o TBL em geral, 54 alunos (98.2% da amostra) julgaram como um método de procedimento: um bloqueio atrioventricular total e um acidente vascular cerebral nos aprendizado de importância significativa para a formação profissional e 1 aluno (1.8% da pacientes submetido ao procedimento por via transfemoral e um óbito em paciente amostra) julgou como sem importância significativa. Sobre a aplicação do TBL em outras submetido ao procedimento por via transapical. Conclusão: A TAVI é um procedimento atividades da graduação, 72.7% da amostra julga ideal apenas para algumas atividades da com baixas complicações, porém demanda um relevante gasto ao sistema de saúde. Em graduação; 5.5% apenas para a discussão de casos clínicos e 21.8% para todas as outras contrapartida, observamos na literatura que os pacientes tratados com TAVI apresentam atividades da graduação. Conclusão: Verifica-se que a técnica do TBL é consideravelmente uma maior expectativa de vida em comparação com os pacientes que recebem o desconhecida entre os acadêmicos, apesar de sua metodologia ter sido majoritariamente tratamento conservador, como também uma melhora da qualidade de vida, três meses considerada eficiente e didática. Observa-se, também, que a adoção da referida técnica após o procedimento. Observa-se ainda que a via transfemural, apresenta um gasto mais para o ensino de graduação pode trazer benefícios na formação profissional do aluno, elevado com OPME, mas com um menor tempo de sala, UTI e de internação. Diante dos sendo adequado ponderar sobre a implementação da grade curricular das escolas médicas dados encontrados, faz-se necessário, estudos de longo prazo e com maior poder amostral, no intuito de determinar o real custo-efetividade desses procedimentos. com atividades em TBL durante significativa parte do ciclo básico e clínico.
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SESSÃO DE E-POSTER - I INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE I-08 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-09 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Implantação de um Sistema de Ensino à Distância em uma Organização Social em Saúde 1
1
Educação à Distância como Ferramenta de Disseminação Educacional em uma Organização Social em Saúde
1
Virgínia Angélica Lopes Silveira , Patrícia Freitas Neves , Ana Karine Lima Girão , Fernanda Gadelha Severino2, Jefferson Rafael Marques Barbosa1, Jamille Soares Moreira Jamille Soares Moreira Alves1, Jefferson Rafael Marques Barbosa2, Virgínia Angélica Alves1. Lopes Silveira3, Patrícia Freitas Neves4, Flávio Clemente Deulefeu5, Luana Maria Lopes de Lima Figueiredo6. 1. ISGH. 2. ISGH; UNIFOR. 1. ISGH; FANOR DEVRY. 2. ISGH. Introdução: A modalidade de Ensino à distância (EAD) é constituída por um uso de tecnologia da informação e comunicação, para a realização de atividades educativas, Com o avanço significativo de novas tecnologias, a educação à distância (EAD) é cada vez trazendo como inovação a facilidade do usuário realizar suas tarefas em qualquer lugar e mais explorada, além do alcance a um número maior de pessoas, para a construção de horário. Essa modalidade tem crescido no Brasil e no Mundo. O EAD pode ofertar com interfaces favoráveis à criação de conexões, multiplicidade, usabilidade e integração de mais agilidade os conteúdos, podendo atingir um maior número de pessoas transmitindo várias linguagens. Esse movimento integra o desafio também na área da saúde, devido à o conhecimento para os usuários, através de dispositivos de mídia. No dias atuais, a complexidade do trabalho, que pelo dinamismo da rotina diária busca a democratização modalidade de EAD está sendo de grande importância dentro das empresas para atingir do acesso a ações educacionais, visando profissionais com realidades e níveis de em massa os colaboradores, com objetivo de disseminar o conhecimento e os processos conhecimento, sem necessariamente afastá-los de suas atividades. O objetivo deste institucionais, podendo trazer grandes benefícios para a empresa, diante da necessidade relato é descrever a experiência de implantação da plataforma de EAD em uma ação de proporcionar a disseminação de projetos estratégicos e atualizar as atividades educacional para gestores da Atenção Primária em Saúde de uma Organização Social em relacionadas à área de atuação. Objetivo: Implantar um sistema de EAD em uma Saúde no município de Fortaleza-CE. Em março de 2017, foi implantado o programa organização social de saúde. Descrição do caso: O tipo de estudo é um relato de Líderes em Saúde, ação educacional constituída de duas modalidades: presencial e de experiência, elaborado no contexto de EAD, através de um software livre, moodle EAD. Atualmente, a EAD está sendo utilizada por 12 profissionais que participam da ação (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), com aplicação baseada na educacional como aprendizandos, buscando estimular a capacitação à distância com a web, executada num ambiente virtual. A ferramenta foi disponibilizada aos usuários, por sustentação de abordagens de ensino e aprendizagem. A plataforma de educação é meio de um servidor local (LocalWeb), para hospedar o software na internet e armazenar constituída de: fórum de apresentação, discussão, temáticas dos módulos com os dados no diretório. Desde o ano de 2015 está sendo estruturado e desenvolvido. respectivos materiais didáticos postados para estudo de sensibilização prévia aos Atualmente, a ferramenta está sendo utilizada em um treinamento sobre liderança em encontros presenciais, material de apoio, mídias, testes e portfólio. As atividades e saúde, sendo um complemento para o acompanhamento das atividades dos gestores, postagens realizadas são avaliadas por 3 tutores, que realizam, posteriormente, um através de vídeos educativos, fórum de discussão, atividades entre os módulos, feedback presencial sobre a frequência de acesso e conclusão das atividades propostas. fortalecendo as estratégias de aprendizagem. Discussão: A plataforma é uma ferramenta Por tratar-se de um projeto em fase de implantação, o mesmo encontra-se em uso pelos de rápida disseminação de conteúdos considerados indispensáveis no crescimento profissionais aprendizandos da ação educacional semipresencial. Com a possibilidade de profissional. A sua utilização facilita o desenvolvimento do funcionário pela trabalhar a capacitação dos profissionais com a utilização de uma plataforma de EAD acessibilidade aos conteúdos, incentivando os mesmos a aprimorar os conhecimentos e EAD, através dos pilares de sustentação da busca do desenvolvimento de ações educacionais, pode-se atingir uma diversidade maior de profissionais das diversas áreas, mantendo os processos institucionais atualizados. implementando propostas educacionais diferenciadas na instituição.
I-10 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-11 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Requisição de Transfusão Eletrônica: Desenvolvimento e Implantação de uma Tecnologia
Inovação no Gerenciamento de Pacientes Crônicos, Através da Parceria Intersetorial Entre Atendimento Domiciliar e Medicina Preventiva em Operadora de Saúde Rodrigo Monteiro Ribeiro1, Josiane Xavier do Nascimento Bento1, Leirylane de Souza Suplementar da Cidade de Fortaleza Pereira Goes1. 1 1 Mércia Lucas de Sousa Gonçalves , Cristiano Walter Morais Rola Junior . 1. HGWA. 1. UNIMED FORTALEZA. A Terapia Transfusional é um processo que requer em seu contexto, indicação precisa e administração correta. Para isso, deve-se respeitar todas as normas técnicas preconizadas No Brasil, a principal causa de mortalidade e morbidade são as doenças crônicas não pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As solicitações para transfusão de transmissíveis, que tem desenvolvimento lento, duram períodos extensos e apresentam sangue ou componentes são feitas exclusivamente por médicos, em formulário de efeitos de longo prazo difíceis de prever. A maioria delas não tem cura, mas várias podem requisição específico, a Requisição Transfusional (RT), que contenha informações ser prevenidas e controladas por meio de detecção precoce aos agravos e acesso a suficientes para a correta identificação do receptor (BRASIL, 2016). O presente estudo tratamento adequado e oportuno. Essa transição epidemiológica necessita de uma linha propõe-se relatar a experiência de criação e implantação de uma tecnologia, a requisição cuidado, em especial ao idoso, que priorize ações de educação e prevenção de agravos transfusional eletrônica (RTE) em um hospital secundário do Estado do Ceará. Trata-se um evitáveis. No atendimento domiciliar, o treinamento ao familiar e ao cuidador, bem como estudo do tipo relato de experiência, realizado pela equipe de gestores do serviço de o feedback em relação ao cumprimento por parte destes das orientações e prescrições hemoterapia da instituição citada. Evidenciamos a necessidade de registrar a elaboração e realizadas pelos profissionais de saúde é uma atitude imprescindível para o implementação de uma tecnologia em hemoterapia pioneira no Ceará. Descrevemos o cumprimento efetivo do plano de cuidados e permanência segura do paciente em casa. contexto de criação da ferramenta, necessidades e dificuldades norteadoras da seleção dos Nesse intuito, a medicina preventiva tem atuado como parceira da assistência domiciliar dados que constituem a RTE, e as vantagens alcançadas através dela. Em busca de garantir ao realizar o telemonitoramento dos pacientes da assistência domiciliar na modalidade todos os dados solicitados pelas normas que regem a hemoterapia no Brasil e para obter Chronic Care. Monitorizar o cumprimento do plano de cuidados, estabelecido no maior qualidade no processo transfusional, no ano de 2009, foi pensado em um acompanhamento dos pacientes, através da integração intersetorial (atendimento instrumento eletrônico em hemoterapia, isso correu em concomitância com a domiciliar e medicina preventiva), identificando alterações precoces no quadro clínico, informatização da instituição. Iniciou-se um projeto inovador de criação e implementação possibilitando uma abordagem assertiva e consequente redução dos custos assistenciais. da RTE, propiciando maior segurança nos dados fornecidos pela obrigatoriedade do A equipe de enfermagem responsável pelo telemonitoramento realiza contatos com preenchimento completo, minimizando erros transfusionais (homônimos, troca de familiares e cuidadores de pacientes em atendimento domiciliar, prestando informações pacientes, falta de dados laboratoriais e troca de leitos), levando a um melhor acerca do diagnóstico, orientando medidas preventivas aos agravos próprios do quadro, gerenciamento dos processos da agência transfusional da instituição. Tais mudanças, com estímulo ao cumprimento correto das prescrições realizadas em casa durante geraram uma nova organização operacional do serviço de hemoterapia, principalmente, atendimento presencial, reforçando orientações fornecidas por equipe visitadora, bem no que se refere ao início do processo transfusional, melhoria no registro de dados como realizando busca ativa de possíveis alterações clinicas, muitas vezes em momentos (diagnóstico, indicação, valores laboratoriais), e análise das indicações e posteriores iniciais, para dessa forma, agilizar a resolução das mesmas. A parceria dos dois setores orientações aos solicitantes, em caso de não conformidade. Tornar a RT uma ferramenta segue os preceitos do Ministério da Saúde elencados no Plano de Ações Estratégicas para eletrônica trouxe maior segurança para o processo transfusional com relação aos dados do paciente, oriundos do prontuário eletrônico da instituição, juntamente com o registro o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022, obrigatório de dados clínicos e laboratoriais do paciente, identificação eletrônica do englobando três eixos fundamentais: vigilância, informação e monitoramento, e cuidado médico solicitante, anulação da ilegibilidade da escrita, rasuras e divergências/ erros de integral. O reconhecimento precoce do risco, o empoderamento familiar no cuidar de seu dados do receptor, necessários para uma identificação segura, prevenção risco de erros idoso, bem como a educação em saúde com fidelização e cumprimento adequado do assistenciais, e rastreamento em caso de reação transfusional. Também houve melhoria na plano de cuidados oportuniza monitorar a saúde e não a doença. agilidade do fluxo de informação da solicitação e da comunicação entre unidade assistencial e agência transfusional. Concluímos que a elaboração de novas ferramentas na área da saúde colaboram com os processos gerenciais, com a redução de eventos adversos, e facilitam a interação entre as unidades envolvidas no processo transfusional.
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SESSÃO DE E-POSTER - I INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE I-12 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-13 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Utilização de uma Ferramenta Eletrônica na Classificação das Linhas Estratégicas de As Ferramentas Digitais Como Instrumentos de Ampliação da Sustentabilidade em Saúde Pesquisa de uma Organização Social em Saúde Jamille Soares Moreira Alves1, Virginia Angélica Lopes Silveira2, Jefferson Rafael Igor Rodrigues da Silva1, Décio Paulo Bonilha Munhoz2. Marques Barbosa2, Ana Karine Lima Girão2, Társia Vitória de Araújo Joaquim Gadelha3, Fernanda Gadelha Severino3. 1. UNIFOR. 2. HOSPITAL E MATERNIDADE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS. 1. ISGH; FANOR DEVRY. 2. ISGH. As ferramentas digitais têm adquirido um papel cada vez mais influente na comunidade 3. ISGH; UNIFOR. científica e na sociedade em geral. Por meio delas, notam-se diversos avanços obtidos nas mais variadas áreas de atuação. Entre essas áreas encontra-se a saúde, à medida que Introdução: Uma das qualificações das Organizações Sociais de Saúde (OSS) é exercer novos aparelhos e programas são criados e difundidos por meio dos serviços de saúde em atividades dirigidas à pesquisa científica focando na assistência hospitalar. Uma das todo o país. Dos setores que obtiveram melhorias e apoios no que diz respeito à atuação da estratégias organizacionais é incentivar a pesquisa, proporcionando descobertas e área da saúde, destaca-se a sustentabilidade, tema tão importante e discutido nas conhecimentos, resultando em estratégias de boas práticas assistenciais alinhadas ao últimas décadas. Por meio das ferramentas digitais, houve, por exemplo, uma plano estratégico. Objetivo: Classificar projetos científicos numa OSS conforme linhas significativa redução na produção de papeis que seriam direcionados a folders, cartazes e estratégicas e perfil de pesquisadores. Método: Pesquisa transversal, quantitativa, através publicidades, em geral, devido à troca do uso do material impresso pela divulgação de dados secundários extraídos de uma planilha eletrônica das unidades gerenciadas digital. As referências atuais destacam que os principais meios utilizados para o pela OSS em Fortaleza/Ce, contendo classificação das linhas estratégicas e perfil dos crescimento da sustentabilidade por meio das ferramentas digitais são: A informatização pesquisadores quanto área de atuação e obtenção de titulação no ano de 2016. Os projetos dos serviços de consulta na atenção básica, evitando impressões em alguns serviços foram alinhados conforme quatro linhas estratégicas de pesquisa: Cuidados Clínicos no burocráticos, como encaminhamentos de diversas origens; a utilização de televisores nos Adulto; Cuidados Clínicos na Criança e Saúde Materno Infantil; Gestão da Qualidade e serviços de maior complexidade (secundários e terciários), em locais como a sala de Segurança do Paciente; e, Gestão em Saúde. Os preceitos éticos quanto ao anonimato dos espera e os elevadores, economizando em placas físicas de direcionamento dos serviços participantes seguiu a Resolução 466/12, CNS/MS. Dados foram analisados de forma hospitalares e anúncios publicitários impressos; e, ainda, a utilização das redes sociais percentual, através do programa Microsoft Excel 2013. Resultados: No período, foram para divulgação em maior escala das campanhas com foco na promoção em saúde, registrados 109 projetos, dos quais 90 foram classificados de acordo com linhas evitando grandes gastos com materiais impressos e economizando um bom tempo com estratégicas de pesquisa, representando 82.56%, descritos a seguir: 28 projetos (31.11%) demanda de pessoas para propagar a campanha pela comunidade, algo que as redes em Gestão em Saúde; 25 (27.78%) em Cuidados Clínicos no Adulto; 20 (22.22%) em Gestão sociais fazem mais rápido e em maiores proporções. Com relação aos aparelhos que estão da Qualidade e Segurança do Paciente; e, 17 (18.89%) em Cuidados Clínicos na Criança e sendo utilizado para se conseguir tais feitos, estão os televisores já citados, os Saúde Materno Infantil. Quanto à área de atuação dos pesquisadores: 47.70% (52) da computadores/ notebooks nos consultórios e recepção dos serviços de saúde Enfermagem; 24.77% (27) da Medicina; 7.33% (8) da Fisioterapia; 5.50% (6) da Farmácia; informatizados, além dos smartphones e tablets que são utilizados pelos funcionários e 3.70% (4) da Nutrição; e, 11% (12) das demais áreas. A classificação quanto à obtenção de pelos pacientes que frequentam os postos de saúde e hospitais, ou até mesmo em casa, titulação demonstrou que, 63.30% (69) era para a Graduação; 16.51% (18), para que podem acompanhar e sugerir melhorias no atendimento e outros quesitos referentes Especialização; 12.84% para Mestrado; 4.60% (5), para Doutorado; e, 2.75% (3), sem ao serviço de saúde de seus respectivos bairros e cidade. Além de ter promovido uma titulação (pesquisas internas de funcionários). Conclusão: O desenvolvimento e a grande ampliação da sustentabilidade, as ferramentas digitais facilitaram o canal de classificação das linhas estratégicas de pesquisa tornam-se relevantes para abordar os comunicação entre gestores e a população, possibilitando maiores garantias de que esse assuntos pesquisados e conhecer o impacto que os resultados podem influenciar no nível de sustentabilidade em saúde não seja perdido, e sim que esteja sempre em processo assistencial e de gestão. O perfil de pesquisadores de maior concentração evolução. Para que haja ganhos mais rápidos, mais investimentos devem ser feitos em relação ao uso das ferramentas digitais, e campanhas de divulgação sobre a importância encontra-se na área de enfermagem e quanto obtenção de titulação, para Graduação. da sustentabilidade em saúde devem ser criadas para que, não só a comunidade científica e os profissionais de saúde, mas também todo o público possa se conscientizar e participar ativamente do processo construtivo e de melhoria do próprio sistema de saúde, tanto público quanto privado.
I-14 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
I-15 INOVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Implantação da Coleta Seletiva em Central de Abastecimento Farmacêutico
Relato de Estratégia para o Engajamento da Equipe Multidisciplina em uma Unidade Neonatal 1 2 Jamille Soares Moreira Alves , Fernanda Jane Furtado Loureiro , Virginia Angélica Lopes 2 3 1 2 2 Silveira , Fernanda Gadelha Severino . Renata Policarpo Barreto , Rejane Brasil Sá , Maria Goretti Policarpo Barreto .
1. ISGH; FANOR DEVRY. 2. ISGH. 3. ISGH; UNIFOR.
1. UNIFOR. 2. UNIFOR; HRUNIMED FORTALEZA.
A Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) é a unidade responsável pela distribuição de medicamentos e materiais médico hospitalar, contribuindo para a qualidade da assistência ao paciente e credibilidade dos serviços farmacêuticos. Diante deste contexto, houve a necessidade de implantar uma coleta seletiva de gerenciamento de resíduos em uma CAF. Esse incremento começou com a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), em Janeiro de 2017, e sua aprovação pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (SEUMA) e pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (ANVISA). O objetivo deste estudo visa relatar as melhorias implantadas no gerenciamento de resíduos em uma Central de Abastecimento Farmacêutico de uma organização social de saúde. Na CAF analisada, faz-se recebimento, conferência, separação e expedição de mercadorias das Unidades de Atenção Primária a Saúde (UAPS), do Município de Fortaleza. O método de análise foi através de pesquisa exploratória, a partir de observação direta na unidade, visitas técnicas e outras informações colhidas pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). A intenção do projeto de implantação da coleta seletiva é, além de adequar a CAF às exigências dos órgãos ambientais, proporcionar redução de custos à unidade, e sobretudo, gerar uma conscientização nos funcionários sobre a importância de utilizar diversos tipos de materiais de forma sustentável, tornando esse colaborador mais comprometido com o meio ambiente. A coleta seletiva busca melhorar as etapas do manejo dos resíduos, segundo a sua constituição ou composição. Na CAF analisada, algumas ações foram implantadas, como: na geração de resíduos, adotou-se copo ou garrafa de plástico pelos funcionários, e de frente e verso nas impressões, para diminuir quantidade de copos descartáveis e papéis utilizados; na segregação, foram adquiridas novas lixeiras para destinar os resíduos em locais corretos; no acondicionamento e identificação foram padronizadas etiquetas para melhorar descarte dos resíduos nas lixeiras corretas; na coleta interna e externa reconheceram-se novas empresas para comprar e adquirir os resíduos recicláveis gerados nesta CAF. Agregando a essas etapas, foram realizados treinamentos bimestrais com os funcionários para a conscientização do colaborador. Novas ações estão previstas para que haja um progresso nas etapas implementadas: acompanhar a quantidade de resíduos gerados nos quatro primeiros meses na CAF, para verificar a redução de resíduos; selecionar novas empresas na coleta seletiva. Com essas medidas, pretende-se tornar esse projeto de implantação da Coleta Seletiva na CAF uma referência para outras unidades.
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A assistência prestada aos recém-nascidos dentro de uma unidade neonatal é bastante complexa, apresenta inúmeras peculiaridades que requerem uma equipe multidisciplinar voltada para o atendimento global e integrado do recém-nascido. O objetivo desse relato de experiência foi desenvolver uma nova estratégia na prática da assistência médica aos recém-nascidos internados na Unidade Neonatal. Preocupados com a qualidade de assistência ao paciente e com o envolvimento da equipe neonatal para com os cuidados com os recém-nascidos, preparamos um check list e, diariamente, às 8:00h estamos passando visita com a equipe multidisciplinar (enfermeiras, técnicos, médicos, fisioterapeuta e psicóloga) à beira do leito. Neste momento, queremos que todos se apropriem das patologias, do cuidado específico, da importância do cuidado individualizado e do envolvimento dos pais neste processo de internamento. Pois entendemos que, se cada personagem estiver inteiramente envolvido e, se ele conhecer o verdadeiro sentido de cada ação, e o que pode acontecer se houver uma falha nesse cuidado, compreender quais os riscos específicos de cada recém-nascido, teremos uma maior adesão ao plano terapêutico. Nesse momento, o cuidado deixa de ser o voltado para o médico, para a prescrição em si, e se volta para o paciente, ele passa a ser o foco de toda a equipe que pode realmente se sentir participando do processo. Durante essa visita podemos também identificar falhas para que possam ser rapidamente corrigidas, e discutirmos estratégias de envolvimento dos pais na participação do cuidado com o recém-nascido.
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SUMÁRIO DE AUTORES Adamila Carvalho Joca Franco, G-026 [104]
Daniele de Oliveira Moreira, G-021 [82]
Adivania Pinheiro, A-008 [36]
Danúbia Nogueira da Rocha Chaves, A-025 [108]
Adriana Menezes Loyo Rosas, G-009 [43], G-011 [48], A-006 [15], G-005 [32]
Danusio Pinheiro Sartori, A-022 [100], G-002 [118], G-024 [102], G-025 [103], A-020 [98], G-024 [102]
Adriano Pereira, G-006 [34] Décio Paulo Bonilha Munhoz, I-005 [29], I-013 [130] Albertina Proença Rodrigues Alves, G-001 [97], G-033 [125] Demostênia Coelho Rodrigues, G-015 [69], G-016 [70] Alberto José Santos Ramos, A-002 [26] Dilson Feitoza da Silva, I-006 [30] Alice Maria Correia Pequeno Marinho, G-017 [72] Eduardo Demes da Cruz, I-001 [132] Aline Garcia Diniz, A-006 [15], G-005 [32], G-009 [43], G-011 [48] Eduardo Malta Maradei, G-001 [97] Aline Risoleta do Nascimento Rios Moura, G-034 [131] Elaine Cristina da Silva Alves Bastos, A-018 [80] Aluisio Moraes da Silva Neto, I-006 [30] Elaine Cristina Lima da Silva, G-001 [97] Amanda Cordeiro de Oliveira Carvalho, A-017 [79] Erika Gondim Gurgel Ramalho Lima, I-007 [62] Amanda Gomes de Oliveira, A-026 [115] Ana Beatriz Barbosa Esteves, G-007 [39]
Ernani Ximenes Rodrigues, A-022 [100], G-002 [118], G-025 [103], A-020 [98], G-028 [113], G-027 [107]
Ana Carolina Feitosa Ferreira, A-016 [74]
Eugenie Desirèe Rabelo Néri, I-002 [37]
Ana Débora Assis Moura, A-018 [80]
Fábio Fernandes Dantas, A-024 [106], A-025 [108], G-026 [104], G-025 [103]
Ana Karine Borges Carneiro, A-018 [80]
Fernanda Colares de Borba Netto, G-013 [66]
Ana Karine Lima Girão, G-003 [56], G-037 [137], I-004 [55], I-008 [71], I-012 [124]
Fernanda Gadelha Severino, G-034 [131], G-035 [133], G-036 [136], I-008 [71], I-014 [135], G-032 [123], G-037 [137], G-016 [70], I-012 [124]
Ana Larissa Carneiro Urano de Carvalho, G-018 [75] Fernanda Jane Furtado Loureiro, I-014 [135] Ana Luisa de Vasconcelos Cintra, G-001 [97] Fernando Jose de Freitas Carvalho, G-003 [56], I-004 [55] Ana Luiza Conceição de Oliveira, G-010 [46] Fernando Sérgio Oliveira de Sousa, G-003 [56], I-004 [55], G-037 [137] Ana Maria de Oliveira Monteiro, G-010 [46] Fernando Soares de Alcântara, A-027 [142] Ana Patricia Lima França, A-003 [110], A-021 [99] Flávio Clemente Deulefeu, I-009 [73], G-012 [64] Ana Paula Oliveira da Silva, G-017 [72] Flávio José Mac Dowel Costa, A-025 [108] Ana Vilma Leite Braga, A-018 [80] Francisca Amisterlane Mota de Lima, G-021 [82] Ana Virgínia Tomaz Portella, A-007 [18] Francisca Diana da Silva Negreiros, G-017 [72] Andiara Aguiar Muniz, G-010 [46] Francisca Fernanda Alves Pinheiro, G-022 [83], A-017 [79], G-018 [75], G-021 [82] Andre de Jesus Roldan Viana, A-020 [98], G-028 [113], A-003 [110], A-021 [99], A-022 [100], G-002 [118], G-027 [107], G-025 [103], G-024 [102], G-010 [46]
Francisca Mylena Melgaço Nunes, G-028 [113], A-003 [100], A-022 [100]
Anna Philomena de Alencar Brito, G-015 [69], G-016 [70]
Francisco Alexandre Paes Rego, G-033 [125]
Antonielle Carneiro Gomes, G-021 [82]
Francisco José do Nascimento Júnior, A-017 [79]
Antônio Aldo melo Filho, A-001 [45]
Francisco Jose Linhares Filho, G-033 [125]
Antonio Nilson Mendes dos Santos Junior, A-020 [98], A-021 [99], A-022 [100], G-002 [118], G-025 [103], G-027 [117], G-028 [113], A-3 [110]
Francisco Julimar Correia de Menezes, A-009 [41], A-019 [96] Germana Neri Lopes, G-004 [63]
Antonio Romario Mendes da Silva, A-23 [101], G-023 [94] Giovanni Troiani Neto, A-019 [96] Artemisa Saldanha de Menezes Fortes, G-029 [114], G-030 [116] Gleiciane Sousa Fontenele, G-014 [67] Artur Câmara Moreira, I-001 [132] Gleydson Cesar Oliveira Borges, I-003 [59] Breitner Gomes Chaves, G-003 [56], I-004 [55], G-032 [123], G-037 [137] Gleydson Fabricio Freitas, A-024 [106] Bruno Amaral Medeiros, I-001 [132] Guilherme Pinheiro F. da Silva, A-001 [45] Bruno Memória Rodrigues Okubo, A-011 [50], A-012 [51], A-013 [52] Gustavo Viera Rafael, G-016 [70] Camila Alves Machado, G-003 [56] Harley Araújo Cavalcante, A-027 [142] Camila da Silva Alves, G-018 [75] Hassan Kelvin Feitosa Evangelista, A-014 [57] Camila da Silva Alves Jácome, G-033 [125], G-022 [83] Heloisa Sobreira Camilo Teles de Menezes, A-017 [79] Camila Maciel Holanda, G-031 [119] Henrique Jorge Maia Costa, G-018 [75], G-022 [83] Camila Peixoto de Lima Freire, G-020 [81], G-019 [78] Ianna Oliveira Sousa, G-015 [69] Camila Sampaio Nogueira, A-007 [18] Carlos Antônio Bruno da Silva, A-001 [45], A-019 [96]
Igor Monteiro Albuquerque, A-003 [110], G-027 [107], G-028 [113], A-021 [99], A-020 [98], G-024 [102]
Carlos Magno Queiroz da Cunha, A-009 [41]
Igor Rodrigues da Silva, I-005 [29], I-013 [130]
Carmem Rita Sampaio de Sousa, G-038 [138]
Inês Claudia Rodrigues Costa, G-026 [104], A-024 [106], A-025 [108]
Christiane Araujo Chaves Leite, A-026 [115]
Jailma dos Santos Barbosa, G-017 [72]
Cibele Matins Castelo Branco Camurça, I-004 [55]
Jamille Soares Moreira Alves, G-032 [123], G-034 [131], G-035 [133], G-036 [136], G-037 [137], I-009 [73], I-012 [124], I-014 [135], G-035 [133], G-013 [66], G-015 [69], I-008 [71], G-004 [63], G-012 [64]
Cristiano Walter Moraes Rola Junior, G-029 [114], G-030 [116], A-023 [101], G-023 [94], I-011 [89]Daniel Souza Lima, A-019 [96]
Janna Helca Duarte Carneiro da Costa Cardoso, G-007 [39] Daniel Souza Lima, A-019 [96] Daniela Frutuoso de Sousa, G-031 [119]
41
Jefferson Rafael Marques Barbosa, I-008 [71], G-004 [63], G-012 [64], G-013 [66], G014 [67], I-009 [73], I-012 [124]
Revista Ceará Médico - VL. 20 - Julho/Dezembro - 2017 - Nº 01 - Fortaleza - Ceará - Brasil
SUMÁRIO DE AUTORES Jercyane de Jesus Ximenes, A-010 [49]
Moniky Keuly Marcelo Rocha, G-019 [78], G-020 [81]
Jéssica Ferreira Romero, G-002 [118], A-021 [99], G-024 [102]
Naira Figueiredo Aguiar, I-006 [30]
Jiovanne Rabelo Néri, I-002 [37]
Nara Larissa Frota Menezes, G-010 [46]
Joana Darc Pinheiro Marques, G-026 [104]
Natalia Barros Maia, G-005 [32], G-011 [48], A-006 [15], G-009 [43]
João Henrique Freitas Colares, A-001 [45]
Natália Jamille Oliveira Araújo, A-025 [108]
João Victor Benevides Alves, G-031 [119]
Natália Lúcia Lima de Oliveira, G-008 [40]
João Victor Souza Oliveira, A-022 [100], A-021 [99]
Nicia dos Santos Fontes, A-014 [57]
Joel Bezerra Vieira, G-024 [102]
Orozimbo Silveira Carvalho Filho, A-027 [142]
José Walter Feitosa Gomes, A-009 [41]
Patrícia Freitas Neves, I-008 [71], I-009 [72]
Joselito de Oliveira Neto, A-014 [57]
Paulo Robson Viana, I-002 [37]
Josiane Xavier do Nascimento Bento, I-010 [88]
Pedro Luiz Lopes, I-006 [30]
Juliana Costa Gomes Araujo, G-019 [78], G-020 [81]
Priscilla Brasileiro Galvão Freire, G-021 [82]
Juliana Vieira Rocha, A-009 [41], G-004 [63]
Raimundo Macedo Pinto Junior, I-002 [37]
Kennedy Montenegro de Vasconcelos, I-002 [37]
Raquel Amancio Correia, G-007 [39]
Kessy Vasconcelos de Aquino, I-004 [55], G-003 [56]
Raquel Lucena Nicodemos, G-015 [69], G-016 [70], G-017 [72]
Larissa Gurgel Mota Saraiva, I-007 [62]
Regis Luiz Sabiá de Moura, I-003 [59]
Larisse Alves, G-007 [39]
Rejane Brasil Sá, I-015 [140]
Leandro Teixeira Cacau, I-006 [30]
Renata Policarpo Barreto, I-015 [140]
Leirylane de Souza Pereira Goes, I-010 [88]
Ricardo Lapa Kruse, A-027 [142]
Leonardo Bruno Rodrigues da Costa, G-032 [123], G-036 [136]
Rilka Barbosa Batista, G-012 [64], G-013 [66], G-014 [67]
Leonardo Félix de Freitas, G-035 [133]
Robério Dias Leite, A-026 [115]
Leonardo Jorge Bessa Tajra Filho, A-007 [18]
Roberta Cristina Lima Maia, G-011 [48], A-006 [15], G-005 [32], G-009 [43]
Lia Araruna de Lima, G-021 [82], G-033 [125]
Roberta Maria Fernandes Cavalcante, A-015 [60]
Lia Caetano Viana, A-007 [18]
Rodrigo A L Feitosa Babadopulos, I-003 [59]
Lilia Maria Porto Caminha Pinto de Castro, I-001 [132]
Rodrigo Cesar Pimenta, A-027 [142]
Lívia Maria de Lima Alcântara, G-012 [64]
Rodrigo Monteiro Ribeiro, I-010 [88]
Lívia Maria Nogueira Machado, G-022 [83]
Roger Pereira Valim, G-020 [81], G-019 [78]
Livia Rodrigues Farias Moraes, G-019 [78]
Rosangela Pinheiro Gonçalves Machado, G-027 [107]
Luana Maria Lopes de Lima Figueiredo, G-013 [66], G-014 [67], I-009 [73]
Sâmia Virgínia de Mendonça Nogueira, G-001 [97], G-022 [83], G-033 [125], G-018 [75]
Luanna Santos de Moura Lima, G-010 [46]
Samuel Roque Alves, A-016 [74]
Lucas Cantal de Souza Lima, I-001 [132]
Sandra Emília Almeida Prazeres, G-027 [107]
Luciana de Fátima Oliveira da Silva, G-004 [63]
Sara Elisabete Conceição de Albuquerque, A-002 [26]
Luciana Picanço Pereira, A-010 [49]
Sara Maria Santiago de Aguiar, A-002 [26]
Luis Fhilipi Carvalho Borges, A-007 [18]
Sílvia Maria Meira Magalhães, A-013 [52]
Luiz Gonzaga de Moura Jr, I-003 [59]
Stanley da Cunha Menezes, G-008 [40]
Madalena Isabel Coelho Barroso, A-026 [115]
Surama Valena Elarrat Canto, A-018 [80]
Maisse Leoncio Catunda, A-006 [15], A-015 [60], G-005 [32], G-011 [48], G-009 [43]
Tarcylio Esdras de Almeida Rocha, G-020 [81]
Manoel Odorico de Moraes Filho, I-003 [59]
Tarsia Gadelha, A-009 [41]
Márcia Cardinalle Correia Viana, A-011 [50], A-012 [51]
Társia Vitória de Araújo Joaquim Gadelha, I-012 [124]
Maria Anete Lallo, G-006 [34]
Teresa Wilma Silva Figueiredo, A-018 [80]
Maria Aparecida Felipe Silva, G-036 [136]
Ulyana Belém de Oliveira, A-023 [101], G-023 [94]
Maria Goretti Policarpo Barreto, I-015 [140]
Vanessa Feitosa Sampaio da Silva, G-009 [43], A-006 [15], G-005 [32], G-011 [48]
Maria Lineuda de Souza Lima, A-024 [106]
Vicente de Souza Lima Neto, A-021 [99], A-020 [98], G-024 [102], A-003 [110], G-025 [103], G-028 [113]
Mariana Lima Fernandes, G-008 [40] Vicente Freire Gonçalves Júnior, I-001 [132] Mariana Maia Silveira, G-020 [81], G-019 [78] Vilmar Dantas Primo, I-006 [30] Marion Purcaru, A-001 [45] Marta Maria Soares Herculano, G-007 [39]
Virginia Angélica Lopes Silveira, I-012 [124], I-014 [135], A-009 [41], G-037 [137], G032 [123], G-004 [63], G-012 [64], G-013 [66], G-014 [67], G-015 [69], G-016 [70], G-017 [72], I-008 [71], I-009 [73]
Matheus Facó Jesuino Simões, A-019 [96] Viviany Rabelo de Noronha, G-001 [97] Mayra Sabiá de Moura, I-003 [59] Wallquíria Morais Lima, G-007 [39] Mércia Lucas de Sousa Gonçalves, I-011 [89] Wilma-Ney Lopes Bastos, I-002 [37] Mirly Regina da Silva Oliveira, A-024 [106], A-025 [108] Yhelda Felicio, A-004 [12], A-005 [13] Mirna Albuquerque Frota, A-001 [45]
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