MANAUS, SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO DE 2015
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ZONA FRANCA DE MANAUS
Mais 50 anos de Novos desafios
U
m novo desafio se impõe à Zona Franca de Manaus, após a conquista da prorrogação até 2073. Faltando apenas dois anos para completar meio século de atuação na região, o modelo criado para promover o desenvolvimento regional, pautado na preservação ambiental, tem como novas metas a consolidação do processo de desenvolvimento industrial, o progresso econômico efetivo da população, a manutenção do emprego e renda e, principalmente, o investimento em novas tecnologias e no conhecimento voltado para área industrial. Mesmo em um ano marcado pelos obstáculos impostos pela crise econômica, a ZFM se mantém em pé e pronta para driblar todas as dificuldades em nome do povo da Amazônia
RICARDO OLIVEIRA
Especial
Suframa48anos
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A valorização da Zona através da Água A crise de abastecimento d’água no Sudeste do Brasil pode ser a carta na manga do Amazonas para atrair novos investimentos para o Polo Industrial de Manaus e consolidar, de vez, o modelo econômico.
O
s especialistas questionam. Com a crise de abastecimento nos estados do sudeste brasileiro, em decorrência da seca nos principais reservatórios d’água da região, não estaria surgindo aí, uma atrativo a mais para novas empresas investirem no Polo Industrial de Manaus? Não seria essa uma oportunidade para o Amazonas se consolidar no cenário brasileiro como um dos grandes estados economicamente ativo? Quais seriam as implicações para o uso da nossa água, em grande escala, destinada ao Polo Industrial? Questões que vislumbram a oportunidade de desenvolver mais, por exemplo, a a indústria de bebidas, já estabelecida no PIM e que poderiam transformar o estado no centro industrial desse setor. A água para fins industriais poderia ser, também, a“vedete” para o estabelecimento de novos nichos no DI.
Para o economista José Alberto Lindolfo a oportunidade existe, sim e, deveria ser avaliada pelas autoridades governamentais, setores da indústria e representações sociais e de meio ambiente. Mas, o fato da região dis-
ÁGUAS: SP X AM São Paulo precisa de 30 m cúbicos/segundo para o abastecimento da população.Essa é a produção do Cantareira.O Rio Amazonas despeja no Oceano Atlântico 200 mil m cúbicos por segundo,maior a demanada de SP. por de água em abundância não quer dizer que esteja tudo garantido para que as empresas tenham confiança em se estabelecer no PIM, somente em virtude do abastecimento d’água. A debandada industrial”
das fábricas estabelecidas no sudeste brasileiro, que encontram, agora, dificuldades em virtude da falta d’água, depende de vários fatores. Valeria à pena a transferência para o PIM? “Água é importante, sim, mas os interesses econômicos das industrias levam em consideração vários fatores como as distâncias dos grandes polos e investimentos realizados no sudeste, não apenas na estrutura da empresa, mas também, na geração de emprego e renda. A transferência pode ser urgente, mas vai influenciar nos índices de desemprego, podendo causar uma crise devastadora na economia do sudeste e, por consequência, na economia nacional. Além de que pode, em última instância, gerar uma migração desproporcional para o Amazonas, que teria que se adequar estruturalmente, para poder dar conta dessa demanda. E, os impactos para o estado do
Amazonas valeriam a pena?”, disse o economista. O certo é que água tem e, em qualidade para atender ao setor industrial, como explica o Superintendente do Serviçõ Geológico do Brasil(CPRM), Marcos Oliveira. Várias fábricas de bebidas de refrigerantes estabelecidas no PIM são a prova de que a água da amazônia tem potencial para atender a indústria. “O insumo básico para as indústrias de São Paulo e do Amazonas é a água. Se não tiver água, o processo industrial pára. Tem um problema que a água daqui é ácida, mas dá pra corrigir isso e usam para esfriar caldeiras e, inclusive, serve para envazar bebidas. A água é boa, é pura e tem em grande quantidade, disse o superintendente. Marcos indica que o Amazonas pode usar a abundância de água à seu favor, inclusive como marketing para chamar a atenção das indústrias. “Não temos só incentivo fiscal aqui no Amazonas. Temos oferta de água em abundância no ano inteiro, tanto no subsolo como também com água da chuva. Se pensarmos na metrópole dos séculos XXII e XXIII, provavelmente, ela vai estar centrada aqui na Amazônia, por causa de seus recursos naturais”, analisou. Conflitos Há muito tempo se fala so-
bre possíveis conflitos gerados pela falta d’água. Especialistas indicam que no futuro, a água será considerada artigo de luxo, cara e essencial à vida. E, pensando nesse sentido, a Amazônia estará no centro dessas discussões. “Eu acho que a Amazônia não existiria conflitos pelo uso da água, em relação a estados vizinhos, porque temos recursos em abundância. Mas, já podemos ver isso em relação ao Rio de Janeiro e São Paulo que estão disputando alguns metros cúbicos de água. Quando um tira, vai faltar para o outro em virtude da escassez do recurso”, disse Marcos. Mas, mesmo sendo um fator de conflitos entre muitos povos, Marcos acredita que seria possível realizar uma transposição das águas da Amazônia para atender ao abastecimento de outras regiões, sem prejudicar os recursos hídricos locais. “Essa tranposição seria mínima, a retirada seria de 1% para atender, por exemplo, a necessidade do nordeste do Brasil”, disse. O superintendente da CPRM explica que a chuva, no país vem da Amazônia. “ Os ventos empurram a umidade proveniente do Oceano Atlântico para a Amazônia. Essa umidade entra na floresta com os ventos alísios, bate na Cordilheira dos Andes, faz a volta e alimenta as chuvas do sudeste
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a Franca de Manaus FOTOS: DIVULGAÇÃO
do Brasil”, disse. A região sudeste sempre terá defasagem de chuvas em relação a Amazônia, mas a nossa região sempre terá água em grande escala para abastecer, por exemplo, São Paulo. “A retirada de água para São Paulo seria mínima. São Paulo precisa de 30 metros cúbicos por segundo, que é o o Cantareira produz. O Rio Amazonas despeja no Oceano Atlântico 200 mil metros cúbicos por segundo. Se retirasse, não faria diferença nenhuma para a Amazônia. No mapa de distribuição de chuvas do país, podemos ver que, por exemplo, na Cabeça
do Cachorro (calha do alto rio negro/AM), chove 3 mil mm/ano. Mas, na região sudeste, especificamente em São Paulo, chove metade da quantidade de chuvas que caem no Amazonas, está entre o limite de 1000 mm a 1300 mm por ano. Por si só, já mostra que a concentração de água está qui na Amazônia. Mas, a grande concentração populacional se concentra em SP. Eu penso, que numa solução de longo prazo, vai ter que se pensar em equilibrar essa relação de oferta e demanda da água”, disse o superintendente da CPRM, Marcos Oliveira. DIVULGAÇÃO
Marcos indica que água da Amazônia tem potencial industrial
Amazônia, o oásis do Brasil
O potencial hídrico da região pode ser usado para fins industriais e servir como fator de desenvolvimento.
Ao longo da história, a água foi o fator primordial para o desenvolvimento e, também para a queda de civilizações e povos. Contam os historiadores que, em 2000 a.c., Petra, a cidade esculpida nas pedras e instalada no meio do deserto da Jordânia, era considerada o equivalente, hoje, a metrópoles como Nova Iorque e São Paulo, durante o Império Roma-
A transferência de indústrias pode afetar nos índices de desemprego na região sudeste. Novos polos industriais podem ser desenvolvidos a partir da necessidade de utilização da água
no e depois pelo domínio bizantino. Tudo porque foi estabelecida em cima de uma falha geológica, no meio do deserto, de onde brotava água em abundância. Mas, dois terremotos ocorridos na região fecharam a falha geológica e a passagem da água cessou. A cidade, antes tão próspera, foi abandonada para que o homem pudesse garantir sua sobrevivência.
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As medidas econômicas do Governo Federal, que alavancaram os preços dos combustíveis, importados e operações de crédito podem influenciar, negativamente, na atração de novos investimentos para o DI PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para gasolina e diesel, que começou a ser cobrada no início de fevereiro. Isso sem falar sobre a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) CIDE, taxa sobe a venda dos combustíveis que voltará a vigorar em março, jogando o valor do litro de gasolina, nas refinarias, para o alto com um
SURPRESA “As empresas sempre procuram se antecipar às novas políticas de novo governo, mas os níveis de variações nem sempre se igualam ao que o governo decide”, disse Erivaldo Lopes
acréscimo de para R$ 0,22 e de R$ 0,15 no litro do diesel. Crédito Para o bolso do consumidor, o aumento da alíquota do IOF de 1,5% para 3% vai encarecer o crédito. Isso sem falar dos 0,38% que incidem na abertura das operações de crédito. Mas, para o governo deve resultar no maior índice de arrecadação, em relação aos demais índices reajustados: R$7, 38 bilhões. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
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em bem o ano iniciou, os brasileiros já tem que conviver com um novo fantasma: aumento de tributos sobre combustíveis, produtos importados e, operações de crédito. A notícia, que desencadeou uma série de taxas de aumentos e apresentou a 2015 novos índices de inflação, está gerando polêmicas e incertezas nos rumos da economia nacional. E, os amazonenses questionam se os impactos dessas medidas adotadas pelo Governo Federal vão prejudicar o Polo Industrial de Manaus, além influenciar na vida econômica da população. A meta do Governo Federal é aumentar o arrecadação em R$ 20,6 bilhões, gerados a partir do aumento tributário e, assim, ajustar as contas públicas, aumentando a confiança na economia para incentivar novos investimentos. A tendência, segundo o Governo Federal é diminuir a curva dos juros ao longo do ano, reestabelecendo o equilíbrio econômico. No papel, as equações parecem indicar melhorias a partir de meados de 2015, com o equilíbrio da balança comercial. Mas, na prática, no bolso da população, significa o encarecimento de produtos, aumento do custo de vida, da cesta básica alavancados pelo aumento na alíquota de
PIM sofrerá co de medidas ec
Economistas advertem que as empresas e população devem ter cautela para evitar problemas.
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onsequências conômicas
Importações mais caras As alíquotas das importações, com um aumento de 9,25% para 11,75%, vão gerar a alta dos preços dos produtos importados, mas para o governo resultará num aumento estimado de arrecadação de R$ 694 milhões. A
meta do índice é compensar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu o ICMS das importações. Os setores atacadista e industrial serão equiparados no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que
incidente sobre cosméticos. A meta do Governo é equalizar a tributação ao longo da cadeia de produção e distribuição desse setor e arrecadar R$ 381 milhões em 2015 e R$ 653 milhões em 2016.
METAS PARA 2015 SUPERAVIT PRIMÁRIO (economia feita para pagar juros da dívida pública) = 1,2% DO PIB (Produto Interno Bruto) Equivalente a R$ 66,3 BILHÕES Deste valor: R$ 55,3 BILHÕES (meta para o governo) R$ 11 BILHÕES (estimativa de estados e municípios)
Luz e benefícios na berlinda Outras medidas já anunciadas que devem impactar na vida dos brasileiros são as mudanças nos benefícios sociais, como seguro-desemprego, au-
xílio-doença, abono salarial e pensão por morte, ainda sujeitas a análise do Congresso Nacional; subida dos juros do BNDES para o setor produtivo; alta
do IPI dos automóveis e suspensão da concessão dos repasses do governo ao setor elétrico que deve elevar o valor das contas de luz.
Federação prevê desemprego Para o Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Amazonas (FTIEAM), o desemprego deve aumentar com as medidas do governo federal. “A Dilma disse que não ia mexer com o trabalhador e olha aí, as medidas impopulares que ela aplicou. São medidas que trazem preju-
ízos para o trabalhador, para o consumidor, para a indústria. E, não estou falando só da indústria daqui, mas de todo país. Aqui, nunca mais nenhuma fábrica contratou. Muito pelo contrário, todo dia tem demissão. Uma aqui outra ali. O trabalhador já entrou o ano com dificuldades e agora tem que enfrentar esse
medo do desemprego. Ainda não dá pra divulgar uma porcentagem do número de desempregos. Nós só teremos um cenário sobre os número do desemprego nesses primeiros meses de 2015 em março, quando vamos fazer uma avaliação, mas o que estamos vendo é que a situação é séria”, disse Ricardo Miranda.
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Cautela para evitar problemas Para os economistas, o governo está optando, claramente, por uma política de contenção monetária de de contenção de demanda, “Ou seja, aplica sua política monetária contracionista objetivando reduzir a oferta de moeda. O aumento da taxa de juros (SELIC) em geral se caracteriza como instrumento que desestimulam os investimentos no sector privado. Esse foi o caminho adotado pelo Governo”, analisou o economista Erivaldo Lopes. Para o economista, a política econômica adotada pelo governo ainda vai gerar mais contenção daqui pra frente. “Para reduzir a demanda agregada e os nível dos preços, entrou em cena uma forte política monetária contracionista. Acredito em maiores restrições de crédito por parte das instituições além do processo natural e seleção provocada pelos critérios que o banco central recomenda”, disse. Erivaldo Lopes indica que o aumento de preços dos combustíveis vai afetar, drasticamente, o DI. “Vai gerar aumento da planilha de custos em todos os segmento, especialmente indústria do DI bem como o próprio comércio. As empresas não fecharão, não deixarão de produzir ou vender, porém podem reduzir seus níveis de atividades se jogarem para os preços dos produtos dado o
limite que o mercado lhes impõem”, analisou. E, como o restante do Brasil, o Polo Industrial não estava preparado para enfrentar essa alavancada nos preços. “Não havia expectativa para tantas variáveis de subidas. As empresas sempre procuram se antecipar as novas políticas de novo governo, mas os níveis de variações nem sempre se igualam ao que o governo decide”, disse. No primeiro o momento as empresa tentarão se adequar às novas medidas e,paralelamente farão seus estudos e análises que as nortearão para possíveis tomadas de decisão”, avaliou Lopes completando que as novas medidas impostas pelo Governo Federal podem impactar na atração de novos investimentos para o DI. “ Podem influenciar negativamente, as mudanças nas políticas econômicas, ora animam os investidores da iniciativa privada ora lhe causam dúvidas e incertezas. Essas medidas do governo federal devem provocar ao governo do Estado medidas para tentar diminuir os impactos negativos nas empresas instaladas aqui e que geram emprego e renda. O próprio o governo adotará políticas públicas para que seu orçamento seja o mais adequado ao desejo da sociedade”, concluiu Lopes.
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ZFM continua atraindo interesse de indústrias Novos desafios, novas oportunidades. Modelo da Zona Franca de Manaus continua sendo o protagonista da economia FOTOS: DIVULGAÇÃO
Em 2014 os segmentos mais produtivos foram eletroeletrônico
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ntre 2004 e 2014 foram aprovados pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus( Suframa) um total de 2.664 projetos, dos quais 952 de implantação e 1712 de diversificação, ampliação ou atualização. De acordo com levantamento da Suframa, as aprovações tiveram uma média de 242 projetos industriais ou de serviços autorizados a serem implementados ou ampliados no Polo Industrial de Manaus. Números que, segundo a superintendência, demonstram que o modelo continua estimulando o interesse das industrias nacionais e estrangeiras e, que por muito tempo, deve permanecer como uma das principais fontes de desenvolvimento econômico do Amazonas, influenciando no aumento da geração de emprego, renda e na elaboração de tecnologias aplicadas para a área industrial. O PIM fechou o ano de 2014 com um faturamento de R$ 87, 2 bilhões (US$ 37 bilhões), obtendo um aumento de 4,47% , cerca de R$ 83,2 bilhões em relação ao ano de 2013. E, com 36 projetos aprovados
pelo CAS, que juntos somam investimentos de US$ 402 milhões e geração de mais de mil empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM) pelos próximos três anos. Já no desempenho de 2014 os segmentos produtivos que mais tiveram destaque foram os ramos de Eletroeletrônico (incluindo os Bens de Informática) que abocanhou 49,26% do faturamento total do PIM (R$ 42,8 bilhões (US$ 18.2 bilhões). O setor de Informática teve um total de 16,51% do faturado e superou o setor de Duas Rodas. Já este setor faturou R$ 13,6 bilhões (US$ 5.8 bilhões) ou 15,71% do total, seguido dos subsetores Químico (12,53%), Termoplástico (5,05%) e Metalúrgico (4,59%). Os demais segmentos chegaram, juntos, a 12,85%. Em 2013, 220 projetos foram aprovados na reunião do CAS num total de US$ 3,5 bilhões considerado um montante 13,31% superior ao faturamento de 2012.Os Bens de Informática, tiveram um crescimento de 51,26%. No mesmo ano, setor de Duas Rodas também voltou a crescer: 2,83%. Já em 2012 o número de projetos aprovados foi de 268, com
investimentos aproximados a US$ 830 milhões. Para a superintendência da Suframa, apesar da variação observada entre os últimos anos de investimentos e aprovações de projetos, o modelo ZFM continua em ascensão. “É válido lembrar que o número reduzido de 2014 se deve ao fato de terem sido realizadas apenas três reuniões do Conselho de Administração da SUFRAMA, enquanto que, por ano, tradicionalmente, a média é de seis reuniões. Percebe-se, daí, que o interesse das indústrias em investir na Zona Franca de Manaus mantém-se em patamar elevado ao longo dos anos, principalmente por conta das vantagens comparativas do modelo ZFM que garantem competitividade e lucratividade para negócios nos mais diversos segmentos. Na avaliação da SUFRAMA, a tendência é que esse ambiente propício para negócios só seja aprimorado, tendo em vista a recente prorrogação dos incentivos fiscais até o ano de 2073, o que confere maior segurança jurídica para os interessados em investir na região”, disse o superintendente em exercício da Suframa, Gustavo Igrejas.
Com a prorrogação do modelo a tendência é que o cenário econômico continue propício e atratativo para novos investimentos.
2014 e a Copa do Mundo Com o advento da Copa do Mundo, a tradicional corrida pela compra de televisões que sempre permeia a realização desse evento, de quatro em quatro anos, elevou a demanda por aparelhos de grande, médio e baixo custo, provocando o crescimento expressivo do interesse do mercado pelas TV’s de Plasma e, em segundo lugar, pelas telas de LCD/ LED. A produção das telas de plasma cresceu 89,16% o que equivale em 1,8 milhão de unidades produzidas em 2014. Devido a demanda do setor
de turismo, também foram significativos os investimento do setor hoteleiro na compra de aparelhos de condicionadores de ar tipo split. O aumento de produção no comparativo com 2013 foi de 23,74%. Também tiveram crescimento os setores de monitores de LCD para informática, receptores de sinal GPS, forno micro-ondas, aparelhos de DVD/Blu-Ray e tablets. E, esses investimentos significaram também uma média mensal de 122.026 postos de trabalho com mão de obra efetiva, temporária e
terceirizada.“Chegamos ao pico de 126 mil pessoas empregadas no primeiro quadrimestre, principalmente devido à demanda gerada pela Copa do Mundo de futebol, mas enfrentamos uma redução destes números no fim de ano, por conta do cenário econômico que continuou apresentando reflexos em diversos segmentos da sociedade. É preciso trabalhar forte este ano para que consigamos resgatar os níveis de geração e manutenção de empregos”, declarou, na época, Gustavo Igrejas.
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Setor de transporte de cargas cresce no PIM H
á mais de de 30 anos atuando no Distrito Industrial de Manaus, a Hebron Transportes é uma das empresas do parque industrial que mais investe na qualidade e confiabilidade de seus serviços prestados à comunidade de Manaus. Dividida nas áreas de armazenagem, transporte e içamento com movimentação de carga, a empresa atende à maioria das indústrias do PIM. “A Hebron é uma empresa local de transporte urbano e também de movimentação e armazenagem de carga. Mais recentemente, com a entrada da área de remoção e içamento estamos atendendo a área de construtoras, gasoduto, atuamos no consórcio da ponte e outros. Nós acompanhamos o PIM desde a Zona Franca de Manaus, desde o porto do centro e vivemos esse dia-a-dia do desenvolvimento do PIM”, disse o diretor da empresa, Arthur Ferreira. Atualmente, a empresa atende aos demais fábricas do Polo com uma frota de 240 carretas, 35 cavalos, 30 caminhões, além da frota de guindastes. “Atuamos nos polos de entrada e saída, nos portos, como o Chibatão e
o Super Terminais. Fazemos o trasporte das cargas para atender as empresas, com toda confiabilidade e segurança”, disse Arthur. A Hebron transporta cargas com capacidade até ate 2500 contêineres por mês( dependendo da época) e, mesmo diante das dificuldades inerentes à própria região, a empresa se estabelece como uma das mais atuantes no PIM. “Do ponto de vista logístico, ainda enfrentamos os mesmo desafios de 30 anos atrás. Problemas com o trânsito, buracos, falta de estradas. Mas, vemos que o setor vem obtendo êxito na efetivação dos serviços, através da capacidade operacional crescente. Todos os anos observamos que há um aumento do volume de cargas e o volume de receita. Mas, esses problemas com infraestrutura não são privilégios nossos, não. Isso ocorre no Brasil inteiro, que precisa melhorar na parte de mobilidade e logística. Isso encarece mais, porque quebra mais e demora mais a entrega do produto. Tudo isso tem um custo”, disse Arthur. A Hebron reúne hoje 125 funcionários, 80% na área operacional e 20 % na área administrativa. “ No trans-
porte um dos fatores interessantes é a distância. O distrito foi a única opção que nós tínhamos. Fizemos um requerimento e investimos na área para poder criar esse pátio; construímos a área de estacionamento de carretas. Tudo isso só foi possível, na época, através do incentivo da Suframa. Deu certo valeu à pena investir. A concorrência existe, como em todo lugar. Mas, a capacidade de carga é grande e vem aumentando a cada ano. Houve um crescimento de 2005 a 2009, quando ocorreu uma explosão de compra de equipamentos por parte das indústrias. Mas, isso gerou uma necessidade de mão de obra para atender a essa área. Chegamos a fazer um acordo com o Sest/ Senat para a formação de motoristas-carreteiros para abastecer o mercado e, posteriormente, para atender a área de ônibus, que acabou absorvendo a mão de obra formada. Essa ainda é uma necessidade do setor”, disse Arthur. Para o diretor, é necessário uma maior união dos órgãos governamentais para buscar a formação especializada. “Ainda se faz necessário o treinamento de pessoal
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A cada ano o setor vem obtendo sucesso com o crescimento do volume de cargas das empresas do PIM.
Setor enfrenta dificuldades, mas permanece em expanso no Polo Industrial de Manaus.
O setor e os benefícios da Suframa Para o Arthur, a Suframa exerce um grande diferencial para as indústrias do PIM.“Todas as indústrias são certificadas. Isso coloca o nosso padrão de qualidade em nível mundial. Não podemos ver esse grau de qualidade nas indústrias dos polos de outras cidades. A Suframa exerce um trabalho excelente e vem
evoluindo constantemente. Hoje, dispomos de um sistema mais ágil, mais rápido. A mercadoria já vem destacada para o PIM. Existe um controle para evitar fraude e isso tudo torna no trabalho mais qualitativo para nosso setor”, disse Arthur. Crise Apesar do crescimento do
volume de cargas, o setor está sendo impactado com a crise econômica brasileira. “Hoje, vemos uma redução a cada dia, do lucro obtido. Tivemos agora um aumento da gasolina, que está impactando no nosso custo e nos valores das taxas de entrada, que já aumentaram quase 200%”, concluiu.
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Desenvolvimento das fronteiras com as ALC’s
Com a instalação das Áreas de Livre Comércio as cidades de fronteira ganharam em desenvolvimento econômico.
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riadas para estimular o desenvolvimento econômico das cidades fronteiriças internacionais, as chamadas Áreas de Livre Comércio oferecem benefícios fiscais semelhantes aos concedidos pela Zona Franca de Manaus, como forma de integração dessas localidades com o restante do país. Desde 1989, as Áreas de Livre Comércio (ALC’s), instaladas nas cidades de Tabatinha (AM)/Letícia/Colômbia, Santana( AP), Guajará-Mirim (RO), Boa Vista e Bonfim (RR), Brasiléia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul (AC) vem sendo beneficiadas com a aplicação de uma política de incentivos fiscais como incentivos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Com as ALC’s, as cidades beneficiadas conquistaram a qualificação nos processos de fiscalização de entrada e saída de mercadorias; fortaleceram o setor comercial e estimularam a abertura de novas empresas com, consequente, geração de empregos. As vantagens das ALC’s não
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param por aí, já que dentro dessa conjuntura de benefícios econômicos há também de investimentos em matéria-prima local e estímulo aos comércios atacadistas de produtos importados para atender à população. Tabatinga Instalada no ano de 1989, a ALC de Tabatinha(AM), fronteira com a cidade de Letícia, na Bolívia, surgiu como uma alternativa para regularizar e melhorar as relações comerciais na localidade. Com uma área de 20 km2 no perímetro da cidade e se estende faixa de superfície dos rios adjacentes, nas proximidades de seus portos. Abrange importação de mercadorias nacionais e estrangeiras. Suas atividades abrangem as importações de mercadorias nacionais e estrangeiras, para consumo no município, influenciando na geração de emprego. Macapá/Santana Criada em 1991, essa ALC foi regulamentada pelo decreto nº 517/1992 e implantada, oficialmente, em 1993. Localizada em região de fronteira com a Guiana Francesa, abrange atividades importa-
ção nacional e estrangeira. São 220 quilômetros quadrados, com uma economia baseada na agricultura, mineração, extração de madeira, pecuária e piscicultura. Guajará-Mirim Com uma área de 82,5 quilômetros quadrados, a área de livre comércio de GuajaráMirim, município de Rondônia que faz divida com a cidade boliviana Guayaramirim, concentra suas atividades na agricultura, extrativismo mineral e pecuária. Boa Vista e Bonfim (RR) Instalada para desenvolver as regiões fronteiriças do norte, a Área de Livre Comércio de Roraima e Bonfim ajuda a melhorar as relações bilaterais com os países vizinhos, como Venezuela e Guiana. Conta com incentivos fiscais para implantação de indústrias que utilizem matériaprima da Amazônia Ocidental e benefícios para a área do turismo de negócios. Já as Áreas de Livre Comércio de Brasiléia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul (AC) foram usufruem regularmente dos benefícios fiscais inerentes ao IPI.
cidades ganharam em qualificação na fiscalização de mercadorias e fortalecimento comercial.
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Batalhas políticas ajudaram
a manter a ZFM em pé receio era das multinacionais era que a confecção de sapatos em Manaus poderia reduzir gastos com importação e as proteger da cobrança de taxas antidumping. Mas, em tese a implantação da fábrica iria provocar uma corrida das indústrias para região e uma onda de desemprego no setor nas regiões tradicionais na indústria calçadista, isto é, sudeste e sul do país. A mais recente batalha esquentou, entre maio de 2011 e outubro de 2012, cenário político. Em 2011, O governo federal publicou a medida provisória número 534 para a inclusão dos tabletes na chamada “Lei do Bem”. A chinesa Foxconn, que monta o Ipad, da Apple, condicionava o início da produção no país à concessão de incentivos fiscais que já eram oferecidos para outros produtos de informática. Com a medida de redução de impostos, os preços dos tabletes cairiam em 36%. São Paulo zerou o ICMS enquanto no Amazonas os incentivos eram de 18%. O que provocou o ajuizamento de uma Ação Direta de
Diversas foram as batalhas que travamos para manter a ZFM. Hoje, o modelo conquista mais 50 anos e continua a desenvolver a região Pauderney Avelino, deputado federal
Inconstitucionalidade (ADI 4635) no Supremo Tribunal Federal (STF), por parte do governo do Amazonas, para suspender lei e decretos paulistas. O Amazonas perderia o status do único estado brasileiro que possui legislação, através da constituição federal, a condição de conceder incentivos fiscais. Uma batalha que teve fim em 2012 quando o STF proibiu o Governo Federal de zerar o ICMS DOS Tablets. Os políticos locais não esquecem que essas batalhas, travadas em beneficio da ZFM, fortaleceram o modelo e deram mais segurança à população. O deputado federal Pauderney Avelino (Democratas) lembra que no seu primeiro mandato, em 1991, a Zona Franca de Manaus vivia o pior momento de sua história, sofrendo com a política de abertura de mercados implantada pelo então presidente Fernando Collor de Melo, onde perdeu seus incentivos e um desemprego em massa tomava conta do setor. “No período, de 100 mil empregos gerados, a Zona Franca de Manaus passou a contar com apenas 26 mil postos de trabalho”, lembra Pauderney, que foi o relator da lei que modernizou a Zona Franca de Manaus, de 1991, que concedeu a isenção do IPI para empresas instaladas aqui.
Brasília foi o cenário de várias discussões e batalhas para manter a ZFM
Memórias das lutas pela ZFM Outro momento importante para a Zona Franca foi a criação do Polo de Componentes da Zona Franca, em 2003, também proposta do deputado, que atualmente emprega mais de 40 mil pessoas e centenas de empresas instalaram-se em Manaus. “Essas medidas deram nova vida à Zona Franca, gerando rapidamente mais de 100 mil empregos no setor. Outra importante conquista para o Amazonas, o fim da conturbada relação fiscal que São Paulo praticava contra o Amazonas, em 2014. Por mais de 20 anos, o estado de São Paulo tributava o ICMS dos tributos de informática produzidos na Zona Franca de Manaus em 18%, como se fossem importados, prejudicando a venda
desses produtos para o segundo maior mercado consumidor da América Latina. Isso significava que se um tablete produzido no PIM, que custava R$ 1.000,00, fosse vendido para São Paulo, seria tributado em R$ 180”, disse. A solução saiu em definitivo depois de uma reunião no gabinete de Pauderney, da qual participaram o então superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, o secretário da Fazenda do Amazonas, Afonso Lobo, o prefeito de Manaus, Artur Neto, e o coordenador de Administração Tributária da Fazenda de São Paulo, José Clóvis Cabrera. Com o fim da Guerra Fiscal entre Amazonas e São Paulo, os produtos de informática tiveram redução de 6% no
Vitória da
ICMS, passando a serem tributados em 12%. “Era uma batalha que se arrasta por mais de 20 anos sem solução, acirrando a guerra fiscal entre Amazonas e São Paulo, e finalmente conquistamos essa vitória. Entramos competitivos no maior mercado consumidor do Brasil, e um dos maiores da América Latina”, afirma Pauderney. Antes da articulação, um tablet ou notebook produzido na Zona Franca vendido para São Paulo por R$ 1.000,00, era tarifado em 18% de ICMS, pagando R$ 180,00 de imposto. Depois da Articulação, um tablet ou notebook produzido na Zona Franca vendido para São Paulo por R$ 1.000,00, agora é tarifado em 12% de ICMS, pagando R$ 120,00 de imposto.
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
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ão é nada fácil a tarefa política de manter em pé o Polo Industrial de Manaus, os empregos, a renda e todos os benefícios que o modelo de desenvolvimento econômico da Zona Franca vem oferecendo à população amazonense, ao longo dos anos. Sempre ameaçada por diversas linhas de interesses, principalmente, “emanados” do sudeste do país, a ZFM sempre conseguiu se safar das várias armadilhas montadas para brecar seu desenvolvimento. O desafio travado pela bancada amazonense, em Brasília, sempre estampou e, continua estampando, as páginas dos principais jornais do país. E, se esses episódios ficam marcados na memória da população, imaginem como não permeiam as lembranças dos políticos que lutaram pela prorrogação da ZFM, driblando constantes ataques, embates, articulações políticas e econômicas que sempre visavam questionar a continuidade ou não do projeto, diminuir a competitividade dos produtos locais, promover a guerra fiscal entre os estados e minimizar as vantagens que os incentivos fiscais oferecidos pelo Amazonas têm em relação à política econômica adotada por outros estados foram e, ainda continuam sendo, os obstáculos enfrentados para conquistar a prorrogação do modelo, agora válido até 2073. Quem não se lembra de que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou favorável ao Governo do Amazonas, de forma unânime, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 310, 1990, ingressada pelo Estado contra decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), de retirar do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) o direito de receber alguns produtos industrializados e semielaborados com incentivos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)? O Confaz não reconhecia a excepcionalidade da ZFM em receber mercadorias com isenções fiscais. Em decisão ministerial ficou garantido o direito do Amazonas de conceder incentivos fiscais sobre o ICMS, independente de convênios do Confaz. Outro episódio que marcou a briga política em torno da ZFM foi a decisão do Governo Federal em vetar a instalação de uma fábrica da Adidas no PIM. A Adidas tinha planos de produzir calçados esportivos dentro da Zona Franca de Manaus construindo a sua segunda fábrica própria no mundo, num projeto estimado em R$ 15 milhões em investimentos e a contratação de 800 empregos para a fabricação de três milhões de pares por ano. Mas, com a negativa do GF na aprovação de um processo produtivo básico (PPB) destinado à criação de um polo calçadista em Manaus, a empresa desistiu da instalação. Na época, o
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Alvo constante de ataques e pressões políticas, a ZFM permanece firme e conquistas vitórias para chegar a 2073
Pauderney Avelino lembra da trajetória de articulações que ajudaram na prorrogação do PIM.
“Nota-se um entendimento progressivo da sociedade brasileira sobre a importância e a validade do modelo Zona Franca de Manaus. Isso ficou evidente no ano passado durante as discussões visando à prorrogação dos incentivos fiscais da ZFM, com aprovação praticamente unânime do projeto legislativo e manifestações positivas recebidas por parte de deputados e senadores de diversos Estados brasileiros ao longo de todo o processo. Um dos fatores que auxiliaram e muito na ampliação desse entendimento foi o fato de o Polo Industrial de Manaus (PIM) ter sido decisivo para a preservação da cobertura vegetal do Estado do Amazonas. A contribuição direta para a conservação ambiental da região amazônica é, por si só, argumento que rechaça qualquer possível crítica à continuidade do modelo e tem feito do modelo Zona Franca de Manaus um projeto de credibilidade e de referência, inclusive, em nível internacional” (Gustavo Igrejas, Superintendente em exercício da Suframa)
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SEMCOM
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Arthur NETO
Mais autonomia para a Suframa EM TEMPO - O que o senhor destaca nesse meio século de Superintendência da Zona Franca de Manaus? Arthur Virgílio - Sustentou a economia de nosso estado direta e indiretamente. Indiretamemnte, o inteiror do estado e o estado como um todo. Diretamente, a cidade de Manaus. Os empregos do comércio derivam do PIM, os empregos da construção civil eu são numerosíssimos também derivam do PIM. Tudo, enfim, que respira economia deriva da produção que se processa no Polo Industrial de Manaus. EM TEMPO - O senhor fez uma defesa muito forte da ZFM em Brasília. Como o senhor avalia seu período defendendo a ZFM? Arthur Virgílio - Era meu dever fundamental de representante do Amazonas defender o ganha-pão essencial do meu povo, da minha gente. Então, eu não permitia que nada e nem ninguém tocasse na ZFM sem que minha voz se levantasse e, sem que eu fizesse alguma articulação política para congregar forças para enfrentar os eventuais perigos para a ZFM. Foi uma luta dura. Afinal de contas somos uma área de inserção e não é muito fácil mesmo para os estados mais pobres compreenderem isso. Os estados mais ricos, às vezes, até se aproveitavam disso para procurar dividir os interesses dos estados periféricos como o nosso, um dos outros. Então, fico muito orgulho desse tempo. Foi um tempo de luta e espero que outros parlamentares, agora, sigam
trilhando o mesmo caminho. Mas, há uma advertência que deve ser colocada com clareza. A Zona Franca, durante 48 anos, tem sustentado tudo que se constrói nessa terra, repito direta ou indiretamente. E, ao mesmo tempo, as elites políticas não foram capazes de criar, nesse quase 50 anos de existência da ZFM, uma alternativa. Nada que substituísse a Zona Franca, porque o que queremos para ela é a eternidade, é que ela se perenize, que ela viva a vida inteira, que ela consolide polos cada vez mais fortes, como de duas rodas, áudio, vídeo. Queremos que ela evolua cada vez mais tecnologicamente. Queremos que, cada vez mais, se invista aqui em inovação, se invista em formação de mão de obra. Que se invista, enfim, na modernização e que ela seja contemporânea das práticas industriais de produção aqui. Agora, que esse tempo político e econômico que a ZFM nos garantiu — que já representa uma benção— que ele seja agora premiado com a biotecnologia sendo explorada, com a indústria do turismo crescendo, com outras formas de investimentos aqui. Temos mil possibilidades de obter recursos para a nossa gente. Manaus tem vocação para cidade mundial. Se é assim, Manaus pode perfeitamente ser trabalhada, para médio e longo prazos, como uma cidade que seja um centro financeiro internacional. Manaus pode crescer muito, mas é fundamental que não percamos mais tempo. A ZFM haverá de ser imortal. Haverá de um dia, sequer depen-
der de incentivos. Haverá de ter práticas que a torne competitiva pelos ganhos de competitividade e, não por estar ela amparada em incentivos fiscais, que hoje são necessários, mas que já foram mais importantes e, que amanhã poderão, nem sequer serem importantes, porque com a abertura econômica que é inevitável, o mundo está se tornando, ele próprio, uma zona fraca. A minha ideia é que, primeiro, saibamos fortalecer a zona franca, segundo criar alternativas econômicas que, ao lado dela, mostre o Amazonas. E, que o estado não coloque mais todos os seus ovos num cesto só. Que a gente diversifique. Inclusive, aproveitando até os incentivos da Zona Franca para a área de biotecnologia, o que a biodiversidade nos oferece. EM TEMPO - Nesse atual momento da Suframa, em que estamos com um superintendente interino, e o governo ainda decidiu quem será o superintende, de fato. O senhor considera essa situação preocupante? Arthur Virgílio - A Suframa deve ser dirigida tecnicamente e, não, politicamente. E, ao mesmo tempo, ela deve ser redimensionada pelo governo federal. Porque hoje em dia ela se limita a pagar folha, luz, água, gás, telefone e mais nada. Ela não tem recursos para investimentos. O contingenciamento, agora mais do que nunca com a crise econômica que está aí, numa época em que o Brasil precisa fazer seu superávit primário. Neste ano ele
não alcançará a meta de 1,2% programados como proporção do PIB. Nessa hora nós temos que perceber a necessidade do superávit primário, sim. Mas, não em 100% dos preços públicos cobrados às empresas e que são, portanto, dinheiro feito aqui mesmo, são dinheiro extra orçamentário. Por que que eu entendo que não se dá para pegar todo o dinheiro da Suframa e entregar para sua superintendência investir, como se fazia no Governo do Presidente Fernando Henrique, na Amazônia Oriental e na Amazônia Ocidental inteira? Porque ela não é única autarquia que recolhe preços públicos. Tem várias outras. Se tivesse que abrir essa exceção de liberar os 100% dos recursos da Suframa, outras viriam no caudal e isso dificultaria a formação dos superávits primários, que são essenciais para manter estável a economia brasileira. Ela que está correndo risco de instabilidade muito grave. Como já disse não vai alcançar, neste ano, a meta programada do PIB. O que eu devo dizer é que deveria haver um acordo entre o segmento politico da nossa região e o Governo Federal. Seria razoável é liberar 30%, 40% ,50%, 60% desse recurso, mas deve liberar. Para que a Suframa volte a investir em obras estruturantes na região. Para que ela volte, inclusive, a fortalecer a nossa aliança com os estados vizinhos, para que eles não fiquem indispostos com o nosso modelo. Temos que lutar muito para que a maior parte possível desses recursos oriundos de preços públicos
Suframa deve ganhar mais autonomia nos próximos 50 anos
pagos à Suframa seja eles repartidos entre os estados da região, para investimentos em obras “infraestruturantes”, em portos, em pequenos aeroportos, estradas vicinais, obras de drenagem, de infraestrutura e por aí a fora. Há muito tempo as decisões relevantes estão concentradas em Brasília. Nessa hora em que comemoramos os 48 anos Suframa, que devem ser comemorados, sim, deveríamos fazer algumas reivindicação, como por exemplo, pedir que o arbitramento do processo produtivo básico(PPB) nasça, realmente, aqui. Que ele seja sancionado, seja aprovado pelo núcleo Governo Federal, sem dúvida. Mas, que ele nasça aqui. Hoje, não há a menor gerência da Suframa na formação do processo que leva PPB. Nós teríamos que ser responsáveis, claro. Perguntamos: Por que temos o conselho? Por que temos tanta variedade de autoridades trabalhando os PPb’s? Porque se acontecer alguma coi-
sa que ameace alguma indústria consolidada noutro lugar do país e, se nós não temos tradição nessa indústria aqui, é logico que essa indústria não venha para cá, que nós preservemos outros locais do país. Por outro lado, se nós pudemos trabalhar os PPB’s que facilite a nossa vida econômica, que facilite a geração de emprego aqui, que não prejudique nenhuma outra região, que sirva para consolidar o nosso ciclo de produção, nós podemos avançar sem atropelar os outros estados brasileiros, para não quebrarmos a harmonia e para mostrarmos a todos que queremos uma ZFM e um PIM, portanto, harmônicos com o Brasil. Mas, não termos nenhuma gerência sobre a elaboração dos PPB’s, é complicado e isso diminui a atuação da Suframa. Um modelo de desenvolvimento exitoso como é a ZFM deveria ter o reconhecimento sob a forma de mais autonomia, por parte do Governo Federal.
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Qualidade e tecnologia em análises clínicas para o PIM Laboratório possui estrutura própria nas empresas para oferecer conforto e praticidade para empresa e funcionários FOTOS: DIEGO JANATÃ
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ompreendendo princípios e valores fundamentais um profundo respeito à vida humana e à ética profissional numa extensão dos serviços prestados a sociedade manauara através da comunidade médica, o Centro de Pesquisa e Diagnósticos Especializados(CPDE) busca aperfeiçoar, ainda mais, as principais técnicas aplicadas no atendimento à análises clínicas para atender da melhor forma possível os moradores de Manaus. No Distrito Industrial mantém 70 unidades de atendimentos.“Mantemos vários convênios com empresas do Distrito Industrial em empresas para atender as demandas do Polo Industrial de Manaus, oferecendo conforto e segurança tanto às empresas quanto aos funcionários”, disse a gerente geral do CPDE, Lucy Tavares. Por isso, entre os principais convênios firmados com o DI estão os atendimentos realizados na Moto Honda da Amazônia, Pionnerr do Brasil e Whirlpool. “ O desenvolvimento contínuo e a necessidade de mais espaço determinaram a ocupação de postos de coletas nas empresas do Polo Industrial. Pois os empresários têm se conscientizado sobre a importância do bem estar do funcionário para o aumento da produtividade e investido em programa especializados para a promoção e prevenção da saúde”, disse Lucy.
Em toda a sua história, o Laboratório tem apresentado um crescimento continuado, qualitativo e quantitativo. Conta hoje com aproximadamente 80 funcionários, com com nível superior (graduação e pós graduação, doutorado), técnicos em formação nas áreas de Farmácia, Bioquímica, Generalista e Biomedicina. “Um Programa de Qualidade Global, iniciado há 15 anos, tem gerado modificações notáveis no sentido de aprimorar o atendimento aos nossos clientes, sem a perda dos valores tradicionais do laboratório (beneficio universidade) aos funcionários em todos os segmentos”, disse Lucy Tavares. Serviços Nos últimos anos, vários serviços foram implantados ou ampliados, tais como: Análises de Hormônios da Tireoide, Fertilidade, Doenças Infecciosas, Monitoração de Drogas Imunossupressoras e Drogas de abuso, Hematologia, Bioquímica Clinica, Imunologia, Uro-análise, Parasitologia, Citologia Oncotica, Microbiologia e Genética Médica. Nas seções tradicionais do Laboratório CPDE também ocorreram mudanças, com a introdução de modernos analisadores automatizados para as doenças auto-imune, genética médica, bioquímica clinica, doenças infecciosas, entre outros serviços. “No decorrer dos anos com
o avanço da Tecnologia o CPDE substituiu os tubos de ensaio, pipetas, frascos de desproteinização, funis de separação, balões volumétricos, provetas , pelos terminais de computadores e códigos de barra, robôs pipetadores e impressoras a laser”, salientou Lucy Tavares. Lucy destaca que, sempre preocupados em oferecer um melhor serviço aos clientes, o laboratório iniciou há cerca de 22 anos o intercâmbio com a SBAC (Sociedade Brasileira de Análises Clinica) com referência do Controle de Qualidade Externo - Padrão Excelente (20 anos). “ Nos é enviado os teste, somos avaliados através dos nossos profissionais que participam da avaliação. O CPDE está sempre investindo em desenvolvimento de tecnologia e por decorrência deste investimento, assistimos a um aumento vertiginoso no numero de procedimentos diagnósticos hoje disponível a população Manauara.Entendemos que a tecnologia muda com grande velocidade. Métodos e processos tornamse obsoletos rapidamente, sendo substituídos por outros, novos, melhores, mais rápidos. Então recentemente além dos Congressos que os nossos bioquímicos participam foram também enviados para participarem de um Congresso Mundial em Chicago (EUA), para trazerem novas tecnologias em análises laboratoriais”, disse.
Novas tecnologias no mercado Hoje é um grande desafio, para o prestador destes serviços, acompanhar essa evolução se não estiver totalmente conectado a evolução tecnológica e ainda ter que manter os preços acessíveis aos pacientes. “Para o médico que assiste aos pacientes, também constitui um grande desafio manter-se informado quanto aos processos disponíveis, sua utilidade, suas características, onde obtê-los e, após terem sido realizados, como interpretar os resultados.
No Laboratório CPDE, temos tido, permanentemente, preocupação com todos estes aspectos”, destacou a médica. Histórico O Laboratório CPDE, teve seu inicio em 1990, a partir da associação de profissionais da área de saúde com especialidade em análises clínicas. “Apesar de todas as dificuldades enfrentada no ato de sua formação o CPDE teve crescimento constante. Para diversificar o atendimento, criamos
novas unidades, oferecendo maior comodidade aos pacientes. Hoje o CPDE está situado na Rua Ramos Ferreira, no Centro; na avenida Tarumã, na Praça 14; na Djalma Batista, na Torre médica do Shopping Millenium; na avenida Mário Ipiranga Monteiro( antiga Recife), na Clinimagem, onde mantemos um posto de coleta próximo ao 28 de agosto, clinica de Urologia (posto de coleta). Em breve estaremos no Shopping Manauara e Cidade Nova I”, disse a médica.
Mais espaço determinaram a ocupação de postos de coletas nas empresas do Polo Industrial
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QUER INVESTIR VEM PA ZONA FRANCA DE MAN Com a prorrogação dos incentivos da Zona Franca de Manaus até 2073, a indústria mundial terá mais confiança em investir na região e gerar emprego e renda para a população
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om 48 anos de instalação, o Modelo Zona Franca de Manaus ainda continua sendo atrativo para as indústrias que buscam investir e crescer, cada vez mais, em todo o Brasil. O modelo oferece um amplo conjunto de oportunidades para investimento, que passam desde projetos voltados às vocações naturais da região até o polo de duas rodas. Setores produtivos e rentáveis dentro de um cenário de benefícios fiscais que fortalece o modelo, oferecem vantagens e garantem o retorno dos investimentos. A empresa que aqui se instalar tem a vantagem de contar com uma mão de obra produtiva, posicionamento estratégico no mercado continental e o apelo ambiental de estar em solo amazônico, marca por si só, já abre caminhos para que os produtos sejam aceitos em larga escala no mercado internacional. Além disso, as indústrias dão como contrapartida a possibilidade de geração de emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento econômico da população.
ONDE INVESTIR Eletroeletrônicos e bens de informática Os segmentos de eletroeletrônicos continuam sendo o mais tradicional do DI. Incluindo os bens de informática que representam o maior centro de fabricação de produtos da América do Sul, exercendo papel estratégico na produção para o mercado nacional. Todos os televisores e aparelhos de áudio que circula no país e 35% dos telefones celulares são produzidos aqui. O setor representa, também, a maior participação na geração de emprego e renda. Polo de Duas rodas Único do país, o Polo de Duas Rodas é considerado o maior da América Latina em quantidade e produção. Detém, atualmente, mais de 70 empresas instaladas no parque industrial, entre fabricantes de bens finais, componentes e peças. Possui o maior nível de adensamento da cadeia produtiva da ZFM e emplaca, todos os anos, os maiores índices de regionalização e nacionalização de insumos.
Produtos Químicos Considerado o terceiro setor mais produtivo do PIM, com maior faturamento global, o segmento de Polo Químico, oferece as maiores oportunidades de negócios e investimentos. Produção de cimento, bebidas não alcoólicas, produtos de limpeza, filmes, papéis fotográficos estão inseridos nesse setor. Marcas mundiais como Coca-Cola e Pepsi Cola, são os destaques do setor. Polo Relojoeiro Com grande destaque nos anos 90, a fabricação de relógios encabeçava o faturamento e era considerado o primeiro segmento em produção do PIM. Após uma breve recuada, o polo volta a crescer e se tornar representativo em termos de investimentos, com excelente faturamento e produtividade. Exporta para Canadá, Japão, Estados Unidos e Europa. Indústria de Componentes Considerada uma excelen-
te oportunidade de investimentos, já que o PIM busca expandir e verticalizar suas cadeias produtivas com a fabricação de componentes, partes e peças destinadas a subsetores industriais, já instalados no parque industrial. A vantagem do custo benefício para o investidor é grande e o setor ainda tem grande demanda de fabricação de partes e peças destinadas a industria química, plástica, naval, mecânica e metalúrgica.
Federal com a construção de hidrovias e portos. Também cresce a demanda para a fabricação de embarcações de esporte e lazer.
Polo Naval Levando em consideração a vocação natural da região, o parque de fabricação do Polo Naval conta hoje com 300 estaleiros instalados de pequeno, médio e grande porte, voltadas principalmente a construção de balsas, empurradores, embarcações de ferro, alumínio, fibra e embarcações regionais, direcionando grande parte da fabricação ao mercado regional. O potencial de crescimento da setor vem de encontro com os investimentos do Governo
Bebidas não alcoólicas A indústria de concentrados e de bebidas garantem o crescimento do setor, que exerce impacto socioeconômico na capital e interior do Amazonas com a geração de dois mil empregos formais e conta com elevados níveis de aquisição de insumos agrícolas locais, sobretudo o guaraná. As beidas energéticas, como novo nicho de mercado, também abrem espaço para investimento no PIM.
Medicamentos O setor se consolida a partir da fixação do Processo Produtivo Básico (PPB) para produção de medicamentos na Zona Franca de Manaus. Com o PPB dos medicamentos, 180 tipos de produtos poderão ser produzidos no PIM.
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ARA A NAUS…VEM!
INCENTIVOS Uma vez instaladas no modelo, as indústrias recebem incentivos de: • Isenção do imposto de importação, que permite que empresas atuem como montadoras usando tecnologia internacional;
• Isenção do imposto de exportação; • Isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI); • Desconto parcial, fornecido pelo governo estadual, no imposto de cir-
culação de mercadorias e serviços (ICMS); • Isenção por dez anos, fornecido pelo município, de IPTU, da taxa de licença para funcionamento e da taxa de serviços de limpeza e conservação pública.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
COMO INVESTIR
Até 2073 a expectiativa é que novos polos industriais se estabeleçam e evoluam no PIM.
Para investir no Polo Industrial de Manaus ou no Distrito Agropecuário da SUFRAMA, o investidor deve elaborar um projeto técnico-econômico, apresentando as características do negócio proposto, além de um plano de efetivação e crescimento. Podem apresentar projetos empresas de grande porte, microempresas, pequenas empresas, pessoas jurídicas, firmas individuais e firmas mercantis individuais. Mas, a propostas devem se adequar ao modelo da ZFM. As empresas de grande porte devem elaborar projeto técnico-econômico pleno. Já as empresas de microempresa, pequenas empresas, pessoas jurídicas, firmas individuais e firmar mercantis individuais devem apresentar projetos simplificados, destinados a organizações com necessidades de Importação
até o limite máximo de US$ 200.000,00 (duzentos mil dólares) e com receita bruna anual igual ou inferior a R$ 433.755,14 (no caso das microempresas e firmas individuais) e a R$ 2.133.222,00 (no caso das empresas de pequeno porte e firmas mercantis individuais). As empresas de grande porte, com necessidade anual de importação supera US$ 200.000,00 e a receita bruta anual deve ser superior a R$ 2.133.222,00, também necessitam de um profissional habilitado no Conselho Regional de Economia( Corecon) para assinar o projeto. Os projetos devem ser encaminhados para SUFRAMA, em meio magnético, à Superintendência Adjunta de Projetos (SPR) e será analisado pela Coordenação-Geral de Análise de Projetos Industriais, vinculada à SPR, que avaliará os as-
pectos técnico-econômicos e a documentação necessária da empresa. Apenas após essa análise, o projeto estará apto para ser submetido ao Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS). Após aprovação Após a aprovação pelo CAS será realizada a publicação na resolução no Diário Oficial da União, a empresa passará a ser acompanhada pela Coordenação-Geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da SUFRAMA, unidade administrativa responsável pelo apoio à instalação e ao funcionamento da empresa e também pela análise e pelo cumprimento dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) em sintonia com o Ministério de Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC) e com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
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Valorizar o ser huma
MOTO HONDA DA AMAZÔNIA
A Moto Honda da Amazônia investe cada vez mais nos PNE´s, seguindo a filosofia de que o ser humano deve ser o alvo do desenvolvimento dentro e fora da indústria.
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econhecida mundialmente pela qualidade em seus produtos, gestão e pioneirismo, a Moto Honda da Amazônia é uma das indústrias que mais investe na inclusão social de portadores de necessidades especiais no Polo Industrial de Manaus. Presente no PIM desde 1971, a empresa que atualmente produz mais de 20 milhões de unidades, compreendendo-se como a maior fabricante de motos do Brasil, possui hoje, no seu quadro funcional 408 colaboradores que apresentam deficiência física, motora, auditiva, visual ou múltipla. “A Moto Honda da Amazônia busca sempre cumprir com a politica vigente na comunidade onde atua e, por isso, não poderia deixar de atender a legislação enquanto aos programa para Portadores de Necessidades Especiais(PNE´s). Praticamos, inclusive, um número além da cota exigida pela legislação. Entendemos que nossa missão vai muito além do cumprimento legal a aplicação da Filosofia da empresa que, principalmente, está fundamentada no Respeito pelo Indivíduo”, disse o Gerente de Relações Institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo. Para Mário Okubo o objetivo do programa de inclusão de pessoas com deficiência, não teve como foco somente o cumprimento legal, mas oferecer oportunidades iguais para todas as pessoas, cumprindo com isso a Filosofia da empresa. “ Esses colaboradores recebem treinamentos e participam do quadro de evolução, ou seja são promovidos como os demais trabalhadores. Não há distinção dentro do nosso
quadro de colaboradores para essas pessoas. Além disso, eles participam dos treinamentos, são avaliados na mesma política e tem as mesmas oportunidades que os demais colaboradores”, disse Okubo. Mário explica que o prédio da fábrica está totalmente preparado para receber esses colaboradores, independente do número de vagas oferecidas pela empresa. “Temos toda estrutura necessária para atender a esses colaboradores. Temos rampa de acesso, elevador específico, bancada própria. Cumprimos com todas as determinações quanto a estrutura física para oferecer a esses colaboradores, dentro da filosofia de nossa empresa, sem que haja distinção entre os funcionários”, disse Okubo. A Honda mantém políticas semelhantes em outros países, quanto a implementação do programa de inclusão de pessoas com deficiência . “À exemplo de como ocorre em Manaus, fizemos benchmarking em outras unidades da Honda no Japão”, disse. Moto Honda da Amazônia A fábrica de motocicletas da Moto Honda da Amazônia é um dos maiores empreendimentos do Polo Industrial de Manaus. Composta por um complexo processo produtivo para o desenvolvimento de ferramentas e dispositivos necessários para a fabricação de motocicletas, hoje, a Honda conta com duas unidades na mesma planta. A Honda Tecnologia da Amazônia Indústria e Comércio é responsável pela fabricação e manutenção de moldes e ferramentas de produção. Já a Honda Componentes da Amazônia responde pela fa-
bricação de componentes e subconjuntos (escapamento, rodas, guidões e peças para chassis, entre outros). Em sua planta, a empresa também produz quadriciclos e motores estacionários. A empresa é a segunda maior fabricante de veículos automotores do País, na fabricação de carros, caminhonetes, ônibus, caminhões, tratores, motocicletas, embarcações e aeronaves. Produz 27 modelos de motocicletas nacionais, de 100 a 1000cc, além de quadriciclos e motores estacionários. Na linha de importadas são 9 modelos de até 1.800 cilindradas. Prêmio Ser Humano Cumprindo sua filosofia de valorizar o ser humano, a Moto Honda da Amazônia sempre busca melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em virtude dessa política de valorização, a Moto Honda da Amazônia conquistou o Prêmio Ser Humano promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos-ABRH, seccional Amazonas. O prêmio é uma forma de difundir para a sociedade amazonense a importância da atividade de Gestão de Pessoas, ao disseminar o conhecimento do mundo do trabalho e desenvolver pessoas e organizações. Ao incentivar o desenvolvimento de práticas criativas e aplicáveis que valorizam as pessoas dentro e fora das organizações, o prêmio conscientiza a sociedade sobre a necessidade de políticas de trabalho com valorização no ser humano. “ A empresa não busca prêmios.Buscamos sempre estar aliados com políticas que melhorem a qualidade de vida de nossos colaboradores”, disse Okubo.
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mano é prioridade na
Valorização da mao de obra é uma das prioridades da empresa que aposta nos programas de inclusão social FOTOS: DIVULGAÇÃO
Filosofia da empresa • Respeito pelo indivíduo • Oferecer produtos da mais alta qualidade, a um preço justo Política de Gestão • Manter sempre o sonho e o espírito jovem • Valorizar as teorias, as ideias e o tempo • Amar o seu trabalho e valorizar a comunicação • Criar, constantemente, um fluxo de trabalho harmonioso • Ter sempre em mente os valores da pesquisa e da perseverança
Sonhos que vão além dos produtos A Honda acredita que além de bons produtos, a empresa deve manter a imagem e a reputação de uma marca que, a cada dia, conquista mais a confiança da sociedade. Por isso, a empresa oferece um pacote de soluções - assistência técnica, garantia, peças de reposição e valor de revenda - como parte implícita da compra.
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Hines lança terceiro Distribution Park em Manaus Primeiro galpão será inaugurado em Janeiro/2016 com investimento de R$286 milhões FOTOS: DIVULGAÇÃO
Novo parque com segurança, supervisão e limpeza nas áreas comuns.
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á se encontra em obras adiantadas o terceiro Distribution Park da Hines em Manaus. O Distribution Park Manaus III, localizado na Avenida dos Oitis (dentro do Distrito Industrial 1), tem a assinatura da Hines – empresa privada que está há 16 anos no Brasil – e representa um investimento de R$ 286 milhões. Localizado no Distrito Industrial 1 junto das principais indústrias de Manaus, o empreendimento está a 4 km dos portos e a 14 km do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Composto de 3 galpões que totalizam uma área de 133 mil metros quadrados, com módulos que variam de 3.440 metros quadrados a 7.440 metros quadrados, o Distribution Park Manaus III está preparado para receber várias empresas industriais e logísticas. De acordo com o diretor de Projetos de Hines, Jeremy Smith MRICS, o Distribution Park Manaus III tem duas principais vantagens em redução de custos operacionais. “A primeira delas é a economia em escala das empresas, que terão toda a parte de administração, segurança e manutenção do parque rateado com as demais locatárias do espaço”. “E a segunda é a possibilidade de não investir capital em imóvel e sim no próprio negócio, o que é mais rentável para as empresas”. Além das economias mencionadas acima, este empreendimento possui mais um diferencial que trará redução de custo de energia para seus ocupantes. O projeto de ilumi-
nação natural do DP Manaus III deverá gerar aproximadamente 30% de economia no consumo de energia elétrica para o inquilino. A cobertura possui abertura para iluminação com placas de telhas prismáticas que potencializam a entrada de luz, mas protegendo o interior da incidência direta de radiação solar. Outra característica que se destaca neste projeto é o sistema Firestone de telhado que aplica uma camada de borracha sobre a telha metálica melhorando a eficiência e diminuindo a probabilidade de infiltrações, o que deve se comprovar como uma excelen-
VANTAGENS Redução de custos operacionais, economia em escala das empresas e segurança e manutenção do parque rateado com as demais locatárias do espaço com a nova instalação
te solução para a cidade de Manaus que possui um alto índice de chuvas. As instalações elétricas também se sobressaem pela infraestrutura projetada que propicia ao inquilino a interligação em média tensão entre os módulos caso o mesmo alugue 2 ou mais, inclusive com uma única medição via concessionária. Esta infraestrutura também permite a instalação mais rápida do inquilino por não precisar fazer adaptações quando da
sua ocupação. Além disso, as subestações são maiores e dispõe de espaço físico com previsões de acréscimo de potência através de instalação de transformadores extras. O Distribution Park Manaus III conta com 120 docas para carga e descarga com sistema de niveladoras eletromecânicas, 152 vagas para carretas e 403 vagas para carros, além de 116 vagas conversíveis que podem ser utilizadas para estacionamento de carros, carretas ou convertidas em docas adicionais. O empreendimento inclui o mais moderno sistema de prevenção e combate a incêndio. São sprinklers, hidrantes, extintores portáteis, detectores de fumaça em locais específicos que acionam alarmes nas indicações iniciais de fumaça. Além de circuito interno de TV, circuito de alarme perimetral com e sistema de portaria com controle de segurança. Todo este sistema é monitorado por uma central de segurança do condomínio. Disponível para locação imediata, o primeiro galpão, com 40.000 m², estará pronto para ocupação em janeiro de 2016 e os demais até maio do mesmo ano. O preço inicial de locação é de R$ 24 por metro quadrado. O empreendimento será operado no sistema de condomínio e incluirá gerenciamento supervisionado, segurança, manutenção e limpeza das áreas comuns. Nas áreas comuns existem espaços destinados a lazer, descanso, refeições e vestiário para os motoristas das empresas instaladas e de terceiros.
Novo parque apresenta estrutura que não deixa a desejar aos grandes centros.
investimentos em Manaus A Hines é uma empresa privada voltada para investimentos imobiliários, desenvolvimento e gerenciamento de propriedades. No seu portfólio estão 1.163 propriedades que representam, aproximadamente, 36 milhões de metros quadrados de edi-
fícios comerciais, áreas de uso múltiplo, industriais, hotéis, além de grandes projetos de comunidades e desenvolvimento urbanos. No mercado imobiliário brasileiro desde 1998, a Hines já desenvolveu mais de 2,1 milhões de metros quadrados de edifícios
comerciais classe A, galpões industriais e edifícios residenciais, além de gerenciar mais de 1 milhão de metros quadrados de propriedades próprias e de terceiros. A Hines está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Amazonas.