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Saúde - 5 de janeiro de 2014

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Caderno F

Saúde MANAUS, DOMINGO, 5 DE JANEIRO DE 2014

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

(92) 3090-1017

Pancadas de ‘amor’ também doem Saúde e bem-estar F5

O caminho da maturidade Psicólogos britânicos especializados no tratamento de jovens estão sendo orientados a considerar que hoje a adolescência vai até os 25 anos. Mas será que dá para determinar o momento exato da maturidade psicológica? MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

C

asa, trabalho, estudos, família, amigos. Muita gente “rala” para conseguir equilibrar todos esses aspectos da vida, sem que nenhum momento seja prejudicado. Há quem diga que isso significa sair da adolescência e chegar à fase adulta. Mas quando é que termina mesmo a adolescência? Uma escola de psicólogos afirma que essa fase ultrapassa os 18 anos, pois consideram arbitrários os efeitos desse “marco”. Outros profissionais afirmam que essa nova orientação pode ser mais prejudicial. Psicólogos britânicos especializados no tratamento de jovens estão sendo orientados a considerar que hoje a adolescência vai até os 25 anos. Para esses profissionais, os 18 anos são insuficientes para considerar que o adolescente já tenha se tornado um adulto e, portanto, precise lidar imediatamente com todos os problemas que os adultos devam lidar e com o mesmo grau de maturidade. O psicólogo André Borghi explica a teoria. “Estão pautados nos argumentos de que o desenvolvimento cognitivo do cérebro não se conclui aos 18 anos, assim como o desenvolvimento hormonal. Se os dois processos continuam ocorrendo, o tempo de desenvolvimento socialmente aceito de um ser humano deveria também ser aumentado, segundo eles”, diz. No desenvolvimento cognitivo de uma pessoa aos 18 anos, espera-se que o adolescente já tenha uma série de recursos que crianças e adolescentes mais novos não tenham, como destaca Borghi. “A capacidade de pensamento abstrato já deve estar devidamente instalada. Isso permite que nessa idade o adolescente já tenha, em média desde os 15 anos de idade, flertado com algumas coisas do mundo adulto, como engajamento político,

ideológico, soluções de problemas complexos, mesmo que a soluções ainda possam parecer simplistas e utópicas”, aponta o profissional. O psicólogo diz, ainda, que é importante ao adolescente, de uma forma controlada, rebelar-se a algumas imposições, testar ideologias. “A fase dos sentimentos exageradamente agudos, do amar demais ao odiar demais, deve estar mais atenuada, os humores e sentimentos mais equilibrados. Aos 18 anos o adolescente deve estar passando gradualmente para a fase adulta, isso é importante. Ele não será adulto na passagem de hora de um relógio, é um processo

LIBERDADE

Crescer significa sair debaixo da tutela dos pais, assumir responsabilidades e seguir seu próprio caminho. Há quem faça isso muito cedo, enquanto outros demoram um tempo maior para criar ‘asas’ gradual que não deve esperar 25 anos para ocorrer, nem ser imposto aos 15. É preciso entender que isso leva tempo e é um processo, e precisa dos pais/tutores presentes”, acrescenta. Existem diferentes escolas de pensamento dentro da psicologia, e é um entendimento similar entre todas de que definir uma idade em que o ser humano esteja pronto é inviável, senão utópico. “Não dá para considerar ao pé da letra que um adolescente de 17 anos na véspera de seu aniversário seja imaturo, ou incapaz de lidar com seus problemas, e na meia noite seguinte magicamente torne-se capaz. A idade é uma necessidade das estatísticas, das ciências jurídicas, das leis, de uma série de outros contextos que precisam definir aspectos igualitários”, observa Borghi. Em termos psicológicos, destaca o profissional,

cada adolescente irá ter um processo de desenvolvimento único, onde a idade exata é importante sim, mas não dirá com exatidão em que fase de desenvolvimento estará. “Dessa forma, alguns irão agir como adultos desde cedo, outros demorarão mais. As variáveis que influenciam o processo são muitas, da maturação biológica do corpo, a questões culturais, sociais e individuais. No entanto, para que haja pesquisas, sejam definidos procedimentos, é preciso considerar uma média de idade. Por isso convencionouse utilizar a média de idade cronológica jurídica, 18 anos, para considerar um indivíduo adulto, mesmo que não signifique necessariamente que esteja pronto”. Jovens infantilizados Partir para a vida adulta, para alguns, significa sair debaixo das asas dos pais e seguir o seu próprio caminho. No entanto, a realidade não é bem essa, principalmente em países como o Brasil, onde os jovens demoram um pouco mais para sair de casa.

Desenvolvimento e equilíbrio “Cada situação é um caso. Há situações em que o cenário econômico não permitirá ao jovem sair de casa. Não adianta olharmos, por exemplo, para a sociedade norte-americana que tende a incentivar os filhos a saírem cedo de casa, se nossa sociedade não oferece as mesmas condições sociais e econômicas. Seria copiar um modelo sem ter o mesmo aporte”, pontua Borghi. “Como pedir que um jovem morador da periferia brasileira, cuja família tem pouca capacidade financeira, deixe a casa de uma mãe solteira que cuida de um filho mais novo e vá morar sozinho? A tendência é que ele permaneça em casa, some à receita da família e ajude a mãe a cuidar do filho, e não existe nenhuma inteligência em afirmar que ele está errado. Deve-se considerar sempre o contexto onde as situações ocorrem. Por outro lado, sim, existe um movimento na sociedade brasileira em que pais

mantém por mais tempos seus filhos nas chamadas famílias aglutinadas. A educação superprotetora já um elemento conhecido e bastante típico em nossa atualidade e tem suas consequências”, completa. E, por conta disso, po-

AD0LESCÊNCIA É uma fase difícil e de muita indecisão, quando o jovem já não é mais criança, mas também ainda não é adulto e acaba sendo cobrado pelos dois lados conforme as circunstâncias

deríamos estar criando uma nação de jovens que relutam em deixar a adolescência para trás? O psicólogo André Borghi afirma que não é bem por aí. “Acredito que a adolescência e a maturidade não tem a ver apenas com o tempo que se vive em casa, mas também se relaciona

muito com a capacidade de assumir responsabilidades do adolescente. Mesmo que permaneça mais tempo em casa, ele precisa iniciar e ativamente vivenciar a experiência de responsabilizar-se por aquilo que faz”, ressalta. Os pais devem, primeiro e mais importante, estar presentes de forma ativa durante a passagem de seu filho ou filha pela fase da adolescência. “É uma fase difícil, cheia de particularidades, em que a orientação é essencial para a formação de um indivíduo adulto íntegro. Não se deve deixar seduzir pelos extremismos. Adolescentes não são ingênuos que não entendem o que fazem, e também não são ‘aborrecentes’ sem nada na cabeça”, lembra Borghi. “Aos pais cobra-se equilíbrio, o tipo do equilíbrio que é pré-requisito das pessoas que desejam criar e educar um ser humano. A adolescência é uma fase definida recentemente, pouco tempo atrás.


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João Bosco Botelho

DICAS DE SAÚDE

joaoboscobotelho@gmail.com

O pensamento genético Quando o abade agostiniano Gregor Mendel (1822-1883) apresentou, no dia 8 de fevereiro de 1865, perante a União dos Naturalistas de Brunn, na Alemanha, o resultado das suas pesquisas do cruzamento de ervilhas, os presentes não entenderam nada. Parece certo que o próprio Mendel também não avaliara que estava mudando o pensamento científico: introduzindo o terceiro corte no conhecimento da medicina – o pensamento molecular. O abade Gregor Mendel, doutor em teologia, estudou matemática, física e ciências naturais em Viena. Sofreu a influência do darwinismo em plena ascensão na Europa e das teorias mecanicistas dos séculos precedentes. Durante 15 anos, pacientemente, no intervalo das suas obrigações litúrgicas, efetuou cruzamentos entre espécies diferentes de ervilhas e anotou os resultados. Só no primeiro ano o cientista selecionou 5.527 sementes de ervilhas. A conclusão que gerou as leis de Mendel, fixou a existência concreta do componente genótipo (caracteres da herança

genética) e do fenótipo (a aparência externa do indivíduo). A consequência dos estudos de Mendel ainda esperaria algum tempo para que a busca da materialidade da doença passasse a ser procurada na dimensão molecular, muitíssimo menor do que a da célula (existem milhões de moléculas no interior da célula). As pesquisas para encontrar as causas das doenças pularam da microestrutura (a célula) para dentro da célula (ultramicroscopia): estava aberta o formidável universo para outras explicações da saúde e da doença. Esse ponto delimitou a nova esperança de melhor entender o paradoxo fundamental da medicina: em qual dimensão da matéria o normal se transforma em doença? Para melhor entender a importância da genética mendeliana é necessário reconstruir algumas características do pensamento da segunda metade do século 19. Em 1859, Charles Darwin (1809-1882) publicou “A origem das Espécies”, resultado de vinte anos de observações nas cinco viagens, a bordo do navio Beagle,

quando recolheu o material que utilizou de suporte para a sua teoria. Imediatamente o livro se tornou um sucesso de venda e foi traduzido, nos meses seguintes, em várias línguas. As propostas teóricas de Mendel e Darwin foram incorporadas à Medicina e proporcionaram que o século 20 persistisse na busca da saúde e da doença em dimensões cada vez menores da matéria viva: na molécula. Sem dúvida que o terceiro corte epistemológico da medicina, pensamento molecular iniciado com os estudos de Mendel, marcou a prática médica dominante no século 20, gerando o aparecimento da genética, do genoma, inseminação artificial, tratamento por meio de células tronco e muitas outras mudanças. Parece claro supor que a melhor compreensão do átomo, nos próximos anos, impulsionará a medicina do futuro na direção do pensamento atômico, quando as buscas pela materialidade da saúde e da doença serão dominadas pelas mudanças na estrutura do átomo.

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

A conclusão que gerou as leis de Mendel, fixou a existência concreta do componente genótipo (caracteres da herança genética) e do fenótipo (a aparência externa do indivíduo)”

Equilíbrio e bom senso contra diabetes Existe hoje um grande número de pessoas sob o risco de complicações metabólicas que são verdadeiras bombas relógio. O diabetes do tipo 2 é considerado uma epidemia mundial, e por esse motivo precisamos evitar o crescimento da doença. Para ser saudável, a perda de peso deve ser gradual, evitando assim o famoso efeito rebote (ou sanfona) - consequência drástica para as dietas radicais, visto que elas são impossíveis de serem seguidas de maneira definitiva, além de aumentarem o risco de quadros de desnutrição, queda de cabelo e outros desagradáveis sintomas. A eficácia, em longo prazo, da mudança de hábitos e estilo de vida tem se mostrado efetiva na prevenção de enfermidades, como o diabetes tipo 2. No entanto, quando o ganho de peso e o desenvolvimento do diabetes tipo 2 já aconteceram, existe a necessidade de intervenções mais intensas.

Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com

Unhas doentes Unhas, como os fios de cabelo, são o prolongamento da pele. São formadas por camada de proteína, com traços de outras substâncias. Ao contrário da crença popular, há pouco cálcio nelas. Elas são mais duras do que a pele devido ao seu grande conteúdo de enxofre e falta de água. A unha normal é translúcida e tem entre 0,05 e 1 milímetro de espessura. Por isso, espessamento e descoloração são geralmente sinais de unha doente. E unha doente dói ou incomoda esteticamente. De longe, o problema mais frequente que leva um paciente procurar um dermatologista é a chamada onicomicose ou micose das unhas. Ela se apresenta de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa o popular unheiro. O contorno fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, consequentemente, altera a formação da unha, que cresce ondulada. São dois os fungos causadores da micose de unhas: os dermatócitos e a cândida. Dois são os principais fatores que deixam as unhas mais vulneráveis à micose. 1- mexer com água ou produtos de

limpeza. Mãos frequentemente úmidas são propicias, sobretudo à contaminação pela cândida. Daí a recomendação básica: usar luvas quando for lavar ou manipular produtos de limpeza. 2- na manicure, ter o hábito de tirar cutículas, uma prática, aliás, tipicamente brasileira, já que as mulheres estrangeiras não mexem na cutícula quando fazem as unhas. As cutículas protegem as unhas, não devem ser retiradas como hábito estético. Além disso, o próprio alicate usado nessa operação pode transmitir fungos e bactérias de uma cliente para outra. No verão os pés, sobretudo, os femininos, clamam pela liberdade de uma sandália ou de um sapato aberto, evitando empecilhos bastante desagradáveis, entre as muitas doenças que acometem as unhas com problemas de natureza estética, dolorosa e até funcional, com forte prejuízo da autoestima. Unhas encravadas, não há nada mais chato. Um tormento para os pés. Sapatos apertados, cortes de unhas errados, facilitando que as pontinhas encravem na carne, não ficar cutucando as unhas, tirando pelinhas. Depois do quadro inicial, com inchaço e formação de pus, a unha encravada pode seguir um curso

ainda mais desagradável, com a deformação permanente, pois a unha muda seu leito e começa a engrossar. Nesse momento, só um especialista. Além do antifúngico oral, o tratamento das micoses tem uma fase inicial com o uso de esmaltes antimicóticos. Algumas medidas que podem impedir ou dificultar a instalação da onicomicose. 1- Quando lavar os pés seque muito bem entre os dedos. Os fungos adoram umidade se preciso, use secador de cabelos. 2- Recomenda-se também o uso regular de pó antimicóticos. 3- No dia a dia, calçados baixos e confortáveis, com bico redondo, e só usar sapatos de salto altos de bico fino em ocasiões inevitáveis. Outro grande problema é roer as unhas, a onicofagia, o estranho, mas frequente hábito de comer as unhas. Deixar de roer as unhas é uma decisão parecida com quem decide largar o cigarro, exigem intervenções medicamentosas (no caso, um produto amargo e de forte odor, aplicado às unhas) e muita vontade de parar. Pedólogos e manicures podem ajudar a prevenir o surgimento de unhas encravadas. Mas, se o processo já esta instalado, é preciso ir ao profissional médico.

Gelatina é excelente para reduzir a osteoporose Humberto Figliuolo Farmacêutico

E unha doente dói ou incomoda esteticamente. De longe, o problema mais frequente que leva um paciente procurar um dermatologista é a chamada onicomicose”

A gelatina é composta praticamente de aminoácidos (proteínas), que ajudam na síntese e na renovação do colágeno. Dos indispensáveis para o organismo, dez precisam ser adquiridos através da alimentação porque o nosso metabolismo não consegue sintetizá-los. Para ter uma ideia da importância da gelatina, ela possui nove tipos deles, faltando apenas o triptofano (precursor da serotonina), o neurotransmissor que nos deixa feliz. Se consumida regularmente, ela auxilia na redução dos níveis de colesterol no sangue, triglicérides e controla a glicemia. Por ser rica em proteína, ela fortalece os ossos e previne o organismo de doenças como a osteoporose. Ela promove também uma maior resistência física aos desportistas. E mais: colabora para a manutenção da juventude, deixando cabelo, unhas e pele mais bonitos.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Kleuton Silva

Repórter Mellanie Hasimoto

Revisão Gracycleide Drumond

www.emtempo.com.br


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Rejuvenesça a flacidez do rosto com radiofrequência Além da flacidez no rosto, o método atua de forma eficiente na região do pescoço e corpo, além de amenizar as rugas e levantar a região das sobrancelhas

O

tempo vai passando e a pele vai ficando cada vez mais flácida. Para muitos é um grande desconforto, pois o rosto é o cartão de visita. Infelizmente o sintoma mais predominante do envelhecimento é a flacidez do rosto, considerado uma parte muito sensível e frágil. As marcas do envelhecimento também geram grande desconforto e queda na autoestima. Mas para felicidade geral, um método muito utilizado pelas

mulheres vem ganhando cada vez mais espaço no mercado, justamente pela eficácia e sucesso no combate a flacidez do rosto. O tão desejado tratamento consiste em um método estético intitulado de radiofrequência, que tem por finalidade produzir ondas eletromagnéticas, atuando de duas maneiras na estimulação do colágeno: •Elevando a produção da fibra do colágeno, ocasionado em um resultado imediato da flacidez da pele;

•Construindo de novas fibras de colágeno, aumentando o efeito do tratamento da flacidez. O procedimento é um impulsionador na formação de colágeno e elastina da pele e aumentando o endurecimento da cútis. “Esse novo tratamento restabelece o contorno facial e diminui a gordura da região, conhecido de forma popular como papada”, ressalta Dra. Silvia Takakuwa, médica pós-graduada em dermatologia, da

clínica Medical Laser. Classificado como um dos métodos menos invasivos no mercado estético, o tratamento com radiofrequência não acarreta em cortes e nem faz utilização de agulhas e anestesias. Dessa forma, o poder de atuação está diretamente associado ao controle de nível de intensidade e profundidade do tratamento, atuando de forma eficiente no combate a flacidez do rosto. “O método com radiofrequência possui particularida-

des possibilitando a aplicação em diferenciadas tonalidades de pele, inclusive peles bronzeadas e pode ser realizado em qualquer época do ano”, explica a especialista. O tratamento também é ideal para área das pálpebras, sendo seguro e eficiente. Além de não causar dores e nem hematomas na face, oferece comodidade ao paciente.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O tratamento:

Resultados eficientes

•É necessário que o paciente realize uma avaliação para identificar o grau de flacidez;

De acordo com a dermatologista, a flacidez é impedida através da radiofrequência, pois há um aumento na temperatura do tecido, contraindo as fibras colágenas. “O método de tratamento com radiofrequência é um dos mais recomendados para o combate da flacidez, sendo considerado um grande progresso por comportar correções de envelhecimento sobre a face. Seu uso consiste em variadas condições. Além da flacidez no rosto, atua de forma eficiente na região do pescoço e corpo, também ameniza rugas e levanta as so-

•Os resultados aparecem de forma gradativa, entre dois a seis meses; •O tratamento não oferece dores e não é invasivo, fazendo com que a rotina do paciente não seja alterada; •Pode ser realizado em qualquer época e independente do fototipo do paciente; •A sessão da radiofrequência demora em média 30 minutos para ser realizada, necessitando dez sessões a cada 15 dias. •Recomendação de quatro a seis sessões, com espaços de duas a três semanas durante o tratamento facial.

brancelhas”, explica. O resultado já aparece no fim da primeira sessão, onde é possível enxergar a contração dos tecidos. Conforme for acontecendo as sessões os resultados tendem a prolongarem. Restrições Ainda que não ocasione efeitos colaterais na maior parte das pessoas, o tratamento ainda é contra-indiciado para gestantes, portadoras de acnes em excesso e pessoas que utilizam marca passo e implante eletrônico, em consequência pela energia da radiofrequência que é transmitida pelo aparelho.

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Vera Lima Editora do Saúde

Aline revela o ‘Manual da Amante’ Se ninguém ainda inventou deveriam lançar o “Manual da Amante”, o livro completo com todas as dicas, macetes e manhas para você acabar com o casamento alheio e se dar bem. Pois é, fica aí a sugestão porque eu já percebi que todas elas procedem da mesma forma e cumprindo todas as etapas da sedução. E olha que eu sou PhD no assunto e manjo tudo que se refira ao tema. Não que eu tenha sido algum dia amante de alguém, acho que me faltou competência para tal, preferi a comodidade de ser esposa e só muito mais tarde descobri que não era tão vantajoso assim, principalmente em uma sociedade machista como a nossa, onde o homem pode aprontar todas e ainda contar

com a cumplicidade dos seus pares e aprovação geral da galera, que aplaude e ainda diz que o cara é garanhão, um eufemismo para galinha. O fato é que não sei se me daria muito bem no papel de amante porque me falta, como já frisei antes, não sei se vocês repararam, habilidades tanto para colocar um par de chifres em alguém como para seduzir uma pessoa que já está comprometida com outra. E nessa questão, que me desculpem as amantes que vão usar aquela velha desculpa “se ele ta comigo é porque não estava feliz com ela”. Acho que não é bem assim, homem é bicho complicado de se entender – e de se explicar – quando o assunto é mulher. E, quando o assunto é mulher, para

uma boa parcela deles, quanto mais melhor. O fato é que a maioria – vejam bem, eu não generalizei, eu disse a maioria – não se preocupa tanto com a qualidade e gosta de contabilizar as façanhas porque isso contribui para aumentar o seu charme perante os colegas. Tipo aquele que sai com os amigos e aponta: “aquela ali, eu como”, “aquela outra, passei nos peitos”, “aquela lá, era louca por mim”. Ai, cruz credo, desse tipo quero distância. Mas estávamos aqui para falar mal das amantes e eu acabei me empolgando e comecei a destratar esses distintos senhores que, no final da contabilidade mal feita, são os genuínos culpados pelo delito. Cadeia neles! Digo isso de alma lavada porque se não

fosse “semvergonhice” deslavada deles, elas não teriam tanta guarida. Vejam bem o caso notório de César e sua concubina – adoro esse termo – que o convenceu que está apaixon$díssima por ele (por favor, preservem o cifrão). Claro que ele acredita, quem não acreditaria? O cara, apesar de rico e ainda relativamente charmoso (já foi muito mais) precisava de alguém para massagear o seu ego e provar que ele ainda é bonito, gostoso, viril e altamente desejado. Quem não quer uma coisa dessas depois de passar dos 60? Quem, quem? Me diga você. Ora, o cara estava tirando o barro das chuteiras para fazer uns joguinhos de domingo e aparece uma gatinha gostosa, manhosa e falsa

que nem nota de 600 reais, pulando no pescoço dele como se fosse uma vampira seca por sangue fresco depois de um inverno rigoroso, ele pirou. O ego subiu – antes de qualquer outra coisa, diga-se de passagem -, e ele ganhou fôlego renovado para ultrapassar a barreira dos 100. O que uma mulher manhosa não é capaz de fazer? Ora, quem duvida das artimanhas do diabo que trate de rezar, porque que ele existe, e Aline é uma amostra grátis disso. A minha alegria é que ela vai tirar até as cuecas dele (que devem ser de grife), enquanto ele baba no travesseiro e propaga aos sete ventos que ela é a mulher da vida dele. Ah, coitado! Porque ela, vocês devem ter reparado, só não é

o cão chupando manga porque essa fruta enche os dentes de pelo, mas sabe conduzir o bobão direitinho para tirar tudo o que ela acha que tem direito. E vai tirar! Ah, Aline, essa cartilha é tão batida, com fórmulas tão manjadas, que só dão resultado porque os homens precisam constantemente de alguém que lhes massageie o ego. O comportamento dissimulado de quem inicia um romance extra-conjugal jurando de pés juntos que nunca vai exigir nada e depois quer arrancar até o couro do cara é tão frequente que fico passada com o sucesso de tais aventureiras. Enfim, cada um que carregue a sua cruz. Afinal, comprou, pagou, que carregue nas costas, enquanto puder.


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Entre tapas e

Em nome do amor muitas vezes elas suportam todo tipo de abuso e violência, mas, para algumas, chega o dia em que não dá mais para ficar de braços cruzados. Para evitar que a violência cresca está aí a Lei Maria da Penha

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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A precária situação financeira pode ser uma prisão domiciliar para muitas mulheres espancadas

violência contra a mulher continua sendo um problema para a sociedade. De acordo com as estatísticas da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), apenas em outubro deste ano foram registrados 1.231 boletins de ocorrência. Os números aumentam mensalmente, principalmente pela vontade e decisão de muitas mulheres de saírem da situação abusiva. Injúria, ameaça e contravenções penais estão entre os três primeiros crimes com o maior número de registros, com 409, 378 e 238 registros apenas no mês de outubro. De acordo com a delegada adjunta da DECCM, Andrea Pereira, o número de denúncias se mantém. “Temos uma regularidade no número de denúncias, por isso não diria que os crimes estão diminuindo – muito pelo contrário. Hoje temos uma demanda muito maior de mulheres que procuram a delegacia para registrar boletim de ocorrência”, esclarece. Uma dessas mulheres é dona de casa A. S., 30. Depois de sofrer agressões por três vezes, ela decidiu dar um basta. “Primeiro era só xingamento, por causa dos ciúmes. Depois foram empurrões e ameaças, até que ele tirou sangue de mim. Em uma briga, ele me deu um tapa e depois um soco, tão forte que desmaiei”, lembra, com lágrimas nos olhos. A.S. conta que resolveu denunciar porque temeu por sua vida. “A gente tenta deixar passar, porque ama. Mas chega uma hora que não dá mais. Fiquei com medo de denunciar, por não saber o que ele poderia fazer comigo, mas criei coragem porque não dá

para viver assim”, diz. Basta E são muitas mulheres na mesma situação que a da empregada doméstica. A delegada adjunta informa que, em média, são feitas entre 700 e 800 denúncias mensalmente. O procedimento, explica Andrea Pereira, começa a partir da avaliação do estado psicológico em que a vítima se encontra. “Se ela está ‘bem’, a vítima é encaminhada para um dos guichês para o registro do B.O. Dependendo do crime e da gravidade da situação, há duas possibilidades: marcamos uma audiência ou já é instaurado o inquérito e solicitadas as medidas protetivas de urgências, que vão determinar o afastamento do autor do crime”, destaca. Quando a mulher está abalada, o primeiro passo é uma visita ao serviço social da delegacia. “As encaminhamos para o Serviço de Atendimento Emergencial a Mulher, anexo ao prédio da delegacia, onde serão ouvidas por psicólogos, assistentes sociais. Depois de ouvida e acalmada, conseguimos vislumbrar a situação social da mulher. Em seguida, ela é encaminhada para o procedimento necessário”, explica a delegada. Motivos Segundo informações da DECCM, a realidade é que mulheres das classes mais pobres é quem registram mais ocorrências. Mas também há as que voltam para a situação de violência. “Muita gente se questiona sobre o motivo pelo qual algumas voltam para os companheiros. A maioria das que registram os crimes são de classes mais baixas, que não trabalham. E, quando trabalham, precisam da renda do marido para compor a renda familiar”, diz.


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Os vícios alimentam o crime Todos os casos são encarados como prioridade, como destaca a delegada. “E, infelizmente não temos como dizer quem vai cometer o crime, apenas olhando para a pessoa. Por isso precisamos dar uma atenção especial para todas as situações”, completa. Outro cenário encontrado pelos agentes da delegacia é a de que muitas acreditam que vão encontrar uma situação diferente em casa. “Após a denúncia, muitas acreditam que irão encontrar uma situação melhor, mas acabam em situação ainda mais violenta, mais agredidas, mais machuadas. Em algumas delas, precisamos nos deslocar até o hospital para ver o que houve, porque aconteceu realmente uma tentativa de homicídio”, informa. Entretanto, muitos dos casos não são denunciados, conta a delegada adjunta, porque a vítima não quer prejudicar o agressor. Isso porque, quando a mulher denuncia, instaura-se o procedimento – o registro do boletim de ocorrência e, de acordo com a situação em que ela se encontra, são tomadas as medidas necessárias. “Muitas têm medo de denunciar os maridos, mesmo prejudicadas, mesmo em situação violenta. Por isso que a medida protetiva é vinculada ao inquérito policial, que gera um processo criminal contra o homem. Então, às vezes, mesmo nessa situação de violência, elas não querem prejudicar os

companheiros”, diz. Apesar desse panorama, a violência doméstica é encontrada em qualquer situação. Andrea Pereira informa, ainda, que não há um perfil específico do agressor. “O autor de violência doméstica atinge tanto os lares mais humildes, quanto os de classe média e alta. É óbvio que a maior incidência é nas classes mais baixas, talvez porque essas mulheres não tenham tanta vergonha de buscar a delegacia para procurar ajuda”, acrescenta. A delegada destaca que, muitas vezes, a violência contra a mulher está intimamente ligada a vícios. “Bebida alcoólica e substâncias entorpecentes geralmente estão envolvidas. Vemos casos, principalmente, a bebida envolvida, na maioria pelos homens. A bebida é um destruidor de lar”, lamenta. Enfrentamento Hoje, diz a delegada, a DECCM apoia a rede de enfrentamento a violência contra a mulher, que trabalha diretamente com as campanhas, incentivando a mulher a procurar a delegacia e denunciar. “A situação está longo do ideal, principalmente porque a mulher dificilmente procura ajuda logo na primeira agressão. Elas, normalmente, vêm quando estão no limite, quando não sabem mais o que fazer, e quando há um histórico muito grande de violência em suas vidas”, lamenta.

Muitas vezes o homem chega em casa embriagado e desconta suas frustrações na companheira


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Conheça a doença que atinge 80% dos homens A hiperplasia prostática causa o crescimento benigno da glândula e é atualmente a doença mais comum nos homens

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édicos fazem um alerta sobre a doença mais comum na próstata, mas ainda pouco conhecida pela população. Denominada hiperplasia prostática, a condição causa crescimento benigno da próstata e atinge 80% dos homens com mais de 50 anos. Seu aparecimento é silencioso, sem alardes e, aos poucos, o paciente passa a sentir os sintomas da doença, como o aumento na frequência para urinar. “Com o tempo, o crescimento da próstata causa a sensação de que a bexiga nunca se esvazia, o que prejudica toda a vida do homem, que precisa ir ao banheiro várias vezes durante o dia e à noite. Ele começa a ter dificuldade em participar de uma reunião, dormir a noite toda, ir ao cinema ou viajar. Casos graves levam à retenção ou incontinência urinária e até a insuficiência renal”, explica o urologista do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos maiores especialistas do assunto, Sandro Faria. Entre os fatores de risco estão tabagismo, obesidade e diabetes, mas o componente

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genético também é importante: filhos de pais com hiperplasia prostática têm seis vezes mais chances de desenvolver a doença. “Ter uma vida saudável, com alimentação equilibrada e sem cigar-

Médicos fazem um alerta sobre a doença mais comum na próstata, mas ainda pouco conhecida pela população

TECNOLOGIA

O tratamento mais avançado no Brasil atualmente é a cirurgia com laser verde, não invasiva, sem limite para o volume de próstata. A tecnologia chamada GreenLight torna a cirurgia mais rápida ro, podem ajudar a diminuir as chances de apresentar o problema”, explica Faria. De acordo com o especialista, o desconhecimento da condição e o subdiagnóstico ainda são frequentes. “Não temos dados estatísticos no Brasil, mas estima-se que, de seis milhões de pessoas que precisariam receber atenção ao problema, apenas 300 mil estão em tratamento”, explica o médico.

Tratamento mais avançado no Brasil Casos mais leves são tratados com medicamento, mas 30% dos pacientes precisam de cirurgia para reduzir o tamanho da próstata, que pode ser tradicional – de ressecção transuretral convencional para retirada do excesso de tecido

da próstata pela uretra, ou a laser, que vaporiza parte da próstata, diminuindo seu tamanho. “O tratamento mais avançado no Brasil atualmente é a cirurgia com laser verde, não invasiva, sem limite para o volume de próstata. A tecnolo-

gia chamada GreenLight torna a cirurgia mais rápida, não oferece risco para o paciente e reduz o tempo de internação e recuperação, que tem alta em até 24 horas”, explica. De acordo com o urologista, o tratamento com laser verde é

um avanço para pacientes com doenças do coração – problema comum nesta faixa etária - que antes não tinham alternativas de cirurgia. “Como o sangramento é mínimo, não há necessidade de suspender o medicamento”, explica.

Glossário da Hiperplasia prostática, doença mais comum da próstata A doença é a mais comum Ir ao cinema, participar de uma Quantidade de homens com da próstata, causando crescimento benigno da glândula

reunião ou viajar tornam-se tarefas difíceis devido à alta frequência para urinar

Bexiga nunca se esvazia completamente quando o paciente apresenta a doença

Jovens também podem apre-

Casos graves levam à incontinência urinária e a problemas renais

Kilos a mais: obesidade é fator

Diagnóstico é feito por análise clínica e toque retal

Laser

Estudo urodinâmico e ultras-

som podem ser necessários para melhor avaliação em casos complexos.

Frequência alta para urinar prejudica vida social e sexual Genética favorece o aparecimento da doença

Homens com mais de 50 anos

são os mais atingidos Casos graves levam à retenção ou incontinência urinária e até a insuficiência renal, explicam os urologistas

sentar o problema

de risco para a hiperplasia

verde é o tratamento mais avançado para o tratamento da doença

Mais de 600 estudos comprovam a eficácia e segurança do Greenlight ou laser verde Não há contraindicação para o uso do laser verde O crescimento da próstata não

evolui para o câncer de próstata

a doença chega a 80% após os 50 anos

Subdiagnóstico:

estima-se que 6 milhões de homens deveriam receber tratamento, mas apenas 300 mil se tratam

Ter uma vida saudável pode ajudar na prevenção da doença Urologista deve ser consultado após os 40 anos

Vaporização da próstata por

laser verde minimiza risco para o paciente e reduz o tempo de internação e recuperação

X da questão: hiperplasia prostática prejudica qualidade de vida, mas tem cura

Pacientes tratados com o Gre- Zelo: Homens que cuidam da enLight já somam mais de 500 mil em todo o mundo.

saúde vivem mais e com mais qualidade


Saúde

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JANEIRO DE 2014

e bem-estar

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Perda de audição causa transtorno Pessoas com problemas auditivos podem ter dificuldade até para conseguir emprego, mas algumas dicas são fundamentais para evitar a surdez

A

perda auditiva gera muitos impactos na vida de um indivíduo. Além da difícil comunicação com os familiares e um possível isolamento da vida em sociedade, o aspecto econômico também está presente. A surdez pode gerar diversas consequências, entre elas a dificuldade de encontrar emprego em igualdade de condições com os detentores de uma audição normal. Atividades desenvolvidas no próprio trabalho são, muitas vezes, as maiores causas da perda auditiva. Operadores de britadeira, trabalhadores de gráfica, operadores de telemarketing, músicos, DJs, operadores de áudio em emissoras de rádio, operários de fábrica, funcionários que atuam nas pistas de aeroportos, entre muitos outros, estão expostos a ruídos intensos. Prevenir a perda auditiva e outros problemas de saúde, porém, é possível com o uso do protetor auricular que, em muitos casos, acaba sendo um acessório inseparável. Os jovens, que já há algum tempo costumam ouvir música pelo celular devem tomar cuidado porque, através dos fones, o som alto atinge diretamente os ouvidos e a tendência é de perda de audição a médio e longo prazo, dependendo do volume em que escutam a música e o tempo de exposição ao

barulho. Quanto mais alto e com maior frequência, pior. Com isso, na hora de procurarem emprego, devem estar atentos a possíveis problemas de perda de audição. “Nós não imaginamos, mas em um ambiente normal de trabalho, como um escritório, o som pode chegar a até 70,

perda auditiva definitiva. Tanto que, para algumas atividades profissionais, a legislação determina a utilização de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Acima de 120 decibéis (som de uma explosão, por exemplo) o barulho pode ocasionar trauma acústico. Por causa do barulho intenso do trânsito, muitas pessoas que trabalham na rua têm perda auditiva induzida por ruído. São policiais, ambulantes, motoristas de ônibus, motociclistas e guardas de trânsito, entre outros. Dentro de um ambiente de trabalho, a preocupação também deve ser grande. Trabalhadores de indústrias, por exemplo, têm que ser submetidos a exames de audiometria de seis em seis meses e, quando constatada alguma lesão, devem se afastar daquela função. Já os músicos que trabalham com shows apresentam danos na audição com certa frequência, já que o sistema de som costuma ter mais de 130 decibéis. Muitas pessoas procuram ajuda devido a problemas de audição decorrentes da profissão que exercem, como relata a fonoaudióloga: “São comuns os casos de pessoas que desencadearam uma perda auditiva por exposição ao ruído intenso. Recebemos também pessoas que trabalham com música, que já possuem perda auditiva, e também aquelas que procuram alguma solução para prevenir um possível dano”.

BARULHO

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial. A entidade registrou um aumento de 15% de surdez entre a população do planeta 80 dB”, diz Isabela Gomes, fonoaudióloga. A exposição continuada a sons entre 100 e 120 decibéis pode levar à

Protetores auriculares A fonoaudióloga recomenda o uso frequente de protetores auriculares, que reduzem o volume excessivo, propiciando uma audição mais confortável do som ambiente. A realidade é que muitas portas têm se fechado a candidatos considerados inaptos a uma vaga de trabalho em função de alterações na audição. Em nosso país, a legislação exige que o trabalhador seja submetido a exames admissionais e, entre esses exames, os resultados da audiometria acabam sendo usados, ao contrário de seu objetivo, para selecionar o trabalhador no momento da admissão. O resultado

é a existência de um contingente de trabalhadores com perdas auditivas, dos mais diversos graus, que podem encontrar dificuldades de reingressar em um novo emprego. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial. A entidade registrou um aumento de 15% de surdez entre a população do planeta.

Dependendo da área de trabalho, é fundamental que o trabalhador use os equipamentos de proteção auricular

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Trace um objetivo para o novo ano e persiga sua meta

Comece o ano com metas para entrar em forma Não adianta ter pressa, para conseguir bons resultados nada melhor que perseverança, equilíbrio e bom senso. Esse trio vem na medida certa para quem vacilou na hora de comer ou abusou das mordomias do sofá diante da televisão. Quando o peso do corpo chegou na consciência correu para a academia para recuperar o tempo perdido e jogar fora os excessos adquiridos pela falta de vigilância. Mas vá com calma. O que você ganhou em meses ou anos de negligência vai ter que perder aos poucos, com muito esforço e dedicação. Perder gordura corporal e ganhar massa magra exige esforço e alguns sacrifícios. Se você estava contando com

milagres, esqueça, o único milagre que você poderá observar nos próximos meses será o resultado da sua força de vontade. Mas, não desanime diante das primeiras dificuldades, dores musculares, um pouco de cansaço e preguiça na segunda-feira, certamente serão os principais inimigos que você terá que enfrentar. Mas acredite, os resultados dentro de semanas farão com que você ganhe fôlego renovado para prosseguir na jornada e chegar ao seu objetivo. Aliás, esse é um ponto importante nessa nova jornada: traçar uma meta. Se é emagrecer que você quer, tome fôlego e renove os alimentos que costuma armazenar na geladeira. Descarte aqueles pro-

dutos que só vão tirar você do rumo na hora que a fome bater à porta. Se o projeto é perder gordura e ganhar massa magra, invista nos exercícios aeróbicos e peça orientação de um personal trainer para alcançar seus objetivos dentro de um prazo menor. Lembre-se, exercícios mal feitos podem ser prejudiciais à sua saúde. Não exagere no início e mantenha o foco nos resultados finais para perseverar nos treinos. É bom ressaltar ainda, que a atividade física regular pode reduzir o triglicérides e ajudar a aumentar o colesterol HDL. Quando resulta em perda de peso, a atividade física também pode ter um papel importante no controle da síndrome

metabólica e na redução do colesterol LDL. Além disso, ela reduz o risco de outras doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e pressão alta (fatores de risco para doença coronariana), bem como osteoporose e alguns tipos de câncer.

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Saúde

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MANAUS, DOMINGO, 5 DE JANEIRO DE 2014

Incidência de cálculo renal pode aumentar até 20% P

opularmente denominada “pedra no rim”, a litíase ou cálculo renal é originado pela precipitação anormal de cristais nos rins, que após se aglutinarem dão origem ao cálculo. No verão, devido à perda de líquido pela transpiração e a consequente diminuição da diurese, a incidência pode aumentar até 20%. Segundo o urologista Alexandre Crippa, do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo e da clínica UROBrasil, o cálculo renal acomete 15% da população, sendo aproximadamente duas vezes mais comuns nos homens do que nas mulheres, principalmente na faixa etária entre os 20 e os 40 anos de idade. “O indivíduo com cólica renal costuma sentir uma forte dor aguda repentina, que independe da posição ou movimentação, localizada na região lombar das costas e geralmente unilateral”, afirma. Crippa ressalta que a dor da cólica renal é comparada à do parto e decorre da dilatação que ocorre no rim pela interrupção da passagem de urina produzida no mesmo. A dor pode migrar ainda para região lateral do abdômen,

pelve e os genitais do homem ou da mulher. De acordo com o especialista, além da dor, o quadro clínico também pode apresentar sangue na urina (urina vermelha ou com cor de Coca-Cola), vômitos e febre. “A suspeita de cálculo é feita através da história e quadro clínico e, a comprovação do diagnóstico normalmente é realizada pela

TRATAMENTO

O cálculo renal fora da fase aguda, também pode ser tratado por cirurgia percutânea (nefrolitotripsia) com uma pequena incisão na pele na região dorsal para fragmentar e retirar o cálculo tomografia computadorizada sem o uso de contraste. Este exame também define o tamanho e a localização do cálculo, o que irá influenciar no tipo de tratamento”, explica. O tratamento na fase aguda é analgesia e, dependendo da localização e do tamanho do cálculo, pode-se aguardar que o organismo elimine o cálcu-

lo. A Litotripsia extracorpórea (máquina que por ondas de choque fragmenta o cálculo) e ureterolitotripsia (fragmentação e retirada do cálculo por via endoscópica) também são métodos de tratamento na fase aguda. “O cálculo renal fora da fase aguda, também pode ser tratado por cirurgia percutânea (nefrolitotripsia) com uma pequena incisão na pele na região dorsal para fragmentar e retirar o cálculo”, afirma Crippa. Dependendo do tipo de cálculo, segundo o urologista, também pode ser feito um tratamento com medicamentos ou somente com a prevenção através da ingestão de líquidos suficiente para atingir um volume de urina de 1.500 a 2.000 ml por dia. “Assim deveríamos urinar de 6 a 8 vezes ao dia, não abusar do uso de sal, evitar os excessos de vitamina c, controlarmos o nosso peso, e dar preferência a ingesta de suco natural de limão e laranja. Essas recomendações vão fazer com que a urina fique com o aspecto mais transparente do que amarelo e diminuir a recorrência do cálculo que varia de 50% a 80%”, ressalta o especialista.

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Perda maior de líquido pela transpiração e diminuição da diurese estão entre as principais causas da doença

Denominada “pedra no rim”, a litíase ou cálculo renal é originado pela precipitação anormal de cristais nos rins


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Saúde - 5 de janeiro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu