Caderno F
DIVULGACÃO
Saúde
e bem-estar
ano MANAUS, DOMINGO, 28 DE DEZEMBRO DE 2014
saudeebemestar@emtempo.com.br
Controle a compulsão por compras
(92) 3090-1017
Pág. 4 e 5
Balanço de fim de
Analisar suas conquistas e falhas é etapa importante para começar 2015 com pé-direito e alto-astral
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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no-novo, vida nova: novo emprego, novo amor, outros desafios. E todo o ano é a mesma coisa: planejamos milhares de novidades para o ano que se inicia, porém, em grande parte das vezes, nossos planos não duram nem até março! Esse é o momento de pararmos e nos perguntarmos “onde está o erro? Por que temos essa dificuldade de levar em frente projetos que podem nos fazer muito mais felizes?”. A resposta pode estar no que colocamos na balança, a fim de que, no final de 2015, possamos comemorar muito mais conquistas do que desistências. Segundo a life coach Ma-
dalena Feliciano, não existe momento mais propício do que esse para voltar às atenções para si mesmo. “A época das festas de fim de ano traz consigo o clima de comemoração e de fechamento de um ciclo, mas, para que esse ciclo seja realmente concluído com sucesso, é preciso que haja um momento de reflexão e análise sobre tudo aquilo que aconteceu nos últimos 365 dias que se passaram”, diz. O que 2014 trouxe de bom – e de ruim – para você? O que você deseja que continue presente na sua vida ou mude para o ano que está chegando? Madalena lembra que é preciso colocar na balança tudo aquilo que aconteceu de importante na sua vida durante o ano – e, para fazer isso na
prática, uma boa ideia é sentar em um lugar calmo e quando você estiver sem pressa, colocando no papel tudo aquilo que merece ser destacado. “Pegue uma folha em branco e faça diversas colunas: uma para a sua carreira, uma para sua vida amorosa, outra para a área financeira, outra para a diversão/lazer, outra para saúde etc. Em cada área dessas faça outra divisão: uma coluna para coisas boas, outra coluna para coisas ruins. Escreva o que houve de bom e de ruim em cada área e dê notas de 1 a 10 de acordo com o seu sucesso”, sugere a especialista. Reflexão Essa atitude auxilia na reflexão, deixando mais visível se existe uma falta de equilíbrio
entre as áreas analisadas. “O ideal é encontrar uma harmonia, um equilíbrio em tudo. Mas sim, esse é um objetivo que não é cumprido com tanta facilidade – e o ser humano tende a se dedicar mais para aquilo que já tem sucesso, por exemplo: se a sua área amorosa está muito bem e a sua área financeira vai muito mal, é mais fácil continuar dedicando-se a sua vida amorosa, pois ali você já possui maior garantia de sucesso – e ninguém gosta de falhar”, ressalta a coach. Além da análise e reflexão de fim de ano, que são o passo inicial para começar o próximo ano com pé-direito, também é importante planejar metas e objetivos concretos para o próximo ano, ressaltando a forma como eles serão feitos.
“De nada adianta você falar que deseja viajar no próximo ano, se não se preparar para isso. Para concluir esse objetivo, é preciso desde já pensar o que será feito: você guardará dinheiro mensalmente? Em que mês será a viagem? É possível deixar o trabalho de lado por um tempo para viajar? Você terá que deixar o emprego? Todas essas possibilidades devem ser pensadas na hora de planejar um objetivo”, indica. Ainda falta um tempo para as festas de fim de ano, mas que tal começar a repensar desde já as suas conquistas e falhas deste ano que passou e fazer planos concretos para o ano que vem? Sua carreira, sua vida amorosa e sua saúde agradecerão no final.
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MANAUS, DOMINGO, 28 DE DEZEMBRO DE 2014
João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
joaoboscobotelho@gmail.com / www.historiadamedicina.med.br
Ensinamentos médicos no livro de Charaka Samhita As rotas comerciais regulares entre a Índia e a Grécia, descritas por Estrabão e Plínio, e a bem documentada presença dos gregos, a partir do século 4 a.C., no reinado de Dario, quando foi fundada a cidade de Barce, na região de Cirenaica, onde florescia importante núcleo de conhecimento médico, podem explicar as trocas dos saberes da medicina entre as duas populações. O tratado médico de Charaka Samhita, composto de oito livros, uma das mais extraordinárias produções da medicina indiana, é apresentado em forma de um diálogo entre o mestre e discípulo, descreve impressionantes conhecimentos de cirurgias, especialmente a que utiliza um retalho de pele para a reconstrução nasal, até hoje conhecida como “retalho indiano”. Essa técnica cirúrgica é utilizada por milhares de cirurgiões no mundo, inclusive eu, em Manaus, para compor a cirurgia plástica reconstrutora após a retirada de câncer de pele da pirâmide nasal. Esse livro descrevia exame clínico, semelhante ao da medicina grega e ao dos dias de hoje: inspeção e palpação das partes do corpo e a ausculta do coração e dos pulmões. Várias doenças foram descri-
tas com notável precisão, como a diabetes e a tuberculose. De igual modo, existem indícios da malária ter sido associada ao mosquito e a peste, ao rato. Os tratamentos eram divididos: - Clínicos: purgativos, enemas, sangrias pela flebotomia e sanguessugas, hidroterapia, banhos de vapor, inalações, com as receitas baseadas em cerca de 760 plantas medicinais, inclusive a Atropa belladona a Rauwolfa serpentina, como sedativo, usada no Ocidente até alguns anos atrás; - Cirúrgicos: cirurgia plástica, para reconstrução nasal, fístulas anais; hemorroidas; tumores no pescoço; amígdalas; drenagem de abscessos; imputações de membros; fissura labiopalatina; hérnias; catarata; cesariana era praticada com grande precisão, para salvar a mãe e o filho; retirada de feto morto retido. Além desses procedimentos cirúrgicos, o livro descreve o tipo e a profundidade de incisão mais recomendada. A delicadeza dos instrumentos cirúrgicos voltados à diérese e à síntese, reforçam a convicção de que a cirurgia fazia parte integrante das práticas de cura: nos abscesso deveria ter dois dedos de profundidade, sempre na direção das cavidades, em certas
áreas específicas, como pálpebras, bochechas, têmporas, lábios, axilas, deveriam acompanhar as pregas naturais da pele com direção transversa, para as regiões palmares e circulares e semicirculares para o ânus e o pênis. No término da cirurgia, a área operada deveria ser lavada com água morna e os curativos utilizando retalhos de linhos e drenos nos abscessos que deveriam ser retirados após três dias. As recomendações eram enfáticas nas renovações diárias dos curativos e imobilização das fraturas e luxações De modo absolutamente extraordinário, o livro de Charaka Samhita descreve instrumentos cirúrgicos, alguns usados até anos atrás e outros com utilidade atual: fórceps para retirada dos fetos, nos partos com dificuldade de passagem no canal vagina (a cesariana de baixo risco retirou o fórceps do cotidiano das maternidades), espéculos de exame dos condutos auditivos externos, escalpelos para abrir abscessos, drenos, seringas e tesouras de diferentes formatos, serras indicadas nas amputações dos membros, agulhas de suturas com formas esféricas, fundamentais nas cirurgias atuais, cautérios na coagulação de vasos nas hemorragias.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
De modo absolutamente extraordinário, o livro de Charaka Samhita descreve instrumentos cirúrgicos, alguns usados até anos atrás”
Escalda-pés ajuda a relaxar e a dormir melhor Os pés precisam de tratamentos que auxiliem na circulação e no relaxamento. Para isso você pode fazer um escalda-pés. Para prepará-lo, ferva um litro de água e despeje numa bacia. Vá temperando com água fria até que o calor fique suportável para deixar os pés totalmente imersos. Acrescente sal ou óleos essenciais e deixe-os por cerca de 20 minutos. O escalda-pés, além de relaxar os pés, vai potencializar os benefícios da automassagem. Para a massagem, espalhe um creme ou óleo por toda a área dos pés: planta, calcanhar, dorso e pontas dos dedos. Esse movimento inicial vai ativar a circulação. Depois, com a mão fechada, faça manobras pressionando e deslizando sobre a planta dos pés. Se tiver algum ponto com dor, friccione.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Ressaca depois da festa Dor de cabeça, confusão mental, estômago embrulhado e aquele gosto horrível na boca seca são alguns dos sintomas mais comuns do “Day aſter” das festas de fim de ano. Mas como os excessos, incluindo o de comidas gordurosas e doces, são mais ou menos inevitáveis durante essas comemorações, procure enfrentar essas turbulências festivas. Primeiro é preciso deixar bem claro que álcool vicia e o alcoolismo é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como doença grave. Consumo prolongado e frequente de grandes doses de álcool pode levar à perda de memória, atrofia muscular e cirrose hepática. E nunca é demais lembrar que 60% dos acidentes de carro são provocados por motoristas embriagados. Mesmo com a Lei Seca, falta maior fiscalização dos órgãos competentes. É preciso reconhecer que pessoas que bebem apenas socialmente e ocasionalmente podem exagerar e ficar de pileque. E isso é muito comum em ocasiões festivas, como Natal, Réveillon e Carnaval. Vou beber, e daí? Como é difícil convencer alguém a parar de beber, ou a beber menos no meio da alegria universal, convém passar ao bebedor contumaz uma pequena cartilha antirressaca.
O primeiro conselho é beber muita água junto com a bebida, para evitar a desidratação. O outro efeito ruim do álcool é a produção extra de insulina, a consequência pode ser a instalação de um quadro grave de hipoglicemia. O terceiro conselho é o efeito do estômago vazio durante a bebedeira: aumento da produção de suco gástrico. Sem nada para digerir, o suco gástrico começa a atacar o próprio estômago. Daí a queimação da barriga, que pode subir até a garganta. Toda bebida alcoólica tem efeito diurético, ou seja, produz mais urina do que líquido ingerido. Em geral o álcool faz a pessoa urinar mais do que o volume bebido. Uma pessoa que toma dois litros de cerveja, por exemplo, chega eliminar até dois litros e meio de água. Outro problema que a bebedeira provoca está relacionado a outras substâncias presentes nas bebidas alcoólicas, os chamados aldeídos, que provocam a típica dor de cabeça de ressaca. Estou de ressaca. E agora? Chegou a casa trançando as pernas, uma única providência, antes de se jogar na cama: beber água. No dia seguinte ao acordar, independente da qualidade do sono, recomendo beber mais líquidos,
para hidratar o organismo que continua em seca, e comer algum alimento do tipo arroz bem cozido ou purê de batata. Um protetor da mucosa gástrica pode trazer benefícios para reduzir a queimação gástrica. Comi demais. O que faço? A bebida não é o único vilão do dia seguinte das festas. O abuso na mesa também cobra tributos, sobretudo na forma de infecção intestinal. Muito cuidado na observação dos alimentos, pois com o forte calor, alimentos que se deterioram como maionese, creme de leite e molhos em geral, sofre uma ação ainda mais rápida e deletéria das bactérias. As reações do organismo, antes esses alimentos contaminados, são sintomas típicos do excesso de comida: vômitos e desarranjo intestinal, que são defesa natural do organismo contra a infecção alimentar. Porém se o vômito e diarreia persistirem por mais de 24 horas, convém procurar um serviço médico, porque talvez seja preciso hidratar o paciente. e, se esses sintomas vierem acompanhados de febre, então provavelmente será preciso mais atenção. Com esses conselhos úteis, só resta desejar a todos: boasfestas, com um dia seguinte melhor ainda.
Humberto Figliuolo farmacêutico
É preciso reconhecer que pessoas que bebem apenas socialmente e ocasionalmente podem exagerar e ficar de pileque”
Unhas mais fortes com produtos caseiros naturais Para quem tem o mau hábito de roer as unhas ou para quem, por diversos motivos, tem as unhas fracas de quebradiças, fazê-las crescer é um grande desafio. A boa notícia é que existem algumas receitas caseiras que ajudam a acelerar o crescimento e ainda fortalecem as unhas. Veja como fazer a receita prática com suco de laranja. A fruta contém ácido fólico, que estimula o crescimento das unhas. Esprema quatro laranjas em um recipiente. Em seguida, encharque pequenos chumaços de algodão no suco, deposite-os sobre as unhas e aguarde dez minutos. O ovo também pode ajudar. Misture uma gema de ovo com uma colher (sopa) de azeite e passe a mistura nas unhas com um pincel. Aguarde 15 minutos e enxague.
Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br
Diagramação Adyel Vieira
Repórter Mellanie Hasimoto
Revisão Gracycleide Drumond
www.emtempo.com.br
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Saúde
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ol, calor, férias e, como não poderia deixar de ser, o desejo inato de muitas mulheres de ficar com um corpo bronzeado. Entretanto, é preciso redobrar os cuidados com o corpo para se proteger do sol e evitar algumas doenças que podem aparecer nesta época. A mudança da flora vaginal causada pelos hábitos adotados em decorrência do calor podem ser os responsáveis pelas doenças, explica a ginecologista e obstetra doutora Erica Mantelli. “O uso frequente de peças úmidas e roupas com tecidos sintéticos proporcionam o aumento da umidade e temperatura da região genital que acaba criando condições favoráveis para o crescimento de fungos, protozoários e bactérias no local”, explica. Esses hábitos ainda podem agravar o corrimento e torná-los mais frequentes. “São diversos os tipos e as causas do corrimento, por isso, sempre que a gestante notar algo errado ela deve procurar o seu ginecologista, para que seja feito o diagnóstico”, aconselha a ginecologista.
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Doenças ginecológicas mais comuns no verão Simples hábitos podem livrar a mulher de sofrer com alguns incômodos na região íntima no período de descanso e lazer
Inimigos da mulher O calor favorece a proliferação de bactérias, por isso, as doenças que comprometem a saúde íntima da mulher são mais comuns em climas quentes como Manaus. Para esclarecer sobre as doenças mais frequentes na gestação na época de calor, a ginecologista listou quais são e como tratar: Candidíase O responsável pela coceira e ardência vaginal, dor ao urinar e corrimento branco grumoso,
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Aproveitar a praia e as férias não significa abrir mão de certos cuidados que podem ajudar na prevenção de algumas doenças
é o fungo que pertence á flora vaginal, a cândida. “As alterações hormonais na gestação podem modificar a flora vaginal. Com isso há proliferação do fungo, ocasionando a infecção”, diz a médica. Dependendo do fungo o tratamento pode durar até 15 dias. “O médico deve escolher o tratamento mais adequado levando em consideração o estágio de gravidez para amenizar a coceira e a irritação no local. Tricomoníase A tricomoníase é uma infecção causada pelo Trichomonas Vaginalis que pode se hospedar no colo uterino, na vagina ou na uretra. Sua principal forma de transmissão é pela relação sexual. Apesar da doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença. Corrimento na cor amarela, coceira na região genital, dor pélvica e ardência ao urinar são alguns dos sintomas. Vaginose bacteriana A vaginose é provocada pela bactéria Gardnerella Vaginalis. O principal sintoma é corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com cheiro e coceira. A causa pode estar relacionada a alterações na flora vaginal e uma higiene íntima inadequada durante a gravidez. “O tratamento pode ser medicamentoso ou por meio da aplicação de creme vaginal, levando em conta o estágio da gravidez”, esclarece a médica. Independente do tipo do corrimento, o tratamento só deve ser indicado pelo ginecologista e obstetra.
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Oniomania. O nome pode ser estranho, mas é como se chama a doença por compras compulsivas MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
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termo oniomania tem origem grega e significa “loucura de comprar”. Embora seja um problema antigo, se expressa agora com maior evidência por conta de nossa exposição às recentes transformações socioeconômicas que multiplicaram as ofertas de produtos e serviços e aumentaram o acesso ao crédito. Com a chegada das férias, do Natal e do Ano-Novo, o movimento nos shoppings, lojas, e comércio em geral aumenta, já que a vontade de presentear familiares, amigos, e a si mesma ganham grandes proporções. O problema é quando as compras saudáveis de fim de ano se tornam algo mais sério, como a compulsão consumista. Segundo a psiquiatra Julieta Guevara, a característica fundamental é a incapacidade de controlar compras e
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gastos financeiros. “A pessoa apresenta um excesso de preocupações e desejos relacionados à aquisição de objetos, acaba perdendo o controle e comprando mais do que deveria ou poderia além de itens desnecessários”, explica. Ou seja, mesmo já possuindo objetos com a mesma utilidade, compra novos que muitas vezes não usa ou nem tira da embalagem. “É alguém que já tentou, por inúmeras vezes e sem sucesso, diminuir ou controlar as compras e pode comprar como forma de aliviar emoções negativas como angústia ou tristeza”. A especialista explica, ainda, que existem diversos fatores que podem desencadear a doença. “São fatores biológicos, psicológicos e socioculturais envolvidos. Estima-se que as compras compulsivas acometam entre 2 a 8% da população geral. O ato de comprar é vivido pelos pacientes como alívio para suas emoções negativas”, diz a psiquiatra. A médica conta, também, que o paciente sente um desejo irresistível de comprar e permanece com a ideia em sua mente até a realização do ato. “Após a compra, que tinha como função a busca do prazer e do alívio, se sente culpado por não ter conseguido manter o controle. A aquisição de bens representa um conforto efêmero e não resolve as angústias, as frustrações
e nem a baixa autoestima”, explica a especialista. Dívidas Como o transtorno é crônico e repetitivo, quem sofre de oniomania tem dificuldade em interromper o comportamento e acaba criando grandes dívidas. As dívidas no cartão de crédito por conta do parcelamento das compras fazem com que o comprador inicialmente perca a dimensão sobre seus gastos. Há ainda dívidas de empréstimos no banco, com familiares e amigos. “Dessa forma, a reputação da pessoa é exposta, e ela se vê obrigada a mentir para encobrir o descontrole e as quantias que gastou com compras. Isso resulta em graves prejuízos pessoais, financeiros e familiares”, diz Julieta. No entanto, quem sofre com a oniomania tem uma esperança de se curar. O tratamento é feito com o uso de técnicas psicossociais e tratamento farmacológico (uso de medicamentos). “O tratamento parece ser capaz de mudar a evolução natural do transtorno, com resultados bastante favoráveis, e precisa ser orientado e acompanhado por um profissional”, explica a psiquiatra. Como é uma forma de se relacionar em nossa sociedade, as compras são um comportamento que não se pode evitar.
Segundo pesquisas as mulheres são mais compulsivas
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* Nunca gaste mais do que você ganha. Embora seja uma dica básica, muita gente esquece;
* Faça um levantamento de todos os seus ganhos e todos os seus gastos mensais. Faça uma “planilha”. Coloque tudo no papel. Assim você consegue identificar os seus gastos e saber se foram Estudos recentes constataram necessários ou não. Desta que 90 a 95% dos compradores forma, fica mais fácil recompulsivos são mulheres. A psicóduzir ou cortar gastos desloga diz que isso se deve a aspectos necessários e o dinheiro culturais, já que biologicamente não começa a sobrar no final existe nenhuma explicação. Nordo mês; malmente, a pessoa viciada em compras não identifica a situação como um problema. Pelo contrário, costuma negar, dar justificativas e até mesmo brigar com quem esta * Lemmostrando o problema. Para evitar bre-se dos imprecair nessa furada, fique atento às vistos! Desemprego, dicas de consumo consciente. doenças, divórcios não têm hora para acontecer e você deve ter uma reserva para esses casos;
* Nas férias em família, é recomendado que todos se envolvam nas decisões e também nos gastos. Portanto, estabeleça para cada membro um limite diário de gastos.
* Evite compras a prazo, faça isso somente se você tem total controle de sua vida financeira, sabendo exatamente o que terá que pagar nos finais de cada mês e que estes valores caberão com folga em seu orçamento;
* Pesquise preços. Algumas horas de pesquisa podem significar a economia de muitos dias de trabalho. Vale a pena!
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Para evitar ficar no “vermelho”, tome algumas medidas que impedem mais gastos
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Ações que promovem saúde no trabalho
Algumas medidas podem garantir a saúde dos funcionários da empresa
Um ambiente de trabalho impregnado de tensão afeta diretamente a saúde dos trabalhadores
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ressão por produtividade, competição acirrada, disputas por cargos, inveja, hostilidade, todos esses fatores contribuem, de maneira direta ou indireta sobre os resultados dentro de uma empresa. Já que sentimentos e emoções se refletem na produtividade e lucro da empresa, ficam as indagações: é o trabalhador estressado que prejudica a empresa? Ou é a empresa que está contaminada por relacionamentos hostis? Ou são as duas coisas em conjunto? A resposta pode estar no amplo programa lançado pela médica psiquiatra Raquel Heep e pelo empresário Rodrigo Bertozzi, que analisa de forma abrangente as causas dos problemas e todos os aspectos emocionais envolvidos. Psiquiatria Corporativa é um método cuja abordagem vai além do coaching, envolve a empresa em si e os ciclos repetitivos de conflitos que ameaçam o próprio negócio. Segundo a psiquiatra, se você colocar uma pessoa
nervosa, muito agitada ou, ao contrário, desanimada, no meio de uma equipe produtiva os resultados poderão ser insatisfatórios. ”Sentimentos ruins afetam mais do que os bons. E as empresas teimam em não ver isso, pois julgam serem fatos desconexos entre si e não um ciclo que se repete como um contágio”, ressalta a Dra. Raquel. O método atua em três linhas de diagnóstico. Inicialmente é feita uma avaliação do funcionário, suas queixas, vida pessoal e aplicados testes psiquiátricos para elaborar um laudo médico. O segundo diagnóstico será o da empresa: relações interpessoais, cobranças e retorno pessoal e financeiro dado pela companhia ao funcionário. E o terceiro diagnóstico envolve os dois primeiros: a interposição empresa-funcionário; se, por exemplo, ele está mal em função da empresa ou está colaborando para adoecer a empresa. Enfim, relações mútuas que resultam em problemas para os dois lados, explica a psiquiatra. Raquel Heep explica que emoções à flor da pele e pessoas altamente estressadas ajudam a agravar o estresse coletivo. “É uma bola de neve que precisa ser detida. Daí
a importância de identificar e solucionar questões como produtividade individual e coletiva, conflitos entre executivos e equipes e desgastes com clientes”, afirma. A especialista explica que esse é um trabalho a longo prazo, mas que apresenta resultados positivos. “Depois de iniciado o tratamento, as mudanças de comportamento começam a aparecer a partir do quarto mês, se consolidam a partir do sétimo mês”. Segundo ela, o comportamento em equipe é algo que exige mudança de postura, de valores. “Não é uma maquiagem, e isso leva tempo”, enfatiza a médica. Para Rodrigo Bertozzi, o
outro idealizador do método, algumas empresas já perceberam que mudar de dentro para fora é o que dá resultados. Ele explica que em situações extremamente estressantes, as pessoas só conseguem processar ouvir, entender e reter cerca de 20% das informações que recebem. “Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) comprovam isso, ao revelarem que os transtornos mentais são os mais prevalentes entre as doenças do trabalho”, revela.
“Somos movidos por raiva, alegrias, decepções, preocupações. O que precisamos aprender é como controlar isso, verificar o que motiva nossos comportamentos, nos aperfeiçoar e apoiar os demais membros da equipe corporativa. Não se trata de um projeto de responsabili-
dade do RH, psicóloga e médico do trabalho, mas sim do envolvimento da organização como um todo no estudo das emoções corporativas. É hora de tratar as emoções e ganhar em felicidade e por que não? em desempenho, produtividade e lucro”, conclui Bertozzi.
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Respire corretamente durante os treinos A respiração é um aspecto importante no conjunto de técnicas de treinamento na musculação. Muitas vezes o praticante tem dúvidas quanto ao momento de inspirar, expirar ou mesmo ao bloqueio, durante a execução de um exercício. É bom ressaltar que o objetivo da respiração é fornecer oxigênio ao sangue, que fará o transporte aos tecidos do organismo e também, a remoção do dióxido de carbono resultante do metabolismo celular. No processo respiratório existem duas fases: a inspiração (entrada do ar) e a expiração (saída do ar). O principal músculo nesse processo é o diafragma. Se a respiração for profunda outros músculos atuam de forma acessória, como por exemplo, na inspiração, os intercostais externos e escalenos, e na expiração, o abdômen e intercostais internos. Existem três tipos de res-
piração diferentes. A respiração continuada, também conhecida como respiração livre, é toda a respiração natural, quando não há uma preocupação durante o movimento. Depois vem a respiração ativa, quando o atleta inspira no começo da força (fase concêntrica) e expira durante a finalização (fase excêntrica). A respiração passiva é nada mais do que a respiração ativa feita de forma inversa. Por último, tem a respiração apneica ou bloqueada que deve ser aplicada com certa precisão, assim como deve ser evitada. Ela ocorre quando o atleta segura a respiração por um tempo durante o movimento e eleva a pressão sanguínea. O ideal é que se aplique as respirações ativas e passivas, assumindo assim o controle. Quando ocorre a contração do diafragma juntamente à expansão da caixa torácica durante a inspiração, os tecidos pulmonares se expandem
permitindo assim a penetração do ar pelas vias aéreas até os alvéolos pulmonares, onde irá ocorrer a hematose (transformação do sangue venoso em sangue arterial, rico em oxigênio). Visto isso e considerando a grande importância desse processo, ao se executar um exercício de força na musculação deve-se ter atenção a respiração para que a oxigenação dos tecidos seja boa e consequentemente o treino possa render mais. Lembre-se que respiração correta acarreta na melhora do rendimento durante os exercícios. Para resumir, pode fazer a seguinte sequência: Expire o ar durante o levantamento de peso e depois inspire quando estiver baixando. Durante exercícios como agachamento, trancar a respiração pode ser feita na hora da concentração, pois com a caixa torácica cheia, o equilíbrio fica mais facilitado.
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A respiração correta ajuda no rendimento dos exercícios e deve ser observada o tempo todo
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Menopausa
e bem-estar
Mulheres com problemas de ovários têm mais dificuldade para engravidar
Procedimento de reprodução assistida é uma possibilidade para a gravidez desejada
O
fim da fase reprodutiva da mulher, que possui idade média em pacientes brasileiras de 46 anos, possui como marco a última menstruação a qual é denominada menopausa. A partir desse momento, a ovulação deixa de existir e a menstruação é suspensa. Porém, para algumas mulheres, a menopausa chega com antecedência, bem no período em que a maioria ainda poderia ter filhos. Quando isto acontece, pode estar se configurando um quadro de menopausa precoce, chamada de falência ovariana precoce (FOP). A FOP é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade, explica o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, doutor Renato de Oliveira. “Nesse caso, os ovários dei-
xam de produzir hormônios de maneira adequada para a reprodução e não há liberação de gametas femininos, também chamados oócitos, resultando na infertilidade. No Brasil podemos encontrar até dois milhões de mulheres que estariam em idade reprodutiva este problema. As causas podem ser genéticas, destacando-se a presença da pré-mutação do gene FMR1, hormonais, autoimunes, cirúrgicas ou exposicionais, como o trabalho com irradiação, grande variações de temperatura ou algumas substâncias tóxicas à fertilidade”, destaca. Além das doenças citadas, os procedimentos de radioterapia e quimioterapia também poderiam levar ao esgotamento da reserva ovariana. Alguns sintomas podem alertar para esse problema, dentre eles, a irregularidade menstrual, como explica o especialista. “O sintoma mais comum é a parada ou diminuição na frequência menstrual ou ciclos menstruais mais curtos. Outros sintomas podem surgir, como é o caso de ondas de calor, sudorese noturna, insônia, alterações do humor, secura vaginal, falta
de energia, perda da libido e dor no ato sexual”, alerta o ginecologista. Chances de engravidar Mulheres em fases de transição de falência ovariana precoce, ou seja, com ciclos menstruais irregulares, apresentam uma chance inferior a 10% de conceber. A boa notícia para essas futuras mamães é que, com o avanço da ciência e graças às técnicas de reprodução assistida, o sonho da maternidade pode ser possível. “De forma natural, a mulher não engravida na menopausa precoce, pois os ovários estão comprometidos e não liberarão os gametas a fim de serem fecundados pelos espermatozóides. Entretanto, se a mulher deseja gravidez, poderá recorrer aos procedimentos de reprodução assistida como, por exemplo, a Fertilização In Vitro (FIV), utilizando óvulos doados ou utilizando-se dos seus próprios oócitos para serem fertilizados, caso já tenha realizado um congelamento preventivo”, explica o especialista. Também chamada popularmente de “bebê de proveta”, a FIV consiste, basicamente,
em quatro etapas. Na primeira fase, é realizada a estimulação ovariana por meio da administração controlada de hormônios exógenos à paciente com o objetivo de estimular a formação de um número de folículos maior em relação ao ciclo natural. A segunda etapa refere-se à retirada dos oócitos dos folículos, procedimento denominado punção ovariana, os quais serão encaminhados ao laboratório para sua fertilização com o espermatozoide previamente coletado. A terceira fase compreende o período de desenvolvimento dos embriões em estufas adequadas durante uma média de 3 a 5 cinco dias. Por fim, na quarta fase, a transferência com um cateter específico dos embriões para o útero, procedimento que não requer a necessidade de anestesia.
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precoce e reprodução assistida
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Vida ativa
MANAUS, DOMINGO, 28 DE DEZEMBRO DE 2014
Vera Lima
weralima@yahoo.com.br
Que venham os novos dias… Chegamos ao final de 2014 e esse é o último suplemento do ano. Sinto-me quase na obrigação de fechar esta edição agradecendo a todos os nossos leitores e colaboradores, que nos prestigiaram no decorrer deste período com participação direta ou indireta, ajudando-nos a fazer um trabalho cada vez mais voltado à saúde e bem-estar de todos que nos leem. Caminhamos para uma nova etapa, cheios de projetos e com muitos sonhos, que desejamos que sejam a realidade que vai preencher dias melhores para a imensa maioria que torce por um mundo mais justo, mais humano e muito melhor. Mas é preciso considerar que, se os sonhos são de todos, a realização de um mundo mais justo só é possível com o empenho de cada um. Não podemos esperar que as coisas melhorem enquanto ficamos de braços cruzados. Não podemos atribuir aos outros a responsabilidade que nos compete de fazer parte desta mudança necessária e urgente. Geralmente, o final do ano nos traz aquela melancolia do que pretendíamos fazer e acabamos deixando apenas na agenda. “Queria emagrecer”; “fazer caminhadas”; “mudar meus hábitos alimentares”; “abandonar o cigarro”. E ao
Vera Lima Jornalista e editora do suplemento Saúde e bem-estar
novo ano vem cheio de expectativas quanto ao que pretendemos mudar. “Ah, este ano eu faço”. Acabamos esquecendo que um ano passa rápido. E, por mais repetitivo que seja esse velho clichê, é válido lembrar que a única coisa que não recuperamos é o tempo. Daí podemos dizer o quanto ele é valioso. Portanto, nada mais justo que começar este ano estabelecendo metas. Mas antes vamos agradecer pelo ano que se vai. Foi bom? Não foi tão proveitoso? Teve dificul-
dades? Problemas? Ora, mas você superou tudo e chegou até aqui, não foi? Então, que esse seja o principal motivo para comemorar. Afinal, quem não enfrenta problemas, obstáculos e dificuldades na vida? Viver é o maior desafio e só vencem os fortes. Ou seja, se você está aí, nesse momento, lendo o que escrevi, é um forte, um vencedor e está pronto para um novo desafio. Vamos traçar metas para 2015. Vamos começar o ano com o pé-direito para fazer essa nova caminhada com a certeza que estamos no ca-
minho da evolução. É preciso lembrar que a cada dia somos renovados por novas experiências. Não se iluda, hoje você não é a mesma pessoa de ontem. Sua visão de mundo, suas experiências, suas emoções são renovadas a cada instante. Estamos em permanente mudança e essa é a parte mais fascinante da vida. Tem gente que se angustia diante das mudanças. Que fica com medo quando é empurrado em uma nova direção, seja profissional, afetiva ou pessoal. Mas esse é o jeitinho que a vida encontra para nos
tirar do marasmo, da mesmice, e nos impulsionar a crescer, mudar, evoluir. Não tema as mudanças, por mais que elas pareçam difíceis naquele determinado momento, elas vêm para nos beneficiar. Lembrese das árvores que após a poda ressurgem mais verdes. Não somos pedras, somos árvores. Precisamos ser flexíveis diante das tempestades, para não quebrar, mas precisamos da poda para nos manter vivos e saudáveis. Bom Ano-Novo para todos e que possamos trilhar esse novo caminho juntos em 2015.
Não somos pedras, somos árvores e precisamos de renovação constante para seguir o caminho da evolução espiritual, moral e até na vida financeira”