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Saúde - 26 de fevereiro de 2012

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Caderno E

Saúde MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012

e bem-estar

saudeebemestar@emtempo.com.br

A beleza na ponta do bisturi

(92) 3090-1017

Saúde e bem-estar E4

FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

Crianças no divã Engana-se quem pensa que consultório de psicólogo é lugar para adultos. Com o crescimento dos índices de bullying, além de problemas de aprendizagem e a separação dos pais, as crianças estão se tratando cada vez mais cedo CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

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stá notando o seu filho triste? Isso pode não ser apenas uma fase. Os divãs dos psicólogos estão cheios de pais preocupados com o comportamento de seus pequenos. Achar que é bobagem e menosprezar o que ele ou ela está sentindo pode ser bastante nocivo, já que problemas psicológicos não tratados na infância podem ser uma companhia inseparável até a vida adulta. Não é apenas a tristeza sem motivo aparente que leva as crianças ao psicólogo. Separação dos pais, problemas de aprendizagem, abuso sexual, bullying, ausência de limites e até mesmo aqueles medos infundados são outros fatores determinantes, afirma a psicoterapeuta infantil Lorena Lima.

“No caso de separação dos pais, a criança apresenta muitas vezes uma agressividade exacerbada. No que diz respeito aos problemas de aprendizagem, ela começa

BRINCADEIRA

O brincar da criança é a forma que ela tem de expressar seus sentimentos, angústias e medos. Por isso, o profissional precisa conhecer as técnicas da ludoterapia e dispor de uma ludoteca

a demonstrar um baixo rendimento escolar. Já quando a criança é vítima de abuso sexual ou violência doméstica, passa a ter um comportamento arredio e de desconfiança em relação às outras pessoas”,

explica Lorena. Muitas vezes, esse jeito arredio desenvolve um medo excessivo de pessoas, situações ou lugares que podem ou não ter relação com o trauma pelo qual a criança passou. “Por fim, quem não recebe limites de seus pais ou criadores apresenta um mau comportamento no sentido de não obedecer às regras, manipular, fazer somente o que lhe é conveniente e exigir tudo o que quer”, acrescenta. De acordo com a psicóloga, não há uma diferença de meninos e meninas nesse tipo de tratamento. Um de seus desafios como profissional é trabalhar com crianças dos mais diversos comportamentos, das hiperativas às mais tímidas. “Lidar com crianças significa entrar em contato com o seu mundo interno, e isso é possível através do brinquedo, que é, para o psicólogo, uma via de acesso ao psiquismo infantil”, garante.

A brincadeira com os amigos ou familiares é uma manifestação saudável da infância

Eles também têm depressão Como quase todas as doenças, a predisposição genética é algo que deve ser observado no tratamento psicológico infantil, ainda mais se a criança apresentar transtornos como a síndrome do pânico, TOC e depressão. Porém, não é o único causador desses problemas. “Esses transtornos são apresentados também pelas crianças e podem ser originados tanto por uma predisposição hereditária como por um evento desencadeador. Hoje, acredita-se que isso só se manifesta quando a É importante saber analisar as atitudes da criança para identificar quando ela tem problemas

TRANSTORNOS

Síndrome do pânico, TOC, ansiedade e outros sintomas também podem ser apresentados pelos pequenos, tanto por uma predisposição hereditária, como em decorrência de algum trauma criança passa por um evento doloroso, situação vexatória ou acontecimento traumático”, ressalta Lorena. Se não forem tratados

na infância, esses sintomas continuarão em ação durante toda a vida do sujeito, conforme explica o especialista. “A frustração faz parte do nosso dia a dia e as coisas nem sempre são como desejamos. Esse aprendizado deve começar desde muito cedo, com os nossos pais nos ensinando o que é certo e o que é errado, o que pode e o que não pode. Só assim poderemos ser capazes de tolerar as frustrações e também sermos cidadãos mais éticos”, conclui a psicoterapeuta.


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Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012

Humberto Figliuolo

DICAS DE SAÚDE

hfigliuolo@hotmail.com.br

Saúde depende de bons hábitos A melhor forma de ser feliz é com saúde. Está é uma palavra usada em diversas situações. Quando uma pessoa espirra, saúde é a primeira palavra que se ouve. Muitos brindes também são acompanhados por ela. Saúde! Ao nos depararmos com a palavra saúde, logo nos vem à mente aquele estado de equilíbrio físico, bem-estar mental que se contrapõe a condição doentia, patológica, desvitalizada. Assim concebida, a saúde seria a antítese da doença, representaria a condição harmônica e integrada de um ser. Uma das vantagens da nova cultura globalizada na qual estamos imersos hoje em dia, é a rapidez e facilidade com que novas ideias e conhecimentos podem se espalhar e temos que usar essas vantagens em nosso favor. O cultivo diuturno de si mesmo faz emergir, dos recantos mais secretos do nosso ser a energia necessária para o automelhoramento e a transformação do grande corpo social que nos alberga. E isso nada mais será do que vivenciar a saúde em sua majestosa integridade física, moral ou mental.

Um salto para o presente. A saúde vai configurando-se, cada vez mais com uma perspectiva ativa e saudável com novos medicamentos, as células-tronco, terapia genética e reposição hormonal, entre outras opções que ajudam o ser humano a superar as principais dificuldades, grande parte delas com bons resultados. Mais do que uma mudança conceitual, esse é o início de uma nova era. Ideias de bemestar e qualidade de vida já estão fortemente estabelecidos, a prevenção motiva também e tem que ser valorizada nesse novo tempo, do que apenas um tratamento de doenças. A patologia é um dos mais importantes desafios que uma pessoa pode enfrentar. Mantenha sua saúde em perfeita harmonia. Além das dietas, exercícios e seguir bons hábitos de vida: precisamos também fazer exames periódicos para verificar como está o nosso organismo. Hoje, é difícil imaginar a medicina sem o apoio de exame altamente sofisticado em seus diagnósticos. A precisão de resultados chega a tal ponto que os exames feitos em labora-

tórios de análises clínicas, em empresas especializadas de imagens, passaram a ser os grandes auxiliares dos médicos, de sua extrema confiabilidade. Estamos vivendo mais. E podemos viver melhor. Viva a vida como desejar. Muitas pessoas conseguem superar grandes adversidades e delas emergir mais fortalecidos e dispostos a buscar novas formas de gratificação pessoal e profissional com mais vontade de viver. Vamos procurar essa vontade de viver com saúde com os seguintes hábitos saudáveis: alimentação, atividade física, gerenciamento da saúde, mente sadia, lendo, criando a vida toda para não viver na solidão. Surge um novo remédio: o riso. Estudos, como sempre americanos, mostram que boas gargalhadas diárias, além de melhorar o humor, afastam o risco de infartos e derrames. Portanto para rir melhor: organize-se, conheça-se, cuide-se, valorize-se, deleite-se, pense positivo e ajude um necessitado.“O melhor gesto de um amor é mais forte do que o maior gesto de ódio” Gandhi.

Humberto Figliuolo Farmacêutico

A patologia é um dos mais importantes desafios que uma pessoa pode enfrentar. Mantenha sua saúde em perfeita harmonia”.

Barriga ‘tanquinho’ com brócolis e couve-flor Quer uma receita poderosa para “chapar” a barriguinha? Pois aí vai uma dica que, segundo pesquisas, pode dar a ajuda que você está procurando. Essa misturinha serve para regular a quantidade de hormônios e acabar com os distúrbios que criam aquela indesejável barriga. Misture uma colher (de sopa) de shoyu light (aquele molhinho escuro japonês) com três colheres de suco de lima-da-pérsia; ponha duas colheres (de chá) de mel e reserve esse molhinho. Agora cozinhe uma xícara de brócolis e uma de couve-flor até que elas fiquem al dente. Escorra e acrescente o molhinho que você fez.

João Bosco Botelho joaoboscobotelho@gmail.com

Aborto e profano - última parte Em torno do século 4 d.C., a profissão médica foi severamente fiscalizada e instituído rigoroso exame para todos que quisessem exercer a profissão. O império romano subvencionava os estudantes de medicina, mas em troca eram obrigados a prestar assistência aos pobres. Os médicos foram proibidos de praticar o aborto e negar o atendimento a qualquer doente, sob risco de castigo corporal e multa. Por outro lado, houve certa indulgência em Aristóteles (Política, VII, 4) que aconselhava a interrupção da gravidez frente às necessidades médicas, desde que o embrião não tivesse recebido o sentimento e a vida. Aqui, no texto aristotélico existe a limitação do aborto como método anticoncepcional de acordo com a idade fetal. Depois de quase dois mil anos de limitações impostas, ora pelo sagrado, ora pelo profano, nas relações sociais, a estimativa do número de abortos provocados por ano no mundo ultrapassou, em 1989, 40 milhões. Dez por cento desse total, 4 milhões, foram feitos no Brasil, causando a morte de 300 mil mulheres. A Organização Mundial de

Saúde (OMS) publicou que o Brasil já tem maior número de abortos do que de nascimentos. Os estudos da OMS e de outras entidades de direitos humanos, mostram que a mortalidade e a morbidade são atenuadas com a melhor assistência do Estado. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos da América, a partir de 1973, quando a Suprema Corte legalizou o aborto, com severas restrições à realização em hospitais públicos, em menores de idade e em gestantes com mais de dois meses de gravidez. A tendência pró-aborto iniciada na Europa, nos anos 70, é hoje mundial. Nos últimos 15 anos, pelo menos 20 países modificaram as suas leis. Na Itália, o mais católico dos países da Europa, a legalização do aborto provocou muito conflito. Só depois de cinco anos de debates no Parlamento, em 1975, e com a ajuda da frente laica, reunindo os representantes de todos os partidos políticos, foi aprovada a mudança. O plebiscito, realizado no papado de João Paulo 2º, mostrou que 70% dos italianos aprovaram a lei. As estatísticas mundiais, notadamente, nos países de tradição

cristã, evidenciam o aumento do número dos abortos provocados. Mesmo com essa clareza, continua em plena efervescência essa discussão, na medida em que todos concordam ser necessário monitorar a decisão da busca do aborto como medida anticoncepcional, notadamente, se a mulher que pretende abortar é menor de idade. Na França, a permissão legal para o aborto alcança os embriões de 14 semanas. Contudo, a entrevista obrigatória com equipe especializada, que antecede o ato médico, nos hospitais públicos, e o apoio governamental no sustento futuro da criança, consegue reverter a decisão em mais da metade dos casos As análises dos dados estatísticos forçam pelo menos duas reflexões: - As proibições profanas e sagradas não modificaram, em quase dois mil anos, o comportamento das mulheres quando decididas em utilizar o aborto como método anticoncepcional; - Nas sociedades com problemas de superpopulação pode ocorrer o estímulo público e institucional ao aborto como forma de controle populacional.

Brilho labial hidratante à base de aloe vera

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa na França

A tendência pró-aborto iniciada na Europa, nos anos 70, é hoje mundial. Nos últimos anos pelo menos 20 países modificaram as suas leis”.

Sabe aquele gloss que dá um toque a mais no seu visual? E o melhor, sem aditivos químicos, como a maioria dos cosméticos que encontramos por aí. Pois é, você vai poder fazer o seu em casa e com pouco trabalho. Pegue uma colher de chá de gel de Aloe Vera, também conhecida como babosa (abra uma folha da planta e colete o conteúdo), e misture com 1/2 colher de chá de óleo de coco e 1/8 de colher de chá de óleo da vitamina E. Despeje a mistura em um recipiente limpo. Se quiser deixar o gloss colorido, basta misturar um pouco do seu batom preferido. Aqueça ele um pouquinho para que misture mais facilmente.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br Repórteres Alita Menezes Camila Henriques

Diagramação Marcelo Robert e Weiner Auzier Revisão Adriana Maciel www.emtempo.com.br


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Triglicérides alto são um risco na pós-menopausa Eles podem ser menos agressivos que o colesterol alto, mas as mulheres não podem vacilar, porque esse vilão é fatal

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resultado de uma pesquisa, publicada na versão on-line do periódico “Stroke” revela que as mulheres devem ficar atentas ao perigo. Os fatores de risco para derrame tradicionalmente observados - tais como colesterol alto - não são tão precisos para indicar as chances de uma mulher na pósmenopausa sofrer deste mal. Em vez desses marcadores, os médicos sugerem que o foco seja voltado para os níveis de triglicérides, que serão capazes de indicar quais mulheres podem sofrer com um evento cardiovascular. Os pesquisadores descobriram que níveis altos de triglicérides estão significativamente relacionados às chances das mulheres terem derrame: aquelas com triglicérides mais alto são quase duas vezes mais propensas a sofrerem de AVE isquêmico do que aquelas com triglicérides mais baixo. A surpresa se dá pelo fato de que, nessas mulheres na pós-menopausa, os níveis do colesterol LDL e do colesterol total não estão associados ao risco de derrame.

DIVULGAÇÃO/STCK

Como controlar os riscos Menos agressivos, que o colesterol, os triglicérides costumam ser ignorados por muitos, mas eles também são perigosos se não controlados: aumentam os riscos de doenças coronarianas e até de desenvolver diabetes. Confira as dicas que ajudam a controlar a taxa dessa gordura. Carboidratos - Os triglicérides são originados de duas maneiras: pela ingestão de alimentos ricos em gordura ou pela sintetização de carboidratos no fígado. Para baixar o nível de triglicérides é importante adotar uma dieta balanceada e com baixo teor de carboidratos. Exercícios - Aliar uma dieta equilibrada à prática de exercícios físicos, de preferência aeróbicos, é a melhor maneira de combater o alto nível de triglicérides. Verduras e legumes Uma dieta rica em frutas frescas, verduras, legumes e fibras pode ajudar a reduzir a doença

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Vera Lima

O belo e a visão do inferno Acabou o Carnaval, a folia e o deslumbramento de ricos desfiles, mulheres exuberantes seminuas e muito luxo, glamour, sensualidade e alegria. Nesse Carnaval, em particular, um fato me chamou a atenção: poucas mulheres despidas na passarela do samba, tanto no Rio de Janeiro como aqui em Manaus, no sambódromo. Algumas com biquínis sumários e outras com os seios de fora, mas, em todo caso, um número bem inferior ao de alguns anos atrás. Parece que a “ficha caiu” para a mulherada, que percebeu – antes tarde do que nunca – que o excesso de exposição acaba vulgarizando até o que é belo. O problema é que as mulheres, no excesso de vaidade ou exibicionismo desenfreado, acabaram perdendo a noção e exageraram na medida, principalmente no Carnaval, e estavam desfilando totalmente nuas. Em alguns casos, meramente pintadas como a Globeleza. Fico cheia de pruridos para falar sobre o assunto, porque receio que considerem a minha fala como puritanismo puro e simples. Estou longe de tal coisa, porque também aprecio o que é belo e acho que uma mulher bonita pode e deve sair no Carnaval muito bem despida – se posso me referir a fantasias minúsculas dessa forma – mas com bom gosto e muita sensualidade, sem apelar para a vulgaridade da nudez completa que – na minha humilde opinião – deveria ser reservada para momentos mais íntimos. Não sou tão antiga quanto Pedro Álvares Cabral, mas

gosto de ver nos clássicos do cinema aqueles filmes onde o mocinho ficava fascinado apenas com a imagem fortuita do tornozelo da amada, em um movimento inesperado quando a saia ousava revelar o que até então era proibido aos olhos alheios. Claro que não vamos voltar tanto no tempo, mas a verdade é que, aparentemente, os mistérios que cercavam a visão do corpo feminino tornavam a mulher uma figura muito mais atraente e sedutora. Pelo que se saiba, a imaginação pode ser uma arma muito mais poderosa que a visão, e as mulheres, na ânsia de se despirem, acabaram privando os homens desse poderoso artifício. O que restou para imaginar, se elas já estão totalmente nuas no Carnaval? I s s o sem contar que a visão do belo pode, às vezes, ser misturada à visão do inferno em chamas. Tem gente que não sabe o que significa “simancol” e se joga na telinha da minha TV com as carnes expostas como bovinas no açougue, sem um mínimo de bom senso, e acha que

está abafando, com as mamas caindo sobre o umbigo e as nádegas arriadas na metade das cochas recheadas de celulite e estrias. E ainda tem a ousadia de fazer biquinho para a câmera. Ai, meu Deus, ninguém merece uma paisagem tão sombria nem em seus piores pesadelos! Dito isso, quero aplaudir as mulheres lindas que desfilaram elegância, bom gosto e sensualidade nesse Carnaval, sem apelar para a ignorância e a vulgaridade. Que me perdoem as feias, como já dizia o falecido Vinícius, mas para esse quesito da fantasia mínima, beleza é fundamental.

Verduras e legumes também não podem faltar no cardápio. Álcool - Bebidas alcoólicas são altamente calóricas, estimulando a produção de triglicérides e por isso, devem ser evitadas. Ômega 3 - Peixes, como salmão e atum, são alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, uma gordura insaturada, que reduz o nível de triglicérides do sangue. Açúcar - No organismo, o açúcar é quebrado e transformado em partículas menores que serão absorvidas. O problema é que essa absorção estimula a produção de triglicérides pelo fígado. Tabagismo - O tabagismo aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e diabetes, sendo um hábito prejudicial que potencializa os prejuízos causados pela alta taxa de triglicérides no sangue.


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Na ponta do bisturi, a eterna busca pela beleza Nos últimos anos o setor das cirurgias plásticas tem apresentado um constante crescimento em todas as áreas DIVULGAÇÃO

ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

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busca pela forma perfeita é a grande responsável pelo crescente desenvolvimento da indústria da beleza e da cirurgia plástica. Somente no Brasil, estima-se um aumento no mercado de, pelo menos, 30% ao ano. No ano passado, aproximadamente, 300 mil brasileiros se submeteram a operações do gênero, sendo que 60% tiveram razões estéticas e as demais foram reparadoras. Para se ter uma ideia do tamanho do crescimento nos últimos anos, em 1994, elas não chegavam a três mil. De acordo com dados revelados por uma pesquisa encomendada pelo XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica e realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), os tipos de cirurgias plásticas mais procurados pelas mulheres e também pelos homens são a mamoplastia e a plástica nas pálpebras, respectivamente. As correções de nariz, lipoaspiração e lipoescultura, além das plásticas faciais em geral também lideram a lista das cirurgias plásticas mais procuradas. Para o cirurgião plástico, doutor Charleston Atala, as pessoas de hoje não querem

envelhecer ou até querem, mas com uma aparência mais jovial. “No Amazonas, a cirurgia mais procurada, tanto pelas mulheres como pelos homens, é a lipoescultura, depois vêm as plásticas da mama e da face. Isso mostra que há uma maior preocupação com a aparência”, comenta. Afirmando essa teoria, Érika Leão, 31, confessa que já recorreu várias vezes às cirurgias plásticas para alcançar a

CREDENCIAIS

Antes de fazer uma cirurgia plástica é importante verificar se o profissional é especialista na área desejada e credenciado junto ao Conselho Federal de Medicina

forma física ideal, que unida ao charme e ao samba no pé, lhe renderam o título de Rainha do Carnaval de Manaus 2012. “Já fiz por duas vezes a mamoplastia e também lipoaspiração. Agora estou me preparando para passar pelo procedimento que tem sido chamado de metatrio, que é a aplicação de uma substância no bumbum, deixando-o com uma aparência mais firme e com aspecto de malhado”,

revela a musa. Ela conta que seu primeiro procedimento cirúrgico foi em 2005, após um ano do nascimento de seu filho. “Como nem com a musculação eu consegui voltar ao corpo de antes, então decidi recorrer à cirurgia plástica. Além disso, a mamoplastia devolve muito da autoestima da mulher”, diz Érika. Vaidade masculina Charleston Atala chama atenção, ainda, para a maior presença masculina nas mesas de cirurgia, representando 30% da clientela. “Esse aumento se deve em parte pelo resultado mais natural que as cirurgias de hoje apresentam, além disso, já há algum tempo o público masculino tem se tornado mais vaidoso”, afirma. O jovem advogado Fabrício Marques, de 29 anos, precisou fazer várias vezes a rinoplastia, que é a plástica de nariz, mas no seu caso a cirurgia era reparadora. Ele teve que retirar ainda durante a infância um tumor da região nasal e, por isso, necessitou posteriormente de uma prótese de silicone no nariz para recuperar a aparência normal. Segundo ele, o sentir-se bem é fundamental para a vida de qualquer pessoa, uma vez que o indivíduo inseguro de sua aparência acaba se tornando uma pessoa mais retraída.

Novas técnicas e desafios As técnicas da cirurgia plástica se aprimoraram, reduzindo cicatrizes e o tempo necessário para o paciente voltar à ativa. Os resultados também estão cada vez mais naturais. “Esse é hoje o grande desafio da indústria da beleza, melhorar e não mudar a aparência das pessoas”, afirma o doutor Charleston Atala. Ele explica que no caso das lipoesculturas, por exemplo, a gordura retirada não é mais descartada, sendo utilizada para o preenchimento de outras áreas. E, falando em mamoplastia, o cirurgião plástico salienta que a técnica de implantar próteses pela auréola da mama tem sido cada vez menos utilizada. “Eu particularmente não faço mais, e nem a que utiliza o corte em forma de “T”, garante. A vaidade leva milhares de pessoas às mesas de cirurgia


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O que vem a ser esse tal de lúpus? Como tratar? Depois que Lady Gaga admitiu, há dois anos, que sofre de lúpus, aumentaram a curiosidade e mitos sobre a doença FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

P

ouco tempo depois de sua ascensão como ídolo pop, a cantora Lady Gaga admitiu em entrevista que sofre de lúpus. Recentemente, a apresentadora Astrid Fontenelle também revelou ter a doença, e pediu orações de seus seguidores no Twitter. Apesar da atenção na mídia, muita gente não sabe ainda o que é o lúpus e como ele se manifesta. Com sintomas comuns a outras doenças, como perda de apetite, desânimo, cansaço e febre, é necessário mais atenção com esse problema. A professora Kátia Viana começou a passar mal um ano depois de ter o seu primeiro filho. “Sentia fraqueza e apareceram algumas manchas estranhas no meu corpo. Primeiro não liguei, achei que fosse uma alergia qualquer, mas os sintomas foram ficando mais fortes e tive que procurar um médico”, conta. O diagnóstico foi demorado. “Cheguei a um ponto em que não aguentava mais ser furada. Em uma das minhas crises mais violentas, fui parar no (pronto-socorro) 28 de Agosto. Minhas mãos estavam muito inchadas, assim como as minhas “juntas” (articulações). Fui atendida por uma médica muito atenciosa, que passou remédios para amenizar a dor”, continua. A médica que tomou conta de Kátia desconfiou que esses sintomas fossem o sinal do lúpus, e com os exames que foram realizados posteriormente, a suspeita se confirmou. “Já convivo com isso há dez anos. Vou ao reumatologista e acompa-

nho os níveis de glicose, mas as crises aparecem. Já sofri com plaquetas baixas e anemia, o que deixou a minha imunidade baixa”, relata a professora. De acordo com a médica reumatologista Helena Lucia Pereira, os sintomas do lúpus – ou melhor, lúpus eritematoso sistêmico (LES) - podem variar em cada paciente. “A doença apresenta fases em que ela está ativa e fases de remissão. As manifestações relacionadas à doença ocorrem devido à inflamação na pele, articulações, rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão e o coração. Esses sintomas podem surgir isoladamente ou em conjunto, e podem ocorrer ao mesmo tempo ou em forma sequencial”, explica. Predisposição Doença autoimune e crônica, o lúpus atinge principalmente as mulheres, em geral após a puberdade, mas podendo se manifestar em qualquer faixa etária. “A etiologia do LES continua desconhecida, apesar de várias observações sugerirem um papel importante para fatores genéticos, virais, hormonais e ambientais, aliados a alterações na regulação do sistema imune”, aponta a reumatologista Maria do Socorro Albuquerque, presidente da Sociedade Amazonense de Reumatologia. Mas então, por que essa doença começa a se manifestar? A médica responde. “A predisposição genética para a doença não é o principal ou único fator predisponente. Os fatores ambientais podem desempenhar um papel importante, não apenas como desencadeadores do LES, como também das recaídas”, acrescenta.

Professora Kátia Viana começou a passar mal um ano após ter o primeiro filho. Sentia fraqueza e apareceram manchas no corpo

Controle e tratamento permanente

Kátia não se curou da doença, mas leva uma vida normal

Apesar do risco de aborto, as crianças nasceram saudáveis

O lúpus não tem cura, porém o tratamento possibilita a pessoas como Kátia a chance de uma vida normal. “O tratamento começa com a educação do paciente e seus familiares com informações sobre a doença, sua evolução, riscos e recursos disponíveis. Recomenda-se atividade física nos períodos fora de atividade da doença, adoção de uma dieta balanceada, evitar sal em excesso, assim como tabagismo, carboidratos, gorduras e deve haver proteção contra luz solar”, ressalta Maria do Socorro. Kátia ainda passou por uma gravidez de gêmeos durante a sua luta contra a doença, e teve dois filhos saudáveis. De acordo com as especialistas, a paciente com lúpus pode engravidar, desde que tome os cuidados necessários. “O ideal é que a gravidez ocorra num momento em que a doença estiver inativa”, frisa a reumatologista Helena Lucia.


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Chega de dores! Acredite, a endometriose tem cura

A doença atinge 15% das mulheres em idade reprodutiva e é uma das grandes responsáveis pela infertilidade feminina DIVULGAÇÃO/STCK

ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

A

té as tarefas mais simples se tornam difíceis para as mulheres que sofrem de endometriose, isso porque a doença, que consiste na presença de células endometriais em locais fora do útero, normalmente, gera quadros crônicos de dores na região pélvica, além de fortes cólicas no período menstrual. O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. A endometriose acontece quando flocos desse endométrio acabam se dispersando para outras partes do corpo, resultando nas dores decorrentes do processo inflamatório. Entre os locais mais comuns da endometriose estão os ovários, peritônio pélvico e o septo retovaginal – área localizada entre o útero e o reto, além da bexiga e intestino. Segundo o ginecologista Sebastião Geraldo Francisco, existem relatos de casos raros de endometriose no diafragma e também nas vias respiratórias. O especialista explica que não se tem uma origem determinante para a doença, mas que a teoria mais aceita é a retrógrada, associada à retração uterina durante o período menstrual. “Nesses casos a contração é mais forte e leva os endométrios para fora do útero com mais intensidade que nas mulheres que não sofrem da doença”, diz. Outras teorias relacionadas ao mal envolvem a endometriose decorrente de partos cesarianos, onde

os flocos do endométrio se espalham para fora do útero devido à própria cirurgia, e a endometriose ocasionada per algum problema genético congênito. “Somente nesses últimos casos acrescentamos o fator de predisposição, mas de modo geral não há como afirmar que a mulher pode ou não ter endometriose”, ressalta o ginecologista.

Diagnóstico precoce e tratamento Inúmeras campanhas têm sido feitas para alertar as mulheres sobre os sintomas da endometriose com o objetivo de aperfeiçoar a qualidade de vidas da parcela afetada pelo problema. “Quanto mais cedo for detectada a doença, mais rápido será o tratamento, possibilitando a paciente de endometriose uma maior possibilidade de gestação”, destaca o médico ginecologista Sebastião Francisco. O tratamento é feito inicialmente à base de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar os sintomas da endometriose combinados ao uso de anticoncepcionais que diminuem a quantidade do fluxo menstrual. Entretanto, nos casos moderados, somente a cauterização dos flocos de endométrios, por meio da videolaparoscopia poderá eliminar o processo inflamatório. “Nos quadros mais severos a única alternativa é retirada do útero por meio de uma histerectomia, que impedirá uma futura gestação da paciente”,defende Sebastião Francisco.

Videolaparoscopia Ainda de acordo com o doutor Sebastião Geraldo Francisco, a incidência da doença

“Nos quadros mais severos de endometriose, a única alternativa é a retirada do útero por meio de uma histerectomia Sebastião Geraldo Ginecologista

nas mulheres em idade reprodutiva chega a 15%, enquanto nos casos relacionados à infertilidade os números ficam entre 60% e 80% dos casos. Para um diagnóstico definitivo somente a videolaparoscopia ginecológica pode oferecer, mas é preciso conhecer os sintomas, como dores na região pélvica, cólicas muito intensas durante o período menstrual, dores durante ou logo após ato sexual, infertilidade, problemas urinários, diarreias, sangramentos e dores abdominais constantes.

Fortes cólicas menstruais podem ser um sintoma de endometriose, procure o seu médico

Personal Fitness Club Adriane Monteiro - Fisioterapeuta DIVULGAÇÃO/STCK

Pilates para hérnia de disco Entre as vértebras temos os discos intervertebrais, cartilagens fibrosas que acompanham o formato das vértebras e têm como função amortecer impactos, amenizar atritos e permitir maior mobilidade. A hérnia de disco é uma patologia da coluna vertebral relacionada ao deslocamento da parte interna do disco intervertebral para fora de seu lugar. Isso acontece por inúmeros motivos e alguns deles são: a força da gravidade, tensão do dia a dia, vícios e desvios posturais, envelhecimento ou tipo de movimento realizado pelo indivíduo, o espaço entre essas vértebras diminui e o disco é pressionado e até desgastado. Quando ocorre esse deslocamento, ele pode comprimir algumas raízes nervosas, levando a dores musculares, pela compensação postural, e formigamentos que, dependendo da localização da hérnia, podem ser nos braços e pernas. Em muitos casos de comprometimento intenso da raiz nervosa é indicada a

cirurgia. Em outros, o tratamento da hérnia de disco pode ser através de medicamentos que reduzem a dor e a inflamação, além de fisioterapia. Entretanto, muitos médicos estão indicando a prática de pilates como parte do tratamento, devido aos

Os alunos aprendem técnicas de concentração, contração abdominal, controle dos movimentos, consciência corporal, e respiração Adriane Monteiro, Fisioterapeuta

excelentes resultados que o método vem proporcionando a esse público também. O pilates promove a estabilização da hérnia de disco, possibilitando uma vida saudável e sem dor. O método se fundamenta, entre outros, nas forças centrais do corpo,

que inclui o complexo lombar pélvico dos quadris, ou seja, esses grupos musculares centrais vão absorver grande parte do impacto, estabilizando sobretudo as articulações da coluna. Além de restabelecer os espaços intervertebrais por meio do fortalecimento e alongamento dos grupos musculares, resultando em uma maior proteção dos discos intervertebrais e alinhamento da postura adequada. Dessa forma, os sintomas que tanto incomodam têm uma melhora significativa, possibilitando as práticas das atividades da vida diária e profissional. Mas, antes de iniciar a prática de pilates, os pacientes de hérnia de disco devem ser encaminhados ao instrutor (fisioterapeuta), responsável por desenvolver um programa específico e individual para a melhora do quadro e até a cura das dores. Esse processo demora de um a seis meses, dependendo do caso. Venha fazer uma aula experimentar de pilates na academia Personal Fitness - 3584 0317.

A atividade deve ser feita de duas a três vezes por semana, durante uma hora


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Leite pode contribuir nas dietas de emagrecimento Não menospreze a importância do consumo diário do leite nas suas dietas. Pesquisas comprovam os seus benefícios CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

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ocê sabia que o leite é um poderoso aliado no controle de peso corporal? Isso mesmo, ele pode ser utilizado em dietas, de acordo com estudo publicado na revista norte-americana “Nutrition, Metabolismand Cardiovascular Diseases” (em português, “Nutrição, Metabolismo e Doenças Cardiovasculares”). De acordo com a engenheira de alimentos da empresa de laticínios Piracanjuba, Helena Camargo, foram avaliadas 85 mulheres no período de dois meses. Durante a pesquisa, as oscilações no peso des-

CÁLCIO

Três porções de leite semidesnatado (e, consequentemente, 1200 a 1330mg diários de cálcio) podem fazer muita diferença na dieta das pessoas que querem perder peso sas mulheres também foram observadas, e os cientistas notaram uma mudança significativa nesse sentido. “Achamos uma série de estudos que mostraram a importância do cálcio e dos suplementos de cálcio na obesidade e no emagrecimento das pessoas”, afirmou Helena, que trabalha com leite há dez anos. As mulheres utilizadas nesse estudo foram divididas em quatro grupos (controle, suplemento, leite e soja). Em cada um deles, foi passada uma dieta diferente, e o que apresentou a maior perda de peso foi justamente o grupo “leite”. Nele, as mulheres consumiram três porções de leite semidesnatado.

Uma mistura inadequada Para quem quiser adaptar esse estudo para a dieta do dia a dia, a engenheira de alimentos garante que é fácil. “A pessoa deve calcular as calorias do que consome, para ingerir três copos de leite (ou seja, 200 ml) diários. Portanto, não se recomenda feijão, carnes, proteínas e outros itens com ferro, porque esse mineral não combina com o cálcio. Os alimentos ideais para acompanhar

essa dieta são as frutas que não contenham ferro”, explica. Quanto à realização dessa pesquisa no Brasil, Helena desconhece qualquer estudo parecido. “Talvez alguma universidade já tenha até feito, mas ainda não foi divulgado. Porém, até onde se sabe, não há um interesse por parte dessas instituições em trabalhar com esse assunto”, conclui.

O cálcio contido no leite pode ajudar a emagrecer, mas o consumo deve ser controlado

Nutrição DIVULGAÇÃO/STCK

Comer quantidades menores e com intervalos de três horas beneficia o organismo

Hara hachi bu: para comer menos A correria do dia a dia nos leva a fazer tudo de maneira mais rápida para ganhar tempo. Comer está entre as atividades que poucas pessoas realizam dentro de um tempo adequado para saborear a alimentação com calma e fazer a mastigação da forma mais saudável. Erros alimentares continuam sendo cometidos pela maioria das pessoas que lutam contra uns quilinhos indesejáveis, como o de comer na frente da televisão ou do computador, sem prestar a devida atenção ao que faz. De acordo com nutricionistas, esse hábito leva a pessoa a comer além do que precisa para saciar a fome, porque come rápido e de maneira desatenta. O nosso corpo não é uma máquina com problemas de comunicação interna. Nós é que vivemos demasiado rápido e não damos tempo a que a

informação seja processada. Ao comer demasiado rápido não estamos a dar oportunidade ao nosso cérebro de processar e normalmente travamos muito depois daquilo que necessitamos. Os japoneses têm uma técnica chamada Hara hachi bu, comer até estarem 80% cheios. Usar um prato pequeno, ou encher menos o recipiente. Comer pouco pode ajudar a lembrar mais, segundo divulgou o cientista Giovambattista Pani, da Universidade Católica do Sagrado Coração, de Roma (Itália). Ele sugeriu que as pessoas descartem a sobremesa e partam direto para o cafezinho ao fim das refeições para melhorar a silhueta e a capacidade de armazenamento de informações no cérebro. O estudo, divulgado pelo jornal britânico “Daily Mail”, sugeriu que a restrição calórica possa melhorar a

saúde e prolongar a vida. Pani focou a pesquisa na proteína CREB1, que é conhecida pela importância na memória e no aprendizado, e constatou, em experimentos com ratos, que menos calorias significam melhora na capacidade de aprender e lembrar. Menos calorias Segundo o cientista, cortar 600 calorias ou 30% da necessidade diária de calorias já traria tais benefícios, assim como a ingestão de chá ou café. Pani ainda comparou os dados do estudo com os moradores da ilha de Okinawa, no Japão, que tem uma grande população de idosos acima dos 100 anos e pratica o Hara hachi bu, técnica que prega que devemos comer até estarmos quase satisfeitos, reduzindo a quantidade de radicais livres produzidos na digestão.


E8

Saúde

e bem-estar

MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012

Esse diagnóstico pode modificar a sua vida!

As infecções bucais podem afetar sua saúde muito mais do que você imagina. Visite o seu dentista regularmente

I

FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

nfecções bucais de origem odontogênica podem ser muito mais traiçoeiras do que você pode imaginar. Elas podem necrosar a pele, bloquear as vias respiratórias, migrar para o coração, invadir o cérebro e até matar. Qualquer pessoa está vulnerável a essa enfermidade, pois as bactérias que normalmente se escondem na boca causam cáries e inflamação na gengiva. O maior problema é que a maioria das pessoas não sabe que tem essas infecções, uma vez que elas quase nunca causam dor e apresentam poucos sintomas, mas podem ter consequências muito piores. As doenças da gengiva podem inclusive aumentar o risco de doença cardíaca, diabete, pneumonia e parto prematuro. A boa notícia é que, com o bom e velho método regular de escovação e uso do fio dental, tudo isso pode ser evitado. E com visitas regulares ao dentista, é possível cortar pela raiz a maioria dos males. Outros motivos fazem os check-ups odontológicos regulares valerem a pena. Um deles é que os dentistas podem detectar sinais de diabete, bulimia, doença cardíaca e câncer, além de várias doenças de pele e imunológicas raras. Como as pessoas vão ao dentista com mais frequência do que a outros médicos, é possível diagnosticar e tratar

essas doenças em seus estágios iniciais. O que significa que o dentista pode fazer muito mais do que cuidar de seus dentes e de sua gengiva. Ele pode salvar sua vida. Ameaça silenciosa As infecções na gengiva também podem prejudicar outras áreas e não somente a boca. Apesar de as infecções brandas da gengiva, conhecidas como gengivite, deixarem

ESCOVAÇÃO

O bom e velho hábito da escovação diária pode ajudar a evitar uma série de problemas bucais que podem ser fatais. Troque a escova com regularidade e use o fio dental

a área inchada e vermelha, elas, em si, não representam muito perigo. Mas podem piorar e se transformar numa periodontite - infecção indolor, mas crônica, da gengiva, que, se não tratada, destrói os alvéolos e ligamentos ósseos que mantêm os dentes no lugar. O sistema imunológico combate as infecções gengivais para impedir que as bactérias bucais se espalhem para outras partes do corpo. Normalmente

o mecanismo funciona, mas nem sempre. A bactéria da doença gengival pode entrar na corrente sanguínea e se instalar no coração, provocando infecções em válvulas cardíacas previamente lesadas que podem levar à morte. E o que é pior: cientistas acreditam que a inflamação resultante libera compostos para combater a infecção que podem danificar outros tecidos. As artérias podem ser o alvo mais comum. Pessoas com hipertensão arterial apresentam sete vezes mais chance de ter periodontite, aumentando o risco de sofrerem infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com um estudo do Departamento de Periodontia da UERJ, em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A doença periodontal também vem sendo apontada como fator de risco para grávidas, levando a intercorrências como a pré-eclâmpsia. Outra pesquisa do Departamento de Periodontia da Faculdade de Odontologia da UFMG revela que grávidas com doença gengival grave correm duas vezes mais risco de partos prematuros, e sua possibilidade de dar à luz a bebês com baixo peso é 1,6 vez maior. (Fonte de consulta: Revista Seleções)

ORTOPEDIA

Artrose do joelho: o que é? As extremidades dos ossos que formam as articulações são revestidas por cartilagens esbranquiçadas, que em contato com o líquido sinovial, uma espécie de lubrificante que é produzido nas articulações, facilitam os movimentos acionados pelos músculos. A cartilagem das articulações também é responsável por absorver parte do impacto direto dos movimentos sobre os ossos. O desgaste natural ou

causado por lesões diretas da cartilagem como o resultado de certas fraturas, por exemplo, pode desencadear a artrose, que leva a uma diminuição do arco de movimento, ou seja, da capacidade de ações básicas como girar, estender e flexionar os membros. Doutor Paulo Henrique Araújo, ortopedista e cirurgião graduado pela Faculdade de Medicina de

Ribeirão Preto/USP, com especialização em traumatologia ortopédica e cirurgia do joelho e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ) e da Sociedade Latinoamericana de Artroscopia de Joelho e Trauma Desportivo (SLARD), responde várias questões sobre artrose nesta entrevista. Acompanhe!

Uma visita ao dentista pode lhe fornecer um panorama preciso da saúde de sua boca

Saiba qual o melhor tratamento O que é artrose do joelho? A artrose é o desgaste da cartilagem de uma articulação. Pode acontecer em qualquer junta. O joelho é o que mais sofre com o problema em função de seu uso constante, seja nas atividades do dia a dia, nas práticas esportivas ou outras atividades de movimento, como a dança. Como ela se desenvolve e quais os sintomas? A artrose é uma doença esperada para todas as pessoas. Normalmente a cartilagem articular, ao longo dos anos, vai sofrendo um processo natural de desgaste pelo uso constante, variando de intensidade de pessoa para pessoa. O sintoma mais comum é a dor, derrame articular (água no joelho), alteração do alinhamento normal das pernas (pernas arqueadas ou em forma de “X”) perda do movimento completo de flexão e extensão dos joelhos e crepitação (rangidos). A dificuldade em andar ou mesmo descer/subir escadas já pode ser o indício de artrose? Em alguns casos sim, mas também pode ser

O sintoma mais comum é a dor na articulação, que pode apresentar inchaço, ou não

devido a uma infinidade de outras razões. É preciso avaliar o caso com atenção. Quem é mais sujeito a ter artrose? Por quê? Existe uma faixa etária? Mulheres são mais acometidas pela artrose de joelho que os homens. As razões são variadas, mas ainda controversas. A obesidade está diretamente correlacionada com a artrose, pelo fato de sobrecarregar a articulação. Hereditariedade também está relacionada com a artrose, ou seja, uma pessoa na qual um dos pais ou os dois, tiveram artrose é mais propenso a ter a doença também. Por fim, pacientes que sofreram traumas nos joelhos, por lesão do ligamento cruzado anterior, posterior, meniscos e fraturas, mesmo que operados, podem desenvolver artrose com o passar do tempo.

Existe alguma forma de prevenir a artrose? Manter o peso adequado e realizar exercícios que promovam o fortalecimento muscular. Quais os tratamentos para combater a artrose? Perda de peso, fortalecimento muscular, evitar atividades de impacto, uso de bengala, analgésicos, fisioterapia e hidroterapia são tratamentos sintomáticos, ou seja, ajudam a combater a dor e devem sempre ser empregados. Não há tratamento eficaz para combater a doença “artrose”. Medicações orais, chamados antiartrósicos, e os injetáveis que são aplicados dentro do joelho, como os derivados do ácido hialurônico, podem melhorar os sintomas temporariamente, mas em muitos pacientes não surtem nenhum efeito. Uma vez desgastada a cartilagem articular, não há recuperação possível. Se os tratamentos sintomáticos não forem eficazes, o tratamento cirúrgico pode ser uma solução. Nesse caso, a cirurgia mais comum é a implantação de uma prótese de joelho.


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Saúde - 26 de fevereiro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu