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MANAUS, DOMINGO, 18 DE MARÇO DE 2012

Tudo sobre alergia a glúten

e bem-estar

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Saúde e bem-estar E5

Educar sem se

repressão

Apesar de toda polêmica e da resistência que alguns pais têm em relação à educação livre dos castigos físicos, especialistas afirmam que a palmada só traz consequências ruins

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Caderno E

Saúde

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ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

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Segundo especialistas, a cobrança excessiva pode trazer problemas sérios para as crianças e adolescentes

uando se fala na educação dos filhos, cada família tem sua própria maneira de controlar os pequenos, mas de modo geral algumas regras são comuns a todas, como a cobrança pela responsabilidade com o dever de casa, higiene pessoal e bons modos. Desde o final do ano passado, um projeto de lei apimentou ainda mais essa discussão. A “Lei da Palmada”, como vem sendo chamada, além de proibir o uso de castigos físicos em crianças e adolescentes, prevê advertência aos pais que maltratarem os filhos, bem como participação no programa oficial de proteção à família, cursos de orientação e tratamento psicológico ou psiquiátrico. Desde sua aprovação na Câmara Federal, muito se tem comentado da funcionalidade ou não do projeto, e uma das questões mais debatidas se refere à falta de autoridade que os pais ou responsáveis poderão sofrer. Apesar de toda polêmica, especialistas na educação infantil afirmam que os pais que batem em seus filhos podem estar causando efeitos nocivos no desenvolvimento da criança. De acordo com uma revisão nas pesquisas desenvolvidas ao longo dos últimos 20 anos, os pesquisadores concluíram que independentemente do tipo de castigo, sejam os usuais, como as broncas e surras administradas quando a criança faz algo errado, até os níveis mais altos de abuso infantil, o resultado nunca é

positivo a longo prazo. Para a psicóloga infantil Martha Marques Oliveira, todo tipo de humilhação infantil deve ser evitado. “Não há um estudo conclusivo sobre os reflexos de uma educação intempestiva sobre as crianças, mas temos observado que a insegurança e a criatividade reprimida são algumas das consequências relacionadas”, comenta. Ainda segundo a especialista em psicopedagogia, a cobrança excessiva também pode trazer problemas emocionais para a criança ou adolescente. Ela explica que, na maioria dos casos, os pais ocupam todo o dia da criança

A violência de hoje não é a palmada de antigamente. Hoje o tratamento é mais agressivo e a Lei da Palmada vem corrigir os excessos Martha Marques Oliveira, psicóloga infantil

com aulas complementares, curso de idiomas, música, esportes e uma série de outras atividades, que nem sempre são aquelas que a criança prefere fazer. Além disso, se o rendimento não for satisfatório em uma delas, como um nove ao invés de um dez naquela prova de matemática, então para os responsáveis não é o bastante. “É importante que os filhos sejam estimulados nessa fase de aprendizado, mas os pais devem priorizar a vontade das crianças, valorizando aquilo que elas

mais gostam de fazer, a fim de evitar futuras frustrações e falta de interesse”, aconselha a doutora Martha, afirmando ainda que o excesso de atividades não é fator decisivo para o futuro sucesso profissional do filho. Diálogo pode ser o melhor caminho Assim como o dito popular, a psicóloga infantil também defende que a conversa é o melhor caminho a ser seguido para o entendimento entre pais e filhos. É claro que nem sempre os pedidos dos adultos são ouvidos pelos menores e, nesse caso, alguns castigos podem ser aplicados, como a proibição de algumas atividades de lazer, entre elas o videogame, ou até o uso do chamado cantinho da reflexão, onde eles precisam ficar um tempo sozinhos para pensar na atitude errada que tomaram. “Na adolescência é mais complicado de se manter esse diálogo porque naturalmente há um afastamento dos jovens do seio familiar, nesse período eles priorizam mais pela amizade”, destaca Martha Marques. Diante desse fato, ela aconselha que os pais sejam enérgicos e não esperem que os filhos os procurem. Ao contrário, eles que devem estar constantemente buscando acompanhar os filhos, sem deixá-los muito soltos. Isso não significa, no entanto, que eles tenham que ser humilhados ou punidos fisicamente. “A violência de hoje não é a palmada de antigamente. Hoje o tratamento é mais agressivo e a “Lei da Palmada” vem para corrigir esse excesso de violência doméstica”, finaliza a especialista.

Presença dos pais é importante Renata Costa*, avó de duas netas de uma mesma filha, conta que apesar de ambas receberem a mesma educação uma teve mais liberdade que a outra. “Resultado, enquanto uma acabou de ser aprovada na universidade a outra já repetiu por duas vezes o primeiro ano do ensino médio”, conta a avó. Ela justifica o menor rendimento da segunda neta ao excesso de liberdade dada pelos pais.

“Os adolescentes não sabem o que fazer com a liberdade, por isso os pais precisam ser presentes e cobrar um pouco mais”, defende. Renata* também não é a favor do uso de castigos físicos ou discussões alteradas para educação dos filhos ou netos, tanto que a mãe de suas netas sempre opta pela conversa com as filhas, mas ela é categórica ao afirmar que se as netas tivessem sido

cobradas da mesma maneira o rendimento seria mais equilibrado entre as duas. “A conversa sempre deve nortear a educação e o sentimento e opinião das crianças e adolescentes devem ser respeitados, por outro lado os pais, mesmos os mais companheiros, precisam manter sua autoridade para melhor direcionar os filhos”, finaliza a avó. * Nome fictício


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Humberto Figliuolo

DICAS DE SAÚDE

hfigliuolo@hotmail.com.br

A farmacobotânica e as riquezas da região No último artigo falamos sobre a necessidade de o Estado reconhecer o real valor da farmácia e dos farmacêuticos e sublinhamos que não adianta a assistência à saúde chegar até a receita médica, se a receita não chegar até ao medicamento, pois o doente continuará a sofrer da doença. O medicamento em nível da promoção da saúde e prevenção da doença exige que o patamar da cura e recuperação atingido assuma sua responsabilidade não só hoje, mas também no futuro, em razão da sua relevância e continuará sendo como sempre foi de importância fundamental. Ele tem contribuído para a melhoria da qualidade e aumento da esperança de vida da humanidade. Isso está universalmente reconhecido e o farmacêutico é o único profissional da saúde que tem sua formação técnico-científica fundada na articulação de conhecimento das áreas biológicas e exatas, a saúde como um todo. No atual momento, existe uma situação de crescente desequilíbrio entre a procura e a oferta de medicamentos destinados aos cuidados de saúde. Tanto o Estado quanto o município de Manaus, gastam por ano milhões

de reais na compra de medicamentos do Centro-Sul. Não produzimos absolutamente nada! Daí a necessidade de justificar a criação do curso de farmácia, que com certeza seria um grande começo para que daqui a alguns anos iniciem a produção principalmente dos medicamentos essenciais, dos fitoterápicos, dos antissépticos, dos desinfetantes e de outros. Seria uma decisão política adequada em termos de saúde e do medicamento, em benefício da população. Afinal, temos a maior farmácia natural do mundo, face às fantásticas riquezas de nossa biodiversidade de nossa flora. Precisamos aproveitá-la e evitar que mais estranhos extraiam os produtos fornecidos pela natureza, levando-os para lugares e países que usam tecnologia provocando danos a nossa floresta e consequentemente a nossa economia. É a farmacobotânica com todas as suas vantagens e perspectivas. Recentemente, mostrou-se que 50% dos medicamentos aprovados entre 1981 a 2006, pelo FDA, são direta ou indiretamente derivados de produtos naturais e plantas que exercem efeitos terapêuticos. Temos de tirar vantagens dessa onda na-

turalista. Precisamos olhar mais seriamente para esse lado e utilizarmos nossa potencialidade na produção de fármacos. Necessitamos, sem mais delongas criar o curso de farmácia na universidade estadual, e unir forças com as entidades federais (Inpa, Ufam e CBA) e de uma vez por todas desbravar o tesouro da nossa floresta, produzindo e exportando num futuro próximo, considerando a nossa formidável biodiversidade. Isso não é utopia. O que falta é decisão política. Temos de criar a “Farmácia Verde” dando incentivos para as indústrias farmacêuticas para que venham se instalar no PIM ou mesmo para centros de pesquisas. Fico triste quando observo os dados estatísticos dos países europeus que alcançaram pela produção dos usos dos fitoterápicos, índices econômicos fantásticos enquanto nós, atrasados no tempo, ficamos a lamentar o porquê de nem sequer tomarmos ainda a decisão de ao menos começar a pensar no assunto. Entendo ser esta medida absolutamente necessária. Talvez no coração da nossa floresta, esteja escondida a cura de muitos males que ainda hoje afligem a humanidade. Sim, pela criação!

Humberto Figliuolo Farmacêutico

50% dos medicamentos aprovados pelo FDA são derivados de produtos naturais e plantas que exercem efeitos terapêuticos”.

Cogumelos ajudam a reduzir os sintomas da TPM Cólica, inchaço e dor nos seios têm dias marcados na sua agenda? Aposte nos cogumelos. De acordo com um estudo publicado no periódico The American Journal of Clinical Nutrition, eles reduzem em até 35% os sintomas típicos da TPM. A substância responsável por esse alívio é a riboflavina (vitamina B2), presente em porções generosas, especialmente no tipo portobello. Em 140 gramas (cerca de uma xícara de chá), esse cogumelo garante 64% da recomendação diária de B2. Para a TPM ser mais leve já no próximo mês inclua esses alimentos na dieta desde agora!

Gerson Mourão gersonmourão@yahoo.com.br

Menopausa não é velhice Menopausa, a última menstruação, é um dos maiores dramas vivido por muitas mulheres simplesmente pela falta de entendimento desse processo de vida decorrente da falta de produção hormonal pelos ovários e, que, por sua vez, pode coincidir com outros dramas da existência humana - aposentadoria, afastamento dos filhos, relação conjugal desgastada etc. Então, por que tanta preocupação atualmente com a menopausa? Uma das principais razões é o aumento da expectativa de vida, as mulheres estão vivendo mais e precisam viver bem. Só para se ter uma ideia, saímos de um período onde se vivia cerca de 26 anos, como no império romano, e alcançamos hoje, facilmente, os 70 anos, tudo isso graças aos avanços tecnológicos, sociais, educacionais e culturais. Nesse sentido, como a menopausa acontece próximo aos 50 anos, a imensa maioria das mulheres naquela época, sequer chegava à menopausa. Isso explica porque hoje existem tantas mulheres menopausadas e nos coloca um dado extremamente importante – as mulheres de hoje passarão 1/3 de suas vidas sem produzir hormônios e perdendo qualidade de vida,

caso não encarem os dilemas da menopausa com os recursos que dispomos na atualidade. Mas o que a falta de hormônios pode provocar? Causa diversos sintomas orgânicos e emocionais. O problema é que em muitos casos os sintomas dependentes de sua falta, como ondas de calor, diminuição da libido, enrugamento da pele, depressão, insônia, secura vaginal, perda de urina e até a osteoporose, são vividos como anúncio da chegada da velhice, embora, saibamos que eles definitivamente não são. O que precisa ser entendido é que o envelhecimento decorrente da falta de hormônios nada tem a ver com velhice e pode ser retardado pela reposição hormonal juntamente com a adoção de outras medidas preventivas. Surge aqui, outra questão - por que alguns sintomas (diminuição da libido, depressão...) em determinadas mulheres persistem apesar da reposição? Noutras palavras, por que nem sempre a reposição faz retornar a antiga qualidade de vida em muitas mulheres? Com certeza não foi a chegada da velhice, mas dramas existenciais que jamais serão resolvidos com hormônios e que

necessariamente precisarão da atuação de outros profissionais. É de extrema importância entender que a qualidade de vida na pós - menopausa não depende apenas dos hormônios, mas sobretudo de como a mulher viveu até aquele momento – sem fumo, sem bebidas, praticando atividades físicas, boa alimentação, boa qualidade de sono e alegria de viver. Assim, como menopausa não é velhice.... devemos, todos nós, continuar lutando não apenas para acrescentar “anos” a vida das mulheres, mas, fundamentalmente, acrescentar “vida” aos quase 30 anos ou mais que ela viverá após a menopausa. Sintomas: •Ondas de calor •Diminuição do desejo sexual •Suor noturno •Ressecamento vaginal •Irregularidade dos ciclos menstruais •Insônia •Irritabilidade •Ansiedade •Depressão. Em caso de dúvidas procure o seu médico para uma orientação segura.

Óleo de coco para acelerar a queima de gorduras

Gerson Mourão Médico ginecologista e mastologista

É importante entender que a qualidade de vida na pósmenopausa não depende apenas dos hormônios, mas também de outros fatores”.

O óleo de coco é a coqueluche do momento. Uma pesquisa realizada na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que voluntários que ingeriram bolinhos com o produto emagreceram além do esperado. Na região do abdômen, a perda de centímetros foi sete vezes maior, quando comparada ao grupo que não incluiu o óleo de coco na rotina alimentar. A conclusão é que a gordura de coco é capaz de gerar calor e queimar calorias, favorecendo a perda de peso. O óleo também é indicado para reduzir os triglicérides e o colesterol. Quatro colheres de sopa por dia são suficientes. Ele pode ser usado puro em saladas ou misturado em sucos e vitaminas.

Expediente Editora Vera Lima weralima@yahoo.com.br

Diagramação Marcelo Robert Weiner Auzier

Repórteres Alita Menezes Camila Henriques

Revisão Adriana Maciel www.emtempo.com.br


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Evolução farmacêutica Apesar de ter leis avançadas em relação à produção de medicamentos, o Brasil ainda enfrenta grandes obstáculos DIVULGAÇÃO/STCK

CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

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outor pela prestigiosa Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, o geneticista e especialista em biologia molecular Roberto Araújo acredita que o mundo está assistindo o nascimento de uma nova era farmacêutica. O que isso significa? Que o Brasil, país que tem uma das legislações mais avançadas no que se refere à produção de medicamentos, está correndo atrás para não ficar de fora desse segmento. Porém, a evolução do país nesse mercado não é tão simples como parece. Segundo o geneticista, não existem dúvidas da capacidade de criar e desenvolver dos farmacêuticos brasileiros, mas há uma certa “preguiça” para iniciar. “Sem dúvida alguma o Brasil irá apostar no desenvolvimento, pois temos também que pensar no futuro. Foi anunciada a criação de dois polos de produção de medicamentos biológicos, por meio da união de diversas indústrias nacionais”, afirma. Estratégia Com esses gestos, fica claro que o Brasil está apostando no produto interno, e que está reunindo os seus fabricantes farmacêuticos nacionais (uma estratégia inédita a nível mundial) para em conjunto brigar no mercado internacional. Por priorizar a importação, o país acaba economizando tempo e custo, já que há uma demora para que uma nova molécula ou medicamento chegue às farmácias e hospitais. Na opinião do médico, isso é uma vantagem para a população.

Um dos obstáculos enfrentados na produção de medicamentos e na exportação destes é a própria comunicação interna entre os fabricantes de medicamentos

Legislação forte e interatividade Um dos obstáculos enfrentados na produção de medicamentos e na exportação destes é a própria comunicação interna entre os fabricantes de medicamentos e a indústria farmacêutica. “O que poderá sempre ser melhorado talvez seja a relação fabricante, indústria

e vigilância sanitária. Para que isto aconteça, um vocabulário comum, uma legislação forte, e uma interatividade educativa elevada são fatores fundamentais. Precisamos aprender mais, conhecer mais, para nos entendermos melhor”, opina. Outra coisa que falta aos pro-

fissionais brasileiros é o conhecimento de raiz, que, segundo Araújo, deveria ser incluso no currículo acadêmico de diversos cursos. A formação com elevado conhecimento específico e multidisciplinar, adquirido depois de anos de estudo e de prática é fundamental na

opinião do PHD, que estudou nove anos para se especializar e possui mais seis anos de experiência de trabalho. “Mas creio que com motivação e empenho, poderemos partilhar estes conhecimentos com demais profissionais e construir um patamar nosso”, ressalta.

Coisa de Mulher weralima@yahoo.com.br

Cem homens ou sem homens

Vera Lima

VERA LIMA Equipe EM TEMPO

Algumas mulheres, aliás, muitas, estão rolando por aí sem homens e pelo que eu saiba estão muito bem obrigada. Parte desse grupo já percebeu que não precisa de homem para viver bem. Claro, de vez em quando eu sinto uma falta imensa dessas criaturas em minha vida, principalmente quando aparece uma barata. Nessas horas daria um braço para ter um homem ao meu lado, para acabar com a ameaça que paira sobre minha cabeça. No mais, dá para sobreviver. Mas o interessante nisso tudo é que, enquanto algumas mulheres rodam por aí sem homens, temos uma parceira que promete transar com cem homens no prazo de 365 dias. Uau! Será que ela é corajosa? O impressionante nis-

so tudo é a enxurrada de machismo que caiu sobre a moçoila em decorrência de sua atrevida proposta. Ora, eu não vejo porque cair de pau (não literalmente, pelo amor de Deus) em cima da jovem porque ela teve o atrevimento de lançar um desafio dessa proporção. Ora, se ela tem disposição para isso eu não vejo nada de mais. Quantos homens não transam durante um ano com um número semelhante sem que isso signifique, necessariamente, um desafio que deixa constrangida o resto da humanidade? O fato - e agora vamos ao que interessa – é que o desafio em questão partiu de uma mulher, e todos nós sabemos que isso pega mal para s damas, porque mulher que se preza não diz nem que quer transar, ela diz que quer fazer amor. E sabemos, ainda, que nossa sociedade

machista tem dois pesos e duas medidas para questões que envolvem sexo (gênero) e atividade sexual. Um homem que promete transar com cem mulheres em um ano será aplaudido como um garanhão, enquanto a mulher que ousar ganhar essa disputa ganhará um nome bem menos atraente e que não me permito dizer nessa coluna. Mas vocês sabem qual é. Esse é o x da questão. O que impressiona é que são as próprias mulheres as primeiras a atirar pedras na “Geni”. Motivo: despeito pela audácia da outra que ousa se comportar como um homem, com a mesma liberdade que eles desfrutam e sem os pudores que nos acorrentam a um moralismo decadente e hipócrita. Bom, na verdade, sem homens ou cem homens, vai depender da cabeça e da coragem de cada uma.


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Limpeza em dose excessiva pode prejudicar sua pele A falta de contato com a sujeira provoca, a longo prazo, uma proteção extra contra pequenos agentes poluentes FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO

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oje é comum encontrarmos alguém que sofre com algum tipo de alergia, sendo as mais populares a sinusite, também chamada de rinosinusite, a asma, a conjuntivite alérgica, a urticária e outras dermatites. Essas doenças fazem parte de um grupo denominado de doenças atópicas, que são provocadas pelo amento incomum da imunoglobulina E (IgE), um anticorpo do sistema imunológico. Mas o que causa esse aumento? Com a evolução, a sociedade tem se tornado mais limpa, principalmente nos países desenvolvidos. Essa falta de contato com a sujeira vem provocando uma mudança no organismo de um grupo de pessoas, que desenvolve uma proteção extra – o aumento do IgE – contra pequenos agentes poluentes, como mofo, pelos de animais ou pólen, que para a maioria das pessoas é inofensivo. Sendo transmitidas geneticamente, é comum encontrarmos mais de um membro de uma mesma família com histórico alérgico. Outro fato interessante é que a doença pode se manifestar sozinha ou em associação com outras do mesmo grupo, como por exemplo, a pessoa que sofre com algum tipo de dermatite e também com asma ou sinusite. Os anticorpos De acordo com o dermatologista, Sinésio Talhari, o contato com a sujeira, especialmente na infância, faz com que o corpo naturalmente crie anticorpos para sua defesa futura. “Quando esse contato é diminuído ao invés do organismo criar uma

defesa progressiva, acaba produzindo uma quantidade maior de imunoglobulina E, o que causa as chamadas atopias”, conclui. Pele seca é atopia Ainda segundo o especialista, uma doença que vem crescendo nos últimos anos é o eczema atópico, uma dermatite muito comum na infância e que ao contrário das demais doenças do grupo, não pode ser controlada por meio de vacinas. A doença se caracteriza por lesões inflamatórias na pele e forte coceira, que pode acontecer antes ou depois das

A nossa região é o melhor lugar para quem tem eczema, devido à umidade do clima, sendo os piores lugares as cidades do Sul Sinésio Talhari, dermatologista

lesões. Outro agravante dessa patologia é a pele seca, causada por um defeito na parte mais superior da pele, a epiderme, originária de herança genética e que pode afetar quem apresenta outras formas de alergias atópicas. Partes sensíveis O eczema se manifesta a partir dos quatro meses de vida, deixando a pele do bebê mais áspera e avermelhada nas dobras de braços e pernas, em torno do pescoço e na parte posterior das nádegas e coxas. “Esses são os lugares mais comuns, entretanto em crises mais graves todo corpo pode ser acometido”, destaca.

Lavagens repetidas e excessivas podem desidratar a pele. Para evitar o incômodo, é preciso usar sabonetes neutros

Hidratação é um cuidado fundamental Quanto mais seco for o clima maior deverá ser o cuidado com a pele, pois é a predisposição para o ressecamento da pele que desencadeia as crises de eczema atópico. “A nossa região é o melhor lugar para quem tem eczema, devido à umidade do clima, sendo os piores locais as cidades do Sul do país e as que apresentam um clima mais seco”, informa o dermatologista.

O estresse emocional também pode desencadear períodos de piora e não deve ser menosprezado. Um fato interessante é que em 90% dos casos o eczema desaparece entre os 12 e 14 anos de idade, quando o organismo naturalmente reage à doença. Mas, é comum que após o eczema o paciente desenvolva outro tipo de atopia, como asma ou sinusite. A hidratação da pele é o primeiro passo no trata-

mento de eczema, já que o ressecamento é o principal responsável pelas crises. Sabonetes agressivos devem ser evitados e usados em apenas um dos banhos ao dia, que devem ser preferencialmente com água fria e sem o uso de buchas. “Também é recomendado o uso de hidratantes especiais para esse tipo de pele. No caso das lesões, o tratamento é feito com o uso de pomadas e

medicamentos por via oral à base de corticosteroides ou outras substâncias que ajudam a combater a inflamação e diminuir os sintomas da coceira”, completa o dermatologista da Clínica Talhari. Quando o paciente apresentar mais de uma manifestação atópica, como rinite ou asma, o tratamento deve ser realizado em conjunto pelo dermatologista, otorrinolaringologista e pneumologista.


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Observe os rótulos dos pães que consome

A proteína do glúten está presente no trigo

Cerveja está entre os itens proibidos

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A aveia deve ser evitada na alimentação

Alergia ao glúten exige cuidados e restrições A doença celíaca não tem cura, atinge o intestino delgado e pode ser a ponte para até mesmo uma neoplasia FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

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á pensou sair à noite com os amigos e ter que recusar aquela cervejinha gelada? Ou ir a um aniversário e só olhar para o bolo? Ou pior, não poder comer pão? Pois essa é a realidade de quem sofre de doença celíaca, também batizada de intolerância ao glúten (proteína presente em alimentos feitos com cevada, trigo, aveia, centeio e malte). Atualmente, uma em cada 200 pessoas é diagnosticada com a enfermidade e deve refazer completamente a sua dieta para não aguentar as consequências. Problema que atinge o intestino delgado de indivíduos de todas as idades, a doença celíaca é autoimune – ou seja, nela o organismo é atacado por ele mesmo. Ingerir qualquer quantidade de glúten é sinônimo de inflamações na parede do órgão. Ainda não se sabem as causas da enfermidade, mas, segundo a nutricionista e especialista na gestão da segurança de alimentos Yeda Neves, alguns fatores que predispõem o aparecimento dela já são identificáveis. “Há a carga hereditária, a genética. A incidência em parentes de primeiro grau é de 30%, enquanto afeta 4% dos portadores da síndrome de Down. A patologia atinge mundialmente duas vezes mais as mulheres do que os homens e também é mais recorrente em portadores da síndrome de Turner, portadores de diabetes tipo 1 e pessoas com tireoidite”, explica. Entre os sintomas dessa enfermidade, os mais co-

muns são a diarreia, perda de peso, atraso no crescimento (se a pessoa estiver na puberdade), anemia e inchaço. Se não tratada, a doença pode evoluir para algo mais grave, no caso, uma neoplasia benigna ou maligna. Intolerância x alergia Uma confusão comum em relação à doença celíaca é confundi-la com uma alergia. Porém, a enfermidade é uma intolerância, que é algo bem diferente. “A alergia alimentar é uma reação rápida do sistema imunológico que produz anticorpos (imunoglobulina E) contra alguma substân-

O PROBLEMA

A doença celíaca é autoimune, ou seja, nela o organismo é atacado por ele mesmo e ingerir qualquer quantidade de glúten é sinônimo de inflamações na parede do órgão Quem sofre com a doença celíaca tem que ter atenção redobrada com os itens que vai incluir em todas as suas refeições

cia estranha (antígeno). Os anticorpos circulantes é que causam a reação alérgica. Na doença celíaca, existe uma reação imunológica tardia”, difere a nutricionista. Dieta Na doença celíaca o único tratamento existente também é o mais prático. Ou seja, para controlar a enfermidade, o indivíduo deve cortar, com o auxlio do nutricionista, o gl´´uten da dieta, porque ainda não existem medicamentos para a cura da enfermidade.

Dicas para quem sofre de doença celíaca - A pessoa nunca pode comer alimentos derivados do trigo, aveia, centeio, malte e cevada. Já o arroz e milho são liberados; - As verduras, frutas, carnes, ovos, peixes, óleos e leguminosas (feijão, lentilha, soja, entre outros) e água podem ser consumidos à vontade. Porém, o leite e

seus produtos derivados só podem ser ingeridos quando o celíaco não apresentar intolerância à lactose; - Deve-se tomar cuidado durante a preparação dos alimentos do celíaco, pois qualquer descuido que leve ao contato com glúten pode lhe trazer prejuízos; - Ler o rótulo dos alimentos

deve-se tornar um hábito do celíaco, pois nas embalagens deve conter a informação se o alimento contém glúten ou não. Em caso de dúvida, a melhor opção é não consumir o alimento; - Lembre-se que bebidas como: uísque, cerveja, gim e vodca não podem ser consumidos, pois contêm

malte e cevada; - O café deve ter cuidado redobrado, pois pode estar misturado com cevada, para aumentar a quantidade na embalagem. Evite tomar café onde você não saiba a marca do produto e, em caso de dúvida, procure os cafés que possuem o selo de pureza da Abic.


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Paz que vem da natureza Calmantes naturais são muito usados para o combate da ansiedade, stress e irritação causados pelo dia a dia agitado. Apesar de benefícios comprovados, é preciso ter cuidado, porque o abuso pode causar efeitos colaterais FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

Valeriana

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urante o dia, somos sujeitos à ansiedade e estresse desnecessários, causados por maus hábitos que se tornam rotina com o decorrer dos dias. Para combater os males da mente, os médicos costumam receitar remédios como os ansiolíticos, que barram a ansiedade e ajudam a tratar certos tipos de depressão. O perigo é o exagero na hora de recomendar esse tipo de tratamento: entre 2006 e 2010, a venda dos famosos “tarja preta” aumentou 36% no Brasil. Ou seja, a população está mais estressada. Como alternativa para esse uso excessivo, que pode causar sérios efeitos colaterais e até dependência, alguns apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas. Quem nunca ouviu o conselho de tomar chá de camomila para se acalmar? Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Anvisa. Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade.

Plantas fitoterápicas Passiflora, valeriana e erva de São João: esse trio é bastante utilizado pela indústria farmacêutica em fórmulas que tratam casos de depressão leve a moderada. As três plantas contêm substâncias que atuam nos neurônios e diminuem a atividade do sistema nervoso, relaxando o indivíduo. Em casos em que a ansiedade não é tão grave, um chazinho com plantas pode ser um grande aliado.

Suas propriedades são extraídas da raiz. O uso da valeriana como calmante natural faz com que haja redução do nervosismo, e proporciona uma noite reparadora de sono. O tratamento fitoterápico tem demonstrado cada vez mais a sua eficácia. Como qualquer tratamento, requer antes um diagnóstico correto da doença para que a planta utilizada seja eficaz. Vale a pena lembrar que as plantas também têm efeitos colaterais. Consulte sempre um médico para saber a dosagem correta para o seu caso. As receitas que utilizam as ervas medicinais são tão antigas quanto a humanidade e, em alguns casos, têm efeito comprovado

Erva de São João

As plantas e suas propriedades

A eficácia da erva de São João foi comprovada por um estudo do Centro de Medicina Complementar de Munique, que apontou que a erva tem efeito superior ao do placebo e similar aos medicamentos antidepressivos em depressões leves e moderadas. A utilização da erva de São João não deve ser feita sem orientação médica, especialmente em associação com outros medicamentos. As plantas medicinais funcionam como remédios e por isso não podem ser ingeridas arbitrariamente. Para ter o efeito do chá antidepressivo, tome três xícaras do chá por dia.

Melissa: Também conhecida como ervacidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente. Tem efeito sedativo, calmante, espasmolítico, digestivo e sonífero. Passiflora: espécie de maracujá que ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão. Ação relaxante e antidepressiva, analgésica, antiespasmódica, hipotensora e sedativa. Induz ao sono e relaxamento.

Camomila A composição da camomila é formada por tanino, cânfora, ácido antêmico e um óleo essencial escuro muito utilizado no tratamento da gota, problemas de circulação, reumatismo e inflamações. Esta flor pode ser usada dentro do travesseiro no combate à insônia, estresse e ansiedade, devido a seu papel calmante natural.

Personal Fitness Club Samanta Almeida - Fisioterapeuta

Beleza com massagem redutora Essa massagem consiste em movimentos rítmicos, vigorosos e com maior pressão que outras técnicas de massagem. Além disso, são utilizados cremes liporredutores para facilitar o vaivém dos movimentos, com ativos tais como centelha asiática, cáscara-sagrada, cafeína, entre outros. “Os cosméticos hiperêmicos (que esquentam a região) amolecem a gordura, facilitando seu escoamento. Já os crioterápicos (que esfriam o local) fazem com que as células adiposas se agitem para esquentar a área resfriada, ajudando assim a dissolver os lipídios”. Dentre as manobras utilizadas estão movimentos de amassamento, pinçamento e deslizamento, ocorrendo o esvaziamento das células adiposas, ou seja, a gordura de dentro da célula é eliminada pela corrente sanguínea, urina e suor. Se o objetivo é enxugar o corpo, a massagem redutora pode ajudar. Ela modela o corpo e melhora a aparência em regiões que as mulheres costumam ter acúmulo de gorduras, como glúteos, braços, culotes, além de afinar a cintura, re-

duzindo medidas e eliminando a celulite. Caso a paciente apresente flacidez e celulite maior, é indicado associar ao tratamento de massagem o uso de equipamentos eletrotermofototerápicos, como ultrassom, eletrolipoforese e manthus. O tratamento é contraindicado para pessoas que tenham

EFEITOS

A massagem redutora modela o corpo e melhora a aparência em regiões que as mulheres costumam ter acúmulo de gorduras, como glúteos, braços e culotes, além de afinar a cintura algum tumor, seja ele benigno ou maligno, gravidez e febre pois a infecção pode proliferar. Outro benefício: a massagem estimula a contração da musculatura vascular, dando uma tonificada na área. E o amassamento diminui os espaços intracelulares, colocando cada célula no seu lugar, o que faz

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com que ocupem menos volume, reduzindo alguns centímetros do local trabalhado. Alimentação Mas, vale ressaltar, que os movimentos vigorosos da massagem modeladora podem provocar um pouco de dor nas primeiras sessões. Aliada a uma alimentação balanceada e hipocalórica e à prática regular de atividade física aeróbica (de longa duração), a minilipo aplicada como automassagem proporciona a redução de até 2 cm da gordura localizada. Também vale acrescentar que com uma massagem redutora anticelulite acompanhada de um programa nutricional e exercícios físicos será mais simples e mais rápido conseguir atingir os seus objetivos de perder gordura. A massagem redutora funciona por meio da circulação sanguínea nas áreas afetadas pela gordura. Esse tratamento você encontra na Clínica de DermatoFuncional e Estética na academia Personal Fitness Club que fica localizada na rua Acre, 66 – Vieiralves. Telefones: 35840317/3584-2115.

A massagem redutora também ajuda a eliminar excesso de líquidos e diminui a celulite


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FOTOS: DI VULGAÇ

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De volta à boa forma pós-parto Perder peso após a gestação pode ser uma tarefa mais difícil do que você imaginava. Mas com disposição e boa vontade você consegue chegar lá

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maioria das mulheres deseja emagrecer após a gestação, principalmente aquelas que ganharam muito peso durante a gravidez. É esperada uma perda gradual de peso entre a segunda e a sexta semana após o parto, e essa perda ocorre devido à perda da placenta, líquido amniótico e contração do volume sanguíneo. A perda de peso muito rápida, nessa fase, pode ter relação com a redução do volume do leite produzido, e isso não é recomendado. Após esse período, a mudança de peso ocorre por alterações nas reservas de gordura corporal. A quantidade de perda de peso depende de diversos fatores, tais como: a idade, ganho de peso no período, peso antes da gravidez, número de gestações, estar amamentando ou não, atividade física e alimentação. Um dos fatores mais importantes para a retenção de peso após o parto é a idade, aumentando essa tendência nas mulheres com mais de 30 anos. Além disso, quanto maior o ganho de peso na gravidez, maior a dificuldade em perder

peso no pós-parto, principalmente, quando houve ganho de peso excessivo na primeira metade da gestação. Outro fator envolvido com a retenção de peso no pós-parto é o estado nutricional da mãe antes de engravidar, ou seja, as mamães que já estavam fora do peso normal quando engravidaram terão maior dificuldade para voltar ao peso anterior à gestação. A amamentação auxilia na perda de peso, devido ao fato de que a produção do leite requer muitas calorias, contribuindo com até 20% do gasto energético diário. Além disso, os benefícios do leite materno para o bebê são fundamentais, e por isso a amamentação deve ser encarada como um fator positivo tanto para a mãe, como para a saúde da criança. Sabendo que a retenção do peso ganho após a gestação pode representar um fator determinante para a obesidade, é importante que as mulheres que não conseguiram perder peso naturalmente até a sexta semana iniciem uma alimentação mais equilibrada e comecem a praticar atividade física leve.

Dica da personal trainer Amamente. Com a amamentação você queima em média 500 a 700 calorias por dia. Com a liberação médica, faça uma alimentação balanceada; convença seu marido a ficar uma hora com o bebê e pratique exercícios físicos, como por exemplo, uma caminhada leve na esteira, que pode queimar até 300 calorias. Outra dica é a bike ergométrica, que pode ajudar

a perder de 400 a 600 calorias. São recomendados ainda os alongamentos leves e a hidroginástica. Por último, seja paciente, se ganhou mais de 12 quilos durante a gestação, não espere milagre, a perda de peso é gradual e pode demorar um pouco mais do que você pensava. CAROL CORRÊA Personal trainer/Academia Atala

Carol Corrêa também emagreceu após a sua gravidez

ESTÉTICA

PESQUISA

DIVULGAÇÃO/STCK

Menopausa e terapia cognitiva jornal The Guardian. Os cientistas, liderados por Myra Hunter, recrutaram 96 pacientes que haviam passado por tratamento de câncer de mama e não podiam investir em reposição hormonal para combater os incômodos da menopausa. Metade delas participou de sessões semanas de 90 minutos de terapia, que incluíram aprender a respirar de forma rítmica (enchendo os pulmões e expirando lentamente até que o calorão passe) e estratégias para lidar com as emoções. O restante lançou mão de cuidados habituais. Constatou-se que as mulheres que passaram pela terapia relata-

ram diminuição significativa dos sintomas em nove semanas e, em seis meses, as ondas de calores e o suor noturno não eram classificados mais como problemas. O humor, os padrões de sono e a qualidade de vida haviam melhorado. “Nós não sabemos exatamente como funcionam os calorões, mas sabemos que o estresse parece agraválos. As mulheres que são mais ansiosas antes da menopausa podem ser mais propensas a tê-los”, disse Myra.

O sal é utilizado em banhos purificantes e relaxantes, por suas propriedades benéficas DIVULGAÇÃO/STCK

Embora a reposição hormonal seja o caminho mais utilizado para atenuar os sintomas da menopausa, como ondas de calor e suor noturno, nem todas as mulheres podem lançar mão desse recurso sem sentir os efeitos colaterais como aumento de peso, entre outros. Para estas, a boa notícia é que a terapia cognitiva comportamental pode diminuir os níveis de desconforto e ensinar a lidar melhor com eles. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria do King’s College, na Inglaterra. Os dados são do

Por ser um período delicado, a menopausa deve ser encarada com tranquilidade

O cristal do sal do Himalaia Quem nunca sonhou em deitar numa banheira e relaxar ao som de uma boa música, com penumbra e aromas gostosos e se sentir uma verdadeira “mulher rica”? Brincadeiras, a parte, já existem - em Manaus, mais precisamente na clínica Niceá Estética - banhos terapêuticos, que além de serem relaxantes e proporcionarem um bem enorme ao corpo e mente são uma boa alternativa para quem quer se desligar do mundo. E para agradar minhas clientes, fui buscar um dos maiores sucessos na Europa, por causa de seus benefícios na área da cosmetologia: o Himalayan Crystal Salt, ou simplesmente Sal do Himalaia, que é originário de uma reserva natural localizada no Paquistão, aos pés da Cordilheira do

Himalaia, que é muito usado para banhos de imersão. Fui pesquisar um pouco mais sobre o sal de cristal do Himalaia e descobri que é um produto 100% natural, que contém 84 minerais em sua composição. Sendo conhecido e utilizado há muito tempo, devido à altura e a baixa pressão de seus arredores, o sal do Himalaia é puro e livre de toxinas, sendo considerado um dos sais mais energéticos que existem no planeta.Também é bom saber que por ser rico em colóides - substâncias que facilitam a absorção de nutrientes pelas células - é bastante utilizado em cosméticos e sais de banho para hidratar e estimular o organismo ao agir como antioxidante e desintoxicante. Além do relaxamento, o Himalayan Crystal Salt equivale a cinco

dias de jejum devido ao seu alto poder de desintoxicar o organismo. Os cristais purificam, relaxam e estimulam o organismo, pois o produto tem propriedades terapêuticas. Sendo assim, podemos defini-lo como um genuíno SPA destinado à saúde e beleza. Olha que beleza! As substâncias encontradas nos cristais são as mesmas que existem na água do mar, porém em percentuais diferentes, sendo equilibrados na proporção que as células do nosso organismo precisam.É justamente isto que faz com que o sal do Himalaia seja uma fonte de pura energia natural, e por isso mesmo seja bastante utilizado na medicina alternativa. Visite a Nicéa Estética, Fone: (92) 3236-2502 Cel: (92) 8111-4986


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Saúde

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MANAUS, DOMINGO, 18 DE MARÇO DE 2012

Saúde, trabalho e prazer em lançamentos da Edua A editora da universidade prepara pelo menos outros 30 títulos para serem publicados ao longo de 2012 FOTOS: DIVULGAÇÃO/STCK

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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produção literária acadêmica e científica ganha reforço durante o ano de 2012, com diversos lançamentos previstos pela Editora da Universidade Federal do Amazonas (Edua). Três desses novos livros chegam ao alcance do público em geral, com a publicação das obras “Prazersofrimento no trabalho com automação” e “Subjetividade e trabalho com automação”, na última quinta feira. Ontem, foi a vez de “Fungos da Amazônia: uma riqueza inexplorada” ser lançado. Escrito pela professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Rosângela Dutra, a obra “Prazersofrimento” é resultado de um estudo em empresas japonesas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), cujo objetivo principal foi o de analisar a organização de trabalho com automação e seus efeitos na saúde dos operadores, apresentando variações de abordagem como “prazer-sofrimento”

na busca do reconhecimento e da identidade na empresa, passando por reflexões sobre a cultura do individualismo e a busca da saúde no ambiente de trabalho. O livro levanta questões, ainda, para identificar as principais fontes de sofrimento no trabalho. Um trecho da publicação diz que “a preocupação com a qualidade faz com que a realização do trabalho sem erros se constitua em fonte de prazer e, em contrapartida, faz com que o medo de errar se constitua em constante fonte de tensão e sofrimento”. Para a professora de psicologia social e do trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Ana Magnólia Mendes, que assina a apresentação do livro, a obra marca o início de uma “caminhada para a disseminação da psicodinâmica no Brasil”. “Fungos da Amazônia”, por outro lado, traz à tona explicações sobre diversidade de fungos encontrados na região que possuem potencial de aplicabilidade, incluindo na recuperação ambiental. Aliás, um dos capítulos torna evidente a característica “degradadora” de poluentes ambientais, intrínseca aos fungos.

O livro traz artigos de diversos pesquisadores da região

Obra resulta de um estudo em empresas japonesas no PIM

Saúde - 18 de março de 2012  

Saúde - Caderno de saúde e bem-estar do jornal Amazonas EM TEMPO www.emtempo.com.br