Caderno F
MANAUS, DOMINGO, 5 DE ABRIL DE 2015
DIVULGAÇÃO
Saúde
e bem-estar
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Nada de
olho grande Páscoa para hipertensos: como manter uma alimentação balanceada?
P
áscoa é, para muitos, sinônimo de almoço farto e muitos chocolates. E, acredite, não é preciso se privar das delícias oferecidas nesta época. Se você tem problemas de pressão alta, algumas dicas podem te ajudar a festejar sem colocar a saúde em risco e sem que os sentimentos de culpa apareçam depois, mantendo uma alimentação saudável nesse período. É fundamental iniciar a refeição com um prato de salada verde, como um mix de folhas (alface, rúcula, agrião, couve) e legumes cozidos, pois apresentam baixa quantidade calórica e são ricos em fibras, que dão maior sensação de saciedade. Para temperar a salada, a melhor opção é utilizar azeite extravirgem que estimula a produção de óxido nítrico, um excelente regulador da pressão sanguínea, que deixa o sangue mais fluido. Ervas aromáticas, como manjericão, orégano, alecrim também são uma boa pedida. Além disso, para manter a pressão em dia, evite o sal e dê espaço para o salgante, que é a base de cloreto de potássio. Ele é uma ótima opção, pois é livre de sódio e ajuda a controlar a hipertensão. Para o prato principal, dê preferência para peixes assados, grelhados ou cozidos. Na hora de preparar, tempere com azeite de oliva extra-virgem, limão, ervas e salgante. Um peixe tradicional nessa época do ano é o bacalhau. Com baixa taxa de colesterol e gordura, é rico em ômega-3 e ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Esse peixe é rico também em magnésio, excelente ativador do óxido nítrico (substância vasodilatadora), que tem um efeito direto na diminuição da pressão arterial por causa da vitamina B3
na Páscoa
(Niacina), que possui efeitos positivos na redução dos níveis de LDL-c, de triacilgliceróis e aumento dos níveis de HDL-c. Só tome cuidado com o sal do bacalhau. Retire-o completamente quando for prepará-lo. Evite frituras de acompanhamento. Prefira purê de mandioquinha, batata assada, arroz integral ou arroz branco com legumes. Esses acompanhamentos são ricos em fibras e ajudam a diminuir a absorção de gordura, além de aumentarem a saciedade. O vinho, símbolo da Páscoa, é um ótimo acompanhamento para peixes e um protetor do coração, pois é rico em resveratrol. Para quem não pode com bebida alcoólica devido ao uso contínuo de alguns medicamentos, pode substituir por um suco de uva natural integral orgânico. O tradicional ovo de Páscoa deve ser consumido com moderação. O máximo por dia de chocolate é 30 gramas, o que equivale a um bombom pequeno. Veja o peso do ovo e divida o número de porções. Prefira as versões meio amargo ou com mais de 70% de cacau. Além de possuir menor quantidade de açúcar, o cacau tem ação antioxidante e efeitos benéficos no risco de
doenças cardiovasculares por meio da diminuição da pressão sanguínea, antiagregação plaquetária, aumento do HDL e diminuição do LDL. Já os outros tipos de chocolates, como ao leite, branco e trufado, entre outros, são preparados com muito açúcar e gorduras de cacau e, quando consumidos em excesso, podem trazer prejuízos à saúde. Se você não for diabético, o chocolate diet não é uma boa opção. Ele é isento de açúcar, mas possui grande quantidade de gordura e, por isso, não é indicado para quem quer emagrecer, por exemplo. Coma devagar e com calma, isto fará com que a digestão seja mais lenta, e você ficará satisfeito com menor quantidade. Com essas dicas será possível se alimentar bem na Páscoa, sem culpa e mantendo os níveis de pressão arterial em dia.
Para entender o autismo Páginas 4 e 5
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João Bosco Botelho
DICAS DE SAÚDE
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Linguagem e luta pela vida É possível teorizar que os ancestrais do homem afastaram as fronteiras da morte fazendo-se curadores e modificando as relações do binômio saúde-doença em outro membro da comunidade por meio da linguagem e de ações específicas: parar a hemorragia após ferimento de caça e tratando as fraturas. O Homo sapiens surgiu em torno de 40.000 anos e é razoável deduzir que possuía algum tipo de linguagem oral. As pesquisas sobre a formação da linguagem nos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, e nos mais distantes, os gorilas, não foram muito, esclarecedoras. É possível que os primeiros cheguem a entender algumas palavras ou mesmo frases, mas a estruturação do pensamento pela linguagem oral ficou aquém da expectativa. Existem diferenças no tamanho e no formato dos cérebros dos ancestrais distantes e o do homem, perfeitamente perceptíveis pela impressão deixada pelo conteúdo cerebral da porção interna dos ossos dos crânios fossilizados. O tamanho do cérebro dos hominídeos que viveram há 2.500.000 anos era, sem dúvida, menor que o do homem moderno. O Homo habilis que viveu há 1.000.000 de anos, tinha o cérebro duas vezes maior que
os atuais chimpanzés, mas com o mesmo tamanho do corpo. Somente com a evolução que culminou com o Homo erectus, há cerca de 500.000 anos, ocorreu o impulso definitivo do tamanho do cérebro. O atual tamanho e função do sistema nervoso central já estavam definidos, provavelmente, nos últimos 100.000 anos. O registro arqueológico das ferramentas data de 2,5 milhões de anos. Evoluíram das rudimentares de pedra e osso aos machados de diferentes tipos com elementos de simetria que permaneceram até 200.000 anos atrás, quando foram introduzidos novos componentes: lascas de pedras retiradas e manuseadas com detalhes, datando de aproximadamente 40.000 anos. É dessa época que datam as comprovações arqueológicas dos sepultamentos rituais com a cabeça do morto voltada ao nascente, acompanhado com alimentos e instrumentos de caça, pressupondo existir a crença no renascimento após a morte. A grande e insuperável preocupação do homem com a morte é fixada a partir desta época, quando o morto era acompanhado de coisas que faziam parte do seu cotidiano para ajudá-lo na suposta nova vida após a morte. Essa atitude de essência não mate-
rial, transcendente, se reproduziu nos milhares de anos, culminando com a fantástica elaboração da morte idealizada pelos egípcios com a construção das pirâmides e a mumificação dos mortos, que no seu conjunto, tinham como função a preparação do morto para a imaginável vida depois da morte. Foi nessa busca incessante pela vida e na incompreensão da morte que o homem começou a interferir no curso das relações sociais, objetivando aumentar o seu tempo de vida por meio de medidas alternativas, quase sempre estritamente ligadas à compreensão mítica da realidade. É provável que já estivessem consolidadas algumas ações curadoras nas comunidades pré-históricas. Existem comprovações nos fósseis encontrados: o fêmur transfixado com a ponta de lança, em torno de 10.000 anos, que sobreviveu muito tempos após o ferimento, comprovando a inequívoca existência de um ou mais membros do grupo que tratou e alimentou o ferido. Por outro lado, a incompreensão dos fenômenos naturais, da própria origem da vida e da morte, pode ter sido decisiva à duradoura associação à interpretação mágica da realidade, talvez gerando um complexo conjunto de crenças e ritos transmitido às gerações futuras.
João Bosco Botelho Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
A grande preocupação do homem com a morte é fixada a partir desta época, quando o morto era acompanhado de coisas que faziam parte do seu cotidiano para a vida após a morte
Carne vermelha ajuda a promover saciedade Para ajudar a segurar a fome até a próxima refeição, a carne vermelha pode ser uma boa opção. Alimento rico em proteína, nutriente que estimula a liberação de hormônios que promovem o aumento da saciedade, a carne faz com que a fome demore mais para aparecer, além de causar um gasto maior de energia pelo organismo, pois é um nutriente mais complexo para ser digerido. Opte pelos cortes magros, como maminha, patinho, alcatra, coxão duro e filé-mignon. Além disso, procure não ultrapassar o tamanho da palma da mão para estimar a porção por refeição.
Humberto Figliuolo hfigliuolo@hotmail.com
Câncer infantil O desafio da cura. Muitas crianças brasileiras recebem o diagnóstico de câncer, doença que, sobretudo nessa faixa etária, costuma desestabilizar a família toda. O câncer a caminho da cura. A esperança está tomando o lugar do medo. Novas e potentes drogas estão surgindo e clareando o horizonte de milhares de pessoas. Graças aos avanços da oncologia pediátrica, o índice de cura é animador, quando o diagnostico é feito a tempo: cerca de 80%. Mas algumas crianças não conseguem ter acesso aos melhores recursos disponíveis. O tratamento do câncer é altamente complexo e tem custos proibitivos e o nosso serviço de saúde deixa a desejar. Portanto o diagnostico do câncer infantil é um impacto terrível para toda a família. E, confrontados depois com as dificuldades e os custos do tratamento, a situação tende a se agravar. O câncer a caminho da cura. A esperança está tornando o lugar do medo. Novas e potentes drogas estão surgindo e clareando o horizonte de milhares de pessoas. A criança com câncer deve receber atendimento multidisciplinar, o melhor diagnóstico, o melhor tratamento e apoio afetivo. Pouco tumor infantil tem sinto-
mas característicos que permitam aos pais suspeitarem especificamente de um câncer. Mas alguns sinais merecem uma investigação. Criança não tem que ficar doente. Sempre que ocorre dor de cabeça constante, fraqueza, anemia, sangramento e dor óssea, o pediatra deve ser consultado. Vale a pena prevenir.Dentre as doenças mais comuns: leucemia, retinoblastoma e tumor de sistema nervoso central. Quanto antes diagnosticado, maior a chance de tratamento e cura. O câncer figura como a segunda causa de morte por doença no Brasil. É realmente um problema emergente embora esteja na lista de doenças crônicas degenerativas. O câncer nada mais é do que o crescimento anormal de uma célula em nosso organismo. Essa célula perde o controle sobre se mesma e começa a se multiplicar sem parar. Em principio, qualquer célula humana pode resultar em um câncer. O grande índice de mortes se deve a fatores como a demora dos pacientes em buscar ajuda e dificuldade, não rara vezes, encontrada pelo medico no atendimento primário em fazer o diagnostico do câncer. Sentimos a falta de programas eficazes de prevenção do câncer,
diagnóstico precoce e tratamento rápido e especializado. O que é o câncer? São mais de 100 tipos de doenças que tem em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do nosso corpo. As causas do câncer são variadas. Elas podem ser internas (como a pré-disposição genética) ou externas ao organismo, ou seja, aquelas sobre os quais podemos agir. Elas estão associadas a mais de 80% dos cânceres. Os tratamentos do câncer passa por cirurgia, quimioterapia, hormonoterapia, radioterapia e medicamentos imunobiológicos, chamado de terapias alvo-dirigido. Fatores de risco externos: sedentarismo, obesidade, hábitos alimentares, alcoolismo, hábitos sexuais, exposição excessiva ao sol e tabagismo. Vale lembrar que o envelhecimento da população também tem relação com a maior ocorrência de alguns tipos de câncer, como por exemplo, o de próstata. Em qualquer idade requer atenção especial. A meta não é apenas curar, mas também trazer bem-estar e,claro, qualidade de vida para todos independentemente da idade. Prevenir é sempre melhor do que tratar.
Humberto Figliuolo farmacêutico
A esperança está tomando o lugar do medo. Novas e potentes drogas estão surgindo e clareando o horizonte de milhares de pessoas
Tome cuidado com as calosidades nos pés Com o envelhecimento, ocorrem modificações nas estruturas anatômicas e fisiológicas do pé, que podem interferir e muito na qualidade de vida do idoso. Uma dessas modificações, que se intensificam após os 60, são as calosidades. As calosidades, ou zonas de hiperqueratose reacional, aparecem em local de proeminência óssea depois de muito tempo sofrendo pressão e atrito. Evite lixar em demasia, pois além de agredir o pé, pode piorar a calosidade, fazendo fissuras ou ainda aumentando-as. A esfoliação é outro cuidado básico, porém, só é recomendada caso o idoso não tenha o pé muito frágil, a pele muito fina ou ainda, problemas comuns decorrente do diabetes.
Expediente Editor Mellanie Hasimoto mellzis@gmail.com Repórter Alik Menezes
Revisão Dernando Monteiro
Diagramação Adyel Vieira
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Profissionais de diversas áreas participarão do congresso, nos dias 24 e 25
Terapia intensiva com equipe multidisciplinar Amazonas será sede do maior congresso de terapia intensiva do Norte e Nordeste
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uidar de vidas é, sem dúvidas, uma grande responsabilidade. Quando se trata de pessoas que estão internadas em Unidades de Terapias Intensivas (UTI), a missão se torna ainda mais difícil, pois são pacientes que precisam de diversos cuidados. A equipe médica necessita estar em sintonia para que não ocorram erros e para que o paciente tenha um ambiente no qual a recuperação seja possível. Nos dias 24 e 25 deste mês, profissionais da saúde e estudantes estarão reunidos na décima edição do Congresso Norte Nordeste de Medicina Intensiva (CNNMI), que este ano será realizado no Amazonas, para discutir temas multidisciplinares que possibilitam a atualização desses profissionais. Segundo a presidente da Sociedade Amazonense de Terapia Intensiva (SATI) e coordenadora do evento, Liane Cavalcante, a terapia intensiva exige uma equipe multidisciplinar em virtude do quadro clínico, geralmente, ser grave e os cuidados ininterruptos. “Terapia intensiva envolve uma equipe multidisciplinar porque os pacientes são, via de regra, extremamente graves, com necessidades de vigilância e cuidados ininterruptos. Dependem de uma série de recursos tecnológicos e assistenciais, os quais envolvem, além da assistência médica 24 horas por dia, acompanhamento psicológico, fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia e terapia nutricional”. E por falar em terapia nutri-
cional, a nutricionista Katiuscia Naiara Rosas palestrará sobre a importância da nutrição e a relação com a saúde bucal. Segundo Rosas, por se tratar de pacientes que são submetidos a utilização de sondas, há a possibilidade de ocorrer alguns tipos de feridas na boca. “Se eu tenho um paciente que está em estado grave e ele não está fazendo ingestão via oral adequada, ele pode apresentar algum tipo de ferida na boca. Ele pode ter a imunidade afetada, por não estar se alimentando corretamente, e com isso surgem algumas inflamações. Uma delas que é bem presente na UTI e, em pacientes oncológicos, que são pacientes que
MEDICINA
O evento, realizado a cada dois anos em um Estado diferente do país, é um dos mais importantes congressos do país e terá o apoio da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) quimioterapia, é a mucosite, que é a inflamação de toda área da região bucal e da garganta. Com a terapia nutricional nós trabalhamos para fazer a recuperação dessa mucosa”, disse. A nutricionista acredita que a maior importância da terapia nutricional é cada vez maior e os resultados são visíveis e, por isso, a necessidade de uma equipe com vários profissionais colabora para a recuperação do paciente. Segundo Katiuscia, há estudos que mostram, quando se fala de pacientes oncológicos, por exemplo, o número de pacientes com mucosite chega a 80% por conta da quimioterapia e da radioterapia, que são extremamente agressivas.
“Hoje a gente precisa desse olhar de vários profissionais. Porque cada um atua na sua área especifica e atua prevenindo determinados problemas. A nutrição tem como principal atuação a melhoria do estado nutricional do paciente e a prevenção de que ele chegue a um estado de perda de peso exacerbada, com perda muscular. Caso ele chegue nesse estado, há muitas possibilidades de comprometer todo o tratamento médico, pois o organismo do paciente fica debilitado”. Conhecimento O congresso é uma oportunidade para que profissionais da região possam se atualizar sem precisar se deslocar para outras regiões do País. Para o médico neurologista Daniel Chaves, que atua na UTI há seis anos, há necessidade de acompanhar os pacientes. “A prevalência de causas neurológicas de internação em UTI é variável e depende das características de cada serviço. Porém, com o aumento da sobrevida da população, a frequência de acidentes vasculares cerebrais está crescendo. Além disso, os distúrbios neurológicos adquiridos durante a internação são amplamente observados neste setor, sendo o Delirium o mais comum”, afirmou. O evento será realizado nos dia 24 e 25 deste mês, no Centro de Convenções Vasco Vasques, bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste. As inscrições podem ser realizadas pelo site www.connemimanaus.com.br. O evento, que está na sua décima edição, é realizado a casa dois anos em estados diferentes. Profissionais e estudantes de medicina, de psicologia, de odontologia, de fonoaudiologia, de nutrição, de enfermagem e fisioterapia terão a possibilidade de se atualizar por meio das palestras e debates.
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Autismo: infinito particular População brasileira com espectro autista margeia 2 milhões, e nós ainda não os conhecemos completamente. Sintomas do espectro aparecem ainda na infância
“E
m alguns instantes sou pequenina e também gigante. Vem, cara, se declara, o mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder, olha minha cara. É só mistério, não tem segredo. Vem cá, não tenha medo”. O trecho entre aspas foi retirado de Infinito Particular, canção escrita em parceria entre Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. Os compositores tem em comum a sociabilidade, são comunicativos e livres de diagnósticos disfuncionais, mas a letra poderia muito bem retratar a percepção de mundo de um indivíduo com transtorno do espectro do autismo (TEA) – desordem que compromete o desenvolvimento e afeta cada paciente de forma singular. Para Laísa Acioly, mãe de Lavínia, 7 anos, foi visível que sua criança era diferente das demais. “Já bebê, seus olhos nunca cruzavam com o olhar dos amigos e parentes que a visitavam. Quando entrou na
escola, percebi que não se reunia aos coleguinhas na rodinha para ouvir as histórias quando a professora chamava”, lembra. Por atuar na área da saúde, desconfiou que a evolução da filha não seguia correspondente ao considerado natural e procurou auxílio com diversos profissionais, sem muito sucesso no diagnóstico até aproximadamente seis meses depois. Lavínia estava com a idade de 3 anos e 4 meses, e uma resposta: era uma criança com espectro autista. Os próximos passos, enxergou a genitora, incluíam conscientização e conhecimento das limitações conexas ao resultado e meios para melhora da qualidade de vida. Qualificar alguém com TEA ainda é complicado, pois inexistem exames específicos para resultar num diagnóstico preciso. A psicóloga do Hapvida Saúde, Lívia Vieira, comenta que é comum haver falhas dos profissionais na conclusão de uma análise exata. “Existem
crianças que são falsamente classificadas com autismo, pois apresentam um comportamento mais reservado, ficam muito tempo na televisão ou apegados aos estudos, e até pela falta da presença assídua de adultos”, afirma. Diagnóstico O inverso também é possível. Há casos em que a leigalidade dos pais confunde a falta de interação social e as demais características com timidez, retardando as oportunidades de acompanhamento evolutivo. Embora as características sejam unânimes, seu desenvolvimento varia de quadro para quadro. “Frieza sentimental, dificuldade no contato visual e na comunicação, principalmente pela fala, solidão voluntária e resistência a comandos verbais são alguns dos sinais que levam a identificar o distúrbio”, descreve Lívia Vieira. A manifestação desses indícios acontece ainda nos primeiros meses de vida.
Para a afirmação de pessoa com espectro de autismo, ampara-se à comparação ao disposto no Dicionário da Saúde Mental (DSM), produzido pela Associação Americana de Psiquiatria. A última revisão, publicada em maio e atualizada após 13 anos, que resultou na quinta edição do documento, sofreu mudanças quanto às definições estabelecidas ao transtorno. O DSM-5 engloba o autismo clássico, o transtorno de Asperger, o transtorno invasivo do desenvolvimento e o transtorno desintegrativo da infância numa única condição – transtorno do espectro do autismo –, antes diagnosticadas reservadamente. Quanto à gravidade da desordem, nenhuma citação é feita à listagem popularmente utilizada, que classifica como grau “leve”, “moderado” ou “severo”, desconsiderando o caráter oficial dessa divisão. Mas entende-se, em consenso, por níveis 1, 2 ou 3, de acordo com as limitações e possibilidades de cada.
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Entendendo melhor o autismo Mais comum que se imagina e por vezes despercebido, o TEA acomete uma em cada 110 pessoas e tem caráter congênito, ou seja, é adquirido pelo bebê ainda na gestação. Os dados são reciclados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), dos Estados Unidos, já que ainda é impossível traçar um panorama em semelhantes proporções no Brasil. A estimativa é que proporção permaneça 4 para 1 – incidência no gênero masculino sobre o feminino. Toda construção psicológica do paciente sofre mudanças, refletidas em suas ações perante a sociedade, independente da idade. É comum que toda criança desponte uma personalidade limpa, sem máscaras. Na fase adulta, podemos fingir ou manipular, o que na psicologia é conhecido como persona. Esta faculdade o autista não possui. O modo de extravasar e agir também são afetadas. O autista não aguenta esperar muito tempo numa fila nem decidir qual roupa quer vestir ou dizer o que está com vontade de comer. Até as brincadeiras ocorrem de forma diferente. “Se um menino brincar com carrinhos, não vai ser forçando seu rolamento no piso ou disputando qual possui a maior velocidade, mas sim empilhandoos ou ordenando-os”, exemplifica a psicóloga.
Brasil e o espectro do autismo Em dezembro de 2012 foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff a Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, considerando “com deficiência, para todos os efeitos legais” qualquer cidadão brasileiro com espectro autista. Assim, a lista de benefícios estenderam-se principalmente nos âmbitos da saúde, educação e assistência social, fornecendo suporte para que as famílias garantam melhores oportunidades ao seu ente. Dentre as principais mudanças estão a garantia de que escolas regulares não possam negar matrícula a um espectro autista, sob penalizações que vão de multa até afastamento de cargo; estímulo a desenvolvimento de carreira
profissional em empresas com quadro de funcionários superior a 100; acesso a medicamentos, nutrientes e atendimento multiprofissional, incluindo admissão irrefragável em planos de saúde; e capacitação de mão-de-obra especializada, assim como dos pais e responsáveis. Para Maryse Suplino, psicopedagoga e fundadora da filial brasileira do Instituto Ann Sullivan, referencial no atendimento a pessoas nessa condição, a aprovação dessa Lei foi uma vitória. “Os Direitos deles estão fortalecidos. Um dos artigos diz que compete ao poder público a responsabilidade por tornar públicas informações relacionadas ao transtorno, e esse é um importante benefício para eles: o entendimento da sociedade”, coloca.
O autismo na ficção Nos últimos meses, o tema passou a ganhar destaque na mídia após a novela “Amor à vida” apresentar uma personagem, Linda, interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer, com as características do transtorno. Maryse Suplino conta que ela pode representar sim algumas pessoas com TEA, mas não a totalidade. “Cada quadro é único. Dentro do imaginário social, e realidade só é retratada se tiver todas as características, mas eles podem ser completamente diferentes entre eles. Enquanto uns apresentam fragilidade verbal e desapego a rotina, outros podem desenvolver uma melhor oratória e serem dependentes das ações repetitivas. E tem quem some as disfunções”, afirma. O drama de Linda conquistou o Brasil, mas ela não é a primeira a retratar o assunto na ficção. Em “Rain Man” (1988), Dustin Hoffman garantiu sua segunda estatueta do Oscar ao representar um autista com habilidades atípicas de cálculo e memória eidética (ou memória fotográfica). Os sintomas também são observados em Sheldon Cooper, um dos protagonistas de “The Big Bang Theory”, e em Max Braverman, de “Parenthood”, ambos seriados com alguns das audiências mais expressivas nos Estados Unidos. Nem o cinema de Bollywood ficou de fora, utilizando como cenário o drama do 11 de setembro, onde o indiano com autismo Rizwan Khan, vivido Shah Rukh Khan, é confundido com um terrorista e preso.
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Personal Fitness Club Massoterapia pode promover saúde e melhorar autoestima A massoterapia pode ser uma forte aliada no tratamento de diversos sintomas, como estresse, dores musculares, tensões, insônia, cansaço, e desânimo. Uma massagem relaxante é capaz até de melhorar a disposição, as circulações sanguínea e linfática e potencializar o sistema imunológico. Um espaço que reúne algumas das principais técnicas manuais para a promoção do bem estar humano está à disposição do público interessado na academia Personal Fitness Club (rua Acre, 524, Vieiralves). Um dos efeitos diretos para quem é submetido a uma (ou mais) sessão de massagem é a melhoria do bem estar e da autoestima, como consequência. Independentemente da técnica, os movimentos aplicados tendem a agir diretamente na comunicação entre corpo e cérebro, que rege o funcionamento orgânico. Segundo o massoterapeuta Gustav Cervinka, responsável pelo espaço terapêutico na academia, a massoterapia é um tratamento que se utiliza de técnicas de massagens, que tem múltiplos objetivos. “Embora o toque seja natural do ser humano, caracteriza-se como
massoterapia a aplicação que pressupõe um conhecimento prévio de suas razões, de seus efeitos”, diz. Técnicas especiais Cervinka explica que existem diversas técnicas para atingir esses objetivos, como o shiatsu (tratamento de energias vitais, a partir da pressão dos dedos) e a reflexologia podal (tratamento de todo o organismo humano a partir da pressão em pontos reflexos localizados no dorso e na planta dos pés). “Eles buscam o reequilíbrio energético do indivíduo. Para ambas as técnicas, cujas origens são milenares, o ser humano possui indiscriminadamente um desequilíbrio de energias, por menor que seja. Esses desajustes são provocados pelo próprio indivíduo, pelo seu modo de viver, alimentar-se e realizar atividades. Os órgãos do corpo humano têm um padrão para o seu pleno funcionamento que, quando abalado, traduz esse desarranjo em forma de sintomas”, afirma o profissional, que atua há mais de 12 anos na área. Para um relaxamento global, mas não menos terapêutico, também existem várias técnicas que ajudam no combate ao es-
tresse e à má disposição, como as massagens sueca e californiana. A primeira é a chamada massagem clássica, que reúne movimentos para ativar a circulação, quebra de gordura e oxigenação das células. Outra terapia manual de grande relevância é a drenagem linfática, que é voltada principalmente para o desbloqueio de líquidos retidos pelo organismo, mas que também tem resultados estéticos e relaxantes. “Movimentos leves são sua principal característica. Eles têm o objetivo de melhorar a circulação linfática, o que favorece a redução de medidas pois, muitas vezes, o aumento de peso não está relacionado ao acúmulo de gordura, mas sim líquidos retidos”, comenta o massoterapeuta. O espaço dedicado a essas técnicas, na Personal Fitness, está à disposição do público em geral, não apenas aos alunos do local. Os horários de funcionamento são das 8h às 11h (de segunda a quintafeira) e das 14h às 18h (de segunda a sexta). À noite e aos sábados, somente com hora marcada. Para agendar um atendimento, basta ligar para 98112-5914 (ou enviar mensagem via WhatsApp).
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F7 FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
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O profissional é habilitado para trabalhar com grávidas, obesos e cardiopatas no “Cross Training”
‘Cross Training’ em Manaus Modalidade vem conquistando adeptos na cidade por promover exercício de maneira global
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educador físico amazonense, Michel Oliveira, inova mais uma vez e traz para Manaus o “cross training”, um conceito mais amplo e completo do treinamento funcional. A novidade reúne exercícios aeróbios e não aeróbios, que são exercícios de solicitação muscular, demonstrando que o funcional não se resume apenas a corridas e deslocamentos. “A ideia é mostrar que nossa metodologia envolve também um trabalho de hipertrofia, possibilitando ao aluno aumento de massa muscular proporcional ao corpo dele, gerando mais proteção a todos os sistemas articulares. Muitos profissionais da área estão adotando este conceito mais completo do treinamento funcional. E é isso que estamos colocando em prática para nossos alunos”, destacou Michel. A maneira diferenciada de planejar as aulas funcionais já é uma marca do personal trainer, que iniciou o trabalho nessa área em 2009, com aulas em lugares públicos apropriados para a prática esportiva. Com o crescimento no número de adeptos, Michel, junto com sua equipe, decidiu criar em 2014 o Centro de Treinamento Michel Oliveira (CT Michel Oliveira), um espaço próprio para ministrar as aulas com mais conforto e segurança. Atualmente já são mais de 200 alunos e muitas histórias de transformação. “Temos histórias de vida aqui. Como nosso aluno Uriel que é deficiente físico e ganhou muito mais qualidade de vida
com o treinamento funcional. Também atendemos grávidas, idosos, casais e famílias inteiras que encontraram em nosso espaço um novo estilo de vida”, ressaltou. O CT realiza mensalmente aulas especiais fora do CT e incentiva o esporte por meio da preparação física de atletas de alto rendimento. O desenvolvimento de projetos na área social também integra a política do Centro de Treinamento. Nova Unidade O CT Michel Oliveira ganhará a partir de amanhã um anexo para atender novas turmas. O Anexo CT Michel Oliveira/Lauriano será coordenado pelo professor de
CORPO
A novidade reúne exercícios aeróbios e não aeróbios, que são exercícios de solicitação muscular, demonstrando que o funcional não se resume apenas a corridas e deslocamentos educação física Anderson Lauriano, que adotará toda a metodologia Michel Oliveira, incluindo o cross training. Outro diferencial é que o Anexo contará com serviços especializados, com fisioterapeuta, nutrólogo, cardiologista, ortopedista e até psicólogo. A proposta é agregar vários serviços médicos na busca por resultados mais satisfatórios e seguros. “Um trabalho não direcionado pode sobrecarregar articulações comprometendo joelhos, tornozelos, quadril e coluna. Muitos alunos não se preocupam em fazer determinados exames antes de decidir pela prática de atividade física. E com uma equipe metodológica, nós poderemos direcionar e incen-
tivar o aluno a procurar um cardiologista, um ortopedista, um fisioterapeuta. Assim, também poderei receber instruções dos médicos para realizar um trabalho mais correto para cada aluno, direcionando ainda mais os exercícios. Nós teremos a possibilidade de gerar um trabalho muito mais seguro. Consequentemente melhores resultados virão”, afirmou Michel. O Anexo do Centro de Treinamento Michel Oliveira está localizado na Rua Fortaleza, número 575, bairro Adrianópolis, próximo à Praça Nossa Senhora de Nazaré. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 99266-3615. Símbolo A caveira, símbolo do CT, representa mudança, renovação e o início de um novo ciclo. De acordo com o treinador, os alunos sempre buscam por esta transformação, mas que só é possível quando a pessoa aceita a mudança. “Renovações diárias são exigidas para que o progresso comece a aparecer. Aqueles que aceitam a mudança começam a enxergar essa transformação. A partir disso, temos o início de um ciclo de sucesso. E é aí que o aluno do nosso CT se destaca”, resume Michel. Michel Oliveira da Silva, amazonense, 28, aspirante a Oficial de Intendência do Exército Brasileiro, é formado em Educação Física, desde 2008, pela Universidade Nilton Lins, treinado e licenciado pelo CORE 360o para ministrar treinamento funcional. O educador físico, acadêmico no curso de Direito, também é licenciado para avaliar alunos pelo Functional Systems; palestrante no tema Treinamento Funcional; habilitado para trabalhar com cardiopatas; habilitado para a prescrição da atividade física; habilitado para trabalhar com obesos, grávidas e lactantes.
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Psicologia no divã
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Fabiola Fonseca
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E quem nunca viveu ou ainda viverá uma experiência dessas, de sentir a flecha de um cupido entrando sem pedir licença e arrebatando seu coração? Aceleração cardíaca e do fogo no peito que sentimos quando cruzamos com quem julgamos ser a nossa tão almejada alma gêmea. O flechaço, no entanto, atinge é a cabeça. Sim, suspiros, suores, olhares perdidos e todas as sensações comuns àqueles que estão encantados com alguém, nascem no cérebro e são resultado de uma combinação de componentes que se somam a fatores culturais e genéticos capazes de levar suas vítimas às nuvens. Eis que a vida nos surpreende, nos desestabiliza com um súbito e desconcertante sentimento chamado “PAIXÃO”. E sendo proibida então, as consequências tornam-se avassaladoras!!! E por conseguinte, você começa a vivenciar um misto de sentimentos que ao mesmo tempo que você gosta e quer, surge sentimentos repressores que ocasionam desconforto, culpa e remorso. Paixão proibida, um tema que com toda convicção, tocará no mais profundo de cada ser que ler esse artigo. São as peças que a vida nos prega, sem sequer saber se estamos prontos ou não? Daí você começa a
se questionar, a acordar para vida a querer, sem poder, a desejar fazer e acontecer. E as indagações, dúvidas e queixas surgem como uma corda que sufoca que asfixia. Contudo, é preciso estar atentos a tudo e a todos, pois, como viver uma tórrida paixão num certo momento da vida? Quais são e serão as consequências? Será que o que importa é somente o momento? Por que estamos tão vulneráveis? Tão carentes? Mesmo estando com alguém a maioria das pessoas sentem essa necessidade? Agora, entrando no mérito propriamente dito do que realmente é a paixão? Uma forca que nos toma, nos impossibilitando de aferir e conseguir entender direito porquê nos faz tão bem? Mas, por que é algo tão fugaz tão avassalador? Querer estar junto, querer abraçar, beijar se sentir admirado e acolhido. Não ver defeitos eminentes, correr riscos, ser inconsequente, mas, acima de tudo, sentir e eternizar quem sabe, tudo de mais excepcional que uma relação proibida pode trazer. Havendo interesse por outra pessoa, a química rola com substâncias que provocam sintomas intensos e avassaladores em todo o corpo. Os mais evidentes são: o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória e dos batimentos
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Paixão proibida e seus efeitos avassaladores Psicóloga contato pelo fone: 991610218
cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores e o rubor, além de falta de apetite, concentração, memória e sono. Tudo provocado por alterações em regiões específicas já identificadas pela ciência com a ajuda de ressonância magnética funcional e outras tecnologias. Uma das responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, um neurotransmissor da alegria e da felicidade liberado no organismo para potencializar a sensação de que o amor é lindo. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormirmos e comermos mal. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína. Apesar de a ciência já ter mapeado os principais elementos envolvidos no mecanismo da paixão, novos agentes continuam surpreendendo. Enquanto a maioria das subs-
tâncias químicas apresenta níveis mais elevados no auge da paixão, a serotonina, que tem efeito calmante e nos ajuda a lutar contra o estresse, diminui em cerca de 40%. O índice foi observado no estudo da italiana Donatella Marazziti, da Universidade de Pisa. Chamou atenção da pesquisadora o fato de o percentual ser próximo ao da falta desse mesmo neurotransmissor naqueles que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Isso explicaria o pensamento incontrolável, algumas atitudes insanas, quase psicóticas, e a fixação numa única pessoa na fase aguda. A diferença é que, quando se trata de paixão, essa loucura se resolve em poucas semanas, no máximo alguns meses, com as taxas voltando ao normal, o organismo se acalmando e o amor, estágio seguinte e sem efeitos colaterais severos, inclusive por atuar numa zona
diferente do cérebro, tomando conta da pessoa. Outra razão para a queda da serotonina é a produção de mais hormônios sexuais, que facilitam a aproximação e a formação de pares estáveis, uma missão gravada em nossos genes. O prazo de validade do efeito paixão varia. Observa-se que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. No auge, as alterações químicas são tão intensas e tão estressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso. Apaixonar-se pode ser algo avassalador e se essa paixão for proibida então, as consequências serão ainda mais. Mas, é algo imprevisível e incontrolável e quem nunca viveu um dia talvez viverá!!!
Aí você começa a se questionar, a acordar para vida a querer, sem poder, a desejar fazer e acontecer. E as indagações, dúvidas e queixas surgem
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COM CUIDADO
Esse dia não pode servir de desculpa para o descontrole e abusos na ingestão de alimentos
‘Dia do lixo’ favorece a perda de peso Para muitas pessoas fazer uma dieta restritiva no intuito de perder peso parece ser um sacrifício impossível. Será que sair da dieta um dia na semana é permitido? Para esclarecer sobre o tema a nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão explica, “O dia do lixo deve ser avaliado e indicado para algumas pessoas, como forma de reequilibrar o metabolismo. Este dia nada mais é do que uma folga na dieta, onde se pode comer entre 25 e 50% a mais de calorias”. Segundo a nutricionista quando há muitas restrições em uma dieta, o organismo passa por diversas adaptações orgânicas, e por isso em alguns pacientes o peso fica “estacionado” dificultando a perda, “Um dos principais motivos do peso estagnar é a desaceleração do metabolismo, conforme a sua dieta vai se alongando, o corpo se acostuma a trabalhar com a redução calórica
e apresenta essa diminuição na perda. O dia do lixo funciona como um alerta para o metabolismo entender que pode continuar trabalhando em ritmo normal e assim voltar a gastar mais calorias, favorecendo a perda de peso” diz Cintya Bassi. O dia do lixo deve ser feito apenas 1 vez a cada 7 dias e a nutricionista do São Cristóvão esclarece, “Algumas pessoas tem dificuldade em voltar à dieta após um dia do lixo, portanto para essas pessoas a melhor maneira é seguir dietas saudáveis e manter a continuidade. Mas o mais importante em qualquer dieta é saber respeitar as individualidades de cada um”. Segundo a profissional, o paciente deve questionar seu nutricionista sobre essa prática para verificar se ela é indicada ao seu organismo e objetivo, “Cada corpo trabalha de forma diferente, por exemplo, existem casos de pacientes que possuem metabolismos mais len-
tos então fazem apenas uma refeição calórica neste dia, para não comprometer a perda de peso. Outros mantêm o dia do lixo na refeição semanal e conseguem atingir seus objetivos, por isso essa definição deve ser feita com ajuda de um profissional”. Lembrando que esse dia não pode servir de desculpa para o descontrole e abusos na ingestão de alimentos gordurosos ou com muito açúcar. A dica da nutricionista é dar preferência para frutas calóricas como banana, abacate e açaí, além das oleaginosas como amendoim, nozes, avelãs entre outras; óleos vegetais como azeite, massas e chocolate amargo também são boas fontes de caloria e menos danosas a saúde. “Pratos como pizzas, lanches, hambúrgueres e massas mais pesadas não estão proibidos, mas devem ser consumidos com muita moderação. Evite as frituras, refrigerantes e doces”, finaliza a nutricionista.