Agronegócio investe em mão de obra capacitada
Não pode ser vendida separadamente
SETOR PRIMÁRIO
Quem está ‘de olho’ em uma vaga na agropecuária deve buscar a capacitação, pois as oportunidades estão abertas nas fazendas do Amazonas. O salário inicial pode chegar a R$ 6 mil, conforme a função. Página 4 MANAUS, SEGUNDA FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2016
Qualificação ‘dá o tom’ no mercado de trabalho
Em 2016, as oportunidades estarão abertas em todos os setores da economia local. O diferencial está na capacidade do profissional em se qualificar para conquistar a tão sonhada vaga no mercado de trabalho no Amazonas. Páginas 2 a 5
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Capacitação
DIVULGAÇÃO
JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
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Com previsão de abrir, aproximadamente, 1,5 mil vagas de trabalho neste ano, o setor da construção civil no Estado do Amazonas chegou a um ponto em que a oferta de trabalho não aceita mais pessoas sem a devida qualificação profissional
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a construção civil do Amazonas há uma expectativa sobre a abertura de, aproximadamente, 1,5 mil vagas de emprego, neste ano, a partir do lançamento de obras públicas no Estado. Outro ponto positivo é que nenhuma dessas vagas ficará aberta por falta de mão de obra qualificada, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio. Até 2012, havia uma demanda grande por mão de obra no setor, que não era atendida pelos trabalha-
dores de Manaus por falta de qualificação profissional. Porém, a partir daquele ano, lembra Custódio, o Sintracomec-AM iniciou uma série de cursos de capacitação em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Senai), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM) e órgãos dos governos municipal e estadual, para tentar reverter o quadro vigente há quase quatro anos. Com esse time de parceiros, trabalhadores foram qualificados nos cursos de bombeiro hidráulico, eletricista, montagem, caldeireiro (tanque em refinaria), soldador, pedreiro de fachada e operador de moinho. “Hoje é quase zero a necessidade de preenchimento de vagas com os trabalhadores sem qualificação na construção civil do Amazonas. Hoje, temos um índice de capacitação que atinge mais de 90% dos trabalhadores do setor no Estado. Antes, por causa dessa
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é a chave para a construção civil falta de qualificação na região, tínhamos um número grande de pessoas que vinham de outros Estados”, afirma Custódio. Outro fator importante é que, além dos cursos de capacitação, no Amazonas, há uma quantidade de profissionais da construção civil que também foram qualificados pelas universidades nos cursos de engenharia e arquitetura. Cursos A partir de fevereiro o Sintracomec iniciará novos cursos para formação de montador de andaime, caldeireiro, bombeiro hidráulico, leitura de projeto, eletricista predial e de alta tensão, soldador de tigres (máquina de solda elétrica) e soldador de tubulação. Os cursos serão realizados em parceria com a Associação Brasileira de Manutenção (Abraman). “As empresas não podem mais reclamar que não há trabalhadores qualificados para atuar na construção civil”, diz Cícero Custódio.
Empresas de Manaus oferecem cursos de capacitação para operários
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Engenheiros encontram
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um ‘porto seguro’ nas fábricas do PIM
Mecânica, eletrotécnica e mecatrônica são algumas das áreas da engenharia que serão demandadas pelas fábricas do Distrito Industrial, que apesar da crise, têm lutado para manter a oferta de empregos
À
espera de um reaquecimento do setor, a indústria amazonense pode absorver profissionais de engenharia em 2016. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, caso o principal cliente do Polo Industrial
de Manaus (PIM), que é o mercado nacional, se reaqueça no próximo trimestre ou, até mesmo, no segundo semestre, com modernização dos processos produtivos, a indústria sentirá a carência de engenheiros de produção especializados em inovação. “A indústria sentirá também a falta de especialistas em todas as atividades econômicas, principalmente nas áreas tributária, previdenciária e fiscal”, confirma o empresário. Segundo ele, as fábricas, por enquanto, estão mais cautelosas e, por este motivo, elas têm contratado menos. Mas, com o aquecimento da economia, a demanda por
PREVISÃO Apesar de fechar 2015 com quase 30 mil a menos em relação a 2014, o PIM deverá voltar a contratar com a retomada do aquecimento do setor, previsto para este ano, segundo avaliação da Fieam novos profissionais crescerá. “A partir do momento que voltarmos a crescer, a indústria vai precisar chamar, pois com a queda na produção, muitos profissionais foram afastados e, em breve, as vagas abertas com a saída deles
deverão ser preenchidas”, salienta o vice-presidente da Fieam. Ampliação De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, atualmente, o mercado de trabalho disponibiliza profissionais qualificados para o polo industrial amazonense. Ele contou que quando chegou a Manaus, no ano de 1993, a cidade contava com cinco faculdades apenas e hoje tem, aproximadamente, 20 instituições de ensino que qualificam mão de obra para a indústria local. “As áreas que possuem maior procura por parte das
empresas são as de engenharia mecânica, eletrotécnica e mecatrônica. Hoje, há cursos em Manaus que atendem essa demanda do setor”, avalia Périco. Para chão de fábrica, ele apontou que o setor é atendido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi). O nível de capacitação é tão grande na região que a indústria, às vezes, chega a encontrar problemas para abrir mais oportunidades. “Nesse período, o que temos é dificuldade de arrumar vagas de emprego”, comenta Périco.
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Agropecuária
O setor primário é o meio de sustento de, aproximadamente, 276 mil pessoas no Amazonas, conforme dados da Faea. Apesar do número, a atividade rural sofre com a escassez de técnicos na área de piscicultura para tomar conta da produção que começou a dar sinais de crescimento. “O Amazonas tem bons engenheiros de pesca e agrônomos que dão assistência às comunidades,
mas no dia a dia quem toma conta são os trabalhadores rurais”, conta o presidente da Faea. Segundo Lourenço, o Senar tem ampliado o atendimento por meio de cursos gratuitos a distância pela internet, como no Cadastramento Rural para a inscrições dos imóveis rurais. Ele destacou que, na busca por sanar as dificuldades com internet, a Faea instalou salas de inclusão digital rural no interior do Estado. DIVULGAÇÃO/FAEA
DIVULGAÇÃO/FAEA
busca profissionais qualificados no interior
Técnicos para a piscicultura
Veterinários e inseminadores de gado qualificados são demandados pelo setor agropecuário da região
Inseminador de gado para o melhoramento genético do rebanho, operadores de trator agrícola, profissionais de manejo de vaca leiteira, veterinários, vaqueiros e até gerente de fazenda são as principais ofertas no agronegócio do Amazonas
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a contramão dos demais setores, o agronegócio amazonense tem necessitado de profissionais para diversos segmentos, com salários iniciais que podem chegar a R$ 6 mil, em média. O setor agropecuário é um dos poucos no Estado que tem dificuldade para preencher ou substituir postos de trabalho por falta de perfil ou qualifi-
cação profissional. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço Silva Júnior, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) formou nos últimos dois anos no Estado, aproximadamente, 4 mil produtores rurais. Porém, segundo ele, esse número não foi suficiente para o setor. Isto porque, o Estado conta com mais de 19 mil fazendas em atividade, conforme dados da Agência de defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf). De acordo com o presidente da Faea, há locais no interior do Estado que estão sem produtor capacitado para desempenhar o trabalho na parte de
produção. Segundo Lourenço, a situação mais crítica se encontra, principalmente, no sul do Amazonas onde a pecuária tem avançado. Demanda Entre as funções mais demandadas estão a de inseminador de gado para o melhoramento genético do rebanho, operadores de trator agrícola, profissionais de manejo de vaca leiteira e até mesmo vaqueiros e gerente de fazenda. “Temos carência também de médico veterinário nas regiões do Purus e do Madeira, para atuarem em municípios como Boca do Acre, Apuí e Manicoré, onde a pecuária mostra mais força no Estado”, explica o presidente da Faea.
Fazer o manejo do leite da vaca requer profissionais com capacitação
Formação amplia a oferta local Os cursos de formação realizados pelo Senar nos últimos anos, segundo o presidente da Faea, Muni Lourenço, atendeu empreendimentos que usam tecnologia para usinas de guaraná e de beneficiamento de cana-de-açúcar. Eles também formaram, inclusive, operadores de colheitadeiras agrícolas para atender a demanda de empresas que usam essa tecnologia no Estado. Para Lourenço, essa necessidade de profissionais no agronegócio do Estado
mostra que o setor está em crescimento. O último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, de 2013, aponta que o setor primário representava 7% do Estado. “Se mantido o crescimento da atividade, a Faea acredita que nos próximos cinco anos o setor alcançará 10% do PIB do Estado, com o aumento da fruticultura e da piscicultura no Amazonas”, avalia Lourenço.
5 ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO
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Contratações De acordo com a Fecomércio, Manaus conta com profissionais qualificados para atender a demanda dos bares e restaurantes, além de outros empreendimentos do setor de serviços, que devem contratar com a chegada dos Jogos Olímpicos
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realização de alguns jogos das Olimpíadas em Manaus deve aquecer as contratações no setor de serviços do Amazonas. De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), José Roberto Tadros, há mão de obra qualificada suficiente para as empresas que forem contratar na região. Segundo ele, a capacitação foi intensificada nos últimos anos com a chegada de grandes redes de hotéis e restaurantes, empreendimentos que absorveram os funcionários qualificados pelo Serviço
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vão aumentar com as Olimpíadas Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). “Os bons restaurantes absolveram grande parte desse pessoal. Nos últimos anos, Manaus ganhou redes de grandes hotéis que também contrataram a mão de obra preparada pelo Senac”, afirma. Crescimento Conforme Tadros, após a Copa do Mundo de 2014 ocorreram vários desligamentos de profissionais, os quais devem ser recontratados para a demanda das Olimpíadas, bem como pela possível retomada do crescimento da economia nacional. “À medida que a economia cresce, o mercado começa a procurar mão de obra qualificada”, avalia. Um dos segmentos que deverá contratar para as Olimpíadas será o de bares e restaurantes, a exemplo do que ocorreu durante a Copa 2014 em Manaus. Garçons e funcionários de serviços gerais serão demandados.
Vaga para ‘lideranças’ no comércio A partir deste mês o comércio varejista deverá chamar, aproximadamente, mil funcionários com perfil de liderança para realizar substituições em cargos de gerente, subgerente e fiscais. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), os empresários começaram a levantar a necessidade de melhorar o quadro de funcionários. “Há uma procura por pessoal com liderança para substituir aqueles que não se encaixaram neste perfil”, afirma o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.
Comércio abrirá mais espaços para profissionais com perfil de líder
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FOTOS: MÁRCIO MELO
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ECONOMIA
Voluntários recuperam trechos mais críticos da BR-319 Enquanto o impasse para revitalizar a BR-319 não se resolve entre as esferas de governo, a própria população toma a iniciativa de consertar os locais mais deteriorados da estrada que liga Manaus a Porto Velho ANWAR ASSI
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Motoqueiro trafega por um dos trechos de barro da estrada BR-319
ansados de esperar pelo governo, voluntários que apoiam a revitalização da BR-319 “arregaçaram as mangas” para recuperar os trechos mais críticos da estrada que liga a capital Manaus a Porto Velho, em Rondônia. No último sábado (9), eles construíram uma passagem de madeira no quilômetro 350 da BR-319, considerado o pior trecho da rodovia, em uma operação batizada de “Beija-Flor”. Segundo André Marcílio, que é um dos fundadores do movimento “BR-319 - Nós queremos o Brasil”, a ação dos voluntários visa chamar
a atenção das autoridades estaduais e federais para os problemas que a população enfrenta para usar a BR-319. Segundo ele, o grupo pretende recuperar outros trechos que oferecem perigo de tráfego aos usuários da estrada, em especial durante o período de chuva.
ORGANIZAÇÃO Integrantes do movimento “BR-319 - Nós queremos o Brasil” vão criar, em breve, uma associação para defender a recuperação da estrada, que sofre com buracos, falta de asfalto, acostamento e iluminação “O perigo de alguém morrer é constante. Construímos essa ponte de madeira para tirar as pessoas do lamaçal e permitir que os veículos possam trafegar com segurança nesses trechos mais críticos”, disse.
De acordo com o professor Pedro Fernandes da Silva, 38, que também integra o movimento em prol da recuperação da BR-319, o grupo terá uma reunião hoje, às 14h, com o governador José Melo para tratar do assunto. “Esperamos que o governo do Estado do Amazonas ajude a revitalizar a BR-319 e, desta forma, beneficiar as pessoas que precisam dela para viver”, comentou Silva. Proposta Na semana passada, o governo do Amazonas oficializou uma proposta ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) em que solicita a transferência para o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) a responsabilidade pelo licenciamento ambiental da obra de recuperação da BR-319 - instalação, operação e manutenção -, em toda a extensão no âmbito estadual.
ECONOMIA
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Preço do gás de cozinha Revendedores afirmam que vão repassar para os consumidores o último aumento da alíquota do ICMS, que subiu de 17% para 18%, penalizando a população, que pagará R$ 4 a mais pela botija de 13 quilos em Manaus STÊNIO URBANO
O
preço do gás de cozinha sofrerá um novo reajuste a partir de hoje (11), em Manaus. Os revendedores alegam que irão passar o aumento ao consumidor após a alta do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 18%. Com os novos ajustes, a botija, que hoje é encontrada a R$ 48 (média) deve passar a custar até R$ 52 (média) para as de 13 quilos. Outras
alternativas, também, devem ser reajustadas. Os preços dos outros produtos ficarão assim, segundo os empresários: R$ 37 para as de 8 quilos, e R$ 26 para as de 5 quilos. O empresário Alfrânio Guerra, dono de uma distribuidora do bairro Alvorada I, Zona Oeste, afirmou que cada distribuidora é livre para trabalhar com seu preço de mercado. “Temos que repassar o aumento. Cada um sabe o valor que deve trabalhar”, garantiu. A dona de casa Vera Lúcia, moradora do bairro São Raimundo, Zona Centro-Oeste, ficou insatisfeita com a alta. “Não adianta em nada o salário mínimo aumentar. Se dão aumento, produtos, alimentos, energia e outros itens mais, tudo tem subido ultimamente. Sei que é pouco, mas se juntarmos, no final faz a diferença”, reclamou Vera.
MARCEL MOTA/ARQUIVO EM TEMPO
vai sofrer novo reajuste em Manaus
A partir de hoje, amazonenses deverão pagar mais caro pela botija de gás, que sofrerá novo aumento
AADES disponibiliza 251 vagas
Interessado em uma vaga pode consultar editais no site da AADES
A partir do próximo dia 13, estarão abertas as inscrições para o processo seletivo que vai contratar 251 pessoas em caráter temporário para trabalhar na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES) na capital e no interior. Os editais convocando para o processo seletivo foram publicados na semana passada no Diário Oficial do Estado
(DOE). Os aprovados vão atuar nos projetos Vidativa, Ctara e nos Centros Estaduais de Convivência da Família e do Idoso, executados em parceria com a Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e no projeto Dinamização das Cadeias Produtivas Agropecuárias, que será executado em parceira com a Secretaria de Produção Rural (Seprors).
Os salários variam de R$ 880 a R$ 4 mil, segundo dados dos editais, que estão disponíveis no endereço eletrônico: www.aades.am.gov.br. As inscrições para os processos seletivos simplificados são gratuitas e serão realizadas a partir de 0h do dia 13 de janeiro até as 23h59 do dia 18 de janeiro, por meio do site www.aades. am.gov.br.
REVISÃO Dernando Monteiro
DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva
TRATAMENTO DE FOTOS Adyel Vieira
EXPEDIENTE EDIÇÃO Anwar Assi
REPORTAGEM Emerson Quaresma