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Pódio - 5 de outubro de 2014

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voar Sem asas para

Esporte aquático criado na França, o Flyboard chegou ao Brasil em 2012 e neste ano desembarcou em terras manauenses. Em pouco tempo, a sensação de poder voar sobre os rios amazônicos virou febre e atraiu adeptos, sendo uma ótima opção de lazer. Pódio D4 e D5

MANAUS,, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br esportes@emtempo.com.br


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Rone BARBOSA

Foi OPÇÃO minha SAIR RAIMUNDO VALENTIM FOTOS: OZY ARAÚJO

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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om a eliminação do Princesa do Solimões do Campeonato Brasileiro da Série D, várias perguntas surgiram sobre os motivos que influenciaram na má campanha do Tubarão. A equipe do PÓDIO conversou com o ex-diretor de futebol do clube, Rone Barbosa, que respondeu algumas perguntas e revelou o real motivo que o levou a sair da diretoria do clube da terra da ciranda.

O Princesa sempre jogou dentro das quatro linhas. Perdemos várias vezes, mas foi com dignidade. Não tivemos que comprar árbitros para sermos campeões

Pódio - Como foi o seu início no futebol? Sempre fui um apaixonado pelo futebol. Desde criança, tinha o sonho de jogador, mas, infelizmente, Deus não me deu esse dom de ser um jogador profissional. Porém, me deu o dom de ser um grande profissional como empresário. Conheci o Princesa do Solimões por meio do meu grande amigo Rafael Maddy que mora em Manacapuru. Ele me passou as dificuldades que tinha para tocar um time de futebol e convidou para compor a diretória do clube. Não pensei duas vezes em aceitar o desafio. Pódio - Quando começou o projeto de colocar o Princesa no cenário nacional? Quando comecei na direção, há cinco anos atrás, era meio tímido, ficava batendo na tecla de sempre contratar os jogadores regionais. Sem muita perspectiva de ser campeões. Em 2012, montamos um projeto mais ousado. Nos contratamos o treinador Aderbal Lana para montar um grupo mais competitivo. Deu certo e chegamos a final do primeiro turno contra o Nacional. No ano seguinte, demos sequência ao projeto. Contratamos o Marcos Piter e fizemos um time que acabou dando bons resultados. Fomos campeões em 2013. Eu, Rafael (Diretor de Futebol) e o Holofernes Leite (Presidente) decidimos dividir as despesas e manter os jogadores recebendo o ano todo, fora de atividades. Isso no Amazonas, não sei se outro time já fez. Para esse ano, mantivemos uma base. Foram 11 atletas. O resultado veio através de muita dedicação e empenho.

Lutamos contra tudo e contra todos. Para se ter uma idéia, o Nacional em 2013, contratou o doping para testar o time do Princesa. Eles fizeram o exame, mas não veio o resultado até hoje. O Princesa sempre jogou dentro das quatro linhas. Perdemos várias vezes, mas foi com dignidade. Não tivemos que comprar árbitros para poder ser campeões. Pódio - O que motivou a sua saída do clube? Comecei a ficar desmotivado. Você vai batendo de porta em porta para pedir um patrocínio. Os empresários pensam que o futebol amazonense não vai para frente. Se cada um pensasse de maneira diferente, veríamos um grande futebol aqui. Hoje, você tem a Arena da Amazônia, um estádio como a Colina (Ismael Benigno) e para fazer um jogo tem que desembolsar R$ 20 mil. Então, isso tudo é um fator que pesou para a minha saída. Pesou a falta de incentivo. Pesou a falta de compreensão dos torcedores amazonenses que só criticam. Se vem um Vasco e Oeste para jogar na Arena, eles lotam, gritam e se esgoelam. Quando é um time da região, eles só criticam. Eles preferem ver um time ruim tecnicamente como o do Vasco. Se for colocar na balança a falha salarial do Vasco e do Princesa, o clube carioca deveria mostrar um futebol de muita qualidade, mas não mostra e mesmo assim, os torcedores daqui vão torcer. Isso tudo desestimula. Você acaba tirando dinheiro do bolso para fazer um futebol no qual não tem apoio de ninguém. Um exemplo disso é que fizeram uma seletiva para a Copa Verde que seria disputada no segundo semestre, mas os cartolas e os poderosos da federação mudaram para janeiro. Não tem organização. Isso tudo fez com que eu refletisse se valia à pena fazer futebol no Amazonas. Agora, prefiro me empenhar na minha empresa. Não preciso do futebol. Fazia por amor. Tenho minha família e busco agora paz de espírito e tranqüilidade. Vou procurar viver minha vida no anonimato. Não quero mais ser conhecido como o cartola que entrou no futebol e saiu após uma eliminação. Entrei

no esporte por amor e sai por amor. Ainda vou continuar torcendo para o Princesa. Não a possibilidade de eu ir para outra equipe. Não sai brigado do Princesa. Tenho um relacionamento muito bom com o Rafael e com o Loló. Foi opção minha sair. Não aceito determinadas coisas. Por exemplo, jogadores indisciplinados, jogadores mercenários que só jogam pelo dinheiro e nem se preocupam com os torcedores e com o clube, e jogadores que saem para a balada na véspera de jogo. Não tenho a obrigação de aceitar isso. Pódio - Aconteceu isso no Princesa do Solimões nssa temporada? Claro que aconteceu. Em todos os times acontece. Estamos pagando o salário em dia. Mesmo assim, tinha atletas revoltados. Era por folga, por um aumento, porque um bebeu e ele não. Isso tudo acabou me cansando. A última gota d’água foi essa falta de responsabilidade que eles fizeram na Colina contra o Santos (AP). Isso foi um comentário que todos que viram o jogo, falaram. Foi um time covarde. Pódio – Guarda alguma mágoa no futebol? Não tenho mágoa nenhuma. Nesse período, tivemos algumas brigas com o pessoal do Nacional, mas eles tem os direitos de reclamarem do Princesa. Até podem torcer contra. Eles estão abrindo mão de torcer contra o Amazonas, mas é opção deles. Mas não tenho magoas de ninguém. Fiz grandes amizades no futebol e quero guardar. Tenho carinho pelo Mitoso, do Manaus. É um cara sensacional e tenho um carinho especial. O Luis Costas do Sul América. São pessoas que espero manter a amizade. Pódio - Você foi a favor da demissão do treinador Marquinho Piter? Tive peso na decisão. Essa mágoa que ele comenta na imprensa é justamente por isso. É inaceitável que um time que vai para a final, com a vantagem que o Princesa foi, não respeitar o adversário. Faltou humildade. Só isso. Ele é uma pessoa maravilhosa que espero um dia encontrar e dar um abraço.

Pódio - Erraram quando contrataram o treinador Charles Guerreiro? Não. O Charles é uma grande pessoa e um excelente profissional. Ele fez um bom trabalho. Porém, se ganha, vira herói. Como perdeu, não presta. Não trabalho dessa forma. Teve erros em relação de jogadores que ele indicou logo na chegada. Nunca contratamos jogadores que não conhecemos. Erramos quando aceitamos. O Charles é um grande treinador e indico para outras equipes do Estado. Ele disciplina o grupo, muito competente e humilde. Pódio - O que faltou na campanha da Série D? O nosso time oscilou muito. Nosso grupo não fechou por excesso de vaidade. Então, quando os atletas não se unem por um único objetivo, o resultado é esse. O resultado é negativo. Vimos isso quando perdemos de 5 a 2. A vaidade falou mais alto. Tivemos uma reunião para resolver isso. Alguns atletas falaram em mudança, mas isso foi da boca para fora. Isso não adianta. Atletas que no dia das partidas decisivas se machucam, não dão combates e querem brigar, não são atletas comprometidos. Teve muita vaidade. Um querendo ser melhor que o outro e ter mais que o outro. Isso não funciona. Pódio - O clima não era bom no elenco? Não era bom. Os jogadores se falavam hoje e amanha estavam brigando. O grupo quebrou. Eles acabaram se desentendendo uns com os outros. Formaram panelas. O Charles ainda foi muito bom, porque conseguiu amenizar. Querendo ou não, se tivesse mais um mês, o time ia melhorar nesse aspecto. O Guerreiro conversou muito com os atletas. O clima ficou ruim quando começamos a montar o elenco para a Série D e novos atletas chegaram. Os que estavam no grupo se sentiram traídos e excluídos. Isso gerou uma desanimação. Porém, eles tinham que ver a realidade da competição. Precisávamos reforçar o elenco. Mas teve jogador que fez biquinho, porque chegou um atleta para a posição. Faltava vontade de vencer.

Você acaba tirando dinheiro do bolso para fazer um futebol no qual não tem apoio de ninguém. Um exemplo disso é que fizeram uma seletiva para a Copa Verde que seria disputada no segundo semestre, mas os cartolas e os poderosos da federação mudaram para janeiro. Não tem organização

Foi opção minha sair. Não aceito determinadas coisas. Por exemplo, jogadores indisciplinados, jogadores mercenários, que só jogam pelo dinheiro e nem se preocupam com os torcedores e o clube, e jogadores que saem para a balada na véspera de jogo. Não tenho a obrigação de aceitar isso


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Fora da Série D, atletas do Princesa vão ao Pará

“Segundinha” e Seletiva são atrativos do futebol paraense para jogadores sem clube ao final da temporada 2014 DIEGO JANATÃ

Branco (centro), Michell Parintins (direita) e Fininho (esquerda) já estão empregados no futebol paraense

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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em calendário para o restante da temporada após a eliminação precoce do Princesa do Solimões no Campeonato Brasileiro da Série D, alguns jogadores que atuaram pelo time de Manacapuru já acertaram com outras equipes para continuarem em atividade no restante do ano. Grande parte desses atletas atuarão no futebol paraense, que já teve a segunda divisão concluída na última semana e, no final do mês de outubro, a bola começa a rolar na seletiva para a fase principal do Parazão 2015. Quem já entrou em ação e se deu bem em gramados paraenses foi o técnico Charles Guerreiro. O comandante, que treinou o Princesa na competição nacional, acertou com a Tuna Luso para disputa da “Segundinha”. Em seu jogo de estreia ele se saiu bem. Precisando vencer o Vênus - equipe da cidade de Abaetetuba que já tinha classificação garantida para a seletiva - para avançar na segunda fase, a Águia Guerreira alcançou o objetivo ao triunfar por 1 a 0. O atacante Branco e o meia Fininho não tiveram a mesma sorte de Guerreiro. Contratados pelo Tapajós, os jogadores chegaram com a obrigação de conseguir a vitória, pois só assim o time de Santarém avançaria para a seletiva. Contudo, a equipe não passou de um empate em 1 a 1 com o Izabelense, que ficou com a vaga. Mas, a aventura dos dois jo-

gadores no Pará não termina com a eliminação. De acordo com o atacante Branco, autor de 12 gols em 26 partidas pelo Tubarão do Norte em toda temporada, continuar em atividade é fundamental. Em breve, ele deve vestir a camisa de outra equipe de Santarém. “Infelizmente não conseguimos o resultado. A seletiva começa agora final de outubro. Provavelmente irei para o São Raimundo, falta só acertar valores. Um diretor me ligou para

Espero voltar um dia ao Princesa, acredito que deixei as portas abertas. O trabalho foi benfeito este ano, mas infelizmente batemos na trave Fininho, meio-campista

gente entrar em acordo para jogar por lá”, avisa o artilheiro do Princesa na Série D, que já vestiu a camisa da Pantera mocoronga em 2010 e atuou ao lado de Marinelson, Michell Parintins e Flamel, jogadores que defenderam o alvirrubro nesta temporada. Já o meia Fininho, também deve continuar em solo paraense. Contudo, o destino deve ser a cidade modelo – Castanhal -, para defender o clube do mesmo nome. Ele acredita que com o começo da seletiva, outros jogadores

que atuaram pelo Princesa na Série D podem desembarcar no Estado vizinho, e aproveitou para deixar as portas abertas no atual vice-campeão amazonenses. “Quando começar a seletiva vai migrar mais jogadores. Espero poder voltar um dia ao Princesa, acredito que deixei as portas abertas. O trabalho foi bem feito esse ano, mas infelizmente batemos na trave. Eu tenho muita vontade de participar de um título pelo clube”, declara Fininho. O retorno Artilheiro e campeão da primeira edição do Campeonato Brasileiro da Série D, em 2009, pelo São Raimundo-PA, o meia Michell Parintins pode estar voltando para o clube alvinegro. Se o acerto for concretizado, será a quinta passagem do jogador pelo time santareno, e, além de voltar a atuar com o atacante Branco, ele espera levar outros colegas de Princesa consigo. “Olha, infelizmente acabou aí. Vou jogar a seletiva no Pará, no São Raimundo. Mas por enquanto, para não ficar parado vamos dar continuidade. Estamos conversando aí para levar alguns colegas comigo para atuar lá. Eu pretendo convidar o Marinelson”, revela o artilheiro do Campeonato Amazonense desta temporada. Apesar da eliminação precoce no Campeonato Brasileiro da Série D, Parintins espera voltar a Manacapuru e atuar novamente com a camisa do alvirrubro.

À espera de um convite para jogar Aos 37 anos, o atacante Nando aguarda convite para atuar ainda em 2014. O veterano, que participou de 18 partidas na temporada e marcou oito gols com a camisa alvirrubra, avisa que só irá encarar um novo desafio se a oportunidade for boa. “Eu estou esperando um convite. Mas só vou se for uma coisa boa para mim. Se não for, prefiro ficar por aqui, descansar e esperar ano que vem, porque eu acho que a partir de novembro os times daqui vão começar a se movimentar. Por enquanto estou em casa, aproveitando a família”, comenta o atacante. Em final de carreira, ele espera aproveitar ao máximo seus últimos momentos como jogador de futebol profissional. Assim como os demais atletas que passaram por Manacapuru, Nando afirma que

se um novo convite pintar por parte da diretoria alvirrubra, o retorno pode ser acertado. “Manacapuru vai estar marcada na minha vida. Se eu não voltar, sei que deixei meu nome marcado na cidade. Foram dois anos de conquistas”, falou. Nova realidade Com a saída de Rone Barbosa da diretoria, Raphael Maddy voltou a ser o principal responsável pelo futebol do clube. Ciente do interesse de alguns jogadores em atuar pelo alvirrubro na próxima temporada, ele avisa que a realidade financeira do estadual é diferente da Série D. “Campeonato Amazonense é diferente, é outra realidade. Mais ainda tem muito tempo. Se aceitarem o salário mais baixo do que ganhavam na D, podem voltar alguns. Nosso planejamento só vai aconte-

cer em novembro. Alguns jogadores temos interesse sim, mas é como falei. A idéia é ter um grupo de jogadores dentro da realidade do que podemos pagar no estadual, às vezes tem jogador de outro Estado mais barato, e outras não”, aponta Maddy. Questionado sobre os atletas envolvidos na confusão da final do Estadual deste ano e punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), o diretor de futebol do Princesa não fechou as portas do clube para eles, mas reconhece que esse fator pode pesar nas negociações. “Os jogadores que foram envolvidos tem que ter consciência da punição e na hora de acertar contrato tem que lembrar que o clube vai gastar para tentar diminuir a punição dos mesmos”, concluiu o dirigente. RAIMUNDO VALENTIM

Raphael Maddy, Charles Guerreiro e Rone Barbosa em conversa durante treino do Princesa


Voando pelos ri O flyboard chegou a Manaus no começo deste ano e já conquistou adeptos no Estado por proporcionar aos praticantes a sensação de voar. O empresário Aroldo Duarte foi o responsável de trazer o esporte ao Amazonas

FOTOS: DIEGO JANATÃ

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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esde Icaro, personagem da mitologia grega, o homem sonha em voar. Inúmeras tentativas fracassaram, mas hoje, isso é possível. Criado em 2011 pelo projetista francês Frank Zapata, o flyboard rapidamente começou a conquistar fãs pelo mundo justamente por possibilitar ao homem se mover pelos céus. Misturando água e ar, o esporte radical desembarcou no Brasil em meados de 2012. Chamando a atenção dos curiosos, a modalidade ganhou força em Santa Catarina, mais precisamente, em Florianópolis. O mecanismo do esporte é simples. Conectado a um jet ski por uma mangueira, o flyboard aproveita a turbina do veículo como uma bomba d’água para impulsionar o passageiro, preso por uma bota fixada a uma prancha, para a direção que desejar. A direção a ser tomada é oposta a do jato, que é controlado pelo passageiro com movimentos das pernas. Além do controle de direção, existe o de aceleração, que é usado pelo instrutor diretamente no jet ski, quando o “flyboardista” é iniciante. Quando apto, ele acelera sozinho. A modalidade desembarcou em Manaus

no começo deste ano. O precursor é o empresário Aroldo Duarte, 43, que conheceu o esporte no final de 2013. Apaixonado pelas loucuras aquáticas, o praticante explica a sensação que o flyboard proporciona a quem experimenta. “A sensação de voar com o flyboard é dinâmica e maravilhosa. É um verdadeiro prazer. Acaba sendo ousado. O flyboard é um esporte novo que está crescendo no

VALORES

O sonho de voar tem preço. Uma hora de aula está saindo pelo valor de R$ 250 reais para duas pessoas. Se for em grupo de seis a oito participantes, aumenta-se o tempo e o valor é reduzido mundo inteiro. Hoje, ele tem mais de cinco mil adeptos com o equipamento, fora os que o utilizam compartilhando”, explicou Aroldo, que decidiu praticar o esporte, porque estava procurando uma nova forma de interagir com a natureza e os amigos. Ele acabou conhecendo o flyboard por meio de vídeos que encontrou na internet. “Sempre gostei da água. Pratiquei wakeboard e ando com o jet ski. Tenho uma

paixão muito grande pela água. Foi o flyboard que me fez viajar para Florianópolis (SC). Passei seis meses fazendo curso para aprender e poder ensinar. Sou certificado pela federação mundial da modalidade. Tenho prioridade em participar da próxima etapa do Mundial que será no começo de dezembro em Doha, no Catar, e sou certificado a dar aula para quem nunca praticou o esporte”, informou o empresário que ensina as pessoas que querem conhecer e praticar o flyboard. Para saber mais informações, os interessados devem entrar em contato pelo instagram AroldoFly ou pelo telefone (92) 8119-9319. O agendamento são feitos por esses meios de comunicação. A Náutica Marina Tauá, localizada na rua Litorânea, Tarumã, Zona Oeste de Manaus, foi o local escolhido para a prática do flyboard. “A procura é muito grande. O mais interessante é que 70% das pessoas que me procuram são mulheres. Nos fins de semana, essa procura aumenta. Atendemos grupos com seis, oito e dez pessoas. Fazemos agendamentos e sempre quando posso, agendo uma hora com os amigos para andar no flyboard. Não podemos esquecer que tem uma idade mínima para praticar: 14 anos”, citou.

Aroldo Duarte representará o Brasil no Mundial de Flyboard que acontecerá em Doha, no Catar

Segurança em primeiro lugar O flyboard é considerado um esporte radical. Para praticar a modalidade, é preciso tomar alguns cuidados, um deles é a segurança dos atletas. Itens como capacete e colete salvavidas são obrigatórios para os praticantes. Fora isso, as botas que ficam acopladas ao flyboard trazem segurança e conforto ao atleta de primeira viagem, pois gera equilíbrio na hora da prática do esporte. “É proibido colocar alguém no equipamento sem o colete e o capacete. Isso se torna perigoso. Por isso que os profissionais são habilitados a ensinar através de curso. Tenho sempre que me preocupar com a qualidade, segurança e com a prioridade”, disse Aroldo que lembrou que é importante o controlador do jet ski perceber a adaptação do aluno ao esporte. Uma curiosidade é que para

praticar o esporte, não existe limite de idade, nem peso. O empresário Aroldo Duarte lembra que alguns idosos já andaram no flyboard. Pessoas com mais de 60 anos e outras com mais de 100 quilos. “Não tem essa de ser esporte para gordo ou magro. Todos vão voar. Eles vão sentir a sensação de voar. Isso é maravilhoso. Rapidamente, você consegue ter a sensibilidade de perceber que com um simples movimento vai se mover para um lado ou outro. É muito bom”, reiterou. Equipamento O flyboard é um esporte relativamente novo e seus equipamentos são importados. No Brasil, poucas lojas são licenciadas para vender. Por isso, o valor fica elevado. O custo gira em torno de R$ 25 mil. Porém, como o empre-

sário lembrou, é preciso ter também o jet ski. Para gerar mais segurança, o equipamento é feito todo em fibra de carbono, o que deixa leve para flutuar tranquilamente, apesar de ter em torno de 10 quilos. Outro item é a mangueira que tem o alcance de 15 metros, limitando a altura que se pode subir, até por uma questão de segurança, pois se dependesse da potência do jet ski, ele poderia ir muito mais alto, uma vez que ele não utiliza nem um terço da potência para isso. “O custo é um pouco alto, mas é um equipamento que tem uma durabilidade alta. O segredo é a manutenção. Fazendo a manutenção, você não terá nenhum problema e vai se divertir por anos. Sou o único praticante que tem o equipamento no Amazonas”, informou.


MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

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rios amazônicos

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Precursor do esporte no Amazonas voando com o flyboard sobre as águas do rio Negro

Equilíbrio e postura são fundamentais Segundo Aroldo, o segredo do esporte é manter a postura na hora que começa a subir. Para muitos, o maior adversário é o medo. Mesmo equipado e instruído, os iniciantes ficam nervosos no instante em que percebem que estão “voando”. “O importante é você ficar em pé com o equipamento. Após isso, o praticante tem que fazer uma postura e não olhar para baixo. É importante também não abrir os braços, porque quem está começando, acaba perdendo o equilíbrio. A partir do momento em que o praticante começa a sentir a compressão, é só esticar as pernas e manter o corpo reto. É um jeitozinho que o praticante vai pegando com o tempo. É igual andar pela primeira vez de bicicleta. Cai uma, duas e na terceira vez já começa a pegar a manha. Depois disso, relaxa o corpo e começa a sorrir, porque é hora de aproveitar o esporte”, relatou o empresário que ainda explicou que os dois jatos do flyboard são como as pernas do atleta. “Tem que ter a interação entre os dois (atleta e piloto). Fiz tanto o curso do flyboard, quanto o curso de piloto. Tenho que ter a sensibilidade de ver a onde a pessoa está. Onde pode cair e por onde pode andar. O instrutor vai te fazer ficar confortável em cima do equipamento”, citou Aroldo que lembra que a primeira manobra que todos aprendem é o 180 graus.

Evento está sendo planejado Com o rápido crescimento da modalidade em Manaus, o empresário já planeja o primeiro campeonato de Flyboard em rios amazônicos. O evento aconteceria em uma data marcante, o aniversário da capital o Amazonas. “Nos temos programados para o aniversário da cidade (dia 24 de outubro), ainda não confirmado, a Etapa Brasil de Flyboard. Para esse campeonato, viriam os melhores atletas e o campeão mundial que farão uma apresentação na Ponta Negra junto com a Copa Brasil de Wakebo-

ard. Faltam apenas alguns detalhes. Manaus vai ser a primeira cidade a ter esse campeonato onde juntará Flyboard e Wakeboard”, revelou Aroldo que ainda afirmou que não existe interatividade maior com a natureza do que a de se divertir juntamente com a oportunidade de contemplar as belezas naturais da Floresta Amazônica. “Você está na água, depois no ar voando. Tem a oportunidade de ver a beleza da Floresta Amazônica. Então, não tem uma interatividade maior com a natureza que essa”, finalizou.


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Marchisio (à esq.) e Totti (à dir.) são os protagonistas de Juventus e Roma

Juventus e Roma

fazem choque de líderes

Com cinco vitórias em cinco jogos, o time de Turim lidera o Calcio pelo saldo de gols e tem a vantagem de jogar em casa. A Roma promete ir ao ataque

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ividindo a liderança do Campeonato Italiano com 15 pontos e 100% de aproveitamento, Juventus e Roma fazem um choque direto, já com um certo ar de decisão, hoje (5), quando medem forças na arena Juventus, em Turim, em duelo válido pela sexta rodada da competição. O aproveitamento dos dois times é algo impressionante na temporada e já há quem garanta que a luta pelo caneco será mono-

polizada por eles até o fim. A Velha Senhora, na condição de anfitriã, prefere ser mais cautelosa neste sentido. “Não estamos trabalhando esta partida como a decisão do campeonato, mas apenas como uma partida muito importante, pois podemos dar um passo significativo com a soma de mais três pontos”, disse Massimiliano Allegri, técnico da Juventus. Os romanos, por sua vez, preferem dar um tom mais

importante ao jogo. Na visão deles a partida pode representar sim uma sinalização sobre a sequência da luta pelo título. “Ganhar da Juventus pode representar sim uma boa demonstração de força da nossa parte. Temos condições de fazermos um bom jogo e mostrarmos em campo que queremos muito a conquista do scudetto. Nosso bom começo de temporada não é obra do acaso e o que surpreende

a muitos para nós é encarado com naturalidade”, disse Rudi Garcia, técnico da Roma. Ainda hoje, a Inter de Milão, que tem oito pontos, visita a Fiorentina, que tem dois pontos a menos. Os milaneses tentam provar que a humilhante goleada de 4 a 1 sofrida para o Cagliari, na rodada passada, foi obra do acaso. A Udinese, que tem 12 pontos e pode tirar proveito do choque dos líderes, recebe o Cesena, que tem cinco pontos.

INGLATERRA

Clássico de Londres movimenta o domingo O clássico de Londres entre Chelsea e Arsenal, que será disputado hoje (5), no estádio Stamford Bridge, é a principal atração da sétima rodada do Campeonato Inglês. Os Blues lideram a competição com 16 pontos e tentam ampliar cada vez mais a sua vantagem para concorrentes diretos. Isso porque o Southampton, segundo colocado com 13 pontos, não é visto como alguém com potencial para brigar até o fim. Dessa maneira, os rivais do Chelsea na luta pelo caneco são o Manchester City, hoje com 11 pontos, e o próprio Arsenal, com dez pontos. “Nós estamos cientes de que a disputa pelo título ainda não se desenhou, pois nosso time precisa se firmar nesta questão e, além disso, crescer ainda mais ao longo da disputa. Esse jogo contra

o Arsenal é sim importante, pois trata-se de um adversário com potencial para brigar até o fim pelo título conosco, além de toda a rivalidade que envolve este compromisso. Espero que o Chelsea tenha potencial para fazer um grande jogo e conquistar os três pontos” afirmou José Mourinho, comandante do Chelsea. O Southampton entra em campo para um difícil compromisso, como visitante, diante do Tottenham, que soma oito pontos e tem como principal meta a luta por uma vaga na próxima Liga dos Campeões. Também com oito pontos e fazendo uma competição de recuperação, após péssimo início de temporada, o Manchester United recebe o Everton, que tem seis pontos, no estádio Old Trafford. DIVULGAÇÃO

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Hispano-brasileiro Diego Costa estará em campo


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REALmente incrível Armador amazonense fez história no meio de semana ao marcar um gol contra o Real Madrid na Champions ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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O manacapuruense marcou o gol de sua equipe no meio de semana pela Champions League, em cima do Real Madrid

oucos amazonenses chegaram a atuar contra o Real Madrid. Mas, provavelmente, nenhum teve o privilégio de marcar um gol no maior time de futebol do mundo, como fez o armador e manacapuruense Marcelinho. Atuando com a camisa 84 do Ludogorets, da Bulgária, ele abriu o placar para os donos da casa contra os Merengues, pela Liga dos Campeões da Europa, na última quarta-feira (1). Contudo, o gol não foi suficiente e os espanhóis viraram para 2 a 1. Mas, nem mesmo a derrota para os atuais campeões europeus diminui o tamanho do feito de Marcelinho. De acordo com ele, a emoção de jogar Champions League é inexplicável. “Foi uma emoção grande poder participar de uma partida de Champions. Primeiro o jogo contra o Liverpool, uma grande equipe, com tradição na Europa, na própria Champions, e no segundo jogo o Real Madrid, um dos

melhores times da atualidade e o atual campeão”, conta. Se enfrentar o Real Madrid já é difícil, imagina encará-los com o melhor jogador do mundo na atualidade. “Lá está melhor do mundo. Foi uma emoção grande estar frente a frente com jogadores de tanta qualidade, um clube de tanta grandeza. Agora tem o Kroos, o Casillas, o Sergio Ramos. Foi uma emoção muito grande, fiquei muito feliz de entrar em campo, começar como titular e ainda mais fazer um gol contra uma equipe dessa”, comenta Marcelinho, que após o gol virou a principal personalidade do Amazonas na semana. A carreira do atleta deu muitas voltas até ele desembarcar na Bulgária e marcar o gol em cima do Real. No Amazonas ele deu os primeiros passos no futebol nas categorias de base do Princesa do Solimões. Depois, chegou a Manaus para assinar seu primeiro contrato como jogador profissional com o Rio Negro. “Minha carreira é bem comprida, assim eu posso dizer. Rodei bastante até chegar aqui. Do Rio

Negro eu fui para o São Paulo, do São Paulo eu rodei pelos times pequenos do Paraná, depois voltei para São Paulo. Joguei no São Caetano, no Ituano, depois fui para o Al Nasr, do Kuwait, voltei para o Brasil e atuei no Bragantino, e em 2011 acertei com o Ludogorets. Há três anos estou aqui”, aponta Marcelinho. Em Razgrad, o amazonense joga ao lado de outros cinco brasileiros: o atacante Juninho Quixadá, os laterais Guilherme Choco e Júnior Caiçara e o meia Wanderson. Sobre a vida na pequena cidade búlgara, ele revela que teve dificuldades com a alimentação assim que chegou. Sem muitas opções de hobby na cidade, ele e os companheiros de time vão a cidades próximas em busca de opções de lazer. “Viver aqui é muito tranquilo. Quando a gente está de folga procuramos sempre ir em outras cidades para ter algum tipo de lazer, como shopping ou praia, porque a nossa cidade não oferece muito isso. Não há muito coisa a fazer na cidade, o que move ela, hoje, é o futebol”, finaliza.


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