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Pódio - 31 de agosto de 2014

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RACISMO MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

Mais uma vez o mundo da bola sofreu com a ignorância de algumas pessoas que se dizem torcedores e seres humanos. A vítima recente foi o goleiro santista Aranha, que acabou sendo insultado por alguns gremistas durante partida da Copa do Brasil. O PÓDIO relembra alguns episódios de atos racistas ocorridos neste ano. Pódio D4


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‘Quero deixar meu irmão orgulhoso onde ele estiver’ THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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ulticampeão no jiujítsu e forte lutador de MMA, esse é o lutador amazonense Fabio Trindade, 32. Treinando a arte suave há mais de 20 anos, o atleta conquistou todos os títulos importante da modalidade e desde 2007 vem guerreando nos octógonos pelo mundo. Com o cartel de três vitórias e duas derrotas, Fabio busca galgar espaço em eventos de maior expressão como o UFC. Após se recuperar de lesão no joelho direito que o deixou parado por seis meses, o atleta viajou para os Estados Unidos aonde vem treinando forte há um mês para chegar voando baixo em sua reestreia no MMA. Nesse período em que esteve no país do Tio Sam, Trindade conquistou o Open Spring em Las Vegas e foi bronze no Open Summer, tanto na categoria quanto no absoluto. Há menos de duas semanas, foi campeão em Duas divisões do North American Grappling Association, o Naga, que é um evento tradicional de submission nos EUA. Fabio Trindade conversou com o Pódio e relembrou um pouco de sua trajetória no jiu-jítsu e revelou seus planos para o futuro no MMA. Pódio - Como foi o seu começo no jiu-jítsu? Meu começo no jiu-jítsu foi inspirado nas vitórias do Royce Gracie no início do The Ultimate Fighter, o UFC, e devido a isso, em 1997, comecei a procurar o esporte e desde lá não parei. Comecei a competir no mesmo ano e com 6 anos de treinos peguei a faixa preta. Já estou há 10 anos na preta que tem três graus. Pódio - Como ver a força do Amazonas no mundo das lutas, principalmente o jiu-jítsu?

O Amazonas é muito respeitado no meio do jiu-jítsu. Já percorri o país todo lutando e todos falam muito bem dos lutadores do Estado. Eles têm medo dos lutadores amazonenses e nos Estados Unidos não é diferente. Quando falo que sou de Manaus, os caras já falam que todos da cidade são duros. Eles respeitam porque veem Manaus como o berço do jiu-jítsu junto com o Rio de Janeiro. Temos o Jacaré, o Xande Ribeiro, Wallid. O nível dos atletas do Estado é alto. Graças a Deus estou conseguindo

TREINO

Para adquirir experiência internacional e treinar com adversários duros, Fabio Trindade se mudou para os Estados Unidos e tem se preparado de maneira intensa para volta ao octógono chegar onde quero. Pódio - Quem foram os atletas que você se espelhou? Me espelhei muito nos meus companheiros de treino da minha academia, porque via o treinamentos deles. Caras como o Xande Ribeiro, Willian Couto e Homero Augusto. Viajei para competir e isso só me engrandeceu. O que sou hoje devo aos ensinamentos deles

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Fabio Trindade fala sobre sua carreira e avalia o momento vivido por ele após entrar no mundo do Mixed Martial Arts (MMA) e dos irmãos Monteiro. Fora isso, sempre gostei de ver o Royce Gracie lutar e mostrar a força do jiu-jítsu para o mundo. O Rickson Gracie foi outro cara que eu gostava muito de ver lutar. Pódio - Como foi a transação do jiu-jítsu para o MMA? A transição para o MMA foi em 2007, quando já era faixa preta de jiu-jítsu. Tinha esse sonho porque comecei a ver o Royce no UFC. Gostava de ver o vale-tudo. Sempre quis lutar, mas no começo só admirava. Era um sonho muito distante porque morria de medo. Eu corria dos treinos de trocação. Fui ficando mais velho e acumulando uma bagagem muito grande no jiu-jítsu. Muitos anos de competições nacionais e internacionais. Quando lutei pela primeira vez, amei o esporte e estou até hoje. Iniciei com um nocaute. Pódio - Vindo de duas derrotas, qual a importância de uma vitória na sua próxima luta? Estou vindo de duas derrotas. Subestimei o primeiro adversário e perdi. A segunda derrota não considero derrota porque durante o meu treinamento, rompi o meu joelho. Muitos falavam que não ia lutar, porém, queria muito lutar. Fui atrás de tratamento e intensifiquei. Esperei desinchar o meu joelho e voltei a treinar. Não poderia deixar de lutar, mesmo sem a minha melhor arma, o jiu-jítsu. Foi um lutão. Todos no ginásio aplaudiram. Meu coração dizia que poderia vencer. Apesar de tudo, foi gratificante fazer isso e considero uma vitória. Depois da luta, fiz a cirurgia no meu joelho e estou treinando agora. Já fui campeão do Open de jiu-jítsu e recebi uma proposta de lutar MMA em Las Vegas. Minha luta vai ser em outubro e estou muito focado. Preciso porque querendo ou não venho de derrota e tenho que me recuperar em breve.

Após lesão no joelho que o obrigou a parar por seis meses, Fabio vem treinando forte nos EUA

Treino nos EUA eleva experiência Pódio – Você se mudou para os Estados Unidos para treinar e nesse período já conquistou alguns campeonatos de jiu-jítsu. Quais os frutos que espera tirar desse intercâmbio? O mercado de MMA no Amazonas é muito bom. O nosso material humano é qualificado. O esporte está crescendo muito e em Manaus vemos muitos atletas duros. Temos exemplos como o do José Aldo. Quem dera se todos pudessem mostrar seus trabalhos fora do Estado porque eles têm qualidade. Pódio - Quais as maiores dificuldades que os lutadores amazonenses enfrentam para se destacar fora do Estado? A maior dificuldade dos atle-

tas é a falta de patrocínio. Essa é a parte que mais pega. Para as pessoas crescerem, elas precisam de um apoio para financiar. Somos muito guerreiros em Manaus. Pagamos academia, suplementos e campeonatos. Várias vezes tive que juntar dinheiro para pagar passagens. Mesmo com vários títulos, não tenho um patrocínio forte. Tenho o apoio de amigos, mas patrocínio que é importante, não tenho. Quem dera só me preocupar em treinar. Os atletas precisam que alguém apoie e acredite. Fora que tem a Lei do Incentivo ao Esporte. Isso poderia ajudar os atletas. Infelizmente existe muita burocracia para ser legalizado. Pódio – Hoje você se encontra com 32 anos

e mais maduro que no seu começo de carreira. Qual o seu principal objetivo nessa nova etapa da carreira? Hoje estou com 32 anos, mas me sinto novo. Hoje em dia, os atletas estão conseguindo ter uma vida mais longa no esporte. Têm caras lutando até os 40 anos. Então tenho muita lenha para queimar. Sonho alto e não fujo do meu objetivo final que é o UFC. Saí da minha zona de conforto para vim treinar forte aqui nos EUA, porque acredito no meu sonho. Mais longe já estive. Meu objetivo é ser conhecido aqui. Porque esse é meu objetivo. Não vai ser moleza, vou trabalhar duro, mas chegarei lá. Quero deixar meu irmão, Diego Trindade, orgulhoso onde ele estiver.

Fabio (primeiro agachado à esquerda) ao lado de seus colegas de academia nos Estados Unidos


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MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Sandro Queiroz durante treinamento na piscina da Vila Olímpica, em Manaus

Fenômeno manauense O nadador Sandro Queiroz continua colecionando conquistas e levantando a bandeira vermelha, azul e branca do Amazonas nas piscinas ao redor do mundo. Aos 26 anos, o atleta já foi campeão Sul-Americano em 2013 THIAGO FERNANDO Equipe Em Tempo

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uitos no Estado talvez não conheçam, mas Helissandro Queiroz, 26, já conquistou vários títulos para o Amazonas em sua carreira como nadador. A última medalha que ganhou foi a de terceiro colocado no Campeonato Mundial Master de Esportes Aquáticos que aconteceu em Montreal, Canadá, no começo de agosto. O melhor nadador amazonense da atualidade começou no esporte aos 6 anos de idade. Um ano depois, já estava disputando competições. De lá para cá, teve grandes resultados e algumas tristezas. Sandro, como é mais conhecido, começou a ganhar gosto pelo esporte a partir da primeira viagem que fez para competir fora de Manaus. Isso foi em 1999 e na época,

o atleta tinha 11 anos. “Viajei para Boa Vista (RO). Cheguei lá e ganhei a prova. Isso me motivou a continuar treinando e aumentou a paixão pelo esporte”, revelou o nadador que treina na Vila Olímpica. Durante sua carreira, Sandro coleciona medalhas. Mas a mais importante veio apenas no último mês. O atleta amazonense ficou na terceira colocação no Mundial Master que aconteceu no Canadá. Sandro garantiu a vaga na competição após vencer o Campeonato SulAmericano de 2013 que foi disputado no Chile. “Após garantir a vaga, comecei a focar nessa competição. Chegando lá, deu tudo certo, mesmo com o frio. Sai com uma medalhinha”, disse o nadador que agora treina para disputar a Copa Brasil em Campo Grande (MS). Porém, sua participação não é certeza mesmo tendo índice. O atleta ainda não con-

seguiu patrocínio para disputar essa competição e o próximo Sul-Americano que acontecerá em Mar del Plata, na Argentina no final do ano. Falta patrocínio Infelizmente, a falta de incentivo é um problema que Sandro Queroz já enfrenta há muito tempo. O próprio confirmou que já deixou de participar de grandes competições por esse motivo. “Já tinha o índice para participar do Troféu Maria Lenk de 2013, mas por falta de patrocínio de passagem não pude comparecer. Mais uma vez, este ano, por falta de passagem, deixei de ir. No Amazonas o maior problema para continuar em um esporte é a falta de incentivo. Isso em todos os esportes. De 2013 para cá, o Bolsa Atleta da Prefeitura vem ajudando bastante alguns atletas”, explicou Sandro que já teve o benefício, mas por motivos

pessoais, foi tirado. Ele está tentando novamente entrar no programa. “Meu processo já está em análise. Agora com o meu resultado no campeonato, acredito que possa sair”, completou o atleta que lembra que daqui a dois anos acontecerá os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e revela que a falta de incentivo pode deixá-lo fora da competição. “Ter uma Olimpíada em casa é o sonho de todo atleta. O que falta para os do Amazonas é incentivo porque os do resto do país ganham para treinar. Nós do Norte, praticamente, pagamos tudo para competir. Temos que dar nosso jeito para pagar passagem e hotel para representar o Amazonas em competições fora. Sem incentivo, fica mais difícil os atletas do Estado chegarem em uma Olimpíada”, ressaltou Sandro que ainda disse que ver a Prefeitura de Manaus cuidando mais do esporte.

Intercâmbio aperfeiçoou técnica Diferente de outros nadadores do Estado, Sandro consegue realizar intercâmbios para competir e aperfeiçoar sua técnica. O nadador admite que essa experiência fora de Manaus é importante porque ele acaba disputando com os melhores nadadores do país. “Quando vamos para fora, vemos que o nível do Estado não é muito diferente e que podemos chegar se treinar mais um pouco. Fui para um campeonato brasileiro universitário e perdi para o Lucas Salatta, que é um atleta da seleção brasileira. Já na outra competição, ganhei. Esse intercâmbio ajuda a ver a onde estamos erran-

ESPECIALISTA

O amazonense Sandro Queiroz, assim como todo nadador, tem sua preferência. Ele se sente a vontade quando nada no estilo borboleta, o qual é recordista na modalidade no Amazonas do em relação aos demais”, informou o recordista dos 50 metros borboleta. Sandro quebrou o recorde que já durava 21 anos e pertencia a Eduardo Piccinini que é considerado o maior nadador da história do Amazonas.


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FABIOGOMES/GAZETAPRESS

Aranha foi a vítima mais recente da falta de educação das pessoas no futebol

o ato que tem manchado o futebol mundial O esporte mais amado do mundo tem convivido constantemente com flagrantes de racismo nos estádios. A prática abominável que deveria ter ficado no passado, infelizmente ainda tem força nos dias de hoje THIAGO BOTELHO Equipe EM TEMPO

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que deveria ser festa pela excelente vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Grêmio, em Porto Alegre, pela Copa do Brasil, na última quinta-feira (28), deu lugar a tristeza de um ato infeliz e desumano. O goleiro santista Aranha foi chamado de macaco por torcedores do Tricolor Gaúcho. Essa foi a quinta atitude racista que ganhou os noticiários do mundo somente em 2014. A situação expõe uma indagação pertinente. Até quando os autores de injurias raciais ficarão sem punição? No dia 12 de fevereiro, durante o jogo entre Cruzeiro e Real Garcilaso pela Libertadores da América, no Peru, o volante Tinga foi alvo de insultos discriminatórios. Cada vez que o jogador tocava na bola, os torcedores da equipe local imitavam macacos. 39 dias após o caso, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) aplicou uma pífia multa de R$ 28 mil e ameaçou punir o time peruano com perda do mando de campo caso a atitude se repetisse. À época, o atleta afirmou que “queria não ganhar todos os títulos da minha carreira e ganhar o título contra o preconceito contra esses atos racistas. Trocaria por um mundo com

igualdade entre todas as raças e classes”, lamentou. Três semanas depois, o árbitro Márcio Chagas da Silva foi mais uma vítima. Ele relatou ter sido ofendido enquanto apitava a partida entre Esportivo e Varanópolis, em Bento Gonçalves (RS), jogo válido pelo Campeonato Gaúcho de 2014. Além da ofensa, o juiz acusou a torcida anfitriã de ter danificado o seu carro e espalhado bananas pelo para-brisas do veículo. O volante santista Arouca também foi chamado de macaco na vitória do Santos por 5 a 2 sobre o Mogi Mirim, pelo Paulistão deste ano. Os torcedores do time adversário foram flagrados pela Rádio ESPN, insultando o atleta. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (STJD-SP) impôs ao time de Mogi das Cruzes multa de R$ 50 mil, além da interdição do estádio Romildo Gomes (Romildão). Protesto inusitado O ato de racismo mais comentado no mundo do futebol foi marcado por uma resposta irônica do lateral direito Daniel Alves. Durante o jogo entre Barcelona e Villarreal, pelo Campeonato Espanhol, a torcida do submarino amarelo jogou bananas em direção ao brasileiro. Como forma de protesto, ele descascou a fruta e comeu.

A imagem rodou o mundo e chamou a atenção para os constantes casos de racismo no meio futebolístico. Na ocasião, o Barça venceu a partida por 3 a 2. “Queria agradecer quem jogou a banana. Isso me deu energia para fazer dois cruzamentos que resultaram em gol”, publicou o lateral junto com o vídeo do lance em seu instagram, recebendo mensagens de apoio dos fãs. Caso no Amazonense O ato criminoso também teve desdobramentos no Campeonato Amazonense deste ano. Durante o primeiro jogo da final do segundo turno entre Nacional e Princesa do Solimões, o zagueiro Índio, do time da capital, afirmou que o lateral direito Deurick ,do Alvirrubro de Manacapuru, o havia chamado de macaco e preto safado. A acusação foi negada pelo atleta do Princesa. O jogador do Leão da Vila Municipal à época disse que não registraria boletim de ocorrência. “Eu não vou levar isso à frente. Eu deixo nas mãos da justiça divina”, disse o jogador. O interessante no caso foi que, na semana da decisão, o Nacional enfrentou o Corinthians na Arena da Amazônia e os jogadores entraram em campo segurando bananas nas mãos. O protesto foi em apoio ao lateral direito do Barcelona Daniel Alves.

Como combater? Segundo o sociólogo e antropólogo Ademir Ramos, insultos discriminatórios tendem a ser potencializados em praças esportivas, já que o esporte mexe com a emoção do torcedor e isso acaba aflorando o preconceito. Para ele, infelizmente, o racismo nunca deixou de existir no Brasil. “Na verdade o racismo sempre existiu e permanece presente nas gerações. No estádio de futebol a paixão se torna mais aguda e esse sentimento acaba potencializando o preconceito. Esse tipo de manifestação é lamentável, sobretudo no futebol que é um esporte coletivo, onde em campo os jogadores não têm preconceito. No caso do goleiro do Grêmio, o que mais chamou a atenção é negros também estavam imitando sons de macaco”, observou. Para Ramos, uma forma eficaz de combater o racismo é por meio de campanhas institucionais do governo e trabalhar dentro das escolas o preconceito como tema transversal. “Isso precisa ser trabalhado nas escolas para que possa chegar até as famílias. Tem que criar também políticas públicas sobre o tema. Quais políticos já falaram sobre o tema durante a campanha? Então me parece que assunto precisa ser mais debatido e trabalhado com campanhas institucionais”, concluiu.


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Flamengo vai à Bahia para manter boa fase

NA ILHA

Sport pega o Criciúma Goleado pelo Fluminense no último domingo e derrotado em casa pelo Vitória na última quintafeira, o Sport tentará se recuperar hoje (31), quando recebe o Criciúma, às 15h (de Manaus), na Ilha do Retiro, pela 18ª rodada do Brasileirão. O Leão poderá atuar em seu estádio graças a um efeito suspensivo concedido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Com 25 pontos, o Sport busca a vitória para tentar a reaproximação do G-4. Por sua vez, o Criciúma, dono de 17 pontos, segue lutando para deixar a zona de rebaixamento. Principal reforço da equipe para a segunda metade da temporada, o meia Diego Souza pode ser a novidade entre os titulares do Sport. O jogador, agradou o técnico Eduardo Baptista na derrota para o Vitória, quando entrou no segundo tempo. O Criciúma, por sua vez, não terá o volante João Vitor e o atacante Serginho, que cumprirão suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O experiente Paulo Baier provavelmente será poupado.

Ex-comandados de Ney Franco o enfrentam pela primeira vez após saída

Com objetivos semelhantes no torneio, Vitória tentará quebrar invencibilidade construída pelo Flamengo no Brasileiro

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a luta contra o rebaixamento, o Flamengo visita o Vitória hoje (31), às 15h30 (de Brasília), no estádio Barradão, em Salvador (BA), em duelo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro venceu seus quatro últimos jogos pela competição, chegou aos 22 pontos, mas ainda precisa pontuar para se afastar de vez do Z-4. Neste duelo os flamenguistas vão reencontrar o técnico Ney Franco, que foi dispensado recentemente na Gávea e voltou para Salvador. A tarefa do comandante, porém, é ingrata. Após a derrota de 1 a 0 para o Figueirense, na semana passada, o Vitória passou a amargar a lanterna, com apenas 15 pontos conquistados. Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo, não esconde que o seu time continua tendo como prioridade se afastar de vez do risco de rebaixamento. “Nós conseguimos resultados importantes no Campeonato Brasileiro, mas ainda não saímos completamente da zona de confusão e não podemos esconder isso dos torcedores. A partida tem

uma importância estratégica, pois pode nos permitir ganhar três pontos longe de casa e manter um time na parte de baixo da tabela de classificação. Justamente por conta disso estamos todos focados em um bom resultado na Bahia”, disse. Fugir do Z-4 Pelo lado do Vitória, Ney Franco também admite a luta contra o rebaixamento, mas se mostra otimista quanto ao sucesso da empreitada já a partir do jogo deste domingo. “Neste momento da competição está claro quem vai brigar pelo título, pela vaga na Libertadores e contra o rebaixamento. Infelizmente já está definido que vamos brigar neste último bloco e aceitar esta realidade é importante para termos sucesso. Sabemos que a situação é complicada, mas estamos injetando muito ânimo porque sei que podemos nos livrar disso. Este primeiro jogo será muito importante para a nossa sequência e confio na conquista de um bom resultado diante do Flamengo neste domingo “analisou Ney Franco, que estreou no comando do Vitória na última quinta-feira, quando dirigiu um time misto no triunfo surpreendente por 1 a 0, diante do Sport, na Ilha do Retiro, em Recife (PE).


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Animado, Coxa recebe o Galo para deixar degola Após golear o Flamengo no meio da semana pela Copa do Brasil, o Coritiba quer vencer e largar a lanterna do Brasileirao NOVO TÉCNICO

O técnico Marquinhos Santos, fará sua reestreia pelo Coritiba, no Campeonato Brasileiro. O comandante já deu uma nova cara ao time no jogo contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, no meio da semana opção seria Tardelli exercer essa função, neste caso Maicosuel seria adiantado para formar o ataque com Jô, ou poderia perder lugar no time para entrada de Marion, que é mais ofensivo. Além de Dátolo e Luan, o AtléticoMG não terá o zagueiro Réver, o lateral-direito Marcos Rocha e o meia-atacante Guilherme, todos entregues ao departamento médico do Galo. Em compensação, os volantes Pierre e Leandro Donizete, que não enfrentaram o Palmeiras, estão recuperados de lesão e à disposição de Levir Culpi.

GERALDO BUBNIAK/GAZETA PRESS

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assada a euforia pela vitória sobre o Flamengo pela Copa do Brasil, o Coritiba volta a sua realidade no Campeonato Brasileiro e, hoje (31), às 16h (de Manaus), recebe o Atlético-MG, no o Couto Pereira, em busca de seu segundo triunfo e tentar se livrar do Z-4. O Galo, por sua vez, pode se aproximar do G4 e também quer os três pontos para não deixar os líderes escaparem. A nova filosofia implantada por Marquinhos Santos após a saída de Celso Roth, com um time mais compacto, tocando a bola, já pode ser vista em. O técnico acredita que com uma postura ofensiva a fuga chegará em breve. “É um campeonato duro, difícil, onde nós temos que buscar mais vitórias, mas inevitavelmente haverá derrotas. A atitude que o grupo teve, a maneira como foi o comportamento e a presença da torcida jogando junto foi o diferencial. É o que precisamos para a sequência e fortalecer essa luta para não passar novamente o que ocorreu em 2009”, avaliou. O técnico Levir Culpi, do Galo, teve que quebrar a cabeça para armar a equipe. Desfalques por lesão e suspensão atrapalham. O principal problema e no meio. Dátolo e Luan estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo são baixas certas Uma possibilidade é escalar três volantes deixando Maicosuel como responsável por criar as jogadas do Galo. Outra

Técnico Marquinhos Santos conseguiu em pouco tempo transformar o emocional do elenco alvinegro

REAÇÃO

PARA LEVANTAR

Atlético-PR duela com o Goiás

e com um clima pesado após os insultos racistas proferidos por alguns de seis torcedores na derrota para o Peixe. O técnico Luiz Felipe Scolari disse confiar na possibilidade de o seu time reverter a desvantagem na Vila Belmiro. Ainda assim, afirma que o jogo contra o Bahia é a prioridade do momento. “Quem não estiver em condições não joga, quem estiver joga”, afirmou o técnico, após o jogo desta quinta. Uma volta que deve ocorrer é a do argentino Matías Rodríguez, que ficou de fora por opção de Felipão

para a partida contra o Peixe. No meio, Fellipe Bastos certamente retomará sua posição, e Riveros também tem chances de retornar, caso se recupere a tempo de dores musculares. O Bahia, ao contrário, vem de uma grande vitória fora de casa no mata-mata. O elenco passou a semana toda em Porto Alegre. Na quarta, fez 2 a 0 no Inter pela Sul-Americana, em pleno Beira-Rio. Agora, há o jogo considerado o mais importante da “excursão” ao Sul, pelo Brasileirão, onde a equipe vai mal, na Arena do Grêmio. LUCIANO LEON/GAZETAPRESS

Três dias depois de perder em casa para o Santos na Copa do Brasil, o Grêmio volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Hoje (31), o Tricolor receberá o ameaçado Bahia, atual 18º colocado, na Arena. Na 7ª colocação, o time gaúcho pode ficar próximo do G-4 em caso de vitória. A distância para o Corinthians, atual 4º colocado, é de seis pontos. As dificuldades, porém, prometem ser grandes. Além de o Bahia não perder há sete jogos, e ter sofrido apenas dois gols nesta sequência, o Grêmio vem de derrota na Copa do Brasil

NUNO GUIMARÃES/GAZETA PRESS

Grêmio enfrenta ameaçado Bahia

Atacante argentino Barcos é esperança de gol do Tricolor Gaúcho para o confronto de hoje

Leandro Ávila segue como comandante interino do Furacão após a demissão de Doriva

Sem vencer há três rodadas, o Atlético-PR tentará reencontrar seu caminho no Campeonato Brasileiro jogando fora de casa, hoje (31), diante do Goiás, às 18h30 (de Manaus), no Serra Dourada. A equipe esmeraldina, por sua vez, quer se afastar do grupo de baixo da classificação e se aproximar do adversário, que está quatro pontos à frente. Os goianos vêm de derrota na Copa Sul-americana para o Fluminense, no Maracanã, quando somaram o sexto resultado negativo seguido. Porém, sem reforços, o técnico Ricardo Drubscky terá que

montar o time, que precisa urgentemente dos pontos, com o que tem em mãos. No lado do Furacão, o interino Leandro Ávila espera encontrar uma formação mais equilibrada, já projetando a posição da equipe na classificação de acordo com o resultado do jogo. “A gente está em uma situação na tabela em que, vencendo o jogo contra o Goiás, encosta no pelotão da frente. Em compensação, se perder, o pessoal que estava atrás encosta na gente. Então, temos que avaliar bem como vamos armar o time para continuar

bem ofensivamente, mas mais fechado atrás”, afirmou. Para escalar o time, o treinador rubro-negro quase terá força máxima. A exceção será o atacante Douglas Coutinho, que se apresentou a seleção brasileira sub-21. Já o meia Bady, que não pôde enfrentar o Mecão por já ter defendido o São Bernardo na competição, está de volta e disputa um lugar com Nathan. Otávio, que não fez uma boa apresentação contra o Mecão, agora tem a posição ameaçada por João Paulo. No ataque, Cléo deve assumir naturalmente a vaga.


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Fluminense e Corinthians duelam pelo G-4 Quarto e quinto colocados do Campeonato Brasileiro, Timão e Tricolor vão se enfrentar neste domingo

Fred voltou a jogar bem e é arma ofensiva do Fluminense no jogo

EM BOA FASE

Homem que cadencia o time corintiano, Elias quer ajudar o Timão voltar a vencer

NO MARACANÃ

São Paulo e Figueirense jogam em Florianópolis

Botafogo e Santos se enfrentam soma 23 pontos, e precisam de um triunfo para mirarem a parte de cima da tabela de classificação. O jogo vai marcar o reencontro do técnico Oswaldo de Oliveira com o Botafogo, clube que dirigiu nos últimos dois anos, antes de assumir o Santos. Oswaldo de Oliveira, por sinal, trata com respeito o Botafogo e espera um jogo muito complicado no duelo deste domingo. “O Botafogo ainda não perdeu no Maracanã neste Campeonato Brasileiro e tem um time com jogadores de qualidade. Vai ser um confronto muito complicado, como todos nesta competição. O Santos tem condições de vencer, mas já estive do outro lado e sei da grandeza do adversário. Portanto, vamos precisar jogar muito bem para saírmos com os três pontos”, disse

Oswaldo. Vagner Mancini, comandante do Botafogo, coloca o Santos como um dos rivais mais complicados deste Brasileiro. “O time do Santos tem muita qualidade. Se formos analisar do meio para frente então salta aos olhos as opções para montar uma boa equipe. Robinho, Leandro Damião, Thiago Ribeiro, enfim, são muitos atletas em condições de desequilibrar o jogo. Mas o Botafogo tem consciência das suas necessidades e não podemos deixar de ganhar no Maracanã”, disse Mancini. Em termos de escalação, o Botafogo não poderá atacontar com o cante argentino Tanque Ferreyra, suspenso. Seu posto passa a ser disputado por Bruno Cor-

rea e Rogério Pelo lado do Santos, Oswaldo não quis antecipar se vai preservar algum titular visando ao jogo da volta contra o Grêmio, no meio da próxima semana. A princípio, a única mudança em relação ao time que ganhou no Sul será a entrada do atacante Leandro Damião na vaga de Gabriel, suspenso por acúmulo de cartões amarelos.

GUILHERME DIONIZIO/GAZETA PRESS

Botafogo e Santos fazem choque de alvinegros hoje (31), às 15h (de Manaus), no Maracanã, em confronto válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois times estão em momentos opostos. Com 19 pontos ganhos, os cariocas tentam se distanciar do Z-4. No Brasileirão, o Santos

vitória, se garantiria fora dela até o início do returno. A equipe paulista não terá o meia Paulo Henrique Ganso e o atacante Alexandre Pato, duas das peças, estão suspensos. “São bons jogadores. Aquele time realmente está muito entrosado, jogou quatro partidas, o que realmente é importante, faz diferença. O time que não treina junto, como o que jogou hoje, não tem o mesmo entrosamento”, lamentou o técnico Muricy Ramalho. O técnico Argel Fucks também tem dúvidas no Figueirense para repor os volantes Luan e Rivaldo, entregues ao departamento médico. Nos demais setores, no entanto, a escalação deverá ser a mesma.

PAULO CAMPOS/GAZETA PRESS

A posição na tabela é bem diferente, mas a fase que São Paulo e Figueirense vivem no Campeonato Brasileiro é bem semelhante. Os dois times, que deslancharam ao somarem exatamente 13 pontos cada nas últimas cinco partidas, agora se enfrentam pela penúltima rodada, em duelo marcado para 16h (de Manaus) de hoje (31), em Florianópolis. Restando dois jogos para o final do primeiro turno, um triunfo neste fim de semana seria importante para consolidar a arrancada. O São Paulo ocupa o segundo lugar, sete pontos abaixo do Cruzeiro, e poderia encostar na liderança. Três acima da zona de rebaixamento, o Figueirense, com mais uma

O Fluminense vai em busca dos três pontos para voltar ao G-4 e ultrapassar o rival No entanto, o técnico Cristóvão Borges teve pouco tempo para preparar a equipe, pois os tricolores estiveram em campo na última quinta-feira, pela Sul-americana. Para esta partida, o volante Cícero, suspenso, é desfalque certo. O jovem Klever continua no gol e Valencia retorna a equipe na vaga de Cícero, com Jean sendo adiantado no meio. “O Cícero não pode jogar, pois está suspenso. É a única coisa certa, porque não tem mais ninguém machucado. O Valencia está recuperado de lesão e volta. Vai estar todo mundo no campo”, disse. O meia Wagner prevê muita dificuldade na arena. “Vai ser mais complicado e sabemos que eles virão para dar uma resposta aos seus torcedores. Só que não temos nada com isso. Queremos uma melhor posição e temos de chegar lá para jogar e vencer”, falou.

MAURO HORITA/GAZETA PRESS

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orinthians e Fl u m i nense vão se enfrentar hoje (31), na aren a Corinthians, às 15h (de Manaus). Enquanto os paulistas tentam se recuperar, enquanto os cariocas buscam embalar novamente dentro da Série A e recuperar o lugar no G-4 da competição. O Corinthians terminou suas últimas duas partidas derrotado e reclamando muito da arbitragem. Mano Menezes vê o time perseguido pelos juízes e pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas sabe que é hora de deixar essa preocupação de lado e recuperar o futebol que não foi mostrado contra o Bragantino, na última quarta-feira. Desfalcado de seu principal atleta nos últimos jogos, Paolo Guerrero, alvinegro tentará a recuperação contra o Fluminense. Evitar uma derrota é necessário para manter a posição, já que o adversário está dois pontos atrás. “Infelizmente, tivemos dois resultados negativos, mas isso vai acabar. Vamos fazer um bom jogo”, assegurou o atacante Luciano, que ganhou a posição e teve mau desempenho em ambas as derrotas. Com a ausência de Guerrero, será novamente escalado, provavelmente ao lado de Romero.

MOISÉS NASCIMENO/GAZETA PRESS

MARCELO REGUA/GAZETA PRESS

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Robinho estará em campo pelo Santos Gabriel durante treino do Fogão no Rio de Janeiro Sem Ganso e Pato, Kaká será a referência do São Paulo


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MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014


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