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Pódio - 31 de janeiro de 2016

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MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

3090-1075

esportes@emtempo.com.br

DIVULGAÇÃO

Vasco inicia caminhada rumo ao bi Pódio E6

As academias de lutas, antes local predominantemente de homens, estão sendo “invadidas” pelas mulheres. Pódio E5

FOTOS: IONE MORENO

Pódio

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CARIOCA 2016


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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo

Seleção Canarinho na Copa de 1954 DIVULGAÇÃO

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jogo de estreia oficial do novo uniforme da seleção Canarinho foi em 14 de março de 1954, contra o Chile, no Maracanã, pelo returno das Eliminatórias da Copa - era a primeira vez que o Brasil teria que disputá-las efetivamente. Antes dessa partida, porém, a seleção já havia feito dois jogos fora de casa, pelo classificatório. Ainda usando branco, e com Zezé Moreira reconduzido ao cargo de treinador, o time deixou a classificação bem encaminhada ao vencer o Chile (2 a 0) e o Paraguai (1 a 0), A famosa camisa amarela fez a sua estreia em Copas, substituindo a branca, considerada um dos fatores de “azar” na derrota para o Uruguai, em 1950. O técnico também mudou. Flávio Costa deu lugar ao autoritário Zezé Moreira, que em 1952 dera ao Brasil o seu primeiro título oficial internacional - o Pan-Americano do Chile. As novidades do novo treinador eram o esquema 4-3-3 (recuando o ponteiro Telê Santana para ajudar no meio campo) e a marcação por zona. Como aconteceu em 1950, o primeiro adversário foi o México. E a seleção brasileira venceu com facilidade: 5 a 0. Pinga, duas vezes, Baltazar, Didi e Julinho marcaram os gols do Brasil. O segundo jogo da seleção

Colunista do PÓDIO

Por conta de superstição, seleção brasileira deixou a camisa branca que usou na Copa do Mundo de 1950 e adotou a verde e amarela em 1954

brasileira foi contra a Iugoslávia. O empate em 1 a 1 classificaria as duas equipes, mas o Brasil continuou pressionando, para desespero dos iugoslavos. No final do jogo, os brasileiros deixaram o campo chorando, pensando que haviam sido eliminados. O engano só foi desfeito quando todos estavam nos vestiários. Nas quartas de final, a rival foi a poderosa Hungria. O craque

Puskas, astro húngaro, machucado, não jogou. Mesmo assim, sua equipe não deu chances aos Brasil, abrindo 2 a 0 em apenas sete minutos de bola rolando, com gols de Hidegkuti e Kocsis Capitão da equipe, Ferenc Puskas comandou a fabulosa seleção húngara com gols (quatro), passes e jogadas de habilidade com o pé esquerdo. Nem a derrota na final contra a Alemanha lhe tirou o título

de melhor jogador da Copa de 1954. Dois anos depois, Puskas abandonou a Hungria por causa da intervenção soviética no país. Suspenso pela Associação Húngara de Futebol, ficou 18 meses afastado até ir para o Real Madrid. Naturalizou-se espanhol e disputou a Copa seguinte por sua nova pátria, encerrando a carreira em 1966. Zizinho era o melhor joga-

dor em atividade no Brasil, mas não figurou na lista para a Copa. Especula-se que teria sido resquício das declarações de José Lins do Rego, que comandou a delegação no Sul-Americano de 1953. O time base do escrete brasileiro era formado por Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Bauer, Brandão, Nilton Santos, Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues.

A famosa camisa amarela fez a sua estreia em Copas, substituindo a branca, considerada um dos fatores de ‘azar’ na derrota para o Uruguai, em 1950. O técnico também mudou. Flávio Costa deu lugar ao autoritário Zezé Moreira, que em 1952 dera ao Brasil o seu primeiro título oficial internacional - o Pan-Americano do Chile”


No sinal do abandono Lutador de jiu-jítsu vende água de coco e trufas nos sinais de Manaus para custear passagens para competir JOSEMAR ANTUNES

O

s semáforos de Manaus representam a salvação de atletas que pretendem disputar competições nacionais. É com a venda de água, chocolates e frutas aos motoristas que eles arrecadam dinheiro para custear despesas de viagens. A luta nos sinais de trânsito é a opção à falta de patrocínio. Para chegar aos golpes vitoriosos nos tatames, precisam antes derrotar a falta de apoio. É com medalhas no peito que Wesley Lima, 19, oferece trufas e água de coco aos motoristas na avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul de Manaus. Natural de Boa Vista (RR), mas morando em Manaus há 18 anos, o atleta usa os títulos como cartão de apresentação. Ele foi campeão brasileiro, mundial, interamericano e da Copa América conquistados em 8 anos na modalidade. O Mundial, em 2012, em São Paulo, foi o triunfo mais significativo. “Nunca tive apoio do setor público. Todos os órgãos do Estado e prefeitura me negaram ajuda. Quando fui competir fora de Manaus, dormi no aeroporto. Diante disso, resolvi ir para as ruas

e tentar conseguir dinheiro de outra forma”, conta Wesley. “O meu sonho é ver os jovens se destacando no esporte. Já perdi amigos para a criminalidade. Um deles morreu nos meus braços por conta do envolvimento com tráfico de drogas”, lembra Lima. Há cinco meses, o atleta mantém um projeto para retirar crianças e adolescentes da situação de risco social. São 45 jovens que treinam Nunca tive apoio do setor público. Todos os órgãos do Estado e Prefeitura me negaram ajuda. Quando fui competir fora de Manaus, dormi no aeroporto. Diante disso, resolvi ir para as ruas e tentar dinheiro de outra forma Wesley Lima, Lutador de jiu-jítsu

em um espaço gratuito fornecido pela Academia Luís Neto Gold Team (LNGT), no conjunto João Paulo, bairro Nova Cidade, Zona Norte. “Assim que abrimos o projeto, percebi a capacidade e talentos de alguns atletas. Como vou participar de uma competição nacional da modalidade, resolvi selecionar oito atletas para

Wesley Lima vendendo trufas no sinal em frente à entrada do Conjunto Eldorado, na avenida Mário Ypiranga, no bairro do Parque 10

ir ao evento. Sem recurso para bancar as passagens aéreas, hospedagens e alimentação, decidi vender os chocolates e água de coco para arrecadar o dinheiro”, conta Lima. Hudson Marinho, 18, é outro lutador do grupo. “Eu usava drogas, mas o Wesley acreditou no meu potencial e hoje agradeço a ele e a minha

família pelo apoio. Pretendo evoluir cada vez mais nos treinamentos e chegar aos títulos e, quem sabe, a uma carreira no esporte. Estou disposto a isso”, declarou. Brasileiro em Belém Os atletas amazonenses tentam disputar o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu,

em Belém (PA), entre os dias 21 a 24 de abril deste ano. As passagens, já reservadas, custam R$ 3 mil. Com o trabalho nos semáforos, os atletas arrecadam R$ 200 por dia, em média. Wesley disse que R$ 100 vão para uma conta poupança e a outra metade paga o fornecedor dos chocolates e da água de coco.

O grupo formado por Wesley Lima tem ainda Vitor Gabriel Souza, 15; Gabriel Rebouças dos Santos, 16; Hudson Marinho, 18; Orley Ferreira, 16; (todos faixas brancos) e Odemir Nunes, 20, (faixa azul). O Brasileiro de Jiu-Jítsu no Pará inclui lutas em todas as categorias, do mirim ao sênior 5, no masculino e feminino.

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Rio-2016 ficará R$ 400 mi mais cara que previsto DIVULGAÇÃO

Custo para realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro neste ano vai ficar um pouco acima de R$ 39 bilhões

Gastos: Arenas – R$ 7,07 bilhões (valor atualizado nesta sexta) Legado – R$ 24,6 bilhões (estimativa de abril de 2015) Comitê Rio-2016 – R$ 7,4 bilhões (valor atualizado em agosto de 2015) CUSTO TOTAL – R$ 39,1 bilhões

Foto aérea do circuito de canoagem slalom, construído no Rio de Janeiro, em Deodoro, onde fica localizado o Parque Radical dos Jogos Olímpicos. O volume de água na instalação supera os 25 mil metros cúbicos

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recursos necessários para a realização dos Jogos serão advindos da iniciativa privada. “Antecipamos a conclusão de obras importantes, como o circuito de canoagem slalom e a pista de mountain bike, (que ficam) no Complexo de Deodoro”, disse Marcelo Pedroso, presidente da APO, em comunicado oficial. A última revisão de gastos dos Jogos Olímpicos de 2016 havia sido apresentada no dia 21 de agosto de 2015, quando o custo total do evento atingiu R$ 38,7 bilhões. O valor representou um acréscimo de R$ 500 milhões em relação à estimativa de 24 de abril do

CÁLCULO

1 bilhão em 2015, o orçamento apresentado em agosto ainda omitiu gastos como os R$ 62 milhões que a prefeitura investirá na compra de mobiliário para as vilas olímpicas, os R$ 14 milhões necessários para obras de saneamento na Marina da Glória, os R$ 80 milhões que já foram alocados na remoção de moradores da Vila Autódromo e os R$ 100 milhões que o governo federal anunciou em fevereiro que pretendia destinar a compra de bolas, redes, obstáculos e barcos. Na época, a justificativa da APO para essas lacunas no orçamento foi o dinamismo das contas. Marcelo Pedroso,

O custos dos Jogos são calculados por três áreas: matriz de responsabilidade olímpica (obras necessárias para o país receber o evento), plano de políticas públicas (o famoso legado) e o orçamento do comitê organizador mesmo ano (R$ 38,2 bilhões), que por sua vez caracterizou um salto de R$ 500 milhões desde a projeção de 28 de janeiro (R$ 37,7 bilhões). A despeito da escalada de R$

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io de Janeiro (RJ) - A APO (Autoridade Pública Olímpica) divulgou na última sexta-feira (29) o resultado de uma revisão de custos dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. O montante total necessário para organizar o evento foi inflacionado R$ 400 milhões em relação à última estimativa, que havia sido divulgada em agosto de 2015, e chegou a R$ 39,1 bilhões. A revisão divulgada incluiu custos relacionados a arquibancadas temporárias e locação de equipamento de energia temporária, por exemplo. Segundo a APO, 60% dos

Tiro com arco é praticado em campo aberto, sendo o fator climático importante para realização das provas

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presidente do órgão, disse que os números são atualizados de acordo com valores fornecidos por prefeitura, governo do Estado e governo federal. Além disso, afirmou que os montantes omitidos poderiam ser incluídos no futuro. O custo dos Jogos é uma soma entre três pilares: matriz de responsabilidade olímpica (obras necessárias para o país receber o evento), plano de políticas públicas (iniciativas de legado que foram desenvolvidas por causa da competição) e o orçamento do comitê organizador Rio-2016. A pasta, aliás, passou por um corte no fim de 2015 para não

incorrer em déficit – a previsão inicial era reduzir os gastos em R$ 400 milhões, mas não há um número fechado sobre o resultado dessa redução. Em 2009, quando o Rio de Janeiro apresentou candidatura para sediar os Jogos Olímpicos, o dossiê estimava que o evento custaria R$ 28,8 bilhões (valor da época). Se tivesse apenas mantido esse patamar, a competição já seria mais cara do que os R$ 27,1 bilhões demandados pela Copa do Mundo de 2014. Ainda assim, o evento está aquém dos 11,15 bilhões de libras (R$ 65,3 milhões no câmbio atual) consumidos por Londres-2012.

TIRO COM ARCO

Meteorologia ajudará competição Criado nos primórdios da civilização e com indícios de sua prática ainda na pré-história, o tiro com arco surgiu como ferramenta para as atividades de caça e guerra. Com o surgimento das armas de fogo, seu uso para fins bélicos caiu em declínio, o que fez com que a prática de tiro com arco passasse a ser tratado como um esporte. Ele foi introduzido nos Jogos Olímpicos em 1900, sendo disputado até 1920. A discrepância entre as regras aplicadas nos diferentes países fez com que a modalidade ficasse ausente do evento por várias décadas. A partir de 1972, com a adoção das regras da Federação Internacional de Tiro com Arco, (Fita), o tiro com arco voltou à condição de desporto olímpico, a qual mantém até hoje. Quando se fala em competições de tiro com arco outdoor, a principal preocupação dos organizadores é com o vento. O livro de regras e constituição da Fita

traz uma série de recomendações sobre como devem ser presos os placares e as almofadas de alvo para que o vento não os derrube, assim como são exigidos a colocação de bandeirinhas acima do centro de cada almofada de alvo e birutas

ATUAÇÃO As tecnologias aplicadas na medição de rajadas de vento e a previsão de chuvas que possam ocasionar raios permitem mais segurança às competições de tiro com arco, minimizando os riscos de fatalidade (mecanismo capaz de sinalizar visualmente o sentido de deslocamento do vento) com uma distância do solo de, no mínimo, 2,5 metros nos dois lados do campo para orientar os competidores sobre o vento em todos os pontos da área de competição.

Além desses instrumentos citados acima, os competidores podem usar sensores eletrônicos de vento, como os oferecidos pela Squitter, atrás da linha de espera, e sensores não eletrônicos podem ser fixados em seus equipamentos, usados na linha de tiro. A Squitter possui diferentes modelos de sensores de vento, que atendem diferentes necessidades e que fazem a diferença neste esporte, como em qualquer atividade ao ar livre. As competições outdoor ocorrem independentes do tempo meteorológico, sendo a possibilidade da incidência de descargas elétricas (raios) o único fator capaz de interromper a prova. Não existe um limiar de vento regularizado pela Fita que impeça a ocorrência das competições de tiro com arco, entretanto, a federação permite a utilização de uma alça de mira com ajuste lateral (parafuso) que permite considerar o vento no momento do tiro.

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Lutando pelo corpo escultural DANIEL PRESTES

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ntes local predominantemente masculino, as academias de artes marciais têm sido “inundadas” pelas mulheres. O motivo principal é conquistar o tão desejado corpo escultural e também manter a saúde em dia. Em aulas de muay thai, boxe e jiu-jítsu é comum, atualmente, ter mais pessoas do sexo feminino, algo impensável há alguns anos atrás. Manaus não foge a essa tendência mundial. No entanto, a superação e o preconceito são situações frequentes com essas mulheres que decidem entrar no mundo das artes marciais. Um exemplo disso é Andreza Belfort, de 27 anos. Formada em odontologia, ela é aluna de muay thai da academia Champions Factory. A paixão pelo esporte e o interesse de praticar algum tipo de luta foi o que originou essa relação que já dura 5 anos. “Eu sempre gostei de esporte. Eu já tinha interesse em praticar algum tipo de luta, até por defesa pessoal. Hoje eu faço em média quatro a cinco treinos por semana. E além da estética, a prática mudou toda a rotina da minha vida’’, conta Andreza destaca sua primeira experiência profissional nas lutas, o preconceito por parte da família e o desafio que é conciliar os treinos com o trabalho. “Eu tive que superar todo o preconceito que às vezes vinha até do meu pai e da minha família, que não me apoiavam nas lutas. Eles achavam que

era só um hobbie e eu tive que provar para todo mundo que aquilo que eu estava fazendo era algo que eu queria e que é profissional. Foi uma constante luta mental, tinha situações que eu chorava bastante, pois a pressão foi muito grande”, lembra. Uma das dicas que Andreza dá para quem pretende praticar muay thai é a mudança da dieta. Ela diz que algo fundamental para o bom desempenho é comer alimentos mais leves, com carboidratos. “O atleta não vai conseguir ter um bom rendimento se continuar comendo besteira. Muito açúcar e gordura acaba refletindo no treinamento. É importante comer mais saladas, coisas leves com carboidratos. Outra parte é o alongamento que deve ser feito corretamente, e a disciplina que é fundamental”, explica. Assim como o muay thai, as aulas de boxe têm ganho adeptos do sexo feminino. A revisora textual Natasha Cintra, 24 anos, é formada em letras e tem deixado o pincel e lousa pelas luvas. Ela é aluna na academia Paulinho Boxe Team Sports, no bairro São Jorge. Natasha conta que buscou o boxe em busca de saúde e conseguiu alcançar seu objetivo. Graças à pratica do esporte, ela conseguiu se adequar a uma alimentação mais saudável e eliminar certas coisas que não fazem parte de uma boa refeição. “Eu me sinto melhor com minha saúde física e espiritual. Pois a gente trabalha aqui na academia foco e disciplina. A alimentação eu busco fazer sempre algo mais saudável.

IONE MORENO

É cada vez mais comum em Manaus ver mulheres em academias de lutas. A motivação é a tão sonhada boa forma física, mas algumas ultrapassaram o desejo inicial e se identificaram tanto com esporte que estão participando de competições

Mulheres já são a maioria nas aulas de boxe na academia Paulinho Boxe Team Sports, e algumas delas já sonham participar de competições

De manhã eu tenho um cardápio onde procuro comer uma fruta e depois uma omelete ou açaí para assim repor minhas energias”, revela. Natasha diz que graças ao boxe, passou a sentir a diferença na hora de ir na balança e além

disso passou a ter melhores noites de sono. “Eu acordo bem cedo para vir aos treinos. E isso já melhorou bastante meu dia, pois eu já não fico tão cansada e passo o dia bem ativa e muito mais disposta. Isso me ajudou

a ficar bem mais disposta a estudar, trabalhar e a fazer caminhadas”, conta. A “nobre arte” já se tornou uma atividade onde muitas mulheres praticam, e assim conseguiu conquistar um grande público feminino.

Além de proporcionar grandes efeitos, o boxe deve sempre ser acompanhado de outras formas de atividades como a musculação, para o atleta obter mais força e assim os resultados são sempre mais aparentes.

Para a socióloga Sarah Freitas, de 26 anos, aluna na academia Gracie Jiu-Jítsu, o jiu-jítsu vai muito mais além das fronteiras do bem-estar corporal. Ela diz que a prática pode transformar a condição mental das pessoas. Ela cita academias que trabalham com mulheres que já foram agredidas e que hoje graças aos treinamentos podem ter a possiblidade de se defender. “A gente pode usar isso na nossa vida na defesa pessoal. Mas além disso traz uma sensação de liberdade. O jiu-jítsu é uma resistência mental”, afirma. Assim como o muay thai e o boxe, o jiu-jítsu não

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foge da realidade de uma alimentação bem balanceada. Sarah conta que graças aos treinamentos, hoje ela se sente uma pessoa muito mais competitiva na vida pessoal e profissional. “Na minha vida pessoal o jiu-jítsu trouxe bastante resistência e na vida profissional trouxe bastante competitividade. Eu já venho de uma família onde a alimentação é muito importante. Antes de cada treino procuro fazer uma alimentação bem leve e durante a semana focar nas alimentações rica em fibras”, revela. Sarah diz que nos treinos existe um grande apoio no ambiente familiar. As

atletas se sentem sempre juntas quando ver sua companheira de treino em alguma competição. “A nossa equipe é muito unida, é uma grande família. Então sempre quando uma de nós vai competir, a gente vai apoiar”, diz. O jiu-jítsu é um esporte que pode ser praticado por todas as idades e engloba valores e ensinamentos que podem ajudar na vida pessoal. Além da resistência física, perda de calorias, autoconfiança, disciplina e stress e o cardiovascular. O esporte proporciona o aumento da flexibilidade, aumento da coordenação motora e aumento dos reflexos.

IONE MORENO

Arte suave se tornando cada vez mais feminina

Sarah Freitas é uma apaixonada pelo jiu-jítsu e treina pelo menos três vezes por semana

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Pódio

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Vasco inicia caminhada em busca do bi carioca R

e nem nada disso. Acho que o futebol está evoluindo nisso. Espero que não haja nenhuma briga e se torne um espetáculo bom, mas isso é só para a quarta rodada. Temos que pensar no Madureira primeiro”, disse, se referindo à estreia neste domingo, às 17h, em São Januário. Além do Vasco, o Botafogo utilizará o estádio em algumas ocasiões neste Campeonato Carioca e no Campeonato Brasileiro. Estreia O Vasco faz sua estreia no Campeonato Carioca neste domingo (31), às 15h (de Manaus) contra o Madureira, no estádio de São Januário. Para a partida, o técnico Jorginho não adotou o mistério que fez no início dos treinamentos e já fechou a equipe. Com a mesma base de 2015 o time titular terá somente mudanças por obrigação: saem Diguinho, que faz trabalho de prevenção de lesão, e Serginho, que seguiu para o Sport, e entram Julio dos Santos e Mateus Pet. Nos treinamentos durante a semana, que foi aberto para imprensa apenas nos minutos finais, Jorginho escalou o time principal com Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Julio dos Santos e Andrezinho; Mateus Pet, Nenê e Jorge Henrique; Riascos. Yago Pikachu, que tinha sido testado no meio ficou todo trabalho entre os reservas.

Camisa 10 vascaíno, Nenê, treinando antes da estreia do Gigante da Colina no Campeonato Carioca, competição em que deseja ser bicampeão

DIVULGAÇÃO

io de Janeiro (RJ) - Serão cinco jogos em São Januário dos oito que o Vasco terá pela frente na Taça Guanabara. Equipe com mais partidas em casa na competição, o Cruz-Maltino aposta na força do “Caldeirão” para conquistar o bicampeonato carioca. A vantagem em relação aos rivais se dá pela escassez de estádios no Rio de Janeiro nesta temporada. Maracanã e Engenhão estão à disposição da Olimpíada e a “Colina Histórica” servirá para abrigar alguns clássicos da competição. As partidas contra Flamengo, dia 14 de fevereiro, e Botafogo, dia 28, já estão marcadas para o local. “Sem o Maracanã e o Engenhão, o Vasco sai na frente por ter São Januário durante o Carioca, principalmente nos clássicos”, apostou o atacante Jorge Henrique. Convivendo no clube desde os dez anos, o zagueiro Luan foi outro que recebeu com entusiasmo a notícia dos jogos em São Januário. “Aqui eu estou dentro da minha casa, fico muito tranquilo. É onde gosto de jogar, o melhor lugar para se jogar”, destacou. Clássico mais aguardado por não acontecer desde 2005 no estádio, o Vasco e Flamengo, para Luan, terá todas as precauções tomadas pela diretoria. “A diretoria vai tomar as providências para que não haja briga

REPRODUÇÃO

Gigante da Colina terá mais jogos em casa na Taça Guanabara, em tese tendo o caminho mais facilitado no Estadual

Expulso no primeiro jogo oficial do Fluminense na temporada, Fred está garantido na estreia do Estadual

CARIOCÃO

Fluminense visita o Volta Redonda Volta Redonda (RJ) – Após um início de ano abaixo do esperado, sem nenhuma vitória na pré-temporada e derrota em casa para o Atlético-PR na estreia da Primeira, o Fluminense entra em campo neste domingo (31), às 17h30 (de Manaus), para enfrentar o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, na cidade de Volta Redonda. Mesmo jogando fora de casa, o Tricolor terá o apoio maciço da torcida que deve lotar estádio interiorano. No último coletivo antes do jogo, o técnico Eduardo Baptista deu folga aos jogadores que irão começar a partida, afim de recuperá-los fisicamente. De acordo com o comandante, a tendência é que a equipe seja a mesma que começou jogando contra o Furacão no meio de semana com: Diego Cavalieri, Wellin-

gton Silva, Gum, Nogueira e Ayrton; Edson, Cícero, Gustavo Scarpa, Daniel, Felipe Amorim e Fred. Não foi tão ruim O treinador viu pontos positivos na exibição tricolor e aposta na repetição para acelerar a evolução e, enfim, vencer a primeira em 2016. “É importante dar sequência. Quanto menos mexer, melhor. Não tivemos uma má exibição, não devemos mudar muito. Estamos evoluindo. Ainda faltam algumas peças para estrear. Gostei muito do Daniel, do Nogueira.... Conseguimos chegar pelos lados... o que está faltando é um pouco mais de tranquilidade e concentração para finalizar as jogadas”, disse. Já regularizado, o zagueiro Henrique foi confirmado na

relação dos atletas que irão para partida. Marlon treinou normalmente após se recuperar de uma infecção urinária, mas será preservado para o jogo seguinte. Ausência Eduardo Baptista mostrou pessimismo sobre a chance de Diego Souza, Richarlison e Renato Chaves serem regularizados em tempo. Sobre a pressão que já começou a sofrer por causa da falta de vitórias, o técnico disse que se mantém tranquilo e convicto no trabalho à frente da equipe. “É importante ter convicção. Futebol é assim, a torcida quer resultado. Mas temos que ter tranquilidade, saber o caminho que vamos trilhar. O time vem jogando bem, daqui a pouco as vitórias saem”, finalizou.


Campeonato Mineiro acirra rivalidade entre

Deivid fará sua estreia como técnico profissioal neste Campeonato Mineiro

Mineirão terá início neste domingo com 12 equipes e promete ser um dos mais disputados dos últimos anos

Cruzeiro e Atlético

B

elo Horizonte (MG) - Os Estaduais já estão batendo na porta e chegando de mansinho, como mandam os costumes do estado, o Campeonato Mineiro começa neste domingo (31) com alguns favoritos, mas também com alguns clubes candidatos à surpresa. Com algumas caras novas e outras nem tanto, o Campeonato Mineiro deve movimentar as atenções até mesmo daquele torcedor que não é muito chegado nos Estaduais. A Gazeta Esportiva apresenta os favoritos ao título, a fórmula de disputa, os principais técnicos e as contratações de destaque, que incluem alguns velhos conhecidos da torcida mineira. Fórmula de disputa Assim como nas últimas cinco edições do torneio, o Campeonato Mineiro novamente contará com 12 participantes: América-MG, Atlético-MG, Boa Esporte, Caldense, Cruzeiro, Guarani-MG, Tombense, Tricordiano, Tupi, Uberlândia, URT e Villa Nova-MG. A fórmula também será a mesma, com os clubes se enfrentando em turno único para definir os dois rebaixados para o Módulo II do Estadual e os quatro classificados para as semifinais, que assim como a decisão do torneio, serão disputadas em jogos de ida e volta.

Favoritos Como de praxe, a disputa pelo título mineiro se dividirá entre as três principais forças do estado: Atlético-MG (atual campeão), Cruzeiro e América-MG, todos eles integrantes da elite do futebol brasileiro. Os favoritos são as equipes da capital, contudo, a edição do ano passado mostrou que os clubes do interior jamais devem ser ignorados, como deixou claro a Caldense, vice-campeã mineira em 2015. Para a nova temporada, é bom abrir o olho com o Tupi, que

disputará a Série B do Brasileirão pela primeira vez na sua história e chega embalado para a disputa do Estadual. As contratações O tradicional sotaque mineiro ganhará nuances de espanhol em 2016. As principais contratações para o Estadual vêm da América do Sul, com destaque para os equatorianos Erazo e Cazares, que reforçam o Atlético-MG, e os argentinos Sánchez Miño e Pisano, contratados pelo Cruzeiro. O América-MG, por sua vez, aposta no gingado brasileiro e tem o atacante Tiago Luís, ex-Santos, como principal reforço para a temporada. Fora da capital alguns velhos conhecidos também chamam a atenção. No Villa Nova-MG, o meia Mancini, com passagem de sucesso pela Europa e Seleção, Kerlon “Foquinha”, e o interminável Fábio Júnior trarão à tona algumas memórias ao torcedor. O atacante de 37 anos, que já passou por Roma, Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG, atuará não apenas como jogador, mas também como gerente administrativo do Leão do Bonfim durante o Estadual. Valem destaque também as presenças do volante Rodrigo Possebon (ex-Manchester United-ING e Santos), que atuará pela URT, e do meia Joílson (que já defendeu Botafogo e São Paulo), contratado pela Tombense.

Os ‘professores’ De contratado renovado com o América-MG, Givanildo Oliveira é figurinha carimbada e disputará mais um Estadual em sua carreira. Diego Aguirre, do Atlético-MG, e Deivid, do Cruzeiro, em seu primeiro trabalho como técnico, são novatos e estreiam pelo Campeonato Mineiro neste ano.

Deixando de lado as três principais forças do estado, outros técnicos também despertam olhares mais cuidadosos, como o ex-zagueiro Wilson Gottardo, treinador do Villa Nova-MG, e Júnior Lopes, filho do delegado e treinador Antônio Lopes, que comandará o Tupi.

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