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Pódio - 30 de novembro de 2014

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POR UM LUGAR AO MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014 esportes@emtempo.com.br

Projeto social desenvolvido na cidade de Iranduba tem permitido que 375 garotos de 8 a 16 anos pratiquem esportes. Desses, 16 viajarão para disputar torneio no Centro de Treinamento do Palmeiras, em São Paulo. Pódio E4 e E5

SOL

Amazonas tem a maior pista de arrancada do Brasil

Pódio E3

Botafogo busca sobrevida na Série A contra o Santos

Pódio E7


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

Ariovaldo MALIZIA

‘O SEGREDO é A organização E o PLANEJAMENTO’

FOTOS: DIEGO JANATÃ

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THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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om mais de 25 anos à frente da direção técnica da Fundação Vila Olímpica (FVO), Ariovaldo Malizia já faz parte história do esporte amazonense. Malizia presenciou os momentos bons e ruins do futebol local. Viu de perto o estádio Vivaldo Lima lotado e sua demolição. Em entrevista concedida à equipe do PÓDIO, Malizia conversou sobre a realidade do esporte no Amazonas, relembrou momentos vividos no Vivaldão e ainda revelou que espera ver a nova arena lotada em partidas de clubes locais.

Hoje, temos toda essa estrutura da Vila e todos os aparelhamentos, não conseguimos galgar espaço em nível nacional. Na minha época, colocávamos o coração na frente. Hoje, alguns profissionais colocam o dinheiro”

Pódio - Como foi o seu começo no esporte amazonense? Ariovaldo Malizia - Sou formado em educação física e quando cheguei a Manaus, era um atleta amador. Disputei campeonatos de futebol de salão por algumas equipes, como Rio Negro e Bancrévea. Foram equipes que disputaram o Campeonato Amazonense por vários anos. Então, o desporto fez parte da minha vida desde que me entendo por gente. Quando vim de São Paulo para cá, na década de 60, já era atleta. Entrei na faculdade e recebi um convite para ser o preparador físico da seleção amazonense de vôlei. Esse convite foi feito pelo Arnaldo Santos. Ele era o treinador da equipe. O Amazonas nunca tinha passado do zonal. Fiz um trabalho com seis meses de antecedência, tudo organizado. Conseguimos vencer a final contra o Pará. Como sempre fui ligado ao futebol, em decorrência desse bom trabalho, fui chamado para trabalhar na Ferroviária, que estava voltando ao futebol. No ano seguinte, fui para o Nacional. Cheguei ao topo do futebol amazonense. Fiquei vários anos no Nacional. Fui campeão. Depois, acertei com o Rio Negro. Fui ficando e recusando vários convites de outros estados. Chegou um momento de saturação, porque no futebol é assim, tem um momento que cansa. Não conseguimos ir para frente, nem para trás. Mudam os dirigentes, os atletas, as cabeças das pessoas e você acaba não conseguindo manter o nível elevado. Foi quando surgiu o convite em 1989 de assumir a diretória técnica da FVO. Aceitei e estou até agora, sempre trabalhando para atender da melhor maneira possível a comunidade. Pódio – Como você enxerga o atual momento do esporte no Amazonas?

Ariovaldo Malizia - Na realidade, houve uma involução. Infelizmente, essa é a realidade. Em épocas passadas, conseguíamos realizar trabalhos melhores e com conquistas melhores. Tivemos um auge no handebol. No vôlei, fomos terceiro lugar no Brasil. O atletismo várias vezes subiu no pódio. Porém, os atletas levavam o coração na frente. Você planejava, mas colocava o coração na frente. Era um trabalho de no mínimo seis meses. Você perdia sábado, domingo e feriados, vivia a preparação intensamente. Quando viajava, você tinha certeza que ia trazer uma medalha no pescoço. Naquela época, não tínhamos a estrutura que temos hoje. A única quadra era o Renné Monteiro que cabe duas mil pessoas. Pistas? Só tínhamos da Ufam. As condições eram mínimas, mas as conquistas eram máximas. Hoje, temos toda essa estrutura da Vila e todos os aparelhamentos, mas não conseguimos galgar espaço a nível nacional. Na minha época, colocávamos o coração na frente. Hoje, alguns profissionais colocam o dinheiro. Dificilmente uma pessoa inicia um trabalho sem saber o quanto vai receber no final. Antigamente não era assim. Os atletas queriam ver o Amazonas na frente. Infelizmente e provavelmente por uma falta de influência política, isso está acontecendo. Temos bons profissionais de educação física, mas não conseguimos conciliar as duas coisas. Pódio – Qual a solução para esse problema? Ariovaldo Malizia - Devemos criar uma política direcionada para isso buscando que o Amazonas consiga reeditar os seus bons momentos de antes. Isso é possível? Sim. Porém, tem que ter uma política voltada para isso. Promoções de eventos para movimentar o esporte, buscar nesses eventos os melhores atletas que tem potencial e talento. Acredito que dá para mudar para melhor, não é difícil. Hoje, temos uma grande demanda de solicitações para quadras e podemos atender. Infelizmente, está faltando qualidade nos trabalhos. Pódio – Falta amor e vontade dos novos atletas? Ariovaldo Malizia - Diria que é algo mais ou menos assim. Nossa juventude não está sendo estimulada o suficiente para praticar esporte de alto rendimento. Hoje, ela está muito mais voltada para o notebook e celular. Estão esquecendo de ir ao encontro da atividade física. Temos que ir à essência, achar alguma coisa que motive a garotada. Acho que a Secretaria de Esporte

pode fazer muita coisa. Fazer campeonatos escolares para que apareçam novos atletas para ter motivação. Temos talentos em todas as áreas. O atleta amazonense tem corpo para isso. Só falta estimular à garotada a sair do computador e ir para o esporte. Pódio – O grande talento surge na escola? Ariovaldo Malizia - Sabemos disso há anos. É da escola que sai a grande promessa. Porém, existe uma coisa que vem paralela a isso. Algumas escolas não vêm acompanhando esse pensamento. Tem várias escolas em Manaus que não tem quadra coberta. Mas assim mesmo, temos que acreditar que é através da massa, que é a escola, que tiramos os novos talentos. Você pinça ali quem tem um talento especial. Essa máxima existe há muito tempo, mas não colocamos em prática. Se o aluno não praticar, como vamos descobrir que tem talento? As escolas devem estimular isso também. Incentivar o esporte. Essa ação deve sair da própria Sejel e do governo. Fazem um acordo com a Seduc para criar competições escolares de todas as modalidades. Tudo isso é possível, mas volto ou pouco e repito, tem que ter uma política para isso. Pódio – O que sentia pelo antigo Vivaldão? Ariovaldo Malizia - Posso resumir bem como a extensão da minha casa, porque vivi ali todos os momentos bons e ruins do futebol amazonense. Esqueci minha casa várias vezes por conta do Vivaldo Lima. Apesar das dificuldades de administrar, procurava fazer o melhor sempre, de maneira honesta e limpa para manter a integridade moral do estádio. Sempre busquei isso e conquistei. Era a minha segunda casa e fez parte da minha vida como se fosse um filho. Tentei manter, não como emprego, mas como um local que atendesse as pessoas que frequentavam. Me dediquei bastante. O Vivaldo Lima fez parte da minha vida. Era uma coisa muito gostosa, porque sou do futebol e me considerava a pessoa certa no local certo. Gostava de organizar os eventos. Foram bons momentos que vivi na minha vida e lamentei muito quando ele caiu, mas a realidade é que ele tinha que ser demolido. Estava com uma série de problemas. Eram questões estruturais. Não tinha perigo de cair, mas tinha muitas infiltrações. Sempre verifiquei e tive essa preocupação com o estádio. Como o futebol entrou em declínio, fiquei mais tranqüilo com a segurança.

Pódio – Então foi a favor da demolição? Ariovaldo Malizia - Quero dizer o seguinte, o estádio Vivaldo Lima tinha que ser demolido. Fui a favor, sim. O estádio chegou a ser o terceiro do Brasil após a reforma que passou em 95, atrás apenas do Maracanã e Mineirão. Fomos o primeiro estádio a ficar com todos os lugares com assento. Mas o tempo fez com que o estádio precisasse ser demolido. Pódio – Qual foi o momento que mais te marcou no estádio? Ariovaldo Malizia - Por incrível que pareça, o momento que mais me emocionou foi quando o guindaste começou a levantar o placar. Aquele placar marcou uma época. Era de ponta e fabricado nos EUA. Quando o guindaste levantou e tirou do lugar, aquilo me emocionou muito, porque vi o estádio indo embora. Até então, só tinha os boatos que iam derrubar, mas aquilo me mostrou que estava acabando. Não queria ver o estádio sendo derrubado, mesmo sabendo que era necessário. Pódio – Acredita que podemos ver a Arena lotada com um jogo envolvendo duas equipes locais? Ariovaldo Malizia - Acredito, sim. O primeiro passo é fortalecer o Rio Negro. Com ele fortalecido, a rivalidade com o Nacional volta. Tem que ser equipes do mesmo nível. Com Rio Negro e Nacional valorizados, as outras equipes vão subir também. Vai ser renda para todos como era antigamente. Esse é o meu pensamento. A rivalidade tem que voltar para tirar o futebol do marasmo. Pódio – Qual o segredo do sucesso no esporte? Ariovaldo Malizia - Para mim, a organização é o passo mais curto para chegar ao sucesso. Dentro dessa organização, se fazer um planejamento, o sucesso fica mais próximo. Temos que cumprir o planejamento sem pular etapas. Assim, chegará ao sucesso. Organização e planejamento levam ao sucesso. Isso, infelizmente, não acontece. As pessoas falam, falam, falam e não cumprem. Agora, tem que ser o planejamento certo. Aqui acontece de você chegar para treinar e ter duas ou três bolas, faltam meias, camisas e calção. Isso é organização. Você tem que está com tudo pronto. Ter 20 bolas, departamento pronto e organizado. O segredo é a organização e o planejamento. Isso serve para tudo na sua vida.

Lamentei muito quando ele caiu, mas a realidade é que ele tinha que ser demolido. Estava com uma série de problemas sérios. Eram questões estruturais. Não tinha perigo de cair, mas tinha muitas infiltrações”

Quando o guindaste levantou e tirou do lugar, aquilo me emocionou muito, porque vi o estádio indo embora. Até então, só tinha os boatos que iam derrubar, mas aquilo me mostrou que estava acabando. Não queria ver o Vivaldo Lima sendo derrubado”


Velocidade além da ponte Pista de arrancada Amazonas DragWay, em Iranduba, movimenta fanáticos por velocidade do Estado THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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urgindo de um sonho dos irmãos Luciano e Juliano Bento, a pista de Arrancada Amazonas DragWay, localizada no km 6 da estrada Manuel Urbano, vem conquistando espaço no automobilismo amazonense a cada ano. Fundada em 2010, a pista recebe as cinco etapas do Campeonato Estadual de Arrancadas. Com capacidade para três mil pessoas nas arquibancadas, o circuito promove encontros semanalmente para estimular a atividade no Estado. “Fizemos uma parceria com o Clube dos Carros Antigos. Eles estão utilizando a pista nas noites de quarta-feira. Aproveitando o grande número de presentes na primeira reunião, eles fizeram um encontro para arrecadar alimentos e acabou sendo um sucesso. Está programado outro para o começo do próximo ano”, revelou o vice-presidente da Manaus Moto Clube, Carlos

Osga, que ajuda na organização dos eventos. Contando com capacidade para receber 800 carros no seu estacionamento, a pista recebe etapas a partir do mês de abril, quando acontece o verão amazônico. As competições continuam até o final de novembro, justamente quando começa a época das chuvas no Amazonas. Por segurança, nos dias de prova, a organização traz para o evento o vistoriador oficial da Confederação Brasileira de Automobilismo. Ele que é o responsável pela liberação dos carros para as provas. “Não podemos brincar com a segurança dos competidores. Trazemos o vistoriador da confederação para ter o aval. Fora isso, os carros são obrigados a terem os itens de segurança necessários, como o Santo Antonio e cintos”, informou Osga. A pista de Arrancada Amazonas DragWay é a maior do Brasil em atividade. Por isso, Luciano Bento montou o Manaus Motor Clube. A instituição organiza o campeo-

nato amazonense e cuida das partes burocráticas. Toda a temporada necessária para que as competições aconteçam. Desde sua inauguração, a pista é responsável pela difusão da modalidade no Amazonas. Segundo Carlos Osga, esse crescimento é visível e pode ser medido pelo número de competidores inscritos para a última etapa da competição. “Durante esses quatro anos, houve um aumento na procura. Na última etapa, tivemos 120 carros inscritos para as provas. Nosso box tem espaço para 90 carros, então, ficou lotado e tivemos que colocar carro na parte reservada para os patrocinadores. O público também aumentou depois da construção da ponte. Isso facilitou o acesso dos fãs”, afirmou Carlos, que ainda informou que nesse domingo acontece o Desafio 201 metros. Os competidores irão ser divididos em quatro categorias (8, 9, 10 e 11 segundos). Quem chegar mais próximo do tempo em que foi inscrito, vai ser o grande campeão da categoria.

Paixão passada de pai para filho

O automobilismo segue atraindo fãs pelo Brasil. O esporte já teve seu momento áureo nos anos 80 e 90, mas continua sendo febre nacional. A paixão pelas corridas muitas vezes é passada de geração para geração. Esse é o caso do piloto Bruno Macedo, que participa da categoria Turbo Original e está lutando para terminar o ano com o recorde da pista. Até o momento, seu melhor tempo é 12s412. “Esse amor pelo automobilismo e arrancada já vem de

berço. Começou com o meu pai há vários anos. Está no sangue. A cada dia aumenta e vou passar para os meus filhos”, relatou Bruno. O piloto afirma que comemorou o fato de Manaus ter ganho uma pista de arrancadas. Assim, segundo ele, muitos pilotos saíram da ilegalidade e passaram a correr em competições com regras e sistema de segurança. “Graças a Deus, os meninos decidiram fazer essa pista, porque tudo era na rua. Os pegas e as arranca-

das eram nas ruas. Depois, passou para o Sambódromo, mas o piso é muito liso e dificultava os carros”, relembrou o piloto que ainda fez um convite para quem quiser entrar no circuito de arrancadas do Amazonas. “Toda quarta-feira a pista está aberta ao público. Quem quiser vir participar, deve procurar uma oficina que regulamente seu veículo para as competições. Temos que lembrar que a segurança é importante no esporte. Venham se divertir”, finalizou.

REGIÃO

METROPOLITANA Piloto amazonense fala da importância de ter uma pista de excelência próximo a Manaus

RAIMUNDO VALENTIM

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Sem estrutura adequada, Iranduba investe na base Mesmo com a escassez de recursos, secretário de Esportes ressalta o trabalho feito em cima das dificuldades ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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evelar novos talentos. Esse é o principal objetivo da atual gestão esportiva do município de Iranduba, distante a 27 quilômetros de Manaus. Com estádio, campo gramado em boas condições, quadras poliesportivas sendo reformadas e outras construídas na pacata cidade, os jovens se divertem numa estrutura que nem de longe lembram as praças disponíveis para a prática do desporto na capital. O responsável por “cuidar” do esporte em Iranduba é Valdircley Cunha, que há dois anos comanda a Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel). Sem maiores recursos para a área, Nego, como é conhecido o gestor nos quatro cantos da cidade, fala com orgulho das obras realizadas em quadras pela cidade. A primeira delas é a construção de uma quadra de futsal, que com recursos municipais está em fase de acabamento, localizada na praça do município. Além dela, um ginásio segue em construção e outro em reforma.

Mas, antes mesmo de Nego assumir a Seel, a cidade de Iranduba contava com dois campos para a prática do futebol. O principal deles é o estádio Tenente Álvaro Maranhão, com capacidade para cinco mil pessoas. Nos últimos meses, o espaço foi bastante

Para participar do projeto, a molecada deve estar frequentando a escola e tirando boas notas. Alguns pais até vêm nos agradecer Valdircley Cunha, secretário de Esportes de Iranduba

utilizado em partidas do Campeonato Amazonense Infantil e Juvenil. “A escolinha do Santos, com quem temos parceria, mandou todos os seus jogos aqui. Nacional Borbense, ASA e Penarol também jogaram aqui”, disse. Contudo, o projeto Atletas do Futuro parece ser o prin-

cipal feito do responsável pelo esporte no município à frente da Seel. Atualmente, o estádio serve de palco para 375 crianças, entre 8 e 16 anos, que, se estiverem em dia com as obrigações escolares, podem participar das atividades. “Para participar do projeto, a molecada deve estar frequentando a escola e tirando boas notas. Alguns pais até vêm nos agradecer. Eles dizem que isso acabou motivando os meninos com as atividades da escola. Além disso, temos parceria com a Secretaria de Saúde e o Conselho Tutelar. Nosso principal objetivo não é formar jogadores de futebol, e sim cidadãos”, ressalta o titular da Seel. De acordo com o secretário, 16 crianças da categoria sub-12, escolhidas por meio do projeto Atletas do Futuro, embarcam dia 6 de dezembro para São Paulo. Lá, eles participarão da Copa Adalberto Mendes de futebol de base, que será realizada no Centro de Treinamento do Palmeiras. “Temos uma parceria diretamente com o Palmeiras. É um torneio só de times convidados, melhor até do que participar do estadual”, resume.


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Time de futebol não é do município

REGIÃO

METROPO LITANA

Meninos participam do projeto Atletas do Futuro, criado pela prefeitura do município de Iranduba

Criado para representar a cidade, o Esporte Clube Iranduba da Amazônia é motivo de discórdia entre os dirigentes do clube e o titular da Seel. Neste Estadual, nas categorias infantil e juvenil, o clube entrou em campo com garotos da escolinha do Santos, por meio de parceria firmada com o município. “Só o nome é do município. Hoje o clube está representando Manacupuru, com o Princesa do Solimões. Seria bom termos um clube daqui, mas infelizmente não temos essa parceria. Não teve parceria com nas categorias de base e não sei como vai ficar no profissional. Só neste ano, investimos R$ 25 mil na alimentação do clube. O município só tem a perder com essa briga”, afirma Nego. No feminino, o time do Iranduba também é criticado pelo secretário do município. “O feminino nunca disputou um jogo aqui. Nenhuma atleta do time é daqui”, reclama. A equipe do PÓDIO procurou o presidente do Iranduba, Amarildo Dutra, mas não obteve sucesso.

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Cidade tem outras modalidades Se para o futebol a estrutura já não é das melhores, o município tem pouco a oferecer aos atletas que desejam disputar outras modalidades. No jiu-jítsu, o município firmou parceira com o mestre Leandro, para que os jovens interessados em aprender a “arte suave” tivessem um espaço propício para a atividade. Na principal praça da cidade, ao lado da quadra de futsal, que está prestes a ser entregue, uma academia ao ar livre já é aproveitada pelos cidadãos de Iranduba. Com diversos aparelhos de musculação, o espaço recebe pessoas de todos os sexos e idade, que

desejam exercitar o corpo e manter a saúde em dia. No handebol, o orgulho da cidade é a atleta Ana Beatriz, 15. Ao disputar o Campeonato Amazonense da modalidade, a jovem jogadora despertou o interesse de olheiros e foi convidada a fazer teste em São Paulo, pelo São Caetano. O titular da Seel reconhece que falta investimento em outros esportes, como o vôlei, por exemplo, que ainda assim conseguiu promover o talento do jovem Júnior, 15. Assim como Ana Beatriz, ele viajará para São Paulo e fará teste na equipe do Sesi. FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM


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Guilheiro volta ao judô e sonha com Olimpíadas Atleta abandonou o esporte por conta de sucessivas lesões. Hoje, ele almeja participar dos Jogos Olímpicos de 2016

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ono de duas medalhas olímpicas, o brasileiro Leandro Guilheiro está de volta ao judô depois de dois anos afastado por lesão. Guilheiro rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito, quando voltava aos treinos após uma cirurgia no ombro esquerdo, feita logo depois das Olimpíadas de Londres. Ele passou por operação, mas problemas na recuperação o obrigaram a fazer outras duas cirurgias. Sem poder lutar, o brasileiro se dedicou aos estudos. Concluiu o curso de dois anos em gestão empresarial e financeira na Fundação Getúlio Vargas, uma das instituições de en-

sino mais prestigiadas do Brasil, e retomou as aulas de francês, que estavam suspensas desde 2010 por falta de tempo. “Foi um período de muita reflexão, de altos e baixos. Isso tudo me tornou mais forte em todos os aspectos. A experiência acadêmica me trouxe uma nova visão de diversas coisas, sendo que tenho tentado aplicar algumas delas no meu dia a dia como atleta”, explicou o atleta de Suzano, no interior de São Paulo. Guilheiro conquistou medalhas de bronze nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008 na categoria 73 kg. Depois da competição na China, subiu de peso para 81 kg e também obte-

ve resultados importantes como a prata no Mundial de 2010 e o bronze no de 2011, além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A decepção veio nas Olimpíadas de Londres, em que perdeu nas quartas de final e depois novamente na repescagem, quando buscava classificação na luta pelo bronze. Depois dos jogos, submeteu-se à uma cirurgia no ombro esquerdo. Retomava os treinamentos com a seleção em 2013 e rompeu os ligamentos do joelho direito. Os problemas não pararam aí. O novo ligamento não cicatrizou como esperado e ele precisou passar por outra cirurgia. Em ja-

neiro deste ano, quando estava no terceiro mês de recuperação, descobriu-se que este novo ligamento não fixou no fêmur. Gui-

MEDALHAS

Entre as principais medalhas conquistadas ao longo da carreira, Guilheiro tem dois bronzes olímpicos na categoria 73 kg, conquistados em Atenas (2004) e Pequim (2008) lheiro precisou ser operado uma vez mais. “Ali fiquei preocupado por um instante, mas sempre confiei nas pesso-

Após os Jogos Olímpicos de Londres, Guilheiro conviveu com lesões e por isso decidiu parar a carreira

as que trabalham comigo e sabia que uma hora o problema seria solucionado. Além do apoio das pessoas próximas, minha vontade de voltar a lutar um judô melhor do que aquele que eu fazia antes foi a minha força motriz. Fora que eu não ia permitir ser derrotado por uma lesão”, analisou. Guilheiro voltou a lutar neste mês de novembro, mas está consciente de que ainda estará longe do desempenho de anos anteriores. A missão de disputar o Grand Prix de Astana foi de retomar o prazer de competir novamente para embalar na briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para ser o representante do Brasil na Cidade Maravilhosa daqui a dois anos, Leandro Guilheiro terá que superar a concorrência de Victor Penalber, terceiro colocado do ranking mundial na categoria 81 kg. Nas Olimpíadas, cada país pode levar apenas um atleta por peso. “Estou pronto para buscar o meu melhor judô e construir um caminho que pode me levar aos Jogos Olímpicos. Tenho tentado corrigir os erros cometidos nos ciclos olímpicos anteriores e atingir um novo patamar de desempenho. Hoje me sinto bastante satisfeito com o trabalho que vem sendo realizado e a minha motivação foi renovada”, garantiu.


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Botafogo tenta última cartada contra degola Alvinegro vai à Vila Belmiro e precisa obrigatoriamente vencer o Santos hoje

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Botafogo realizou alguns ajustes para enfrentar o Santos, neste domingo (30), na Vila Belmiro, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. E o Alvinegro terá alguns problemas para tentar o milagre de evitar o rebaixamento. Jobson e Bollati foram poupados da atividade de sexta-feira e são dúvidas. O volante foi substituído por Andreazzi, mas o departamento médico crê na recuperação do atleta. O atacante, por sua vez, dificilmente terá condições físicas de entrar em campo. Ele luta contra uma lesão na coxa esquerda na qual convive nas últimas semanas. Jobson jogou no sacrifício por alguns jogos, mas a comissão técnica não deverá contar com ele neste domingo. No meio de uma atividade tática, Vagner Mancini testou o atacante Maikon na vaga de Bruno Correa por alguns minutos. Nesse tempo, ele fez boa jogada com Gabriel e deixou Yuri Mamute na cara do gol, mas este perdeu a jogada após tentar driblar Andrey. De volta ao time reserva, Maikon mostrou serviço novamente. Ele foi lançado, ganhou na velocidade de Jefferson e marcou um gol. Bruno Correa não teve bom desempenho, mas também deixou sua marca após cruzamento de Régis. Apesar de participativo,

Ronny cometeu muitos erros. A provável escalação do Botafogo enfrentar o Santos é: Jefferson; Régis, Dankler, André Bahia e Jr. César; Airton, Gabriel, Andreazzi (Bollati) e Ronny; Yuri Mamute e Bruno Corrêa (Maykon). O Botafogo não depende mais somente de suas forças para permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro terá que torcer para uma derrota do Palmeiras diante do Inter, em Porto Alegre. Se o resultado acontecer, neste domingo, o time precisa obrigatoriamente vencer o Santos para seguir com chances. Santos Após quase dois meses, Leandro Damião volta a iniciar uma partida na Vila Belmiro. O atacante deverá ser titular ao lado de Gabriel e Thiago Ribeiro Em relação ao time que começou a partida no clássico contra o São Paulo no domingo passado, algumas mudanças. A principal delas ocorreu na lateral direita com o jovem Daniel Guedes entrando no lugar de Cicinho, enquanto que Neto foi sacado entrando David Braz em seu lugar. Com o esquema no 4-3-3, o Santos treinou com: Aranha; Daniel Guedes, Edu Dracena, David Braz e Caju; Alison, Renato e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Gabriel.

Clube de General Severiano viveu uma semana conturbada nos bastidores


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Meia tem problemas musculares e deve desfalcar o Flu hoje

Fluminense faz duelo decisivo com Corinthians

DE FÉRIAS

Cruzeiro enfrenta a Chape com reservas O técnico Marcelo Oliveira confirmou que poupará os titulares contra a Chapecoense, em Chapecó, neste domingo (30), pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador celeste confirmou que terá Marcelo Moreno, mas não definiu o restante do time. “O Moreno vai. Estamos naturalmente tirando jogadores, a gente já previa dar uma descansada para aqueles que estão jogando direto, pelo desgaste grande e dando oportunidade a outros jogadores que vinham participando menos. É um campo de observação também para o treinador”, disse. A ideia é usar o jogo con-

tra a Chape para observar jogadores que não vinham atuando e também atletas da base. Ele convocou três novo garotos do sub-20: o lateral direito Diones, o volante Bruno Ramires e o atacante Hugo Ragelli. “Eu acho que sim. Acho que é uma oportunidade também de botá-los para jogar, ou levá-los para o banco. O Cruzeiro tem formado bons jogadores. Tem sido assim com Mayke, Alisson, Wallace e outros. Eles não estão tendo tanta oportunidade. A gente requisitou mais dois do juniores para de repente usar. Temos certeza que eles vão bem e temos total confiança nesses jogadores”, concluiu. DIVULGAÇÃO

Para o jogo no Maracanã, Tricolor não deve contar com o meio-campista Jean, que não treinou durante a semana por conta de um incômodo muscular

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om dores musculares, o volante Jean deve desfalcar o Fluminense no duelo contra o Corinthians, neste domingo (30), às 15h (de Manaus), no Maracanã, pela 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador, que é meia de origem, tem atuado na lateral direita. O meia Wagner também foi poupado dos treinamentos de sexta-feira, mas

não preocupa para a partida. Jean deixou o treino da última quinta-feira com incômodo muscular e tem grandes chances de desfalcar a equipe. Se o volante não tiver condições de jogo, existem dois concorrentes a vaga: Edson e Renato, único jogador de origem da posição disponível no elenco. No último treinamento antes da partida, o primeiro treinou improvisado

na vaga, enquanto Diguinho foi escalado no meio. Os concorrentes de Renato e Edson pela posição, Bruno e Rafinha, ainda se recuperam de lesões e não terão condições de atuar contra o Corinthians. O meia Cícero é outro que também deve desfalcar o Fluminense na partida. Com isso, o Tricolor das Laranjeiras deve entrar em campo neste domingo com:

Diego Cavalieri, Renato (Edson), Guilherme Mattis, Marlon e Carlinhos; Valencia, Edson (Diguinho), Wagner e Conca; Rafael Sóbis e Fred. O Fluminense é o sétimo colocado no Campeonato Brasileiro com 58 pontos e precisa de uma combinação de resultados para chegar à Libertadores de 2015. O Tricolor está cinco pontos atrás do quarto colocado, o Internacional.

Técnico da Raposa usará a partida para fazer testes


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