pele ARTHUR CASTRO
“Doentes” por seus clubes de futebol, torcedores eternizam no corpo o amor pelos times ao tatuarem os escudos das equipes e não se preocupam com os possíveis preconceitos. Pódio E6 e E7
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
esportes@emtempo.com.br
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
‘Doença’ de
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Nalber TAVARES
‘O Brasil TEM QUE jogar como BRASIL E NÃO como Rússia’ FOTOS: DIVULGAÇÃO
LINDIVAN VILAÇA
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Eu acho que o equilíbrio no masculino é maior. Existe um grupo de seleções que podem tranquilamente ser medalhas de ouro, ou quinto e sexto lugar, seis, sete times que podem tranquilamente ganhar uma Olimpíada”
primeiro jogador da história do voleibol a ganhar títulos mundiais em três categorias diferentes (infanto-juvenil, juvenil, adulto) e participante das Olimpíadas (Atlanta, Sydney, e Atenas), Nalbert Tavares, visitou Manaus na última sexta-feira (28) para uma conversa com funcionários de uma empresa local. Durante o evento, o ex-jogador de vôlei falou sobre a história dos Jogos Olímpicos e contou um pouco de sua experiência como atleta profissional. Aposentado das quadras, o ex-capitão da seleção brasileira contou ao PÓDIO como continua tendo contato com o esporte como comentarista esportivo e avaliou as possibilidades de medalha do vôlei nas Olimpíadas do Rio. PÓDIO - Como você avalia, como comentarista, a estrutura para os jogos? Nalbert Tavares - Sou otimista por natureza, só que há alguns problemas, atrasos... Mas tenho total convicção que o Brasil fará Jogos Olímpicos únicos. Melhor ou pior que outros? Não há comparação, o importante não é isso, o importante e fazer os jogos com a cara do Brasil. Vai ser uma Olimpíada colorida, alegre e bem organizada. O país tem condição de realizar grandes eventos com competência. Na Copa do Mundo, o país fez bonito e assim como a Copa vai correr tudo bem. PÓDIO - Você acredita que os jogos vão deixar um bom legado? NT - Sim, sem sombra de dúvidas. Vai ser fantástico. Não somente em termos físicos, mas um legado social para o Brasil inteiro, para que as crianças possam se motivar no esporte. Dessa forma, novos campeões irão surgir, mas também grandes cidadãos, pessoas de bons valores e bons princípios. A função do esporte é essa, formar e inspirar. Com os Jogos Olímpicos é a oportunidade para isso.
PÓDIO - Nos dias de hoje é mais fácil para pessoa conseguir traçar o caminho do profissionalismo dentro de qualquer modalidade? NT - É muito mais fácil, sim. Os esportes cresceram bastante. Hoje em dia, existe um número de investimento muito maior do que no meu início de carreira. Acho que alguma coisa nesse sistema esportivo pode ser melhorado, a educação física precisa ser mais valorizada e o esporte precisa estar mais forte nas escolas. Seria o ponto número um, mas sem esquecer que as confederações e o Comitê Olímpico são bem melhores em ternos de estrutura financeira em traçar bons planejamentos para fazer boas preparações. PÓDIO - Você acredita no ouro olímpico do vôlei em casa? NT - Acredito, sim! Acho que o vôlei tem muita tradição no Brasil assim como futebol. O Brasil nunca pode ser descartado como possível campeão, jogando em casa a pressão no vôlei é muito maior, os atletas e as pessoas falam muito nessa grande oportunidade de disputar e conquistar o ouro em casa, mas eles como time têm que encontrar uma força maior para superar o peso da camisa que tem grande história. PÓDIO - Como você avalia o atual cenário do esporte no Brasil? NT - É bom, mas não é o ideal. O Brasil já melhorou muito em comparação a algumas Olimpíadas atrás. A realidade brasileira é de grandes chances de medalhas. A meta para 2016 é estar entre os dez primeiros colocadas nas Olimpíadas. É uma meta arrojada, ousada, mas ainda possível porque tem alguns esportes que certamente irão trazer medalha. Além disso, tem sempre aquelas surpresas, principalmente para atletas brasileiros que chegam por fora, que não são favoritos e que acabam se tornando uma grande vantagem. A meta para conquistar medalhas é 25 colocando o
Brasil em uma das dez maiores potências esportiva do mundo, o que para nossa realidade seria fantástico. PÓDIO - Como você avalia Manaus como sede Olímpica? NT - Manaus é uma cidade que tem tradição esportiva. Já joguei aqui muitas vezes. Na época, fui para Ponta Negra e participei de um jogo de exibição no vôlei de praia. Na época, tinha 7 mil pessoas. Todos aqui adoram esporte. Manaus vai sediar o futebol, por mais que seja distante do Rio, mostra que o Brasil inteiro abraça esse espírito olímpico e a cidade pode ser um símbolo disso. Manaus é parte integrante disso tudo. Sediou uma Copa com qualidade e teremos uma Olimpíada com muita qualidade. Nós ainda vamos lembrar daqui um tempo que o Brasil recebeu a primeira Olimpíada na America do Sul, isso mostra que a Olimpíada é brasileira, não somente carioca, com a cara do país. PÓDIO - Estamos bem representados com os garotos que conquistaram a prata no Pan? NT - Os garotos do vôlei estão em um bom caminho, lembrando que a seleção masculina não foi com força total, já que tinha ainda a Liga Mundial. Eu tenho muita esperança que todos os esportes, em especial o meu voleibol, possam fazer um grande papel aqui (nas Olimpíadas). PÓDIO - O Brasil tem acertado nessa renovação? NT - Acho que por algum momento perdemos um pouco da nossa essência de ter jogadores não tão altos, mas jogadores mais habilidosos, mais técnicos. Acho que isso está sendo revisto. É muito importante que seja revisto, porque o Brasil tem que jogar como o Brasil e não como Rússia. A Rússia tem a escola deles, a nossa escola é muito diferente da deles. É uma escola mais completa, é uma escola mais habilidosa e por algum momento a gente priorizou a altura e
deixou de lado a habilidade e outras valências que foram importantes para nós. PÓDIO - Estamos servidos de bons jogadores? NT - A gente tem algumas posições que infelizmente somos carentes. A posição de ponteiro e passador, que sempre tivemos os melhores, hoje em dia está em falta. PÓDIO - Vamos ver um equilíbrio dos adversários em 2016, tanto no masculino quanto no feminino? NT - Eu acho que o equilíbrio no masculino é maior. Existe um grupo de seleções que podem tranquilamente ser medalhas de ouro, ou quinto e sexto lugar, seis, sete times que podem tranquilamente ganhar uma Olimpíada… Lembremos da Rússia, atual campeã olímpica, que ganhou tudo nos últimos anos, e nem na fase final (da Liga Mundial) chegou. Fez uma campanha da Liga Mundial péssima, ganhou um jogo só de 12. Então, a gente vê como o nível está alto. PÓDIO - O favoritismo pode atrapalhar? NT - Acho que o Brasil não vai chegar favoritíssimo, o que pode ser bom. Já chegamos em outras competições como favoritos e acabou pesando muito. Acho que chegar em uma Olimpíada, entre aspas, correndo por fora, seria bastante interessante. PÓDIO - O alto investimento aplicado nas Olimpíadas por parte das empresas preocupa para o futuro do esporte? NT - O sistema esportivo brasileiro tem muita coisa a ser vista, estudado e melhorado, mas a Olimpíada está aí e a gente tem que aproveitar da melhor maneira. O caminho é esse: esporte e educação, e não dá para a gente ficar só dependendo das políticas que vem lá de cima, do governo. É sempre bom estimular que os jovens pratiquem esportes. Tem que ser nossa mentalidade daqui em diante.
Acho que o Brasil não vai chegar favoritíssimo, o que pode ser bom. Já chegamos em outras competições como favoritos e acabou pesando muito. Acho que chegar em uma Olimpíada, entre aspas, correndo por fora, seria bastante interessante”
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Mestre Rudá ensinando golpes de krav maga a policiais
IVE RYLO
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ara o verdadeiro mestre, o lugar mais alto do pódio em nada se compara à conquista de ver seus discípulos vivendo de forma digna e disciplinada, em perfeita harmonia entre corpo, mente e espírito. Este tem sido o caminho trilhado pelo sargento da polícia militar Rudá de Souza Monteiro, 43, que há quase três décadas se dedica ao aperfeiçoamento e ensino da arte marcial chinesa Kenpo budo kai. Na última sexta (28), o grãomestre 10° Dan recebeu o título de Mestre Honorífico em Artes, homenagem esportiva 2015 e medalha dos Grandes Mestres das Artes Marciais do Brasil, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A homenagem foi concedida pela Faculdade Einsten (Facei), na 7ª edição do livro “Grandes Mestres das Artes Marciais do Brasil”, pela editora Bueno. Em setembro, o grão-mestre Rudá de Souza também será homenageado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). “Foi uma pesquisa realizada pela faculdade de São Paulo que descobre e investiga sobre os mestres de todo o Brasil. Para minha surpresa, recebi o convite e fui homenageado pelos trabalhos que tenho desempenhado”, afirmou. A paixão de Rudá pelas artes marciais começou ainda na adolescência, aos 16 anos, após conhecer as possibili-
dades de crescimento que o Kenpo budo kai poderia oferecer para desenvolvimento do corpo e do espírito. “Desde pequeno tenho ligação com sabedoria oriental, e sempre busquei estar em contato com ela por meio de filmes e livros. No início, o que me influenciou foi conhecer a história do mestre de Kenpo Jeff Speakman, naquele filme dos anos 80 ‘Arma perfeita’. A partir daí vi a essência do Kenpo e caiu como uma luva para o que eu era e sentia. O Kenpo tem uma essência muito bonita, não busca só o equilíbrio mental e físico, mas nos faz encontrar a diferença entre o tigre, que é forte mas impulsivo e o dragão, que é sempre sábio e evita a guerra”, explicou. O americano Jeff Speakman foi apenas um dos mestres que ficaram mundialmente conhecidos. A partir do final da década de 70 e início dos anos 80, o cinema disseminou a filosofia das artes orientais com filmes do mestre chinês Bruce Lee ou mesmo o saudoso e fictício mestre Keisuke Miyagi, personagem do ator Pat Morita da série “Karate Kid”. Após a identificação com a arte, Rudá tem dedicado toda a vida a aprender e ensinar o Kenpo. “Mais do que ensinar técnicas de autodefesa, os verdadeiros mestres de artes marciais empreendem uma jornada em busca de auxiliar os alunos a trilhar o verdadeiro caminho com paz e equilíbrio interior. Sem contar na me-
Mais um
degrau alcançado
Rudá de Souza Monteiro recebeu título de Mestre Honorífico em Artes pela faculdade Einsten, em São Paulo lhoria de saúde, em verdadeiro equilíbrio do corpo de da mente. Existem dois tipos de caminhos das artes marciais, dos lutadores e dos mestres. Todo meu tempo dedico a ensinar e nunca fui de competir. Trilhei o caminho da docência. Dou aula no Brasil inteiro. Me tornei mestre puro da arte de defesa que visa a sobrevivência neste mundo violento”, ressaltou. Ele ensina a civis, policiais das forças especiais e militares sobre a arte de legítima defesa que reúne diversas artes marciais. “É uma arte de legítima defesa. Neste mundo violento, é uma arte contundente. É muito importante que profissionais da segurança pública tenham essa
habilidade que o Kenpo oportuniza. O verdadeiro mestre não se preocupa com dinheiro. O meu retorno é ver o policial voltando para casa vivo e o sorriso do aluno, que me fala que aprendeu coisa que nunca aprendeu na polícia”, afirmou. Rudá explicou que o Kenpo é oriundo da China, passou pelo Japão e caiu no gosto dos ocidentais. Sua experiência e habilidade em diversas artes marciais – como o muay-thai, jiu-jítsu, kickboxing – o fizeram fundar um estilo próprio de Kenpo. “Ele (o kenpo) é mais forte no Japão, China e Estados Unidos. Apesar de temor o ‘Brasilian Kenpo’, ele ainda não é muito difundido em nosso país”, salientou.
Sargento da polícia, Rudá é um ícone nas artes marciais
Histórico de um mestre dedicado Rudá de Souza Monteiro – grão-mestre 10° Dan em Kenpo budo kai – é formado em gestão de segurança privada e pós-graduado em segurança publica. Ele é reconhecido pelo conselho mundial de defesa pessoal e sistemas de combate e pela federação de kickboxing tradicional do Estado do Rio de Janeiro. Ele é faixa-preta 3°Dan de kickboxing e Karate full-contact, mestre faixa-preta 5°Dan de defense combat system, faixa-preta 3°Dan de Hapkido, faixa-preta de jiu-jítsu, professor de Taclocom, mestre fundador de comando close combat e combat jutsu, professor de muay-tai, professor de kapap Krav Maga, especialista em defesa pessoal, professor de close
combat militar. Ele também é professor de segurança pública e privada do Instituto Integrado de Ensino em Segurança Publica (IESP), instrutor da Centro Especializado em Treinamento Tático Avançado, em Táticas Especiais e Opecações Especiais (Cetta Internacional) e Stan Solutions da Itália com credenciamento nacional e internacional. Além de diretor técnico do conselho mundial de defesa pessoal e sistema de combate, instrutor do Centro dinâmico de Treinamento Avançado (CDTA). Ele também desenvolve os projetos sociais “Lutar para mudar” e “Resgatando Vidas” na Gold Star academia.
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Duelo derubro-negros rubro negrosno Recife Sport e Flamengo se enfrentam neste domingo pela 21ª primeira rodada do Campeonato Brasileiro vivendo momentos o opostos postos pos tos no campeonato campeonato
R
ecife (PE) – Após ser eliminado pelo Vasco na Copa do Brasil, o Flamengo terá uma difícil missão neste domingo (30), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time da Gávea vai ao Recife fazer o duelo de rubro-negros contra o Sport, às 15h (de Manaus), na Arena Pernambuco. A partida tende a ser quente, já que no primeiro turno, quando as equipes empataram no Maracanã por 2 a 2, houve troca de ofensas na saída do campo e o meia Diego Souza, que acabou a partida como goleiro, recla-
mou do tempo de acréscimo dado pelo árbitro. O Rubro-Negro carioca tem problemas para a partida. O atacante Paolo Guerrero, machucado, está fora de combate. O meio-campista Ederson, com estiramento na coxa esquerda, também é desfalque. A boa notícia é que o lateral-direito Pará, expulso contra o Vasco no meio de semana, foi liberado para atuar pelo Brasileirão. Alem disso, o meia Alan Patrick está confirmado no time titular. Diante deste cenário, o Flamengo deve ir a campo com: Paulo Victor, Pará, César Martins, Samir, Jorge,
Canteros, Márcio Araújo, Alan Patrick, Emerson Sheik, Everton e Marcelo Cirino. Sport Pelo lado do Rubro-Negro Nordestino, uma briga saudável no gol e no ataque são as únicas dúvidas do técnico Eduardo Baptista para a partida. Na meta do Sport, brigam pela vaga o experiente Magrão e Danilo Fernandes, já no setor ofensivo Hernane Brocador, ex-Fla, e André disputam uma vaga ao lado de Maikon Leite. Outra possível mudança no time titular é a saída do meia Marlone para a entrada de Élber, que
foi acionado durante o jogo contra o Bahia. O lateraldireito Samuel Xavier, que estava suspenso na Copa Sul-Americana, deve voltar na vaga de Ferrugem. Com isso, a tendência é que o Sport entre em campo com Magrão (Danilo Fernandes); Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Rodrigo Mancha, Diego Souza, Marlone (Élber) e Maikon Leite; André (Hernane). O Sport tem 31 pontos e sonha em voltar ao G-4. O time carioca com 26 e na 13ª colocação no Brasileirão, quer se afastar ainda mais da zona de Meia Diego Souza é o principal nome do Sport na atual temporada
Com a ausência de Paolo Guerrero, Paulinho pode ser uma boa opção de ataque no Fla
Fluminense faz clássico interestadual com o Galo Rio de Janeiro (RJ) – Classificado para as quartas de final da Copa do Brasil e no G-4 do Campeonato Brasileiro. O ambiente do Fluminense é de calmaria e esperança de vôos mais altos no Brasileirão. Para isso se concretizar, o Tricolor precisa obrigatoriamente vencer, neste domingo (30), às 15h (de Manaus) no Maracanã, o vice-líder Atlético-MG. O duelo é o chamado jogo de seis pontos, já que se o Flu vencer, diminuirá para três a diferença para o Galo. O Corinthians, que lidera a competição, tem 10 pontos a mais que os cariocas, será o próximo adversário do Flu, na próxima quarta-feira (2), na Arena Itaquera. Mas nem tudo são flores nas Laranjeiras. Os atacantes Fred e Osvaldo, e o volante Edson, machucados, não enfrentam o time mineiro. Ronaldinho Gaúcho que não atuou na partida contra o
Paysandu em Belém no meio da semana, retorna ao time titular. Pierre fica responsável pela marcação no meio de campo e o polivalente Gustavo Scarpa deixa a lateral-esquerda para atuar na criação de jogadas. Diego Cavaliere, recuperado de lombalgia, volta à meta Tricolor. O time que vai a campo deve ser formado por: Diego Cavalieri; Renato, Gum, Marlon, Victor Oliveira, Pierre, Jean, Cícero, Ronaldinho, Gustavo Scarpa e Magno Alves. Galo O Galo deve entrar em campo contra o Fluminense com a força máxima, caso Carioca e Giovanni estejam em condições. O time deve atuar com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Giovanni Augusto, Luan e Thiago Ribeiro; Lucas Pratto.
NO SUL
PARA EMBALAR
Palmeiras recebe JEC de olho no G-4 São Paulo (SP) – Para voltar ao G-4 na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras recebe o Figueirense às 15h (de Manaus) deste domingo (30), no Allianz Parque. Os comandados de Marcelo Oliveira vivem momento de oscilação na competição nacional e por isso ocupa atualmente a quinta colocação. Melhor jogador do Palmeiras no duelo contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, o jovem atacante Gabriel Jesus começará como titular a partida contra os catarinenses. Por conta do desgaste dos jogos, o treinador palmeirense está adotando um rodízio de atletas. Desta vez, quem pode ser poupado é o capitão Lucas. João Pedro deve assumir a lateral-direita. O mesmo acontece com Rafael Marques, de dá lugar a Jesus.
No meio, o volante Amaral segue como titular na vaga de Arouca ainda sem condições físicas de atuar. O Palmeiras deve ir a campo com: Fernando Prass, João Vitor, Jackson, Vitor Hugo, Egídio, Amaral, Robinho, Zé Roberto, Gabriel Jesus, Dudu e Lucas Barrios. DIVULGAÇÃO
NO MARACANÃ
Verdão quer vitória no Allianz Parque
Corinthians duela contra Chapecoense Chapecó (SC) – A eliminação da Copa do Brasil para o Santos não foi tão lamentada pelo Corinthians. Perder para o rival nunca será bem digerido pela torcida, mas, mesmo sem confessar, os jogadores do Alvinegro paulista acreditam que o caminho para o quinto título brasileiro será mais tranquilo com apenas uma competição até o final do ano. Diante deste pensamento, o líder do Campeonato Brasileiro enfrenta a Chapecoense, às 15h (de Manaus), deste domingo (30), na Arena Condá, em Chapecó (SC), pela 21ª rodada do Brasileirão. Para o duelo o Timão tem um desfalque. Bruno Henrique, suspenso, não jogará. Ralf assume o posto. Se perdeu o volante, o técnico Tite terá os retornos de Fagner, Elias e Jadson, que não atuaram no meio de semana, além do zagueiro Felipe liberado pelo departamento médico.
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Copa Interbairros organizada pela Fldam foi um sucesso
Democratização
do desporto
Federação das Ligas Desportivas do Amazonas (Fldam) está promovendo eleições nos bairros para definir os presidentes das ligas desportivas nas comunidades
E
m busca de valorizar o desporto comunitário e organizar as atividades esportivas junto aos bairros, a Federação das Ligas Desportivas do Amazonas (Fldam) está realizando eleições em todas as zonas da cidade para eleger presidentes de cada região. Eles serão o link entre a Fldam e as comunidades. O presidente da Fldm, Hélio Veiga, estima reunir 620 mil comunitários da capital, que fazem parte de um total de 104 comunidades, oriundos
das ligas desportivas filiadas à entidade, nas seis zonas de Manaus e região metropolitana, nesse momento democrático, onde a própria população escolhe quem irá presidir a liga do bairro. A proposta da Fldm é organizar o desporto comunitário de acordo com a Lei Pelé número 9.615, que visa à prática do esporte em três níveis - Desporto Educacional (escola), Desporto de Participação (comunitário) e Desporto de Alto Rendimento (clubes e federações). “Nós encontramos mui-
ta resistência por realizar esse processo de eleição. A partir disso, resolvemos criar novas ligas sem ferir o estatuto, pois seria muito complicado e não haveria entendimento, mas este conceito contrário mudou por sermos uma entidade privada e, quem não era filiado, agora estão sendo integradas”, destacou Hélio Veiga. A ideia é ter, num futuro próximo, uma liga desportiva em cada um dos municípios do Estado. Das 165 ligas entre capital e interior, 104 estão filiadas
em Manaus. Projeto Orçado em mais de R$ 8, milhões, a Fldam projeta uma gestão esportiva junto ao Ministério do Esporte, a distribuição das técnicas de modalidades esportivas e quantitativa aos atletas. As práticas seriam desenvolvidas em escolas que apresentam ociosidade. Os espaços inativos seriam otimizados com nove atividades esportivas – basquetebol, futsal, futebol, handebol, judô, jiu-jítsu, natação, voleibol e tênis de mesa.
Os trabalhos seriam desenvolvidos por meio da Federação da Vila Olímpica (FVO) e convênio com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O projeto inicialmente atenderia 31 unidades escolares da capital. Ao todo, 227 profissionais farão parte dos trabalhos e que atuarão após o processo seletivo realizado através de licitação. O projeto prevê ainda, além da participação das escolas, a integração entre igrejas, associações, conselhos e ligas desportivas. O objetivo é a massificação da prática do esporte por meio
das atividades do desporto de participação bem como oportunizar a atividade física e esportiva a pessoas de baixa renda. Copa Interbairros A Fldam. em parceria com o Grupo Raman Neves de Comunicação, vai promover a segunda edição da Copa Interbairros. O evento vai acontecer no período de 10 de outubro a 12 de dezembro deste ano. A premiação será de 100 mil e os jogos acontecerão nos estádios da capital, com a final programada para a Arena da Amazônia.
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Apaixonados por futebol, torcedores amazonenses eternizam o amor pelos clubes com tatuagens de tamanhos e formas das mais variáveis possíveis IVE RYLO
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uando o coração fica pequeno para uma paixão, ela fatalmente irrompe qualquer barreira e chega a aflorar na pele. Amor, loucura, fixação, incoerência. Mas, afinal, o que é mesmo coerente em uma paixão? Assim é a devoção de alguns torcedores pelos clubes de futebol que não medem esforços e chegam a tatuar no corpo a fidelidade e amor incondicional às equipes brasileiras. Os vira-casacas que os perdoem, mas já dizia o apóstolo Paulo: “O amor é paciente, não guarda ressentimento, tudo crê, tudo espera e tudo suporta”. E foi este sentimento que fez com que o vendedor Fabiano Lima de Oliveira, 33, tatuasse na pele o amor ao Botafogo em 2003, no ano em que o time foi rebaixado. O desenho do símbolo do time com a águia no braço direito foi uma das provas de amor ao time do coração, demonstrada por Fabiano quando ele tinha 21 anos de idade. Amor que ele herdou do pai. “Comecei a torcer pelo Botafogo por incentivo do meu pai. Quando tinha jogo, sempre assistíamos juntos. Quando tive a ideia de fazer a tatuagem, perguntei dele se poderia, porque ele nunca gostou muito de tatuagem ou brinco. Mas como ele também é botafoguense, acabou concordando e no final gostou. Minha mãe sempre foi mais aberta e gostou da arte”, disse. Homenagear um clube no ano de seu rebaixamento causou
Tatuagem Fu
entre os amigos de Fabiano enorme surpresa. “Quando o botafogo foi rebaixado, meus amigos ficaram zoando e disseram que eu nunca mais ia usar a camisa. Mas fui lá e tatuei o símbolo, ou seja, independente de ter a camisa, o botafogo passou a ficar sempre comigo. Sou contrário a quem abandona o time em momentos ruins, quando ele é rebaixado, como é o caso do Botafogo atualmente, que está na segunda de novo”, afirmou. Apesar de muitos torcedores de times adotarem a este tipo de declaração de amor, ainda hoje a arte no corpo de Fabiano chama atenção por onde ele passa. “Conheço muitas pessoas, amigos que fazem parte de torcidas organizadas que têm tatuagens de times no corpo. Quando as pessoas veem, brincam perguntando se eu não tinha outro time para tatuar no corpo, fica aquela brincadeira”, afirmou. Os jogos são motivo para reunir toda a família em frente à televisão. “Eu, meu pai e meu filho João Benício, 4, nos reunimos para ver as partidas. Por influência do meu pai, a família já está na terceira geração de botafoguenses. E se meu filho quiser fazer uma tatuagem, já esta autorizado, claro”, liberou Fabiano. Hoje, 12 anos após a impressão e vendo o time rebaixado novamente, Fabiano confessa que tem um arrependimento. “Só me arrependi de não ter feito maior, fiz num tamanho médio, deveria ter feito maior. Mesmo rebaixado, a paixão só aumenta”, assegurou.
Flamengo de corpo e alma Uma promessa incentivou o administrador Lavor Neto, 39, a tatuar o amor pelo Flamengo. Há 2 anos, a palavra “Raça” – em homenagem ao clube e a torcida organizada – está estampada na perna direita de Neto. Ele e mais quatro amigos comprometeram-se a registrar na pele o amor ao Rubro-Negro. “Dos quatro, somente dois, eu e meu amigo Rodrigo Sampaio, cumprimos a promessa. A tatuagem dele é bem detalhada e ficou muito boa. É um urubu com a camisa do Flamengo no peito, próximo ao ombro. A minha é somente a palavra raça em preto e vermelho”, afirmou. A prática de estampar na pele a devoção ao time é comum entre os torcedores mais antigos da torcida organizada. “Todos os torcedores mais antigos tinham a tatuagem e eu tinha vontade de fazer. Então, um amigo me desafiou. No dia que ele foi retocar a dele me chamou e eu apareci no estúdio. Nem ele acreditou que eu iria. Saí do meu trabalho e fui fazer, foi meio de supetão”, ressaltou. A tatuagem foi feita em apenas uma sessão
e exigiu muita garra ao torcedor. “Ele começou a desenhar de baixo pra cima. Em cima do osso perto do calcanhar doeu muito, principalmente na hora de preencher, mais deu para suportar. Na hora deu agonia pois nunca tinha feito uma tatuagem, mas não me arrependi”, afirmou. Sem ter avisado a ninguém, ele surpreendeu toda a família pela coragem e orgulhou o avô, o percussor da paixão. “Quando nasci, meu avô me levou três conjuntinhos de time para que eu escolhesse o clube que iria torcer. Mas os três eram do Flamengo. Desde o berço ele me incentivou. Minha mãe se assustou com a tatuagem, mas depois gostou. Ela sabe que eu sou torcedor fanático. Fiquei mais fanático depois que entrei para a torcida. Se não tivesse a torcida, não tinha toda esta festa que vemos nos estádios”, afirmou. Futuramente ele planeja tatuar na outra perna as palavras “Rubro-Negra”. “A tatuagem é uma demonstração de paixão pelo clube que ficará marcada pelo resto da vida”, finalizou.
Urubu do Flamengo voando em direção ao coração do torcedor rubro-negro
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FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Fiel de todo coração e na pele A alma corintiana do gerente comercial Charles Gonçalves, 28, há 3 anos foi revelada para o mundo ver. O amor pelo Timão estimulou a criatividade do rapaz, que cuidadosamente pensou em um símbolo que representasse e marcasse sua vida para sempre. “Pensei em um símbolo do Corinthians como se estivesse rasgando e saindo pela minha pele na panturrilha esquerda”, afirmou. Corintiano desde pequeno, o jovem cultivava a ideia de fazer a tatuagem há muitos anos. Quando realmente conseguiu realizar o sonho, a primeira sessão aconteceu um dia depois que o Timão tinha “concedido uma colher de chá, claro”, ao Flamengo pela Libertadores de 2012. “Marquei a sessão, e foi meio complicado. Lembro como se fosse hoje, na quarta à noite o Corinthians perdeu do Flamengo e na quinta de manhã fui ao estúdio. Mas foi tranquilo, para mim não importava o título, se perdesse ou se ganhasse”, afirmou. Bem-humorado, ele lembra que no dia da primeira sessão da arte, pós-derrota, o torcedor foi zoado pelos amigos. “Sou muito fanático pelo meu time. Tem gente que gosta de carro, moto, de som de carro, eu gosto do meu time. Viajo para ver os jogos em outros Estados e a tatuagem faz sucesso. Muitas pessoas, até em São Paulo, acham
que eu fiz a tatuagem fora do país, por causa da qualidade”, ressaltou. A paixão alvinegra começou de maneira inusitada ainda na infância, aos 8 anos. “Sempre gostei de jogar bola, mas não era de assistir os jogos na TV, não torcia por nenhum time. Até que precisava ir com uma camisa de time para um evento na escola e minha mãe me levou no Centro para eu escolher uma camisa. Fui na loja e o vendedor me mostrou um monte de camisas, e no meio de todas elas, eu gostei da camisa branca do Corinthians e começou assim. Passei a acompanhar o jogos e com 10 anos de idade já sabia tudo sobre futebol e descobri o amor”, reconheceu. Em lugar de destaque do guarda-roupas, ele guarda a primeira camisa comprada pela mãe, e não vende nem troca por nada. “É uma camisa antiga, do tempo em que o patrocínio era a tinta Suvinil, em 1996. Tenho uma com o autógrafo de todos os jogadores, que consegui quando entrei no CT em São Paulo, mas não é mais valiosa que a minha primeira camisa, que minha mãe guardou”, disse. Além de reunir diversos artigos com a marca do time, Charles coleciona uma dezena de “loucuras” protagonizadas para ficar mais perto dos ídolos. “Já cheguei a faltar prova na faculdade para ver o jogo, e a viajar para São Paulo com
apenas R$ 100 na carteira, numa sexta-feira e voltar na segunda-feira para ir de manhã ao trabalho. Passei três dias sem dormir. Fiz muitas loucuras pelo meu time, mas agora já estou mais tranquilo”, assegurou. Por pouco, Charles não foi assistir ao jogo do Timão no Japão em 2012, pelo Mundial de Clubes. “Optei por honrar minhas contas, mas por pouco não fui. Depois me arrependi de não ter ido. Em São Paulo teve gente que vendeu o carro para ir, e pai que mexeu na poupança de R$ 19 mil do filho, e viajou com a mulher e o filho para assistir o jogo. Foi um movimento grande no Japão, fomos o time da América do Sul que mais levou gente para lá”, afirmou. Em meio a tantas demonstrações de amor, a tatuagem foi – dentre a lista de loucuras – a mais singela. “Minha mãe falou muito, não queria deixar. Ela se preocupou que a tatuagem poderia me prejudicar na hora de arrumar um emprego, porque muita gente ainda tem preconceito, mas com o tempo eu a convenci, levei o desenho para ela ver e ela aprovou e quando ficou pronta, ela achou bonita”, disse.
ARTHUR CASTRO
Tatuagem foi feita no ano que o Botafogo foi rebaixado no Campeonato Brasileiro
FOTOS: ARTUR CASTRO E VALENTIM
Futebol Clube
Identificação de grupos sociais De acordo com o sociólogo Ademir Ramos, a pintura corporal acompanhou o homem desde os primórdios nas civilizações mais antigas, e é usada tanto como representação estética quanto como firmação de uma identidade cultural ou étnica. “Na verdade, pintura corporal detém em si formas de linguagem que podem identificar determinados grupos. Acontece muito entre povos indígenas, que adotam pinturas diferentes entre os grupos étnicos. Está impressa na identidade étnica cultural dos po-
vos tradicionais”, afirmou o sociólogo. Ele explicou que, com o tempo, a arte de pintar o corpo foi passada para o artesanato. Mesmo mediante o desenvolvimento e complexidade das sociedades, ganhou o mesmo sentido das civilizações primitivas, de comunicar e identificar. “Você valoriza o ator de acordo com a pintura. A partir do momento em que a pessoa usa a pintura no corpo, é uma forma de selar um pacto com o compromisso que assume, é o caso da paixão pelo futebol”, explicou.
Ele apontou que no caso do futebol, as tatuagens denunciam o sentimento pelos clubes. “O futebol é uma grande paixão que os atores imprimem no corpo, como uma declaração de amor, guerra ou compromisso com o time. Aquele que dá a vida pelo time. É uma paixão muito forte no Brasil e na América Latina. É uma linguagem que denuncia identidade e que fundamenta-se na paixão e cria um campo favorável de força entre aqueles que torcem por aquele time”, disse.
Charles confirmou a alcunha dos torcedores do Corinthians, que são chamados de fiéis
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MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Willian D’Âgelo
COLUNISTA DO PÓDIO
Fundado em 17 de outubro de 1938 e conhecido como “O clube dos cinco aros” e “O clube da elite de Manaus”, o Olímpico Clube conquistou os campeonatos regionais de 1944, 1947 e 1967. Na era do profissionalismo, o Olímpico teve vários artilheiros como Irailton (1967), Luís Darque (1970) e Santos (1971). Na era do amadorismo, o jogador Quinha é o maior artilheiro em um jogo do estadual, ao marcar nove gols na partida vencida pelo Olímpico com o placar de 14 a 1 diante do Independência, em 28 de dezembro de 1957. O time também conhecido por se apresentar sempre de forma elegante para os seus torcedores tem outros resultados marcantes em sua história no futebol amazonense. Em 27 de dezembro de 1947, o time goleou o Independência por 11 a 1 e, em 24 de fevereiro de 1968 venceu o Nacional por 2 a 0, jogo do terceiro título do clube. No Campeonato Amazonense de 1944, que teve como participantes Nacional, Rio Negro, Fast, Independência, Tijuca e Olímpico, a decisão ficou entre “O clube dos cinco aros” e o Galo da Praça da Saudade. O Olímpico venceu por 4 a 3 e mandou a campo a seguinte formação: Théo, Zeca Periquito e Tuta; Catré, Gióia e Júlio; Cabral, Fedegun-
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Olímpico, o clube dos cinco aros des, Marcos Gonçalves, Dorval e Mário Matos. Também jogaram Salgado (goleiro), Manuel Braga e Ceará. Em 1947 o Olímpico conquistou seu segundo título, tendo como adversários as equipes do Nacional, Tijuca, Fast, Eldorado, Independência, Comercial e América. O time foi campeão com Luizinho (Théo), Caçador e Aurélio; Salum Omar, Gato (Gatinho) e Dog; Cabral, Zé Luiz, Raimundo Rebelo, Sílvio e Juvenil (Marcílio). Mário
O jogador Quinha é o maior artilheiro em um jogo do estadual, ao marcar nove gols na partida vencida pelo Olímpico com o placar de 14 a 1
Matos, Babau, Artur Tribuzi, Russinho, Tuta e Rui Braga também vestiram a camisa azul, vermelha e branca. O zagueiro Gatinho (Edgar Alcântara), que nasceu em Manaus no dia 23 de maio de 1928, foi titular absoluto das seleções do Amazonas de 1950 a 1960 e um dos maiores zagueiros do futebol amazonense.
No ano de 1964, o treinador Timinho levou uma boa base do Labor para o Olímpico que estava voltando aos gramados. O time que contou com jogadores como o goleiro Luís, Edvar, Russo, Caçarola, Walter, João Neto, Zica, Milton Prudente e Gordinho não foi bem naquela competição, que teve ainda Nacional (Campeão), Rio Negro, Fast,
São Raimundo, Sul América e América. Em 1967 o Olímpico disputou o campeonato ao lado de Nacional, Rio Negro, Fast, São Raimundo, América e Sul América. O time foi campeão com Procópio, Sidney, Faustino, Russo e Sales; Xerém e Jarbas; Cascadura, Iraílton, Gilberto e Santiago. Também jogaram Dari, Irá, Armando,
Waldir Lima, Copá, Walfredo, Airton, Sérgio, Normando, Geba e Thomaz. O técnico foi Moacir Bueno e depois o goleiro Dari. No título de 1967, o Olímpico não hesitou em trazer dezenas de atletas provenientes do estado do Rio de Janeiro, entre eles, Dari (goleiro), Xerém, Jarbas, Cascadura, Irailton, Gilberto, Walfredo, Sidney e o ama-
paense Faustino, além do técnico Moacir Bueno. Além dos certames de 1944, 1947 e 1967, o clube conquistou também a Taça Amazonas (1967) e dois Torneios Início (1942 e 1947). Após mais de 20 anos, o time tricolor ainda retornou aos gramados em 2007 para a disputa do Campeonato Amazonense da Série B.