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Pódio - 29 de junho de 2014

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O HERÓI DA NAÇÃO Brasil volta a jogar mal e foi dominado pelo Chile durante todo o segundo tempo. Aos 15 minutos da prorrogação contou com a sorte no chute chute de Pinilla, que explodiu na trave. Levou o jogo jogo para os pênaltis pênaltis e viu viu a estrela estrela do goleiro Júlio Júlio Júl io César brilhar ao defender duas d uas cobran ccobranças. obranças ças.. Pódio E4 E4 e E5 MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

Colômbia vence o Uruguai com show de James Rodríguez Pódio E6

esportes@emtempo.com.br

Parintins troca o azul e vermelho pelo verde e amarelo Pódio E12


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MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

CHARGE

HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA

Bellini: O capitão que ergueu a taça Jules Rimet Capitão da seleção brasileira na conquista de sua primeira Copa, em 1958, Bellini nasceu em 7 de junho de 1930. Foi o capitão da seleção brasileira, que levantou a taça Jules Rimet quando o Brasil foi campeão mundial 1958. Na Copa de 58, ele foi um dos jogadores que me deu muitas orientações, porque era um dos mais experientes.

Hideraldo Luís Bellini foi quem imortalizou o gesto de levantar a taça de campeão sobre a cabeça. Foi um gesto que depois todos repetiram no Brasil e no Mundo. Em 1958, na Suécia, ele era um dos líderes da equipe que encantou o mundo e venceu o time da casa na final por 5 a 2. Zagueiro, ele também esteve na conquista do bi, em 1962, no Chile, e no Mundial de 1966, na Inglaterra.

Que o conheceu diz que ele foi “um grande amigo, excepcional jogador, líder, grande capitão”. Foi um zagueiro de grande vigor físico, excepcional no jogo aéreo, firme por baixo. Não tinha uma técnica apurada, como Mauro Ramos de Oliveira ou Ramos Delgado, mas compensava com vigor físico extraordinário. Exercia forte liderança. Nasceu para ser capitão, líder e para jogar futebol

* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO

Tabela da Copa do Mundo

5

ARTILHARIA

JAMES RODRÍGUEZ

COLÔMBIA

GOLS

49

1

CHILE

1

57

SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha

SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã

SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão

SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

OITAVAS DE FINAL

BRASIL

________________

COLÔMBIA

________________

58

FRANÇA NIGÉRIA

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PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE

SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha

SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã

50

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COLÔMBIA

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60

SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio ALEMANHA ARGÉLIA

URUGUAI

54

SEMIFINAL TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão

51

61

HOLANDA

VENCEDOR JOGO 57

VENCEDOR JOGO 59

VENCEDOR JOGO 58

VENCEDOR JOGO 60

62

TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão ARGENTINA SUÍÇA

MÉXICO

DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco

52

QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão

COSTA RICA

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GRÉCIA

3º LUGAR

FINAL

SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha

DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã

PERDEDOR JOGO 61

VENCEDOR JOGO 61

PERDEDOR JOGO 62

VENCEDOR JOGO 62

Paulo Vinícius Coelho

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TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova

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BÉLGICA ESTADOS UNIDOS

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COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

REPENSAR O Brasil precisa repensar seu estilo, voltar a ter meio de campo. Ou não passa pela próxima Se Felipão estava acabrunhado na entrevista coletiva de sexta-feira por ter dormido pouco e perdido a hora do chimarrão, então uma coisa é certa: ontem também não teve o mate gaúcho. Felipão passou grande parte do jogo calado e interferiu mal no jogo. A troca de Fred por Jô no início do segundo tempo não mexeu no que o Brasil tinha de pior: o meio de campo. A seleção conhecia e não conseguiu impedir as principais qualidades chilenas. A primeira, eles

avançam a marcação e roubam no campo de ataque, como no lance do gol que foram erros grosseiros de Hulk e de Marcelo. A segunda, a troca de passes constante, que tinha de se evitar. Você conhece a história de Hulk. Não e fala aqui do atacante, mas do cientista Robert Bruce Banner que ficava verde e ficava irreconhecível quando se enervava. O Brasil era Hulk e Hulk o Brasil, para o bem e para o mal. A falha do gol, primeiro. Depois,

nervosa, a seleção tentava à fórceps chegar à área chilena, apenas nas arrancadas de Hulk, tentando redimir-se. O Brasil dos velhos tempos da técnica e da troca de passes ontem foi só o time da força e das ligações diretas. Nem de longe era a representação do que se imagina do futebol brasileiro. No primeiro tempo, esteve mais perto de ser. Mesmo assim, sua superioridade nos primeiros trinta minutos era reflexo do posicionamento

defensivo e da jogada de bola parada, igual às treinadas na Granja Comary. A única coisa boa. Sabia-se que o Chile seria um adversário difícil, mas é justamente pelo estudo e pelo trabalho que eles fizeram para tentar se incluir no jogo mais moderno do planeta. Aquele que o Brasil dá demonstrações de não saber fazer. Chegou um momento em que era justo dizer que o Chile já tinha vencido o jogo. Faltava saber apenas quem ganharia a vaga.

O Brasil dos velhos tempos da técnica e da troca de passes ontem foi só o time da força e das ligações diretas. Nem de longe era a representação do que se imagina do futebol brasileiro


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MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

MARADONA

FOTOA: DIVULGAÇÃO

comanda a Argentina O camisa 10 argentino protagonizou um dos gols mais bonitos da Copa e levou os hermanos ao título da Copa de 1986

A

Copa do Mundo de 1986 foi responsável por alçar mais um jogador ao Olimpo do futebol. Até aquele ano, o argentino Diego Armando Maradona era apenas um excelente meia, habilidoso como raros, mas com histórico de indisciplina e polêmicas. Depois daquele Mundial no México, no entanto, Dieguito virou um mito. Para todos, um gênio com a perna esquerda; para muitos, comparável até mesmo a Pelé; para os argentinos, um semideus. Como a Colômbia desistiu de organizar o Mundial, por problemas financeiros, coube ao México a honra de ser o primeiro país a receber uma Copa do Mundo da Fifa pela segunda vez. Um terremoto em setembro de 1985 quase pôs tudo a perder, mas a tragédia fez o povo mexicano se unir e aproveitar a Copa para celebrar a reconstrução do país. A Argentina não era a principal favorita. A França, tinha Michel Platini já consagrado mundialmente. A Inglaterra contava com Gary Lineker, que, com seis gols marcados, tornou-se o artilheiro da Copa. Traumatizado pela derrota em 1982, o Brasil ainda tinha Zico, Sócrates, Júnior e Falcão, o mesmo técnico Telê Santana, e uma vontade de corrigir uma injustiça histórica. A Itália era a campeã do mundo e a Alemanha Ocidental, treinada por Beckenbauer, tinha Lothar Matthäus como um sucessor para o lendário líbero.

Ainda houve espaço para sensações como a Dinamarca de Michael Laudrup. Os nórdicos venceram três partidas na primeira fase, encantaram com seu futebol ofensivo, golearam o bicampeão Uruguai por 6 a 1 e acabaram chamados de “Dinamáquina”. Um belo cartão de visitas para a seleção que, ao lado de Canadá e Iraque, estreava em Copas. A União Soviética, a Espanha

FORMATO

A Copa de 1986 teve um novo formato. As duas fases de grupos deram lugar a uma série eliminatória, que começava nas oitavas de final. Os quatro melhores terceiros colocados de cada grupo também seguiram em frente de Emilio Butragueño e a Bélgica também mostraram muita força, mas acabaram ficando pelo caminho, assim como o surpreendente Marrocos, que foi o primeiro país africano a superar a primeira fase do Mundial ao vencer o seu grupo graças a uma vitória de 3 a 1 sobre Portugal. Os marroquinos, no entanto, acabaram eliminados em seguida pela Alemanha Ocidental. Mas ninguém foi páreo para o camisa dez argentino. Maradona marcou cinco gols, criou

a jogada de outros cinco dos 14 convertidos pela Argentina, fez aquele que é considerado o mais bonito da história das Copas e ainda protagonizou o lance irregular mais famoso de todos os tempos. Na primeira fase, os argentinos somaram duas vitórias, sobre Bulgária e Coreia do Sul, e um empate diante da Itália. Nas oitavas de final, 1 a 0 sobre o rival e vizinho Uruguai. O brilho de Maradona se intensificou nas quartas de final. O adversário era a Inglaterra. Seria a primeira vez que os dois países se enfrentariam desde a Guerra das Malvinas. Os argentinos abriram o placar com uma trapaça de Dieguito. Ele deu um toque de mão na bola para encobrir o goleiro Peter Shilton. O árbitro validou o gol, e, depois, Maradona batizaria o lance como “A mão de Deus”. Mas o segundo gol do camisa 10 no jogo contra os ingleses seria ainda mais antológico. Maradona recebeu a bola em seu campo de defesa, de costas para o ataque. Com um giro, deixou para trás o primeiro marcador e partiu em um arranque memorável, driblando cinco jogadores ingleses, inclusive o próprio Shilton, antes de empurrar para as redes. Lineker ainda conseguiu diminuir, mas os argentinos avançaram para a semifinal e o jornal francês L’Équipe saiu-se com aquela que, talvez, seja a melhor definição do eterno ídolo: “Metade anjo, metade demônio”.

Brasil: problemas do começo ao fim

O famoso gol de mão de Maradona sobre a seleção inglesa

Nem Matthäus parou Maradona Maradona fez mais dois gols memoráveis na vitória da Argentina sobre a Bélgica nas semifinais, calando o goleiro Jean-Marie Pfaff, que o menosprezara antes do jogo. Na final, também estavam os alemães, que, assim como em 1982, eliminaram a França de Michel Platini nas semifinais. Na decisão, o técnico alemão Franz Beckenbauer colocou Lothar Matthäus para marcar Maradona de perto. Quem abriu o marcador foi o zagueiro argentino José Luis Brown, que jogou boa

parte da partida com a mão machucada. Jorge Valdano aumentou a vantagem. Os alemães, no entanto, mostraram, mais uma vez, sua incrível capacidade de reação, e empataram com gols de Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Völler. Mas nem mesmo Matthäus conseguiu segurar Maradona. Aos 38 minutos do segundo tempo, Dieguito fez um lançamento primoroso para Jorge Burruchaga marcar o terceiro da Argentina e garantir o bicampeonato mundial.

Depois de encantar em 1982, mas sair frustrado da Copa na Espanha, o Brasil tinha esperança de uma volta por cima, já que ainda contava com craques como Zico e Sócrates. Machucado, Zico teve de se esforçar muito no tratamento para ter mínimas condições de entrar em campo. Para piorar, Falcão também lutava contra uma lesão. O resultado de tudo isso foram vitórias magras sobre a Espanha e a Argélia na primeira fase. Nas quartas de final, o adversário era a França, campeã europeia e que contava com Michel Platini. Mesmo assim, o Brasil saiu na frente com Careca. O próprio Platini empatou ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Zico perdeu um pênalti. A partida foi para a prorrogação, mas continuou empatada. E veio a decisão nos pênaltis. Dessa vez, Zico converteu. Mas, Sócrates e Júlio César perderam e o Brasil foi eliminado melancolicamente.


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De vilão a herói, Júlio Apontado como o culpado da eliminação do Brasil na Copa de 2010 e contestado neste Mundial, foi bancado como titular por Felipão e correspondeu ao defender dois pênaltis do Chile

O

técnico Luiz Felipe Scolari avisava, antes mesmo do início da Copa do Mundo, que não gostaria de enfrentar o Chile no mata-mata. A preocupação foi justificada no início da tarde de ontem (28), no Mineirão. A seleção brasileira só superou o rival sul-americano por 3 a 2 na disputa de pênaltis após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar da partida. O goleiro Júlio César, o vilão do Mundial passado, defendeu as cobranças de Pinilla, Alexis Sánchez e Díaz. Pelo Brasil, Willian chutou para fora e Hulk desperdiçou, mas David Luiz, Marcelo e Neymar converteram. Ofensivo no início do dramático confronto em Belo Horizonte, o Brasil abriu o placar com o zagueiro David Luiz, após cobrança de escanteio de Neymar. Permitiu o empate do Chile ainda no primeiro tempo, quando o atacante Sánchez tirou proveito de uma bobeada do esforçado Hulk. Nos minutos que se seguiram com a bola rolando, o time foi pouco criativo e ainda sofreu alguns sustos, como em um chute no travessão, de Pinilla, a um minuto do fim da prorrogação. Ainda que sofrido, o resultado amplia o retrospecto favorável

do Brasil sobre o Chile em Copas do Mundo. Antes, o time nacional havia vencido por 4 a 2 nas semifinais de 1962, na casa do oponente, com dois gols de Garrincha e Vavá. Os outros confrontos também foram em oitavas de final – 4 a 1 em 1998, com César Sampaio e Ronaldo anotando duas vezes cada, e 3 a 0 no Mundial

HULK

Júlio César foi escolhido o melhor jogador da partida, mas o atacante, apesar de ter falhado no gol do Chile, fez sua melhor exibição na Copa do Mundo. Compôs o lado esquerdo tanto na defensiva como na ofensiva passado, por meio de Robinho, Juan e Luis Fabiano. Superado o seu duelo mais difícil com o Chile, a seleção brasileira terá quase uma semana para se recuperar tecnicamente para as quartas de final. O encontro contra a Colômbia na próxima sexta-feira, às 16h (de Manaus), no Castelão, em Fortaleza-CE.

O jogo As hostilidades entre brasileiros e chilenos começaram nas arquibancadas, com vaias para trechos das execuções dos hinos nacionais dos dois países. E continuaram já nos primeiros minutos de jogo, quando Fernandinho cometeu uma falta dura em Aránguiz, que revidou em Neymar. O Chile tentou aproveitar aquela empolgação inicial para atacar o Brasil. A iniciativa durou pouco. Depois que Marcelo deu um bom chute de fora da área, que quase acertou a meta aos cinco minutos, os donos da casa passaram a controlar as ações da partida. Principalmente pelo lado esquerdo, onde Neymar e Hulk se revezavam nas arrancadas em velocidade. O Brasil era mais perigoso, principalmente, nas jogadas de bola parada. Foi assim que abriu o placar. Aos 18 minutos, Neymar cobrou escanteio na área do Chile. A dupla de zaga brasileira, então, aproveitou a baixa estatura adversária para aparecer com destaque. Thiago Silva desviou o cruzamento com a cabeça, e David Luiz disputou com a coxa com Jara para empurrar a bola para dentro.

Hulk erra e Chile empata o jogo Com a vantagem no placar, o Brasil se sentiu confortável para permanecer no setor ofensivo, envolvendo o Chile – apesar de Oscar, Daniel Alves e quem mais que atuasse pela direita participarem pouco da partida. Só um erro do time de Luiz Felipe Scolari seria capaz de reanimar os chilenos naquele momento. E foi o que aconteceu. Aos 32 minutos, Marcelo cobrou um lateral no campo de defesa para Hulk, que tocou fraco para trás. Vargas tirou proveito dominou e cruzou para Alexis Sánchez que dominou dentro da área e chutou no fundo do gol de Júlio César. Aos 35, Neymar quase marcou um gol de cabeça em cruzamento de Oscar, que desviou na defesa chilena. Na volta o intervalo, o posicionamento do Brasil foi

diferente, com Hulk pelo lado esquerdo. Aos nove minutos, a ordem quase acabou premiada com um gol. O atacante dominou a bola com o braço e bateu de joelho para a rede, porém o árbitro inglês Howard Webb marcou toque de mão. Jorge Sampaoli, técnico do Chile, substituiu Vargas por Gutiérrez. Felipão não ficou atrás. Escolheu Jô para ocupar a vaga de Fred. Muito nervosa, a seleção começou a oferecer cada vez mais espaços para o Chile atacar. Felipão ainda recorreu a Ramires no lugar de Fernandinho. Aos 38, Hulk fez boa jogada e chutou de fora da área para a defesa Bravo. De fato. A ordem era mudar de postura completamente na prorrogação. Hulk demonstrou que queria que fosse assim ao correr o campo inteiro com a

JUCA KFOURI

bola em sua primeira jogada, ser derrubado perto da área. No último tempo da partida com bola rolando, Felipão trocu Oscar por Willian. No Chile, Medel foi substituído por Rojas. Aos 15 minutos, Pinilla dominou bem a bola, girou diante de Thiago Silva e soltou o pé. Só não virou o jogo para o Chile naquele mesmo instante porque acertou o travessão. A tensão era tamanha que Júlio César chorou antes da disputa de pênaltis. Parecia prever que seria decisivo, defendendo as cobranças de Aránguiz, Díaz e Jara, tendo a sua grande redenção em uma Copa do Mundo. Pelo Brasil, Willian e Hulk desperdiçaram, porém David Luiz, Marcelo e Neymar converteram para sacramentar a suada classificação.

SERGIO BARZAGHI/GAZETAPRESS

David Luiz jogo

David Luiz fez tratamento com fisioterapeutas antes do jogo

Logo após a classificação do Brasil para as quartas de final, o zagueiro David Luiz relembrou o sacrifício que fez para atuar. “Nem no treino eu conseguia andar. No treino, quando eu bati um pênalti foi quando eu senti a maior dor, mas disse que faria de tudo para ir para o jogo. Hoje, eu acordei às 7h (de Brasília) para tratar novamente para estar em campo”, lembrou o jogador canarinho. Para o defensor, a qualidade do adversário e a forma com que a vitória foi conquistada tornou a classificação mais especial. “Foi um jogo maravilhoso. Faz parte do brilho de uma Copa do Mundo. Penalidades é o momento de maior

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Júlio César redimido O goleiro não se limitou a pegar dois pênaltis: pegou ainda a bola do jogo, no chute de Aránguiz A César o que é de César, o Júlio. Depois de ser um dos responsáveis pela eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul ao falhar, com Felipe Melo, no gol do empate que viraria virada holandesa, eis que o goleiro brasileiro virou o herói do time e não “apenas” por ter defendido as duas primeiras cobranças da marca de pênalti dos chilenos, mas, também e principalmente, pela defesa espetacular que fez, com bola em movimento, ali pela metade do segundo, num tiram-

baço de Aránguiz. Redenção maior impossível e entre tantos vacilos revelados até aqui nesta campanha sofrida e sofrível, eis um acerto colossal de Felipão, ao apostar na experiência do goleiro. Júlio César e suas enluvadas mãos salvadoras e condenar o colunista com as dele, prazerosamente, à palmatória. E o time? Bem, o time fazia sua melhor partida e ganhava tranquilamente dos assustados chilenos até que Hulk

fez a bobagem que fez na devolução de um lateral para Marcelo. Daí em diante tocou o terror. A seleção não se achou mais e, no máximo, cinco jogadores mantiveram a lucidez: Júlio César, Thiago Silva, David Luiz, Luiz Gustavo e Neymar. Os demais pareciam ter caído do caminhão de mudanças enquanto o Chile gostava do jogo e jogava melhor até a prorrogação quando, literalmente, despencou, esfalfado. Mesmo assim, segundos antes da prorrogação

terminar o travessão brasileiro, e o Brasil, tremeram com uma bomba de Pinilla. A seleção esteve muito perto do inferno e, cá entre nós, chegou a merecê-lo. Mas entre ir para as quartas ou para os quintos, felizmente David Luiz, Marcelo e Neymar, nas cobranças, permitiram a sobrevivência. Até quando é difícil dizer porque as quartas devem ser realmente complicadas, diante de um rival melhor que os, como sempre, abatidos chilenos.

Bem, o time fazia sua melhor partida e ganhava tranquilamente dos assustados chilenos até que Hulk fez a bobagem que fez na devolução de um lateral para Marcelo


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o César salva o Brasil PIERVI FONSECA/GAZETAPRESS

FICHA TÉCNICA BRASIL CHILE

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Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG) Árbitro: Howard Webb (ING) Brasil: Júlio César, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires), Hulk, Oscar (Willian) e Neymar; Fred (Jô). Técnico: Luis Felipe Scolari Chile:: Bravo, Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Dias, Aránguiz e Mena; Vidal (Pinilla); Vargas (Gutiérrez) e Alexis Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli

Júlio César salta para espalmar o pênalti cobrado pelo Chile

u no ‘sacrifício’ emoção do futebol. Só pode passar uma equipe, graças a Deus foi a nossa”, comemorou David Luiz. Após ser dúvida para o jogo diante do Chile, David Luiz assegurou que estará em campo nas quartas de final e elogiou os médicos e fisioterapeutas da seleção brasileira. “Tenho tempo para tratar. Vou estar 120% para o próximo jogo. Digo isso porque felizmente estou na mão de gente capacitada”, prometeu o atleta. No Mineirão, o camisa 4 marcou o seu primeiro gol pela seleção brasileira.”Foi um gol de bola parada, fruto de treinamento. Todo mundo fez por merecer aquele gol, não só eu”, observou.

Tostão

Gols: BRASIL:: David Luiz, aos 17min do primero tempo CHILE: Aléxis Sánchez, aos 30min do primeiro tempo Cartões Amarelos:: Hulk, Luiz Gustavo, Jô, Daniel Alves (Brasil); Mena, Silva, Pinilla (Chile)

David Luiz e Neymar comemoram a classificação do Brasil

Luiz Gustavo está fora das quartas A seleção brasileira terá que se preocupar também com os jogadores pendurados. O time de Felipão tem seis atletas com cartão amarelo, além de Luiz Gustavo, que vai cumprir suspensão nas quartas de final. Os pendurados são Thiago Silva, Neymar, Ramires, além de Daniel Alves, Hulk, e Jô, que foram advertidos no duelo contra os chilenos. Os cartões amarelos serão zerados somente na fase semifinal. “Não estava pensando nisso. Poderia ser o último jogo. Valia tudo. Infelizmente tomei o cartão. Quem entrar (nesta vaga) vai jogar da mesma forma. Temos um grupo maravilhoso”, disse Luiz Gustavo após a partida Com a ausência confirmada, Felipão pode recuar Fernandinho para a posição de primeiro volante e escalar Ramires ou

Paulinho. O treinador ainda pode improvisar o zagueiro Henrique no meio de campo. Júlio Cesar chora Homem de confiança de Felipão, o camisa 12 foi o herói da vitória da seleção brasileira diante do Chile, nos pênaltis. Duas defesas e uma classificação às quartas de final do Mundial. “A pressão é muito forte, mas no final tudo deu certo”, disse. Palavras de quem ainda não esqueceu o fracasso brasileiro em 2010, na África do Sul, diante da Holanda, e espera devolver ao torcedor a alegria que foi sacada há quatro anos. “Naquele ano, eu dei essa mesma entrevista, estava muito chateado, emocionado. Agora, estou chorando novamente, mas é de felicidade, disse, segurando as lágrimas.

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Ufa! Salve, Júlio! A história se repetiu. O Brasil eliminou o Chile, nas oitavas de final. Que sufoco! Nos pênaltis O primeiro tempo foi eletrizante. Os dois times fizeram bem o que fazem sempre, a pressão sobre quem está com a bola. Assim, saiu o primeiro gol, e quase o segundo, do Chile. Dessa forma, o Brasil criou algumas chances de gol e marcou, como se esperava, em uma cobrança de escanteio. O Chile tinha mais posse de bola, e o Brasil abusava dos chutões e dos lançamentos longos. Neymar teve chance de fazer uns

dois gols, mas não estava com sua habitual precisão. No segundo tempo, pouco mudou. O Brasil continuou sem meio-campo e com chutões e passes longos. O Chile teve uma grande chance e não aproveitou. Hulk fez um gol, anulado pelo árbitro, discutível. Nos últimos 15 minutos e na prorrogação, os times estavam mortos, o Chile mais que o Brasil. Por isso, se limitou a segurar o jogo. Mas, no fim, teve a grande chance, em

um chute na trave. Por pouco, o Brasil ficava fora. E, nos pênaltis, para aumentar a emoção e o sofrimento, o Brasil ganhou a vaga. Neymar, que não foi bem durante a partida, fez o gol na quinta cobrança. O Brasil se classificou, mas jogou mal. Não foi nenhuma surpresa o jogo difícil e igual. Coletivamente, o Chile é melhor. Individualmente, o Brasil tem dois zagueiros excepcionais e Neymar. Se ele estivesse mais ins-

pirado, a seleção teria vencido no tempo normal. O problema do Brasil não foi emocional. Foi técnico e tático. Haverá novos sufocos. Mesmo assim, o Brasil continua forte candidato ao título. Há muitas seleções boas, mas nenhuma excepcional. Os destaques do Brasil foram Thiago Silva, David Luiz e Júlio César, que, além dos pênaltis, fez uma defesa espetacular. Os outros foram mal ou muito abaixo do que poderiam jogar.

O Brasil se classificou, mas jogou mal. Não foi nenhuma surpresa o jogo difícil e igual. Coletivamente, o Chile é melhor


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BRUNO TURANO/GAZETAPRESS

Avisa o Brasil que estou chegando Com dois gols de James Rodríguez, a Colômbia vence o Uruguai por 2 a 0 e enfrenta a seleção brasileira pelas quartas de final da Copa do Mundo

U

ma seleção sul-americana, ofensiva e com uma enorme vontade de se colocar entre os grandes do futebol mundial. A descrição, que poderia ser dada ao Chile, também é válida para a Colômbia, adversária do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo. O duelo será disputado na próxima sexta-feira (4), às 16h (de Manaus), na Arena Castelão, em Fortaleza (CE). A classificação veio após vitória de 2 a 0 sobre o Uruguai, ontem (28), no Maracanã. James Rodrígues, um dos destaques da equipe colombiana na competição, marcou os gols da partida aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 4 minutos da segunda etapa, respectivamente. Já o Uruguai pareceu sentir a ausência do atacante Luiz Suárez, suspenso por causa de uma mordida no italiano Chiellini, e pouco conseguiu agredir o adversário. Com 100% de aproveitamento, os colombianos são uma das sensações deste Mundial. Segundo melhor ataque da primeira fase. Análise do jogo A Colômbia foi um time maduro, que impôs seu estilo de

jogo e abriu o placar, o que lhe possibilitou deter a bola em seu campo de defesa por bastante tempo, com direito a gritos de “olé”, ainda na primeira etapa. Até lá, porém, precisou não se acovardou diante das entradas duras nos primeiros lances, a maioria delas praticada por Álvaro Pereira. O lateral esquerdo uruguaio definiu o meia Juan Cuadrado como seu alvo e lhe

ARTILHEIRO

Com os dois gols sobre o Uruguai, James Rodríguez ultrapassou Neymar, Messi e Müller e é o artilheiro isolado da Copa do Mundo com cinco tentos anotados em quatro partidas perseguiu durante o jogo. Aos 27 minutos, James Rodríguez recebeu lançamento próximo da meia-lua, ajeitou a bola no peito, de costas para o gol, e bateu de primeira, de perna esquerda. A bola passou pela mão direita de Muslera e tocou o travessão antes de se concluir um dos gols mais bonitos do Mundial. O quinto gol

do camisa 10 colombiano em quatro partidas disputadas. O Uruguai tentou responder três minutos depois, em um cruzamento de Edinson Cavani que foi afastado pelos zagueiros. Até então, a única finalização que havia merecido atenção foi um chute de longa distância de Diego Forlán, longe das traves de David Ospina. A maior posse de bola na primeira etapa (63% contra 37%) seria igualmente premiada no retorno do intervalo. Aos quatro minutos, a Colômbia pôs o Uruguai na roda, com uma bela troca de passes iniciada por James Rodríguez, na meia direita. Ele tocou na esquerda e correu para o meio da área, onde receberia novamente – em cabeceio do talentoso e tão importante quanto Cuadrado – para chutar de primeira e ampliar a vantagem no Maracanã. Ferido, o técnico Óscar Tábarez tentou encontrar antídotos no banco de reservas e fez logo duas alterações: Christian Stuani entrou no lugar de Forlan, e Gastón Ramírez substituiu Álvaro Pereira. O Uruguai, contudo, não deu mais sinais vitais dentro de campo, morrendo na praiana Rio de Janeiro, onde já fez festa em um passado remoto.

Meia iguala marca do Rei Pelé O colombiano James Rodríguez é o artilheiro e um dos maiores destaques da Copa até agora. O meia, que enfrentará o Brasil nas quartas de final, tem cinco gols marcados até o momento e agora também faz parte de uma seleta lista de craques na história do Mundial. Rodríguez é o primeiro jogador sul-americano a participar diretamente de sete gols em seus quatro primeiros jogos na Copa

desde Pelé, superando o carismático ídolo colombiano Valderrama. O destaque desta Copa também entrou para a história por marcar nas quatro primeiras partidas no Mundial. Ele fez gol contra a Grécia, Costa do Marfim, Japão e Uruguai (duas vezes). Outro jogador histórico com esta marca é o uruguaio Ghiggia, carrasco do Brasil no em 1950. É a primeira vez

que um jogador consegue o feito desde o atacante italiano Vieri, no Mundial de 1998, na França. Outros nomes a conseguir tal feito foram Stábile-Argentina (1930), Leônidas-Brasil (1934/38), Sarosi-Hungria (1934/38), Probst-Áustria (1954), Kocsis-Hungria (1954), Fontaine-França (1958), Bene-Hungria (1966), Gerd Müller-Alemanha (1970) e Cubillas-Peru (1970).


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Holanda tenta se impor contra o México Com 100% de aproveitamento na primeira fase, os “laranjas” tentam manter a sequência de bons resultados diante dos mexicanos. Chicarito Hernández será titular

C

SERGIO BARZAGHI/GAZETAPRESS

om cem por cento de aproveitamento e para muitos jogando o melhor futebol da Copa do Mundo de 2014, a Holanda tenta se impor diante do México neste domingo, às 12h (de Manaus), na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), em confronto válido pelas oitavas de final.

Os holandeses se classificando em primeiro lugar no Grpo B, que tinha inclusive a atual campeã Espanha, que se despediu precocemente da luta pelo bi. Já os mexicanos deram uma demonstração de força mesmo ficando em segundo lugar no Grupo A, vencido pelo Brasil. Isso porque superaram Camarões e Croácia e empataram sem gols

FICHA TÉCNICA HOLANDA MÉXICO

REGRA

Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE) Horário: 12h (de Manaus) Árbitro: Não fornecidos pela Fifa

inclusive, lembram muito a nossa maneira de jogar. Portanto, espero muitos problemas. Mas não vamos deixar de tentar nos impor, como estamos procurando fazer neste Mundial”, disse Louis van Gaal. Miguel Herrera, técnico do México, entende que a Holanda conta com um certo favoritismo pelos resultados expressivos que conseguiu ao longo da disputa, sendo a goleada de 5 a 1 sobre a Espanha o mais

Atacante Robben se destacou na primeira fase e já anotou três gols nesta Copa do Mundo

com os anfitriões. O favoritismo neste duelo pertence à Holanda. O técnico Louis van Gaal reconhece essa situação, mas acredita que sua equipe vai encontrar muitos problemas diante do México, a quem qualifica como uma equipe muito eficiente. “O México tem um time muito eficiente e poucos estão lembrando isso. Eles empataram com o Brasil em um jogo que poderiam ter vencido. Conseguiram se impor diante de uma Croácia que é muito forte. Sabem se fechar como poucos e sabem sair em bloco para o ataque. Neste aspecto,

Holanda: Jasper Cillessen, Ron Vlaar, Stefan de Vrij e Daley Blind; Daryl Janmaat, Jonathan de Guzmán, Nigel de Jong, Wesley Sneijder e Daley Blind; Robin van Persie e Arjen Robben. Técnico: Louis van Gaal México: Guillermo Ochoa, Francisco Rodríguez, Rafa Márquez e Héctor Moreno; Paul Aguilar, Carlos Salcindo, Héctor Herrera, Andrés Guardado e Miguel Layún; Giovani dos Santos (Chicharito Hernández) e Oribe Peralta. Técnico: Miguel Herrera

DIVULGAÇÃO

Caso a partida deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de 30 minutos. Persistindo a igualdade, o classificado será definido na disputa de pênaltis

expressivo. O treinador, porém, acredita que a sua equipe tem grande potencial e pode muito bem surpreender os holandeses. Para ele a atitude a ser demonstrada tem que ser muito positiva. “Quero a mesma atitude que exibimos contra a Croácia, quando tínhamos a vantagem do empate e não deixamos um único minuto de buscar a vitó-

ria. Um time como a Holanda não pode ser convidado para o seu campo, senão pode estar certo de que você vai perder a partida. Portanto, temos que tentar o jogo de igual para igual, até porque nosso oponente joga e deixa jogar. Acredito realmente que o México tem condições de fazer ainda mais coisas boas nesta Copa do Mundo e estou otimista em relação às chances de sucesso neste difícil compromisso”, analisou o treinador mexicano. Para este jogo a Holanda terá o retorno do volante Jonathan de Guzmán, que foi preservado na vitória de 2 a 0, e do atacante Robin Van Persie, que cumpriu suspensão no mesmo jogo. Eles reaparecem nas vagas de Georgino Wijnaldum e Jeremain Lens, respectivamente. O lateral esquerdo Daley Blind, que deixou o jogo contra os chilenos reclamando de uma pancada no joelho esquerdo, se recuperou e estará em ação. Já no México, Miguel Herrera não poderá contar nesta partida com o volante Juan Vázquez, que vai cumprir suspensão por acúmulo de cartões amarelos. Ele foi advertido na vitória de 3 a 1 sobre a Croácia. Assim, Carlos Salcindo assume o posto. No ataque existe uma dúvida de ordem técnica. Giovani dos Santos, que vem caindo de produção, pode ser barrado para a entrada de Chicharito Hernández.

ZEBRAS

Costa Rica e Grécia se enfrentam

Brayn Riuz é o destaque da supreendente Costa Rica na Copa

Duas zebras nas oitavas de final. Esse será o encontro entre Costa Rica e Grécia, que se enfrentam neste domingo, às 16h (de Manaus), na Arena Pernambuco, em Recife. As duas equipes não eram esperadas nesta etapa da competição, mas surpreenderam seus rivais na fase de grupos. Os costa-riquenhos deram um show no Grupo D, a chamada chave da morte. Ficaram em primeiro lugar após derrotarem o Uruguai por 3 a 1, a Itália por 1 a 0 e ficarem no empate sem gols com a Inglaterra. A “brincadeira” do time da Concacaf rendeu as eliminações precoces de ingleses e italianos. A Costa Rica chega pela segunda vez às oitavas de final, repetindo o feito da geração de 1990, na Itália. Já a Grécia chega

pela primeira vez nesta etapa. O time começou cambaleando ao cair por 3 a 0 diante da Colômbia e ficar no empate sem gols com o Japão. Os maus resultados, inclusive, geraram muitas críticas. Porém, na última rodada, um empolgante triunfo por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, com um gol de pênalti nos acréscimos, rendeu o feito histórico. “Nós realmente fizemos história e isso foi muito importante, pois batalhamos muito para chegarmos até aqui. Mas podemos ir ainda mais longe e não estamos satisfeitos com as oitavas de final”, disse Fernando Santos, técnico da Grécia. Se a Grécia planeja avançar, a Costa Rica tem a certeza de que é possível chegar nas quartas

de final. Para isso, porém, a meta é repetir o desempenho exibido contra os gigantes eliminados na primeira fase. “Tivemos jogos marcantes, como o segundo tempo contra o Uruguai e a partida diante da Itália, quando beiramos a perfeição nos aspectos táticos e na entrega. Esse grupo batalhou muito para estar nestas oitavas de final. Passou em uma chave que ninguém esperava e vamos continuar jogando do mesmo jeito, com a humildade na ponta da chuteira. Isso pode nos levar muito longe”, disse Jorge Luís Pinto, técnico da Costa Rica. Em termos de escalação a Costa Rica não vai apresentar novidades e apostar mesmo no esquema que deu certo contra

as potências de sua chave. O destaque do time é o atacante Joel Campbell. A Grécia terá mudanças para este jogo, porém a escalação não foi divulgada. Uma delas é certa, com o meia Panagiotis Kone vetado por conta de uma contratura muscular na coxa direita. Resta saber o substituto. Fernando Santos pode manter Andreas Samaris, que o substituiu com sucesso contra Costa do Marfim, ou promover o retorno do antigo capitão, Konstantinos Katsouranis, que cumpriu suspensão diante dos africanos. A boa notícia é que o goleiro Orestis Karnezis, substituído na partida passada por conta de dores nas costas, foi liberado pelo departamento médico e poderá atuar.


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FOTOS: DIEGO JANATÃ

Torcida esteve aflita durante todos os tempos da partida

Sem sofrimento não é Impaciência e tensão deram a tônica de todo o jogo

Brasil

Foi grande a concentração de torcedores nas ruas

Torcida manauense acreditou até o final e comemorou nas ruas a vitória sofrida THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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Nem mesmo os super heróis conseguiram segurar a emoção após a vitória

pesar da partida de ontem ter começado ao meio-dia em Manaus, os manauenses foram assistir ao duelo contra a seleção chilena nas tradicionais ruas ornamentadas da cidade bem antes do início da partida. As ruas 3 do Alvorada, Zona CentroOeste, e Santa Isabel, na Praça 14, Zona Sul, receberam juntas mais de seis mil torcedores. Com proteção policial e telões instalados nos locais, as ruas viraram verdadeiras arquibancadas para os torcedores empurrarem o Brasil no confronto das oitavas de final. A partida começou e o clima de esperança tomou conta dos brasileiros que esperavam mais uma bela atuação do camisa 10. Neymar, ao lado de Messi, possue quatro gols cada um logo no começo da partida, o Brasil começou atacando e saiu na frente do marcador com gol do zagueiro David Luiz. Nesse momento, a torcida que acompanhava o jogo na rua 3 da Alvorada foi a loucura, porém a expressão de todos mudou após o gol de empate do Chile. “A equipe relaxou depois que fez o gol e por causa dos passes errados levou o empate. Acredito na vitória, estou confiante na nossa vitória”, disse o funcionário público Márcio Reis, 30, que é morador do bairro do Alvorada. O primeiro tempo terminou 1 a 1. Nas ruas, o clima se manteve o mesmo do começo do jogo. A confiança da torcida brasileira continuava nos pés de garoto de ouro da seleção. “O Neymar não

jogou bem no primeiro tempo. O Brasil precisa que ele entre melhor na segunda etapa. Estou nervosa, mas tenho certeza que vamos passar”, afirmou a estudante Camila Leite, 17, que assumiu ser fã do craque que atua no Barcelona. O clima de festa começou a mudar a partir do momento em que mesmo tentando muito, a seleção comandada pelo treinador Luiz Felipe Scolari não conseguia quebrar a retranca montada pelo argentino Jorge Sampaoli, que assumiu o Chile na eliminatória para a Copa do Mundo. Não valeu A tradicional rua Santa Isabel, Praça 14, explodiu quando o atacante Hulk marcou o segundo gol brasileiro na partida, porém a festa durou pouco tempo. O árbitro inglês Howard Webb interpretou que o camisa 7 do time canarinho dominou a bola com o braço e anulou o gol que colocaria a equipe anfitriã do Mundial mais perto da classificação. A partida ia se encaminhando para os minutos finais e o nervosismo tomou conta da rua Santa Isabel. A torcida não conseguia tirar os olhos dos telões. Com o término da segunda etapa, o clima de tensão aumentou e o medo de uma eliminação começou a atormentar todos. Para o administrador Hélio Souza, 29, a dificuldade no confronto já era esperada, mas superou qualquer expectativa. Ele não queria acreditar em um novo fracasso do Brasil em uma Copa do Mundo em casa. “O ‘Maracanaço’ não pode acontecer novamente”, dizia.

Alívio e festa após o apito final A torcida sofreu até o final do jogo. A prorrogação parecia que nunca acabaria e o empate ao final piorou a tensão dos torcedores. O futuro da seleção brasileira seria definido nos pênaltis. A torcida confiava no goleiro Julio César e o atleta que falhou no Mundial da África do Sul em 2010, dessa vez não decepcionou e foi o herói da classificação. “Sem sofrimento não é Brasil. A partida foi muito dramática. O nosso goleiro brilhou e deu tudo certo”, comemorou a funcionária pública, Kelly Cassandra, 37. Já a estudante Tainá Coelho, 16, afirmou que apesar de toda dificuldade, foi perfeito o desfecho da partida.

JÚLIO CÉSAR

Questionado na eliminação do Brasil na Copa de 2010 na África do Sul, os torcedores brasileiros tiveram de dar o braço a torcer e enaltecer as defesas do goleiro da seleção Lembrando que durante a Copa do Mundo o clima na cidade muda e todos os torcedores se reúnem para empurrar a seleção brasileira, a jovem mostra confiança para a sequência do Mundial. “Estou muito confiante, o Brasil vai ser hexa”, finalizou.


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Festa no largo Cinco mil torcedores assistiram ao jogo entre Brasil e Chile, no largo São Sebastião

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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em o sol ou mesmo o horário diferente do jogo entre Brasil e Chile – 12h – foi capaz de afastar a torcida manauense do largo São Sebastião. Cerca de 5 mil torcedores compareceram ao local para prestigiar a primeira “decisão” da seleção brasileira na Copa do Mundo. Vestidos com a camisa canarinho, alguns procuraram fugir do sol, outros não se intimidaram com o astro rei e fizeram a festa após a sofrida classificação nas cobranças de pênaltis do time de Felipão. A partida foi exibida em dois telões dispostos na praça que rodeia o Teatro Amazonas. Antes do jogo começar, o local foi tomado por torcedores vestidos de amarelo. Alguns preferiram se esconder do sol do meiodia e procuravam, próximo às árvores, uma sombra para se proteger. A tensão no local era visível. Mesmo confiantes na seleção, os torcedores sabiam que o adversário merecia respeito por tudo que havia feito na primeira fase da competição, quando mandou a atual campeã do Mundo – Espanha – mais cedo para casa. Contudo, aos 18 minutos do primeiro tempo, os manauenses chutaram para longe todo o nervosismo que os acompanhou até o momento. Neymar cobrou escanteio, o capitão Thiago Silva desviou no primeiro pau e David Luiz, que era dúvida após sentir dores lombares no treino de sexta-

feira, empurrou para o fundo da rede do arqueiro chileno. A torcida foi à loucura. Tensão Mas a euforia deu lugar à preocupação 14 minutos depois, quando a defesa brasileira cochilou, e o companheiro de Neymar no Barcelona, Alexis Sánchez, aproveitou e chutou no canto de Júlio César para empatar o jogo e deixar todos os brasileiros preocupados

TORCIDA

A partida foi exibida em dois telões dispostos na praça que rodeia o Teatro Amazonas. Antes do jogo começar, o local foi tomado por torcedores vestidos de verde e amarelo com o restante da partida. Sem grandes emoções no restante da partida, o jogo se arrastou durante todo o segundo tempo, que ainda teve um gol anulado de Hulk. Mas o maior susto veio aos nove minutos do segundo tempo da prorrogação. O atacante Pinilla, que havia entrado no lugar de Arturo Vidal na segunda etapa, recebeu na entrada da área e chutou no travessão. Por muito pouco o sonho do hexa não acabava ali. Quiseram os deuses do futebol que a partida fosse para a cobrança das grandes penalidades. Apreensiva, a torcida presente no largo São Sebastião fazia um silêncio fúnebre. Alguns, de olhos fechados, rezavam, outros preferiram não assistir aos pênaltis e ficaram de costas para o telão.

Goleiro Júlio César salvou a pátria

Programação

“Um atacante, um médio e mesmo um zagueiro podem falhar. Podem falhar e falham vinte, trinta vezes num único jogo. Só o arqueiro tem de ser infalível”, dizia o eterno escritor Nelson Rodrigues. E nas cobranças de pênalti, Júlio César foi crucial. Para tranquilizar a torcida, David Luiz começou bem e marcou na primeira cobrança. Em seguida, foi a vez de brilhar a estrela de Júlio César. O arqueiro pegou os chutes de Diaz e Alexis Sánchez, para delírio da nação brasileira que estava no largo São Sebastião. Mas o meia Willian e o atacante Hulk voltaram a

Após a classificação da seleção brasileira para as quartas de final, onde enfrentará a Colômbia, os torcedores no largo São Sebastião prestigiaram o grupo Os Tucumanus, que subiram no palco montado na praça e cantaram clássicos como “Churrasco de Gato”, “Palafitas”, “Carapuça” e “Tudo em Comprimidos”. Em seguida, a banda Official 80 apresentou o show “Rock Amazonas” e, às 20h, começou, ao vivo, a transmissão do 49º Festival Folclórico de Parintins. (AT)

Torcedora traduziu a angústia que cada brasileiro sentiu ontem na disputa de pênaltis

Mesmo no sofrimento, é uma emoção muito grande. Tem que ser assim, com dificuldades. A gente está aqui para dar o sangue pelo Brasil James Alves, educador

deixar os torcedores preocupados após desperdiçarem suas cobranças. No chute derradeiro, Neymar colocou para dentro e Jara chutou na trave.

A torcida enlouqueceu. O largo São Sebastião ficou pequeno para tanta alegria dos apaixonados fãs amazonenses. “O Brasil está classificado. Mesmo no sofrimento, é uma emoção muito grande. Tem de ser assim, com dificuldades. A gente está aqui para torcer, para dar o sangue pelo Brasil”, afirmou, eufórico, o educador físico James Alves, 45. Quem também estava em êxtase era a autônoma Viviane Araújo, 32. De acordo com ela, o arqueiro Júlio César “lavou a alma e a honra” na disputa de pênaltis. Apesar do sufoco e do pouco futebol apresentado, ela está confiante no hexa. (AT)

FOTOS: DIEGO JANATÃ

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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Haja coração! Com a vitória decidida nos pênaltis, torcedores vibraram com o Brasil que avançou para as quartas de final. No Fifa Fan Fest, pelo menos 15 mil pessoas assistiram à partida que eliminou a seleção chilena da Copa

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proximadamente 11 mil pessoas assistiram à vitória do Brasil sobre o Chile, nos pênaltis, ontem, na Fifa Fan Fest, realizada no complexo turístico Ponta Negra. Até o final da tarde, mais de 15 mil pessoas já haviam passado por lá. Entre os torcedores, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, acreditou na seleção até o último minuto. “Está difícil, mas sou mais Brasil”, afirmou o prefeito logo após o tempo normal de partida, quando o jogo foi levado à prorrogação e, posteriormente, à decisão por pênaltis. “Oitavas com cara de final. Não deu para conter a emoção e o grito de vitória ao término desse confronto. Júlio César mostrou que foi uma escolha acertada de Felipão. Vamos juntos todos, para frente Brasil”, reagiu o prefeito no final do confronto e com a vitória garantida por duas grandes defesas do goleiro da seleção brasileira. Arthur convidou a população a continuar participando

da Fan Fest na Ponta Negra. “Ainda temos muitos jogos, muitas atrações e uma grande estrutura. Aqui a festa é sempre tranquila e com muita alegria”, afirmou.

Não deu para conter a emoção e o grito de vitória ao término desse confronto. Júlio César mostrou que foi uma escolha acertada de Felipão Arthur Virgílio Neto, prefeito de Manaus

Comemoração Tradicionalmente vestida de verde e amarelo, a torcida, que assistia ao jogo em clima de forte tensão, vibrou quando David Luiz fez o primeiro gol contra o Chile. Mas foi durante os pênaltis que os torcedores comemoraram com mais entusiasmo,

quando Júlio César defendeu os chutes de Pinilla e, por fim, o de Alex Sanchez, defesa que garantiu a vitória da seleção brasileira nas oitavas de final. “Foi um jogo muito emocionante, mas a maior emoção foi ver a torcida amazonense concentrada e animada durante a partida. Estamos classificados para as quartas de final e esse mundial ficará cada vez mais emocionante agora”, afirmou o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula. Após um dos jogos mais longos da Copa do Mundo, o DJ carioca Marlboro subiu ao palco para animar ainda mais o público presente. Amazonenses e turistas dançaram ao som do funk carioca, estilo criado pelo DJ no final da década de 1980. À noite, após o jogo entre Colômbia e Uruguai, a banda amazonense Redphone sobe ao palco para tocar rock/pop nacional. A festa encerrou às 20h.

Parque do Idoso também é ‘point’ O Parque Municipal do Idoso, que fica no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul da cidade, normalmente é um ponto encontro dos idosos que residem em Manaus. Com várias programações focadas nas pessoas que já estão na terceira idade, o parque virou um ponto de encontro para as famílias, durante o período da Copa do Mundo. Em todos os jogos da seleção brasileira, a admi-

nistração do parque monta um telão no centro de convivência do local. Com uma ótima estrutura montada para receber os torcedores da Melhor Idade, o parque recebeu durante a partida de ontem um grande número de famílias. “É ótimo ver o clima que tomou conta do parque. Sou frequentadora do local e vim torcer pela seleção brasileira aqui. Gostei muito de ver o espaço sendo ocupado por famílias. Podemos ver

várias crianças correndo e brincando. Isso sempre alegra o ambiente”, disse a aposentada Julia Lima, 68, que aproveitou para convidar os moradores da cidade a irem conhecer o parque. “O parque é muito bonito e tem várias atividades diariamente. A população manauense deve aproveitar e conhecer o espaço. Podem fazer várias atividades físicas no local. Sem falar que é muito seguro”, finalizou a feliz torcedora. DIEGO JANATÃ

Depois do nervosismo, muita festa Em outro ponto da cidade, na avenida Itaúba, no Jorge Teixeira, milhares de pessoas assistiram à partida no telão montado pela Prefeitura de Manaus para as exibições públicas dos jogos. O clima de nervosismo marcou a torcida que vibrava a cada lance da seleção verde-amarela. Após a confirmação da classificação brasileira para as quartas de final, a comemoração foi intensa. Para manter o clima de alegria, o DJ Kleber Romão, a banda Guetto e a dupla sertaneja Rodrigo Raniely e Monalisa

ITAÚBA

O clima de nervosismo marcou a torcida que vibrava a cada lance da seleção. Após a confirmação da classificação brasileira para as quartas de final, a comemoração foi intensa fizeram o público dançar ao som de vários ritmos. “Para nós é uma satisfação muito grande poder cantar em um evento

como esse, principalmente depois de uma vitória suada como essa. Que venha o próximo jogo”, declarou Rodrigo. A transmissão pública na avenida Itaúba acontece novamente na próxima sexta-feira, 4, quando o Brasil entra em campo pelas quartas de final. “Assim como em todo jogo do Brasil, nós estamos trazendo atrações locais que agitem o público. Então, para sexta-feira, mais cantores, bandas e DJ. A festa continua”, afirmou Gisa Almeida, gerente de produção da Manauscult.

Torcedores vibraram com a vitória do Brasil nos pênaltis


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Na terra dos bumbás,

a torcida é pelo Brasil Quando a seleção brasileira entrou em campo contra o Chile, torcedores de Garantido e Caprichoso se uniram num único coro

FOTOS: IONE MORENO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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s paredões com toadas, forró ou mesmo funk espalhados em diversos pontos de Parintins foram surpreendentemente silenciados em pleno segundo dia do 49º Festival Folclórico. Por mais de 120 minutos, até os sofridos momentos dos pênaltis, a terra dos bumbás parou para acompanhar a transmissão do jogo da seleção brasileira contra o Chile. Desde cedo, turistas e moradores da ilha, deram uma folga nas blusas das agremiações para adotar o uniforme do Brasil. As famílias se reuniram para torcer pela seleção. Outros optaram por reservar um bom local em frente aos telões espalhados por estabelecimentos em toda a ilha, de preferência que driblasse o sol - impiedoso por grande parte do dia de ontem. Todo lugar era lugar para se proteger do sol e torcer pela seleção, fosse embaixo das copas das árvores, de tendas ou mesmo do teto dos triciclos. Quem não conseguiu um local com o mínimo de conforto, pareceu não se incomodar em assistir a partida em pé, no meio da rua. primeiro tempo do jogo, um dos poucos momentos comemorados foi do gol do zagueiro Davi Luiz. Nos primeiros minutos, as quedas dos jogadores motivadas por faltas virou motivo de piada entre os expectadores, que mantinham o bom humor. “Excesso de ‘frescura’ em campo ganha cartão rosa”, brincou um torcedor. Contudo, a tensão acompanhou os torcedores após o empate chileno, até o final da prorrogação. Ataques de ambas as seleções levantavam os torcedores, que levavam as mãos à cabeça. A anulação do gol de Huck, também irritou a plateia. “Meu coração é fraco”, gritou outro torcedor, revoltado com o jogo.A defesa de Julio César no segundo tempo aliviou a torcida que disparou em uníssono um “Uuuuu”.

Os 30 minutos de prorrogação sem gols brasileiros também judiaram dos torcedores. O pavor durante os pênaltis foi tão profundo, que não faltaram promessas de todos os tipos. Sob pressão, houve torcedor que prometeu até “virar a casaca” e torcer pelo boi contrário na segunda noite do festival. “Meu Deus, se o Júlio César agarrar eu torço para o Caprichoso hoje”, comprometeu-se a torcedora do vermelho. As cobranças de Davi Luiz, Marcelo e Neymar animaram a torcida. Contudo as defesas do goleiro Júlio César e a sorte da seleção tiraram o fôlego dos presentes. Após soltar o grito preso no peito, as pessoas se abraçaram e tomaram as ruas de Parintins em festa. As cor-

Comerciantes inovam para faturar mais Se os bares e restaurantes atraíram uma clientela maciça antes, durante e após do jogo, artesãos e comerciantes reclamaram da baixa venda de produtos nas cores verde amarelas. O comerciante Antônio Pereira, 34, disse que já tem reduzido o valor dos produtos para ver se anima a freguesia. Há oito anos, o cearense deixa o nordeste para vender bolsas, chapéus, e calçados aos visitantes da ilha durante o festival. “Este foi o pior festival. As pessoas não estão compran-

do por conta da crise em todo país e quem tem dinheiro, se segura ao máximo. Estou baixando os valores para ver se não pago muito em frete na volta”, disse. De olho na Copa, ele até criou um chapéu estilizado com o verde amarelo misturado a imagem dos bois. A novidade conquistou uma freguesa. “Comprei para minha mãe que disse que só iria torcer se tivesse o kit completo, ela queria um chapéu exatamente assim com as cores do Brasil e do boi.

E ainda quer um brinco para combinar”, disse a professora Maria Tavares, 28, que conseguiu cumprir a missão. Para chamar atenção dos clientes, o artesão Expedito Alves de Souza, 52, confeccionou um boi nas cores verde e amarela, com uma bola desenhada na testa. A ideia deu certo e atrai muitos turistas, que se aproximam do estabelecimento para tirar foto e, conferir os adereços. Outros, com muito bom humor, preferiram apelar pela “interferência do além”,

espalhando as mercadorias sobre os muros do cemitério na cidade. “Já anunciei que o nome da minha lojinha é agora pé na cova. Tem gente que se diverte, tem umas senhoras que se benzem. É divertido. Escolhi este ponto porque é bem movimentado”, revelou o empresário Wagner Nascimento, 37. E não é que a ousadia tem dado certo, ao contrário de outros comerciantes, momentos antes do jogo do Brasil, ele já tinha conseguido vender várias bandeiras.

TODO CANTO

Por todos os cantos da ilha era possível ver pessoas em frente a televisores torcendo pela seleção brasileira, nem mesmo o forte sol do início da tarde desanimou quem esperava o triunfo do Brasil netas e o buzinaço ecoaram por todo o fim do dia, assim como o som das toadas. Adereços na rua Algumas ruas de Parintins estão tomadas com as cores da bandeira brasileira, que dividem espaço com o vermelho e o azul dos bumbás. O asfalto da rua Cordovil também ganhou cor, com a pintura da bandeira, do Fuleco (o mascote da Copa) e do símbolo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os famosos triciclos da cidade também fazem referência as cores da bandeira nacional. Ao lado dos estandartes dos bois, a bandeira brasileira também tem um lugar reservado, sobre os muros das residências dos parintinenses.

Verde, amarelo, vermelho e azul coloriram as ruas de Parintins

Por todos os cantos é possível ver a torcida pela seleção na Copa


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‘Vivaldão

era mais que

um sonho’ A declaração é do cronista Arnaldo Santos, que divide o legado do passado e a perspectiva da Arena da Amazônia como palco esportivo DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

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Êxtase O radialista relata que o estádio era êxtase. “O Vivaldão era mais do que um sonho”. O “Colosso do Norte” foi construído para comportar 43 mil pessoas, mas apenas 31 mil lugares eram liberados para os jogos. “O estádio fez parte do setor esportivo de Manaus, engloba a moderna Vila Olímpica, a arena poliesportiva e o

Sofri muito, só restaria saudade de tantos momentos vividos no palco das grandes emoções como cronista Arnaldo Santos, cronista esportivo

pela conservação do patrimônio. Quando houve a notícia confirmada de que o Brasil sediaria a Copa do Mundo em 2014, foi apontado um único caminho para incluir Manaus como subsede seria sacrificando o Vivaldo Lima. O nosso concorrente forte era o Pará, então se fez essa estratégia para ter a chance”, pontua. Arnaldo afirma que o plano de eliminação deu certo e ele esteve dividido entre comemorar a inclusão da cidade e lamentar os 30 anos de glórias rolados no gramado do “Colosso do Norte”. “Sofri muito, só restaria saudade de tantos momentos vividos no palco das grandes emoções como cronista”, conta.

Arnaldo conta que, apesar de ser jovem, fez parte do grupo executivo de construção do Estádio Vivaldo Lima

ARQUIVO EM TEMPO

radialista e cronista esportivo manauense Arnaldo dos Santos Andrade, conhecido como Arnaldo Santos, tem parte da sua história ligada ao Estádio Vivaldo Lima. Dividido entre o legado do passado e a perspectiva do presente, com a substituição do Vivaldão pela Arena da Amazônia, ele relembra momentos vividos no antigo palco do esporte no Amazonas. Arnaldo está ligado ao Vivaldão desde a juventude. Testemunhou a conversa do governador Plínio Ramos com seu pai, Caetano, ao comemorar que havia encontrado lugar ideal para o novo estádio na cidade. “Eu ouvi essa conversa, era um jovem de 19 anos de idade. Plínio Ramos falou para o meu pai que na inauguração de uma feira agropecuária, no bairro de Flores, havia encontrado finalmente o lugar ideal para a construção do novo estádio”, relembra. Ele conta que, apesar de ser jovem, fez parte do grupo executivo de construção do Estádio Vivaldo Lima e transmitiu pela rádio a festa de pré-inauguração do Vivaldão, na década de 70, que contou com a presença da seleção brasileira – que viria a ser campeã da Copa do Mundo naquele ano. ‘‘Trabalhei horas ali dentro do Vivaldão, vi o estádio nascer e seus momentos de glória”, comenta.

sambódromo’’, detalha. Para a época, o estádio era modernidade, com sistema de som importado da Bélgica, catracas eletrônicas e o gramado cuidado pelo sistema de irrigação automático com drenagens verticais e horizontais. Contudo, Arnaldo diz que para galgar nova fase a esse palco do esporte só havia um caminho como forte estratégia para eliminar os concorrentes: a responsabilidade de Manaus ser cidade-sede após o enunciado da Fifa que a Copa seria no Brasil. “Ele merecia reforma em suas instalações, estávamos lutando

Entre o passado e o presente Mesmo consciente da dor, ele esteve presente no primeiro ato de desmobilização, ali no centro do gramado do Vivaldão, em meio a convidados e autoridades, ouvindo o anunciar a Arena da Amazônia para a Copa do Mundo de 2014. “Era o começo do fim! Fui até o último degrau da arquibancada do sambódromo, ao lado do estádio, assisti à derrubada das paredes do Vivaldão, acompanhei até cair à última”, conta, emocionado, sobre o dia da demolição. O lado cronista esportivo se aflorou com a perda do Vivaldo Lima, dando a ele a missão de defender o passado com a modernidade do presente. “Dei a mim, como principal missão, defender o estádio Vivaldo Lima. Seu legado foi servir tantas gerações no esporte. O sacrifício

dele nos está permitindo permanecer nesta história, pois há 64 anos torcemos pelo nosso país jogando em outro território”. Umas das reivindicações foi a permanência do nome Vivaldo Lima, em respeito ao entusiasta do esporte amazonense, cujo nome foi atribuído ao estádio de futebol. “Fui contra ao nome Arena da Amazônia e já disse que o Vivaldão continua. Fiquei feliz quando houve a conciliação entre o passado e o presente, ao título Arena da Amazônia Vivaldo Lima”, diz Arnaldo. Leqado Ele demonstra “ciúmes” se a nomenclatura da arena poderá sustentar os registros marcantes no saudoso Vivaldão. “Creio que o legado dela (arena) poderá ser visto daqui a 30 ou 50 anos, podendo ser

referencial. Isto caberá a partir do momento em que for utilizada. A sua grande arquitetura não substitui o Vivaldão. Embora em meio às críticas sobre a escolha da engenharia alemã, aprecio esta obra com sustentabilidade e tecnologia no padrão exigido pela Fifa”. Apaixonado assumido por jogos em Mundial, ele declara que acompanha o futebol internacional. “Já estive em várias Copas e não apenas torço pelo Brasil, aprecio um bom futebol. Isso me fez conhecer requisitos da matriz de responsabilidade, a lei da Copa. Quando o Amazonas se candidatou, tenho a visão de que saímos da irresponsabilidade para a responsabilidade. Isso porque construímos a arena onde falta investimento na saúde e na educação”, concluiu. (DC)


D14 Ruas ficam repletas de torcedores em dias de jogos do Brasil

As armas e os Barões assinalados Que da Ocident 50 al praia Lusitana

Moradores

clima de fe

aos dias Concurso promovido pela prefeitura premiou as dez ruas mais belas da cidade, três, porém, se destacam e caíram “nas graças” do torcedor manauense THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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seleção brasileira segue viva na Copa do Mundo do Brasil. após o jogaço contra o Chile, que foi decidido nos pênaltis, depois de dois tempos de uma sofrida da prorrogação. E como Neymar e companhia contam com a confiança da torcida brasileira para passar pelo próximo adversário, em Manaus, a população poderá se reunir nas tradicionais ruas enfeitadas espalhadas pela cidade para empurrar “a família Scolari”. Antes do começo do Mundial, a prefeitura manauense realizou um concurso que premiou as 10 ruas mais bonitas da cidade. Entre elas, as mais conhecidas são: a rua Santa Isabel, Praça 14, Zona Sul, a rua 3, Alvorada, Zona Centro-Oeste, e a rua Leonardo Malcher, Centro. Pioneira, a rua Santa Isabel é a mais tradicional do Brasil quando o assunto é

ornamentação para a Copa do Mundo. O costume, que teve início no Mundial de 1982 disputado na Espanha, consiste na união dos moradores da rua, que iniciaram os preparativos para a ornamentação no começo do ano passado, tão logo o projeto final da decoração ficou pronto. “Em toda Copa, a comunidade se reúne e planejamos o que vamos fazer. O trabalho começou em 2013. Todos ajudam, desde as crianças até os idosos. As mulheres amaram as fitas e os homens sobem nas escadas. Fizemos bingos, rifas e vendemos comidas para arrecadar o dinheiro. É gratificante ver nossa rua reconhecida mundialmente. Imprensa de todos os cantos vieram fazer matéria aqui”, disse o coordenador da ornamentação da rua Santa Isabel, Jucimar Pinto, 32, mais conhecido como Simbá pelos vizinhos. Morando no local há


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garantem

sta e beleza do Mundial mais de 40 anos, Jucimar revela que é muito gratificante ver os visitantes encantados com a beleza da rua. “Essa é a maior recompensa que podemos receber, depois de todo trabalho que tivemos”, resumiu. A mais bonita A rua 3 do Alvorada foi considerada a mais bonita da cidade. Os moradores do local gastaram mais de R$ 60 mil para finalizar a obra de arte que enfeita o bairro e atrai, diariamente, cerca de mil visitantes. Esse número aumenta nos dias em que a seleção comandada pelo treinador Luiz Felipe Scolari entra em campo. Competindo no consurso promovido pela prefeitura de Manaus desde a Copa da Alemanha em 2006, Everton Vieira afirma que cada morador da rua se orgulha do resultado final que conseguiram. “Formamos uma comissão composta por 10 membros que deram ideias para finalizar o projeto. O esforço foi grande. Trabalhamos dia e noite, mas cada morador se orgulha pelo resultado final”, explicou o morador que foi um dos coordenadores do projeto. Segundo o coordenador da Rua Leonardo Malcher,

que fica localizada no centro de Manaus, Felipe Mesquita, o clima que toma conta da rua em dias de jogos é o mais legal da cidade. Atraindo cerca de dois mil torcedores por partida, as famílias manauenses estão convidadas para acompanhar as partidas do Brasil no local. “Convido todos os torcedores para acompanhar mais um duelo da seleção brasileira aqui na rua. O ambiente é familiar e muito agradável. A maioria do público é formado por famílias. Vamos torcer por mais uma vitória do time canarinho”, convidou Felipe. Festa garantida Em todas as ruas, a festa começará pela manhã e não tem hora para acabar. Na rua Santa Isabel, a população amazonense e os turistas poderão assistir à partida do Brasil por meio dos dois telões que estão instalados no local. Em todos os locais de festa é possível encontrar barraquinhas com a venda de comidas e bebidas. Nas ruas em que a prefeitura premiou o esforço dos moradores com telões para a exibição de jogos também haverá a realização de shows a apresentação de DJs para animar os torcedores no intervalo e após o término da partida.

Projeto de ornamentação foi elabadorado desde o ano passado

Moradores se envolvem em todas as etapas da ornamentação das ruas


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MANAUS, DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2014

Brasil é recorde de audiência no exterior Número de telespectadores marca a transmissão dos jogos do Mundial. Americanos e brasileiros se destacam na primeira fase

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Uma das partidas de maior audiência na primeira fasefoi entre EUA e Portugal, na Arena da Amazônia

A

audiência da primeira fase de jogos da Copa do Mundo, que está sendo realizada no Brasil, bateu recordes em vários países, conforme dados da Fifa. O Ministério do Turismo (MTur) já estimava um aumento de 12,5% no número de telespectadores, em relação à última Copa, na África do Sul, vista por 3,2 bilhões de pessoas. Nos números estimados pelo MTur, cerca de 3,6 bilhões de pessoas devem assistir aos jogos em todo o mundo, quase metade da população da Terra. A audiência recorde em alguns países, nos primeiros dias da Copa, revela o interesse do público pelo esporte e pelo país. Para o ministro do Turismo, Vinicius Lages, a oportunidade de exposição ajuda a construir uma imagem positiva do Brasil. “Países como África do Sul e Alemanha, que já realizaram a competição, se beneficiaram da exposição na mídia. Assim como eles, a expectativa é um aumento de até 10% no número de turistas estrangeiros nos próximos anos no país”, diz. Manaus A partida entre Estados Unidos e Portugal, em Manaus, alcançou um recorde histórico de espectadores para a ESPN norte-americana, com média de 18,2 milhões de pessoas e picos de audiência

chegou de até 22,9 milhões. Na estreia americana contra Gana, dia 16 de junho, houve 11,1 milhões de telespectadores número que já tinha sido recorde da emissora em uma partida de Copa. Outros 4,8 milhões de telespectadores dos EUA viram pela Univision, em espanhol, número superior a qualquer outro esporte em 2014. Já no jogo entre Chile e Austrália, por exemplo, cerca de 2,3 milhões de telespectadores assistiram à SBS na Austrália,

Copa das Confederações, em 2013, ajudou O número recorde é dos brasileiros, na partida de estreia da seleção brasileira, dia 12, contra a Croácia. Foram 42,9 milhões de pessoas que assistiram ao jogo pela TV Globo, detentora dos direitos de transmissão no país e que marcou a maior audiência de um evento esportivo no Brasil, em 2014. Na Croácia, 1,5 milhão de telespectadores assistiram à HTV2, também maior audiência televisiva em 2014. A projeção de audiência de cerca de 3,6 bilhões de espectadores feita pelo Ministério do Turismo está baseada no alcance que o país conseguiu com a Copa das Confederações, em 2013. Segundo um estudo do MTur sobre o impacto econômico e social do evento, a audiência média das partidas da Copa das Confederações Fifa Brasil 2013 subiu 50% em relação à última edição da competição, também sediada na África do Sul – e muito disso se deve à capacidade e infraestrutura do Brasil de geração e difusão das imagens. Segundo a Fifa, a Copa do Mundo do Brasil terá 73 mil horas de transmissão de TV para mais de 200 países, o equivalente a um aparelho de TV ligado por 8 anos.

MANAUS

A partida entre EUA e Portugal, em Manaus, alcançou um recorde histórico de espectadores para a ESPN norte-americana, com média de 18,2 milhões de pessoas e picos de audiência chegou de até 22,9 milhões terceira maior audiência esportiva da televisão em 2014, mais do que a final do Aberto de Tênis da Austrália, o primeiro dos torneios de tênis do Grand Slam. Segundo a Fifa, os torcedores e telespectadores de Brasil, Japão, Alemanha, Reino Unido, Argentina, França, Holanda, Croácia e Itália foram responsáveis pelas principais audiências das emissoras que transmitiram os jogos nos respectivos países.

ESPECIAL COPA 2014 EDIÇÃO Michele Gouvêa Tricia Cabral

REPORTAGENS André Tobias, Deny Câncio Raphael Lobato e Thiago Fernando REVISÃO

Gracicleide Drummond

DIAGRAMAÇÃO Kleuton Silva, Klinger Santiago, Leonardo Cruz, Marcelo Robert, Mario Henrique Silva e Pablo Filard

TRATAMENTO DE IMAGENS Adriano Lima


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Pódio - 29 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu