BRASILEIRÃO
Vasco joga a ‘vida’ contra o Santos
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DANILO MELLO/ALEAM
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SUPerando
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Amazonense Pablo Casado, que já foi remando em cima de sua prancha de SUP de Manaus a Parintins, ganhou, recentemente, um expressivo campeonato da modalidade em nível nacional. Para ele, rios amazônicos inspiram a prática do esporte. Pódio E5
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Daniely CASTILHO
Confesso que ser a CAMPEÃ MUNDIAL não estava nos planos Não há dúvidas que 2015 foi um ano inesquecível para a fisiculturista amazonense Daniely Castilho, 32. A loira de 1,68 abocanhou nada menos que três campeonatos, erguendo pela primeira vez na história a bandeira do Amazonas no mais alto degrau do pódio do Campeonato Mundial de Fisiculturismo, da International Federation of Bodybuilding and Fitness (IBFF), realizado na Húngria. Mas, até surpreender as “gringas” e eliminar as 20 atletas das mais diversas nacionalidades no Mundial, a caminhada foi longa. Castilho enfrentou os palcos pela primeira vez durante o Campeonato Amazonense, que ocorreu no final de julho, e, já em agosto, deixou as oito concorrentes para trás, conquistando o 46º Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo, em Brasília. IVE RYLO
Este ano de 2015 tem sido a primeira vez de tudo em minha vida. Primeira vez em um palco, primeira competição regional (Campeonato Amazonense), Nacional (Campeonato Brasileiro) e para fechar o ano com chave de ouro o Internacional (Campeonato Mundial).
PÓDIO - Você conquistou o Mundial de Fisiculturismo. Como foi para você conquistar este título? Daniely Castilho - Uma sensação inexplicável. A todo momento me pergunto se isso realmente aconteceu comigo. Todo atleta se prepara para uma competição com o intuito de ganhar, mas confesso que ser a campeã mundial na primeira tentativa não estava nos planos, e consegui! Algo que muitos passam a vida toda tentando e nem sempre conseguem. Sou uma pessoa abençoada e muito realizada. Este ano de 2015 tem sido a primeira vez de tudo em minha vida. Primeira vez em um palco, primeira competição regional (Campeonato Amazonense), Nacional (Campeonato Brasileiro) e para fechar o ano com chave de ouro o Internacional (Campeonato Mundial). PÓDIO - Você também conquistou o ‘Overall’ (a melhor da noite na minha categoria). Quantas atletas competiram com você? DC - O overall no fisiculturismo premia a melhor de todas as sub-categorias, ou seja, além de ganhar a minha categoria, competi com
a vencedora da outra categoria também, e o Overall no Campeonato Mundial é a disputa que credencia o atleta a se tornar profissional. São apenas três competições que profissionalizam o atleta. O Campeonato Mundial, o Arnoldo Classic Ohio ou o Arnold Classic Europe. Apenas sendo o Overall de uma dessas competições você poderá tornarse atleta profissional, e no ano que vem já vou competir em nível profissional e não mais no amador. Na minha categoria tinham 20 atletas, as melhores do mundo, de países como Austrália, Espanha, Croácia, Hungria, Canadá, Itália e Bulgária. PÓDIO - Como foi a prova? Quanto tempo demorou? DC - Bastante puxada. A competição começa às 10h, sobem as 20 atletas para uma análise geral. Dessas 20, apenas 15 retornam, sendo as outras eliminadas. Subimos novamente ao palco para as apresentações das poses em blocos de cinco. São três chamadas para o centro do palco, onde a mesa de arbitragem, composta por 15 árbitros, faz o julgamento, confronto entre as favoritas, direciona as poses, julga critérios como beleza, postura de palco, feminilidade, segurança, além claro dos pré-requisitos exigidos pela categoria. Após toda essa análise, somos dispensadas do palco e aguardamos o resultado das top 6, que é afixado num painel. Esse resultado só saí à tarde, ou seja, subimos de manhã, mas somente as top 6 sobem no palco a tarde para as últimas análises e comparações. A tarde sai a lista e novamente subimos ao palco, temos mais um confronto e depois somos chamadas individualmente para uma apresentação coreográfica de 30 segundos. Nesse momento temos que impressionar os árbitros, é o tudo ou nada, usa-se o charme e a sedução na apresentação, para tentarmos conquistá-los mesmo. Depois das apresentações individuais, já somos chamadas para os resultados, a campeã, fica para a disputa do Overall, que acontece apenas no encerramento do evento. Resumindo, foi um dia inteiro de competição, cheguei as 10h e só saí do teatro às 19h. PÓDIO - As atletas de outros países possuem um alto nível técnico? São diferentes das atletas de fi-
siculturismo do Brasil? DC - São muito maiores, com uma excelente maturidade muscular, mas acabam por perder um pouco a feminilidade, e isso tem contado muito nas competições atuais. A brasileira acaba que se destaca pelo tom da pele, pelo cabelo e graciosidade no palco, isso acaba conquistando a arbitragem. PÓDIO – Sua categoria é nova? Fala um pouco sobre ela. DC - Sim. A Womens Physique acima de 1,63 metro é uma categoria Feminina oficialmente reconhecida como uma nova categoria da IFBB pelo Comitê Executivo da IFBB e Congresso Mundial da IFBB. É destinada a mulheres que querem elevar o seu nível de massa muscular e condicionamento ao máximo possível através de treinamento e dieta, porém respeitando-se a anatomia, volume e silhueta feminina. Desta forma, acabam por desenvolver um físico menos musculoso, ainda atlético e esteticamente agradável, ao contrário das antigas atletas do fisiculturismo feminino, que acabaram por perder a feminilidade nos últimos anos. Para promover isso, os árbitros são constantemente relembrados ao fato que estão julgando uma nova proposta de categoria, diferente da antiga categoria fisiculturismo feminino. O tipo de musculosidade, a vascularização, a definição e a desidratação muscular vistas em antigas fisiculturistas não serão aceitas no julgamento das atletas desta categoria. A modalidade é dividida por estatura. PÓDIO - Qual foi (é) sua principal dificuldade durante os treinos e na participação do campeo-
nato mundial? A falta de patrocínio também afeta o seu esporte? DC - Pude fazer uma análise do que precisava melhorar do Brasileiro para cá, e trabalhamos exatamente essas dificuldades. Dessa vez o treinamento foi bem mais intenso e a dieta muito mais apertada, a preparação foi totalmente diferente. Patrocínio é algo complicado de falar. Acho que para qualquer atleta, principalmente os de alto rendimento, não tive ajuda sequer do Governo do Estado ou da Prefeitura, nem ao menos com passagem aérea, que para mim já seria de grande ajuda. Pude contar mesmo com o apoio de amigos empresários que por saberem da minha dedicação e potencial, acreditaram em mim e me deram todo apoio que precisei. PÓDIO - Quando e o que motivou você a iniciar no esporte? Participar de competições sempre foi seu objetivo? DC - Iniciei no esporte aos 17 anos. Treinava com minha Mãe, Maria de Jesus Castilho em uma academia próximo de casa, até então, apenas como um “hobbie”. Há 2 anos fui descoberta pelo atleta Bernardo Cesarino, que me preparou para a minha primeira competição, o Campeonato Amazonense de Fisiculturismo, realizado em julho deste ano. Desde então, encontrei minha verdadeira vocação. Hoje faço parte da equipe do atleta Daniel Guedes, a Amazon Nutri Team. Meu acompanhamento em treinamento e orientação dietética, é feito pelo coach Fernando Maradona, atleta profissional, formado em fisioterapia, educação física, pós-graduado em treinamento esportivo e mestre em medicina do esporte. PÓDIO - Como são os seus
treinamentos? Quantas horas por dia? São exercícios de musculação reunidos com outros tipos? DC - Minha rotina durante uma preparação é bem puxada. De segunda à sábado, acordo às 06h e faço cardio em frente ao meu condomínio. São 45 minutos alternando entre corrida e caminhada moderada. De tarde, faço o treinamento voltado para musculação, que dependendo da fase em que eu esteja, é dividido em treinamento de hipertrofia ou de definição muscular. A noite faço novamente o cardio, agora apenas 30 minutos, alternando também entre corrida e caminhada moderada. PÓDIO - Como é sua alimentação? DC - Alimentação regradíssima. Em preparação, sigo minha dieta à risca, me alimento de três em três horas, tudo muito bem balanceado, quantidade de proteínas, carboidratos e vegetais bem direcionados. Dependendo da fase da preparação em que eu esteja, tenho todo um acompanhamento médico e nutricional, para que minha saúde seja sempre levada em primeiro lugar. PÓDIO - Quanto um atleta profissional em média investe por mês? DC - Como atleta profissional ainda não tenho essa estimativa, porque começarei a competir como profissional apenas no ano que vem, mas como amador, posse dar uma estimativa de mensal. Com alimentação cerca de R$ 1 mil reais, R$ 2 mil reais de suplementação, R$ 250 de academia, R$ 1,5 mil de estática e mais uns R$ 3 mil de medicamentos em manipulação. Isso tudo dá quase R$ 8 mil por mês.
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Grão-mestre do muay thai brasileiro veio a Manaus FOTOS: REPRODUÇÃO
Artur Mariano esteve na capital do Amazonas nesta semana e criticou falsos professores que lecionam na Região Norte
Artur Mariano já ganhou todos os títulos possíveis para um atleta de sua categoria no muay thai. Além de lutador, o grão-mestre é comentarista esportivo e tem lutado para inserir o esporte nas Olimpíadas do Rio
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enda viva do esporte brasileiro, grão-mestre, presidente da Confederação Pan-Americana e Brasileira de Muay Thai, esse é Artur Mariano. Reconhecido por seus feitos, o mestre esteve em Manaus durante esta semana para participar do exame de graduação da academia Champions Factory, realizado no Parque do Idoso, Zona Centro-Sul de Manaus. Em 2015, o esporte deu um grande passo para se tornar olímpico. Artur não conseguiu esconder a alegria com o feito. O esportista lembra que essa conquista também premia sua dedicação ao esporte, principalmente após se tornar presidente da confederação nacional do esporte. “É uma conquista da confederação e a confirmação do nosso trabalho, porque fui qualificado grão-mestre na Tailândia e presidente do Pan-Americano. Para chegar a esse ponto, você tem que ser reconhecido e ter feito um bom trabalho. Tive essa responsabilidade e cumpri com esse compromisso. Realizei o 1º Pan-Americano da história. Já havia acontecido todos os outros campeonatos pelo mundo, só faltava esse para o muay thai fechar o ciclo e lutar para se tornar um esporte olímpico. Ano que vem, o 2º campeonato será no México e estamos muito contentes com o desenvolvimento do esporte no mundo”, disse Mariano, que apesar dessa conquista, se mostrou preocu-
pado com o aparecimento de novas academias, porque em sua grande maioria, estão irregulares junto a CBMT. “Estamos trabalhando no muay thai há muitos anos para o crescimento. Estamos levando o muay thai brasileiro para a Tailândia. No começo, posso dizer que passamos vergonha. O Brasil perdia muito, mas hoje somos uma potência mundial. Fazemos vários campeões mundiais. Hoje, as seleções têm medo de lutar contra a gente. Aqui em Manaus, já fizemos vários seminários, workshop e aulas com mais de 500 pessoas. Mas, devido ao crescimento do esporte, 95% dos ‘professores’ que existem aqui são falsos. Peço ajuda ao Ministério Público para que cacem essas pessoas que não tem certificados e estão vendendo graduações. Eles não têm qualificação para dar aula. Eles pegam alunos que estão há seis meses ou um ano treinando e mandam ministrar aula. Peço ajuda para combater isso. Estão colocando vidas em jogo. Isso tem nos deixado preocupado”, denunciou o mestre. Gratidão pelo esporte Aos 41 anos, Mariano afirma não conseguir explicar o quão importante é o esporte em sua vida. Nacionalmente, o mestre foi campeão de tudo. Em 97, se sagrou campeão mundial. Essas conquistas qualificam o grãomestre como principal nome
Mestre posando para foto com alunos graduados e que consquistaram medalhas em competições em nível nacional no esporte tailandês
do esporte no Brasil. “Mudou tudo. Ele me trouxe disciplina, hierarquia, autoconfiança, caráter, retidão. Para você crescer numa luta, tem que ter isso tudo. Tem que ter confiança. Se tiver um sonho, não pode ouvir as pessoas, porque 95% vão falar que não dará certo. A luta ajuda nisso. Ajuda você acreditar em você. Ajuda a aprender a respeitar a hierarquia. Em toda área tem hierarquia. Em um banco, numa escola, no trabalho, em todos os lugares tem. A luta fez tudo na minha vida”, listou Mariano que afirma ser necessária a introdução das artes marciais
nas escolas brasileiras, coisa que já acontece nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Porém, o mestre faz grandes críticas aos políticos brasileiros que, segundo ele, não querem mudar a realidade do país. “Político não está preocupado com isso, ele não está preocupado com o povo brasileiro. Isso era para ter. Tinha que ter uma arte marcial em todas as escolas, porque ia ajudar muito as crianças. Ia tirar do mundo das drogas, do mal caminho. Eles fazendo esportes, você veria o nosso pais mudar. Mas o político não quer isso. Não interessa mudar. Infelizmente, essa é a realidade”, finalizou.
Mariano fazendo o movimento correto do soco de muay thai
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Indicado ao Puskas torce por ‘forcinha’ de Messi Wendell Lira, atacante que defendia o Goianésia-DF, fez um gol antológico no dia 11 de março em partida contra o Atlético-GO e quer entregar seu currículo ao argentino
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m telefone que não para de tocar e uma voz entrecortada por risos. Assim está sendo o dia do atacante Wendell Lira, indicado ao Prêmio Puskas da Fifa como o autor de um dos dez gols mais bonitos da última temporada. Na ocasião da pintura, o atleta defendia o Goianésia no Campeonato Goiano, mas segue desempregado desde o término da Série D do Brasileirão, e da Terceirona, que disputou pelo mineiro Tombense. O dono do golaço, porém, não parece muito preocupado: se for escolhido entre os três melhores amanhã (30), data em que a lista será reduzida pela Fifa, basta pedir ajuda a um estrelado concorrente pelo troféu. “Olha, se eu conseguir encontrar o Messi lá no dia da entrega do prêmio, posso pedir uma forcinha para ele no Barcelona, né? Posso entregar o meu currículo. Quem sabe ele não consegue alguma coisa para mim no Barcelona ou no Real Madrid”, brincou o atacante. A cerimônia ocorrerá em 11 de janeiro de 2016, no mesmo dia em que o vencedor da Bola de Ouro for revelado em Zurique, na Suíça. O gol em questão foi marcado no dia 11 de março em partida contra o AtléticoGO. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Adriano da Matta tabelou com Nonato na meia-lua e executou um belo passe pelo alto para o centro da grande área. Em posição mais do que legal, Lira surgiu entre os zagueiros do Dragão e, com um pé na marca da cal, completou para o gol com uma meia bicicleta cheia de classe. “A jogada inteira foi muito bem construída, né? Não só o meu toque para o gol, mas o lance todo foi muito bonito”, orgulhou-se. Embora já tenha anotado alguns tentos bem articulados, o atacante reconhece que este será o mais memorável de sua carreira. “Olha, eu já fiz muitos gols bonitos na carreira, mas não é sempre assim não, vou te falar”, divertiu-se, admitindo que a indicação nunca havia lhe passado pela cabeça. “Nunca, nunca, nunca. Eu sabia que tinha sido um gol bonito e que repercutiu muito no mundo inteiro, foi compartilhado no Instagram de muita gente, mas eu jamais imaginaria que fosse receber a indicação. Isso nunca passou pela minha cabeça”, confessou. Além de Wendell, outros nove atletas concorrem ao prêmio em sua lista inicial, que será reduzida a três nomes no dia 30 de novembro. Em meio a outros “anônimos” como David Ball, Gonzalo Castro, Marcel Ndjeng e Esteban Ramírez, jogadores como Lionel Messi, Carlitos Tévez, Philippe Mexes e Alessandro Florenzi também surgem como postulantes ao troféu, cujo dono será definido em votação totalmente aberta ao público. Fechando a relação, a norte-americana Carli Lloyd foi lembrada pelo golaço marcado contra o Japão na Copa do Mundo de futebol feminino. Diante de tantos nomes de maior expressão, Lira não se atreve a deixar um recado aos dois badalados argentinos de Barcelona e Juventus. “Nossa senhora, que isso… Não tem nem o que falar para eles, né? Ainda mais vindo de um cara como eu. Só dá para chegar lá e reverenciar”, declarou de forma humilde, aos 26 anos. “Para falar a verdade, eu só quero chegar entre os três primeiros para ter a chance de ir para a entrega do prêmio e tudo mais. Tem muita gente grande nisso, fica difícil”, ponderou. Para aumentar ainda mais o seu sentimento de euforia, o jogador foi o único brasileiro indicado pela entidade. “É até engraçado isso. Tantos jogadores brasileiros brilhando no mundo afora, Neymar, Willian, Oscar… E a indicação vem
para um cara como eu. Fico muito feliz, nem consigo acreditar”, explicou. “O meu coração está ainda sem acreditar, mas estou feliz. Chega a ser difícil de acreditar que a gente está concorrendo a um prêmio desse tamanho”. A inatividade já é uma realidade em sua vida desde setembro, quando a participação do Tombense na Terceirona foi encerrada com eliminação no Grupo B. De forma simultânea, o Goianésia também conhecia a própria queda na Série D. Consequentemente, o goiano ainda não teve contato com todos os ex-colegas de clube, que ainda encontram o obstáculo da congestionada linha telefônica. “Rapaz, ainda não consegui falar com ninguém direito. Estou curtindo as férias na casa da minha mãe e o meu telefone não para de tocar, é uma ligação atrás da outra. A gente chega até a ficar perdido dentro de casa”, comentou, aos risos. Questionado sobre o teor das ligações, que podem ou não incluir dirigentes de clubes interessados no futebol do indicado ao Puskas, Lira foi reservado, mas não negou as esperanças. “Eu espero que sim, né? Seria muito bom. Mas no momento eu vou sentar com a minha família e ver o que aparece, não quero tomar nenhuma decisão precipitada”, afirmou. “Agora eu vou ficar com a minha filha e com a minha esposa, quero aproveitar esse tempo para curtir a minha família”, completou. Por fim, o respeitoso postulante ao prêmio de gol mais bonito da temporada não quis tecer qualquer provocação ao goleiro Márcio, vazado na vitória sobre o Atlético-GO. “Não, o Márcio é um goleiraço, sem dúvida. Por isso mesmo, foi uma honra poder fazer um gol bonito em um cara como ele, é muito gente boa”, encerrou Wendell Lira.
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‘O Amazonas é o Avaí do stand up padle’ Pablo Casado tem conquistado títulos expressivos de SUP e diz que os rios amazonenses são o motivo do crescimento do esporte
Manauense foi de Manaus até Parintins remando em sua prancha
LINDIVAN VILAÇA
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e remada em remada, o amazonense Pablo Casado, 38, vai conquistando seu lugar entre os principais atletas do stand up paddle no Brasil. No último final de semana, Pablo conquistou um resultado inédito para o Estado. Ele ganhou o título do Pantanal Extremo 2015, na categoria unlimitede. A competição foi disputada entre os dias 12 a 15 de novembro, em Corumbá, no Mato Grosso). Foram duas horas e 18 minutos remando para superar 30 quilômetros de prova. Pablo também surpreendeu ao participar da etapa brasi-
leira da principal competição de stand up padle do mundo, a Battle of the Paddle (‘batalha do remo’, em tradução livre do inglês). O amazonense foi vice-campeão. Outro resultado também inédito foi obtido em Florianópolis, Santa Catarina, onde con-quistou o segundo lugar na categoria 14 pés, a mais rápida e disputada do esporte. “O título veio para fortalecer nosso trabalho. Saí remando de Manaus a Parintins (distante 369 quilômetros da capital), onde foi minha maior expedição, o que me deixou mais forte. Em cima da prancha esse circuito brasilei-ro rendeu bons frutos, apesar da prova ser considerada a mais difícil do
circuito brasileiro, porém, foi a prova em que mais me preparei. Tanto que tenho maior carinho e determinação por ela. Foi a realização de um sonho”, conta. Sobre a conquista, Pablo comentou. “Venho trabalhando profissionalmente há quase 2 anos, participando das competições em nível nacional, e foi um resultado que chegou rápido, confesso que não es -perava um resultado tão expressivo com tão pouco tempo do circuito brasileiro”, revela. O amazonense também conquistou o terceiro lugar da penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de SUP, assumindo a terceira colocação do ranking nacional. Agora, Casado tem
chance até de ser campeão nacional em sua categoria se ganhar a última etapa no ano, que será realizada no Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro. “Estou participando das competições em nível nacional há dois anos. Então, foi um resultado que chegou rápido. Eu não esperava um resultado assim tão expressivo, com tão pouco tempo de circuito brasileiro”, comenta o craque das pranchas. Neste ano, o atleta amazonense já tinha sido notícia ao fazer o trajeto de Manaus a Parintins) de stand up paddle e subido a posto mais alto do pódio na etapa brasileira de uma das mais
LOUCURA Pablo Casado é um dos entusiastas do stand up paddle e recentemente foi remando em cima de sua prancha de Manaus até o município de Parintins, percorrendo quase 400 quilômetros importantes competições de SUP do mundo: o Aloha Spirit. “Gostaria de agradecer aos meus patrocinadores, Governo do Estado do Amazonas, Prefeitura de Manaus e Hebron Logística, e a todos
que acreditaram no nosso trabalho”, finaliza Pablo. Mais do que buscar novos títulos na modalidade no cenário nacional, o amazonense tem outro objetivo para a próxima temporada. De acordo com Pablo, a ideia é alavancar um de seus projetos para levar o SUP para o interior do Amazonas. “O projeto Superar. Esse é o meu principal foco também para o ano que vem. Quero levar o SUP para o interior do Estado, montar base nos principais municípios do Amazonas, ensinando uma profissão para as pessoas, difundindo o turismo naquela região e peneirando talen-tos”, destaca.
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SUP ganhou o coração dos amazonenses Tranquilidade dos rios do Amazonas são bons para a prática do esporte
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O Stand Up Paddle tem conquistado adeptos em todo o Brasil. Mais recentemente, o esporte desembarcou nas águas tranquilas da Amazônia, encontrando ambiente perfeito para o seu desenvolvimento. “O Amazonas é o Havaí do Stand Up Paddle. Temos condições ideais para praticar. A água é tranquila, quente, sem falar na paisagem”, afirma Pablo Casado, que também é presidente da Federação Amazonense de Stand Up Paddle (Fasup).
E essa vocação para o SUP tem sido percebida à medida que aumentam o número de praticantes do esporte na cidade e as opções para quem quer se iniciar ou se aperfeiçoar na prática. A estrada da Praia Dourada, na região do Tarumã-Açu, é o point do SUP em Manaus, e já tem pelo menos cinco lugares onde se pode alugar pranchas, receber instruções básicas e até receber aulas com instrutores profissi-onais do esporte. Na Amazônia Tribal SUP,
de propriedade de Pablo Casado, é possível alugar e comprar pranchas e receber instruções básicas ou de aprimoramento visando condicionamento físico ou competições. Locali-zado na Praia Dourada, o local tem pouco fluxo de embarcações e vista para o belo pôr-do-sol do Taru-mã-Açu. Eles também organizam pequenas expedições e travessias em grupo – inclusive noturnas – que dão maior tom de aventura ao esporte.
27/11/2015 21:50:30
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Palmeiras enfrenta Coxa com time todo de reservas
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ão Paulo (SP) – Palmeiras e Coritiba se enfrentam neste domingo (29), às 16h (de Manaus) no Allianz Parque pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Se a partida não vale nada para o Palmeiras, que mandará, inclusive, um time todo reserva à campo, o mesmo não se pode dizer a respeito do Coxa. Com 40 pontos somados e apenas dois à frente do Avaí, que abre a zona de rebaixamento, o Alviverde do Paraná só pensa em vencer na rodada. A principal novidade da partida será o lateral-direito Lucas, suspenso da final. No coletivo tático em campo reduzido, o comandante do Verdão testou a seguinte formação: Fábio, Lucas, Nathan, Leandro Almeida, Egídio, Amaral e Andrei Girotto, Allione, Juninho, Mouche e Alecsandro. O lateral-direito João Pedro e os atacantes Rafael Marques
e Kelvin não treinaram entre os onze principais e devem ser poupados no domingo para poderem ser opções na decisão de quarta-feira. Apesar disso, o camisa 29 chegou a ser testado no lugar de Juninho. Após machucar o ombro esquerdo no duelo contra o Santos e ser substituído no início do jogo, Gabriel Jesus acompanhou parte do treino da sexta-feira à beira do gramado, sem a tipóia. Já Cleiton Xavier fez um trabalho separadamente com o preparador Thiago Santi, e o volante Gabriel, que está em fase de recondicionamento físico, ficou realizou exercícios com o fisioterapeuta Jomar Ottoni. O zagueiro Victor Ramos, por sua vez, está em Salvador. O Verdão ocupa o décimo lugar da tabela, com 50 pontos, seis a menos que o São Paulo, responsável por fechar o G-4.
CÍCERO/FRAME PHOTO
Pensando na final da Copa do Brasil, técnico Marcelo Oliveira mandará um time alternativo a campo no Couto Pereira
Atacante Alecssandro e lateral-direito Lucas vão “encorpar” o time do Palmeiras, que enfrentará o Coritiba pela penúltima rodada do Brasileirão
‘AMISTOSO’
Fla enfrenta o Atlético-PR Curitiba (PR) - Querendo terminar o Campeonato Brasileiro, ao menos, de forma digna, após despontar como time de melhor campanha no início do returno, o Flamengo encara o Atlético-PR, neste domingo (29), às 17h30 (de Manaus), na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Vivendo jejum de mais de três meses sem marcar no Brasileirão, o atacante Guerrero deve ficar, mais uma vez, fora da equipe. Outra dúvida paira sobre a escalação do lateral-esquerdo
Jorge. Recentemente convocado para defender a Seleção olímpica, Jorge sentiu um incômodo muscular na parte final do treinamento de sextafeira e deixou o campo para a entrada de Jajá. Com o cargo posto em xeque, diante dos maus resultados e das especulações que sugerem Edgardo Bauza, técnico do San Lorenzo, como possível alvo da diretoria, Oswaldo de Oliveira deve mandar a campo o que tem de melhor. Durante os treinos
da semana o que se viu foi a formação com: Paulo Victor, Pará, César Martins, Wallace, Jorge (Jajá), Márcio Araújo, Canteros, Éverton, Gabriel, Paulinho e Kayke. “Vamos encarar esses dois jogos com seriedade. A Arena do Atlético-PR tem um bom campo, ajuda. Aqui é time grande, temos que brigar sempre por títulos, mas agora vamos fazer de tudo para fechar bem a temporada”, disse o zagueiro César Martins. DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO ARTHUR CASTRO
JÁ CAMPEÃO
Edu Dracena e Romero estão confirmados entre os titulares para enfrentar o Sport na Arena Pernambuco
Corinthians cumpre tabela Recife (PB) – Hexacampeão brasileiro por antecipação, o Corinthians usará os jogos que restam deste Campeonato Brasileiro como laboratório. Os jogadores que se destacarem, podem garantir presença no elenco de 2016. Neste domingo (29), às 15h (de Manaus), o Timão encara o Sport na Arena Pernambuco. Para a partida, o técni-
co Tite dará oportunidades ao atacante Ángel Romero, destaque no massacre por 6 a 1 sobre o rival São Paulo, no último final de semana, em Itaquera. O paraguaio marcou dois gols, sofreu um pênalti, empolgou os torcedores em festa pelo hexa e garantiu mais um jogo como titular na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. “O Romero
teve oportunidade e jogou muito”, disse Tite. O técnico repetirá o que fez no Majestoso, dando oportunidade a jogadores que não vinham atuando. Apesar de ver disposição nos titulares, ele mandará ao campo uma formação próxima desta: Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil, Uendel, Cristian, Bruno Henrique, Romero, Rodriguinho, Jadson e Vagner Love.
Ederson treinou e ficará no banco de reservas contra o Furacão
É vencer ou morrer Se quiser continuar tendo chances de permanecer na Série A, Vasco da Gama tem que vencer o Santos em São Januário
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io de Janeiro (RJ) – A torcida canta que o Vasco é o time da virada. Se conseguir escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, essa alcunha ganhará ainda mais força. Apontado como integrante dos quatro últimos colocados ao final da competição nacional, o Gigante da Colina se acertou desde a chegada de Jorginho ao comando técnico e tem dado mostras de que é capaz de sair da incômoda zona da degola. Para que o principal objetivo do ano seja alcançado, o Cruz-Maltino precisa, obrigatoriamente, vencer o Santos neste domingo (29), às 15h (de Manaus), no estádio de São Januário, pela penúltima rodada do Brasileirão. Se empatar, o clube carioca dá adeus ao sonho de permanência, já que com 37 pontos, ficará difícil alcançar Coritiba e Figueirense que têm 40. Diante deste cenário, a partida já começará com contornos dramáticos. A boa notícia, além da liberação do atacante Rafael Silva, por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportivo (STJD), é que o adversário, preocupado com o segundo jogo da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras na próxima quartafeira (2), mandará a campo um time reserva. Mesmo sem os
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Rodada pode decretar o rebaixamento do Vasco da Gama
Chiquinho terá uma nova chance entre os titulares do Santos
Foco do Peixe é a Copa do Brasil Mesmo com reais chances de conseguir acesso à Copa Libertadores do ano que vem via Campeonato Brasileiro, visto que está a apenas um ponto do quarto colocado São Paulo, o Santos abdicou do Brasileirão e só pensa no título da Copa do Brasil. Vindo de vitória sobre o Palmeiras no meio da semana, o Peixe não terá nenhum jogador titular na partida contra o Vasco no Rio de Janeiro. O técnico Dorival Júnior confirmou que todos os atletas que
jogaram na quarta-feira na Vila Belmiro sequer viajariam para Rio. “Os titulares não viajam. Nós ficaremos por aqui treinando. Faremos os trabalhos sábado e domingo de manhã. Minha intenção não é poupá-los, mas prepará -los para o jogo decisivo da Copa do Brasil. Não temos outra opção neste momento”, disse o técnico ao final do treino na sexta-feira. A situação é uma excelente oportunidade para alguns jogadores mostrarem
serviço ao chefe e garantirem permanência no elenco santistas em 2016. Por isso, o jogo é encarado com perigoso pelos vascaínos. Entre os que poderão se destacar está o lateral-esquerdo Chiquinho, que tem sido reserva do jovem Zeca. O Santos deve entrar em campo com a seguinte formação. Valdimir, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo, Chiquinho, Leandrinho, Ledesma, Geuvânio, Léo Cittadini, Serginho e Neto Berola.
principais jogadores santistas em campo, o elenco vascaíno não espera facilidade. “Os reservas querem mostrar serviço e isso pode ser perigoso”, atenta Jorge Henrique. Ciente da responsabilidade da vitória, o meia Nenê, destaca que os cariocas vão em busca do resultado desde o início do jogo, mas sem afobação. “Vamos buscar o resultado desde o primeiro minuto, como
ESTATÍSTICA Se o Vasco vive boa fase dentro de campo, os número não “jogam” a favor do time de São Januário. Desde 2003, nenhum time que chegou à penúltima rodada no Z-4 conseguiu se safar do rebaixamento no jogo contra o Corinthians. Temos que ter paciência se o gol não sair rápido. A gente precisa muito da torcida. Eles sabem. O apoio foi excepcional. Peço e creio que eles vão nos apoiar até o último minuto”, diz. Nenê afirmou que não cogita pensar em rebaixamento. O atacante foca nas vitórias nas últimas rodadas para garantir o Vasco na Série A da
próxima temporada. “Eu não quero pensar na parte ruim. Estamos pensando positivo. Está todo mundo se doando ao máximo em cada treino e jogo para alcançar o nosso objetivo, que é a permanência do Vasco na Série A do campeonato Brasileiro”, declara. Dor de cabeça boa A redução da pena de Rafael Silva, no pleno do STJD, passando de quatro para apenas um jogo de suspensão, já cumprido, foi recebida com alegria por Jorginho. O técnico, que dias atrás testava opções ofensivas temendo perder o atacante no julgamento e então com Jorge Henrique no departamento médico, agora tem uma boa dor de cabeça para resolver. Quem será o companheiro de Riascos no ataque, a princípio, é a única posição que ainda não está definida para o duelo com o Santos. Na defesa, Rafael Vaz é o substituto natural do suspenso Luan. No meio de campo, a tendência é que Serginho siga ao lado de Diguinho. O Vasco deve entrar em campo com: Martín Silva, Madson, Rafael Vaz, Rodrigo, Júlio César, Diguinho, Serginho, Andrezinho, Nenê, Rafael Silva (Jorge Henrique) e Riascos.
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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo
Nacional vence Galo mineiro em 1986 DIVULGAÇÃO
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Nacional esteve presente no Campeonato Brasileiro de 1986, jogando pelo grupo L, ao lado de equipes como o Atlético -MG, Corinthians, Vasco, Criciúma, Internacional, Ceará, Rio Branco e Sobradinho. O Leão da Vila Municipal terminou a competição em 32º lugar, com 20 pontos marcados, ficando na frente de equipes como Paysandu, Remo e Coritiba. No dia 29 de novembro de 1986, em partida válida pela segunda fase do Brasileiro, o Naça venceu o Atletico - MG por 2 a 1, com Murica e Cláudio Barbosa marcando para o time amazonense, e Everton descontando para o Galo. O time manauense venceu com Pavão, China, Murica, Paulo Galvão, Luís Florêncio, Sérgio Duarte, Helinho, Cláudio Barbosa (Camarão), Luisinho, Jorginho e Jason, com o Atlético -MG perdendo com Pereira, Luís Cláudio, Luizinho, Everton, Vandinho (Paulo Isidoro), Zenon, João Pedro, Reinaldo Xavier (Edvaldo), Sérgio Araújo, Nunes e João Luís. O time da Vila Municipal realizou memoráveis campanhas na década de 80, vencendo também tradicionais equipes como Palmeiras, Internacional e Santa Cruz. O técnico Aderbal Lana esteve a frente de um grupo de jogadores que contou com nomes como Reginaldo (ex-Paysandu), China (ex-Bota-
Colunista do PÓDIO
Nacional já tinha como técnico o mineiro Aderbal Lana, que na temporada de 2015 comandou o Leão da Vila Municipal na Série D do Brasileiro
fogo), Dadá Maravilha (ex-seleção brasileira), Edu (ex-seleção brasileira), Carlos Alberto Garcia (ex-Palmeiras), Sérgio Duarte, Camarão, Bendelack, Marinho Macapá, Murica, Paulo Galvão, Saraá, Fernandinho, Hidalgo, Ademir e Pavão, entre outros. Enquanto que o ano de 1986 ficava também marcado no Brasil com o presidente José Sarney instituindo o Plano Cruzado, tentando acabar com o então temido dragão da inflação, no mundo acontecia a maior tragé-
dia da corrida espacial, quando houve uma falha no sistema de vedação do tanque de combustível ocasionando a explosão do ônibus espacial matando todos os sete astronautas. Com o Nacional sendo campeão amazonense na disputa com equipes como América, Libermorro, Fast Clube, Penarol, Rio Negro, São Raimundo e Sul América, o ano também foi marcado pela disputa da Copa do Mundo no México, com Canadá, Dinamarca e Iraque disputando a competição
pela primeira vez. Na conquista de seu segundo Campeonato Brasileiro, o São Paulo teve no Guarani de Campinas um adversário forte, com jogadores que, apesar de jovens, já mostravam qualidade e disposição. Enquanto que o Bugre do técnico Carlos Gainete apresentava jogadores como o goleiro Sérgio Neri, o volante Boiadeiro e os atacantes Evair e João Paulo, o time tricolor do técnico Pepe tinha Gilmar, Dario Pereyra, Silas, Pita, Muller,
Careca e Sidney. Em 1986, o técnico Cilinho deixou a equipe e deu lugar ao interino Zé Carlos Paulista. Tempo depois, Pepe (ex- Santos de Pelé), assumiu a equipe para a disputa do Brasileiro. No complexo sistema do Brasileiro daquele ano, o tricolor foi o líder de seu grupo na primeira fase, com sete vitórias e três empates em 10 jogos, com destaque para a vitória de 3 a 2 sobre o Fluminense, no Maracanã e o 1 a 0 sobre o Coritiba, no Paraná.
No dia 29 de novembro de 1986, em partida válida pela segunda fase do Brasileiro, o Naça venceu o Atletico - MG por 2 a 1, com Murica e Cláudio Barbosa marcando para o time amazonense, e Everton descontando para o Galo. O time manauense venceu com Pavão, China, Murica, Paulo Galvão, Luís Florêncio, Sérgio Duarte, Helinho, Cláudio Barbosa (Camarão), Luisinho, Jorginho e Jason