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Pódio - 29 de março de 2015

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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015 esportes@emtempo.com.br

Após viver seu auge ao conseguir representar o Brasil nos jogos olímpicos com Eduardo Piccinini em Barcelona 1992, natação do Amazonas vive um momento de superação e busca patrocínios para reviver os tempos de êxito em nível internacional. Pódio E4 e E5.

Nadando contra as

DIFICULDADES


E2

MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015

Roberley ASSIS

NÃO NEGO que no FUTEBOL tenho muito QUE APRENDER

Técnico do Galo fala de sua primeira experiência como técnico de futebol

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

Como o trabalho vem sendo sério e com muito comprometimento, mais cedo ou mais tarde as vitórias iriam aparecer. E apareceu contra o Borba, onde fizemos uma grande partida

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abe aquela imagem de técnico razinza, que trata mal a imprensa e se acha o centro do universo? Pois é, o treinador do Rio Negro, Roberley Assis, é o inverso. Sempre muito solicito e educado, o comandante rionegrino tem a árdua missão de manter o jovem time alvinegro na elite do futebol baré. Conhecido por seus feitos como técnico de futsal, Roberley tem no Galo o primeiro desafio como treinador profissional de futebol. Para ele, nenhum bicho-papão. Focado e dedicado, o comandante admite ser um aprendiz no esporte bretão, mas já mostrou que pode surpreender com elenco que tem nas mãos. PÓDIO – Quais os pontos positivos e negativos de aceitar o desafio de começar a carreira de técnico assumindo um dos clubes com a camisa mais pesada do Amazonas? Roberley Assis - O lado negativo é que pegamos numa situação desfavorável, após o time sofrer duas derrotas. O lado positivo é que a gente pega um elenco que já vem conosco desde a base, onde 80% dos jogadores conhecem nosso trabalho. Então, já tem uma identificação no modelo de jogo. O desafio meu de assumir o Rio Negro independente da situação, é um prazer, um orgulho. É uma meta minha ser treinador profissional e tive a oportunidade de o Rio Negro abrir as portas para eu começar minha carreira como técnico profissional. Espero durar muito tempo no Rio Negro, seguir uma carreira e continuar buscando qualificações para aumentar ainda mais o meu conhecimento. PÓDIO – Você pegou a equipe após um início de campeonato muito ruim. Que tipo de trabalho você teve de fazer?

RA - Logo no nosso primeiro jogo, os 5 a 0, procuramos tirar algum proveito daquela derrota. A gente procurou fazer os ajustes, ver quem ia ficar, quem não ia, porque se no jogo contra o Manaus a gente tivesse empatado, nós não teríamos detectado algumas falhas. Essas falhas estão sendo corrigidas, até questão de estrutura do clube com os atletas, e com isso a gente vai arrumando a casa, com muito profissionalismo, muito trabalho, muita seriedade. Como o trabalho vem sendo sério e com muito comprometimento, mais cedo ou mais tarde as vitórias iriam aparecer. E apareceu contra o Borba, onde fizemos uma grande partida, tivemos uma semana de treino muito boa, de correções e vencemos. PÓDIO – A vitória em Borba foi uma resposta para quem pensava que o Rio Negro seria o saco de pancada do Barezão? RA - Até falei que o gigante acordou. O Rio Negro é um gigante adormecido, é um clube centenário que merece muito respeito, merece muita moral de quem é amazonense. A partir daquele jogo, fechamos. Sempre com o intuito de fazer grandes jogos, surpreendendo as pessoas que acharam que o Rio Negro seria um saco de pancada, até mesmo os comentaristas e a imprensa. Quando fomos para Borba falaram que o time da casa ia fazer saldo na gente. Caladinhos continuamos trabalhando e fomos lá buscar os três pontos. Depois fizemos uma excelente partida contra o Princesa, uma equipe que vai brigar pelo título e está disputando várias competições. Nós fizemos uma bela partida diante deles, com sete atletas da base entre os titulares jogando de igual para igual. Isso já foi um prêmio. Mostra que o nosso trabalho com a base vem dando certo e nós não vamos abandonar. Independente dos resultados,

vamos manter. Lógico, algumas peças estão chegando para complementar o trabalho até o final da competição. PÓDIO – Muita gente ficou surpresa quando você foi confirmado como técnico do Rio Negro para o Estadual. Me fala um pouco sobre a tua trajetória e envolvimento com o clube. RA - Eu comecei no Rio Negro como estagiário na escolinha de futsal. Depois a gente assumiu o cargo de professor ainda como acadêmico e com isso começamos a colocar o clube em competições estaduais de futsal. Então, o futsal e o futebol nós sempre trabalhamos muito paralelo. Em 2013, eu fiz um pronunciamento dizendo que eu iria parar com o futsal. Foram dez anos dedicados ao futsal, muitos cursos e muitas viagens, onze títulos estaduais, três brasileiros, duas Liga Norte. Resolvi focar somente no futebol. PÓDIO – E como você começou sua trajetória no futebol de campo? RA - Em 2013, retornei ao futebol profissional pelo Sul América. O Rio Negro não estava na primeira divisão. Fiquei no Sul América e quando terminou o campeonato o presidente Thales fez o convite para a gente coordenar uma equipe permanente, que seria trabalhada o ano todo com idade de juniores e que em seguida alimentou a base para o profissional da Série B, que subiu. Devido a coisas do futebol, o treinador teve que sair, acabei assumindo com muita tranquilidade, sabendo da minha responsabilidade em dirigir um clube centenário. PÓDIO – No futsal você é um cara vencedor, um dos melhores técnicos do Amazonas. Como é migrar para o futebol? RA - Eu costumo dizer que no futsal eu tenho um conhe-

cimento de nível Brasil, ou até mundial. Meu conhecimento no futsal hoje é muito grande e compartilho isso com várias equipes, quando a gente pode dar uma assessoria, até mesmo como comentarista de TV. Já no futebol, eu tenho uns 50% do conhecimento que eu tenho no futsal, se for fazer uma comparação. Não nego que no futebol tenho muito que aprender, tenho muito que me qualificar, mas a responsabilidade foi dada a mim e sou muito grato ao presidente, além de me sentir preparado para assumir a equipe do Rio Negro. Cada jogo, cada semana de treino é uma novela, é uma sensação, uma expectativa para o jogo seguinte. A gente procura virar a página a cada semana, ficar com as coisas boas e corrigir as ruins. Vendo a evolução do time e ele pontuar, isso já é um prêmio para mim. PÓDIO – Com ânimo renovado após duas vitórias, o que a torcida pode esperar do Galo da Praça da Saudade até o final do campeonato? RA - Pode esperar muito comprometimento, vontade, dedicação, profissionalismo. Apesar de ser jovem, é uma equipe bastante responsável, que nos primeiros jogos sentiu o peso da camisa, sentiu que o Rio Negro é um time de massa, um time de torcida. Após a vitória de Borba, senti que os meninos tiraram um peso das costas. Eles já estão mais leves. O Ronan já está jogando bem, o Bruno, o Peteca... Eles estão se sentindo como se estivessem no juniores. Não comparando, mas sentido o momento deles. Não tem mais aquela pressão. A torcida já está apoiando e acreditando no projeto e eles podem esperar isso: um trabalho sério, profissional, com uma comissão técnica de grande respeito. Se continuar nessa crescente, tem jogos em que o Rio Negro vai surpreender muita gente.

O Rio Negro é um gigante adormecido, é um clube centenário que merece muito respeito, merece muita moral de quem é amazonense

No futebol, eu tenho uns 50% do conhecimento que eu tenho no futsal, se for fazer uma comparação. Não nego que no futebol tenho muito o que aprender, tenho muito o que me qualificar


E3

MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015

DIEGO JANATÃ

PENAROL

Princesa quer colar no topo

Para manter 100% em casa Com três vitórias dentro de casa, o Penarol é conhecido no Campeonato Amazonense como o mandante mais perigo da competição. Seu status vai ser testado mais uma vez na tarde deste domingo (29). Dessa vez, o adversário será o Fast. A equipe treinada por Marquinhos Pitter vem de derrota e espera se recuperar na tabela diante do rolo compressor. “Precisamos vencer essa partida para continuar na zona de classificação do Estadual. A cada dia, nosso time vem se acertando. A derrota na última partida já é passado”, afirmou Kitó. Destaque do tricolor na competição, o volante Roberto Dinamite afirma que sabe da dificuldade que o Fast enfrentará fora de casa. “Vai ser um jogo difícil. É um confronto direto. Um jogo de seis pontos. Sabemos que o Penarol é um time qualificado e muito veloz. Eles vão jogar dentro de casa com a sua torcida empurrando. Estamos conscientes da nossa obrigação. Não podemos entrar em campo se não for para buscar os três pontos. Essa vitória pode nos colocar, novamente, na liderança da competição”, afirmou Dinamite que ainda lembrou que o Fast tomará cuidado com as arrancadas do talentoso Junior Neymar.

Time de Manacapuru enfrenta o Manaus no estádio Carlos Zamith buscando se aproximar das primeiras colocações do Campeonato Amazonense 2015 THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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Destaque do Tubarão do Norte nesta temporada, atacante Leo Paraíba está confirmado no time interiorano

uscando se aproximar dos primeiros colocados do Barezão, Manaus FC e Princesa do Solimões se enfrentam neste domingo, às 16h no estádio Carlos Zamith. A partida é valida pela sétima rodada do Campeonato Amazonense. Quem vencer o duelo se aproxima dos lideres do Estadual e se firmam na zona de classificação da competição. Vindo de vitória sobre o Nacional Borbense, fora de casa, o Manaus FC busca embalar e voltar para a zona de classificação diante do Princesa. Com nove pontos e contando com o meio-campo Célio em ótima fase, a equipe treinada pelo comandante Fabio Luiz vai a campo com o mesmo time da última partida. Outro destaque do é o rápido atacante, Claudinei. Para o camisa 11 do Gavião do Norte, o duelo contra o Princesa será difícil, porém,

acredita que o momento pode ajudar a equipe alviverde. “Estamos evoluindo e nos acertando aos poucos. Sabemos que o jogo vai ser difícil, mas a equipe está confiante. Trabalhamos bem durante a semana. Admito que a equipe não conhece muito do Princesa. Fizemos um amistoso contra eles, porém, aconteceram mudanças. Vamos buscar informações com amigos de outras equipes. Assim vamos definir nossa forma de jogo”, disse Claudinei. Pelo lado do Tubarão, o técnico Zé Marco também não tem problemas para o duelo. Diante do Manaus FC, o comandante do time de Manacapuru confirmou que repetirá a escalação que deu certo contra o Penarol. Assim, o atacante Léo Paraíba novamente ficará responsável por comandar o ataque. “Esperamos fazer um bom jogo. Sabemos que vai ser um jogo difícil, mas esperamos sair de campo com três pontos. Vencer um adversário forte como o Penarol deu ânimo e confiança para o restante do Estadual”, observou Paraíba.

FICHA TÉCNICA MANAUS FC

Téc.: Fabio Luiz Jonathan Martony

Fábio Gomes

Kemerson

Gelvane Bruno Silva

Jérson

Wanderlan

Claudinei

Célio

Titton Sandro Goiano

Canutama

Leo Paraíba

Douglas Baé

Amaralzinho

Jaime Deurick

Gilson

Émerson

Raiscifran

PRINCESA

Téc.: Zé Marco

Local: Uesclei Regison Pereira dos Santos Horário: 16h Árbitro: Estádio Carlos Zamith


E4

Após viver o ápice ao participar dos Jogos Olímpicos de 1992, natação amazonense vive de pódios nacionais e da expectativa de mais apoio ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

N

os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, a natação amazonense viveu o melhor momento de sua história. Treinado por Aly Almeida, Eduardo Piccinini entrou para história ao ser o único nadador local a participar de uma Olimpíada. De lá para cá, o Estado não conseguiu formar nenhum outro atleta capaz de superar ou até mesmo igualar o feito de 23 anos atrás. De acordo com o atual presidente da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos, Vitor Façanha, mais conhecido como Botinho, não se pode usar o desempenho de Aly e Piccinini como parâmetro para avaliar o atual momento da natação baré. Ele rechaça a ideia de que a modalidade está em decadência no Estado e compara as duas eras com cautela. “Nós não estamos em decadência. Eu poderia dizer isso se nós estivéssemos sem pódio em (campeonatos) Brasileiros. Naquela época eles tinham uma equipe multidisciplinar, onde tinha tudo, além do nadador. Estamos precisando de investimento. Naquela época eles tiveram e hoje nós não temos”, argumenta Botinho, lembrando do patrocínio e

Atual presidente da FVO, Aly foi técnico de atleta olímpico

apoio recebido por Aly e Piccinini da Kibon. Outro fator citado por Botinho é o momento de transição pelo qual passa na natação no Amazonas. Para ele, essa é uma fase importante dentro de qualquer modalidade esportiva e que também pesa quando o assunto é sequência e resultados. Mesmo assim, o presidente da Fada faz questão de exaltar o desempenho dos

Falta incentivo. Um professor ganha cerca de R$ 1.800, como é que ele vai investir na carreira? Vitor Façanha, presidente da Fada

atletas locais. “A natação passa por um momento de duas renovações. Em que sentido? Dos atletas e de técnicos. Então, isso acontece em qualquer esporte, por isso é importante realizar continuamente o trabalho de base. Mesmo assim, temos 12 atletas que vão para Brasileiros. Cerca de cinco vão para pódio. Não ficamos fora de pódio em Brasileiro há mais de 20 anos”, explica o presidente

da Fada. Os caminhos para, quem sabe, figurar novamente na disputa de um Jogos Olímpicos, Botinho sabe. Segundo ele, um dos panoramas que devem mudar é a falta de investimento no profissional por parte dos clubes e do governo. “Falta incentivo. Um professor ganha cerca de R$ 1.800, como é que ele vai investir na carreira?”, pondera. “Precisa investir. Mandando atletas fazer intercâmbio em outros Estados, assim como os técnicos. Aqui eu sou médico, pai, psicólogo”, continua. “Paitrocínio” Apesar das dificuldades, a natação amazonense vem tendo participações satisfatórias a nível nacional, como explicou Botinho. “A natação está sempre viva. Temos cerca de mil nadadores, entre aspirantes e graduados. Há cinco anos atrás não chagávamos a 500”, conta. De acordo com ele, a ajuda dos pais também é muito importante. “Esse nível a gente vem conseguindo manter na marra. Muito por conta dos paitrocinadores. O pai paga nutricionista, médico, alimentação, touca, óculos, prancha, corda elástica e tudo que o atleta precisa para ter um bom desempenho nas piscinas”, expõe o presidente da Fada.

‘Não temos apoio de nada’, diz Aly Técnico de Piccinini nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona, Aly Almeida enumera alguns fatores pelos quais o Estado não conseguiu revelar atletas com condições de disputar novamente os Jogos Olímpicos. “O problema todo não é a falta de atleta nem a falta da estrutura. É a falta de apoio de empresas. Veja, Manaus tem cerca de 500 empresas no Distrito e grande parte delas patrocina algo no eixo Rio-São Paulo. As coisas locais essas empresas não fazem”, lamenta. Escolhido por uma multinacional – a Kibon – para desenvolver um projeto olímpico de olho nos Jogos de 1992, Aly garantiu o patrocínio por conta do desempenho que teve nas piscinas junto com seu atleta, Eduardo Piccinini. O apoio bancou tudo o que era necessário para desenvolver um esportista e treinador

de alto rendimento. “Quanto que foi gasto comigo para ter esse conhecimento que eu não teria condição de pagar se não fosse o patrocínio de uma multinacional que patrocinou a confederação num ciclo olímpico de quatro anos? Eu não teria condição. Aqui na minha terra eu nunca recebi para ser treinador uma moeda de um centavo”, recorda o atual diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica. De acordo com Aly, falta investimento para que novos talentos surjam e despontem como esperanças de participação nos maiores campeonatos do mundo. “O Estado do Amazonas tem talento, mas nós não temos apoio de nada. Falta montar a estrutura para trabalhar e desenvolver o conhecimento para as pessoas envolvidas”, aponta.


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DIVULGAÇÃO

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EMANUEL MENDES SIQUEIRA

Amazonenses em competição nacional de natação Nadador tem a esperança de disputar os jogos Parapan-Americanos

O sonho do paratleta Simplício Dono de medalhas de ouro em campeonatos brasileiros e norte-nordeste, o paratleta Simplício Campos, 28, treina diariamente em busca de uma vaga nos Jogos Parapan-Americanos 2015, que será disputado em Toronto, no Canadá. Vítima de um acidente de carro que o amputou o braço esquerdo, o servidor público encontrou na natação uma forma de

superar seus limites. “A natação me auxiliou na parte de conhecer novas perspectivas de vida, conhecer pessoas que são envolvidas com o movimento paralímpico, que é muito forte no Brasil, além de ter criado a possibilidade de eu me relacionar com pessoas de várias idades, sexo ou gênero, que nos mostram outros princípios e nos fazem crê na vida”, destaca o espe-

cialista na prova dos 100 metros peito. Simplício treina no Instituto Pedro Nicolas Sena da Silva, que foi criado para apoiar desportistas na modalidade de natação. A entidade leva o nome do jovem nadador amazonense morto por contra de um atropelamento na cidade de Vitória (ES), onde disputaria o Campeonato Brasileiro Infantil de Natação.

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO


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Nova linha de pensamento Para atrair mais pessoas, a academia Gracie Humaitá aposta na interação da família no esporte THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

P

or muitos anos, as academias de lutas foram vistas com certo desprezo pela sociedade brasileira. Em determinada época, quem praticava uma arte marcial como jiu-jítsu ou luta livre, era considerado marginal. Hoje, com a popularização dos esportes e o sucesso de eventos como UFC e Bellator, as pessoas mudaram o modo de ver as modalidades e passaram a buscar sua prática para melhorar a saúde e aprender uma forma de defesa. Na última década, as academias tiveram um boom no Amazonas. Modalidades como muay thai e jiu-jítsu passaram a ser procuradas, tanto por homens quanto por mulheres. Pensando em abranger todos os públicos, o faixa preta de jiu-jítsu André Juliano decidiu abrir a primeira Gracie Humaitá no Estado. A academia fica localizada no bairro São Jorge e tem como diferencial a preocupação com a família. Fugindo da regra básica de outras academias de Manaus, a Gracie tem espaço para lutas como muay thay e MMA Fora isso, ainda realizam no local, treinos funcionais para quem quiser sair do sedentarismo. “A academia está funcio-

nando há um mês e está dividida em treinos de jiu-jítsu, muay thai, boxe e MMA. Fora isso, ainda temos o treino funcional e a hidroginástica. A recepção está sendo muito boa. As pessoas respeitam o nome Gracie e isso abre portas. Quem procura a academia sabe da seriedade do local e dos professores”, citou Juliano. Pensando no bem estar de suas clientes, a Gracie Humaitá foi pioneira no treinamento específico para as mulheres. Toda terça e quinta-feira, a academia tem horários exclusivos para as meninas. Para Juliano essa iniciativa ajuda a espalhar o esporte pela cidade. O Mestre revelou que muitas praticantes sentiam vergonha de treinar com homens, pois o jiu-jítsu é um esporte de contato. “Somos pioneiro nessa questão de treinos exclusivos para as mulheres. Temos uma turma só para mulheres. Ensinamos defesa pessoal e o jiu-jítsu esportivo. Praticando essas modalidades, elas ganham confiança e perdem a timidez. Fora isso, tem a parte da atividade física. Elas buscam isso e estão sempre se movimentando para alcançar os objetivos”, disse o professor que acredita que atitudes como essa pode estimular o crescimento do esporte no país.

Cada vez mais mulheres têm procurado academias para aprender artes marciais

Ensinando respeito aos pequenos

Crianças aprendem o respeito ao próximo na academia

Fora as mulheres, a academia Gracie Humaitá também se preocupou em implantar uma nova filosofia na turma das crianças. Para o mestre André Juliano, os ensinamentos da academia serão fundamentais para os jovens, não só na hora da prática do esporte, mas durante toda vida. “Temos um trabalho antibulliyng. Ensinamos a criança se defender disso. Temos cinco passos que passamos para as crianças. Toda semana tocamos nesses pontos, até que elas aprendem e passam a adotar no dia a dia. Elas sabem que não podem utilizar o que aprender aqui, fora. Isso é legal, por-

que os pais gostam”, afirmou Juliano. Sobre a recepção dos pais ao método utilizado na academia, o professor afirma que está sendo boa e a procura aumenta a cada dia. Para Juliano, o fundamental é passar para aos jovens a disciplina milenar da arte marcial. “As crianças gostam de treinar. Nesse período, o mais importante é ensinar disciplina. Isso deve ser a base para os jovens. Começamos a ensinar cedo para que eles cresçam tendo essa filosofia de vida. Respeito o próximo sempre”, finalizou Juliano que é faixa preta graduado pelo mestre Paulo Coelho.

Mulheres se sentem mais à vontade sem os homens

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

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Brasil enfrenta Chile

para manter 100% Seleção pega os chilenos em amistoso disputado no Emirates Stadium, em Londres na Inglaterra te da amarelinha. Fazendo testes para definir a lista final dos convocados para a disputa da Copa América este ano, Dunga dará folga a alguns atletas que jogaram contra a França. A tendência é de um time misto para encarar a seleção chilena, que foi rival do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. O técnico brasileiro não adiantou quem começará jogando e nem se mudará o sistema tático. “Não vamos trocar os 11, vamos

manter a base, mas teremos que mudar por isso e pelas características dos jogadores do Chile”, disse. O técnico ainda aproveitou para fazer um alerta a quem vai jogar contra o Chile: “quem entrar vai ter que entrar com a responsabilidade de ganhar. Tem que saber jogar com essa pressão e equilibrar prazer com pressão”, concluiu. O adversário do Brasil vem de der-

rota para o Irã por 2 a 0, mas o técnico Jorge Sampaoli mandou à campo no meio da semana somente os reservas. O ex-gremista Eduardo Vargas jogou, mas não conseguiu ajudar sua seleção a triunfar. Duelo particular O jogo, além de ser um clássico mundial, coloca frente a frente dois dos principais jogadores em atividade no futebol europeu: Neymar e Alexis Sanchez. “Alexis pode ser um matador cara a cara com o gol e um pesadelo para

os zagueiros, mas Neymar também está indo muito bem, é habilidoso e pode fazer a diferença para o Brasil em apenas um ataque”, afirmou o ex-jogador da seleção brasileira e do Gilberto Silva. Com a incrível marca de 46 gols em 60 jogos pela seleção brasileira, Neymar é hoje o quinto maior goleador da seleção e já se aproxima dos três maiores artilheiros do Brasil. Os números são tão promissores que o ex-jogador Romário acredita que em pouco tempo Neymar u l -

trapassará a marca de Pelé, que em sua carreira marcou 77 gols com a camisa do Brasil. Alexis, por suavez, já se igualou a Marcelo Salas, com a marca de 11 gols pelo Chile. Com 26 anos, o atacante tem tudo para se tornar o maior goleador da seleção chilena. “Será muito bom ver os dois se enfrentando. Os dois são jogadores de muito talento e será uma oportunidade única vê-los jogando”, disse o ex-jogador do Arsenal e da seleção Edu.

FRAME

Seleções se enfrentam pela primeira vez após a Copa do Mundo, quando duelaram pelas oitavas de final

Meia Bernardo atuará no ataque do Vasco ao lado de Gilberto

NO MARACANÃ

Vasco e Botafogo fazem clássico Rio de Janeiro (RJ) – Com 29 pontos somados no Campeonato Carioca, Vasco e Botafogo se enfrentam neste domingo (29), às 15h (de Manaus) para saber quem se mantém na ponta da tabela de classificação da competição. Ambas as equipes vêm de jogos difíceis no meio da semana. O Vasco venceu no sufoco o Boa Vista por 2 a 1 de virada e gol de pênalti aos 46 minutos do segundo tempo, já o Glorioso vem de empate com o modesto Barra Mansa por 1 a 1. Para enfrentar o Botafogo, o técnico Cruz-Maltino Doriva deve utilizar a formação que enfrentou o Flamengo, mas sem Dagoberto, que sofreu

uma pancada no tornozelo e ficará fora de três a quatro semanas. Martín Silva permanece com a seleção do Uruguai, e Jordi fará seu segundo jogo seguido. Além dele, completam o time: Madson, Rodrigo, Luan e Christiano, Serginho, Guiñazu, Julio dos Santos e Jhon Cley; Bernardo e Gilberto. O entrosamento da equipe e o ritmo de jogo mais apurado em todas as partidas do ano fazem a diferença na escalação, explicou o treinador do Vasco. Mais uma vez Marcinho segue fora da equipe. Será a quarta partida consecutiva que o antigo camisa 10 fica de fora até do banco de reservas. Nesta tarde, ele fez circuito físico no

campo de São Januário. “Todos vão voltar à equipe titular, até porque temos que ser criteriosos. Eu sempre uso esse mesmo critério. Foi por lesão ou por cartão que ficaram de fora. Mas estão voltando. Jogam com frequência, estão em um bom ritmo. Perdemos esses jogadores para esse jogo do meio da semana, mas com certeza contarei com eles para esse jogo contra o Botafogo”, disse Doriva. Botafogo O técnico René Simões tem problemas para escalar o time titular do Botafogo para o clássico. Diego Jardel e Rodrigo Pimpão, ambos com problemas

musculares ainda não têm presença garantida. Fora os problemas físicos, René Simões não poderá contar com Marcelo Mattos e Fernandes, suspensos. Andreazzi e Diérson disputam uma vaga de volante ao lado de Willian Arão. A boa noticia é que o lateral-direito Luis Ricardo, recuperado de uma lesão na coxa direita, treinou e pode ajudar os companheiros. Antes do treino da última sexta-feira, dirigentes do clube fizeram uma reunião com os jogadores. A conversa teve como motivo acabar de uma vez por todas com um possível clima ruim no elenco.

JEFFERSON BERNARDES/VIPCOMM

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ondres (Inglaterra) - Após uma vitória convincente sobe a França por 3 a 1 em Paris, a seleção brasileira volta a campo neste domingo (29) para encarar o Chile, às 10h (de Manaus) em mais um amistoso internacional. Na partida que será disputada no Emirates Staduam, a esquadra canarinha colocará em jogo sua invencibilidade na nova era do técnico Dunga à fren-


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Alonso é a novidade no Grande Prêmio da Malásia S

epang (Malásia) - A temporada do Mundial de Fórmula 1 começou da mesma maneira que terminou em 2014. As Mercedes dominando e Lewis Hamilton no lugar mais alto do pódio. As grandes novidades foram as trocas nas equipes e a chegada de mais um brasileiro na competição (Felipe Nasr). Uma das novidades foi a volta de Fernando Alonso à McLaren. No entanto, o primeiro GP do ano não teve o espanhol no grid de largada, já que ainda se recuperava de uma batida sofrida durante os treinamentos de pré-temporada em Barcelona, no mês de fevereiro. Neste domingo (29), às 3h (de Manaus) os motores vão roncar no circuito de Sepang, na Malásia e o piloto espanhol, que é bicampeão de Fórmula 1, retorna ao cockpit da escudeira britânica. A McLaren por sinal voltou a ter motores Honda e ainda não conseguiu uma boa potencia em 2015. Na primeira corrida do ano, o experiente Jeason Button chegou em último lugar. Fernando Alonso, no entanto, admitiu que ainda não

está 100% fisicamente. “Eu me senti super bem no carro hoje. Depois de treinar na academia e no simulador, voltar ao carro é sempre diferente, então me diverti bastante guiando hoje. As condições aqui na Malásia são extremas e como não estou 100% fisicamente, pois passei duas semanas

RETORNO

Ausente do GP da Austrália por problema nas costas, Valtteri Bottas teve a participação no GP da Malásia deste fim de semana liberada pela FIA. No entanto, o finlandês ainda não está 100% no sofá, não foi fácil”, disse após os treinos classificatórios na sexta-feira (27). Brasileiros Quarto colocado no GP da Austrália, Felipe Massa afirmou, durante a semana, que a principal briga da Williams não é tentar chegar na Mercedes e sim ser superior à Ferrari, do tricampeão mundial

Sebastian Vettel. Segundo ele, o time italiano foi melhor que o seu em Melbourne, mesmo ficando atrás na classificação final. “Na Austrália a Ferrari estava com um ritmo muito melhor que a gente, mas conseguimos nos recuperar na classificação, então temos que trabalhar”, disse o brasileiro. Já Felipe Nasr vem com o peso de ter sido o quinto colocado na última corrida, o que lhe garantiu a melhor estreia de um canarinho na principal categoria do automobilismo. O brasiliense, em entrevista antes dos treinos classificatórios, destacou o potencial da Sauber e avaliou que este é o momento para a equipe aproveitar a falta de confiabilidade dos carros dos concorrentes para somar mais pontos nas primeiras provas da temporada. “Eu acho que nós precisamos tirar o lucro dessas primeiras corridas para maximizar nosso potencial e aproveitar as oportunidades. Eu acho que ainda há equipes lutando para terminar as corridas, e precisamos usar isso como uma vantagem para nós”, disse Nasr.

STUDIOCOLOMBO/PIRELLI

Após ficar fora do primeiro grid do ano na Austrália, piloto espanhol volta às pistas neste domingo para pilotar sua McLaren

Carros da Mercedes dão mostras que vão continuar bem acima dos concorrentes neste ano


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Pódio - 29 de março de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu