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Pódio - 28 de setembro de 2014

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MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

Visão do Futuro

Na busca do tão sonhado acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, o Nacional lançou na última semana um projeto que busca alcançar tal objetivo em uma década. Será que vai dar certo? Pódio D3


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MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014

Sandro VIANA

Falta amor AOS ATLETAS amazonenses

FOTOS: DIEGO JANATÃ

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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icampeão Pan-Americano em 2007 no Rio de Janeiro e 2011 em Guadalaraja (México), o velocista amazonense Sandro Viana, 37, especialista nos 200m, continua competindo e levando o nome do Estado para o mundo. Em entrevista concedida à equipe do PÓDIO, o atleta relembrou o seu começo no esporte, suas conquistas e revelou quais os seus planos para o futuro.

Mostrei que faltava ver com o jeito amazonense o processo e não tentar engessar trazendo um de fora para cá. Já tinham ‘n exemplos’ que não davam certos aqui. Então, conquistei essa medalha e deu grande orgulho levantar a bandeira do Amazonas para o mundo

Pódio - Como foi o seu começo no esporte? Pratico atletismo há 13 anos. Iniciei em 2001, quando tinha 24 anos. Comecei principalmente porque tinha um sentimento quando não via um atleta do Estado se destacando. Sempre fui muito ativo e tive incentivo da família para praticar esportes. Pratiquei vários: futebol, futebol de salão, natação, vôlei, triatlon, basquete e jiu-jítsu. Em todos, aprendi alguma coisa e retirei os ensinamentos. Todos de maneira lúdica, nunca tive a ambição de ser profissional. Porém, sempre tive um sentimento do amazonense, do caboclo que ver a necessidade extrema de defender a terra. Assistia muito aos programas locais e via sempre a imagem do esporte amazonense, que não era o que estava sendo esperado. Era sempre abaixo da média. Ficava tentando entender isso e via que sempre era a mesma reclamação. Que, às vezes, faltava fazer a coisa certa. Já adulto, recebi um convite de fazer o teste na Vila Olímpica. Já era casado e tinha filho. Cheguei a desdenhar, mas o meu amigo Bruno insistiu e fiz o teste. Acabei batendo o recorde do teste. A partir daí, tudo foi meio meteórico porque já entrei emendado uma coisa com a outra, uma competição e vitórias com a outra. Nunca tive a ambição de começar no esporte hoje e amanhã ser campeão mundial. Mas, sempre tive a visão de que a cada dia coloca-se um tijolo, daqui a pouco teria uma parede ou uma muralha. Então, tive que aprender. Todos os outros esportes me deram muita base. Um respeito ao treinador e disciplina, outro a vontade de sempre querer aprender mais e mais. Juntei tudo e estava mentalmente preparado para saber

que se, realmente quisesse chegar a algum lugar, teria que me preparar. Comecei a conquistar títulos regionais e estaduais e logo em seguida o bronze nacional. Isso nunca subiu a minha cabeça, porque sabia que o Amazonas não precisava de medalhas, mas sim de alguém que fizesse a diferença. Pódio - Quando viu que poderia chegar tão longe na modalidade? Isso foi em 2005, quando conquistei um titulo importante na Turquia. Foi à medalha de bronze no Campeonato Mundial Universitário. Essa é a medalha mais querida que tenho e a grande importância dela foi porque fiz tudo isso sozinho. Com o mesmo sistema que eu tinha disponível no meu Estado, mas falhava nas mãos dos outros. Mostrei que faltava ver com o jeito amazonense o processo e não tentar engessar trazendo um processo de fora para cá. Já tinham ‘n exemplos’ que não davam certos aqui. Então, conquistei essa medalha pela Nilton Lins e me deu grande orgulho levantar a bandeira do Amazonas para o mundo. Voltei para casa mais animado, achando que as coisas iam mudar na questão da estrutura, porque a desculpa que ouvia era que não tem resultado, por isso não tem porque ter estrutura. Foi frustrante minha volta, porque poucos abnegados foram os que realmente reconheceram. Não abaixei a cabeça e continuei. Fui para 2006 e batemos de frente com a federação. Tive o apoio da imprensa, que já tinha entendido que eu não queria só ser campeão, queria mostrar que o amazonense era capaz de ser campeão. Diante da pressão, a prefeitura começou um processo que hoje, podemos ver que foi benfeito. No mesmo ano, fui pré-convocado para o Pan. Em 2007, fui campeão brasileiro. Ninguém sabia, só eu, mas precisava fazer aquilo. Peguei a bandeira do Amazonas e levei para que o Padre Sergio Lucio benzesse. Assisti a um mês de novena, pedindo que Deus me iluminasse e abençoasse a minha raia. Acabei sendo campeão brasileiro e depois levantei a bandeira do meu Estado. Quando faço isso é que me

sinto realizado. Após isso, veio o título do Pan-Americano. Na volta, fui recebido pelo presidente Lula. Em Manaus, fui finalmente reconhecido. Acabei sendo investigado porque falavam que eu era maranhense, baiano, nigeriano, tudo, menos manauense. Acabaram descobrindo que não tinha para a onde fugir, eu sou realmente amazonense. Pódio - Após a conquista, algo melhorou? Melhorou até as Olimpíadas. Ficamos em quarto. O pós-olimpíadas tudo voltou a ser como era antes. Porque antes das olimpíadas, todos querem ajudar, depois ninguém se importa. Então, 2009 e 2010 foram bem complicados, mas aguentei as pontas. Tudo voltou a melhorar em 2011 quando, novamente, nos classificamos para o Pan-Americano. Com isso tudo, percebi que as conquistas dos atletas amazonenses são muito esporádicas. O problema todo não é o que o esporte amazonense conquista, mas o que fazem com a conquista. Essa conquista é uma semente que deve ser plantada, mas não é, apenas de ser um exemplo maravilhoso. No Amazonas não tem continuidade. Pódio - Falta para os envolvidos em comandar o esporte amazonense conhecimento técnico? Acho que falta gestão. No Amazonas não tem aquela pessoa que olhe o atleta e veja o valor que ele tem. As pessoas não vêm o ser humano. Eu já tenho outra visão. Vejo uma personalidade, uma identidade, um espelho para outras pessoas, e vejo pessoas que estão dispostas a se alinhar com esse espelho e transformar isso até em um negócio. Não consigo me conformar que sairei do esporte e não deixarei nada. 95% das pessoas que conheço que trabalham no esporte hoje, o utilizam como uma via de mão única. Só querem receber e não deixam nada. É por isso que o esporte está anêmico. Eu não vou aceitar uma situação dessa na minha vida. Pódio - Qual a maior loucura que fez no esporte? Quando saí para ir treinar

em São Paulo porque não tinha estrutura em Manaus, vendi todos os objetos que tinha na minha casa. Até as alianças de casamento, isso foi uma loucura. Quando fui daqui para Turquia, fiz outra. No dia da apresentação, não tinha mais dinheiro. Ele acabou quando cheguei em São Paulo. Tinha que chegar ao hotel porque ai já estava automaticamente na seleção e tudo seria pago por ela. Porém, estava com a minha mala em uma zona da cidade e o hotel era em outra. Como estava sem dinheiro, fui andando. Eram uns 15 km. Nem tinha comido. A minha sorte é que Deus é muito bom. Um amigo que também estava indo para o hotel e me viu, falou assim: “Está indo para o hotel? Vai pegar um táxi?”. Nessa hora dei uma disfarçada, ele percebeu e falou que era para eu ir com ele de ônibus, ia pagar minha passagem. Aquilo me salvou. Chegamos ao hotel às 16h, cansados. Almoçamos com os funcionários, porque o horário de almoço já tinha acabado. Apesar disso, a maior loucura fiz agora, em 2012. Eu recusei renovar com o EC Pinheiros, maior clube do Brasil. Escrevi uma carta, com lágrimas nos olhos, agradecendo tudo, porque estava saindo da Disney do esporte, sem saber do futuro da minha família, para montar uma equipe em Manaus. Isso era um sonho. Voltar para Manaus, iniciar um processo para que o esporte do Estado tenha representatividade em 2016. Vim para cá com a cara e a coragem. Peguei algumas ferramentas que vi em todas as minhas viagens que mostram como é possível fazer o esporte dar certo, não custoso, para que conseguisse ajudar o esporte amazonense. Isso começou em 2012. Estamos em 2014. Nesse período, conquistamos algumas medalhas. Catei atletas em todos os lugares. Descobri atletas brincando nas ruas. Uma menina praticando tecido na Ponta Negra. Um metalúrgico no Distrito que hoje é campeão mundial dos 100 metros rasos. Resgatei alguns que estavam praticamente parados. Continuo pesquisando atletas. O nome do projeto é Clube de Atletismo Eldin.

Com isso tudo, percebi que as conquistas dos atletas amazonenses são muito esporádicas. O problema todo não é o que o esporte amazonense conquista, mas o que fazem com a conquista. Essa conquista é uma semente que deve ser plantada, mas não é, apesar de ser um exemplo maravilhoso. No Amazonas não tem continuidade

Pratiquei vários esportes: futebol, futebol de salão, natação, vôlei, triatlon, basquete e jiu-jítsu. Em todos, aprendi alguma coisa e retirei os ensinamentos. Todo de maneira lúdica, nunca tive a ambição de ser profissional


Presidente Mário Cortez acredita que o Leão da Vila Municipal pode se tornar um time grande do Brasil em breve

Nacional traça metas para alcançar Série A em 10 anos Time lançou na última semana o projeto Série A 2024, que tem o objetivo de levar o Leão à elite do Brasileiro

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oi casual”. Assim definiu o publicitário e novo diretor de marketing do Nacional, Roberto Peggy, sobre sua proximidade com o clube da Vila Municipal. Torcedor do clube desde criança, ele lembra que a primeira vez em que entrou num estádio para assistir a uma partida de futebol foi justamente do seu time do coração contra o Rio Negro, juntamente com o seu pai. “Eu tinha essa paixão pelo Nacional guardada, enterrada em algum lugar, e a gente sempre acompanhou um time de fora, sem muita crença no futebol local. Aí um amigo lembrou o meu nome no dia em que o Nacional precisou fazer a reestruturação da sua marca, em 2012. Foram lá com a gente, começamos a conversar, tivemos uma boa experiência e o Nacional foi campeão”, recorda Peggy. Depois disso, no ano seguinte, o publicitário acabou se afastando do clube por não ter chegado a um acordo com a diretoria. Neste ano, por meio do diretor de planejamento do Nacional, Haroldo Falcão, ele voltou a trabalhar para o clube, mas em um projeto maior do que aquele em que trabalhou em 2012. “Começou o trabalho no início do ano, nos envolvemos a ponto de assistir todos os jogos do Nacional possíveis, inclusive no interior nós fomos. A paixão redobrou. Eu fui à final do campeonato estadual e foi o jogo mais emocionante da minha vida. Eu nunca estive numa partida de futebol tão emocionante, fisicamente falando. A partir desse momento, com o projeto já implantado, sabíamos que a questão era dar continuidade”, aponta o publicitário. Na última semana, Peggy foi o responsável por elaborar e apresentar o projeto Série A 2024, em que o Nacional

estabelece metas a serem atingidas com o foco de disputar a elite do Brasileirão daqui a uma década. Os dois primeiros objetivos já foram conquistados: o título estadual desta temporada e o direito de disputar a última divisão do Brasileirão em 2015. Mas, e se as metas não forem alcançadas, o que acontece com todo o planejamento já elaborado e apresentado pelo Nacional? Para o diretor de marketing do Nacional, será necessário fazer um ajuste. Deixar o projeto de lado está descartado. “Realinhamento. Principalmente se a gente tiver saído da estaca zero. O grande desafio do projeto é a gente sair do ponto comum onde estamos há décadas. No momento em que o Nacional conseguir, dentro dos próximos três anos, e torço que já seja em 2015, subir da D para a C, fatalmente o clube vai ser mais olhado pelos patrocinadores e os torcedores vão confiar mais no direcionamento do projeto. O difícil é você não conseguir sair dessa estaca, os prazos não serem cumpridos e você querer realinhar o projeto, aí não vai ter possibilidade”, destaca Peggy. O investimento a ser feito para que as metas do projeto se concretizem ainda não foi disponibilizado. Peggy acredita que em outubro o valor disponível para a montagem do plantel seja divulgado pela diretoria nacionalina. “Isso aí ainda está sendo avaliado. Estamos fazendo contato com o plantel do próximo ano, já estamos reunindo, mas esse valor ainda não está fechado. O Nacional tem uma reserva para começar esse projeto, mas ainda estamos trabalhando e em breve divulgaremos os valores necessários para isso. Por enquanto, só alguma especulação”, conclui o dirigente.

‘Prioridade imediata é Sinomar’ Principal responsável pela conquista do título estadual do Nacional neste ano, o técnico Sinomar Naves está com a moral em alta no Leão da Vila Municipal. De acordo com o presidente do clube, Mário Cortez, o primeiro nome na lista de reforços do clube para a próxima temporada é o do comandante. “O Sinomar Naves foi uma jóia rara que surgiu no Nacional. Ele agregou o grupo, não que estivesse desunido, mas trabalhou a parte psicológica dos atletas. Quando ele saiu daqui eu já conversei com ele dizendo que contava com os seus serviços para o próximo ano. O que falta agora é nós fazermos o planejamento financeiro e

conversar com o Sinomar para acertar as bases e dizer que ele será o treinador do Nacional. Mas o desejo de tê-lo conosco é 100%. A prioridade número 1 é o Sinomar”, avisa Cortez. Sobre o projeto Série A 2024, o presidente disse que o desejo de planejar o clube vem desde o ano passado, mas que somente neste ano conseguiu montar a estrutura necessária para lançar o projeto. Otimista, ele prefere nem pensar num futuro fracasso. “Olha, nesse momento eu não posso nem falar, porque a gente tem tanta confiança que o projeto vai dar certo, que na nossa cabeça só consta sucesso”, conta.

Diretoria reunida para apresentar o projeto Série A 2024

Presidente da FAF faz elogios O presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Tomaz Valério, acredita que o ressurgimento do futebol local pode começar a partir do projeto apresentado pelo Nacional na última semana. Segundo ele, o Leão da Vila Municipal pode servir de inspiração aos seus rivais estaduais. “Eu achei excelente. Era disso que o futebol do Amazonas estava precisando, que um clube desse esse passo. Eu sempre tenho falado que é preciso ter referência em tudo que se faz na vida. Se não tiver referência não se chega a lugar algum. Eu estou acreditando muito que esse projeto vai ajudar o futebol Roberto Peggy traçará as estratégias de marketing do projeto

do Amazonas adquirir a credibilidade de anos anteriores”, afirma Dissica. Conforme o dirigente, o projeto Série A 2014 vai fazer com que outras equipes amazonenses invistam em planejamentos similares. “Quem não tentar acompanhar, vai ficar para trás e amargar derrotas constantemente. A torcida vai para cima da diretoria e eles vão ter que se organizar. É aí que está o valor extremamente importante dessa iniciativa do Nacional, desse projeto, que eu estarei sempre próximo, acompanhando, e fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para fazê-lo acontecer de verdade”, finaliza.

FOTOS: JHONNY LIMA

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THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

ndígena da etnia Kambeba, originários do Alto Solimões, o adolescente Inha Quira,14, chamado de Nelson Silva de Morais em português, vem se destacando em um esporte pouco popular no Amazonas: o tiro com arco. Descoberto em seletiva que aconteceu em outubro de 2013, o jovem atleta já conquistou o título de campeão brasileiro estudantil nessa temporada e viajará no começo de outubro para defender o Estado no Campeonato Brasileiro na categoria infantil. “Descobri o esporte em uma seletiva que ocorreu na minha aldeia. Isso foi organizado por uma caça talentos. Eu acabei me destacando e vim para Manaus com ela e o professor Roberval. Virou uma paixão. Vou disputar o Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro no próximo dia 8. Estou me preparando bem para não desapontar. Espero fazer o meu melhor. Vou disputar a prova de 30 metros”, explicou o atleta que treina todos os dias cerca de quatro horas na

Vila Olímpica, localizada no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. Apesar de seguir uma rotina no esporte, Inha não deixou de estudar. Atualmente, o jovem está na 8ª série e pensa em fazer faculdade e se formar no futuro. “Treino de manhã e vou à tarde para a escola. Pratico um esporte pouco conhecido no Brasil, então, os meus amigos ficam impressionados quando falo que sou um atleta do tiro com arco. Quando avisei que vou viajar agora para o Brasileiro, após passar pela seletiva que o professor fez, eles ficaram felizes pelo meu resultado”, revelou. Tendo o sonho de ser campeão brasileiro na categoria adulta e representar o Brasil nas Olimpíadas de 2020, o atleta agradece todo o apoio que recebeu de seu treinador e afirma que leva consigo o diferencial de ter crescido utilizando o arco no seu povo. “Melhorei a técnica. Praticamente era zero. Ele (Roberval) me explicou tudo. Também cresci fisicamente. O arco é muito forte. Aqui ele é mais pe-

sado. O nosso arco nativo tem cerca de 800 gramas e esse tem três kilos e meio. Querendo ou não, essa minha prática na minha aldeia é um diferencial que tenho”, disse o atleta, que afirma que o segredo do esporte é focar no treinamento, pois o tiro com arco requer muita pratica e concentração. Família Para Inha, o começo no esporte foi difícil porque teve que sair de casa com apenas 13 anos. Segundo o atleta, no começo, não contou com o apoio de sua mãe, porém, vendo que esse era o seu sonho, ela começou a apoiá-lo mesmo de longe. “No começo, minha mãe não queria que eu viesse. Mas, como era o meu desejo, me apoiou depois. Meus familiares ficaram com saudade. Quando tenho um tempo, acabo indo visitá-los. Fazemos campeonatos na região do meu povo algumas vezes e isso ajuda a encontrá-los. Quando cheguei a Manaus, foi um pouco difícil, mas acabei me acostumando”, concluiu o garoto.

Praticando o tiro com arco há apenas um ano, o garoto Inha já é destaque no cenário nacional do esporte

Amazonense Inha tem o sonho de disputar as Olimpíadas de 2020

Ele tem um grande potencial “No ano passado, eles (os atletas que passaram pelas seletivas no interior do Estado) estiveram aqui em três oportunidades diferentes. Junho, agosto e outubro. O Inha chegou na última vez e ali já foi se adaptando muito rapidamente. Uma vez que já estava iniciado, tive que fazer um processo mais rápido para colocá-lo no mesmo nível dos outros. Pouco tempo depois de sua chegado, ele disputou o brasileiro estudantil e foi campeão na categoria infantil. Percebemos que ele tem um grande potencial para o esporte, vem se saindo muito bem nos treinamen-

tos e agora vai disputar o Campeonato Brasileiro de categoria de base. Tenho grande esperança que ele consiga uma medalha, nem que seja uma de bronze, mas podemos até esperar um ouro”, afirmou Roberval. Outros destaques O treinador fez questão de lembrar que outros atletas indígenas também estão se destacando na modalidade e vão representar o Amazonas no Brasileiro de base. “Temos outros grandes valores na modalidade aqui. Estamos levando sete garotos indígenas. Acredito que podemos fazer bonito na

categoria juvenil e no arco composto. Então, temos um futuro brilhante para o esporte no Estado”, disse o treinador que ainda revelou que esse trabalho não poderia ser feito sem o apoio da bolsa municipal ao atleta que para muitos, é o único sustento. “Sou contemplado por essa bolsa, uma vez que sou competidor. É a maior bolsa de que temos notícia no território nacional para um atleta. Então, fico feliz com esse reconhecimento da prefeitura. Isso ajuda muito porque o atleta tem despesas com viagens, equipamentos e treino”, finalizou o treinador.

IONE MORENO

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PEDROMARTINS/GAZETAPRESS

Flamengo visita Bahia para voltar a vencer Após dois empates contra os Tricolores carioca e paulista, o Rubro-Negro quer a vitória fora de casa

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Flamengo visita o Bahia, hoje, às 15h (de Manaus), na arena Fonte Nova, em Salvador (BA), em confronto válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O RubroNegro vem de empate por 2 a 2 com o São Paulo, fora de casa, e aparece com 31 pontos, ainda tendo como principal meta afastar-se ainda mais da zona de rebaixamento. O Tricolor baiano, por sua vez, está flertando perigosamente com a área de queda, com cinco pontos a menos. Porém, os baianos ganharam novo fôlego com o triunfo por 1 a 0 sobre o Sport no meio de semana. Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo, acredita que valorizar a posse de bola vai ser fundamental para o Rubro-Negro conseguir deixar Salvador com três pontos na bagagem. “O Bahia precisa do resultado e vai tentar impor um ritmo muito forte desde o começo da partida. Portanto, precisamos ser inteligentes para encontrarmos a melhor maneira de ganhar. Não podemos deixar que eles consigam impor o

seu estilo. Temos que ter inteligência, valorizar a posse de bola e construir o triunfo”, falou. Os jogadores flamenguistas admitem ainda que o poder de concentração do time será fundamental para evitar os erros cometidos contra o São Paulo, quando os cariocas sofreram o gol de empate aos 45 minutos do segundo tempo. “Infelizmente, deixamos a vitória escapar no fim do jogo e isso foi muito ruim para todos nós. O Flamengo precisava muito daqueles dois pontos que ficaram, pois hoje estaríamos bem melhor na tabela. O importante agora é vencer o Bahia para conseguirmos uma boa margem de pontuação fora de casa”, disse o zagueiro Wallace. Para o compromisso, o Flamengo não poderá contar com o volante Víctor Cáceres e nem com o atacante Alecsandro, suspensos. Assim, Luiz Antonio ganha nova oportunidade no meio. Já no ataque, Eduardo da Silva, livre de dores na coxa esquerda, volta ao time. Após receber uma pancada no tornozelo direito, o meia Everton é dúvida e será reavaliado.

Se for vetado, o argentino Lucas Mugni deve atuar no seu lugar. Pelo lado do Bahia, o técnico Gilson Kleina deseja ver evolução do time, pois espera problemas. “O Flamengo tem um time perigoso, que sabe se fechar bem no meio e se abrir na hora de ir para o ataque, jogando pelas pontas. É um jogo problemático, pois vamos precisar buscar o resultado, tomando a iniciativa, porém, ao mesmo tempo teremos que correr riscos”, analisou Kleina. Em termos de escalação, Kleina não poderá contar com os atacantes Rafinha, que pertence ao Flamengo e não pode atuar por questões contratuais, e Kieza, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Assim, Emanuel Biancucchi e Maxi Biancucchi ganham uma chance entre os titulares. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, as duas equipes se enfrentaram no Rio de Janeiro e empataram por 1 a 1. Paulinho abriu o placar para os cariocas, mas Talisca garantiu a igualdade.

FICHA TÉCNICA BAHIA FLAMENGO Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS) BAHIA: Marcelo Lomba, Railan, Demerson, Lucas Fonseca e Guilherme Santos; Uelliton, Rafael Miranda, Diego Macedo e Emanuel Biancucchi; Marcos Aurélio e Maxi Biancucchi Técnico: Gilson Kleina

Eduardo da Silva volta ao time após lesão

FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Samir, Wallace e João Paulo; Márcio Araújo, Héctor Canteros, Luiz Antonio, Gabriel e Everton (Lucas Mugni); Eduardo da Silva Técnico: Vanderlei Luxemburgo


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Inter recebe o Coritiba na caça ao líder Colorado assumiu a vice-liderança do Brasileirão e agora mira diminuir a vantagem do Cruzeiro na ponta finalizou a última rodada com 52. Para o jogo, o técnico Abel Braga terá dois desfalques, suspensos pelo terceiro amarelo. Welington e Rafael Moura. Willians e Wellington Paulista jogam. A euforia do Coritiba por sair da zona de rebaixamento durou apenas uma rodada. Na vice-lanterna, o Alviverde vive uma situação complicada, com uma sequência difícil de jogos. “A partir de agora, principalmente fora de casa, nós temos que ganhar e recuperar os pontos perdidos em casa. Temos que pensar positivo, lembrar que estamos a três pontos de sair da zona de rebaixamento. Nosso campeonato é esse, contra oito ou nove equipes. A minha missão é deixar o Coritiba fora da zona no dia 7 de

dezembro”, afirmou. O comandante coxabranca, que ainda tenta implantar um padrão de jogo no Coxa, tem sofrido com desfalques e não será diferente em Porto Alegre. Desta vez não poderá contar com Carlinhos e Germano, que estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo, e com o volante Rosinei vetado pelo departamento médico por conta de uma pancada na cabeça na derrota para o Cruzeiro. Com isso, o técnico alviverde deve promover as entradas do lateral Dener na esquerda e do volante Gil pelo meio, além das voltas de Robinho e Élber, o segundo como opção no banco.

INTERNACIONAL CORITIBA-PR

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Horário: 17h30 (de Manaus) Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Asp. Fifa-SP) INTERNACIONAL: Dida; Gilberto, Paulão, Juan e Fabrício; Willians, Aránguiz, D’Alessandro, Eduardo Sasha e Alex; Wellington Paulista Técnico: Abel Braga CORITIBA: Vanderlei; Norberto, Luccas Claro, Leandro, Almeida e Carlinhos; Helder, Gil, Robinho e Alex; Joel e Zé Love Técnico: Marquinhos Santos Meio-campista Alex está confirmado no time titular do Inter para o jogo diante do Coritiba

NO HORTO

Jovem Geuvânio (direita) deve ser titular no Santos na vaga do atacante Robinho

Por reabilitação, Santos pega Goiás E para superar a derrota por 3 a 2 para o Atlético-MG, Enderson Moreira não contará com Robinho. Geuvânio deve ter uma nova oportunidade no time titular. David Bráz, que volta de suspensão, assume a vaga do capitão Edu Dracena, fora por suspensão. A transferência da partida faz parte da intenção de agradar os torcedores que não moram na Baixada

Galo mede forças com Vitória Embalado pela sequência de três vitórias seguidas e pela entrada no G-4 do Brasileiro, o Atlético-MG recebe o Vitória hoje (28), às 15h (de Manaus), no Independência. O objetivo dos mineiros e usar o fator casa para somar mais três pontos na briga por um lugar na Libertadores do ano que vem e se aproximar um pouco mais do rival Cruzeiro, que lidera a competição com folga.

O Atlético-MG ocupa a quarta posição com 40 pontos, e pretende não sair mais da parte de cima da tabela. Para manter-se entre os primeiros colocados, o técnico Levir Culpi conta com o apoio da torcida, que tem apoiado o time nos últimos jogos, e que segundo o treinador terá papel importante contra os baianos. O Galo segue sofrendo

com os jogadores lesionados. O argentino Dátolo, que vinha se tornando uma espécie de referência no meio-campo da equipe, deixou o jogo contra o Santos com entorse no pé direito, e não possui 100% das condições físicas para atuar. O lateral Emerson Conceição e o avante Jô, que entraram para o DM recentemente, continuam como baixas. LUCAS PRATES/GAZETAPRESS

FERNANDO DANTAS/GAZETAPRESS

NO PACAEMBU

Já que o time ainda não se encontrou fora de casa, o Santos mais uma vez conta com o apoio de seu torcedor para reagir no Campeonato Brasileiro. O Peixe recebe o Goiás no Pacaembu, às 17h30 (de Manaus) de hoje (28), em duelo válido pela 25ª rodada. O Esmeraldino vem de derrota para o Botafogo e, assim como seu adversário, é um visitante que pouco incomoda os rivais.

FICHA TÉCNICA

ITAMAR AGUIAR

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Internacional ainda não desistiu de lutar pelo título brasileiro. Depois de uma série de maus resultados, o Colorado conquistou 10 dos últimos 12 pontos que disputou e reassumiu a vice-liderança do Brasileirão. Hoje (28), às 17h30 (de Manaus), o Colorado recebe o desesperado Coritiba no Beira-Rio, para tentar diminuir a diferença até o líder Cruzeiro, que terminou a última quarta-feira oito pontos à frente. “Ainda tem muito jogo pela frente. Não dá para dizer que o Cruzeiro já é o campeão, nem que os quatro últimos já estão rebaixados”, analisou o técnico Abel Braga. Depois de encarar o Coxa, o Inter terá justamente um confronto direto com a Raposa, no Mineirão. Hoje o Colorado tem 44 pontos, enquanto a equipe mineira

Santista e também funciona como uma tentativa de ter uma renda superior aos jogos na Vila Belmiro. O Goiás, quem tem 30 pontos, três a menos que o Peixe, tenta acabar de vez com o estigma de não vencer fora de casa. O time comandado pelo técnico Ricardo Drubscky bateu o Figueirense na 7ª rodada do Brasileirão e da lá para cá não comemorou mais três pontos atuando como visitante. Lateral direito Marcos Rocha aprimorando parte técnica em treino na Cidade do Galo


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Em queda, Furacão e Corinthians duelam no Sul Só a vitória interessa aos times que vêm de derrota no meio da semana. O Alvinegro quer o G-4 e o Rubro-Negro se distanciar da zona da degola

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mpolgados com a vitória sobre o São Paulo, os atletas do Corinthians chegaram a falar no título do Campeonato Brasileiro. Três dias depois, viram a distância para o líder subir para 12 pontos e deixaram a zona de classificação à Copa Libertadores. O Atlético-PR, com sua terceira derrota seguida, viu a zona de rebaixamento de perto. Para conter suas quedas na tabela, Atlético-PR e Corinthians medem forças a partir das 15h (de Manaus) de hoje (28), na arena da Baixada. A formação paulistana, que já exibiu o melhor desempenho como visitante na competição, vem de duas derrotas fora de casa e não vence longe de Itaquera desde 10 de agosto, quando superou o Santos. “No começo do campeonato, a gente fez bons resultados fora de casa. Precisamos voltar a jogar aquele

MAURO HO RITA/G

AZETAPRE

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Lateral esquerdo Fábio Santos em treinamento pelo Timão

FERNANDO DANTAS/GAZETAPRESS

PARA EMBALAR

Atacante Argentino Cristaldo volta ao time titular para ajudar na reação do Verdão

Palmeiras visita o Figueirense O triunfo por 2 a 0 diante do Vitória serviu como alívio e tirou o Palmeiras da lanterna do Campeonato Brasileiro. No entanto, os três pontos não foram suficientes para livrar a equipe da zona de rebaixamento. Para tentar terminar a 25ª rodada fora do Z-4, o Verdão precisará de pelo menos um empate hoje (28), quando enfrenta o Figueirense, às 17h30 (de Manaus), no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Com 25 pontos, o Verdão buscará pela primeira vez conquistar duas vitórias consecutivas sob o comando de Dorival. “Sabemos que jogar lá no Orlando Scarpelli é muito difícil, a equipe do Figueirense mantém uma regularidade sob o comando do Argel. Já faz algum tempo que não perdem lá, se não me engano (são sete partidas de invencibilidade). Nós estamos nos

empenhando para poder fazer um bom jogo lá”, afirmou o atacante Henrique. A partida será a segunda de uma série decisiva iniciada diante do Vitória, contra adversários diretos na briga contra o rebaixamento – nas rodadas seguintes, o Palmeiras enfrentará Chapecoense, em casa, e Botafogo, fora. Para o confronto, o Palmeiras terá dois desfalques em relação ao time que derrotou o Vitória: Juninho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e Mazinho, que deixou o gramado do Pacaembu lesionado, desfalcam o time e aumentam a lista de problemas de Dorival Júnior, que já não conta com os machucados Fernando Prass, Victorino, Tobio, Thiago Martins, Wellington, Marcelo Oliveira, Mateus Muller, Eguren, Wesley e Leandro. Outro dos jogadores entregues ao departamento médico, o lateral direito Wendel

pode ser a novidade do time contra o Figueirense. De volta após cumprirem suspensão, Allione e Diogo brigam pela vaga de Mazinho. Imbatível em casa desde a contratação de Argel Fucks, o Figueirense também reencontrou a vitória no último meio de semana, ao vencer o Corinthians em casa e colocar fim a uma sequência de quatro partidas sem vencer. O técnico Argel diz estudar três esquemas táticos diferentes para enfrentar o Palmeiras: manter o 4-4-2 e promover a entrada de Jefferson ou Nem na vaga de França; escalar um time mais ofensivo, no 4-3-3, com Paulo Roberto, Marco Antônio e Giovanni Augusto no meio de campo, e Pablo, Everaldo e Clayton ou Marcão no ataque; ou atuar no 4-4-2 com Felipe no lugar de França e Marco Antônio recuado, ao lado de Paulo Roberto.

futebol e a conquistar os pontos”, afirmou o volante Bruno Henrique, substituto do suspenso Ralf. Ele atuará ao lado de Fábio Santos, Elias e Petros, que retornam de suspensão.

VENCER FORA

Após perder do Figueirense em Santa Catarina no meio de semana, o técnico Mano Menezes afirmou que já está passando da hora do Corinthians voltar a vencer fora de seus dominios neste Brasileirão Se a sexta colocação no início da 25ª rodada é a pior do Corinthians desde o início da disputa, o mesmo pode ser dito a respeito do 13º lugar do Atlético-PR. A equipe chegou a figurar no grupo dos quatro primeiros colocados, logo após a

pausa no calendário para a Copa do Mundo, e começou a rodada a três pontos da zona da degola. Com pouco tempo no clube, o técnico Claudinei Oliveira tem convivido com lesões, suspensões e convocações. Ele ainda não conseguiu repetir a escalação em seis partidas no time e segue com problemas. O lateral direito Mário Sérgio, o zagueiro Dráusio e o atacante Cléo dificilmente terão condições de jogo. O atacante Dellatorre é baixa certa. Claudinei ao menos terá a volta do atacante Douglas Coutinho de suspensão na tentativa de apagar da memória a derrota por 3 a 0 para a Chapecoense, no meio de semana. “Temos que reagir, passar confiança para os jogadores. Pela estrutura que o Atlético tem, pela grandeza do clube, não podemos perder três jogos seguidos”, disse o técnico.

FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-PR CORINTHIANS-SP Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

ATLÉTICO-PR: Weverton; Sueliton, Gustavo, Cleberson e Willian Rocha; Deivid, Hernani, Bady (Sidcley) e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho e Marcelo Técnico: Claudinei Oliveira CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Bruno Henrique, Elias, Petros e Renato Augusto; Malcom e Guerrero Técnico: Mano Menezes


D8

MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014

Opostos, Botafogo e Grêmio

se enfrentam no Maracanã A

pós sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Botafogo terá a chance de se afastar da degola. Hoje (28), os alvinegros terão pela frente o Grêmio, no Maracanã. Se os donos da casa brigam na parte de baixo da tabela, os gaúchos vivem bom momento e estão em busca do G-4. A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari só está fora do grupo de classificação para a Libertadores nos critérios de desempate. Pelo lado do Botafogo, a vitória sobre o Goiás deu um pouco de alívio e tranquilidade para o elenco. Mesmo assim, o técnico Vagner Mancini não terá muito tempo para trabalhar com a equipe visando esta partida. A tendência é a de que a escalação seja a mesma do último jogo. A única dúvida está no ataque. Rogério cumpriu suspensão e pode voltar na vaga de Wallyson. A diretoria ainda busca com a CBF a liberação do atacante Jobson, que foi retirado do banco de reservas na quintafeira pouco tempo antes da partida, pois o Botafogo foi notificado de uma suspensão do atleta por ter se recusado a fazer o exame antidoping em três oportunidades. A partida contra o Botafogo será a segunda seguida

do Grêmio no Rio de Janeiro. Após o empate em 0 a 0 com o Fluminense, o Tricolor Gaúcho chegou a três marcas importantes: está há oito jogos invicto no Brasileirão, há sete sem sofrer gols e há 21 sem perder para equipes cariocas. A última derrota para um time do Rio foi em maio de 2012, para o Vasco – são 15 vitórias e seis empates no período, sendo que nove destes confrontos foram em solo carioca. O técnico Luiz Felipe Scolari contará com o retorno do zagueiro Geromel, Outro jogador que poderá voltar ao time é o volante Matheus Biteco, que a exemplo de Geromel cumpriu suspensão na rodada de quarta. Empate agradou “Acabou sendo um bom resultado pela qualidade do Fluminense. Nós criamos, mas eles também criaram chances, e o resultado não diz o que foi o jogo. Fizemos novamente uma boa partida”, apontou o treinador. “O que me convence são as atuações da equipe. O posicionamento, a qualidade tática, o comprometimento. Isso me faz acreditar que podemos chegar à Libertadores. Estamos pontuando”, completou.

PAULOCAMPOS/GAZETAPRESS

Enquanto o Tricolor Gaúcho conseguiu se encontar no G-4, o Glorioso ainda luta para se afastar da zona de rebaixamento

FICHA TÉCNICA BOTAFOGO-RJ GRÊMIO-RS Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO) Botafogo: Jéfferson, Dankler, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Aírton, Gabriel, Cachito Ramírez e Pablo Zeballos; Wallyson (Rogério) e Emerson Sheik Técnico: Vagner Mancini Grêmio: Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Ramiro, Matheus Biteco (Riveros) e Fellipe Bastos; Luan, Barcos e Dudu Técnico: Luiz Felipe Scolari

Capitão do Botafogo, goleiro Jefférson, durante treino em General Severiano antes da partida decisiva contra o Grêmio


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