Clássico MANAUS, DOMINGO, 28 DE JUNHO DE 2015 esportes@emtempo.com.br
dos
desesperados Vasco e Flamengo se enfrentam na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT) figurando na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Por isso, o duelo está sendo tratado como clássico dos desesperados. Pódio E7
PÓDIO avalia elenco do Naça para Série D do Brasileiro Pódio E4
Palmeiras e São Paulo fazem ‘Choque-Rei’ na Arena Palestra Pódio E7
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Rodrigo Ramos THIAGO FERNANDO
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o Maranhão, ele literalmente manda. Tanto torcedores do Imperatriz, quanto do Sampaio Correa guardam o goleiro Rodrigo Ramos no coração. Em 12 anos, o arqueiro conseguiu conquistar cinco campeonatos estaduais e dois acessos com a Bolívia Querida. No começo da temporada, Rodrigo foi apresentado como principal goleiro do novo projeto
PÓDIO – Como seu começo no futebol? Rodrigo Ramos – Meu primeiro contado foi no interior de Goiás numa cidade chamada Minasul. Era lateral-direito de um time de uma escolinha de futebol amador. Tinha meus 12 anos. Como lateral, nunca fui um grande jogador. Era até banco. Um dia, o nosso treinador marcou um jogo contra outra escolinha e nosso goleiro faltou. Não tendo ninguém para colocar no gol, ele me colocou pedindo para quebrar um galho. No primeiro lance do jogo, fiz uma grande defesa. A partir desse momento, ele falou que eu seria goleiro e encarei o desafio. Com 13 anos defini que seria goleiro. Aos 14 anos, fui fazer um teste no Atlético Goianiense e passei. Minha família deu todo o apoio para que eu saísse de Minasul e fosse para Goiânia. Me apoiaram bastante. Passei por todas as categorias de base pelo Atlético e me profissionalizei por lá. A partir dali, fui ganhando o mundo. PÓDIO – Você passou quase 12 anos no Maranhão jogando no Imperatriz e Sampaio Correa, como é ser ídolo desses dois clubes? RR – No Imperatriz foi uma sensação bem bacana, porque cheguei no clube e ele nunca havia sido campeão. No Maranhão, só um clube do interior tinha sido campeão estadual. Imperatriz é a segunda maior cidade do estado e nunca tinha conquistado uma competição. Em 2005, formamos um grupo muito bom que contava com jogadores de qualidade como o Ralf, que está no Corinthians, e conseguimos quebrar essa tabu. Quebramos a hegemonia do futebol da capital. O Imperatriz fez um grande ano. A partir daí, os times da capital começaram a me procurar. Em 2008, apareceu a oportunidade de ir para o Sampaio e acabei aceitando. Lá, tive que mostrar muito trabalho, até porque era um clube que exigia muitas coisas e vivia um ostracismo muito grande. Um esquecimento mesmo. A partir de 2008 fomos formando um grupo que acabou sendo
do Nacional. Em seis meses, o atleta provou que sua contratação foi acertada e logo caiu nas graças da torcida leonina. Para conhecer um pouco mais do dono da camisa 1 do leão da Vila Municipal, o Pódio conversou com Rodrigo e lembrou seu começo no futebol, sua história no Maranhão e a conquista do 43ª título estadual do Nacional.
vitorioso quatro anos depois em 2012, 2013 e 2014. Foi importante ter a condição de ídolo lá. Mas isso foi conquistado com muito trabalho, dedicação e profissionalismo acima de tudo. Fico muito feliz quando o pessoal do Maranhão recorda da minha passagem e me tem como ídolo. PÓDIO – Como aconteceu a troca do Sampaio pelo Nacional? RR – O Sampaio, no final de 2014, vinha passando por uma crise financeira muito grande e alguns jogadores foram chamados para uma redução de salários. Não achei interessante para mim naquele momen-
Fico feliz por estar contribuindo para mudar isso e espero que o torcedor possa abraçar essa causa. Existiu uma diferença muito grande de público do inicio para as finais. Isso nos deixa feliz, porque mostra que o futebol amazonense está querendo acordar
to. O futebol maranhense vive uma ascensão muito grande graças a esses jogadores que estavam há muito tempo no Sampaio. Eu, Eloir, que está no Ceará, e o Jonas, atualmente no Flamengo, mais uns dois ou três jogadores. No meio disso, tinha aparecido um convite do então treinador do Nacional, o Sinomar Naves. Tive conversando com ele e fiquei sabendo do projeto que o clube tem de crescimento e ressurgimento a nível nacional. Foi uma proposta bacana e fui colher informações de colegas que jogaram aqui. Todos falaram muito bem do clube e dos profissionais. Então decidi mudar. Dei uma arriscada e deu certo. Quando
cheguei, fiquei muito surpreso com tudo que vi. Uma boa estrutura para trabalhar. Muitos clubes que estão na Série B no Brasileiro não têm essa estrutura e o poder financeiro do Nacional. O clube paga os jogadores e funcionários em dia, e isso no futebol brasileiro é muito importante. Apostei nesse projeto e arrisquei. Graças a Deus estou sendo muito feliz aqui. PÓDIO – Qual foi o segredo do Nacional para se recuperar da eliminação na Copa Verde e embalar no Estadual? RR – Acho que foram seis meses de bastante intensidade. O grupo teve alguns momentos de desconfiança como aquela derrota para o Paysandu por 4 a 1 e nos primeiros jogos que não conseguíamos encaixar. Era o mesmo plantel de hoje, mas não conseguíamos encaixar. Com a mudança e entrada do Lana, mudou a filosofia e acabou sendo positivo. O comprometimento de todos foi fundamental para que a gente pudesse sair desse momento de desconfiança e as vitórias começaram a acontecer. Veio o confronto contra o Bahia. O zero a zero aqui e depois aquele 3 a 2 lá que nos deixou muito chateados. Fomos eliminados com um gol impedido. A equipe foi se moldando a uma forma de jogar proposta pelo professor Lana e foi dando certo. O grupo abraçou essa causa. Abrimos uma vantagem gigantesca e o grupo foi ganhando confiança. Uma equipe que tem confiança tende a crescer na competição e foi o que aconteceu até sermos campeões. PÓDIO – Se surpreendeu com o baixo número de torcedores nos estádios locais? RR – Sim. Isso me surpreendeu bastante, porque antes de vim para cá, ouvia dizer que o Nacional era um time de torcida que comparecia no estádio e fazia a festa. Vi algumas fotos de jogos. Não era só a do Nacional, mas do São Raimundo que já conhecia, por-
importante que eles estejam presentes logo no começo da Série D para empurrar o nosso time e o futebol amazonense a grandes conquistas.
que participou vários anos da Serie B. As torcidas do interior mostraram ser diferentes. A do Penarol sempre vai. A do Princesa ficou sem estádio, mas sempre estava presente. Isso me comoveu bastante. Sempre tinham muitos torcedores. Mas fiquei surpreso com esse baixo número. Nas finais, foi muito bonito, principalmente ver a Arena com quase oito mil pessoas. Foi uma alegria muito grande. O legal é que vemos no rosto dos torcedores uma motivação para mudar isso. Fico feliz por estar contribuindo para mudar isso e espero que o torcedor possa abraçar essa causa. Existiu uma diferença muito grande de público do inicio para as finais. Isso nos deixa feliz, porque mostra que o futebol amazonense está querendo acordar.
PÓDIO – Qual a importância do torcedor nacionalino nessa Série D? RR – Eles terão um papel fundamental. Primeiro, eles indo aos estádios nos passam confiança para exercer nosso trabalho da melhor forma possível. Segundo, ajudam o clube financeiramente e nessa Série D, fazem à diferença. Os time que tiverem torcida, vão chegar longe na competição. Já joguei a Série D três vezes pelo Sampaio e quanto a torcida abraçou o time, em 2012 na reabertura do Castelão, fizemos jogos para 40 mil pessoas. O torcedor tem papel fundamental para essa campanha e espero que eles estejam motivados como estamos, principalmente, com a conquista do estadual. É
PÓDIO – Qual vai ser o maior desafio do Nacional na competição? RR – A Série D é uma competição complicadíssima. São equipes desconhecidas como o de Roraima e o de Rio Branco. A falta de informação é um desafio muito grande. Vamos ter que se moldar a cada jogo. Conhecer o adversário na hora da partida. Vamos ter que ter muito cuidado com a arbitragem. Nessa primeira fase, parte da arbitragem será local, apenas o árbitro vem de fora. É uma adversidade muito grande. Não encaro a questão da distancia como dificuldade. Se é distante para um, acaba sendo também para o outro. Temos que manter o nível da nossa apresentação no Estadual. O nível de comprometimento e de motivação. A grande questão é essa. Temos que buscar motivação como fizemos no estadual para entrar bem na competição. PÓDIO – O seu projeto
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Experiente goleiro tem sido o principal nome do Nacional neste início de temporada
é encerar a carreira pelo Nacional? RR – Fico muito feliz por ter conquistado a confiança do torcedor em tão pouco tempo de trabalho. Confesso que fiquei muito emocionado com o que vi, com a manifestação do torcedor nesses últimos meses que abraçaram o Rodrigo Ramos e sua família. Fiquei muito feliz. Estou preste há completar 35 anos e penso jogar mais alguns anos pela frente, mas pretendo permanecer no Nacional, principalmente conquistando esse acesso. Tenho certeza que novas portas se abriram, não só para jogadores do nosso elenco, mas para o futebol amazonense em geral. Temos um grande estádio que é a Arena que para mim é o mais bonito do Brasil, e dois mini-estádios padrão Fifa. No interior, temos outros
estádios bons. O futebol amazonense tem tudo para crescer e quero fazer parte disso. A meta agora é o acesso para que o nosso futebol volte a ser grande. Tenho sim a pretensão de permanecer por um bom tempo, porque é um clube que te dá condições e quando isso acontece, não tem porque ficar indo para fora em busca de novos desafios para quebrar a cara depois. Respeito o Nacional por isso e quero construir uma história bonita no clube. PÓDIO – Para muitos jogadores do elenco leonino você é um líder. Como é carregar essa responsabilidade? RR – Acho que essa palavra líder é muito forte, mas encaro com naturalidade, até porque por onde passei sempre tive um bom relacionamento com
todos os companheiros e isso esse era o mais importante. facilita bastante. Sempre tive Muita gente se surpreendeu, espaço para conversar com porque sou quatro vezes camcada atleta, tanto os novos, peão estadual pelo Sampaio, quanto com os mais velhos. campeão pelo Imperatriz, biMe espelhei em jogadores campeão pelo Palmas e camcom bom comportamento. peão invicto da Série D. Mas o Acho que é isso que faz a que quis dizer é que acho o mais grande diferenimportante pela ça. Tento passar circunstância. Espara todos. Até tava disputando brinco falando uma Série B, era que o atleta é o Tenho sim a preten- ídolo de um clube primeiro a entrar são de permanecer onde já estava há em campo, tem por um bom tempo, sete anos, podeque ser compro- porque é um clube ria ter me acomometido e sair de ficar mais que te dá condi- dado, campo só quanum, dois ou três do viu que o seu ções e quando isso anos e encerrado trabalho foi bem acontece, não tem a carreira, mas porque ficar indo não. Decidi aceiexecutado. Sempre passo coisas para fora em busca tar novos desapositivas. Sem- de novos desafios fios e no primeiro pre gosto de mo- para quebrar a cara ano já consigo ser tivar. Liderança campeão, contrié conquistada e depois. Respeito o buir de forma Nacional por isso positiva para a se isso conquistei, sei que fiz quero construir uma equipe, ser eleito algum positivo história bonita no o melhor goleiro para o grupo e da competição, clube espero continuar a defesa menos fazendo. vazada e cativar o torcedor, não só o PÓDIO – Valeu a pena tudo nacionalino, mas o amazonenque você fez na sua carreira se. Trouxe minha família para ou faltou alguma coisa? esse novo desafio, então, sem RR – Valeu a pena demais. dúvida nenhuma, foi imporDepois do jogo contra o Prin- tante. Esse foi um recomeço cesa, eu muito emocionado, aos 35 anos. Por isso foi tão dei uma entrevista falando que importante e me emociono dos 13 títulos que conquistei sempre que lembro.
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Elenco ANDRÉ TOBIAS
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ontado no final de 2014 pela diretoria em conjunto com o técnico Sinomar Naves, o elenco do Nacional – apesar de pouco numeroso – mostrou força durantes o primeiro semestre desta temporada. Em 28 partidas oficiais disputadas em 2015, o Leão da Vila Municipal realizou campanha para torcedor nenhum botar defeito: foram 20 vitórias, três empates e cinco derrotas, além de 61 gols marcados e apenas 24 sofridos. Soberano durante todo Campeonato Amazonense, os comandados de Aderbal Lana chegaram a incrível marca de 15 triunfos consecutivos na competição. Apesar do bom desempenho, reforços são necessários para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, que começa no dia 12 de julho. O PÓDIO faz uma avaliação do elenco leonino para a sequência da temporada e aponta quais setores podem ser fortalecidos.
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A uma semana do início da Série D do Campeonato Brasileiro, PÓDIO faz uma breve avaliação do elenco do Nacional para a competição mais importante do ano para o Leão da Vila
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Elenco do Nacional comemorando vitória no Campeonato Amazonense
“Paredões” Se tem uma posição que o elenco nacionalino não necessita de reforços é a de goleiro. Experiente e vitorioso, Rodrigo Ramos é sinônimo de segurança debaixo da meta leonina. Aos 35 anos, o arqueiro possui dois acessos na carreira com o Sampaio Corrêa-MA e é um dos líderes do time da Vila Municipal. Seu reserva imediato, Wagner, também não deixa a desejar. Titular nas finais de 2014, está no mesmo nível de Rodrigo Ramos. As outras opções para a meta são Thiago e Victor. Este último, aos 18 anos, foi titular durante campanha do Operário-AM nesta temporada. Laterais Nas laterais, apenas um jogador parece ter lugar garantido para a Série D: Peter. Melhor no apoio do que na marcação, o jogador que atua pela direita, caiu nas graças da torcida e foi titular absoluto durante todo primeiro semestre. Sempre resguardado pelos volantes, o carioca foi uma das armas mais efetivas em termos ofensivos do Leão durante o Estadual. Também lateral-direito, João Rodrigo é o oposto de Peter. Melhor na marcação do que no apoio, o jogador não conseguiu ser a “sombra” do camisa 2, mas atuou de forma improvisada no lado esquerdo um grande número de partidas. Pelezinho, que disputou o Barezão pelo Iranduba, também está treinando no CT Barbosa Filho e aparece como boa opção para o setor. A lateral esquerda recebeu reforço. Melhor da posição no Barezão 2015, Rafael Vieira chegou após bom desempenho no Penarol. Ele chega para brigar pela titularidade com Andrezinho, que apesar de ter disputado as finais do Estadual, perdeu lugar para o improvisado João Rodrigo durante o semestre. Melhores do Estadual Apesar do bom desempenho de Maurício Leal e Robinho – dupla de beques considerada titular -, o elenco ainda conta com outros dois defensores: Kelvin e Luan. O primeiro atuou no time principal em várias partidas, e mostrou que pode ser útil para o restante do ano. Já o segundo, recebeu poucas chances de Aderbal Lana e não deve ser utilizado durante a 4ª divisão. Em contrapartida, o Leão da Vila Municipal fechou com o zagueiro Gilson, que disputou o Barezão pelo Princesa do Solimões, e, ao lado de Maurício Leal, foi considerado o melhor zagueiro do certame. Leque de opções Recheado de boas opções, volantes não é problema no Nacional, que tem nesta função os jogadores mais fortes – em termos físicos – e mais altos, no que diz respeito à estatura. Titular indiscutível e principal protetor da defesa, o capitão Dênis é peça chave no esquema tático de Aderbal Lana. Bem fisicamente, Lídio é outro que tem qualidade para ser titular no meio-de-campo leonino. Reserva durante o começo da temporada, Felipe Manoel evoluiu, entrou
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Meia Danilo Rios foi contratado para ser o principal jogador do Nacional na Série D
bem no decorrer de algumas partidas e ganhou a confiança de Lana, assim como Bruno Potiguar, que fez boa dobradinha com Peter pelo setor direito azulino. Além desses quatro, Júnior Paraíba, apesar de atuar como “falso nove” na maior parte das partidas por necessidade, pode figurar na meiuca, sua função de origem. Destaque do Operário na competição, Velinho, 18, está treinando com o elenco e também é opção. O único contratado para o setor foi o volante canhoto Lusmar, que chega por empréstimo do Brasiliense. Com passagens por Goiás e Guarani, o jogador chega com o aval de Aderbal Lana. Incógnitas Um ponto de interrogação paira sobre as opções para o setor de armação do Nacional. Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, Thiago Marin teve participação tímida durante o Estadual. Titular em apenas cinco partidas e acionado
em outras 10 das 28 realizadas pelo clube na temporada, o meia ainda não balançou as redes com a camisa do Leão da Vila Municipal. “Filhos da terra”, Raílson e Weverton foram contratados para compor elenco. Na Série D, talvez ele percam espaço com a chegada de novos jogadores. Assim como Hayllan, que fez bom Barezão pelo Operário e está treinando com o elenco principal do Nacional. De desconhecido à melhor jogador da equipe. Assim foi a trajetória meteórica de Charles com a camisa leonina. O meia se destacou rapidamente com atuações convincentes, sempre com gols e assistências. Logo despertou interesse de outras equipes. Valorizado, a diretoria não poupou esforços para mantê-lo. Após a renovação, porém, o rendimento do atleta caiu. Os tentos ficaram escassos e a marcação adversária apertou. A pergunta que fica é a seguinte: qual Charles o Nacional terá na Série D? O garoto ousado das primeiras atuações ou o
jogador discreto dos últimos jogos do primeiro semestre? Velho conhecido do futebol amazonense e ídolo da torcida nacionalina, Danilo Rios está de volta. Após a marcante passagem de 2013 pelo clube, DR10 foi contratado com pompa de craque e chegou com o aval de Aderbal Lana. Ele pode ser a solução para os problemas e incertezas na criação das jogadas leoninas. Caso não seja atrapalhado por lesões, ele pode contribuir e muito para a equipe conseguir o acesso a tão sonhada Série C. Com passagens pelo futebol paraense, o meia Thiago Floriano é mais uma opção ofensiva para o setor de criação da equipe. Seu último clube foi o Anapolina-GO. Falta o “matador” O começo foi animador. Sete gols em 11 jogos. Mas, uma grave lesão no joelho tirou Wanderley dos gramados por seis meses. Com volta prevista para setembro, o Nacional correu atrás de um camisa 9 para
a disputa da Série D e acertou com Nando. Sem maiores referências, o jogador chega pelo histórico recente com a camisa do Campinense-PB. Lá, o atleta marcou cinco gols em cinco partidas com a camisa rubro-negra. Contratado no começo da temporada com fama de goleador, Hyantony não convenceu e poucas vezes atuou como titular. Apesar da boa estatura, falta técnica ao centroavante, que é tido na Vila Municipal como um “cara de grupo”. Com menos pompa que os atacantes já citados, Tiago Verçosa não decepcionou. Prata da casa, ele aproveitou bem as poucas oportunidades que teve – quatro vezes titular e outras cinco entrando no decorrer da partida – e balançou as redes adversárias seis vezes. Homem de confiança de Aderbal Lana, o atacante Felipe foi o primeiro nome anunciado como reforço para o setor de ataque. Longe de ser centroavante, ele deve atuar pelo lado direito do campo, como já fez em 2013.
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Nem bom nem ruim
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Neste ano, o Campeonato Amazonense teve, pela primeira vez, duração de seis meses. Para treinadores e dirigentes, a nova fórmula do Barezão tem os seus pontos positivos e negativos. O planejamento deve ser maior em 2016
Final do amazonense foi disputada na Arena da Amazônia
THIAGO FERNANDO
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pós muito ouvir, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) decidiu ampliar o Campeonato Amazonense 2015. O motivo da mudança foi o tempo que o futebol do Estado ficava parado após o termino do estadual. Em anos anteriores, o Barezão durou três meses. Nesta temporada, a competição teve cinco meses, fora o tempo de pré-temporada. Com o término da competição que sagrou o Nacional bicampeão, o saldo da mudança foi positivo? Para responder a questão, o Pódio ouviu pessoas ligadas ao esporte local. Para o técnico Aderbal Lana o calendário maior teve seus pontos altos e baixos, porém, pessoalmente achou infrutífero pelo excesso de partidas que a equipe leonina fez na competição. “O campeonato teve uma final emocionante com duas partidas de qualidade, com padrão técnico muito bom, mas acho que foi um campeonato infrutífero no aspecto tempo. Tivemos muitos jogos que não valeram nada. Duas equipes muito fracas como Rio Negro e Operário fizeram a diferença na artilharia do campeonato. Acho que o campeonato se alongou muito
em um período muito quente”, disse o treinador que entende o esvaziamento dos estádios locais. Para o comandante nacionalino, o torcedor abandonou a competição porque os campos locais não têm cobertura. “Nossos campos não têm cobertura. O torcedor abandonou, mas não é que eles não queiram ver futebol, mas eles não vão sentar no sol e nem na chuva. Os campos não dão visibilidade de jogo. Quem senta nas arquibancadas só vê o meio do jogo”, citou Lana. Um ponto que o experiente treinador comemorou foi a confirmação da força do futebol local, que quase eliminou o Bahia da Copa do Brasil. “No fundo, foi uma conquista boa para o Nacional. Fomos bicampeões e conquistamos vagas na Série D, Copa do Brasil e Copa Verde. Temos que dizer que o campeonato mostrou, pelo menos as finais, que temos equipes a altura do futebol brasileiro. Já tínhamos mostrado isso quando enfrentamos o Bahia pela Copa do Brasil. Tudo mundo viu o que teve que acontecer para eles ganharem da gente. O Princesa também dificultou para uma equipe de Série A em Santa Catarina. Muita gente não acredita e não sabe qual o nível do nosso futebol”, ressaltou o comandante.
Ajustando durante a competição Para conquistar o campeonato estadual, o Nacional teve que disputar 22 partidas. Segundo Aderbal Lana, essa grande quantidade de jogos serviu para ajustar o time. Durante a competição, o treinador fez varias experiências e testou algumas formações até achar a ideal para entrar em campo nas partidas finais. “A preparação para o estadual se torna boa, porque você trabalha a equipe durante a competição. Acredito que tivemos um tempo maior de preparação. Foi muito parecida com o de Série A. Quando assumi, foi muito difícil. Tivemos que fazer um trabalho físico, tático e de posicionamento. Mas no fundo, acho que a longevidade foi boa para ir ajustando no campeonato. Mesmo que você não tenha um início de preparação física adequada, no decorrer do campeonato, como tive, quem tem uma condição melhor consegue ir testando os jogadores. Fui fazendo isso. Fiz o
Planejar para melhorar em 2016
rodízio no plantel para ir O campeonato acabou, conhecendo melhor cada mas as dívidas não. Dos jogador e suas caracterís10 clubes que disputaram o ticas”, afirmou Lana que Campeonato Amazonense, ainda confirmou que o auapenas três estão com os mento do Barezão ajudou salários em dia. A explicaa atrair mais jogadores de ção desse fato é simples: qualidade. Para o treinador, Os clubes locais ainda esesse ajuste também deve tão esperando pela cota ser feito nos campeonatos prometida pelo governo do de base. Estado no valor de R$ 2,5 “Era o grande problema mi para ser rateada entre do nosso futebol. Tínhaas agremiações. Para o dimos campeonatos com retor de futebol do São Raitrês meses. Terminava a mundo, Cícero Custódio, competição, o atleta ficonhecido como Sasá, cava nove meses paraa competição prodos. Isso acontece na longada é base também. Tem uma positiva competição e os garopara os tos ficam oito ou nove treimeses parados. Eles não têm uma sequência. Nenhum natime teve nos dores, últimos anos, porém, espero que o dificulta as Nacional aprofinanças dos cluveite isso, porbes que não têm paque tem até o trocínios fortes. final do ano “Realmente, a comque vem capetição é boa porque lendário”, prepara melhor a base Lana gostou do campeonato concluiu. da equipe, mas alguns mais longo
times não têm condições para manter o elenco por tanto tempo. A renda é pouca. O campeonato fica desnivelado. O patamar de investimento é diferente. Teve jogador que tirou do próprio bolso para ir treinar”, revelou o dirigente que comemorou o fato do São Raimundo ter conseguido patrocinadores para manter uma parte da competição, porém, afirmou que o clube da Colina ainda está devendo atletas. “Estamos trabalhando para não acontecer em 2016 o que aconteceu nesse ano. A verba do governo ainda não saiu, o dinheiro ainda não caiu. Os jogadores que foram embora não receberam. Isso é ruim para o Amazonas, porque queima a imagem do futebol local. Eles vão pensar duas vezes antes de aceitar convite dos times locais, porque ficaram com mede de não receber”, disse Sasá.
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Ainda sem vencer longe do Rio de Janeiro, Tricolor visita Goiás querendo encostar no G-4
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io de Janeiro (RJ) - Uma goleada de 4 a 1 sofrida para o Atlético-MG e uma derrota de 2 a 1 para o Palmeiras. Esse é o desempenho do Fluminense em jogos longe do Rio de Janeiro neste Campeonato Brasileiro. O time apresenta um bom desempenho como mandante e, com 14 pontos conquistados, está próximo do G-4. Porém, na visão dos jogadores tricolores, para o time conseguir pensar grande na temporada, é importante começar a ganhar longe do
Maracanã. O primeiro desafio é o jogo contra o Goiás neste domingo (28), às 15h (de Manaus), no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO), pela nona rodada do Brasileirão. “O Campeonato Brasileiro é marcado pela regularidade. Um time precisa ter uma grande campanha dentro de casa para ir bem na tabela de classificação, e isso é o mínimo que se exige de quem não pretende passar por problemas. Mas se você pretende buscar algo mais na temporada, é muito importante conseguir somar pontos longe de sua casa ,e é isso que tem faltado para o Fluminense. Precisamos começar a mudar essa realidade a partir deste confronto com o Goiás. Vamos em busca de uma vitória que pode nos dar um salto importante na tabela”, afirmou o volante Jean. O meia Wagner pensa de maneira parecida. “Sabemos que, no
Campeonato Brasileiro, é muito importante buscarmos pontos longe do Rio de Janeiro, pois somente assim vamos conseguir nossos objetivos na competição. Respeitamos demais o Goiás, mas o Fluminense tem metas nesta temporada, e isso passa por uma melhora do nosso desempenho longe do Rio de Janeiro. Portanto, vamos em busca de um resultado positivo neste domingo”. Em termos de escalação, o técnico Enderson Moreira tratou de dar fim às dúvidas sobre a dupla de zaga titular. O comandante confirmou os retornos de Antônio Carlos e Gum. Com isso, o Tricolor deverá ir a campo com: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gum, Antônio Carlos e Giovanni; Edson, Jean, Gerson, Vinicius e Wagner; Fred. Neste sábado, o time treina pela manhã nas Laranjeiras e depois embarca para Goiânia.
PARA EMBALAR
Coritiba e Cruzeiro se enfrentam pelo Brasileirão Curitiba (PR) - Lutando para sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o que não acontecerá nesta rodada mesmo com vitória, o Coritiba recebe neste domingo (28), às 15h (de Manaus), o Cruzeiro, no Estádio Couto Pereira. A Raposa faz uma campanha de recuperação e precisa mostrar força fora de casa para tentar se aproximar do pelotão de cima. O empate no clássico diante do Atlético-PR, na casa do adversário, animou um pouco o clima dentro do Alto da Glória. Apesar de a vitória ter escapado nos últimos minutos, a apresentação do time deu alguma esperança de reação, especialmente após
cinco derrotas consecutivas. Porém, o técnico Ney Franco tem cinco desfalques para a partida: Cáceres, Norberto, Wellington Paulista, João Paulo e Ruy. Já o Cruzeiro não terá Gabriel Xavier e Alisson, machucados, além de Bruno Rodrigo, suspenso. Para compensar os problemas, o treinador celeste conta com a volta do volante Willians, que cumpriu suspensão contra a Chapecoense. Luxemburgo ainda conta com o retorno do armador De Arrascaeta, que estava servido o Uruguai na disputa da Copa América, mas como a seleção foi eliminada, o atleta retorna ao Cruzeiro para enfrentar o Coritiba. LUCIANO BELFORD/FRAME
Flu busca primeira vitória fora de casa
NELSON PEREZ/FLUMINENSEFC
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Cruzeiro quer se recuperar de derrota em casa contra Coxa
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Caide vez ou levanta? Na Arena Pantanal, em Cuiabá, Vasco e Flamengo fazem clássico dos desesperados neste domingo. Ambos estão na zona de rebaixamento e precisam desesperadamente vencer na rodada para respirarem na competição nacional
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Clássico dos Milhões não terá o mesmo charme de antigamente. Os times estão mal na tabela e o jogo não será no Maracanã
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uiabá (MT) - Um clássico disputado em clima de desespero. Esse é o cenário do duelo entre Vasco e Flamengo, que se enfrentam neste domingo (28), às 17h30 (de Manaus), na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Ambos ocupam a zona de rebaixamento. O Rubro-Negro voltou ao Z-4 com a derrota de 2 a 0 para o Atlético-MG, que o manteve estacionado com sete pontos. O Cruz-Maltino vive um drama maior. Após perder de 2 a 1 para o Sport despencou para a lanterna com apenas três pontos. O time perdeu os últimos DIVULGAÇÃO
cinco jogos e não sabe o que vencer neste Brasileirão. O técnico Doriva não resistiu aos tropeços e deixou o clube para a chegada de Celso Roth, que faz sua estreia. Ciente da necessidade de começar com vitória sua caminhada no Vasco, Roth procura olhar o lado positivo de estrear logo em um clássico. “Trata-se de um clássico, de um jogo muito importante para o Vasco e da possibilidade de iniciarmos a nossa reação no Campeonato Brasileiro. Estamos todos mobilizados. Todos estão encarando as próximas partidas como uma bela oportunidade para reagir”, avisou
o treinador vascaíno. Cristóvão Borges, comandante do Flamengo, tem discurso parecido, reconhecendo inclusive o clima de desespero do encontro. “São duas equipes de grande tradição e que não podem pensar na possibilidade de perderem novamente. Portanto, tem todo um clima de nervosismo, que acrescenta ainda mais rivalidade ao jogo. Mas são duas grandes equipes, com potencial de reação e espero que o Flamengo esteja em um melhor dia”, explicou Cristóvão. O mistério tomou conta da semana nos dois clubes e por isso descobrir a escalação de ambos para o clássico é tarefa
FORA DO JOGO
O goleiro uruguaio Martín Silva voltou da Copa América com dores no tornozelo direito e foi vetado pelo departamento médico vascaíno para o clássico contra o Flamengo em Cuiabá complicada. No Vasco, Charles continua no gol, pois Martín Silva retornou da seleção uruguai com uma lesão no tornozelo. Já o zagueiro Luan, suspenso por ter sido advertido com o terceiro cartão
amarelo diante do Sport, cede o posto a Anderson Salles. Pelo lado do Flamengo, hostilizado pelos torcedores há muitos jogos, o lateral-direito Pará, que vinha atuando improvisado na esquerda, parece ter tirado a paciência de Cristóvão, que o barrou para a entrada de Anderson Pico. O curioso é que mesmo tendo dois laterais de origem pelo lado direito, Pará e Ayrton, Cristóvão prefere manter o volante Luiz Antonio improvisado no setor. O volante Jonas retorna ao time titular após cumprir suspensão contra o Galo. Assim, Gabriel ficará como opção no banco de reservas.
Outro barrado é Eduardo da Silva, que deixa o time para a entrada de Alan Patrick. As duas equipes se enfrentaram quatro vezes nesta tempoarada. O Flamengo ganhou um amistoso de prétemporada por 1 a 0, em Manaus (AM), e por 2 a 1 na fase de classificação do Campeonato Carioca. Porém, na fase semifinal do Estadual, após empate sem gols no primeiro encontro, o CruzMaltino ganhou a partida decisiva por 1 a 0 e avançou para a decisão, conquistando depois o caneco na final com o Botafogo e quebrando um jejum de 12 anos sem vencer aquela competição. DIVULGAÇÃO
NO ALLIANZ
‘Choque-Rei’ movimenta Brasileirão
Lateral-direito Lucas está pronto para o duelo em casa
São Paulo (SP) – Em situações opostas na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, Palmeiras e São Paulo se enfrentam neste domingo (28), no Allianz Parque, às 15h (de Manaus), pela nona rodada da competição nacional, naquele que será um dos clássicos deste final de semana no Brasil. O técnico do Palmeiras, Marcelo Oliveira, adotou mistério no quesito escalação da equipe. Durante os treinamentos da semana, na cidade de Atibaia, o comandante testou três opções. Na primeira, Zé Roberto entrou na meia, avançando Rafael Marques. Na segunda, Leandro Pereira foi o centroavante. E na última, Gabriel Jesus e Andrei Girotto foram escalados, em uma for-
mação mais ofensiva. No único jogo no comando do time, contra o Grêmio, Marcelo escalou a equipe com centroavante. Segundo ele, será preciso adaptação caso mude para o clássico deste domingo. “Muda muito quando tira o Leandro Pereira. Aí precisa trabalhar bem isso para ter gente na área sem ele. E na recomposição, que pode ser feita sem a referência. É preciso ter uma sintonia boa. E o Gabriel Jesus eu pretendo dar chance, é diferente do Dudu, que tem mais velocidade. Ele tem presença, pode ser atacante. Qualquer jogador que esteja no elenco pode jogar a qualquer momento. Gosto de manter uma base para o
entrosamento”, disse. O Verdão deve ir a campo no domingo com Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel e Arouca; Dudu, Robinho e Zé Roberto (Leandro Pereira); Rafael Marques. A opção treinada com Gabriel Jesus foi com ele entrando no lugar de Dudu, mas as chances são menores de isso acontecer. São Paulo Em busca da liderança do Campeonato Brasileiro, o Tricolor, que tem 17 pontos, um a menos que o Sport, entra em campo com a expectativa de que, mesmo fora de casa, pode fazer frente ao Palmeiras no Choque-Rei. O duelo marcará o primeiro clássico do técnico
Meia Wesley, ex-Palmeiras, reencontrará seu time no clássico
Carlos Osório no Brasil. Ciente da necessidade de vencer, o técnico Tricolor deu pistas de que pode utilizar uma formação com dois atacantes fixos, que seriam Alexandre Pato e Luis Fabiano. No meio de campo a tendência é que atuem Hudson e Souza na contenção com Ganso pelo meio e Michel Bastos e Thiago
Mendes pelas pontas. A dúvida no ataque, no entanto, será levada até a hora da partida. A tendência é que o São Paulo entre em campo com: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Dória e Carlinhos; Hudson, Souza, Thiago Mendes (Alexandre Pato), Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Luis Fabiano.
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MANAUS, DOMINGO, 28 DE JUNHO DE 2015