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Pódio - 27 de julho de 2014

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x MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

Domingo de clássicos Flamengo estreia Luxemburgo como técnico no confronto contra o Botafogo. Em São Paulo, o Corinthians tenta encostar no Cruzeiro, mas, para isso, precisa bater o rival Palmeiras, na Arena de Itaquera. Pódio E6 e E7

Stand Up Paddle (SUP) ganha adeptos em Manaus Pódio E3

Princesa do Solimões enfrenta o Rio Branco (AC) na Colina Pódio E5


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MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014

Adriano MARTINS

Consegui CHEGAR AO topo IONE MORENO

DIEGO JANATÃ

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

Casca-grossa, finalizador e guerreiro. Esses são alguns dos adjetivos que o lutador amazonense de MMA Adriano Martins recebe dos adversários e dos apaixonados pelo esporte. Chegando ao auge da carreira aos 32 anos, o representante do Estado no UFC, maior evento de luta do mundo, venceu sua última luta após nocautear o mexicano Juan Puing ainda no primeiro round e já começou a planejar seu próximo combate no evento. Adriano treina para aperfeiçoar cada vez mais seu jogo com a equipe da academia Top Life. O atleta, que já conquistou duas vezes o Campeonato Mundial de jiu-jitsu, conversou com o Pódio e relembrou um pouco sobre sua carreira e como foram os primeiros passos no mundo da luta.

Estou negociando para lutar no final de setembro. Não posso revelar o nome do adversário, mas é um cara duro que já tem moral no esporte. Fico feliz por saber que meu trabalho está sendo reconhecido e que o evento está me olhando de outra forma. Já garantiram que vou lutar só com os melhores agora

Pódio: Você venceu e está com moral no UFC. Já sabe quando será a próxima luta? Estamos negociando para voltar o mais rápido possível ao octógono. Quando cheguei, recebi um convite para lutar já em agosto, mas infelizmente machuquei meu ombro no período de treinamento e acabei não aceitando. Estou negociando para lutar no final de setembro. Não posso revelar o nome do adversário, mas é um cara duro que já tem moral no esporte. Fico feliz por saber que meu trabalho está sendo reconhecido e que o evento está me olhando de outra forma. Já garantiram que vou lutar só com os melhores agora. Espero que dê tudo certo. Pódio: Como foi o seu primeiro contato com o esporte? Comecei a praticar judô por causa da minha mãe. Eu era muito chorão e apanhava na escola. Meu primo Marlon levou eu e meu irmãos para treinar na Vila Olímpica. Tinha 12 anos na época. Gostei da luta logo no começo e soube na hora que era aquilo que gostaria de fazer para

sempre. Em seguida, descobri que estava com hepatite e fiquei dois meses parado, mas ia para os treinos apenas assistir. Quando voltei, rapidamente comecei a aprender e fui ganhando vários campeonatos e prêmios. Pódio: Depois do judô, você conheceu o jiu-jitsu. Como foi essa transição? Com 16 anos já era campeão amazonense de judô. Eu morava no Conjunto Ajuricaba e lá tem muitas academias. Decidi ir treinar com o mestre Cristiano Carioca. Não senti muitas dificuldades na transição. Tanto que nos primeiros meses fui campeão de um torneio ainda como faixa branca. Continuei lutando e graças a Deus deu tudo certo e hoje estou aqui. Consegui ser campeão mundial duas vezes e terceiro na faixa preta. Foi no jiu-jitsu que tive reconhecimento. Por causa do esporte, viajei para vários lugares e essa arte abriu as portas do mundo da luta. Pódio: Após fazer sucesso no jiu-jitsu, você entrou no MMA. Sua primeira luta foi aos 17 anos. Como foi entrar na nova modalidade? Na época, o Carioca recebeu um convite para lutar, mas se machucou. Começaram a procurar um substituto e topei o desafio. Ainda era estilo Vale-Tudo. Não tinha protetor bucal, nem luvas. Era na cara e na coragem. Entrei no ringue, com muito medo, mas acabei vencendo rápido. Percebi que dava para lutar e ganhar um dinheiro. Lutei várias vezes em Boa Vista (RR) ainda como amador. Cheguei a lutar um evento aqui em Manaus parecido com um comitê. Não tinha categorias e fui campeão após fazer três lutas. Depois disso que fui convidado para participar do Jungle Fight. Foi o pontapé inicial na minha carreira. Foi justamente para essa luta que comecei a fazer a transição para o MMA. Lembro que treinei muito para o combate e na hora, com dois minutos estava exausto. Não entendia o porque. Logo após o evento, conheci o

Gimmy Sales (Nutricionista) que até hoje me atende e descobrimos que estava em overtraining (excesso de treino). Poderia ter sofrido uma lesão grave ou até morrido. A partir daí, comecei a ver a importância do medico e da preparação física adequada. Pódio: Qual o lutador que te inspirou no seu começo de carreira? Sempre acompanhei lutas do K1 e do antigo PRIDE. Um cara que sempre admirei e até hoje uso como exemplo é o Vítor Belfort. Ele é um ícone no MMA. Tive a felicidade de logo na minha estréia no UFC dividir o tatame com ele e sua equipe. Logo de cara, o Vitor mostrou ser um cara humilde e pediu para tirar um foto para guardar como recordação. Isso pra mim foi uma honra. Ele teve altos e baixos e mostrou que nunca é tarde para nada nessa vida. Sempre temos que procurar fazer o melhor e é isso que me faz todos os dias treinar e provar que nada é impossível na nossa vida. Pódio: Você tem mais de 30 lutas no cartel. De todas, qual foi a mais marcante? Todas as lutas têm sua importância, mas uma luta que me marcou foi contra o Ronys Torres. Ele é um cara casca grossa e já ganhou de muita gente dura. Perdi por nocaute e fiquei com aquilo na cabeça, cheguei até pensar em desistir do esporte pelas dificuldades. Porém, ele aceitou uma revanche e acabei vencendo. Essa vitória foi importante porque levantou minha moral e acabei lutando em outros eventos. Pódio: Até chegar ao UFC, você passou por vários eventos menores. Qual a importância dessas vitrines para os atletas que desejam chegar ao topo como você? Esses eventos têm muita importância porque são portas que se abrem. Querendo ou não, os lutadores vivem da luta. Os atletas precisam sempre estar lutando,

trabalhando, ganhando seu dinheiro, mesmo que seja pouco, mas ajuda bastante. Eu já cheguei a fazer três lutas no espaço de dois finais de semana. Graças a Deus, hoje existem muitos eventos, mas, na minha época não era assim. Importante é estar sempre lutando, preparado e focado. Um dia as portas vão se abrir como aconteceu comigo. Pódio: O Amazonas é um celeiro de lutadores. Quais atletas do estado, em sua opinião, poderiam estar também em grandes eventos? Tem o Ronys Torres que já passou pelo UFC e deveria estar lutando em grandes eventos. O Mario Israel é outro que tem muita qualidade. Rivaldo Junior é outro que já está mais que tarimbado no mundo da luta e não está em nenhum grande evento. Pódio: Se fala muito sobre uma futura edição do UFC em Manaus, como você vê isso? Eu acho que o UFC vai acontecer aqui sim. Não só os atletas, também toda a população amazonense merece. Hoje ando pelas ruas da cidade e muita gente chega me dando parabéns e pedindo para tirar foto. Vejo que as pessoas acompanham mesmo o evento e estão torcendo pelos lutadores locais. Até falei para o nosso prefeito que seria um sonho trazer uma edição para Manaus. Realmente, espero que isso aconteça. Pódio: Mesmo no UFC, você continuou treinando em Manaus. A cidade proporciona uma boa estrutura para os atletas? A estrutura que temos na cidade é muito boa. O que falta são pessoas que apóiem o esporte. Muitos lutadores não vivem só do esporte. Eu era um exemplo disso. Há três anos, trabalhava durante o dia e treinava a noite. Isso atrapalha a preparação. Meu condicionamento físico era pior do que é hoje. Faltam patrocínios para os atletas do MMA.

Um cara que sempre admirei e até hoje uso como exemplo é o Vítor Belfort. Ele é um ícone no MMA. Tive a felicidade de logo na minha estréia no UFC dividir o tatame com ele e sua equipe

Eu acho que o UFC vai acontecer aqui sim. Não só os atletas, também toda a população amazonense merece


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Simplesmente SUP O esporte que tem origem nos países da Oceania conquistou o público manauense nos últimos dois anos e se tornou uma das melhores opções de lazer na cidade. Muitas famílias estão aderindo à modalidade praticada nos rios da região THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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m pleno século 21, as pessoas sofrem com a rotina agitada das grandes cidades. Muitos trabalham, estudam e sofrem com o trânsito caótico das metrópoles brasileiras no dia a dia. Em Manaus não é diferente. Mesmo encravada no centro da Floresta Amazônica, a metrópole explode em crescimento a cada 24 horas. Para fugir dessa rotina, alguns manauenses decidiram fazer do Stand Up Paddle um hobbie e um momento de relaxamento. O esporte, que carinhosamente é chamado de SUP, chegou à capital do Amazonas em 2008. O responsável pela novidade foi o advogado Jurandir Toledo que no mesmo ano abriu a empresa Amazon SUP, que até hoje se localiza na marina Rio Negro. Buscando uma maior conexão com a natureza e relaxar corpo e mente, os praticantes, que pela primeira vez se aventuram na modalidade, se deslumbram com a beleza do rio Amazonas e acabam se surpreendendo com a facilidade de

praticar o esporte. “Quando os praticantes de primeira viagem chegam, ficam um pouco receosos, mas logo entendem como é tranquilo praticar o SUP. Muitos voltam outras vezes para utilizar a modalidade como atividade física regular”, disse o instrutor do Amazon SUP e atleta, Jaime Mota, 30. Outro aspecto que diferencia o esporte dos demais é o fato dele não ter uma faixa etária determinada. O SUP é recomendado para todos por ter seus benefícios físicos comprovados por especialistas. Ele trabalha os músculos superiores e, diferente do que muitos pensam, até os inferiores porque são justamente eles que ajudam direcionar a prancha. Alguns pesquisadores já utilizaram a modalidade, com sucesso, no processo de cura da depressão e na fisioterapia de idosos. Segundo Jaime, a empresa não tem um publico alvo, porem, nos últimos meses, muitos grupos formados por famílias estão procuran-

do informações sobre o esporte, fato que qualifica o SUP como uma ótima sugestão de lazer para os finais de semanas e feriados. “Não existe restrição de idade para praticar a modalidade. O SUP é um esporte para todos. Alguns praticantes que já têm experiência na modalidade levam os seus filhos ainda bebês para praticar. Essa é a prova que para praticar, só precisa ter força de vontade e protetor solar”, explicou o atleta que atualmente está na segunda colocação do campeonato brasileiro de Stand Up Paddle. Ele fez questão de lembrar que para remar sozinho, é preciso ter mais de 10 anos, por motivo de segurança. A procura pelo esporte aumentou tanto que nos finais de semana, cerca de 350 pessoas praticam o SUP no lago do Tarumã. De terça a sexta, a média é de 40 praticantes por dia. Segurança Sempre pensando na segurança dos praticantes, durante o percurso eles são acompanhados de

perto por instrutores que ajudam a tiram as dúvidas. Fora isso, na própria prancha tem um item chamando Leash, mais conhecido como cordinha, que fica preso no tornozelo do atleta. Ele é de uso obrigatório e garante que a prancha sempre esteja perto do praticante mesmo em caso de queda ou mergulho para aproveitar o rio. Outro item opcional é o colete salva-vidas. Primeira experiência Para comprovar tudo o que os amigos falavam sobre o esporte, a fisioterapeuta Mônica Araújo, 38, decidiu praticar o SUP pela primeira vez e não se arrependeu. A profissional de saúde afirmou que a modalidade mexe com todos os músculos do corpo e o gasto de caloria é alto durante as duas horas de aula, fora que é super relaxante e encantador. “Foi gratificante praticar o esporte pela primeira vez. Começamos a remar e pensamos que não conseguiremos, porem, quando chegamos ao meio do rio, sentimos uma sensação de liberdade, Conseguimos

Praticante se conecta com a natureza e relaxa corpo e alma

sentir a presença de Deus muito próxima. Volto mais vezes com certeza”, afirmou Mônica. Campanha social No próximo dia 17 de agosto, o Amazon SUP lançará uma campanha que busca a conscientização sobre a importância de preservar a natureza. Neste dia, será feito um multirão para limpar a lagoa do Tarumã. A equipe terá o reforço de duas engenheiras ambientais que explicarão para os presentes a importância de cuidar dos rios da região.

“Estaremos de braços abertos para receber quem quiser praticar o esporte e ainda ajudar nessa campanha. Só precisam reservar antes sua prancha. Todos vão receber uma camisa da campanha, um par de luvas biodegradáveis e uma sacola para fazer a coleta”, concluiu Jaime. Para reservar sua vaga em alguma turma, os interessados podem ligar para os números 8141-3365, 9502-8164 e 8117-8089 e falar com um dos representantes do Amazon SUP.

Muitos manauenses fizeram do esporte um hobbie


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MANAUS DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014 MANAUS,

FOTOS: REPRODUÇÃO

FACEball club Os jogadores do futebol amazonense não perderam tempo e também embarcaram na febre das selfies tro e vejo as mensagens fico um pouco chateado, porque torcedor que é torcedor tem que apoiar na hora das vitórias e das derrotas”, afirma o zagueiro do Tubarão do Norte, Clayton He-Man.

REFÉM DO

CELULAR ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

T

witter, facebook, youtube, instagram, whatsApp... Hoje as pessoas não conseguem mais viver sem as redes sociais e o celular se tornou quase que uma extensão do corpo humano. Entre os jogadores de futebol não é diferente. Na Copa do Mundo, foi possível constatar a força que a internet exerce em meio ao esporte. Brasileiros, argentinos e alemães exageraram nas publicações de imagens durante o torneio. Com os jogadores locais não é diferente. Atletas do Princesa do Solimões, única equipe amazonense com calendário no segundo semestre, também entraram na onda das selfies. Mas, junto com a internet veio a exposição. Há jogadores que, apesar de terem perfis nas redes sociais, preferem não ter tanto acesso ao mundo virtual. “Eu tenho. Mas só que de vez em quando a gente fica chateado, porque quando a gente perde o jogo, a torcida cai em cima do jogador, né? Começa a falar mal de jogador, que ele não presta, que é isso e que é aquilo. Então é um clima muito chato. Eu evito entrar um pouco. Quando eu en-

xxcxcxcxcxc Para o zagueiro, independente do resultado da partida o torcedor deve apoiar os jogadores. Contudo, He-Man ressalta que o importante mesmo é os atletas terem personalidade e não dar ouvidos para o que se diz ou se publica nas redes sociais. “A gente entra para ver se tem alguma mensagem de apoio, quando vamos ver é só gente

A gente sabe que isso pode estragar você, porque no dia do jogo se a gente ficar na internet perde muito o foco da partida. Michell Parintins, Meia do Princesa do Solimões

te criticando. Você já está para baixo e vai ficando mais ainda olhando as mensagens. É por isso que eu evito olhar o face (facebook), porque você vai ficar mais chateado ainda. Torcedor de verdade, aquele que torce mesmo, ele apoia o jogador. Então a gente fica meio chateado com isso. Eu evito dar uma olhada”, disse o beque alvirrubro. Artilheiro do Campeonato Amazonense com 11 gols, o meia Michell Parintins também é um dos boleiros que utilizam as redes sociais. Para ele, os jogadores de futebol devem ficar em alerta para que a internet não interfira

no desempenho dentro das quatro linhas.

“Olha, as redes sociais hoje em dia a gente não pode fugir. O mundo está mudando e você tem que mudar junto. E com a gente não é diferente. A gente sabe que isso pode estragar você, porque no dia do jogo se a gente ficar na internet perde muito o foco da partida. Eu prefiro no dia do jogo escutar umas músicas, pensar nas coisas positivas, conversar, contar piada e esquecer um pouco a internet, porque aquele dia ali se entrar na internet você já vê uma critica, você já vê um elogio, você já ouvi uma coisa que não gosta”, aponta Michell. De acordo com o meia, isso acaba mexendo com o brio dos jogadores e atrapalha na concentração para a partida. Segundo ele, a principal vantagem da redes sociais é o fato de que você pode conversar com os seus familiares e amigos que estão distantes. “A internet é muito boa para você conversar com a família, com os amigos, mas também é um pouco traiçoeira, porque no face, às vezes o torcedor está te elogiando, você fica achando que já é o bam-bam-bam, às vezes você não está bem e acaba recebendo uma crítica, então aquilo te bota mais para baixo”, avalia o armador.

Foto da Capa do Facebook do zagueiro Clayton He-man

Guerreiro destaca maior visibilidade

Atacante Branco e volante Amaralzinho fazem selfie durante viagem pelo Princesa do Solimões

Jogador de futebol nas décadas de 80 e 90, o atual técnico do Tubarão do Norte, Charles Guerreiro, vê alguns aspectos positivos com o surgimento das novas tecnologias. De acordo com ele, a única forma de aparecer na época em que jogava era a televisão, mas, hoje em dia, tudo mudou. “É a modernidade, né? Pelo menos na época em que eu jogava não tinha isso. Não tinha nem celular. A gente aparecia mais na televisão e no jornal. Hoje você é bem mais divulgado, o atleta fica mais conhecido e as

YOUTUBE

Atualmente, os jogadores disponibilizam vídeos de partidas no site Youtube. Por lá, olheiros de clubes avaliam as qualidades dos atletas, e muitos já foram contratados por meio dessa ferramenta notícias correm mais rápidas. Isso tudo faz parte da modernidade de hoje e para o atleta é importante, porque às vezes até para ele se empregar, você pode colocar na internet o seu

currículo, o seu trabalho, e facilita para todo mundo”, pontua Guerreiro. Para o comandante alvirrubro, a relação com as redes sociais exige cuidados, pois o jogador não pode se expor de maneira irresponsável. “Tem que ter cuidado. Às vezes, o atleta que é casado está com a namorada, bate uma foto e postar na internet. Isso dá problema e você acaba se prejudicando. Tem que ter muito cuidado. O jogador de hoje já está esperto. Se você sempre fizer as coisas certas vai ficar a vontade e não vai ter problema”, finaliza o técnico.


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Zagueiro Leandro Camilo (centro) deve ser titular no Princesa

Princesa encara Rio Branco

com mudanças no time Técnico Charles Guerreiro fará três alterações em relação ao time que começou a partida diante do Santos, em Macapá ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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este domingo, às 16h, o Princesa do Solimões enfrenta o Rio Branco-AC pela segunda rodada do Grupo A1, do Campeonato Brasileiro da Série D. A equipe de Manacapuru terá três mudanças em relação ao time que começou a partida diante do Santos-AP. Na lateral esquerda, Alberto começa o jogo no lugar de Clayton He-Man; na cabeça-de-área, Rondinelli ocupa o posto de Deurick, e no setor de armação das jogadas, Flamel vai para o banco e Renato Medeiros faz a sua estreia. As mudanças foram testadas no último treino coletivo do time antes da partida, na sexta-feira (25), na Colina. O técnico Charles Guerreiro aproveitou a ocasião para testar situações de jogos que o time pode encontrar no duelo. O comandante iniciou a movimentação com Paulo Wanzeler; Magno, Lídio, Bruno, Alberto; Cleiton

Amaral, Rondinelli, Michell Parintins, Renato Medeiros; Branco e Somália. O primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para os titulares, com gol de Somália de cabeça após receber cruzamento preciso de Alberto. “O Alberto pega bem na bola. Ele é um jogador um pouquinho tímido, marca bem, só precisa se soltar um pouquinho e ir mais vezes ao fundo. Quando ele fez isso saiu um belo cruzamento para o Somália”, avalia Guerreiro. Na volta para o segundo tempo do coletivo, o treinador alvirrubro fez algumas mudanças. O zagueiro Bruno deu lugar a Leandro Camilo e Delciney ocupou a vaga de Magno. Mas quem chegou ao gol foram os reservas. Em bela troca de passes, Lourinho lançou Edinho Canutama. O atacante chutou cruzado e Marinelson balançou a rede. Em seguida, Guerreiro fez novas mudanças na equipe. Flamel entrou no lugar de Renato Medeiros e Edinho Canutama substitui Branco e Nando

ocupou o posto de Somália. E foram eles que deram números finais ao coletivo. Primeiro Michell passou para Edinho, que driblou o goleiro e marcou o segundo para os titulares. “Gostei muito do Edinho. Ele ficou quatro dias fora com problemas no tornozelo. Você vê que é um jogador com qualidade e de muita velocidade. Então, para o segundo tempo nós já temos um trunfo para buscar o resultado. Até porque a gente sabe que o Rio Branco é um time alto, não é rápido, mas tem muita qualidade”, explicou o comandante alvirrubro. No último gol do coletivo, Flamel cruzou para Nando, de carrinho, empurrar para o fundo do gol. A movimentação acabou 3 a 1 para os titulares, mas com dois gols dos atacantes reservas. “Muda a característica, o time fica com mais velocidade, e são atletas que já começam a marcação lá na frente. A gente sabe que o Somália é um jogador mais de área. Tanto Nando como o Edinho são jogadores de mais velocidade,

assim como o Marinelson. Então, lá na frente temos boas opções. No meio-campo temos também a opção do Lourinho e do Flamel, e nós temos que estar fortes aqui atrás para não errar”, disse Guerreiro. Considerado por todos os jogadores e comissão técnica como uma partida de “seis pontos”, o Princesa do Solimões enfrenta o Rio Branco-AC neste domingo, às 16h, no estádio da Colina, bairro São Raimundo, Zona Oeste da Capital. Os ingressos para a partida podem ser encontrados na bilheteria do palco da partida, por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Guerreiro tem uma dúvida Após treinar bem e transmitir segurança para os companheiros de defesa na segunda parte do coletivo, o zagueiro Leandro Camilo deixou o comandante alvirrubro com uma boa dor de cabeça para o jogo deste domingo. “ G os t e i também do Camilo. Entrei com ele no lugar do Bruno e ali no meiocampo o Renato Medeiros já vai iniciar o jogo. A única dúvida é

entre o Camilo e o Bruno para a gente definir quem vai jogar”, revela o treinador. Acionado por Guerreiro na segunda parte do coletivo, Camilo pode ser mais uma novidade para o jogo de hoje. Ele entrou no lugar de Bruno e desempenhou bem o seu papel. Sobre a possibilidade de começar jogando, o beque avisa que está próximo das condições físicas ideais. “Já estou melhor. Não vou falar para vocês que estou 100%, porque só jogando mesmo para você ir pegando o ritmo, mas já estou bem melhor do que cheguei, bem fisicamente, estou com mais força na perna e espero fazer uma boa estreia”, detalha Camilo.


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Flamengo estreia Luxa no clássico contra Botafogo Em meio à crise, o Rubro-Negro espera iniciar uma reação no campeonato com uma vitória sobre o rival alvinegro tafogo e vamos trabalhar para isso. Mas ainda faltam vinte e sete rodadas e precisamos de tranquilidade. Quando assumi em dois mil e dez faltavam apenas onze rodadas, o quadro era bem pior e reagimos”, lembrou. Tranquilidade também é a palavra de ordem no Botafogo.

FICHA TÉCNICA

desfalca a zaga. No meio, Luiz Antonio deve ganhar a vaga de Amaral. Recuperado de dores na perna direita, Paulinho ganha a vaga de Nixon. Já o volante argentino Héctor Canteros e o atacante Eduardo da Silva, que tiveram a documentação regularizada, devem ficar no banco. No Botafogo, Mancini contará com reforços importantes. O la-

FLAMENGO-RJ BOTAFOGO-RJ Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 17h30 (de Manaus) Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)

teral direito Edilson e o atacante Emerson Sheik, que cumpriram suspensão diante do Coritiba, ficam à disposição, assim como o meia Carlos Alberto, preservado na rodada passada por conta de desgaste muscular. O primeiro disputa posição com Lucas. Já Emerson entra no posto de Yuri Mamute, que não agradou. O lateral esquerdo Julio Cesar assume a vaga de Junior Cesar, suspenso. A partida deste domingo vai marcar a reabertura do Maracanã para os clubes depois de o estádio ter sediado jogos da Copa do Mundo.

Flamengo: Felipe, Leonardo Moura, Wallace, Fernando e João Paulo; Recife, Mário Araújo, Luiz Antonio e Lucas Mugni; Paulinho e Alecsandro Técnico: Vanderlei Luxemburgo Botafogo: Jéfferson, Lucas (Edilson), Bolívar, Dória e Julio Cesar; Aírton, Mário Bolatti, Daniel (Carlos Alberto) e Edilson (Wallyson); Pablo Zeballos e Emerson Sheik Técnico: Vagner Mancini

Alecssandro (à esq.) e Edilson (à dir.) começam jogando o clássico

PEDRO MARTINS/GAZETA PRESS

NO G-4

Atlético-PR e Fluminense fazem duelo de seis pontos

Valência é a novidade do Fluminense para o jogo

Escalações Os dois treinadores abusam do mistério. Vanderlei Luxemburgo não terá o zagueiro Chicão, expulso contra o Internacional, e o volante Amaral, com três cartões amarelos. André Santos está tratando da rescisão de contrato. Samir, machucado, fica de fora e

“Acho que será um jogo decidido no detalhe, como a maioria dos clássicos. Os dois times sabem que não podem perder. O Flamengo quer sair de qualquer maneira da zona de rebaixamento e nós não queremos encostar na parte de baixo da tabela. Portanto, os dois entram pressionados, sem poder errar. Equilíbrio e tranquilidade serão fundamentais”, analisou o zagueiro Dória.

essa função”, disse. Rafael Sóbis será o único atacante escalado entre os titulares. No entanto, Jean e Cícero terão mais liberdade de chegar a frente e ajudar Wagner e Conca na criação. Outra mudança será o retorno do lateral esquerdo Carlinhos após cumprir suspensão contra o Santos.

FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-PR

SATIRO SODRE/GAZETA PRESS

NA ILHA

De ressaca, Galo visita Sport Os jogadores do Atlético-MG ainda comemoram o título da Recopa, mas terão que dar uma pausa na festa para pensar no Campeonato Brasileiro. O Galo visita o Sport, hoje (27), às 15h (de Manaus), na Ilha do Retiro e precisa vencer para não perder contato com os líderes. O desgaste pela sequência de jogos preocupa e o técnico Levir Culpi irá poupar jogadores para o jogo. O atacante Diego Tardelli, por exemplo, reclamou de cansaço muscular no jogo contra os argentinos na última quarta-feira, e deve ficar de fora. Luan, que se recuperou de contusão, vai ao jogo. Ronaldinho Gaúcho

deverá dar lugar a Guilherme. O capitão Réver também desfalcará o time contra o Sport. “O tempo para treinar foi de 15 a 20 dias (durante a parada da Copa do Mundo), e nem foi treino, porque fomos à China jogar. Com viagem no meio. Então, foi nessa parada da Argentina que fizemos alguns trabalhos técnicos e táticos. Mas é muito pouco para a grandeza do Atlético-MG. A qualidade do jogador que permite a vitória. Então, ainda está faltando o trabalho do técnico, encaixar o time”, observou Culpi. Logo após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Paysandu, o técnico do Leão,

Eduardo Baptista, já mira novamente a Série A. O armador Renan Oliveira e o atacante Leonardo pertencem ao Galo e, por questões contratuais, não poderão entrar em campo. O lateraldireito Patric e o volante Rithely não jogam. “Vitor entra no lugar de Patric. Ele teve uma pequena lesão, apenas um problema muscular, mas vinha em plena evolução física Isso está definido”, disse Baptista, prevendo dificuldades contra o Galo. “O Atlético-MG é complicado. Ronaldo não vem, mas entra o Guilherme. Se não vem, o Diego Tardelli, joga o Luan. A gente não enfrenta uma equipe e sim elenco”, concluiu.

FLUMINENSE–RJ

ANGELO PETTINATI/GAZETA PRESS

Sem desfalques, sem mudanças. Assim será o Furacão do técnico Doriva, que durante a semana teve mais tempo para acertar o time. Outra vantagem de não ter problemas para escalar o time está na manutenção do entrosamento. Sem um grande destaque individual, o Rubro-Negro tem mostrado força em todos os setores, aliando obediência tática e força física, fator que sobressai no segundo tempo das partidas, quando marcou a maioria dos gols. Pelo lado do Fluminense, o técnico Cristóvão Borges deve mudar o esquema tático da equipe. O atacante Walter, que vive um jejum de gols, deve dar lugar ao volante Valencia. O treinador destacou que a substituição não servirá para colocar os tricolores mais defensivos. Ele ressaltou a vocação ofensiva dos jogadores. “Desde que cheguei ao Fluminense é a primeira vez que jogo com volante de marcação. Nossa equipe é ofensiva, mas defende bem mesmo sem jogadores dessa característica. O Valencia faz isso bem também. Tem outros jogadores que podem fazer

RUANO CARNEIRO/GAZETA PRESS

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m jogo que promete muito. Assim será o duelo entre Flamengo e Botafogo, hoje (27), às 17h30 (de Manaus), no Maracanã, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além da grande rivalidade, o triunfo é fundamental para dar tranquilidade a ambos os times. O Botafogo respira ares mais tranquilos após a vitória de 1 a 0 sobre o Coritiba, que afastou o time da zona de rebaixamento. Porém, um novo tropeço, aliado ao atraso dos salários do elenco, pode esquentar novamente General Severiano. Já o Ninho do Urubu se transformou em um verdadeiro caldeirão após a goleada de 4 a 0 para o Internacional, que manteve o Flamengo na lanterna com sete pontos. O técnico Ney Franco caiu e Vanderlei Luxemburgo, que o substituiu, vai estrear. O lateral-esquerdo André Santos, agredido por torcedores, deve ter o contrato rescindido. A pressão política sobre o presidente Eduardo Bandeira de Mello também é enorme. Diante desse cenário, Luxemburgo tenta tirar a pressão de seus jogadores. “Sabemos que é um clássico, que é importante ganhar do Bo-

Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP) Atlético-pr: Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Natanael; Deivid, Otávio e Marcos Guilherme; Marcelo, Douglas Coutinho e Ederson. Técnico: Doriva Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Henrique e Carlinhos; Valencia, Jean, Cícero, Wagner e Conca; Rafael Sóbis Técnico: Cristóvão Borges

Atacante Luan começa entre os titulares na vaga de Ronaldinho Gaúcho, que será poupado


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Corinthians e Palmeiras fazem derby na arena

Não sei o que pode acontecer. Por isso, o que me interessa é ganhar. Sabemos a importância do jogo e a responsabilidade que temos Ricardo Gareca, técnico do Palmeiras

mesmo perdendo. Não sei o que pode acontecer. Por isso, o que me interessa é ganhar. Sabemos a importância do jogo e a responsabilidade que temos. Mas estamos tranqüilos”, disse. O Palmeiras realmente

ganhou alguma tranquilidade na última quarta-feira ao conquistar a primeira vitória sobre o comando de Gareca. Mas a equipe será bem diferente da que bateu o Avaí, já que vários jogadores foram poupados em Santa Catarina. Lúcio e Eguren, machucados, e William Matheus, liberado para acertar com o Toulouse, não estão à disposição. Wellington vai entrar na zaga, deslocando Marcelo Oliveira para a lateral esquerda. A dúvida está na formação, que pode ser um 4-3-3 com Mouche na frente ou um 44-2 com Josimar reforçando a marcação no meio. O Corinthians não tem propriamente dúvidas no esquema, com repetição do que deu certo contra o Bahia. Renato Augusto substituirá o suspenso Jadson, armando o jogo pela direita, com Petros na esquerda. Romero é o principal candidato a formar dupla de ataque com Guerrero, mas Romarinho, que costuma castigar o Palmeiras, pode ser acionado.

FICHA TÉCNICA CORINTHIANS-SP PALMEIRAS-SP Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE) Corinthians: Cássio; Fagner, Cleber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros e Renato Augusto; Romero e Guerrero Técnico: Mano Menezes Palmeiras: Fábio; Wendel, Tobio, Wellington e Marcelo Oliveira; Renato, Wesley e Felipe Menezes; Mouche (Josimar), Diogo e Henrique Técnico: Ricardo Gareca

O paraguaio Ángel Romero deve ganhar a vaga de Romarinho no ataque Alvinegro

Kaká jogará centralizado atrás do dois atacantes do São Paulo

BRASILEIRÃO

Na reestreia de Kaká, São Paulo busca reação O meia Kaká faz oficialmente seu primeiro jogo no retorno ao São Paulo hoje (27), às 15h (de Manaus), diante do Goiás. O jogador volta a defender a camisa do clube depois de 11 anos e já carrega a responsabilidade de ajudar o time a se reerguer neste Campeonato Brasileiro, depois da derrota em casa para a Chapecoense. O técnico Muricy Ramalho reorganizou a equipe para encontrar um espaço ao meia e considera natural a cobrança sobre ex-atleta do Milan. “Isso é uma coisa natural do futebol e da nossa vida, vai de acordo com seu peso. O cara tem um grande nome, e as pessoas cobram pelo que ele pode dar. Jogadores diferentes, como Kaká e Ronaldinho, são cobrados mesmo, mas estão acostumados com isso”, falou o técnico. Com a entrada de Kaká,

Osvaldo perde a posição no time, e o Tricolor deixa de atuar com três atacantes. Assim, a linha de frente passa a ser formada por Ademilson e Alan Kardec, enquanto Alexandre Pato segue no banco de reservas, e Luis Fabiano está vetado pelo departamento médico. Outra novidade na equipe é a entrada de Rafael Toloi, que voltou ao São Paulo depois de um período emprestado para a Roma (ITA). Com a entrada do defensor, Muricy Ramalho recolocou Rodrigo Caio no meio-campo e tirou Maicon do time. O Goiás tenta mesmo aproveitar a oportunidade de atuar em casa e tem mudanças nesta partida. O lateral-direito Moisés e os atacante Erik e Bruno Mineiro devem começar entre os titulares, desbancando Liniker, Tiago Real e Assuério.

NA ARENA

Grêmio reencontra Roth no duelo contra o Coxa Sem vencer em casa há dois jogos, o Grêmio entra em campo hoje (27) pensando na vitória não apenas para acabar com o jejum, mas para não deixar o líder Cruzeiro disparar. Com 19 pontos, o Tricolor Gaúcho já está há seis do primeiro colocado do Campeonato Brasileiro. O adversário na Arena será o desesperado Coritiba, atual penúltimo colocado, que terá no banco de reservas um velho conhecido: Celso Roth, técnico gremista em quatro oportunidades. O Grêmio tentará voltar a marcar gols em casa, algo que não ocorreu nos últimos dois jogos como mandante (empates em 0 a 0 com Palmeiras e Goiás). O fraco desempenho ofensivo, no entanto, é compensado com a melhor defesa do campeonato: em 11 jogos, o Grêmio sofreu apenas cinco gols. Lá atrás, o Tricolor terá todo mundo à disposição. Riveros chegou a sentir dores musculares, mas vai para o jogo. Quem não poderá atuar é o meia Alán Ruiz, contundido. Sua

ausência abre espaço para a estreia de Fernandinho, que já está regularizado junto à CBF e iniciará o jogo ao lado de Luan e Giuliano, na trinca de meias que tem como objetivo abastecer o centroavante Barcos. Arrancar pontos fora de casa virou uma missão obrigatória para o Coritiba, que desde a quarta rodada amarga um lugar na zona de rebaixamento, com apenas uma vitória conquistada na competição. A maior dificuldade é mesmo o setor de ataque. Enquanto Keirrison mostra dificuldades físicas, Zé Love e Júlio César tecnicamente estão devendo e o argentino Martinuccio, que chegou a pouco tempo, está fora de forma e de ritmo. “Nós temos que nos fortalecer e acreditar tem muita coisa para acontecer ainda. Essa confiança e a credibilidade de olhar na cara dos companheiros e ver que todo mundo está dando o melhor vai nos tirar dessa situação”, observou o volante Germano. LUCIANO LEON

ção aos outros”. Ele não faz questão de calar os torcedores da casa, desde que a pequena parcela visitante do público termine a partida festejando. “Não penso em calar torcedores. Às vezes, posso ganhar a partida e a torcida deles cantar da mesma forma,

FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS

A

partir das 15h (de Manaus), Corinthians e Palmeiras se enfrentarão pela primeira vez no Arena de Itaquera, a casa alvinegra, e os arquirrivais querem muito “manchar de verde” a festa dos donos da casa. “Será o rival eterno”, resumiu Elias, que, torcedor corintiano na infância e jogador alviverde nas categorias de base, sabe bem o que significa o confronto. Mano Menezes não tem a mesma percepção, mas admite o apelo diferente que este clássico tem para a Fiel. “O torcedor sempre participa desse tipo de jogo e quer sempre ganhar. Pela tradição, pela história e pelo simbolismo, é um jogo especial. A gente enxerga isso, sabe a importância que o torcedor vê. Também temos que buscar esse apetite”, comentou o treinador. O outro treinador tem visão semelhante. Ainda se habituando ao Palmeiras, o argentino Ricardo Gareca apontou “um jogo muito particular em rela-

MAUOR HORITA/GAZETA PRESS

A quase centenária história do maior clássico de São Paulo terá um capítulo importante na tarde de domingo

Atacante Fernandinho faz sua estreia pelo Tricolor Gaúcho


E8

MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014

Hamilton tenta recorde e encostar em Niko Rosberg C

om características que se assemelham ao circuito de rua de Mônaco, Hungaroring é uma pista sinuosa e técnica, onde se usa o máximo de pressão aerodinâmica e as oportunidades de ultrapassar são reduzidas. Disputada desde 1986, a prova é especial para os brasileiros, já que seu GP inaugural e o seguinte foram vencidos por Nélson Piquet. Ayrton Senna venceu a prova em três ocasiões (1988, 1991 e 1992), e Rubens Barrichello subiu ao lugar mais alto do pódio em 2002. Foi também na Hungria que Felipe Massa quase teve o fim de sua carreira decretado em 2009. Num grave acidente, o brasileiro foi atingido na cabeça por uma peça do carro de Barrichello, e teve de passar por longa recuperação antes de retornar às pistas. Do grid atual, apenas quatro pilotos já venceram o GP da Hungria. Lewis Hamilton está empatado com Michael Schumacher com o maior número de vitórias no circuito, quatro (2007, 2009, 2012 e 2013). Os outros são Jenson Button (2 vitórias), e a dupla da Ferrari, Fernando Alonso e Kimi Raikkönen, com uma vitória.

O retrospecto de quatro vitórias em seis anos de carreira na categoria, e o atual momento da Mercedes, colocam Hamilton como o grande favorito para a corrida deste domingo. “Eu não tenho uma explicação para as coisas terem ido tão bem aqui ao longo dos anos. É um grande circuito, e eu realmente gosto de guiar nele. Talvez meu estilo de pilotar se adapte melhor a ele do que em alguns outros circuitos. Talvez seja sorte, eu não sei. Vamos ver neste final de semana. Como vocês sabem eu não tenho tido muita sorte este ano. Se eu ainda estiver na frente então saberemos que não é sorte, mas sim meu estilo de direção”, disse Hamilton durante a semana. O britânico teve problemas com os freios dianteiros no classificatório do GP da Alemanha, na semana passada, o que lhe custaram um lugar nas primeiras filas do grid de largada. Hungaroring é uma pista exigente na questão da refrigeração dos freios, o que tem sido um problema recorrente na Mercedes. Williams crescendo As características do circui-

to devem amenizar a vantagem dos motores Mercedes sobre os demais, o que coloca a Red Bull, com motor Renault, e a Ferrari como fortes concorrentes. Mas quem vem despontando nas última etapas tem sido a Williams. Depois de um início de temporada decepcionante, a equipe parece ter ‘acertado a mão’ com o carro e os resultados estão aparecendo. O finlandês Valteri Bottas já ocupa a quinta colocação no mundial de pilotos, e, entre os construtores, a Williams deixou a Ferrari para trás em quarto e sonha com uma disputa com a Renault pelo segundo lugar na temporada. Para o brasileiro Felipe Massa, entretanto, a boa fase ainda não se traduziu em resultados. Com 30 pontos (61 a menos do que Bottas) e em décimo lugar na tabela, Massa se envolveu em acidentes na primeira volta dos últimos dois GPs, na Grã-Bretanha e Alemanha, e não marcou pontos. Bottas, por sua vez, conquistou um terceiro e um segundo lugares, respectivamente. O brasileiro, porém, está confiante nos progressos da equipe e acredita em um bom resultado já na Hungria.

AGÊNCIAEFE/FOLHAPRESS

A temporada 2014 da F-1 se prepara para as férias de verão, e fará sua última etapa antes da parada neste domingo, na Hungria

Britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, na pista da Hungria, durante os treinos de sexta-feira

Felipe Massa fala sobre a pista “Esta é uma pista onde um bom motor é um pouco menos importante. A aerodinâmica tem um papel maior e conseguir uma boa pressão para as curvas é vital. Nós trabalhamos duros para colocar o carro pronto

para este tipo de circuito, e se tudo funcionar nós ainda devemos ser competitivos. Eu espero conseguir marcar muitos pontos neste final de semana”, afirmou o brasileiro ao site oficial da F1. A largada do GP da Hun-

gria será às 8h (de Manaus). A previsão indica tempo instável neste domingo, com boas chances de chuva forte durante a prova, o que pode alterar significativamente o equilíbrio de forças.


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Pódio - 27 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu