MANAUS, DOMINGO, 25 DE JANEIRO DE 2015
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Com fome de
título
Fast e São Raimundo convivem com jejum de troféus no Campeonato Amazonense e esperam fazer do Barezão 2015 a virada para um novo tempo de vitórias. O tricolor investiu em atletas conhecidos da torcida, e o Tufão aposta na mescla de juventude e experiência. Pódio E4 e E5
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Sérgio DUARTE
O Rio Negro, EM MOMENTO ALGUM, vai abrir mão DE TOMAR A INICIATIVA do jogo
FOTOS: IONE MORENO
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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pós realizar campanha satisfatória com o Rio Negro na Segundinha do Estadual no ano passado, onde conseguiu recolocar o Galo da Praça da Saudade na elite do futebol baré, o técnico Sérgio Duarte foi o escolhido pelo presidente Thales Verçosa para continuar comandando a equipe no Campeonato Amazonense 2015. Com passagens por clubes de Portugal e da Escócia, o ex-volante conta ao EM TEMPO sobre sua experiência em trabalho com jovens, critica a falta de profissionalismo no futebol de base do Amazonas e fala sobre a expectativa de comandar o time do Rio Negro no Estadual.
O que pode ser esperar dessa mocidade aí é muita determinação. Você vê os garotos com foco, determinados, colocando garra. Um time que poderá perder jogos e vai perder com certeza, mas que vai perder com uma postura, com uma forma de jogar e procurando até o último minuto um resultado positivo
PÓDIO - Você é apontado como um treinador que sabe trabalhar com jovens talentos. Que tipo de experiência você já teve nas categorias de base? Sérgio Duarte - Minha experiência já começou mesmo em Portugal. Eu fiz parte das escolinhas de formação do União de Lamas e do Boavista, onde participei de todo esse processo. Quando retornei para o Brasil, mas especificamente para Manaus, fui coordenador da escolinha de futebol do Nacional. Então, comecei a me interar muito mais sobre esse assunto, fiz cursos voltados para esse trabalho e aí depois eu assumi também o juniores do Nacional, onde conquistei o título da categoria, inclusive, dois dos jogadores que estiveram naquele ano comigo estão hoje aqui, fazendo parte do elenco profissional do Rio Negro, que é o Rondinelli e o Marcelinho. E eu fui me aprofundando nisso. Comecei a acompanhar o Campeonato Amazonense de base e comecei a ver alguns valores nossos. PÓDIO – Como conhecedor da base local, por qual motivo você acha que poucos garotos chegam ao profissional? SD - É evidente que, como alguns ascenderam e chegaram agora a um nível profissional, outros infelizmente ficaram pelo caminho. A gente sabe que é difícil a carreira de jogador de futebol. É uma carreira ingrata e infelizmente, talvez porque esses atletas não tiveram o acompanhamento ideal de pessoas que realmente tinham algo bom para passar a eles, ficaram pelo caminho. Mas eu sempre acreditei e acredito que o nosso Estado tem grandes valores, jovens que têm potencial e muita qualidade para o futebol.
PÓDIO - Você passou muito tempo no futebol português. Qual a principal diferença entre o trabalho de base feito lá e aqui? SD - Em Portugal, os clubes num todo, seguem uma diretriz, uma metodologia de treinamento. Eles dizem que são escolinhas de formação. Um das diferenças que é notória, bem acentuada que nós não vemos aqui, é que lá, e eu acho que nos outros países da Europa também, os campeonatos realizados são em dimensões reduzidas, cinco contra cinco, sete contra sete, até você chegar em 11 contra 11. Isso é uma das diferenças que talvez o futsal nosso, de certa forma, esteja suprindo essa necessidade. Há jovens valores fazendo essa transição: iniciando no futsal e migrando para o futebol de campo. Assim, a gente revela grandes valores para o nosso futebol. E principalmente o apoio, a estrutura também. Lá, os escalões de formação de futebol dos clubes têm os locais devidos para treinar, tem todo um suporte, todo um apoio, coisa que infelizmente no nosso Estado não existe. PÓDIO - Tem a questão das pessoas que cuidam da base aqui, a gente nota que muitos não são qualificados para esse tipo de trabalho, cuidando desses garotos. Como você vê essa questão? SD - Eu acho que o mecanismo e até o projeto ideal deveria surgir de dentro dos clubes. Quem comanda a base deveria ter uma outra visão e saber que, é evidente que nem todos os profissionais que foram jogadores de futebol, que tiveram uma grande experiência no meio, serão grandes treinadores. Mas eu acredito que uma aposta nesse sentido, a qualificação nesse sentido, seria um dos caminhos. Hoje você vê aí, não costumo colocar determinadas situações por questões éticas, até para não estar comentando sobre outro profissional da área, mas o que a gente vê aí é que são pessoas que não tiveram essa experiência, não se aprofundaram de certa forma dentro do futebol especificamente, e hoje são essas pessoas que estão à frente de uma base, dos campeonatos de base do Amazonas. E o que a gente vê é que surgem muitos atletas, muitos jovens valores, mas que não há sequência. PÓDIO – E sobre essa questão da “obrigatoriedade” de ser campeão já na base? SD - Quando você fala em trabalho de base, você não fala só em títulos. Tem gente aí que
pode dizer que foi campeão tantas vezes no infantil, tantas vezes no juvenil, tantas vezes no juniores, mas a realidade é que quando você vai buscar quantos desses valores ascenderam a um nível profissional, você vai ver que a porcentagem é mínima. Eu acho que isso não conta para o nosso futebol. Categoria de base, escola de formação de futebol, é importante você produzir, trabalhar, sem queimar etapas, para que quando esses jovens cheguem ao profissional, eles estejam dentro de uma metodologia do clube, adaptados perfeitamente para aquilo que o clube trabalha no profissional. PÓDIO - Em relação ao Rio Negro, com o time montado para o Estadual. Até onde você acredita que essa equipe pode chegar? SD - É importante que a gente tenha ciência do trabalho que está sendo realizado. O Rio Negro vem trabalhando desde a base, disputou infantil, juvenil, juniores e teve agora o acesso à Série A usando muitos jogadores da base. Manteve uma equipe permanente trabalhando, jogadores entre 18 e 20 anos, e esses atletas fizeram parte do profissional, estão perfeitamente inseridos no plano de trabalho do Rio Negro e da comissão técnica para o profissional deste ano. É evidente que é uma competição que exige muito, apesar do nosso futebol não estar muito bem, mas é uma competição de alto rendimento. Você não pode entrar a 50%, 60% para uma disputa de um campeonato Estadual. Há clubes que estão um pouco à frente dos outros, em preparação, em tempo de preparação, em aspecto financeiro também, orçamento de atletas e comissão técnica, estrutura para treinamento, e outros clubes procuram fazer o melhor para trazer adaptações, para formar uma equipe dentro das limitações financeiras, procurar estrutura para ter um lugar onde trabalhar e isso conta muito. PÓDIO – Que tipo de trabalho você está fazendo com essa garotada do Galo? SD - Especificamente com o plantel que o Rio Negro formou e está formando, a gente tem que ter a noção que são jovens, alguns jogadores mais experientes em algumas posições, e a gente vai tentar fazer essa mescla para que a gente tenha uma equipe competitiva, que saiba se comportar dentro de campo, que saiba o posicionamento que tem de ter quando estiver com a posse da bola, posicionamento dos jogadores nas suas devidas posições, fazendo as coberturas que tem
de ser feitas, movimentações, aspectos táticos para, além disso, colocar em prática em prol do coletivo, a individualidade técnica, a cultura tática que eles possam estar assimilando, o condicionamento físico. É evidente que pode pecar um pouquinho em termos da maturidade, mas isso a gente vai procurar equilibrar com os mais experientes que estão no plantel. PÓDIO – Qual a expectativa para o Estadual? SD - A gente parte para esse campeonato com uma grande expectativa e com a esperança de fazer uma boa campanha no certame. A gente sabe das dificuldades, sabemos do potencial e da qualidade dos nossos adversários e vamos trabalhar muito em cima do que eles produzem nos jogos e tomando essas devidas precauções. Mas o Rio Negro, em momento algum, vai abrir mão de tomar a iniciativa do jogo, em ter a iniciativa de atacar. São rapazes que tem potencial, que estamos trabalhando tanto físico, técnico e tático, como também a parte psicológica para que eles se sintam totalmente a vontade nos jogos. PÓDIO - Qual o ponto forte do Rio Negro e o que ainda pode ser melhorado até a estreia no Estadual? SD – A característica de times que eu trabalho são equipes que sabem se posicionar muito bem em campo, independente da estratégia que a gente utiliza, da formação tática. Uma característica das equipes que eu trabalho é isso, exijo muito nesse sentido e procurar conciliar essa formação, esse posicionamento, com a capacidade técnica de cada jogador. Eu não vou tirar a liberdade de nenhum jovem desse, pelo contrário. Falo sempre nas minhas preleções que eles devem ter alegria para jogar, responsabilidade sim, mas ter alegria para jogar. Tem determinados momentos em que a gente tem que ser um pouquinho mais objetivo e jogar mais simples. Mas eles têm total liberdade para driblar no momento certo, em áreas que não levem perigo a nossa defensiva, para tomarem todas aquelas atitudes que são normais num jogador de futebol dentro de campo. O que pode ser esperar dessa mocidade aí é muita determinação. Você vê os garotos com foco, determinados, colocando garra. Um time que poderá perder jogos e vai perder com certeza, mas que vai perder com uma postura, com uma forma de jogar e procurando até o último minuto um resultado positivo.
É evidente que, nem todos os profissionais que foram jogadores de futebol, que tiveram uma grande experiência no meio, serão grandes treinadores
Categoria de base, escola de formação de futebol, é importante você produzir, trabalhar, sem queimar etapas, para que quando esses jovens cheguem ao profissional, eles estejam dentro de uma metodologia do clube, adaptados perfeitamente para aquilo que o clube trabalha no profissional
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Gustavo: mais uma joia da Princesinha do Solimões THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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os últimos anos, a cidade de Manacapuru entrou de vez no cenário futebolístico brasileiro. Primeiro, a equipe do Princesa do Solimões venceu o Campeonato Amazonense de 2013 garantindo assim, uma vaga para a Copa do Brasil de 2014 e o direito de representar o Estado no Campeonato Brasileiro da Série D. Logo em seguida, o filho ilustre da cidade, Marcelinho, meio-campo do time búlgaro do Ludogorets, marcou o primeiro gol da história do time na fase de grupos da UEFA Champions League em cima do badalado Real Madrid (ESP). Em 2015, quem quer deixar seu nome na registrado é o jovem atleta Gustavo Costa. Com apenas 19 anos, o meia-armador foi contratado pelo Mogi-Mirim e participará do Campeonato Paulista com grandes chances de ser titular. O atleta começou a sua carreira na escolinha do Princesa do Solimões. Contando com o apoio de seus familiares, Gustavo conquistou com o Tubarão, os títulos amazonenses nas categorias sub11, sub-15 e sub-17. Apesar disso, sua primeira chance fora do Estado apareceu aos 14 anos, quando ele foi artilheiro do campeonato goiano sub – 18 com nove gols, defendendo o Crixás. “A oportunidade apareceu quando meu treinador Luiz me levou para Goiânia (GO) para atuar pelo Crixás. Pela equipe, disputei o campeonato goiano sub-18, mesmo tendo apenas 14 anos. Joguei muito bem e consegui ser o artilheiro do time com nove gols. Isso me deu confiança e abriu espaço em outras equipes do país. Porém, no momento, preferi voltar para minha cidade. Precisava amadurecer um pouco para não errar na carreira”, explicou o atleta que é canhoto e tem como ídolo o argentino Leonel Messi. O grande sonho no futebol? Jogar em um clube grande do Velho continente. Por coincidência, Gustavo é irmão mais novo de Marcelinho. O jovem meia afirmou que pensa em um dia jogar junto com seu irmão, porém, isso não é prioridade em sua carreira. “É um sonho que eu tenho. Pretendo um dia jogar do lado do meu irmão. Meu pai até brincava que um dia agente
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Aos 19 anos, o meio-campo Gustavo se destaca no futebol paulista e se prepara para disputar estadual pelo Mogi-Mirim ia jogar junto, mas deixo nas mãos de Deus, porque ele sabe de tudo”, revela o atleta. Currículo vitorioso Apesar da pouca idade, o currículo de Gustavo é invejável. Com apenas 19 anos, o meiocampo começou no Princesa do Solimões, clube de sua cidade natal. Lá, ele conquistou todos os títulos estaduais da categoria de base. Aos 14 anos, ele foi emprestado para o Crixias (GO) e logo depois foi para o Mogi Mirim. Após se destacar na equipe que tem como presidente o ex-jogador Rivaldo, o garoto amazonense foi atuar pelo Santos. Na Vila Belmiro, Gustavo ficou dois anos e conquistou uma Copa do Brasil Sub-20 e no ano passado, levantou o troféu da Copa
AGORA NÃO
O meio-campista afirmou que diante do atual cenário, não projeta atuar no futebol amazonense, pelo menos nos próximos 15 anos. No final da carreira, ele diz que pode atuar no Estado ao lado do irmão Marcelinho São Paulo de Futebol Júnior, torneio mais tradicional do Brasil à nível de base. Querendo se profissionalizar, o atleta aceitou o desafio de voltar para o Mogi Mirim no meio de 2014 para a disputa da Série C. Com muito esforço coletivo, a equipe conseguiu o acesso para a segunda divisão. Na atual temporada, Gustavo já se prepara para a disputa do Campeonato Paulista. Em período de pré-temporada, o jovem revelou segredos na preparação e do seu futuro no futebol. “O ano vai ser bom. Estou me preparando para a disputa do Paulistão e o campeonato brasileiro da Série B. A prétemporada está boa e bem intensa com trabalhos físicos e com bola também. Estamos ficando bem fisicamente, porque sabemos o quanto é importante está pronto para um campeonato como o Paulistão. A minha expectativa é fazer um ótimo campeonato. É muito bom estar entre os grandes. Sabemos que o Paulistão é uma vitrine, porque é um campeonato muito difícil. Não tem time bobo, mas estamos focados no nosso objetivo”, disse.
Gustavo atuando contra o São Caetano
Meia sendo marcado de perto pelo adversário
Jogador no treino no estádio do Guarani
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Sai, jejum! Discurso de Fast Clube e São Raimundo é o mesmo: voltar a dar alegrias ao torcedor. Neste terceiro raio-x do Barezão 2015, confira o que Rolo Compressor e Tufão da Colina estão aprontando para acabar com incômodo hiato de títulos Cícero Júnior Willian D’Ângelo Web Rádio EM TEMPO
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orcedor de clubes ama vitórias e títulos, mas deve saber conviver com o espírito do futebol: nem sempre se ganha. Nem sempre se conquista. Os fãs de Fast Clube e São Raimundo sabem bem o que é ficar sem levantar uma taça já há algum tempo. O primeiro, não triunfa no Barezão desde 1971. O segundo, desde 2006. Ambas as equipes têm uma história de grandes conquistas dentro do futebol amazonense. O Fast já foi time de Série A, campeão da Taça Norte em 1970, venceu grandes clubes brasileiros, como o Fluminense em pleno Maracanã, além do histórico empate frente ao Cosmos de Nova York (jogo onde Vivaldão teve o seu maior público de todas as épocas). A equipe dos Estados Unidos tinha em seu elenco ninguém mais, ninguém menos que Pelé. Já o São Raimundo teve seu “boom” no final da década de 90 e início dos anos 2000 e, além de um acesso à Série B, foi tri-campeão do norte do Brasil, terceiro lugar na extinta Copa Conmebol entre outros resultados expressivos que contribuíram para o nome do clube ganhar destaque a nível nacional. Tufão e Rolo Compressor têm outra coisa em comum: experimentaram um certo declínio em sua história. O Tufão foi rebaixado no
Brasileirão da Série B e, depois disto, acumulou participações modestas no certame local. Tão modestas que quase foi rebaixado em 2014. O Fast Clube teve entre o início da década de 90 até o início dos anos 2000 seus piores momentos no Barezão e, apesar de ter montado elencos competitivos desde então, não conseguiu, ainda, retomar o caminho dos títulos. Ambos os times lutam para mudar esta realidade e prometem força total para erguer a taça.
APOSTA
O Fast apostou em Rodrigo Novaes para comandar o departamento de futebol. Antes do início do ano, o mandatário saiu na frente e anunciou uma lista de reforços com nomes conhecidos do torcedor amazonense Fast Clube Detentor de seis títulos no Campeonato Amazonense, sendo o último deles ganho em 1971, o Fast Clube vai em busca da quebra do jejum com uma lista de bons reforços para a temporada de 2015. Entre os principais nomes do Rolo Compressor está o atacante Charles (artilheiro da Série B 2014, com 8 gols) que pretende rever os tempos de sucesso com Felipe. Em 2010 no América, eles formaram dupla no Campeonato Brasileiro. O retorno de Rosembrick tam-
bém anima os tricolores. Além destes, o time do técnico Ney Junior contará com vários nomes experientes e conhecidos do torcedor amazonense, como Amaral (Lateral-direito), Márcio Abrahão (Zagueiro), Ediglê (Zagueiro), Rondinelli (Volante), Rodrigo Ítalo (Lateral-esquerdo) e Michel Parintins (Meia). Para o gol o time contará com o goleiro Zé Carlos, campeão paraense pelo Paysandu em 2013. Outro bom nome do Tricolor de Aço para a disputa do Barezão, é o meia Da Silva, que traz na bagagem passagens pelas categorias de bases do Grêmio (RS), Internacional (RS) e seleção brasileira. O Rolo Compressor estreará em casa, no Estádio da Colina, no dia 21 de fevereiro, contra o Esporte Clube Iranduba, ás 15h. Com currículo Após ter jogado em várias equipes do país e do exterior, o experiente zagueiro Ediglê está de volta ao futebol amazonense. Aos 36 anos tem no seu currículo o título de campeão da Taça Libertadores e mundial Interclubes pelo Internacional (RS), em 2006. O atleta jogou também no exterior, defendendo o Marítimo, clube intermediário de Portugal, da Ilha da Madeira, que chegou a se classificar para a Copa da UEFA. Ediglê passou pelo Nacional em 1998 e 2013, mas se projetou realmente com passagens pelo Flamengo, Portuguesa e Náutico .
Jogos do São Raimundo: 21/02: 28/02: 07/03: 12/03: 14/03: 21/03: 28/03: 01/04: 04/04: 11/04: 19/04: 22/04: 27/04: 03/05: 09/05: 16/05: 20/05: 23/05:
Nacional Borbense x São Raimundo São Raimundo x Princesa do Solimões Operário x São Raimundo São Raimundo x Nacional São Raimundo x Penarol Fast x São Raimundo São Raimundo x Rio Negro Iranduba x São Raimundo Manaus x São Raimundo São Raimundo x Nacional Borbense Princesa do Solimões x São Raimundo São Raimundo x Operário Nacional x São Raimundo Penarol x São Raimundo São Raimundo x Fast Rio Negro x São Raimundo São Raimundo x Iranduba São Raimundo x Manaus
Elenco do Tufão da Colina: Goleiros: Julião, Leandro, Henrique Laterais: Getúlio, Gílson Zagueiros: Alex Amaro, William, Uílton, Ferreira Volantes: Carlos, Max, Fernando Júnior, Adonias, Felipe Eduardo Meias: Diego, Alisson, Joaldo, Atacantes: Thomas, Rogério Abreu, Marinho, Jaiminho, Mata-boi, Maikinho Treinador: Eduardo Clara
Marinho é a aposta de gol da diretoria do São Raimundo
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Jogos do Fast Clube 21/02: 28/02: 07/03: 11/03: 14/03: 21/03: 29/03: 02/04: 04/04: 11/04: 18/04: 21/04: 25/04: 02/05: 09/05: 16/05: 21/05: 23/05:
Fast x Iranduba Manaus FC x Fast . Fast x Clube Nacional Borbense Fast x Princesa do Solimões Operário x Fast Fast x São Raimundo Penarol x Fast. Fast x Nacional. Fast x Rio Negro. Iranduba x Fast Fast x Manaus Nacional Borbense x Fast Princesa do Solimões x Fast Fast x Operário São Raimundo x Fast Fast x Penarol Nacional x Fast Rio Negro x Fast
Elenco do Rolo Compressor Goleiros: Zé Carlos, Dida e Bruno Saú Laterais: Amaral, Jamerson, Rodrigo Ítalo, Xavier Zagueiros: Ediglê, Thiago Brandão, Márcio Abraão, Bigu, Thyago Brandão, Wilian Volantes: Souza, Lê, Rondinelle, Roberto Dinamite e Wilker Meias: Rosembrick, Michel, Da Silva, Alessandro Toró e Smith Atacantes: Charles, Felipe, Roma, Deivid Macedo, Eliélton, Dennis Richard Treinador: Ney Júnior O lateral-direito Amaral, o zagueiro Ediglê e o atacante Felipe foram apresentados à torcida antes da virada do ano
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FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Tufão quer voltar a ser forte Com sete títulos estaduais, o Tufão não tem soprado forte como nos anos de glória. Ano passado, com um time muito limitado e montado às pressas, além de sofrer com a ausência de um local fixo para treinar e mandar seus jogos no interior do estado, se viu jogando na última rodada contra o Sul América, em um clássico Galo-preto para ser esquecido: o time lutava contra o rebaixamento e, graças a um gol no finalzinho, conseguiu se safar da degola. Alívio por um lado, reflexão e dúvida para 201. Como viria o São Raimundo em 2015? Para alguns, um time apenas para competir sem grandes êxitos, para outros um forte candidato ao rebaixamento, ainda mais quando inicialmente se divulgou uma folha salarial bem abaixo do tamanho do time. “Ledo engano”, afirma Josildo Oliveira, diretor de futebol. “Nosso time é muito competitivo e trouxemos excelentes jogadores. O São Raimundo vem para ganhar o título! Este São Raimundo vai surpreender muita gente!”, aposta o dirigente. Com um elenco que mescla juventude e experiência e que aposta em nomes conhecidos da torcida, o Tufão espera devastar os adversários rumo ao título. Tendo promovido alguns atletas das categorias de base, o time do São Raimundo possui uma média de idade 23 anos, tendo os atacantes Marinho e Rogério Abreu como os únicos acima dos trinta anos (36 e 33 respectivamente). Abreu, aliás, volta ao clube depois de ter jogado apenas uma vez com a camisa do alviceleste em 2013 e é a grande promessa de gols do clube. Além dele, o São Raimundo aposta mais uma vez na experiência e no competente trabalho de Eduardo Clara, que há dois anos levou o time à semifinal do primeiro turno do Campeonato Amazonens e contra o Fast. Para
Getúlio é um dos remanescentes da temporada 2014
Clara, este retorno em específico terá um sabor diferenciado: “Agora o São Raimundo está melhor estruturado. Temos a Colina onde mandaremos nossos jogos e treinaremos. Não precisaremos ir de um lado a outro para jogar por falta de estádio”, afirma. Com moral Se o ano passado não foi bom para o São Raimundo, pelo menos serviu para revelar um jogador conhecido pela garra e chute forte. Getúlio, sem dúvidas, caiu nas graças na torcida depois do gol contra o Fast no certame de 2014. Desde então, o lateral-direito tem sido uma referência de garra e fôlego do Tufão. Com passagem recente pelo Gavião FC do Pará, já chegou marcando gol; foi dele o primeiro tento na vitória contra o Nacional em jogo amistoso realizado no último sábado (18). Assim como o rival Fast Clube, o São Raimundo se reforçou na diretoria: Sassá saiu das arquibancadas para se tornar o diretor de futebol adjunto e trabalhará pesado
MESCLA
O técnico Eduardo Clara comandará um time jovem, com média de idade de 23 anos, mas terá à disposição atletas experientes como Marinho, Rogério e Getúlio, que atuou no time em 2014 junto com Josildo Oliveira para reerguer o clube. As participações constantes em reuniões de diretoria abriram as portas para o entusiasta torcedor do Tufão. Fora das arquibancadas, ele admite muita felicidade em poder contribuir com o que ele chama de O grande recomeço. “Meu entusiasmo como torcedor me auxiliará a fazer meu trabalho como diretor adjunto do departamento de futebol com muito carinho, mantendo, é claro, os pés no chão”, afirma. Assim como Josildo, Sassá é enfático em afirmar que o jejum sãoraimundense vai chegar ao fim. “Montamos um elenco competitivo para calarmos muitos que não acreditavam no nosso potencial. Esse será o grande recomeço de um time grande”, conclui o mandatário. Além de Sassá, o Tufão promete anunciar uma grande empresa que cuidará do marketing do clube. “É uma empresa que já cuida de grandes equipes da série A. Manteremos em sigilo até o momento exato quando anunciaremos a todos.”, afirma Josildo Oliveira.
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A pesca esportiva começa a atrair adeptos no Amazonas que lutam para mudar a mentalidade da maioria dos pescadores do Estado. O mais importante aqui é sentir a sensação de fisgar o peixe e depois soltá-lo com o mesmo prazer FOTOS: DIVULGAÇÃO
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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brincadeira virou esporte sério. Alem disso, ajuda a preserva a natureza. Essa é mentalidade da pescaria esportiva. A modalidade é popular no mundo inteiro e está, a cada dia, movimentando mais os praticantes do Amazonas. Diferente da pescaria normal, na esportiva, todo peixe fisgado acaba sendo devolvido para o rio. Assim, nunca faltará o item mais importante do esporte. Para organizar a pratica do esporte no Estado, o empresário Chrystiano Souza, 28 criou o grupo Baquara Team em 2013. Baquara é uma palavra indígena que significa esperto. Para o presidente, tudo o que um pescador necessita é ser esperto. O grupo começou com cinco pessoas, mas hoje, já tem 20 integrantes. Vale lembrar também, que o Baquara só pratica a pesca esportiva. Assim, todo peixe pescado é devolvido logo em seguida. “Geralmente pescamos no Amazonas e em Roraima, porque são nesses estados que encontramos o tucunaré. Esse é o nosso peixe preferido. No Estado, existe uma organização de pesca esportiva, mas ainda é muito fraca. Posso te afirmar que apenas 10 por cento dos pescadores do Estado são esportivos. O resto mata e leva para casa”, revelou o pescador que ainda afirmou que a maior dificuldade que a modalidade encontra no Amazonas é a falta de fiscalização por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Re-
nováveis (Ibama). Pouca fiscalização “A fiscalização é mínima aqui. Você vai a qualquer interior e se depara com os lagos recheados de redes e com barcos de pescas. Depois, vemos na Feira da Panair, um monte de peixes estragados”, ressaltou Chrystiano que acredita que ainda precisa chegar ao Amazonas a consciência sobre a
SIGNIFICADO
O nome do time foi dado pelo presidente do grupo, Chrystiano Souza. Pesquisando palavras indígenas, ele descobriu que Baquara significa alguém que é esperto, que é um dos principais atributos de um bom pescador pescaria esportiva. “Sinto uma sensação melhor quando solto o peixe do que na hora que pego. Você se sente conectado com a natureza. Você a respeita e se sente respeitado. Antigamente, para pegar um tucunaré grande, bastava ir em municípios próximos da capital, agora, tem que ir longe para isso. Falta conscientizar. Isso é muito mais difundido no Sul e Sudeste do Brasil. Lá, eles já abraçaram a causa. Aqui, está crescendo, mas precisa melhorar muito”, afirmou o presidente do Baquara que ainda fez um convite para todos os interessados na modalidade. Para entrar em contato com o grupo, basta acessar o instagram Baquara Team, ou o canal no Youtube com mesmo nome.
Paixão pelo esporte herdada da família É normal encontrar nos rios amazônicos crianças pescando com seus pais ou avós. Foi justamente assim que o pescador esportivo, Fabio Hada, o Japa, 30, começou a praticar o esporte. O apaixonado pela modalidade, conta que seu tio quem o incentivou a gostar da modalidade. A partir daí, ele foi gostando e aprendendo mais sobre o esporte e a natureza. “Comecei a pescar com o meu tio. Tinha oito anos. De tanto ir com ele, acabei pegando o gosto e me apaixonei. Esporte para mim só a pescaria e o dominó. A sensação que muitos sentem com o futebol, eu sinto com a pesca esportiva. Não tem como explicar a
Chrystiano Souza aliou a paixão pela pesca com o prazer de estar com os amigos e criou o Baquara Team em 2013
sensação de fisgar um peixe. Posso comparar a sensação de pegar um peixe grande com a de fazer um gol na final de um campeonato”, afirmou. Seu parceiro nas aventuras é Chrystiano. Como seu amigo, a paixão de Chrystiano também vem de berço. Segundo o presidente da Baquara Team, seu pai foi quem o ensinou todos os segredos do esporte. Para ele, a pescaria começa muito antes de entrar no bote. A adrenalina já começa a subir ainda na fase de planejamento. “Geralmente, demoramos um mês para decidir quando e para a onde vamos pescar. Porém, já decidimos em um dia e fomos no dia seguinte. Isso só é possível quando o
local é perto. Mas se quiser pegar peixes grandes, temos que ir para longe, pois está muito difícil nos arredores de Manaus”, observa. Brincadeira cara Vara, carretilha e isca. Esses são os materiais indispensáveis para um pescador. Pode parecer poucos, mas o custo varia e pode ficar ‘salgado’. Chrystiano explica que o que encarece a modalidade é a carretilha, que pode chegar a custar cerca de R$ 4 mil. “Uma carretilha, você encontra de R$ 200 à R$ 4 mil. Isso varia muito de sua qualidade e durabilidade. A vara é mais barata, mas as customizadas pode sair por
R$ 2 mil. O resto, linha e isca, você compra barato. Apesar disso, um material bom pode durar anos. Tudo depende da manutenção e dos cuidados do usuário”, revelou. Outra despesa que o pescador terá é com o bote. Geralmente, ele já alugará junto com a pousada. No interior do Amazonas, um pacote de uma semana de pescaria em pousadas em Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, não sai por menos de R$ 5 mil. “Não é um esporte barato. Realmente, tem que amar. Porém, a sensação vale a pena e é uma modalidade para toda a família. Vemos de criança até idosos praticando e curtindo a pescaria esportiva”, concluiu.
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Pesca movimenta a economia do interior “O bom pescador é aquele que pega o peixe e logo em seguido o recoloca no rio”, afirma Chrystiano. Para o presidente do Baquara, hoje, o peixe é mais valioso no rio do que dentro de uma geladeira. Para “Japa”, a economia de municípios como Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro está sendo sustentada pelo esporte. “Muitos pescadores viraram guia de pesca esportiva e aumentaram renda mensal com isso. As pousadas desses municípios estão lotados o ano inteiro, justamente pela pesca. O Amazonas e Roraima são o centro mundial da pesca do tucunaré. Vem turista do mundo inteiro para pescar nos rios amazônicos. Então, o peixe vivo é mais valioso que o morto. Se preservarem e adotarem essa mentalidade, vão ter turistas por muito tempo”, deu a dica.. Mulheres no esporte Apesar de ser considerado um esporte de homem, a freqüência de mulheres que praticam a pesca esportiva vem aumentando no Brasil. No Amazonas, não poderia
ser diferente. Para “Japa”, o que explica esse aumento é a sensação de liberdade que o esporte dá para os praticantes. “O esporte é pesado mesmo. Geralmente, pegamos seis horas de estrada e mais duas
Muitos pescadores viraram guia de pesca esportiva e aumentaram renda mensal com isso. As pousadas desses municípios estão lotados o ano inteiro Fábio “Japa” Hada, pescador esportivo
de bote para chegar ao ponto de pesca. Temos que descarregar os materiais e recolher o bote. Às vezes, dormirmos na floresta. Isso tudo espanta as mulheres, porem, já está mudando essa realidade. Isso é cultural. Depende muito do apoio que os pais dão para as crianças.”, lembrou Japa.
Fábio “Japa” Hada é um apaixonado pela pesca esportiva Registro feito no último encontro do Baquara Team, em dezembro
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Quem vai ser o grande
campeão? São Paulo e Flamengo se enfrentam pelo torneio Super Series na tarde deste domingo na Arena da Amazônia
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este domingo, saberemos quem será o grande campeão Super Series. São Paulo e Flamengo se enfrentam às 15h na arena da Amazônia. O torneio amistoso está servindo de preparação para as equipes que estão em período de pré-temporada. Mesmo a forte chuva que caiu na última sextafeira (23) não impediu que o elenco do Flamengo treinasse no Estádio Ismael Benigno, a Colina. Após vitória sobre o Vasco na primeira partida do torneio, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo passou a focar no treinamento de finalizações. Apesar das boas atuações contra o Shakhtar Donetsk e Vasco, o rubronegro carioca sofreu para marcar gols. Pensando nisso, por mais de uma hora, os atletas do Flamengo treinaram finalizações. Com isso, quem trabalhou foram os goleiros César e Paulo Victor.
Apesar de ser um treinamento, o público que marcou presença na Colina. Para o jogo deste domingo, Luxemburgo não deve mudar no time que iniciou o Clássico das Multidões. O único susto que o treinador levou foi no treinamento da manhã de sexta, quando o atacante Nixon não participou da atividade e apenas correu ao redor do campo, porém, foi confirmado pelo departamento técnico. A partida contra o São Paulo é considerada importante para o técnico, porque pode garantir o primeiro titulo do ano, apesar de ser de uma competição amistosa. “Vencer sempre é bom. Não importa se é torneio amistoso ou não. Estamos enfrentando equipes grandes e esse título vai ser importante para dar moral para o restante da temporada. A torcida acolheu muito bem os jogadores e isso motiva mais ainda para a partida”, afirmou Luxa. Pelo lado paulista, o time terá uma novidade fora das quatro linhas. Com o problema de saúde de Muricy Ramalho, que está internado no Hospital São Luiz, na capital paulista, o São Paulo será comandado, mais uma vez , pelo auxiliar Milton Cruz. Essa partida será o segundo
teste da temporada após duas intensas semanas de treinamentos no CT da Barra Funda. A expectativa é a melhor possí-
v e l , principalmente porque foi mantida a base que reagiu no segundo semestre de 2014 e terminou com o vice-campeonato brasileiro. Seis reforços chegaram, dos quais quatro viajaram para Manaus: os laterais Bruno e Carlinhos, o volante Thiago Mendes e o atacante Cafu. Mesmo com a mudança no comando técnico, o São Paulo apostará no esquema que deu certo no final do ano passado, com Alan Kardec e Luis Fabiano na frente. Michel Bastos será o substituto de Kaká, Dos quatro reforços, os laterais Bruno e Carlinhos começarão como titulares.
Luis Fabiano volta a Manaus para atuar pelo São Paulo após 12 anos