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Pódio - 23 de agosto de 2015

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Ex-jogador do São Raimundo, Neto assumiu recentemente o cargo de auxiliar técnico de Paulo Morgado no Nacional. Ele quer aproveitar a oportunidade para ganhar experiência e, em breve, treinar uma equipe. Pódio E2

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

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RAIMUNDO VALENTIM

Neto

‘Encerro minha carreira em 2016’

Agora tenho que pensar como auxiliar. Pensar diferente. É outra visão de jogo, outra atitude, saber como dialogar com os jogadores e motivar cada atleta. Tenho que perceber como cada atleta está. Fico feliz por contribuir também nessa posição e já planejar meu futuro como treinador no Amazonas”

RAIMUNDO VALENTIM

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le chegou ao Amazonas no final dos anos 1990 para defender as cores do São Raimundo. Rapidamente conquistou a torcida do Tufão da Colina com seus dribles, assistências e gols. Ajudou nos históricos títulos da Copa Norte e no acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro. Depois, ainda atuou no arquirival Nacional, antes de virar ídolo das torcidas do Chaves e Santa Clara em Portugal. Lá, ganhou o apelido carinhoso de “Pé de Anjo”. Estamos falando do meia Julião Antonio de Sousa Neto, ou simplesmente Neto. Aos 38 anos, o talentoso jogador aceitou o desafio de voltar ao São Raimundo para a disputa do Campeonato Amazonense de 2015. Em sete partidas, Neto marcou cinco gols e deu duas assistências. Por conta de uma lesão muscular, ficou de fora dos últimos jogos que tiraram o time da briga pela classificação. Apesar disso, Neto entrou na seleção do Estadual. Neste segundo semestre, aproveitando as férias forçadas do futebol amazonense, o camisa 10 aceitou um novo desafio: ajudar o treinador Paulo Morgado na missão de levar o Leão da Vila Municipal ao acesso para a Série C, dessa vez, fora de campo. Neto virou auxiliar técnico do português que assumiu o cargo de treinador após a saída de Aderbal Lana. Em um bate-papo descontraído, a equipe do PÓDIO conversou com Neto que comentou o novo cargo e seu futuro no futebol.

PÓDIO – Como surgiu a oportunidade de participar deste projeto do Nacional na Série D? NETO – Essa é uma experiência nova. Graças a Deus, tive o privilégio de ser convidado pelo treinador Paulo Morgado para participar deste projeto. Ele que entrou em contato comigo e espero ajudar com a minha experiência os jogadores. Isso é importante para a minha carreira. Fico feliz por estar contribuindo neste momento. Temos que evoluir na competição e espero que o Nacional consiga melhorar o desempenho nas partidas. PÓDIO – Conseguiu conversar com os jogadores e passar um pouco de sua experiência? N – Consegui conversar com alguns jogadores que não vinham sendo utilizados em todos os jogos. Senti que, com essas mudanças, os jogadores já mudaram a atitude nos treinamentos e querem buscar essa classificação mesmo sendo difícil, mas temos que pensar pelo lado positivo. Os jogadores devem colocar na cabeça que há possibilidade de classificar, e trabalhar para conseguir. Vamos mostrar força durante as partidas para lutar até o final. Essa equipe ganhou o Estadual e não desaprendeu a jogar. Eles devem pensar no presente e tem sim, a possibilidade do Nacional se classificar. PÓDIO – Ter trabalhado com parte da comissão técnica facilita nessa nova missão? N – Ajudou muito. Conheço o Iuna há muito tempo e o Paulo Morgado há uns 2 ou 3 anos. Esse é o momento de estarmos unidos para fortalecer dentro de campo, sempre sendo transparentes um com o outro, que é o mais importante. Vamos

dialogar e auxiliar um ao outro. Muitas vezes, encontramos comissões em que os membros não se comunicam e acabam fracassando. Vamos fazer de tudo para que as coisas fluam nos dias dos jogos. PÓDIO – Como avalia o seu ano de 2015? N – Foi um ano maravilhoso. Tive a oportunidade de atuar em uma equipe onde me identifico. Isso é importante. Voltei ao São Raimundo justamente para ajudar aos companheiros que lá estavam. Fui feliz. Joguei sete jogos e fiz cinco gols. Então, estava em um ritmo forte. Isso me ajudou muito. Mesmo parado, ainda treinava. Faltava apenas o trabalho de bola. Infelizmente, me lesionei e vi que faltou a preparação física adequada para a competição, mas foi bom enquanto estive ajudando os companheiros dentro de campo como atleta. Agora, é pensar no futuro e esquecer o passado. Fico feliz por ter percebido que tenho qualidade para estar em campo contribuindo como foi no São Raimundo. Agora, tenho que pensar como auxiliar. Pensar diferente. É outra visão de jogo, outra atitude, saber como dialogar com os jogadores e motivar cada atleta. Tenho que perceber como cada atleta está. Fico feliz por contribuir também nessa posição e já planejar meu futuro como treinador no Amazonas. Esse grupo é forte e já tem calendário para o ano que vem. PÓDIO – Qual a importância deste acesso, se vier, para o futebol amazonense? N – Muito importante o time ter esse pensamento de chegar à Série C e ir subindo. Todo jogador almeja buscar o título. Ninguém entra numa competição pensando na vice-colocação. Com a equipe do Nacional não é diferente. Todos os jogadores

estão com esse pensamento de subir, porque vão ficar na história do clube e no currículo de cada um. Isso é importantíssimo. Quando você procura um jogador, sempre procurar saber os títulos que ele ganhou. Eles sabem disso e creio que querem deixar essa marca no Nacional. Primeiro, temos que passar dessa etapa e ir subindo etapas. Ela (equipe) está se preparando desde o começo o ano. Eles (jogadores) têm potencial para chegar e espero que esse plantel dê o retorno que os torcedores esperam. PÓDIO – Em 2016, você volta ao São Raimundo? N – Não sei ainda. O futuro só a Deus pertence. Vou procurar concentrar nos jogos pela equipe do Nacional. Torcer muito para que os jogadores consigam o objetivo que é subir junto com a comissão e diretoria. Pensar no futuro é cedo, mas há uma possibilidade. Vamos estudar bastante e ver se ainda tenho condições de atuar ano que vem. Já programei que encerro minha carreira em 2016, mas não tem clube ainda. PÓDIO – Levará muitas amizades do futebol? N – Fiz muitos amigos por onde passei. Sempre procurei ser honesto e transparente com os meus colegas, mas nunca agradamos a todos. Procurei fazer amizades que andam comigo e até hoje, me comunico com jogadores que atuaram comigo em outros times. Essas não são aquelas passageiras, mas verdadeiras que podem contar quando precisamos. É importante fazer amizade, porque não sabemos o dia de amanha. Nunca tive problemas com outros jogadores. Isso que realmente importa. PÓDIO – Qual foi o melhor treinador com quem

trabalhou? N – Não teve um específico. Tive vários treinadores bons, como o Aderbal (Lana), que me ajudou muito no meu começo de carreira. Me ajudou como atleta e pessoa. Sempre cobrou o máximo nos treinamentos. Foi por isso que alcançamos todo o sucesso no São Raimundo. Também tive outros treinadores como Paulo César Carpegiani e Gilson Keina. Em Portugal, trabalhei com o Vitor Pereira e Antonio Caldas. No final de carreira, tive o Morgado, que foi o meu treinador por 1um ano e aprendi muito. Sempre tentei absorver o máximo de cada, ouvir também. Não sabemos tudo. Aprendemos no dia a dia com os treinadores. Trabalhei com vários treinadores competentes que me ajudaram dentro e fora de campo. Guardei tudo o que me passaram de bom. Por isso, faço questão de lembrar de todos. Aprendi muito com os de fora. Cheguei lá com 28 anos e evolui muito técnica e taticamente. São pessoas que até hoje tenho contato. Ligo para agradecer por tudo que fizeram comigo já aos 30 anos. Essas pessoas que conheci em Portugal me fizeram crescer muito mais como atleta.

Vamos estudar bastante e ver se ainda tenho condições de atuar ano que vem. Já programei que encerro minha carreira em 2016, mas não tem clube ainda”

Tive vários treinadores bons. Como o Aderbal (Lana), que me ajudou muito no meu começo de carreira. Me ajudou como atleta e pessoa. Sempre cobrou o máximo nos treinamentos. Foi por isso que alcançamos todo o sucesso no São Raimundo”


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Willian D’Ângelo

COLUNISTA DO PÓDIO

Euterpe Football Club, o pioneiro time de negros do Amazonas

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Euterpe Football Club, fundado em 1919, entrou para a história por ser o primeiro e único clube do Amazonas formado somente por jogadores negros. Em 1920, o time verde e branco iniciava sua rápida passagem pelo futebol local filiando-se na Federação e perdendo seu jogo de estreia por 6 a 1 para o Manáos Sporting. O time fez história, pois abriu as portas para os atletas negros no futebol brasileiro, onde apesar de ter se consolidado como o esporte preferido já na década de 1920, não era visto com bons olhos durante sua popularização pelo país. As mais pesadas críticas vieram principalmente de setores da elite intelectual. Da mesma forma que não fora recebido com simpatia pela elite intelectual, o mesmo acontecera em relação à classe trabalhadora. As lideranças sindicais da época viam o esporte com desconfiança, por o acharem uma forma de alienação produzida pelos donos das fábricas para desviar a atenção do proletariado em relação à causa operária. Para tais lideranças, o futebol era “mera expressão da manipulação consumista e alienante da burguesia”. A primeira sede social do Euterpe Football Club localizava-se na rua 24 de Maio, tendo na ata

de sua fundação de que a equipe só aceitaria sócios e jogadores de cor negra. O único título conquistado pelo clube foi de um torneio realizado em 1920, onde o Euterpe conquistou a taça “27° Batalhão de Caçadores“. O clube também teve como endereço a rua Costa Azevedo. Sete clubes tomaram parte do campeonato amazonense de 1920, disputado em dois turnos, sendo declarado campeão o clube que somasse mais pontos ao final dele. Participaram da competição o campeão Nacional, Amazonas, Rio Negro, Luso Brasileiro, Manáos Sporting, Monte Christo e o Euterpe, com todos os jogos sendo disputados no Parque Amazonense. O “Dragão Negro” não foi bem em sua participação, sofrendo goleadas como o 9 a 0 para o Nacional, 6 a 0 para o Rio Negro e 7 a 2 para o Manáos. Na classificação geral, o Euterpe ficou na sétima posição com ape-

nas 1 ponto somado. Os principais jogadores do time amazonense foram Dodó (Domiciano Borges) e Patrício, conhecido como um dos maiores dribladores do futebol amazonense. Em vários relatos sobre o negro no futebol brasileiro, sabe-se que

times como o Bangu-RJ, em 1905, e o Vasco, em 1923, fizeram história a permitir negros e mulatos em seus elencos. A Associação Atlética Ponte Preta-SP tenta ser reconhecida pela Fifa como o primeiro clube a aceitar jogadores negros

em seu time, levando em conta a sua fundação em 11 de agosto de 1900, onde o objetivo principal era ter uma agremiação sem preconceito de raça ou religião para praticar o futebol.


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Lapidando o Roberley Assis, técnico do Rio Negro no Campeonato Amazonense de 2015, está participando de um curso na CBF em busca de aprimoramento na profissão

Roberley quando era treinador do Rio Negro no Campeonato Amazonense de 2015

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

OR’ THIAGO FERNANDO

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ida de treinador não é fácil. Se o time vai bem, todos são elogiados. Se os resultados não aparecem, a culpa sempre é do “professor”. Mesmo que não seja, a conta sempre é paga por eles. No Amazonas, a realidade não é diferente. Além das poucas equipes no Estado, o técnico sabe que trabalhará apenas seis meses no ano, tempo de duração do Campeonato Amazonense. O Barezão 2015 terminou no dia 20 de junho, quando o Nacional se sagrou campeão batendo o Princesa do Solimões na grande final que aconteceu na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Porém, para a maioria, o Estadual encerrou no dia 24 de maio, quando acabou a primeira fase da competição. A pergunta que ficou no ar foi: e agora, o que os treinadores irão fazer? O motivo dessa indagação é o calendário falho do Amazonas. O futebol profissional local praticamente não existe no segundo semestre. Nesta temporada, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) organizará, a partir do mês de outubro, a Copa Amazonas. O torneio contará com a participação de cinco equipes: Manaus FC, Fast, Holanda, Nacional Borbense e Operário, todavia, a maioria utilizará profissionais que já estavam comandando os times de base. Aproveitando essas “férias” forçadas, o ex-comandante do Rio Negro, Roberley Assis, decidiu continuar buscando mais conhecimento profissional. Desde 2014, o treinador vem participando de cursos, e nessa temporada foi selecionado para realizar um período de estudos no centro de treinamento da seleção brasileira, na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. O técnico explica que buscar novas qualificações sempre é importante, principalmente para quem está

começando na carreira. “Já venho buscando cursos desde 2014 e ocasionou de ter a oportunidade de fazer esse neste ano. Meu currículo foi aceito. Eles selecionam cinco treinadores do Brasil. Fui para a Granja, onde passei dez dias. Foi uma qualificação maravilhosa. Fiz um network com vários treinadores de todo o Brasil”, disse Assis, que voltou para Manaus e continuará o restante do curso avaliando 30 horas de treinamentos em clubes locais ou de fora. “O Morgado (Paulo) abriu as portas do Nacional. Vou fazer, no mínimo, dez horas de análise do trabalho, treinamento e conversar com ele. Vou procurar

Vou fazer outros cursos e aconselho os outros treinadores a procurarem também. É uma profissão difícil e ingrata Roberley Assis, técnico de futebol

fazer em outros clubes fora do Estado também”, ressaltou o treinador, que ainda revelou já ter recebido convites para treinar equipes da categoria de base e times que disputarão a Copa Amazonas, porém, nenhuma proposta oficial apareceu. Paralelo ao curso, Roberley segue levando em frente a sua escolinha de futebol que funciona no clube da Caixa Econômica Federal, localizada no bairro da Alvorada, Zona Centro-Oeste. Não é a primeira vez que Roberley sofre com o calendário do Amazonas. Segundo o treinador, os profissionais devem se preparar ao máximo para agarrar a oportunidade quando aparecer.

“Não podemos parar. Temos que buscar conhecimento e se qualificar vendo bastantes treinamentos, conversando com grandes treinadores e assistindo muitos jogos para quando aparecer uma oportunidade, estar preparado para agarrar. Quando estamos dentro de um time, já temos que executar. Quando estamos fora, temos a opção de analisar e ver o que está certo. Isso gera experiência”, afirmou Assis, que continuará fazendo curso para se aperfeiçoar. “Vou fazer outros cursos e aconselho os outros treinadores a procurarem também. É uma profissão difícil e ingrata. Muitas vezes, a falta de estrutura compromete teu nome e trabalho, mas as pessoas não querem saber. É você que está à frente e tem que fazer da melhor maneira possível”, concluiu. Ney Júnior Outro treinador do Estado que também buscou se aperfeiçoar foi Ney Júnior. Estreando na nova função neste Estadual à frente do Fast, o ex-jogador não resistiu a pressão e deu o lugar ao experiente João Carlos Cavalo. Parado desde sua demissão, Ney continua trabalhando na Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), enquanto não aparece outra oportunidade para comandar clubes no Estado. “Viajei nesse período. Passei um tempo em Curitiba e no Rio de Janeiro, onde fiz um curso de treinador. Independente disso, trabalho na Semjel e é vida que segue. Estamos trabalhando e esperando que apareça outra oportunidade de trabalhar como treinador. Sabemos que aqui é precário. Só temo o Nacional disputando a Série D. Agora é trabalhar para esperar novas oportunidades. Todo curso é valido. Sempre é bom aprender novas técnica. Porém, aprendemos mais na prática”, disse Júnior.

Roberley (de amarelo) acompanhando o treino de Paulo Morgado no Nacional


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Sob o sol

CECÍLIA SIQUEIRA

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ão se pode agradar a gregos e troianos, por isso muitos torcedores bateram o pé quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou o novo horário de jogos do Brasileirão 2015. A verdade é que a inclusão de duas partidas às 11h (10h local) de domingo tem garantido um grande número de público pagante nos estádios Brasil afora e feito a alegria nas manhãs dominicais dos torcedores locais pelo melhor rendimento do dia. O servidor público e torcedor do Flamengo, Andrey Farache, 23, é um dos que têm aproveitado o novo horário. Entretanto, ele frisa que a proposta é mais pertinente para outros lugares, como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, entre outros, onde os jogos ocorrem em estádios e a emoção de acompanhar o time do coração é maior. “É um horário acessível, mas para a gente que mora no Norte, as partidas começam às 10h e geralmente terminam no horário do almoço, quando estamos com a família, e é um dos momentos que tiramos na semana para esse convívio. Eu, particularmente, gostei bastante e acho bastante válido para os torcedores aproveitarem o dia”, disse o torcedor do Rubro-Negro carioca. Muitos imaginam que os apaixonados por futebol, principalmente os das terras cariocas, aproveitam para ter uma longa tarde na praia após os duelos. A vascaína Ana Sodré, 26, enfermeira que mora no Rio de Janeiro, confirmou a história e contou que tomar um banho de mar depois das partidas é a melhor opção para amenizar o calor escaldante. “Com relação ao aproveitamento, é oportuno sim. A única coisa ruim é que fica bem no horário do almoço e você acaba tendo que escolher entre ir prestigiar o time seja no estádio ou na frente da televisão, ou ir almoçar com a família. No mais, é um bom horário, dá para aproveitar o fim de tarde na praia e também descansar”, contou a torcedora cruz-maltina.

Jogos às 10h têm mudado a rotina dos torcedores Brasil afora e a preparação dos atletas

Paolo Guerrero sofreu com o calor de São Paulo no domingo passado

Readaptação O especialista em medicina esportiva Rafael Benoliel explicou que o sol forte que faz no horário das partidas matinais em determinados locais do Brasil não altera o desempenho dos jogadores, entretanto, os atletas devem ser avaliados para passar por readequações alimentares, fisiológicas e alterar os períodos de repouso. “Os jogadores são como máquinas, programados para funcionar de acordo com a formação específica que receberem. No caso, seria preciso fazer um planejamento de cinco dias a uma semana, com um tratamento preventivo”, disse o especialista, acrescentando que no caso de derrotas, não da para colocar a culpa no clima, seja de calor ou frio. Para Benoliel, não há nenhuma contraindicação nos duelos que acontecem nesta nova agenda, porém, se os jogos do Campeonato Brasileiro acontecessem em solo manauara, a rotina dos atletas sofreria alterações principalmente no acompanhamento nutricional e fisiológico, que seriam mais intensivas, devido o forte calor que todos sabem – e sentem na cidade. “Já aconteceu de eu estar com uma equipe, ir jogar fora de Manaus em locais com clima mais frio e voltar no mesmo dia. Então foi uma mudança brusca, mas nós estávamos preparados, tínhamos feito uma readaptação. Das quatro vezes que fizemos isso, vencemos três. Então não houve nenhum comprometimento em relação a isso, é basicamente uma questão de adaptação na rotina dos profissionais” finalizou Benoliel que atuou como médico do Nacional. Segundo o nutricionista Renan Verde, especialista em nutrição esportiva e clínica, dentre os cuidados em relação ao clima em que os jogadores vão atuar, está a hidratação adequada a uma nova rotina, como a ingestão mínima de água por quilo corporal. “No caso, uma pessoa adulta na faixa de 18 a 55 anos, precisa de 40 ml de água por quilo de peso e ter acompanhamento de alimentação”, informou Verde.

ANDERSONRODRIGUES/FRAME

do meio-dia

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Flamengo enfrenta São Paulo R Paolo Guerrero, sem marcar gols há mais de um mês, e Emerson Sheik continuam no ataque. A dúvida é se Oswaldo manterá o esquema ofensivo com três atacantes e um meia de ligação. Se não mexer na estrutura do time, o Flamengo deverá entrar em campo com: César, Pará, Marcelo, Wallace, Jorge, Márcio Araújo, Canetros, Ederson, Everton, Emerson Sheik e Paolo Guerrero.

Levantar a cabeça Após duas derrotas seguidas no Morumbi – 3 a 0 para o Goiás pelo Brasileirão e 2 a 1 para o Ceará pela Copa do Brasil –, o São Paulo espera que o fato de jogar longe da pressão da torcida possa ajudar no desempenho em campo. Mais uma vez, o técnico Juan Carlos Osorio não contará com Rogério Ceni. Outra ausência será a de Luis Fabiano, que com lesão no joelho direito foi vetado. O Tricolor deve ir para a partida com: Renan, Bruno, Lucão, Luiz Eduardo, Reinaldo, Rodrigo Caio, Thiago Mendes, Ganso, Michel Bastos, Alexandre Pato e Wilder.

Times fizeram último treino no sábado para se preparar para o confronto desta tarde no “templo do futebol mundial”

NO G-4

NO MINEIRÃO

Fluminense encara JEC no Sul

Atlético-MG e Palmeiras duelam

Joinville (SC) - No grupo dos quatro melhores do Campeonato Brasileiro, o Fluminense enfrenta neste domingo (23), em Santa Catarina, o Joinville, vice-lanterna da competição. Mesmo com a discrepância na tabela, o duelo é tido como perigoso, já que o JEC melhorou seu desempenho desde a chegada do técnico PC Gusmão e sempre é forte em casa. Para a partida, o treinador tricolor, Enderson Moreira, terá que usar a criatividade. São dois desfalques certos, o goleiro Diego Cavalieri e o lateral-direito Wellington Silva, e mais quatro dúvidas: Osvaldo, Fred, Pierre e Ronaldinho Gaúcho. Na meta, Júlio César, que mostrou segurança na partida contra o Paysandu no meio de semana, continua como titular. No flanco direito, Renato assume o posto. Diante deste cenário, Enderson deve mandar a campo a seguinte formação: Júlio

Belo Horizonte (MG) – Com 31 pontos e na quinta colocação do Campeonato Brasileiro, o Palmeias enfrenta neste domingo (23), no Mineirão, o AtléticoMG pela primeira partida do returno do Brasileirão. Como as equipes lutam na parte de cima da tabela – o Galo é o vice-líder da competição com 36 pontos –, o Alviverde quer vencer fora de casa para se colocar entre os postulantes ao título. O experiente goleiro Fernando Prass afirmou que se o Palmeiras quiser almejar a conquista do Brasileirão, tem a obrigação de vencer o Galo, uma vez que o duelo é o famoso “jogo de seis pontos”. “Se quisermos pensar em título temos que vencer o Atlético no Mineirão. Esse jogo é de seis pontos e precisamos ser ousados para conquistarmos um resultado positivo”, afirmou goleiro. Para conseguir o feito, os palmeirenses terão que se

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Cícero voltou ao Tricolor carioca e tomou conta do meio campo

César, Renato, Gum, Marlon, Gustavo Scarpa, Jean, Edson, Cícero, Ronaldinho Gaúcho, Marcos Júnior e Fred (Magno Alves). Pelo lado do Tricolor catarinense, a expectativa é que o time mostre o mesmo empenho do jogo contra o Cruzeiro, quando venceu por 3 a 0 na Arena Joinville. Para isso, o técnico PC Gusmão aposta na

experiência do meia-atacante Marcelinho Paraíba, que tem sido, ao lado de William Pop, o cérebro da equipe. No ataque, a boa notícia é o retorno de Kempes. O JEC vai à campo com: Agenor; Mario Sérgio, Bruno Aguiar, Guti e Diego; Naldo, Anselmo e Kadu; William Popp, Marcelinho Paraíba e Kempes (Edigar Junio).

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superar. Sem Arouca, Robinho, Leandro Pereira e Victor Ramos, todos machucados, o técnico Marcelo Oliveira deve escalar uma equipe mais cautelosa. Mesmo escondendo a equipe titular, a tendência é que Amaral e Girotto atuam como volantes e Zé Roberto e Cleiton Xavier na criação. Se for confirmada esta opção, o Palmeiras vai à campo com: Fernando Prass, Lucas, Jackson,

Vitor Hugo, Egídio, Amaral, Girotto, Zé Roberto, Cleiton Xavier, Dudu e Alecsandro. Reação A quatro jogos sem vencer, sendo três no Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG aposta no fator casa para voltar a vencer na competição. O jogo marcará a partida de número 200 do lateral Marcos Rocha com a camisa do Galo.

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io de Janeiro (RJ) – Flamengo e São Paulo se enfrentam neste domingo (23), às 15h (de Manaus), no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, no duelo de dois times inconstantes na competição. O Rubro-Negro, com apenas 23 pontos somados, ocupa a 13ª colocação no torneio. Já o Tricolor paulista, mesmo na parte de cima da tabela – 31 pontos na sexta colocação –, não tem apresentado futebol convincente. Para o jogo, o Flamengo terá uma novidade: fará a estreia do técnico Oswaldo de Oliveira, apresentado na última quinta-feira (20), para substituir Cristóvão Borges. O novo treinador comandou os treinamentos na sexta-feira, mas sem tempo hábil para conhecer o elenco, deve manter a base deixa pelo antecessor. O elenco, que ainda tenta digerir a derrota para o Vasco no meio de semana, vê, na partida deste domingo, a oportunidade de vencer e elevar a autoestima para reverter o placar adverso na Copa do Brasil.

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Partida no Maracanã marcará a estreia do técnico Oswaldo de Oliveira no comando técnico do time rubro-negro


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Motor volta a ‘roncar’ na Fórmula 1 Após quase um mês de férias, principal competição de automobilismo retorna às atividades neste domingo (23) no Grande Prêmio da Bélgica

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GP da Bélgica é um dos mais queridos pelos pilotos

tavelot (Bélgica) – O décimo primeiro, de um total de 19 grandes prêmios de Fórmula 1 na temporada, será realizado neste domingo (23), no circuito de SpaFrancorchamps na Bélgica, um dos mais queridos entre os pilotos. A principal categoria do automobilismo mundial ficou 28 dias de férias e retorna para o “sprint” final da competição. A tradicional prova do calendário será a oportunidade para a Mercedes voltar ao pódio. No último GP, disputado na Hungria, tanto Lewis Hamilton quanto Nico Rosberg ficaram aquém do esperado. O britânico foi o sexto colocado e o alemão o oitavo. Mesmo assim, ambos continuam no topo da classificação, com Hamilton em primeiro com 202 e Rosberg na sequencia com 181 pontos somados. A expectativa é que o circuito, com muitas retas e curvas de alta velocidade, passa ajudar no desempenho do motor Mercedes, soberano na F1 desde a temporada passada. Nos treinamentos, Nico voltou com “o pé mais calibrado” e mostrou que pode ultrapassar o companheiro. O brasileiro Felipe Massa afirmou que

se sente bem na Bélgica e espera que sua Williams possa surpreender. Ele acredita que as características da pista belga e adequam bem ao FW37 e espera por pódios neste retorno do campeonato. “O tempo pode algumas vezes nos surpreender, então nós precisamos acertar em cheio na estratégia e nas tomadas de decisão. O desenho (da pista) se adapta aos pontos fortes do nosso carro e, por isso, nós estamos querendo começar a segunda metade da temporada em uma boa posição”, acrescentou o paulista de 34 anos. O mesmo pensa o compatriota Felipe Nasr. Com a Sauber modificada com motor Ferrari atualizado, a esperança é pontuar em Spa. Além disso, o brasileiro já pensa mais na frente, visto que a partir do GP de Cingapura (o 13º da temporada), a escuderia suíça terá um novo pacote aerodinâmico “Teremos em Cingapura uma atualização inteira do pacote aerodinâmico do carro, e isso será importante, pois entrará no conceito do carro de 2016, então teremos de interpretar bem para saber se tudo está no direcionamento certo da próxima temporada”, comentou Nasr.

STUDIO COLOMBO/PIRELLI

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