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Pódio - 21 de setembro de 2014

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MANAUS,, DOMINGO, 21 DE SETEMBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br esportes @emtempo.com.br

Escolha o seu O domingo serรก recheado de bons jogos para os amantes do futebol, com clรกssicos no Rio de Janeiro, Sรฃo Paulo, Minas Gerais e na Bahia. Pรณdio D7


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RODRIGO CAETANO/RAIMUNDO VALENTIN

MANAUS, DOMINGO, 21 DE SETEMBRO DE 2014

Rodrigo CAETANO

‘A HISTÓRIA do Vasco fala POR SI’

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

Quando você realiza a venda, o retorno financeiro para o clube já é quase que em igualdade de condições com a família, atleta ou representante. Ou seja, temos que achar uma fórmula com que os clubes fiquem mais protegidos, porque se não todo investimento na formação vai pelo ralo na hora de uma venda”

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tual diretor-executivo de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, começou sua carreira como jogador de futebol no final da década de 90 no Grêmio. Aposentando-se no começo dos anos 2000, Rodrigo passou a trabalhar nos bastidores dos clubes. Em 2005, chegou ao Grêmio e lá fez sucesso. Levando o time gaúcho ao titulo da Série B, Estadual em 2006 e diversas conquistas com a categoria de base, o dirigente é considerado o principal e mais competente diretor-executivo de futebol do Brasil. Rodrigo Caetano conversou com a equipe do PÓDIO e contou como está sendo trabalhar novamente em São Januário. Além disso, revelou a importância de uma boa estrutura de base para o sucesso de uma equipe. Pódio - Como você vê o atual momento do futebol brasileiro? Estamos em um momento de discussão. Um momento extremamente pertinente, pois estão acontecendo inúmeros fóruns pelo Brasil onde pessoas que realmente conhecem o esporte e participam integralmente estão discutindo e ouvindo opiniões que ajudarão a melhorar a atual situação. Claro que a origem disso foi a Copa do Mundo, principalmente aquela partida fatídica contra a Alemanha. Mas se existiu algo de positivo daquela derrota foi que gerou essas discussões e fez com que os profissionais de futebol tenham voz no momento em que se levanta esse assunto sobre a profissionalização no futebol no Brasil. É isso que desejamos. Que cada vez mais os cargos técnicos, que são os de especialistas, sejam realmente preenchidos por profissionais especializados e não por pessoas que anteriormente tinham cargos políticos sem a capacidade adequada para ocupar essas posições. Pódio - Como avalia a renovação que a CBF fez na gestão das equipes de base?

Não seria apenas na base a mudança. Eu acredito quando os profissionais que estão nessas funções são profissionais com conhecimento técnico. Acredito que realmente vem sendo desenvolvido um trabalho bastante interessante na CBF nesse quesito, porém, isso é um reflexo dos clubes que cada vez mais se deram conta da necessidade de investir na base. Isso vai crescer cada dia mais. O que temos que rever é a lei que dá garantia aos clubes formadores, pois precisam ter um retorno maior que o atual. Está cada vez mais difícil manter nossos atletas jogando aqui no futebol brasileiro. Um fator que pode ajudar é a nossa economia continuar a crescer. Isso já teve efeito na última janela de transferência quando houve uma diminuição no número de jogadores que saíram. Mesmo com os clubes, esse é o caso do Vasco, necessitando vender para fechar o ano, não conseguiram e isso não é por falta de qualidade dos atletas. Pódio - Acredita que a solução é segurar mais esses jovens atletas? Deveria, desde que tivéssemos uma modificação na lei que desse garantias. Hoje, quando realizamos o primeiro contrato aos 16 anos, esse menino, normalmente, já vem com uma perda nos seus direitos econômicos. Isso para a família ou empresário. Quando fazemos o segundo, quando temos realmente a garantia, aos 18 anos, acabamos perdendo mais porcentagem. Então quando você realiza a venda, o retorno financeiro para o clube já é quase que em igualdade de condições com a família, atleta ou representante. Ou seja, temos que achar uma fórmula com que os clubes fiquem mais protegidos, porque se não todo investimento na formação vai pelo ralo na hora de uma venda. Pódio - Qual a realidade da base do Vasco? O Vasco nos últimos anos melhorou consideravelmente. Temos oito meninos integrando todas as seleções de base do Brasil, Sub-15, 17 e 20. É um numero expressivo. Mas

a nível infraestrutura física, temos que evoluir. Temos hoje um centro de treinamento que é alugado. Já passou da hora de ter o seu próprio. Muitos comentam o porquê que os clubes do Rio não têm um centro de treinamento apropriado. Mas é muito difícil você adquiri ou ter um terreno no Rio de Janeiro viável para construir. Quando isso foi possível, não se fez. Hoje o metro quadrado no Rio é absurdo. Somente através do incentivo público para que isso aconteça. Infra-estrutura física somada com bons profissionais é quase certeza de bons resultados e sucesso. Pódio – Como está o atual momento político do clube? Não me envolvo até porque não é minha função e nem meu papel. Sou profissional e defendo que os cargos sejam preenchidos por profissionais. Nós sabemos que as origens de nossos clubes no Brasil são eminentemente políticos. Quando existe uma situação política como a que o Vasco enfrenta é mais que necessário a presença dos profissionais. É aí que nós passamos a comprovar a importância que os profissionais sigam trabalhando para o clube e não para as pessoas. É nesse sentindo que seguimos trabalhando. Teremos a eleição mais para frente, mas o importante é colocar o Vasco na série A. Estamos no caminho, mesmo oscilando às vezes. Porém, tenho certeza que montamos um bom time e um bom elenco para essa disputa. Pódio - Acredita que sua saída para o Fluminense atrapalhou na continuidade do trabalho do Vasco? É difícil de opinar porque não gostaria de ficar fazendo qualquer avaliação estando longe. É claro que o Vasco é o clube que mais tenho carinho e respeito. O clube que hoje toda a minha família torce e mesmo à distância não gostei dessa queda. Quando tive o convite, ao término do meu contrato com o Fluminense para voltar, prontamente aceitei, mesmo sabendo das dificuldades. Da mesma forma que defendo a

continuidade dos técnicos, a continuidade de gestão também é importante. Você tem que ter diagnóstico e projeto para que se obtenha resultado. Tenho certeza absoluta que após esse ano difícil que estamos tendo a nível financeiro e estrutural, o Vasco vai começar a decolar e tenho certeza que vai se estruturar para que nunca mais volte a sofrer como estamos sofrendo nesse ano. Pódio - Como foi ver a torcida vascaína feliz após o titulo da Copa do Brasil? A subida e o titulo da Série B eram quase uma missão assim como é a nossa nesse ano. Por mais que sabemos que temos a obrigação, conseguir é um alívio. Agora, em relação ao ano de 2011 que foi o melhor que o Vasco teve na última década, foi muito bom para todos. Porque não foi apenas a Copa do Brasil, um título inédito. Disputamos pau a pau com o Corinthians, um clube com a condição bem superior financeiramente, e não vencemos porque não nos deixaram vencer. A verdade é essa. Não nos deixaram vencer e sabemos o quanto naquele momento era importante o Corinthians vencer. O Vasco foi vice-campeão com muita honra. Porque ser vice-campeão nos pontos corridos é muito difícil. Requer muito trabalho. Tivemos também a disputa de uma semi-final da Sul-Americana contra a Universidade do Chile que nos eliminou e acabou sendo campeão. Acho que mesmo com a minha saída, em 2012 o Vasco fez uma bela campanha no brasileiro, foi quinto colocado. Chegou na reta final da Libertadores. Foi eliminado de forma fatídica para o Corinthians. Tudo isso foi resultado de um inicio que foi em 2009. Assim como estamos reiniciando em 2014. Só espero que esse ciclo vencedor se estenda e que o Vasco jamais tenha qualquer time de tropeço ou queda como deu porque a história do Vasco fala por si. Então, independentemente dos profissionais que estarão aqui, vão ter o compromisso de dar seqüência a esse trabalho feito nesse ano.

Tenho certeza absoluta que após esse ano difícil que estamos tendo a nível financeiro e estrutural, o Vasco vai começar a decolar e tenho certeza que vai se estruturar para que nunca mais volte a sofrer como estamos sofrendo nesse ano”

Só espero que esse ciclo vencedor se estenda e que o Vasco jamais tenha qualquer tipo de tropeço ou queda como teve, porque a história do Vasco fala por si. Então, independentemente dos profissionais, vão ter o compromisso de dar sequência a esse trabalho”


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MANAUS, DOMINGO, 21 DE SETEMBRO DE 2014

As equipes do torneio de vôlei LGBT são representadas por países. Só podem jogar homossexuais

Liga LGBT combate homofobia usando esporte CASAMENTO GAY DO NORTE

Criada em 1992, competição de voleibol voltada para atender o público gay de Manaus ganha cada vez mais respeito

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Nós queremos gritar por liberdade, estamos mostrando o outro lado da moeda, as pessoas estão nos respeitando mais Daniel Coelho, presidente do GP de Vôlei

nato, pagará uma multa e só poderá voltar a competir dois anos após a irregularidade. “Quando eu assumi (em 2010), nós demos uma nova roupagem à competição. Conseguimos divulgar mais o campeonato, colocá-lo na mídia. E através desse apoio, conseguimos minimizar a questão do preconceito. Hoje nós temos uma credibilidade no mercado,

as pessoas prestigiam nossas ações”, ressalta o presidente da Liga de Voleibol LGBT. Com o intuito de enfrentar a homofobia e promover a cidadania por meio do esporte, Coelho revela que novidades serão apresentadas ao público LGBT até o final do ano, como, por exemplo, a realização de um campeonato de handebol e de queimada. Para o ano que vem os planos são ainda mais ambiciosos: organizar um torneio gay de futebol de campo, um de beach soccer voltado para lésbicas, e para 2016, as Olimpíadas LGBT. “A cada evento, a cada ano, nós temos um maior número de atletas competindo. O público começa a marcar presença. Hoje realizamos eventos em vários cantos da cidade. E num futuro próximo queremos levar para as zonas leste e norte. Conseguimos espaços maiores para atender o público. Nosso primeiro passo era quebrar o preconceito interno, de não se isolar. Nós temos pessoas qualificadas, com espíritos de liderança e temos que botar a cara a tapa. Nós queremos gritar por liberdade, estamos mostrando o outro lado da moeda, as pessoas estão nos respeitando mais”, comemora Coelho.

No futebol, Branco prega respeito Vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série D com cinco gols, o atacante do Princesa do Solimões Branco, tem no currículo passagens por equipes como Marília-SP e RemoPA. Aos 29 anos, ele reconhece que um dos principais problemas das categorias de base dos clubes é o homossexualismo. “Quando eu comecei a

jogar futebol não tive problema nenhum quanto a isso. Mas são fatos que acontecem no meio com garotos de 12, 13 e 14 anos. É lamentável as pessoas agirem dessa forma e fazer esse tipo de coisa. Isso não é nada bom para o futebol. Tem que ter punição para isso. Sabemos que isso não vai acabar tão cedo”, lamenta o atacante. Branco prega pelo respei-

to aos jogadores gays. Ele afirma que conhece alguns e deixa claro que o preconceito não entra em campo. “São tratados normais, como todo ser humano. O respeito deve existir. A gente sabe que isso existe, tem jogadores que são gays, mas isso aí vai da vida de cada um. São seres humanos igual a nós e devem ser tratados bem e com respeito”, aponta.

Atacante do Princesa do Solimões, Branco enaltece o respeito aos homossexuais no esporte

RAIMUNDO VALENTIM

a semana em que o Amazonas oficializou a união de 12 casais homoafetivos, o Grand Prix de Voleibol para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) define os finalistas da competição neste domingo (21) e segue combatendo à homofobia por meio do esporte. A luta começou na década de 90, quando o público não recebia a atenção merecida. De acordo com o presidente do GP de Vôlei LGBT, Daniel Coelho, a Liga da modalidade foi criada em 1992 pelo professor Agenor Peixoto, que à época, não tinha espaço para atender a demanda do público que já crescia em Manaus. 18 anos depois, o torneio ganhou força, e hoje movimenta 12 times formados inteiramente por gays. “Foi difícil. As pessoas não apóiam, não ajudam. Mas, como trabalho no meio político consegui articular, discutir as políticas públicas do movimento com as secretarias. Conseguimos patrocínios de algumas empresas e em troca colocamos a logo deles na camisa dos times”, lembra Coelho.

Coelho faz parte do Fórum LGBT do Estado do Amazonas e é o presidente do movimento esportivo da entidade. Segundo ele, somente gays podem disputar a Liga LGBT de Vôlei. Caso for descoberto algum heterossexual em alguma das equipes, o time é penalizado com a exclusão do campeo-

DIEGO JANATÃ

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

Treinador do time feminino do Iranduba, Olavo Dantas admite ter trabalhado com lésbicas no elenco da equipe amazonense

‘A opção sexual é indiferente’ Técnico do Iranduba da Amazônia desde 2011, Olavo Dantas admite que se surpreendeu quando começou a trabalhar no futebol feminino. Segundo ele, a modalidade é cercada de homossexuais, contudo, o trabalho nunca foi comprometido por conta disso. “Quando comecei me envolver no futebol feminino fiquei assustado com a quantidade de homossexuais envolvidas no meio. Para mim não tem problema nenhum, só peço que se tenha respeito no ambiente de trabalho. A opção sexual da menina para mim é indiferente. Graças a Deus nun-

ca tive problema com isso, nem ninguém da comissão técnica”, enfatiza o técnico de futebol feminino. O comandante do Verdão afirma que já trabalhou em grupos repletos de casais gays, mas que isso nunca causou problemas ao rendimento da equipe dentro de campo. Para ele, o esporte pode ser uma meio eficaz para minimizar os efeitos do preconceito. “Eu penso o seguinte, você para ser respeitado, tem que se dar o respeito. A partir do momento em que você não está prejudicando outra pessoa e fazendo o mal, não tem problema nenhum”, conclui Dantas.


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BICO Futebol Clube é o ‘time’ com mais atletas no Amazonas Jogadores que disputaram o último Campeonato Amazonense têm outros empregos para complementar a renda familiar por falta de calendário anual THIAGO BOTELHO Equipe EM TEMPO

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sonho de quase todo menino brasileiro é ser jogador de futebol. Ter fama, ganhar dinheiro, passear de carro importado e ser rodeado por mulheres bonitas. Craques como Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e companhia são espelhos de uma vida ideal. Mas, infelizmente, o futebol no Brasil, em sua maioria, esconde uma realidade bem diferente. Um levantamento feito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2012, mostrou que 82% dos atletas registrados no país recebem até dois salários mínimos. No Amazonas, onde a Arena da Amazônia, palco de quatro jogos da Copa do Mundo, custou R$ 604 milhões aos cofres públicos, muitos garotos alcançaram a tão sonhada profissionalização no futebol, no entanto, se depararam com o cenário obscuro da desvalorização dos atletas, da falta de estrutura e organização, e calendário anual, que mais se parece com um roteiro de filme de terror. Tanto que tem apenas o Princesa do Solimões disputando uma competição nacional e na última divisão. O atacante Marinho é um exemplo de frustração com o futebol. Nascido no Pará, desde pequeno foi criado jogando pelada na rua. Pelo porte físico, não demorou muito a se destacar entre os colegas. A brincadeira foi se tornando séria e ele se profissionalizou no Paysandu. O atacante já marcou gols por times de quase todos os Estados do país. Por terras amazonenses, foi artilheiro do campeonato regional em 2005, pelo Grêmio Coariense e vicegoleador pelo São Raimundo no ano seguinte. O auge da carreira

foi em 2010, quando assinou contrato com TSW Pegasus, time de Hong Kong, na China. A peregrinação mundo a fora, no entanto, não foi capaz de subsidiar ao atleta o famoso “pé-de-meia”. Aos 34 anos, ele atuou no Barezão deste ano pelo Manaus F.C., onde marcou oito gols. Sem time para jogar no segundo semestre, ele sustenta a família dando aula de educação física como professor substituto na Fundação Bradesco. “Sou jogador de futebol. Gosto da minha profissão, mas, infelizmente, aqui no Amazonas não tivemos calendário no segundo semestre, o que deixou desem-

PRESTÍGIO

A falta de prestígio com a torcida amazonense é suprida no atual local de trabalho. Marinho é o professor mais querido da escola. Por onde passa, os estudantes acenam, abraçam e param para conversar pregado muitos profissionais. Graças a Deus eu estudei, tenho formação em educação física e posso dar aula. Mas e os outros? Os novatos que precisam sustentar suas famílias? Isso é algo preocupante. Esses atletas jogam quatro meses e ficam parados o restante do ano. Essa inatividade atrapalha as condições físicas e técnicas. Quando formos contratados para disputarmos o Campeonato Amazonense, no início do outro ano, vamos demorar a chegar no auge da condição física e técnica”, reclamou Marinho, revelando que no futebol local, um jogador, com a rodagem dele, tem salário de, no máximo, R$ 4 mil.

Realidade pintada pela dor Alto, forte e cara de poucos amigos. Os adjetivos definem o estereótipo da maioria dos zagueiros do futebol mundial. O amazonense William não foge à regra. Com 1,88m e 87 kg, o defensor, de 27 anos, iniciou a carreira de jogador profissional no Libermorro em 2004 e de lá para cá teve passagens por Cascavel (PR), Iranduba, Holanda e em 2014 disputou o Campeonato Amazonense pelo São Raimundo. Assim como todos os atletas que ingressam no mundo do futebol, o “beque” acreditou que poderia chegar a um grande clube do país, se transferir para a Europa e dar à família uma vida livre de preocupações financeiras. Infelizmente a trajetória não foi como planejada.

Com duas filhas para sustentar e sem emprego desde o final do campeonato regional em maio, William ganha a vida fazendo bico de pintor, situação que causa revolta no atleta. “Eu não tenho vergonha de fazer bico. Tenho duas filhas para criar e não posso recusar trabalho. Só não faço coisa errada, mas confesso que essa situação me traz muita dor. É doloroso acordar às 6h, pegar ônibus lotado para trabalhar em obras, tendo consciência de que tenho potencial para atuar na profissão que eu gosto que é ser jogador de futebol. Infelizmente ninguém vem para cá assistir ao futebol e nos levar para outros Estados”, desabafa.

Protesto por falta de calendário no 2º semestre Marinho e William não esperavam ficar longe dos gramados na segunda metade do ano. A expectativa era jogar ou a Série B do Campeonato Amazonense ou por clubes que disputariam a seletiva da Copa Verde. Porém, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) decidiu excluir do calendário de 2014 as duas competições, ocasionando o rompimento do contrato dos atletas. Insatisfeitos, um grupo de 30 jogadores foram, no dia 25 de agosto, para frente da Arena da Amazônia protestar contra a decisão da FAF. Marinho participou do movimento e criticou a postura da federação, que segundo ele, não pensou nos profissionais. “Eu fico triste porque de

todos os Estados do Brasil o único que não tem duas competições no ano é o Amazonas. Até ano passado tínhamos a segunda divisão. Eram somente três times, mas existia. No Pará, que nem foi sede da Copa, tem três competições no ano. O profissional fica empregado o ano inteiro. Este ano, a expectativa era que tivesse calendário no segundo semestre, mas a federação não pensou na gente”. Necessidade O líder do movimento, o lateral esquerdo Carlinhos, ex-Manaus F.C, conta que recebeu ligações de colegas relatando estarem passando necessidade. “Alguns jogadores me liga-

ram chorando, dizendo que estavam passando fome. Somos pais de família e dependemos do futebol. Eles (FAF) estão nos excluindo de trabalhar”, diz. Para Carlinhos, a FAF cede aos interesses dos clubes em detrimento aos anseios dos atletas. “Os clubes não têm dinheiro e a federação sabendo disso só organiza o calendário pensando no Campeonato Amazonense. A FAF tem que pensar nos jogadores e criar campeonatos o ano inteiro. Os clubes que se virem para pagar os salários. É uma coisa simples de resolver. Disponibiliza duas vagas da Copa do Brasil para um torneio no segundo semestre e deixa o Amazonense como seletiva da Copa Verde, ou o

contrário”, opina. Federação se defende Segundo o Presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz, não há calendário no segundo semestre pelo fato de os clubes não terem condições financeiras de arcar com o pagamento dos atletas durante todo o ano. “A federação não decide nada sozinha. Tem que haver consenso dos clubes. Não adianta organizarmos um calendário no papel e na hora os clubes se recusarem a disputar por falta de dinheiro. Eu não me oponho de que haja calendário no segundo semestre, mas a pergunta é: os clubes têm condições? Há ajuda do governo para isso?”, indaga.


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DIEGO JANATÃ

Marinho é professor de educação física, quando não está atuando no futebol

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e r o a a e o a ? a Jogadores protestam em frente à Arena da Amazônia pela falta de calendário do futebol local no segundo semestre do ano

Alternativa rentável Após o término do Campeonato Amazonense, é comum ver atletas disputando competições amadoras pelos bairros da cidade. Desempregados, muitos jogadores se vêm obrigados a recorrer a essa alternativa. E, segundo relatos, dá para ganhar um bom dinheiro, às vezes até mais do que no profissional. Carlinhos já recorreu ao amadorismo. Jogou campeonatos nos bairros do Alvorada e Redenção. Ele conta que ganhava cem reais por jogo. Como os torneios têm em média três meses de duração, é possível se sustentar nesse tempo. “Todo final de semana tem jogo. Em três meses dá para fazer R$ 1,2 mil, fora premiações. Além disso, os jogos são em dias e horários diferentes. Dá para jogar no Alvorada, na Redenção e no Campos Elíseos, simultaneamente, por exemplo. Já vi atleta pegar R$ 600 em um final de semana. É mais do que muitos clubes profissionais pagam”, observou.

O atacante Marinho também já jogou campeonatos de bairro, mas ressalta que a maioria dos atletas tomam essas atitudes “obrigados” pela necessidade. “Competições amadores chamam a atenção de

Já vi atleta pegar R$ 600 em um final de semana. É mais do que muitos clubes profissionais pagam

Carlinhos, jogador de futebol

profissionais. Infelizmente nesses campeonatos estão pensando mais em nós do que a própria federação. Só que tem um problema, o torcedor que nos vê jogando no bairro, não vai querer pagar ingresso para nos assistir no campeonato”, falou.


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Santos recebe Figueirense, na Vila Belmiro, ofensivo Com Robinho, Gabriel e Leandro Damião, Peixe promete atacar o adversário desde o apito inicial. Time de Argel também vai com três atacantes na escalação. Sem vencer há três rodadas, o time de Argel pode surpreender e entrar em campo com três atacantes. O técnico não descarta a opção, mas já avisou que vai tomar a decisão minutos antes da partida começar. Apesar da aparente má fase, é importante destacar

NO BANCO

O atacante Thiago Ribeiro retorna ao time depois de ficar fora por dois jogos, mas deve ficar entre os suplentes. Isso porque Gabriel, Damião e Robinho formarão o trio de ataque que o Figueirense já aprontou neste Campeonato Brasileiro, com destaque para as vitórias em cima do Corinthians, no primeiro jogo oficial da Arena, em Itaquera, e da surpreendente virada diante do Internacional, em pleno Beira-Rio.

Coritiba quer confirmar boa fase jogando contra Sport Fora da zona de rebaixamento após uma vitória consistente diante do São Paulo, o Coritiba agora tem a missão de se afastar do fantasma da degola, jogando fora de casa, neste domingo (21), às 15h (de Manaus), diante do Sport, na Ilha do Retiro. O Leão, por sua vez, busca a reabilitação para se aproximar do grupo de líderes, ainda sonhando com uma vaga na Libertadores da América. O técnico Eduardo Batista tem duas dúvidas para escalar o Rubro-Negro. O atacante Érico Júnior, vetado pelo departamento médico, e o za-

gueiro Ferron, com uma entrose no tornozelo ficam fora. Já no ataque, a expectativa é pelo retorno de Ananias. No lado alviverde o sentimento é de alívio, mas sem perder o foco. Isso porque, apesar de ter saído da Z-4, o fantasma do rebaixamento segue rondando e apenas uma sequência de resultados positivos pode trazer uma tranquilidade mais duradoura. O treinador coxa-branca, no entanto, terá problemas para escalar o time. O meia Alex e o atacante Zé Love estão suspensos e não poderão atuar.

NA ARENA

Grêmio enfrenta a Chape querendo chegar no G-4

GUILHERME DIONIZIO/GAZETAPRESS

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Santos faz neste domingo (21), às 17h30 (de Manaus), aquele típico jogo em que entra em campo com a responsabilidade total pela vitória. Até um empate diante do Figueirense no duelo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro deve ser encarado como resultado ruim, principalmente pelo confronto ser na Vila Belmiro. Na última rodada, o time do técnico Enderson Moreira ficou no 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, e pelo menos quebrou a série de seis derrotas seguidas fora de casa. A missão agora é bater o time de Santa Catarina em seu território para embalar uma sequência positiva que alavanque a equipe para a parte de cima da tabela. A escalação não deve sofrer alterações. Mena segue vetado por contusão. Já Thiago Ribeiro pode retornar ao time. Dores na lombar tiraram o atacante de ação contra o Coritiba e contra o Grêmio. Alison, que cumpriu suspensão na última quinta-feira, tem o retorno garantido. Com 26 pontos e preocupado com a proximidade da zona de rebaixamento, o Figueirense chega para o jogo contra o Santos com dúvida

NA ILHA

Robinho é a referência do ataque santista e terá auxílio de Gabigol e Damião

Pela segunda vez seguida, o Grêmio terá a chance de, em casa, terminar uma rodada no G-4. Depois de desperdiçar a oportunidade de ultrapassar o Corinthians ao empatar diante do Santos na última quinta-feira, o Tricolor receberá a Chapecoense, neste domingo (21), às 17h30 (de Manaus), na arena. A partida é válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os resultados paralelos ajudaram o Grêmio na rodada do meio de semana. Internacional e Corinthians

empataram, o Fluminense perdeu, mas o próprio Tricolor não fez a sua parte e ficou no 0 a 0 com o Peixe. O Tricolor é o atual 5º colocado, com 36 pontos. Está atrás do Colorado (3º, 38) e do Timão (4º, 37), e logo à frente do Fluminense (6º, 35) e do Atlético-MG (7º, 34). A vitória se torna ainda mais fundamental devido ao fato de o time gaúcho ter dois jogos seguidos fora de casa na sequência, contra Flu e Botafogo. A grande novidade é a volta do experiente Zé Roberto.


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Fla e Flu

BRUNO TURANO/GAZETAPRESS

Após desperdiçar a oportunidade de vencer fora de casa, RubroNegro quer triunfar no clássico de logo mais no Maracanã

duelam para ‘engolir’ o rival

Rubro-Negro vem de empate diante do Palmeiras e Tricolor de derrota para o Vitória. Ambos vão para clássico pensando somente na vitória

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rivalidade vai estar cada vez mais acirrada no Maracanã neste domingo (21). Isso porque Flamengo e Fluminense se enfrentam, às 15h (de Manaus), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, dispostos a engolir um ao outro. O Tricolor, que tem 35 pontos, quer ingressar no G-4, e, de quebra, impedir que o rival compartilhe

do mesmo sonho. Já o RubroNegro, que tem seis pontos a menos, vem de empate por 2 a 2 com o Palmeiras e deseja encurtar de vez a distância para o Fluminense e entrar definitivamente na disputa por um posto no G-4. Na visão dos jogadores é visível a necessidade de engolir o rival. “Nós sabemos que podemos encurtar a dis-

FORA DA BRIGA

Corinthians quer derrubar o São Paulo no Itaquerão Mano Menezes finalmente admitiu, após mais um tropeço, que o Corinthians está na briga por uma vaga na Libertadores e não pelo título. O São Paulo ainda alimenta a esperança de beliscar o troféu, aspiração que será seriamente abalada em caso de derrota no clássico de hoje (21) às 15h (de Manaus), onde alvinegros e tricolores farão o primeiro Majestoso da história no estádio de Itaquera. Terminada a série de nove jogos de invencibilidade no Brasileiro, o São Paulo atuará novamente sem as quatro pontas de seu badalado quarteto ofensivo. Se Kaká volta de suspensão, Alexandre Pato, emprestado pelo Corinthians, está impedido de atuar por contrato. Michel Bastos é o favorito para a vaga, com chance também para Luis Fabiano e Osvaldo. Outro problema é Rogério

Ceni, ameaçado por causa de uma tendinite no joelho esquerdo, o goleiro se esforça para enfrentar o grande rival pela última vez na carreira. Segurando-se no grupo dos quatro primeiros apesar dos recentes maus resultados, o Corinthians ficará a dois pontos do São Paulo – que seguirá vice-líder, independentemente do resultado – em caso de vitória. Poupados no empate com a Chapecoense na quinta, Anderson Martins e Renato Augusto estão de volta. A formação ofensiva – parte com recorrentes problemas – é um mistério, sendo Renato Augusto e Guerrero as únicas certezas. Com Petros ainda suspenso, há duas vagas para Malcom, Lodeiro, Luciano e Romero. Em péssima fase, Jadson não ficará nem no banco de reservas por ter feito parte da troca que levou Pato ao São Paulo. MOISÉSNASCIMENTO/GAZETAPRESS

Meio-campista Kaká retorna ao time Tricolor para o duelo

tância para o Fluminense e começar a sonhar com algo mais alto neste Campeonato Brasileiro. Se a distância para eles cair para três pontos, a tendência é que a gente se aproxime mesmo da zona de classificação para a Copa Libertadores. O importante é seguirmos pensando em cada jogo e nosso foco agora é o Fluminense”, disse o zagueiro

Wallace, do Flamengo. O técnico Cristóvão Borges, do Fluminense, pensa em aproveitar o clássico para se recuperar “O jogo contra o Flamengo ganhou em importância para que a gente consiga se recuperar da partida contra o Vitória. Trata-se de uma partida estratégica, pois no meio de semana perdemos, mas

cartão amarelo contra o Palmeiras. Assim, Luiz Antonio assume o posto. Pelo lado do Fluminense, Cristóvão terá o retorno do meia Wágner, que cumpriu suspensão e reaparece no lugar de Rafael Sobis. Recuperado de um estiramento muscular na coxa direita, o lateral esquerdo Carlinhos entra no lugar de Fernando.

EM GOIÂNIA

DERBY LUCASPRATES/GAZETAPRESS

Artilheiro Ricardo Goulart volta ao time do Cruzeiro

Cruzeiro e Atlético-MG duelam no Mineirão Superclássico. Talvez essa seja a melhor definição para o duelo entre os maiores rivais de Minas Gerais, que chegam embalados para medir forças. O Cruzeiro lidera o Brasileiro com folga, e o Atlético-MG, que ganhou moral com o triunfo contra o Goiás fora de casa. Raposa e Galo vão despertar os holofotes de todo o Brasil neste domingo (21), às 15 h, no Gigante da Pampulha. Para o duelo, o técnico Marcelo Oliveira tem as baixas de Samudio e Júlio Baptista, machucados. Em relação ao jogo contra o Furacão, a Raposa fica ainda fica mais forte já que o meia-atacante Ricardo Goulart fica à disposição. O jogador estava suspenso.

alguns concorrentes também não conseguiram deslanchar. Assim, ganhar esse clássico pode nos trazer muitas coisas boas dentro dos nossos objetivos”, disse. Em termos de escalação os dois times apresentarão novidades. No Flamengo, o volante Héctor Canteros vai cumprir suspensão por ter sido advertido com o terceiro

O vice-artilheiro do Brasileirão, com dez gols, prevê um jogo difícil diante do rival. O Galo vai jogar o clássico embalado após voltar a vencer fora de casa, o que não acontecia desde maio. No meio de semana, o Galo deixou jogadores importantes, como Luan, Leonardo Silva e Tardelli de fora do embate ante o Goiás. Além dos três reforços, o treinador atleticano ainda poderá contar com o retorno do lateral-direito Marcos Rocha, que cumpriu suspensão na rodada passada. Com os rivais entrando em campo com times fortes, o goleiro Victor espera acabar com a supremacia do Cruzeiro em jogo dentro do Mineirão.

Palmeiras inicia sequência de confrontos diretos no Z-4 Às 17h30 (de Manaus) deste domingo (21), no Serra Dourada, o Palmeiras inicia uma sequência decisiva para não cair para a segunda divisão. Diante do Goiás, o time precisa somar pontos e embalar para enfrentar outros quatro clubes que estão na metade debaixo da tabela. Após visitar o Goiás, o Verdão ainda encara Vitória, Figueirense, Chapecoense e Botafogo. Não são mais permitidos vacilos para a equipe que iniciou a 23ª rodada na antepenúltima colocação e já é a agremiação com mais derrotas nesta edição na liga nacional. “Agora temos uma partida muito importante e serão cinco partidas em que, se ga-

nharmos ou tivermos um bom resultado, podemos sair da zona de rebaixamento e ainda ir mais para cima na tabela”, apontou Cristaldo. Mais uma vez, Dorival Júnior terá desfalques. Fernando Prass, Wendel, Tobio, Wellington, Thiago Martins, Marcelo Oliveira, Mateus Muller, Eguren, Wesley, Bruninho e Leandro não têm condições físicas de entrar em campo, enquanto Valdivia cumpre suspensão por ter sido expulso contra o Flamengo. O Goiás também precisa pensar parecido. O time vem de duas derrotas e já se aproxima da zona de rebaixamento. Na escalação, o volante Thiago Mendes volta a ficar à disposição, mas deve ser reserva

DESESPERADO

Salvador vai parar para ver o clássico Bahia e Vitória Se o Ba-Vi deste domingo (21) fosse disputado três semanas atrás, seria cabível classificá-lo como “jogo dos desesperados”. Os rivais têm melhorado e passaram a ter chances reais de escapar do rebaixamento, mas ainda há grande tensão no ar em Salvador. Às 15h (de Manaus), a arena Fonte Nova recebe o clássico mais precioso da 23ª rodada, porque Vitória e Bahia pouco sentiram o gosto de vitória neste Campeonato Brasileiro. “Sabemos que Ba-Vi é um jogo diferente dos outros”, afirma Rafinha, atacante do Bahia. Rafinha deve brigar por vaga no ataque titular com Henrique, que volta a estar à disposição de Gilson Kleina após não enfrentar o Botafogo por questões

contratuais. Em compensação, o técnico não terá o suspenso Guilherme Santos, portanto deve usar Pará no lugar. Em posição ainda mais desconfortável, o Leão da Barra luta contra o conformismo para seguir acreditando que a permanência na elite é possível. “Não podemos aceitar que o Vitória já está na segunda divisão”, refuta o técnico Ney Franco. Apesar de ser mandante, o Vitória optou por não realizar a partida no Barradão. Os rubronegros terão 60% dos ingressos da Fonte Nova à disposição para ter maioria no estádio. Como os rivais vêm de triunfos no meio de semana, a expectativa é que a festa seja grande nas arquibancadas.


D8

MANAUS, DOMINGO, 21 DE SETEMBRO DE 2014

GP de Cingapura promete disputa acirrada na ponta M

arina Bay é um circuito que contrasta imensamente com as duas últimas etapas, em Spa e Monza, respectivamente. Enquanto os dois tradicionais circuitos europeus são marcados pela alta velocidade final nas longas retas e a baixa pressão aerodinâmica, em Cingapura os pilotos encontram uma pista que mais se assemelha a de Mônaco, além de ser realizada sob luz artificial. Outros fatores contribuem para que a corrida seja considerada uma das mais duras do calendário, como umidade e temperaturas elevadas, e número recorde de curvas (23). Por ser um circuito de rua, os pilotos tem de lidar com superfícies irregulares, tampas de bueiros e linhas brancas no meio do asfalto, sempre de olho nas paredes laterais. “Este é um grande lugar para começar a fase final da temporada. A cidade é agitada e a pista mega”, disse Lewis Hamilton, vice-líder do Campeonato. “Eu amo este circuito. Eu venci aqui em 2009, o que foi uma experiência muito especial, e ainda tive um pódio na corrida inaugural de 2008. Minha sorte não tem sido boa desde então, mas espero que ela mude neste

final de semana”, completou o piloto britânico da Mercedes, que venceu o GP da Itália há duas semanas e reduziu a diferença para seu companheiro Nico Rosberg na disputa pelo título. Com os dois pilotos da equipe alemã isolados na ponta da tabela, com 238 e 216 pontos, respectivamente - o terceiro co-

Eu amo este circuito. Eu venci aqui em 2009, o que foi uma experiência muito especial, e ainda tive um pódio na corrida inaugural de 2008 Lewis Hamilton, piloto da Mercedes

locado Daniel Ricciardo tem 166 -, a disputa interna da equipe é o foco das atenções para este restante de temporada. A mudança no tipo de circuito não tira o favoritismo da Mercedes para a prova, já que sua superioridade em 2014 tem sido marcante. Entretanto, a Red Bull, única equipe que foi capaz de superar a Merce-

des em 2014, vencendo três provas, tem, teoricamente, um carro que se adapta bem nesta pista. Sebastian Vettel venceu sem problemas os três últimos GPs, de 2011 a 2013. “Nós sempre fomos bem aqui nos últimos anos, mas não existem garantias neste negócio e nós esperamos que a Mercedes seja muito rápida aqui”, disse o chefe da Red Bull, Christian Horner. A competitividade dos carros da equipe austríaca pode ser decisiva para a disputa do título entre Rosberg e Hamilton, pois abre a real possibilidade de que um carro possa estar entre os dois no final da prova. Outra equipe que pode “se meter” na briga da Mercedes é a Ferrari. Apesar da decepção em Monza, a equipe italiana foi bem em circuitos mais travados, com um segundo lugar na Hungria e quarto em Mônaco, ambos conquistados por Fernando Alonso. A previsão de tempo para o GP de Cingapura é sempre a mesma, calor, alta umidade e chance de pancadas de chuva. Para apimentar ainda mais a disputa, a entrada do safety car durante a corrida é quase uma certeza em Marina Bay.

ANDREWHONE/PIRELLI

A temporada 2014 da Fórmula 1 chega em sua reta final. Serão mais seis etapas até a conclusão em Abu Dhabi

Carro da escuderia Red Bull, em treinamento no circuito de Cingapura, que é realizado à noite


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Pódio - 21 de setembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu