Skip to main content

Pódio - 20 de março de 2016

Page 1

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

3090-1075

esportes@emtempo.com.br

DIVULGAÇÃO

Pódio

E1

CARIOCA

Fla e Flu duelam no Pacaembu Pódio E7 ARTE: ADYEL VIEIRA

ENGANO Futebol Clube Levantamento feito pela CBF mostra que mais de 80% dos jogadores profissionais no Brasil ganham menos de R$ 1 mil, acabando com a ilusão que o mundo da bola é glamuroso. No Amazonas, atletas fazem bico para compor renda. Pódio E4 e E5


E2

Pódio

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

FOTOS: IONE MORENO

Djenifer BECKER

‘CADA JOGO é uma final’ Formada nas categorias de base do Kindermann-SC, a meiocampista Djenifer Becker, 21, desembarcou no começo da temporada em Manaus para defender as cores do Iranduba. Com muita personalidade, a jovem atleta rapidamente foi nomeada capitã da equipe pentacampeã amazonense. Colecionando passagens por grandes times nacionais como São José-SP e São Paulo, “Djeni” mostrou toda a sua categoria nas primeiras partidas realizadas pelo Hulk da Amazônia no Campeonato Brasileiro. Em pouco tempo, a jogadora virou líder do time que foi abraçado pelos torcedores locais. Às vésperas de enfrentar o Corinthians pela primeira rodada da segunda fase da competição nacional, “Djeni” conversou com a equipe do PÓDIO e relembrou o seu início no esporte, contou sobre suas passagens vestindo a camisa da seleção brasileira e a surpresa que teve quando chegou ao Amazonas para defender o Iranduba. THIAGO FERNANDO

O Iranduba, no Campeonato Amazonense, é penta, porém, não é transmitido. Então, não ficava sabendo, mas, como já disse antes, vim porque o Lauro (Tentardini) aceitou ser diretor e já tinha trabalhado com ele no Kindermann. Não viria para um lugar onde não conheço ninguém, não sabia se ia dar certo”

PÓDIO – Como foi o seu começo no esporte? DJENIFER BECKER – Eu sempre gostei de jogar futebol. Onde ia, a bola ia junto. Comecei jogando nos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc) e no Moleque Bom de bola, que é um projeto de futebol de campo. Jogava os dois, futebol e futsal. Fora isso, também participava de campeonatos municipais. Isso tudo bem novinha, com 10 anos. Comecei a participar dos campeonatos municipais adultos, até que em uma dessas competições o treinador do Kindermann na época, o Edvaldo Erlacher, me viu jogando e convidou para atuar no time, em Caçador (SC), e trabalhar com futebol. Foi quando cheguei em casa e fui conversar com a minha família. Vimos que era um negócio sério. A sede do Kindermann era perto da minha casa. Foi aí que aceitei e passei a jogar futebol mesmo. Trabalhar com isso, treinar todos os dias em dois períodos. PÓDIO – Era um sonho? DB– Sim. Lá tinha aquelas

revistas “Craque”, se não me engano, e eu colecionava todos. Lá tinha as fotos das meninas do Kindermann no salão. Até que, coincidentemente, o treinador delas me convidou para jogar lá. Claro que fiquei muito feliz e foi uma porta que se abriu para seguir em frente. PÓDIO – Sentiu medo nesse começo, ter que sair de casa para apostar no futebol? DB – Dei sorte porque era perto da minha casa. Ficava a uma hora e meia e os meus pais estavam lá nos finais de semana e iam assistir os jogos. Eu também conseguia ir para casa. Assim, não tive muitas dificuldades, porque meus pais sempre me apoiaram. Ainda quando jogava amador, meus pais me levavam para jogar campeonatos em cidades vizinhas. Depois que fui para o Kindermann, nos jogos em Caçador (SC) eles iam assistir. Partidas em cidades vizinhas também. Sempre mantive a família perto e fazendo o que amo. Porém, às vezes temos que procurar outras coisas. Foi aí que mudei de time. Fui para o São Paulo, mas foi uma passagem curta. Não deu certo o time. Depois fui para o São José–SP. Foi o período que fiquei mais longe fora de casa. Foram seis meses. Após isso, saí do São José e vim para Manaus. PÓDIO – O que você conhecia do futebol amazonense feminino antes de acertar com o Iranduba? DB – Para falar a verdade, não conhecia muita coisa. Quase nada. As equipes não chegavam nos campeonatos nacionais e você acaba não ouvindo falar. O Iranduba, no Campeonato Amazonense, é penta, porém, não é transmitido. Então, não ficava sabendo, mas, como já disse antes, vim porque o Lauro (Tentardini) aceitou ser diretor e já tinha trabalhado com ele no Kindermann. Não viria para um lugar onde não conheço ninguém, não sabia se ia dar certo. Então, tinha que ter uma segurança, e como ele deu a palavra dele, eu vim. PÓDIO – Se sente um complemento do treinador dentro de campo por

GALERIA Veja outras imagens deste evento aqui

Patrocínio

Capitã do Iranduba, “Djeni” mostra toda sua habilidade com a bola durante treino na Arena da Amazônia

ser a organizadora do time e capitã? DB – Dentro de campo, gosto de orientar. O que consigo enxergar, gosto de falar. Lá dentro, a gente falar, fica mais fácil. Se for um estádio cheio, ninguém vai escutar o treinador. Então, é bom ter alguém dentro de campo que fale, não só eu, mas dentro de campo também tem as minhas companheiras que falam muito. Isso ajuda, porque na hora do aperto uma ajuda a outra. Às vezes, o treinador passa informação para uma, que passa para a outra, mas se tiver essa leitura dentro de campo é mais rápido e fica melhor ainda. PÓDIO – Como as meninas do Iranduba estão reagindo a esse carinho do povo amazonense? DB – Senti desde que cheguei aqui pela mídia, que teve

na nossa apresentação. Já no primeiro jogo em casa eu achei que deu mais de 5 mil torcedores e isso não é fácil de se ver no futebol feminino. Isso é muito raro. Tanto é que nesse Campeonato Brasileiro, os maiores públicos estão sendo aqui em Manaus. A torcida daqui está aparecendo e isso é muito gratificando para o nosso trabalho. Para os torcedores, queremos fazer o melhor possível. E assim como queríamos casa cheia na Colina, agora queremos casa cheia na arena. Sabemos que é difícil, porque aqui é grande. Os 5 mil que lotavam lá, já não lotam aqui. Fica parecendo que está vazio. Mas o maior número possível que comparecer aqui estará de bom tamanho para a gente. Principalmente agora, que são jogos mais difíceis e que cada jogo é uma final. PÓDIO – Defender a seleção brasileira foi um

sonho realizado? DB – Acho que toda atleta tem o desejo de chegar à seleção brasileira. Joguei na Sub-17, Sub-20 e tive uma passagem pela seleção principal. Isso é gratificante. No futuro, quem sabe, possa voltar. Hoje, tenho 21 anos, tenho que continuar trabalhando firme para quem sabe no futuro, possa ter outra oportunidade. PÓDIO – Como você se vê daqui a 5 anos? DB – Meu sonho hoje é ganhar os campeonatos que disputo. Disputo o amazonense, o brasileiro e a Copa do Brasil. Vou querer vencer o que eu estiver disputando. Seja Champions League ou campeonato estadual. Todos os campeonatos que você joga tem que ser de grande importância na sua carreira, para sua vida. Não sei como vai ser, só quero ganhar o que disputar.


Pódio E3

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

Túnel do tempo podio@emtempo.com.br

Jairo Pinto Mendonça nasceu no dia 14 de novembro de 1955 na cidade de Silva Jardim (RJ), e foi campeão amazonense de 1980 pelo Nacional. Meio campista de classe, Mendonça esteve jogando ao lado de nomes como Bendelack, Sarará, Fernandinho, Silva e Reis. O meio campista nacionalino era irmão do atacante Jorge Mendonça, atleta que defendeu as cores do Bangu, Náutico, Palmeiras, Ponte Preta, Vasco, Cruzeiro, Colorado, Jundiaí e seleção brasileira. Jorge Mendonça foi campeão paulista em 1976 pelo Palmeiras, e da Taça de Prata em 1980, pelo Guarani. Também disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Segundo a CBF, ele disputou 11 partidas pela seleção brasileira, tendo marcado dois gols. Em jogo de 1980 para comemorar o encerramento da reunião dos dirigentes esportivos do Pacto Amazônico, realizado em Manaus, Jairo Mendonça vestiu a camisa da seleção amazonense contra um combinado boliviano. O amistoso foi disputado no dia 19 de outubro no estádio Vivaldo Lima, com vitória do selecionado local por 2 a 0, gols de Rogério e Fernandinho. Pelo jogo festivo, a seleção do amazonas jogou e venceu com Rafael (Amauri), Jair (Carlos Alberto), Ademir (Marcão),

DIVULGAÇÃO

Jairo Mendonça campeão do Naça de 1980

Escalação do Nacional com: Rafael, Sarará, Marinho Macapá, Eli, Ademir, Américo, Bendelack, Fernandinho, Silva, Jairo Mendonça e Reis

Paulo Ricardo, Américo, Val (Armando), Fernandinho, Jairo Mendonça, Rogério, Lúcio Santarém (Silva) e Reis. O time Boliviano jogou com Hoyos, Montano, Subirales, Antelo, Bid, Gonzalez, Lopez, Romero, Yorio, Echeverria e Cabreba (Anez). Na final do Estadual de 1980, em partida realizada no dia 30 de novembro, o Nacional venceu o Fast Clube por 3 a 0 com gols de Sarará (31 do 1º), Jairo Mendonça (3 do 2º) e Fernandinho (30 do 2º). O time

azulino do técnico Laerte Dória foi campeão jogando com Rafael, Sarará, Eli, Ademir, Américo, Marinho Macapá (Armando), Fernandinho, Jairo Mendonça, Bendelack,Silva (Dedé) e Reis. O Fast Clube jogou com Gato, Carlos Alberto, Marcão, Joãozinho, Anselmo, Elias, Mário Gordinho, Tauíres, Rogério (Orange), Domingos (Ricardo Luís) e Marcelo. Além de Nacional e Fast, Rio Negro, Sul América, América, Libermorro, Olaria, Penarol e São

Raimundo também estiveram no certame regional daquele ano. Olaria (Humaitá) e Penarol (Itacoatiara) participavam pela primeira vez do Campeonato Amazonense de Futebol. Em partida disputada em 17 de janeiro de 1981 pelo Grupo D da Taça de Ouro, Mendonça esteve no time que enfrentou o Cruzeiro no estádio Vivaldo Lima. Com arbitragem de José Mário Vinhas (DF), o time amazonense venceu por 1 a 0, gol de Fernandinho aos 40

minutos do primeiro tempo. Santos, Flamengo, CRB, Fortaleza, Santa Cruz, Sampaio Correa, Paysandu e Itabaiana também estavam no mesmo grupo da divisão especial do futebol brasileiro. Poucas pessoas sabem que quando o bicheiro Castor de Andrade foi buscar os irmãos Mendonças em Silva Jardim, Jairo era o craque e Jorge Mendonça foi para o Bangu de contrapeso. O craque faleceu em 11 de março de 2011.

Willian D’Ângelo Colunista do pódio

O meio campista nacionalino era irmão do atacante Jorge Mendonça, atleta que defendeu as cores do Bangu, Náutico, Palmeiras, Ponte Preta, Vasco, Cruzeiro, Colorado, Jundiaí e seleção brasileira. Jorge Mendonça foi campeão paulista em 1976 pelo Palmeiras e da Taça de Prata em 1980, pelo Guarani. Também disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina”


E4

Pódio

THIAGO FERNANDO

B

ola na trave não altera o placar. Bola na área sem ninguém para cabecear. Bola na rede para fazer o gol. Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? A pergunta, eternizada na música “Uma partida de futebol”, da banda Skank, mostra o desejo de muitos brasileirinhos: virar um jogador de futebol mundialmente conhecido. Muitos cresceram vendo craques como Ronaldo, Rivaldo e Neymar andando com celebridades, tirando fotos em suas mansões e pilotando carros que mais parecem naves. Porém, esse mundo dos sonhos só existe para uma pequena parte dos atletas que atuam no Brasil. Segundo um levantamento feito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no começo deste ano, utilizando dados de sua Diretoria de Registro e Transferências (DRT), menos de 4% dos jogadores profissionais ganham mais de R$ 5 mil. A pesquisa ainda mostra que menos de 1% consegue alcançar o patamar de receber mais de R$ 50 mil e que mais de 82% ganham menos de R$ 1 mil por mês. Então, o sonho que já parecia distante na infância, na verdade, é uma grande ilusão. Com passagens vitoriosas pelo São Raimundo, Santo André-SP e pelo futebol croata, o lateral-esquerdo Andrezinho explica que a realidade dos jogadores no Amazonas é muito pior do que a maioria dos torcedores imaginam. Sem um calendário completo, muitos são obrigados a recorrer às famosas “peladas” para ganhar o sustento de sua família. “No Amazonas, não chega a R$ 5 mil. A realidade é pior ainda. As pessoas falam que os jogadores

E04 E E05 - PÓDIO.indd Todas as páginas

são peladeiros, mas temos que ver o lado do atleta também. Eles passam dois ou três meses sem receber e têm que colocar comida em casa. Eles acabam se sujeitando a jogar ganhando R$ 100 ou R$ 200. Às vezes condenamos, mas não é observado esse lado. Tem clube que não pagou o estadual do ano passado. Por exemplo, eu ainda não recebi um valor do Rio Negro. Se eu dependesse desse valor, como ficaria? Às vezes, a situação do jogador obriga que ele se rebaixe a essa situação de jogar uma pelada, um jogo amador”, diz o jogador que atuou pelo Galo da Praça da Saudade na Série B do amazonense em 2014. Na última temporada, Andrezinho defendeu as cores do Nacional. Pelo clube da Vila Municipal, ele disputou 23 partidas no ano. O lateral disse que ficou chocado com a realidade dos demais clubes do Estado. Enquanto no Nacional, a estrutura de treinamento e trabalho eram as melhores possíveis, em outros times chegava a ser pior que muitos clubes amadores. Por esse motivo, ele afirma que viu muitos atletas abandonarem o futebol ainda na categoria de base. “Muitos jogadores de Manaus, bem melhores que eu, mas bem melhores mesmo, tiveram que mudar de profissão porque não tinham como sustentar suas famílias. Tudo isso foi na base, e acaba refletindo no profissional. Não tenho nada que reclamar do Nacional. Tudo que acertei, acabei recebendo. Só fico triste pelo fato dos clubes amazonenses não cuidarem da formação de atletas. O que víamos no Campeonato Amazonense era um contraste muito grande. O Nacional pagando em dia e os outros atrasando”, argumenta o atleta.

DIVULGAÇÃO

profissão ilusão No Amazonas, categoria de base é deficiente e pouco tem formado jogadores

Problema tem início na formação Em 2005, André se transferiu para o Santo André-SP. Mesmo já sendo profissional e tendo disputado a Série B do Campeonato Brasileiro pelo Tufão, o jogador disputou a Copa São Paulo de Juniores logo após sua chegada ao novo time. Durante os preparativos para a competição, André viu algumas situações que assustaram, pois a desorganização acontece também nos grandes centros do país. “Vi caso de jogadores largarem o futebol por causa de família. No Santo André mesmo. Vi alguns jogadores chegando com o diretor de base falando que se machucaram porque não estavam recebendo tiveram que atuar em competições de várzea para ganhar R$ 50 pois precisavam dar o dinheiro para o filho. Vi muitos jogadores largarem por causa dessa situação. Na ver-

dade, o futebol brasileiro é muito amador. O futebol amazonense é pior ainda. Muito, muito amador”, avalia o jogador que ainda relatou um fato ocorrido no próprio Leão da Vila Municipal no ano passado. “Apesar da grande organização no profissional, no Nacional fazíamos cotinha para pagar o vale transporte ou comprar chuteira para os meninos do Juniores. Essas coisas que são obrigação do clube. Isso ninguém reporta, porque é Juniores e os meninos ficam à mercê. Tudo acontece na base. Esse problema vem e não é tratado com seriedade. Acaba estourando na ponta do iceberg. Temos que ver isso, jogadores que vão para Costa Rica, Guiana. Isso é uma escravidão total. Os feras são os da Tv. Digo que os jogadores mesmo somos nós, que ganhamos pouco”, salienta André.


MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

Realidade diferente na Europa

Mais de 82% dos jogadores profissionais no Brasil ganham menos de R$ 1 mil, acabando com a ideia de uma profissão glamurosa

Em 2007, após boa campanha no Campeonato Paulista, André foi contratado pelo NK Osijek, equipe da primeira divisão da Croácia. No país europeu, ele presenciou uma realidade totalmente diferente do que era acostumado. No time do Velho Continente, o lateral-esquerdo se deparou com atletas recém-promovidos para o time principal chegando ao treinamento dirigindo carros de luxo. “Fora do Brasil, a realidade é outra. Ganha-se mais. E mesmo os que ganham pouco, pela situação do país, acaba ficando um salário normal. Lá tudo

funciona. Fora, eles valorizam mais os atletas profissionais, a carreira acaba prolongada. Com 30 anos não é considerado veterano. Isso faz diferença. No Brasil é pura ilusão que os jogadores ganham muito, são milionários. Isso é para uma pequena parcela. Para se ter uma ideia, se você vai ganhando 2 ou 3 mil euros, vai estar ganhando R$ 9 mil. Se tiver uma boa cabeça, você consegue economizar e guardar um dinheirinho. Quando fui para a Croácia, o quinto goleiro, que era um moleque da base, tinha uma BMW. Lá isso é normal”, relembra o atleta.

Plano B foi voltar aos estudos Outro jogador que viveu de perto essa diferença foi o centroavante Marinho. Aos 36 anos, o “Tanque”, jogou pelo Hong Kong Pegasus em 2010. Com essa experiência, o jogador viu que era necessário buscar outros rumos para deixar como alternativa ao futebol. Mesmo atuando como jogador e sabendo que a carreira de jogador profissional é curta, Marinho decidiu investir uma parte do seu tempo nos estudos. “A dificuldade é imensa, porque fica complicado viver somente do futebol. Eu me formei em educação física, faço uma pós-graduação em fisiologia do exercício e estou buscando me qualificar cada vez mais para ter uma segunda opção”, analisa Marinho.

E5

As pessoas falam que os jogadores são peladeiros, mas temos que ver o lado do atleta também. Eles passam dois ou três meses sem receber e têm que colocar comida em casa”

Apesar da grande organização no profissional, no Nacional fazíamos cotinha para pagar o valetransporte ou comprar chuteira para os meninos do Juniores

18/03/2016 21:40:01


Pódio

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

Zagueiro Maicon será titular na zaga tricolor

Com mudanças, São Paulo encara Ituano

‘SELESANTOS’

Santos encara Rio Claro com cinco ‘selecionáveis’ São Paulo (SP) – O Santos enfrenta o Rio Claro, fora de casa, às 17h30 (de Manaus) deste domingo (20), pela décima rodada do Campeonato Paulista com cinco jogadores convocados para a seleção brasileira. Após o duelo, Lucas Lima e Ricardo Oliveira se apresentam à seleção principal, que disputa as Eliminatórias para Capa do Mundo de 2018. Já Gabriel, Thiago Maia e Zeca defenderão o Brasil em dois amistosos pelo time olímpico. “Estou realizando um sonho, ainda mais com dois

jogadores daqui, que eu fico todo dia, convivo todo dia. Fico mais com eles do que com a minha própria família. Até na Seleção agora. Eu fico muito feliz. Até porque eu vim de um Estado (Roraima) onde o futebol não é bem desenvolvido e eu estar na Seleção é muito bom para mim”, comentou Thiago Maia. O Santos deve entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia, Serginho e Lucas Lima; Gabriel e Ricardo Oliveira. DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

E6

Com foco total na Copa Libertadores da América, Tricolor vai poupar a maioria de seus titulares na partida deste domingo pelo Campeonato Paulista

S

ão Paulo (SP) – O São Paulo enfrenta o Ituano às 15h (de Manaus) deste domingo (20), pela décima rodada do Campeonato Paulista, com o um time misto. Focado na classificação para a segunda fase da Libertadores, o técnico Edgardo Bauza, dará folga para os atletas mais desgastados. Caramelo e João Schmidt devem substituir Bruno e Hudson,

suspensos, respectivamente. A equipe também pode ter mais alterações na defesa, pois Maicon, poupado diante do Trujillanos, tem chances de ganhar a vaga de Lugano. Na frente, Calleri, suspenso na Libertadores, deve retornar na vaga de Alan Kardec. A dúvida é se Bauza manterá os pontas Centurión e Carlinhos, além de Paulo Henrique Ganso, por conta do desgaste

físico. Rogério, Kelvin e Daniel surgem como opções para essas posições. Lucas Fernandes, meia promovido recentemente da base, ainda não deve ter chances como titular. Além de Bruno e Hudson, Bauza não poderá contar com Michel Bastos (contratura na coxa direita), Wesley (estiramento na coxa direita), Renan Ribeiro (recupera-se de cirurgia de apendicite), Breno

(tendinite no joelho direito) e Wilder (contratura na coxa direita). O São Paulo é o segundo colocado do Grupo C do Paulistão, com 13 pontos. Seguindo os sinais dados pelo técnico argentino, o provável time que enfrenta o Ituano conta com Denis; Mateus Caramelo, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; João Schmidt, Thiago Mendes, Rogério, Daniel (Ganso) e Kelvin (Carlinhos); Calleri.

Lucas Lima está entre os convocados de Dunga para as Eliminatórias


Pódio E7 Flamengo e Fluminense se enfrentam no Pacaembu

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

CARIOCA

Botafogo encara Madureira Rio de Janeiro (RJ) – A possível mudança no time titular do Botafogo, indicada pelo técnico Ricardo Gomes, ficou somente no discurso. O Alvinegro vai encarar o Madureira, neste domingo (20), às 17h30 (de Manaus), no estádio Los Lários, em Duque de Caxias, pela segundada rodada da Taça Rio, com mesmo time que empatou com o Fluminense na última rodada. Assim, o Fogão deve entrar em campo com Jefferson, Luís Ricardo, Carli, Emerson e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê; Salgueiro e Ribamar. Números a favor Se depender das estatísticas, o Botafogo pode comemorar. Nas seis partidas contra times pequenos neste Estadual, o time de General Severiano venceu todos. Mesmo assim, o volante Rodrigo Lindoso prega respeito ao Madureira. “Sabemos que uma partida tem uma realidade completamente diferente da outra e a partida contra o Madureira, que tem uma boa equipe, vai ser muito complicada. Estatísticas não garantem a conquista dos três pontos”, disse o jogador.

Clássico carioca, pela segunda rodada da Taça Rio, será disputado no estádio da capital paulista

R

io de Janeiro (RJ) – Por conta de obras no Maracanã, o principal clássico carioca entre Flamengo e Fluminense será disputado neste domingo (20), às 15h (de Manaus), no estádio do Pacaembu, em São Paulo. A mudança, mesmo que inusitada, deve render frutos no bolso dos clubes, uma vez, que se espera um público acima de 30 mil pagantes. Para o duelo, o Flamengo, que vem de derrota no meio de semana para o Confiança-SE pela Copa do Brasil, terá um adversário a mais: o cansaço. Em uma maratona de jogos neste início de ano, o Rubro-Negro irá a campo em desvantagem, já que o rival descansou a semana inteira. Mesmo assim, o técnico Muricy Ramalho deve manter o time titular para a partida. A única dúvida é o meia Ederson, que ainda busca a melhor forma física após lesão. “Nós sabemos que seremos cobrados pelo jogo contra o Confiança, pois todo mundo esperava uma vitória do Flamengo e saímos derrotados. O jogo acabou não acontecendo da maneira que a gente esperava e infelizmente perdemos. Mas é bola para frente, pois já temos uma partida muito importante pelo Campeonato Carioca, um clássico, e precisamos somar mais três pontos”, disse o la-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

teral-direito Rodinei. O Flamengo deve ir a campo com: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuellar, William Arão, Ederson (Gabriel); Emerson Sheik, Marcelo Cirino e Guerrero. Fluminense Ainda em busca da formação ideal no Fluminense, o técnico Levir Culpi, usou a semana livre para fazer testes na equipe. Ele não gostou do que viu no empate de 1 a 1 contra o Botafogo, na última rodada do Estadual. O atacante Fred, recuperado de uma lesão na coxa esquerda, deve voltar à equipe no lugar de Osvaldo. Mas as mudanças não se limitaram a isso. O lateral-esquerdo Geovanni foi barrado e Wellington Silva foi improvisado no local, com Jonathan assumindo a lateral direita. Autor do gol contra o Botafogo, Gum vai formar dupla de zaga com Henrique, que retorna após cumprir suspensão contra o Alvinegro e ganha a vaga de Renato Chaves. Outro que retorna de suspensão, o volante Pierre, reaparece na vaga de Edson. O meia Gerson também ganhou uma oportunidade no lugar de Marcos Junior. Sendo assim, o Tricolor treinou com Diego Cavalieri, Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre e Cícero; Gerson, Diego Souza e Gustavo Scarpa; Fred.

Emerson Sheik e Fred são uns dos principais astros do clássico Fla-Flu, que será disputado em São Paulo


E8

Pódio

MANAUS, DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2016

FRAMME

Temporada da Fórmula 1 tem início na

Austrália

Principal categoria do automobilismo terá mudanças em 2016. Mercedes segue como favorita

M

Hamilton segue sendo o homem a ser batido na Fórmula 1

elbourne (Austrália) - Enfim, a espera acabou. Depois de meses de “offseason”, a Fórmula 1está de volta com o Grande Prêmio da Austrália. A corrida será neste domingo (20), à 1h (de Manaus). A Mercedes, do bicampeão Lewis Hamilton e Nico Rosberg, parte como favorita a novo título mundial, mas terá de bater uma Ferrari disposta em ameaçar a sua hegemonia, sob o comando de Sebastian Vettel. Depois de mais um ano de domínio absoluto, com 16 triunfos em 19 corridas, que lhe valeram os dois primeiros lugares do campeonato, a equipa germânica é a grande candidata à sua própria sucessão, uma vez que não é esperado que hajam grandes oscilações no seu desempenho. Campeão ano passado, com 10 grandes prémios conquistados e mais 59 pontos do que Rosberg, Hamilton é o “homem a ser batido”. Mas a concorrência será forte. Rosberg, vice-campeão em 2014 e 2015, promete um confronto ainda mais aceso com o companheiro de equipe. Os dois pilotos da Mercedes partem na frente, mas precisam confirmar o favoritismo ante a uma Ferrari que se recuperou do desastroso desempenho de 2014 e acabou por vencer três corridas em 2015, com Sebastian Vettel. Com um carro aparentemente ainda mais competitivo,

a escuderia italiana volta a contar com a experiência e talento do tetracampeão mundial para tentar capitalizar a recuperação e evitar que a Mercedes solidifique a posição dominante. O piloto alemão voltará a formar dupla com o finlandês Kimi Raikkonen, quarto colocado ano passado. Na luta pelo terceiro posto do pódio de construtores surgem Williams, Red Bull e a surpreendente Force India, quinta colocada na temporada passada e que conta agora com um motor Mercedes. Todas elas têm capacidade para causar impacto no Mundial. A Williams, novamente com Felipe Massa e Valtteri Bottas ao volante, parece estar ligeiramente mais distante de uma luta com a Ferrari pelo segundo posto, enquanto a Red Bull, campeã entre 2010 e 2013, enfrentará um ano decisivo, uma vez que o proprietário Dietrich Mateschitz ameaçou retirar a equipa da F1 no próximo ano, caso esta não volte a ter motores competitivos. Por outro lado, a McLaren -Honda surge novamente com menores probabilidades de sucesso na competição, embora seja difícil fazer pior que na última edição, em que terminou num modesto nono e penúltimo lugar, apesar de contar nas suas fileiras com dois campeões do mundo: o espanhol Fernando Alonso e o britânico Jenson Button.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Pódio - 20 de março de 2016 by Amazonas Em Tempo - Issuu