THIAGOCALIL/GAZETAPRESS
MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
esportes@emtempo.com.br
Ele parou
o Brasil Escolhido como melhor jogador da partida, o goleiro do México fez quatro defesas espetaculares e garantiu o empate do México contra o Brasil. Os comandados de Felipão não jogaram bem. Neymar e Oscar não tiveram a atuação brilhante da estreia e, nas poucas jogadas perigosas, a equipe parou na muralha chamada Guillermo Ochoa. Pódio E4 e E5
Espanha em busca de recuperação Pódio E7
Idosos assistem à segunda Copa no Brasil Pódio E15
E2
MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
CHARGE
HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA
Müller, a máquina de fazer gols O alemão Gerhard “Gerd” Müller foi um dos mais completos craques que já passaram pela Copa do Mundo. O jogador surgiu na época dourada da seleção e dos clubes da Alemanha Ocidental nos primeiros anos da década de 1970. O alemão manteve o posto de recordista de gols em Mundiais por 32 anos, com 14 gols marcados nas Copas de 1970 e 1974. Na Copa de 2006, foi ultrapassado pelo brasileiro Ronaldo, que completou 15 gols no jogo contra Gana, pelas oitavas de final.
tica por 3 a 0. Os três gols foram do atacante. Cinco vezes artilheiro da Bundesliga (Campeonato Alemão) pelo Bayern de Munique, Müller tem uma média impressionante de gols. Marcou 447 gols em 490 jogos, cravando 0,91 gol por partida. Pela seleção da Alemanha, os números são ainda mais surpreendentes: 68 gols em 62 jogos (média de 1,1 gol por jogo). Pendurou as chuteiras aos 36 anos, depois de jogar por dois anos no futebol norte-americano.
Conhecido na infância como “Der Dick”, o “Gordinho”, Müller não tinha o tipo físico de um atacante alemão. Com apenas 1,74m, possuía um grande poder de explosão e de velocidade de movimentos em pequenos espaços. Era uma máquina poderosa de fazer gols e passou a ser chamado de “Der Bomber”. Especialista em chutes rasteiros, Müller entrou para a história do futebol alemão ao marcar gols decisivos, como na final da Eurocopa de 1972. A Alemanha venceu a União Sovié-
* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO
Tabela da Copa do Mundo
3
ARTILHARIA
THOMAS MULLER ALEMANHA
GOLS
Brasil
Camarões
Austrália
Chile
Colômbia
Costa do Marfim
Costa Rica
Inglaterra
Croácia
México
Espanha
Holanda
Grécia
Japão
Itália
Uruguai
12/6/2014 - 16h Arena Corinthians Brasil
3
13/6/2014 - 15h Fonte Nova
Croácia
1
Espanha
13/6/2014 - 12h Arena das Dunas México
1
0
0
Camarões
0
3
Chile
Austrália Holanda
Espanha
Chile
23/6/2014 - 12h Arena da Baixada
23/6/2014 - 17h Estádio Mané Garrincha
Austrália
Brasil
Espanha
23/6/2014 - 12h Arena Corinthians
23/6/2014 - 17h Arena Pernanbuco
Holanda
México
Colômbia
3
0
14/6/2014 - 15h Castelão
Grécia
14/6/2014 - 21h Arena Pernambuco C. Marfim
2
1
Japão
16/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha Colômbia
C. Marfim
19/6/2014 - 18h Arena das Dunas
18/6/2014 - 15h Maracanã
Croácia
Croácia
1
Austrália
18/6/2014 - 18h Arena da Amazônia
Camarões
Holanda
18/6/2014 - 12h Arena Beira Rio
México
Camarões
5
13/6/2014 - 18h Arena Pantanal
17/6/2014 - 15h Arena Castelão Brasil
1
14/6/2014 - 12h Mineirão
Chile
Japão
Grécia
26/6/2014 - 15h Arena Pantanal Japão
Colômbia
Uruguai
1
3
C. Rica Inglaterra 14/6/2014 - 18h Arena da Amazônia
Inglaterra
1
2
19/6/2014 - 15h Arena Corinthians Uruguai
Uruguai 20/6/2014 - 12h Arena Pernambuco
Itália
Inglaterra 24/6/2014 - 12h Arenas das Dunas
Itália
24/6/2014 - 17h Arena Castelão Grécia
24/6/2014 - 12h Mineirão
C. Marfim
C. Rica
Equador
França
Argentina
Bósnia-Herzegovina
Alemanha
Estados Unidos
Argélia
Bélgica
Honduras
Suíça
Irã
Nigéria
Gana
Portugal
Coreia do Sul
Rússia
15/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha
2
Suíça
1
Equador
15/6/2014 - 15h Arena Beira Rio França
3
0
Honduras França Equador
Tostão
Bósnia
Irã
0
0
Nigéria
Argentina Nigéria Nigéria
Suíça França
Alemanha
4
0
Portugal
16/6/2014 - 18h Arena das Dunas Gana
1
2
EUA
Irã
Alemanha
Gana
22/6/2014 - 18h Arena da Amazônia
Bósnia
EUA
Portugal
26/6/2014 - 12h Arena Pernambuco
Argentina
EUA
17/6/2014 - 12h Mineirão Bélgica
2
1
Argélia
17/6/2014 - 18h Arena Pantanal Rússia
1
1
C. do Sul
22/6/2014 - 12h Maracanã
21/6/2014 - 15h Arena Castelão
25/6/2014 - 12h Arena Beira Rio
25/6/2014 - 17h Maracanã Equador
1
21/6/2014 - 18h Arena Pantanal
25/6/2014 - 15h Arena da Amazônia Honduras
2
21/6/2014 - 12h Mineirão
20/6/2014 - 18h Arena da Baixada Honduras
Argentina
16/6/2014 - 12h Fonte Nova
16/6/2014 - 15h Arena da Baixada
20/6/2014 - 15h Arena Fonte Nova Suíça
15/6/2014 - 18h Maracanã
Itália C. Rica
Alemanha
Bélgica
Bélgica 22/6/2014 - 15h Arena Beira Rio
C. do Sul
Rússia 26/6/2014 - 17h Arena Corinthians
C. do Sul
25/6/2014 - 12h Arena Fonte Nova
26/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha
26/6/2014 - 17h Arena da Baixada
Bósnia
Portugal
Argélia
Irã
Gana
COLUNISTA DO JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO”
Faltou mais talento O México foi melhor coletivamente, trocou mais passes, mas as melhores chances foram do Brasil. O goleiro mexicano foi um dos destaques da partida. Júlio César não precisou fazer uma grande defesa. Mais uma vez, o Brasil não teve meio-campo. É defesa e ataque. Luiz Gustavo protege os defensores (fez mais uma ótima partida) e Paulinho não aparece para receber a bola. No intervalo, deveria ter entrado um armador (Willian, Hernanes ou Fernandinho),
e não um atacante (Bernard). O time depende demais de jogadas aéreas e, principalmente, de lances individuais, estocadas, quase sempre com Neymar. Paulinho, Oscar, Fred, Ramires e Bernard atuaram muito mal. Jô se movimentou mais que Fred. Daniel Alves foi discreto. Já Thiago Silva, David Luiz, Luiz Gustavo, Marcelo e Neymar, mesmo longe de seus melhores momentos, atuaram muito bem. Hulk fez falta. O time mexicano foi superior à
Croácia. Marcou melhor do que eu esperava. O México chegou com facilidade na intermediária e finalizou muitas vezes de fora da área, com perigo. Já os dois atacantes foram anulados pela zaga brasileira. A atuação do Brasil foi regular, como contra a Croácia. Continuamos fortes candidatos ao título. Mas o time não pode depender tanto de Neymar nem achar que basta ser guerreiro e cantar, com força, o Hino nos jogos mata-mata. É necessário mais talento e fantasia.
Foi mais um bom jogo, apesar do 0 a 0. Está, na média, excelente o nível técnico da Copa. Não é surpresa. É o futebol que vemos nos principais campeonatos europeus, onde se concentram os melhores jogadores do mundo. É um jogo rápido, coletivo, com vários excepcionais jogadores, com muita troca de passes e também com muitos gols de jogadas aéreas. O torcedor que só acompanha os times brasileiros está adorando ainda mais. Descobriu um novo futebol.
Mais uma vez, o Brasil não teve meio-campo. É defesa e ataque. Luiz Gustavo protege os defensores (fez mais uma ótima partida) e Paulinho não aparece para receber a bola. No intervalo, deveria ter entrado um armador (Willian, Hernanes ou Fernandinho), e não um atacante (Bernard)
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MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
Croácia e Camarões fazem duelo da ‘sobrevivência’ ALBERTO CESAR ARAÚJO
No jogo de logo mais na Arena da Amazônia, só a vitória interessa para as seleções que perderam em suas estreias
FICHA TÉCNICA CAMARÕES CROÁCIA Local: Arena Amazônia, em Manaus (AM) Horário: 18h Árbitro: Pedro Proença (Portugal) Camarões: Charles Itandje, Cedric Djeugoue, Nicolas N’Koulou, Aurelien Chedjou e Assou Ekotto; Alexandre Song, Eyong Enoh, Benjamin Moukandjo, Stephane M’Bia e Choupo Moting; Vincent Aboubakar. Técnico: Volker Finke Croácia: Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Vedran Corluka, Dejan Lovren e Daniel Pranjic; Ivan Perisic, Luka Modric (Marcelo Brozovic), Mateo Kovacic, Ivan Rakitic, Ivica Olic; Nikica Jelavic. Técnico: Niko Kovac
D
errotados na estreia na Copa do Mundo, Camarões e Croácia se enfrentam para tentar a reabilitação hoje, às 18h, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, pela segunda rodada do Grupo A. Os camaroneses foram derrotados por 1 a 0 pelos mexicanos, enquanto que os croatas reclamam até hoje da arbitragem na derrota de 3 a 1 para a seleção brasileira, no jogo de abertura do Mundial. O perdedor dá adeus à competição e jogará a última partida da fase de grupos só para cumprir tabela. Os dois times chegam em crise para o duelo. A Croácia entrou em guerra com a imprensa após serem divulgadas fotos de uma festa promovida pelos jogadores na piscina após a derrota para o Brasil. Além disso, um dos principais jornais do país teceu críticas firmes sobre a realização do jogo em Manaus. Com a frase: “Primeiro, o juíz japonês, e agora jogo na selva”, o informativo afirma que Manaus só foi escolhida como sede por questões políticas e garante que Camarões levará vantagem por jogar sob alta temperatura. Já os camaroneses estão enfrentando as críticas por conta do mau desempenho diante do México, sendo ironizados por terem discutido sobre a premiação antes de o Mundial ter iniciado. Tentando se limitar a analisar os fatores dentro de campo, os dois treinadores temem o calor de Manaus. “Vamos precisar ditar o ritmo e jogar com intensidade apenas quando for possível, sem comprometer os noventa minutos. O calor em Manaus será infernal e não podemos perder no aspecto físico”, disse Niko Kovac, técnico da Croácia. O alemão Volker Finke,
IONE MORENO
Seleção camaronesa deve ter o desfalque do seu grande astro, o atacante Samuel Eto’o. Já a Croácia conta com o retorno do atacante do Bayern de Munique, Mario Mandzukic, que cumpriu suspensão
comandante de Camarões, espera um jogo tenso. Na visão dele, as duas equipes estarão em campo muito pressionadas pela responsabilidade de somarem pontos. “Vai ser uma partida muito complicada, tensa, pois ninguém pode perder. São dois grandes times, os fatores climáticos não ajudam a prática do futebol e estaremos todos pressionados. Estamos nos preparando para uma guerra, no bom sentido da palavra”,
CRÍTICA
Não bastasse a imprensa inglesa, foi a vez de um dos principais informativos da Croácia criticar a realização do Mundial em Manaus. Segundo o jornal, a alta temperatura favorece Camarões Simpático, atacante do Chelsea acenou para os torcedores que o tietaram em frente ao hotel
afirmou Volker Finke. Em termos de escalação, Camarões sofreu um duro golpe, pois não poderá contar com a sua principal estrela, o atacante Samuel Eto’o, vetado com uma lesão no joelho direito. Sem ele, Vincent Aboubakar fica com a vaga no ataque. Pelo lado da Croácia, a grande preocupação é o volante Luka Modric, que recebeu um pisão no pé direito na estreia e é dúvida. Se ele não puder jogar, Marcelo Brozovic será o substituto. A boa notícia está na presença do lateral esquerdo Daniel Pranjic, que se recuperou de uma entorse no tornozelo esquerdo que o impediu de enfrentar a seleção brasileira. Com ele, o lateral direito Sime Vrsaljko, que foi improvisado no setor, fica como opção no banco de reservas.
Eto’o conquista fãs em Manaus Com atraso de aproximadamente uma hora, a seleção de Samuel Eto’o só desembarcou no aeroporto internacional Eduardo Gomes às 12h10. O ônibus dos Leões virou atração por onde passou. Na entrada do hotel Blue Tree Premium, localizado na avenida Umberto Calderaro Filho, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da capital, cerca de 30 apaixonados por futebol foram ver de perto os jogadores da seleção camaronesa. Mesmo com jogadores conhecidos no futebol europeu, como o lateral es-
querdo Assou-Ekotto, do Queens Park Rangers–ING, o volante Alex Song, do Barcelona–ESP e o atacante Webó, do Fenerbahce–TUR, o mais assediado pelos torcedores foi o astro Samuel Eto’o, do Chelsea-ING. O atacante que formou o ataque histórico do Barcelona em 2006 com Ronaldinho Gaúcho, chamou a atenção pelo carinho com os torcedores. Mesmo machucado, o camisa 9 e capitão de Camarões, quando ouviu seu nome gritado pelos fãs, voltou e acenou para eles. Essa atitude encantou o garoto Arminio Filho, 13, que chegou cedo para
arrumar um bom local para ver de perto o craque. “Eto’o está de parabéns e espero que sirva de exemplo para todos os outros jogadores. Não custa parar e dar uma atenção aos torcedores”, disse o menino, que acredita em um belo duelo pela segunda rodada da primeira fase. Na segunda-feira, às 16h de ontem, a seleção comandada pelo alemão Volker Finke, fez o reconhecimento do campo de jogo na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Samuel Eto’o afirmou na segunda-feira que só um milagre para fazê-lo jogar diante dos croatas e ele deve desfalcar os Leões.
Croácia desembarca na surdina Por volta das 13h30 de ontem, a seleção croata desembarcou em solo manauense e pôde sentir um pouco do calor que irá enfrentar logo mais. Com cerca de 30 torcedores a frente do hotel Quality, localizado na avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, os jogadores não deram bola para a torcida e, de cara fechada, subiram rapidamente para seus respectivos quartos. A falta de simpatia dos jogadores junto aos torcedores que os esperavam na recepção não decepcionou o alagoano David Fonseca, 30. O vendedor, que já acompanhou o primeiro jogo dos croatas diante do Brasil, em São Paulo, é considerado o fã mais apaixonado da seleção na América do Sul. “Essa paixão começou em 1998. Croácia pela primeira vez numa Copa do Mundo, foi terceira colocada e teve o artilheiro. Um país pequeno, que vinha de uma guerra recente, e eu comecei a estudar um pouco sobre a história do país. Começou como brincadeira e hoje se tornou um amor, que eu não tenho nem palavras para o descrever”, contou Fonseca.
E4
PAREDÃO
Guillermo Ochoa foi escolhido o melhor jogador da partida e fez, pelo menos, quatro ótimas defesas, ajudando o México a segurar o 0 a 0 contra os brasileiros
FICHA TÉCNICA BRASIL MÉXICO
0 0
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE) Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia) Brasil: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard) e Oscar (Willian); Neymar e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari México: Ochoa; Rodríguez, Héctor Moreno e Rafa Márquez; Aguilar, Herrera (Fabián), Vásquez, Guardado e Layún; Giovani dos Santos (Jiménez) e Peralta (Chicharito Hernández). Técnico: Miguel Herrera Cartões: Ramires e Thiago Silva (Brasil); Aguilar e Vázquez (México) (A)
Paulo Vinícius Coelho
V
indo de uma vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, o Brasil encontrou dificuldades para se posicionnar ar com o meia Ramires na vaga do atacante Hulk, e levou alguns sustos do México. No final, já com Bernard, Jô e Willian, tentou de todas as formas chegar ao gol. E não conseguiu. Ainda invicto, o Brasil jogará pela classificação às oitavas de final contra Camarões às 16h (de Manaus) de segunda-feira, no Mané Garrincha, enquanto Croácia e México irão se enfrentar na Arena Pernambuco. Andamento do jogo Luiz Felipe Scolari teve novamente o ambiente que queria para uma partida da seleção brasileira em Copa do Mundo. O já tradicional hino nacional cantado à capela se repetiu no Castelão. A ideia para o jogo contra o México, no entanto, era não repetir também o nervosismo dos primeiros minutos da vitória sobre a Croácia. Não foi possível eliminar qualquer sinal de ansiedade. A seleção deu a saída antes mesmo da autorização do árbitro Cuneyt
Cakir. Errou alguns passes no e não princípio do jogo se mostrou ambientada à entrada de Ramires no lugar de Hulk, contundido. Era tudo o que o México queria para sedimentar a sua fortaleza no Ceará. Sob os gritos de “sí, se puede” de seus torcedores, em grande número nas arquibancadas, os mexicanos justificaram o discurso do técnico Miguel Herrera e foram ao ataque. Aos poucos, o Brasil ganhou terreno. O primeiro susto que deu nos mexicanos foi aos 10 minutos, em um cruzamento da esquerda de Oscar. Fred arrematou firme, acertando o lado externo da rede Como o Brasil não se impôs, o México retornou ao campo ofensivo. Peralta, o carrasco brasileiro nas últimas Olimpíadas, quase fez fila dentro da área de Júlio César. Mais tarde, Herrera testou o goleiro com uma finalização forte, de longe. A seleção só foi responder aos 25 minutos, quando Neymar apareceu bem pela esquerda e permaneceu na área. No cruzamento de Daniel
Alves, a sua cabeçada parou na grande defesa de Ochoa. Felipão tentou contentar os brasileiros com a “alegria nas pernas” de Bernard, no lugar de Ramires no segundo tempo. Parecia que daria certo. Logo em sua primeira participação, o jogador arrancou em velocidade pela direita e fez um bom cruzamento para Neymar, interceptado pela zaga. O que se seguiu, contudo, foi uma série de finalizações mexicanas. Com direito a gritos de “olé’ para a troca de passes visitante. O técnico do Brasil, então, sacou Fred para a entrada de Jô. Aos 23 minutos, estufou o peito para dominar a bola dentro da área e bateu forte, mas em cima de Ochoa. Houve quem berrasse “gol” antes da hora. Nos minutos finais, a seleção brasileira passou a abusar dos lançamentos longos e das jogadas aéreas. A última grande oportunidade de gol foi justamente pelo alto. Aos 40 minutos, Neymar levantou a bola na área em cobrança de falta da esquerda, e Thiago Silva não marcou o gol de cabeça porque Ochoa fez outro milagre.
COLUNISTA DO JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO”
Show de horrores O excesso de juventude dá medo de cair nas semifinais. O mau futebol dá susto e receio de ficar nas oitavas Oscar de um lado, Ramires do outro e Paulinho perdendo bolas: distância demais. O time ia mal no primeiro tempo contra o México e Felipão piorou as coisas no intervalo. Trocar Ramires por Bernard e não por William espalhou ainda mais a equipe. A necessidade era de ganhar o meio de campo e o treinador quis atacar num 4-3-3. A seleção perdeu o meio de vez.
Só melhorou um pouco quando voltou ao 4-2-3-1, com Oscar pela direita, Neymar pelo meio, Bernard à esquerda. A partir dos 20 minutos da segunda etapa, o futebol seguiu fraco, mas pelo menos a posse de bola voltou a ser brasileira. Os problemas são mais graves do que pareciam contra a Croácia. Os mais talentosos não se aproximam, não se procuram e faltam opções de passe. Oscar
deu sinal na estreia de que poderia jogar na mesma altura de Neymar. Quem sabe, ter uma dupla como houve em 1994, com Bebeto e Romário, ou em 2002, com Rivaldo e Ronaldo. Contra o México nem Oscar nem Neymar. A única dupla à altura da expectativa é Thiago Silva e David Luiz. O capitão foi o melhor em campo. Luiz Gustavo acompanhou o nível.
É fundamental trabalhar mais do que se tem trabalhado em Teresópolis para reorganizar a equipe taticamente. Para agrupar os principais jogadores, tê-los próximos uns dos outros para oferecer opções de passe. Mesmo isso pode representar problemas, porque quem pode trocar passes anda perdendo a bola demais. Oscar, Paulinho... Até Neymar e Felipão erraram.
O time ia mal no primeiro tempo contra o México e Felipão piorou as coisas no intervalo. Trocar Ramires por Bernard e não por William espalhou ainda mais a equipe
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MARCELO/SEGIOBARZAGHUI/GAZETAPRESS
O MEXICANO
Lateral esquerdo Marcelo parte para cima dos marcadores mexicanos
Ochoa está sem clube para jogar
Guillermo Ochoa, que fez pelo menos quatro defesas muito difíceis que impediram gols do Brasil, não sabe o que fará após a Copa do Mundo. Seu contrato com o Ajaccio-FRA se encerrou no final da última temporada europeia e ele não foi contratado por nenhum outro time. Graças a sua atuação pelo México nesta terça, o jogo terminou 0 a 0. Considerado o melhor jogador da partida pela Fifa, Ochoa disse que essa foi a melhor atuação da sua vida. “Acredito que sim. Fazer as defesas na Copa, contra o anfitrião. Manter esse empate não foi fácil. Estou contente e vou continuar trabalhando. Vou festejar com os colegas”, disse o arqueiro. O goleiro de 28 anos defendia o time francês desde 2011, mas prefere procurar um clube maior e, quem sabe, disputar a Liga dos Campeões. O Ajaccio foi rebaixado para a segunda divisão neste ano. Rumores no mercado de transferência dão conta de que o Milan estaria interessado no atleta. Antes da Copa do Mundo
começar, Ochoa havia comentado sobre seu futuro após o Mundial. “Minha prioridade é permanecer na França, mas estou aberto a outras propostas. Melhorei bastante nos últimos três anos. Mas eu estava acostumado a competições de alto nível quando jogava no México. Eu agora preciso jogar a Liga dos Campeões para ter certeza sobre o meu nível”, disse o goleiro, que foi revelado pelo América-MEX Ontem (17), em Fortaleza, ele teve uma atuação brilhante e mostrou agilidade e um ótimo posicionamento ao defendeu chutes e cabeçadas à queima-roupa dos brasileiros. É provável que seu passe tenha se valorizado bastante depois desse jogo. Ochoa recebeu também muito elogios do técnico Miguel Herrera, que admitiu que, antes da Copa, tinha dúvida sobre se daria ou não a vaga de titular ao goleiro. “Eu tinha quatro goleiros em mente, eu decidi os três e depois um para ser titular. Acho que ele apresentou a resposta que esperávamos”, afirmou Herrera.
THIAGOLCALIL/GAZETAPRESS
Goleiro mexicano parando o ataque da seleção brasileira durante o jogo no Castelão, em Fortaleza
Fred promete gol contra Camarões Depois de passar em branco pelo segundo jogo consecutivo, o atacante Fred prometeu balançar as redes contra Camarões na próxima segunda-feira (23), em Brasília, pela última rodada do Grupo A da Copa do Mundo. “Vamos fazer os gols novamente. Hoje não deu e na estreia também não. Contra Camarões vai sair”, disse o camisa nove da seleção brasileira, que atuou durante toda a partida contra a Croácia e foi substituído por Jô aos 23 minutos da etapa complementar contra o México nesta terça-feira (17). Na Copa das Confederações-2013, Fred também não marcou contra Japão e México. Ele só balançou a rede na terceira rodada, quando o Brasil venceu a seleção italiana.
COINCIDÊNCIA
Assim como nesta Copa do Mundo, o atacante Fred passou em branco nos dois primeiros jogos da Copa das Confederações do ano passado, mas depois desencantou
Marcelo reclama de pênalti O lateral esquerdo Marcelo deixou o jogo contra o México com uma reclamação contra a arbitragem. O jogador alegou ter sofrido um pênalti em disputa no fim do jogo. “Eu tinha a posse de bola, e ele me puxou. Se não tivesse puxado, eu não falaria que foi pênalti. Estava com a bola na área e, se ele não me puxa, conseguiria seguir e cruzar”, afirmou. No momento da jogada, Marcelo reclamou bastante com o árbitro que considerou tudo normal. Apesar de irritado com a jogada, Marcelo não acha que o árbitro tenha se sentido pressionado por conta da polêmica que gerou o pênalti sofrido por Fred na estreia.
O atacante do Fluminense fez questão também de elogiar o goleiro Ochoa, que fez quatro excelentes defesas no empate contra o México por 0 a 0. “A gente esperava esse nível de dificuldade. Na Copa das Confederações ganhamos do México, mas fizemos o gol (o segundo) no final. Temos que dar parabéns ao goleiro, que fez quatro grandes defesas”, afirmou. Atacante da seleção brasileira, Fred em uma das tentativas de jogada contra o zagueiro mexicano
JUCA KFOURI
COLUNISTA DO JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO”
O jogo do contente O México teve mais iniciativa que o Brasil que, apesar disso, criou quatro ótimas chances de gol O 0 A 0 no Castelão frustrou. Frustrou tanto que à medida que o jogo correu a torcida mexicana, talvez 1/4 do estádio cearense, fez-se muito mais presente que a brasileira, embate que começou também em empate já nos hinos a capela. Os mexicanos jogaram como prometeram, sem medo, com momentos de absoluta iniciativa no jogo disputado palmo a palmo, mais coração que técnica. O melhor jogador em campo não
foi nem Neymar, nem Peralta, nem David Luiz, nem Rafa Marquez, embora, desses quatro, só o artilheiro mexicano tenha ido mal, como seu parceiro de profissão, Fred. O melhor jogador em campo foi mesmo o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, 28 anos, que defende o pequeno Ajaccio francês e defendeu quatro bolas com o endereço da vitória brasileira. Que efeito terá o empate? O efeito dos pés no chão, enquanto voam os alemães, os holandeses e os italianos,
para não falar dos argentinos que venceram modestamente a Bósnia. Causará desalento na torcida baladeira do Brasil? Pode ser, mas o próximo jogo, contra Camarões, será em Brasília, com outro clima, outra expectativa. Fosse de novo em Fortaleza, aí sim, poderia haver problema. A seleção tem um jogo bem menos complicado contra Camarões que o México, rival da Croácia. O primeiro lugar do grupo segue bem encaminhado, mesmo que agora seja necessário
administrar a frustração do Castelão. Em 1958, o segundo jogo, contra a Inglaterra, terminou também sem gols. Em 1962, no bi, repetiu-se a história contra a Tchecoslováquia, 0 a 0 no segundo jogo. Não foi bom, ficamos todos com gosto de cabo de guarda-chuva, mas também não foi o fim do mundo. O pior é que alguma coisa estava no ar indicando que o jogo seria o que foi para esta seleção brasileira que é muito mais transpiração que inspiração
O melhor jogador em campo foi mesmo o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, 28 anos, que defende o pequeno Ajaccio francês e defendeu quatro bolas com o endereço da vitória brasileira
SERGIO BARZAGHI/GAZETAPRESS
MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
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MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
Bélgica sofre, mas bate Argélia de virada
WASHIGTONALVES/GAZETA
Sensação nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo, a seleção belga não teve boa atuação contra os argelinos
A
Bélgica passou fácil pelas eliminatórias européias e chegou ao Brasil como a seleção que poderia surpreender na Copa do Mundo, mas logo na estreia a equipe encontrou muitas dificuldades. Tomaram um susto da Argélia e só conseguiram a virada no segundo tempo, vencendo por 2 a 1, em jogo realizado ontem (17), no Mineirão. O gol da Argélia foi marcado por Feghouli em cobrança de pênalti. Fellaini e Mertens fizeram os gols da virada belga. Hazard apareceu bem no lance do segundo gol, mas ficou preso no lado esquerdo do campo, produzindo muito pouco. Na sequência da Copa, a Bélgica terá pela frente os russos, duelo marcado para o próximo domingo, no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. Já a Argélia vai medir forças contra a Coreia do Sul, confronto também no domingo, só que no estádio Beira Rio, em Porto Alegre. O jogo Tocando a bola com qualidade, a Argélia dominou as ações no meio-campo, obrigando os Red Devills a recuar as linhas de marcação. O técnico Marc Wilmots parecia não acreditar no que via e passou a gesticular com
os comandados, pedindo o avanço para o campo ofensivo. A partir dos 15 minutos, os belgas conseguiram equilibrar as ações, mas com pouca objetividade. Aos 17, Mahrez teve uma boa chance, porém, com a pontaria descalibrada errou o alvo na primeira chance do jogo em favor da Argélia. A Bélgica conseguiu dar a resposta em um bom chute de fora da área de Witsel, obrigando o goleiro Mbolhi a fazer boa defesa. Aos 23, o Mineirão explodiu em alegria quando Vertonghen derrubou o atacante argelino dentro da área, o árbitro mexicano Marco Rodríguez não titubeou e marcou pênalti. Na cobrança, Feghouli descolou Courtois, para abrir o placar. Com Hazard apagado, Witsel foi quem mais tentou alguma coisa em jogadas individuais, mas com pouco brilho. Depois de 45 minutos apáticos, a seleção europeia parece ter acordado no jogo e começou melhor o segundo tempo, mas ainda com dificuldades para furar o bloqueio armado pelo técnico Vahid Halilhodzic. As jogadas de bola parada e chutes de fora da área foram a principal arma dos belgas. Discreto, Hazard tentou alguns lances, mas ficou muito
MARCELLO ZAMBRANA/GAZETAPRESS
distante do jogador que costuma desequilibrar as partidas do Chelsea-ING. Aos 21, os belgas ainda tiveram uma boa chance com Origi, que saiu na cara do goleiro Mbolhi, que fez a defesa com os pés. No momento mais crítico para a Bélgica, De Bruyne cruzou da esquerda e Fellaini, que tinha acabado de entrar desviou de cabeça, empatando o jogo no Mineirão e renovando as esperança do time europeu.Com o empate a Bélgica se lançou toda à frente para buscar a virada, que aconteceu aos 34, quando Hazard arrancou em velocidade pela esquerda e deu assistência perfeita para Mertens encher o pé na saída do goleiro argelino virando o placar e estreando com vitória na Copa do Mundo.
Meia Axel Witsel em disputa de bola na vitória da Bélgica sobre a Argélia
FALHA
Com ‘frango’, Rússia só empata
Kerzhakov, atacante da Rússia, comemora seu gol na partida
Com um “frangaço” de Akinfeev, a seleção russa decepcionou em sua estreia na Copa do Mundo e encontrou bastante dificuldade para arrancar um empate da Coreia do Sul, em Cuiabá (MT). O time dirigido por Fabio Capello saiu atrás e definiu o 1 a 1 com um gol marcado por Kerzhakov em posição, no mínimo, duvidosa. Após um mau primeiro tempo, o jogo cresceu na volta do intervalo. Os asiáticos buscaram o ataque e saíram na frente com Lee Keun-Ho, em um frango de Akinfeev. Cinco minutos depois, aos 28, Kerzakhov aproveitou bola que pipocava na pequena área para evitar uma zebra maior na Arena Pantanal.
O resultado deixou a Bélgica isolada na liderança do Grupo H. Ela é a próxima adversária da Rússia, em confronto marcado para o próximo domingo, no estádio do Maracanã. A Coreia do Sul tentará alimentar o seu sonho de classificação às oitavas de final enfrentando a Argélia, também no domingo, no Beira-Rio. Pouco futebol As defesas se sobrepuseram aos ataques durante os 45 minutos iniciais em Cuiabá. A Rússia tinha mais posse de bola, mas encontrava enorme dificuldade para superar as duas linhas de marcação sul-coreanas. Os asiáticos preferiam contra-atacar, apostando espe-
cialmente na velocidade de Son Heung-Min. Frango e gol polêmico Após decepcionante atuação no primeiro tempo, a Rússia começou a etapa final atacando, levando perigo em chute de fora de Fayzulin e em cabeceio de Berezutskiy. Mas não demorou para que os sul-coreanos passassem a frequentar com assiduidade o campo de ataque. Koo e Ki Sung-Yueng fizeram Akinfeev mostrar insegurança em chutes de fora da área. Kombarov fez o mesmo com Jung do outro lado. A essa altura, cada técnico já havia feito uma substituição. Capello botou Dzagoev, e Hong teve mais resultado
imediato com Lee Keun-Ho. Aos 23 minutos, o atacante partiu em velocidade, marcado por Ignashevich e resolveu bater de fora da área. Não era uma defesa difícil para Akinfeev, que cumpriu o que vinha prometendo e viu a bola passar entre seus dedos. Aí, Capello buscou o ataque com Kerzhakov e Denisov. O empate chegou cinco minutos depois, em jogada confusa na área sul-coreana. Após uma vantagem bem concedida pelo árbitro, Dzagoev finalizou dentro da área, para boa defesa de Jung. A zaga cortou e a bola bateu em Eshchenko antes de sobrar para Kerzhakov, que dominou em posição duvidosa e bateu rasteiro.
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Holanda quer fazer da Austrália sua nova vítima Após golear a atual campeão Espanha por 5 a 1 na estreia da Copa do Mundo, os comandados de Louis Van Gaal buscam novo triunfo diante dos cangurus
AUSTRÁLIA HOLANDA Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Horário: 12h (de Manaus) Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)
AUSTRÁLIA: Matthew Ryan, Ryan McGowan, Alex Wilkinson, Matthew Spiranovic e Jason Davidson; Mile Jedinak, Mark Milligan, Mathew Leckie, Mark Bresciano e Tommy Oar; Tim Cahill Técnico: Ange Postecoglou HOLANDA: Jasper Cillessen, Daryl Janmaat, De Vrij, Ron Vlaar e Bruno Martins Indi; De Jong, Daley Blind, De Guzmán e Wesley Sneijder; Arjen Robben e Van Persie Técnico: Louis Van Gaal
vantando a bola de seus comandados. “Dentro de campo são onze contra onze e só consideraria um time invencível se ele entrasse em campo com um número muito superior de jogadores. A Austrália não chegou a esta Copa do Mundo por acaso e não estamos aqui para fazer turismo e sim para lutarmos por algo a mais. Confio que podemos fazer um grande jogo e surpreendermos a Holanda”, falou. O único desfalque para a partida é o lateral direito da Austrália Ivan Franjic, fora por lesão na coxa esquerda. Ryan McGowan será o seu substituto.
Escolhido melhor jogador na goleada em cima da Espenha, Robben quer repitir o feito contra os australianos
FERNANDODANTAS/GAZETAPRESS
FICHA TÉCNICA
por 3 a 1 pelo Chile na estreia. Caso somem mais três pontos, os holandeses podem garantir a classificação para as oitavas de final de maneira antecipada, desde que os espanhóis não superem os chilenos, em duelo também nesta quarta-feira. Apesar do excelente começo de caminhada, o técnico da Holanda, Louis Van Gaal, prefere ser cauteloso ao analisar o duelo contra a Austrália e não fala em uma nova goleada. “Não podemos esperar que todos os jogos as coisas aconteçam conforme aconteceu diante da Espanha. Nem sempre tudo vai dar certo e o importante é estar preparado, com a ciência de que tem do outro lado do campo um time capaz de nos criar dificuldades e problemas”, disse. Os jogadores holandeses fazem coro com o comandante e pregam respeito aos australianos. “A Austrália tem condições de engrossar o jogo, pois é um time que corre muito e nunca desiste do resultado, mesmo quando está perdendo e o quadro parece definitivo. Isso sem falar que tem uma jogada aérea muito difícil de ser neutralizada”, analisou o goleiro Jasper Cillessen. Pelo lado da Austrália, o técnico Ange Postecoglou adota um discurso otimista, le-
EDU ANDRADE/GAZETAPRESS
G
rande sensação da Copa do Mundo de 2014 até o momento, após ter goleado a campeã Espanha por 5 a 1, a Holanda quer fazer uma nova vítima hoje (18), às 12h (de Manaus), quando mede forças com a Austrália no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS. Os australianos surgem como azarões neste confronto, ainda mais depois de terem sido derrotados
CABISBAIXA
Espanha mede forças com o Chile Humilhada na derrota por 5 a 1 para a Holanda em na estreia, a atual campeã Espanha tenta evitar uma vergonha ainda maior hoje (18), quando encara o Chile às 15h (de Manaus), no Maracanã, pela segunda rodada do Grupo B. Os espanhóis buscam os primeiros pontos, mas em caso de uma nova derrota amargarão uma queda antecipada, a exemplo do que aconteceu com a Itália há 4 anos. A Azzurra, campeã em 2006, foi eliminada na etapa de grupos na África do Sul. Já os chilenos, empolgados após triunfo por 3 a 1 sobre a Austrália, poderão garantir a vaga nas oitavas em caso de vitória e um tropeço da Austrália. Vicente Del Bosque, técnico da Espanha, trabalhou nos últimos dias o psicológico dos atletas, tentando mostrar aos jogadores que o ocorrido diante da Holanda foi apenas um acidente. “Conto com jogadores experientes, capazes de conseguir transformar aquilo que aconteceu diante da Holanda em motivação para somarmos três pontos e seguirmos na briga pela classificação. Não queremos uma eliminação precoce e não trabalhamos com essa possibilidade, mesmo respeitando os nossos adversários”, disse. Confiança realmente é a pa-
lavra de ordem que os espanhóis pretendem utilizar para superar os chilenos. “Acredito que podemos nos classificar e os espanhóis sabem que temos condições para isso. Por conta de um jogo não se pode apagar tudo aquilo que este time vem conseguindo fazer há mais de 4 anos. Foram duas Eurocopas, uma Copa do Mundo e jogos marcantes. Temos um estilo de jogo
INVASÃO
A seleção chilena jogará praticamente em casa contra a Espanha no Maracanã. Asssim como aconteceu com a Agentina, os chilenos invadiram o Rio de Janeiro para incentivar sua seleção definido, qualidade técnica e não desaprendemos de uma hora para outra”, disse o meia Sérgio Busquets. Apesar do excesso de confiança, Del Bosque já avisou que pretende promover mudanças na equipe. A estratégia é tornar o time mais veloz e com mais pegada de marcação. O volante Xabi Alonso e o meia Xavi deverão perder espaço para Koke e Pedro,
respectivamente. Na zaga, o experiente Gerard Piqué, em má fase, pode ser barrado para a entrada de Javi Martínez. Pelo lado do Chile, existe a clara intenção de se tirar proveito de um possível desespero espanhol. “Acredito que a Espanha vai partir com tudo em busca de gols, pois sabe que apenas a vitória interessa. A nossa equipe precisa ser inteligente e saber lidar com esta situação. Até porque nós temos também um estilo que prevê o ataque e se tivermos espaços para desenvolver nosso trabalho a partida pode se tornar ainda mais interessante”, disse o técnico Jorge Sampaoli.
FICHA TÉCNICA ESPANHA CHILE Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos)
O goleiro Casillas foi um dos piores em campo contra a Holanda
ESPANHA: Iker Casillas, Cesar Azpilicueta, Sergio Ramos, Gerard Piqué (Javi Martínez) e Jordi Alba; Xabi Alonso (Koke), Sergio Busquets, Xavi (Pedro), Andrés Iniesta e David Silva; Diego Costa Técnico: Vicente Del Bosque CHILE: Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Eugenio Mena; Charles Aránguiz, Marcelo Díaz, Arturo Vidal (Francisco Silva) e Jorge Valdívia; Alexis Sánchez e Eduardo Vargas Técnico: Jorge Sampaol
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‘Maracanazo’ húngaro O
imponderável voltou a deixar suas marcas numa Copa do Mundo. Quatro anos depois de o Brasil ver o título escapar diante do Uruguai,foi a vez de uma das supremacias mais incontestáveis da história do futebol ruir diante da força física e da obstinação dos alemães. A poderosa Hungria, campeã olímpica em 1952 e dona de um futebol extremamente ofensivo e eficiente, chegou à final do torneio com uma marca invejável: 31 jogos de invencibilidade e o retrospecto de uma goleada por 8 a 3 diante dos mesmos alemães na primeira fase. A maior estrela húngara era Ferenc Puskas, o “Major Galopante”. A seleção comandada por Gusztav Sebes tinha outros jogadores de extremo talento. Além de Puskás, destacavam-se os atacantes Sandor Kocsis e Nandor Hidegkuti e o meia Jozsef Bozsik. Na fase inicial, em cada grupo de quatro países, os dois cabeças de chave enfrentavam somente as duas outras seleções e não jogavam entre si. Assim, o técnico da Alemanha, Sepp Herberger, foi para o jogo contra a Hungria sabendo que poderia perder e ainda assim se classificar em segundo lugar se derrotasse em um jogo extra a outra
cabeça de chave, a Turquia, que os alemães já tinham vencido por 4 a 1. Herberger fez sete mudanças, assistiu a uma sonora goleada diante da Hungria, mas levou uma equipe muito mais forte a vencer por 7 a 2 o jogo extra diante da Turquia para chegar às quartas de final. Chuva de gols Com 41 gols somente no grupo da Hungria, a competição em solo suíço foi a edição da Copa do Mundo com o maior número de gols marcados. Em 26 jogos, as redes balançaram 140 vezes, com uma média superior a cinco por partida. Outro recorde foi o de 12 gols em apenas um jogo, no confronto entre Suíça e Áustria nas quartas de final. Os donos da casa fizeram 3 a 0 em 19 minutos, tomaram cinco gols em um período de apenas dez minutos antes do intervalo e acabaram perdendo por incríveis 7 a 5. O “Milagre de Berna” A final foi disputada em um encharcado estádio Wankdorf no dia 4 de julho de 1954. As condições do tempo eram um bom presságio para a Alemanha Ocidental, pois o capitão e meio-campista artilheiro Fritz Walter tinha notórios problemas com o calor após ter sofrido com
a malária durante a guerra. Os torcedores alemães comemoraram o que chamaram de “clima Fritz Walter”. Por sua vez, a Hungria tinha dúvidas sobre as condições físicas de Puskas, que não participara das duas partidas anteriores após ter o tornozelo acertado por Werner Liebrich justamente no primeiro encontro com a Alemanha Ocidental. Mesmo sem totais condições, Puskas abriu o placar aos seis minutos. Aos oito, os favoritos já faziam 2 x 0 após o goleiro alemão Toni Turek largar a bola nos pés de Zoltán Czibor. No entanto, só foram necessários mais dez minutos para os alemães empatarem. O primeiro gol veio com uma finalização de Morlock. Depois foi Rahn quem concluiu um escanteio cobrado por Fritz Walter. A chuva seguiu torrencial, a tensão aumentou e somente a trave impediu o gol de Hidegkuti. Mas, faltando somente seis minutos, Rahn pegou a bola na entrada da área e chutou de perna esquerda no ângulo. Ainda houve tempo para Puskas ter um gol anulado pelo bandeirinha antes do apito final confirmar a derrota da Hungria e o nascimento de uma nova potência do futebol mundial. A partida ficou conhecida como o “Milagre de Berna”.
DIVULGAÇÃO
Apesar de não estar jogando em casa, a poderosa Hungria chegou à final com marcas incríveis, mas ruiu diante da Alemanha, que sem o favoritismo, derrotou os rivais na final do torneio num gramado castigado pela chuva
Alemães festejam primeiro título mundial da sua história, conquistado na Suíça, diante da Hungria
Incentivo teve, mas não foi suficiente O clima de sol e chuva da capital durante o evento parecia sinalizar o placar “morno”
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inte e cinco mil pessoas passaram pela Fifa Fan Fest na tarde de ontem para torcer pelo Brasil em jogo contra a seleção do México pela Copa do Mundo e para prestigiar a atração nacional, o cantor Zeca Baleiro que se apresentou antes e após a partida válida pelo grupo A. Debaixo de sol escaldante, a torcida fazia apostas quanto ao placar do jogo, sendo que o principal palpite era de que a seleção brasileira venceria o jogo pelo menos por 1x0, porém o que os torcedores viram foi o placar permanecer em zero a zero. O público formado nas arquibancadas em sua grande maioria usava as cores verde e amarelo, mas a torcida adversária, mesmo em menor número, também marcou presença. Além de torcedores brasileiros e mexicanos, a Fifa Fan Fest também recebeu a presença de turistas de outras partes do mundo, que em sua maioria não disfarçavam a torcida por uma vitória da seleção do país sede do Mundial. ‘‘Camuflado’’com a blusa canarinho, o francês Antoni Carvalli, 28, foi à Fifa Fan Feste especialmente para torcer pela seleção brasileira. ‘‘Neste duelo meu favorito é o Brasil. Escolhi assistir a todos os jogos pelo telão da Fifa Fan Fest, porque gostei da energia do ambiente. Exceção ao que irei assistir amanhã na Arena da Amazônia. Quando decidi vir para o Brasil, já tinha destino certo, queria vir para Manaus. Tenho um amigo brasileiro que mora há 7 anos na França e vim com ele para cá. Já conheci o encontro das águas e as cachoeiras de Presidente Figueiredo, amanhã iremos ao Teatro Amazonas’’, acrescenta entusiasmado. Atrasado e chamando atenção por estar usando o típico acessório do seu país, o sombreiro, Augusto Guto, 36, dividia a preferência entre as duas seleções. ‘‘ Um empate de 1x1 não seria sofrido para
mim. Gosto do Brasil, há 3 anos moro na Bahia, mesmo assim quero comemorar o gol do México’’, falou. Todos técnicos O final do primeiro tempo com o placar zerado fez com que as expressões, antes festivas, ficassem apreensivas quanto ao desempenho do Brasil. Balanços de cabeça, pessoas roendo unhas, suspiros e rostos assustados se tornaram a “cara” da torcida. Como todo brasileiro amante de futebol, o autônomo Sávio Oliveira fazia análises quanto ao desempenho da seleção em campo. ‘‘O Brasil tem que jogar com garra, fazer marcação e ir para o ataque. O México joga direitinho e o goleiro agarrou muito’’, opinou. O duelo complicado seguiu com o placar inalterado até o final do jogo, mesmo assim alguns torcedores pareciam confiantes em um bom desempenho no próximo jogo. “O Brasil é um bom time e poderia ter vencido, mas o México também tem seus méritos”, observou o estudante Júlio Amaral, 21, que acredita que o Brasil irá ganhar contra Camarões. Sem confusão Na área externa da Ponta Negra, o ônibus da Delegacia Móvel da Policia Civil estava estacionado para atender às ocorrências na área da Fan Fest. A estrutura contou com seis policiais, dois investigadores e um escrivão e dois alunos voluntários da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para auxiliar na conversação com os turistas. “Até o momento está sendo um evento tranquilo, houve cinco pequenas ocorrências, relacionadas a pequenos furtos de celulares e carteira. Alguns estrangeiros foram vítimas de roubos, mas eles tiveram a documentação restituída”, disse o delegado Rafael Montenegro. O delegado salientou que artefatos e apreendimento de armas brancas não foram registrados na unidade móvel até final do jogo.
Mais uma vez o espaço destinado à torcida ficou tomado de pessoas vestidas de verde e amarelo para incentivar a seleção RICARDO OLIVEIRA
DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
Cantor maranhense foi a atração nacional de ontem na Fifa Fan Fest, na Ponta Negra
Torcedores se mantiveram apreeensivos do início ao fim do jogo
Animou e agradou ao público O show do cantor maranhense Zeca Baleiro foi a grande atração musical de ontem da Fifa Fan Fest. O cantor subiu ao palco pontualmente às 17h05, cantando ‘Mamãe Oxum’. A primeira etapa do show contou com apenas três músicas, dando intervalo para a disputa entre Rússia e Coreia, momento em que o cantor concedeu entrevista a veículos de comunicação locais. Zeca Baleiro elogiou a presença do público. “A atmosfera é diferente quando o show é aberto, é uma atmosfera mais livre por
natureza, quando reúne o público da cidade, que tem sua característica na forma de receber o artista. As pessoas ficam mais participativas, diferente de casas de show ou teatro, quando o público fica mais tímido”, avaliou o cantor, que lembrou as outras ocasiões em que tocou em Manaus, agradecendo o carinho do público amazonense. Ao todo, o cantor faz duas horas de show, em uma das últimas atuações antes de uma temporada de férias para, em seguida, fazer apresentações no eixo Rio - São Paulo.
FOTOS: KARLA VIEIRA/SEMCOM
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Manaus em festa para
prestigiar a seleção EMERSON QUARESMA Especial EM TEMPO
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onge da Fan Fast na Ponta Negra, Zona Oeste, o manauense que saiu de casa para assistir a partida da seleção brasileira contra a mexicana, na tarde de ontem, válida pelo grupo A, que terminou empatada em zero a zero, encontrou nos bares e praças ambientes perfeitos para interagir com amigos e familiares. No bar do Caldeira, rua José Clemente, Centro, o estudante Mário Vinícius Farias, 26, disse que saiu de casa para encontrar com os amigos num lugar marcante da cidade. Numa tarde tranqüila, no espaço só havia brasileiros. “Vim para o Caldeira com os amigos porque por aqui passou o poeta Vinicius de Moraes. E nada melhor que um ambiente saudoso como este para o dia de jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo realizada no Brasil”, comentou. O professor e historiador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Almir Diniz, 50, escolheu o bar do Armando, rua 10 de Julho, Centro para prestigiar o jogo. Tomado de pessoas por dentro e por fora, ainda com ingleses fantasiados de guerreiros medievais, o historiador observou que escolhe o local por ser um bar tradicionalmente eclético. “Aqui (bar do Armando) encontramos pessoas de todas as classes sociais, de muitas
localidades. É um lugar que se confunde com a identidade boêmia manauense. Moro perto daqui e por isso não iria à Ponta Negra para enfrentar engarrafamento”, avaliou Diniz. Praça O advogado James de Paula Braz, 30, também não queria enfrentar o trânsito para chegar a Ponta Negra. Ele levou a família para o largo São
No bar encontramos pessoas de todas as classes sociais, de muitas localidades. É um lugar que se confunde com a identidade boêmia Almir Diniz, professor e historiador
Sebastião, onde foi instalada uma tela gigante para transmitir a partida. Com a esposa e a filha, Braz disse que a praça representava a manifestação mais universal em Manaus de torcidas durante uma partida de Copa do Mundo. Ao redor dele e de sua família o advogado apontou torcedores da Croácia e de Camarões que jogam hoje, na Arena da Amazônia, às 18h (horário local), em partida válida pelo grupo do Brasil. “Nos bares
FOTOS:IONE MORENO
Por vários cantos da cidade foi possível ver festas, pessoas reunidas e até mesmo sozinhas assistindo ao jogo do Brasil de Manaus o ambiente é geralmente mais fechado para brasileiros. Aqui (no Largo) está mais cara de Copa do Mundo”, sustentou. O artesão venezuelano Erik Perdono, 22, natural do Estado de Lara está em Manaus há duas semanas. Apaixonado por futebol, o artista ele escolheu o largo São Sebastião por entender que é na praça que sente a energia positiva num momento de muitas vibrações. “Aqui o coração bate mais forte”, disse. “A minha Venezuela não está na Copa, por isso a torcida fica para as seleções da America Latina”, completou. Solitário A sobra dos oitizeiros e das paredes da casa de arquitetura típica do centro histórico de Manaus, na rua Monsenhor Coutinho, o vigilante Raimundo de Sá Elias, 53, juntou à função a paixão pelo futebol, num clima mais tranquilo que o de bares e praças. Com sua tevê 14 polegadas que trouxe de casa exclusivamente para assistir o jogo da seleção brasileira, o vigilante era um camisa 10 solitário no pátio da casa onde funcionava um posto do Ronda no Bairro e que hoje está em reforma. Consciente da função que cumpria, Raimundo disse que, apesar da partida, dia de cerveja é somente na folga. “Só no final de semana, o que não impede de torcer num lugar tranquilo”, comentou.
Os pequenos torcedores ainda não entendem, mas já entraram no “clima” de festa pela seleção
Mais uma vez o bar do Armando reuniu dezenas de pessoas para prestigiar a um jogo da Copa
Família assistirá unida aos jogos
Sorteio definiu a ordem dos locais onde a família Lima irá assistir à campanha do hexa
Que padrão Fifa que nada, na casa de um dos irmãos Lima, localizada na Cidade Nova 3, Zona Norte, ontem pelo menos 60 membros da família vestiram verde e amarelo, beberam cerveja, refrigerante e comeram churrasco ao padrão Lima mesmo. Apaixonados por esportes, especialmente por futebol, o gerente administrativo Diosney Lima, 36, explicou que os irmãos organizaram, por meio de sorteio, uma série de encontros familiares durante todas as partidas da seleção brasileira, até a final da Copa do Mundo, no dia 13 de julho. Na primeira partida da seleção brasileira contra a
seleção croata, o encontro foi na casa da irmã Maria Cintia Liam, Parque 10, Zona Centro-Sul. Na próxima partida, quando o Brasil buscará uma recuperação sobre Camarões, após o empate contra o México, o encontro da torcida será na casa de Edilene Pereira, sogra de Diosney, no bairro São José dos Campos, Zona Leste. Durante a fase eliminatória, os encontros seguem nas oitavas de final na casa do irmão Orley, no Jardim Petrópolis, Zona Sul. Os familiares passarão pelas residências de vários parentes até a final, que será realizada na casa da irmã de Diosney, Maria Ninfa. “Mesmo com o empate
não há desânimo. Nós continuaremos nos encontrando até a final da Copa porque o nosso objetivo é fortalecer a união da família num evento tão importante como esse realizado no nosso país”, disse Diosney. A primeira vez que realizam esses encontros, Orleans Lima, 39, disse que o maior homenageado foi o seu pai, Ofir Pereira Lima, descende de português, que deixou a família em 2010. “Ele sempre nos incentivou a gostar do esporte e a prestigiar a seleção brasileira. Naquele ano ele partiu sem poder assistir a Copa conosco. Agora nos reunimos para essa celebração”, salientou.
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Manauenses redescobrem points do centro da cidade Com o início da Copa, o Centro se tornou ponto de encontro de turistas brasileiros, estrangeiros e, principalmente manauenses
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
O grande número de turistas que definiram o Centro da cidade como local de encontro para a Copa do Mundo motivou os manauenses a voltarem suas atenções para áreas até então esquecidas BRUNO MAZIERI ESPECIAL EM TEMPO
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astou o “The Guardian” – jornal britânico – incluir o bar do Armando e o Tacacá da Gisela em um roteiro gastronômico indispensável para turistas, que o Centro de Manaus parece ter ganhado uma nova vida. Durante todo o dia e, principalmente, pela parte da noite, é possível conferir um vai e vem de brasileiros e estrangeiros como se estivessem em sua própria cidade. Porém, o que mais chama atenção é a quantidade de amazonenses que decidiram frequentar o local, até então pouco explorado pelos próprios anfitriões. Assim sendo, parecem ter redescoberto o famoso centro da cidade, comumente utilizado como ponto turístico em diversas capitais brasileiras. Segundo Luis Claro, gerente do tradicional bar do Armando, essa procura se deve a busca do amazonense em ter um maior entrosamento com os turistas. “Sabemos que não é normal esse fluxo de manauenses nessa parte da cidade. Acredito que eles estão procurando saber mais da cultura dos outros países, conhecer outros povos”, afirma. Ele destaca, também, que a quantidade de pessoas que estão frequentando a área aumenta nos dias de jogos do Brasil. “Fica um mar de gente. Repito: não é comum”. O gerente acredita que durante muito tempo, os governos quiseram tirar a atenção do Centro – enquanto ponto turístico – e mudá-lo para a Ponta Negra. “E aconteceu que deu errado. Foi algo ‘furado’. Os turistas sempre procuram o Centro e aqui em Manaus não foi diferente. E, consequentemente, a curiosidade do amazonense foi aguçada e todos acabaram vindo para essa área”, explica. Revitalização Outro comerciante que está sentindo uma maior procura por amazonenses é Joaquim Melo, proprietário do quiosque Tacacá da Gisela. “Desde que Manaus foi escolhida como uma das sedes do Mundial, o largo passou por uma revitalização que incluiu editais para selecionar artistas que estão se apresentando nesta época. Com relação ao tráfego de manauenses, é um fenômeno bastante interes-
sante. Principalmente porque sabemos de pessoas que moram na cidade e nunca visitaram o Teatro Amazonas e o próprio largo São Sebastião, por exemplo”, conta. Assim como Claro, Melo comenta que o Centro sempre foi “muito mal visto” pelas pessoas e que, com a chegada da Copa, as coisas parecem estar mudando. “Sem falar que essa zona da cidade ficou bastante tempo abandonada. Agora não, os manauenses parecem ter redescoberto o centro e seus encantos”. Sobre um possível legado, o empresário diz que essa movimentação pode continuar, mas depende do poder público. “Agora vai das Secretarias continuarem com uma programação que atraia o povo local com bastante entretenimento”, sugere. Já para o gerente do bar do Armando, o futuro pode ser bem diferente. “Acredito que tudo voltará a ser como era antes. Não consigo visualizar essa quantidade de manauenses voltando para o Centro e se divertindo como está sendo agora. Isso é somente neste período”, opina. Caldeira também é ‘point’ Apesar de não ter entrado no roteiro do The Guardian, o bar Caldeira, um dos mais tradicionais da cidade, está no páreo quando o assunto é atrair os manauenses. Com seu tradicional samba de roda aos domingos, o local também tem recebido um alto fluxo de pessoas durante a semana. Frequentador assíduo do lugar, o administrador Isaias Lima, 26, se diz surpreso com a quantidade de pessoas e acredita que isso se deve aos turistas estrangeiros. “O manauense tem um problema muito sério: não dá valor ao que, de fato, é seu. Como eles viram que quem vem de fora estava se divertindo nesses lugares, acabaram tendo que ir também”, diz. Assim como Claro, o administrador acredita que com o fim do mundial, a frequência deverá voltar ao normal. “O povo precisa ter uma mentalidade melhor. É perceptível que muitos gostam de samba, cantam e dançam, mas aquele lugar não vai ser ‘moda’ para sempre. Então, o que vai acontecer é uma queda de público, sem dúvida. O que, na verdade, é uma pena, porque o Centro pode ser sim, um lugar para se divertir”, finaliza.
Embora o movimento tenha aumentado, os comerciantes estão descrentes com essa repentina redescoberta do Centro
Turistas de vários lugares do mundo se renderam à beleza do Teatro Amazonas e a tranquilidade que o largo proporciona
Um dos locais que mais agradam ao turista e ao manauense são os que disponibilizam de comidas e iguarias regionais
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
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Segurança reforçada para
Camarões x Croácia
Plano Integrado de Segurança do governo do Amazonas assegura tranquilidade nos eventos da Copa do Mundo em Manaus
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oda a estratégia e o aparato de segurança utilizados pelo governo do Amazonas no jogo entre Itália e Inglaterra, no dia 14 de junho, em Manaus, voltarão a ser empregados, hoje, durante o segundo jogo da Copa do Mundo na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, entre as seleções da Croácia e Camarões. O Plano Integrado de Segurança, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), reúne cerca de 30 órgãos do governo do Estado e das esferas federal e municipal e também vem sendo empregado nos demais eventos da Copa realizados em Manaus, assegurando a tranquilidade da população e de turistas. O coordenador-geral da operação no Estado, o secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, disse que toda a operação estará sendo acompanhada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R), onde tem assento todos os órgãos envolvidos com a segurança da Copa do Mundo, como as Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), entre outros. Vital disse que diariamente o CICC-R, por intermédio de seu coordenador, coronel Dan Câmara, faz reunião com o comando nacional da operação de segurança nas subsedes, em Brasília, para avaliar as ações anteriores e corrigir rumos e estratégias para o próximo evento. “Todos ficamos muito satisfeitos com o resultado alcançado pelos órgãos em operação no primeiro jogo na arena. Afinal, em vista do que se tem visto país afora, em Manaus tivemos apenas dois TCO (termos circunstanciados de ocorrência) para dois torcedores que portavam rojões no perímetro de segurança da arena”, disse Vital. Até mesmo na Fan Fest da praia da Ponta Negra, na Zona Oeste, que recebeu mais de 48 mil pessoas, segundo dados fornecidos pela Prefeitura de Manaus, foram registrados oito casos de perda e furto de celular
e de documentos pessoais na Delegacia Móvel que é montada pela Polícia Civil no balneário público. Em toda a cidade, no dia 14, foram registrados dois homicídios na Zona Sul, à noite, após o jogo. Partida A operação do sistema de segurança pública na cidade e na Arena da Amazônia vai envolver cerca de 5 mil servidores
EFETIVO
A operação do sistema de segurança pública na cidade e na arena vai envolver 5 mil servidores do Estado e de órgãos estaduais, federais e municipais integrantes do Plano Operacional Integrado Segundo jogo da Copa do Mundo na Arena da Amazônia terá mesmo aparato de segurança do primeiro
do Estado e de órgãos estaduais, federais e municipais integrantes do Plano Operacional Integrado, sob a coordenação do CICC-R. Só da Polícia Militar, responsável pela triagem de todo o público que entra no perímetro de segurança da arena, serão empregados cerca de 1,2 mil policiais, em acréscimo ao efetivo que já é empregado no policiamento ordinário do programa Ronda no Bairro. “Apenas os profissionais e veículos credenciados e os que possuem ingressos passam por esses locais”, afirmou Vital. O plantão nas delegacias da Polícia Civil nos distritos integrados (DIP) próximos ao estádio, como o 10º, o 12º e as delegacias de grandes eventos e móvel, serão reforçados, afirmou o delegado-geral, Josué Rocha. O secretário Vital disse que todo o esforço dos operadores do plano de segurança é assegurar que torcedores e turistas vão e deixem a arena com tranquilidade, e possam repetir a bonita festa do primeiro jogo. “Todos puderam acompanhar a ampla repercussão positiva da hospitalidade e do espírito pacífico e ordeiro do amazonense. A segurança está pronta para cooperar de novo para Manaus aparecer bem para o mundo”, afirmou.
Interdições começam às 9h
Serviços disponíveis ao turista
O coordenador de operações e diretor do Manaustrans, Antônio Costa Neto, disse que o entorno da arena terá interdições a partir das 9h de hoje para dar mais comodidade na circulação do público nas vias fechadas, como Pedro Teixeira, Constantino Nery, Lóris Cordovil e Djalma Batista. No jogo anterior, essa interdição começou às 6h. Costa Neto disse que a avenida Constantino Nery, no sentido Centro-bairro, será interditado só às 13h. Para o tráfego no sentido inverso, a interdição é a partir das 12h. A interdição da avenida Djalma Batista é a partir das 14h. “Nesse perímetro de segurança só embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo, que têm linhas diretas para a arena”, disse o diretor. O coordenador das operações a partir do CICCR, coronel Dan Câmara, disse que o aparato de
Disque-Turista – A SSP-AM disponibiliza ao turista o atendimento personalizado pelo 190. Em situação de emergência, basta discar o número de emergência de seu país de origem que a tecnologia do Ciops direciona o atendimento para o 190, onde um operador falará em inglês, italiano, espanhol ou francês.
segurança conta com o valioso apoio de câmeras de monitoramento na área da Arena da Amazônia, na Fan Fest e em 18 pontos de interesse do plano de segurança. “Nesses locais, teremos quase 300 câmeras acompanhando toda a movimentação, auxiliando bastante a atuação das forças de segurança”, afirmou. Além disso, o CICC-R vai empregar plataformas móveis de monitoramento e a supercâmera do imageador aéreo acoplada em helicóptero, que gera imagens em tempo real e em alta resolução para os coordenadores dos órgãos no comando e controle da operação. “O nosso vídeo wall de 11 metros de comprimento permite que tenhamos perfeito acompanhamento também pelas câmeras do que está sendo executado no terreno. Daí, a solução de qualquer problema é facilitada”, afirmou.
Delegacia Móvel – Embarcada em um ônibus bem-equipado, a unidade da Polícia Civil funciona na Fan Fest Ponta Negra, diariamente. A ideia é facilitar o socorro imediato a quem precisa registrar uma ocorrência. Polícia Turística – O turista encontra no porto de Manaus, no aeroporto internacional Eduardo Gomes e nos pontos turísticos do Centro Histórico um posto da Polícia Civil pronto para acolher qualquer situação
que lhe afete. A Polícia Militar distribui cartilha com informações multilíngues e mantém policiais habilitados em vários idiomas para atender o turista. Socorro aéreo – O Corpo de Bombeiros vai empregar a partir de hoje um helicóptero exclusivo para resgate e socorro a feridos. Policiamento fluvial e ambiental – O Batalhão Ambiental da Polícia Militar usará 12 lanchas rápidas para o patrulhamento fluvial da orla do rio Negro, principalmente nas áreas dos hotéis de selva. Auxílio de saúde – O sol forte, a alta temperatura e a consequente desidratação têm levando muita gente a passar mal, sobretudo na área da Fifa Fan Fest na Ponta Negra. O Corpo de Bombeiros mantém postos no local para dar o primeiro atendimento.
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Transporte coletivo direto para arena também no jogo de hoje KARLA VIEIRA/SEMCOM
As linhas de ônibus começam a funcionar às 14h, dão uma pausa às 18h e retomam as atividades a partir de 19h30
Serviço de coletivos foi aprovado pelos torcedores que foram à Arena da Amazônia no primeiro jogo em Manaus; a medida será adotada em todos os jogos que serão realizados em Manaus
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frota de ônibus para o jogo de hoje entre Camarões e Croácia na Arena da Amazônia será reforçada. Para os ajustes, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) considerou a demanda de passageiros registrada no dia 14 - quando foi realizado o jogo entre Inglaterra e Itália - nos pontos de embarque das linhas especiais criadas pela prefeitura, visando reforçar os locais onde houve maior procura e remanejando os de baixa demanda. As linhas começam a funcionar às 14h e fazem uma pausa às 18h. A partir das 19h30 os ônibus ficarão posicionados nos pontos onde foi feito o desembarque nas proximidades da arena para
aguardar os torcedores que irão retornar para os pontos iniciais, após o jogo. Para o segundo jogo na arena os coletivos que saíam da praça da Saudade e do terminal da Matriz, serão unificadas em apenas uma linha com ponto de embarque na avenida Eduardo Ribeiro, a partir do largo São Sebastião. Já a rota que saía do terminal Jorge Teixeira (T4), sairá do Terminal Cidade Nova (T3). Nas demais rotas não haverá alterações. O valor da tarifa será o mesmo praticado nas demais linhas: R$ 2,75. Cada linha especial possui um ponto de embarque/ desembarque fixo. Por isso, ao término de cada jogo, para retornarem ao ponto inicial do itinerário os
torcedores deverão se dirigir ao mesmo local onde desembarcaram quando chegaram à Arena da Amazônia. O ponto de embarque no retorno ao Centro e para o aeroporto Eduardo Gomes será feito no mesmo local, na avenida Djalma Batista, sentido Centro/ Bairro, em frente a UEA. Aeroporto Quem estiver no aeroporto terá duas opções de linhas de ônibus para chegar à arena hoje. A linha 332, criada para operar apenas nos dias de jogo da Copa em Manaus, e a linha normal 306. As duas linhas passarão pela avenida Djalma Batista. A linha 306 seguirá ao Centro e a linha 332 retornará ao aeroporto a partir da Djalma Batista.
Pontos de embarque e desembarque O embarque/ desembarque das linhas especiais, no jogo entre Croácia e Camarões será feito em: Rota 01 - Povos da Amazônia/ Distrito/arena Embarque: Centro Cultural Povos da Amazônia (Bola da Suframa) Desembarque: av. Constantino Nery (oposto ao Edifício Empire Center) Rota 02 – Sefaz/ Aleixo/ arena Embarque: Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) – av. André Araújo-Aleixo Desembarque: av. Constan-
tino Nery (oposto ao Edifício Empire Center) Rota 03 – Eduardo Ribeiro/ Arena Embarque: Largo São Sebastião – av. Eduardo Ribeiro, Centro Desembarque: av. Constantino Nery (oposto ao Edifício Empire Center) Rota 04 – Ponta Negra/ Aeroporto/ arena Embarque: Calçadão do Complexo Turístico Ponta Negra (oposto ao Condomínio Residencial Aruba) com parada no aeroporto Desembarque: av. Djalma
Batista (oposto a Universidade Estadual do Amazonas) Rota 7 – T3/ Cidade Nova/ arena Embarque: Terminal de Integração Cidade Nova(T3) – av. Noel Nutels, Cidade Nova 1 Desembarque: av. Djalma Batista (oposto a Universidade Estadual do AmazonasUEA) Rota 8 – T5/ V8/ arena Embarque: Terminal de Integração São José (T5) – av. Autaz Mirim, São José Desembarque: av. Darcy Vargas (oposto ao Amazonas Shopping Center).
As interdições no entorno da Arena da Amazônia começam a partir de 9h de hoje. A prefeitura retardou o horário de bloqueio da Fase 1 do planejamento anterior para dar mais comodidade ao público que precisa circular nas vias que serão fechadas. No jogo entre Inglaterra e Itália, as interdições foram iniciadas às 6h da manhã, no entanto, após avaliação do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), a montagem dos serviços de interdição neste segundo jogo da Copa em Manaus será iniciada seis horas antes da partida. A Fase 2 de interdições também sofre alteração. A
avenida Constantino Nery, no trecho entre o complexo viário de Flores e a avenida Darcy Vargas, sentido Centro/bairro, será fechada às 13h. O sentido bairro/Centro permanece com interdição de 12h, como planejado anteriormente. A interdição da avenida Djalma Batista, no trecho entre a Darcy Vargas e o complexo viário de Flores, permanece interditado a partir das 14h. Nesse perímetro, a circulação fica restrita para o embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo. Acessibilidade Como os pontos de parada das linhas normais ficarão fora do perímetro de restri-
ção da Arena da Amazônia, a prefeitura irá disponibilizar micro-ônibus adaptados para levar torcedores com mobilidade reduzida até a Arena Amadeu Teixeira. Poderão utilizar o serviço: idosos, obesos e pessoas com deficiência, sendo permitido um acompanhante para cada pessoa. Os micro-ônibus terão dois pontos de embarque: um na esquina das avenidas Djalma Batista e Pedro Teixeira e outro no estacionamento da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na Avenida Mário Ypiranga Monteiro. No jogo entre Inglaterra e Itália, esse serviço atendeu 282 pessoas.
DIEGO JANATÃ
Interdições terão horários alterados
Para evitar congestionamentos, o ideal é ir ao estádio de ônibus e observar as vias interditadas
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País vira vitrine com a
Copa do Mundo Realizar o evento nas 12 sedes tem o potencial de fazer com que novos roteiros turísticos ganhem projeção no exterior
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ara especialistas em história e relações internacionais, organizar a Copa traz aspectos bastante positivos para o Brasil em relação a sua inserção no mundo. “Se não tivéssemos a Copa e quiséssemos dar essa visibilidade ao Brasil, íamos gastar uma fortuna biliardária para mostrar o país ao mundo”, afirma Maria Aparecida de Aquino, professora da pós-graduação de história da USP (Universidade de São Paulo) e de relações internacionais na Uniso (Universidade de Sorocaba). Aquino afirma que os investimentos em 12 sedes podem trazer aspectos positivos por uma maior interiorização do turismo no país. “Muita gente faz críticas às 12 sedes, falam que poderiam ter sido menos cidades. O fato é que, se o projeto for pensado a longo prazo, esses investimentos podem ser revertidos para o público local”, aponta. Ela dá como exemplo o Teatro Amazonas, uma das principais atrações turísticas de Manaus, inaugurado em 1896, uma das expressões culturais mais significativas do ciclo da borracha no Estado. “O teatro está lá há tempos, tem seus eventos e não morreu. Por que os estádios vão morrer?”, questiona Aquino, referindo-se a investimentos em novas arenas como as de Manaus e Cuiabá. Longo prazo Outro aspecto positivo para a professora é a atração do turismo a longo prazo. Cuiabá foi invadida por cerca de quatro mil chilenos que vieram em caravana rodo-
viária para acompanhar a estreia de sua seleção contra a Austrália na Copa. Esse grupo, se tiver uma experiência positiva no país, pode querer voltar ou indicar o local para amigos. “Em quanto tempo Cuiabá atrairia tantos turistas do Chile? E os europeus que forem para a Amazônia? Agora a quantidade vai triplicar, quadruplicar”, afirma ela. “O turismo no Brasil se resumia a São Paulo e Rio,
ADALBERTO LEISTER FILHO/PORTAL DA COPA
O Teatro Amazonas está lá há tempos, tem seus eventos e não morreu. Por que os estádios vão morrer?” Maria Aparecida de Aquino, professora da USP
além de alguns locais do Nordeste. Agora, ele pode se espalhar para outras regiões”, emenda. Para Francisco Alambert Jr., professor de história da USP, a Copa obriga os países a fazer investimentos altos, mas necessariamente agrega imagem positiva. “Em todos os lugares do mundo, a Copa e a Olimpíada são uma cilada econômica, mas sempre vai dar um ganho de visibilidade política. Não tem como dar errado. A África do Sul é o mesmo país problemático do passado, mas lá a Copa foi boa. Ela é boa porque tem que ser e já está decidido que será. Está forçada a dar certo”, diz.
Invasão chilena em Cuiabá: dificilmente a cidade conseguiria atrair tantos estrangeiros de um mesmo país em outras condições
Professora de história da USP dá o Teatro Amazonas como exemplo de expressão cultural que tem visibilidade há mais de cem anos
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MANAUS, QUINTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
‘Maracanazo’ Eles viveram, a seu modo, a Copa de 1950 e esperam que neste ano a seleção brasileira dê a volta por cima
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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Copa do Mundo de 2014 está movimentando os torcedores da seleção brasileira. A festa é grande em todos os cantos do país. Todos juntos torcendo pelo sucesso da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. Em Manaus, não poderia ser diferente. Os manauenses enfeitaram suas ruas, praças e carros para receber os torcedores que desembarcaram na cidade para prestigiar o Mundial. Tentando apagar as lembranças da derrota que aconteceu na final da Copa de 1950 para o Uruguai, a primeira organizada em solo canarinho, Neymar e companhia contam com o apoio de um seleto grupo de torcedores, os sobreviventes do “Maracanazo”. O aposentado Luiz Montenegro, 78, faz parte desse grupo. Lembrando que, em 50, a televisão era um item de luxo que poucas pessoas tinham à disposição em casa, o botafoguense acompanhou o torneio pelo rádio. “Ouvi os jogos pelo rádio, inclusive a derrota por 2 a 1 para o Uruguai, na final. Lembro que Flamengo e Vasco eram os times bases da seleção brasileira e que Barbosa, lendário goleiro cruzmaltino, ficou marcado porque levou o gol de Ghiggia”, disse Luiz. Ainda relembrando histórias daquela Copa, o aposentado afirmou que o clima de “já ganhou” foi um dos culpados para
FOTOS: IONE MORENO
Em 1950, o Brasil sofreu uma dura e amarga derrota para o Uruguai dentro de casa
que o “Maracanazo” acontecesse. “Todos já falavam que o Brasil era campeão. Os jornais amanheceram dando a notícia na capa. Isso estimulou os uruguaios que já eram campeões mundiais. A Celeste Olímpica entrou sem pressão para o jogo. O mais interessante foi que ao final da partida, Zezinho, craque do Brasil na época, admitiu que eles mereceram vencer porque jogaram mais”, concluiu Luiz
Todos já falavam que o Brasil era campeão. Os jornais amanheceram dando a notícia na capa. Isso estimulou os uruguaios que já eram campeões mundiais”
Luiz Montenegro, aposentado
que fez questão de ressaltar que para ser campeão, a seleção brasileira precisava apenas empatar o jogo. Sabendo que dessa vez o maior adversário não é o Uruguai, mas sim a seleção da Alemanha, seu Luiz acredita que o Brasil pode chegar ao título, porém terá de evoluir muito para os próximos jogos. ”Acho que podemos vencer. Temos um time bom. Dependemos muito de Neymar. Se ele estiver inspirado, podemos conquistar o hexa”, afirmou.
Advanir Alves só foi saber do “Maracanazo” 4 anos depois
O outro lado do Mundial Aos 77 anos, Advanir Alves, mais conhecido como “Seu Chacrinha”, é outro remanescente da Copa do Mundo de 1950. O potiguar, que está no Amazonas desde 1955, contou um lado pouco conhecido desse Mundial: o das pessoas que não tinham acesso rápido às informações. “Na época em que foi realizada a primeira Copa no Brasil, eu morava no sertão do Rio Grande do Norte e lá não pegava rádio. Nem sabia que estava acontecendo o torneio no Brasil. Só fui saber do acontecido, 4 anos depois, quando me mudei para Natal”, explicou. Vivendo seu segundo Mundial em terras brasileiras, o aposentado Francisco Xavier, 78, afirmou que a Copa do Mundo de 2014 está sendo muito mais em-
polgante que a primeira que aconteceu em 50. Sabendo que o mundo evoluiu e com isso o futebol também, o apaixonado pela seleção brasileira se diz preocupado com o sucesso da equipe comandada pelo treinador Luiz Felipe Scolari no torneiro. “Estou preocupado com o Brasil porque os dois laterais atacam sempre e deixam a defesa exposta. Em 50, o esquema tático era diferente, jogavam com cinco atacantes. O futebol mudou muito”, disse. Tendo a tecnologia ao lado dos torcedores, Francisco acredita que a torcida vai empurrar a seleção do Brasil em todos os jogos. “Muitos em 50 nem sabiam a letra do hino, mas hoje cantamos até o final. Isso motiva a todos”. (TF)
Luiz Montenegro, de amarelo, ouviu os jogos de 1950 pelo rádio
REPRODUÇÃO
Triste lembrança do
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MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
MANAUS, QUARTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2014
7 milhões de fotos enviadas por celular, nos 12 estádios N
a primeira partida em cada uma das 12 arenas que sediam a Copa do Mundo, foram feitas cerca de 1 milhão de ligações de telefonia celular e 7,6 milhões de comunicações de dados, incluindo envio de e-mails, imagens e mensagens multimídia. Esse tráfego de dados equivale ao envio de mais de 7 milhões de fotos, com tamanho médio de 0,55 megabytes (MB), segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). Na rede de telefonia móvel, o maior volume de dados trafegados ficou concentrado na tecnologia 3G. O tráfego de dados teve seu pico um pouco antes do início dos jogos e se manteve em níveis elevados até o início do segundo tempo. Em um período de sete horas (três horas antes da partida e duas horas depois dos jogos), o tráfego de dados foi equivalente a 3,9 milhões de comunicações de dados pela tecnologia 3G e 1,1 milhão pela tecnologia 4G em todos os jogos da Copa realizados até agora. O tráfego pelas redes de internet sem fio (wi-fi) foi equivalente a 2,6 milhões de comunicações de dados. A rede para chamadas telefônicas apresentou bom desempenho nos primeiros jogos. O maior volume de ligações se deu antes das partidas, demostrando um comportamento típico dos usuários em grandes eventos, enquanto o uso de dados é mais elevado no início da partida, informou a entidade.
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O tráfego de dados foi equivalente a 3,9 milhões de comunicações de dados pela tecnologia 3G e 1,1 milhão pela tecnologia 4G O tráfego de dados nos estádios da Copa do Mundo equivale ao envio de mais de 7 milhões de fotos
Capacidade de transmissão reforçada Nos estádios que contaram com wi-fi gratuito, foi verificada uma migração de parte do tráfego de voz para aplicativos de mensagens instantâneas, ou seja, em vez de ligar o cliente preferiu trocar mensagens. A rede do wi-fi, nas arenas onde foi instalada
(Mané Garrincha, em Brasília, Maracanã, no Rio de Janeiro, Arena Fonte Nova, em Salvador, Arena Pantanal, em Cuiabá, Arena da Amazônia, em Manaus e Beira-Rio, em Porto Alegre), também reforçou a capacidade de transmissão de dados, que trafegavam
inicialmente apenas pelas redes de 3G e 4G. Desde 2010, quando foi realizada a última Copa, o número acessos em banda larga móvel subiu mais de três vezes em todo o mundo, passando de 800 milhões para 2,5 bilhões em 2013,
segundo dados da Groupe Speciale Mobile Association (GSMA), entidade que reúne operadoras de telefonia móvel de diversos países. Ao todo, 4,7 mil antenas fazem parte da infraestrutura interna instalada pelas prestadoras nas arenas que
recebem jogos da Copa. Para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e banda larga, as prestadoras fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único, com investimentos de R$ 226 milhões e infraestrutura compartilhada.
ESPECIAL COPA 2014 EDIÇÃO Michele Gouvêa Tricia Cabral
REPORTAGENS DE HOJE Bruno Mazieri Deny Câncio Emerson Quaresma
Thiago Fernando REVISÃO - Gracycleide Drumond e Lorena Lima
DIAGRAMAÇÃO Klinger Santiago, Marcelo Robert, Mario Henrique Silva, Pablo Filard
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima