Skip to main content

Pódio - 18 de janeiro de 2015

Page 1

MANAUS, DOMINGO,18 DE JANEIRO DE 2015 esportes@emtempo.com.br

Festa do

interior Manacapuru é a única cidade do interior com dois times no Campeonato Amazonense. Princesa do Solimões e Operário querem rotular a cidade também como detentora do título estadual de 2015. Pódio E4 e E5.


E2

MANAUS, DOMINGO,18 DE JANEIRO DE 2015

Paulão

‘O TRABALHO de base É ESSENCIAL para o sucesso NO FUTEBOL’ THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

C

arioca, 44, ex-jogador de futebol formado nas categorias de base do Fluminense (RJ), Paulão é o atual treinador do Manaus FC. Ele tem a difícil missão de colocar o caçula do futebol amazonense no topo do estadual baré. Dentro das quatro linhas, o ex-zagueiro fez sucesso defendendo as cores de clubes como América (RN) e Vila Nova (GO), porém, virou ídolo das duas mais fanáticas torcidas do Amazonas: Nacional e São Raimundo. Foi pelo alviceleste da Colina que Paulão se aposentou em 2006. Apesar de ter pendurado as chuteiras, o profissional não abandonou o futebol. Considerado por muitos um estudioso do esporte, Paulão virou treinador e por sete anos trabalhou nas categorias de base de clubes do Estado. Em 2015, a chance apareceu. Ele vai ter a oportunidade de comandar o Gavião do Norte na disputa do Campeonato Amazonense. Paulão conversou com a equipe do PÓDIO sobre sua visão do futebol do Estado, revelou como será a preparação do Manaus FC para o campeonato e ressaltou a importância de se investir nas categorias de base para alavancar o esporte na região.

Quando o ser humano descobre que tudo que quiser fazer é possível, claro, respeitando os outros, ele acaba conseguindo o que quer e dificilmente é batido

Pódio – Como você vê a evolução do futebol amazonense? Paulão – A nova fórmula de disputa é uma evolução grande e acaba sendo bom para o futebol. Esperamos que isso motive as competições e, principalmente, os torcedores. Tendo bons espetáculos, a tendência é que eles voltem aos estádios. Estaremos disputando o campeonato com estádios novos, que foram construídos para a Copa do Mundo com gramado de alta qualidade. Acho que tudo isso vai ser usado a favor do nosso futebol. Fora isso, as equipes estão investindo, e isso tem que acontecer. Uns mais e outros menos, mas tem que acontecer. Manaus tem que ter uma equipe que faça o investimento certo e volte à elite do futebol nacional. Outra coisa, as equipes devem investir na base. Todas as grandes equipes, no Brasil e do mundo,

investem na base. Manaus não. Infelizmente, apenas o Manaus FC está focando nas categorias de base. Entendo que o trabalho de base é essencial para o sucesso no futebol. Pódio – O que esperar do Manaus FC na sua segunda participação na elite do futebol do Estado? P – O clube é novo, mas é um novo que pensa como time grande e alto. Temos que sonhar. O que podemos esperar do Manaus FC nesse ano é uma equipe bastante competitiva. Vamos buscar um bom ritmo para que possamos disputar esse campeonato em alto nível. Vamos atrás do nosso objetivo que é chegar à grande final. Pódio – Qual a importância de manter a base de 2014? P – Esses são jogadores oriundos da temporada passada que fizeram um bom trabalho e, por isso, estão retornando. Esperamos que com os novos jogadores que vieram, alguns não conhecemos ainda, mas tivemos uma boa referência, e somando com os garotos da base que subiram e estão crescendo, podemos usar essa mescla para fazer uma boa competição e conquistar o nosso objetivo. Pódio – Qual o diferencial de um treinador que foi jogador? P – O diferencial é que o profissional sabe os detalhes do jogo, porém, isso não é só isso. Joguei futebol dos 13 aos 36 anos. São 23 anos dentro desse mundo. Claro que militando nessa área há tanto tempo, aprendemos algumas coisas. Ganhei muito e perdi muito também. Trabalhei com muitos treinadores de ponta. Fora isso, trabalhei sete anos nas categorias de base. Isso me dá uma condição de entender o que os jogadores pensam, mas o desafio é passar isso. Tenho que passar isso para os atletas do Manaus FC. Mostrar o caminho do sucesso para que chegue mais rápido com menos problemas, porém, o futebol evoluiu muito e está bastante estudado. O técnico tem que ser um estudioso do esporte. Pódio – Você ainda é muito lembrado pelos torcedores dos clubes por onde passou. Isso faz você

FOTOS: DIVULGAÇÃO

sentir falta da época de jogador? P – É muito bom você ver o reconhecimento da torcida. Isso faz bem para a nossa autoestima. Sou muito bem resolvido e isso não faz sentir saudades. Sei separar as coisas. Acabou. Foi bom enquanto durou, mas agora estou em outra. Não tenho saudosismo. Estou amando ser treinador, estou em outra etapa, mas admito que o reconhecimento faz bem. Pódio – O Manaus FC montou uma comissão técnica qualificada com profissionais como o Fábio Luiz e Garanha. Qual a importância disso para o sucesso no campeonato? P – A importância é muito grande. Temos uma comissão técnica qualificada com profissionais formados e com experiências no futebol. Alguns têm experiência de 20 anos dentro de campo. Não podemos jogar isso fora. Essa é uma faculdade muito boa, porque soma prática e conhecimento. Agora, temos que dar resultados. Estamos trabalhando da melhor forma possível para isso. Estamos trabalhando para condicionálos, não só técnica e tática, mas, principalmente, emocionalmente. Temos que trabalhar a mente, porque sabemos que a mente sã, corpo são. Uma mente doente é certeza de um corpo doente. Se o atleta tiver um corpo são, mas se a mente não tiver boa, o trabalho não dará certo. Por isso, estamos tentando juntar esses detalhes para ir em busca dos nossos objetivos.

Pódio – O segredo do sucesso no futebol é ter um elenco mesclado? P – Sim. Hoje, é muito difícil montar uma equipe de futebol só com jovens ou só com atletas experientes. Tem que haver uma mescla, porque o pulmão são os jovens e os mais experientes são o cérebro. Você sabendo usar uma mescla dessas faixas etárias e enquadrar em um esquema de jogo é muito bom. No final, você acaba obtendo o sucesso. Pódio – Qual a maior dificuldade do Manaus FC no Campeonato Amazonense? P – Costumo dizer que o nosso maior adversário é o nosso psicológico. O nosso adversário maior somos nós mesmos. Temos que vencer nossa limitação de mente. Não tem que haver esse negócio de “não dá, não posso”. Quando o ser humano descobre que tudo que quiser fazer é possível, claro, respeitando os outros, ele acaba conseguindo o que quer e dificilmente é batido. Juntando um grupo onde 90% tem essa mentalidade, fatalmente conseguiremos alcançar os nossos objetivos. Pódio – Como funcionará a pré-temporada do Manaus FC? P – Vai ser um trabalho duro e planejado, porque muitos que estão vindo estavam parados e outros estavam jogando. Acaba tendo uma deformidade. Com o tempo, essa diferença vai minimizando. Quando o campeonato começar, todos estarão no mesmo parâmetro.

As equipes devem investir na base. Todas as grandes equipes, no Brasil e no mundo, investem na base. Manaus não. Infelizmente, apenas o Manaus FC está focando nas categorias de base”

Temos uma comissão técnica qualificada com profissionais formados e com experiências no futebol. Alguns têm experiência de 20 anos dentro de campo. Não podemos jogar isso fora”


E3

MANAUS, DOMINGO,18 DE JANEIRO DE 2015

Down ‘finaliza’ limitações e desponta na ‘arte suave’ Aos 15 anos, o portador de necessidades especiais Joines Junior se destaca no jiu-jítsu amazonense e planeja lutar Rio Open

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Júnior é um apaixonado pelo jiu-jítsu e encontrou no esporte um divertimento diário

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

D

estacando-se em 2014 no jiu-jítsu do Estado, o atleta Joines Júnior, 15, prova a cada dia que nada é impossível para quem tem força de vontade e foco no treinamento. Portador de Síndrome de Down, Júnior entrou no esporte há dois anos. Tudo começou quando o jovem se encantou pela modalidade vendo os vizinhos treinarem. Porém, ele teve que vencer o preconceito do pai, Joines Sales, 40. “Todos os dias, quando passávamos pela frente da academia, ele apontava em direção do tatame. Ele pedia para fazer o esporte, mas eu não conhecia a fundo a modalidade. Achava que era esporte de vagabundo pela fama que tinha na década de 90. Quando resolvi conhecer, descobri realmente que o jiu-jítsu é uma arte suave. Trouxe o Júnior para treinar e rapidamente ele se adaptou”, diz o pai. Logo no começo, o atleta surpreendeu a todos os companheiros do Projeto Social Monteiro Monte Sinai pela força de vontade e rápida evolução que teve nos primeiros meses. Em 2014, Júnior conquistou 15 títu-

los. Graduado faixa verde, o jovem vai disputar competições no peso galo da categoria juvenil (16 e 17 anos). O objetivo é competir o Rio Open em junho, competição nacional que é disputada na capital fluminense. “Nesses dois anos, ele vem treinando e se tudo der certo, vamos levá-lo para competir no Rio de Janeiro no Rio Open. Tudo vai depender da questão financeira. Não temos patrocínios e isso é uma dificuldade, pois as inscrições para os campeonatos são caras e o equipamento também”, revelou seu pai que trabalha como pedreiro. Para o professor Ivan Lennon, Júnior tem tudo para despontar no cenário nacional. Segundo o faixa azul, o seu aluno é diferenciado dentro do tatame. “Lembro da primeira vez que o Joines entrou na academia para falar comigo sobre o Júnior. Expliquei que ele não teria dificuldade e provamos isso com suas conquistas. Ele venceu o Amazonense, a Copa Arthur Neto e o Osvaldo Alves. Esses são os principais campeonatos do Estado. Temos novas metas em 2015. Quem sabe, não conseguimos fazer um campeão mundial no nosso projeto social”, afirmou o professor.

Exemplo para todos na academia onde treina Sempre alegre e brincalhão, Júnior é amado por todos na academia. Segundo seu professor, a síndrome serve de inspiração para os demais, pois prova que a vontade é fundamental para o sucesso de qualquer pessoa. “Ele chega e já alegra a todos. Na hora do treino, ele é focado e deixa as brincadeiras de lado. Não tem tempo ruim. Não para de treinar por qualquer “leseira” e ainda ajuda os novatos. O Junior é um exemplo de atleta e de caráter para todos

os companheiros de treino”, concluiu Lennon. Comportamento Uma das melhoras que Júnior teve após começar a praticar o jiu-jítsu foi em seu comportamento. Segundo seu pai, ele era uma criança muito agressiva. Porém, devido ao esporte, ele ficou mais disciplinado e aprendeu a respeitar seus amigos de sala e de treino. “Ele era muito agressivo. Quando saia para trabalhar, ele ficava com uma amiga e

ela falava que o Júnior era muito agressivo. No colégio, as professoras reclamavam, porque ele agredia os amigos. Porem, após o jiu-jítsu, ele melhorou 95 por cento seu comportamento”, lembra Sales, que ainda revelou que os feitos do filho são motivo de orgulho para todos os familiares e conhecidos, pois o jovem atleta, por meio do esporte, mostrou que pode ter uma vida igual à de qualquer jovem da mesma idade. “O esforço dele foi recom-

pensado. É gratificante ver as suas conquistas. Ele é muito mais que meu filho. Ele é meu amigo e parceiro no dia a dia. Ele gosta de treinar e faço questão de trazer. Se deixar, ele passa o dia na academia. Apoio sempre, porque sei que o esporte só o ajuda. Queria fazer mais por ele, porém, não tenho condições. Não conseguimos patrocínio para ele, apesar de todas as medalhas. Alguns amigos ajudam, principalmente o seu Marivaldo e a dona Núbia”, citou o pai.

Atleta é um dos mais comprometidos nos treinamentos


E4

Manacapuru tem do Neste segundo raio-x do Campeonato Amazonense, veremos as diferenças dos elencos de Operário e Princesa do Solimões, as dificuldades em comum e como pretendem temperar o sabor para o Barezão 2015 CÍCERO JR E WILLIAN D’ANGELO Rádio Web EM TEMPO

A

lém da tradicional ciranda, Manacapuru tem muito a festejar: é a única cidade do interior do Amazonas a ter dois representantes no Campeonato Amazonense de 2015. A exemplo de 2012, Princesa do Solimões e Operário representarão a “Flor Matizada” no certame local e querem, a despeito das dificuldades de mando de campo, brigar por boas posições no certame local. As duas equipes já tem história para contar: o Tubarão do Norte conquistou em 2013 seu primeiro título amazonense na série A. o Sapão tem em seu favor dois títulos da Série B do amazonense, e, apesar do elenco bem mais modesto que seu rival, promete dar trabalho aos grandes do Amazonas.

DIE

GO

JAN

ATA

Operário Esporte Clube Fundado em 10 de junho de 1982, o Operário Esporte Clube é oriundo do bairro Terra Preta em Manacapuru. O Sapão iniciou suas atividades futebolísticas no futebol amador, categoria esta onde permaneceu até 2009, quando se profissionalizou e disputou em 2010 a série B, sendo campeão em cima do tradicional Rio Negro, nos pênaltis por 5 a 4. O histórico do Operário é de oscilação no cenário local. Tendo ascendido à Série A em 2010, participou bem da competição em 2011, sendo segundo lugar no primeiro turno de forma invicta - perdeu do Penarol de Itacoatiara nas semifinais -. Não conseguiu repetir a campanha

Léo Paraíba atuou pelo Nacional no Campeonato Amazonense de 2014 e jurou amores ao time

do segundo turno, mas ficou bem posicionado na classificação geral. Em 2012, não mostrou a mesma competitividade e acabou sendo rebaixado à segunda divisão e, por conta das dificuldades financeiras, ficou de fora do cenário local em 2013. Redenção em 2014 Tendo mudado as cores de seu uniforme (hoje usa azul, amarelo e preto para diferenciar das cores do Princesa) e seu escudo, o Operário disputou a segundinha ano passado e surpreendeu novamente o Rio Negro na decisão, vencendo o segundo turno em cima do Barriga Preta em um triunfo que parecia improvável, pois a equipe manacapuruense havia montado o elenco a pouco tempo do início do certame. Usando a liderança de Clayton He-man, a experiência de Neto Cabeção e o oportunismo de Charles, a equipe tricolor retorna à Série A e tenta recompor as peças para lutar por boas posições na categoria principal do futebol amazonense. Após a dissolução de parte do elenco campeão da Série B, o Operário segue com o velho problema de montagem de elenco. Apesar de alguns nomes terem sido elencados, o presidente Beto Ferreira afirma que o time precisa de peças de reposição, mas adiantou que, apesar de ainda não estar pronto, o elenco vai misturar juventude e experiência. “Estamos preparando um elenco que, apesar das dificuldades, lutará por boas posições usando uma mescla de jovens talentos com atletas experientes, tendo no comando Carlos Tozzi.”, afirma o mandatário do clube, que atualmente conta com 19 jogadores e depende do posicionamento do treinador e do contrato assinado para ampliá-lo e divulgá-lo. O dilema do Operário vai além da formação do elenco. O time migra de um lado ao outro para treinar para a competição. “Não temos campo. Todos os dias temos que correr atrás de campo para treinar e isso dificulta muito nosso trabalho. Felizmente, temos o quartel da PM onde conseguimos realizar a maioria dos nossos trabalhos com bola.”, lamenta Beto. Apesar dos problemas, o Operário conseguiu dois parceiros empresariais que cooperarão com o clube ao longo do campeonato além do apoio da prefeitura de Manacapuru. Experiência e liderança Tendo atuado no rival Princesa do Solimões, Neto Cabeção é uma das apostas do elenco do Operário. Nesta pré-temporada, o jogador tem sido um grande suporte ao time do Sapão. “Tenho ajudado meus companheiros orientando e instruindo em aspectos importantes dentro de campo, em especial para os mais jovens que compõem nosso elenco”, lembra Neto. “Vou partir para cima dos adversários com meus dribles rápidos e, se vacilarem, vou marcar gols!”, promete.

FICHA TÉCNICA

Taça Cidade de Manaus (1º Turno) 25/02 Princesa do Solimões x Operário 28/02 Operário x Nacional 07/03 Operário x São Raimundo 11/03 Penarol x Operário 14/03 Operário x Fast Clube 21/03 Rio Negro x Operário 20/03 Iranduba x Operário 01/04 Operário x Manaus 04/04 Nacional Borbense x Operário

OPERÁRIO Fundação: 10/06/1982 Apelido: Sapão da Terra Preta Estádio: Gilberto Mestrinho Títulos: Bicampeão da Copa dos Rios (1995 e 2006), Campeão da Série B (2010) e Campeão da Série B (2014). Goleiro: Vítor Laterais: Clemílton, Alberto, Fabrício, Flávio Marabá

Taça Estado do Amazonas (2º Turno) 12/04 Operário x Princesa do Solimões 20/04 Nacional x Operário 22/04 São Raimundo x Operário 25/04 Operário x Penarol 02/05 Fast Clube x Operário 09/05 Operário x Rio Negro 16/05 Operário x Iranduba

Zagueiros: Haylan, Aílton, Élton Volantes: Lucas, Cleyton, Nilsão Meias: Neto Cabeção, Paulo, Daniel, Matenay, Jones Tapauá Atacantes: Jeovani, Tácio, Jeimison, Técnico: Carlos Tozzi Diretor técnico: Pesado Preparador físico: Leléu


E5

dois representantes Objetivo é voltar ao topo Melhor estruturado, o Princesa do Solimões saiu na frente do rival manacapuruense. Montou um elenco forte, onde manteve parte dos jogadores de 2014 e trouxe outros juntamente com Zé Marco, que até o ano passado treinou o Atlético (AC). O ano que passou, por sinal, não foi tão bom quanto esperavam os princesianos. O bicampeonato amazonense parecia uma realidade bem próxima, haja vista a equipe do Tubarão ter derrotado o Nacional no primeiro jogo da final por 2x0, mas o poder de reação nacionalino e a falta de equilíbrio emocional de alguns jogadores, fez o sonho de se igualar ao Penarol como bicampeão interiorano se tornar pesadelo. Além da perda de 2014, o Princesa do Solimões teve que superar a saída de Marquinhos Píter e, posteriormente, a queda na primeira fase da Série D com o limitado elenco montado por Charles Guerreiro. Apesar disto, os jogos parelhos com o Santos em Manaus e na Vila Belmiro tornaram o Tubarão mais conhecido e respeitado no cenário nacional. Além do Campeonato Amazonense, o Tubarão do Norte terá a Copa Verde e Copa do Brasil em seu calendário deste ano. Após a apresentação do elenco, o time do técnico Zé Marco já iniciou a pré-temporada contando com destaques como Léo Paraíba, Marinelson, Edinho Canutama, Fininho Manacá e Sandro Goiano. “Tivemos o cuidado de optar por jogadores

oriundos de locais com clima similar ao nosso para evitar problemas na adaptação.”, afirmou Raphael Maddy, diretor de futebol do clube. Aposta Após a passagem de Charles Guerreiro sem sucesso pelo comando técnico do time, a diretoria do Princesa do Solimões aposta na nova geração de Zé Marco, ex- Atlético (AC). Como atleta ele teve passagens em clubes como Pinheiros (RO), Rio Negro (AM), Rio Branco (AC), Nacional (AM), Fast Clube (AM), Campinen-

APOSTA

Após o fiasco da Série D com Charles Guerreiro, a diretoria do Princesa apostou na juventude de Zé Marco para recolocar o time no trilho das vitórias. Ele comandou o Atlético (AC) em 2014 se (PB) e Penapolense (SP). Como técnico, foi vice-campeão acreano no ano passado com o Atlético e tem com o Princesa do Solimões uma espécie de desafio maior na carreira. Mesmo em face disto, o jovem treinador garante ter plena confiança de que frutos surgirão ao longo da temporada. “Mesclando jogadores que já faziam parte do plantel com outros indicados por mim e diretoria, vamos, sem dúvidas, fazer um excelente trabalho em 2015”, afirmou o Zé Marco.

Taça Cidade de Manaus (1º Turno)

FICHA TÉCNICA PRINCESA DO SOLIMÕES Fundação: 18/08/1971 Apelido: Tubarão do Norte Estádio: Gilberto Mestrinho Títulos: Campeão Amazonense (2013)

Jogadores: Edinho Canutama Rascifran, Marinelson, Léo P araíba, Luis Paulo, Éric, Gilson Emerson, Mauryam, Ley, elciney Douglas, Serginho, Amaral, Fininho, Jeferson Piauí, Sandro Goiano, Nando, Deurick, Junior Baé, Rafael Novais, Rafael Barros, Gilson Mundim Técnico: Zé Marcos

25/02 Princesa do Solimões x Operário 28/02 São Raimundo x Princesa do Solimões 07/03 Princesa do Solimões x Penarol 11/03 Fast Clube x Princesa do Solimões 14/03 Rio Negro x Princesa do Solimões 22/03 Princesa do Solimões x Iranduba 28/03 Manaus x Princesa do Solimões 02/04 Princesa do Solimões x Nacional Borbense 09/04 Nacional x Princesa do Solimões

Taça Estado do Amazonas (2º Turno) 25/02 Princesa do Solimões x Operário 28/02 São Raimundo x Princesa do Solimões 07/03 Princesa do Solimões x Penarol 11/03 Fast Clube x Princesa do Solimões 14/03 Rio Negro x Princesa do Solimões 22/03 Princesa do Solimões x Iranduba 28/03 Manaus x Princesa do Solimões 02/04 Princesa do Solimões x Nacional Borbense 09/04 Nacional x Princesa do Solimões

Time já tem CT próprio Ao contrário do rival Operário, o Princesa do Solimões tem um CT próprio, Raimundo Leite, que fica localizado na estrada de Acajatuba, próximo a Cidade das Cirandas. O local pertence ao Presidente Holorfénes Leite e chegou em boa hora para aliviar o turbulento processo de vir a Manaus treinar para preparar o elenco, fator que, segundo Raphael Maddy, diretor de futebol, cooperou para os desgastes da equipe em 2014. “Era complicado estarmos nos deslocando várias vezes à capital para treinar. Nos desgastávamos viajando por várias horas, pegando engarrafamento na cidade de Manaus e chegando tarde a Manacapuru.”, lamen-

tou o diretor em entrevista à Rádio Em Tempo. Um dos destaques do Tubarão para 2015 sem dúvida foi a contratação de Léo Paraíba. Após boa passagem pelo Nacional em 2014, Léo, agora com a camisa do Princesa do Solimões, sente-se tranquilo em seu novo lar. “Minha adaptação está sendo sem problemas nenhum. Fui muito bem recebido e já estou bem ativo na pré-temporada. O elenco é muito qualificado e tem treinado de forma disciplina e rígida para estarmos bem em nossa estreia e nos campeonatos que disputaremos no semestre. Vamos sem dúvida lutar por títulos esta temporada”, diz

RAIMUNDO VALENTIM

MANAUS, DOMINGO, 18 DE JANEIRO DE 2015


E6

Experiência a serv futebol amazonense Acima da casa dos 30 anos, jogadores chutam a idade “avançada” para longe e valorizam a experiência conquistada ao longo de suas carreiras no futebol ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

A

Nando foi titular durante o ano passado no ataque do Princesa

idade chega para todos, e com os jogadores de futebol não é diferente. No caso deles, a situação ainda é mais delicada, já que o condicionamento físico é fundamental para os profissionais da bola. Há quem diga que depois dos 30 a tendência é que o desempenho atlético dentro das quatro linhas comece a apresentar sinais de desgastes. Na ótica dos atletas, a idade considerada avançada para um jogador de futebol é sinônimo de experiência. O maior exemplo disso é o meia Zé Roberto, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Grêmio e nesta temporada irá vestir a camisa do Palmeiras. Aos 40 anos, ele pretende jogar até aos 45, já que, segundo ele, o cuidado com o corpo dentro e fora de campo lhe dá condições de continuar atuando em alto nível. No Campeonato Amazonense que se aproxima, não teremos nenhum atleta com a idade de Zé Roberto, mas teremos alguns com a idade considerada avançada dentro do futebol. Defen-

dendo a camisa do Princesa do Solimões, o atacante Nando, que em abril completa 37 anos, aparece como jogador mais velho do Barezão. Velho não, apenas experiente como ele mesmo prefere definir. Os 36 anos, aliás, que segundo o artilheiro ajuda dentro de campo por conta da experiência adquirida ao longo da carreira. “Isso (idade) me ajuda muito em campo. Principalmente em relação à experiência, meus companheiros me respeitam muito, me têm como espelho, os atalhos, a experiência de conversar com os adversários, o respeito que eles têm por mim. Creio que em campo o nosso time tem muito a ganhar, além disso, é uma profissão que gosto bastante”, conta o atacante. Apaixonado pelo que faz, Nando reconhece que o corpo está começando a sentir o peso da idade. De acordo com ele, o Campeonato Amazonense 2015 talvez seja o último da carreira. Na última temporada, o jogador atuou por Princesa do Solimões, onde disputou o Estadual, a Copa do Brasil e o Brasileirão da Série D, e pelo Clíper, ao jogar a Segundinha

do Barezão. “Chega um ponto que basta. Acho que para mim já esta dando. Eu estou querendo jogar só mais esse ano e quero encerrar minha carreira com chave de ouro. Se chegar à final, será minha quarta decisão seguida e isso para mim seria muito bom”, revela Nando, que deseja brigar pela titularidade no coman-

AINDA ÚTIL

O atacante Nando, 36, será o atleta mais velho do Barezão 2015 e se depender das estatísticas a torcida pode esperar bom futebol em campo. Ano passado ele disputou 23 jogos e anotou 10 do de ataque do Tubarão do Norte. “O meu objetivo é fazer um grande campeonato, é estar no grupo brigando por posição de forma sadia, eu quero estar ajudando, esse é o meu objetivo e acho que tenho muito a dar para ao Princesa”, acrescenta. Em 2014, o desempenho dentro das quatro linhas foi satisfatório. Pelo time de Manacapuru, o atacante

atuou durante os 90 minutos em cinco partidas, entrou no decorrer de outras quatro e foi substituído em nove. Pelo Clíper, foram quatro partidas como titular absoluto e deu lugar a um companheiro reserva em apenas um duelo. No total, Nando atuou em 23 partidas na última temporada e conseguiu marcar 10 gols. Pesa a favor do experiente atacante o fato de nunca ter sofrido nenhuma lesão séria durante a carreira. Sem o mesmo pique de 15 anos atrás, ele não “pede para sair” nos treinos de pré-temporada do Princesa, mas sempre recorre ao preparador físico da equipe quando a carga de trabalho começa a pesar. “Eu nunca tive contusões sérias, graças a Deus faço tudo o que os mais jovens fazem, mas às vezes quando sinto que está pesado, peço para o professor reduzir a carga. A gente tem que ter bastante cuidado nesse período. Eu converso com o preparador físico, eles entendem que a minha idade também não agüenta tanto”, explica Nando, ao avisar que depois de aposentado ainda não sabe que carreira irá seguir para sustentar a família.

Preparação especial para ‘vovôs’ Não é só na hora do jogo que a experiência ajuda os mais veteranos. De acordo com o preparador físico do Nacional, Carlos Rocca, durante os treinos do dia a dia o trabalho chega a ser facilitado por conta da vivência dos jogadores mais “rodados”. Para ele, o diálogo é importante para que seja montada uma estratégia de treinamento especial para determinado atleta. “Eu já tive algumas experiências de trabalhar com jogadores mais velhos e todas foram positivas. Exatamente pelas experiências desses jogadores. A gente sabendo dosar bem a carga de treinamento e a estratégia de recuperação, não tem problema. Acho que é importante na montagem do grupo ele ser bem mesclado, não pode ser um grupo todo com uma média de idade elevada. Agora tem situações em que ter alguns atletas com idade elevada é muito bom. Eu até acho que quando o preparador físico consegue fazer um trabalho bom o

reconhecimento do trabalho chega rápido, porque você acaba fazendo um trabalho bom com esses atletas de idade mais elevada e ele mantém um bom desempenho em campo”, comenta Rocca. Segundo o preparador físi-

Eu já tive algumas experiências de trabalhar com jogadores mais velhos e todas foram positivas. Exatamente pelas experiências desses jogadores Carlos Rocca, preparador Físico do Nacional

co do Leão da Vila Municipal, esses atletas com mais idade recebem um tipo de atenção especial na hora do treinamento, principalmente em relação a recuperação desses jogadores de um treino ou de um jogo para o outro. Contudo, ele avisa que esse tipo de trabalho não

faz cair o rendimento dentro de campo, pelo contrário, o desempenho se mantém o mesmo e às vezes até melhora. “O bom é que esses atletas são experientes e eles têm consciê n c i a disso, trocam bastante ideia com o preparador físico, vê qual o tipo de estratégia que é a melhor. O atleta quando é experiente já vem com uma bagagem e conversa com a gente e vamos montando a melhor estratégia juntos durante a temporada”, conclui Rocca.

Rocca é o responsável por prepara a parte física do elenco do Nacional


MANAUS, DOMINGO, 18 DE JANEIRO DE 2015

viço do Aos 35, Marinho mira artilharia Contratado para defender a camisa do São Raimundo no Barezão 2015, o atacante Marinho sonha em recolocar o Tufão da Colina no caminho das vitórias. Para isso, segundo ele, sua experiência em disputar Estaduais será fundamental, principalmente para passar aos mais jovens as peculiaridades do futebol amazonense. “Lógico que a maturidade faz muita diferença na vida e profissionalmente também. A vantagem em relação aos mais jovens é que eu vivenciei várias competições. A gente procura passar para eles o que já aprendemos. Para o pessoal que nunca disputou o Amazonense, passamos sobre o tipo de jogo, o clima, tudo isso são fatores que fazem a diferença. Estamos no São Raimundo, que passa por um jejum de nove anos e por momentos difíceis. Tem a questão da responsabilidade que temos em defender essa camisa, até porque hoje temos um estádio novo, um atrativo a mais para o torcedor”, ilustra o avançado. Para Marinho, a pré-temporada será fundamental no quesito preparação física. Ele

acredita que com o trabalho adequado estará apto para encarar os quatro meses de Campeonato Estadual. O atacante se espelha no “vovô” do futebol brasileiro, o meia Zé Roberto. “Eu acho que tudo depende da preparação que é feita. É lógico que não sou mais nenhum garoto de 22 anos, mas me cuido muito, meu instrumento de trabalho é o corpo. Sou um cara que nunca estou satisfeito com a minha condição, sempre me cobro o tempo todo”, aponta Marinho. Companheiro de Nando no Clíper na última temporada, o atacante acredita que estará em condições de ser titular durante o Estadual. “Vamos trabalhar para conquistar o título com o Tufão e se der uma brecha levar a artilharia”, avisa o atleta que pretende jogador até aos 39 anos. “Eu não tenho lesão de joelho, nenhuma cirurgia grave. Mas a gente não sabe, estamos sujeitos a tudo. Tem a questão de fatores psicológicos, são uma série de coisas que vai pesando e às vezes nem é a idade que pesa” arremata.

E7

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

Nos treinos, arqueiro tem mostrado liderança diante dos companheiros

‘Paredão’ deixa idade de lado Se todo time começa por um bom goleiro, o Nacional está muito bem servido nesse quesito. Aos 34 anos, Rodrigo Ramos deve ser titular e quem sabe capitão do Leão da Vila Municipal durante a temporada. Após atuar pelo Sampaio Corrêa nas últimas seis temporadas, o arqueiro chega a Manaus motivado e cheio de “experiência para dar”. “Eu encaro com naturalidade essa questão de ser o mais experiente, até porque eu me cuido bastante. Mesmo com 34 anos, trabalho da mesma forma que os garotos de 20 e sempre me cuidando dentro e fora de campo. Nisso a experiência tem me ajudado bastante pelos clubes por onde tenho passado, até porque graças a Deus na minha carreira por onde passei consegui títulos, acessos, e a gente espera poder ajudar com essa experiência nesse sentido também”, esclarece o goleiro. Campeão Brasileiro da Série D de forma invicta em 2012, Rodrigo também ajudou a colocar o Sampaio Corrêa na Série B da última temporada. No Nacional, a meta do goleiro é fazer o mes-

mo. Com um elenco recheado de jovens como Thiago Amazonense e Weverthon, o atleta será fundamental com sua experiência, tanto dentro quanto fora de campo. “Sem sombra de dúvidas, principalmente dentro de campo a experiência ajuda bastante. Para segurar o jogo

CURRÍCULO

O experiente goleiro chega com status de grande contratação do Nacional. Nos últimos seis anos, o arqueiro defendeu as cores do Sampaio Corrêa (MA) e disputou a última Série B num momento difícil, onde a equipe está sendo sufocada ou está ganhando a partida, é importantíssimo ter essa experiência para ajudar os mais. Graças a Deus aqui no Nacional existem outros jogadores experientes e tudo isso ajuda, até mesmo para conversar com a arbitragem”, indica o arqueiro, que pretende atuar até aos 38 anos.


E8

MANAUS, DOMINGO,18 DE JANEIRO DE 2015

McGregor a um passo de enfrentar José Aldo

Se o irlandês vencer sua luta no UFC Fight Night hoje, enfrentará o amazonense, como prometeu Dana White Siver na luta principal do UFC Fight Night 59, que será disputado neste domingo (18), a partir das 19h (de Manaus) em Boston, nos EUA. Mas o presidente da organização, Dana White, já pensa como seria o aguardado confronto entre McGregor e o manauara, valendo o cinturão.

CARD PRINCIPAL Conor McGregor x Dennis Siver Ben Henderson x Donald Cerrone Uriah Hall x Ron Stallings Norman Parke x Gleison Tibau

CARD PRELIMINAR Cathal Pendred x Sean Spencer John Howard x Lorenz Larkin Zhang Lipeng x Chris Wade Patrick Holohan x Shane Howell Johnny Case x Frank Perez Charles Rosa x Sean Soriano Sean O’Connell x Matt Van Buren Tateki Matsuda x Joby Sanchez

Pela rivalidade existente entre os dois e até a qualidade comprovada de ambos no octógono, Dana White considera que seria a luta do ano em 2015. “Seria a maior luta do ano. Acho que vai bater todas as outras lutas deste ano, e (Jon) Jones x (Daniel) Cormier foi em 2014. Parte de

fazer uma grande luta é que muitas pessoas se importem”, declarou o mandatário em entrevista ao site MMA Junkie. Dana White não se importa em praticamente apontar McGregor o próximo desafiante, apesar de o irlandês ter mais uma luta a disputar, antes de ser anunciado o futuro rival de José Aldo. O dirigente considera o “The Notorious” o novo campeão de vendas da organização e capaz de correspon-

der no octógono ao discurso entoado antes das lutas. “Quando você tem tanta agitação e tanta expectativa, e tem o lutador mais vendável de todos os tempos, que está cumprindo o que promete, contra um cara que não perde uma luta há nove anos, e vindo da luta que ele acabou de fazer no Brasil - a qual eu fiquei honrado de sentar onde sentei e assistir ao que aconteceu no Brasil naquela noite - e agora esses dois vão se enfrentar?

Acho que seria a maior luta do ano”, reforçou o dirigente. Para apimentar ainda mais a rivalidade entre Aldo e McGregor, o brasileiro estará presente ao TD Garden, em Boston, para acompanhar o UFC Fight Night 59, em especial o duelo principal da noite. Antes do evento, na véspera, ele será atração em seção de perguntas e respostas com fãs, abrindo a pesagem oficial. DIVULGAÇÃO

U

ma das novas estrelas do UFC (Ultimate Fighting Championship), Conor McGregor está a uma vitória de ser o próximo desafiante do campeão do pena do UFC, amazonense José Aldo. Para isso, basta que o irlandês passe pelo alemão Dennis


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook