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Pódio - 17 de agosto de 2014

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MANAUS,, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014 MANAUS

esportes@emtempo.com.br esportes @emtempo.com.br

Domingo de clássicos Em Brasília, Botafogo e Fluminense querem esquecer os problemas e voltar a vencer. Já em São Paulo, clássico Choque-Rei marca o reencontro de Alan Kardec com o Palmeiras, seu ex-clube e o primeiro derby de Kaká. Pódio D5 e D7


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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014

BIANCA MAIA MENDONÇA

Consegui chegar ao meu objetivo

IONE MORENO

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

Na minha época, as pessoas não tinham noção do que era a ginástica rítmica, hoje, isso está mudando. No Amazonas está crescendo e tem muito mais a melhorar, mas já fico feliz em perceber que estão olhando um pouco mais para a modalidade

Nem o mais otimista apaixonado pela ginástica rítmica imaginaria que um dia o Amazonas teria uma atleta de destaque mundial na modalidade, que faria parte da seleção brasileira e conquistaria três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara em 2011. Sim, essa atleta existe e se chama Bianca Maia Mendonça. Com seus 21 anos, a jovem ganhou destaque mundial e projeta sua participação nas Olimpíadas de 2016. Bianca conversou com o Pódio e revelou alguns detalhes sobre o seu começo no esporte e a trajetória que resultou nas conquistas com a seleção brasileira. Pódio – Como foi o seu primeiro contato com a ginástica rítmica? Meus pais são ex-atletas e hoje trabalham como profissionais de educação física. Então, desde sempre eles motivaram os filhos a praticarem algum esporte. Eu fiz vários esportes. Tentei ir para outras áreas, mas acabei ficando na ginástica que era o esporte da minha mãe. Já meu irmão escolheu o vôlei, que é o esporte do meu pai. Foi uma coincidência. Acabei entrando aos cinco anos na modalidade, mas treinamento só foi aos nove, quando comecei a competir. Desde então, nunca mais parei de treinar. Pódio – Em qual momento você percebeu que o esporte podia deixar de ser diversão e virar coisa séria? Acho que isso aconteceu aos 12 anos quando uma técnica búlgara veio treinar as meninas de Manaus e escolheu duas atletas para fazer um intercâmbio na Bulgária. Essa foi a minha primeira grande viagem internacional. Fui para treinar e fiquei um mês. Foi quando percebi que tinha talento para levar isso como uma profissão. Pódio – Qual foi a maior dificuldade que você teve no começo?

Tive que sair do Amazonas justamente pela falta de equipe e de competições. O esporte não é tão divulgado no Estado. Apesar do Brasil não ser da elite da ginástica rítmica do mundo, nos Estados do Sul, o esporte é tradicional. Por exemplo, no Campeonato Paranaense, mais de 100 ginastas participam. Aqui, quando tinha Campeonato Amazonense, eram só eu e mais uma menina que competiam na minha categoria. Isso me frustrava. Tínhamos uma equipe muito boa que vinha crescendo, mas foram desistindo aos pouco. No final, sobrou só eu porque minha mãe era minha técnica e falava que eu precisava sair da cidade ou pararia de treinar. Foi quando surgiu o convite de ir para Florianópolis (SC) em 2010. Fui, e logo percebi uma diferença absurda. É uma equipe de ginástica em cada município do Estado. Isso era diferente. Pódio – Na sua opinião, falta apoio ao esporte no Brasil? Já foi pior, mas vemos que até no Amazonas a ginástica cresceu demais. No meu começo, não tinha a estrutura que tem hoje. Claro que os resultados conquistados abriram portas, mas é essa a intenção. Fazer história lá fora para conseguir ter um pouco mais de patrocínios aqui dentro. Ter mais investimentos. Já estão construindo um Centro só de ginástica. Quando treinava aqui, era no chão duro. Não tinha tapete, nem tablado. Hoje, vejo que as meninas que estão crescendo vão ter uma estrutura só para elas. Na minha época, as pessoas não tinham noção do que era a ginástica rítmica, hoje, isso está mudando. No Amazonas está crescendo e tem muito mais a melhorar, mas já fico feliz em perceber que estão olhando um pouco mais para a modalidade. Pódio – Acredita que o Amazonas pode ser um polo do esporte no Norte do país? Com certeza. Todas as vezes que volto para cá, vejo um crescimento nas meninas. Acompanho

vários clubes e vejo como são boas e talentosas. Todas com 13, 14 e 15 anos. Então, se investir um pouquinho mais, daqui dois anos, elas já terão idades para estarem na seleção. Temos que pensar no agora e não esperar uma se destacar para começar a investir na carreira dela. Pódio – Como foi o sentimento após a primeira convocação para a seleção brasileira? Quando tinha 13 anos, a técnica búlgara disse para a minha mãe que ela deveria me treinar porque um dia chegaria a seleção. Minha mãe e eu olhávamos e pensamos que isso seria impossível porque sou do Amazonas. Era uma realidade muito distante. Com 16 anos, me convocaram para fazer a seletiva. Fui, mas não tinha confiança. Lembro que ligava para casa e falava que tinha ido bem, porém, não sei se vai dar. Sempre desacreditando. Quando chamaram meu nome em 2011 para a seleção, passei o dia chorando (risos). A partir daquele momento, comecei a acreditar que era possível. Comecei a me doar ao máximo nos treinamentos. Não queria saber se eram oito ou nove horas de treino. Sempre estava feliz porque aquilo era a realização do meu sonho. Acho que é isso que está faltando nas meninas de hoje. Devem acreditar um pouquinho mais. Apesar de ser do Amazonas, temos meninas lindas que podem chegar à seleção daqui a um tempo. Pódio – Qual o sentimento de levar a bandeira do Amazonas para o mundo? Acho muito bacana porque quando vêm perguntar de onde sou e falo que sou de Manaus, as pessoas levam um susto. Chega a ser engraçado. Algumas pessoas nem sabem que existe uma cidade aqui (risos). Fico meio assustada com isso, mas acho legal a reação delas porque sou da cidade e mesmo com todas as dificuldades, até geográfica, superei e consegui chegar ao meu objetivo.

Pódio – Qual a sensação de conquistar as medalhas do Pan-Americano de Guadalajara? Nem sei explicar a sensação daquelas medalhas. Até hoje, quando vejo o vídeo, começo a chorar. Foi em 2011, quando entrei na seleção. Convocaram a equipe e disseram que tinha o Pan em outubro. Era uma equipe completamente nova. Treinávamos oito horas por dia justamente para tirar o tempo perdido. Quando fomos para o Pan, na primeira coreografia, não fomos bem. Tivemos erros e a nota foi bem baixa. Na segunda já recuperamos. Saiu a nota e vimos que deu para conquistar o ouro, começamos a gritar e chorar. Na hora que colocamos a medalha no peito e o hino começou a tocar, passou tudo pela minha cabeça. Foi complicado aquele ano, mas deu certo e não me arrependo de nada. Pódio – Após parar, quais são os seus projetos? Estou fazendo faculdade de educação física e pretendo começar a trabalhar com as minhas meninas e com o esporte de alto rendimento. Acho que preciso passar tudo o que tenho de conhecimentos para elas. Isso aqui no Amazonas ou em qualquer lugar. Se aparecer uma oportunidade de dirigir a seleção brasileira, vou sem problema. Pódio – Acha que as empresas locais deveriam apoiar mais o esporte do Amazonas? Sim. Temos um polo industrial gigantesco e infelizmente essas empresas direcionam os investimentos em outras coisas. Acabam não dando atenção para os atletas que temos. Isso em todos os esportes. Se formos ver, temos atletas aqui que estão no ranking para ir disputar as Olimpíadas, mas não têm um patrocínio de uma empresa privada. A Equador foi a primeira empresa que me procurou para patrocinar. Acho que isso tem que ser um exemplo para as demais.

Na hora que colocamos a medalha no peito e o hino começou a tocar, passou tudo pela minha cabeça. Foi complicado aquele ano, mas deu certo e não me arrependo de nada

Temos um polo industrial gigantesco e infelizmente essas empresas direcionam os investimentos em outras coisas. Acabam não dando atenção para os atletas que temos. Isso em todos os esportes


Princesa sonha com a terceira vitória seg seguida uida Contra o São Raimundo, em Boa Vista, o Tubarão tenta vitória para não se distanciar dos líderes do grupo A1 ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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São Raimundo muda o time

Atacante Somália também é esperança de gols do time amazonense

A derrota em casa para o Santos-AP fez o técnico Chiquinho Viana mudar o time titular para a partida de hoje diante do Princesa Solimões. Com a obrigação de vencer e jogando com o apoio da torcida, o comandante do Mundão promoverá modificações nos quatro setores da equipe. No gol, o treinador promove o retorno de Kleyton no lugar de Dias. Wellington Boi assume posição no meiode-campo e Artêmio ocupa vaga na lateral direita. Já Eduardo, que exerceu o papel de meia-atacante na última partida, jogará de volante. No ataque, Chiquinho Viana tira Enival, que jogou ao

lado de Rafael Silva contra o Santos-AP, abre lugar para Marcinho ou Jonas. Casa cheia Para o jogo diante da equipe do Princesa do Solimões, a diretoria do Mundão disponibilizou para a torcida 1.117 ingressos à R$ 20 cada. De acordo com a diretoria do time roraimense, a expectativa é de estádio lotado para apoiar o time que se encontra e situação delicada na tabela. Um dos atrativos, segundo os dirigentes, é o atacante Somália, que já atuou por grandes equipes do futebol brasileiro, como Fluminense e Atlético-MG.

ara não se distanciar dos líderes do grupo A1 do Campeonato Brasileiro da Série D, o Princesa do Solimões viajou até Boa Vista em busca da terceira vitória consecutiva na competição nacional. Neste domingo, o time de Manacapuru encara o São Raimundo, no estádio Ribeirão, às 16h (de Manaus) Com sete pontos, o Tubarão do Norte ocupa a terceira posição do grupo A1, ao lado do Santos (AP). Contudo, o time de Manacapuru perde a vice-liderança para a equipe amapaense por conta do número de gols marcados – seis contra cinco -. Já o São Raimundo, soma três pontos e é o vicelanterna da chave. Longe de casa, os comandados de Charles Guerreiro vão em busca da vitória em Boa Vista. Atentos às qualidades do rival, o técnico aproveitou a semana para treinar em cima dos pontos fortes do adversário. Apesar de poucas informações, ele garante que o Tubarão entrará no gramado do estádio Ribeirão buscando a vitória. “É uma equipe rápida, de garotos. Uma equipe alta, mas que usa bastante a velocidade, por isso nós fizemos durante a semana trabalhos em campo reduzido, para aperfeiçoar aquela marcação forte, porque vamos precisar. Vamos jogar em cima, não vamos jogar para se defender, até porque nós precisamos do resultado que é a vitória”, garante Guerreiro. O técnico deve manter o time que iniciou a última partida diante do Atlético Acreano em Manaus. De acordo com ele, o momento não permite mudanças bruscas na equipe titular, mas os jogadores que atuam na onzena principal permite que o Princesa mude a maneira de jogar sem substituir peças. “Nós não podemos estar mudando muito. Podemos usar o próprio macaco (Del-

ciney) no meio, que é a posição dele, onde ele vinha jogando, mas que se encaixou muito bem ali na lateral e vem se destacando. Estamos jogando com os dois meias bastante ofensivos, até porque vamos manter essa formação que deu certo no jogo passado, que mesmo com dificuldades, conseguimos um bom resultado no jogo contra o São Raimundo”, explica o comandante alvirrubro. O clima entre os jogadores é o melhor possível. De acordo com o meia Michell Parintins, o grupo está confiante e ciente da necessidade em conquistar os três pontos, mesmo atuando fora de casa e sabendo das dificuldades que terá pela frente diante

BOA FASE

Com exceção ao empate em 0 a 0 contra o Rio Branco (AC), o atacante Branco marcou gol em todos jogos. Tem três tentos na Série D e é vice-artilheiro da competição do São Raimundo. “Nós sabemos que é um jogo de seis pontos, porque está nivelado ali, nós, o Rio Branco e o Santos. Então, nós vamos para ganhar. Sabemos que será um jogo difícil, jogar na casa do adversário é sempre difícil, a gente não conhece o São Raimundo, não sabe quem está lá, mas vamos com o objetivo de vencer, se não der pra vencer também não vamos perder”, garante Michell. Para a partida de hoje, Charles Guerreiro não poderá contar com o lateralesquerdo Gelvane e com o atacante Marinelson. Ambos ficaram em Manaus tratando de lesões. Porém, o comandante alvirrubro já poderá contar com o meia Fininho. O jogador foi regularizado a tempo e está em Boa Vista com o restante do grupo.

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‘Ace’ menino vai longe Mesatenista amazonense Siddharta Almeida, de apenas 15 anos, vem se destacando nas competições nacionais e planeja disputar os jogos olímpicos de 2020. Para isso, disputa campeonatos de categoria acima da sua FOTOS: CRISTINA ALMEIDA

Siddharta em terceiro ceiro lugar na categoria juvenil, mesmo com apenas 15 anos

T

udo começou como uma brincadeira. Uma simples diversão que o jovem Siddharta Almeida, 15, descobriu em 2009 quando estudava no colégio Palas Atena. Seu primeiro professor foi o mesatenista amazonense Mario Costa. Em pouco tempo, o lazer virou paixão e começou a ser levado a sério. Aos poucos, o garoto começou a se destacar nas competições interescolares que acontecia em Manaus. Em 2011, Siddharta decidiu dar um passo na sua carreira. Se federou a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) para participar de seu primeiro Campeonato Brasileiro, que foi realizado em Fortaleza (CE). Para a surpresa de todos, principalmente de seu pai, Cristian Almeida, a revelação do Amazonas terminou na segunda colocação na categoria. “Eu, como pai, fiquei surpreso com a grandeza da competição. Daí em diante comecei a apoiálo ainda mais e conhecer melhor o esporte”, disse Cristian. Em 2012, Siddharta ganhou uma incentivo e tanto. Ele pas-

sou a treinar com Israel Barreto que é um dos grandes nomes do Brasil na modalidade olímpica. Com o trabalho personalizado diário, o jovem melhorou e começou a se destacar até ser notado no cenário nacional. Considerado como uma das promessas do esporte brasileiro após conquistar uma serie de títulos, foi convocado para participar da seletiva que determina quais atletas iriam integras a seleção brasileira no ano de 2013. Foi nesse momento que o pai da jovem jóia nacional decidiu apostar na formação do garoto. Tendo como objetivo alcançar o mesmo nível técnico dos melhores atletas do país, Siddharta e sua família se mudaram para o grande centro do esporte no Brasil. “No final de 2012, reunido com a família, tomamos a decisão de mudar para Santos (SP). Lá na cidade paulista, ele teria uma melhor preparação e poderia

O atleta se mudou para a cidade de Santos (SP) para aprimorar seu jogo

evoluir mais rápido”, explicou o pai do mesatenista. Mesmo novo, Siddharta pode sonhar alto. Ele tem como exemplo o também brasileiro Hugo Calderano que com apenas 18 anos já é o terceiro colocado no ranking mundial na categoria Juvenil. Outros jovens atletas também estão se destacando, mas nos profissionais. Caso dos chineses Zhou Yu, Zhang Jike e Fan Zhendong.

“Nunca forçamos nada, ele (Siddharta) que decidiu o que gostaria de fazer. Ele tem a liberdade de fazer suas próprias escolhas na vida, com responsabilidade”, afirma o pai orgulhoso que garante ser o fã numero um do atleta. Futuro Nunca deixando os estudos de lado, o garoto planeja ainda neste ano, com o apoio da bolsa atleta da prefeitura de Manaus, participar de mais competições

internacionais. “No ano passado, ele foi convocado para representar o Brasil no Aberto de Jovens. Essa competição envolve competidores das categorias infantil e juvenil de mais de 17 paises”, explicou Cristian. Siddharta vai disputar, neste mês, a Copa Brasil que será realizada em Piracicaba (SP) e logo em seguida já viaja

para o Chile onde disputará o Aberto Internacional. Para fazer bonito nessas competições, ele afirma que está treinando bem e se sente preparado para representar bem o Amazonas dentro e fora do Brasil. Outro objetivo do atleta é chegar daqui a poucos anos na seleção principal do Brasil e disputar as olimpíadas de 2020, em Tóquio, no Japão.


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Clássico da reação Em situações apostas na tabela, Fluminense e Botafogo duelam para esquecer as crises internas

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eação. Essa é a palavra de ordem que move Botafogo e Fluminense para o clássico de hoje, às 17h30(de Manaus), no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois estão em crise. O Alvinegro, está na zona de rebaixamento e ainda convive com a polêmica dos salários atrasados. Já o Tricolor é o quarto colocado, porém, foi goleado e eliminado da Copa do Brasil de maneira vexatória no Maracanã, caindo de goleada para o América-RN: 5 a 2. Apesar da vontade de reação, os botafoguenses demonstram preocupação com o poder de fogo do Fluminense. “A qualidade do elenco do Fluminense é muito grande e vamos precisar ter um bom poder de marca-

ção e concentração para evitarmos que eles consigam criar situações para decidir a partida. A vitória para eles é fundamental também, pois querem encostar na ponta da tabela de classificação”, disse o volante Gabriel. O respeito é recíproco por parte dos tricolores. “O Botafogo tem jogadores de qualidade e pode estar melhor na tabela de classificação. Portanto, não podemos esperar facilidades. Ainda mais sendo um clássico, onde a rivalidade é muito grande e a vontade de ganhar maior ainda”, disse o volante Jean. No quesito escalação ambos têm novidades. No Botafogo, Dória e Emerson Sheik,

cumprem suspensão. André Bahia e o paraguaio Zeballos entram na equipe. Outra novidade será a presença do meia Daniel, que vai formar dupla de meias com o peruano Cachito Ramírez. Pelo lado do Flu, Darío Conca e Wagner voltam aos 11 iniciais. O zagueiro Henrique, recuperado de dores no joelho esquerdo retorna. Botafogo e Fluminense já se enfrentaram esse ano apenas uma vez e foi pela fase de classificação do Campeonato Carioca. Naquela ocasião o Glorioso, mesmo atuando com um time todo de reservas, aplicou uma vitória maiúscula no Tricolor por 3 a 0. Os gols da partida foram marcados por Henrique (2), que já não está mais no Alvinegro, e Bolatti, que ficará na reserva neste domingo.

FICHA TÉCNICA BOTAFOGO-RJ FLUMINENSE-RJ Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF) Horário: 17h30 (de Manaus) Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP) BOTAFOGO: Jéfferson, Edilson, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar; Aírton, Gabriel, Cachito Ramírez e Daniel; Pablo Zeballos e Tanque Ferreyra Técnico: Vagner Mancini FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Henrique, Elivelton e Carlinhos; Valencia, Jean, Cícero, Darío Conca e Wágner; Rafael Sobis Técnico: Cristóvão Borges

Capitão Jeférson jogará mais um clássico pelo Botafogo

Leão quer vencer para encostar nos líderes do campeonato

Sport e Atlético-PR se enfrentam na Ilha do Retiro Buscando embalar no Campeonato Brasileiro, o Atlético-PR vai ao Recife enfrentar hoje (17), às 17h30 (de Manaus), o Sport, na Ilha do Retiro. A equipe pernambucana, por sua vez, vem de derrotas fora de seus domínios e espera fazer valer o fator casa para se reencontrar na competição. Com 21 pontos ganhos, um a menos do que o adversário, o Leão encara a partida como um duelo direto e teme perder contato com os líderes caso tropece. Enquanto espera pelos reforços Diego Souza e Ibson, que ainda não têm condições de atuar, o técnico Eduardo Baptista manterá a base. A vitória sobre o Botafogo deu ao Furacão uma semana tranquila de trabalho. Agora, com dois jogos fora de casa a cumprir. O treinador rubro-negro pode modificar a equipe. A única certeza é a volta de Sueliton, na vaga de Mário Sérgio. No ataque, Douglas Coutinho disputa posição com Cléo. Ainda existe a possibilidade da entrada do volante Otávio

no lugar de Bady. Para o experiente atacante Cléo, a disputa é saudável e vai ajudar quem está jogando a manter sempre um nível alto para não perder espaço. “Nosso elenco tem muitos jogadores de qualidade. O Coutinho e o Mar-

SEM REFORÇOS

Os meias Diego Souza e Ibson, que foram contratados pelo Sport nesta semana, ainda não poderam fazer suas estreias com a camisa do Leão. Os atletas ainda não estão 100% fisicamente

celo, por exemplo, são dois jogadores que dispensam comentários. Para mim, é lucrativo isso. Acredito que o ataque do Atlético está bem representado por estes jovens jogadores. Independentemente de quem jogar, sabemos que dará conta do recado”, concluiu.

NA DEGOLA

Vitória e Chape duelam O Campeonato Brasileiro não tem sido dos melhores para o Vitória, que lutado nas para sair das últimas posições. No confronto de hoje (17), contra a Chapecoense, o Leão aposta em ajuda estrangeira para ganhar alívio na luta contra o rebaixamento. A armação do time rubro-negro pode ter sotaque castelhano. Luis Aguiar deve atuar ao lado Cáceres, que ganhou a vaga de Richarlyson durante a semana. Com os estrangeiros, o Vitória tem a oportunidade de respirar na competição. Com 14 pontos, a equipe ocupa a 15ª colocação e pode ultrapassar a Chapecoense caso vença. O time catarinense tem apenas um ponto a mais na classificação. Além deste jogo, o Rubro-Negro ainda tem sequência de embates diretos frente a Coritiba, Figueirense e Flamengo. “Só favorece se a gente tiver êxito. É o famoso jogo de seis pontos. Se perdermos, podemos nos distanciar do pessoal da frente, então é encarar como final, como jogos mais importantes. Se ganharmos, teremos grandes chances de terminar o primeiro turno na frente”, analisa o defensor. A Chape quer esquecer os tropeços e voltar a vencer, já que, está a dois prontos à frente do Z-4.

ZONA DE PERIGO

Flamengo visita o Coritiba no Sul Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, Coritiba e Flamengo duelam hoje (17), no Couto Pereira para tentar sair das últimas posições. Enquanto os paranaenses estão na lanterna da competição, com 12 pontos, os cariocas se posicionam logo acima, com um a mais. Quem vencer o confronto deverá terminar a rodada fora do z-4 da Série A. No Coritiba, a partida é considerada de seis pontos e fundamental para iniciar uma caminhada de saída da zona de rebaixamento. No entanto, um revés diante em casa, contra um rival que vive momento semelhante, pode tornar insustentável a situação no Alto da Glória. O meia Alex,

com uma lesão muscular, está vetado. Já o zagueiro Welinton está fora do jogo por questões contratuais. “As duas equipes estão em posições complicadas, eles estão um ponto na nossa frente. Temos que vencer. Temos deficiências e desequilíbrios, mas uma coisa que não falta nesse grupo é persistência. É com isso que vamos para um jogo decisivo e importantíssimo”, avaliou. No Flamengo, o pensamento é vencer a segunda seguida e a primeira fora de casa. Para isso, os rubro-negros terão atacante Eduardo da Silva, herói do triunfo sobre o Sport, como titular. “O cara fez um gol e o aspec-

FICHA TÉCNICA CORITIBA-PR FLAMENGO-RJ Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG) CORITIBA: Vanderlei; Norberto, Luccas Claro, Bonfim e Dener; Baraka, Germano, Robinho, Dudu e Élber (Hélder); Zé Love Técnico: Celso Roth FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura, Wallace, Marcelo e João Paulo; Recife, Márcio Araújo e Canteros; Everton, Eduardo da Silva e Alecsandro Técnico: Vanderlei Luxemburgo

to emocional muda bastante, mas ainda não está pronto para jogar 90 minutos. Não conhecia o rendimento dele de perto, mas estou vendo agora. Uma coisa é entrar com o time cansado, outra é entrar igual a todos. De repente, vai economizar para durar mais. Vamos ver como vai ser contra o Coritiba”, disse. O volante Luiz Antônio, investigado por suposta ligação com milícias da Zona Oeste do Rio de Janeiro, também está fora. Além dele, o paraguaio Cáceres, suspenso, desfalca o Flamengo. Mesmo com as perdas, Luxemburgo vai manter o esquema tático com três volantes. Márcio Araújo e Recife ganham chance no meio. SXSXSXSXSX

GAZETA PRESS

DE OLHO NO G-4

Atacante Eduardo da Silva será titular pela primeira vez


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Para esquecer a derrota no clássico, o Grêmio não pensa em outro resultado que não seja a vitória sobre o Tigre Libertadores é de sete. Para o Z-4 é menor: seis pontos. Felipão não poderá contar com o lateral Pará, suspenso. Matías Rodríguez deve ganhar a vaga. Fernandinho e Luan são os favoritos para começarem ao lado de Giuliano na criação, com Dudu e Rodriguinho indo para o banco de reservas. A exemplo do Grêmio, o Criciúma também precisa de recuperação. A equipe não vence no Brasileiro há quatro rodadas. A equipe que jogará na Arena do Grêmio deve ser a mesma que empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro em casa. O lateral Luís Felipe e o zagueiro Alcides poderão fazer sua estreia pelo Tigre em Porto Alegre. Precisando da vitória e tentando promover a estreia de Felipão na Arena, o Grêmio fez promoção de ingressos esperando casa cheia neste domingo. Em 2013, o Criciúma venceu o Tricolor Gaúcho duas vezes no Brasileirão. Tanto no Heriberto Hülse quanto na Arena, bateu o Grêmio por 2 a 1.

FICHA TÉCNICA GRÊMIO-RS CRICIÚMA-SC Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO) GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matías Rodríguez, Werley, Rhodolfo e Breno; Ramiro (Walace), Fellipe Bastos, Giuliano, Luan e Fernandinho; Barcos Técnico: Luiz Felipe Scolari CRICIÚMA: Luiz; Eduardo, Fábio Ferreira, Gualberto e Giovanni; Serginho, Martinez, João Vítor e Paulo Baier; Silvinho e Gustavo Técnico: Wagner Lopes

Felipão tenta conquistar sua primeira vitória a frente do Grêmio

LUCIANO LEON/GAZETAPRESS

L

uiz Felipe Scolari não tem tido vida fácil em seus primeiros dias no retorno ao Grêmio. Depois de estrear num Gre-Nal, no qual seu time foi batido por 2 a 0, o técnico mais vitorioso da história do Tricolor comandará a equipe pela primeira vez na Arena com uma necessidade inadiável: vencer. O adversário é o Criciúma, clube pelo qual o treinador levantou o caneco da Copa do Brasil, no ano de 1991, justamente diante do time gaúcho. Depois de perder pontos contra Palmeiras, Goiás e Coritiba em casa e Vitória fora, o Tricolor Gaúcho terá, depois do jogo com o Tigre, duas pedreiras: o líder Cruzeiro, no Mineirão, quinta que vem, e o 3º colocado Corinthians, em Porto Alegre, no domingo, dia 24. Com 19 pontos, em 11º lugar, o Grêmio segue distante da zona de rebaixamento. Porém, a cada derrota, o G-4 fica mais longe. A distância para o líder é de 11 pontos, e para a entrada da zona da

Atlético-MG enfrenta o Figueirense em Floripa O Atlético-MG tem oscilado bastante no Campeonato Brasileiro, principalmente nos jogos fora de casa, mesmo assim, o Galo tem conseguido se aproximar do G4, e pode ficar ainda mais perto dos primeiros colocados se vencer o Figueirense hoje (17), às 17h30 (de Manaus), no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Para o jogo, o Galo pode ter novidades. Nos últimos dias, o clube mineiro apresentou o zagueiro Tiago, o volante Rafael Carioca e o lateral Douglas Santos. A possível estreia de reforços chega em boa hora para o técnico Levir Culpi, que tem perdido atletas importantes por lesão. O zagueiro Réver passou por cirurgia no tornozelo e só volta no próximo ano. Já o atacante Guilherme com estiramento no adutor da coxa direita é outra baixa,

assim como Leandro Donizete com contratura na panturrilha direita. “É minha vez. Vou tentar fazer o melhor, sempre pensando no time, em fazer o melhor não só para mim, mas pelo time. Tomara que dê certo. Vou me esforçar ao máximo para que dê tudo certo. Se o cara que está no banco não pensa em ganhar, entrar e ajudar, esse cara não serve. Então todos que tem que ter a mesma humildade para ajudar o clube. Se todo mundo pensa do mesmo jeito, vai dar certo, porque somos um grupo”, disse o argentino Dátolo. Se o Atlético-MG briga para chegar ao G4, o Figueirense luta para escapar do rebaixamento. Sob o comando de Argel Fucks, o alvinegro catarinense deixou o Z-4 após 112 dias, mas permanece em perigo, na 16º colocação. ANDRE BRANT/GAZETA PRESS

Felipão estreia na arena contra o Criciúma

OPOSTOS

Levir Culpi segue tranquilo no comando do Galo mineiro


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Choque-Rei movimenta domingo dos paulistas

LÍDER

Cruzeiro quer voltar a vencer no campeonato dor do alvinegro praiano, apostando suas fichas no camisa 7 e na vontade da equipe em bater o líder da competição. Já o Cruzeiro vem de dois empates nas duas últimas rodadas e quer retomar o caminho das vitórias. Para se dar bem, o comandante cruzeirense optou por manter Mayke na lateral-direita. O meia-atacante Ricardo Goulart, artilheiro do Brasileiro, que foi poupado dos treinos durante a semana não será problema para o duelo contra o Peixe. Henrique, que cumpriu suspensão no último jogo, volta o meio de campo da Raposa.Por fim, o atacante Willian fica com o lugar de Marquinhos. Tradicionalmente os confrontos entre a Raposa e o Peixe é recheado de gols. Uma média de três tentos por partida.

Leandro deve ser opção no banco de reservas para Gareca

Robinho jogará primeira partida fora da Vila Belmiro

H

oje com a camisa tricolor, Alan Kardec pode ser só mais um jogador em campo no Pacaembu, mas é o pivô do ressurgimento de uma rivalidade histórica. Por conta do atacante, o quase centenário Palmeiras reativou a inimizade com a diretoria do São Paulo e, às 15h (de Manaus) de hoje (17), os times tentam se desfazer em campo do que, por enquanto, ainda os une: a má fase. Se o São Paulo acumula frustrações recentes, o Palmeiras

não vence há oito rodadas no Brasileiro. Em cinco rodadas no brasileiro, Ricardo Gareca só somou um ponto, exatamente e já está sob pressão. “Tenho esperanças de que o Palmeiras vai melhorar e conseguir coisas importantes no futuro, mas não tem como pensar em título, Libertadores ou qualquer outra coisa. Temos que pensar em ganhar já”, falou, sincero e, ao mesmo tempo, esperançoso para o seu terceiro clássico no clube – já perdeu para

DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS

DANIEL VORLEY/GAZETA PRESS

O duelo marcará o primeiro jogo do atacante Alan Kardec contra o Palmeiras, seu ex-clube. Meia Kaká é a principal atração do confronto, que será no Pacaembu

RICARDO SAIBUN/GAZETA PRESS

Mineirão será o palco do duelo entre o líder Cruzeiro e o Santos de Robinho. Com dez pontos a mais que o Peixe, a Raposa tenta se recuperar do empate contra o Criciúma para não correr o risco de ver Inter e Corinthians encostarem na ponta da tabela. Já o Santos perdeu os dois últimos compromissos pelo Brasileirão e despencou para nono. Uma vitória neste domingo reergueria o time de Oswaldo de Oliveira e ainda elevaria o moral da equipe, que reinicia uma nova fase comandada pelo Rei das Pedaladas. “Nível de Neymar, Zico, Ronaldinho Gaúcho. Maneira como se porta em campo, como controla o jogo. Isso é o que o motiva. Ele passa por aqui, tem fotografia, pedalada, lembrança, ele pensa que vai arrebentar e é isso eu espero”, disse o treina-

Kaká, mais uma vez, começa como titular pelo Tricolor

Santos e Corinthians. Quinto colocado, mas não menos cobrado - principalmente após a queda para o Bragantino na Copa do Brasil -, o São Paulo tem desafiado a paciência da torcida e da própria diretoria. O presidente Carlos Miguel Aidar criticou publicamente o desempenho do “elenco valioso”. Pivô da polêmica, Alan Kardec, recuperado de entorse no tornozelo esquerdo, é a principal esperança de gol do São Paulo para a partida.

Como em todo clássico, pouco importa a fase dos rivais. O que Importa é apenas a vitória no duelo. “É sempre a mesma coisa. Se ganha, é muito bom. Se perde, é muito ruim. Clássico é importante em qualquer época, não depende do momento de ninguém”, reconheceu Muricy, com crédito ainda suficiente para não perder a confiança da torcida, algo que Gareca tenta conquistar. O jogo deste domingo é uma boa chance para ambos.


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