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Pódio - 16 de agosto de 2015

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MANAUS, DOMINGO, 16 DE AGOSTO DE 2015

ESPORTES@EMTEMPO.COM.BR

As construções das arenas para a Copa do Mundo e o investimento dos clubes em programas de sócio-torcedor, têm elevado os valores dos ingressos dos jogos e afastado a classe mais humilde dos estádios de futebol. Pódio E4 e E5


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RICARDO OLIVEIRA

MANAUS, DOMINGO, 16 DE AGOSTO DE 2015

Paulo MORGADO

‘O que IMPORTA HOJE é que o Nacional CONSIGA ESSA classificação’ STÊNIO URBANO

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á 4 anos no futebol brasileiro, o novo técnico do Nacional, o português Paulo Morgado, revela seus projetos à frente do Leão da Vila Municipal para a próxima fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Morgado assume o time nacionalino após a saída do técnico Aderbal Lana precisando recolocar a equipe no caminho das vitórias. Dos 12 pontos disputados na competição, o azulino somou apenas quatro e está fora da zona de classificação à próxima fase do campeonato. PÓDIO - Diante da situação do Nacional na Série D, com apenas quatro pontos, em quatro jogos, você acredita que o time ainda tem chances de classificação? Paulo Morgado - Sim! Matematicamente é possível. Nós estamos somente a três pon-

tos do nosso adversário mais direto, que é o Rio Branco-AC. Vamos ter mais quatro jogos pela frente e há possibilidade sim de alcançar esse time. São 10 pontos que temos que fazer dos 12 possíveis. Temos que fazê-los, mas não é uma missão fácil. Mas também é uma missão possível. Vamos trabalhar o time bem fisicamente, deixar a equipe bem preparada, o time motivado. Sabemos da responsabilidade que temos nas mãos, e por isso precisamos trabalhar firme para alcançarmos esse objetivo. PÓDIO - O plano do Nacional é, em 10 anos, estar entre os melhores time do Campeonato Brasileiro, na Série A. Você acredita que é possível alcançar essa meta? PM - Há sempre possibilidades. Nós trabalhamos no dia a dia, porque vivemos de resultado. Um técnico não pode pensar em um projeto de quatro anos porque vivemos de resultado, da bola

que entra, da bola que bate na trave, por isso vivo de resultado e não posso projetar a minha carreira sobre esse ponto de vista. Mas, em termos de clube, é bom que tenha esse projeto. Não importa se seja daqui há 4, 3, ou 2 anos. O que importa hoje é que o Nacional consiga essa classificação, e consiga o acesso a Série C. A partir daí, seria muito vantajoso para este projeto. Essa torcida merece. PÓDIO - Sobre as categorias de base, como você planeja o aproveitamento dos jovens que vêm para o time principal? PM - Até dois dias atrás eu era o técnico das categorias de base. Sempre disse que o objetivo era conseguir levar dois ou três atletas dos juniores para o profissional. Não era título, era tentar ir o mais longe no campeonato, porque era um time feito basicamente de peneiras, um time que ainda não tinha a qualidade necessária, com alguns juvenis. Mas o objetivo

Técnico foi escolhido pelos jogadores

principal era colocar dois ou três atletas no time principal. A partir da próxima semana teremos esses dois atletas no elenco principal, não posso revelar os seus nomes agora porque ainda estamos negociando com a diretoria.

espero contar com os dois, quando estiverem prontos. Se tivéssemos mais jogadores como eles certamente entrariam jogando. É como se ter Messi e Cristiano Ronaldo e tentar encaixá-los em um mesmo time.

PÓDIO- Danilo Rios e o Charles têm as mesmas características de jogo; eles podem continuar atuando juntos? PM - Sim, espero contar com esses dois jogadores, mas agora eles estão machucados. Tanto o Charles como o Danilo não poderão jogar a próxima partida, mas

PÓDIO - Você se espelha em algum time especificamente, ou algum treinador para a montagem do seu time dentro de campo? PM- Não me espelho em nenhum clube especificamente, mas em treinadores, sim. Como português que sou, e pelos títulos

que tenho conquistado, procuro ganhar o máximo possível. O José Mourinho, para mim, é o melhor técnico do mundo. Logo atrás admiro o trabalho do André Villas Boas. Não posso me espelhar neles porque são realidades diferentes, mas são escolas muito idênticas. PÓDIO - Sonha em treinar alguma equipe no Brasil ou em Portugal especificamente? PM- Sim, em termos de carreira, daqui há uns 5 ou 6 anos espero voltar a Portugal e treinar uma equipe do meu país.


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MANAUS, DOMINGO, 16 DE AGOSTO DE 2015

Willian D’Ângelo

COLUNISTA DO PÓDIO

Futebol Amazonense no início do século XX

O

futebol chegou no Brasil através de Charles Miller, filho de pai escocês e mãe brasileira de ascendência inglesa, que com 10 anos de idade foi estudar na Inglaterra, onde conheceu e se encantou pelo futebol. Retornou ao Brasil em 1894 para trabalhar na São Paulo Rallway Company, trazendo na bagagem duas bolas de futebol, um livro de regras, uniforme e um par de chuteiras, difundindo o futebol entre os trabalhadores da estrada de ferro, assim como participação na criação da Liga Paulista de Futebol e organização da equipe do São Paulo Athetic Club. Pelo lado do Amazonas, o esporte bretão chegou por volta de 1903, quando os ingleses costumavam realizar duelos de “football” na praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha, em Manaus. Era uma época em que o Amazonas passava pelo período da exportação da borracha, que tinha como principal finalidade atender aos grandes mercados consumidores da Europa e Estados Unidos, com a capital passando por grandes transformações. Muitas colônias de imigrantes fundaram suas equipes, como os ingleses com o Manáos Sport Club (1906) e o Manáos Athletic (1908). Os portugueses deram origem ao Luso Football Club (1912), Onze Português (1913), Vasco da Gama (1913) e Luzitano Operário (1914).

O Campeonato Amazonense de Futebol é um dos mais antigos no país, só perdendo para o Paulista (1902), Baiano (1905), Carioca (1906) e Paraense (1908). Entre os primeiros craques surgidos no início do futebol baré, um merece destaque: Cícero Costa. É em 1909 que o nome de Cícero aparece pela primeira vez na escalação de uma equipe na qual era atacante do Reserve Club. Além de defender com maestria outros tantos times, foi no Nacional, onde passou a jogar a partir de 1913, que o artilheiro se consagrou, a ponto de se tornar campeão estadual pela equipe da estrela azul, como também acabou sendo contratado pelo Clube do Remo de Belém, onde também sagrou-se campeão Na história dos clássicos do futebol amazonense, aparece o primeiro jogo oficial entre o Nacional e o Rio Negro em primeiro de março de 1914, com uma tremenda goleada do time azulino: 9 a 0. Em partida disputada no Bosque Municipal, o Naça venceu com Cravero, Silva, Adail, Luiz, Cyrinco, Santos, Paulo, Cícero, Cazuza e Paiva, com o Galo sendo derrotado com Ercio, Marinho, Washington, Basílio, Mendes, Lobão, Leopoldo, Anísio, Peres, Cyrillo e Oliveira.

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Vasco de Manaus é mais antigo que o Vasco do Rio de Janeiro

Vasco de Manaus O Club Vasco da Gama foi um dos primeiros clubes do Futebol Amazonense. Fundado em 11 de outubro de 1913 na cidade de Manaus, o time não teve nenhuma relação com o primo rico do Rio de Janeiro. Participou dos Campeonatos Amazonenses de 1914 e 1915. Sua primeira partida foi realizada no dia 15 de novem-

bro de 1913 quando perdeu por 4 a 1 do Manáos Sporting, no campo do Bosque Municipal. Durante sua curta existência, o Vasco teve como principal rival as equipes do Luso e do Onze Português, ambas equipes também formada por portugueses. Um fato curioso é que o clube Baré foi o primeiro Vasco do

Brasil a praticar o futebol, antes mesmo do que o Vasco carioca, que só criou sua equipe de futebol no final de 1915. Argentino, Martins, Borges, Pinto, Otto, Carneiro, Meyer, Soeiro, Ostereick, Silva e Abílio foi uma das primeiras formações do Vasco da Gama.


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Brasileiros resistem ao f Elitização do esporte com arenas modernas e ingressos caros, tem gerado críticas principalmente, por afastar os torcedores com menor poder aquisitivo dos estádios

O

futebol brasileiro passa por um momento de transformação na relação com seus torcedores. Desde o ano passado, os clubes decidiram investir de forma pesada nos programas de sócio-torcedor, estratégia que, de certa forma, privilegia aqueles que estão dispostos a pagar uma mensalidade para ter privilégio de entrar nos estádios. Mais do que nunca, a palavra mercantilização está alta. No entanto, o fato de os clubes buscarem a evolução em sua administração também gera críticas, no caso dos defensores do “ódio eterno ao futebol moderno”, que não tem relação, por exemplo, com o estilo vencedor de jogo alemão na Copa do Mundo de 2014. O que está em questão é, principalmente, a paixão clubística. “O futebol moderno começa pela elitização do esporte. Isso acaba afastando os torcedores de baixa renda e os substituindo por meros consumidores, que vão chegar cedo a todos os jogos, comprar camisas, consumir alimentos dentro do estádio e ficarão sentados o jogo inteiro, como que assistindo a um mero espetáculo. O torcedor que vai para ficar em pé, cantar e apoiar o time acaba ficando de fora por não ter condições econômicas”, resumiu Marcel Nemer, um dos defensores contra a “modernização” do futebol e integrante da torcida Camorra 1914, do Palmeiras. “Trata-se de um modelo de gestão do futebol que objetiva única e exclusivamente aumentar o lucro e o faturamento dos envolvidos. Ele subjuga e ignora todos os outros aspectos do esporte (cultura, história, etc.) e foca suas análises e tomadas de decisão apenas na questão financeira”, explicou André Vidiz, moderador de uma página sobre futebol no Facebook. O surgimento: Inglaterra dos anos 90 O conceito de futebol moderno começou a ser desenvolvido na Inglaterra dos anos 1990, após a Tragédia de Hillsborough, em abril de 1989. Na ocasião, uma superlotação no estádio de Hillsborough, em Sheffield, causou a morte de 96 torcedores do Liverpool durante a partida contra o Nottingham Forest, válida pelas semifinais da Copa da Inglaterra. A tragédia levou o governo britânico, na época comandado pela premiê Margaret Thatcher, a tomar algumas medidas junto à Football Association (FA), federação que comanda o futebol inglês, e os clubes. As autoridades acabaram concluindo que a culpa foi dos torcedores e, então, iniciouse um processo de reformulação dos estádios: os hooligans, torcedores fanáticos famosos pelas confusões dentro e fora dos estádios, passaram a ser punidos e banidos do ambiente esportivo. Os estádios se modernizaram, as regras se endureceram e, consequentemente, o preço dos ingressos subiu drasticamente. Hoje em dia, assistir a um jogo de futebol na Inglaterra é visto como algo extremamente seguro e confortável. Entretanto, nem tudo são flores. Muito se fala da perda da “alma” das torcidas, que têm de se resignar aos seus assentos e assistir aos jogos como se fosse uma mera peça de teatro, no conforto de uma poltrona, aplaudindo somente os melhores lances. No estádio do Tottenham, por exemplo, os torcedores não podem ficar de pé, a não ser para comemorar quando o time marca algum gol. Os preços são bem salgados. Para ver um jogo do Liverpool pela Premier League, em Anfield Road, existem três categorias: A, B e C, de acordo com a expressão da equipe adversária e a importância da partida. O ingresso para um duelo contra um time da categoria C, a mais barata, custa, em média, 42 libras, o equivalente a R$ 192. A situação vem sendo motivo de protestos por parte da torcida dos Reds, que, periodicamente, levam faixas aos estádios criticando os valores astronômicos. Em agosto do ano passado, um grupo de torcedores de West Ham, Manchester United, Arsenal e do próprio Liverpool realizou uma

marcha de protesto em Londres, em frente à sede da FA. E não são só os torcedores de grandes clubes que fazem barulho contra os preços altíssimos e a ganância dos dirigentes. O Crystal Palace, clube do sul de Londres, que hoje disputa a primeira divisão, é um dos grandes polos de resistência ao futebol moderno na Terra da Rainha. A torcida organizada (Ultra) do clube, a Holmesdale Fanatics, chama a atenção por não seguir os padrões impostos pela FA, e luta por mais festa dentro dos estádios. Seja no setor B do estádio Selhurst Park, seja nos estádios rivais, os torcedores do Palace estão sempre fazendo barulho, empurrando a equipe e protestando contra o futebol moderno inglês. As bandeiras e faixas até lembram as hinchadas sul-americanas ou os Ultras italianos, inspirações da Holmesdale. Confira a torcida em ação em duelo contra o West Ham, rival do leste londrino. Mais um 7 a 1? As mudanças de conceitos no futebol também vêm afetando o Brasil.. A discussão começou a ganhar peso especialmente após a modernização dos estádios com a Copa de 2014 e o vexame dos 7 a 1 contra a Alemanha. “Antes dos 7 a 1, achavam que era besteira falar sobre isso (as desvantagens do futebol moderno), que o futebol brasileiro estava melhorando, mas a derrota vergonhosa só mostrou que estamos no caminho errado, que a seleção e o nosso futebol já não impõem respeito em nenhum adversário”, declarou Adelino Martins, criador da página do Facebook “O Canto das Torcidas”, que critica o futebol moderno e o reflexo que ele dá no próprio jogo dentro de campo. Segundo estudo realizado pela Pluri Consultoria, em agosto de 2014, o Brasil tem o ingresso mais caro do mundo se relacionado com a renda per capita. Em média, o brasileiro deve desembolsar a quantia de R$ 51,74 para conseguir assistir às partidas nos lugares mais baratos dos estádios. Coincidência ou não, o melhor exemplo de boa gestão no futebol moderno vem do algoz da seleção na Copa de 2014. Ao contrário do que vem acontecendo no Brasil, as belas e modernas arenas alemãs não expulsam o torcedor menos abastado dos estádios. Pelo contrário: as grandes médias de público no país mostram o sucesso de um modelo de gestão democrático, que prioriza tanto o torcedor mais elitizado como o mais popular. “Lá acontece o cenário ideal: o torcedor que quer cantar e pular tem o seu espaço, e o torcedor que quer conforto e assistir ao jogo sentado também tem. O estádio é democrático e atende a todos os públicos”, disse Marcel Nemer. O Signal Iduna Park, estádio do Borussia Dortmund, tem 25 mil lugares populares, os chamados stehpläzes (onde os torcedores ficam de pé), com ingressos a 16 euros, o equivalente a R$ 52. Na casa do maior campeão da Alemanha, o Bayern de Munique, não é diferente: para assistir a uma partida num stehpläze da Allianz Arena, o torcedor bávaro tem de desembolsar 15 euros, que equivalem a R$ 48. A média de valor das entradas no Campeonato Alemão, em 2014, era de R$ 60, maior que a brasileira. Entretanto, o estudo da Pluri Consultoria mostra um resultado que deve servir para ampliar a reflexão: considerando a renda per capita de ambos países, o torcedor alemão pode comprar até 1716 ingressos durante o ano, enquanto o brasileiro pode adquirir só 495. Os resultados da boa gestão alemã são visíveis: a liga local, Bundesliga, teve a maior média de público do mundo no ano passado, com 45.803 torcedores por jogo. Já o Brasileirão não figura nem no Top 10, sendo o 15º colocado na lista com média de, aproximadamente, 15 mil pessoas por partida. Bem gerida e extremamente assistida e valorizada, a Bundesliga é um dos trunfos da tetracampeã do mundo. Mais um 7 a 1 dos germânicos. Desta vez, também fora de campo.

Brasil tem o ingresso mais caro do mundo


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ao futebol ‘moderno’ Torcida palmeirense resiste a ingressos caros O Palmeiras é visto como o grande exemplo de sucesso no programa de sócio-torcedor. O projeto da equipe paulista já superou a marca de 100 mil adeptos e proporciona uma importante injeção financeira à administração do presidente Paulo Nobre. No entanto, há adeptos do time de Palestra Itália que lutam contra a modernização e elitização. Embora com número reduzido, se comparada a uma grande torcida organizada, a Camorra 1914, barra-brava palmeirense, é um lugar de resistência à elitização cada vez mais latente nos jogos e nas políticas do Verdão. Com cânticos e faixas típicas de hinchadas latinas, marca presença sempre nos setores atrás do gol: seja no Pacaembu, no Allianz Parque ou em qualquer outro lugar onde o time jogue. A ideia de criar uma torcida barra-brava palmeirense surgiu em junho de 2011, durante uma partida contra o Atlético-PR. “Éramos um grupo de amigos que se reuniam sempre atrás do gol, curtíamos a forma das barras de torcer e sempre fazíamos músicas. Aí, decidimos oficializar”, disse Marcel Nemer, um dos fundadores da torcida. Organização e ideais As lideranças da Camorra têm, em sua maioria, ideologias anti-fascistas. “Em sua maioria”, pois a barra-brava é aberta a qualquer torcedor

palmeirense que, segundo Marcel, “cante durante os 90 minutos e viva o Palmeiras”. “Não temos associações e burocracias, justamente por esse nosso lado político. Não queremos nos instaurar como uma empresa, nós queremos receber todos os palmeirenses que tenham o mesmo sentimento que o nosso: de apoiar o time em todos os momentos”, explicou. A principal inspiração da Camorra é a Çarsi, torcida do Besiktas da Turquia famosa por seu engajamento político. A torcida turca é engajada em causas sociais e tem como principal ideologias o anarquismo, o anti-racismo e anti-machismo. No caso da barra palestrina, alguns membros participam ativamente dos protestos do Movimento Passe Livre e de manifestações em geral. “Não somos ligados a nenhum partido político, mas muitos integrantes se definem como anarquistas. Porém, repito: não são todos. A barra é aberta a todos os palmeirenses”, finalizou. Elitização do futebol Uma das maiores lutas da Camorra é contra o preço abusivo dos ingressos e a burocratização do futebol, principalmente nos estádios pós-Copa, o que acaba causando a elitização. “Antes da Copa, esse processo de elitização já estava em andamento. Com os estádios novos, isso se concretizou. Estamos vivendo, hoje, o que os ingleses viveram nos anos 90:

o povo em volta do estádio, nos bares, e a elite dentro. Se você passar pela Turiassu (rua do Allianz Parque) no horário em que o Palmeiras está jogando, veja quantas pessoas estão lá fora, torcendo, cantando e pulando, vendo a partida pela televisão dos bares. Hoje, ir ao Rio de Janeiro e ver o Palmeiras, contando caravana, ingresso e comida, sai mais barato que assistir a um jogo na arena”, pontuou Marcel. O ingresso mais barato do Allianz Parque custa R$ 80. Além da barreira do preço, existem somente 7 mil lugares “populares” no estádio. Como o Verdão dá prioridade aos sócios-torcedores com maior número de pontos no programa, as entradas acabam em poucas horas. Nem mesmo a Camorra consegue estar completa em todas partidas. Avanti A junção desses fatores, para Marcel e a maioria dos membros da Camorra, faz com que o Avanti, programa de sócios-torcedores alviverde, torne-se mais um fator elitizador dos estádios. “Em tese, o Avanti seria muito bom: por R$ 70, o torcedor que tem dinheiro pode ir a todos os jogos gratuitamente e, por R$ 20, o torcedor que não é tão presente tem direito à meia-entrada. Porém, na prática é diferente. No Pacaembu, havia 10 mil lugares de arquibancada mais 12 mil de tobogã, totalizando 22 mil lugares populares. Já no novo Palestra, há apenas 7 mil lu-

gares ‘populares’. Além disso, o dito ingresso popular, no Pacaembu, custava de R$ 30 a R$ 40. Hoje, custa R$ 80”. Nos rivais A Camorra não é a única que vem militando contra a elitização do futebol na cidade de São Paulo. Adeptos da Mancha Alviverde, maior organizada do Verdão, e da Tricolor Independente, do São Paulo, juntaram-se para protestar contra os preços abusivos cobrados pela diretoria palmeirense por um ingresso no setor de visitantes - o são-paulino que quisesse ir à casa palmeirense acompanhar a partida teria de desembolsar a quantia de R$ 200. Ainda no clube do Morumbi, também existe o descontentamento com os valores para assistir a um jogo do time na Copa Libertadores deste ano. Antes do jogo contra o San Lorenzo-ARG, no dia 18 de março, houve protesto dos tricolores em frente ao estádio, contra os R$ 120 cobrados por um ingresso de arquibancada. No Corinthians, os altos preços cobrados pelo ingresso foram muito questionados pela principal organizada do Timão, a Gaviões da Fiel. Criticado, o ex-presidente Andrés Sanchez, principal responsável pela administração da Arena, chegou a negar que os ingressos estivessem caros, e explicou os valores como uma forma de ajudar a abater as dívidas que o clube fez com a construção.

Torcida Camorra, do Palmeiras, se espelha na organizada do Besikitas, da Turquia, por conta do seu envolvimento político


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Do Pan para o Parapan Corredor Carlos Antônio dos Santos voltou a Toronto para ser guia na prova de 1,5 mil metros para cegos nos Jogos Paralímpicos. Por conta do alto nível da competição, atletas de ponta foram convidados a ajudar durante as provas

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oronto (Canadá) - Corredor cego do Brasil nos 1,5 mil metros, Odair Ferreira dos Santos é tão bom que seu guia em Toronto é ninguém menos do que Carlos Antônio dos Santos, que representou o país na mesma prova do Pan. Dono do terceiro melhor tempo do ano no Brasil, Carlos esteve no Canadá em julho e precisou voltar em agosto no Parapan. O nível dos corredores que disputam competições paralímpicas tem crescido tanto que está difícil de encontrar guias afirma Ciro Winckler, coordenador técnico de Atletismo. Hoje são procurados atletas que estão na ativa, para que seus tempos possam ser acompanhados, que tenham o perfil psicológico forte e sejam bons estrategistas. Fernando Dias é um dos escolhidos. Está na função desde 2004 e atualmente trabalha com Jhulia Karol. Velocista que chegou a ser vice-campeão brasileiro, ele lembra que quando começou na profissão o recorde mundial masculino nos 100 metros era de 11,36 segundos. Hoje este tempo sequer dá vaga na final do Parapan. O velocista explica que além do trabalho com o atleta é preciso treinar por conta própria porque a função exige mais

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Carlos Antônio guiando o também brasileiro Odair dos Santos, em Toronto

velocidade do que a pessoa guiada. A necessidade existe porque é preciso dar informações da prova como colocação, quantos metros faltam para chegar entre outras. “Tem que estar bem preparado para ser guia e não âncora”, brinca. Por este motivo são até quatro horas de pista pela manhã e duas horas de academia à tarde. Fernando e

Jhulia Karol trabalham no Rio de Janeiro junto com os atletas que disputam as provas olímpicas. Mas ser rápido não basta, ressalta o coordenador técnico de Atletismo. “Será que (o candidato) tem a personalidade do supercampeão? Muitas vezes não. Só que nossos guias têm. É o cara que não gosta de perder”, afirma Ciro. As avaliações são constan-

tes. O guia é submetido ao mesmo protocolo de controle que é aplicado aos atletas. Com tantas exigências a comissão técnica monta e atualiza um banco de dados de potenciais profissionais. Esta tarefa é ajudada pelo bom relacionamento com os atletas e os treinadores olímpicos. Além de cumprir todas estas exigências técnicas, a parceria demanda confiança e o guia e

o atleta precisam se dar muito bem dentro e fora das pistas conta Fernando Martins. Ele trabalha com Renata Bazzone, competidora dos 1,5 mil metros, e os dois são amigos. “Eu me identifico com a minha atleta. Dividimos problemas, almoçamos juntos, jantamos juntos. Frequentamos a casa um do outro e vamos nas festas da família”. A seleção brasileira de atle-

tismo conta com 18 guias e a carência na função é ocasionada pela evolução da modalidade. Ciro recorda que no Campeonato Mundial de 2006 o país ficou com 24º lugar. Na última competição, em 2013, foi o terceiro. A falta destes profissionais não é a situação ideal, mas ter dificuldades porque os tempos estão caindo não deixa de ser um problema bom.

PARAPAN

Rúgbi em cadeiras de rodas tem ‘pit stop’ DIVULGAÇÃO

Toronto (Canadá) - O rúgbi no Parapan parece um batebate (carro de choque) do tanto que as cadeiras de rodas colidem uma na outra durante a partida. Os atletas usam o equipamento para bloquear a passagem dos oponentes e as pancadas são tão fortes que chegam a virar as cadeiras. O som seco das batidas é ouvido no ginásio inteiro e não é raro que reparos sejam necessários. O sistema de som anuncia e entram em quadra dois assistentes que fazem a função de mecânicos. Enquanto uma música que lembra desenho do Pernalonga toca a dupla conserta as cadeiras, troca pneus e o que mais for preciso. Jorge Peña é o encarregado de reparar as cadeiras de rodas da seleção colombiana. Ele conta que os problemas mais comuns são as barras ao redor do equipamento que

funcionam como uma espécie de para-choques entortarem e pegarem na borracha do pneu. O atleta fica mais lento ou sequer consegue sair do lugar. Quando isso ocorre os mecânicos entram em cena de marreta na mão e arrumam tudo bem rápido. Outro problema recorrente apontado por Jorge são os pneus furados. Por este motivo são levados 16 estepes para a quadra. A prática dos assistentes faz a troca parecer um pit stop de tão rápida. O colombiano ressalta que cada roda é personalizada e jogar na cadeira de um companheiro significaria perda de rendimento, por isso o número elevado de estepes. Chuck French é o mecânico da seleção de rúgbi em cadeira de rodas dos Estados Unidos, uma das mais fortes do mundo. Ele explica que os equipamentos são feitos com ligas materiais

especiais para melhorar o desempenho. O alumínio é usado para diminuir o peso e aumentar a velocidade. O titânio dá resistência porque o adversário não hesita em bater com a maior velocidade possível. Mas o trabalho visto em quadra é somente parte das funções dos mecânicos. Quando os casos são mais graves é preciso recorrer a um serviço que lembra o de funilarias. Torneios grandes como o Parapan contam com uma equipe de soldadores, que entra em ação se a cadeira quebrar. Basta marcar hora e resolver os problemas. Nos torneios de menor estrutura o jeito é levar a cadeira de rodas para o centro de treinamento de cada país e pôr a mão na massa. Como no automobilismo, se o veículo estraga cabe ao mecânico fazer hora extra.

Assim como no rúgbi convencional, o paralímpico também exige muita resistência


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Conexão América

Morando em Miami, nos Estados Unidos, amazonense foi para a Terra do Sam em busca de aprimorar o jiu-jítsu e disputar torneios internacionais. Recentemente, foi vice-campeão do Boca-Raton International e agora se prepara para o Mundial LINDIVAN VILAÇA

A

tleta desde os 12 anos, o campeão amazonense de jiujítsu Rodrigo da Costa Oliveira, 24, enfrenta novos desafios treinando em Miami, nos Estados Unidos. O “casca grossa” amazonense conheceu a arte suave na academia do mestre Massulo, mas acabou migrando para a Manfight/Área Fit, do seu atual professor Almério Augusto. Considerado uma das principais apostas do Estado, Rodrigo está seguindo uma trilha vitoriosa desde criança, dando continuidade a uma trajetória que já se mostrava promissora. Recentemente, ele disputou o “BocaRaton International” e se sagrou vice-campeão. Faixa marrom da modalida-

de, Rodrigo tem em seu histórico grandes conquistas. Foi campeão no juvenil, campeão no adulto faixa azul, campeão várias vezes na faixa roxa adulta, e na marrom já estava se destacando no cenário local. Na categoria faixa marrom adulto peso galo do Campeonato Mundial na Califórnia da International Brazilian Jiu-Jítsu Federation (IBJJF), terminou no pódio. Com a ajuda de familiares, mestres e amigos, Rodrigo, agora busca voos mais altos e encara com otimismo a oportunidade de conquistar medalhas para o Estado. “É um privilégio mostrar a força do nosso jiu-jítsu a nível mundial. Estou treinando bastante, quatro horas por dia. De manhã faço preparação física e pela noite, técnico e tático. Estou muito confiante, treino para estar sempre entre os

primeiros”, disse. A permanência no esporte pode ser definida pela dedicação e amor pela arte suave. Mesmo enfrentando as dificuldades da vida, Rodrigo não abandonou o sonho de participar de uma competição de alto rendimento como o Campeonato Mundial. “Eu realmente gostava do esporte, mas devido à conclusão dos meus estudos e algumas dificuldades, fui me afastando um pouco e por isso, fui perdendo minha frequência na academia, mas nada que pudesse me afastar do jiu-jítsu”, afirma. Decidido a passar uma temporada nos em Miami, nos Estados Unidos, treinando na academia do Rilion Grecie, o atleta está focado na sua preparação para o Mundial, que é a principal competição do jiu-jítsu brasileiro da confederação internacional

Rodrigo está em Manaus e visitou a academia do seu mestre, o professor Almério Augusto

de maior expressão. Na próxima semana Rodrigo retorna aos Estados Unidos, onde fará sua preparação. Para o futuro, ele vislumbra participar do PanAmericano sem quimono e em novembro do Mundial

sem quimono. Patrocínio Nos Estados Unidos, em Miami, existe uma das maiores redes de restaurantes brasileiros, chamado Kamilos’s. Acostumado a almoçar no

local, o atleta primeiro conquistou a amizade do dono do estabelecimento, e depois surgiu a proposta de patrocínio. Kamilo é quem arca com as passagens e contribui com uma ajuda de custa a Rodrigo.


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LUCAS UEBEL

FRAME

Palmeiras e Flamengo

fazem duelo matinal Pela primeira vez no Brasileirão, time rubronegro jogará uma partida pela manhã

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ão Paulo (SP) – Em momentos diferentes, Palmeiras e Flamengo fazem, neste domingo (16), o único duelo matinal da 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida será disputada no Allianz Parque às 10h (de Manaus) e esse motivo serve de incentivo para ambas as equipes. O Alviverde paulista vem de três derrotas seguidas na competição e precisa desesperadamente voltar a vencer se quiser continuar com o sonho de título nacional. Os comandados de Marcelo Oliveira têm 28 pontos conquistados na oitava colocação e apostam no fator casa para isso. Pelo lado do Flamengo o fato de jogar longe de seus domínios não tem assustado neste Brasileirão. O time da Gávea, curiosamente, tem sido mais eficaz longe do Maracanã do que no Rio de Janeiro. Por isso, a equipe aposta em um bom resultado em São Paulo, principalmente pela má fase vivida pelo adversário. Sem poder contar com o lateral-esquerdo Egídio, suspenso por ter recebido terceiro cartão amarelo, o técnico palmeirense confirmou que o veterano Zé Roberto atuará na posição. A dúvida maior fica por conta do setor ofensivo. O paraguaio Lucas Barrios ainda não está 100% fisicamente

Capitão Fred estará novamente à disposição do técnico tricolor

Flu encara o Figueirense de olho no G-4 do Brasileirão Rio de Janeiro (RJ) – Nem só de notícias ruins vive o Fluminense. Mesmo os desfalques do zagueiro Henrique (suspenso por ter tomado três cartões amarelos), do goleiro Diego Cavalieri (também suspenso), do zagueiro Antônio Carlos (expulso contra o Internacional) e do atacante Marcos Júnior (expulso), o técnico Enderson Moreira terá a volta do capitão Fred para o duelo deste domingo, às 15h (de Manaus), no Maracanã contra o Figueirense. Com 30 pontos conquistado e a um do G-4, o Tricolor carioca acredita que uma vitória o colocará de volta entre os quatro primeiros da tabela. Para isso, o comandante tricolor já informou quem serão os substitutos dos ausentes para a partida. O jovem Marlon e Gum entram

para formar a nova zaga do Flu. Kléver assume a meta no lugar de Cavalieri e Fred volta no lugar de Marcos Júnior. O Fluminense que entrará em campo para duelar contra o Figueirense terá: Kléver, Wellington Silva, Marlon, Gum, Gustavo Scarpa, Edson, Cícero, Jean, Ronaldinho Gaúcho, Osvaldo e Fred. Sem técnico O time catarinense vai para o jogo sem Argel Fucks que deixou a equipe para treinar o Internacional. Huson Coutinho será o técnico interino na partida. Um provável Figueirense que entra em campo tem: Alex; Leandro Silva; Thiago Heleno, Saimon e Marquinhos Pedroso; Paulo Roberto, Fabinho, João Vitor e Rafael Bastos; Clayton e Marcão (Alemão).

Guerrero estará no time titular do Fla no duelo em São Paulo

EMPOLGADO

LÍDER

LUCAS UEBEL

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REAÇÃO

Flamengo A grande novidade no Flamengo é o retorno de Paolo Guerrero ao ataque. Após vencer o Atlético-PR, o Rubro-Negro espera engrenar na competição batendo no Palmeiras em São Paulo. Com Canteros suspenso, a decisão de qual time mandará para campo ficou mais fácil para Cristóvão Borges. Ele colocará Jonas na vaga do argentino e Alan Patrick sai para a entrada de Guerrero. O Flamengo deve entrar em campo com: César, Pará, César Martins, Samir, Jorge, Márcio Araújo, Jonas, Ederson, Everton, Emerson Sheik e Guerrero.

No topo da tabela, Timão vai ao Sul enfrentrar Avaí Florianópolis (SC) – Depois de começar o ano arrasador, o Corinthians caiu de produção, foi eliminado na Libertadores e viu alguns jogadores importantes darem adeus ao time. Muitos apostavam que a equipe de Tite não brigaria na parte de cima da tabela no Campeonato Brasileiro, mas parece que o Alvinegro do Parque São Jorge ressurgiu na hora certa. No meio do Brasileirão, o time paulista assumiu a liderança da competição e com um futebol convincente. O Timão tem 38 pontos, um a mais que o vice-líder Atlético-MG Neste domingo (16), às 15h (de Manaus), o Timão vai a Florianópolis

para enfrentar o Avaí na Ressacada. O time titular terá novidades. O lateral-esquerdo Uendel, com edema no músculo adutor da coxa direita, não deve ter condições de jogo. Assim, Guilherme Arana assume a posição. Na zaga, Felipe volta ao time titular após cumprir suspensão diante do Sport no meio de semana. Edu Dracena volta ao banco de reservas. Em boa fase, o jovem atacante Luciano será mantido e Vagner Love seguirá entre os suplentes. A escalação do Corinthians será: Cássio, Fagner, Felipe, Gil, Guilherme Arana, Bruno Henrique, Elias, Jádson, Renato Augusto, Malcom e Luciano.

Atacante Fernandinho ganhou a confiança do técnico Roger

Grêmio coloca boa fase em jogo diante do JEC na arena LEANDRO MARTINS/FRAME

Victor Ramos volta à zaga do Palmeiras contra o Flamengo

e pode não começar jogando. Se optar por isso, Marcelo Oliveira deverá escalar Alecsandro para encarar seu ex-clube. Quem está confirmado é Lucas, que retorna ao posto de lateraldireito. O zagueiro Victor Ramos também volta de suspensão e deve retornar à equipe titular. O Palmeiras que enfrenta o Flamengo será: Fernando Praas, Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo, Zé Roberto, Arouca , Robinho, Rafael Marques, Cleiton Xavier, Dudu e Alecsandro (Lucas Barrios).

Jovem Luciano segue no comando do ataque do Corinthians

Porto Alegre (RS) – O Grêmio é o time do momento. Após golear o Internacional por 5 a 0 no final de semana, o Tricolor gaúcho confirmou a boa fase ao derrotar o Atlético-MG, até então líder do Brasileirão, no Mineirão por 2 a 0. Jogando um futebol interessante com boa postura defensiva e letal nos contraataques, o time comandado por Roger já começa a pensar em alçar vôos mais altos na competição – atualmente com 37 pontos ocupa a terceira colocação -. Para isso, tem a obrigação de vencer o Joinville neste domingo (16), às 17h30 (de Manaus), na Arena Grêmio. Mesmo na zona de rebaixamento, o JEC não será um adversário fácil. Desde a chegada do técnico PC Gusmão o time catarinense tem duas vitórias seguidas e espera “aprontar” para cima do adversário. O Grêmio não terá nenhuma mudança com relação ao time

que derrotou o Galo na quinta-feira. Os titulares serão: Marcelo Grohe; Rafael Galhardo, Pedro Geromel, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano e Douglas, Luan e Pedro Rocha JEC Embalado com duas partidas sem perder, o Joinville vai ao Rio Grande do Sul com esperanças de trazer, pelo menos, um ponto do duelo contra o Grêmio. O técnico PC Gusmão chegou e deu uma injeção de ânimo na equipe, principalmente ao resgatar o bom futebol do veterano Marcelinho Paraíba, que na última rodada atuou como falso camisa 9. O atacante Kempes volta após cumprir suspensão automática. O time será; Agenor; Mário Sérgio, Bruno Aguiar, Guti e Diego; Naldo, Anselmo, Kadu, William Popp e Marcelinho Paraíba e Kempes.


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