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Pódio - 15 de junho de 2014

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RICARDO OLIVEIRA

No calor é comigo Cirúrgico, o atacante Mário Balotelli pegou poucas vezes na bola, o suficiente para fazer o gol da virada da Itália e protagonizar a jogada mais bonita da partida, ao tentar encobrir o goleiro adversário. Ballo foi escolhido o melhor em campo. Pódio 4 e 5

MANAUS,, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

Zebra: Uruguai perde da Costa Rica de virada

Parque Amazonense está largado ao léu Pódio E6

Pódio E14 e 15


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MANAUS, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014

CHARGE

HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA

Sir Bobby Charlton Bobby Charlton foi o tipo de jogador com todas as características de um jogador extraordinário: velocidade, técnica apurada, inteligência tática, chutes precisos e faro de gol, além do clássico cavalheirismo britânico. Sobrevivente do famoso acidente aéreo de Munique, que vitimou oito jogadores do time do Manchester United em 1958, Charlton viveu sem auge em casa, na Copa de 1966, quando ao lado de seu irmão mais velho, o zagueiro Jack Charlton, comandou a Inglaterra na conquista

Em 1973 Bobby Charlton encerrou sua brilhante e histórica passagem pelo Manchester United para assumir o cargo de jogador e treinador no Preston North End, onde ele até 1974, ano de sua aposentadoria do futebol aos 37 anos. Símbolo de uma geração de ouro do futebol inglês e considerado por muitos como o maior jogador da história de seu país, Bobby Charlton marcou época com qualidades únicas e paixão pelo esporte que ele tanto ajudou a engrandecer. Vida longa ao Sir Bobb.

da Copa do Mundo. Um de seus momentos mais marcantes foram os gols da vitória por 2 a 1 sobre Portugal, na semifinal no estádio Wembley, classificando a seleção inglesa para a final contra a Alemanha. Em 1968, Charlton viveu outro ponto alto ao levar o Manchester United à conquista da Copa dos Campeões da Europa, exatamente dez anos após o desastre aéreo de Munique. Era a consagração definitiva Charlton, que ganhou da Rainha Elizabeth II o título de Sir.

* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO

Tabela da Copa do Mundo Brasil

Camarões

Austrália

Chile

Colômbia

Costa do Marfim

Costa Rica

Inglaterra

Croácia

México

Espanha

Holanda

Grécia

Japão

Itália

Uruguai

12/6/2014 - 16h Arena Corinthians Brasil

3

1

13/6/2014 - 15h Fonte Nova

Croácia

Espanha

13/6/2014 - 12h Arena das Dunas México

1

0

Camarões

3

Chile

Austrália Holanda

Espanha

Chile

23/6/2014 - 12h Arena da Baixada

23/6/2014 - 17h Estádio Mané Garrincha

Austrália

Brasil

Espanha

23/6/2014 - 12h Arena Corinthians

23/6/2014 - 17h Arena Pernanbuco

Holanda

México

Colômbia

3

0

14/6/2014 - 15h Castelão

Grécia

14/6/2014 - 21h Arena Pernambuco C. Marfim

2

1

Japão

16/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha Colômbia

C. Marfim

19/6/2014 - 18h Arena das Dunas

18/6/2014 - 15h Maracanã

Croácia

Croácia

1

Austrália

18/6/2014 - 18h Arena da Amazônia

Camarões

Holanda

18/6/2014 - 12h Arena Beira Rio

México

Camarões

5

13/6/2014 - 18h Arena Pantanal

17/6/2014 - 15h Arena Castelão Brasil

1

14/6/2014 - 12h Mineirão

Chile

Japão

Grécia

26/6/2014 - 15h Arena Pantanal Japão

1

Uruguai

1

Inglaterra

2

Uruguai

Inglaterra

20/6/2014 - 12h Arena Pernambuco Itália

C. Rica

Itália

Uruguai

24/6/2014 - 17h Arena Castelão

24/6/2014 - 12h Mineirão

C. Marfim

C. Rica

Inglaterra

França

Argentina

Bósnia-Herzegovina

Alemanha

Estados Unidos

Argélia

Bélgica

Honduras

Suíça

Irã

Nigéria

Gana

Portugal

Coreia do Sul

Rússia

Suíça

Equador

15/6/2014 - 18h Maracanã Argentina

15/6/2014 - 15h Arena Beira Rio França

16/6/2014 - 15h Arena da Baixada

Honduras França Equador

Nigéria

Suíça

25/6/2014 - 17h Maracanã Equador

Argentina Nigéria

França

Alemanha

Portugal

16/6/2014 - 18h Arena das Dunas Gana

EUA

Irã

Alemanha

Gana

22/6/2014 - 18h Arena da Amazônia

Bósnia

EUA

Portugal

26/6/2014 - 12h Arena Pernambuco

Argentina

EUA

17/6/2014 - 12h Mineirão Bélgica

Argélia

17/6/2014 - 18h Arena Pantanal Rússia

C. do Sul

22/6/2014 - 12h Maracanã

21/6/2014 - 15h Arena Castelão

25/6/2014 - 12h Arena Beira Rio

25/6/2014 - 15h Arena da Amazônia Honduras

Nigéria

21/6/2014 - 18h Arena Pantanal

20/6/2014 - 18h Arena da Baixada Honduras

Irã 21/6/2014 - 12h Mineirão

20/6/2014 - 15h Arena Fonte Nova Suíça

16/6/2014 - 12h Fonte Nova

Bósnia

Itália

19/6/2014 - 15h Arena Corinthians

Equador

15/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha

C. Rica

24/6/2014 - 12h Arenas das Dunas

Colômbia

Grécia

3

14/6/2014 - 18h Arena da Amazônia

Alemanha

Bélgica

Rússia

22/6/2014 - 15h Arena Beira Rio C. do Sul

Argélia

26/6/2014 - 17h Arena Corinthians C. do Sul

Bélgica

25/6/2014 - 12h Arena Fonte Nova

26/6/2014 - 12h Estádio Mané Garrincha

26/6/2014 - 17h Arena da Baixada

Bósnia

Portugal

Argélia

Paulo Vinícius Coelho

Irã

Gana

Rússia

COLUNISTA DO JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO”

Anos dourados A Argentina tem o caminho mais limpo. Pode até ficar difícil, mas há Messi para talvez torná-lo fácil A Argentina renunciou à disputa da Copa de 50. Não quis vir e se viesse o Maracanazo poderia ter outro protagonista. Em vez de Ghighia, quem sabe Tucho Méndez, Labruna ou Lostau. Há diferentes versões para a ausência. Uma delas diz que o êxodo de craques como Di Stéfano e Nestor Rossi, após a greve dos atletas em 1948, fez os argentinos se isolarem. Outra, que a quebra de relações entre a CBD e a AFA, por causa da fratura na perna do capitão Salomón, na

decisão da Copa América de 1946, causou o boicote. O livro “Historia de la Selección”, publicado pelo diário “Clarín”, diz que Perón não quis correr o risco da derrota. Estranho. Os anos anteriores à Copa foram dourados para a Argentina. Disputou cinco Copas Américas na década de 1940. Ganhou quatro. Desta vez, a Argentina vem ao Brasil e tem o caminho teoricamente mais limpo entre todas as grandes seleções. Se avançar em primeiro

lugar da chave, cruzará com o segundo do grupo E --França, Suíça, Equador ou Honduras. Em 2006, a França chegou à final da Copa, mas ficou em segundo lugar na primeira fase, atrás da Suíça. A repetição é possível. Pode dar Argentina x França, nas oitavas. Também não é fácil a estreia, hoje. Como a Croácia, a Bósnia era parte da Iugoslávia. Seu técnico, Safet Susic, jogou as Copas de 82 e de 86 pelo velho país e seu centroavante é Dzeko, autor de

cinco gols nos últimos quatro jogos do City no título inglês. Mas há Messi. Ele parou entre novembro e janeiro, por lesão. Depois do retorno, disputou apenas uma grande partida: Real Madrid 3 x 4 Barcelona. Fez três gols. Ganhar a Copa no Brasil também interessa muito! O caminho da Argentina pode até ficar difícil se houver derrota para a Bósnia ou choque com a França nas oitavas. Messi pode fazer ficar fácil. Fazer de 2014 o ano dourado que 1950 não foi.

Argentina vem ao Brasil e tem o caminho teoricamente mais limpo entre todas as grandes seleções. Se avançar em primeiro lugar da chave, cruzará com o segundo do grupo E -França, Suíça, Equador ou Honduras


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MANAUS, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014

CAMISA 11

Oscar mais confiante após o gol na estreia Mesmo depois da boa atuação na estreia da Copa do Mundo, a disputa anterior de posição com William ainda rende respostas firmes de Oscar. O camisa 11 da Seleção Brasileira não gosta de ouvir que pudesse ter ficado preocupado com as substituições nos treinos preparatórios. Só que admite: depois do bom jogo diante da Croácia, com direito a gol de bico no final, está muito mais confiante. - Eu não fiquei preocupado, e isso (avaliações da imprensa de que William vinha treinando melhor do que Oscar) também não me incentivou. O que me incentivou foi a confiança do Felipão, foi minha esposa estando sempre

ao meu lado, o nascimento da minha filha, meus amigos. Eu queria fazer uma grande partida para eles e para toda a torcida brasileira. Era uma estreia de Copa do Mundo, e eu queria jogar bem - disse, neste sábado. - Não só o William estava treinando bem, e o Felipão também muda bastante nos treinos coletivos. Temos uma grande seleção, em que não há titular ou reserva. Se eu jogar mal o próximo jogo, alguém entra, e todo o mundo vai falar de mim de novo. Sempre vai ter disputa, porque ninguém é titular. Tem sempre que provar, fazer mais um belo jogo. Tem sempre que melhorar e mostrar seu melhor - acrescentou. FERNANDODANTAS/GAZETAPRESS

Bernard atua meio tempo em jogo treino O atacante havia sido poupado do trabalho físico que os demais reservas da seleção haviam feito na caixa de areia

O

atacante Bernard voltou a treinar com bola na manhã deste sábado, um dia depois de ter sido poupado de trabalho com os demais reservas da seleção brasileira na caixa de areia. Mas a volta ao campo foi cautelosa: ele disputou apenas a metade final de um jogo-treino contra a equipe sub-20 do Fluminense. Para compor o time reserva no início do treinamento, o técnico Luiz Felipe Scolari usou um titular, o volante Paulinho. A formação começou com Jefferson; Maicon, Henrique, Dante e Maxwell; Paulinho, Hernanes, Ramires e Fernandinho; William e Jô. No intervalo, Bernard entrou no lugar de Paulinho e participou dos 30 minutos finais da movimentação. O jogo-treino foi apitado pelo auxiliar Flávio Murtosa, mas Felipão o interrompeu diversas vezes, forçando situações de jogo, como escanteio e penalidades. Na única possibilidade de gol do Fluminense,

Jefferson fez uma bela defesa em cobrança de pênalti no canto esquerdo. A invencibilidade também foi mantida por Victor, quando o terceiro goleiro assumiu a meta. Três gols saíram de bola rolando, todos eles com participação de Ramires. No primeiro tempo, além de ter aberto o placar nos primeiros minutos, desviando de cabeça um cruzamento de Fernandinho, ele acertou a trave e deu a deixa para Murtosa marcar pênalti questionável, depois de dividida dentro da área. Hernanes, Paulinho e Jô converteram suas cobranças. Na parte final, o volante ainda deu uma assistência para William e outra para Jô e quase anotou outro gol em arremate rasteiro que passou rente à trave esquerda. Pelo segundo dia seguido, diferentemente do goleiro Júlio César, que mais uma vez treinou normalmente com o preparador Carlos Pracidelli, os demais titulares seguiram programação leve. Depois de

passarem a sexta-feira na piscina, os nove jogadores de linha não utilizados no jogotreino - a exceção foi Paulinho - correram em volta do segundo campo, sob orientação da preparação física. Depois, alguns deles, de meia, brincaram com controle de bola. Finalizados os trabalhos, o elenco todo foi tietado pelos membros da comissão técnica e os jovens atletas do Fluminense, que, apesar da derrota no jogo-treino, estampavam um largo sorriso no rosto nas fotografias tiradas com os astros. O próximo compromisso da Seleção na Copa do Mundo está marcado para terçafeira, em Fortaleza, diante do México, que também venceu na estreia. Na manhã deste domingo, está previsto o primeiro treinamento coletivo de preparação para esta partida, com todos os 23 convocados, na Granja Comary. FERNANDODANTAS/GAZETAPRESS

O próximo jogo da seleção brasileira será contra o México, em Fortaleza Nascimento da filha é incentivo para bom desempenho

JUCA KFOURI

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Padrão Baka Por mais exigências que a Fifa faça, ela se vê diante da nossa capacidade em bagunçá-las. Iluminação e telefonia deixaram a desejar. Baka não sabe que Deus mora nos detalhes BAKA É o apelido de Ricardo Trade, o número dois do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL). Ex-goleiro da seleção brasileira de handebol, ele acabou funcionando como o número. Isso porque, desde que José Maria Marin substituiu Ricardo Teixeira, o Comitê Organizador Local deixou de preocupar o regiamente pago (mais de R$ 100 mil mensais) chefe da empresa, braço da Fifa. Marin não nega que se preocupa só com a seleção brasileira, embora não haja notícias de que tenha aberto mão da fortuna que recebe. Daí também não terem surpreendido todas as barbaridades que vimos na abertura da Copa

do Mundo. A começar pela festa, plastificada, confusa, sem suingue, fria como um baile de esquimós. Mais de 48 horas após o primeiro jogo - lidas todas as avaliações na imprensa nacional e boa parte do que se publicou pelo mundo afora - por mais que em alguns aspectos o estádio corintiano tenha oferecido melhores condições que o Soccer City há quatro anos, a chegada, por exemplo, foi muito mais fácil. As deficiências foram mesmo de envergonhar Ronaldo Fenômeno, por sinal, membro do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Porque se a festa não tem maior importância -- e a Fifa faria bem em desistir dela porque jamais con-

seguiu organizar uma que se comparasse às dos Jogos Olímpicos --, detalhes como a comunicação sem fio, a iluminação, o serviço de bares e restaurantes, a telefonia, a saída do estádio, deixaram muito a desejar e não escaparam das críticas pelo mundo afora. Porque Baka não sabe que Deus mora nos detalhes e, preocupado em defender como goleiro, no mais das vezes é o que tem feito desde que assumiu a posição que seu currículo não justifica, escolhido apenas por critérios de compadrio. Tudo aquilo que foi previsto, infelizmente, aconteceu, também porque por mais que faça milagres, goleiros não são deuses.

A começar pela festa, plastificada, confusa, sem suingue e fria como um baile de esquimós. Tudo aquilo que foi previsto, infelizmente, aconteceu, também porque por mais que faça milagres, goleiros não são deuses”


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A culpa foi do calo Inglaterra na Aren Ninguém engorda da noite para o dia, geralmente esse é um processo que pode durar meses ou anos. Mas na hora de perder peso, pouca gente tem a paciência e obstinação de esperar os resultados. Quem perseverou, sabe que vale a pena eliminar os excessos ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

E

ram cinco títulos mundiais em campo. Itália e Inglaterra fizeram o duelo mais esperado da primeira fase da Copa do Mundo 2014. O palco? Arena da Amazônia Vivaldo Lima. O jogo não deixou a desejar. E sob os atentos olhares de 39,8 mil espectadores, a tetracampeã do torneiro mais cobiçado do mundo bateu o time da terra da rainha por 2 a 1, com gols de Marchisio e Balotelli. Sturridge descontou para os ingleses. O forte calor amazônico, tão contestado pela mídia europeia, não intimidou os ingleses, que em bom número, tomaram as arquibancadas com bandeiras do seu país e não pararam de cantar um só minuto de jogo, mesmo com o placar adverso. Os italianos, em menor número, receberam o apoio dos manauenses por conta de toda polêmica envolvendo o técnico inglês, Roy Hodgson, que afirmou não querer jogar em Manaus. Mas, os ingleses não se intimidaram e partiram para cima da Azurra. Aos cinco minutos os ingleses chegaram ao gol. Henderson aproveitou sobra dentro da área e chutou forte no canto esquerdo de Sirigu. O substituto de Buffon, que não jogou por conta de uma entorse no tornozelo, espalmou para frente da área. Com tranquilidade, Pirlo saiujogando com Chiellini e aliviou o perigo. A Inglaterra continuou em cima, trocando passes na entrada da área italiana, que tranquila e sem pressa, administrava o jogo por meio dos cinco homens de meio de campo.

Os italianos só assustaram aos 18 minutos, quando o meia Candreva arriscou de fora da áerea, e o goleiro inglês Hart espalmou para a frente da área, mas a zaga afastou. Apesar do domínio sem objetividade dos ingleses, quem abriu o placar foi a Itália, aos 34 minutos. Em cobrança ensaiada de escanteio, Pirlo fez o corta luz para Marchisio, que teve tempo de ajeitar a bola e escolher o canto direito de Hart. O gol acordou a torcida da Azurra, que vibrou na arquibancada. Contudo, não deu tempo nem de comemorar. Três minutos mais tarde, Sterling dominou na meia cancha e fez um belo lançamento para Rooney. O camisa 10 da seleção inglesa desceu em velocidade pela esquerda e passou para Sturridge, que de frente para Sirigu não desperdiçou a oportunidade e igualou o placar. Marrento, o jogador comemorou o gol com sua tradicional dança que executa quando marca pelo Liverpool, seu time. A segunda etapa não começou diferente da primeira. Aos dois minutos, Sturridge chutou de fora da área e Sirigu espalmou para o meio da área. O zagueiro Chiellini afastou para corner. Apesar do bom início, dois minutos mais tarde, a Itália fez o gol que garantiu os três pontos. Em descida pela direita, Candreva cruzou na medida para Balotelli, que com categoria, cabeceou para o fundo da rede e pôs a Itália na frente do placar. A partir daí, a Inglaterra tentou igualar o placar, mas esbarrava na forte marcação da seleção italiana, que, sem desespero, cozinhou a partida e descia para o campo de ataque somente nos

contra-ataques. Nitidamente “sem perna”, os ingleses não conseguiram criar boas oportunidades e arriscavam seguidos chutes de fora, sem sucesso. O placar final foi favorável aos italianos, que venceram por 2 a 1 e praticamente encaminharam sua classificação. Na próxima rodada, a Inglaterra tenta a reabilitação contra o Uruguai, em São Paulo. Já a Itália, enfrenta a Costa Rica, em Recife.

FICHA TÉCNICA INGLATERRA ITÁLIA

1 2

Local: Arena Amazônia, em Manaus (AM) Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda) Inglaterra: Hart, Johnson, Cahill, Jagielka e Baines; Henderson (Wilshere), Gerrard e Sterling; Rooney, Sturridge (Lallana) e Welbeck (Barkley). Técnico: Roy Hodgson Itália: Sirigu, Darmian, Barzagli, Paletta e Chiellini; De Rossi, Pirlo, Verratti (Thiago Motta), Marchisio e Candreva (Parolo); Balotelli (Immobile). Técnico: Cesare Prandelli

Gols: Inglaterra: Sturridge, aos 36 minutos do primeiro tempo Itália: Marchisio, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Balotelli, aos 5 minutos do segundo tempo Cartões: Sterling (Inglaterra) (A)

Italianos derreteram sob o sol Esqueça qualquer rivalidade entre Itália e Inglaterra. Na noite deste sábado, as duas seleções encontraram um inimigo em comum: o clima de Manaus. Com a temperatura variando entre 27 e 31 graus durante a vitória italiana por 2 a 1, jogadores das duas equipes criticaram as condições climáticas. O mais contundente foi Marchisio. Autor do primeiro gol italiano, o volante detonou o forte calor e disse que em determinados momentos teve alucinações. “O importante era ter um bom começo, principalmente em um dia em que jogar futebol era complicado. Às vezes parecia que o calor dava alucinações”, afirmou. Andrea Pirlo também não deixou por menos. O veterano meia da Juventus foi enfático ao dizer que o calor fez a diferença para os atletas. “O clima é infernal. Calor

demais para jogar futebol, mas conseguimos vencer. Quando você ganha está sempre tudo bem”, analisou em entrevista ao SporTv. Autor de um dos gols da partida, o atacante Mario

ESCALDANTE

Independentemente do placar, os jogadores das duas equipes foram enfáticos ao dizer que o calor de Manaus foi um fator importante na decisão do jogo inaugural da Arena da Amazônia Balotteli também criticou as condições climáticas. O jogador do Milan demonstrou certo alívio ao comentar sobre os próximos jogos, que vão acontecer em locais teoricamente mais “frios”.

“Em Manaus as condições climáticas são extremas. Em Recife ou em outro lugar não será tão quente assim. Caso contrário, teríamos que fazer paradas técnicas em todos os jogos. O jogo de hoje foi difícil pelo calor e porque a Inglaterra é um grande time”, disse. Pelo lado inglês, Steven Gerrard foi o primeiro a criticar o calor. O capitão inglês ainda falou sobre a condição do gramado da Arena Amazônia. “Jogar contra a Itália é sempre difícil. Estava muito calor, úmido demais e o campo não estava muito bom. Mas culpar isso seria arrumar desculpas pela derrota”, comentou. Agora, os italianos vão para Recife, na partida contra Costa Rica, que acontece no dia 20. Já os ingleses enfrentam o Uruguai na próxima quinta-feira, em São Paulo

O atacante Mario Balotelli foi escolhido o melhor jogador da partida. Em entrevista, ele disse que o jogo foi difícil, como todos são para a Azzurra


MANAUS, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014

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or? Itália derrota na da Amazônia FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

Gerrard satisfeito com atuação

RICARDO OLIVEIRA

Capitão da Inglaterra, o experiente Gerrard tinha a missão de comandar o meio de campo da sua equipe e assim conseguiu fazer com que seus companheiros criassem boas chances de balançar as redes na estreia contra a Itália. As finalizações, no entanto, não foram boas, o que permitiu com que os adversários vencessem o clássico europeu, por 2 a 1, na primeira rodada da Copa do Mundo. Na saída de campo, o volante reclamou da qualidade dos chutes ingleses em Manaus. - A Itália é um bom time, sabíamos disso e eles não nos surpreenderam. Temos que ver o que nós erramos. Tentamos criar, forçamos bastante, mas não conseguimos finalizar bem. Criamos as chances, mas talvez precisemos finalizar mais. Não podemos culpar ninguém, todo mundo deu o máximo, se esforçou, mas faltou qualidade - avaliou Gerrard. Escalado como volante, ao lado de Henderson, Gerrard também tinha a missão de proteger sua defesa, mas acabou se deparando com um time mal posicionado na zaga, permitindo muitos espaços para o adversário atacar. Aos cinco minutos do segundo tempo, por exemplo, Candreva se aproveitou destas falhas, fez bela jogada na ponta direita e cruzou na cabeça de Balotelli, que garantiu a vitória italiana. Ao perceber a ruim atuação do sistema defensivo,

Gerrard usou a avaliação após-jogo para ‘puxar a orelha’ de seus companheiros, principalmente do lateral Leighton Baines, um dos piores jogadores em campo na derrota deste sábado. O volante acredita que a Inglaterra, como um todo, se comportou bem, mas estes problemas precisam ser corrigidos para a próxima rodada. - Eles nos causaram problemas pelo lado esquerdo (da defesa), fizemos algumas mudanças

CRIAÇÃO

Capitão inglês, Gerrard disse que a seleção inglesa criou boas oportunidades de gol, mas deixou a desejar nas finalizações, o que lhes valeu a derrota no primeiro jogo

no intervalo, reagimos, jogamos bem, mas não conseguimos marcar. Se olhar o jogo como um todo, temos que ficar satisfeitos, mas em um jogo como esse fica difícil de prever o que pode acontecer. Conseguimos nos equipar com eles, mas nos causaram problemas pela esquerda - completou Gerrard. Na próxima rodada, a Inglaterra terá uma decisão pela frente, já que uma derrota significa a precoce eliminação da Copa do mundo.

Balotelli dedica gol à noiva Aos 23 anos, Balotelli superou o cansaço e não conseguiu esconder o sorriso ao final de seu primeiro jogo em Copas do Mundo. O atacante marcou o gol da vitória italiana por 2 a 1 sobre a Inglaterra e dedicou o resultado e seu feito à noiva Fanny Neguessa, que acaba de aceitar seu pedido de casamento e estava na Arena Amazônia vendo o jogo. “Dedico o gol e a vitória à minha futura esposa, que está aqui. E também à minha família e aos meus amigos, que, com certeza, estiveram em casa na frente da televisão vendo o jogo”, comemorou o jogador. Mesmo com pouco espaço, o atleta do Milan quase marcou um golaço no fim do primeiro tempo e, aos 25 do segundo tempo, aproveitou vacilo

de Cahill para garantiu o triunfo da Azzurra. “Fiquei realmente muito feliz, é uma emoção única. Nunca disputei uma Copa e fiz gol no meu primeiro jogo, isso é fantástico”, declarou. Jogo difícil Balotelli teve a chance de sair do gramado no Amazonas sendo intensamente aplaudido, já que jogou na intermediária de Sirigu para ajudar na marcação depois de ter balançado as redes. O recuo com obrigações defensivas cansou, mas garantiu a alegria do italiano. “Foi um jogo muito difícil porque a Inglaterra é um time forte, mas jogamos bem. A Itália sofre sempre, o importante é vencer. Vamos pensando nos próximos jogos de partida em partida”, definiu o atacante. Azzura levou a torcida ao delírio ao abrir o placar com o meia Marchishio ainda no primeiro tempo da partida em Manaus


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Fantasma

ADALBERTO MARQUES/GAZETAPRESS

Jogador costa-riquenho extravasando após o gol de virada de sua seleção sobre o Uruguai

do Maracanazo domado

Seleção do Uruguai perde para a Costa Rica por 3 a 1 e faz a zebra passear na Copa do Mundo pela primeira vez

C

abeça de chave do Grupo D da Copa do Mundo, o Uruguai foi surpreendido ontem na Arena Castelão, em Fortaleza. Os uruguaios foram derrotados de virada pela Costa Rica, azarão do temido “grupo da morte”, por 3 a 1. Os gols dos centro-americanos foram marcados por Campbell, Duarte e Ureña, enquanto os sul-americanos descontaram com Cavani, de pênalti. Azarão da chave que contém Uruguai, Inglaterra e Itália, a Costa Rica anotou os seus primeiros três pontos na Copa do Mundo, na espera do duelo entre ingleses e italianos. Na sequência da Copa do Mundo, o Uruguai enfrenta a Inglaterra na próxima rodada do Grupo D, na próxima quinta-feira (19), em duelo disputado na Arena Corinthians, em São Paulo. Já a Costa Rica pega a Itália na sexta-feira, na Arena Pernambuco. Andamento do jogo O primeiro gol da partida só chegou aos 23 minutos do primeiro tempo. Em lançamento na área costarriquenha, Lugano subiu para cabecear,

mas caiu após ser puxado por Junior Díaz, sendo marcado o pênalti a favor do Uruguai. Cavani foi para a cobrança e bateu rasteiro no canto direito do goleiro Navas, abrindo o marcador do Castelão. A Costa Rica tentou responder logo em seguida. O atacante Campbell soltou uma bomba de fora da área e a bola passou perto do gol defendido por Muslera. Em outra oportunidade, a esférica sobrou na área uruguaia e Giancarlo González aproveitou para rematar, mas pegou mal e perdeu a chance de igualar o placar. Volta do intervalo Os costarriquenhos entraram com outra postura no segundo tempo. O primeiro susto veio aos cinco minutos, quando Bolaños cobrou falta com maestria e Duarte cabeceou duas vezes em direção à baliza de Muslera sem sucesso. O empate da Costa Rica saiu aos oito minutos. Joel Campbell recebeu na grande área, livre de marcação, e chutou forte no canto direito de Muslera, deixando tudo igual no Castelão. O gol surpreendeu os torce-

dores uruguaios, mas o pior para eles veio em seguida. Aos 11 minutos, Bolaños cruzou na área e Duarte testou forte de cabeça no canto oposto de Muslera, fazendo o segundo gol da Costa Rica. Joel Campbell queria jogo e quase fez o terceiro. O atacante finalizou de fora da área e a bola passou rente à trave de Muslera, que apenas acompanhou a trajetória da esférica. Reação O Uruguai tentou reagir, utilizando as jogadas com Cavani. Em bola alçada na área, o atacante cabeceou forte e obrigou o goleiro Navas a realizar uma linda defesa, mantendo o placar de 2 a 1. O sonho de empatar a partida acabou para o Uruguai aos 38 minutos. Após belo passe de Campbell, Ureña, que havia acabado de entrar na partida, chutou na saída de Muslera e fez o terceiro gol dos costarriquenhos no Castelão. Nos acréscimos da partida, o uruguaio Maxi Pereira perdeu a cabeça e deu um pontapé em Joel Campbell, sendo o primeiro expulso desta Copa do Mundo.

TRANQUILO

FICHA TÉCNICA URUGUAI COSTA RICA

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Local: Estádio do Castelão, em Fortaleza (CE)

Árbitro: 15h (de Manaus) Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Gargano (Álvaro González), Arévalo Ríos, Cristian Rodríguez (Abel Hernández) e Stuani; Forlán (Lodeiro) e Cavani Técnico: Óscar W. Tabárez Costa Rica: Navas; Umaña, Duarte e Giancarlo González; Gamboa, Tejeda (Cubero), Borges, Bolaños (Barrantes) e Junior Díaz; Campbell e Bryan Ruíz (Ureña) Técnico: Jorge Luis Pinto

Gols: Uruguai: Cavani (23 minutos) Costa Rica: Campbell (8 minutos), Duarte(11 minutos) e Duarte(38 minutos) todos no segundo tempo

DE VIRADA CARLOS RHIENCK/GAZETA

Costa do Marfim vence o Japão O astro Didier Drogba entrou aos 16 minutos do segundo tempo, quando a Costa do Marfim perdia por 1 a 0 para o Japão. Quatro minutos depois, a equipe conseguiu a virada por 2 a 1 e venceu o rival pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo, na Arena Pernambuco, no Recife, ontem

Lateral Armero, ex-Palmeiras, comemorando o primeiro gol da Colômbia na Copa 2014

(14). Com o resultado, os marfinenses estão em segundo lugar do grupo C, atrás da Colômbia por causa do saldo de gols. O primeiro gol da partida desta noite foi marcado pelo meia japonês Honda. Aos 16 minutos da etapa inicial, ele recebeu na área e encheu o pé para superar o goleiro Barry.

ALDO CARNEIRO/GAZETA

Colômbia bate fácil a seleção grega Belo Horizonte virou um pedacinho da Colômbia ontem (14). Uma invasão de torcedores do país sul-americano aconteceu no Mineirão para ver a seleção Cafetera em duelo bastante movimentado contra a Grécia. Em campo, os colombianos logo abriram o placar, mas a tranquilidade esperada com o gol não aconteceu. A Grécia

Tostão

buscou o empate, mas não conseguiu furar o bloqueio da Colômbia, que voltou a marcar na etapa final, 3 a 0, na estreia da Copa do Mundo. O primeiro gol do jogo foi anotado logo aos cinco minutos pelo ex-palmeirense Pablo Armero, que aproveitou ótima jogada de Cuadrado e fuzilou o goleiro Karnezis. Na etapa fi-

nal, Gutierrez e Rodriguez ainda ampliaram a contagem. Com a vitória, a Colômbia larga na frente no Grupo C, somando três pontos, e acompanha de camarote o jogo de logo mais entre Japão e Costa do Marfim. Na sequência da Copa do Mundo, a Colômbia terá compromisso contra a Costa do Marfim, dia 19, em Brasília.

No segundo tempo, a Costa do Marfim voltou melhor e aos 18 minutos, Bony Wilfried aproveitou o cruzamento de Aurier, antecipou-se à zaga e cabeceou fora do alcance do goleiro Kawashima. Dois minutos depois, em um lance parecido, Gervinho virou o placar para os africanos.

Atacantes Drogba (11) e Gervinho (10) comemoram a virada da Costa do Marfim

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Independentemente dos fatos, as análises sobre as seleções, no fim da Copa, já estão prontas As análises já estão prontas para o fim da Copa. Certas ou erradas, independentemente dos fatos. Isso não acontece apenas no futebol. A maior parte da vida é programada. Os descuidos, desvios, são exceções. Se o Brasil for campeão, o fato de jogar em casa, apoiado pela torcida, será exaltado. Se perder, os jogadores não suportaram a pressão, a responsabilidade. Se a Espanha for eliminada na primeira fase, ou mesmo em um jogo mata-mata, a culpa será da

decadência dos jogadores e do estilo. Se o time for campeão, será por causa da experiência. Se a Holanda continuar brilhando, mesmo sem ser campeã, serão valorizados a irreverência dos jogadores, os banhos de mar e os passeios pelas belezas do Rio e de outras cidades. Se for eliminada, dirão que faltou seriedade e concentração. Se a Alemanha for campeã, a privacidade, em uma bela praia da Bahia, será positiva. Se perder, falarão que a seleção ficou isolada,

solitária. Se a Argentina conquistar o título, as únicas razões serão Messi e o poderoso ataque. Se perder, as culpadas serão a péssima defesa e a apatia de Messi. Se o Chile fizer ótima campanha, mesmo sem ganhar o título, a avalanche com que o time vai para o ataque será elogiada. Se for eliminado na primeira fase, será porque o futebol moderno não admite mais defensores baixos nem um jogo muito ofensivo. É o futebol do comentário pronto.

Belos nomes Existem atletas, pelo que jogam, muito mais famosos do que deveriam ser. Chicharito, reserva da seleção mexicana e do Manchester United, é um deles. Só falam nele. Deve ser porque o apelido é interessante, Chicharito. Antes da Copa de 1998, vi a França jogar só para ver Djorkaeff. Só falavam dele. Era apenas razoável, bom. A fama deve ser também pelo nome sonoro, Djorkaeff. Em compensação, vi um jogador já magistral, coadjuvante de Djorkaeff, um tal de Zidane.

Se o Brasil for campeão, o fato de jogar em casa, apoiado pela torcida, será exaltado. Se perder, os jogadores não suportaram a pressão


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Messi Messi e cia.

vão para cima da Bósnia

Apesar de pregar respeito contra o time adversário, a seleção argentina não espera outro resultado que não a vitória

ARGENTINA BÓSNIA Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Horário: 18h(de Manaus) Árbitro: Joel Agüilar (El

FERNANDOSOUTELLO/GAZETAPRESS

Salvador)

Argentina: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Federico Fernández, Ezequiel Garay e Marcos Rojo; Fernando Gago, Javier Mascherano e Angel Di María; Lionel Messi, Sergio Agüero e Ezequiel Lavezzi (Gonzalo Higuaín) Técnico: Alejandro Sabella Bósnia: Asmir Begovic, Emir Spahic, Sead Kolasinac, Ermin Bicakcic e Senad Lulic; Haris Medunjanin, Sejad Salihovic, Zvjezdan Misimovic e Miralem Pjanic; Edin Dzeko e Vedad Ibisevic Técnico: Safet Susic

Argentina, de Lionel Messei, é uma das favoristas para vencer o Mundial no Brasil

européias e conseguiu manter um bom nível de lá para cá. Podemos realmente conseguir esse triunfo,mas não vai ser nada tranqüilo”, disse Sabella. Respeito argentino Os jogadores argentinos também pregam respeito aos bósnios, mas admitem que a

ESTRATÉGIA

O time da Bósnia irá marcar Lionel Messi por zona, para tentar neutralizar as jogadas do principal jogador da seleção argentina. Marcação homem a homem seria inviável, dada a qualidade do atleta vitória é o único rersultado interessante neste momento. “A Bósnia realmente merece respeito. Mas não podemos negar que temos que conviver com o favoritismo neste duelo por conta de nossa história e tradição. Um mau resultado não está

nos nossos planos”, afimirmou o goleiro Sergio Romero. Se a Bósnia realmente pretende surpreender, como espera o treinador da Argentina, sabe que vai precisar neutralizar a principal estrela dos argentinos, o meia Lionel Messi. Apesar disso, o técnico Safet Susic garante que não vai existir marcação especial. “Nós não podemos deixar um jogador de olho no Messi os noventa minutos, porque isso seria fatal, já que ele é brilhante. Temos que marcá-lo por zona. Onde ele cair precisa ser bem acompanhado”, analisou Susic. Em termos de escalação, a Argentina faz mistério, mas a única dúvida está entre Ezequiel Lavezzi e Gonzalo Higuaín. Pelo lado da Bósnia a boa notícia foi dada na véspera do confronto, pois o meia Sejad Salihovic poderá atuar depois de ter sido descartada a presença de uma lesão na perna direita do jogador, que vinha reclamando de dores no local. A principal estrela do time é o atacante Edin Dzeko, do Manchester City, da Inglaterra.

EMOCIONAL

França em busca de equilíbrio Eliminada de maneira precoce no Mundial da África do Sul e com uma campanha abaixo da expectativa na Eurocopa, a França estreia na Copa hoje, às 16h (de Brasília), medindo forças com Honduras, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), pelo Grupo E, que conta ainda com Suíça e Equador. Os franceses sabem que terão a missão de apagar a má imagem deixada nesses torneios e até mesmo nas Eliminatórias européias, quando se classificaram apenas na repescagem e sofrendo para eliminarem a Ucrânia. Cientes dessa responsabilidade, os franceses já estão focados no duelo contra Honduras. Na visão deles, porém, a partida será muito comnplicada, pois entendem que o representante da Concacaf tem um estilo de jogo um tanto violento. - Realmente eles jogam de

maneira muito pesada e isso acaba sendo um complicador, pois passa a ser um pulo para a violência. Mas sabemos que o trio de arbitragem existe para coibir este tipo de situação - disse o técnico Didier Deschamps. Irritante O discurso do treinador francês irritou o outro lado do confronto. - Apenas Honduras que joga de maneira forte. Inglaterra, Uruguai, Argentina, enfim, ninguém joga desta maneira. Lamento que a gente se depare com algumas situações que só existem para tentar envolver a arbitragem a distribuir cartões para os nossos jogadores. Portanto, não gosto nem de ficar falando nisso. Penso que futebol é jogado em campo e minha preocupação é encontrar um jeito de ganhar - disse Luis Fernando Suárez.

A França chega para esta Copa do Mundo fragilizada, não apenas pelos maus resultados em torneios recentes, mas ainda pela perda de sua principal estrela, o meia Franck Ribéry, cortado por decisão médica. Assim, as principais esperanças de gol vão recair sobre o artilheiro Karim Benzema. Pelo lado de Honduras, Luis Fernando Suárez vai contar com o que há de melhor, já que o atacante Carlo Costly, recuperado de uma pancada forte no tornozelo esquerdo, irá a campo normalmente. Assim, o treinador repete a sua formação ideal, que empatou sem gols com a Inglaterra em amistoso pré-Copa. O jogo será o primeiro do trio de arbitragem brasileiro na Copa do Mundo. Sandro Meira Ricci vai apitar a partida, sendo auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

FICHA TÉCNICA FRANÇA HONDURAS Local: Estádio Beira-Rio,

em Porto Alegre (RS) Horário: 15 de junho de 2014 (Domingo) Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)

França: Hugo Lloris, Mathieu Debuchy, Mamadou Sakho, Raphaël Varane e Patrice Evra; Moussa Sissoko, Yohan Cabaye, Blaise Matuidi e Mathieu Valbuena; Olivier Giroud e Karim Benzema Técnico: Didier Deschamps Honduras: Noel Valladares, Bryan Beckeles, Maynor Figueroa, Víctor Bernárdez e Juan Carlos García; Luis Garrido, Andy Najar, Boniek García e Wilson Palacios; Carlo Costly e Jerry Bengtson Técnico: Luiz Fernando Suárez

Seleção francesa estreia com esperanças de apagar a má atuação na última Copa do Mundo

EDUANDRADE/GAZETAPRESS

FICHA TÉCNICA

A

pontada por muitos como principal rival da seleção brasileira na luta pelo título, a Argentina estreia na Copa do Mundo hoje, às 19h (de Brasília), quando encara a Bósnia no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O duelo será o primeiro no torneio do estádio carioca, que será o palco da grande decisão do dia 13 de julho. Também marcará a primeira participação dos bósnios em um Mundial. O país do Leste europeu é o único debutante nesta Copa. O jogo abre o Grupo F, que conta ainda com Nigéria e Irão, que se enfrentam na segunda-feira. Alejandro Sabella, técnico da Argentina, aposta em um jogo muito equilibrado e alerta seus comandados sobre os perigos do time da Bósnia. “A Bósnia conseguiu reunir um grupo de jogadores capaz de montar um time muito perigoso, pois consegue ser equilibrado em todos os setores. O jogo coletivo impera e foi decisivo para que eles conquistassem essa classificação. A Bósnia fez uma campanha de respeito nas eliminatórias


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WAGNERMEIER/GAZETAPRESS

Suíça e Equador abrem Grupo E

Seleção suíça joga pela primeira vez em uma partida de Copa do Mundo como cabeça de chave

A

s seleções de Suíça e Equador abrem hoje, às 12h (de Manaus), o Grupo E da Copa do Mundo de 2014 em confronto programado para o Estádio Nacional, em Brasília-DF. Cabeça-de-chave pela primeiro vez na história, a equipe suíça tenta mostrar que mereceu o status concedido pela Fifa em critérios pouco claros para os amantes do futebol. Já os equatorianos tentam repetir o feito de 2006, quando chegaram às oitavas de final. Vencer neste domingo é fundamental para os dois times, ainda mais porque a chave conta com a França, favorita a uma das vagas, além do azarão Honduras. Neste duelo o favoritismo recai mais para os suíços, muito em conta pelo fato de terem terminado as Eliminatórias européias de maneira invicta. Porém, o experiente técnico Ottmar Hitzfeld alerta para o perigo do adversário, que surpreendeu nos amistosos pré-Copa. “O Equador conseguiu empatar com a Holanda e com a Inglaterra em sua preparação para a Copa do Mundo. Portanto, alguma qualidade esta equipe deve ter. Na verdade eu sei que tem, pois venho observando atentamente a sua maneira de jogar e sei que é um time envol-

vente, com muito toque de bola e a qualidade do jogador sul-americano. Vamos ter problemas, mas também estamos credenciados a ganhar”, analisou Ottmar Hitzfeld. Reinaldo Rueda, treinador do Equador, vem adotando a estratégia de jogar o favoritismo na conta do adversário. “A Suíça chega como favorita para este confronto, pois foi cabeça-dechave, brilhou nas Eliminatórias e possui um grupo de muita qualidade, com jogadores que atuam nos grandes times da Europa. Portanto, se der a lógica será ruim para o meu time. Porém, nós sabemos que no futebol a normalidade muitas vezes passa longe e o Equador está preparado para aproveitar possíveis oportunidades”, observou Rueda. Em termos de escalação, nenhuma das equipes está definida. Na Suíça a principal dúvida é na defesa: o jovem Fabian Schär e Johan Djorou disputam para ver quem será o companheiro do xerife Philippe Senderos. Pelo lado do Equador, o atacante Jefferson Montero, reclamando de fortes dores na coxa direita, fará um teste de vestiário. Se for vetado, o veterano volante Edison Mendez ganha uma oportunidade e o time passa a atuar no 4-5-1.

Meio campista Xherdan Shaqiri em treinamento para o jogo de hoje


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FOTOS: DIEGO JANATÃ

Olodum anima espectadores na ‘Fan Fest’ A banda baiana foi a atração principal do evento que reuniu na tarde de ontem 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar

BRUNO MAZIERI Especial EM TEMPO

C

erca de 15 mil espectadores, segundo dados do major Wilton Marques da Polícia Militar, marcaram presença na Fifa Fan Fest, na Ponta Negra, para conferir a partida entre Inglaterra e Itália, realizada no início da noite de ontem, na Arena da Amazônia. O evento, que transmite todos os jogos da Copa do Mundo, contou com a presença da banda nacional Olodum em um show que durou uma hora e meia, sendo dividido em duas partes – antes e pós o jogo. Momentos antes de subir ao palco, os vocalistas do grupo baiano Lazinho e Mateus Vidal falaram da experiência de participar do evento em Manaus. “Nós participamos da Copa de 1994. Já estamos acostumados, mas desta vez é completamente diferente. Estamos nos apresentado para o nosso povo, para a nossa gente. Estamos honrados de poder fazer parte deste momento histórico e, principalmente, por estarmos no Amazonas”, diz Lazinho.

Com 16 pessoas no palco – mas tendo 120 ao todo – o grupo preparou um setlist repleto de sucessos. “Não poderia ser diferente. Esse show é para deixar todo mundo animado. Temos a proposta de levar a música da melhor maneira possível, sempre lembrando questões sociais, mas sem esquecer de divertir as pessoas”,

ESTRANGEIROS

Tem sido grande e animada a presença de torcedores estrangeiros no espaço Fifa Fan Fest, montado no anfiteatro da Ponta Negra. Os shows musicais têm contribuído para o grande público conta Mateus Vidal. Hospedados em um hotel afastado da cidade, o grupo afirma que foram recebidos muito bem pelos amazonenses. “O povo daqui sempre nos trata bem. Sem falar do calor, tanto humano como da cidade. Estamos adorando poder ficar perto da natureza. É algo

maravilhoso”, falou. Quando o assunto é futebol, Lazinho é taxativo. “Estamos com uma boa expectativa com relação a seleção do Brasil. Na verdade, acreditamos que eles tem, por obrigação, vencer a Copa deste ano”, comenta, lembrando, ainda, da importância do mundial. “É claro que o país precisa melhorar em muitas coisas, muitos setores, mas não podemos deixar de mostrar que somos educados e temos capacidade de realizar um evento dessa grandiosidade”, finaliza Lazinho. Consumo Ainda sobre o evento, o autônomo José Araújo, 52, afirma que a movimentação tem sido positiva durante as partidas no local. “Tenho conseguido tirar diariamente R$ 200 de lucro vendendo cerveja e refrigerante. Acredito que a iniciativa tenha sido bastante positiva e só tende a melhorar”. Ele ressalta, ainda, que são consumidas 300 caixas de cerveja por dia, um número considerado por ele alto. Vale ressaltar que até o fechamento da edição não tinha havido ocorrências policiais.

O grupo Olodum animou o público que optou por assistir ao jogo em Manaus na Fifa Fan Fest

Manaus encanta turistas Além da presença de amazonenses, a Fifa Fan Fest conta com dezenas de turistas e profissionais estrangeiros que vieram assistir aos jogos ou apenas sentir o clima da Copa do Mundo. É o caso da jornalista Celeste Jones, francesa e que está em Manaus registrando diversos momentos dos jogos. “O brasileiro é sempre muito festivo, receptivo. A organização do evento está de parabéns, animação não falta”. Frequentador de Manaus há 3 anos, o italiano Alessandro – que não quis revelar o

O Olodum dá o “tom” das Copas do Mundo desde 1994

sobrenome – veio a cidade conferir os jogos e encontrar amigos. “Gosto muito dessa manifestação. Claro que como italiano quero que a minha seleção ganhe, mas se não der não tem problema”, frisou antes da partida. Morando na capital há um ano, a estilista colombiana Alejandra Ruiz, 26, levou a família do marido que veio a Manaus especialmente para conferir o torneio. “Sinto que todo mundo tem muito respeito pelos estrangeiros. Estamos felizes pela oportunidade de participar dessa festa”, disse.

Tirolesa movimenta ‘aventureiros’

Cerca de 600 pessoas passam por lá diariamente

Um dos atrativos da Fifa Fan Fest além dos jogos e apresentações musicais, sem dúvida, é a tirolesa montada no local. Com 18 metros de altura e 220 metros de extensão, a aventura tem atraído os mais corajosos. Segundo Luck Carvalho, responsável por coordenar o “brinquedo”, cerca de 600 pessoas passam por lá diariamente. “Para participar, o interessado deve ter mais de 30 quilos e não ter fobia de altura ou ser cardíaco, por exemplo”, disse. Antes do funcionamento, foram três dias de testes e mais de 20 pessoas estão envolvidas nas partes de técnica e prática. “Funcionamos das 14h às 18h e é gratuito. Caso o interessado seja menor de idade, os pais devem assinar uma autorização”. A equipe é formada por integrantes da companhia Índios.com.


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Fluidez e tranquilidade no trânsito ao redor da arena FOTOS: KARLAVIEIRA/SEMCOM

Primeiro grande teste do trânsito para o Mundial foi executado com precisão e responsabilidade pelos agentes de trânsito

Os agentes de trânsito se fizeram presentes por todo o quadrilátero da Copa orientando os condutores e garantindo maior fluidez aos veículos de serviço e particulares próximos à arena

apoio de faixas com avisos de indicação de itinerário. As sugestões de desvios também foram repassadas pelos agentes nos pontos de bloqueios. No total, foram colocados em ação 265 agentes que contaram com o apoio de 71 viaturas para o controle das barreiras instaladas. “Algumas pessoas insistiram em passar por onde não deviam”, disse Lucijane Barros, do setor de Fiscalização do Manaustrans. Quem optou por deixar o veículo em casa, utilizou uma das linhas especiais disponibilizadas pela Superintendên-

Transporte especial disponível Durante toda a Copa do Mundo estará disponível um serviço de transporte gratuito para torcedores com dificuldades de locomoção (idosos, grávidas, cegos, cadeirantes, pessoas com crianças de colo). O transporte será feito com carrinhos elétricos (tipo carrinho de golfe) dos bolsões de estacionamentos com maior número de vagas para deficientes até a entrada dos estádios. Cada pessoa terá direito de utilizar o serviço com um acompanhante e os veículos terão também espaço para transportar cadeira de rodas. Os carrinhos elétri-

INTERDIÇÃO

Avenidas Lóris Cordovil, Constantino Nery, Pedro Teixeira e vias Belmiro Vianez e a Vivaldo Lima tiveram o trânsito interrompido desde as primeiras horas da manhã de sábado cia Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Foram cinco ônibus com linhas diretas ao estádio, disponibilizados em pontos estratégicos: na Praça da Saudade, Praça da Matriz, Centro Cultural Povos da Amazônia, Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e estacionamento da Sefaz. Na avenida Djalma Batista, além dos carros de serviços e de moradores, o trânsito estava liberado para o transporte coletivo garantindo a chegada tranquila dos usuários ao destino. Idosos e cadeirantes puderam utilizar o sistema Transporta, que estava com ônibus partindo do estacionamento da Assembleia Legislativa do Amazonas e também da Djalma Batista.

cos vão atender os torcedores nos estádios das 12 cidades-sede dos jogos: Estacionamentos Chegando ao estacionamento dos estádios, os torcedores que necessitam do transporte devem se direcionar para o espaço onde estarão os carrinhos disponíveis. Terá uma tenda para facilitar a localização e o atendimento será feito por promotores bilíngues. Além disso, voluntários, polícia e a segurança também estarão próximos as estacionamentos dando orientações e para conduzir as pessoas até o local de embarque. MARINHORAMOS/SEMCOM

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planejamento de trânsito feito pela prefeitura para o bloqueio de vias no entorno da Arena da Amazônia teve resultado positivo ontem, durante o primeiro jogo da Copa do Mundo na capital amazonense. A atuação dos agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foi fundamental para que as três fases de interdições planejadas fossem implantadas, sem prejuízos à circulação de outras vias. Na primeira fase, a partir das 6h, foram interditados trechos da avenida Lóris Cordovil, entre a avenida Constantino Nery e a rua Vivaldo Lima; e da avenida Pedro Teixeira, entre a Constantino Nery e a Belmiro Vianez. A Alameda do Samba e a rua Belmiro Vianez foram totalmente fechadas para o tráfego de veículos. Ao meio dia, a avenida Constantino Nery, no trecho entre o viaduto de Flores e a avenida Darcy Vargas, foi interditada. Nesta segunda fase, somente moradores das áreas bloqueadas puderam trafegar com seus veículos. Às 14h, os moradores foram orientados a não circularem com veículos. A prefeitura, por meio do Manaustrans, distribuiu 10 mil panfletos nas residências com informações de acesso durante o fechamento das vias. Na terceira fase, a partir das 14h, a avenida Djalma Batista ficou restrita para a circulação de transporte coletivo e desembarque de passageiros. Os torcedores puderam, então, se dirigir a pé para o estádio com segurança. A orientação para o desvio das vias interditadas foi realizada pelos agentes do Manaustrans já na avenida Torquato Tapajós, com o

Portadores de necessidades receberam atenção especial Ordenamento e orientações agradaram aos motoristas que passaram pelo local horas antes da partida na arena


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‘Arena Capuchinho’ também teve torcida

Clássico entre as seleções da Itália e da Inglaterra esquentou também fora da Arena da Amazônia Vivaldo Lima FOTOS: IONE MORENO

Frei Fulgêncio instalou um telão em uma sala na casa dos capuchinhos para torcer pela Itália

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

M

orando há 50 anos em Manaus, frei Fulgêncio Monacelli já é quase um brasileiro, a não ser nesses raros casos de um jogo da sua terra natal, a Itália. Torcedor da squadra azzurra, ontem o padre deixou seu patriotismo falar mais alto e mesmo sem poder ir à Arena da Amazônia vibrou com cada lance dos jogadores do time italiano e se emocionou com a vitória no jogo. Para não perder nenhum lance da partida, instalou um telão em uma sala na casa dos capuchinhos e ficou ali na sua cadeira de embalo. Frei Fulgêncio assistiu ao jogo sozinho, mas com a sensação de que estava dentro de campo. A todo instante dava palpites sobre os lances, se aborrecia quando os ingleses roubavam a bola e nas jogadas mais emocionantes sequer piscava os olhos. Apesar de admitir que não é nenhum torcedor fanático, falou com entusiasmo da partida. “Espero que o time consiga seguir bem adiante”. Para homenagear os seus conterrâneos, pendurou a bandeira da Itália no mastro da igreja e ainda colocou outra na janela da casa paroquial. A entrada da paróquia também ganhou uma faixa com escrita italiana que dizia: “Os frades capuchinhos acolhem a

delegação italiana e desejam sucesso em sua estadia”. Nascido na cidade de Gualdo Tadino, um município no centro da Itália que fica na região maior de Perúgia, frei Fulgêncio se sente um pouco mais perto de casa quando acompanha o time da sua nação. “Não pude ir à arena, mas estou por aqui torcendo e aguardo uma vitória da

ATENTO

Frei Fulgêncio assistiu ao jogo sozinho, mas com a sensação de que estava dentro de campo. A todo instante dava palpites sobre os lances e se aborrecia quando os ingleses roubavam a bola Itália nesta copa”, disse. Torcida No entorno da igreja, também foi possível encontrar uma grande torcida de brasileiros que estavam apoiando a Itália. Um telão foi instalado pela Secretaria Estadual de Cultura (SEC), no Largo de São Sebastião, e atraiu turistas brasileiros e estrangeiros. Entre os mais empolgados estava o universitário Filipe Magalhães dos Santos, 20, que torcia pela equipe italiana. “Hoje eu sou Itália. Minha torcida por eles começou quando

os ingleses falaram mal de Manaus. E só aumentou quando vi a força tática e a forma defensiva que os italianos estão jogando”, comentou. Acompanhando dos amigos, que estavam torcendo pela Inglaterra, Filipe disse que não iria se intimidar com “os contras”. Mas, questionado caso ocorra um jogo entre Brasil e Itália, o universitário disparou: “Meu coração é brasileiro, não tenho nem dúvida para quem será a minha torcida”. Roda de samba Já no Bar do Armando, tradicional reduto dos turistas nesta Copa do Mundo, durante o jogo o movimento foi tranquilo. Segundo o gerente do local, Roberto Carvalho, desde cedo o fluxo de ingleses no local foi intenso. Somente nas últimas 24 horas seus clientes consumiram 150 grades de cerveja. “Estamos em um dos pontos turísticos mais lindos da cidade e desde o início do mês nos preparamos para receber bem os nossos visitantes. Essa Copa está sendo muito proveitosa”. Para atrair ainda mais os visitantes, principalmente os estrangeiros, após o fim do jogo, o bar promoveu uma tradicional roda de samba. “O que os turistas querem é cerveja, animação e samba, e isso temos aqui de sobra”, completou Roberto, que anunciou já está aguardando a chegada dos croatas e camarões.

Na praça do Caranguejo, no conjunto Eldorado, Zona Centro-Sul, a movimentação foi mais intensa

Ruas da Copa com torcida modesta Nas tradicionais ruas da Copa o movimento de torcedores foi mais tranquilo. Na rua Santa Isabel, na Praça 14, Zona Sul, pouca gente foi acompanhar a partida entre Itália e Inglaterra. Um dos poucos visitantes que se arriscou em ir ao local foi o mecânico Marlon Reis Santiago, 32, que veio com a esposa e os filhos ver a decoração da rua. “Estava querendo mostrar para minha família essa decoração

da Copa, que já é famosa, mas como em dias de jogos do Brasil o fluxo é mais intenso eu decidi vir hoje (ontem)”, comentou. No Morro da Liberdade, a movimentação de torcedores também foi pequena. Apenas alguns moradores acompanharam o jogo no local. Já na Praça do Caranguejo, no conjunto Eldorado, Zona Centro-Sul, a movimentação foi mais intensa. Entre as torcedoras estava

a bancária Camila Costa Souza, 26, que acompanha de amigas escolheu um bar no Eldorado para assistir o jogo. “Não conseguimos ingressos para partida, e como opção decidimos vir assistir o jogo aqui, que é sempre muito animado”. Na avenida Itaúba, na Zona Leste, não foi instalado o telão. Somente nos dias de jogo do Brasil é que a prefeitura irá realizar eventos no local. (IS)


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Impressões de um jogo exemplar

SEMCOM

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Primeira partida em Manaus pela Copa do Mundo deu exemplo de organização e simpatia do povo amazonense

TRICIA CABRAL Equipe EM TEMPO

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caminho até a Arena da Amazônia parecia longo para o confronto entre dois gigantes, Inglaterra e Itália, mas tornou-se muito curto à medida em que visualizávamos no rosto de cada torcedor a alegria de estar a alguns passos de assistir a um jogo da Copa do Mundo. O calor costumeiro era coadjuvante para um dia histórico. Quem, alguma vez, iria imaginar que Manaus não só seria uma das subsedes como também se tornaria uma das cidades mais elogiadas no Mundial? Seja pela simpatia de seu povo hospitaleiro, pela belíssima arena ou pela maneira pacífica como conduziu sua participação na história do futebol, a Cidade Sorriso agradou a gregos e troianos. O carisma do amazonense contagiou turistas brasileiros, ingleses, italianos, portugueses, americanos, entre outros tantos, que vieram assistir aos jogos da Copa em Manaus. Há 1 ano, o que se comentava na cidade era que seleções receberíamos no Mundial. Quando iríamos imaginar que a Arena da Amazônia seria apresentada ao planeta com um confronto entre duas campeãs mundiais? Para quem esperava, no máximo, Bósnia ou Gana mandamos bem. Se não bastasse um clássico internacional, Manaus também

será palco de mais três jogos – Camarões, de Eto’o x Croácia; Portugal, de Cristiano Ronaldo x Estados Unidos, e Honduras e Suíça. Ontem, dia em que a Itália venceu a Inglaterra por 2 a 1, no sufoco, diga-se de passagem, a torcida escolheu a Azzurra para expressar seu carinho, muito em função das declarações negativas sobre Manaus pelo técnico inglês Roy Hodgson, no ano passado. Sim, os ingleses fo-

ALEGRIA

O carisma do amazonense contagiou turistas brasileiros, ingleses, italianos, portugueses, americanos, entre outros tantos, que vieram assistir aos jogos da Copa em Manaus ram vaiados do começo ao fim, principalmente quando Hodgson aparecia no telão. O craque inglês Rooney ficou apático diante do talento do italiano Balotelli. Dentro ou fora da arena, o primeiro dos quatro jogos da Copa do Mundo em Manaus, o que se viu foi um trânsito organizado, policiais educados e orientadores bem treinados. Manaus – a subsede que ninguém apostava – deu uma bela lição ao país do futebol. Pátria amada, Brasil!

Ônibus da seleção italiana passou pela avenida Pedro Teixeira por volta de 16h25

TRICIA CABRAL

Torcedores ingleses, em menor número, compareceram à arena para incentivar jogadores


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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Torcedores agitam Manaus Turistas brasileiros e estrangeiros elogiaram a organização no primeiro jogo na Arena da Amazônia, pela Copa THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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ediando o grande duelo da primeira fase da Copa do Mundo, Manaus foi tomada nos últimos dias por turistas de todos os cantos do planeta, especialmente os torcedores do time da terra da rainha. Antes do confronto, a festa aconteceu no entorno da Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Em total clima de paz, os torcedores que chegavam ao estádio brincavam e cantavam nos bares e lojas de conveniência que se localizam próximo ao palco do jogo. “É contagiante a animação das torcidas. Bem interresante ver que não tem só torcedores das seleções que entrarão em campo. Tem pessoas de todos os países aqui. Esse ingrediente que diferencia a Copa do Mundo”, disse Brenda Coimbra, 20. Feliz com a vitória, a italiana Letícia Bombieri, 22, se apaixonou pela beleza da arena e planeja voltar mais vezes a Manaus. “Só posso dizer que tudo foi incrível. Todos foram supergentis. Os brasileiros torceram para a Itália e isso foi emocionante. Os

Torcedores chegavam à arena com tranquilidade e contagiavam com a animação

voluntários sempre bem-informados. Voltaria a Manaus outras vezes. Valeu tudo a pena”, disse a feliz torcedora da esquadra azzurra. Organização nota dez Com quase 40 mil ingressos vendidos para o clássico, uma preocupação da Fifa

PAZ

Em total clima de paz, os torcedores que chegavam ao estádio brincavam e cantavam nos bares e lojas de conveniência que se localizam próximo ao palco do jogo

era organizar a chegada dos torcedores ao estádio. Montando um esquema que contava com estacionamentos espalhados pelo entorno da Arena da Amazônia Vivaldo Lima e linhas de ônibus que faziam o translado de varias zonas da cidade até chegar ao palco do clássico, os organizadores conseguiram agradar o publico que pres-

tigiou a vitória italiana. “A organização está de parabéns. Ela melhorou bastante em relação aos testes que foram feitos antes do Mundial. Tanto na chegada quanto o atendimento dentro do estádio foram acima do esperado. Isso ajudou a abrilhantar mais o jogo que mesmo não sendo do Brasil, foi emocionante. A ficha só caiu depois que vimos as seleções em campo”, disse a paranaense Raisa Santos que estava acompanhada pelo manauense Francisco Neto. Outra torcedora que aprovou a organização foi a americana Julia Chanin que achou muito tranquilo todo o trajeto que fez até chegar na arena. Um fato que encantou a californiana foi o carinho dos brasileiros. “Tudo foi maravilhoso. Cheguei a Manaus e fiquei na casa de uma família local que me receberam com muito carinho. Dentro da arena, a energia foi muito forte. Guardarei para sempre esse momento no meu coração. Tinha receio porque sabia que alguns brasileiros são contra a realização do mundial, mas percebi que isso acaba quando o jogo começa”, afirmou Julia.

Curiosidade e alegria de sobra Uma família não conseguia esconder a felicidade de estar na Arena da Amazônia no primeiro jogo do grupo D. Conseguindo comprar os ingressos apenas na noite do dia 13, a família Parente é a prova que os brasileiros não desistem nunca. “Fomos sorteados para todos os jogos em Manaus, porém meu pai sofreu um infarto no começo do ano e achamos melhor cancelar porque achamos que ele não estaria recuperado no período da Copa. Graças a Deus ele se recuperou, mas não conseguimos comprar as entradas novamente. Na sexta, meu primo me ligou desesperado falando que tinha comprado quatro entradas. Foi um presente para todos”, explicou a advogada Brunna Carollyne que prestigiou o clássico com seu pai, mãe e primo. Acostumados com a agitação da maior cidade da América Latina, os paulistas Maicon Antonio, 61, e seu filho Daniel, 34, viajaram

para Manaus para sentir a emoção de ver um jogo de Copa do Mundo em plena floresta amazônica. Vindo especialmente para ver o grande clássico que envolveu Itália e Inglaterra, Maicon

Estamos encantados, a cidade é linda. Vimos exclusivamente para ver o grande jogo na Arena mais bonita do país Maicon Antonio, turista de São Paulo

cravou antes da partida que a Azzurra venceria por 2x1. “Essa é a nossa primeira vez em Manaus. Estamos encantados, a cidade é linda. Vimos exclusivamente para ver o grande jogo na Arena mais

bonita do país”, disse. O casal André e Lisandra Losandro também veio para Manaus para torcer pela vitória dos italianos. Se surpreendendo com a mobilização que ocorreu na cidade, os pombinhos também não tiveram nenhum problema para chegar ao estádio. A amazonense Rose Piccioli que moram em Roma há 13 anos, esteve presente no jogo acompanhada de seu marido, filho e sobrinho que são italianos e fãs do time comandado pelo treinador Cesare Prandelli. A data do jogo coincidiu com uma viagem que os mesmo já haviam marcados antes mesmo do sorteio dos grupos do mundial. “Tudo coincidiu para que conseguíssemos assistir a esse jogo. Meu sobrinho entrou na fila para comprar e foi sorteado. Demos sorte”, explicou Rose que ajudou a realizar o sonho do seu filho, Francisco, que é jogador das categorias de base da Roma, tradicional time italiano.


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Parque Amazonense, da O estádio que foi palco dos primeiros jogos do futebol amazonense, hoje se encontra abandonado THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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onstruído em 1906 pelo então governador do Amazonas, coronel Antônio Constantino Nery, o Parque Amazonense, antigo palco do futebol amazonense, primeiramente foi utilizado na prática de outro esporte, o hipismo. O estádio funcionou até 1912 normalmente, porém, começou a cair em decadência junto com o enfraquecimento do ciclo da borracha. Em 1918, após ser repassado para o Dispensário Maçônico, o espaço passou por reformas e começou a ser usado como campo de futebol. O Parque Amazonense substituiu o campo do Bosque Clube, construído pelos ingleses que vieram para Manaus durante o ciclo da borracha. O clássico Rio-Nal foi o jogo mais disputado no Parque, o primeiro foi realizado no dia 13 de julho de 1918. A partida terminou 1x1. Nos anos 60, o estádio foi repassado para o América, clube do histórico treinador Amadeu Teixeira, porém, devido os custos de sua manutenção, foi desativado em 73. Deixando um vazio nos corações dos torcedores que acompanharam jogos lá, o Parque Amazonense ficará para sempre na história do

futebol amazonense e muitos torcem por sua volta. “É triste ver o que fizeram com um palco histórico como o parque. Cheguei a jogar lá quando era atuei pelo América. O estádio guarda memórias dos tempos áureos do esporte aqui”, afirmou o historiador e professor, Francisco Carlos Bittencourt, 61. Carlos fez questão de falar sobre a importância do esporte e o Parque Amazonense nas vidas das pessoas que viveram em Manaus no começo do século 20. “O futebol quando chegou à cidade, só era praticado pelos

MEMÓRIA

Deixando um vazio nos corações dos torcedores que acompanharam jogos lá, o Parque Amazonense ficará para sempre na história do futebol amazonense e muitos torcem por sua volta filhos dos barões da borracha e comerciante. Com a inauguração do estádio, o esporte foi popularizado e serviu para aproximar admiradores, pois começou a unir pessoas de diferentes classes sociais para sua prática”, citou o historiador.

O estádio funcionou até 1912 normalmente, porém, começou a cair em decadência junto com o enfraquecimento do ciclo da borracha

Historiador Francisco Bittencourt ressalta importância do parque

História que ficou para trás Maior palco do esporte no Amazonas até a inauguração do estádio Vivaldo Lima em 1970, o Parque Amazonense sediou partidas históricas, como o confronto entre o tome carioca do Flamengo e a equipe “baré” do Fast Clube em 1950. Até a seleção brasileira de futebol chegou a utilizar o campo como centro de treinamento em uma de suas passagens pelo Estado para disputar um amistoso. O último jogo oficial disputado no Parque Amazonense foi entre as equipes do Rio Negro e do Rodoviário, extinto clube da capital. A partida foi realizada em 8 de julho de 1973. Se no passado o local viveu dias de glórias, hoje a realidade

FIM DE JOGO

O último jogo oficial disputado no Parque Amazonense foi entre as equipes do Rio Negro e do Rodoviário, extinto clube da capital. A partida foi realizada em 8 de julho de 1973 é diferente. O parque está abandonado. A única parte aproveitada do que um dia foi o ponto de encontro de amigos em torno do futebol é uma arquibancada, onde há alguns anos foi construído o 22º Departamento Integrado de Polícia (DIP).

Até a seleção brasileira dos anos 70 utilizou o campo, hoje abandonado

Com a inauguração do estádio, o esporte foi popularizado e serviu para aproximar admiradores


MANAUS, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014

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glória ao esquecimento FOTOS: IONE MORENO

Antigo palco do futebol amazonense, primeiramente foi utilizado na prática de outro esporte, o hipismo

Nos tempos áureos, o Parque Amazonense sediou partidas históricas

Bittencourt fez questão de falar sobre a importância do esporte e o Parque Amazonense nas vidas das pessoas que viveram em Manaus no começo do século 20


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Manaus, capital do mundo A cidade se vestiu ontem de todas as cores e cedeu sua simpatia e hospitalidade a turistas de várias nacionalidades. O mundo veio, viu e curtiu, com a certeza de que na Cidade Sorriso somos um só ALBERTO CÉSAR ARAÚJO R ARAÚJO ALBERTO CÉSA FOTOS: RICAR DO OLIVEIRA

CHICO BATATA/AGECOM

MANAUS, DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014


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Pódio - 15 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu