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Pódio - 14 de julho de 2014

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AGÊNCIA EFE/FOLHAPRESS

Em boas mãos O título de campeã Mundial coroou a seleção que apresentou o melhor futebol da Copa do Mundo no Brasil. Após 24 anos, os alemães voltam ao topo do mundo e reinam nos próximos 4 anos como os donos da melhor bola do planeta Pódio D4 e D5


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014

CHARGE

HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA

O Rei Pelé Ele foi o primeiro jogador a atingir a marca de mil gols, é o primeiro e único a vencer três Copas do Mundo, foi eleito o atleta do século 20, é o maior artilheiro da história da seleção e ainda é conhecido com o Rei do Futebol. Da pequena cidade mineira de Três Corações até o topo do mundo, Pelé começou a trilhar sua carreira vitoriosa no Santos, onde chegou com 15 anos. Seus gols chamaram a atenção do país, quando já marcava muitos gols pelo santos e pela seleção brasileira. Em 1958 foi convocado para sua primeira Copa do Mundo. No Mundial da

Suécia, Pelé assombrou o mundo com golaços e técnica incrível. Marcou 6 gols no campeonato, inclusive um de seus mais emblemáticos, chapelando um zagueiro dentro da área. Pelé era campeão do mundo com apenas 17 anos. Após o Mundial, Pelé explodiu definitivamente pelo Santos. Com Coutinho ao seu lado no ataque, o Rei conquistou todos os títulos que um jogador poderia conquistar. Na Copa de 1962, Pelé sofreu uma contusão muscular no jogo contra a Tchecoslováquia e deu adeus ao torneio. Em 1966, na Copa da Inglaterra,

Pelé era a grande esperança do Brasil pelo tricampeonato. Porém, caçado em campo, sofreu com a marcação dos rivais e viu a seleção ser eliminada ainda na primeira fase. Em um jogo contra o Vasco, em 1969, o Rei finalmente alcançou seu gol 1.000, mas a sua redenção definitivamente viria em 1970. Pelé sabia que seria sua última chance de vencer uma Copa do Mundo e ele não a deixou passar. Pelé liderou seleção do era tri e Pelé coroado como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Em 1977, deu adeus à bola sendo o primeiro e único Rei do Futebol.

* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO

Tabela da Copa do Mundo

6

ARTILHEIRO

JAMES RODRÍGUEZ

COLÔMBIA

GOLS

49

1

CHILE

1

57

SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha

SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã

SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão

SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

OITAVAS DE FINAL

BRASIL

2

0

FRANÇA

COLÔMBIA

1

1

ALEMANHA

58

2

FRANÇA

0

NIGÉRIA

53

PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE

SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha

SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã

50

59

COLÔMBIA

2

URUGUAI

0

HOLANDA

0

1

ARGENTINA

COSTA RICA

0

0

BÉLGICA

PÊNALTIS: HOLANDA 5 X 3 COSTA RICA

SEMIFINAL

51

HOLANDA MÉXICO

2

61

52

BRASIL

1

0

ARGENTINA

ALEMANHA

7

0

HOLANDA

1

COSTA RICA

1

GRÉCIA

1

62

PÊNALTIS: ARGENTINA 4 X 2 HOLANDA

DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco

63

2

ALEMANHA

1

ARGÉLIA

54

QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão

TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão

SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio

60

3º LUGAR

FINAL

SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha

DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã

BRASIL

0

1

ALEMANHA

HOLANDA

3

0

ARGENTINA

TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão

1

ARGENTINA

0

SUÍÇA

55

TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova

64

2

BÉLGICA

1

ESTADOS UNIDOS

56

PÊNALTIS: COSTA RICA 5 X 3 GRÉCIA

Paulo Vinícius Coelho

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

VITÓRIA DO SORRISO O título mundial da Alemanha é merecido. O país que mais fez para revelar jogadores, mantêlos dentro de seu campeonato, ganhar títulos de clubes e de seleções. Mas o futebol total esbarrou numa marcação benfeita, por duas linhas próximas sem espaço para se jogar atrás dos volantes. O retrato do estilo mais moderno também esbarra na falta de espaço e isso foi

o modelo da Copa com maior número de gols da história. Em 56% das partidas, quem teve mais tempo de posse de bola não conseguiu vencer. Durante os primeiros 45 minutos, só Thomas Muller conseguia quebrar as linhas argentinas, jogando atrás delas algumas vezes. A Alemanha quebrou essa regra, mas demorou muito para conseguir isso. A Alemanha mar-

cou 18 gols e foi campeã com o melhor ataque. Um terço de bola parada, mais do que a média do Mundial. Só 23% nasceram de faltas, escanteios e pênaltis. Mario Gotze marcou seu primeiro gol pela seleção alemã no amistoso contra o Brasil, há três anos. E o mais importante de todos na final da Copa, um jogo depois de massacrar a seleção brasileira. Comemorou sorrindo. Contraste com o choro do

Brasil e depois da derrota da Argentina. Pela terceira Copa seguida, não venceu o time do craque, mas o conjunto. O melhor do Mundial ficou em terceiro lugar, Arjen Robben. E Neymar, que teria mesmo dificuldade para ser protagonista aos 22 anos, sucumbiu pela ausência de jogo coletivo. A lição da Copa é que o futebol total, em conjunto, é o que faz sorrir.

Mario Gotze marcou seu primeiro gol pela seleção alemã no amistoso contra o Brasil, há 3 anos. E o mais importante de todos na final da Copa, um jogo depois de massacrar a seleção brasileira


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014

Na Série D, Ituano chega como um dos favoritos Ao bater o Santos na final da última edição do campeonato paulista, o Ituano é apontado como um dos favoritos ao acesso ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

Ituano-SP

F

inalizada a Copa do Mundo de 2014, o PÓDIO continua a peleja e hoje traz um breve resumo das equipes do grupo A7 da Série D, a única competição nacional em que o Amazonas tem um representante no segundo semestre deste ano. O Princesa do Solimões estreia na competição no próximo domingo, diante do Santos-AP. Com representantes de cinco Estados - Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Paraná - o grupo A7 abriga o campeão paulista de 2014. Favorito a uma das duas vagas, o Ituano tem ao seu lado o Brasil, a Cabofriense, o Guarani de Palhoça e o Maringá.

Campeão paulista de 2014 em cima do Santos nas cobranças de grandes penalidades, o Ituano chega para disputar a Série D com moral. Esta é a segunda vez que o clube participa do certame nacional, mas a primeira como um dos grandes favoritos ao acesso à terceira divisão.

Desfalcada principalmente do comandante do estadual, Doriva, que assumiu a equipe do Atlético-PR para o decorrer da Série A, o técnico de Galo é Fahel Júnior, que após a realização de três amistosos, deu indícios do time que deve inicar a competição nacional. A equipe deve formar com Diego;

Alex, Luizão, Airton e Diogo; Gercimar, Jackson Caucaia, Clayson e Cristian; Marcelinho e Ricardinho. O meio-campista Cristian é a principal estrela do elenco do Galo. A estreia do time na Série D será contra o Brasil de Pelotas, no próximo sábado (19), às 14h, no Novelli Junior, em Itu.

Brasil-RS Treinando desde o dia 5 de maio, o time gaúcho fez vários amistosos antes da sua estreia na Série D. O comandante da equipe é o treinador Rogério Zimmermann. O Brasil disputa a competição por ter sido rebaixada na Série C de 2013. A estreia do time Xavante será contra o Ituano, atual campeão Paulista, no próximo sábado, dia 19. O sonho de regressar às principais di-

visões começará no estádio Novelli Júnior, às 14h, na cidade de Itu. Paralelamente, o Brasil também disputará a Copa RS, que terá início no próximo mês. O Brasil de Pelotas acertou com seu principal reforço para a competição nacional na semana passada. Trata-se de Jenner Zottele, mais conhecido como Zotti. Aos 29 anos, o jogador chega com status de titular e conta com passa-

gens pelo Atlético-MG, Ipatinga e Cabofriense, adversário do Xavante na primeira fase da Série D. Seu último clube foi o CRAC-GO. O lateral esquerdo Eduardo Brock foi outro jogador contratado para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. O atleta de 23 anos tem passagens por Grêmio, Juventude, Novo Hamburgo e mais recentemente o Aimoré.

Cabofriense-RJ De olho em uma vaga na Série C de 2015, a Cabofriense se prepara desde o dia 2 de junho para a estreia na Série D do Brasileirão, que acontece no dia 20 de agosto. Enquanto os jogadores treinam diariamente em dois turnos para a competição nacional, a diretoria do clube se movimenta para reforçar ainda

mais o elenco. Ao todo, o clube já anunciou 11 reforços para a disputa da Série D do Brasileirão. Ernani, Pessanha, Léo Silva, Marcel, Marcelo Régis, Caio Cezar, Nill, Jones, Sassá, Kaká e Santiago chegaram para compor o grupo com os demais jogadores que ficaram após o término do Cariocão.

O técnico do clube carioca é o remanescente da campanha do estadual Alexandre Barroso. A Cabofriense estreia na Série D diante do Guarani de Palhoça, no estádio Alair Correa, em casa. A equipe garantiu vaga para a competição nacional após terminar o campeonato estadual na quarta colocação.

Guarani de Palhoça-SC Debutante na Série D, o Bugre Palhocense estreia na competição no dia 19 de julho contra a Cabofriense, no Rio de Janeiro. A estreia em casa será no dia 27 de julho diante do Maringá. O time vive situação inusitada. Apesar de

disputar a última divisão do campeonato nacional, a equipe do interior catarinense disputará, simultaneamente, a segunda divisão do certame local. Fundado em 15 de fevereiro de 1928, o Guarani se profissionalizou somen-

Maringá-PR Fundado há apenas quatro anos, o Maringá disputa sua primeira competição nacional na história. Sob o comando de Claudemir Sturion, a equipe abriu o caixa e se reforçou bastante para disputar a Série D do campeonato brasileiro. O goleiro Daniel Oliveira (ex-Arapongas – PR); o zagueiro Gustavo (ex-Marcílio Dias – SC); os laterais Thiago Gasparino (ex-Monte Azul - SP) e Paulinho (ex-Metropolitano – SC); o

volante Eurico (ex-Brusque – SC); e os meio-campistas Rafael Mineiro e Ruy (ambos ex-Arapongas – PR), além do atacante Eydison (ex-Brusque – SC) são algumas das aquisições feitas pelo clube paranaense. Do time vice-campeão no Campeonato Paranaense deste ano, ficaram o goleiro Ednaldo; os zagueiros Fabiano, Marcelo Xavier e Juninho; os laterais Fernandinho e Luan; O lateral direito Klisley; os volantes Zé Leandro

e Serginho Paulista; o meiaatacante Max; e o atacante Felipe, que já atuou no campeonato amazonense em 2013, quando o Princesa derrotou o Nacional na final. A equipe titular deve formar com Ednaldo; Serginho Paulista, Fabiano, Juninho e Fernandinho; Zé Leandro, Almeida, Eurico e Max; Eydison e Baiano. A estreia do Maringá será na segunda rodada, às 16h, no estádio Renatão, em Palhoça-SC, contra o Guarani.

te em 2000. Treinado por Amaro Junior, o clube mandará seus jogos no estádio Renato Silveira, na cidade de Palhoça. A vaga para a Série D foi conquistada após o clube disputar a Copa Santa Catarina e terminar na terceira colocação.


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Após 24 anos de jejum

é tetracampeã Com a vitória sobre a Argentina por 1 a 0, os alemães repetiram o Brasil e a Itália e conquistaram o tetracampeonato 24 anos depois do último título

E

ssa foi realmente a Copa das Copas para a Alemanha. No Brasil, a seleção se sentiu em casa. Construiu o seu próprio centro de treinamento, dançou com índios e vestiu a camisa de clubes locais. Para completar, superou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final da Copa do Mundo, no Maracanã, e garantiu o tetracampeonato mundial. O gol histórico foi marcado por Gotze. Para os argentinos, este Mundial teve o mesmo desfecho daquele de 1990. Perderam novamente uma final para a Alemanha. Os sul-americanos já começam a ser fregueses dos europeus, já que, caíram diante do mesmo adversário nas quartas de final de 2006, nos pênaltis, e de 2010, com uma goleada por 4 a 0. Desta vez, a Alemanha encontrou tantas dificuldades quanto em 2006. Viu uma Argentina bem postada na defesa e disposta contra-atacar com o talento de Lionel Messi. O grande destaque da partida, entretanto, foi Gotze, que aproveitou um cruzamento de Schurrle aos sete minutos no segundo tempo da prorrogação, matou no peito e bateu cruzado para fazer o gol do título. Campeã em 1954, 1974, 1990 e agora 2014, a Alemanha chegou à quarta conquista 24 anos após a terceira, exatamente como haviam feito a

também tetracampeã Itália e o pentacampeão Brasil. O jogo Na semifinal, Bernard foi escalado no Brasil para jogar na ponta direita aproveitar a lentidão de Höwedes, que atua pela esquerda do setor defensivo alemão. A Argentina apostou nisso no começo da final. Com mais qualidade do que o Brasil, Zabaleta e os

INCENTIVO

Antes de entrar em campo e marcar o gol do título da Copa do Mundo, Götze ouviu um pedido do técnico da Alemanha. “Mostre que você é melhor que o Messi”, foi o que disse Joachin Löw para o atacante atacantes argentinos começaram o jogo aproveitando esses espaços, e esse era o escape argentino contra a pressão alemã. Apesar da maior posse do time europeu no início, foi exatamente por aquele espaço “vazio” que Lavezzi surgiu livre para cruzar para Higuaín, que marcou aos 29 minutos. O lance foi anulado corretamente por impedimento. Na defesa, a Argentina formava uma linha de cinco defensores, com Mascherano recuado, para tentar evitar que

o toque de bola alemão resultasse em passe profundo para alguém livre na área. Na única oportunidade que a formação abriu espaço, Romero fez bela defesa em chute de primeira de Schürrle. Além dessas chances, outras duas boas na primeira etapa: para a Alemanha, Höwedes acertou a trave após escanteio; do outro lado, Higuaín recebeu livre, após cabeçada para trás de Kroos, mas bateu torto cara a cara com Neuer. Na segunda etapa, Messi, logo de cara perdeu ótima chance, nas costas de Boateng, batendo cruzado rente à trave de Neuer. Ele sabia que teria que chamar a responsabilidade no ataque para dar o tão sonhado título Mundial a seu país. Mas não conseguiu. Pela terceira final seguida, 90 minutos não bastaram para definir o novo campeão Mundial. A Alemanha tentou repetir a tática imposta contra a Argélia: gol logo de cara, e de novo com Schürrle. Mas, dessa vez, Romero evitou. A solução, então, foi repetir o que a Argentina tentou antes: lançamento para a área para um atacante livre. Götze, matou no peito, bateu forte e baixo. A bola passou por Romero. Lembrou o gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação da final de 2010. Assim como há quatro anos, um chute cruzado decidiu a Copa do Mundo no final do tempo extra. Götze entra para a história saindo do banco.

Capitão da Alemanha, Philipp Lahm era um dos mais emocionados com o título da seleção após a vitória sobre a Argentina, por 1 a 0, na prorrogação. Um dos líderes da atual geração alemã, o lateral comemorou o fato de ter realizado um sonho de infância neste domingo. “Estou em plena carreira. A

primeira Copa que participei foi em 1990, quando criança e já virou um sonho ganhar a Copa. E agora cheguei ao sonho”, disse em entrevista exibida pelo SporTV. O lateral também falou sobre a trajetória da geração alemã até o título na Copa. Para Lahm, os últimos dois anos da seleção foram incríveis e o

JUCA KFOURI

crescimento da Alemanha como equipe foi um dos pontos altos. “Para nós, os últimos dois minutos foram incríveis. Foi inacreditável. Não importa talentos individuais, tem que ter uma boa equipe. Fomos crescendo, continuamos nosso caminho e fomos campeões”, analisou.

FOLHAPRESS

Lahm comemora sonho de criança

O capitão da Alemanha, Philipp Lahm, não largou a desejada taça de campeão Mundial

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Um tetra épico Pela primeira vez um time não precisa de pênaltis para chegar ao tetra. Os alemães mereceram por tudo ACABOU A COPA que se imaginava um vexame fora dos estádios e uma apoteose brasileira dentro, com a consagração do hexacampeonato.Deu-se exatamente o inverso. A seleção brasileira registrou seu maior fiasco em 100 anos de história e, embora a Copa tenha sido, futebolisticamente falando, de grande qualidade, o legado esportivo que deixa é a tardia, e urgente, reforma de métodos de gestão na podre

estrutura de poder da CBF e suas apaniguadas federações, com a tradicional cumplicidade dos clubes, todos, perdão,pelo chavão, farinhas do mesmo saco da corrupção e incompetência. Ganhou a Alemanha, exemplo de racionalidade em busca da excelência, capaz de em apenas 14 anos dar a volta por cima, retornar ao pódio sem jamais ter deixado de disputar as primeiras posições. Chega ao tetra 24 anos depois de seu tri, a exemplo do que

fizeram as seleções do Brasil e da Itália no mesmo espaço de tempo, com a diferença de tê-lo conquistado com bola em andamento, graças ao golaço de Goetze no segundo tempo da prorrogação de um jogo épico no Maracanã, disputado palmo a palmo, com domínio germânico, melhores chances argentinas e um pênalti de Neuer em Higuaín não assinalado. A Alemanha tem um timaço, repleto de craques, muitos mais que a aguerrida Ar-

gentina, cuja única andorinha não pode mais fazer verão nem lá nem em time nenhum do mundo, porque cada vez mais o futebol é coletivo e depende menos de individualidades, por melhores que sejam e por mais que sigam fazendo diferença. De certa forma o Maracanã acabou por viver outro Maracanazo, mas agora em castelhano. Porque foi desolador ver como ficaram os hermanos em seu último tango no Rio.

A Alemanha te um timaço, repleto de craques, muitos mais que a aguerrida Argentina, cuja única andorinha não pode mais fazer verão nem lá nem em time nenhum do mundo


m, Alemanha

D5

FICHA TÉCNICA

Mundial

ALEMANHA ARGENTINA

1 0

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schurrle); Muller, Kroos e Ozil (Mertesacker); Klose (Gotze) Técnico: Joachim Low ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio) Técnico: Alejandro Sabella Cartões amarelos: Schweinsteiger e Howedes (Alemanha); Mascherano e Aguero (Argentina) Gol: ALEMANHA: Gotze, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação

Alemães comemoram o quarto título Mundial no gramado do templo do futebol, o Maracanã

Alemanha vence na Ámerica

Copa iguala recorde de gols O Mundial de 2014 ganhou um argumento a mais para ser considerado a Copa das Copas. Com o gol marcado por Götze aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação, o torneio igualou o recorde histórico de bolas nas redes da história da competição. Até então, a Copa com mais gols havia sido a de 1998, disputada na França, quando

Tostão

houve 171 estufadas nas redes em 64 partidas (média de 2,67 por jogo). O Mundial de 2002 (Coreia do Sul e Japão) teve 161 movimentações de placares, e o de 2006 (Alemanha) teve 147. A Copa de 1998 teve 36 partidas com três ou mais gols, três a menos do que a edição deste ano. Houve 19 empates, contra apenas 13

do Mundial de 2014. O gol que fez da Copa de 2014 a recordista neste aspecto ainda confirmou a Alemanha como melhor ataque da competição. O time europeu marcou 18 vezes, dez a mais do que a finalista Argentina. O segundo time mais eficiente do Mundial é a Holanda (15 bolas nas redes), e a Colômbia anotou 12.

Mario Gotze comemora o gol que deu o título à Alemanha

A Copa do Mundo do Braisl teve mais uma quebra de escrita. Ao bater a Argentina, a Alemanha foi a primeira seleção da europa a conseguir ganhar um Mundial em continente americano. Antes disso, só a Espanha tinha conseguido ganhar fora da Europa, em 2010, na África do Sul. Nas vezes em que a Copa foi disputada no continente americano, só sulamericanos tinham sido campeões. Foi assim em 1930 e 1950, com Uruguai campeão dentro de casa e no Brasil, em 1962 e 1970, com Brasil campeão no Chile e no México, em 1978 e 1986, com Argentina ganhando em casa e no México, e com o tetracampeonato brasileiro nos Estados Unidos em 1994.

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Título merecido Foi uma Copa espetacular, inesquecível Apesar dos sete gols contra o Brasil, a Alemanha mostrou a mesma dificuldade de outras partidas, de criar chances de gol, mesmo com o domínio do jogo e da bola. Já a defesa da Argentina, tão criticada antes do Mundial, foi, mais uma vez, o ponto forte. Seus defensores são melhores do que diziam, além de serem muito bem protegidos pelo meiocampo. Como a Argentina não conseguiu contra-atacar bem, houve poucas chances de gol dos dois lados, e o jogo terminou em

0 a 0. Na prorrogação, em uma bela jogada de Schürrle, Götze fez um belo gol. Os destaques foram os zagueiros Boateng, Hummels e Garay. A Argentina merece aplausos, por enfrentar, no mesmo nível, a Alemanha e ter tido chance de vencer. Por seu talento, Messi foi discreto. O time alemão começou a se formar em 2006. Esperou chegar ao mais místico estádio do mundo, para ser campeão. Enquanto isso, no Brasil, por causa do marketing espetacu-

loso, da indústria do entretenimento e da prepotência, as coisas aconteceram antes dos fatos. O time ganhou a Copa das Confederações como se tivesse vencido a Copa do Mundo. Teve uma atuação heroica, contra a Espanha, no momento errado. Não dá para ser herói dois anos seguidos. A turma do oba-oba, por desconhecimento e/ou por otimismo exacerbado e/ou para aumentar a audiência, foi cúmplice dessa mentira. Raríssimos foram os que, antes do Mundial,

criticaram Felipão e o time, como Mauro Cezar Pereira, da Espn Brasil. Antes do Mundial e até o jogo contra a Alemanha, a maioria estava otimista com o Brasil, por entender que seria uma enorme vantagem decidir em casa, mesmo contra seleções mais fortes e sem ter apresentado um futebol convincente nos cinco primeiros jogos. Agora, a maioria dos que eram otimistas critica os que não conseguiam enxergar a realidade.

O time alemão começou a se formar em 2006. Esperou chegar ao mais místico estádio do mundo, para ser campeão

FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS

MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014

Prêmio de consolo: Messi é eleito o melhor da Copa T

erminada a final da Copa do Mundo, a Fifa entregou os prêmios individuais da competição. Com a cara fechada após uma atuação abaixo do esperado na decisão, Messi, ganhou o prêmio de melhor jogador. Sorridente com o título, o alemão Manuel Neuer foi o goleiro mais eficiente. Decisivo em boa parte do Mundial, Messi apareceu pouco na semifinal, apesar do triunfo nos pênaltis sobre a Holanda. Na derrota por 1 a 0 para a Alemanha, o craque teve bons momentos, mas mostrou limitação física e não conseguiu resolver para seu time. Já Neuer manteve o ótimo nível apresentado ao longo de toda

MOACYR LOPES JÚNIOR/FOLHAPRESS

Colombiano comemorando um dos seus seis gols na Copa

a competição. O goleiro teve segurança nas bolas que chegaram à sua meta e demonstrou eficiência nas sempre precisas saídas do gol. Terminou o Mundial tendo buscado a bola na rede em quatro oportunidades. Promessa O prêmio de melhor jogador jovem da Copa do Mundo foi concedido dado ao volante francês Paul Pogba, de 21 anos. Para conquistar o prêmio, o camisa 19 francês superou o companheiro Raphaël Varane, zagueiro, e o meia holandês Depay. No Mundial, Pogba começou quatro das cinco partidas da França, entrando na outra ainda

no primeiro tempo. Autor de gol na vitória contra a Nigéria nas oitavas de final, ele é considerado pela imprensa francesa como o futuro do futebol do país. Pogba já deixou há muito tempo de ser uma promessa. Formado nas categorias de base do Le Havre, ele trocou o clube francês pelo Manchester United aos 16 anos, em acordo polêmico, que chegou a ser investigado pela Fifa. Sem receber oportunidades em três temporadas na Inglaterra, o meio-campista não hesitou e arrumou as malas, assinando com a Juventus em 2012. No clube italiano, Pogba ganhou status de estrela exibindo técnica, imposição física e excelente finalização.

FOTOARENA/FOLHAPRESS

O goleiro alemão Manuel Neuer recebe Luva de Ouro e o volante francês Pogba é o melhor jogador jovem do Mundial

Manuel Neuer e Lionel Messi recebem a premiação após a final da Copa do Mundo no Brasil

James é o artilheiro do Mundial

Colômbia leva prêmio Fair Play

Neymar levou a Chuteira de Bronze como 3° principal artilheiro da Copa do Mundo. Ele ficou na frente de Lionel Messi, que também anotou quatro gols, em razão de ter disputado menos jogos. Thomas Müller (cinco gols), ficou com a Chuteira de Prata. O artilheiro e dono da Chuteira de Ouro é James Rodríguez, da Colômbia, com seis tentos marcados em cinco jogos disputados.

A Colômbia não passou em branco está Copa do Mundo. Pode até parecer ironia, mas a Fifa anunciou que a seleção defendida por Zúñiga ganhou o prêmio Fair Play (jogo limpo). Pelo regulamento , disputam a honraria apenas as seleções que alcançaram, pelo menos, as oitavas de final do Mundial. Zúñiga foi o responsável por

O último sul-americano a ser artilheioro de uma Copa foi Ronaldo, autor de oito gols em 2002. O uruguaio Diego Forlán anotou cinco em 2010 e dividiu o topo dos goleadores com Thomas Müller, David Villa e Wesley Sneijder. O recordista de gols em uma Copa é o francês Just Fontaine, que anotou 13 em 1958. O segundo é o alemão Gerd Müller, que fez dez em 1970.

encerrar a participação de Neymar no Mundial. Nos minutos finais da partida diante do Brasil, o jogador acertou uma joelhada nas costas do principal astro da seleção, que sofreu uma fratura na terceira vertebra lombar. Na ocasião, o árbitro espanhol Carlos Velasco aplicou a lei da vantagem e não advertiu o lateral direito.


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Jogadores apoiam

permanência de Felipão L

uiz Felipe Scolari não quer sair da seleção brasileira, tanto que se colocou à disposição da CBF para continuar no cargo. No seu último discurso nesta Copa do Mundo, falou para seus jogadores erguerem a cabeça pensando em 2018, e ganhou apoio para permanecer. Uma das principais esperanças de evolução para daqui quatro anos, no Mundial da Rússia, Oscar foi um dos que apoiou a continuidade do trabalho de Luiz Felipe Scolari. “O Felipão tem condições de continuar e é lógico que quero que ele continue. Já ganhou Copa do Mundo pela seleção, chegou a semifinais e é um grande cara”, disse, mostrando-se irritado com os questionamentos ao chefe. Reciclagem? Mesmo com as críticas ao final da campanha brasileira na Copa, o treinador disse não precisar de reciclagem e lembrou a própria trajetória. “Disputei três Copas do Mundo e sempre cheguei entre os quatro melhores. Ganhei uma e cheguei na semifinal nas outras duas. Portanto, não estou em uma situação em que possa ficar lamentando a minha vida inteira. No futebol, muitas vezes um minuto ou uma situação qualquer invertem tudo”, afirmou. O treinador voltou a afirmar que a campanha do Brasil foi positiva, ape-

DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS

Em coletiva após a derrota para a Holanda por 3 a 0, técnico canarinho negou que suas estratégias estejam ultrapassadas sar da humilhante derrota diante da Alemanha. “O resultado de 7 a 1, como já falamos, é o pior da história. Sei disso, mas tenho que ver o lado positivo. Nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, não chegamos entre os quatro melhores, algo que conseguimos agora. Eu vejo meu lado positivo. A pessoa que cai e não levanta é derrotada”, declarou. Questionado se precisa se

O Felipão tem condições de continuar e é lógico que quero que ele continue. Já ganhou Copa do Mundo pela seleção, chegou a semifinais e é um grande cara Oscar, jogador da seleção brasileira

reciclar no exterior, o técnico negou. “Eu? Em 2013, ganhei a Copa das Confederações. Isso significa que os outros treinadores deveriam ter vindo se reciclar no Brasil? Não. Ganhamos a Copa das Confederações e ficamos entre os quatro melhores do Mundial. Nossa equipe tem uma dificuldade a mais porque estamos revelando menos e o time ainda é novo”, alegou.

Seleção posta mais que finaliza Em quarto lugar e com um futebol muito abaixo da expectativa, a seleção brasileira deixou a Copa do Mundo disputada em casa sob críticas e diante de uma crise dentro de campo. Fora das quatro linhas, no entanto, um desempenho pode ser considerado positivo: a participação nas redes sociais. Com muito Instagram e pouco ataque, os jogadores do Felipão postaram mais no site de compartilhamento multimídia do que finalizaram na Copa: foram 500 fotos contra 111 chutes a gol, um valor quatro vezes e meio maior. Em campo, o campeão foi Neymar: o atacante chutou

18 vezes a gol e, mesmo lesionado e fora dos dois últimos jogos, terminou o Mundial como a artilheiro da seleção. Na internet, David Luiz levou o título: o zagueiro cabeludo postou 55 fotos. Título Longe do pódio nos gramados, a seleção pode comemorar o título nas redes sociais. Até a disputa de terceiro lugar contra a Holanda, os jogadores brasileiros acumulavam mais de 65 milhões de curtidas nas 500 fotos postadas. O conteúdo para agradar os torcedores e fãs era dos mais variados. Desde postagens patrocinadas até mensagens de luto

por morte de ex-companheiros, os comandados de Felipão colocavam fotos de refeições, vídeo com roupeiro dançando e declarações de amor para namoradas e esposas após tanto tempo longe de casa. Motivo não faltava para postar. Ainda assim, a interação em excesso no Instagram não pode ser classificada como uma coisa ruim. A Alemanha, por exemplo, se destacou nas redes sociais com fotos, vídeos e até mensagens em português e chegou à final. O time de Neur, Muller, Podolski e Kroos ainda é apontado como favorito na disputa contra a Argentina. DIVULGAÇÃO

FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS

‘Ciclo na seleção acabou’, diz Fred

O atacante Fred fez apenas um gol na Copa do Mundo e tem sido perseguido pela torcida

“Já deu”. Foi assim que o atacante Fred falou sobre seu futuro na seleção brasileira após a Copa. Junto com o técnico Luiz Felipe Scolari, ele foi o único que teve uma vaia individualizada na partida de sábado (12), mesmo começando o jogo no banco. Ele também passou a Copa inteira sendo criticado por não se movimentar muito em campo.

“Aqui no Brasil se faz muito isso. Quando se ganha, criam um Deus. Quando perde, culpam um ou dois. A culpa é de todos por esses resultados, coletiva”, disse o jogador do Fluminense. Completando 31 anos em outubro, Fred não pretende mais vestir a camisa da seleção, mas ainda acha que pode jogar em alto nível no Tricolor Carioca.

“Hoje falaram muito que não me movimentava, mas se eu voltar ao meu clube e marcar muitos gols, vão falar que não estavam passando a bola para mim”, disse o jogador. Ainda sobre tática, respondeu com um simples “não” quando perguntado se sentiu-se muito isolado no ataque no esquema de Luiz Felipe Scolari.

Neymar publica foto do almoço dos jogadores da seleção no aplicativo de fotos Instagram


MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014 WANDER ROBERTO/INOVAFOTO/GAZETA PRESS

Jogadores da Alemanha em pé (da esquerda para a direita): Manuel Neuer, Mats Hummels, Toni Koos, Miroslav Klose e Boateng; Agachados: Kramer, Lahm, Howedes, Thomas Muller, Bastian Schweinsteiger e Mesut Ozil

TETRACAMPEÃ MUNDIAL - 2014

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FIFA FAN FEST

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Grupo Babado Novo animou o público no último Fifa Fan Fest

vai deixar saudade Mais de 30 mil pessoas comemoram a vitória da seleção da Alemanha, que garantiu o quarto título Mundial do país THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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tão esperada final da Copa do Mundo Fifa 2014 aconteceu na tarde de ontem (13) e consagrou o futebol alemão com seu quarto título mundial. A conquista premiou a geração de jogadores encabeçada pelo capitão Philipp Lahm e o “maestro” Bastian Schweinsteiger, que já buscavam esse objetivo desde o torneio de 2006 que foi realizado na própria Alemanha. Em Manaus, a torcida adotou o país europeu após a eliminação da seleção do Brasil. Muitos chegaram a afirmar que essa foi a melhor seleção de futebol que surgiu nos últimos 20 anos. Na Fifa Fan Fest, mais de 30 mil pessoas pularam para comemorar o gol marcado pelo meia atacante Mario Gotze no final do segundo tempo da prorrogação, que garantiu a vitória. Durante a

Na Fifa Fan Fest, mais de 30 mil pessoas pularam para comemorar o gol marcado pelo meia atacante Mario Gotze

partida, a torcida mostrava confiança na vitória da equipe comandada pelo estrategista Joachim Low. “Apesar de ter vencido a nossa seleção, a Alemanha conseguiu conquistar a torcida dos brasileiros com o carinho que tiveram com os torcedores por todos os lugares que passaram. Eles deram show dentro e fora de campo. Mostraram o melhor futebol entre todas as equipes que disputaram a Copa do Mundo e merecem ser campeões”, disse o aposentado José Fernando, 67, que lembrou que os jogadores alemães também aproveitaram a competição para conhecer bem o Brasil. Visitaram vários pontos turísticos e se deliciaram com as belezas naturais do país. Hermanos, não! Outro fato que motivou os manauenses a apoiarem os germânicos foi não querer ver a seleção de Messi e companhia campeã em pleno Maracanã. Para o professor Paulo Alves, 36, esse foi o principal

motivo que o fez torcer pela Alemanha, apesar de terem acabado com o sonho do hexacampeonato da seleção canarinho. “Fico triste com o que aconteceu com a seleção do Brasil, mas somos brasileiros e não desistimos

A MELHOR

Em Manaus, a torcida adotou o país europeu após a eliminação da seleção do Brasil. Muitos chegaram a afirmar que essa foi a melhor seleção de futebol que surgiu nos últimos 20 anos nunca. Alemanha e Argentina fizeram por merecer chegar à final desta Copa porque são dois times que lutam até o final. Eu acredito que a Argentina teve um caminho mais fácil até chegar à decisão. Vou torcer pela Alemanha mesmo lembrando que eles tiraram os nossos sonhos, mas pior vai ser aturar os

argentinos se conquistarem um Mundial em solo brasileiro, em nossa casa”, afirmou o professor. A festa foi total quando o árbitro italiano Nicola Rizzoli botou ponto final do confronto. O público que estava presente explodiu de alegria e começou a aplaudir a nova detentora do troféu mais desejado do mundo. Até mesmo os poucos torcedores argentinos que estavam no local reconheceram que o adversário mereceu o título. Foi o caso do estudante universitário Antonio Marques, 24, que estava torcendo pela vitória dos hermanos porque é fã do camisa 10, Lionel Messi. “No final das contas, a Alemanha mereceu o título. Eles jogaram mais e buscaram a vitória. Espero que o Messi, antes de encerrar a carreira, consiga vencer uma Copa do Mundo”, falou o torcedor.

Festa entrou pela noite Antes da Copa do Mundo, os alemães homenagearam o Clube de Regatas do Flamengo lançando um uniforme inspirado no do time carioca. Isso fez com que muitos torcedores da tradicional equipe brasileira começassem a torcer pela Alemanha no torneio. Na final do Mundial, a presença dessa torcida foi marcante no evento da Fifa. Muitos torcedores rubro-negros estavam presentes empurrando a equipe europeia. Era o caso do funcionário público César Oliveira, 39. “Estou torcendo pela Alemanha

porque eles fizeram homenagem ao meu time, o Flamengo. Então vim aqui torcer pela vitória deles. Deu certo, jogaram bem e se consagraram campeões”, afirmou César que reformou a ideia de que os nossos hermanos não poderiam vencer a Copa no Brasil. Logo após o término da última partida da Copa do Mundo, o ritmo baiano do axé tomou conta da praia da Ponta Negra. No palco da Fifa Fan Fest, as bandas Babado Novo e Jammil e uma noites embalaram a festa e levantaram o público presente no local. A torcida aproveitou o domingo, mesmo sob a forte chuva que caiu na cidade.


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Bares lotados

O bom retrospecto do time alemão levou grande número de pessoas aos bares da cidade

com fãs do futebol alemão

Otimismo tomava conta dos torcedores que encheram os tradicionais bares germânicos da cidade para torcer pela Alemanha THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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a tarde de ontem (13), muitos manauenses foram prestigiar a grande final da Copa do Mundo Fifa 2014 nos tradicionais bares alemães da cidade. Dois especialmente ficaram lotados de torcedores que esperavam confiantes uma vitória da seleção da Alemanha. No Frankfurt Bar, rua Palm Adam, Conjunto Shangrilá 3, Parque 10, Zona Centro-Sul, os torcedores começaram a chegar cerca de duas horas antes do pontapé inicial do confronto. Caracterizados com adereços típicos o país europeu, os fãs do belo futebol apresentado pelo time alemão esperavam que finalmente o quarto título mundial fosse conquistado pela equipe comanda pelo treinador Joachim Low. “A seleção da Alemanha mostrou o futebol mais eficiente deste torneio. Tenho certeza que eles vão vencer”, disse a administradora Andreia Mota, 22. Com o começo da partida, o clima de festa diminuiu e deu lugar ao nervosismo. Para muitos torcedores, era impossível tirar os olhos da televisão. Esse era o caso do economista Alberto Noronha, 24. Apaixonado por futebol e admirador do futebol jogado pelos alemães, o torcedor fez questão de explicar porque foi acompanhar a final no local. “Achei mais legal vir assistir ao jogo aqui porque posso torcer com outros torcedores alemães, comer uma comida gostosa típica do país e ainda festejar a vitória

que provavelmente vem, com muita cerveja”. Outro torcedor que estava no local era o estudante de engenharia civil, Victor Sanchez, 22, que não escondia a sua preferência pelo time germânico. O jovem viajou para o Rio de Janeiro para acompanhar a partida entre Holanda e Argentina e sofreu com as gozações argentinas após a histórica derrota sofrida pela seleção brasileira por 7 a 1. “Estou torcendo pela Alemanha porque não dá para torcer pela Argentina, eles são muito chatos. Estava no Rio e vi a vitória deles sobre a Holanda. A

JORNALISTA

Ole Hilgert estava em Manaus para fazer a cobertura da Copa do Mundo na capital do Amazonas e como um bom alemão não deixou de assistir à partida decisiva em um bar da cidade cidade foi invadida por eles, até parecia Buenos Aires. Apesar de gostar muito do Messi, não dá para torcer pelo sucesso deles”, explicou Victor, que espera acompanhar a próxima Copa do Mundo que será na Rússia em 2018. Outro bar que também estava lotado para acompanhar a final era o Biergarten, avenida do Turismo, Tarumã, Zona Oeste da capital. Com muitos torcedores apoiando a seleção alemã, o clima de estádio podia ser sentido pelos presentes no local. A torcida levou um susto quando o

atacante argentino Higuain abriu o marcador da final, porém, o alívio veio rapidamente porque o bandeirinha anulou o gol, pois o hermano estava em posição de impedimento. Mesmo com a equipe alemã pressionando, o gol não saía e isso deixava o público presente cada vez mais nervoso. O jornalista alemão Ole Hilgert, 29, estava no bar e não conseguia esconder o nervosismo. Devidamente vestido com o uniforme de sua seleção, Ole acreditava que o atacante Miroslav Klose poderia resolver o confronto para o europeu. “Sei que não é uma partida fácil, mas confio na vitória da Alemanha. Temos um time muito bom, com jogadores que podem resolver como o Muller. Outro que pode fazer o gol do título é Klose que bateu o recorde que era do Ronaldo. Mesmo no final da carreira, ele pode marcar um e decidir o confronto”, afirmou. A festa foi total quando Mario Gotze, jogador do Borussia Dortmund, marcou o gol que deu o tão sonhado tetra campeonato a seleção alemã, premiando o trabalho que começou a ser feito logo após a derrota sofrida na final da Copa do Mundo de 2002. “Esse título foi mais que merecido. Premiou o trabalho sério feito pelos dirigentes alemães que perceberam que precisavam atualizar os métodos de treinamento e formação de jogadores. Conseguimos evoluir rapidamente e o trabalho deu resultado. A quarta estrela veio e agora é só comemorar. Parabéns a todos”, finalizou Ole.

Na hora da partida, nem mesmo a bebida e a comida alemã tiraram a atenção dos torcedores

Com o placar definido, foi hora de comemorar a vitória na prorrogação contra o time da Argentina


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Final da Copa divide

torcida de manauenses

FOTOS: IONE MORENO

Mesmo não atraindo grande público aos locais de festas, alguns torcedores foram às ruas acompanhar a final do Mundial

Alguns torcedores alemãs festejaram vitória no largo

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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a tarde de ontem (13), a Alemanha bateu a Argentina com um gol de Mario Götze no segundo tempo da prorrogação. Mas, dois dos principais pontos de encontro da torcida manauense em dias de jogos do Brasil em nada lembraram os momentos tensos dos jogos da seleção canarinho. Na rua Santa Isabel, Praça 14, Zona Sul, pouco mais de 50 torcedores acompanharam a grande final da Copa do Mundo no local. O representante comercial Rômulo Stuart, 43 e o administrador Rayson Reis, 30, moradores da tradicional via desde crianças, se uniram para torcer pela seleção da Argentina. “Não dá para engolir aquele time que deu uma pancada no Brasil por 7 a 1. Para completar, ainda vestiram a camisa do Flamengo”, explicou o antiflamenguista Rômulo. “Não vou torcer por um time que meteu 7 a 1 no Brasil e ainda jogou com a camisa do Flamengo, não dá. Como um bom botafoguense, não torço para nada rubro-negro”, acompanhou Rayson. Os amigos, porém, lamentaram a ausência da seleção brasileira na finalíssima. Para o representante comercial, a Copa acabou na derrota do Brasil para a Alemanha. Segundo ele, o futebol nacional precisa de uma reformulação completa, a começar pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até o roupeiro. Torcida dividida No largo São Sebastião a festa começou cedo. Às 11h, foi apresentada no Teatro Amazonas a peça “Aykunã e a árvore da sabedoria”, de Leonel Worton. Mas, nem de longe o público presente lembrava aqueles que compareceram e lotaram o local para prestigiar os jogos da seleção brasileira. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), cerca de mil pessoas compareceram ao largo para assistir ao duelo entre Alemanha e Argentina. No primeiro tempo, os espectadores procuraram se esconder do sol embaixo de árvores. Muitas cadeiras

colocadas a disposição do público estavam vazias. Se em jogos do Brasil, o mar amarelo tomava conta do largo, ontem o colorido era um totalmente diferente. Quase não se via torcedores com camisas da seleção canarinho e a torcida se dividiu entre as seleções finalistas. Cerca de 10 argentinos cantaram enlouquecidamente durante toda a partida. Os alemães não deixaram por menos. Castigados pelo sol, os europeus assistiram a partida acompanhados de muita cerveja. Eles eram cerca de 15 e, ao final do jogo, tiveram motivos de sobra para comemorar. No primeiro tempo, os dois lados comemoraram. Os argentinos foram a loucura quando Higuain recebeu cruzamento da direita e empurrou para o fundo da rede de Neuer. O atacante vibrou tanto quanto a torcida hermana no largo. Contudo, o bandeirinha já marcava impedimento e a euforia deu lugar à decepção. Nos acréscimos da etapa regulamentar foi a vez dos alemães provocaram suspiros em sua torcida. Höwedes cabeceou uma bola na trave depois de cobrança de escanteio. Muller, impedido, tentou ficar com o rebote na pequena área, mas o juiz já assinalava posição irregular. Após um segundo tempo cheio de chances criadas para ambas às equipes, mais um jogo nesta Copa do Mundo se arrastava para a prorrogação. Exaustos dentro de campo, os jogadores davam mostras de que a possibilidade do campeão ser definido nas cobranças de grandes penalidades era grande. Mas, aos sete minutos, Schürrle avançou pela esquerda e fez o cruzamento. Götze aproveitou o mau posicionamento da defesa argentina, dominou a bola no peito e desferiu um chute cruzado para repetir o placar da final da Copa do Mundo da África do Sul no Brasil. Os alemães cantaram e vibraram o merecido tetracampeonato na “Copa das Copas”.

Coração conquistado O estagiário João Avelino, 26, vibrou com o título da seleção alemã. Descendentes de germânicos, ele explicou que, além do Brasil, acabou adquirindo o amor pela camisa da seleção europeia, por conta do país, da cultura e da convivência. “Eu estou muito feliz, demais, não tenho palavras para descrever a felicidade que eu estou sentindo. É mais saboroso vê o título no nosso Maracanã. Infelizmente a seleção não foi, mas não deu para a Argentina e é isso o que importa. Eles jogaram bem, na mesma medida, tanto que eu estava muito nervoso. Eles mostraram um futebol muito bacana. Eu não achava que a Alemanha fosse chegar aonde chegou. Estou muito feliz”, comemorou. Apaixonado pela Argentina desde criancinha, o fiscal Fabiano Alfaia, 30, ficou triste com a derrota do seu time, mas afirmou que no futebol, como em todos os outros esportes, apenas uma equipe pode sair vencedora de campo. Como consolo, ele reconheceu a garra, o amor pelo país e a insistência dos jogadores sul-americanos, que lutaram até último minuto da partida.

Torcedora acreditou até o último minuto em vitória


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Encerramento insosso

Encerramento contou com as participações de Shakira e Carlinhos Brown

a exemplo da abertura Levemente melhor que a abertura, encerramento da Copa do Mundo no Brasil teve escola de samba e música popular

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Após a apresentação, Shakira e Carlinhos Brown subiram ao palco montado no centro do campo e cantaram a música “La la La”, que não é a oficial da Copa, mas foi adotada pelos tor-

MÚSICA

Após a apresentação, Shakira e Carlinhos Brown subiram ao palco montado no centro do campo e cantaram a música “La la La”, que não é a oficial da Copa, mas foi adotada pelos torcedores cedores, principalmente na interpretação da cantora colombiana, que visualizaram o clipe da música mais de 200 milhões de vezes. Depois, o haitiano Wyclef Jean, o brasileiro Alexandre

Pires e o guitarrista mexicano Carlos Santana cantaram a música oficial “Dar um Jeito”. A brasileira Ivete Sangalo se apresentou em seguida, animando os presentes com as músicas “Festa no Gueto” e “Poeira”. No fim, todos os artistas retornaram ao palco. Shakira levou seu filho Milan, com o zagueiro espanhol Piqué, também presente no estádio. Os brasileiros cantaram a música “Peguei um Ita no Norte”, homenageando a festa feita pelo país em mais de 30 dias de competição e com milhões de turistas viajando pelo país para assistir às partidas. Em seguida, o ex-craque da Espanha Carles Puyol e a top model brasileira Gisele Bündchen entraram no gramado do Maracanã para apresentar ao público a cobiçada taça do mundo, entregue logo após o jogo à tetracampeã Alemanha.

Deslumbrante, Gisele Bündchen apresentou a taça ao lado do ex-zagueiro Puyol

DIVULGAÇÃO

ntes do último jogo da Copa do Mundo de 2014, o show de encerramento começou com uma bateria de escola de samba tocando e porta-bandeiras sambando com as bandeiras de cada um dos 32 países participantes do torneio iniciado no dia 12 de junho. Sobre o gramado, uma grande bandeira brasileira e quatro esculturas nas extremidades do campo representando os valores liberdade, solidariedade, paixão e diversidade. Os destaques foram os finalistas Argentina e Alemanha que, além das porta-bandeiras, tinham mestres-sala vestidos com o uniforme de cada seleção. Eles fizeram um desafio de embaixadinhas, tentando chamar a atenção de uma porta-bandeira vestida de dourado representando a taça da Copa.

A cantora Rihanna com a atriz Deborah Secco estavam entre os chamados VIPs

CONVIDADOS

Famosos vão à final no Maracanã A final da Copa do Mundo foi vista no Maracanã por personalidades internacionais da música, do esporte e do cinema. A Fifa divulgou alguns dos nomes que estiveram entre os 1.582 VIPs e VVIPs da decisão entre Alemanha e Argentina. Além dos seis cantores que participaram da cerimônia de encerramento do torneio (Shakira, Wyclef Jean, Santana, Ivete Sangalo, Alexandre Pires e Carlinhos Brown), a lista de convidados musicais foi reforçada pela presença de Rihanna.

ÍDOLOS

Os camarotes do Maracanã receberam ainda vários exjogadores italianos, como os ex-zagueiros Fabio Cannavaro e Marco Materazzi, além de o ex-atacante Christian Vieri O ator norte-americano Ashton Kutcher, da série “Two and a Half Men”, ex-marido de Demi Moore, também foi

ao estádio. Os camarotes do Maracanã receberam ainda vários ex-jogadores italianos, como os ex-zagueiros Fabio Cannavaro e Marco Materazzi, além de o ex-atacante Christian Vieri. O astro do basquete norteamericano LeBron James, que acertou na última semana o retorno ao Clevelan Cavaliers, aproveitou as férias da NBA para vir ao Brasil curtir a final da Copa. A lista também teve o ex-zagueiro Carles Puyol, campeão Mundial com a Espanha em 2010, e a modelo brasileira Gisele Bündchen.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Foi um sucesso, diz Blatter ao passar sede à Rússia

Dilma Rousseff aproveitou a cerimônia de encerramento para convidar para as Olimpíadas de 2016, que serão no Rio de Janeiro

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Cantora colombiana Shakira levou todo seu bom astral à cerimônia de encerramento

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presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter disse durante a cerimônia, no estádio do Maracanã, que marcou a transferência da sede do Brasil para a Rússia que a Copa do Mundo de 2014 foi um sucesso. A solenidade contou com a presença dos presidentes Dilma Rousseff e Vladimir Putin. Na ocasião, Blatter apresentou um certificado de transferência simbólica do evento para Putin e entregou bolas oficiais da partida autografadas aos dois chefes de Estado. “A Copa do Mundo da Fifa no Brasil apresentou uma mensagem muito especial – uma mensagem de união, conectando as pessoas, uma mensagem de paz e antidiscriminação”, disse Blatter antes do jogo entre Argentina e Alemanha. “A Copa do Mundo em 2014 foi de muito sucesso e certamente veremos um

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legado neste país”. A presidenta Dilma desejou sorte ao povo russo na organização do torneio e disse que o Brasil se orgulha muito de ter recebido a Copa mais uma vez e que o mundo esteve conectado com o país por 30 dias, celebrando gols com emoção nas 12 cidades-sede. “Estou certa de que todos os que vieram ao Brasil, como os turistas e as delegações, levarão de volta as lembranças da nossa hospitalidade e alegria, e nós, brasileiros, também teremos memórias inesquecíveis”. Desejo ao povo russo muito sucesso na organização da Copa do Mundo da Fifa 2018”. O presidente russo agradeceu a oportunidade de seu país poder realizar a Copa de 2018, disse que o futebol ajuda a solucionar problemas sociais e elogiou a organização do torneio feito pelo Brasil. “Faremos tudo o que

pudermos para organizar o evento no mais alto nível”, completou Putin. Durante a solenidade, a presidente concluiu seu discurso fazendo convite, em nome de todos os brasileiros,

PRESIDENTE

Dilma Rousseff disse estar certa de que todos os que estiveram no Brasil durante a Copa do Mundo irão voltar aos seus países com boas lembranças da hospitalidade e alegria do povo brasileiro para retornarem ao país para Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016. “Nós, brasileiras e brasileiros de todos os cantos deste imenso e adorado país, convidamos todos a voltarem para as Olimpíadas e Parao-

limpíadas 2016, que sediaremos com a mesma competência e hospitalidade dedicadas à Copa do Mundo”. Só faltou a taça Ao passar simbolicamente a sede da Copa do Mundo ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, a presidente Dilma Rousseff disse que o Mundial no Brasil só não foi perfeito por causa do insucesso da seleção brasileira. “Nós, brasileiros, guardaremos a emoção e satisfação de ter realizado um evento muito bem-sucedido, uma Copa que só não foi perfeita porque o hexacampeonato não veio”, disse a presidente. A partir de agora, com o encerramento da Copa no Brasil, frisou Dilma, os olhos estarão voltados para a Rússia “um país especial, de uma cultura rica, e que terá a honra de sediar o maior dos espetáculos do futebol”.

Dilma “passou” a Copa para o presidente da Rússia, Vladimir

Carta à seleção brasileira

Presidentes do Brasil e da Rússia receberam bolas comemorativas da Copa do Mundo 2014

Apesar do desempenho ruim da seleção brasileira na Copa do Mundo, a presidenta Dilma Rousseff enviou uma carta aos jogadores e à comissão técnica agradecendo “os momentos de alegria” proporcionados por eles durante o Mundial. Na carta, Dilma afirma que a seleção e o futebol brasileiro “são maiores do que quaisquer resultados passageiros”. “O que permanecerá mais forte no coração do nosso povo serão os momentos de alegria que vocês nos proporcionaram nesta Copa e que, seguramente, irão nos garantir em Copas futuras”. Para a presidente, a campanha aquém do esperado servirá como lição. “Todos

O que permanecerá mais forte no coração do nosso povo serão os momentos de alegria que vocês nos proporcionaram nesta Copa Dilma Rousseff, presidente

nós, sem exceção, saberemos aproveitar as lições de agora para melhorar ainda mais o nosso futebol, dentro e fora dos estádios. Assim que vamos ampliar a história de sucesso da nossa seleção”, disse Dilma.

Uma das favoritas à conquista da Copa, a seleção brasileira ficou na quarta colocação, sendo que perdeu os dois últimos jogos de goleada – 7 a 1 para a Alemanha, no Estádio Mineirão, nas semifinais, e 3 a 0 para Holanda, na disputa pelo terceiro lugar, no sábado (12), em Brasília. Mesmo sem vencer a Copa, a presidente Dilma avaliou, na carta, que o país conseguiu promover “a Copa das Copas”. “Nós, brasileiros, não levamos a taça, mas fizemos a Copa das Copas. Sem vocês (jogadores e comissão técnica), isso jamais seria possível. Recebam nosso carinho e nosso sincero agradecimento”, escreveu a presidente.


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Os recordes da Copa FOTOS: DIVULGAÇÃO

O Mundial realizado no Brasil empatou com o da França em número de gols, após a final deste domingo, no Maracanã, e consagrou o atacante alemão Miroslav Klose o maior goleador da história das Copas

Maracanã bateu ontem seu recorde de público, com 74.738 torcedores presenciando o triunfo da Alemanha

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essenta e quatro anos depois de receber o maior público de uma Copa do Mundo, o estádio do Maracanã, conhecido como “Templo do Futebol”, vai marcar seu nome na história do torneio mais uma vez. Em 1950, na final em que o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1, os números oficiais da Fifa registram que 173.850 espectadores estavam presentes no palco que injustiçou o goleiro brasileiro Barbosa. Ontem, Alemanha e Argentina disputaram uma partida de alto nível com 74.738 torcedores, capacidade máxima atual do Maracanã. Os dados oficiais, que consideram apenas as compras

CHAVE DE OURO O 64º jogo desta Copa do Mundo fez com que o Maracanã coroasse, com chave de ouro, a competição, sendo palco, inclusive, de mais um recorde: maior número de gols feitas diretamente com a Fifa, indicam que foram vendidos 4.066 ingressos para residentes da Alemanha e 4.461 para argentinos. Os brasileiros compraram 12.898 ingressos. Nos últimos dias, no entanto, vários argentinos, que “invadiram” o

Rio de Janeiro, e alemães buscavam ingressos nas proximidades do Maracanã e em locais de grande movimento, como shoppings. Além dos torcedores, 1.582 espectadores VIPs estiveram em camarotes e tribunas de honra, além de 2,5 mil jornalistas trabalhando na cobertura da grande final. A Fifa confirmou ontem a presença de 10 chefes de Estado para a partida. Antes, em cerimônia fechada, com a presença do presidente da entidade, Joseph Blatter, a presidente Dilma transmitiu, simbolicamente, a responsabilidade da realização da próxima Copa para o presidente russo Vladimir Putin, que sediará o torneio em 2018.

A Alemanha se tornou a primeira seleção europeia a vencer uma Copa nas Américas

Haja Copa para tantos gols

O atacante alemão Klose fez seu 16º gol em Copas, superando Ronaldo e se tornando o maior goleador de todas as Copas

O 64º jogo desta Copa fez com que o Maracanã coroasse, com chave de ouro, a competição, sendo palco, inclusive, de mais um recorde: maior número de gols, já que a rede balançou uma vez ontem, igualando-se ao Mundial da França de 1998, que também teve 171 gols. Em público, os 12 estádios brasileiros alcançaram ontem a marca de 3.429.873 torcedores recebidos, colocando a Copa no Brasil em segundo lugar entre todas, atrás apenas do torneio realizado em 1994 nos Estados Unidos, que, com estádios maiores, recebeu 3.587.538 em 52 jogos, média de 69 mil torcedores por jogo, maior do que a capacidade de dez dos 12 estádios brasilei-

ros. No Brasil, a média até agora está pouco acima de 53 mil espectadores, o que representa 98,4% da capacidade total. Competência Durante a Copa, outros recordes foram quebrados: a Alemanha tomou, com muita competência, o posto do Brasil como seleção com mais gols em copas, com 223 até agora, contra 221 da seleção brasileira. Além disso, o atacante alemão Klose fez seu 16º gol em Copas, contra o Brasil, superando Ronaldo, e se tornando o maior goleador de todas as Copas. Para fechar sua participação com chave de ouro, a Alemanha se tornou a primeira seleção europeia a vencer uma Copa nas Américas.


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Copa no Brasil teve o 2 maior público da história o

No Mundial no Brasil foram realizadas 64 partidas, com mais de três milhões de espectadores nos estádios de todo o país ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Média de público foi de 53 mil pessoas

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Copa-2014 terminou ontem igualando seu maior público e estabelecendo a segunda melhor média de espectadores da história. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, que deu o tetracampeonato mundial à Alemanha, levou ao Maracanã 74.738 pessoas, mesmo público da estreia dos vice-campeões - 2 a 1 sobre a Bósnia, também no Rio de Janeiro. Somadas as 64 partidas, o segundo Mundial sediado pelo Brasil teve 3.429.873 pessoas nos estádios, uma média de 53.591. Apenas a Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, levou mais gente aos estádios.

Vinte anos atrás, a média foi de 68.991 espectadores. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a outra Copa jogada no Brasil, em 1950, teve 47.511 pessoas nos estádios por partida. Até 2006, no entanto, a entidade dizia que a competição havia recebido 60.773 espectadores por jogo, uma marca maior que a atual. O título conquistado pela Alemanha neste domingo foi sofrido. Depois de empate no tempo normal por 0 a 0, o meia Götze marcou o gol da vitória aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação. Ele entrou em campo aos 43 minutos do segundo tempo no lugar de Klose.

Copa no Brasil iguala recorde histórico Além de levar a Alemanha ao quarto título mundial, o gol marcado por Götze aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação na decisão da Copa do Mundo fez o Mundial do Brasil igualar o recorde de gols marcados em uma mesma edição de Copa. Com a vitória alemã por 1 a 0, o número de gols na Copa do Brasil chegou a 171 em 64 partidas. É o mesmo número de gols

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Muitos brasileiros se vestiram de torcedores alemãs no Maraca

marcados no Mundial da França, em 1998, que, agora junto com a edição realizada no Brasil, tem o maior número da história das Copas. A média de gols marcados por partida na Copa do Brasil também é alta. São 2,67 gols por jogo, o maior número desde a competição realizada na França, que teve média igual. Na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010,

para a Alemanha, por 7 a 1, na terça-feira (8), pela semifinal, foi a partida com o maior número de gols da competição. O colombiano James Rodríguez é o artilheiro com seis gols. Em junho, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse estar “impressionado” com a Copa e destacou como qualidades do Mundial o nível técnico e o futebol ofensivo vigente nas partidas.

BRASILEIROS

Felizes por verem final em casa O sonho de ver uma final de Copa do Mundo é comum aos torcedores de todas as nacionalidades, ainda mais quando o torneio é disputado em casa. Mesmo sem o Brasil em campo, a oportunidade de assistir à decisão no Maracanã, no Rio de Janeiro, é comemorada pelos brasileiros, que não escondem a preferência pela Alemanha. Na entrada do estádio era mais fácil en-

Torcedores alemães foram simpáticos aos brasileiros

as seleções marcaram 145 gols e a média foi de 2,27 por jogo. O Mundial de 2006, na Alemanha, teve 147 gols e média de 2,3. Já em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, 161 gols foram marcados e a média de gols foi de 2,52. Desde 1998 a Copa do Mundo é disputada por 32 seleções. Em edições anteriores, a competição teve menos equipes e jogos. A goleada sofrida pelo Brasil

contrar um brasileiro com a camisa da equipe alemã que os próprios europeus, como o caso do investidor Artur Garófano, que escolheu torcer pela Alemanha por conta da rivalidade futebolística com os vizinhos. “Muito pela rivalidade com a Argentina. Vai dar 2 x 0 para Alemanha, para não ter que aguentar os argentinos tirando sarro”. Mesmo sem a Seleção Brasi-

leira em campo, Garófano valoriza a chance de presenciar um momento histórico para o futebol. “Sensação única vir à final. Tive oportunidade de viajar bastante, estive nas duas semifinais, mas a final é diferente, mesmo não sendo o Brasil vale muito. Pode ser que a gente não consiga ir em outra, então tem que aproveitar, porque aqui é melhor ainda”, completa.


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2014

Messi é o melhor Argentino Lionel Messi é o mais votado em enquete com especialistas para a seleção do Mundial

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euer (Alemanha); Lahm (Alemanha), Hummels (Alemanha), Vlaar (Holanda) e Blind (Holanda); Mascherano (Argentina), Kroos (Alemanha) e James Rodríguez (Colômbia); Muller (Alemanha), Messi (Argentina) e Robben (Holanda). Essa é a seleção do Mundial de 2014 em enquete promovida pelo Portal da Copa. O craque Messi, do Barcelona e da Argentina, foi o mais lembrado da votação, com 18 escolhas entre os 19 jornalistas ouvidos na enquete. Em seguida ficou James Rodríguez, da Colômbia e do Monaco, autor de 6 gols na Copa, que teve 17 votos. Abalada por dois vexames na semifinal e decisão de terceiro lugar, a seleção brasileira, quarta colocada na Copa do Mundo, não conseguiu colocar nenhum jogador entre os melhores da competição. Quem mais se aproximou disso foi Thiago Silva, que perdeu para o holandês Vlaar por apenas um voto (5 a 4). Para o ataque, Neymar foi lembrado por 4 jornalistas, mas ficou bem distante de conseguir uma vaga no time titular. No gol, Manuel Neuer, do Bayern de Munique, superou Keylor Navas, do Levante (Espanha) por uma margem pequena: 10 a 8. Eneyama, goleiro da Nigéria que fez uma boa primeira fase, mas falhou em um dos gols da derrota para a França nas oitavas de final, foi lembrado por um jornalista. Nas laterais, Lahm (16 votos) e Blind (12) não enfrentaram mui-

ta concorrência. Rojo, autor do gol de cabeça que deu vitória para a Argentina sobre a Nigéria, ainda na primeira fase da Copa, recebeu 3 votos. Disputa empolgante Na zaga, a única disputa empolgante foi entre Vlaar e Thiago Silva. Hummels, zagueiro do Borussia Dortmund, reinou soberano, com 15 escolhas. O setor foi o que mais

VOTAÇÃO

Portal da Copa ouviu jornalistas e autores de livros sobre futebol que não escalaram nenhum brasileiro em melhor time da competição gerou teve jogadores lembrados. Um total de 14 atletas tiveram ao menos um voto. Além dos citados, também tiveram votação Boateng (Alemanha), David Luiz (Brasil), Demichelis (Argentina), De Vrij (Holanda), Garay (Argentina), González (Costa Rica), Kompany (Bélgica), Rafa Márquez (México), Varane (França), Yepes (Colômbia) e Zapata (Colômbia) No meio-campo, o mais votado foi James Rodríguez. Mascherano, do Barcelona (15 votos), e Kroos (12), do Bayern de Munique, conquista-

ABR

ram as demais vagas. Schweinsteiger, do Bayern de Munique, é o “reserva de luxo” do time, com 5 votos. Matuidi teve dois votos. Também foram lembrados Biglia, Cañete e Fernando Gago (Argentina), Cuadrado (Colômbia), Feghouli (Argélia), Hazard (Bélgica) e Khedira (Alemanha), cada um com 1 voto. Além de Messi, o superataque conta com mais dois jogadores do Bayern de Munique: Thomas Müller O e Robben. holandês, que trou vigor m o s físico impressionante p a r a quem está com 30 anos, teve 16 votos. Müller recebeu 14 indicações. Benzema (França), Di Maria (Argentina), Luis Suárez (Uruguai), Teo Rodríguez (Colômbia) tiveram 1 voto cada um.

O craque Messi, do Barcelona e da Argentina, foi o mais lembrado da votação

DIVULGAÇÃO

EMBAIXADA

Alemães bem acolhidos Em se tratando de uma Copa do Mundo no Brasil, é até difícil de acreditar que apenas cinco dias depois de a Alemanha arrasar a seleção brasileira com uma goleada de 7 a 1, o pior resultado da equipe na história, e tirar do time o sonho do hexacampeonato em casa, a torcida brasileira apoiaria em peso seus algozes na última partida dos alemães no Mundial. Mas ontem (13), quando a seleção alemã pisou no gramado do Maracanã para disputar a final, do outro lado estava a Argentina. E nessa rivalidade com os hermanos não há mágoa por nenhuma goleada que resista. Assim sendo, quando o alemão Mario Götze recebeu um cruzamento dentro da área, matou a bola no peito e chutou de primeira para marcar o primeiro e único gol da partida, aos 9 minutos do segundo tempo da prorrogação, brasileiros e alemães vibraram de euforia na Embaixada da Alemanha, em Brasília. Emoções Cerca de 1,4 mil pessoas, entre brasileiros, alemães e convidados de outras embaixadas, se reuniram na representação da Alemanha na capital para acompanhar as emoções da final da Copa do Mundo no Brasil. E, após o último apito do árbi-

tro, os alemães celebraram o tetracampeonato Mundial e os brasileiros respiraram aliviados pelo simples fato de a Argentina não ter levantado a taça no Rio de Janeiro. Nascido na Alemanha e filho de pai argentino com mãe brasileira, Gustav Volker Luedermann, 75, não escondia a alegria pelo título. Para ele, a taça ficou com o time que mais merecia pelo futebol apresentado no Brasil. “A Alemanha foi espetacular. A tecnologia avançou e o Brasil ficou para trás e preso só ao talento individual. Mas o Brasil ainda é o maior campeão da Copa do Mundo. Só que precisa se renovar”, analisou. Gustav contou que torceu pelo Brasil na partida em que a seleção brasileira jogou contra a Alemanha na semifinal. Mas depois da desastrosa goleada, focou toda sua torcida na Alemanha e, neste domingo, sentiu-se feliz tanto pelo título quanto pela bela Copa organizada pelo Brasil. “Sou 80% brasileiro e 20% alemão”, explicou. Ministro de Assuntos Econômicos e Temas Globais da Embaixada da Alemanha, Christoph Bundscherer não escondia o encantamento por tudo o que seu país viveu no Brasil desde o dia 12 de junho, quando a Copa do Mundo começou.

Cerca de 1,4 mil pessoas, entre brasileiros e alemães, se reuniram na representação germânica

Apoio em massa da torcida brasileira Nas sete partidas disputadas pela Alemanha, a embaixada abriu suas portas e em todas as vezes a festa foi grande. “Cada vez foi uma emoção diferente. Como aqui tem muitos brasileiros, é impressionante ver como muitas pessoas que antes torciam pelo Brasil hoje vieram com camisas da Alemanha para apoiar o nosso time. Só o que

podemos fazer é agradecer a toda a torcida e ao povo brasileiro que nos apoiou não só aqui, mas também no Maracanã”, declarou o diplomata. Organização Para Bundscherer, o Mundial de 2014 ficará marcado, além do título da Alemanha, pelo incrível trabalho realizado pelo Brasil na organização

do campeonato. “O Brasil ofereceu ao mundo uma ótima organização e, acima de tudo, uma hospitalidade extraordinária. Para nós alemães, a Copa aqui foi perfeita em todos os sentidos”, ressaltou Christoph Bundscherer. Aos 38 anos, a brasiliense Tatiana Kalil, vestida com a camisa da seleção brasileira e com duas bandeiras da Ale-

manha ornamentando o penteado, destacou a forma como os brasileiros se comportaram na final na torcida pelo time alemão. “Isso chama-se nobreza. Não guardamos rancor. A Alemanha jogou melhor que todos os outros nessa Copa e o que mais me fascina é ver essa torcida brasileira aqui, vibrando pela Alemanha”, observou Tatiana.

ESPECIAL COPA 2014 EDIÇÃO Michele Gouvêa Tricia Cabral

REPORTAGENS Bruno Mazieri, Deny Câncio, Emerson Quaresma, Isabella Siqueira, Raphael Lobato e Thiago Fernando,

REVISÃO Gracycleide Drumond

DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz, Mario Henrique Silva e Pablo Filard

TRATAMENTO DE IMAGENS Adriano Lima


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Pódio - 14 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu