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Pódio - 14 de outubro de 2012

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DIEGO JANATA

Sedento por título, Fluzão joga hoje Pódio E5

MANAUS, DOMINGO, 14 DE OUTUBRO DE 2012

esportes@emtempo.com.br

Na ausência do mar, apaixonados pelo surf se aventuram nas águas do rio Negro e aproveitam o banzeiro para praticar o wakesurf. Modalidade conquista cada vez mais adeptos em Manaus. Pódio E2 e E3

Só no banzeiro


E2

É no banzeiro

Sem mar por perto, amazonenses praticam “nova versão” do surf nas águas do rio Negro e deslizam nas ondas criadas por lanchas FOTOS: DIEGO JANATÃ

ANTÔNIO BARROS JR. Equipe EM TEMPO

U

m lago, uma lancha específica, prancha apropriada e a marolas (ondas) de um a quatro pés. Pronto, diversão garantida. O surf em Manaus já é uma realidade e, na ausência do mar, o rio Negro tem sido o escolhido pelos apaixonados pelo esporte e inovam na hora de praticar a modalidade: praticam o wakesurf. Oriundo do wakeboard, a modalidade tem sido cada vez mais praticada pelos riders (agora, surfistas) locais que amam o mar e não o praticavam por falta de ondas. Diferentemente do surf no mar, o processo para ficar em pé no wakesurf é outro. É preciso pôr o peso da embarcação todo para um lado da traseira. O lado geralmente é definido pelo surfista. Quando ele surfa de frente para

Para a gente que não mora perto do mar é o melhor. Você brinca de surf, né? Dá umas batidas nas ondas, umas “rasgadas”

Para Diego Willians, o esporte é menos intenso do que o surf original, pois é mais proveitoso e menos cansativo

Mário Jorge Tinoco, atleta e difundor do esporte

onda (front-side) o peso fica do lado direto. De costas para a onda (back-side), fica para o lado esquerdo. Assim como no wakeboard, o surfista precisa estar de colete e segurar no manete até a arrancada da lancha para ficar em pé. Em seguida, solta o cabo e começa a surfar as ondas produzidas pelo barco. A vantagem é que, dependendo da base (habilidade) do wakesurfer, é possível surfar a mesma onda durante até cinco minutos. Quem garante é o administrador de empresas e praticante da modalidade pouco mais de dois anos, Diego Wiliams. “O grande diferencial do surf para o wakesurf é a intesidade. No mar, você surfa uma onda por, no máximo, 15 segundos e depois cai, precisa nadar até pegar outra. Acaba sendo mais cansativo. E aqui não. Como a densidade é menor, facilita para que a prancha flutue mais. Só para se cansar ou cair”, explicou. Ele ressalta, ainda, que o custo de uma prancha é parecido com a de wakeboard. Por volta de R$ 600 as nacionais e de até R$ 1.250 as importadas. Manobras Praticante do wakesurf há quase dois anos, Leno Dutra diz que a constância do barco em criar ondas permite maior liberdade. “Dá para você se afastar e se aproximar do barco com uma velocidade razoável, fazer boas manobras e pegar a mesma onda por mais tempo”, disse, ao ressaltar que o esporte já tem campeonatos nacional e mundial. “Os nacionais são geralmente em Brasília e os mundiais são sempre em países diferentes”, disse.

O négocio é ‘brincar’ na onda

Dutra, Tinoco e Willians (da esq. para dir.) em uma pausa

Para um dos responsáveis por difundir o esporte, Mário Jorge Tinoco, modalidade é relaxante

Wake é curtir e relaxar o corpo Para um dos responsáveis por difundir os esportes da categoria wake (esportes de prancha puxados por lancha) no Amazonas, Mário Jorge Tinoco (Project Wakeskate), o esporte vai além da diversão. Para ele, o wakesurf é

perfeito para o relaxamento do corpo. “Para a gente que não mora perto do mar é o melhor. Você brinca de surf, né? Dá umas batidas nas ondas, umas “rasgadas” e até mesmo uns aéreos (giro no alto da onda)”, afirmou.

Ele ressalta, ainda, que por ter boa base na modalidade já tentou até as manobras de skate, como os variais e os shovits. “São manobras difíceis até para quem tem base. Mas uma hora eu acerto”, revelou Tinoco.

Apesar de já ter um pouco mais de dois anos na pratica do wakesurf e da modalidade passar por um momento de popularização global, nenhuma competição foi realizada em Manaus. E, segundo um dos praticantes, por mais que aconteça, o négocio é brincar. “O wakesurf é um esporte que te dá liberdade e diversão ao mesmo tempo. Não temos compeonatos aqui e se for para competir no cenário nacional, ainda precisaremos de mais tempo. Mas a gente pratica apenas para brincar aos sábados”, falou Diego. Para Tinoco, a realidade não é diferente. Com os dois joelhos operados devido a lesões contraídas com a prática do wakeboard, Mário Tinoco vê no

wakesurf um momento de relaxamento. “O melhor é praticar depois de uma sessão. É como se você conseguisse soltar a musculatura da perna. A sensação é de relaxamento. Um esporte que indico a todos”, disse Mário. Mesmo com toda a experiência adquirida no wakeboard, Leno admite que o esporte é mais suave e merece mais atenção. “É uma modalidade que não causa traumas ao corpo humado. Nunca ouvi falar de alguém que quebrou a perna ou rompeu um ligamento fazendo wakesurf. O esporte é sem dúvida, muito seguro”, disse ao ressaltar que surfar no mar é diferente. “Tem diferença, sim. No mar é sem dúvida muito mais difícil”, declarou.


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que se surfa Há dois anos na prática da modalidade, Leno Dutra diz ter mais liberdade nas manobras

Diário de uma onda ‘perfeita’ Durante a sessão, tive a oportunidade de praticar também e posso garantir que é mais fácil do que parece. Apesar de ter raízes cearenses e tentar surfar sempre que visito a cidade nordestina, o wakesurf é sem dúvida mais fácil e inovador. A grande dificuldade de quem vai tentar a primeira vez é aprender que para ficar em pé, é preciso deixar os pés bem longe um do outro na prancha e usar os calcanhares para que, enquanto estiver deitado esperando

a lancha puxar, mantê-la sobre os pés. Após ficar em pé, manterse na onda é o mais difícil. Apesar da marola (onda) ser pequena (chega a, no máximo, quatro pés), ser puxado constantemente por um manete, ajuda qualquer iniciante a manter-se firme na onda e comigo não foi diferente. Mas sem dúvida, o melhor momento é quando você “dropa” uma onda interminavél. Vale ressaltar que para a prática do

wakesurf, a lancha precisa ter um motor interno no lugar de motores externos. Tudo para que o praticante não se machuque. Qualquer barco grande, como iates por exemplo, pode ser usado para a pratica do wakesurf, porém, ele demora mais para ganhar velocidade.

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‘Pé

MÁRIO OLIVEIRA

de meia’

Dividido entre as conquistas como atleta e a função de gari, Jean investe no ramo imobiliário SILVIO LIMA Equipe EM TEMPO

A

Apesar de correr 30 quilômetros por dia, Jean faz treino específico

TIRINHA

tleta de alto rendimento, normalmente, tem carreira curta. Conforme a modalidade esportiva, pode praticar em nível competitivo até os 40 ou 50 anos, de acordo também com a categoria que ele se enquadrar. Ciente disso, um dos melhores fundistas do Amazonas, Jean Pereira, 35, faz um “pé de meia” para ter uma renda extra quando se aposentar. Conhecido em Manaus por dividir o atletismo com o trabalho de gari, uma das formas de investimento dele é a construção de pequenos apartamentos. “Como a outra profissão é muito desgastante, me dediquei às corridas. Hoje, tenho resultados e consigo investir no meu futuro e de minha família com o dinheiro que ganho nas provas”, disse. A inspiração para investir no ramo imobiliário — ele já construiu três quitinetes no bairro Grande Vitória, Zona Leste — veio de outro maratonista. O colega Dorval Carneiro teve a iniciativa. “Ele foi um dos grandes destaques e com o que ganhava (dinheiro) investiu na construção de quitinetes”, afirmou, ao lembrar que, somente este ano, em corridas, chegou a ganhar cerca de R$ 20 mil. Se depender da vontade de Pereira para conseguir recursos, Jean disse que tem de sobra. De acordo com ele, se tiver competição todo fim de sema-

na, ele estará lá. “Este ano já competi em duas provas no mesmo fim de semana. Tenho que disputar, até porque, é com o dinheiro das provas que vou construir os quitinetes. E foi com este esforço que consegui comprar carro, moto; graças ao atletismo, pois o salário do trabalho como gari é pouco, aproximadamente R$ 800 por mês”, enfatizou. E as provas que o gari se destacou, somente neste ano, em Manaus, foram as de dez quilômetros. Mesmo quando não venceu, ele conseguiu o pódio. Este ano

NEGÓCIOS

O dinheiro ganho junto com as corridas de rua, é usado pelo atleta na construção de pequenos apartamentos, que ele aluga na Zona Leste de Manaus Jean Pereira foi o primeiro colocado da Corrida Tiradentes, em abril; da corrida da Batalha Naval do Riachuelo, em junho; e da corrida da infantaria, em agosto. No mês seguinte, participou de duas provas no mesmo fim de semana: a corrida Pôr do Sol, onde terminou em segundo lugar, e, no dia seguinte, ficou na quarta colocação da corrida Henrique Archer Pinto. Mesmo sem técnico para treiná-lo — o profissional se mudou para o interior do Estado —, Jean Pereira lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking estadual de corrida de rua. Ou seja,

desde que se profissionalizou no esporte. “Tenho trabalhado para melhorar a cada dia e por isso sempre me dedico. Estou sem técnico, mas memorizei o treinamento do meu antigo e, hoje, eu mesmo faço o trabalho, alternando o tipo de atividade, dependendo do dia”, revelou. Porém, um treinamento que ele não pode modificar é percorrer cerca de 30 quilômetros, diariamente, atrás de um caminhão de lixo. “Todos os dias trabalho das 6h às 14h20. Isso quando meu horário não é estendido até às 16h. É um trabalho de segunda-feira a sábado e em dois domingos de cada mês”, lembrou. Apesar do esforço no trabalho de gari, o atleta sabe da importância de um trabalho específico. “Apesar dos 30 quilômetros diários atrás do caminhão de lixo, tenho que me esforçar para fazer um aprimoramento de aproximadamente uma hora por dia. Porque, se eu não fizer, os meus adversários estão treinando e se aprimorando cada vez mais”, ressaltou. ‘Jornada dupla’ O início da carreira de Jean Pereira no atletismo ocorreu quando ele tinha 17 anos. “Comecei a praticar nas categorias muito cedo, quando fui campeão amazonense juvenil. Mas depois tive algumas lesões e parei. Então voltei em 2006 e comecei a ganhar provas”, lembrou, ao ressaltar que pretende adiar a aposentadoria. “Hoje, estou com 36 anos, mas ainda tenho muito gás para chegar aos 40, 50 anos, se Deus quiser”, completou.


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Líder em campo para se aproximar mais do título Determinado a ampliar vantagem em relação aos outros clubes, Fluminense recebe a Ponte Preta, hoje, em São Januário DHAVID NORMANDO/PHOTOCAMERA

L

íder do Campeonato Brasileiro com 65 pontos, o Fluminense caminha a passos largos para a conquista do título. Disposto a encurtar ainda mais o caminho para a taça, o Tricolor recebe a Ponte Preta hoje, às 17h30 (de Manaus), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), pela trigésima rodada da competição. O time carioca venceu seus últimos quatro confrontos, sendo o mais recente por 2 a 0 sobre o Bahia. Já a Macaca, que vem de triunfo por 2 a 1 sobre o Náutico, soma 37 pontos, na parte intermediária da tabela de classificação, e planeja afastar definitivamente o risco de rebaixamento. Abel Braga, técnico do Fluminense, considera que o equilíbrio é a principal fonte de sucesso de sua equipe e por isso acredita que a boa condição na luta pelo título não vai gerar nenhum clima de euforia. Pelo sim, pelo não, o treinador pede o máximo de concentração no duelo deste domingo. “Não podemos deixar de manter a nossa pegada e a nossa determinação na luta pelas vitórias. Teremos mais um jogo complicado neste domingo, quando o favoritismo será nosso, mas o rival tem qualidade. Dessa maneira, é importante termos o equilíbrio necessário para saber que a concentração ao longo dos noventa minutos é fundamental”, disse Abel. Os jogadores entendem o

FICHA TÉCNICA FLUMINENSE-RJ PONTE PRETA-SP Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 17h30 Árbitro: Nelson Nogueira Dias (PE) Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rafael Sobis, Fred e Wellington Nem. Técnico: Abel Braga. Ponte Preta: Edson, Cicinho, Ferron, Diego Sacomann e João Paulo; Baraka, Wendel Santana, Renê Júnior e Nikão; Luan e Roger. Técnico: Guto Ferreira.

recado e elogiam a Macaca. “A Ponte Preta não vai ser um adversário muito fácil de se bater, pois o time deles tem muita determinação e costuma vender caro os resultados negativos. Eles jogam de maneira compacta, encurtando os espaços e buscando surpreender nos contra-ataques, ainda mais atuando longe de seus torcedores. Vamos buscar a vitória, mas cientes de que as dificuldades serão enormes e o nosso empenho tem que ser o máximo”, disse o

ESTRATÉGIA

Com uma sequência de quatro vitórias seguidas, o Tricolor carioca aposta no equilíbrio como a principal fonte de sucesso para garantir o título do Brasileiro deste ano goleiro Diego Cavalieri. Em relação ao time, Abel Braga terá sérias dificuldades para montar o setor de criação do meio-de-campo. O treinador já sabia que não poderia contar com o meia Thiago Neves, que está servindo à Seleção Brasileira em amistosos internacionais. Tanto que ele optou por escalar Rafael Sobis diante do Bahia, em uma formação bem ofensiva, que contava ainda com Wellington Nem e Fred no ataque. Porém as dificuldades

contra a Macaca vão aumentar, pois o meia Deco foi advertido com o terceiro cartão amarelo contra os baianos e terá que cumprir suspensão. Sem Thiago Neves e Deco, Abel Braga vai ser obrigado a manter Rafael Sobis na equipe e ainda promover a entrada de Wagner, que tem características muito ofensivas. Pelo lado da Ponte Preta, o técnico Guto Ferreira reconhece a dificuldade de encarar o líder do Campeonato Brasileiro, mas considera que sua equipe pode surpreender. “Nós podemos surpreender o Fluminense, mesmo sabendo que estamos diante de um dos grandes times do momento. Respeitamos todos os adversários, mas vamos em busca dos três pontos”, afirmou Guto. A Ponte Preta terá duas mudanças para este jogo. O volante Renê Júnior, que cumpriu suspensão contra o Náutico, reaparece na vaga de Lucas. Já o atacante Rildo, que foi advertido com o terceiro cartão amarelo diante dos pernambucanos, cede a sua vaga para Luan, que vai compor o ataque com Roger. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro as duas equipes se enfrentaram no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), e o Fluminense venceu por 2 a 1. Thiago Neves e Fred marcaram os gols tricolores, enquanto que Ferron descontou para a Macaca.

EDU ANDRADE/AE

GRÊMIO

Atrás do Flu, time encara Fogão O Grêmio derrotou o Sport por 3 a 1 no meio de semana, chegou aos 56 pontos, nove a menos que o líder Fluminense, e agora pretende brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Disposto a atrapalhar esses planos o Botafogo visita o Tricolor gaúcho hoje, às 17h30 (de Manaus), no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), em confronto válido pela trigésima rodada da competição. O Glorioso, após a derrota de 2 a 0 para o Santos na última quarta-feira (10), estacionou nos 40 pontos e praticamente se despediu das chances de jogar a próxima Copa Libertadores. Diante desse quadro, esperança passou a ser a palavra de ordem nos dois clubes, principalmente de seus respectivos treinadores. Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio, por exemplo, ainda acredita no título. “Nós estamos tentando encostar, mas o Fluminense não está deixando, pois lá tem uma filosofia implantada há muito tempo e é complicado lutar contra isso. Porém, temos que fazer o nosso papel, que é incomodar e seguir lutando pelo título. Vamos fazer

de tudo para ganhar do Botafogo e depois chegar bem no confronto direto contra o Fluminense no Rio de Janeiro”, disse Vanderlei. Se as esperanças de Vanderlei parecem não convencer

ESPERANÇA

Com nove pontos a menos em relação ao Fluminense, gremistas pretendem continuar na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, vencendo o Botafogo, neste domingo, no estádio Olímpico muito por conta da fantástica campanha do Fluminense, nada se compara ao otimismo de Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo, que ainda acredita na vaga na Copa Libertadores, mesmo estando a dez pontos do G-4. “Não vamos abaixar a cabeça e lutaremos enquanto existirem possibilidades de classificação. Os jogadores já me conhecem e entendem a minha maneira de trabalhar. Contra o Grêmio vamos com a mesma firmeza,

a mesma tranquilidade e o mesmo otimismo. Eu espero uma reação muito boa do grupo nas partidas que nos restam neste Campeonato Brasileiro”, disse Oswaldo. Apesar de não demonstrarem o mesmo otimismo, os jogadores do Botafogo asseguram que a ideia é retornar para o Rio de Janeiro com três pontos na bagagem. A ideia é pensar jogo a jogo. “Nós não devemos mais ficar olhando a tabela de classificação para tentar entender o que pode ou não ser feito em termos de classificação para a Copa Libertadores, já que não dependemos das nossas próprias forças. O que precisamos agora é pensar em um jogo de cada vez e tentar ganhar um por um”, disse o volante Gabriel. Já os gremistas, embalados pelo triunfo do meio de semana, não admitem a hipótese de um tropeço contra o Botafogo e convocam os torcedores a lotarem o Olímpico para levarem o time a mais uma vitória. “O Botafogo é um time experiente e não vamos nos iludir com os últimos maus resultados. Mas o Grêmio tem um compromisso com os seus

objetivos e sabe como é importante a conquista de três pontos. Portanto, precisamos mais uma vez do apoio e do carinho dos nossos torcedores nesta empreitada”, afirmou o meia Marquinhos.

FICHA TÉCNICA GRÊMIO-RS BOTAFOGO-RJ Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS) Horário: 17h30 Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP) Grêmio: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Naldo e Pico; Souza, Marco Antonio, Léo Gago e Marquinhos; Leandro e André Lima Técnico: Vanderlei Luxemburgo Botafogo: Renan, Lucas, Dória, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Jadson, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Andrezinho; Elkeson Técnico: Oswaldo de Oliveira

Técnico do Grêmio, Luxemburgo acredita na chance de título

Tricolor gaúcho com problemas O Grêmio terá sérios problemas no ataque. Kléber foi advertido com o terceiro cartão amarelo contra o Sport e fica de fora, assim como Marcelo Moreno, que já não enfrentou os pernambucanos por estar servindo à seleção boliviana nas Eliminatórias para o Mundial de 2014, que será disputada no Brasil. Dessa forma, Leandro passará a ter André Lima como seu companheiro na frente. Pelo lado do Bo-

tafogo, sem maiores opções, Oswaldo de Oliveira deverá manter a base que foi derrotada pelo Santos. No primeiro turno as duas equipes se enfrentaram no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ), em jogo que marcou a estreia do holandês Seedorf no Botafogo. Porém o Grêmio estragou a festa e ganhou por 1 a 0, com um gol anotado pelo atacante boliviano Marcelo Moreno.


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Sobre o Sport, Galo tenta recuperar a vice-liderança A

encarar os pernambucanos. Donizete está fora do time há três jogos e retorna em um momento importante, já que Serginho recebeu o terceiro cartão amarelo e Pierre segue lesionado. Além de Leandro Donizete, Cuca comemora o retorno de Ronaldinho Gaúcho, que cumpriu suspensão diante do

OBRIGAÇÃO

Após perder a segunda colocação da tabela para o Grêmio, Atlético-MG precisa vencer time pernambucano para se manter no G4 e na briga pelo título do Campeonato Brasileiro deste ano Inter e volta a ficar à disposição. Apesar dos reforços, o time do Atlético-MG não estará completo contra o Sport. Isso porque, o zagueiro Réver segue lesionado e cumprindo suspensão imposta pelo STJD. Além do defensor, o goleiro Victor serve a Seleção Brasileira e não está foratambém não enfrenta os pernambucanos. Se o Atlético-MG vai entrar

em campo precisando da vitória, a situação do Leão não é diferente. O Sport vive um momento extremamente delicado no Brasileiro, ocupando o 17º lugar com apenas 27 pontos, oito atrás do Bahia, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Os pernambucanos perderam em casa para o Grêmio, na última quinta-feira, e buscam reação imediata. Apesar da fase ruim, o técnico Sérgio Guedes segue acreditando na salvação do Leão. O treinador argumenta que nenhum jogador quer ficar marcado na história do clube com um rebaixamento, por isso, quer o elenco buscando forças mudando a atitude dentro de campo para voltar a vencer no Brasileiro. “Ninguém quer manchar a carreira com um rebaixamento. Por isso, precisamos buscar dentro de nós uma força para vencermos. A equipe pode mais do que apresentou contra o Grêmio e queremos outra atitude. Precisamos de uma entrega maior e de uma postura mais firme. Estou em um clube de tradição de uma torcida forte, que se encontra com auto estima baixa, mas que precisa ser resgatada”, disse.

FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-MG SPORT-PE Local: Estádio Independência, (MG) Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (CBF-SP) Atlético-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Rafael Marques e Júnior César; Leandro Donizete, Fellipe Soutto, Guilherme e Ronaldinho; Bernard e Jô Técnico: Cuca Sport-PE: Magrão; Cicinho, Bruno Aguiar, Aílson e Renê; Moacir, Rithely, Hugo e Gilsinho; Felipe Azevedo e Gilberto Técnico: Sérgio Guedes

Após cumprir suspensão, Ronaldinho Gaúcho volta a vestir a camisa alvinegra no Brasileirão DORIVAL ROSA/VIPCOMM

campanha ruim do Atlético-MG no returno do Campeonato Brasileiro permitiu que o Fluminense abrisse boa vantagem na liderança, deixando o Galo com obrigação de vencer o Sport, se ainda quiser pensar no título. O duelo contra os pernambucanos acontece hoje, às 15h, no estádio Independência. Além da liderança, a queda de rendimento resultou na perda do segundo lugar para o Grêmio, por isso, o técnico Cuca quer uma arrancada do do time alvinegro com urgência. O treinador argumenta que o título só será possível se o grupo encarar os próximos jogos como decisão. “Tem que jogar nove jogos decisivos e buscar o máximo de pontos dentro e fora de casa. Se quiser título, tem de ter arrancada. Hoje a gente é mais alvo do segundo colocado do que tentar ser o primeiro, mas vamos buscar força para brigar pelo título”, declarou. Para enfrentar o Sport, o Atlético-MG terá o retorno do volante Leandro Donizete, que está recuperado de lesão muscular na coxa direita e passa a ser mais uma opção do treinador alvinegro para

EDMAR MELO/AE

Com péssima campanha no returno, Atlético-MG enfrenta pernambucanos, em casa, decidido a conquistar três pontos

FICHA TÉCNICA SÃO PAULO-SP FIGUEIRENSE-SC Local: Árbitro:

São Paulo encara o Figueirense rinense, é contra os cariocas, que visitam o Santos no mesmo dia e horário. “Campeonato Brasileiro é marcado por isso: em todo confronto tem um clube brigando por objetivo, seja vaga na Libertadores, rebaixamento ou título. Temos que respeitar o adversário. Duas vitórias colocam a gente em situação melhor”, comentou o treinador. Quanto ao time titular, o comandante tricolor terá apenas a ausência de Lucas, que foi reserva da Seleção em amistoso contra o Iraque, mas segue na Europa para mais um confronto contra o Japão. Em seu lugar, o lateral direito Douglas segue improvisado na posição. A equipe mantém a formação 4-3-3 sem grandes surpresas. “Hoje, nos ajuda o

DISTÂNCIA

Com 49 pontos na tabela, o Tricolor Paulista está a apenas um de distância do G4 e ainda mantém viva a esperança de conquistar uma das vagas na Libertadores do próximo ano fato de ter a melhor defesa do segundo turno do Brasileiro. Mudamos o posicionamento na marcação ofensiva e estamos em sequência de jogos positiva. Se a gente tivesse essa sequência em todo o Brasileiro, ou um pouco antes, talvez estivéssemos em condição melhor”, disse Franco.

Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)

São Paulo-SP: Rogério Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denílson e Jadson; Douglas, Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

A UM PASSO DO G4

A imprescindível vitória sobre o Vasco no meio de semana deixou o São Paulo com 49 pontos, a apenas um de distância em relação ao G-4. Com o objetivo de se classificar para a Copa Libertadores de 2013 por meio do Campeonato Brasileiro, a equipe tem nova oportunidade hoje, às 15h (de Manaus), quando recebe o ameaçado Figueirense no Morumbi, em partida válida pela 30ª rodada. O Tricolor tem 49 pontos, o Vasco tem 50 e o adversário de hoje soma apenas 25, ocupando a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com dez pontos a menos do que o primeiro time fora da zona de rebaixamento. A torcida do técnico Ney Franco na rodada, além de afundar o clube cata-

Estádio do Morumbi, (SP)

FIGUEIRENSE-SC: Wilson; Elsinho, João Paulo, Sandro e Helder; Claudinei, Jackson, Botti e Ronny (Coutinho); Júlio César e Aloísio. Técnico: Márcio Goiano

A partida opõe a melhor dupla de ataque do Campeonato Brasileiro (Aloísio e Julio César marcaram mais gols até que Wellington Nem e Fred) ao goleiro Rogério Ceni, que teve atuação de gala contra o Vasco e celebra, hoje, 500 partidas com a camisa do Tricolor dentro do Morumbi. Do lado do Figueirense, que chega motivado para o confronto como se fosse para uma “decisão de Copa do Mundo”, nas palavras do atacante Julio César, a esperança é depositada na tentativa de reabilitação. “O time está irregular e, nas nossas condições de tabela, nem o empate não é um bom resultado. A missão é conquistar pontos em São Paulo”, resumiu o técnico Márcio Goiano.

Retornos ao time catarinense Dentro de campo, o zagueiro Sandro e o volante Jackson retornam ao time depois de cumprirem suspensão por acúmulo de cartões amarelos e devem tirar as vagas de Edson e Coutinho, presentes na vitória por 3 a 1 para cima do ainda mais desesperado Atlético-GO. O volante Túlio também retornaria ao time titular, mas sofreu um estiramento de grau um na coxa direita e ficará dez dias afastado do time titular. Sendo assim, e ainda con-

tando com as lesões de jogadores como Fernandes e Caio, Ronny segue como esperança no meio-campo do time catarinense. Elogiado pelo técnico Ney Franco, do São Paulo, o jogador esteve em Seleções Brasileiras de base e ficou cerca de dois meses afastado do grupo. Na primeira oportunidade após a reintegração, marcou dois gols. “Temos que buscar o máximo de pontos, sabemos da dificuldade, mas o foco é total em salvar o Figueirense”, resume Ronny.


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Vasco dá início ao ‘tudo ou nada’ pela Libertadores

Fracos resultados fizeram time da Colina temer exclusão da Libertadores. Para tentar se recuperar, ele encara o Santos

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pós ser derrotado no meio de semana, o Vasco ficou com sua posição na zona de classifcação para a Libertadores em risco. Por isso, os cruzmaltinos precisam vencer hoje o Santos, na Vila Belmiro, para não depender de outros resultados. Já os donos da casa, sem Neymar, buscar os três póntos para afastar o risco de rebaixamento na reta final do Campeonato Brasileiro. Deixando de lado a possibilidade de ajudar o São Paulo, principal concorrente do Gigante da Colina pela última vaga no G-4, os santistas, que ainda têm chances retomas de alcançar a classificação para a Libertadores 2013, pretendem fazer a lição de casa. “Somos profissionais e estamos defendendo o Santos, não importa a nossa posição na tabela ou a do nosso adversário. Sempre buscamos o melhor e a gente nem pensa nisso (ajudar o Tricolor Paulista). Queremos apenas fazer a nossa parte. A gente tem que pensar jogo a jogo e vamos levar muito a sério o Vasco, que é um grande time, tanto que está buscando uma vaga na Libertadores. Vai ser uma “pedreira’”, disse o técnico da equipe paulista, Muricy Ramalho. O treinador do Santos que, aliás, será obrigado a promover várias alterações no time para o duelo com o Vasco. Bernardo, por questões contratuais, e André, que recebeu o terceiro cartão amarelo na última rodada, a exemplo de Neymar, são desfalques certos. O volante Henrique deve ser o substituto de Bernardo, enquanto Bill está confirmado na vaga de André. No lugar da Joia, o argentino Miralles, que marcou contra o Botafogo, será mantido entre os titulares. Muricy espera que a nova dupla de ataque funcione diante dos cariocas. “O Bill é parecido com o André, até mesmo na parte física. Por isso ele vai jogar. Esperamos que ele faça bem o pivô e se saia bem na função do André. O Miralles vai ser o

CELSO PUPO/FOTOARENA/AE

seu parceiro e esperamos que eles possam ir bem juntos. O Miralles esteve um tempo afastado por lesão e, desde que voltou, ele tem melhorado no campo. Ele tem se posicionado melhor, caindo nas costas dos laterais e dando opções aos meias para ser lançado”, comentou. Nas laterais, o Peixe também deve ter novidades. Isto porque, Bruno Peres e o veterano Léo se recuperaram de suas lesões musculares e devem jogar. Porém, caso o comandante alvinegro mude de ideia e resolva preservar os donos da posição, Éwerthon Páscoa e Gérson Magrão estão de sobreaviso. No Vasco, o clima ficou tenso depois da derrota para o Sâo Paulo. Críticas com a

OBJETIVO

O sonho por uma vaga na Libertadores é meta comum às equipes que entram em campo hoje, na Vila Belmiro. Equipe do Peixe definiu adversário como uma pedreira a ser ultrapassada

FICHA TÉCNICA SANTOS VASCO Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP) Horário: 16h Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Asp. Fifa-GO) Santos: Rafael; Bruno Péres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo (Gérson Magrão); Adriano, Arouca, Henrique (Patito Rodríguez) e Felipe Anderson; Miralles e Bill. Técnico: Muricy Ramalho Grêmio: Fernando Prass, Jonas (Auremir), Rodolfo, Fabrício e Thiago Feltri; Nílton (Eduardo Costa), Wendel, Juninho Pernambucano e Carlos Alberto; Éder Luís e Alecsandro. Técnico: Marcelo Oliveira

Juninho tem sido jogador decisivo nas partidas do Vasco. Sexta-feira, ele sentiu incômodo muscular e chegou a virar dúvida RICARDO SAIBUN/AE

estrutura e salários atrasados vieram a público através dos jogadores nesta semana. Para piorar, o técnico Marcelo Oliveira tem muitas dúvidas para escalar a equipe para o confronto deste domingo. Juninho Pernambucano, Jonas e Nílton não treinaram e não têm presença garantida. O zagueiro Dedé, com a Seleção Brasileira, é desfalque certo. Outra ausência deverá ser Renato Silva, que saiu no último jogo no intervalo com uma lesão. Com isso, Auremir, Eduardo Costa e Felipe estão de sobre aviso. A zaga deverá ser formada por Rodolfo e Fabrício. Douglas, que vem trabalhando após se recuperar se lesão, pode ser opção no banco de reservas. A boa notícia será o retorno do meia Carlos Alberto, que cumpriu suspensão.

Ainda sem o atacante Neymar, à disposição da Seleção Brasileira, equipe do Santos entra em campo disposto a vencer mais uma

GERALDO BUBNIAK/FOTOARENA/AE

FICHA TÉCNICA CORITIBA-PR BAHIA-BA Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR) Horário: 15h Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ) Coritiba: Vanderlei, Victor Ferraz, Demerson (Cleiton), Escudero e Denis; Júnior Urso, Gil, Lincoln e Éverton Ribeiro; Rafinha e Deivid. Técnico: Marquinhos Santos Bahia: Marcelo Lomba; Neto, Alysson, Dudu e Jussandro; Fahel, Diones, Kleberson e Zé Roberto (Mancini); Jones e Lulinha (Júnior). Técnico: Jorginho

Técnico do Coritiba, Marquinhos Santos, reconhece o desafio que tem pela frente hoje

MEDO DA DEGOLA

Coritiba trava guerra contra Z4 Passada a euforia pela vitória diante do Palmeiras, fora de casa, o Coritiba tem hoje, às 15h (de Manaus), no Couto Pereira, mais um duelo direto contra o fantasma do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O adversário dessa vez é o Bahia, que mesmo com uma boa equipe e alguns resultados expressivos, ainda ronda a zona de perigo com os mesmo 35 pontos da equipe paranaense. Satisfeito com o espírito do time diante dos paulistas, o técnico Marquinhos Santos espera fazer a lição de casa e, nas próximas rodadas, livrar matematicamente a equipe de algum risco. Isso começa fazendo parte do time no Alto da Glória. Em relação ao time, no meio campo o volante William recebeu o terceiro amarelo. Júnior

SUSPIRO

O Coxa vem de uma vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, na última quinta-feira (11) e hoje dá sequência à briga para fugir do rebaixamento para a Série B do Brasileirão deste ano Urso deve ficar com a vaga. Demerson e Escudero, que cumpriram suspensão, estão de volta, mesmo com a boa apresentação da dupla Cleiton e Luccas Claro. Entretanto, Cleiton, que foi bastante elogiado, espera ter entrado na briga por um lugar na defesa. “É um bom problema para o Marquinhos, não é? Tem o Pereira, o Demerson,

Escudeiro, Luccas, são tantos. Mas é uma briga boa, uma coisa saudável. Fico muito feliz de entrar nesta disputa e tenho certeza que o resto do pessoal também fica. Agora é seguir trabalhando para o jogo do próximo domingo”, afirmou. A derrota para o Fluminense colocou o Tricolor de Aço apenas uma posição acima da zona de rebaixamento, ligando o sinal amarelo. Para piorar, o técnico Jorginho terá uma série de desfalques para montar o time. No departamento médico, Elias, Souza e Hélder fizeram tratamento médico e estão vetados para a partida, assim como os suspensos Danny Morais, Titi e Gabriel. Em compensação, os atacantes Jones e Júnior participaram normalmente dos treinos e estão à disposição.


E8

MANAUS, DOMINGO, 14 DE OUTUBRO DE 2012

Antepenúltimo da tabela, Porco quer evitar degola

CESAR GRECO/FOTOARENA

Palmeiras visita o Náutico em partida que pode condenar, ou não, futuro do verdão na elite do Campeonato Brasileiro

A

derrota da última quinta-feira (11) para o Coritiba deixou o Palmeiras mais perto do rebaixamento, e a chance de renovar a esperança de ficar na primeira divisão do Brasileiro passa pelo complicado confronto das 16h (de Manaus) de hoje, diante do Náutico, nos Aflitos. O Verdão começou a 30ª rodada a nove pontos do primeiro clube fora da faixa de descenso na tabela. Nas contas da comissão técnica, são necessárias seis vitórias nas nove partidas que restam, e todos na equipe estão cientes de que um novo fracasso complicará mais a situação. Para o duelo, Gilson Kleina não poderá contar com cinco titulares: Mauricio Ramos e Henrique cumprem gancho por acúmulo de cartões amarelos, Juninho e Valdivia estão machucados e Barcos segue na seleção argentina. Entre os reservas, Daniel Carvalho está suspenso e Wesley e Fernandinho seguem em recuperação de cirurgias. Em meio às opções, existe a dificuldade com Maikon Leite, que não está em boas condições físicas nem plenamente curado de entorse no tornozelo direito, e Marcos Assunção, que sente dores no joelho direito operado há menos de dois meses. Na escalação, Artur volta à

lateral direita após cumprir suspensão na derrota para o Coritiba, em Araraquara. Com isso, Correa, que falhou no lance que originou o gol dos paranaense, disputa posição no meio-campo com João Denoni ou Márcio Araújo para suprir a ausência de Henrique. Na defesa, Román é o provável substituto de Mauricio Ramos, enquanto Leandro segue na lateral esquerda, e Luan e Obina devem continuar no ataque.

MATEMÁTICA

Com nove pontos de diferença para o primeiro clube fora da faixa de descenso, o Palmeiras precisa vencer seis das nove partidas que restam no Brasileiro para fugir do rebaixamento Independentemente dos atletas, o maior trabalho de Kleina é dar ânimo ao antepenúltimo colocado do Brasileiro. “Ficou mais complicado, mas temos que acreditar. Não podemos desanimar, ainda mais eu, que estou no comando”, afirmou. “Mas vamos chegar com força”, completou. Do outro lado, os jogadores do Náutico demonstram respeito à dor dos palmeirenses, até porque também estavam

próximos da zona de rebaixamento há algumas rodadas. A equipe vem de derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, em Campinas, porém conta com a sua força como mandante para aumentar os problemas do adversário paulistano. “Tivemos um jogo difícil em Campinas. Fomos bem, mas acabamos pecando em alguns detalhes. Devemos esquecer isso e focar no Palmeiras. Independentemente de onde esteja, é um rival muito complicado”, avisou o goleiro Felipe, pronto para reviver uma rivalidade dos tempos em que defendia o Santos. “Faremos um jogo estudado com o Palmeiras. Precisaremos ter muita atenção”, advertiu. O técnico Alexandre Gallo tem dúvidas para escalar o Náutico contra o Palmeiras. O lateral direito Patric foi expulso contra a Ponte Preta e cumprirá suspensão, enquanto o zagueiro Jean Rolt lesionou a coxa direita e corre o risco de ser vetado pelo departamento médico. Se o titular não jogar, os possíveis substitutos são o volante Josa, que atuaria improvisado, e Ronaldo Alves e Alemão, ambos em recuperação de contusões. Por outro lado, o meio-campista Elicarlos e o atacante Kieza estão reabilitados fisicamente e provavelmente enfrentarão o Palmeiras.

FICHA TÉCNICA NÁUTICO-PE PALMEIRAS-SP Local: estádio dos Aflitos, no Recife (PE) Horário: 15h Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ) Nautico: Felipe; Alessandro, Ailson, Jean Rolt (Josa) e Douglas Santos; Elicarlos (Martinez), Souza, Rhayner e Kim; Araújo e Kieza (Rogerinho). Técnico: Alexandre Gallo. Palmeiras: Bruno; Artur, Román, Thiago Heleno e Leandro; Márcio Araújo, João Denoni (Correa), Marcos Assunção e Tiago Real; Luan e Obina. Técnico: Gilson Kleina.

Em meio às muitas mudanças no time de Kleina, Obina permanecerá no ataque ao lado de Luan


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Pódio - 14 de outubro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu