QUEM LEVA? Pela terceira vez na história das Copas do Mundo, Argentina e Alemanha disputarão a final do torneio mais cobiçado do futebol. Em 1986, os hermanos levaram a melhor e derrotaram os germânicos, em casa. Quatro anos mais tarde, a seleção europeia bateu os sul-americanos, no Itália. O jogo de hoje servirá de tira-teima. Pódio E4 e E5
MANAUS,, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014
esportes@emtempo.com.br
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MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014
CHARGE
HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA
Tostão: O ‘Rei Branco’ do futebol Seria difícil escolher o maior craque da seleção de 70 que conquistou o TRI no México. Mas Tostão, sem dúvida, foi um dos maiores do Brasil e do Mundo. Ao lado de Pelé e Jairzinho infernizava a zaga dos estrangeiros. Ganhou o apelido de Tostão ainda criança. Quando tinha 7 anos, foi “convocado” para reforçar o time de várzea do bairro que enfrentaria os garotos do Atlético-MG. Ele só entrou no segundo tempo, marcou um gol e saiu carregado nos braços pelos companheiros. Tostão iniciou sua carreira no futebol de salão do Cruzeiro em 1961. Em 1962,
com 15 anos e ainda no Cruzeiro, foi para a equipe júnior de futebol de campo. Era conhecido internacionalmente como o “Rei Branco” do futebol, já que Pelé era o “Rei Negro”. Estreou na seleção brasileira no dia 15 de maio de 1966, em amistoso no Morumbi, contra o Chile, no empate de 1 a 1. Aos 19 anos, em 1966, ele foi um dos 47 convocados para a seleção brasileira, que se preparava para a Copa do Mundo da Inglaterra. Conquistou uma vaga entre os 22 e atuou apenas uma vez naquele Mundial relâmpago para o Brasil. O Brasil perdeu de 3 a 1 para a Hungria,
em Liverpool, com gol dele. Em 1969, ao lado de Pelé, era uma das “feras de Saldanha”. Levou o Brasil à classificação para o Mundial do México. Tostão foi o artilheiro das eliminatórias com 10 gols. No ano seguinte, virou o último parceiro de rei com a camisa amarela, 1969 foi o ano de sua consagração. Com dez gols, além de artilheiro, foi o craque das eliminatórias que classificaram o Brasil para o México. Encerrou a carreira no início de 1973, por causa de um descolamento da retina, depois de uma bolada no olho, que poderia causar a perda da visão.
* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO
Tabela da Copa do Mundo
6
ARTILHARIA
JAMES RODRÍGUEZ
COLÔMBIA
GOLS
49
1
CHILE
1
57
SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha
SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã
SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão
SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL
OITAVAS DE FINAL
QUARTAS DE FINAL
OITAVAS DE FINAL
BRASIL
2
0
FRANÇA
COLÔMBIA
1
1
ALEMANHA
58
2
FRANÇA
0
NIGÉRIA
53
PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE
SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha
SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã
50
59
COLÔMBIA
2
URUGUAI
0
HOLANDA
0
1
ARGENTINA
COSTA RICA
0
0
BÉLGICA
PÊNALTIS: HOLANDA 5 X 3 COSTA RICA
SEMIFINAL
51
HOLANDA MÉXICO
2
61
52
BRASIL
1
0
ARGENTINA
ALEMANHA
7
0
HOLANDA
1
COSTA RICA
1
GRÉCIA
1
62
PÊNALTIS: ARGENTINA 4 X 2 HOLANDA
DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco
63
2
ALEMANHA
1
ARGÉLIA
54
QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão
TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão
SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio
60
3º LUGAR
FINAL
SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha
DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã
BRASIL
0
ALEMANHA
HOLANDA
3
ARGENTINA
TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão
1
ARGENTINA
0
SUÍÇA
55
TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova
64
2
BÉLGICA
1
ESTADOS UNIDOS
56
PÊNALTIS: COSTA RICA 5 X 3 GRÉCIA
Paulo Vinícius Coelho
COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO
Heróis e vilões Discreto até aqui, o craque argentino Lionel Messi sabe que pode ser o herói da decisão Final da Copa-1990, pênalti para a Alemanha contra a Argentina aos 40 minutos do segundo tempo. O cobrador oficial era Lothar Matthäus, autor do gol de pênalti que deu a vitória por 1 a 0 contra a Tchecoslováquia nas quartas. Quem cobrou na finalíssima e fez o gol do título foi o lateral Andreas Brehme. Estranho! Matthäus tinha um calo no pé direito, causado por sua chuteira nova. Pediu para não cobrar. Matthäus foi o melhor jogador daquela campanha. Copa brilhante. E mesmo assim não
se tornou o vilão por um dedo do goleiro da Argentina, Sergio Goycoechea. Ai, se ele pega a cobrança de Brehme... Há semelhanças entre a atual campanha argentina e a do vicecampeonato de 24 anos atrás. Sergio Romero é comparado ao goleiro herói de 1990 pelas duas cobranças defendidas contra a Holanda. Em 1990, Goycoechea salvou Maradona. Nas quartas, contra a Iugoslávia, Diego perdeu seu pênalti. Goyco pegou as cobranças de Brnovic e Hadzibe-
gic. Nas semifinais, de novo no desempate, Goycoechea evitou os gols de Donadoni e Serena. Salvou duas cobranças, como Romero fez em Itaquera. Goyco levou Maradona à decisão, Romero trouxe Messi ao Maracanã. O craque da Argentina 2014 foi discretíssimo contra a Holanda. Como Diego em 1990, não jogou o que pode. A Argentina confia num goleiro “tapa-penales” e num craque abaixo de seu melhor nível, exatamente como há 24 anos. Em 1990, a Alemanha começou
bem, piorou durante a Copa e só venceu com um pênalti duvidoso e cobrado pelo coadjuvante. Hoje, os alemães têm o melhor time, melhoraram durante a campanha e chegam impulsionados por uma goleada histórica. Mas a Argentina será uma rival difícil. Daquela vez nem Maradona nem a pipocada de Matthäus pararam os alemães. Craque da Copa, o capitão alemão poderia ser vilão na final. Discreto até aqui, Messi sabe que pode ser herói na decisão.
Mas a Argentina será uma rival difícil. Daquela vez nem Maradona nem a pipocada de Matthäus pararam os alemães. Craque da Copa, o capitão alemão poderia ser vilão na final
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Série D: o campeonato
mais democrático do país ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
O Princesa do Solimões será o representante do Amazonas na competição, que começa no próximo sábado, 19
Elenco do Princesa segue se preparando para a disputa da Série D e treina forte na Colina
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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o próximo domingo (20), o Princesa do Solimões começa uma nova caminhada do futebol amazonense no Campeonato Brasileiro da Série D. Campeão estadual em 2013, o time de Manacapuru ganhou a vaga para a última divisão do certame nacional dentro de campo e agora tem a missão de representar o Estado. A caminhada não será das mais fáceis. O Tubarão do Norte estreia contra o Santos-AP, fora de casa. Para dificultar, a equipe caiu no único grupo da competição com seis equipes, que além do adversário da primeira rodada, conta com Atlético-AC, Ariquemes-RO, São RaimundoRR e Rio Branco-AC. A partir de hoje, o PÓDIO apresentará um resumo de todos os grupos da Série D e possíveis adversários do representante amazonense na competição. Mas, faremos diferente. Ao invés de iniciar pelo grupo A1, onde o Princesa está, começaremos pela chave A8. Dividida regionalmente, a quarta divisão nacional tem no último grupo equipes das regiões sul e sudeste. BoavistaRJ, Londrina-PR, MetropolitanoSC, Pelotas-RS e PenapolenseSP compõem a nivelada chave A8, que conta com o campeão paranaense de 2014.
BOAVISTA
LONDRINA
METROPOLITANO
PELOTAS
PENAPOLENSE
Por conta de dificuldades financeiras, o Verdão de Bacaxá, como é conhecido o time de Saquarema, quase desistiu de disputar o campeonato brasileiro da Série D. Após o surpreendente quinto lugar no campeonato carioca, o Boavista viu grande parte do seu elenco se desmanchar. Como alternativa para não deixar de disputar a competição nacional, a diretoria do time carioca fez uma parceria com o Sampaio Corrêa, seu maior rival local. A união das equipes de Saquarema vai permitir que o Boavista utilize na Série D a comissão técnica, o elenco e as dependências do Galinho da Serra para treinamentos. Os titulares da equipe carioca ainda não foram definidos pelo técnico Luiz Antônio. O Boavista-RJ estreia na competição contra o Metropolitano-SC, no dia 20. Esta é a primeira vez que o Verdão de Bacaxá disputa a Série D.
Campeão estadual, o Londrina chega com moral para a Série D de 2014. A equipe paranaense disputa pela terceira vez a quarta divisão do certame nacional. Comandada por Claudio Tencati, o Tubarão esperar ter sorte melhor. Para isso, a preparação segue em ritmo intenso. Quatro amistosos já foram realizados. Foram dois empates contra Grêmio Prudente e o Grêmio-RS e duas vitórias diante da Roma Apucarana Sports e do Junior Team. Os principais destaques da equipe são o zagueiro Leonardo Dagostini e o atacante camaronês Joel. O time base do Tubarão para a disputa da Série D forma com Vitor; Maicon, Sílvio, Marcondes e Diego Prates; Bidia, Léo Maringá, Rone Dias e Davi Ceará; Joel e Bruno Batata. O Londrina folga na primeira rodada da competição e estreia somente no dia 27 de julho, diante do Metropolitano, em casa.
Pela terceira vez em sua história, o Metropolitano disputa a Série D do Brasileirão. Quarto colocado no campeonato catarinense, a equipe comandada por Abel Ribeiro espera subir mais um degrau no cenário nacional e se aproximar dos demais conterrâneos que disputam as principais divisões nacionais. A equipe vem realizando amistosos com equipes de Série A, como o Figueirense e o Internacional. Para o primeiro, perdeu de 2 a 1 após o treinador substituir praticamente todo o time titular. Já contra o Internacional, o Verdão conseguiu uma surpreendente vitória por 3 a 2. O time base do catarinense deve formar com Dida; Alessandro, Elton, Junior Fell e Ari; David, Carlos Alberto, Thiago Silva e Geovani; Lauro Cesar e Tozin. A equipe catarinense estreia na competição diante do Boavista-RJ, perante a sua torcida, no dia 20.
O time do interior gaúcho garantiu sua vaga para participar da Série D por ter conquistado o troféu da Super Copa Gaúcha de 2013. O Pelotas junta os cacos e corre para montar uma equipe competitiva para a quarta divisão nacional, já que no estadual a campanha não foi das melhores. A equipe ficou na última posição do grupo B. A preparação para a Série D continua e a equipe não para de se reforçar. Na última sexta-feira, os comandados do técnico Julinho Camargo foram derrotados pelo Internacional por 2 a 0. O time base tem Matheus; Marcio, Salvador, Pedrão e Anderson; Marcos Rogério, Escobar, Claytinho e Jhonathan; Jefferson e Eber. O Pelotas dá o pontapé inicial rumo à Série C no dia 20, contra a Penapolense, em casa.
Um exemplo de gestão a ser seguido. Essa é a Pantera do Noroeste, que para a Série D manteve a base que disputou o Paulistão e fechou a contratação de alguns reforços. No certame estadual, aliás, a Penapolense chegou às semifinais, eliminando o São Paulo nas penalidades máximas na fase de quartas de final. Para a Série D, a diretoria espera lotar o estádio Tenente Carriço. O torcedor que quiser assistir a todas as partidas do clube na primeira fase da competição poderá adquirir um carnê por R$ 50. Se a compra for feita individualmente, o ingresso sairá mais caro. O time base da Penapolense deve formar com Samuel Pires, Luiz Gustavo, Odair, João Gabriel, Rômulo; Ferreira, Fernando; Neto, Guaru, David Dener e João Paulo Oliveira. A equipe de Penápolis estreia na competição nacional no dia 20, diante do PelotasRS, fora de casa.
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Maracanã recebe Em campo, são cinco títulos mundiais e duas camisas pesadas. O duelo entre Alemanha e Argentina marca o confronto entre América do Sul e Europa
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ada de seleção brasileira. Muito menos de fantasma Uruguaio. A grande final da Copa do Mundo de 2014, hoje, às 15h(de Manaus), no Maracanã, Rio de Janeiro (RJ), será entre Alemanha e Argentina. Nada que possa surpreender, já que esta será, a partir deste jogo, a final com maior número de repetições em Mundiais. Pela terceira vez eles decidem o título. Em 1986, no México, os argentinos ganharam. Quatro anos depois, na Itália, os alemães deram o troco. Dessa vez a Alemanha chega com mais moral, uma vez que fez um resultado histórico nas semifinais, goleando e humilhando o Brasil com um 7 a 1 que será difícil o mundo do futebol esquecer. Já os argentinos precisaram dos pênaltis para despacharem a Holanda após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Apesar de caminharem com favoritismo rumo ao tetracampeonato, os alemães adotam um discurso cauteloso. “É muito difícil falar em favoritismo quando se joga uma final de Copa do Mundo. São noventa minutos, podendo variar para cento e vinte e chegar até os pênaltis. Portanto, qualquer coisa pode acontecer. São dois gigantes do futebol procurando a consagração. A minha expectativa é de um duelo equilibrado”, analisou Joachim Löw, técnico da Alemanha. Alejandro Sabella, comandante da seleção argentina, concorda com Löw. “A Alemanha tem um grande time, joga junto há muitos anos e se preparou como
poucos para esta Copa do Mundo. Mas a Argentina não chegou por acaso a esta decisão e também trabalhou muito para pisar no Maracanã domingo (hoje). Para mim a disputa está em aberto e faremos de tudo para ganhar”, disse Alejandro Sabella. A vontade argentina tem um gás a mais para alguns de seus jogadores, que estiveram em campo na goleada de 4 a 0 para a Alemanha nas quartas de final da edição passada, em 2010. A vingança move alguns deles.
HISTÓRIA
O Maracanã receberá o terceiro duelo entre Alemanha e Argentina válido por uma final de Copa do Mundo. Em 1986 e 1990, as seleções também estiveram na decisão. Cada equipe venceu uma vez
FICHA TÉCNICA ALEMANHA ARGENTINA Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 15h(de Manaus)
“Realmente existe uma espinha engasgada na nossa garganta desde aquela partida, pela maneira como deixamos a Copa do Mundo. Sei de A a Z o que a Alemanha pode fazer dentro de campo e a presença dela na final não me surpreende, pois a coloquei como favorita antes mesmo de o torneio começar. Mas a nossa equipe está muito determinada e disposta a ganhar”, disse o zagueiro Martín Demichelis. Pelo lado dos alemães, o que aconteceu nas edições passadas não influenciarão no jogo que será disputado hoje.
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Alemanha: Manuel Neuer, Philipp Lahm, Jérôme Boateng (Mertesacker), Mats Hummels e Benedikt Höwedes; Sami Khedira, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller, Toni Kroos e Mesut Özil; Miroslav Klose Técnico: Joachim Löw Argentina: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Martín Demichelis e Marcos Rojo; Enzo Pérez (Angel Di María), Javier Mascherano, Lucas Biglia, Ezequiel Lavezzi e Lionel Messi; Gonzalo Higuaín Técnico: Alejandro Sabella
Thomas Müller (centro) quer conquistar o título Mundial e a artilharia da Competição, que está com James Rodrígues
Campeão recupera o prestígio e o respeito Alemanha e Argentina buscam mais do que o título na final da Copa do Mundo de 2014, buscam subir um degrau de importância no cenário do futebol mundial. Atualmente os alemães são tricam-
Maradona ergueu o título em 1986, quando os hermanos bateram os alemães na final da Copa do Mundo daquele ano, realizada na Argentina
peões e erguendo este troféu, se juntarão aos italianos no seleto bloco de tetracampeões, se aproximando do único penta, a seleção brasileira. Para a Argentina a distância do Brasil está um pouco maior. O país tem apenas dois títulos mundiais e a conquist a
hoje representaria ser tri, se igualando à Alemanha. Mais ainda do que entrar no grupo acima na relação de campeões, os dois países tentam retomar o prestígio perdido nos últimos anos. A Alemanha tem se mantido forte, porém, quem tem dado a volta olímpica são seus clubes. A seleção mesmo não ganha um título importante desde 1996, quando conquistou a Eurocopa dentro da Inglaterra, superando a República Tcheca na final. Dona de três títulos mundiais, a Alemanha não ganha uma Copa do Mundo desde 1990. “Para o nosso país esta Copa teria uma importância muito grande, pois a última r e fe r ê n c i a em termos de conquista mundial foi a minha ge-
ração”, disse o ex-lateral esquerdo Andreas Brehme, autor do gol que deu o título de 1990, 1 a 0 na final sobre a Argentina. A Alemanha foi campeã ainda em 1954 e 1974. Curiosamente, a última vez que cada uma das seleções presentes nesta final foi campeã, a conquista aconteceu justamente sobre a rival em questão. Se a Alemanha bateu a Argentina na final de 1990, quatro anos antes, em 1986, no México, os alemães foram as vítimas na decisão. Isso porque os argentinos, liderados por Diego Maradona, venceram por 3 a 2. Foi o último Mundial vencido pelos hermanos, que ganharam ainda em 1978. Títulos importantes, por sinal, a Argentina não ganha desde a Copa América de 1993, disputada no Equador. “Esse jejum é algo que realmente incomoda o futebol argentino. Fui técnico da seleção e sei que a pressão é muito grande”, disse Marcelo Bielsa, que dirigiu a Argentina na péssima campanha de 2002, quando o país chegou como um dos favoritos e deixou o Japão e a Coréia do Sul eliminado ainda na fase de grupos.
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e final do Mundial MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Argentina leva vantagem
Campeões de todas as edições Ano 2010 2006 2002 1998 1994 1990 1986 1982 1978 1974 1970 1966 1962 1958 1954 1950 1938 1934 1930
Campeão Espanha Itália Brasil França Brasil Alemanha Oc. Argentina Italia Argentina Alemanha Oc. Brasil Inglaterra Brasil Brasil Alemanha Oc. Uruguai Italia Italia Uruguai
Vice Final Sede Holanda 1x0 África do Sul França 1x1 (5x3 pen) Alemanha Alemanha 2x0 Coreia do Sul e Japão Brasil 3x0 França Italia 0x0 (3x2 pen) Estados Unidos Argentina 1x0 Italia Alemanha Oc. 3x2 Mexico Alemanha Oc. 3x1 Espanha Holanda 3x1 Argentina Holanda 2x1 Alemanha Oc. Italia 4x1 México Alemanha Oc. 4x2 Inglaterra Tchecoslovaquia 3x1 Chile Suecia 5x2 Suécia Hungria 3x2 Suíça Brasil 2x1 Brasil Hungria 4x2 França Tchecoslovaquia 2x1 Itália Argentina 4x2 Uruguai
TÍTULOS POR PAÍS Brasil: 5 Itália: 4 Alemanha: 3 Argentina: 2 Uruguai: 2 Espanha: 1 França: 1 Inglaterra: 1
Lionel Messi pode ser o fator de desequilíbrio pelo lado da seleção alviceleste, que pode ter em campo o meia Dí María
Finalistas querem quebrar jejum de títulos Copa América duas vezes, sendo a última, em 2011, na Argentina. Além de ser recolocada no cenário internacional, Alemanha e Argentina defendem seus continentes. Se o primeiro ganhar dará a
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Confrontos recentes iguais EDU ANDRADE/GAZETA PRESS
título de 2010. Já os argentinos acompanharam o Brasil, de 1993 para cá, ganhar duas Copas do Mundo e quatro Copas Américas, além de três Copas das Confederações. No período o Uruguai ainda ganhou a
Mundo em 1986, no México. Sob o comando de Diego Maradona os argentinos abriram 2 a 0, mas os alemães, que nunca desistem, igualaram o marcador aos 36 minutos do segundo tempo. Mas a genialidade do camisa 10 sul-americano fez a diferença e no fim da partida ele deu bela assistência para a conclusão certeira de Burruchaga, que assegurou o título argentino. Quis o destino, e a competência dos times, que Alemanha e Argentina se reencontrassem quatro anos depois, na grande decisão da Copa de 1990. A finalíssima foi sem muitas emoções, com um jogo truncado e sem muitos lances de perigo. A partida caminhava para um empate sem gols até que aos quarenta minutos do segundo tempo o árbitro mexicano Edgardo Codesal Mendez marcou um polêmico pênalti a favor da Alemanha. Brehme bateu com eficiência e garantiu o troco alemão.
Beckenbauer levantou o troféu em 1990, como treinador
TÍTULOS POR CONTINENTES Europa: 10 América do Sul: 9
Neste período de jejum de títulos, alemães e argentinos viram seus rivais terem sucesso. A Alemanha, de 1996 para cá, viu a Itália ganhar o Mundial de 2006, dentro de território alemão, e a Espanha ficar com o
Se o histórico for levado em consideração no confronto entre Alemanha e Argentina, os sul-americanos têm mais chances de dar a volta olímpica. Isso porque os platinos têm mais vitórias do que os europeus no choque direto. Porém, quando o assunto se refere a Copas do Mundo o equilíbrio é grande, sendo que os alemães estão rindo mais ultimamente. Os dois primeiros duelos em Mundiais foram por primeiras fases. Em 1958, na Suécia, os argentinos sentiram a viagem ao Velho Continente e a Alemanha ganhou com facilidade por 3 a 1. O Brasil se sagraria campeão naquela edição. Já em 1966, na Inglaterra, que seria a campeã, argentinos e alemães fizeram um duelo sem emoções e o empate sem gols foi o resultado mais justo. Depois de um intervalo de vinte anos disputando apenas amistosos, o clássico apareceu pela primeira vez em uma decisão de Copa do
11ª conquista para os europeus. Já os argentinos farão a América do Sul alcançar o décimo título, empatando com a Europa. O confronto de hoje vale mais do que o título do campeonato mais cobiçado do mundo.
Após nova safra de amistosos, os dois times voltaram a duelar por uma competição da Fifa em 2005, na Copa das Confederações, realizada pela Alemanha. Pela primeira fase um empate por 2 a 2 garantiu ambos nas semifinais de uma edição que seria vencida pela seleção brasileira. Um ano depois novo encontro com Berlim, capital alemã, sendo o palco. Dessa vez o choque era válido pelas quartas de final. Após um primeiro tempo sem emoções, Ayala colocou os argentinos em vantagem no início da segunda etapa. Mas aos 34 minutos Klose decretou a igualdade, que se estendeu até a disputa de pênaltis, vencida pela Alemanha. Quatro anos depois Argentina e Alemanha voltaram a se encontrar pelas quartas de final de 2010, na África do Sul. Mesmo tendo Diego Maradona como técnico, os argentinos se tornaram uma presa fácil, sendo dominados do primeiro ao último minuto.
Muller abriu o marcador logo aos três minutos. Na segunda etapa Klose duas vezes e Friedrich garantiriam um histórico 4 a 0 aos alemães, que seriam eliminados nas semifinais pela campeã Espanha. Depois disso os dois times duelaram apenas mais uma vez, em 15 de agosto de 2012, em amistoso disputado na cidade de Frankfurt, na Alemanha. Em campo os times comandados já pelos seus atuais treinadores. Mesmo como visitante, a Argentina, de Alejandro Sabella, ganhou com gols de Khedira, contra, Messi e Dí Maria. Howedes descontou para os europeus. No total foram vinte confrontos entre Alemanha e Argentina, com os sul-americanos levando vantagem, pois venceram nove vezes, sendo a maioria em amistosos. Os alemães ganharam seis vezes, enquanto que o empate foi registrado em cinco ocasiões.
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Holanda fecha o Brasil perde com erros da defesa, é vaiado e dá adeus de forma melancólica à Copa do Mundo em casa
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unca uma disputa de terceiro lugar valeu tanto para o Brasil. Humilhada diante da Alemanha na semifinal, a seleção precisava de uma vitória em seu último jogo na Copa do Mundo para ao menos se despedir com um pouco de dignidade. Mas nem isso conseguiu. Novamente apresentou desatenção defensiva, perdeu para a Holanda por 3 a 0, ontem (12), em Brasília, e terminou o Mundial na quarta colocação. A nova derrota contraria Felipão em sua tese de que o vexame diante dos alemães foi apenas uma “pane inexplicável” e de que o “trabalho foi bom”. O Brasil se despediu sem apresentar uma atuação convincente em nenhuma partida nesta Copa e com seu prestígio extremamente arranhado. Neste adeus melancólico, até a arbitragem foi mal. Marcou pênalti inexistente no primeiro gol holandês, não deu impedimento no segundo e deixou de anotar penalidades para ambos os lados. Nada, porém, que justificasse mais uma tarde ruim dos anfitriões. Agora, a definição é se o treinador continua ou não no cargo. A comissão técnica deve se reunir com o comando da CBF na próxima semana, quando o futuro de Scolari na seleção será decidido. O jogo mal começou e o Brasil já estava perdendo. Com 1 minuto de jogo, Robben foi derrubado por Thiago Silva na entrada da área. O árbitro deu pênalti, convertido por Van Persie. Sobrava vontade, mas também erros táticos e individuais. O lado esquerdo da defesa era uma avenida e os holandeses se aproveitaram. Blind ampliou aos 15, após bola mal rebatida por David Luiz. Na base da garra, os brasileiros até equilibraram o jogo no restante da etapa inicial. Cillessen, porém, não precisou fazer sequer uma defesa. A partida caiu de ritmo na etapa final. Recuados, os holandeses ficaram à espera de um contra-ataque para am-
DIVULGAÇÃO
Técnico português treina atualmente o Chelsea (ING)
pliar o placar. Felipão mexeu no time, mandou Hulk, Hernanes e Fernandinho a campo, tentou pressionar. Mas o Brasil seguiu com problemas para criar boas chances de gol. Foi demais para os torcedores, que suportaram o mau futebol até os 40 do segundo tempo. As vaias vieram com força e os europeus passaram a tocar a bola sob os gritos de olé das arquibancadas. Wijnaldum, já nos acréscimos, ainda marcou o terceiro. Despedida mais melancólica, impossível. Descontrole Assim como contra a Alemanha, o Brasil teve 15 minutos para esquecer na etapa inicial. O meio-campo voltou a deixar a defesa desprotegida, mesmo com três volantes. O buraco entre os dois setores foi bem explorado pelos ho-
MARCA RUIM
O Brasil sofreu o maior vexame da história na Copa do Mundo, ficou longe da final e agora ainda conquista uma marca negativa: o time de Felipão tem a pior defesa desde 1986, com 14 gols sofridos
FICHA TÉCNICA BRASIL HOLANDA
0 3
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF) Árbitro: Djamel Haimound (ARG) BRASIL: Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk) e Oscar; Willian e Jô Técnico: Felipão HOLANDA: Cillessen (Vorm); Kuyt, De Vrij, Vlaar, Martins Indi e Blind (Janmaat); Clasie (Veltman), Wijnaldum e De Guzman; Van Persie e Robben Técnico: Van Gaal
HOLANDA: Van Persie, aos 3min do primeiro tempo); Blind, aos 15min do primeiro tempo; Wijnaldum, aos 45min do segundo tempo Cartões Amarelos: Thiago Silva, Fernandinho e Oscar (Brasil); Robben e Wijnaldum (Holanda)
landeses, que abriram 2 a 0 logo no começo da partida. O Brasil até tentou durante todo o restante do jogo reverter o prejuízo, mas sucumbiu diante da marcação adversária e pouco criou. O jogador mais querido pela torcida depois de Neymar não foi bem. Com excesso de vontade, esteve mal postado taticamente em diversos momentos e comprometeu a defesa. No primeiro gol holandês, subiu ao meio-campo para dar combate e deixou a zaga descoberta na arrancada de Robben. No segundo tento, rebateu mal cruzamento, cabeceando para o meio da área.
José Mourinho na seleção brasileira? O jornal espanhol “Marca” noticiou que a CBF entrou em contato com José Mourinho para sondar seu interesse em assumir a vaga de Luiz Felipe Scolari na seleção. O português teria se animado, mas avisado que só será possível topar o convite em 2017, quando acabará seu contrato com o Chelsea, da Inglaterra. De acordo com o periódico, um dos principais dirigentes da CBF falou com o empresário
ADEUS À VISTA
O técnico Luiz Felipe Scolari falou após a derrota para a Holanda, que irá colocar o cargo à disposição da CBF. Segundo ele, está nas mãos do presidente José Maria Marin a decisão sobre sua continuidade Jorge Mendes para comunicar o interesse. José Maria Marin, presidente da entidade, teria se colocado à disposição para viajar a Londres e conversar com o treinador. O ex-jogador Ronaldo é apontado pelo jornal como um dos defensores da contratação de Mourinho. Ainda segundo a publicação, o fato de que o português não poderia
assumir agora não é visto como um grande problema. Mas a confederação põe 2016 como limite, não 2017. Até lá, o treinador poderia ficar mais próximo de alguns jogadores brasileiros. Na temporada europeia que está para começar, Mourinho dirigirá os brasileiros Filipe Luís, Ramires, Oscar e Willian. E enfrentará vários outros atletas com potencial de convocação. O jornal aponta a possibilidade de a CBF acertar com seu próximo técnico um contrato de dois anos. Ao fim do compromisso, os dirigentes poderiam avaliar seu desempenho e checar a disponibilidade de Mourinho, que já estará na parte final de seu acordo com o Chelsea.
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Cabisbaixos os jogadores deixaram o gramada do Mané Garrincha
‘Até que jogamos bem’, diz Oscar O meia Oscar minimizou o resultado deste sábado. Segundo o jogador, a seleção brasileira teve uma boa atuação na disputa pelo terceiro lugar. “Sentimento horrível, não tem nem o que falar. A gente sofreu uma grande derrota contra a Alemanha, ninguém esperava. E hoje a gente lutou desde o começo, tentou lutar, mas não foi o nosso dia, até que jogamos bem. Não tenho palavras. É ver o que a gente errou e corrigir no futuro”, falou o meia. Apesar de aprovar a atuação contra a Holanda, o jogador falou que todos os atletas saem triste com o fim da Copa de 2014.
Capitão pede desculpas à torcida brasileira Depois de cumprir suspensão, Thiago Silva voltou a defender a seleção brasileira, mas não evitou mais uma derrota. Dessa vez, após perder por 3 a 0 para a Holanda, o time ficou com o 4º lugar da Copa do Mundo. Por isso, o capitão pediu desculpas. “Frustração, né? A gente sonhou com esse momento, passei noites sem dormir e acabar dessa forma. A gente não merecia um final desse jeito que foi. Mas infelizmente é futebol, temos que pedir desculpas ao povo que nos apoiou no 7 a 1 e no 3 a 0 também. Vaiaram no final porque é normal, tem sentimento. Mas nossa tristeza é muito grande. Chegar em casa e falar para família que não conseguiu”, lamentou o atleta do PSG.
FOTOS: DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS
caixão do Brasil Marca indesejada de Júlio César
Considerado um dos vilões da Copa de 2010 e chamado de herói depois do jogo contra o Chile neste Mundial, Júlio César acaba sua participação no torneio com um recorde negativo. Ele se tornou o goleiro mais vazado do Brasil na competição. Até a partida contra a Holanda, pela disputa de terceiro e quarto, Júlio César estava empatado com Taffarel, com 15 gols sofridos. No entanto, com os gols que tomou ontem (12) da seleção holandesa, ele se isolou neste posto com 18. Os gols sofridos por Júlio César foram 13 nesta edição do Mundial e outros quatro na Copa de 2010. Já Taffarel tinha essa marca dividida em três Copas, sendo duas delas campanhas até a decisão. O goleiro foi vazado duas vezes em 1990, três em 1994 e mais 10 em 1998.
Além de uma Copa, os goleiros têm também seis partidas de diferença. Júlio César atuou em 12 jogos contra 18 de Taffarel. O terceiro colocado desta lista é Gilmar dos Santos Neves, que também atuou em três Mundiais. Ele sofreu quatro em 1958, cinco
GOL 100
Por ironia do destino, Júlio César, além de ser o goleiro brasileiro mais vazado em Copas, também entra para história por ter tomado o centésimo gol canarinho em Mundiais em 1962 e um em 1966. O ex-goleiro esteve em campo em 14 partidas. Além da marca pessoal, Júlio César ainda amargou o status de ser o goleiro a mais sofrer gols em uma única edição de Copa. Só no Mundial do Brasil, ele sofreu 13 gols, ultrapassando a competição de 1938, quando Batatais e Walter Goulart foram vazados 11 vezes.
Após cumprir suspensão, Thiago Silva voltou ao time titular
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Fabiana Murer conquista ouro na Diamond League WA G
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Brasileira venceu o salto com vara na etapa de Glasglow, na Escócia, a nona do ano. O próximo desafio da atleta será uma prova de rua, em Londres, dia 20
Fabiana engatou uma boa sequência de vitórias
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m mais uma disputa equilibrada, a brasileira Fabiana Murer venceu ontem (12) a prova do salto com vara do GP Sainsburys Glasgow, na Escócia, nona etapa da Diamond League, o principal torneio de competições da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo). A atleta, campeã mundial da especialidade em pista coberta e ao ar livre, saltou 4,65 m em sua primeira tentativa na altu-
ra. Depois tentou superar 4,76 m, falhando nas três oportunidades a que tinha direito. A medalha de prata da disputa ficou com a grega Katerina Stefanidi, que parou nos 4,65 m, mesma marca da cubana Yarisley Silva, que ficou com o bronze. Apontada como uma das favoritas, a norte-americana Jennifer Suhr, atual campeã olímpica, terminou em quarto lugar, com 4,55m. Em ótima fase, Fabiana Murer venceu as últimas competi-
ções disputadas. Em junho, ela emplacou uma sequência de três ouros ao vencer a etapa de Nova York da Liga Diamante, o Meeting de Hof, na Alemanha, e a prova do Folksam Grand Prix Sollentuna, em Estocolmo, na Suécia. O próximo compromisso da brasileira Fabiana Murer será uma prova de rua, em Londres, na Inlglaterra, com pista montada na frente do tradicional Palácio de Buckingham, no dia 20 de julho.
Brasileiras rasileiras são ouro na Rússia
Barça precavido com Luis Suárez
O Brasil teve um ótimo desempenho no primeiro dia de disputas do Grand Slam de Tyumen, na Rússia. Com a pontuação do ranking mundial já valendo para o ranking olímpico, o País conquistou seis medalhas, sendo duas de ouro, duas de prata a e duas de bronze. Entre os medalhistas, os campeões foram Sarah Menezes (48 kg) e Charles Chibana (66 kg). Atual campeã olímpica, Sarah conquistou o ouro deixando pelo caminho as judocas Irina Dolgova (RUS), Valentina Moscatt (ITA) e Emi Yamagishi (JAP).
Após a confirmação de que Luis Suárez será jogador do Barcelona na próxima temporada, a imprensa espanhola tem divulgado detalhes do vínculo assinado pelo atacante. O principal deles é a cláusula “antimordida”, que prevê duras punições caso o uruguaio volte a morder adversários em campo. Luis Suárez foi severamente punido recentemente ao morder o zagueiro italiano Chiellini durante uma partida da
Sarah Menezes conquistou mais um ouro
Copa do Mundo de 2014. Além de perder o restante do Mundial, o uruguaio levou nove jogos de suspensão em partidas da seleção e quatro meses de banimento total de qualquer atividade relacionada ao futebol. Segundo o Mundo Deportivo, a cláusula não é específica quanto a mordidas, mas a qualquer comportamento inadequa-
do que culmine em uma grande suspensão. As sanções resguardadas pela cláusula não foram reveladas.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
“Estou muito feliz por chegar ao meu terceiro ouro em Grand Slams. Essa medalha me dá ainda mais confiança para ir buscar meu primeiro título em Mundiais Sênior”, disse Menezes, referindo-se ao Mundial de Judô que será disputado em agosto, também na Rússia. Já Chibana, que se destacou pro ter vencido três das quatro lutas por ippon, derrotou Armen Avagyan (RUS), Sugoi Uriarte (ESP), Masaaki Fukuoka (JAP) e Yuhei Rokugo (JAP).
Jogador não poderá morder no novo clube
Holanda fechou o caixão
DIEGO JANATÃ
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Na Fan Fest houve quem risse no final da partida, com a vitória da Holanda por 3a0
da seleção brasileira
EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
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ma disputa de terceiro lugar na Copa do Mundo e um clima ameno tomado por nuvens de chuva fez com que poucos amazonenses saíssem de casa ou dos seus postos de trabalho para torcer pela seleção brasileira. Em nenhum dos pontos da cidade, onde as pessoas se encontravam para assistir e torcer pela seleção, se viu a movimentação e a alegria de poucos dias atrás. Nem mesmo no largo São Sebastião, que foi eleito pelos torcedores como principal ponto de encontro nos dias do Mundial, atraiu os torcedores. O local que chegou a receber mais de 30 mil pessoas, ontem, conforme dados da Polícia Militar (PM), não chegou a ter mais de dois mil torcedores. No início da partida, quando o holandês Van Persi já havia marcado o primeiro gol, o aeroviário Leonardo Lima, 27, se mantinha com fé na virada. Paulista, que está em Manaus a passeio e estava pela primeira vez no largo São Sebastião, disse que o brasileiro não deveria perder a alegria de torcer pela seleção canarinho. “Mesmo perdendo temos que dar força para os caras. O amor à pátria deve ser sempre maior”, comentou. Vestido com a camisa de cor laranja da seleção holandesa, mas com uma expressão de decepcionado, o administrador de empresas Rodrigo Lima, 28, não era um holandês que perdeu o voo, mas mais um amazonense decepcionado com o segundo gol marcado por Blind, aos 17 minutos do primeiro tempo. “Estou com a camisa porque gostei dela. Estou
torcendo pelo Brasil, mas fazer o que se a seleção não evoluiu taticamente como as outras?”, salientou. Antes do terceiro gol marcado por Wijnaldun, o casal de vendedores Rodrigo Costa Marques, 24, e Vanessa da Silva preferiram a troca de carinhos ao pé do Teatro Amazonas, da mesma forma que outros casais apaixonados. “A seleção está muito devagar. É melhor curtir a namorada e o ambiente”, disse Rodrigo. Indiferente à partida, do lado de fora do bar do Armando, o pernambucano supervisor de montagem de refratário Adeilto Bezerra, 40, que saboreava uma cerveja com amigos, não chegou a presenciar os dias que o bar ficava tumultuado durante as partidas da seleção brasileira. Há quatro dias em Manaus, aonde chegou para trabalhar por 30 dias, ele disse que o dia de ontem foi daqueles “sem graça” para o torcedor brasileiro. Assim como Bezerra, os poucos clientes do bar do Armando preferiam a conversa com os amigos a assistir à partida. “A seleção está muito ruim. Precisa trocar todos esses jogadores. Mas, gosto do Felipão por ser um treinador campeão”, avaliou. Fifa Fan Fest No ponto de encontro oficial da Fifa, a Fan Fest da Ponta Negra, Zona Oeste, que chegou a reunir mais de 40 mil pessoas dessa vez começou com pouco mais de mil torcedores e ao final encerrou com aproximadamente 10 mil que, decepcionados com a seleção, que perdeu a disputa para a Holanda por 3 a 0, ficaram para o show do Neguinho da Beija-Flor para aproveitar o penúltimo dia da estrutura montada para receber os torcedores em Manaus.
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Poucos torcedores foram às ruas para torcer pela seleção brasileira que disputava o terceiro lugar da Copa do Mundo Poucas pessoas assistiram à disputa pelo terceiro lugar no largo São Sebastião
Avenida Brasil não parou
Para trabalhadores, o dia foi normal, como se não tivesse Copa
Moradores e trabalhadores da avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste, viraram as costas para o Brasil que entrava em campo contra a Holanda. Feiras, borracharias, mercadinhos, drogarias e lojas funcionavam na hora do jogo. No momento que os torcedores presentes no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), cantavam com a seleção o hino brasileiro, o peixeiro Sebastião Tancredo Narciso, 52, continuava a abanar os tucunarés, tambaquis e
piracurus a venda na sua banca localizada no beco São Pedro, esquina com a avenida Brasil. Já no beco Campos Sales, esquina com a avenida Brasil, o pintor Joaquim Alvez, 48, se preparava para partir para o sítio localizado no ramal do Paricatuba, rodovia Manuel Urbano (Manaus/ Manacapuru). “A derrota para a Alemanha nos deixou muito abatido. Mas, não é isso que vai derrubar os brasileiros. Vamos esperar a próxima”, disse.
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Manaus foi uma das cidades-sede mais elogiadas pela participação na Copa do Mundo
‘Estamos aqui celebrando o que até agora ocorreu’ Ministro Gilberto Carvalho ressaltou que Copa do Mundo confirmou que Brasil tem capacidade para organizar grandes eventos
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Copa do Mundo da Fifa confirma o Brasil como local com condições de organizar e sediar grandes eventos internacionais, com democracia e participação social”. A afirmação é do ministrochefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. “Estamos aqui celebrando o que até agora ocorreu”, disse o ministro, lembrando que não houve nenhum grande problema de segurança. “Nosso povo soube, de um lado, mostrar altivez, vencendo uma verdadeira barreira que se formou no País num dado momento em que parecia que a Copa seria uma tragédia. E ao mesmo tempo com uma incrível capacidade de receber as pessoas, de serem
bons anfitriões.” Ao falar das manifestações populares que ocorreram no Brasil em junho do ano passado - e que não se repetiram durante a Copa -, o ministro Gilberto Carvalho lembrou que os brasileiros reivindicaram serviços públicos melhores e criticaram a corrupção, mas também pediram mais democracia. Por isso houve atenção especial do governo ao diálogo com a sociedade. Nas 12 cidades-sede da Copa, a Secretaria-Geral da Presidência realizou a série de encontros denominados “Diálogos Governo-Sociedade Civil: Copa 2014” para ouvir reivindicações, grande parte delas sem relação direta com a Copa, e apresentar esclarecimentos. Participaram desses encontros 3.101 pessoas representando 808 instituições. O ministro lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimen-
to Econômico e Social (BNDES) financiou R$ 4 bilhões e cidades e estados investiram outros R$ 4 bilhões na construção e reforma de estádios entre 2010 e 2014, enquanto o investimento de saúde e educação é de mais de R$ 800 bilhões no mesmo período. “Não havia sentido falar que a Copa estava sendo organizada em detrimento da saúde e da educação. No mesmo período investiu-se 100 vezes mais nestas duas áreas do que os gastos com a Copa”, disse Carvalho. Ele considerou a Copa como uma oportunidade e, nesse sentido, citou investimentos de R$ 17,5 bi em infraestrutura para o Mundial. Para Carvalho, o ganho de imagem e estímulo ao turismo são resultados positivos da realização da Copa do Mundo. Segundo o ministro, ao decidir sediar a Copa, o Brasil tinha ambição de mostrar ao mundo
um modelo de desenvolvimento com distribuição de renda, que tem uma cultura de paz e uma política econômica que permite que o País cresça de forma consistente, principalmente a renda dos trabalhadores, e uma democracia que se desenvolve para efetiva participação da sociedade. “Não perdemos em nenhum momento a nossa soberania e nossa independência em relação à Fifa”. Moradias O ministro informou ainda que dados oficiais do Governo Federal levantados junto às 12 cidades-sede da Copa do Mundo da FIfa 2014 indicam que menos de 11 mil famílias, ou cerca de 35 mil pessoas, foram removidas de suas residências por causa de obras relacionadas à realização do Mundial, anunciou Carvalho. E todas elas, ressaltou receberam assistên-
cia para se realocarem. O número ficou bem abaixo de projeções superestimadas de 250 mil pessoas que foram divulgadas durante mais de dois anos pelos Comitês Populares da Copa. Segundo o ministro, a ampla maioria das 35 mil pessoas afetadas, especialmente as mais de 24 mil pessoas de baixa renda, já recebeu sua indenização ou foi contemplada com uma nova moradia. Foram atendidas, de acordo com o ministro, principalmente por programas habitacionais desenvolvidos pelo Governo Federal em parceria com governos estaduais e municipais. Assim, disse, elas vivem hoje em condições bem melhores às que viviam antes da Copa. O ministro citou grandes eventos realizados recentemente no País, com destaque para a participação da sociedade. O primeiro deles foi a Rio+20, o
maior evento da história das Nações Unidas, em junho de 2012, que credenciou 45,4 mil pessoas de 193 países e teve o site da conferência acessada por mais de 50 milhões de pessoas interessadas no debate ambiental. Paralelamente à Conferência, o governo brasileiro promoveu os eventos “Diálogos Sustentáveis” e a “Cúpula dos Povos”. Jornada Mundial Ele citou ainda a Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco, que reuniu 3,7 milhões de jovens no Rio de Janeiro, em julho de 2013; e a Net Mundial, o encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet, que contou com a presença física, além da virtual, de 1.229 participantes de 97 países, em São Paulo durante a Arena Net Mundial. Lembrou também do carnaval e do Rock in Rio. Apesar da rivalidade entre as seleções, não foram registrados problemas em Manaus
Torcidas contrárias celebraram nas arquibancadas da Arena da Amazônia em todos os jogos
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Uma Copa histórica Com a partida de hoje, Alemanha x Argentina será o confronto que mais se repetiu em decisões do Mundial FOTOS: DIVULGAÇÃO
Tira-teimas: é a terceira vez que as duas seleções decidem o título, com uma taça para cada lado
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(1 x 0). Ao se classificar, a Alemanha se tornou a equipe com mais presença em finais de Copas, oito, ultrapassando os brasileiros, que chegaram sete vezes à decisão. Artilheiro Na vitória de 7 x 1 sobre o Brasil, o alemão Miroslav Klose se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 gols, superando a marca anterior de Ronaldo “Fênomeno”, que anotou 15 vezes no torneio. Ao entrar em campo, o atacante se tornou o segundo jogador que mais disputou partidas em Mundiais, ao lado do italiano Paolo Maldini, com 23 jogos, e atrás do compatriota Lothar Matthäus, com 25 jogos. Com o resultado, a Alemanha também passou a ter o ataque mais positivo das Copas, com 223 gols, contra 221 do Brasil.
O placar, aliás, representou vários recordes negativos para a seleção brasileira. Foi a maior goleada em uma semifinal de Copa com formato eliminatório, a maior que um país anfitrião já sofreu e a maior da história da equipe canarinho. Além disso, a defesa do time de Felipão igualou a pior marca do Brasil em Mundiais, com 11 gols sofridos, como em 1938. Argentina 0 x 0 Holanda também foi um resultado inédito numa semifinal de Copa do Mundo. Nunca um placar tinha passado em branco nessa fase da competição. Ao receber a final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã, no Rio de Janeiro será o segundo estádio a ter duas decisões de Mundiais – a primeira foi em 1950 – igualando-se ao estádio Azteca, no México, que sediou os duelos finais em 1970 e em 1986.
Curiosidades da competição A disputa do terceiro lugar entre Brasil x Holanda hoje (12), em Brasília, será a quarta vez que a seleção brasileira entrará em campo para uma partida desse tipo. Até hoje, foram duas vitórias, 4 x 2 sobre a Suécia em 1938 e 2 x 1 contra a Itália em 1978, e uma derrota de 1 x 0 para a Polônia em 1974. Os holandeses brigaram uma vez pela terceira colocação e perderam de 2 x 1 para a Croácia, em 1998. A Alemanha é o país que mais vezes disputou esta posição, tendo vencido quatro (1934; 1970; 2006 e 2010) dos cinco jogos (perdeu em 1958). Nos outros confrontos deste tipo, levaram a melhor:
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lém do bom futebol, muitos gols, partidas emocionantes, decididas no fim e com algumas viradas de placar, a Copa do Mundo de 2014 também está reservando para os amantes do futebol a quebra de marcas históricas. Após as semifinais, quando Alemanha e Argentina se classificaram para disputar o título amanhã (13), no Maracanã, novos recordes foram registrados. Esta será a terceira vez que os dois países se enfrentarão em uma final do torneio, a decisão que mais vezes aconteceu na história, deixando para trás Brasil x Itália (1970 e 1994). O confronto também desempatará a disputa entre alemães e argentinos, já que em 1986 a taça ficou com os sul-americanos (vitória por 3 x 2) e em 1990 quem levou a melhor foram os europeus
Bach acredita que Olimpíadas do Rio também serão um sucesso, a exemplo da Copa
CONFRONTO
Esta será a terceira vez que Alemanha e Argentina se enfrentarão em uma final do torneio, a decisão que mais vezes aconteceu na história, deixando para trás Brasil x Itália (1970 e 1994) Áustria (1954); França (1958); Chile (1962); Portugal (1966); Polônia (1982); França (1986); Itália (1990); Suécia (1994) e Turquia (2002). Uma marca que durava 24 anos também foi ultrapassa-
da no Brasil. O goleiro colombiano Faryd Mondragón se tornou o jogador mais velho a disputar uma Copa, com 43 anos e três dias, ao entrar em campo na vitória de seu país por 4 x 1 sobre o Japão, em 24 de junho. A marca anterior era do camaronês Roger Milla. Em números gerais, a Copa do Mundo no Brasil pode ser a com maior número de gols anotados em uma mesma edição do torneio. Nos 62 confrontos do Mundial disputados até o momento, foram marcados 167 gols. Esta é a segunda maior marca, com quatro gols a menos do que a da Copa de 1998, na França.
THOMAS BACH
Brasil deve se orgulhar do Mundial Após uma série de críticas feitas nos últimos meses aos atrasos nas obras para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse ontem (11), depois de audiência com a presidente Dilma Rousseff, que está satisfeito com o andamento do cronograma. Bach elogiou também o sucesso da Copa do Mundo no Brasil. “Pudemos constatar que os preparativos já avançaram bastante, após minha visita à presidente (Dilma) Rousseff, poucos meses atrás, e agradecemos o nítido compromisso da presidenta com o sucesso dos Jogos, ao dizer que o sucesso deles será uma grande prioridade para seu governo a partir de segundafeira (14)”, disse o presidente do COI. A dois dias da final da Copa do Mundo, Bach disse que os brasileiros devem se orgulhar do sucesso do Mundial.
“Quero parabenizar o Brasil pela formidável organização da Copa do Mundo. O Brasil e os brasileiros podem se orgulhar da organização que fizeram, que está sendo reconhecida em todo o mundo.
Quero parabenizar o Brasil pela formidável organização da Copa do Mundo. O Brasil e os brasileiros podem se orgulhar Thomas Bach, presidente do COI
Temos a absoluta certeza de que, daqui a 2 anos, teremos um excelente evento olímpico no Brasil e no Rio de Janeiro”, disse. Depois de visitar na quintafeira (10) as obras no Rio de
Janeiro, Thomas Bach classificou a Vila Olímpica de “fantástica”. “Ali será o coração das Olimpíadas, o coração do Brasil, nesses dias de Jogos Olímpicos. O que posso dizer é que a Vila Olímpica está mesmo fantástica, ficamos muito empolgados com essa vila, o espaço que ela oferece, a vista que proporciona, a proximidade com o Parque Olímpico. Lá, como em vários outros (lugares), pudemos constatar grandes avanços”, afirmou. Alemão, o presidente do COI foi político ao falar sobre a final da Copa do Mundo domingo (13), entre as seleções da Alemanha e da Argentina. “Vai ser uma grande final. Todo jogo começa 0 a 0. Se eu soubesse isso (o placar), ficaria rico. A expectativa é que presenciemos uma ótima partida, e o melhor time (vença) bem”, disse Bach. Para ele, a seleção alemã terá uma boa torcida no estádio domingo.
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MARCELLO CASAL JR./ABR
“Galinho” vai torcer pelos algozes do Brasil, embora admita que Messi tenha capacidade de dar o título para a Argentina
Zico ressalta as qualidades da equipe alemã, mas lembra que a Argentina tem Messi
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ex-craque e atual técnico de futebol Zico ficou chateado com a derrota do Brasil por 7 x 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, como todo mundo. Mas a mágoa não vai impedi-lo de torcer para os algozes na final da competição. O ídolo do Flamengo afirmou, durante solenidade de entrega do troféu da Copa Social, no Rio de Janeiro, que os alemães têm a melhor equipe do Mundial. “Foi a primeira vez que tive de torcer contra o Flamengo, mas nem deu tempo”, brincou o “Galinho de Quintino” em alusão ao uniforme rubro-negro da seleção alemã na partida contra o Brasil. “A Alemanha é a equipe mais ajustada de todas na Copa do Mundo por ter espírito de conjunto e uma base há muitos anos”. Zico alertou, no entanto, que a Argentina possui um dos maiores jogadores do mundo. E Messi é capaz de desestruturar qualquer defesa. “A Argentina só chegou a essa condição de finalista porque tem ele. Não tenho dúvidas de que, se não tivesse o Messi, teria sido difícil passar pela primeira fase. Se ele tivesse na Bósnia, ganhava a Bósnia (no jogo de estreia). Se tivesse na Suíça (nas oitavas de final), ganhava a Suíça. A
Alemanha não tem um Messi”, analisou o treinador, que também enalteceu o fato de o time argentino ter ganhado muita capacidade defensiva nos dois últimos jogos. Jogo duro O “Galinho” acredita que será uma grande decisão. “Espero que seja um jogo incrível para coroar o que foi essa Copa do Mundo no Brasil. O público merece uma
MESSI Zico alertou, no entanto, que a Argentina possui um dos maiores jogadores do mundo. E Messi é capaz de desestruturar qualquer defesa grande partida e os torcedores da Argentina merecem por estarem acompanhando o time em toda parte”. Para o ex-craque, o povo brasileiro deu uma demonstração de receptividade maravilhosa durante o evento. “A Copa foi boa muito por causa disso. Os jogadores de todo o mundo estavam muito felizes de estar aqui. Este sentimento vai se alastrar pelo mundo inteiro, não tenho dúvidas. É um grande legado da Copa do Mundo realizada pelo Brasil”.
EM 1998
REPRODUÇÃO
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‘A Alemanha é a equipe mais ajustada’, diz Zico
Surpresa com recepção calorosa Catorze de julho de 1998. Naquela data, uma terçafeira, a seleção brasileira desembarcou cedo em Brasília, por volta das 7h10, após ter vivido outro episódio igualmente traumatizante de sua história: a derrota por 3 x 0 para a seleção francesa na final da Copa do Mundo da França. Na capital, o time seria recebido no Palácio do Planalto e, ao deixarem o avião, os jogadores e a comissão técnica notaram que havia dois carros do Corpo de Bombeiros prontos para levá-los ao encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Assustados e receosos em relação a como os torcedores poderiam reagir após os 3 x 0 para a França, a seleção brasileira optou por seguir para o Palácio do Planalto de ônibus, uma decisão que, depois, os jogadores se arrepen-
deriam. Desde a saída do aeroporto, o trajeto, que passou pelo Eixão Sul e Eixo Monumental, duas das principais vias de Brasília, foi marcado por uma recepção incrivelmente calorosa de cerca de 40 mil pessoas. Naquele dia, os brasilienses foram às ruas para receber com aplausos os vice-campeões mundiais e apoiar o time em um momento de turbulência. Impressionados A maneira como foram tratados impressionou e, acima de tudo, marcou profundamente os jogadores. “Confesso que quando vi o carro (aberto), fiquei com certo medo, pois não sabia como o torcedor iria reagir a uma derrota na final. Depois que saí do aeroporto, me arrependi de ter tido receio de usar o carro aberto. O que foi feito aqui em Brasília emocionou demais
a gente. Vários jogadores choraram muito. Foi bem mais marcante para mim do que a nossa recepção em 1994”, declarou o goleiro Taffarel, ao jornal “Correio Braziliense” naquele dia.
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Assustados e receosos em relação a como os torcedores poderiam reagir, a seleção optou por seguir para o Palácio do Planalto de ônibus, uma decisão que, depois, os jogadores se arrependeriam Quem também se pronunciou naquela data foi Dunga, o capitão do título mundial de 1994, que ressaltou o quão impressionado ficou com a maneira como a seleção foi recebida em Brasília. “O
receio passou pela cabeça de todos nós. Mas a torcida brasiliense deu uma demonstração enorme de carinho conosco. Foi uma forma muito humana de nos apoiar em um momento difícil. Quando a gente tiver momentos de crise e dificuldades, é só lembrar dessa torcida”, declarou Dunga à época. Técnico da seleção brasileira na Copa de 1998, Zagallo foi mais longe e naquele 14 de julho resumiu assim a experiência que viveu na capital: “Brasília lavou a nossa alma”. O ex-capitão da seleção brasileira, Cafu, foi um dos jogadores que desembarcaram em Brasília no dia 14 de julho de 1998. Ele recordou o carinho demonstrado pela seleção. “O que vivemos em Brasília depois que voltamos da Copa da França foi maravilhoso”, lembrou Cafu.
Jogadores se impressionaram com o carinho dos torcedores na capital no dia 14 de julho de 1998
ESPECIAL COPA 2014 EDIÇÃO Michele Gouvêa Tricia Cabral
REPORTAGENS Bruno Mazieri, Deny Câncio, Emerson Quaresnma, Isabella Siqueira, Raphael Lobato e Thiago Fernando,
REVISÃO Dernando Monteiro Gracicleide Drummond
DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz, Mario Henrique Silva e Marcelo Robert
TRATAMENTO DE IMAGENS Adriano Lima