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Pódio - 12 de outubro de 2014

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MANAUS, DOMINGO, 12 DE OUTUBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

ARTILHARIA PESADA Pelo lado rubro-negro Eduardo da Silva voltou a marcar gol no meio da semana. Marcelo Moreno é o artilheiro do Brasileirão e da Raposa. Os atacantes testam suas pontarias hoje no duelo entre Flamengo e Cruzeiro no Maracanã Pódio D5

Futebol amazonense ‘comemora’ 15 anos sem acesso Pódio D4


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MANAUS, DOMINGO, 12 DE OUTUBRO DE 2014

Lima

Meu TRABALHO nunca FOI RECONHECIDO em Manaus

RICARDO OLIVEIRA

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

Você pode ver que o nosso futebol está acabando. Hoje, vejo dessa forma, e fico triste pelos clubes amazonenses. Não tem futebol profissional. Os grandes clubes estão acabando FOTOS: DIVULGAÇÃO

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rancisco Govinho Lima, esse é o nome de batismo do ex-meia Lima. Nascido em Manaus, o atleta encantou o mundo por sua vontade e técnica. Seu auge foi no começo dos anos 2000, quando se transferiu do Bologna para atuar pela gigante Roma. Defendendo o clube italiano, o volante foi campeão nacional na temporada 2000/2001 e teve seu nome vínculado em outras grandes equipes como Real Madrid e Tottenham. Chegou a ser especulado como um possível convocado para a seleção brasileira que foi pentacampeã em 2002. Neste ano, a Federação das Ligas Desportivas do Amazonas (FLDAM) homenageou o atleta colocando seu nome na 1ª Copa Interbairros organizada pela instituição. A equipe do PÓDIO conversou com Lima, que contou curiosidades sobre sua carreira. Pódio - Como foram os seus primeiros passos no futebol? Comecei moleque. Jogava na Vila Amazônica. Depois, me mudei para o São José II e lá joguei no time Águia Negra. Tinha meus onze anos. Acabou aparecendo um empresário lá e me levou para fazer um teste no Nacional. Porém, não tive a oportunidade de mostrar meu futebol. Parei, não quis mais jogar em clube e fui jogar peladas de bairro. Mais velho, fui para o São Raimundo. Foi lá a onde joguei a primeira partida como profissional. Foi de lá que começou toda a minha carreira e minha jornada.

A Lazio queria me contratar quando acabou o vínculo com a Roma. Não quis ir para lá, porque eu amo a Roma. Minha história foi muito linda no clube. A torcida me tratava muito bem. Era tudo muito perfeito. Foi ali que o mundo me conheceu e tive várias oportunidades

Pódio - Como você analisa a atual situação do São Raimundo? Lamentável. Fico triste com isso. Manaus, hoje, tem estádios como a arena, Zamith e a Colina, mas não temos clubes. Falta base no Amazonas. Quando o São Raimune u do estava na Série B, estava na Europa e acompanhava. Fiquei muito alegre Lima teve a oportunidade de atuar ao lado de craques como Francesco Totti e Gabriel Batistuta

em ver o time jogando e lutando com os grandes. Mas, tudo isso vem da falta de coordenação. Se você não tem uma organização no clube, você não consegue se manter na elite. Pódio - Qual a diferença na estrutura dos clubes europeus para os do Brasil? Lá eles têm o presidente, diretor de futebol, diretor de vestiário, diretor de campo e até uma pessoa que vai ver aonde você vai morar. Então, para cada função há um profissional. Já no Brasil e principalmente no Amazonas, não existe isso. Aqui, o presidente contrata o jogador, trata da alimentação, do material e das viagens. Pódio - Como o Lima ver o futebol amazonense? Você pode ver que o nosso futebol está acabando. Hoje, vejo dessa forma e fico triste pelos clubes amazonenses. Não tem futebol profissional. Os grandes clubes estão acabando. Joguei contra o Rio Negro no auge, sei como era forte e lotava o Vivaldão. Fui campeão pelo Sul América. O América sempre formava grandes times e era difícil ganhar. Vemos que os clubes não têm campo, não tem patrocínio e recursos para manter o futebol profissional. Pódio - Na sua opinião, porque os amazonenses pararam de ir aos estádios? Penso assim, quando você monta um time para jogar e ele dar resultado dentro de campo, o torcedor amazonense vai ao estádio, porque ele é um grande fanático pelo futebol. Nunca vi um povo tão fanático quanto o amazonense. Para ter uma idéia, vejo os campos de peladas lotados. A inauguração da Copa Lima lotou o Carlos Zamith. Acho que não é culpa dos torcedores. A culpa é da organização. O futebol amazonense deveria ter time na série D, C, B e A. O futebol daqui tem que ser transformado. Nosso Estado tem muitos talentos, tanto na

capital, quanto no interior. O que falta é oportunidade. Pódio - Sentiu dificuldades em se adaptar ao futebol europeu? Quando sai para a Europa, passei dois anos na Turquia. Lá fazia muito frio. Fui sozinho para um clube que ficava a uma hora de Istambul. Pensei em voltar para o Brasil, não vou mentir. Não sabia falar a língua. Mas, pensei na minha família que estava aqui em Manaus. Moravam em um bairro humilde. Meus irmãos e mãe não trabalhavam. Pensei neles. Ia sofrer um pouco para depois estar bem. Então, acho que adaptação vai da pessoa. Vai da vontade de você ser vencedor. Acho que a história é você que tem que construir. Depois disso fui para Suíça e depois Itália. Se tivesse largado e voltado para o Brasil, não teria sido esse jogador que fui na Europa. Pódio - Como foi viver a rivalidade entre Roma e Lazio? A Roma tinha interesse em me contratar desde a época em que jogava no Lecce. Depois fui vendido para o Bologna. Meu empresário achou melhor para me adaptar em um time médio, para só depois chegar a um time grande como a Roma. Quando estava no Bologna, o Cafu me ligou. Ele na época atuava na Roma e tinha jogado comigo no São Paulo. Ele falou que queria me contratar e que o treinador do time na época, Fabio Capello, queria conversar comigo. Falei com ele e confirmaram o interesse. Cheguei com o diretor do clube e ele aceitou me vender. Assinei um contrato de quatro anos. Fui comprado por 16 milhões aos 30 anos. Quando me apresentei na Roma, foi incrível. Ver o complexo de treinamento gigantesco. Todos os jogadores me receberam muito bem. Cafu, Aldair, Luis Carlos Zago, Batistuta, Totti, Batistuta. Eles me trataram como se já fosse amigo há muito tempo. Me senti em casa na Roma. Jogar o clássico contra a Lazio foi muito gratificante, porque não perdi um jogo. Foram 10

vitórias e dois empates. Ver o Estádio Olímpico lotado e gritando o teu nome. A Lazio queria me contratar quando acabou o contrato com a Roma. Não quis ir para lá, porque eu amo a Roma. Minha história foi muito linda no clube. A torcida me tratava muito bem. Era tudo muito perfeito. Foi ali que o mundo me conheceu e tive várias oportunidades. Poderia ter jogado no Real Madrid. O Capello queria me levar para o clube, porém, a Roma não me liberou. O Tottenham quis me contratar, mas também não liberaram. Pódio – Qual o segredo para ter sucesso no futebol? O segredo do esporte é buscar a Deus, ser humilde e trabalhar o máximo possível. Quem quer ser profissional tem que esquecer as peladas, porque se não tiver foco, não vai chegar a onde quer. Pódio – Você se aposentou no São Raimundo em 2010 e foi homenageado pela torcida. Isso ficou marcado na sua história? Ficou sim. Minha história foi lembrada. Valeu muito a pena tudo. O sofrimento, a dedicação, a simplicidade e o respeito acima de tudo. Se o jogador se esforçar, ele terá sucesso. Eu tive. Eu tive o privilegio de nunca ter tido uma contusão na minha carreira. Isso foi essencial, porque o atleta tem a chance de se preparar bem. Fui reconhecido pelo meu trabalho. Pódio – Acha que faltou reconhecimento do seu feito pelos amazonenses? Faltou sim. Não tenho que falar do meu trabalho. Sai de Manaus e conquistei o mundo. Meu trabalho nunca foi reconhecido em Manaus. Poucos me homenagearam. Eu estou feliz agora, porque deram o meu nome para a Copa Interbairros. Muitos estão conhecendo a minha história e um pouco da minha trajetória. Poucos sabem, mas fui convidado para jogar pela seleção do Resto do


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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

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Paixão de criança Com apenas seis anos, o pequeno Luiz Felipe já se considera apaixonado por esportes, em especial o futebol

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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a ‘Era da tecnologia’, os vídeos games ganharam força e viraram febre entre os mais jovens. Dificilmente se vê crianças brincando na rua de escondeesconde ou subindo em árvores. Peteca, pião e pipa, são diversões que ficaram no passado. Todavia, um brinquedo não sai das listas de presentes dos brasileirinhos: a bola. O objeto esférico mantém uma relação muito próxima com a maioria das crianças do sexo masculino no Brasil. Por isso, muitos, desde a tenra idade começam a gostar do esporte mais

popular do país, o futebol. Esse é o caso do pequeno Luiz Felipe, 6, que mesmo muito jovem, já é um apaixonado pelo esporte. Torcedor do São Raimundo e do Vasco, o garoto não se desgruda de sua melhor amiga, a bola. Alias, Luiz é um colecionador do objeto. Sua favorita é da bola oficial da Copa do Mundo 2014, a Cafusa. Fora isso, ele ainda coleciona camisas de diversas seleções e clubes. Para manter esse hobby, ele conta com um forte aliado: o pai, Luiz Junior, 28, analista de sistema, que também é aficionado pelo esporte. Junior revela que a paixão do seu filho pelo futebol começou em 2013 com a aproximação da Copa do Mundo que foi realizada neste ano no Brasil. Todavia, ele lembra que Luiz Felipe não é fã apenas de futebol. “Ele me acompanha nos estádios desde a época em que estava na barriga da mãe. Ele foi para Rio Preto da Eva dias antes de nascer. Depois que ele nasceu e foi para a escola, começou a pra-

Besideatui sente consum estiam tem det ina, ubliculum IgnTabussi pribusa porunum movestes

ticar natação e judô. Sempre foi muito envolvido com esportes. Porém, ano passado ele despertou para o futebol. Isso por causa da Copa do Mundo. Parece que ele acordou para o esporte. E uma coisa acabou puxando a outra. Ele começou a colecionar bolas de futebol e o álbum da Copa. Ele viciou”, revelou o pai que lembra que o filho viu todos os jogos do Mundial da Fifa e sabe todos os resultados. Como toda criança, Luiz é um curioso. Isso levou o garoto a conhecer o futebol americano, esporte que assiste pela televisão. Um fato interessante é que o pequeno Luiz não acompanha apenas as seleções, mas também os clubes. Segundo seu pai, o garoto acorda cedo nos finais de semana para acompanhar partidas dos campeonatos europeus, em especial, o campeonato espanhol, pois é fã do craque português Cristiano Ronaldo do Real Madrid. A simpatia pelo “gajo” é tanta, que o menino pediu para que seu cabelo fosse cortado no mesmo estilo que o craque luso. Luiz Felipe, também revelou que gosta do futebol jogado por Neymar e Thomas Muller. “No começo, eu queria forçar a barra e levá-lo aos estádios. Agora, ele quer ir para todos os jogos e assiste na televisão”, citou o pai dizendo que Luiz pediu presentes relacionados ao mundo esportivo.


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DJALMA VASSAO

Amazonas completa 15 anos sem acesso

Longe das principais divisões nacionais, Estado “comemora” uma década e meia sem subir de divisão

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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Motivos Segundo o maior artilheiro do Amazonas, a derrocada do Tufão se deu por vários motivos, um deles era a falta de investimento que o clube recebia, mesmo disputando a Série B do Brasileirão. Além disso, conforme ele, os reforços que vinham das regiões sul e sudeste não conseguiam se adaptar no Estado por conta do clima, e isso acaba

Quando o time estava perto de cair, os jogadores e treinadores de fora iam embora, era quando pegavam os daqui e conseguíamos permanecer Delmo, ex-atacante do São Raimundo

prejudicando o elenco. “Todo ano que passava a gente perdia um jogador daquela base. Infelizmente o prata da casa não era valorizado. Quando o time tava perto de cair, os jogadores e treinadores de fora iam embora, era quando pegavam os daqui e conseguíamos permanecer na segunda divisão”, disse Delmo. Em 2002, o futebol amazonense deu esperanças ao seu torcedor quando o Nacional

chegou ao quadrangular final da Série C. Ao lado do Rio Negro no grupo 1, o Leão da Vila Municipal terminou a primeira fase na primeira colocação. No mata-mata, derrotou o Tocantinópolis com o placar agregado de 3 a 0. Nas oitavas de final, a vítima foi o Atlético-RR (8 a 4, no agregado), e nas quartas foi a vez do Ferroviário ser eliminado (5 a 4, na soma dos resultados dos dois jogos). O técnico Aderbal Lana foi o responsável por comandar o Leão da Vila Municipal, mas acabou tendo que abandonar a equipe antes das finais, após receber um convite para comandar o São Raimundo na Série B do mesmo ano. Ele lembra da época em que tinha tempo para trabalhar e alfinetou as atuais gestões dos clubes amazonenses. “Acabei saindo no meio da competição e o (Paulo) Galvão assumiu. Naquela época, quando eu assumi o São Raimundo, não tinha ninguém para encher o saco. Tivemos dois, três anos para montar aquela equipe e chegar aonde chegamos. Ano passado, deixamos o Nacional praticamente classificado para a segunda fase na Série D, mas perdemos um jogo e me mandaram embora. Falta continuidade, sequência”, defende Lana. Contudo, no quadrangular final o Nacional perdeu força e conquistou apenas quatro pontos em 18 possíveis, num grupo que tinha Brasiliense, Marília e Ipatinga.

DIVULGAÇÃO

m dezembro de 1999, o Amazonas comemorava seu último acesso a uma divisão nacional. O São Raimundo foi o responsável pela façanha, que mesmo perdendo três pontos por ter escalado o lateral-direito Ademir de maneira irregular no quadrangular final, garantiu vaga na segunda divisão de 2000 ao conquistar o vicecampeonato da Série C. No ano seguinte, a CBF organizou a Copa João Havelange, por conta de imbróglios jurídicos envolvendo o atacante sãopaulino Sandro Hiroshi. Na Série B do Campeonato Brasileiro o Tufão da Colina permaneceu até 2006 – sem grandes aspirações no torneio -, ano em que foi rebaixado à terceira divisão nacional. De lá para cá, o clube amargou campanhas pífias no estadual, e nesta temporada, chegou a brigar para não ser rebaixado à “segundinha” do Amazonense. “Tínhamos um plantel muito bom, não existia vaidade naquele tempo, todo mundo corria por todo mundo. O São Raimundo tinha uma espinha dorsal que veio do Nacional em 1997. Aquela base toda foi dispensada por eles. Eu cheguei em 1998, no meio do ano, não pude jogar a Copa Norte que eles perderam para o Sampaio (Corrêa), mas participei das campanhas do tricampeonato da competição”, recorda o atacante do São

Raimundo na época, Delmo.

Dentro de campo, o América garantiu a vaga. Fora dele, perdeu o acesso nos tribunais

América perdeu no “tapetão”

Maior artilheiro do Campeonato Amazonense, o atacante Delmo defendeu o São Raimundo quando o clube disputou a Série B

Em 2010, o simpático América do lendário Amadeu Teixeira disputou a Série D do Campeonato Brasileiro. Nem o torcedor amazonense mais otimista poderia prevê o que aconteceu naquela competição: o time alvirrubro chegou à final da competição, e dentro de campo, ficou com o vice-campeonato. Mas, fora das quatro linhas, o América acabou perdendo a vaga que havia conquistado dentro de campo. Tudo porque a equipe supostamente escalou o zagueiro Amaral de maneira irregular contra o Joinville, na primeira

CAMPANHA

Mesmo sem apoio e patrocínio, time alvirrubro chegou à final do Brasileirão da Série D contra o Guarany-CE, deixando para trás equipes tradicionais como Joinville e Madureira partida válida pelas quartas de final da Série D do Brasileirão. “O América foi usurpado. Nós tínhamos os documentos que comprovavam que o jogador estava

regular. Documentos entregue a nós pela própria federação”, disse a presidente do clube naquela oportunidade, Bruna Parente. Segundo a dirigente, a falta de compromisso da federação local com os clubes ocasionou o imbróglio jurídico contra o “Diabo”. Conforme ela, o episódio foi o principal motivo para a paralisação das atividades do clube do Amadeu Teixeira. “Ninguém tem respeito nem consideração. Não tem união nenhuma, a gente tenta se unir, mas na hora “h” alguns tiram o time de campo”, conclui.


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Bahia e Chape duelam Com a confiança lá em cima após goleada na última rodada, a Chapecoense visita o Bahia às 15h (de Manaus) deste domingo (12) em desafio ao retrospecto tanto do adversário quanto de si mesma. Para voltar a vencer fora de casa, a equipe catarinense precisa superar um Tricolor de Aço que não enferruja na arena Fonte Nova. São quatro vitórias seguidas do Bahia como mandante – sendo as três últimas em casa. O desempenho em Salvador tem sido suficiente para manter a equipe tricolor fora da zona de rebaixamento, mas a distância para o 17º colocado Coritiba é de apenas um ponto. A vitória neste domingo daria novo alívio após dois tropeços longe de casa. Em situação parecida no Brasileirão, a Chapecoense usa a irretocável atuação contra o Internacional como exemplo para seguir fora da zona de rebaixamento. Vindo de goleada por 5 a 0 sobre o Colorado, a equipe catarinense precisa manter a postura para quebrar sequência de nove jogos fora de casa.

Flamengo encara o líder

no Maracanã

Após voltar a vencer no meio de semana, Rubro-Negro mede forças com o Cruzeiro no maior estádio do mundo

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m jogo que promete! O Flamengo recebe o líder Cruzeiro neste domingo (12), às 15h (de Manaus), no Maracanã, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro soma 34 pontos e vem de vitória sobre o Figueirense. Já a Raposa tenta se recuperar da derrota de 1 a 0 para o Corinthians, porém, permanece com 56 pontos, sete de vantagem para o vice-líder São Paulo. Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo diz que ganhar como anfitrião é fundamental. “A nossa necessidade de ganhar vai ditar o ritmo do jogo, pois tenho certeza de que vamos lutar muito pelos três pontos. Para isso precisamos da torcida mais uma vez do nosso lado”, afirmou. Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro, entende que a vantagem da Raposa é pouco confortável e por isso reconhece a importância de um triunfo. “Nós estamos na liderança, mas existem outros times capacitados se aproximando e não podemos facilitar as coisas. Perdemos em casa para o Corinthians e seria importante recuperar esses pontos contra o Flamengo,

embora o rival tenha grande qualidade”, analisou. Em termos de escalação os dois times têm dúvidas. O zagueiro Wallace e o volante Cáceres, ambos com problema na perna direita, são dúvidas. Casos eles não voltem ao time, Marcelo será mantido como companheiro de Chicão na zaga e Luiz Antonio ganhará nova oportunidade no meio. Pelo lado do Cruzeiro, o lateral-esquerdo Egídio, com dores na região lombar, vai fazer um teste e se for vetado, Ceará, lateral-direito, será improvisado no setor. Substituto de Everton Ribeiro, que está com a seleção brasileira em amistosos internacionais, Marlone foi criticado contra o Corinthians verá o retorno de Alisson, que estava fora por lesão, à posição. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro as duas equipes se enfrentaram no estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG), e o Cruzeiro não teve dificuldades para vencer por 3 a 0. Evérton Ribeiro, Ricardo Goulart e Borges marcaram os gols do confronto.

MARCELO REGUA/GAZETAPRESS

BRASILEIRÃO

FICHA TÉCNICA FLAMENGO-RJ CRUZEIRO-MG Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (Fifa-AL) FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Marcelo (Wallace), Chicão e João Paulo; Márcio Araújo, Héctor Canteros, Luiz Antonio (Víctor Cáceres) e Everton; Eduardo da Silva e Alecsandro Técnico: Vanderlei Luxemburgo CRUZEIRO: Fábio, Mayke, Dedé, Manoel e Egídio (Ceará); Henrique, Lucas Silva, Willian, Marquinhos e Alisson; Marcelo Moreno Técnico: Marcelo Oliveira

Alecssandro está confirmado no ataque do Flamengo ao lado de Eduardo da Silva


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Pressionados, Flu e Inter

PERSEGUIÇÃO

São Paulo vai a Minas encarar Atlético-MG

se enfrentam no Sul Willians volta após cumprir suspensão. Aránguiz, convocado pela seleção chilena, segue de fora, bem como o lesionado Wellington. Dida, expulso na derrota para a Chapecoense, deve dar lugar a Alisson. O atacante Nilmar deve entrar no segundo tempo. No Fluminense, os empates contra Bahia e Atlético-MG deixaram a equipe carioca mais longe do G-4. O técnico Cristóvão Borges vem sendo criticado pela torcida, e rumores dão conta que ele está na corda bamba. Para esta partida, Cristóvão Borges vai contar com os retornos de Elivelton e Jean, que cumpriram suspensão no fim de semana. Com isso, Fabrício e Edson devem novamente ficar como opções no banco de reservas.

DANIEL RAMALHO/GAZETAPRESS

T

rês dias após sofrer a maior goleada de sua história no Campeonato Brasileiro, o Internacional volta à sua casa para um confronto importante. Neste domingo (12), às 15h (de Manaus), no Beira-Rio, o Colorado buscará manter-se no G-4 diante do Fluminense, atual oitavo colocado, e que também precisa de um bom resultado para voltar a brigar por uma vaga na próxima Libertadores. “Não temos dúvida de que já conseguimos deixar muitas marcas positivas no clube, mas hoje causamos uma marca negativa. Eu sou o responsável, e não pensem vocês que vou reclamar da arbitragem, de ausências, nada disso”, afirmou o técnico Abel Braga, após a derrota por 5 a 0 para a Chapecoense, na última quinta-feira. O meia Alex comparou a derrota em Chapecó ao fiasco da seleção brasileira diante da Alemanha na Copa do Mundo. “Uma vergonha, fazer o quê? A gente viu isso na Copa acontecendo com o Brasil, e você acha que nunca vai acontecer contigo. A gente errou muito e eles mereceram fazer os cinco gols”, analisou o meia. Abelão deve fazer mudanças na equipe. Juan, lesionado, dará lugar a Ernando. No meio,

Atacante Fred conversa com o volante Jean durante treinamento Com desfalques, o jovem lateral-direito Auro segue no time

NA ARENA RICARDO SAIBUN/GAZETAPRESS

EMBALADO

Volante Arouca será o homem que ditará o ritmo de jogo da equipe do Santos no duelo

Peixe visita desesperado Criciúma O Santos tem neste domingo uma prova de fogo contra o Criciúma, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe chega para o confronto embalado pelas quatro vitórias seguidas e nem pensa em tropeçar contra um adversário que briga na parte de baixo da tabela de classificação para não atrapalhar seu objetivo de encostar no G-4. O problema é que justamente o fato do Tigre ocupar a vice-lanterna do Brasileirão deve transformar o duelo, no estádio Heriberto Hulse, em uma verdadeira batalha. Com 42 pontos, o time de Enderson Moreira está a quatro do pelotão principal, enquanto o time de Santa Catarina soma apenas 27 e precisa de no mínimo três pontos, além de contar com tropeços de outros times,

pode voltar à zona de classificação para a Libertadores, mas se perder poderá contribuir para que o São Paulo se aproxime do Cruzeiro, seu arquirrival e que lidera a competição. A equipe mineira também enfrenta problemas. O técnico Levir Culpi segue sem peças como Tardelli, Douglas Costa, ambos na seleção brasileira, e também Leonardo Silva e Maicosuel, lesionados. Por isso, a expectativa é de um confronto equilibrado no Horto. “O São Paulo tem oscilado bastante, mas já tem duas vitórias em sequência no Campeonato. Temos que estudar bastante, porque o São Paulo, mesmo com uma equipe muito desfalcada, continua sendo muito perigosa”, analisou o goleiro Victor. MARCELLO ZAMBRANA/GAZETAPRESS

Sete e não mais dez pontos abaixo do líder Cruzeiro, o São Paulo se reanimou a disputar o título depois de duas vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro. Para manter vivo o sonho, o time agora precisa superar outro concorrente direto a partir de 15h (de Manaus) deste domingo (12), quando visita o Atlético-MG, no Independência. Ao todo, são dez baixas. São elas três zagueiros (Rodrigo Caio, Paulo Miranda e Rafael Toloi), dois laterais esquerdos (Álvaro Pereira e Michel Bastos), um volante (Souza), dois meias (Kaká e Paulo Henrique Ganso) e um atacante (Ademilson). Para o Atlético-MG, que perdeu vaga no G-4 pelo empate com o Fluminense, o duelo conta com um ingrediente a mais. Se vencer,

Colorado vem de goleada por 5 a 0 para Chapecoense fora de casa e o Tricolor empatou os dois últimos compromisso, por isso ambos têm obrigação de vencer

para tentar sair da zona da degola. Após a vitória em cima do Bahia, o treinador do Peixe reiterou que deve enviar força máxima para o jogo. Enderson vai analisar o

SEM POLÊMICA

Leandro Damião não quis comentar a afirmação do ex-presidente santista Luis Álvaro Ribeiro que o chamou de pangaré, e disse estar feliz por ter voltado a marcar gols

estado físico de cada um antes de definir a escalação. Leandro Damião ganhou moral com o gol que garantiu a vitória do Peixe

na Vila diante dos baianos e tem chance de seguir entre os titulares. Caju e Souza também não devem sair da equipe, assim como Vladimir, já que Aranha segue com problema no adutor da coxa. Para o Criciúma, o duelo é de vida ou morte. O time de Santa Catarina espera contar com o apoio de sua torcida para lotar o estádio Heriberto Hulse, pois sabe que o time entra na reta final do Brasileirão como um dos grandes candidatos a voltar à Série B. A irregularidade tem sido a tona do Tigre na competição. A equipe é capaz de fazer grandes jogos e vencer o Atlético-MG há duas rodadas, por exemplo, mas não consegue emplacar uma sequência, o que torna seus jogos sempre imprevisíveis.

Furacão mede forças com Figueira A zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro bateu na porta do Atlético Paranaense após as derrotas para Coritiba e São Paulo e, com isso, a responsabilidade de fazer valer o mando de campo aumentou para a partida deste domingo (12), às 17h30 (de Manaus), na arena da Baixada, diante do Figueirense. Os times estão separados na classificação por apenas um ponto, o que torna o confronto um duelo direto pela salvação. No Rubro-Negro, o técnico Claudinei Oliveira terá o retorno do volante Deivid, que cumpriu suspensão automática. O atacante Dellatorre, também pode reaparecer no time. Já Douglas Coutinho segue com a seleção brasileira sub-21 e é

desfalque. O treinador atleticano, aliás, espera ansioso pelos retornos, já que os desfalques, em sua avaliação, pesaram na sequên-

DESFALQUES

O técnico do Figueirense terá cinco desfalques para o jogo: O atacante Clayton e o zagueiro Thiago Heleno, suspensos, e Marcão, Felipe e Pablo por serem emprestados pelo Furacão cia negativa. “Tivemos a ausência do Deivid, e também sem o Coutinho, e estamos há um tempo sem o Dellatorre. Es-

peramos que no domingo ele possa estar à disposição, nem que seja para ficar no banco. O retorno desse jogador vai ser importante, ele foi muito efetivo comigo e vai agregar bastante à equipe”, afirmou. Já o Figueira terá alguns problemas para entrar em campo O técnico Argel Fucks não poderá contar com cinco atletas para escalar o time. Thiago Heleno e Clayton cumprirão suspensão automática, enquanto Felipe, Pablo e Marcão, por motivos contratuais, já que pertencem ao Atlético, estão fora. Na defesa, Raul deve ser o escolhido para formar dupla com Nirley, enquanto no ataque, Everaldo e Mazola são os favoritos para ficarem com as vagas.

EM MÁ FASE

Sport recebe o Vitória na Ilha Em certa altura do Campeonato Brasileiro, o Sport chegou a sonhar com a possibilidade de conquistar uma das vagas para a Copa Libertadores. Uma sequência de resultados negativos, no entanto, esfriou as pretensões dos rubro-negros, que neste momento estão mais preocupados em não se aproximar da zona de rebaixamento. Neste domingo (12), às 17h30 (de Manaus), o Sport tentará colocar fim à sequência de quatro partidas sem vencer. O adversário será o Vitória, equipe que luta para deixar a zona da degola. Com preocupações semelhantes, mas em diferentes níveis, as duas equipes estão

OBRIGAÇÃO

Após o treino de sexta, o goleiro Magrão falou da preocupação com a má fase da equipe e disse que o Sport tem obrigação de ganhar do Vitória depois de quatro jogos sem vencer distantes na pontuação. Enquanto o Sport aparece com 36 pontos, o Vitória somou 28. Para tentar voltar a vencer, o técnico Eduardo Baptista deverá contar com dois reforços. Recuperados de lesão, o zagueiro Ferron e o atacante

Érico Júnior têm possibilidades de voltar ao time. O Vitória, por sua vez, poderá ter o retorno do atacante Dinei, que foi desfalque no jogo contra o Goiás por estar sentindo dores musculares na coxa. O volante Cáceres, substituído no intervalo do jogo da última quarta-feira, é dúvida. “Contra o Sport, será um jogo ainda mais difícil (do que contra o Goiás). Pela questão da pressão, pelo Sport ter bons jogadores e também porque temos que ganhar esse jogo de qualquer jeito. Para nós, só vale os três pontos, o empate é ruim. O empate (contra o Goiás) foi uma derrota, porque a gente tinha a vitória nas nossas mãos”, disse o atacante Vinícius.


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F-1 faz estreia na Rússia Circuito na cidade de Sochi vai sediar uma etapa primordial na luta pelo título desta temporada entre os companheiros de Mercedes, o britânico Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg. A beleza do local chama atenção fio para pilotos e equipes, já que não há dados passados para se basear para o acerto dos carros. Os simuladores e comparações com circuitos existentes - Valencia e Cingapura são as principais referências -, auxiliam os engenheiros, mas informações sobre aderência e desgaste de pneus só quando os treinos começarem. O primeiro e único piloto a ter uma chance de guiar no circuito antes deste final de semana foi o tetracampeão Sebastian Vettel, que completou algumas voltas de demonstração

usando um carro de rua, em agosto passado. “Tendo guiado por duas voltas neste circuito, eu já posso ver que será muito interessante guiar um carro de F1 aqui. A infraestrutura que eu vi também me impressionou mui-

to”, disse Vettel. As primeiras impressões do paddock são muito positivas, como resumiu o chefe da Mercedes, Toto Wolff: “Meus cumprimentos aos organizadores com relação ao nível das instalações aqui em Sochi, e a este novo e desafiador circuito. Como em

toda pista nova, a superfície é muito verde no início e precisamos de tempo para que a aderência melhore.” Apesar do circuito ser desconhecido, a dupla da Mercedes chega como principal favorita, dada a dominância da equipe alemã em 2014. Após três vitórias consecutivas, em Monza, Cingapura e Japão, Lewis Hamilton abriu dez pontos na liderança do campeonato, com 266 pontos contra 256 de Nico Rosberg.

“Este final de semana é uma nova experiência para a Fórmula 1, nesta primeira vez aqui na Rússia. Eu gosto de um desafio, e um circuito novo sempre te proporciona isso. É claro que corremos muitas voltas no simulador, mas você nunca sabe realmente como será até que você entre no carro e sinta como é na pista”, disse Hamilton. Ao contrário do GP do Japão do último domingo, a previsão do tempo em Sochi é de sol e temperaturas amenas. A largada está marcada para as 7h (de Manaus) deste domingo. DIVULGAÇÃO

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16ª etapa do Mundial 2014 da Fórmula 1 será realizada neste domingo (12) em um evento histórico para a categoria. O Grande Prêmio da Rússia marca a primeira vez que o país sedia uma prova da principal categoria do automobilismo. Um novo circuito foi construído especialmente para a ocasião na cidade de Sochi, às margens do Mar Negro. O Sochi Autodrom está localizado dentro do parque olímpico utilizado para os Jogos Olímpicos de inverno de 2014. Sochi representará um desa-

Lewis Hamilton quer manter a liderança da F-1, vencendo no Circuito de Sochi


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