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Pódio - 11 de janeiro de 2015

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MANAUS, DOMINGO, 11 DE JANEIRO DE 2015

esportes@emtempo.com.br

Pequenos querendo

ser grandes

Manaus FC e Nacional Borbense, caçulas do Campeonato Amazonense, querem bater de frente com os grandes, sonham alto e querem o título do Barezão 2015 Pódio E4 e E5


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MANAUS, DOMINGO, 11 DE JANEIRO DE 2015

Eduardo CLARA

‘Sou um PROFISSIONAL muito organizado’

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

E Para mim foi muito fácil, porque o São Raimundo é um clube que tem um nome muito forte no Sul do país. Desculpe-me as outras equipes, mas o São Raimundo é o que tem o nome mais forte”

le tem a missão de levar, novamente, o São Raimundo ao topo do futebol do Amazonas. Estamos falando do treinador Eduardo Clara. Aos 43 anos, o paulistano assumiu o comando do tricampeão do Norte pela segunda vez, após passagem pelo Penarol em 2014. Antes disso, o técnico fez sucesso dirigindo clubes como Grêmio Osasco e Atibaia de São Paulo e Camboriú (Santa Catarina). Colecionador de acessos no futebol do Sul, Clara conversou com a equipe do PÓDIO e revelou seus objetivos para a atual temporada e relembrou o seu começo como treinador em times profissionais. Pódio – Como começou a sua ligação com o esporte? Eduardo Clara - Sou paulistano da periferia de São Paulo e lá, dentro dos campos de várzea, comecei a dar os chutes e a jogar bola. Cheguei a jogar nas categorias de base da Portuguesa. Depois, iniciei uma carreirinha de treinador que não deu muito certo na base. Passei um tempo fora treinando clubes menores. Como treinador, estou há oito anos. Nesse período, consegui três acessos no futebol catarinense. Isso é muito importante na minha carreira. Também tenho conquistas no futebol paulista. Uma coisa que considero muito importante na minha carreira foram os jogadores que revelei. Uns estão no cenário nacional e outros no internacional. Outra coisa importante é estar no meu terceiro ano no futebol amazonense. Chego hoje conhecendo mais a logística que funciona aqui e estando mais adaptado ao clima. Por ser a segunda passagem, já conheço mais como funciona

o São Raimundo. Isso é muito importante e faz com que a gente chegue um pouco mais à vontade e com confiança. Esse é o Eduardo Clara. Um cara humilde e trabalhador que procura, acima de tudo, respeitar e ser respeitado no meio do futebol. Pódio – Como você recebeu o desafio de treinar um clube do Norte pela primeira vez, o São Raimundo, em 2013? EC - Para mim foi muito fácil, porque o São Raimundo é um clube que tem um nome muito forte no Sul do país. Desculpeme as outras equipes, mas o São Raimundo é o que tem o nome mais forte. Então, quando chegou a proposta, até tinha outras opções, mas obviamente aceitei de cara por se tratar de um gigante do futebol do Amazonas. Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar, mas é uma oportunidade que temos também de estar em um clube como o São Raimundo. Vamos tentar fazer um grande trabalho e isso acaba alavancando a carreira da gente consequentemente. Pódio – Quais foram as dificuldades que encontrou no futebol amazonense? EC - Primeira, logicamente, foi o clima. Outra foi a logística de viagem. Eu sofri muito, porque não conhecia as distâncias. O que as pessoas me diziam, não sabia. Então, sofri muito com isso. Hoje, não. Hoje, conheço bem mais em relação à primeira vez em que estive aqui e isso me ajuda para que a gente esteja aí, tentando fazer, provavelmente, uma campanha melhor. Pódio – No futebol, qual o profissional em que você se espelha? EC - Eu sou um profissional muito organizado. Procuro sempre me organizar muito para que a gente não tenha

surpresa. Então, me considero um cara organizado, e como vários treinadores organizados que existem no país, me espelho neles. Pódio – Como você avalia o atual momento do futebol de base do Amazonas? EC - Nesses três anos, vejo que vem crescendo gradativamente. Está melhorando. Hoje, temos novos campos e o nível técnico vai subir também. Vejo que as pessoas começaram a olhar diferente para as categorias de base. Quando aqui cheguei, levei um susto. A base praticamente não existia. Hoje, já vejo que tem um pouco mais de organização nesse sentido. Acho que as coisas não são feitas da noite para o dia, mas devem ser feitas ano a ano, devagar. Ainda mais no futebol que se constrói. Mas, certamente o futebol amazonense, penso que está em uma fase de crescimento e espero que possamos despontar dentro do futebol com as equipes no Campeonato Brasileiro. Espero que coloquemos, não só o São Raimundo, mas várias equipes no cenário nacional. Pódio – Acredita que a Colina (estádio Ismael Benigno) será uma força extra para o São Raimundo dentro do Campeonato Amazonense? EC - Disso não tenho dúvidas. Com certeza, quando o São Raimundo entrar em campo, vai se sentir em casa com o apoio da torcida. Isso certamente vai nos ajudar a dar aquele respiro final com um pouco mais de força. A Colina também vai ajudar, pois será nosso campo de treinamento. Isso já faz parte do nosso planejamento, já está definido. Isso vai contar bastante para que possamos conhecer cada cantinho e detalhes do gramado. Pódio – A falta de calen-

dário é um problema para os treinadores do futebol amazonense? EC - Todo mundo reclama disso. Acho que temos que nos adaptar. Acho que Europa é Europa, Sul é Sul. Não podemos querer imitar o futebol paulista, nem o catarinense que está em um momento bom. Temos que ter nosso próprio calendário e resolver os problemas do futebol do Amazonas. Podemos olhar para os outros centros, mas não devemos deixar de lado as características que são daqui. Acho que isso é um fator importante. Obviamente que se fosse mais extensivo, seria excelente. Todavia, acho que já ouve uma evolução. Agora, são 18 rodadas e isso é um fato de se aplaudir. As pessoas que tomaram essa decisão estão no caminho correto. Sei que nada é da noite para o dia. Pódio – O que a torcida do São Raimundo pode esperar do time e do Clara em 2015? EC - Temos uma responsabilidade muito grande diante da torcida do São Raimundo. Obviamente, só podemos prometer que vamos nos organizar da melhor maneira possível. Vamos trabalhar como já estamos trabalhando e tomara a Deus que consigamos dar os resultados que eles tanto querem. Mas, para isso, temos que ter calma, treinar forte, ser humildes aqui e não dar resposta falando, mas sim, dentro de campo. Pódio – A rivalidade com os outros clubes da cidade pode ajudar o São Raimundo? EC - A rivalidade é importante para o torcedor. Essa é a alegria do futebol. Sobre o planejamento das outras equipes, isso não me importa. Papel nunca ganhou jogo e nem vai ganhar. Temos que pensar na gente, montar um grande time e competir com eles.

Temos uma responsabilidade muito grande diante da torcida do São Raimundo. Obviamente, só podemos prometer que vamos nos organizar da melhor maneira possível. Vamos trabalhar como já estamos trabalhando”

A rivalidade é importante para o torcedor. Essa é a alegria do futebol. Sobre o planejamento das outras equipes, isso não me importa. Papel nunca ganhou jogo e nem vai ganhar”


Em busca do

tempo perdido

Nacional investe nas categorias de base e solidifica o projeto que visa levar o clube à elite do futebol brasileiro em até 10 anos

Campo da Academia de Futebol Barbosa Filho já começou a receber o gramado

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

RICARDO OLIVEIRA

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Aderbal Lana aceitou o projeto de reestruturar a formação de jogadores do Nacional

raque o Flamengo faz em casa. Essa frase ilustra bem a filosofia básica do futebol. Os grandes clubes mundiais investem alguns milhões nas categorias de base para formar atletas qualificados que, no futuro, acabam sendo utilizados pelo time principal ou vendidos para a Europa, o que gera lucro ao clube formador. No Brasil, equipes como Fluminense, Santos e Internacional são exemplo nesse setor. Só no último Campeonato Brasileiro, essas esquadras revelaram atletas como o atacante Gabigol, o meia Valdívia, o lateral direito Cláudio Winck e o zagueiro Elivelton. Já no Amazonas, a categoria de base, por muitos anos, foi deixada de lado pelos principais clubes. Exemplo disso foi o Campeonato Amazonense juvenil de 2013, quando times como Nacional, Rio Negro, Fast, São Raimundo e Princesa do Solimões não participaram da competição. No ano pas-

sado, o torneio ganhou um “upgrade” e teve a presença de 14 equipes. O Tarumã sagrou-se bicampeão estadual e ganhou a vaga para representar o Amazonas na principal competição da categoria, a Copa São Paulo de Futebol Júnior, competição em que já está eliminado após perder os dois primeiros jogos. Planejando voltar à elite do futebol brasileiro, o Nacional lançou no fim de 2014 um projeto ousado que tem como objetivo colocar o clube na Série B do Campeonato Brasileiro no período de uma década. Para isso, o time decidiu aumentar os investimentos na equipe principal e nas categorias de base. O primeiro passo dado foi a profissionalização da divisão de base, o que acarretou na contratação do experiente treinador Aderbal Lana para o cargo de coordenador das categorias de base. Segundo o próprio coordenador, essa decisão foi acertada, porque afastou do clube os profissionais “apadrinhados”, fato que era comum no futebol local. “Evidentemente que isso aí é um fator preponderante para a divisão de base. Porque para treinar uma equipe de futebol, principalmente garotos, deve ter uma didática de ensino, ter jogado e um certo grau de ensino, pois devemos formar o homem, antes do atleta. Isso é muito importante para o nosso futebol, porque estamos copiando muito o futebol europeu, que está em ascensão, mas apenas o esquema tático. Estamos esquecendo de co-

piar o homem. Podemos observar que os atletas europeus e até asiáticos são humildes, profissionais e atendem aos seus treinadores, diferente dos jogadores brasileiros que quando o treinador fala, eles já acham que sabem tudo. Isso que o Nacional está procurando. Estamos buscando bons profissionais nessa área para formar o atleta e o homem”, ressaltou Lana. A segunda atitude tomada pela diretoria do Leão da Vila Municipal foi a estruturação

NA BRONCA

Aderbal Lana criticou o fato de a Federação Amazonense de Futebol (FAF) ainda não ter divulgado o calendário oficial de campeonatos para as categorias de base no ano de 2015 do clube. Buscando melhorar o aprendizado de seus garotos, o Nacional investiu na reforma do campo da Academia de Futebol Barbosa Filho, localizado ao lado da sede do clube, no bairro Adrianópolis. Para Lana, o novo espaço vai atrair e facilitar o aprendizado dos jovens atletas. “Foi um investimento alto. Estamos terminando o gramado. Por sinal, é uma grama de grande qualidade. É a mesma utilizada no CT dos profissionais. Foi um investimento de quase R$ 200 mil.

Agora, já estamos trabalhando dentro do planejamento que idealizamos para as categorias de base. Vamos iniciar com as escolinhas de 5 a 14 anos, trabalhando dentro das faixas etárias, e na sequência, manteremos um sub14, sub-17 e sub-20 que será trabalhado em prol da criação de novos atletas para o futebol amazonense, consequentemente, para o Nacional”, afirmou o coordenador. Dificuldades Sabendo que não será fácil o desafio nacionalino, Lana enumera algumas dificuldades que enfrentará no decorrer do projeto. Surpreendentemente, o primeiro obstáculo identificado é a Lei Pelé. “A primeira dificuldade que os clubes enfrentam é a Lei Pelé. Vamos fazer um time sub-14, um sub-17 e um sub20. Teremos que ter contrato com todos esses garotos e pagar todas as obrigações. Se você não faz isso, vem um empresário e o leva embora. Essa é a grande dificuldade. Por isso que os grandes clubes do Norte e Nordeste deixaram de trabalhar mais nas divisões de base. Você fica inseguro, porque não sabe se vai recuperar tudo aquilo que vai gastar”, revela o coordenador que também relembrou que a falta de organização na Federação Amazonense de Futebol (FAF) atrapalha no planejamento, pois as competições para a temporada de 2015 ainda não foram definidas.

RAIMUNDO VALENTIM

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Quem é quem no PÓDIO apresentará semanalmente um guia do Campeonato Amazonense. Nesta edição, você confere um raio x de Nacional Borbense e Manaus FC

NOVATOS

Manaus FC e Nacional Borbense são os clubes mais novos do Campeonato Amazonense. O time da capital tem apenas dois anos de vida e o clube interiorana foi fundado no final dos anos 80

Taça Cidade de Manaus (1º Turno) Nacional Borbense Penarol Fast Nacional Borbense Iranduba Nacional Borbense Nacional Princesa do Solimões Nacional Borbense

x x x x x x x x x

São Raimundo (21.2) Nacional Borbense (1º.3) Nacional Borbense (7.3) Rio Negro (11.3) Nacional Borbense (15.3) Manaus (21.3) Nacional Borbense (30.3) Nacional Borbense (1º.4) Operário (4.4)

FICHA TÉCNICA NACIONAL BORBENSE Fundação: 01.01.1989 Treinador: Róbson Sá Preparador Rafael Bispo Físico: Coordenador Paulo Feitosa Físico: Preparador de Goleiros: Dida Goleiros: Manga, Joelmir e Douglas

Taça Estado do Amazonas (2º Turno) São Raimundo Nacional Borbense Nacional Borbense Rio Negro Nacional Borbense Manaus Nacional Borbense Nacional Borbense Operário

ARA AR

Zagueiros: Manuel Júnior, Preto, Adalto e Pedrinho Volantes: Luis Gustavo, Robinho, Ronaldo, Alberone, Felipe Graça e Beto. Meias: Raphael, Jeferson, Neto Atacantes: Murilo, Márcio Ribeiro, Élson Bala, Jaílton.

ÚJO

Laterais: Negrety, Guilherme, e Diego Bahia

OC ÉS

nal Borbense”, pontua o jovem treinador. Quanto à perspectiva da equipe para 2015, Róbson deixa bem claro que o Nacional Borbense vem trabalhando dentro de um planejamento que visa a superação de etapas. “Nosso plano estratégico visa, em primeiro lugar, se manter no primeiro escalão do futebol amazonense. À medida que esta etapa é superada vamos partir para tentar, como em 2014, passar para as semifinais dos turnos. Se possível for, lutaremos pelo título.”, pondera Sá. Como todo jovem treinador, Róbson não esconde a alegria que teria, caso conquistasse seu primeiro título no profissional. A possibilidade de ele ser lutar pelo título na Arena da Amazônia o deixa empolgado: “Seria um sonho chegar a uma decisão neste estádio e, quem sabe, levar o título; além do mais, a visibilidade que alcançaríamos seria imensurável”, conclui.

ERT

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om dez equipes, sendo cinco da capital e cinco do interior, o Campeonato Amazonense de 2015 promete ser um dos mais equilibrados da década. Com elencos cujas folhas mensais variam de R$ 30 a R$ 300 mil, os times já começaram a se organizar; alguns bem antes de o ano de 2014 iniciar, como é o caso de Nacional Borbense e Manaus FC, equipes recémchegadas ao centenário certame, mas já com história na primeira divisão para contar e que prometem escrever uma bela página. Conheça um pouco da história destes clubes que prometem não ser meros coadjuvantes, mas times que perfilarão bom nível técnico. Fundado em 1º/1/1989, a Associação Recreativa Nacional Clube Nacional Borbense, ou simplesmente Nacional Borbense, iniciou suas atividades no futsal e no futebol amador. Entrou para o futebol profissional em 2013, quando disputou a Série B, sendo vice-campeão da competição. Quando conseguiu acesso, poucos apostariam que a equipe do município de Borba (distante 208 quilômetros de Manaus ao sul do Estado) faria um campeonato tão bom em 2014. Venceu de cara o xará Nacional de Manaus em um jogo onde, além da distância - na ocasião, a equipe jogou em Rio Preto da Eva -, superou um adversário mais forte e mais qualificado após estar atrás no placar por duas vezes. A equipe de Borba seguiu fazendo uma excelente campanha em 2014 tendo participado na semifinal do primeiro turno do certame local, perdendo na ocasião para o Princesa do Solimões (venceu em casa por 2x1, mas perdeu na volta por 3x1). Embora não tenha repetido o mesmo feito na segunda etapa do campeonato, deixou para trás equipes tradicionais como Sul-América, São Raimundo e Penarol, terminando em uma honrosa quarta colocação na classificação geral. Para 2015, o time de Borba manteve o treinador Robson Sá, que desde 2013 dirige a equipe do Camaleão (mascote do Nacional Borbense), além de ter se reforçado com jogadores locais e de outras praças esportivas. Pesa ainda em favor da equipe borbense o fato

de o elenco já estar composto deste o fim do ano passado, além da equipe já estar treinando com atletas oriundos do município interiorano. Outro grande reforço vem das arquibancadas. Em seu estádio, o Nacional Borbense conta com o apoio de uma apaixonada torcida que lota o estádio Gerdilson Bentes, também conhecido como Joboatão. Vindo desde o amador com a equipe, Robson Sá percebeu desde o início que a transição para o profissional deveria ser acompanhada de qualificação. Tanto que o treinador fez um curso no Rio de Janeiro, tendo aprimorado a parte técnica e o planejamento do elenco. “Procurei me qualificar ciente das diferenças entre o futebol amador e o profissional e o quanto esta categoria demanda de um treinador. O curso serviu para que eu pudesse imprimir mais qualidade no comando do elenco do Nacio-

ALB

WILLIAN D’ANGELO E CÍCERO JR Rádio Web EM TEMPO

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Nacional Borbense (11.4) Penarol (18.4) Fast (21.4) Nacional Borbense (25.4) Iranduba (2.5) Nacional Borbense (9.5) Nacional (16.5) Princesa do Solimões (20.5) Nacional Borbense (23.5)


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no Barezão 2015 Manaus FC que ser grande

FICHA TÉCNICA MANAUS FC Treinador:

Paulão;

Preparador Ronaldo Físico: Sperry; Coordenador técnico: Fábio Luis;

Fundado em 5 de maio de 2013, o Manaus Futebol Clube aparece como um forte candidato a brigar pelas primeiras posições, apesar de tão jovem. Logo que estreou no profissional, o time foi campeão da segunda divisão em 2013. Desde então, o Gavião do Norte, como é conhecido, tem brigado por títulos nas categorias de base além de dar trabalho no profissional às equipes mais tradicionais. Conhecido pelos adversários como um time enjoado de se jogar contra, o Manaus FC fez uma campanha inversa do time de Borba na primeira divisão em 2014. Ficou de fora da disputa da Taça Cidade de Manaus com uma campanha irregular, porém deu a volta por cima na Taça Estado do Amazonas e chegou na segunda posição com 7 pontos, em um grupo que tinha Princesa do Solimões e Fast Clube. Nas semifinais do segundo turno, não teve força de vencer o Nacional, perdendo por 2x0 e 3x1. Terminou o certame na sexta posição com 12 pontos, mas não deixou de provar seu valor no futebol amazonense e que pode ganhar força ao longo dos anos. Para 2015, o Gavião do Norte aproveitou vários jogadores da base, entre eles o jovem Purá, artilheiro do Barezão juvenil com 24 gols. Ele é aposta de muita bola na rede em 2015. Além do “matador”, outros dez se profissionalizaram e, com isso, sob o comando de Paulo Roberto Gomes, o Paulão, a equipe do Manaus FC espera superar a campanha do ano passado. Promessa cumprida

O presidente Luís Mitoso, em posse da lista do elenco, afirmou, em entrevista ao Programa Liga Em Tempo, na Rádio Web Em Tempo em 2014, que o trabalho do Manaus FC prioriza as categorias de base e que do elenco que disputou sub-20 e juvenil, profissionalizaria várias promessas do futebol amazonense. A promessa foi cumprida e além de Purá, nomes conhecidos da base como Rafinha, Kemerson, Natal e Paulo Henrique ganharão oportunidade mostrar seu futebol entre os profissionais. Os atletas já estão no BID da CBF e confirmados para o Barezão 2015. A ousadia de promover a garotada não é novidade para Mitoso. “Quando estive na presidência do Nacional, fui o mandatário que mais promovi atletas da base para o profissional”, lembra. Ele ainda salienta a importância do trabalho de base e o diferencial da equipe alviverde do Gavião: “Nosso projeto é ousado. Embora seja mais difícil trilhar o caminho das categorias de base, é um investimento cujos frutos são de uma permanência maior e, certamente, estamos em busca destes frutos perenes”, afirma. Em face da oportunidade, Rafinha não hesita e resume a experiência: “Estou muito feliz. Agradeço a Deus por esta grande oportunidade” O Manaus FC vem ao Barezão 2015 com uma mescla de jovens talentos, sem esquecer a experiência de atletas como Joiner, que na edição passada, marcou gols importantes para o Gavião.

Preparador de Goleiros: Junior Pinho; Goleiros: Jhonatan, Talis e Júnior Laterais: Jean Carlos, Kemerson, Elton Lucas e Natal Zagueiros: Martony, Bruno Sergipe e Gildervan; Fábio Gomes, Kelton e Gabriel Volantes: Derlan, Tubarão e Rafinha; Eduardo, Bruno Potiguar e Caio; Meias: Celio, Meireles e Paulo Henrique; Conrado, Messi e Gerson; Atacantes: Joiner, Claudiney e Purá; Elivelton, Heitor e Huendel

Taça Cidade de Manaus Penarol Manaus Rio Negro Manaus Nacional Nacional Borbense Manaus Operário Manaus

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Manaus FC (22.2) Fast (28.2) Manaus (7.3) Iranduba (11.3) Manaus (16.3) Manaus (21.3) Princesa do Solimões (28.3) Manaus (1º.4) São Raimundo (4.4)

Taça Estado do Amazonas PManaus Fast Manaus Iranduba Manaus Manaus Princesa do Solimões Manaus São Raimundo

x x x x x x x x x

Penarol (11.4) Manaus (18.4) Rio Negro (21.4) Manaus (26.4) Nacional (2.5) N. Borbense (9.5) Manaus (17.5) Operário (20.5) Manaus (23.5)

Paulão: da base ao profissional No Manaus FC não é somente o elenco que experimenta promoção da base para o profissional. Tendo iniciado seus trabalhos com a garotada, Paulão tem nas mãos em 2015 a oportunidade de escrever os primeiros capítulos de sua história como técnico profissional. Embora empolgado com a oportunidade, Paulão está ciente do trabalho árduo demandado. “É um desafio que está proposto desde que eu comecei na base do clube, incorporando o diferencial promovido com a garotada dentro do profissional”, destaca o ex-zagueiro. Apesar de não ter obtido nenhum título nas categorias de base, sendo vice-campeão no Sub-20 e Juvenil, Paulão se sente surpreso e satisfeito com

o desempenho até o momento. “Chegamos aonde não esperávamos. Já fizemos bastante, mesmo em tão pouco tempo de trabalho. Vamos em busca de superar nossas marcas já alcançadas, unindo jovens atletas com jogadores experientes”, salienta. Quando questionado sobre os seus objetivos no clube, Paulão foi incisivo. “Apesar de termos baixado e muito a média de idade do elenco em relação ao ano passado, montamos uma equipe muito competitiva cuja mentalidade será preparada para o sonho de sermos campeões amazonenses de 2015. Se chegaremos lá, é outra história, mas que nossa equipe será preparada para ser campeã, isso sem sobra de dúvidas”, conclui.

DIVULGAÇÃO PORTALDACOPA

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estrangeiros ‘atraem’

torcedores amazonenses Baixo nível técnico apresentado no Brasil fez clubes europeus ganharem o coração dos apaixonados por futebol ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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decadência do futebol amazonense e brasileiro abriu espaço para um mercado antes impensável em terras tupiniquins. Com a queda do rendimento e da qualidade dos espetáculos do lado de cá do globo, os clubes europeus ganharam espaço e passaram a tomar conta do coração de alguns apaixonados pelo esporte mais praticado do mundo. É bem verdade que as emissoras de canal fechado e a democratização da internet ajudaram na popularização dos clubes do velho continente no Brasil. No Amazonas não é diferente. Carentes de grandes espetáculos e ídolos, o torcedor “baré” passou a admirar e acompanhar de perto os passos de gigantes clubes europeus, como Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Liverpool, Arsenal, Milan, Roma e várias outras esquadras. Embalado pelo bom momento e início da era “galáctica” do Real Madrid, o subgerente Alberto Noronha, 25, se diz um fanático torcedor “merengue”. Mas

não para por aí, o manauense também é fã do Manchester United, da Inglaterra. “Na verdade essa paixão surgiu desde 1995, 1996, época de brilho do Real Madrid. Muito também por conta da influência de Zidane. Pelo Manchester sempre fui muito fã do Cantona. Ele sempre fez muita diferença nos times do Manchester, e participou do surgimento de jogadores como Giggs, Scholes e Beckham. Mas o Real sempre teve times espetaculares”, explica Alberto, deixando claro que o amor pelos clubes europeus sempre veio acompanhado de um grande ídolo. Apesar do amor aos clubes europeus, o subgerente não deixa o futebol brasileiro de lado e se diz torcedor vascaíno. A nível local, Alberto recorda os tempos em que frequentava o Vivaldo Lima e a Colina para acompanhar os jogos do São Raimundo, mas por motivos profissionais, hoje não consegue mais ser assíduo nas arquibancadas. “Realmente estou afastado do futebol amazonense, mas sempre que posso acompanho muito”, comenta. Arsenal e Henry Quem não lembra da incrível campanha realizada pelo Arse-

nal na temporada 2003-2004, quando o time foi campeão inglês? O assistente administrativo Leandro Jaqueminut, 25, não esquece e vai além: foi por causa do futebol apresentado por aquela equipe, comandada pelo atacante francês Thierry Henry, que ele passou a torcer pelos Gunners. “O primeiro campeonato que eu assisti, quando eu passei acompanhar o campeonato inglês, foi em 2003, quando o Arsenal foi campeão invicto e praticava o melhor futebol da liga e muito disso por causa do Henry”, destaca. Contudo, aquela campanha seria a última vitoriosa da equipe de Londres no Campeonato Inglês. A seca por títulos importantes só acabou na última temporada, quando o Arsenal garantiu o troféu da Copa da Inglaterra. Para este ano, a expectativa é de uma boa Liga dos Campeões da Europa. “No Inglês (a equipe) está oscilando, mas pelo menos demos sorte, já que vamos pegar o Mônaco na competição esta temporada. A perspectiva é chegar nas quartas e garantir vaga na Champions da próxima temporada via Premier League”, acredita.

Liverpool ganhou o último título de expressão em 2005

‘Seca’ de títulos não diminui amor Influenciado por um amigo, o universitário Igor Nunes, 22, hoje defende o Liverpool, clube da terra dos Beatles, como o do seu coração. “Comecei a gostar do time por ver a campanha da Liga dos Campeões na temporada 4/5. Passei a torcer pelo convívio com um amigo, que já era fanático”, lembra. Atualmente na oitava posição do Campeonato Inglês, os Reds vêm encontrando

dificuldade após a saída de Luis Suárez para o Barcelona. “Acho que o clube enfrenta um período turbulento, meio por culpa das muitas lesões, meio por culpa de decisões erradas de mercado tomadas na última janela de verão. Acredito que esse momento ruim vai passar em breve. É preciso ter paciência”, avisa Igor. O universitário faz parte da nova safra de torcedores do Liverpool, que nunca viram a

equipe levantar um troféu do Campeonato Inglês, já que o último triunfo aconteceu na temporada 1989-1990. Ano passado o time perdeu o caneco nas últimas rodadas. “A campanha do quase foi muito decepcionante para mim. Cheguei a acreditar que o título já estava ganho. Aquele jogo com o Chelsea foi um banho de água fria em qualquer torcedor do Liverpool”, concluiu.


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m exemplo de superação nos octógonos. É assim que o lutador Helderson Filhão, 26, pode ser definido no cenário do MMA do Amazonas. O atleta é surdo, mas diante dos adversários a linguagem que fala mais alto são as finalizações, estrangulamentos, chutes e socos certeiros. Competidor do peso leve (até 70 kg) – a mesma categoria de Adriano Martins (UFC) -, Helderson Filhão impressiona pelo vasto repertório técnico, apesar da deficiência. A história de Filhão começou aos 9 anos, na academia Chiquinho Top Team, no Novo Aleixo, Zona Leste. “Tudo começou no jiu-jítsu, por isso até hoje ele é um excelente atleta na finalização. Já finalizou até o Fábio Saci num dos seus primeiros combates no MMA”, conta o mestre Francisco de Assis. Helderson subiu ao octógono pela primeira vez aos 18 anos. Passadas oito temporadas, hoje o faixa preta na “arte suave” já contabiliza 14 lutas, com 12 vitórias e duas derrotas. Além de treinar em Manaus, Filhão esteve perto do topo do MMA brasileiro, quando treinou por quatro anos na equipe CM System, de Curitiba. “Mas, infelizmente, ele se lesionou no joelho e teve que voltar para Manaus em 2011”, lembra o treinador. A volta por cima aconteceu

ano passado, quando Filhão venceu duas edições do Rei da Selva Combat, evento patrocinado pelo Grupo Raman Neves de Comunicação. Para Francisco de Assis, a surdez não é problema na hora dos treinamentos. “A deficiência não atrapalha, ao contrário, ele fica ainda mais focado nas orientações. Ele assimila bem todas as posições”, garante o

PRÓXIMA LUTA

A próxima peleja de Filhão acontecerá dia 17 de janeiro, na Arena Novo Aleixo. Ele enfrentará Marlon Ferreira (Brothers Team) na luta principal do evento Norte Leste Fight 2 técnico. Segundo a irmã do atleta, Vanessa Rolim, o MMA é a paixão de Helderson. “Para ele, treinar é normal. A surdez não afeta o desempenho. Ele ama o esporte”, encerra. A próxima peleja de Filhão acontecerá dia 17 de janeiro, na Arena Novo Aleixo. Ele enfrentará Marlon Ferreira (Brothers Team) na luta principal do evento. “Ele está preparado para conquistar a terceira vitória consecutiva”, avisa o técnico.

Filhão (de bermuda vermelha) em ação durante o Rei da Selva Combat

DIVULGAÇÃO/REI DA SELVA

Lutador amazonense Helderson Filhão combate a surdez com a linguagem da vitória no MMA. Exemplo de superação, o atleta ganhou o respeito dos adversários e tem feito muito “casca grossa” temer enfrentá-lo


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