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Pódio - 9 de agosto de 2015

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DIEGO JANATÃ

MANAUS, DOMINGO, 9 DE AGOSTO DE 2015

esportes@emtempo.com.br

Tal pai, tal filho Neste Dia dos Pais, o PÓDIO mostra a história de pais e filhos que atuaram juntos no Campeonato Amazonense de futebol. Pódio E4 e E5


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Omar AZIZ

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FRED SANTANA

Melo vai ter de encontrar uma alternativa. O Estado não tem e nunca terá condições para manter a Arena sozinho”.

mar José Abdel Aziz, paulistano nascido em 13 de agosto de 1958, membro do PSD, exgovernador do Amazonas e atual senador pelo Amazonas, é um homem de declarações fortes. Não foi diferente nesta entrevista ao PÓDIO. Nacionalino assumido, o senador volta a mostrar confiança no time, conta sobre sua passagem pelo time no ano 2000, fala sobre o que deu errado na administração da Arena da Amazônia e joga um balde de água fria nos planos de Romário enquadrar a CBF.

PÓDIO – O senhor era vice-governador quando a Arena da Amazônia começou a ser construída. Era governador quando foi inaugurada. E nesse intervalo de tempo, afirmava que o estádio seria economicamente sustentável. Agora, os clubes evitam a Arena por conta dos custos e o governo não encontra interessados em terceirizá-la. O que o senhor sugere para conseguir tornar a administração dela sustentável? Omar Aziz – Apenas uma arena conseguiu vender seu naming rights, a de Salvador. A de Cuiabá está com problemas, a de Natal tem problemas, a do Corinthians tem muitos problemas. Estamos em uma época de crise. Tudo é mais difícil. (José) Melo vai ter de encontrar uma alternativa para a Arena. O Estado não tem e nunca terá condições para mantê-la sozinho. O problema é que para licitar uma obra de R$ 600 milhões, o Ministério Público fica em

cima querendo saber em quantos anos o investimento será recuperado. E isso não vai acontecer em dois anos.

PÓDIO – Como membro, como o senhor espera contribuir para a da CPI da CBF?

PÓDIO – Na sua visão, por que o futebol amazonense parou no tempo e o que precisa para melhorar?

OA – Não estou nessa CPI para caçar bruxas. Estou nessa CPI para elaborar uma proposta adequada para o futebol brasileiro. E é brasileiro mesmo. Não é para o futebol de Rio, São Paulo, Minas e Paraná. A proposta da CPI não é botar fulano ou ciclano na cadeia, como o Romário está falando. Não queremos tirar proveito político disso. A ideia é ter uma proposta de funcionamento para o esporte. PÓDIO – O se-

OA – O futebol amazonense não avança por uma série de coisas. A CBF precisa tratar com isonomia os clubes. O Nacional foi jogar no Acre e fez uma viagem de dez horas. Não fazem isso com Flamengo, Vasco e Corinthians. Também falta apoio da imprensa amazonense. Não criam ídolos. Preferem colocar a foto do Guerrero (atacante do Flamengo) do que de um jogador do Nacional. Não ajudam. Precisamos trabalhar unidos. Nós conseguimos mudar o horário do jogo do Nacional (contra o Remo, nesta segunda-feira, na Arena da Amazônia), que não recebe rigorosamente nada pelas transmissões dos jogos pelo Esporte Interativo.

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acional na Série B em 2000’ nhor acha que o fato da entidade dar dinheiro a clubes e federações pode atrapalhar os trabalhos do grupo?

condena é a Justiça.

OA – A CBF não tem dinheiro público. Nenhum recurso do governo federal passa pela CBF. O Tribunal de Contas da União não investiga a CBF. Ela não tem de dar satisfações a ninguém. Ela não é uma secretaria para ser auditada. Os acordos que ela fez com a Nike, a CocaCola, etc. não interessam. Isso é entre eles. Na Copa 2014, ela nunca participou de nada. Não podemos chegar falando em prender. A CPI vai fazer um relatório sobre o que descobrir. Daí, isso será encaminhado ao Ministério Público. E quem

OA – Hoje temos três estádios para praticar esportes. O Nacional tem um bom centro de treinamento e um bom campo para a base. Mas a Lei Pelé desestimulou a formação de jogadores, porque eles não são mais dos times. Temos de ouvir quem está trabalhando na base. O futebol brasileiro não tem mais ídolos. Quem é Roberto Firmino? Isso parece nome de empreiteiro. O Brasil perde a Copa América. Vai para o Mundial de Juniores, perde. O que está acontecendo? Nossos jogadores não são mais formados. Eles saem com 16 anos para o exterior. É preciso ter critério. A meu ver, para sair do Brasil, o jogador tem de ficar pelo menos quatro anos jogando profissionalmente no time formador. Temos de rever isso,

PÓDIO – O senhor tem alguma proposta já preparada para a CPI?

PÓDIO – Na partida en-

tre Nacional e Bahia, pela Copa do Brasil, o senhor fez duras críticas ao time amazonense. Sua opinião mudou? O senhor acredita no acesso do time à Série C? OA – Acredito. Nós melhoramos a equipe. O Mário (Cortez, presidente do Nacional) trouxe jogadores para suprir algumas necessidades que nós tínhamos. Depois das minhas críticas, o Charles, por exemplo, veio jogar no Nacional. Hoje temos uma equipe muito boa. Melhor que aquela de 2013. Isso porque hoje temos algo que não tínhamos naquela época: banco de reservas. Em 2013, tivemos problemas quando o Denis e o Lídio foram suspensos. Esse Lusmar é um craque. Cabe ao Lana ser político. Administrar a cabeça de 25 pessoas diferentes não é algo fácil. PÓDIO – Como o senhor avalia sua época de cartola do Nacional? OA – Fui diretor do Nacio-

nal em 2000, quando era vice-prefeito. O São Raimundo era o time da moda, tricampeão amazonense. Eu estava no sítio do Lupércio Ramos e perguntei ao Maneca (ex-deputado, conselheiro do Nacional e na época diretor do Tufão): e o meu Nacional, Maneca? Ele disse: está lá. Falei a ele: se me derem a direção de futebol, eu assumo. Maneca disse: está dada. O Evandro (Simões, então presidente do Nacional) foi até minha casa e me deu autonomia. Fiz o CT. Contratei o time inteiro do Anapolina. Ganhei o campeonato do Lana. Botei o Nacional na Série B, que na época era a Copa João Havelange. Ou melhor, o Eurico Miranda (atual e presidente do Vasco na época) colocou o Nacional na Série B. A verdade é essa. Disputamos por dois anos. Aí caímos e eu desisti (risos). Mas ao menos eu acabei com a hegemonia do São Raimundo e construí um CT. Não fosse isso, o Nacional teria se tornado o que é, infelizmente, o Rio Negro hoje”.

A proposta da CPI não é botar fulano ou ciclano na cadeia, como o Romário está falando”


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Pai e filho no ofí

Sérgio Duarte e Serginho fizeram parte do me ambiente de trabalho, com o pai treinando o filho. J Júnior e Bianor atuaram juntos na zaga do Rio N THIAGO FERNANDO

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m dos conceitos mais populares é que os filhos devem superar os pais. O exemplo fraterno vem de berço e acaba sendo utilizado para motivar os filhos na busca por seus sonhos e objetivos. É possível observar que essa luta acontece em várias áreas e no esporte não poderia ser diferente. No automobilismo brasileiro, por exemplo, o tricampeão da formula 1, Nelson Piquet, após fazer história na categoria, viu seu filho, Nelsinho, também seguir seus passos. Outra família que também marcou seu nome foi a Villeneuve. Neste caso, o filho foi maior que o pai. Em 1997, Jacques se sagrou campeão mundial de F1 e homenageou Gilles, que faleceu em 1982. No futebol, existem bons exemplos também. O maior deles é do “Rei” do esporte bretão. Após se eternizar no futebol, Pelé viu seu filho, Edinho, fracassar na carreira de goleiro. Por outro lado, no Palmeiras, Ademir da Guia fez história e virou um dos principais ídolos dos “palestrinos”, honrando, assim, o nome da família que já tinha se “imortalizado” com seu pai, Domingos da Guia. Na América do Sul, também há exemplos. Para os mais novos, os jogadores Forlán e Veron foram craques que representaram suas seleções, Uruguai e Argentina, respectivamente, com maestria. Fora isso, eles ainda passaram por clubes como Manchester United e Inter de Milão. Porém, para os mais antigos, esses nomes remetem aos ex-jogadores Pablo Forlán e Ramon Veron. O primeiro atuava no setor defensivo e marcou sua carreira por conquistas pelo Penãrol e São Paulo. Já o segundo foi o líder da melhor equipe do Estudiantes. Com a camisa da equipe argentina, La Bruxa venceu três Copas Libertadores na década de 1960. O futebol amazonense não poderia ficar fora desta lista. Na década de 1980, o meia Sérgio Duarte escreveu seu nome na história do Nacional. Atuando com elegância, o jogador logo se transferiu para Portugal, onde defendeu as cores de equipes como Farense, Boa Vista e Vizela. Após se aposentar, Duarte virou treinador. Neste ano, comandou o Iranduba no Barezão 2015. Desde 2013, seu filho, Serginho, vem galgando espaço no futebol estadual. Revelado pelo Iranduba, o segundo volante mostrou qualidade e se transferiu para o Rio Negro para a disputa da segunda divisão. Nesta competição, pai e filho se encontraram no mesmo time e conseguiram recolocar o Galo da Praça da Saudade na Série A do Amazonense. Serginho não esconde que tem como principal referência o seu pai. O jovem jogador afirma que tenta seguir o exemplo tanto dentro, quanto fora de campo. “Sempre acompanhei meu pai nos jogos e admirava a postura dele dentro de campo. Ele é um espelho para mim por tudo que fez. Ele foi um ótimo jogador e é uma ótima pessoa. Tento me espe-

lhar, porque é uma pessoa do sempre tenta puxar os que e volta. Ele sabe cativar. É um ó e tenho muito orgulho disso”, a filho, que admite ter seu pai co ídolo no esporte. “Treinava dentro de casa Sempre tentava absorver tudo q passava, pois vendo ele jogar, tendo como ídolo. Ele jogou mui sempre tentei absorver ao máx que ele me passava para chega profissional”, revelou Serginho. Atuando praticamente na m sição do pai, Serginho contou muitas partidas que joga aca cobrado pelos torcedores para sempenhe o mesmo papel que desempenhava. Apesar disso, o disse conseguir conviver com e são sem problema. “Ele fez o papel dele da melh possível. Ganhou muita gente c futebol. Fez história e, hoje em di muito quando jogo por causa d uma certa pressão. Até a tor cobrando para que eu jogue c Isso é difícil, mas um dia consig perto”, citou.

Pai coruja Sempre sério na beira do g Sérgio Duarte não consegue mesmo jeito ao falar do filho não esconde o orgulho ao ver se destacando no futebol ama Para o pai, todo o sucesso de vem graças ao trabalho feito base com o garoto. “Para mim, é gratificante ve há alguns anos desempenhan ção de profissional. Ele, desd demonstrou que tinha interess jogador de futebol e trabalhou p Ele fez a base. Em Portugal, p da escolhinha de alguns time joguei. Aqui, ele disputou algu peonatos juvenis e juniores at no profissional. Levei ele par duba e depois para o Rio Neg ambientou bem no profissiona para o Fast, onde treinou com o mas acho que realmente most o seu potencial em 2014 na pelo Rio Negro”, disse o pai. Sabendo que o calendário no E segundo semestre é difícil, Sérg que sempre se preocupou em a seu filho continue estudando. concilia a profissão com a facu “Nunca impus muita coisa a Ele jogava futebol desde men fluiu normalmente. Ele sempre trou interesse. A única coisa q como pai era salientar que não ser apenas futebol, teria qu estudos. Hoje, como muitos da idade dele, está fazendo fa Para mim, isso é muito bom mensagem positiva que ele pa os outros jovens que estão bu caminho do futebol”, frisou D


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ofício da bola

fizeram parte do mesmo o pai treinando o filho. Já Ney ntos na zaga do Rio Negro

lhar, porque é uma pessoa do bem que sempre tenta puxar os que estão em volta. Ele sabe cativar. É um ótimo pai e tenho muito orgulho disso”, afirmou o filho, que admite ter seu pai como maior ídolo no esporte. “Treinava dentro de casa com ele. Sempre tentava absorver tudo que ele me passava, pois vendo ele jogar, acabei o tendo como ídolo. Ele jogou muito. Então, sempre tentei absorver ao máximo tudo que ele me passava para chegar bem no profissional”, revelou Serginho. Atuando praticamente na mesma posição do pai, Serginho contou que em muitas partidas que joga acaba sendo cobrado pelos torcedores para que desempenhe o mesmo papel que seu pai desempenhava. Apesar disso, o jogador disse conseguir conviver com essa pressão sem problema. “Ele fez o papel dele da melhor forma possível. Ganhou muita gente com o seu futebol. Fez história e, hoje em dia, cobram muito quando jogo por causa dele. Tem uma certa pressão. Até a torcida fica cobrando para que eu jogue como ele. Isso é difícil, mas um dia consigo chegar perto”, citou. Pai coruja Sempre sério na beira do gramado, Sérgio Duarte não consegue ser do mesmo jeito ao falar do filho. Duarte não esconde o orgulho ao ver Serginho se destacando no futebol amazonense. Para o pai, todo o sucesso de Serginho vem graças ao trabalho feito desde a base com o garoto. “Para mim, é gratificante ver o Júnior há alguns anos desempenhando a função de profissional. Ele, desde garoto, demonstrou que tinha interesse em ser jogador de futebol e trabalhou para isso. Ele fez a base. Em Portugal, participou da escolhinha de alguns times em que joguei. Aqui, ele disputou alguns campeonatos juvenis e juniores até chegar no profissional. Levei ele para o Iranduba e depois para o Rio Negro. Ele se ambientou bem no profissionalismo. Foi para o Fast, onde treinou com o Aderbal, mas acho que realmente mostrou todo o seu potencial em 2014 na Série B pelo Rio Negro”, disse o pai. Sabendo que o calendário no Estado no segundo semestre é difícil, Sérgio revela que sempre se preocupou em apoiar que seu filho continue estudando. Serginho concilia a profissão com a faculdade. “Nunca impus muita coisa ao Júnior. Ele jogava futebol desde menino. Tudo fluiu normalmente. Ele sempre demonstrou interesse. A única coisa que fazia como pai era salientar que não poderia ser apenas futebol, teria que ter os estudos. Hoje, como muitos garotos da idade dele, está fazendo faculdade. Para mim, isso é muito bom. É uma mensagem positiva que ele passa para os outros jovens que estão buscando o caminho do futebol”, frisou Duarte.

Bianor é fanático pelo ‘Ney Júnior Futebol Clube’ Outro caso marcante no futebol baré é o dos zagueiros Ney Junior e Bianor. Pai e filho jogaram juntos no Rio Negro em 2012. No ano seguinte, Ney se aposentou e começou a estudar para se tornar treinador, e Bianor se transferiu para o Paraná. Apesar de estar fora do futebol amazonense, Bianor afirma acompanhar de perto o trabalho de seu pai. No começo deste ano, o jovem zagueiro quase acertou com o Fast, clube que na época era treinado por Ney. Bianor não esconde que também tem o pai como maior ídolo e influência no futebol. O jogador do Paraná afirmou que sempre torceu para os clubes por onde seu ídolo passou. “Meu pai sempre foi meu grande ídolo. Sempre o acompanhei nos estádios e meu time sempre foi ‘Ney Júnior Futebol Clube’. Onde ele jogava, acompanhava. Ele é a maior influência na minha carreira e, graças a ele, virei jogador também. Admiro muito ele como profissional e pessoa. Além de me ajudar profissionalmente, ele resolve o meu futuro. Tudo que vou decidir passa por ele”, revelou Bianor, que afirma que o conhecimento do pai facilita na sua trajetória. Fora isso, ele conta que deseja, um dia, ser treinado por Ney. “Ele ter sido jogador facilita bastante, porque já viveu nesse mundo. Ele me orienta para não cometer os erros que, no passado, ele cometeu por desconhecimento. Meu pai é um cara com muita força de vontade. Neste ano, ele está procurando se especializar na área e fazendo cursos para adquirir conhecimento. Pretendo um dia ser treinado por ele”, concluiu.

Quando se encontram em casa, Sergio Duarte e Serginho sempre tiram um tempo para brincar de bola


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Será que é culpa

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do técnico

Em 8 anos, 17 treinadores diferentes passaram pelo comando técnico do Nacional e, por coincidência, o clube acumulou vexames no Campeonato Brasileiro ANDRÉ TOBIAS

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oram 38 títulos conquistados em 26 anos à frente do Manchester United-ING. Dentre os troféus estão 13 do Campeonatos Inglês, cinco copas da Inglaterra, quatro copas da liga inglesa, dez supercopas da Inglaterra, duas Ligas dos Campeões da Europa e dois Mundiais de Clubes. Alex Ferguson transformou os “Diabos Vermelhos” no time mais vitorioso da Barclays Premier League. Contudo, as conquistas não foram à toa. O ex-técnico escocês teve tudo que um treinador de time brasileiro – e amazonense – não teve: tempo. Apesar de ter encarado várias turbulências no comando do United e ter sido

quase demitido algumas vezes, foi bancado pela direção do clube e fez história na Inglaterra. No Brasil, casos como o de Sir Alex Ferguson são raros. No Amazonas, mais ainda. É bem verdade que o ex-técnico Amadeu Teixeira fez história ao comandar o América-AM durante 53 anos e se tornou o treinador que mais tempo ficou à frente de uma equipe de futebol no mundo. Único representante do Estado na Série D do Campeonato Brasileiro e considerada a principal equipe amazonense dos últimos anos, o Nacional é o exemplo claro de como é ingrato o cargo de treinador de futebol em solo baré. De 2008 para cá – 8 anos -, 17 diferentes nomes passaram pelo comando técnico do Leão da Vila Municipal.

DANÇA DAS CADEIRAS

NÙMEROS Jogos Vitórias Empates Derrotas 9 66 16 41 Aderbal Lana 6 21 4 11 Adinamar Abib 7 21 7 7 Léo Goiano 2 17 4 11 Sinomar Naves 6 12 2 4 Francisco Diá 5 11 1 5 Alemão 2 8 4 2 Luis Carlos Winck 2 7 1 4 Zé Luiz 3 0 2 João Carlos Cavalo 5 0 5 4 1 Tarcísio Pugliese 1 5 2 2 Vanderlei Paiva 1 5 1 3 Wladimir Araújo 2 4 0 2 Laone Luz 1 4 0 3 Uidemar Oliveira 0 4 2 2 Vilson Taddei 0 3 1 2 Paulão 0 1 0 1 Naílton Garcês

Aderbal Lana é o técnico que mais comandou o Nacional nos últimos anos

Em 2008, Adinamar Abib começou a temporada no comando do Nacional. Após nove jogos (seis vitórias, um empate e duas derrotas), o comandante foi demitido. Aderbal Lana foi contratado para ocupar o cargo e conseguiu levar o Leão da Vila Municipal até as semifinais do Campeonato Amazonense. No ano seguinte, a diretoria leonina apostou no desconhecido Wladimir Araújo. A passagem do treinador por Manaus durou apenas cinco jogos. Ele pediu demissão e foi para o CRAC-GO. Zé Luis assumiu. Após sete jogos, Zé caiu e Vanderlei Paiva foi contratado. Ao assumir o clube na fase final do campeonato, ele perdeu o título estadual para o América, e mesmo estreando com vitória na Série D sobre o AtléticoRR por 1 a 0, foi trocado por Aderbal Lana. Resultado: derrota no primeiro mata-mata do Brasileirão e mais um ano sem acesso e título amazonense. Ex-volante da seleção

brasileira, Alemão foi a aposta para a temporada 2010. Após 11 jogos no comando da equipe, o campeão europeu pelo Napoli em 1988-1989 pediu demissão. João Carlos Cavalo assumiu. O planejamento para a temporada 2011 começou ainda em 2010. Laone Luz preencheu o elenco com jogadores da Região Sul, mas com apenas quatro jogos e sem derrota alguma, o gaúcho foi demitido e substituído por Luis Carlos Winck. No Nacional, o ex-lateraldireito da seleção brasileira foi demitido após oito jogos. Para o seu lugar, a diretoria contratou Adinamar Abib, que após dois jogo sem vencer na Série D, também saiu. Aos 31 anos de idade, Tarcísio Pugliese assumiu o Nacional. Em cinco jogos, o técnico perdeu quatro partidas e venceu somente uma, o que culminou com a eliminação do Leão da Vila Municipal na competição nacional. No último jogo daquela Série D, o preparador de goleiros Nailton Garcês comandou o time à beira do gramado.

NOVO ‘PLANEJAMENTO’ Assim como na última temporada, o Nacional resolveu “começar” o ano de 2012 em 2011, quando, já sob o comando de Uidemar Oliveira, disputou dois amistosos em Belém no mês de dezembro. Após começo de temporada animador, quando conquistou quatro vitórias em cinco jogos, ele pediu demissão do clube, alegando insatisfação com a diretoria. De maneira interina, o exzagueiro Paulão treinou o Leão da Vila Municipal em três oportunidades, até a chegada de Léo Goiano. Depois de 13 jogos à frente do time, o treinador, assim como fez Uidemar Oliveira, pediu demissão. Então, mais uma vez, Lana foi contratado para apagar o incêndio no Nacional. Deu certo: o Leão da Vila Municipal chegou à decisão e conquistou o Barezão 2012.

Apesar do troféu, não foi Aderbal Lana o escolhido para iniciar o planejamento em 2013. Vilson Taddei foi quem iniciou os trabalhos na equipe. Porém, o paulista não durou muito tempo. Após vencer dois jogos e perder outros dois, ele acabou demitido. E advinha quem foi contratado? Ele mesmo, o atual campeão amazonense. Com uma campanha histórica na Copa do Brasil 2013, onde levou a equipe até as quartas de final, Aderbal Lana cambaleou e acabou sendo demitido após o quarto jogo da fase de grupos do Campeonato Brasileiro da Série D. Para seu lugar, chegou Léo Goiano (de novo). Em oito jogos, o técnico perdeu três vezes, ganhou três e empatou duas. Mais uma vez, o Nacional deixou o acesso escapar já na fase de mata-mata.

DEU CERTO Em 2014, a diretoria resolveu apostar em Francisco Diá. Com carta branca, o técnico contratou vários jogadores de sua confiança. A campanha irregular custou o cargo do comandante no Nacional: em 12 jogos foram quatro vitórias, seis empates e duas derrotas. Para seu lugar, a diretoria contratou Sinomar Naves. Tricampeão paraense por Paysandu, Independente e Cametá, o goiano logo caiu nas graças da torcida leonina. Apesar da eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil, o comandante conquistou o Campeonato Amazonense de maneira histórica ao bater o Princesa do Solimões na final por 5 a 1. Com moral, Sinomar foi

confirmado como treinador do Nacional para esta temporada. Mas, após cinco jogos na temporada, acabou demitido. Para o seu lugar, a diretoria contratou um velho conhecido: Aderbal Lana. Campeão amazonense 2015 com uma campanha irretocável, Lana corre o risco de perder o cargo de treinador do Nacional mais uma vez. Amanhã, diante do Remo-PA, em duelo válido pela quarta rodada da primeira fase da Série D, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, às 20h30, o goiano precisa vencer para manter o emprego, caso contrário, o Nacional poderá apresentar a 18º cara diferente no comando técnico leonino.


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Grêmio recebe Internacional para Gre-Nal número 407 Porto Alegre (RS) – Em melhor fase do que o rival no Campeonato Brasileiro, o Grêmio recebe, neste domingo (9), às 17h30 (de Manaus), na arena, o Internacional para o Gre-Nal de número 407. com 27 pontos conquistados em 16 jogos, o Tricolor Gaúcho pode entrar no G-4 em caso de vitória. O técnico Roger adotou mistério e fechou os treinos durante a semana. Mesmo com o retorno de Marcelo Oliveira, o comandante não confirmou se o atleta será

titular na lateral esquerda. A única confirmação que deu foi a entrada do volante Edinho na vaga de Walace. A boa notícia é retorno do goleiro Marcelo Grohe e do meia Guiliano. Provável time: Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Erazo e Marcelo Oliveira; Edinho, Maicon, Giuliano, Douglas e Pedro Rocha; e Luan. No Inter, a novidade é a ausência do técnico Diego Aguirre, demite no meio da semana.

REAÇÃO

Vasco faz ‘clássico dos desesperados’ com JEC Rio de Janeiro (RJ) – Com 12 pontos em 16 jogos e figurando na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Vasco enfrenta, neste domingo (9), às 10h (de Manaus), o Joinville no chamado duelo dos desesperados, uma vez que, o time catarinense também tem os mesmos 12 pontos do Cruz-Maltino. A partida é de suma importância para o Vasco sair da incômoda zona da degola. Se vencer, o

Gigante da Colina pode até sair do Z-4 se o Goiás não vencer o líder Atlético-MG. Para o duelo, a única baixa para o time de Celso Roth é o zagueiro Luan. A novidade é a volta do goleiro Martín Silva à meta vascaína. O time da Colina vai a campo com: Martín Silva, Madson, Luan (Jomar), Rodrigo e Christiano; Salles, Guiñazu, Julio dos Santos e Jhon Cley; Herrera e Dagoberto

SEM EDERSON

Fla visita Ponte querendo manter bom retrospecto fora Campinas (SP) – Após dar vexame para mais de 60 mil torcedores ao empatar com Santos no Maracanã, na última rodada, o Flamengo visita, neste domingo (9), às 15h (de Manaus), a Ponte Preta com o objetivo de manter a fama de visitante carrasco. Para o duelo, existia expectativa da estreia do meia Ederson, recém-contratado da Lazio-ITA, mas o técnico Cristóvão Borges vetou, na sexta-feira (7), a participação do camisa 10 por entender que ele ainda não está no seu melhor potencial técnico. Outra baixa para a partida é

o volante Cáceres. O paraguaio está sendo negociado com o futebol dos Emirados Árabes e não vai para campo. Por isso, o Flamengo deve ir para o jogo em Campinas com: Paulo Victor, Pará, Cesar Martins, Wallace Jorge, Canteros, Márcio Araújo, Allan Patrick, Emerson Sheik, Everton e Paolo Guerrero. Já o time paulista promove a estreia do técnico Doriva, ex-Vasco. A provável Ponte para encarar o Flamengo tem Marcelo Lomba, Rodinei, Renato Chaves, Pablo, Gilson, Josimar, Fernando Bob (Elton); Felipe Azevedo, Bady, Biro Biro e Borges.

LEANDRO MARTINS/FRAME

CLÁSSICO

São Paulo e Corinthians duelam no Morumbi Clássico Majestoso agita a parte de cima da tabela do Brasileirão. Tricolor quer o G-4 e o Timão a liderança

S

ão Paulo (SP) – Há oito jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, o Corinthians visita, neste domingo (9), às 15h (de Manaus), o São Paulo no Morumbi de olho na liderança da competição. Com 33 pontos, dois a menos que o líder Atlético-MG, o Alvinegro aposta suas fichas no Majestoso para chegar ao topo. Do outro lado, estará o Tricolor, que segue uma rotina inconstante no Brasileirão, mas que em casa é muito forte. A expectativa é de casa cheia, o que aumenta as chances da equipe comandada por Juan Carlos Osorio. A equipe tem 27 pontos somados e, se vencer, pode voltar ao G-4. O São Paulo tem motivos para comemorar. Sem poder contar com Alexandre Pato, impedido de atuar o derby por conta de uma cláusula no contrato com o rival, a diretoria são-paulina conseguiu, na última sexta-feira (7), um efeito suspensivo que liberou o atacante Luis Fabiano para o jogo. Ele deveria cumprir suspensão por conta de uma expulsão no confronto contra o Sport, há três rodadas. Com nove gols marcados contra o alvinegro, a volta do “Fabuloso” foi comemorada pelo técnico colombiano. “A importância do Luis é grande. Ele está mais pronto para esses jogos do que para outros com times com menor história”, elogiou Osorio, lembrando que quem fará

dupla com ele é o argentino Centurión. A má notícia fica por conta ausência de Rodrigo Caio. Machucado, o zagueiro não vai para o jogo. Quem pode pintar em sua vaga é o recémcontratado Luiz Eduardo. O garoto João Paulo, com uma virose intestinal, é dúvida. Assim, o São Paulo deve ir a campo com: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Luiz Eduardo e Carlinhos; Hudson, Lucão, Michel Bastos e Ganso; Centurión e Luis Fabiano. Corinthians O Corinthians provavelmente não contará com o meia Renato Augusto, que com uma inflamação no nervo ciático, não treinou com o elenco durante a semana. O técnico Tite testou Rodriguinho. Correm por fora o experiente Danilo e o jovem Matheus Pereira. Porém, Tite vai esperar até minutos antes da partida a presença do atleta, um dos principais pilares do esquema 4-1-4-1, adotado desde o início da temporada. No mais, todos os jogadores do elenco estão disponíveis. Assim, o Corinthians entrará em campo com: Cássio, Fagner, Gil, Felipe, Uendel, Bruno Henrique, Elias, Jadson, Rodriguinho, Malcom e Vagner Love. Mesmo em melhor fase no Brasileirão, o Corinthians jogará o Majestoso tentando se livrar de uma sequência de cinco clássicos sem vitória.

São Paulo conseguiu efeito suspensivo e Luis Fabiano estará em campo no clássico


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Willian D’Ângelo

COLUNISTA DO CADERNO PÓDIO

Criação da Liga Amazonense de Football No dia 7 de janeiro de 1914 foi fundada a Liga Amazonense de Football (LAF), tendo como primeiro presidente o coronel José Ramalho e o inglês William Gordon na função de vice. A primeira competição realizada pela LAF foi o Campeonato Amazonense de 1914, tendo como participantes o Manáos Athletic, Nacional, Rio Negro, Vasco da Gama e Manáos Sporting. No primeiro certame amazonense, as equipes se enfrentavam em turno e returno. O Manáos Athletic chegou aos 14 pontos em oito jogos, e foi o primeiro Campeão Amazonense. O vice foi o Nacional, que somou 12 pontos, em oito partidas. Debaixo de muita chuva, o jogo de estreia aconteceu no dia 1º de fevereiro de 1914, no Bosque Municipal, com os times do Nacional e Manáos Athletic. O Leão da Vila estreou com o pé direito perante o seu maior rival, vencendo os ingleses por 2 a 1, gols assinalados por Paulo Mello. Manáos Atlhetic O Manáos Athletic foi o primeiro campeão da história do futebol Amazonense, levantando o título por dois anos consecutivos, 1914 e 1915. Na final do campeonato de 1914, o jogo terminou com a vitória do Athletic por 3 a 2 sobre o Nacional e a conquista

da Taça Gordon. No dia 13 de dezembro de 1914 era realizada, no Bosque Municipal, a grande festa de entrega do troféu e medalha aos campeões. Infelizmente, alguns dos jogadores do Athletic não puderam estar presentes devido ao fato de terem sido convocados pelo Exército britânico para defender, nas trincheiras da Europa, a Inglaterra contra a Alemanha No campeonato de 1915, o Manáos Athletic voltou com o mesmo time do certame anterior. Mas, para alegria dos ingleses, o seu principal rival na corrida ao título, o Nacional, abandonou a competição em protesto contra uma decisão da liga. Dessa maneira, o caminho ficou aberto para os britânicos, que, na partida decisiva, derrotaram o Luso por 2 a 1, superando em número de pontos o Manáos Sporting, que ficou com o vice-campeonato. Após o bi, a diretoria do clube inglês, devido a uma desavença com os dirigentes da liga, resolveu extinguir seu time de futebol. O ponto negativo da disputa deste título foi o falecimento do jogador inglês Burnett, o que causou grande comoção entre seus companheiros de equipe. Devido a esse acontecimento, o campeonato foi paralisado por uma semana em sinal de luto. Durante os anos de atividade do

DIVULGAÇÃO

A primeira competição realizada pela antiga LAF foi em 1914 e teve como campeão o Manáos Athletic

time de futebol do Manáos Athletic (1908 a 1915), os ingleses tiveram três grandes rivais em campo: as equipes do Racing, Brasil e Nacional. O time campeão de 1914 contou com os atletas Billett, Hore, Dunrns, Ketnor, Wright, Baird, Thomaz, Burton, Burnett, Forbes, Preece, Fonto, Yates e Roosewelt. O primeiro time amazonense Fundado em 1º de maio de 1912, o Luso Football Club foi o primeiro clube de futebol a surgir em Manaus. O clube lusitano foi fun-

dado na rua Monsenhor Coutinho, Centro, tendo como seu primeiro presidente Augusto Orneias. O primeiro jogo oficial do Luso aconteceu no dia 5 de outubro de 1913, empatando em 1 a 1 com o Manáos Sporting, no campo do Bosque. Em sua segunda partida, o time sofreu uma goleada do Sporting por 7 a 0. O primeiro certame disputado foi no campeonato amazonense da segunda divisão de 1914, ao lado de Onze Português, Naval, Satélite e os times B de Rio Negro, Manáos Sporting e Vasco da Gama.

O Manáos Athletic foi o primeiro campeão da história do futebol Amazonense, levantando o título por dois anos consecutivos, 1914 e 1915”


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Pódio - 9 de agosto de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu