MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
3090-1075
Vasco joga a vida contra o Palmeiras
esportes@emtempo.com.br
Na semana em que o Atlético Rio Negro Clube completa 102 anos de vida, o PÓDIO traz uma reportagem especial sobre a história do tradicional clube do Amazonas. Pódio E4 e E5
Pódio E7
FRAME
Pódio
E1
NO VASCO
E2
Pódio
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Darlan BORGES
‘O Fast já estava merecendo festejar um título’
Eu tenho vários jogadores que há 5 anos vêm trabalhando comigo e têm real condições de atuar no futebol local, mas também chegar a vestir a camisa de um time de ponta do país
Pódio – Muitos técnicos renomados passaram pelo Fast, porém não conseguiram tirar a equipe de uma fila de quatro décadas sem títulos no profissional. Como você avalia essa conquista? Darlan Borges – É uma satisfação enorme ter conseguido esse feito histórico tanto para o clube quanto para os que fazem parte dele. A conquista é a prova de um trabalho que vem sendo realizado com muito esforço e vontade de vencer. O Fast já estava merecendo festejar um título com sua torcida, e veio na hora certa. Não me vejo como o melhor técnico, mas o trabalho que vem sendo feito é a porta para muito mais conquistas. Pódio – Com a conquista de campeão da Copa Amazonas, o título lhe credita a ser oficialmente técnico do Fast em 2016? DB – Não vou esconder que este é o meu desejo, mas a decisão é da diretoria, pois espero ser reconhecido pelo o trabalho que venho desempenhando no clube. Quero assumir o comando técnico do profissional para dar continuidade nas conquistas que a torcida merece.
Espero ser reconhecido pelo trabalho que venho desempenhando no clube. Quero assumir o comando técnico do profissional para dar continuidade nas conquistas que a torcida merece
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Assumir a função de técnico de futebol, em especial no Brasil, é uma tarefa muitas das vezes ingrata. Mas, para o atual comandante do Fast Clube, o desafio foi superado com êxito. Darlan Borges chegou ao clube da base em 2000 e logo de cara, no primeiro ano, sagrou-se campeão amazonense e da Copa Piola. Dois anos depois, voltou a ser campeão infantil pelo Rolo Compressor. Na última semana, conseguiu tirar o Tricolor de uma fila de 43 anos sem títulos no futebol profissional
Pódio – Caso a diretoria oficialize você como técnico do time principal, o Darlan Borges já pensa em montar um time forte para as competições futuras? DB – É claro que temos que reforçar, mas só irei pensar nisso se a diretoria confirmar oficialmente na equipe principal. Em caso de efetivação no cargo, algumas peças serão reposicionadas onde tiver mais carência. Mas pretendo manter a base e reforçar a equipe, porém, nomes ainda não estão sendo cogitados. Pódio – Diante do cenário atual do futebol local e as oportunidades que estão surgindo neste momento no time profissional do Fast, o que você projeta para o futuro? DB – Eu espero fazer um ótimo trabalho e conquistar títulos assim como consegui no futebol de base, e que a diretoria reconheça o meu
trabalho e me dê a oportunidade de assumir a equipe no próximo estadual. Manter a regularidade é importante não só para o clube, mas também para o profissional. Pódio - No atual elenco fastiano, os garotos têm condições de chegar a um grande clube do futebol brasileiro? DB – Eu tenho vários jogadores que há 5 anos vêm trabalhando comigo e têm real condições de atuar no futebol local, mas também chegar a vestir a camisa de um time de ponta do país. Pódio - O atual momento do futebol amazonense é por causa da falta de investimento na base? DB – A falta de investimento na base é um dos problemas nos clubes. Sem apoio dos dirigentes, é um prejuízo enorme na formação de uma equipe. Tenho a plena convicção, se tivermos uma base, teremos grandes revelações para lançar no futebol. Hoje, o Fast vem mostrando que a base é o caminho para as conquistas. Pódio - Você ainda acredita no futebol amazonense? DB – Eu ainda acredito, se não acreditasse posso dizer que não estaria mais ligado ao futebol, mas as conquistas alcançadas e o trabalho do clube só me motivam. Eu ainda
tenho esperança de ver o nosso futebol no cenário nacional. Pódio - Após o auge do futebol amazonense nas décadas de 70 e 80 com Nacional, Fast e Rio Negro, o São Raimundo nos anos 90 chegou a tentar resgatar a história, porém acabou perdendo o rumo. Na sua visão, o que faltou para o time dar sequência para a valorização do nosso futebol? DB – O time do São Raimundo tinha alguns bons jogadores, mas os atletas que vieram de fora estavam mais preocupados em ganhar dinheiro. Mas a culpa é toda dos dirigentes, que em vez de ajudar o clube e a base, se preocuparam também com seus próprios interesses pessoais. Enquanto os nossos jogadores ralam para ganhar um valor menor, eles preferem contratar jogadores de outros Estados. Pódio - Qual a solução para o futebol local? DB – Aqui tem que ter uma união muito grande como existe no futebol paraense. Lá, a federação, os clubes e a imprensa são unidos. Aqui não temos essa harmonia, infelizmente. Pódio - A falta de calendário local traz prejuízos para os clubes? DB – A falta de competições é um dos fatores para
manter a sequência e amadurecimento da equipe. Precisamos de intercâmbio e mais competições para entrosar as equipes. Ter uma ou duas competições no ano é pouco para quem quer chegar as conquistas a nível nacional. Pódio - Geralmente, os estádios têm público maior em torneios amadores. O que falta para encher essas praças esportivas no Campeonato Amazonense? DB – A falta de organização e planejamento da federação nos jogos é um dos fatores. Ter jogos em dias não habituais para o torcedor é desgastante para quem está saindo do trabalho e tem que estar cedo no batente no dia seguinte. A divulgação por meio da mídia também tem sua importância.
A falta de investimento na base é um dos problemas nos clubes. Sem apoio dos dirigentes, é um prejuízo enorme na formação de uma equipe. Tenho a plena convicção, se tivermos uma base, teremos grandes revelações para lançar no futebol. Hoje, o Fast vem mostrando que a base é o caminho para as conquistas
Pódio E3
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo
Fast Clube e Cosmos no Vivaldão em 1980 DIVULGAÇÃO
O
Fast Clube enfrentou o time americano New York Cosmos em amistoso realizado no dia 9 de março de 1980, confronto que terminou em 0 a 0 com 56.890 pagantes no estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão. Enquanto que o time amazonense apresentava como novidade o Campeão do Mundo Clodoaldo, o time visitante tinha como atrações atletas consagrados com Beckenbauer, Carlos Alberto Torres (capitão do Tri da seleção brasileira na Copa do México de 1970), Oscar, Romerito e Chinaglia. Apesar do anúncio do público oficial, estima-se que o estádio recebeu cerca de 70 mil pessoas no amistoso. A marca recorde permaneceu até a demolição do estádio para a construção da Arena da Amazônia. O empresário Joaquim Alencar foi o responsável pela vinda do time de propriedade do grupo Warner Communications, responsável por contratações de vários craques, entre eles o Rei Pelé, que jogou entre 1975 e 1977. O Tricolor amazonense jogou o amistoso com Miguel, Carlos Alberto, Joaozinho, Marcão, Judelci, Clodoaldo, Zé Luís, Tauirs (Fabinho), Rogério, Bené (Iranduba) e Orange (Pesado), com o Cosmos
Colunista do PÓDIO
Elenco do Fast Clube posando para a foto oficial da partida entre o Rolo Compressor e o New York Cosmos, time dos Estados Unidos
jogando com Birkenmeier, Eskandarian, Oscar, Carlos Alberto Torres, Bruce Wilson, Beckenbauer, Romerito, Rick Davis, Seninho, Chinaglia e Marck Liveric (Nelsi Moraes). O árbitro foi o amazonen-se Odílio Mendonça da Silva. O ano de 1980 também ficou marcado pela visita do papa João Paulo II, o primeiro
que visitou o país, com apenas dois anos de pontificado. Outro fato marcante ficou por conta do triangular disputado em Manaus entre Nacional, Vasco e Flamengo, com o time cruz-maltino ficando com o título por antecipação. Além do jogo com o Rolo Compressor, o Cosmos ainda empatou com o Uberlândia
-MG por 1 a 1 e venceu o Santos por 2 a 1 na excursão ao Brasil. O holandês Neeskens, vice-campeão com o Holanda de Cruyff em 1974, também veio ao Brasil, mas não entrou em nenhuma partida. O time estadunidense foi um dos times mais populares do futebol dos anos 70 e 80, sendo extinto em 15 de setembro de 1984.
Recentemente, o New York Cosmos retornou ao futebol, inclusive apresentando sua principal contratação para a temporada de 2015. Aos 37 anos, o ídolo do Real Madrid Raúl González recebeu oficialmente a camisa 7 do ex-time de Pelé que disputa a NASL, liga concorrente da MLS no futebol dos EUA.
Apesar do anúncio do público oficial, estimase que o estádio recebeu cerca de 70 mil pessoas no amistoso. A marca recorde permaneceu até a demolição do estádio para a construção da Arena da Amazônia”
E4
Pódio
Rio Negro, histórias e tradição
ANDRÉ TOBIAS
S
ob o atento olhar de Tenreiro Aranha e localizada numa das principais avenidas do centro de Manaus – Epaminondas –, a sede do Atlético Rio Negro Clube representa parte da história de uma tradicional associação esportiva do Amazonas. Construído em cima do cemitério São José e de frente para a praça da Saudade, o prédio guarda troféus, medalhas, imagens, documentos e toda história da centenária organização baré. “A sede faz parte do chamado centro histórico da cidade. Exatamente pelo tipo arquitetônico e pelo que ela representa. O Rio Negro, com 102 anos, tem uma história que se confunde com a história da cidade de Manaus. Pessoas influentes passaram por aqui. Temos diversos governadores associados. O Rio Negro teve uma participação muito grande na vida das pessoas que foram e são importantes para a sociedade amazonense”, afirma o atual presidente do clube, Thales Verçosa.
E04 e 05 - PÓDIO.indd Todas as páginas
Prestes a completar 102 anos de existência, o tradicional Galo da praça da Saudade se consagra como importante expoente na construção da identidade cultural e desportiva da sociedade amazonense desde o século passado Tombada no final de 2013 como patrimônio histórico e cultural da cidade de Manaus, a sede rionegrina possui uma estrutura de dar inveja aos demais clubes do Estado. Também conhecido como palácio dórico – por conta do formato de suas colunas -, o espaço conta com três piscinas, duas utilizadas para aulas de natação, e outra, em formato circular, utilizada para hidroginástica; um ginásio poliesportivo; salas onde ficam a administração e objetos que fizeram parte da história do Galo da praça da Saudade e ainda o tradicional salão dos espelhos, local que recebeu grandes e importantes eventos da socieadade amazonense. “É um clube que não é só
futebol. É futebol e outras coisas mais. Quando a gente fala assim até parece um pouco de preconceito, mas não é. É pelo que nós temos. Pelo que o Rio Negro é e fez nessa trajetória de 102 anos. No que ele contribuiu para o desenvolvimento da sociedade manauense e consequentemente amazonense. As pessoas que por aqui passaram são representativas para a sociedade do nosso Estado”, destaca Verçosa, deixando claro que a história do clube não se resume ao que se passou dentro das quatro linhas. E o atual presidente do Galo não exagera quando enaltece a importância da associação para a sociedade baré. Segundo historiadores, foi o Rio Negro quem aceitou as
E5 FOTOS: IONE MORENO
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Porto de Honra será realizado no próximo dia 13 e contrará com a presença de personalidades do alvinegro
primeiras mulheres que reolveram praticar esporte no Estado. Modalidades como ôlei, futsal e natação chegaram ao Amazonas graças ao Alvinegro. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, já comandou o lube e o senador pelo Amazonas Eduardo Braga nadou nas piscinas do parque aquático da ede do Barriga Preta. Fundado em 13 de novembro de 1913 por um grupo de jovens, encabeçados pelo ntusiasta Schinda Uchoa, de apenas 16 anos, o Rio Negro passou por vários locais antes de fixar sede na Epaminondas. Curiosamente, construída em ima do antigo cemitério São osé, que ficava localizado na egião. O terreno havia sido doado pelo então prefeito de Manaus à época, Antônio Maia. “Desde a primeira construão, a sede passou por algumas mudanças. Porém, o Palácio Dórico, que é o prédio do Saão dos Espelhos, sempre foi o mesmo. Ela (sede) começou a ser erguida em 1938, mas ó foi inaugurada em 1942.
veio a construção do Parque Aquático, que na época era um dos mais modernos do Brasil e da América Latina. Foi lá que funcionou a primeira escolinha de natação do Amazonas. As primeiras equipes de competição em piscina do Estado foram do Rio Negro”, recorda o torcedor do Galo, Yan Luis, de apenas 20 anos, mas fascinado pela história do clube de coração. Hoje a sede do Rio Negro abriga uma academia, cede o ginásio poliesportivo para as atividades das turmas de educação física da Uninorte, segue com as aulas de natação no parque aquático e aluga o salão de festas externo para eventos que acontecem todo final de semana. O tradicional baile de Carnaval, que começava com a execução do hino do Galo da praça da Saudade, voltou a ser realizado em 2015; depois de um longo período inativo. No próximo sábado, quando o clube completará mais um ano de existência, acontecerá o tradicional “Porto de Honra”, que é um brinde com o renomado vinho da cidade portu-
DE A D I S CURIO Thales Verço-
sa é a quarta geração de sua família a presidir o Atlético Rio Negro Clube. O bisavô dele, Pedro Henrique Cordeiro Júnior, o tio-avô, Aristófanes Antony, e o pai, Mário Verçosa, já haviam comandado o clube em anos anteriores
desde a fundação do Rio Negro – 13 de novembro de 1913 –, quando para comemorar o momento de criação, os idealizadores do Galo brindaram com taças de cristal francesas. Hoje em dia, as taças não são mais francesas, mas continuam sendo de cristal. Algumas se perderam com o passar do tempo, outras quebraram. A solenidade, realizada no salão dos espelhos reunirá, na mesa principal, o atual presidente do clube, membros da diretoria, além de autoridades e apoiadores do clube. Todos degustarão do vinho do Porto e brindarão. Tudo pelo Galo da
E6
Pódio
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Obras da Vila Olímpica sem data para conclusão
DIEGO JANATÃ
Orçada em R$ 7 milhões, obra deveria ser entregue em dezembro, mas não tem ainda um nova data definida
Piscinas da Vila Olímpica ainda em fase embrionário de construção. Demora tem atrapalhado ações da Fada
LINDIVAN VILAÇA
V
ários sonhos adiados e prazos de entrega se esgotando. A reforma na Vila Olímpica de Manaus está avançando lentamente e prejudicando o calendário das federações. Com recursos na ordem de mais de R$ 7 milhões – sendo R$ 6 milhões de verbas federais e o restante do Estado –, as obras no complexo esportivo vão desde a modernização do Parque Aquático (piscina e caixa de saltos ornamentais), construção do Centro de Lutas (Boxe e Luta Olímpica) até a ampliação do prédio administrativo do Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (Ctara). Inaugurada em 1990, o principal complexo esportivo do Amazonas não passava por aprimoramentos desde 1997, quando sofreu pequena adequação no parque aquático. Segundo o secretário executivo de juventude, esporte e lazer (Sejel), Ricardo Marrocos, não há certeza sobre a data de entrega das obras na Vila Olímpica. Um ginásio para lutas esportivas será construído no local onde antes era a pista de skate da Vila Olímpica. O espaço servirá para o desenvolvimento de
atletas participantes no projeto do Ctara. O centro esportivo contará com cobertura em domus translúcido (teto transparente) e receberá arquibancadas, além de dois tatames, dois ringues e instalações com adequações aos portadores de deficiência física. O local terá, aproximadamente, 1,2 mil metros quadrados. Centro de Ginástica Com 94% de suas obras concluídas, o Centro de Ginástica Rítmica do Amazonas – que tem sua construção orçada em quase R$ 4 milhões – deveria ser inaugurado na primeira quinzena de outubro. “O ginásio está praticamente pronto. Faltam apenas alguns detalhes que devem ser finalizados em breve. Falta ainda definir o nome do local, pois existe uma resolução que locais públicos não podem receber nomes de pessoas ainda vivas”, disse Marrocos, ao lembrar que a ideia inicial era homenagear a atleta amazonense Bianca Maia. As piscinas da Vila Olímpica também passarão por mudanças. A plataforma de saltos ornamentais será demolida e dará lugar a uma outra com medidas adequadas às exigências internacionais, além de receber equipamentos modernos e estrutura de apoio ao nadador,
como bloco de partida e placas eletrônicas. Equipamentos para acessibilidade dos portadores de necessidades especiais também estão entre as mudanças. Natação na espera A natação é uma das modalidades das escolinhas de iniciação esportiva da Vila mais consolidadas. Para o presidente da Federação Amazonense de Desportes Aquáticos (Fada), Victor Hugo, o “Botinho”, as obras de reforma estão prejudicando, aproximadamente, 500 alunos, afetando nos segmentos de ensino, aperfeiçoamento e alto rendimento. “Estamos dividindo nossos alunos em três clubes. Tivemos até que fechar o calendário antecipadamente, sendo que sempre fechamos no final do mês de novembro. Hoje, estamos realizando nossas atividades no Sesi (Clube do Trabalhador) o que nos atrapalha um pouco por ser privado. Chegamos até receber uma oferta para sediar o Campeonato Brasileiro de Natação, previsto para acontecer em junho de 2016, espero que fique pronta antes desta data”, disse. De acordo com Marrocos, a previsão é que a obra do parque aquático fique pronta até o dia 31 de dezembro deste ano.
FVO será extinta até o fim do ano Após mais uma reforma administrativa do governo do Amazonas, foi decretado que a Fundação Vila Olímpica será extinta a partir do dia 31 de dezembro. Com isso, todos os encargos e responsabilidades da entidade serão transferidas para a Secretaria de esportes do estado (Sejel). A medida, publicada no Diário Oficial, no dia 8 de outubro, tem o objetivo de cortar os gastos públicos, além de melhorar o investimento nas práticas esportivas. Mas o que muda no esporte com a nova estrutura? O PÓDIO conversou com o secretário executivo da Sejel, Ricardo Marrocos, e buscou respostas acerca do assunto. A mudança estrutural, teoricamente, deve contribuir financeiramente nas modalidades esportivas. Segundo Marrocos, além do corte de gastos com a extinção da entidade e de alguns de seus funcionários, será criado um fundo para arrecadar recursos.
“A medida que você funde uma entidade a outra, o estado automaticamente economiza dinheiro. O estado extinguirá uma fundação, com funcionários que também serão extintos. Além disso, será criada um fundo para arrecadação. Esse recurso virá dos
CRISE Por conta da crise econômica, o Governo do Estado tem reduzido gastos com pessoal e fundido secretarias. A expectativa é que haja corte de até 200 cargos comissionados aluguéis de estádios, dos prédios esportivos, além da iniciativa privada, que vamos correr atrás. Com isso, teremos mais recursos para investir no esporte, como nas demandas com passagens aéreas, por exemplo”, afirmou. Questionado sobre o fu-
turo dos atuais funcionários da FVO – inclusive do presidente Aly Almeida –, Marrocos desconversou. Porém, afirmou que nem todo mundo sairá empregado. “A transição será iniciada no mês de novembro. Em relação aos funcionários que atuam na FVO, eu não posso falar qual será o futuro deles daqui para frente. Estamos trabalhando a partir da fusão. Quem vai responder por isso, para onde os ex-funcionários vão, é o governo. Mas alguns cargos serão extintos. Isso porque a secretaria já tem a estrutura pronta”, finalizou. Atualmente, a FVO é responsável pela manutenção de sete praças esportivas no Amazonas: Arena da Amazônia, estádio Ismael Benigno, estádio Carlos Zamith, Vila Olímpica de Manaus, Arena Amadeu Teixeira, ginásio Elias Assayag e ginásio Renê Monteiro. Com a fusão entre as entidades, todos esses locais passarão a ser administrados pela Sejel.
Pódio E7
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Tem que vencer e ‘secar’ R
io de Janeiro (RJ) – A torcida do Vasco adotou a campanha #EuEscolhiAcreditar e, nesta rodada, o cenário se apresenta favorável para que o movimento que está movimentando as redes sociais ganhe mais força. O Cruz-Maltino – último colocado do Campeonato Brasileiro com 30 pontos - enfrenta o Palmeiras, às 15h, deste domingo (8), no Allianz Parque e, em caso de vitória, poderá ficar a apenas um ponto de sair da zona do rebaixamento. Isso porque os rivais que estão na zona da degola têm jogos difíceis na rodada, o que pode favorecer a equipe vascaína. Com os mesmos 30 pontos dos cariocas, o Joinville recebe o embalado Santos, que briga para se manter no G-4 e é o favorito do duelo. Com 34 pontos, Coritiba e Goiás, enfrentam, respectivamente, Corinthians e Flamengo fora de seus domínios. Além deles, o Avaí, 16º colocado com 36 pontos vai a Curitiba encara o Atlético-PR. Para a 34ª rodada do Brasileirão seja “perfeita”, os comandados do técnico Jorginho precisam triunfar. Ciente da responsabilidade, o treinador vascaíno mandará a campo um time com mudanças. O volante Bruno Gallo, suspenso, é ausência
DIVULGAÇÃO
Vasco encara Palmeiras fora de casa e, em caso de vitória, pode ficar a apenas um ponto de sair da zona de rebaixamento certa. Além dele, é provável que o meia Júlio dos Santos, em má fase, dê lugar ao volante Diguinho, no losango formado no meio de campo do time. E as mudanças não param por aí. O ataque também terá alteração, e Leandrão deve ser barrado. O atacante, que tem apenas um gol com a camisa vascaína, dará lugar a Riascos. O colombiano, que entrou bem no clássico contra o Fluminense do último domingo, mas também já sofreu com críticas da torcida na temporada, formou o setor ofensivo ao lado de Rafael Silva. Jorge Henrique, com estiramento grave na coxa direita, corre risco de não jogar mais este ano. O time deve entrar em campo: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Julio César Serginho, Diguinho, Andrezinho, Nenê, Rafael Silva e Riascos. Palmeiras Sem poder contar com Dudu, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos, o Palmeiras recebe o Vasco com mudanças e um único desejo: vencer para continuar com chances de chegar ao G-4. Atualmente, a diferença para o quarto colocado Santos é cinco pontos. Além de Dudu, o técnico Marcelo Oliveira confirmou que não irá relacionar os
Meia Andrezinho está confirmado no time titular e com sua experiência, quer ajudar o Vasco na difícil missão de vencer o Palmeiras fora de casa
meias Arouca e Claiton Xavier, que se recuperam de lesão. O lateral-direito Lucas, sentiu dores durante os treinamentos da semana e
virou dúvida para o confronto. Se ele não jogar, o jovem João Pedro assume o posto. Outra mudança é o deslocamento de Zé Roberto para a
contenção do meio de campo no lugar Matheus Sales. O Palmeiras deve entrar em campo para enfrentar o Vasco com: Fernando Prass,
João Pedro, Jackson, Vitor Hugo, Egídio, Thiago Santos, Robinho, Zé Roberto, Rafael Marques, Gabriel Jesus e Lucas Barrios.
Pódio
MANAUS, DOMINGO, 8 DE NOVEMBRO DE 2015
Galo entra em campo para manter sonho do título vivo
COM ‘FESTEIROS’
Flamengo recebe Goiás e San-São lutam pelo G-4
Vice-líder, Atlético-MG vai a Florianópolis, onde enfrenta o Figueirense precisando vencer para continuar tendo chances de conquistar o Campeonato Brasileiro ARTHUR CASTRO
F
lorianópolis (SC) - É vencer ou vencer. O trecho do hino do Atlético-MG tem, obrigatoriamente, que se tornar realidade no duelo deste domingo (8) diante do Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo precisa vencer para manter viva a esperança de conquistar o título brasileiro, uma vez que com 62 pontos está a 11 do líder Corinthians. Para o duelo decisivo em Florianópolis, o Alvinegro mineiro terá o retorno do zagueiro Jemerson ao time titular. Edcarlos volta a ser opção no banco de reservas. Durante a semana, o técnico Levir Culpe trabalhou o psicológico dos atletas, incentivando-os a não jogarem a toalha. O duelo pode, também, definir a vaga do Galo na próxima Copa Libertadores. Para isso, basta São Paulo ou Santos não conquistarem os três pontos em seus compromissos. O Atléitco-MG deve ir a campo com: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos, Rafael Carioca, Leandro Donizete, Giovanni Augusto, Dátolo, Lucas Pratto e Luan.
Rio de Janeiro (RJ) – O afastamento de cinco atletas que a princípio seria por tempo indeterminado vi-rou apenas um “puxão de orelhas”. Já com o retorno dos jogadores, o Flamengo enfrenta o Goiás, neste domingo (8), às 15h (de Manaus), no Maracanã, querendo terminar o ano com honra. A vitória, além dos três pontos, poderá ajudar o Vasco que luta contra o Esmeraldino na zona de rebaixamento. Para o duelo, o técnico Oswaldo de Oliveira definiu o time com o meia Allan Patrick e o lateral-direito Pará, que faziam parte do grupo disciplinado pela diretoria. O Fla não poderá contar com Guerrero, expulso na derrota para o Grêmio. O Fla deve entrar em campo com: Paulo Victor, Pará, César Martins, Wallace, Jorge, Márcio Araújo, Jajá, Alan Patrick, Gabriel, Emerson Sheik e Kayke. Paulistas Quem também faz jogos decisivos neste domingo
são Santos e São Paulo. Os rivais paulistas brigam por uma vaga no G-4 do Brasileirão. O Peixe está em quarto com os mesmos 53 pontos do Tricolor. O time da Vila encara o Joinville fora de casa às 16h (de Manaus). Já a equipe do Morumbi tem um confronto mais complicado contra o Cruzeiro no Mineirão. O Santos vai a campo com novidades nas duas laterais. Daniel Guedes e Chiquinho ficam com as vasgas de Victor Ferraz e Zeca. Desta forma o Peixe vai a campo com: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Paulo Ricardo, Chiquinho, Thiago Maia, Renato, Lucas Lima, Marquinhos Gabriel, Gabriel e Ricardo Oliveira. Já o São Paulo, deve mandar para o jogo em Belo Horizonte a mesma formação que derrotou o Sport na última rodada com: Denis, Bruno, Lucão, Rodrigo Caio, Reinaldo, Thiago Mendes, Wesley, Paulo Hen-rique Ganso, Michel Bastos, Alexandre Pato e Luís Fabiano. DIVULGAÇÃO
E8
Zagueiro e capitão Leonardo Silva não aceita jogar a toalha e diz que buscará o título até a última rodada
Figueirense Lutando para se afastar da zona da degola, o Figueirense, atualmente 15º colocado com 36 pontos somados, vai à campo querendo a vitória em casa. Para o duelo, o técnico Hudson Coutinho
não poderá contar com os suspensos Yago e Dudu. Por isso, o treinador terá de modificar novamente a equipe. O volante Fabinho está de volta após ser ausência diante do Coritiba, pelo acúmulo dos cartões.
Desta forma, o Figueirense pode ter em campo: Alex, Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno, Juninho, Fabinho, João Vitor, Rafael Bastos, Carlos Alberto, Thiago Santana (Marcão) e Clayton.
Alan Patrick volta a ser relacionado entre os titulares do Fla