JOSE ZAMITH FILHO/ME/FOTOS PUBLICAS
MANAUS, DOMINGO, 8 DE MARÇO DE 2015
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UM ANO DE
LEGADO A Arena da Amazônia foi construída para sediar jogos da Copa do Mundo em Manaus e completa um ano de vida nesta semana. Em 12 meses, a praça esportiva já tem boas histórias para contar e neste ano está entre os estádios disponíveis para receber partidas do Campeonato Amazonense. Pódio E4 e E5
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Amadeu TEIXEIRA
O América ESTAVA EMPATANDO a vida de ALGUÉM
MICHEL DANTAS/SEJEL FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Thiago Fernando Equipe EM TEMPO
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O certo é que não se consegue, há mais de 20 anos, tirar as despesas dos clubes nos jogos estaduais. Agora, vem um time de fora, como Flamengo, Vasco e Botafogo, e os torcedores vão. Não entendo isso.
istória viva do futebol amazonense, esse é Amadeu Teixeira. Por mais de 65 anos, ele viveu para o clube que ajudou a fundar e amou com todas as forças o América. No time conhecido como ‘Clube do seu Amadeu’, ele foi técnico por 53 anos, entrando assim para a história como o treinador que ficou mais tempo no comando de uma agremiação. No Mequinha ele conquistou cinco campeonatos amazonenses e um acesso para a Série D em 2010 (este como dirigente), logo cancelado devido uma irregularidade no registro de atletas. Aos 88 anos, seu Amadeu conversou com a equipe PÓDIO e relembrou histórias do passado, momentos marcantes e revelou o motivo pelo qual o América abandonou o futebol em 2012. PÓDIO – Como foi fundado o América? AMADEU TEIXEIRA – Eu morava nas proximidades do colégio Dom Bosco. No Centro, não havia local para jogar bola. Fazíamos isso na calçada da igreja do colégio. Fizemos isso até sermos surpreendidos pelo saudoso Padre Augustinho Martins que convidou para participar do campeonato que ia acontecer no colégio. Por isso, eu e mais uma moçada que morava nas redondezas, decidimos fundar um clube e demos o nome de América Futebol Clube. Foi assim que foi fundado. Jogamos bem e ganhamos. Jogamos campeonatos pelos bairros de Manaus. Visitamos muitos municípios jogando com o América. Depois de seis anos, nos escrevemos na FADA (Federação Amazonense de Desportos Atléticos). O time começou a disputar o amazonense no ano de 1939.
PÓDIO – O que o senhor credita o esvaziamento dos estádios? AT – Essa é uma pergunta difícil de responder. Não entendo porque os estádios ficam vazios se jogam um clube daqui e um de outro estado. Eles estão defendendo o esporte de seu estado. Não vemos mais a paixão. Isso piorou quando o Flaviano Limongi largou. O certo é que não se consegue, há mais de 20 anos, tirar as despesas dos clubes nos jogos estaduais. Agora, vem um time de fora, como Flamengo, Vasco e Botafogo, e os torcedores vão. Não entendo isso. PÓDIO – Quais campeonatos você não esquece? AT – De 51 a 54, conquistamos o título. Na época, o futebol ainda era amador. O treinador era o saudoso Cláudio Coelho. Não podemos esquecer dos campeonatos que chegamos as finais e os árbitros nos atrapalhou. Continuamos trabalhando e chegamos à final em 88. Gosto de falar dessa final, porque não perdemos em campo. Perdemos da federação. Vencemos nos minutos finais com gol, porém, o juiz anulou, não sei por quê. No ano seguinte, decidimos com o Nacional e ganhamos dentro de campo, novamente, porém, o tribunal nos tirou, porque alegou que o jogador Vinicius estava irregular. Isso foi uma vergonha. Falar que tem 50 títulos é fácil, quero ver mostrar que venceu com honestidade. Esses dois jogos não saem da minha cabeça. Agora, no Campeonato Brasileiro, fomos tirados novamente. Por isso que paramos. O América estava empatando ou prejudicando a vida de alguém. PÓDIO – Alguma partida marcou a sua carreira? AT – Todos os fatos foram importantes. Levava
tudo muito a serio. Tivemos muitas partidas boas no antigo Parque Amazonense. Era difícil vencer o Nacional, porque tínhamos que ganhar em campo e nos tribunais. Por isso o tribunal ganhou o nome de ‘tribunaça’. Se não ganhavam no campo, tinha que ganhar nos tribunais. Isso era absurdo. Lembro de uma partida em que o arbitro Serra, recebeu do então governador Artur Reis voz de prisão, porque não marcou um pênalti para o Nacional. O Serra virou e disse: “No campo, quem manda sou eu. Você, vai mandar no Estado”. Ele não saiu preso, porque o comandante Barbosa achou aquilo um absurdo. Antigamente, o governador ficava na beira do campo como se fosse treinador. Uma vez, expulsaram o Lacinha. O governador obrigou entrar outro no lugar. PÓDIO – O que falta nos jogadores de hoje? AT – O futebol era diferente. Era muito amor ao clube. O cara beijava a camisa do clube em que jogava o resto da vida. Hoje, ele chega ao Vasco e beija a camisa. Sai, vai para o Flamengo e beija também. Falta amor ao futebol. Amor aos clubes. Nunca a seleção perdeu de goleada, agora, todos estão no exterior e levamos de sete. PÓDIO – O que é importante para ser um bom treinador? AT – Não vou usar a minha experiência, mas todo técnico bom precisa de um time bom. Treinador bom não faz milagre. Ele pode ajustar tudo no decorrer da semana, mas na hora da partida, quem decide são os jogadores. A seleção brasileira é a prova disso. O Brasil tinha um grande time, mas faltou vontade. O técnico é importante, mas quem ganha o jogo são os jogadores. Jogadores bons são os jogadores inteligen-
tes. Ninguém forma técnico. A pessoa já nasce com esse dom. Isso em todas as profissões. Podemos ver também que muitos jogadores viram técnicos, porque conviveram muito tempo no esporte. No Brasil, temos escolas para ser treinador, porém, eles só vão aprender na prática. Quero ver um técnico ser campeão com time ruim. Duvido. Todo bom técnico tem que ter um bom time. PÓDIO – Sente saudade de ver o América em campo? AT – A minha existência foi o América. Antes mesmo de tudo o que passamos com o problema da Série D, já vinha pensando em acabar com o time. Não existe empresário que queira ajudar clube no Amazonas. Se montar um clube com a folha salarial de R$ 70 ou R$ 80 mil, não ganhará nada. Então, fica muito caro. Temos que pagar todas as cargas tributarias. Não existe patrocínio no Estado. Ninguém gosta de tirar do bolso e não ver retorno. Aqui, não temos patrocinador, torcedor e são poucas as autoridades que olham para o futebol do Estado. Sabemos que tudo tem que acabar um dia. Infelizmente, não foi da maneira que aconteceu com o América. Time aqui não consegue ajuda. Os clubes que têm sede e campo já saem na frente, porém, isso ainda é pouco para a realidade. PÓDIO – Quais foram os melhores jogadores que viu nos campos amazonenses? AT – Vi jogadores muitos bons. Alguns como Orleans, Edson Sousa e Braguinha fizeram história e não são lembrados. Não sei o porquê disso. Não lembramos do passado. Tenho a sorte de ainda ser lembrado por alguns.
Tivemos muitas partidas boas no antigo Parque Amazonense. Era difícil vencer o Nacional, porque tínhamos que ganhar em campo e nos tribunais. Por isso o tribunal ganhou o nome de ‘tribunaça’. Se não ganhavam no campo, tinha que ganhar nos tribunais.
Aqui, não temos patrocinador, torcedor e são poucas as autoridades que olham para o futebol do Estado. Sabemos que tudo tem que acabar um dia. Infelizmente, não foi da maneira que aconteceu com o América.
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O ‘carnaval’ das chuteiras Atletas desfilam nos gramados do Barezão com os mais diversos tipos e cores de calçados, alguns até personalizados com nome ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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Barezão 2015 começou e com ele uma verdadeira “guerra de estilos”. Dentro das quatro linhas, as dez equipes do certame duelam para ficar entre os quatro primeiros e, consequentemente, avançar à fase final do Estadual. Mas não é só isso. A cada rodada, os jogadores surpreendem com a variedade de diferentes cores e tipos de chuteiras. Isso mesmo: chuteiras. Vermelha, cor-de-rosa, laranjada, azul, branca, verde, dourada ou amarela. Tem chuteira para os mais diversos gostos e estilo. A preta, tão tradicional há alguns anos, caiu em desuso. A moda agora são as coloridas, algumas, inclusive, personalizadas com nome ou desenho especial. Um dos adeptos a chuteiras “diferenciadas” é o meio-campista do Nacional, Fininho. Criativo e adepto do “futebol arte”, o jogador chama a atenção nos treinamentos por conta do seu calçado personalizado. “No lado esquerdo, está escrito meu apelido (Fino) e do lado direito tem as iniciais do nome do meu filho, da minha esposa e da minha cadela”, explica. Ciente da veracidade do velho ditado popular que diz que “quem tem duas tem uma e quem tem uma não tem nada”, o meia leonino é dono de quatro pares de chuteiras, todas de cores diferentes – duas laranjadas, uma verde e outra azul e laranja. De acordo com o jogador, o número de calçados não é exagerado, uma vez que há
um revezamento na utilização deles entre treinos e jogos. O exemplo disso foi o que aconteceu na partida entre Nacional e Operário, na última segunda-feira (2). Na primeira etapa, o jogador utilizou a “botinha laranjada”, e na volta dos vestiários utilizou outra na cor verde. “Eu senti o campo da Colina com alguns buracos, e a minha chuteira botinha se adapta melhor a um gramado macio. É uma questão de adaptação mesmo de gramado. No segundo tempo, quando troquei, me senti melhor em campo e puder desempenhar um bom futebol”, argumenta Fininho. Superstição Ao calçar ou comprar uma chuteira nova, o armador afirma não ter nenhum tipo de superstição. O cenário muda quando é dada a hora de entrar em campo. “Eu costumo ungir, orar, que para mim isso aí é muito importante para que eu possa fazer um bom trabalho e não sair machucado”, revela o jogador que, quando vai ao estádio disputar uma partida leva três pares de chuteira. A preferência de Fininho vai para chuteiras de travas de borracha e baixa. O meia foge da mística de que calçado novo dá calo, o que gerou até gozação entre os companheiros. “Os meninos até brincam comigo, graças a Deus eu não tenho essa dificuldade. Eu só olho a questão da trava, sempre deu certo, eu coloco no dia do jogo e já vai do jeito que é para ir”, conta. Sem segredo Diferente de Fininho, o último artilheiro da Segundinha do Barezão pelo Operário e que atualmente defende as cores do Fast, Charles, não possuiu nenhum tipo de superstição. Contudo, o goleador admite a paixão pelo colorido. “Eu tenho quatro pares de chuteiras: duas verdes, uma branca e uma laranjada. Eu sempre me adaptei a qualquer tipo de chuteira e gosto das mais diversas cores”, pontua.
Mudou de posição e de estilo
Meio-campista Fininho (em pé) tem quatro pares de chuteiras, todas coloridas
FOTOS: DIEGO JANATÃ
Volante de origem, mas improvisado muitas vezes na lateral direita e agora na zaga, o polivalente Deurick, do Princesa do Solimões, terá de se habituar na nova posição. Acostumado a entrar em campo com chuteiras de trava de borracha, como beque ele adotará um novo tipo de calçado. “Vou começar a usar chuteira de trava de alumínio, não sou muito fã, mais sou obrigado”, diz
pelo fato da trava de alumínio dar mais aderência no gramado. Como se não bastasse ser o coringa do Tubarão do Norte, Deurick possui outra peculiaridade. O jogador possui uma leve deformidade no pé comum numa parcela da população brasileira: o joanete. Por conta disso, o calçado, acima de tudo, deve ser confortável, mas sem deixar o estilo de lado.
“Eu uso duas marcas de chuteiras, que é Nike e Adidas. Eu gosto muito de cores diferentes, que ninguém tenha, desde que sejam chuteiras que não me incomodem muito, já que eu tenho um joanete no lado direito e isso incomoda bastante”, ilustra o polivalente, que assim como Fininho, é dono de uma chuteira personalizada com os nomes dos filhos.
Chuteira boa é a que calça bem Apesar da constante evolução tecnológica na produção de chuteiras, muito se comenta de que algumas lesões estariam diretamente ligadas ao tipo de trava dos calçados. Para o fisioterapeuta Paulo Vinícius de Sá, tudo passa por uma questão de adaptação ao novo calçado. Ele não culpa as chuteiras, mas reconhece que algum tipo de trauma pode acontecer. “Para cada tipo de calçado tem um tipo de pisada. Tem gente que pisa um pouco mais para dentro, para fora e para o lado. De marca para marca e de modelo para modelo muda um pouco esse tipo de pisada. É importante ressaltar que há um período de adaptação de atleta para atleta. Pode acontecer sim algum tipo de lesão no período inicial, nas primeiras semanas usando a chuteira, mas nada que possa cau-
sar uma lesão grave, que necessite de um grande período de recuperação”, descreve Paulo. Ainda de acordo com o fisioterapeuta, a falta de costume em calçar um determinado tipo de chuteiras pode causar alguns tipos de tendinites e estresse ligamentar. Ele prefere não indicar um tipo específico de chuteira, mas recomenda aos jogadores uma consulta ao especialista antes de adquirir um novo calçado. “Tipo de chuteira mais recomendado não existe. Acontece que é sempre bom consultar um médico especialista, seja um fisioterapeuta, um ortopedista ou um podólogo, ainda mais o atleta de alto rendimento, para ele ver o melhor tipo de calçado para ele. É uma coisa muito pessoal e ainda tem o período de adaptação”, expõe Paulo
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Arena ainda longe de ser da Amazônia
Beleza, tecnologia e arquitetura sustentável chamam atenção do mundo, mas alto custo de manutenção afasta clubes locais
Estádio chama atenção pela beleza, mas está à frente da estrutura do futebol local
WILLIAN D’ÂNGELO E CÍCERO JR Especial Rádio EM TEMPO
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leito o segundo melhor estádio do ano de 2014 pelo site inglês “Stadium DataBase” em uma enquete realizada por um júri selecionado pelo próprio site, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima foi construída para ser uma das 12 sedes da Copa do Mundo Fifa realizado no Brasil ano passado. Mesmo estando “longe do bolso” dos clubes locais, a praça esportiva é a principal do futebol amazonense e está na relações de praças esportivas aptas para ser utilizada no Barezão da atual temporada.
Torcedores e amantes de clubes como Fast, Nacional, São Raimundo, Manaus, Rio Negro, Penarol, Princesa do Solimões, Iranduba da Amazônia, Operário e Nacional Borbense esperam por uma solução para jogarem na principal casa do futebol local. Os clubes alegam não ter dinheiro para custear as altas despesas da Arena, e um exemplo disso, foi a transferência do clássico entre Rio Negro e Nacional, no último dia 26 de fevereiro, para o estádio Ismael Benigno (Colina). O mais moderno estádio da região norte tem capacidade para 44.351 torcedores e tem uma arquitetura inspirada na floresta amazônica. O projeto foi voltado para a diversida-
de e formas da região, sendo desenvolvido pautado no víeis da sustentabilidade. Os projetistas da Arena da Amazônia desenharam o estádio inspirados em um cesto de palha indígena carregado de frutas típicas do Brasil. Futuro Segundo dados da Fundação Vila Olímpica (FVO), entidade que administrada a praça esportiva, metade dos aproximadamente R$ 600 mil usados mensalmente na manutenção do estádio são oriundos do montante arrecadado com aluguel. O valor restante é proveniente dos cofres do Governo estadual. A FVO informou que pretende lançar, ainda no pri-
meiro semestre deste ano, licitação para escolha da empresa que terá a concessão do local. “Queremos ver se até julho conseguiremos colocar isso em prática para que seja feita a licitação. Tem que ser uma empresa que garanta e tenha condições”, enfatizou o presidente da Fundação Vila Olímpica de Manaus (FVO), Aly Almeida. A respeito do gramado, que foi alvo de críticas em jogos realizados no estádio, Aly Almeida informou que ele deverá ser trocado. O tipo de grama utilizado na Arena, que custou R$ 2 milhões, não se adequou ao clima da região e será substituído pelo que é utilizado nos estádios da Colina e Carlos Zamith, que custou R$ 200 mil.
Projeto de sustentabilidade Com a meta de tornar a Arena da Amazônia a primeira edificação do Amazonas a obter a certificação Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental) concedida pelo Green Building Council para construções verdes, o projeto da Arena da Amazônia atendeu exigências ambientais desde a etapa de demolição, como o reaproveitamento de 95% dos materiais removidos e demolidos do antigo Estádio Vivaldo Lima. A água
da chuva é armazenada para uso posterior nos banheiros ou para a irrigação do gramado. Já a luz solar, abundante nesta parte do país, gera energia limpa e renovável. Comemorações Amanhã (9), o estádio faz um ano. Para comemorar será realizada a corrida de rua “Arena Run”, no dia 15 de março e também o duelo entre Nacional e Paysandu-PA pela Copa Verde no próximo dia 22.
WILLIAM D’ANGELO
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Parabéns, Arena da Amazônia Ao completar um ano de vida, o PÓDIO traz um apanhado geral sobre as principais estatísticas do novo templo do futebol baré. Em 15 partidas oficiais, praça esportiva já atraiu mais de 380 mil torcedores ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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esta segunda-feira (9), a Arena da Amazônia Vivaldo Lima faz aniversário. Erguido para sediar jogos na Copa do Mundo 2014 ao custo de R$ 605 milhões, o estádio completa um ano de existência. Durante esse período, a arena recebeu jogos do Campeonato Amazonense, dos Brasileirões das Séries A e B, das Copas do Mundo, do Brasil e Verde, além de amistosos. A inauguração foi em grande estilo. No dia nove de março de 2014, diante de um público limitado de 9.875 torcedores, o Nacional recebeu o Remo em duelo válido pelas quartas de final da Copa Verde. O resultado não foi o dos mais satisfatórios – com o empate em 2 a 2, o time amazonense acabou eliminado da competição. Para completar, o primeiro e o segundo gol marcado na Arena da Amazônia foi anotado pelo zagueiro mineiro do clube paraense, Max. A primeira vitória de um clube
amazonense no novo templo do futebol baré aconteceu no dia nove de abril de 2014. Em duelo válido pela primeira fase da Copa do Brasil, o Nacional recebeu o São Luiz-RS e, com dois gols de Chapinha, derrotou os gaúchos por 2 a 1. O confronto marcou também o primeiro jogo em que uma equipe saiu vencedora da Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Todas as partidas anteriores haviam terminado empatadas – Nacional 2x2 Remo, Fast 0x0 Princesa e Resende 0x0 Vasco. Resultados Ao todo, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima recebeu 15 partidas oficiais. Dentre os resultados, o mais comum foi o 2 a 1, que se repetiu em quatro oportunidades – Nacional, Santos, Botafogo e Itália bateram respectivamente São Luiz, Princesa do Solimões, Flamengo e Inglaterra. Em contrapartida, o placar menos comum foi o 1 a 0, que aconteceu no duelo entre Botafogo e Corinthians. Duas partidas terminaram sem gols no estádio. Os confrontos
entre os amazonenses Fast e Princesa e os cariocas Resende e Vasco não tiveram o momento mágico do futebol. Mas, rede balançando foi o que não faltou nos jogos entre Croácia x Camarões e Flamengo x Vitória. O time do goleador Mandzukic e o
ARTILHEIRO
O principal goleador da Arena da Amazônia Vivaldo Lima não é brasileiro. Autor de três gols no duelo contra Honduras, o suíço Shaqiri é o artilheiro do novo templo do futebol baré do técnico Vanderlei Luxemburgo golearam os rivais por 4 a 0. No total, 39 tentos foram anotados nas partidas oficiais disputadas na arena, dando uma média de 2,6 gols por jogo. Público Em 15 partidas disputadas na
Arena da Amazônia, 389.848 torcedores estiveram presentes no estádio. O maior público presente foi registrado no clássico carioca entre Botafogo x Flamengo. 42.391 torcedores testemunharam o triunfo do Glorioso sobre o Rubro-Negro por 2 a 1. Por outro lado, Nacional e Vilhena fizeram a partida com menos apaixonados por futebol nas arquibancadas. Apenas 2.015 torcedores foram ao estádio prestigiar o futebol amazonense diante dos rondonienses e perderam a passagem de fase do Leão da Vila Municipal à próxima fase da Copa Verde após empate por 1 a 1. Dos 389.848 torcedores que passaram pela arena, apenas 78.394 foram para acompanhar os times locais. 227.606 pessoas foram ao novo templo do futebol baré para assistir times de fora do Estado. Na Copa do Mundo, 160.227 testemunhas observaram de perto astros como Steven Gerrard, Andrea Pirlo, Cristiano Ronaldo, Mario Mandzukic e companhia. Com esses números, o estádio acumula média de 25.989 torcedores por jogo.
Jogos arrecadam mais de R$ 13 mi Com exceção dos jogos da Copa do Mundo, que não tiveram as rendas divulgadas, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima arrecadou um total de R$ 13.773.625,00. Do montante, chama atenção a renda do clássico carioca entre Botafogo x Flamengo, que com a venda de ingressos resultou em R$ 4.118.040,00. Se com os grandes cariocas o faturamento foi bom, no duelo entre Nacional x Vilhena a renda não foi das melhores. O jogo arrecadou apenas R$ 61.540,00. Para o Nacional, restou apenas pouco mais de R$ 14 mil, o que gerou uma grande reclamação por parte do clube leonino. Em média, cada jogo na arena apresentou o faturamento de R$ 1.252.147,72. A arrecadação total envolvendo times amazonenses alcançou a casa dos R$ 3.413.580,00. Para times de fora do estádio, vim jogar em Manaus foi lucrativo: R$ 10.360.045,00.
Jogo mais importante da Arena da Amazônia foi o duelo entre Itália e Inglaterra pela Copa do Mundo
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Para manter a liderança Fast encara o Nacional Borbense no estádio Carlos Zamith, neste domingo, tentando manter a dianteira no Barezão 2015 THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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íder invicto do Campeonato Amazonense 2015 com seis pontos, o Fast entra em campo na tarde deste domingo (8) à 17h para enfrentar o Nacional Borbense no estádio Carlos Zamith, no Coroado. A partida será valida pela terceira rodada da competição estadual. O Rolo Compressor vem embalado após golear Iranduba, por 4 a 1 na estréia do campeonato, e passar pelo Manaus FC por 3 a 0 na última terça-feira (3). Para o confronto diante do Nacional Borbense, o treinador Ney Junior tem duas dúvidas para definir a equipe principal. A primeira é no meio campo. Principal jogador da tricolor na última partida, o volante Roberto Dinamite é duvida para o duelo de logo mais. O atleta sentiu dores no músculo adutor da perna esquerda. Segundo o próprio atleta, talvez não possa en-
trar em campo. “Joguei a última partida com dores, mas elas se intensificaram e não sei se vou jogar contra o Nacional Borbense. Ainda farei testes antes do duelo. Espero melhorar para ajudar meus companheiros. Porém, temos que lembrar que o Fast tem um elenco muito qualificado. Não é a minha saída que quebrará o ritmo do time. Mostramos o melhor futebol do campeonato e vamos trabalhar para manter esse nível”, disse Dinamite que ainda revelou que o time tricolor está com a moral elevada após as boas partidas do time no campeonato. Durante o último treinamento, o técnico Ney Junior testou no lugarl do volante, Souza e Wilker. Outra dúvida para a partida é o companheiro de ataque de Charles. Nas duas partidas da competição, David Macedo entrou ao seu lado, porem, o habilidoso atacante Felipe está recuperado de lesão e já pode atuar os 90 minutos. Um fator extra que pode pe-
sar a favor do Fast é o gramado. O Tricolor já conhece os atalhos do estádio Carlos Zamith, diferente do adversário que atuará pela primeira vez em Manaus. Sobre o fato, Dinamite admitiu que isso é uma vantagem, porém, ressalta que o Fast tem que respeitar o adversário. “Nossa equipe tem que entrar em campo sabendo que o adversário é forte. Estamos confiantes no trabalho feito pelo treinador. Estamos confirmando dentro das quatro linhas o favoritismo que tínhamos antes do campeonato, porém, isso não vence campeonato. Vamos atrás de mais uma vitória”, finalizou. No lado do Nacional, o treinador Robson Sá revelou que promoveu ajustes no time que perdeu para o Penarol. Nessa semana, o comandante teve que superar as dificuldades climáticas para treinar seu elenco. Apesar disso, Sá está confiante e adiantou que Jerferson e Daniel Alemão formarão a dupla de ataque do camaleão.
FICHA TÉCNICA FAST
Téc.: Ney Junior
Zé Carlos Márcio Abrahão
Ediglê
Amaral
Rodrigo Ítalo
Dinamite (Wilker)
Rondinelli Michell
Rosembrick Charles
Felipe
Jerferson
Daniel Alemão
Cristiano
Márcio Ribeiro Éverton
Alberoni Ruan
Guilherme Manoel Jr
Araújo
Douglas
N. BORBENSE
Téc.: Robson Sá
Local: Estádio Carlos Zamith Horário: 17h Árbitro: Carlos Augusto de Souza
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Fluminense e Botafogo duelam no Maracanã
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io de Janeiro (RJ) – Pelo segundo domingo seguido os amantes do futebol carioca tem um clássico regional para assistir. Às 17h30 (de Manaus) deste domingo (8), Fluminense e Botafogo se enfrentam no Maracanã. Ambos vem de vitória de 1 a 0 no Campeonato Carioca, mas o momento do Alvinegro é melhor. O time comandado por René Simões é líder isolado da competição com 19 pontos e vem de triunfo sobre o Flamengo. O Tricolor, com 15 pontos somados, está na terceira colocação. Os treinadores dos dois times tiveram semana livre para preparar as equipes para o duelo. Nas Laranjeiras, Cristovão Borges mexeu na formação titular e deve mandar a campo a sexta escalação diferente em oito rodadas. Em relação ao jogo contra o Resende as novidades são as entradas de Marlon e Edson nas vagas de Victor Oliveira e Vinicius, respectivamente Na nova formação tricolor, Gerson, que havia atuado como volante, passa a desempenhar sua função original na criação de jogadas. No treino de quinta-feira, o técnico Cristóvão Borges fez um grande
ensaio, e o desempenho foi animador. Os titulares golearam por 5 a 0 em pouco tempo. Fred e Kenedy fizeram dois cada e Wagner um. Com a volta de Edson, que cumpriu suspensão na última rodada, o poder de marcação melhorou. Gerson mostrou bom entendimento com Wagner, e a constante movimentação e troca de posições dos meias confundiram a mar-
COBIÇADO
Além do Barcelona, o Manchester United demonstrou interesse no jovem atacante Tricolor Kenedy. De acordo com o jornal “Metro”, os Red Devils estariam dispostos a pagar R$ 26 milhões pelo atleta cação do time adversário. Um dos gols de Fred, por exemplo, saiu após uma bola triangulação entre estes jogadores. O capitão Tricolor disse que o objetivo da equipe agora é encontrar um equilíbrio entre ataque e defesa para que não sofra tanto com altos e baixos durante as partidas.
“Estamos buscando oscilar o menos possível para buscar um equilíbrio, para termos uma equipe organizada para atacar e defender. Processo natural, já era esperado. A gente fica nessa batalha dia a após dia para evoluir o quanto antes”, disse Fred. Botafogo O técnico René Simões promoveu duas mudanças no Botafogo para o clássico. No treino de sexta-feira, o treinador comandou uma atividade tática e tirou Roger Carvalho e Diego Jardel da equipe. O primeiro foi sacado por conta da suspensão pelo terceiro cartão amarelo, enquanto o segundo deixou o time por opção técnica. D i e g o Giaretta e Gegê entraram e n t r e o s titulares, respectivamente. Desta maneira o Alvinegro vai entrar em campo da seguinte forma: Jefferson; Gilberto, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Carleto; Marcelo Mattos, Willian Arão, Gegê e Tomas; Jobson e Bill.
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Time Alvinegro faz segundo clássico seguido e espera manter liderança do Campeonato Carioca. Tricolor quer reagir na competição com mudanças na equipe principal
Atacante Fred é o artilheiro do Campeonato Carioca com cinco gols e espera ampliar número de tentos no derby
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Majestoso no Morumbi SP/FRAME
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Rogério Ceni é um sinônimo de experiência na meta Tricolor
ão Paulo (SP) – As equipes estão no mesmo grupo da Libertadores e nos últimos anos têm se destacado no cenário nacional e potencializando a rivalidade regional. Após vitória do Corinthians na estria do principal torneio continental por 2 a 0, o São Paulo quer dar o troco agora pelo Paulis- tão. O Clássico Majestoso será neste domingo (8) no Morumbi, às 15h (de Manaus) e promete ser bastante movimentada. No treino de sexta-feira, o técnico Tite confirmou que o Corinthians irá com força para o derby. A equipe deve entrar em campo com a seguinte formação: Cássio, Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Danilo (Petros) e Emerson Sheik; Paolo Guerrero. Com 16 pontos, o Corinthians é líder do Grupo 2 do Campeonato Paulista e quer se aproximar da classificação à próxima fase antes de voltar a campo pela Libertadores. O próximo duelo pelo campeonato sul-americano é no dia 17 de março, contra o Danúbio, no Uruguai. Tricolor Sem esquecer a derrota
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São Paulo e Corinthians fazem revanche da Copa Libertadores da América pelo Paulistão. Atuando em casa, Tricolor quer devolver a derrota por 2 a 0 e continuar na liderança do Grupo A. Timão é o primeiro da chave B do certame para o Corinthians na Libertadores, o São Paulo está encarado esse Majestoso pelo Paulistão como uma oportunidade de revanche. O técnico Muricy Ramalho transferiu
os últimos treinamentos da equipe para o Morumbi, local da partida, já para “ambientar” os jogadores. Em relação ao primeiro Majestoso do ano, o São Paulo terá duas mudanças. Alan Kardec deve dar lugar a Centurión, suspenso na ocasião por uma punição sofrida ainda quando era jogador do Racing, e Maicon, de saída para o Grêmio, será substituído por Reinaldo. Assim, Michel Bastos voltará a jogar como meia, diferentemente daquele jogo no qual foi lateral-esquerdo. A principal dúvida é Dória. O zagueiro sentiu dores no tornozelo esquerdo após disputa de bola com Cafu e não está confirmado. Seu substituto imediato é Edson Silva. Dessa forma, o provável Tricolor para o clássico é o seguinte: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Dória (Edson Silva) e Reinaldo; Denilson, Souza, Michel Bastos, Ganso e Centurión; Luis Fabiano.
Polivalente Danilo atuará, desta vez, no meio de campo do Timão