VOLTA DO CLÁSSICO Após um ano sem ser disputado, clássico Rio-Nal abrirá o Campeonato Amazonense de 2015. Equanto o Leão busca o bicampeonato, o Galo tem como objetivo se manter na elite do futebol baré. Pódio E4 e E5
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
esportes@emtempo.com.br
E2
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
NEY JÚNIOR
O futebol SÓ TEM ME DADO coisas boas FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
Espero que a metodologia dos nossos dirigentes continuem mudando. Eles estão valorizando quem trabalhou no futebol do Amazonas. Sou exemplo disso. Posso citar o caso do Zé Marco, que passou pelo futebol daqui e agora está no Princesa”.
E
le fez história no futebol amazonense na década de 90 e no começo dos anos 2000. Como jogador, virou ídolo no Nacional, Fast e Rio Negro, muito pela vontade e liderança que mostrava dentro de campo. Pendurou as chuteiras em 2012. Estamos falando do ex-zagueiro Ronaib Cardoso da Silva, mais conhecido como Ney Júnior, 38, que em 2015, aceitou o desafio de treinar o Fast no Campeonato Amazonense. Essa será a primeira experiência de Ney à frente de uma equipe de maneira oficial, porque, em 2007, ele comandou o próprio Fast interinamente em uma partida. A pré-temporada começou e o trabalho do treinador está a todo vapor. Comandando um elenco recheado de jogadores conhecidos no Estado, Ney conversou com a equipe PÓDIO para explicar como pretende lidar com esse desafio e revelou segredos da preparação do time para o Barezão que começa no próximo dia 21. PÓDIO – Qual a importância de ter sido jogador profissional para a sua carreira como treinador? Ney Júnior – O importante foi que aprendi como lidar, respeitar e entender o atleta, já que passei 18 anos da minha vida jogando futebol profissional. Serviu para ter esse lado. Ter o pensamento de atleta ainda. Aprendi a me dirigir ao atleta, até mesmo para pedir alguma coisa. Você tem que saber falar, porque o atleta é muito blindado. Existem muitas situações que interferem na carreira do jogador e o treinador tem que ter esse bom senso para poder lidar com o atleta. Quem não sabe gerir uma polemica, não pode comandar um time. Vou tentar passar a minha experiência que tive dentro de campo para os jogadores. PÓDIO – Qual treinador te marcou e serve de exemplo na sua nova missão? NJ – Tive grandes treinadores, mas um que me marcou e que trabalhei muito tempo foi o professor Aderbal Lana. Ele tem um trabalho muito bom e uma ótima metodologia. Outro com quem trabalhei foi o João Carlos Cavalo. Hoje, ele é um amigo próximo. Trabalhei também com o Iane no
Rio Negro. Foi nessa época que ele revelou o meu filho, Bianor Neto. Foi com o Iane que ele conseguiu jogar em 2012. Tive grandes treinadores que viraram grandes amigos. PÓDIO – Qual a maior dificuldade que está encontrando para dirigir o Fast? NJ – Dificuldade enfrentamos todos os dias quando você inicia um trabalho na pré-temporada. São muitos jogadores que estão há muito tempo parados. O preparador físico e eu temos que saber o tempo certo para deixar o elenco no ponto ideal. Não pode ser demorado e nem muito rápido. Tem que ter um meio termo para que os jogadores não sofram lesões e fiquem fora dos treinamentos. PÓDIO – Qual a importância de contar com um elenco experiente no Fast? NJ – Isso é muito importante. Sabemos que para conquistar o título, precisamos de jogadores experientes. Às vezes, até se conquista títulos com jogadores novos, porém, a diretoria e eu, decidimos contratar atletas mais experientes e acostumados ao futebol amazonense. Fora isso, muitos são colecionadores de conquistas. Se você for ver, a maioria dos nossos jogadores já participou do nosso campeonato. O amazonense não é fácil. Por isso, optamos por jogadores mais experientes. Mas também temos atletas jovens que estão na equipe para somar. PÓDIO – A estrutura que o clube disponibilizou ajuda no seu trabalho? NJ – Primeiramente, devo parabenizar a diretoria do Fast que vem fazendo um trabalho muito forte. Não é de hoje isso. Eles estão investindo forte desde 2006. Não podemos esquecer da Ulbra que aceitou essa parceria. Isso favorece e ajuda muito o nosso trabalho dentro de campo. Temos uma casa próxima do centro de treinamento. As chuvas podem atrapalhar, porém, sabemos onde vamos treinar todos os dias. Isso ajuda muito. PÓDIO – Olhando para o passado, valeu a pena o tempo que passou como jogador profissional? NJ – Com certeza. Tudo que te-
nho hoje, casa e apartamento, veio através do futebol. Sou formado em educação física. Isso foi o futebol que me motivou. Muitos dos meus amigos fazem parte do futebol. Então, só tenho que agradecer ao futebol. Meu filho é jogador de futebol no Paraná. Tive uma experiência muito boa de atuar ao seu lado. O futebol só tem me dado coisas boas. PÓDIO – Alguma história que passou como jogador ficou marcada na sua memória? NJ – Tenho várias histórias engraçadas. Como convivendo no grupo de pessoas que logo se tornam amigos. Sempre aconteceu coisas que animavam e isso é o bom do esporte. Digo o seguinte: O futebol sempre fez parte da minha vida. Comecei com 18 anos e parei aos 36 anos. Tudo que tenho, foi o futebol que me proporcionou. Só tenho que agradecer ao futebol. PÓDIO – Você sente o peso do grande jejum de títulos que o clube enfrenta? NJ – Para mim, não tem peso nenhum. Tenho que confessar isso. Para os atletas, também não. Isso acaba sendo uma motivação. Temos que trabalhar com esse pensamento. Temos que motivar os atletas para que consigamos esse título. Se conseguirmos, vamos ser lembrados para sempre no Fast. Isso serve de motivação porque senão acaba atrapalhando. PÓDIO – Na sua opinião, o futebol amazonense evoluiu nos últimos anos? NJ – Com certeza o nosso futebol tem que evoluir bastante. Espero que a metodologia dos nossos dirigentes continuem mudando. Eles estão valorizando quem trabalhou no futebol do Amazonas. Sou exemplo disso. Posso citar o caso do Zé Marco, que passou pelo futebol daqui e agora, está no Princesa. O Marquinho Piter que foi jogador e conseguiu sucesso como treinador. Temos o caso do Paulão e do Garanha no Manaus FC. Então, eles estão valorizando quem fez história aqui e nosso futebol só tende a crescer. Fora isso, não deixamos de investir em jogadores de qualidade. Estou vendo um crescimento. Cabe a nós, subir para a Série C e depois para a B. Nosso futebol tem que ter no mínimo uma equipe na Série B do Brasileiro.
O futebol sempre fez parte da minha vida. Comecei com 18 anos e parei aos 36 anos. Tudo que tenho foi o futebol que me proporcionou. Só tenho que agradecer ao futebol.
Trabalhei também com o Iane no Rio Negro. Foi nessa época que ele revelou o meu filho, Bianor Neto. Foi com o Iane que ele conseguiu jogar em 2012. Tive grandes treinadores que viraram grandes amigos.
E3
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
Braçadas douradas THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
N
o esporte, o esforço sempre é valorizado e na maioria dos casos o atleta obtêm sucesso na sua modalidade. Isso pode demorar a acontecer, mas no fim, ele se concretiza. No caso da nadadora amazonense Giovanna Golfetto, 18, o sucesso veio logo no início de sua trajetória esportiva. A atleta conseguiu destaque no estado com conquistas em torneios da região, porém, ganhou reconhecimento quando chegou em segundo lugar na Travessia dos Fortes, maratona aquática disputada no Rio de Janeiro. Segundo a atleta, essa conquista confirmou a sua condição de fundista de ponta. “Quando eu nadei minha primeira maratona aquática e cheguei em segundo lugar, confirmei que tinha talento. Venci meninas com mais experiência. Foi incrível, fiquei surpresa comigo mesma e disse pro meu pai que era nisso que iria investir para a minha vida. Comecei a achar a competição de piscina meio chata”, revelou. Giovanna teve o seu primei-
ro contato com o esporte aos sete anos, quando deu suas primeiras braçadas na piscina. Apesar de gostar muito de estar na água, a jovem começou a treinar com intuito de competir apenas aos 13 anos. A atleta contou com o apoio de sua família no começo da carreira. Alias, a própria confirma que sem eles, não teria
Quando eu nadei minha primeira maratona aquática e cheguei em segundo lugar, confirmei que tinha talento. Venci meninas com mais experiência Giovanna Golfetto, nadadora
continuado no esporte. “Minha família me apoiou desde o inicio e continua apoiando. No momento, estou longe de todos, porém, foi uma decisão tomada em conjunto”, disse Giovanna que ainda admitiu que a maior dificuldade que enfrenta na sua carreira é a falta de patrocínio para manter a forte rotina de treinamento.
Giovanna treinando na piscina do Botafogo, no Rio de Janeiro
DIVULGAÇÃO
A jovem amazonense Giovanna Golfetto tem se destacado nas maratonas aquáticas pelo Brasil. Atualmente, ele se mudou para a cidade do Rio de Janeiro onde está treinando no Botafogo, com intuito de acelerar sua evolução no esporte
Planejando o futuro da carreira Sabendo que a carreira de atleta de alto nível dura no máximo até os 35 anos, Giovanna pensa em usar seu talento para conseguir uma bolsa de estudo fora do Brasil. Outro desejo da jovem atleta é defender a seleção brasileira. “Meu sonho é estudar fora do país através da natação. Depois disso, tenho um desejo de ser convocada para defender a seleção brasileira em alguma competição. Para isso, estou focando forte em 2015. O meu próximo passo é disputar uma prova na Europa para ganhar experiência internacional. Provavelmente será em Portugal. Esse vai ser o meu alvo”, disse a nadadora que se mudou para o Rio de Janeiro para aprimorar o treinamento.
E4
Maior clássico do Es Neste último raio-x do Barezão 2015, o clássico de maior rivalidade do Amazonas ganha destaque. Opostos não somente no histórico, Galo e Leão vivem uma realidade diferenciada, mas que promete apimentar o certame WILLIAN D’ÂNGELO CÍCERO JR. Web Rádio EM TEMPO
N
o meio romântico diz-se que os opostos se atraem. No futebol amazonense, isso pode ser uma verdade, pois Rio Negro e Nacional-maiores rivais do futebol no Estadosão prova viva de que um pede o outro em campo. Certame sem Rio-Nal é como computador sem internet: utilizável, mas limitado. Vale salientar, entretanto, que esses opostos também se duelam e isto se repete desde 2 de marco de 1914, quando aconteceu o primeiro confronto dos gigantes. Na época, o confronto válido pelo primeiro Campeonato Amazonense de Futebol foi jogado no campo do Bosque Municipal, na hoje avenida Constantino Nery. Pela data é o confronto mais antigo entre clubes ainda em atividade de toda a Região Norte, sendo também um dos mais antigos do Norte-Nordeste e Centro-Oeste, com direito a sonoras goleadas para cada lado. Para escrever mais uma bela página na história do futebol baré, o primeiro RioNal de 2015 já tem data e local para acontecer: dia 26 de fevereiro, na Arena da Amazônia Vilvaldo Lima, às 20h. Rio Negro Tendo ascendido ano passado após um vice-campeonato na Série B, o Rio Negro de
hoje está com os pés no chão. Sabe que, diferentemente dos anos anteriores, a hora é de reestruturar. A condição financeira da equipe não permitiu um elenco com folha salarial gigantesca. Ademais, o clube vive o dilema das dívidas acumuladas ao longo dos anos e tenta reconstruir sua vitoriosa história dentro do cenário local. O Galo da praça da Saudade tem o elenco mais
Apesar de ter vindo do futebol suíço, a oportunidade que o Rio Negro está me proporcionando é única e vou cooperar com o time profissional Ronnan, meia do Rio Negro
jovem da competição (média de 19,8 anos) e promoveu diversos atletas das categorias de base. Destaque para o atacante Ronnan e o meia Renatinho. A dupla já havia jogado junta no Campeonato Amazonense de juniores e mostrou, além de muito talento, garra, empenho e habilidade. Renatinho foi, inclusive, titular em vários jogos do Rio Negro na série B, marcando gols. Ronnan teve uma curta passagem pelo futebol suíço e pode surpreender no ataque rionegrino. “Trabalho diariamente de forma árdua para oferecer o melhor no campo de jogo.
Apes a r de ter vindo do futebol suíço, a oportunidade que o Rio Negro está me proporcionando é única e vou cooperar com o time profissional do Galo”, pontua. Apesar do investimento na garotada, o Rio Negro trouxe de forma pontual jogadores experientes como Carlinhos e Rondinele, vice-campeões brasileiros na Série D em 2010 pelo América. “Aqui no Galo, estou vivendo um momento diferenciado. Sempre fui o aprendiz no meio dos experientes. Sigo aprendendo, mas agora, tenho a possibilidade de ensinar aos garotos o caminho do profissionalismo.”, afirma Carlinhos de 30 anos. No comando, outro vice-campeão brasileiro da Série D em 2010: Sérgio Duarte. O técnico tem a missão de conduzir, a exemplo do feito conquistado há cinco anos, um time desacreditado m vencedor.
IONE MORENO
Comando Para o presidente Thalles Verçosa, o fato de o elenco barriga preta ser formado em sua maioria por jovens atletas não o coloca em desvantagem. “Nossa preparação física e trabalho com bola estão todos sendo feitos com base científica. A garotada está ganhando força física e aprimorando a parte técnica de forma intensiva. Ouso afirmar que a preparação da equipe é superior a muitas outras por conta da cientificidade que estamos
Sérgio Duarte será responsável pelo jovem time rio-negrino
Nacional carrega favoritismo O maior campeão do estado vem com artilharia pesada para a guerra. E tinha que vir desta forma mesmo, afinal o Nacional disputará em 2015, além do certame local, Copa Verde, Copa do Brasil e Série D. O time azulino montou uma equipe recheada de jogadores experientes e que já haviam escrito uma história de sucesso em 2013, quando a equipe foi até às oitavas-definal da Copa do Brasil, além de apostas em atletas de nível nacional e internacional e jogadores locais. Para o comando do ano recheado de desafios, a diretoria do Naça confiou a equipe nas mãos de Sinomar Naves, campeão estadual pelo Leão em 2014 quando promoveu uma verdadeira reviravolta na decisão do campeonato, desfazendo uma ampla vantagem que o time do Princesa do Solimões tinha. Quando questionado acerca da grande responsabilidade que lhe cerca, Naves afirma que a experiência já lhe ensinou a enfrentar pressões. “Já passei por situações no comando técnico onde foi fundamental o equilíbrio emocional. Certamente estou pronto para estes desafios que o Nacio-
nal está propondo e espero contribuir com as conquistas do clube”, afirmou. Entre os “repatriados”, aparecem o volante Lídio, o lateral-esquerdo André Luís e o atacante Leonardo, que reforçam a equipe para o Barezão vislumbrando uma nova oportunidade na Série D este ano, sem esquecer
COMANDO
Campeão amazonense pelo Leão da Vila Municipal no ano passado, o técnico Sinomar Naves retornou ao comando da equipe leonina para a temporada repleta de competições o trágico empate em 2 a 2 contra o Salgueiro, quando a equipe foi eliminada em casa no ano de 2013. “Aquele ano foi fatídico. Batemos na trave. Este ano, queremos superar aquela decepção e lutar pelo acesso”, relembra Lídio. Além dos conhecidos, o Naça perfila no seu elenco jogadores com passagens por vários clubes do Brasil. Destaques para Hyanthony, Robinho e Felipe Manoel. O último veio suprir a saída de
Evandro que deixou o clube ao ir para o Paraubebas-PA. “Minha expectativa quando ao plantel e a estrutura são certamente as melhores. A reputação do clube, os profissionais que aqui estão e o projeto do time, dão entusiasmo a qualquer jogador do Brasil.”, afirma Manoel. Por fim, a equipe trouxe atletas com passagens bem-sucedidas pelo futebol amazonense. É o caso de Thiago Verçosa, Weverton - oriundos das categorias de base do time - Thiago Amazonense e Fininho. Este último está disposto a apagar a péssima imagem da final do ano passado quando se envolveu em uma briga na decisão do amazonense. Esperança de gols Mais um ano, mais uma oportunidade para o torcedor nacionalino se dobrar ao talento e aos gols do atacante Leonardo. O índio-negro, como é conhecido por conta das suas comemorações, quer dar a volta por cima e superar o ano de 2014, marcado contusões. “É sempre bom vestir a camisa do Nacional. Estou muito feliz em poder novamente honrar esta torcida e vou trabalhar para festejar com eles os títulos tão sonhados.”, afirma.
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
E5
Estado volta à cena Jogos do Rio Negro 1º. turno 26/2: Nacional x Rio Negro 1/3: Iranduba x Rio Negro 7/3: Rio Negro x Manaus 11/3: Nacional Borbense x Rio Negro 14/3: Rio Negro x Princesa do Solimões 21/3: Rio Negro x Operário 28/3: São Raimundo x Rio Negro 1/4: Rio Negro x Penarol 4/4: Fast Clube x Rio Negro 2º. turno 12/4: Rio Negro x Nacional 18/4: Rio Negro x Iranduba 21/4: Manaus x Rio Negro 25/4: Rio Negro x Nacional Borbense 3/5: Princesa x Rio Negro 9/5: Operário x Rio Negro 16/5: Rio Negro x São Raimundo 20/5: Penarol x Rio Negro 23/5: Rio Negro x Fast Clube
Elenco Goleiros: Nauro, Filho, Alex Guerra e Daniel. Zagueiros: Rondinele, Vitor, Alailson, Junior e Raul Volantes: Helter, Serginho, Ruan e Lucas Peteca. Laterais: Carlinhos, Rafael e Matheus Iton Meias: Renatinho, Werley e Felipe Atacantes: Ronnan, Bruno e Carlos Henrique Técnico: Sérgio Duarte
1º. turno 26/2: Nacional x Rio Negro 28/2: Operário x Nacional 9/3: Nacional x Iranduba 12/3: São Raimundo x Nacional 16/3: Nacional x Manaus 22/3: Penarol x Nacional 30/3: Nacional x Nacional Borbense 2/4: Fast Clube x Nacional 9/4: Nacional x Princesa 2º. turno 12/4: Rio Negro x Nacional 20/4: Nacional x Operário 23/4: Iranduba x Nacional 27/4: Nacional x São Raimundo 2/5: Manaus x Nacional 11/5: Nacional x Penarol 16/5: Nacional Borbense x Nacional 21/5: Nacional x Fast Clube 23/5: Princesa x Nacional
Elenco Goleiros: Wagner, Rodrigo Ramos e Tiago Laterais: João Rodrigo, Peter e André Luiz Zagueiros: Kelvin, Luan, Robinho e Mauricio Leal Volantes: Felipe Manoel, Bruno Potiguar, Lídio e Dênis Meias: Thiago Marin, Fininho, Railson e Thiago Amazonense Atacantes: Leonardo, Tiago Verçosa, Wanderley, Hyanthony e Weverton Técnico: Sinomar Naves
A maior goleada do futebol profissional local O resultado do primeiro confronto foi de 9 a 0 a favor do Nacional. Segundo historiadores, o Rio Negro vinha com um grupo de garotos ainda inexperientes no esporte. Os gols foram marcados por: Cícero (5), Paulo (3) e Cazuza (1).
No entanto, o duelo não valeu como partida oficial. Em jogos válidos, a maior goleada foi no dia 18 de fevereiro de 2012. O Galo não vinha bem das pernas e caiu feio para o rival 7 a 0. O Nacional acabou sendo o
campeão do 1° turno e o Rio Negro o lanterna. Na segunda maior goleada do profissionalismo, o Rio Negro venceu o Nacional por 7 a 2 no dia 22 de agosto de 1965. O galo da Praça da Saudade vinha de uma derrota por 3 a
0 para o São Raimundo que era até então um clube de pequena expressão no Estado, logo o clube se reforçou pois perder para o clube da Colina na época não era coisa comum para o Rio Negro, ainda mais por 3 a 0. RAIMUNDO VALENTIM
Jogos do Nacional:
Meia Thiago Amazonense terá nova chance de brilhar
E6
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
Princesa abre Copa Verde contra ‘velho conhecido’ A
pós todo imbróglio envolvendo a seletiva para a Copa Verde 2015, que acabou não acontecendo, o Princesa do Solimões estreia na competição regional neste domingo, diante do São Raimundo-RR, às 17h (de Manaus), no estádio Ribeirão, em Boa Vista (RR). Será a primeira partida oficial do Tubarão do Norte nesta temporada. Em pré-temporada desde o início de janeiro, os jogadores do time de Manacapuru estão cientes da dificuldade que será a partida contra o Mundão, fora de casa. No ano passado, pela Série D do Campeonato Brasileiro, as equipes se enfrentaram duas vezes. Em Boa Vista, a partida terminou com a vitória dos donos da casa por 1 a 0. No jogo da volta, em Manaus, o Princesa venceu por 2 a 0. Contratado para ser uma das principais figuras do elenco alvirrubro na temporada, o meiaatacante Léo Paraíba, espera um bom resultado fora de casa para ter o controle do jogo na partida de volta. “A expectativa é a melhor possível. É um jogo bastante difícil domingo (hoje)
fora de casa, então a gente tem que ter tranquilidade, porque nosso jogo aqui (de volta) ninguém sabe se vai ser aqui (Manacapuru) ou fora de casa (Manaus). Se for fora de casa é mais difícil, então a gente tem que ir lá para fazer um resultado”, avalia. Mesmo sem a bola ter rolado para o jogo em Boa Vista, os jogadores do Tubarão do Norte já se mostram preocupados com a indefinição do local do jogo da volta, quando o Princesa será o mandante. Com o Gilbertão em obras, a equipe ainda tem esperança de jogar em Manacapuru contra o São Raimundo. De acordo com a tabela da competição, divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o jogo será realizado na Colina, às 17h. “O foco é no primeiro jogo. Mas se a gente disser que não preocupa (jogar a volta no Gilbertão) estaríamos mentindo, porque se a gente jogar aqui em Manacapuru , dentro de casa, será melhor. A torcida vem em peso e já seria muito bom. Então, fora fica mais difícil. Dois jogos fora fica bastante difícil”, revela Léo Paraíba.
Técnico Zé Marco disputará pela primeira vez um torneio de mata-mata em nível nacional
FICHA TÉCNICA PRINCESA DO SOLIMÕES SÃO RAIMUNDO Local: estádio Ribeirão, em Boa Vista (RR) Horário: 17h (de Manaus) Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA) Princesa Do Solimões: Rascifran; Ley, Gilson, Erick, Jaime (Maurian); Amaral (Baé), Deurick, Douglas, Léo Paraíba; Sandro e Rafael. Técnico: Zé Marco São Raimundo: Catê; Fernando, Kelvyn, Vinícius, Douglas; Wellington Boi, João Paulo, Dionathas Careca, Rayka; Ney e Kaio Fernando. Técnico: Chiquinho Viana
Zé Marco: DNA regional no banco Com experiência de sobra no futebol regional, o técnico do Princesa, Zé Marco, chega para disputar sua primeira Copa Verde da carreira. De acordo com ele, a equipe vem em evolução e deve apresentar algo em torno de 70% a 80% das condições físicas ideias para a estreia em Boa Vista. “A expectativa é a melhor
possível. Estamos nos ajustes finais, tivemos uma prétemporada bem feita, passo a passo, degrau em degrau. Entramos com bola, amistosos e como frisei agora estamos nos ajustes finais e com muita confiança de fazer um grande jogo no domingo diante do São Raimundo”, aponta Zé Marco. Em termos de escalação o
técnico ainda tem dúvidas. O lateral-esquerdo Jaime e o volante Amaral ainda não foram regularizados junto à CBF. Caso não joguem, Serginho e Maurian brigam pela vaga na lateral, enquanto Baé, Jefferson e Deurick podem atuar na contensão do meio campo. O técnico definirá os titulares momentos antes da partida.
Time base formado por garotos DIVULGAÇÃO
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
DIEGO JANATÃ
Diante do São Raimundo, em Roraima, time amazonense busca bom resultado para jogar partida da volta com tranquilidade
Maioria dos atletas do São Raimundo disputa a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2015
Sem tantos recursos financeiros para a montagem do elenco, o Mundão, como é conhecido o time do São Raimundo, contará com uma base recheada de garotos. O time vai aproveitar grande parte dos jogadores que disputaram a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2015, com destaque para o meio-campista Léo, que durante a competição sub20, por conta da expulsão do único goleiro da delegação,
teve de calçar as luvas e ocupar o lugar embaixo dos postes no duelo contra o São Paulo. O resultado não foi dos melhores: o time paulista venceu por 4 a 1, mas com boa atuação do goleiro são-raimundense. Além da falta de recurso financeiro, alguns jogadores que formam o elenco têm rotina dupla, ou seja, possuem outras profissões além do futebol. O time comandado por Chiquinho
Viana enfrentou durante a semana o mesmo problema que o Princesa do Solimões: a regularização de atletas. Velho conhecido do time de Manacapuru, o São Raimundo manteve sete jogadores que enfrentaram o alvirrubro pela Série D da temporada passada – o zagueiro Jeferson Sapo, os volantes Wellington Boi e João Paulo, os meias Dionathas Careca e Ygor, e o atacante Enival.
E7
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
Pressionado, Nacional faz duelo com Vilhena em RO Com os desfalques do volante Dênis e o atacante Raílson, Leão da Vila Municipal vai a Porto Velho em busca da vitória FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Meia Tiago Verçosa (esquerda) arrisca chute de fora da área. Na marcação, o zagueiro Kevin
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
A
pesar de ser o primeiro jogo da temporada, o Nacional já entra em campo pressionado para debutar com vitória na Copa Verde 2015. O adversário é o Vilhena-RO, que atuará dentro de casa, no estádio Portal da Amazônia. A partida é válida pela primeira fase da competição nacional, às 17h (de Manaus). Trabalhando há mais de 50 dias – desde o dia 15 de dezembro de 2014 -, o time comandado por Sinomar Naves já enfrenta a primeira prova de fogo da temporada. As informações de bastidores dão conta de que o técnico goiano tem obrigação de trazer um resultado positivo de Vilhena, caso contrário, seu cargo estará ameaçado. De acordo com ele, a pressão faz parte do trabalho quando se comanda uma grande equipe. “A pressão existe naturalmente. Quando você trabalha numa equipe como o Nacional, a pressão é normal. Não só de fora, mas também de dentro. Existe aquela ansiedade, expectativa de que tudo possa transcorrer dentro de uma normalidade que a diretoria e o torcedor quer. E nós também queremos isso e a gente precisa saber lidar com isso e ter a tranquilidade para poder ir ultrapassando essas barreiras e os obstáculos que estiverem a frente. Manter a frieza e a capacidade de passar por eles”, explica Sinomar. Mas, o trabalho feito desde dezembro dá confiança ao comandante azulino. Ainda assim, ele prefere esperar a primeira partida oficial do Leão da Vila Municipal na temporada para avaliar as condições da equipe. “Dentro daquilo que nós
planejamos tudo está sendo executado. Nós tivemos, nesse período, a possibilidade de realizar dois jogos amistosos. Infelizmente não houve a possibilidade de a gente fazer o terceiro, que era o nosso desejo, mas isso aí não implica em nenhuma perda, porque nós ganhamos também nos treinamentos e a equipe desenvolveu durante esse período um rendimento dentro do esperado. A equipe hoje se encontra num nível bom para iniciar a temporada. Agora, somente após os jogos nós vamos ter a certeza daquilo que nós fizemos e a reposta que o grupo vai dar dentro de campo”, avalia o técnico nacionalino. Estreante na Copa Verde, o arqueiro Rodrigo Ramos, que defendeu o Sampaio Correa por seis temporadas, está confiante em uma boa exibição do time, mesmo fora de casa. Para ele, o longo período de trabalho na pré-temporada dá respaldo para uma boa exibição em Vilhena. “Estamos todos ansiosos pela estreia. Passamos mais de 50 dias treinando para podermos começar bem. Sabemos muito pouco do Vilhena, mas vamos muito concentrados e cientes da qualidade da nossa equipe. Estamos confiantes num bom resultado aqui”, disse o arqueiro. Em termos de escalação, Sinomar não poderá contar com dois jogadores para o jogo diante do Vilhena. O volante Dênis cumpre suspensão de dois jogos por conta de um cartão vermelho recebido quando ainda atuava pelo Londrina-PR, na Série D do ano passado. Bruno Potiguar deve ocupar seu lugar no meio-de-campo. Quem também está fora é Raílson, que deslocou a clavícula e ficará no estaleiro por 15 dias.
FICHA TÉCNICA VILHENA NACIONAL Local: Estádio Portal da Amazônia, em Vilhena (RO) Horário: 17h (de Manaus) Árbitro: Antonio Neuriclaudio R. Costa (AC) Vilhena: Vagner; Jonathan, Júnior, Marinho, Nalbert; Carlinhos, Rai (Flávio), Elias (Elvis), Willian; Roalace e Lucas. Técnico: Márcio Bittencourt Nacional: Rodrigo Ramos; João Rodrigo, Maurício Leal, Robinho, André Luiz; Bruno Potiguar, Lídio, Fininho, Thiago Marin; Wanderley e Hyantony. Técnico: Sinomar Naves
Jogadores do Vilhena fazem trabalho físico em Rondônia, antes da estreia na Copa Verde
Ex-Corinthians comanda time rondoniense Responsável por representar o Estado de Rondônia nas últimas competições nacionais, o bicampeão Vilhena chegou na última segunda-feira em Porto Velho. A equipe estava em São Paulo desde a segunda quinzena de setembro, quando viajou com os juvenis para
disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior. O fato causou um mal-estar com a torcida local, que preferia ter o time mais perto. Contudo, o clube trouxe um presente de São Paulo: o experiente técnico Márcio Bittencourt. Com passagens por Corinthians, Fortaleza,
Ponte Preta, Santa Cruz e Náutico, o comandante conta com o apoio da torcida roraimense. Ele acertou com o Vilhena durante o período de preparação da equipe para a Copinha. A estrela do time é o meia Elvis, que foi campeão da Copa do Brasil pelo Paulista
de Jundiaí, em 2005, após bater o Fluminense na final. Nesta temporada, ele terá a companhia dos garotos que disputaram a Copinha, além de cinco remanescentes do ano passado – o goleiro Vagner, os zagueiros Júnior e Marinho, o volante Carlinhos e o atacante Roalace.
E8
MANAUS, DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO DE 2015
Verdão e Timão disputam derby cercado de polêmica Celeuma da permissão ou não da torcida corintiana no estádio acabou colocando o partida em segundo plano
D
epois de uma grande discussão em torno da presença da torcida do Corinthians no novo estádio do Palmeiras, para o clássico deste domingo, às 15h (de Manaus), a Federação Paulista de Futebol (FPF) cedeu e a Fiel poderá acompanhar seu time. A diretoria alvinegra chegou a insinuar que não entraria em campo, mas tudo se resolveu e o derby está confirmado. A celeuma acabou colocando o jogo em segundo plano, situação que não deve diminuir a rivalidade dentro de campo. Em treino na última sexta-feira (6), o técnico Tite poupou cinco titulares e deu a entender que colocará um time misto para duelar contra o Palmeiras. Fagner, Felipe, Elias, Renato Augusto e Emerson Sheik sequer foram a campo. O quinteto ficou na academia fazendo recuperação muscular e não deve participar do clássico – todos serão preservados para o jogo de volta da primeira fase da Taça Libertadores, quarta-feira que vem, contra o Once Caldas. Tite escalou a seguinte formação em treino tático no CT Joaquim Grava: Cássio, Edíl-
ALANMORICI/FRAME
son, Gil, Edu Dracena e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Jadson e Danilo; Stiven Mendoza e Guerrero. Edílson e Mendoza foram inscritos na nesta sexta na Federação Paulista de Futebol e são reforços de última hora. Outra novidade do clássico deve ser o volante Cristian, que participou do treino e vai ficar no banco de reservas. Ele não havia participado dos últimos jogos porque ainda finalizava sua preparação física – o volante está há mais de seis meses sem atuar. Palmeiras Time mais badalado deste início de temporada, o Palmeiras começou o Paulistão como favorito. A vitória na estreia sobre o Audax por 3 a 1, convenceu a torcida e a imprensa esportiva. No entanto, cinco dias depois, a derrota no Allianz Parque para a Ponte Preta, mostrou que o time tem muito o que melhorar. Tanto que o técnico Osvaldo de Oliveira pediu calma à torcida e afirmou que a equipe ainda vai passar por problemas difíceis em 2015. E um deles é conseguir se segurar o rival Corinthians, que vem de goleada sobre o Once
Caldas pela fase de grupos da Libertadores da América. Ciente da dificuldade, o capitão alviverde Zé Roberto repetiu as históricas palavras do pastor Martin Luther King, que em discurso nos Estados Unidos em 1963 disse que tinha um sonho: conseguir diretos iguais entre negros e brancos em seu país. No caso do palmeirense, o sonho é muito mais simplório: vencer o Corinthians no clássico do próximo domingo, o que o clube alviverde não consegue desde 2011 (de lá pra cá foram três vitórias dos rivais e dois empates). Meu sonho, com certeza, é vencer o Corinthians no clássico”, disse. “Vai ter um sabor diferente”, disse. Para quebrar o jejum, o Palmeiras deve ir a campo com Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Renato e Gabriel; Allione, Alan Patrick e Dudu; Leandro Pereira
Meia-atacante Dudu (esquerda) e Volante Ralf farão um duelo à parte no clássico