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Pódio - 7 de julho de 2014

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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

esportes@emtempo.com.br


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

CHARGE

HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA

Di Stéfano: “Flecha Loira”

Ao contrário de outros craques, Alfredo Di Stéfano não sonhava em ser jogador de futebol quando criança. O garoto pobre de Buenos Aires queria mesmo ser um aviador, mas o destino o levou para um teste no River Plate, onde ele passou de primeira. Após um início promissor, com gols e convocações para a seleção Argentina, Di Stéfano, em busca de melhores condições financeiras, decidiu se transferir para o Milionários da Colômbia. Pelos Milionários, fez uma excursão pela Europa e jogou nas comemorações dos 50 anos do Real Madrid, assombrando o futebol europeu. Deu-se então uma batalha entre os dois

gigantes espanhóis pelo jovem talento. No final, Di Stéfano assinou com o Real Madrid dando início a uma extrema rivalidade entre Barcelona e o time madrileno. Pelo Real Di Stéfano encantou o planeta faturando 17 títulos, sendo 5 Liga dos Campeões da UEFA e 9 Campeonatos Espanhóis. Um feito que dificilmente será igualado por outro jogador na história. A essa altura Stéfano já tinha naturalizado-se espanhol e com o reforço do lendário atacante húngaro Ferenc Puskás, formou, talvez, o esquadrão mais forte do futebol mundial de todos os tempos. Aos 38 anos Di Stéfano não aceitava amargar o banco de reservas, o que o fez trocar o Real Madrid pelo

Espanyol, grande rival do Barcelona. Infelizmente o craque pouco atuou no seu novo clube, marcando poucos gols, até encerrar a carreira aos 40 anos de idade em 1966. Mesmo sem ter disputado uma única copa do mundo, nem pela Argentina nem pela Espanha, Di Stéfano é um dos maiores jogadores da história, conquistando tudo que era possível como jogador e alcançando para sempre o posto de ídolo máximo do clube mais poderoso do mundo. Em 1989, recebeu da revista France Football a “Super Ballon d’Or” como melhor jogador europeu das últimas três décadas e em 2000, foi nomeado presidente honorário do Real.

* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO

Tabela da Copa do Mundo

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ARTILHARIA

JAMES RODRÍGUEZ

COLÔMBIA

GOLS

49

1

CHILE

1

57

SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha

SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã

SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão

SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

OITAVAS DE FINAL

BRASIL

2

0

FRANÇA

COLÔMBIA

1

1

ALEMANHA

58

2

FRANÇA

0

NIGÉRIA

53

PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE

SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha

SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã

50

59

COLÔMBIA

2

URUGUAI

0

HOLANDA

0

1

ARGENTINA

COSTA RICA

0

0

BÉLGICA

PÊNALTIS: HOLANDA 5 X 3 COSTA RICA

SEMIFINAL

51

HOLANDA

2

MÉXICO

1

61

DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco

52

COSTA RICA

1

GRÉCIA

1

63

2

ALEMANHA

1

ARGÉLIA

54

QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão

TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão

SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio

60

BRASIL

ARGENTINA

ALEMANHA

HOLANDA

3º LUGAR

FINAL

SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha

DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã

PERDEDOR JOGO 61

VENCEDOR JOGO 61

PERDEDOR JOGO 62

VENCEDOR JOGO 62

62

TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão

1

ARGENTINA

0

SUÍÇA

55

TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova

64

2

BÉLGICA

1

ESTADOS UNIDOS

56

PÊNALTIS: COSTA RICA 5 X 3 GRÉCIA

Tostão

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Os quatro melhores Como era esperado, quatro seleções fortes e de muita tradição decidem o título. A Holanda ocupou o lugar da Espanha. A Costa Rica foi a única zebra do Mundial, pois se classificou em primeiro lugar, em um grupo que tinha Uruguai, Inglaterra e Itália. A partir das oitavas, não houve surpresas, já que a Costa Rica eliminou a Grécia, um adversário inferior. Argentina e Holanda vão fazer um jogo equilibradíssimo. A Argentina, que começou a Copa

muito temida, por causa de seu quarteto ofensivo, formado por Messi, Di Maria, Agüero e Higuaín, tem agora apenas Messi e Higuaín. Agüero pode voltar. Por outro lado, a defesa e o goleiro, tão criticados antes do Mundial, têm jogado bem. Isso dá mais chances ao time de ganhar os jogos por 1 a 0, graças a um lance individual de seu ataque, como ocorreu contra a Suíça e contra a Bélgica. O problema é que, agora, não tem Di Maria. Fará muita falta.

A Holanda se destacou, até agora, pela variação de sistemas táticos e nas escalações. O técnico Van Gaal é o estrategista do Mundial. A entrada de um goleiro, contra a Costa Rica, no último minuto da prorrogação, só para os pênaltis, no lugar do titular que atuava bem, foi um golpe de mestre. Ele, muito alto, foi decisivo nos pênaltis. Robben continua exuberante, o melhor jogador do Mundial. Holanda e Argentina devem jogar com muitos cuidados defen-

sivos, para tentar ganhar o jogo no contra-ataque, em um lance de Messi ou de Robben. A Argentina deve atuar com uma linha de quatro no meio-campo (dois volantes e um meia de cada lado), e a Holanda deve voltar ao esquema contra a Espanha, marcando atrás para contra-atacar. Amanhã, falo do outro clássico, entre Brasil e Alemanha, sem favorito. Será que o hexa está chegando, como disse a frase prepotente, escrita do ônibus da Seleção? Tomara.

Holanda e Argentina devem jogar com muitos cuidados defensivos, para tentar ganhar o jogo no contra-ataque, em um lance de Messi ou de Robben


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Hamilton vence em casa e encosta no líder Rosberg Após seis anos, piloto inglês voltou a vencer diante da sua torcida e está a apenas quatro pontos do líder do campeonato

O

britânico Lewis Hamilton levou ao delírio a torcida local ao vencer o tumultuado Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, ontem, e ganhar força na briga do Mundial. O piloto da Mercedes largou na sexta posição e ainda foi beneficiado por uma quebra de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe e rival na briga pelo título. Esta é a segunda vitória de Lewis Hamilton diante da torcida inglesa em sua carreira. Seu primeiro triunfo em casa na Fórmula 1 foi em 2008, justamente o ano em que conquistou o Mundial com um ponto de vantagem sobre o brasileiro Felipe Massa, então piloto da Ferrari. O paulista esteve envolvido no principal acontecimento da prova deste domingo, ao ser atingido pelo finlandês Kimi Raikkonen em forte acidente ainda na primeira volta da corrida. A batida causou bandeira vermelha por quase uma hora em Silverstone, onde Massa celebrava seu 200º GP na Fórmula 1. Mesmo largando em 15º, o brasileiro tem mais motivos para lamentar porque o carro da Williams era um dos melhores do grid. Prova disto foi o desempenho do finlandês Valtteri Bottas, que largou em 14º e foi o segundo colocado. Daniel Ricciardo completou o pódio. A quarta colocação ficou com o britânico Jenson Button, que fez boa prova diante da torcida local com o fraco carro da McLaren. Sebastian Vettel acabou em quinto depois de longa batalha com Fernando Alonso, o sexto. Kevin Magnussen foi o sétimo, seguido por Nico Hulkenberg, Daniil Kvyat e Jean-Éric Vergne. A vitória deste domin-

REUTERS/FOLHAPRESS

go faz Hamilton diminuir a diferença para Rosberg no Mundial de Fórmula 1. O alemão segue na liderança com 165 pontos, mas agora com apenas quatro de vantagem para o britânico. A próxima etapa do calendário é o GP da Alemanha, em 20 de julho. Dada a largada A corrida em Silverstone começou já movimentada. Rosberg conseguiu disparar na ponta já na largada, aproveitando-se ainda do início ruim de prova de Sebastian Vettel. A corrida de Felipe Massa, a 200ª de sua carreira, durou apenas uma volta. Em 15º, ele teve problemas em sua Williams na largada e caiu para último. Quando tentava se recuperar, envolveu-se em forte acidente com o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que causou bandeira vermelha em Silverstone. A prova na Inglaterra ficou paralisada por quase uma hora para limpeza na pista e reparo das áreas de guard rail atingidas por Raikkonen. Na relargada, em movimento, Hamilton iniciou seu ataque para buscar as primeiras colocações e em uma volta ultrapassou Magnussen para alcançar o terceiro posto. No giro seguinte, também passou Button para assumir a vice-liderança. Hamilton foi beneficiado por um problema no carro de Rosberg na 29ª volta, que abandonou a prova com uma quebra no câmbio. Depois disso, o britânico não teve mais com o que se preocupar. Ele parou novamente nos boxes na 42ª volta e voltou à pista ainda na primeira posição e com vantagem confortável para Bottas, que também não foi ameaçado na segunda colocação.

REUTERS/FOLHAPRESS

Piloto inglês vibrou bastante após receber a bandeirada ao passar pela linha de chegada do Gande Prêmio da Inglaterra

MMA

UFC: Weidman derrota Machida

Paraense lamentou não ter sido mais agressivo no começo

A principal luta do UFC 175 tinha gosto de vingança para os brasileiros. Lyoto Machida poderia recuperar o cinturão dos pesos médios depois que Chris Weidman se tornou campeão vencendo Anderson Silva duas vezes. Machida deu trabalho, mas não conseguiu superar o americano e foi derrotado por decisão unânime dos juízes na madrugada de domingo, em Las Vegas. Em declarações nos dias que antecederam a luta, Weidman colocou Machida em um patamar superior a Anderson Silva, mas disse que iria vencer a luta por nocaute. Assim, começou a luta tomando a iniciativa, tentando chutes, que passaram no vazio. Lyoto tentava colocar em prática algumas de suas características, o foco e a agilidade, enquanto a torcida gritava seu nome na arena. Os lutadores mantinham a distância e se estudaram bastante no primeiro assalto.

O segundo round se manteve semelhante, mas no final dos cinco minutos, o americano conseguiu levar a luta para o chão e tomar a frente do combate. No período seguinte, Weidman levou a luta novamente para o chão, mas Machida mostrou tranquilidade e escapou do golpe. Logo depois, o americano acertou uma cotovelada, que abriu um corte na testa do brasileiro, que sentia dificuldades para se defender das investidas. Em desvantagem no octógono, Machida mostrou poder de reação no quarto round. Ele foi para o ataque e encaixou bons diretos no adversário, que sentiu os golpes e ficou mais lento. A decisão ficou para o quinto e decisivo round. Mais confiante, o brasileiro sabia que precisava de um nocaute ou finalização para vencer. Mas não deu mais tempo de reverter a situação. Wei-

dman venceu o combate por decisão unânime. Ainda no octógono, Weidman elogiou o oponente brasileiro. “Ele é tão bom quanto eu pensava, rápido. Quando

você pensa que ele fará alguma coisa, ele faz outra. É incrível, muito duro”, disse ele, que, além do cinturão, manteve seu cartel invicto, agora com 12 vitórias.

CONFIRA TODOS OS RESULTADOS DO UFC Peso médio: Chris Weidman x Lyoto Machida – vitória de Chris Weidman por decisão unânime Peso galo: Ronda Rousey x Alexis Davis – vitória de Ronda Rousey por nocaute Peso pesado: Stefan Struve x Matt Mitrione – luta cancelada após Stefan Struve desmaiar no vestiário Peso médio: Uriah Hall x Thiago Marreta – Vitória de Uriah Hall por decisão unânime Peso galo: Marcus Brimage x Russell Doane – Vitória de Russell Doane por decisão dividida


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Felipão Willian n de Ne Sem o artilheiro do Brasil na Copa do Mundo, Luiz Felipe Scolari deu indícios, em treino realizado ontem, na Granja Comary, de que o meia Willian deve ocupar a vaga deixada por Neymar, após lesão do astro

O

primeiro treino coletivo da seleção brasileira sem Neymar na Granja Comary indicou que Willian é a primeira opção do técnico Luiz Felipe Scolari para substituir o camisa 10 na semifinal da Copa do Mundo, contra a Alemanha. O treino coletivo contou apenas com os jogadores que não atuaram ou que só entraram no segundo tempo da partida contra a Colômbia, sexta-feira, contra a equipe sub-20 do Fluminense, mas demonstrou o posicionamento que deve ser utilizado no próximo jogo. Apesar do treino ter apenas jogadores reservas, será dessa equipe que atuou contra o Fluminense que sairão os substitutos de Neymar e Thiago Silva. Willian começou a atividade escalado no centro do meio de campo, entre os dois pontas, atrás do centroavante. Exatamente na mesma função que Neymar desempenhou nos últimos dois jogos, contra Colômbia e Chile. O Brasil venceu o jogo-treino por 1 a 0, com gol marcado por Ramires. O 4-2-3-1 de Luiz Felipe Scolari começou com Jefferson, Daniel Alves, Henrique, Dante e Maxwell; Luiz Gustavo e Hernanes; Ramires, Willian e Bernard; Jô. Depois, Willian também caiu mais pela esquerda, Bernard foi para a ponta direita e Ramires fechou o centro do meio de campo. Nessa alternativa, Felipão teria um meio de campo mais fechado caso optasse por Ramires à frente dos dois volantes, com Oscar e Hulk nas pontas, e Fred na frente. O gol de Ramires saiu após jogada de Willian e cruzamento de Bernard. O outro desfalque sofrido pela seleção é do zagueiro e capitão Thiago Silva, suspenso pelo segundo cartão amarelo. Neste caso, é mais difícil observar qual será a prioridade de Felipão. Dante é canhoto e necessariamente atua pelo lado esquerdo da zaga, como no treino deste domingo,

mesmo lado de David Luiz. Caso o zagueiro do Bayern de Munique seja escolhido para jogar contra a Alemanha, David passará ao lado direito da zaga. Anulação de cartão Com a ausência de Neymar a CBF tenta ter um desfalque a menos para enfrentar a Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo. Foi solicitada à Fifa a anulação do cartão amarelo recebido por Thiago Silva contra a Colômbia, na esperança de que o capitão participe do duelo. “Estamos pedindo a anulação do cartão porque o lance mostra perfeitamente que o Thiago não tira a bola do goleiro. Não fica na frente, vem passando na jogada. Não tem condições de existir cartão amarelo naquela jogada. Se a gente não entende de regra, entendem eles. Mas é absurdo o cartão”, disse Luiz Felipe Scolari à TV Globo. Felipão ressaltou aos jogadores que a insistência em ter o capitão não é por falta de confiança nos reservas. “Conversei com o meu grupo, e expliquei a eles da luta para ter o Thiago. Não é porque não tenho confiança no Dante ou no Henrique, até porque eu lutaria por qualquer um que fosse, mesmo que não estivesse jogando. Mas temos que continuar insistindo e lutando pelo lance porque, se a Fifa assistir, vai entender e mudar o que o árbitro fez erradamente”, concluiu. Em relação ao time que entrará em campo no próximo jogo, a possibilidade de usar um trio de defensores é remota. “Acho difícil eu escalar três zagueiros. Temos bons jogadores pelo setor que o Neymar jogava: Willian, Ramires. Pode também ser o Bernard aberto com o Oscar por dentro. Hoje temos um meio-campo que trabalha mais a bola. Só digo que sigo muito confiante”, afirmou Felipão.

Volta de Neymar descartada O médico da seleção brasileira José Luis Runco afirmou em entrevista ontem (6) à TV Globo que não há chance de Neymar atuar tanto na semifinal da Copa do Mundo como em uma possível final - ou disputa de terceiro lugar - em razão da fratura sofrida em uma vértebra lombar no duelo contra a Colômbia, pelas quartas de final. “Em momento algum existe opção de tratamento porque hoje ele tem uma lesão estável na coluna e que precisa de um período de recuperação. Se porventura acontecer um novo trauma, podemos transformar em algo instável e virar algo sério para o Neymar; Poderia

comprometer o futuro como jogador”, afirmou Runco. “Infiltração é uma metodologia antiga, temos caso de alguns jogadores que tiveram problemas na saúde por conta disso. Não vamos criar ilusão na população, que sabe da nossa necessidade, não vamos criar ilusão em algo que não existe”, acrescentou. As declarações dadas na entrevista vão ao encontro de nota oficial divulgada por Neymar em seu site oficial também ontem (6). Nela, o jogador afirma que não fará nenhum tratamento alternativo para sua lesão além do indicado por Runco, responsável pelo jogador até o final da Copa.


o indica na vaga eymar Uniformes definidos para duelo

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O Brasil jogará com seu uniforme tradicional a semifinal da Copa do Mundo contra a Alemanha, terça-feira (8), em Belo Horizonte. A Fifa divulgou ontem (6) que o time de Luiz Felipe Scolari entrará em campo de camisa amarela, calção azul e meias brancas. Já a Alemanha jogará com seu segundo uniforme, camisa vermelha e preta, calções pretos e meias pretas com detalhes em vermelho. Apesar da direção da federação alemã dizer que o vermelho significa a força com que a Alemanha pretende jogar esta Copa, esse uniforme remete à camisa do Flamengo, clube com maior número de torcedores no Brasil.

Lahm queria enfrentar Neymar A ausência de Neymar, vítima de uma joelhada criminosa do lateral colombiano Zúñiga, não causou decepção apenas nos torcedores da seleção brasileira. O capitão da Alemanha, adversária dos canarinhos nas semifinais da Copa do Mundo, o lateral Lahm lamentou a lesão do atacante e afirmou que desejava o enfrentar na competição. “Neymar é um jogador sensacional, que mostrou toda sua classe durante o Mundial. Queremos sempre competir com os melhores. Por isso, preferia enfrentar o Brasil com ele em campo. Mesmo assim, sabemos que será uma tarefa difícil para nós, pois o Scolari dispõe de jogadores suficientes para ocupar a vaga”, declarou Lahm ao jornal alemão Bild. O meia Bastian Schweinsteiger também lamentou a ausência do camisa 10 do Brasil, destacou a união em torno de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira e a vantagem que os brasileiros levam por jogar em casa, com o apoio da torcida. Após terminarem a primeira fase da Copa do Mundo como líderes do Grupo G, com vitórias sobre Portugal (4 a 0), Estados Unidos (1 a 0) e um empate com Gana (2 a 2), a Alemanha passou pela africana Argélia somente na prorrogação, e França, pelo placar mínimo, para chegar às semis. Agora, os alemães terão pela frente os donos da casa em pleno Mineirão.

E5 FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Goleiros: heróis e vilões da seleção brasileira em Copas De 1930 até hoje, arqueiros já foram elevados ao posto de deuses e vários outros de anti-heróis da nação brasileira por conta de desempenho

O

humorista Dom Rossé Cavaca tinha algumas definições bem humoradas sobre a profissão de goleiro e uma delas dizia que ele exerce uma função tão maldita que até onde ele pisa a grama não nasce. Através dos tempos, os goleiros têm sido grandes personagens do mundo do futebol. Não apenas por sua participação em grandes vitórias, mas principalmente por suas falhas em momentos decisivos e que acabam marcando de uma forma definitiva as suas carreiras. Uma boa Copa do Mundo pode levantar uma carreira obscura como uma passagem negativa numa competição mundial pode comprometer uma carreira brilhante. No Brasil, os exemplos se multiplicam e se alguns goleiros se transformaram em heróis inesquecíveis, outros se tornaram imperdoáveis vilões, cujas falhas jamais foram esquecidas. Os goleiros na Copa Em 1934, na França, o goleiro era Pedrosa, do Botafogo, que sofreu três gols da Espanha e voltou para casa junto com o resto do time. Na Copa de 1938, disputada na Itália, o Brasil levou dois goleiros que já se destacavam como os melhores do país. Batatais, do Fluminense, e Valter, do Flamengo, jogaram duas partidas cada e ajudaram o time a conquistar o terceiro lugar. Em 1950, no Brasil, surge o primeiro grande vilão entre os goleiros brasileiros. Moacir Barbosa, do Vasco, era o titular absoluto de uma equipe considerada perfeita. Coragem, arrojo e elasticidade faziam de Barbosa o homem ideal para a equipe que deveria conquistar o primeiro título mundial. Só que a derrota para o Uruguai desabou inteira sobre as costas do goleiro, acusado de falhar nos dois gols do adversário, principalmente do segundo gol marcado por Gighia, que ameaçou cruzar e chutou entre o goleiro e a trave. Por causa daquele gol, Bar-

bosa nunca foi perdoado e se dizia pior que um condenado. No Brasil, dizia Barbosa, a pena máxima é de 30 anos e ele estava condenado a uma execração eterna por ter tomado aquele gol. Em 1954, Castilho, do Fluminense, fez uma Copa discreta que terminou para o Brasil no dia do confronto com os poderosos húngaros. Gilmar dos Santos Neves era o goleiro da primeira seleção brasileira a conquistar um título mundial, em 1958. Ele defendia o Corinthians e ficou invicto até as semifinais quando foi vencido pelo ataque francês, o mais eficiente da competição. Seu

Taffarel se consagrou nos mundiais de 1994 e 1998, quando teve participação fundamental na vitória da seleção nos pênaltis

Taffarel, o rei dos pênaltis

Taffarel foi fundamental para a seleção na conquista de 1994

PIONEIROS

A seleção brasileira começou sua participação em Copas utilizando dois goleiros em 1930, no Uruguai. Joel, do América, e Veloso, do Fluminense, jogaram uma partida cada sem deixar marcas

Taffarel disputou três Copas, igualando-se a Gilmar em número de competições disputadas. Em 1990, na Itália, ele teve uma participação de destaque, inclusive salvando uma série de oportunidades na vitória de 2 a 1 sobre a Suécia. Em 94, nos Estados Unidos, ele apareceu como grande herói, brilhando na disputa de pênaltis contra os italianos que acabou resultando no título brasileiro. Em 1998, na França, Tafarell teve seu momento de herói na semifinal, na disputa de pênaltis contra a Holanda, mas ainda tem gente que o acusa de falhar na decisão quando Zidane marcou dois gols de cabeça, em cobranças de escanteio. Em 2002, o palmeirense Marcos chegou à Copa disputada na Coreia e Japão cercado de desconfiança mas acabou se tornan-

do um dos grandes nomes da seleção brasileira principalmente na partida final contra a Alemanha quando praticou grandes defesas e ajudou o time a conquistar o penta. Dida foi o nome em 2006 e acabou criticado por não ter saído do gol no lance que originou o tento da vitória da França nas quartas de final, por 1 a 0, anotado por Thierry Henry. Em 2010 a Copa do Mundo teve outro vilão no gol do Brasil. Julio Cesar falhou na derrota de 2 a 1, nas quartas de final, que custou a eliminação brasileira. Apesar desse erro, Julio Cesar é considerado titular pelo técnico Luiz Felipe Scolari para o Mundial de 2014. E até agora, o arqueiro do Toronto-CAN vem realizando um belo Mundial a serviço da seleção canarinho, onde brilhou na disputa de pênaltis contra o Chile.

Lance do gol uruguaio em 1950, que ainda dói nos brasileiros

estilo sóbrio e seguro o transformou num dos maiores goleiros da história do Brasil em todos os tempos. Em 62, com um time mais velho, Gilmar, agora no Santos, continuou levando segurança ao gol do Brasil e ajudando o time a conquistar o bicampeonato. Ele ainda disputaria a Copa do Mundo de 1966 que se transformou num verdadeiro fiasco para o Brasil. Ele jogou duas partidas, contra Bulgária e Hungria, e acabou substituído pelo botafoguense Manga que fracassou diante de Portugal, jogo que determinou a eliminação brasileira e transformou o pernambucano em mais um vilão. Em 1970, o Brasil conquistou o tri, mas o goleiro Félix, do Fluminense, esteve longe de ter uma participação de destaque, cometendo falhas em quase todas as partidas. Só a qualidade do resto do time impediu que a fraca atuação do goleiro comprometesse a campanha brasileira.

Anos de seca com bons goleiros Em 1974 e 1978, a seleção brasileira não conseguiu arrumar grande coisa nas Copas do Mundo, mas o goleiro Leão, então no Palmeiras, conseguiu se sobressair como destaque da equipe nas duas competições. Na Copa de 1974, ele só levou o primeiro gol nas quartas de final, diante da forte seleção argentina. Em 1982, na Espanha, no grande time montado por Telê, um verdadeiro piano afinado que tinha no goleiro Valdir Peres, uma nota falsa. O frango sofrido na primeira partida diante da Rússia nunca saiu da memória dos torcedores brasileiros. Ele foi mantido até o final da participação brasileira sem

obter o menor destaque e hoje é pouco lembrado pela torcida brasileira. Em 1986, a Copa do Mundo foi novamente realizada no México. O gol brasileiro era ocupado por Carlos, considerado um profissional sério e um arqueiro discreto que tinha ficado na reserva em copas anteriores. Carlos só levou um gol em toda competição, exatamente diante da França na partida que eliminou a equipe a seleção brasileira do torneio. E na cobrança de pênaltis, ainda protagonizou um lance de infelicidade e azar quando uma cobrança de um jogador francês bateu na trave, voltou nas suas costas e entrou nas redes brasileiras. Barbosa é apontado por muitos como vilão da Copa de 1950


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RETORNO

Agüero marca no treino e pode ser titular na quarta CARLOS RHIENCK/HOJE EM DIA/GAZETA PRESS

Auxiliar de Löw alerta para jogo duro do Brasil Hansi Flick ressalta poder de luta dos jogadores do Brasil. Já Schweinsteiger, lamenta ausência de Neymar

A Atacante argentino participando do treino coletivo de ontem (6)

O treino de ontem dá algumas pistas sobre a provável escalação que a Argentina terá na semifinal da Copa do Mundo. Apesar de ainda ser a primeira atividade visando o duelo com a Holanda, a divisão dos grupos de trabalho pode ser um indício do time que vai a campo buscar vaga na decisão. Treinando entre os reservas, Sergio Agüero mostrou estar recuperado da lesão na coxa e marcou até gol no coletivo. Chamando atenção pela mobilidade, Agüero deu piques curtos, conseguiu mudar de direção rapidamente e marcou um belo gol para colocar-se novamente à disposição do técnico Alejandro Sabella. Enquanto o camisa 20 era protagonista do treino com bola, os titulares na vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica fizeram atividade leve, que não passou de alongamento seguido de uma corrida em torno do gramado. Além de Messi, Higuaín e Mascherano, no grupo dos principais jogadores estava

Enzo Pérez, que substituiu Di María ainda no primeiro tempo do duelo válido pelas quartas de final. O suplente larga como principal concorrente à vaga do camisa 7, que tem lesão muscular. A expectativa é que Sabella faça mudanças em todos os

RECUPERAÇÃO

O atacante se machucou durante o jogo contra a Nigéria e a imprensa argentina deu ele como descartado da Copa, mas o atleta conseguiu se recuperar e pode voltar ao time na semifinal

setores da escalação da Argentina. Além do substituto de Di María, outras duas trocas são prováveis: Rojo retoma a lateral esquerda após suspensão, enquanto Lavezzi deve voltar ao banco de reservas para o regresso de Agüero no ataque.

seleção de Luiz Felipe Scolari tem jogado “no limite do que se considera legal” numa partida de futebol, com muita dureza, força física e jogadas ríspidas. As palavras foram usadas pelo auxiliar técnico da Alemanha, o ex-jogador Hansi Flick, e corroboradas pelo volante Schweinsteiger. “Normalmente, temos na cabeça uma imagem do Brasil como um time de 11 artistas praticando sua arte, mas o futebol aqui mudou, o time brasileiro aprendeu a brigar, são lutadores duros, e temos de estar preparados para isso”, afirmou o craque alemão. Depois de mencionar a característica brasileira, durante entrevista coletiva ontem (6), Flick voltou a ser questionado sobre o que afirmara, e contemporizou. “O Brasil continua com um futebol de alto nível, mas às vezes, numa partida, há uma necessidade de uma jogada fisicamente mais forte, isso faz parte do jogo”, argumentou. Instigado para analisar o time brasileiro após a perda de Neymar, Schweinsteiger lamentou a ausência do craque e elogiou o técnico Luiz Felipe Scolari e o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, para ele

HOLANDA WAGNER MEIER/AGIF/GAZETA PRESS

os maiores adversários da Alemanha amanhã. “É extremamente triste que Neymar não vá jogar. É sempre bom quando os melhores jogadores estão em campo, que é onde deveriam estar. Perdê-lo pode ser um fator especial para o Brasil, eles vão reunir forças e tirar desse fato o melhor para o time”, declarou. “Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira são técnicos muito experientes, ambos vencedores de Copas. O campeão do Mundial será o que tiver a comissão técnica mais inteligente. Vocês têm a vantagem de jogar em casa, o que é um ponto forte, e jogadores talentosos, mas acho que o nosso maior opoente será a comissão técnica do Brasil”, acrescentou.

Auxiliar técnico Hansi Flick comenta sobre o jogo pesado da seleção brasileira

WIMBLEDON

Djokovic bate Federer é leva taça O sérvio Novak Djokovic venceu o suíço Roger Federer por 3 sets a 2 (6/7 (7), 6/4, 7/6 (4), 5/7 e 6/4) na final de Wimbledon, terceiro grand slam do ano. Djokovic precisou de 3 horas e 56 minutos para conquistar seu quarto título no ano. Os três primeiros foram os masters de Roma, Miami e Indian Wells. O sérvio evitou que Federer vencesse pela oitava vez o torneio, o que o sagraria como o maior campeão de Wimbledon. Agora, Djokovic reassume a primeira posição no ranking da ATP, lugar que foi lhe tomado por Rafael Nadal no ano passado.

Já Federer irá assumir a terceira posição, ao ultrapassar o compatriota Stanislas Wawrinka. A partida começou difícil para Djokovic. Sem quebras, o primeiro set foi ao tiebreak e, nele, Federer mostrou porque é conhecido como o “Rei da Grama” e conseguiu salvar dois set points, fechando em 9 a 7. No segundo, o sérvio veio disposto a ser o número 1 do mundo novamente. Com uma quebra no terceiro game, conseguiu administrar bem o placar e fechar a parcial em 6 a 4. No set seguinte, Federer novamente veio com força.

Sacando bem, conseguiu salvar as duas chances de quebra que Djokovic teve e levou o set ao tiebreak. Porém, mais confiante, o sérvio precisou de apenas um set point para fechar em 7 a 4. No quarto set, o sérvio teve a chance de fechar a partida em 3 a 1, após quebrar o saque de Federer nos quarto e sexto games. Mas o suíço conseguiu três quebras em sequência. No entanto, a sobrevida de Federer não foi suficiente. Djokovic, no décimo game, quebrou o saque do suíço para faturar seu segundo título no principal torneio disputado sobre a grama. DIVULGAÇÃO

Cillessen, goleiro titular da seleção holandesa, pediu desculpas por ira ao ser substituído

Cillessen explica irritação com troca No dia seguinte da boa atuação contra a Costa Rica, o holandês Jasper Cillessen precisou se pronunciar para pedir perdão. O goleiro protagonizou cena lamentável ao ser substituído por Tim Krul, saindo do gramado da arena Fonte Nova chutando garrafas de água. De cabeça mais fria e classificado às semifinais da Copa do Mundo, o jogador repensou a atitude e pediu desculpas. “Quero pedir desculpas. Já pedi para o Frans Hoek

(preparador de goleiros) e pedirei também para todos os jogadores. Não sabia que estava prevista (a substituição) e a troca foi um choque para mim”, explica o titular, que viu do banco o goleiro suplente defender duas cobranças e colocar a Holanda na fase seguinte. Cillessen praticamente assistiu à partida de sua área. Nos últimos lances da prorrogação, pouco antes de ser substituído, ele foi obrigado a fazer ótima defesa para manter o empate

sem gols. O milagre foi classificado como “fantástico” inclusive por Krul, que seria herói nos pênaltis. Apesar da boa intervenção, Louis Van Gaal optou por manter a estratégia. Segurando a última troca da qual tinha direito durante toda a partida, o técnico surpreendeu ao sacar Cillessen para colocar um “especialista” em cobranças. A inusitada estratégia resultou na classificação às semifinais, mas fez o titular deixar o gramado de cabeça quente.

Novak Djokovic posa para foto com o troféu de bicampeão de Wimbledon, em Londres (ING)


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

Adriano Martins vence a segunda luta no UFC

LUTO

Ex-jogador Assis morre aos 61 anos troféus, estão o Campeonato Brasileiro de 1983 e o tricampeonato carioca. “É uma perda muito grande. Assis foi um dos maiores ídolos da história do Fluminense. Marcou uma geração. Um ídolo que tinha uma forte ligação com o clube desde sempre. Hoje é dia de

reverenciá-lo por tudo que fez por nós tricolores”, disse o presidente do clube, Piter Siemsen, ao site oficial. O velório do ex-atleta aconteceu na capital do Paraná, às 14h (de Manaus) deste domingo (6). O enterro será realizado hoje, no cemitério do Água Verde, às 16h. VIVULGAÇÃO

ALEXANDRE LOUREIRO/UFC

Manauense lutou na noite de ontem, em Las Vegas (EUA), e derrotou o mexicano Juan Manuel Puig, pelo TUF 19 Finale

Exatos 40 dias após a morte de Washington, o outro integrante do Casal 20 do Fluminense, Assis, faleceu aos 61 anos, em Curitiba (PR), devido a uma insuficiência renal Benedito de Assis da Silva, o Assis, brilhou com a camisa do time das Laranjeiras entre 1983 e 1987. Na galeria de

Atacante formou ao lado de Washington o famoso “Casal 20” do Tricolor das Laranjeiras

APRESENTAÇÃO

Torcedores festejam retorno de Kaká

O

peso-leve amazonense Adriano Martins deu show no card preliminar do TUF 19 Finale, ontem, em Las Vegas, ao derrotar o mexicano Juan Manuel Puig por nocaute em apenas 2m21s de luta, ainda no primeiro round. Foi a volta por cima do ex-campeão do Jungle Fight, que vinha de

derrota para Donald Cerrone no início do ano. Adriano Martins partiu para cima do mexicano desde o começo do combate, quando desferiu uma sequência de cruzados para cima de Puig. Contudo, o lutador não se intimidou e respondeu os golpes do manauense com chutes nas pernas e no corpo.

Após ser chutado na região genital Adriano Martins voltou com tudo após a luta ser paralisada para sua recuperação. Ele conectou um contracruzado certeiro no queixo quando Puig tentou se aproximar com jabs, e o mexicano caiu para frente apagado. Foi a segunda vitória do manauense no UFC.

“É emocionante voltar 11 anos depois ao clube que me formou, onde joguei desde os oito anos de idade. Vejo aqui meus familiares e amigos, e é um dia muito especial para

mim. O São Paulo me lançou ao futebol mundial, estou de volta para essa torcida maravilhosa e em um dia memorável na minha carreira”, disse o jogador para os torcedores presentes. DANIEL VORLEY/AGIF GAZETA PRESS

Manauense Adriano Martins comemorou seu segundo triunfo no maior evento de luta do mundo

Cerca de 25 mil torcedores tricolores se reencontraram no Morumbi com Kaká. O meia, de 32 anos, voltou ao clube em que foi revelado após 11 temporadas na Europa.

Ao lado do ídolo tricolor Rogério Ceni, Kaká vestiu a camisa do São Paulo após 11 anos na Europa


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

Público da Copa do Mundo no Brasil supera 3 milhões Mundial no Brasil já tem a segunda melhor média de público da história. Confira os números dos 12 estádios em 60 jogos

ROGÉRIO SANTANA/GERJ

O maior público da Copa do Mundo no Brasil foi registrado no dia 15 de junho, quando 74,7 mil pessoas acompanharam a vitória da Argentina sobre a Bósnia, na fase de grupos

D

esde que a bola começou a rolar na Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, no dia 12 de junho, no confronto entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians (São Paulo), o torneio tem sido marcado, além das emoções dentro de campo, por uma verdadeira festa da torcida nas arquibancadas. Fazendo jus à fama de ser “o país do futebol”, o Brasil se

orgulha de ter atingido neste Mundial a segunda maior média de público da história das Copas. Até aqui, nas 60 partidas disputadas nas 12 arenas, o público total somou 3,1 milhões de torcedores. A média foi de 52,7 mil pessoas por partida. Com isso, a Copa de 2014 perde apenas para o Mundial de 1994, nos Estados Unidos, que registrou uma média de 68,9 mil torcedores por

confronto, devido à enorme capacidade das arenas norteamericanas. Antes da Copa do Mundo do Brasil, o Mundial da Alemanha, em 2006, registrava a segunda maior média de público, com 51,4 mil torcedores por confronto. Por ser o maior estádio do país, o Maracanã, no Rio de Janeiro, registrou o maior número de torcedores: 444,4 mil pessoas acompanharam as seis partidas disputadas no

estádio até aqui, uma média de 74 mil pessoas por partida. A arena será o palco da grande final, no dia 13 de julho. O Maracanã registrou também o maior público do Mundial até aqui, com 74,7 mil pessoas na vitória da Argentina sobre a Bósnia, no dia 15 de junho, por 2 x 1. Média O Estádio Nacional de Brasília aparece com a segunda

maior média de público. Nas seis partidas realizadas na capital, o público total somou 410,1 mil pessoas, média de 68,3 mil torcedores por jogo. A média de gols por duelo foi de 2,83 e a cidade receberá mais uma partida, no dia 12 de julho, na disputa do terceiro lugar. Apesar de ter o maior público, o Maracanã registra a segunda pior média de gols da Copa do Brasil, com

apenas 1,5 gol por partida, ficando à frente apenas da Arena das Dunas, em Natal, que registrou 1,25 gol por jogo. A Arena das Dunas, contudo, foi palco de apenas quatro partidas, contra as seis já disputadas no Maracanã. A maior média de gols da Copa até aqui pertence ao Beira-Rio, em Porto Alegre, que recebeu cinco partidas e viu 22 gols, média de 4,4 por confronto.

Confira os números oficiais fornecidos pela Fifa em cada um dos estádios da Copa até aqui Arena da Amazônia

Maracanã

Mané Garrincha

Arena Corinthians

Castelão

Arena das Dunas

Local: Manaus Número de partidas: 4 Público total na Copa: 160.227 Média por partida: 40.056 Média de gols: 3,5

Local: Rio de Janeiro Número de partidas: 7 (ainda receberá a final, em 13 de julho) Público total na Copa: 444.415 Média por partida: 74.069 Média de gols: 1,5

Local: Brasília Número de partidas: 7 (ainda receberá a disputa do 3º lugar, em 12 de julho) Público total na Copa: 410.184 Média por partida: 68.364 Média de gols: 2,83

Local: São Paulo Número de partidas: 6 (ainda receberá a semifinal entre Holanda x Argentina, no dia 9 de julho) Público total na Copa: 312.296 Média por partida: 62.459 Média de gols: 2,2

Local: Fortaleza Número de partidas: 6 Público total na Copa: 356.896 Média por partida: 59.482 Média de gols: 2,83

Local: Natal Número de partidas: 4 Público total na Copa: 158.167 Média por partida: 39.541 Média de gols: 1,25

Mineirão

Fonte Nova

Beira-Rio

Arena Pernambuco

Arena Pantanal

Arena da Baixada

Local: Belo Horizonte Número de partidas: 6 (ainda receberá a semifinal entre Brasil x Alemanha, em 8 de julho) Público total na Copa: 287.209 Média por partida: 57.441 Média de gols: 1,8

Local: Salvador Número de partidas: 6 Público total na Copa: 300.674 Média por partida: 50.112 Média de gols: 4

Local: Porto Alegre Número de partidas: 5 Público total na Copa: 214.969 Média por partida: 42.993 Média de gols: 4,4

Local: Recife Número de partidas: 5 Público total na Copa: 204.882 Média por partida: 40.976 Média de gols: 2,2

Local: Cuiabá Número de partidas: 4 Público total na Copa: 158.717 Média por partida: 39.679 Média de gols: 3

Local: Curitiba Número de partidas: 4 Público total na Copa: 156.991 Média por partida: 39.247 Média de gols: 2

FOTOS: DIVULGAÇÃO


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

A Fifa Fan Fest deve receber, mais uma vez, grande público para incentivar a seleção brasileira a mais uma vitória

Torcida brasileira segue acreditando em vitória

Mesmo lamentando a ausência do atacante Neymar, a torcida brasileira segue firme no sonho brasileiro de ganhar o mundial

M

esmo sem Neymar, que está com uma fratura na terceira vértebra lombar e não jogará mais pela Copa do Mundo, torcedores brasileiros estão otimistas em relação ao futuro da seleção. A aposta agora dos torcedores é que Willian entre no lugar do atacante. “A saída de Neymar vai abalar a seleção, mas conseguiremos superar, ele não é o único craque”, aposta a estudante Paula Freitas, de 31 anos. A estudante comemorou a vitória do Brasil, mas também falou da tristeza que sentiu quando a fratura de Neymar foi anunciada. “Foi um banho de água fria, ninguém joga como ele”, opina. Quem também sentiu a saída de Neymar da Copa foi o pequeno Rogério Augusto, de 6 anos. Fã incondicional do atacante brasileiro, o menino diz que tem um boneco de Neymar que, “agora, também está internado”. Ele diz que não perde as esperanças na seleção e que está torcendo para que o craque volte a jogar o mais rápido possível. “Ninguém sofreu tanto quanto

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

eu pelo que aconteceu com o Neymar”, afirma. O designer Adrian Lima, 35 anos, arrisca um palpite. “O Brasil vai sofrer com o Neymar, mas vai conseguir. O placar contra a Alemanha vai ser 2 a 1 para o Brasil. Os gols serão de Fred, que vai desencantar, e Oscar”, aposta. O atacante brasileiro teve

CONFIANÇA

Apesar da ausência do atacante Neymar, muitos torcedores brasileiros acreditam que seleção pode se motivar ainda mais e passar pela Alemanhã, amanhã, durante o jogo da semifinal uma fratura em uma vértebra lombar, após levar uma joelhada nas costas do jogador colombiano Zuñiga, durante o jogo das quartas de final, na Arena Castelão, em Fortaleza. O jogador deixou a Granja Comary e está com a família, no Guarujá, para tratar da fratura que deve levar de 30 a 45 dias para sarar.

Alemanha alerta sobre motivação

Árbitro para partida já foi decidido

A lesão nas costas faz Neymar desfalcar a seleção brasileira até o fim da Copa do Mundo. Mas Joachim Low, técnico da Alemanha, não acredita que a ausência do principal jogador do outro lado deixará a situação do seu país mais tranquila na semifinal. Muito pelo contrário. “Sem o Neymar, o Brasil será mais difícil de vencer do que se estivesse com ele”, disse o treinador. “Claro que é um jogador de talento excepcional, mas depois desta tragédia seus companheiros estarão mais unidos”, argumentou Low, que ainda analisou que a seleção brasileira perdeu muito das características que antes encantavam o mundo.

A Fifa anunciou ontem que o árbitro Marco Rodriguez, 40, foi o escolhido para apitar a partida entre Brasil x Alemanha. Ele já trabalhou na partida entre Bélgica e Argélia e Itália e Uruguai, ambas na primeira fase da Copa do Mundo. Foi inclusive na partida entre Itália e Uruguai que a atuação do mexicano repercutiu no mundo inteiro. Ele não viu a mordida de Luis Suárez no italiano Chiellini e nem advertiu o uruguaio. No segundo tempo, ele ainda expulsou o italiano Marchisio em um lance discutível. A Copa no Brasil é a terceira na carreira de Rodriguez, que trabalhou em dois jogos nas duas últimas edições.

Torcedores prometem continuar incentivando a seleção brasileira

ALEXANDRE FONSECA/SEMCOM

TERÇA-FEIRA

Fifa Fan Fest terá Biquini Cavadão

No último jogo da seleção, mais de 30 mil pessoas estiveram no Complexo da Ponta Negra

Com a definição das seleções classificadas para as semifinais da Copa do Mundo, a competição tem um período de intervalo neste domingo, 6, e hoje. Por conta disso, a Fifa Fan Fest em Manaus fecha os portões nesses dias e retorna amanhã, 8, quando o Brasil enfrenta a Alemanha, em busca de uma das vagas na final do Mundial.

Além da exibição da partida, que começa às 16h, a grande atração do dia fica por conta do show do Biquíni Cavadão, banda de rock brasileira com 30 anos de estrada. O grupo, comandado pelo vocalista Bruno Gouveia, sobe ao palco da Fan Fest, às 18h, logo após o jogo e tocará para o público sucessos como ‘Vento Ventania’, ‘Timidez’, ‘Roda-Gi-

gante’, ‘Quando eu te encontrar’, ‘Dani’, ‘Janaína’, Tédio’, ‘Impossível’ e ‘Chove Chuva’. Os portões da Fan Fest abrem às 11h. Às 14h, a banda de rock local Official 80 terá a responsabilidade de “aquecer” os torcedores para o jogo. O grupo Zumba Manaus também é atração no dia. O evento é gratuito e vai até as 20h.


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

Tradição em campo

DIVULGAÇÃO

Somente a Holanda ainda não conquistou um título de Copa do Mundo. Brasil é o mais vencedor

A

s quatro melhores seleções da Copa do Mundo de 2014 esbanjam tradição no torneio. Classificados para as semifinais, Alemanha, Argentina, Brasil e Holanda somam dez títulos e 11 vice-campeonatos na mais importante competição de futebol do planeta. Do grupo, apenas os holandeses jamais levantaram a taça: terminaram em segundo em 1974, 1978 e 2010. Com o fim das quartas de final, no sábado, 5, 60 jogos já foram disputados. Faltam apenas quatro jogos para o fim da Copa: as duas semifinais, a disputa de terceiro lugar e a decisão. As semifinais começam às 16h de amanhã, com Brasil x Alemanha, no Mineirão, em Belo Horizonte. Holanda e Argentina se enfrentam na quarta-feira, na Arena Corinthians, em São Paulo, às 17h. Os resultados apertados das quartas de final diminuíram a média de gols do torneio para 2,65 por jogo. Em 1982, por exemplo, a média foi de 2,8. Em 1994, de 2,71. E,

em 1998, de 2,67. Mas a marca supera as duas últimas Copas: na Alemanha2006, a média foi de 2,29 gols por jogo. No último Mundial, na África do Sul, em 2010, o número caiu para 2,26, a segunda pior da história dos mundiais. Além disso, o número total de gols marcados na Copa de 2014 também já superou as duas últimas edições. Embora ainda faltem quatro partidas para o fim do Mundial, os 159 gols feitos até agora superam as marcas da Copa de 2006, que teve 147 gols em 64 jogos, e da Copa da África do Sul, com 141 gols em 64 jogos. Entre os estádios que mais viram bola na rede, a Arena Fonte Nova, em Salvador, se destaca – apesar do 0 x 0 entre Holanda e Costa Rica no último sábado, 5, pelas quartas de final. Nada menos do que 24 gols saíram no gramado baiano. A média é de quatro gols por jogo. O Beira-Rio, em Porto Alegre, presenciou 22 em cinco partidas. É o local onde a média é mais alta, com 4,4.

Públicos e estádios A exemplo das fases anteriores da Copa, as quartas de final registraram sucesso de público. A média foi de 63.578 espectadores por partida (total de 254.312). Alemanha x França, no Maracanã, registrou 74.240 torcedores. Argentina x Bélgica, no Mané Garrincha, vem em seguida com 68.551. Logo depois estão Brasil x Colômbia na Arena Castelão (60.342) e Holanda x Costa Rica na Arena Fonte

Nova (51.179). Oito estádios já se despediram do torneio. O fim da primeira fase marcou o adeus da Copa para a Arena das Dunas, a Arena Pantanal, a Arena da Baixada e a Arena da Amazônia. Nas oitavas de final, foi a vez do Beira-Rio e da Arena Pernambuco. Já a Arena Castelão, em Fortaleza, e a Arena Fonte Nova, em Salvador, receberam suas últimas partidas nas quartas de final.

Vitórias apertadas

COPAS DO MUNDO CONQUISTADAS Brasil – 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e 2 vices (1950 e 1998) Alemanha – 3 títulos (1954, 1974 e 1990) e 4

vices (1966, 1982, 1986 e 2002)

Argentina – 2 títulos (1978 e 1986) e 2 vices

(1930 e 1990)

Holanda – Nenhum título e 3 vices (1974, 1978

e 2010)

Ao contrário das oitavas de final, que bateram o recorde histórico de prorrogações na história das Copas (cinco dos oito confrontos), as quartas de final não foram decididas no tempo normal em apenas uma partida: Holanda x Costa Rica, que terminou nos pênaltis com vitória de 4 x 3 dos europeus. Os outros jogos registraram vitórias apertadas dos classificados. Na última sexta-feira, 4, a Alemanha derrotou a França por 1 x 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro, e o Brasil passou pela Colômbia por 2 x 1 na Arena Castelão, em Fortaleza. Já neste sábado, 5, além do triunfo holandês sobre os costa riquenhos, a Argentina superou a Bélgica: 1 x 0, na Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A Costa Rica foi a surpresa do torneio. Antes de vender caro a derrota para

a Holanda, eliminou Inglaterra e Itália na fase de grupos, venceu a Grécia por 5 x 3 nos pênaltis - após o empate por 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação e chegou pela primeira vez em sua história às quartas de final de um Mundial. Outra seleção que deixou sua marca na competição foi a Colômbia, que deu trabalho para a seleção brasileira e, nas oitavas de final, derrotara o Uruguai. Foi a melhor campanha da equipe na história. Os melhores ataques até agora são dos holandeses e colombianos, que marcaram 12 gols. Ambas são as seleções mais equilibradas, pois sofreram quatro gols e têm o melhor saldo (oito). A Colômbia tem o artilheiro do torneio até agora: James Rodriguez, que fez seis gols. A Costa Rica é a melhor defesa, com apenas dois gols sofridos.


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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2014

Sobe e desce dos craques MARCELLO CASAL JR/AGENCIA BRASI

Após gol e elogios, o zagueiro da seleção brasileira David Luiz cai de primeiro para sétimo na lista da Fifa; o camisa 10 da França, Benzema, lidera

A

pontado pela Fifa como o melhor jogador da fase de grupos, o meia colombiano James Rodríguez fez os gols da vitória de 2 a 0 sobre o Uruguai nas oitavas de final e virou artilheiro da Copa do Mundo, mas surpreendentemente caiu no ranqueamento da entidade, que se baseia em estatísticas. Foi o zagueiro brasileiro David Luiz quem assumiu o topo da lista naquela ocasião. Em seguida, ele marcou no triunfo de 2 a 1 sobre a Colômbia nas quartas de final, sexta-feira (4), e recebeu elogios pela atuação, porém desabou para a sétima posição. O atacante francês Karim Benzema, que não faz gol ou assistência desde a segunda rodada do Mundial, se tornou o líder do ranqueamento após a eliminação da sua equipe, sexta-feira (4), na derrota por 1 a 0 diante da Alemanha. Benzema possui nota 9,79. James Rodríguez aparece em segundo lugar, com 9,74. O zagueiro francês Varane é terceiro, com 9,7. O capitão brasileiro Thiago Silva, que abriu a vitória sobre os colombianos, surge em quarto, com 9,66. Autor do gol alemão contra a França, o também zagueiro Hummels está avaliado com 9,63. O atacante holandês Robben é o seguinte na lista, com 9,59. Com 9,56, David Luiz ocupa a

O zagueiro brasileiro David Luiz chegou a ocupar o primeiro lugar no ranking da Fifa

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Apesar de já ter voltado para casa, o francês Benzema lidera o ranking da Copa

CONTUSÃO

INGRESSOS DIVULGAÇÃO

Filho do vice-presidente da Fifa, Grondona terá de enviar uma explicação à entidade

Grondona vai ter de se explicar Um dia após afirmar que o caso de Humberto Mario Grondona já estava esclarecido, a Fifa informou, ontem, que o técnico da seleção sub-20 da Argentina e filho do vice-presidente da entidade, terá de enviar por escrito uma explicação de como ingressos seus da Copa do Mundo foram parar nas mãos de cambistas. O filho do presidente da AFA (Associação de Futebol da Argentina), Julio Grondona, admitiu à rede de TV TycSports que havia vendido entradas que estavam no seu nome para um amigo, o que é proibido pelas regras da federação e também pela Lei Geral da Copa. No sábado (5), quando questionado sobre o caso, o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, disse que não seria necessário uma investigação porque Gron-

sétima colocação, seguido por Neymar, que tem nota 8,53. O zagueiro holandês De Vrij, com 9,51 e o lateral esquerdo belga Vertonghen, com 9,48, fecham o grupo dos dez melhores de acordo com a Fifa. Destaque da semifinalista Argentina e autor de quatro gols na Copa, o argentino Messi está em 13º, com 9,41. Ele foi premiado pela Fifa como craque do ano em 2009, 2010, 2011 e 2012.

dona já havia esclarecido a situação. O dirigente alegou que o argentino havia lhe dito que presentou um amigo com o ingresso que acabou indo parar no mercado paralelo, ação que estaria

ANTES

No sábado (5), quando questionado sobre o caso, o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, disse que não seria necessário uma investigação porque Grondona já havia esclarecido a situação dentro da lei. Além de voltar atrás no caso envolvendo o filho de um dos seus principais dirigentes, a Fifa anunciou que já solicitou à Match, empresa que

tem a exclusividade na venda de pacotes de hospitalidade, que lhe passe um relatório completo de todas as vendas feitas paras as empresas identificadas pela polícia na operação Jules Rimet. “Pedimos um informe de tudo que foi vendido para empresas suspeitas”, disse a porta-voz da entidade, Delia Fischer. Segundo a Fifa, dos 131 ingressos da Copa do Mundo apreendidos pela polícia, 71 eram bilhetes de hospitalidade, negociados pela Match, que os revendem para agências nacionais. A Match pertence aos irmãos mexicanos Jayme e Enrique Byrom e tem como acionista minoritário (5% das ações) a empresa Infront Sports & Media, cujo presidente é Philippe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Em 1962, Brasil ‘perdia’ Pelé Em 1962, durante a campanha do bicampeonato mundial, o Brasil também perdeu um dos seus grandes astros. Pelé se contundiu durante o jogo contra a Tchecoslováquia, na segunda partida da Copa. O rei sofreu um estiramento muscular que o impediu de voltar aos gramados durante a Copa do Chile. Amarildo, ponta-esquerda do Botafogo-RJ, foi o substituto de Pelé. O Brasil se recuperou da tragédia com uma brilhante atuação da dupla botafoguense Garrincha e Amarildo. Em sua primeira partida, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Amarildo ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia. O jornalista Orlando Duarte, comentarista das rádios EBC, relembra o momento: “Quando ele se contundiu, inteligentemente a Comissão

Técnica do Brasil não disse que Pelé não ia jogar. Todo o tratamento foi sendo feito, o Brasil foi levando e teve a sorte de entrar o Amarildo, que era conhecido como Possesso. Ele foi perfeito, graças às atuações mara-

ESTRELA

Garrincha foi a estrela da seleção naquela Copa, encantando o mundo com seus dribles. O “Mané” foi um dos artilheiros da seleção, ao lado de Vavá, com quatro gols durante o torneio vilhosas do Garrincha”. Artilheiro Garrincha foi a estrela da seleção naquela Copa, encantando o mundo com seus dribles desconcertan-

tes. O “Mané” foi um dos artilheiros da seleção, ao lado de Vavá, com quatro gols durante o torneio. Um lance curioso daquela Copa foi a expulsão de Garrincha na semifinal contra a seleção anfitriã, o Chile. Embora não pudesse atuar no jogo seguinte, por uma ação de bastidores da Confederação Brasileira de Desportos (que se transformaria em CBF), o nome de Garrincha não apareceu na súmula da partida, permitindo a presença do craque na final. Após a Copa, Amarildo foi jogar na Itália, atuando pelo Milan, Fiorentina e Roma, entre 1963 e 1972. Em 1974, encerrou sua carreira de atleta jogando pelo Vasco da Gama. Com a contusão de Neymar, o técnico Felipão terá de buscar em seus convocados os novos Garrincha e Amarildo para que o Brasil conquiste o hexacampeonato. REPRODUÇÃO

Pelé se contundiu no jogo contra a Tchecoslováquia e deixou a Copa de 62 ainda no início


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Pódio - 7 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu