Skip to main content

Pódio - 7 de dezembro de 2014

Page 1

DIEGO JANATÃ

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

esportes@emtempo.com.br

Elefante dourado Em 10 jogos disputados entre clubes, Arena da Amazônia Vivaldo Lima arrecadou cerca de R$ 13 milhões, mostrando a potência de atrair grandes eventos esportivos para o Estado. Pódio E3


E2

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Dissica Valério TOMAZ

‘A federação está sempre aberta PARA QUALQUER PESSOA que queira contribuir’

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

P

residente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) há 23 anos, Dissica Valério Tomaz conversou com o PÓDIO sobre sua gestão. Ele se defendeu das críticas, se posicionou quanto à realização da Série B do Campeonato Amazonense e sobre a Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (ACPEA).

Qualquer grupo de pessoas que queira se unir, que tenha boas intenções e queiram contribuir conosco, vem somar. É preciso que todos os segmentos que envolvem o futebol se unam e façam com que as coisas aconteçam, é exatamente isso que tenho que apoiar, é isso que tenho que prestigiar

PÓDIO - Como você avalia a fundação de uma associação de clubes? Dissica Valério Tomaz - A minha percepção é que tudo que seja feito para melhorar o futebol tem que ser considerado. Se é para fazer críticas, para contribuir, qualquer que seja o objetivo, para mim é válido. Tem o meu apoio integral, não resta a menor dúvida. Qualquer grupo de pessoas que queira se unir, que tenha boas intenções e queira contribuir conosco, vem somar. É preciso que todos os segmentos que envolvem o futebol se unam e façam com que as coisas aconteçam, é exatamente isso que tenho que apoiar, é isso que tenho que prestigiar. PÓDIO - A Série B corria o risco de ser extinta do calendário deste ano. Ela faz parte do calendário em 2015? DVT - Veja bem, a minha ideia era acabar com a Série B. Para você ver o quanto é democrático a nossa gestão. Hoje nós temos 15 clubes profissionais, nós temos uma estrutura do futebol amazonense, o legado da Copa, que nos proporciona um mínimo de seis praças esportivas, para serem realizadas nossas competições. Então, você tem dez cubes na Série A, aí você fica com a Série B em dúvida, se o time a, b ou c, que não tem estrutura, se ele vai participar ou não. Aí fica difícil você fazer uma Série B como fizemos ano passado, com três times. É desmoralizante, porque quando nós criamos a Série B com os clubes, era exatamente para darmos oportunidades aos novos valores, tanto é que nos dois anos iniciais o Nacional entrou com o time b, se eu não me engano o Fast também, e

isso proporcionou a revelação de muitos jogadores que não tinham oportunidade no time a, nos titulares do profissional. Nós temos dúvida até que ponto alguns clubes profissionais vão permanecer. As exigências legais que hoje estão sendo muito cobradas terão que ser aplicadas em toda sua plenitude. É preciso que um clube profissional tenha sede, mil sócios, é preciso que tenha toda uma estrutura de profissional, ou não se enquadrará mais nessa categoria. Eu tenho certeza absoluta que isso vai enxugar. PÓDIO - A FAF preza em seu estatuto a obrigação dos clubes em trabalhar as categorias de base? DVT - Traz e já acordamos com todos os clubes profissionais que eles deverão ter categoria de base, se não ele não participará de competições envolvendo a categoria de cima. Isso todos os clubes, inclusive os que não tinham até esse ano, eles fizeram parceria com algumas escolinhas que são franquias, adotaram e tem sido um sucesso o campeonato infantojuvenil. PÓDIO - Na última semana, a tentativa de agressão de um goleiro no infantil marcou a rodada do Estadual de base. Por que os jogos são sempre em horários de muito calor e sem a presença da Polícia Militar? DVT - Agora nós já temos a possibilidade de colocar os jogos da base no Zamith e na Colina, mas antes as partidas eram disputadas em campos sem a iluminação adequada. Tem que começar duas horas da tarde. Na minha época que era escolinha começava duas horas, não tinha jeito. Por que às 14h, às 16h e às 18h já estava escuro, e aí? O que eu vou fazer? É difícil. Faz parte das nossas limitações em relação à estrutura, que já melhorou. E tem outro problema também, 100% dos clubes que jogam base não tem estádio. A federação é que tem que buscar o espaço, e é obrigação de todo o clube disponibilizar para a entidade um local de jogo. Mas é isso que eu digo, aí porrada na federação, amigo. Aí é fácil, tira a responsabilidade do a e do b e jogar no f. Em relação à polícia, nós mandamos a

tabela, o ofício para a polícia. Em 99% dos jogos não há problema, porque entende-se que os próprios clubes trabalham isso com os garotos. Onde já se viu um infantil querer dar porrada em árbitro?! É falta de alguma coisa. Tem alguma coisa errada aí. Ou vai ter que se ter polícia em todos os jogos de crianças, de meninos? Nós temos 15 times jogando em diversos lugares, haja polícia. PÓDIO - Como você lida com as críticas que sofre à frente da federação? DVT - Eu vejo muitas críticas nas redes sociais e intervenho muitas vezes. Existem garotos que são entusiasmados, mas muitas das vezes desinformados. É preciso que haja informação, que se conheça mais para se fazer críticas e comentários. A federação está sempre aberta a qualquer pessoa que queira contribuir. Nós temos o nosso site, que não está legal, nós estamos em parceria com o companheiro que fez o site do Nacional, nós vamos dar uma repaginada boa. Nós vamos fazer um espaço aberto para que aquele companheiro que queira participar, sugerir, que o faça. E é o momento para fazer agora, já que nós vamos discutir o futebol até o dia 15. Que faça para que possamos levar ao conselho técnico à discussão. PÓDIO - Por que ninguém monta uma chapa para concorrer às eleições da FAF? DVT - Olha, veja bem, a lógica em relação à associação e entidade esportiva é um dirigente de clube, isso aí é a ordem natural que acontece. Vim gente de fora que não está no meio é difícil, porque não vai ter o apoio até dos próprios clubes, do colégio eleitoral, o problema é esse, porque enquanto desejo, ali naquele meio tem três ou quatro que desejam a mesma coisa. Assim é difícil. Não é assim. Para você chegar ali, você tem que passar por aqui, tem que cumprir etapas. PÓDIO - Presidente, ao final do seu mandato você completará 26 anos à frente da FAF. Você não acha que em algum momento uma renovação terá de acontecer? DVT - Sem dúvidas. Mas

o problema é o seguinte, é preciso que as pessoas entendam que a federação é os clubes. O futebol é feito pelos clubes, tudo que nós fazemos é oriundo dos clubes. A federação tem que ter alguém que seja imparcial, que não vista a camisa de ninguém, como aconteceu muitas vezes. Porque que comigo dez clubes diferentes ganharam o título? Mostra que não há esse negócio de puxar brasa para a sardinha de ninguém. Do interior, três ganharam título. Não tem esse negócio de a federação favorecer alguém. Ela cumpre o que determina os seus estatutos e acabou. Você não acha que seria injusto a gente arcar com esse futebol? Trouxemos quatro vezes a seleção brasileira aqui, corri atrás do governo para resolver problema da ajuda aos clubes. Uma coisa se diga, quem trouxe a Copa do Mundo para cá, quem inscreveu Manaus como sede foi o Dissica da Federação Amazonense de Futebol. Eu fui o segundo presidente a colocar Manaus como candidata, mesmo sem consultar o prefeito e o governador. Aí você tem um legado desses, consegue uma arena dessa, depois o governo abraçou e a federação não tem mais nada a fazer. Era injusto pegar agora, tudo bonzinho, tudo legal e chegar um e dizer “agora eu quero ser presidente”. Aí vão dizer, “tão vendo, entrou outro e o futebol melhorou. Era o Dissica que não tinha capacidade mesmo”. Está justo isso? Não é justo. Eu me sinto entusiasmado e tenho ideias. Eu sei que as coisas vão acontecer, não a curto ou a médio prazo, mas eu sei que vão acontecer. PÓDIO - Qual sua expectativa para o Estadual de 2015? DVT - Eu tenho boas expectativas. Boa mesmo. Com o Rio Negro chegando à Série A, com mais um clube que vem do interior, com o Penarol que já é uma comunidade, mais alguns componentes que fortalecem o grupo. Seria ruim você ter outros componentes que não tivessem referência, mas esses dois clubes tem, o Princesa tem, o Penarol tem, o Fast também tem referência. Então, eu estou muito otimista. Acredito que o campeonato pode ser o melhor dos últimos 10 anos.

Eu vejo muitas críticas nas redes sociais e intervenho muitas vezes. Existem garotos que são entusiasmados, mas muitas das vezes desinformados. É preciso que haja informação, que se conheça mais para se fazer críticas e comentários

Uma coisa se diga, quem trouxe a Copa do Mundo para cá, quem inscreveu Manaus como sede foi o Dissica da Federação Amazonense de Futebol. Eu fui o segundo presidente a colocar Manaus como candidata, mesmo sem consultar o prefeito e o governador


E3

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Arena arrecada mais de R$ 13 milhões em 10 jogos DIEGO JANATÃ

Partidas realizadas entre clubes no novo templo do futebol local levou mais de 227 mil torcedores às arquibancadas

Inauguração da arena teve 9.875 pagantes

R

$ 13.712.085,00. Esse é o valor total arrecadado em dez partidas realizadas entre clubes, neste ano, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Do montante, apenas R$ 1.314.806,50 voltou para os cofres públicos. Os números são referentes ao aluguel do campo, cobrado no valor de 10% em cima da renda bruta da arrecadação de cada jogo disputado. A análise foi feita de acordo com os borderôs divulgados no site da Federação Amazonense de Futebol (FAF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dentre as grandes arrecadações, chama a atenção o jogo disputado entre Botafogo x Flamengo. Nessa partida, o valor total recebido foi de R$ 4.118.040,00 e o mandante da partida foi o Alvinegro carioca. Nas quatro linhas, o Glorioso derrotou o Rubro-Negro por 2 a 1 diante de 42.391 torcedores pagantes, com gols de Rogério e Wallyson. O brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva descontou para os rivais. Se por um lado o clássico carioca foi o responsável pela maior público e arrecadação em partidas disputadas na Arena da Amazônia Vivaldo Lima nesta temporada, o duelo envolvendo o Nacional x São Luiz decepcionou nesses quesitos. Sob os olhares de 3.183 pagantes, o Leão da Vila Municipal bateu os gaúchos por 2 a 1 na quarta partida disputada no estádio, sendo o primeiro time a triunfar no local, já que as três partidas anteriores haviam terminadas empatadas. A arrecadação foi de apenas R$ 124.700,00. ‘Arena carioca’ Por possuírem grandes torcidas na capital amazonense, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima se tornou reduto dos

clubes cariocas – recebendo cinco jogos -, que em algumas oportunidades nem chegaram a mandar suas partidas no local, atuando como visitantes. O maior exemplo disso é o Vasco. Recém-promovido à elite do futebol brasileiro, o clube carioca disputou duas partidas em Manaus, ambas como visitante. A primeira foi contra o conterrâneo Resende, em duelo válido pela Copa do Brasil. Com um time recheado de reservas, o Cruz-Maltino frustrou os 40.189 torcedores pagantes e não saiu do 0 a 0 com o time do interior do Rio de Janeiro. Apesar do resultado chocho, a arrecadação foi excelente: R$ 2.122.210,00. Diante do Oeste, o resultado

Times locais foram os que menos lucraram Dos mais de R$ 13 milhões arrecadados na partida entre clubes na Arena da Amazônia Vivaldo Lima em 2014, apenas R$ 3.352.040,00 foi em jogos envolvendo clubes da terra. O único jogo de clube amazonense que superou a

casa de R$ 1 milhão foi entre Nacional x Corinthians, válido pela Copa do Brasil. Na ocasião, 35.773 torcedores pagaram ingresso para assistir à vitória paulista por 3 a 0. Os clubes amazonenses arrastaram 76.379 pagantes à

Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Em cinco partidas em “casa”, o único time local que venceu no estádio foi o Leão da Vila Municipal – ele também tem o maior número de partidas no local: três. O adversário foram os gaúchos

do São Luiz, em partida válida pela Copa do Brasil. Nos demais duelos, o mesmo Nacional empatou com o Remo e perdeu para o Corinthians, enquanto que o Princesa não saiu da igualdade com o Fast e caiu diante do Santos. ARTHUR CASTRO

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

FICOU EM CASA O Nacional foi o time que mais partidas disputou na Arena da Amazônia. Foram três jogos, com uma vitória sobre o São Luiz (RS), um empate com o Remo (PA) e derrota para o Corinthians (SP)

foi semelhante: empate – por 1 a 1 - num jogo recheado de polêmicas e erros de arbitragem. Ao menos o camisa 10 Douglas fez a alegria dos vascaínos e marcou o primeiro gol do time carioca na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. 26.621 torcedores pagaram ingresso e foram responsáveis por uma arrecadação de R$ 1.101.570,00. O estádio amazonense também recebeu os duelos entre Botafogo x Corinthians e Flamengo x Vitória. No primeiro jogo, o público pagante foi de 21.969, arrecadando R$ 1.497.730,00. Já no confronto entre rubronegros, a torcida flamenguista comprou 20.057 ingressos, acumulando R$ 1.520.495,00.

Final do primeiro turno foi disputada no estádio


E4

Lutando contra as bar FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

Buscando saúde e definição dos músculos, muitas mulheres estão invadindo as academias de muay thai em Manaus. Segundo relatos de professores, muitas delas mostraram potencial e já estão se preparando para lutar profissionalmente

Mulheres “pintaram” de rosa as academias de muay thai em Manaus

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

A

ntigamente tratado como um esporte violento, o muay thai a cada dia ganha mais espaço nas academias de Manaus. A arte marcial de origem tailandesa começou a conquistar um grande número de adeptos, após o sucesso de lutadores, como o brasileiro Anderson Silva, no maior evento de MMA do mundo, o Ultimate Fighting Championship (UFC). E se engana quem pensa que o esporte caiu no gosto somente dos homens. Segundo o treinador da equipe Top Life, Ricardo Gomes, mais conhecido como Ricardo Thai, o sucesso de lutadoras, em eventos como UFC e Rei da Selva, ajudou a mostrar para as mulheres que o muay thai não é exclusivo para homens. “Sem sombras de dúvidas, a explosão do UFC no mundo influenciou nesse aumento da procura, porque acabou mostrando para as mulheres que elas não têm nada de sexo frágil. Elas podem competir de igual para igual com outro homem. A própria Cris Cyborg, que foi pioneira no Brasil, mostrou isso ao mundo. Mostrou que é possível ser mulher, ser feminina e ser lutadora”, explicou o mestre que ainda revelou que as mulheres, quando entram pela primeira vez na academia, procuram o esporte, pois querem melhorar a estrutura corporal e a estética, fato comprovado por pesquisas

feitas na última década. “Nos últimos anos, foi descoberto com a ajuda da educação física, pelo menos nove benefícios do muay thai. Isso ajudou a atrair novos adeptos como crianças, idosos e mulheres. Atributos como a queima de calorias, o combate total do estresse, o combate da depressão, a ajuda na melhora estética e na defesa pessoal. 90%, ao menos nos primeiros meses, querem melhorar a saúde e a estética. Depois de um tempo, esse

RAINHA THAI

A lutadora amazonense Mayana Kellem, detentora do título de Rainha da Selva, ao vencer o Rei da Selva Combate, ingressou no mundo das lutas, após se apaixonar pelo muay thai, esporte que pratica diariamente número muda. A mulherada começa de fato a querer conhecer a modalidade e competir. Por essa razão que vemos muitas mulheres competindo em diversas modalidades de luta”, ressaltou Ricardo. O experiente professor admite que todos os envolvidos no esporte foram pegos de surpresa com o aumento na procura pela modalidade. Segundo o próprio, isso gerou uma revolução no modo com que as academias lidavam com o muay thai.

“Tivemos que nos adaptar. Para nós que já estamos no muay thai há muito tempo, realmente foi uma surpresa, porque a modalidade é considerada no mundo inteiro um esporte de contato. Por essa razão, acabava afastando as mulheres. Porém, muitas jovens de 15 até 28 anos começaram a procurar. A partir dai, outras faixas etárias apareceram. Costumo dizer que para começa a praticar, a primeira coisa que precisa é disposição. A segunda é a força de vontade, porque, para praticar uma modalidade como o muay thai, tem que ter muita força de vontade. Os treinamentos são puxados. Não é à toa que você queima até mil calorias por treino. Depois disso, o material de segurança básico como caneleira e luva”, explicou o professor. Apesar de todo o sucesso do esporte, Ricardo Thai fez um alerta para as pessoas que pretendem ingressar na modalidade e lembrou que acima de tudo, os atletas devem tomar cuidados com a saúde. “Quem quiser conhecer o muay thai, procure uma academia credenciada que conte com professores especializados. É muito importante que você conte com isso. Hoje não é apenas uma luta, mas sim, saúde. Se praticar errado, vai acabar prejudicando seu corpo. Venha praticar, o esporte é maravilhoso e benéfico para qualquer pessoa, mas com responsabilidade sempre”, finalizou Ricardo.

Esporte virou ‘isca’ para o MMA Professor de muay thai e lutador de MMA, Cosme Junior vê como natural o sucesso que o esporte faz com o público feminino. Segundo o instrutor, as mulheres acabam se apaixonando pela luta a partir do momento em que veem resultados no corpo. “De dois anos para cá, a procura está intensa pelo esporte devido ao marketing que os famosos vêm fazendo. As meninas que entram no muay thai buscam a definição corporal, músculos torneados, a resistência física e autoestima elevada. Quando você melhora seu corpo, acaba ficando mais feliz. A maioria vem por hobbie e estética, mas algumas, que têm talento natu-

ral, acabam migrando para o MMA visando isso como profissão”, observou Cosme, que é treinador da lutadora amazonense Ketlen Souza, detentora do cinturão do Mr. Cage. O professor dará um aulão de muay thai na Ponta Negra, neste domingo (7), às 8h. Segundo Cosme, é uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer o esporte. A atividade será gratuita e aberta para pessoas de todas as idades. Outra lutadora que migrou do muay thai para o MMA foi Mayana Kellem. A atleta vem de vitória recente no evento Rei da Selva Combat 4 sobre Karol Queiroz e, provavelmente, lutará contra Ketlen Souza

pelo cinturão do evento na próxima edição. Atualmente, o muay thai é considerado fundamental para qualquer atleta que deseja fazer sucesso no MMA. Um exemplo disso é a lutadora Bethe Correia, uma das representantes do Brasil no UFC. Com nove vitórias em seu cartel, a paraibana admitiu que vem treinando diariamente muay thai para melhorar seu arsenal de luta. Bethe é uma das favoritas para enfrentar a campeã, Ronda Rousey na próxima disputa de cinturão da categoria, caso a americana vença Cat Zingano no evento que será realizado no dia 28 de fevereiro.

Esporte utiliza os cotovelos e joelhos como armas de combate


MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

E5

rreiras do preconceito Não tem isso de sexo frágil “Acabou o mito que as mulheres são o sexo frágil. Isso só serve para quem desiste cedo. Na luta, liberamos o lado feroz que existe dentro da gente”, disse a praticante de muay thai, Micaela Oliveira, 20. A jovem começou a praticar o esporte por acaso e, no último final de semana, conquistou a sua primeira vitória na modalidade que mudou a sua vida. “Comecei no esporte por hobbie. Tentei malhar, mas não gostei. No mesmo dia vi uma aula de muay thai e fui me enxerindo para ver como era. Fiz uma aula e comecei a gostar. Pouco tempo depois, meu antigo treinador falou que tinha futuro e me levou para treinar com profissionais na academia

Atleta ajeita a luva antes de começar o treino de muay thai

dele. Fui e vi que realmente tinha talento. Fiz minha primeira luta e ganhei. Agora pretendo continuar, apesar do preconceito da minha família que não aceita muito. Porém, não quis nem saber, meti a cara e estou treinando”, revelou a atleta. Fã do lutador amazonense de MMA, José Aldo, Micaela cita que se surpreendeu com a procura do público feminino ao esporte, que comemora, pois isso ajuda a divulgar a modalidade no Estado. “Ultimamente, venho me surpreendendo com o aumento das meninas. Antes, era raro. Quase não via. Muitas começavam e logo desistiam. Agora, elas estão vindo e ficando”, relatou Micaela.

Mulheres mostram desenvoltura durante os treinamentos


E6

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Tamanho não é documento para correr a São Silvestre Corredor de 1,46 metro de altura desafia bullying e agressões por décima disputa da São Silvestre em sua carreira

A

Corrida Internacional de São Silvestre é especialmente desafiadora para Matheus Freitas. Além de se preparar para enfrentar os 15 quilômetros pelas ruas de São Paulo, o corredor de 1,46 metro está sujeito a bullying e agressões. Em 2014, participará da prova disputada no último dia do ano pela décima vez. Matheus é chamado constantemente de “anão”, embora o termo seja aplicável apenas a homens com altura inferior a 1,45 metro. Acompanhado pela reportagem, ele visitou o vão do Masp, na tarde da última quarta-feira (3), e, como de costume, atraiu olhares curiosos na região de largada da São Silvestre. “Já me chamaram de baixinho, anão, ligeirinho, camundongo veloz. Eu não levo a sério, até gosto. Se levasse, poderia ficar doente. Na São Silvestre de 2010, quando estava subindo a Brigadeiro, um homem sentado na calçada disse: ‘Está mole, hein, anão!’. Eu parei e respondi: ‘Por que você não levanta e termina a prova comigo?’”, contou. Do público, Matheus também ouve aplausos e palavras de incentivo ao longo

do percurso, principalmente por parte das mulheres. Entre os corredores, há quem não goste de competir com um atleta de baixa estatura, a ponto de responder com agressões. “É muito raro encontrar pessoas da minha altura nas provas. O pessoal até brinca: ‘Cuidado para não ser atropelado pelos grandões’. Já cheguei a tomar uma cotovelada na largada da São Silvestre. Muitos disseram que foi proposital, mas eu espero que não tenha sido”, contou Matheus, persistente. “Em outra ocasião, um corredor não gostou de ser ultrapassado por mim e me empurrou para fora do percurso no viaduto do Chá. Na hora, tive vontade de revidar, mas decidi provar no ritmo. No final do percurso, na altura da Brigadeiro, voltei a ultrapassá-lo e mostrei que o que ele fez não adiantou nada”, contou. Embora trabalhe como técnico administrativo, Matheus tem um calendário intenso de corridas e costuma disputar duas maratonas por ano, sempre na categoria geral. Ao longo do tempo, percebeu que precisa

gastar mais energia para acompanhar os concorrentes, já que a amplitude de sua passada é menor. “Eu corro junto com o povão. Não quero ter o privilégio de participar de uma categoria especial. Sou capaz de disputar entre os normais. A parte mais complicada para mim é manter

PREPARAÇÃO

Matheus percorre um mínimo de dez quilômetros diários como treinamento e investe na estratégia de fazer tiros na subida, seu ponto forte. A filosofia é provar a própria capacidade e chegar ao auge o ritmo forte na briga com os adversários. Já fiz uma análise e chego a dar cinco passadas a mais que uma pessoa normal para manter o mesmo ritmo”, contou. Hoje com 23 anos, Matheus trocou o futebol pela corrida aos 12 e, incentivado pela mãe, começou a treinar ao lado de alguns amigos. Único remanescente do gru-

po, ele lançou o livro “Tamanho é Documento?” em 2014 e atualmente ministra palestras motivacionais. “Meu gosto pela corrida é um caso de amor à primeira vista. Hoje, o pessoal me reconhece, mas antes falavam: ‘Você é louco, com essa estatura não vai chegar a lugar algum’. No começo, eu não queria vencer, mas sim provar. Se você tem um sonho, pode alcançá-lo, independentemente das dificuldades”, disse.

FER

NA

ND

OD A

NT A S/

GA

ZET APR

ESS

Atleta corre também contra o preconceito


E7

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Palmeiras tenta controlar ansiedade para ‘decisão’

Time alviverde precisa vencer o Atlético-PR para permanecer na elite do futebol brasileiro. Dorival convoca a torcida com varias situações. Não podemos perder a nossa organização e confiança. E que também não exista uma ansiedade excessiva para que possamos jogar dentro de uma normalidade que estamos trabalhando”, avaliou o técnico Dorival Júnior. Apesar de toda a preparação durante a semana, o treinador sabe que a resposta só virá com o pontapé inicial

JOGAR SÉRIO

O técnico Claudinei Oliveira, do Atlético-PR, negou que o time possa facilitar o jogo para o Palmeiras por não ter nenhuma pretensão na última rodada do Campeonato Brasileiro do árbitro a partir das 15h (de Manaus). Para controlar o time, o aspecto emocional foi trabalhado diariamente, aliado aos trabalhos técnicos e táticos. “Era lógico que estivéssemos mais atentos com a parte emocional, mas tentamos aliar com ao trabalho tático

e técnica porque isso é fundamental. Claro que tirando um pouco da quantidade de trabalho para que tenhamos uma equipe inteira no domingo e com força”, afirmou. “Quem administra (o emocional) é o atleta. Você alerta e tenta falar a todo instante, passar aquilo que já tenha vivenciado para que exista o equilíbrio. Em campo, a partir do momento que a bola começa a rolar q você vai sentir se a sua equipe vai estar ou não em condições de aproveitar emocionalmente o momento ou não”, completou. Com expectativa de casa cheia para o confronto mais importante do ano neste domingo (7), Dorival pede para que a torcida seja uma aliada da equipe. Segundo o treinador, o apoio da arquibancada será fundamental para que o Palmeiras consiga superar o Atlético-PR e garantir sua permanência na Série A do Brasileirão. “Vamos ter uma partida muita complicada e temos de contar muito com o apoio do torcedor. Se não jogar ao lado da equipe, fatalmente teremos um desconforto muito grande ao longo dos 90 minutos”, concluiu.

ÚLTIMA RODADA DIVULGAÇÃO

EM CURITIBA

Após a vitória sobre o Grêmio, na última rodada, jogadores ainda acreditam na permanência

Bahia tenta permanecer na elite Em busca da permanência na Série A do Brasileiro, o Bahia visita o Coritiba neste domingo (7), às 15h (de Manaus). Para escapar do rebaixamento, o Bahia precisa ganhar e torcer para que o Vitória não vença e o Palmeiras perca. Na 18ª posição, com 37 pontos, o time de Salvador está a um ponto de distância de seu rival local -o Vitória,

Fernando Prass sabe que a paciência e tranquilidade serão fundamentais no jogo

com 38 pontos-, e a dois do Palmeiras, com 39 pontos, que começa a última rodada fora da zona da degola. O técnico Charles Fabian tem os desfalques dos atacantes Kieza e Maxi Biancucchi, do lateral Railan e do meia Emanuel Biancucchi, vetados pelo departamento médico do time. Precisando marcar gols neste domingo (7), o Bahia deve jogar com

Vitória muda para pegar o Santos O técnico Ney Franco continua em busca da formação ideal para o Vitória, e deve mandar a campo uma equipe diferente para encarar o Santos, neste domingo (7) no Barradão às 15h (de Manaus), no último e decisivo jogo da tempoarada. Em vez de Mansur na lateral esquerda, Richarlyson foi deslocado para a posição. A vaga no meio de campo, então, foi ocupada pelo paraguaio Cáceres. A atividade que aconteceu

na tarde da última sexta foi a última aberta para a imprensa. Em mais um coletivo em campo reduzido, Ney Franco orientou o posicionamento dos jogadores e insistiu nas jogadas de bolas aéreas, ofensivas e defensivas. A equipe que treinou e deve entrar em campo no domingo tem Gatito Fernández; Ayrton, Kadu, Edinei e Richarlyson; Neto Coruja, José Welison, Cáceres e Marcinho; Vinívius e Dinei.

O único gol da atividade foi marcado por José Welison, em chute de fora da área. Vetado Em lance pelo alto, o zagueiro Roger Carvalho subiu para cabecear uma bola, chocou-se com um companheiro e deixou o treino mais cedo. Ele se dirigiu para o departamento médico e, cerca de 30 minutos depois, foi vetado da partida deste domingo. MARCIO CUNHA/AGIF

Ú

ltima rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio lotado. Despedida alviverde do ano de seu centenário. E a equipe brigando contra o rebaixamento para a Série B. Mesmo dependendo apenas das próprias forças para se manter na elite do futebol nacional, os palmeirenses lutam para controlar a ansiedade e fazer com que o emocional se transforme em um incentivo ao time no duelo contra o Atlético-PR, neste domingo (7), na arena. Internamente, o grupo é trabalhado com “tática de guerra”. O objetivo é estar preparado para todas possíveis adversidades que o time possa vir a enfrentar dentro de campo. Além da partida contra o Furacão, os alviverdes estarão de olho também nas partidas do Vitória e do Bahia, concorrentes diretos contra o descenso no Campeonato Brasileiro. “Podem acontecer todos os fatos possíveis, uma equipe dos outros jogos sair na frente e, de repente, o nosso gol não acontecer, mas temos de ter equilíbrio e tranquilidade porque jogaremos

MAURO HORITA/AGIF

William Barbio e Henrique no ataque, sendo armados pelos meias Bruno Paulista e Guilherme Santos. Já o Coritiba entra em campo sem grandes objetivos, mas confiante pela sequência de três jogos sem derrotas, resultados que livraram o time da zona de rebaixamento. Com 44 pontos, o time paranaense está na 14ª posição, na zona intermediária da tabela. Técnico Ney Franco espera que mudanças possam surtir efeito no duelo deste domingo


E8

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Flu visita o Cruzeiro no jogo da entrega da taça N

o jogo de despedida do Campeonato Brasileiro, o Fluminense vai ao Mineirão enfrentar o campeão Cruzeiro, às 15h (de Manaus), deste domingo (7). A meta do time tricolor é ficar com o quinto lugar na competição e garantir vaga nas oitavas de final da próxima Copa do Brasil. A vaga nas oitavas pode vir até com a sexta posição, desde o Flu fique à frente do Grêmio. O time carioca tem 61 pontos e é o atual quinto colocado, empatado com o Atlético-MG e com um ponto a mais que os gremistas. “Esse jogo vale a quinta colocação. Se conseguirmos, na próxima temporada nós ganharemos algumas datas, e isso no calendário do futebol brasileiro é importantíssimo. A artilharia seria muito legal para o Fred e nem precisa perguntar que teria um gosto especial por tudo que ele passou após a Copa do Mundo”, afirmou o treinador Cristóvão Borges. O camisa 9 do Flu tem 17 gols, dois a mais que o cruzeirense Ricardo Goulart e o palmeirense Henrique. No Cruzeiro, o técnico Marcelo Oliveira já definiu a equipe. Sem Fábio, poupado, e Elisson, que

bateu a cabeça na trave no treino desta sexta, Rafael será o titular no gol. No setor ofensivo, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno estão confirmados para o jogo Pelo recorde Será um jogo de festa, de entrega das faixas, volta olímpica e taça erguida pelo goleiro e capitão Fábio. O Cruzeiro garantiu o título brasileiro com duas

ARTILHARIA

Fred foi muito contestado durante a Copa do Mundo. Em meio ao fiasco da seleção e do próprio jogador, o atacante do Fluminense deve acabar 2014 bem, como artilheiro do Brasileirão. Hoje tem 17 gols rodadas de antecipação e entra em campo sem pressão, neste domingo, contra o Fluminense, no Mineirão. Ainda assim, o time celeste tem razões para se motivar. Uma deles é um recorde. Se vencer o Tricolor carioca, chegará aos 80 pontos na tabela, superando o São Paulo - que em 2006 somou 78, e é o clube

com a maior pontuação desde 2006, quando o Brasileirão por pontos corridos passou a contar com 20 clubes. Superar o São Paulo já havia sido uma meta no ano passado. Em 2013, o Cruzeiro confirmou o título com ainda maior antecedência. E o recorde de pontos foi um dos objetivos usados pelo técnico Marcelo Oliveira para motivar os jogadores nas quatro rodadas seguintes. Não deu. O Cruzeiro somou apenas três dos últimos doze pontos disputados, parando nos 76. O time de 2014 pode superar o do ano passado anterior na quantidade de pontos, mas dificilmente (para não dizer que é impossível) marcará mais gols que em 2013. O Cruzeiro tem, novamente, o melhor ataque da competição, com 65 marcados. No entanto, balançou as redes 77 vezes no Brasileirão do ano passado. Apesar disso, o Cruzeiro segue na briga para ter o artilheiro do Brasileirão, algo que não aconteceu em 2013. No último ano, Borges foi o maior goleador da Raposa, com dez gols. Nesta temporada, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno podem ultrapassar Fred, artilheiro com 17 gols. O primeiro tem 15, enquanto o boliviano soma 14.

RUANOCARNEIRO/AGIF

Time carioca espera conquistar quinta colocação do Brasileirão e garantir entrada na Copa do Brasil só nas oitavas

Em meio a incertezas, Cristovão Borges pode fazer seu último jogo pelo Flu


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Pódio - 7 de dezembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu